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THE GRID: HISTORY, USE, AND MEANING

Jack H. Williamson


THE GRID: HISTORY, USE, AND MEANING

A grelha desenrolou um papel central no desenvolvimento e consolidação do movimento moderno de Design Gráfico no seculo XX. Graças ao seu uso durante este período como matriz em relação ao controlo e posicionamento de tipografia e imagem, a grelha moderna foi tornada num standart.

nado com o seu conteúdo simbólico. Historicamente, estas sub-formas aparecem em pares, constituindo duas formas mais gerais. A primeira forma será referida como “baseada em pontos” e é formada pelas sub-formas baseadas em coordenadas e intersecções, a segunda forma será designada como “baseada em campos” e é formada pelas sub-formas baseadas em modulos e linhas.

Consecutivamente, o seu aspecto simbólico não é geralmente reconhecido ou sequer conhecido. Apesar de ser igualmente obscuro em significado, o papel decorativo contrastante da grelha como uma peça saliente de iconografia visual no design gráfico pós modernista é mais aceite pelo seu valor simbólico. Para intender estas funções simbólicas será necessário primeiro examinar algumas junções chave no desenvolvimento da grelha pré seculo XX e, em alguns casos, intender os seus elementos individuais: o ponto (ou coordernada), a linha axial e como ambos interagem. (1) (1) Tipologia da grelha: as 4 sub-formas

Em termos de impacto, os valores variáveis da construção dos elementos da grelha, possuem o mesmo valor como a grelha em si, uma tipologia estrutural da grelha revela quatro sub-formas básicas desta: baseada em coordenadas, baseada em intersecções, baseada em modulos e baseada em linhas. Apesar de aparência idêntica, cada elemento distingue-se de cada uma destas sub-formas e está directamente relacio-

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A Grelha Medieval Tardia A grelha baseada em pontos é a que carateriza melhor o mundo mediaval cristiano tardio. Grelhas baseadas em pontos eram sadas para salientar o potencial de concentração da coordenada, tanto em si ou não ou na conjunção de dois eixos. Esta logica constructiva suportou o valor simbolico da grelha mediaval tardia como um conjunto de relações verticais relativas entre o metafisico acima e o material abaixo, que eram gerados divinamente atraves de pontos-coordenadas designados de “limiares”. Outras formas de grelhas foram mesmo assim apresentadas na mesma, por exemplo, um a grelha simples, baseada em linhas é visivel na quadrigéssima-segunda linha da biblia de 1455 de Gutenberg’s, na forma de linhas usadas para posisionar as colunas duplas de texto, os folios, os cabeçalhos e as margens.

Estas linhas eram derivadas das linhas guia que serviram um proposito similar nos manuscritos goticos. Somando as guias verticais que ajudaram a estabelecer a colocação e largura de colunas e margens, os manuscritos goticos iluminados também usufruiam guias horizontais para guiar a mão do escriba que escreveu o texto. Em alguns casos, estas linhas verticais e horizontais foram encontradas a regular a coloção de texto e de imagens das miniaturas pintadas. Esta função é evidente no diagrama de uma pagina de “Tres Belles Heures de Notre Dame” do inicio do seculo XV, no qual, o canto esquerdo do pulpito do qual Santo Antonio reza coincide com a margem coluanr interior do texto (2) Esta integração do texto e imagem, sugere fortemente que ambos layout da pagina e composição pictorial eram planeados e executados pelo proprio criador das miniaturas. Tal uso das linhas verticais e horizontais para posicionar texto e imagens nao difere muito dos principios da grelha moderna do seculo XX, que funciona como uma infra estrutura que controla o layout da pagina. Entanto, a identidade partilhada do designer e pintor, somadas ao facto das guias tambem regularem a composição das imagens, abre a possibilidade que as linhas da grelha talvez tenham sido usadas também para fins simbólicos.

(2) Diagram showing the relationship between the page rulings and the pictorial composition of the painted miniature in a manuscript page from an early fifteenth-century Book of Hours.

