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A metodologia do século xx AS MUDANÇAS

Os novos conceitos e diretrizes

AS OFICINAS

Os mestres e suas atividades

APRENDIZADO INOVADOR

As heranças da metodologia no Design


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Prédio de Dessau, Alemanha, segunda fase da Bauhaus, 1928. Progetado por Walter Gropius. 4 • Metodo Magazine

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APRESENTAÇÃO Com influência das ideias da vanguarda, sugiu uma das escolas mais contaditórias, entre ideias capitalistas e socialismas, que acompanhou-a até o seu fechamento em 1933 pelos nazista, porém foi extremamente influente no ensino e união da arte, tecnica e industria. E que influenciou a metodologia de ensino e criação do mundo contemporâneo, com sua chegada aos Estados Unidos da América. A Staattiche Bauhaus, foi criada em 1919, a parti da fusão da acadêmia de belas-artes e a escola de artes e oficios, no destrito de Weimar, na Alemanha. Foi entregue a direção do arquiteto Walter Gropius, que acreditava na formação de uma “comuni dade de todas as formas de trabalho criativa e, em sua lógica interdependêcia de um para com a outra no mundo moderno” (Gropius, 1972). Com isso, Gropius consolidou o principal obje tivo da Bauhaus, o de que a arte e a técnica deveriam torna-se uma moderna unidade. A técnica não necessita de arte, mas a arte necessita muito da técnica (Burdek, 2005).

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creio, todavia