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Tal é o caso da pagina do manuscrito do seculo XV “Tres Belles Heures de Notre Dame” contendo o nascimento de João e o baptismo de Cristo por João baptista (3). Não apenas são visiveis linhas guia debaixo das linhas do texto da pagina, como tambem o espaçamento exacto dessas mesmas linhas continuam o coprimento da pagina e correspondem ambas aos cantos


Assim a grelha presente em “Tres Belles Heures de Notre Dame” é mais do que um mera composição, simbolizado o plano de Deus para a redenção do mundo e do homem devido a posição de varios simbolos onde o plano de Deus é definido na realidade fisica e no tempo historico. Esta simbologia é importante para o drama crisitão e demonstra que a grelha é baseada em ponto, tendo as linhas de eixo um papel secundário.

(3) Birth of John the Baptist, manuscript page from the Tres Belles Heuresde Notre Dame, Turin-Milan Book of Hours, fifteenth century.

dos objectos representados ou a objectos simbolicos chave. Os espaçamentos verticais da mesma largura também respeitam o mesmo posicionamento de cantos e objectos, resultando numa grelha de espaçamento uniforme baseado na linha guia do texto, que sublinha e regula a composição da pagina inteira. Uma analise visual da composição das imagens revela que essas linhas tem um proposito simbolico, sobrepondo-se ao efeito estetico.

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A Grelha Pós Moderna A grelha moderna suiça viveu o seu auge durante a década de 1960, mas durante 1970 alguns designers gráficos começaram a abandonar a regras do grafismo moderno e usaram a grelha para novos fins.

Tornou-se frequente a grelha ser estabelecida e depois quebrada ou ignorada, fazendo com que a composição resultante se afastasse radicalmente da ética do funcionalismo ao ponto de perder legibilidade e clareza, rompendo com os alinhamentos tipográficos.

O trabalho representtivo do instrutor Dan Friedman de Yale Graphics (4) ou do antigo aprendiz de Emil Ruder e professor na Basel School of Art graphic design, Wolfgang Weingart (5), ilustram a mudança no uso e caracteristicas da grelha dentro do design gráfico pos-modernista. A grelha já não atuava como a logica invisível por detrás da composição e começou muitas vezes a ser exposta e usada como um elemento decorativo. A grelha era por vezes inclinada de maneira a expressar alietoriedade e irracionalidade, também eram acrescentados elementos, marcas e assinaturas que contrastavam com a grelha super racional das composições do modernismo suíço (6).

(5) Wolfgang Weingart, State Art Aid poster

As variaçoes mais comuns deste afastamento da logica, mostram-se como uma celebração do irrational ou um fenomeno violento, sugerindo um significado por detras do absurdo, o que vai contra a tendencia modernista do obvio e funcional. Esta metafisica por detras da aparente aparencia de falta de significado, está ligada com a iconografia a cultura e design. Esta tendencia tem como fonte o movimento anti-racionalista do seculo XX e o movimento com começo em 1960, o Futurismo. (4) Dan Friedman, mudança de cartão de visita 1976.

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Com as teorias cientificas que tentavam explicar o funcionamento das forças


que atuam sobre a realidade e que também serviam de combustível para o manisfesto futurista, também estas teorias transbordavam para a área do grafismo (12). Traços como a impulsividade, ação destrutiva e deprivada de emoção, acelarada e crua caraterizavam o futurismo, toda este caos escondia-se por detras de uma aparente calma e ordem, tal como na sociedade, mente humana ou mesmo ao nível atômico.

Apesar de alterações no seu aspecto, a grelha continuou a dar enfase ao simbolismo, em semelhança a idade media, tentando representando o físico e o metafisico, passando desde a vontade de Deus até ao absurdo, retratando o conceito do homem e do mundo ao longo das épocas.

O romper da ordem através de forças destrutivas e explosivas ocultas acompanhou o nascimento do pos-modernismo no inicio de 1970, que acusava a falsidade superficial ao tentar mostrar oq eu realmente estava por detrás.

(5) Jan Tschichold,Prospectus for Die Neue Typographie, 1928

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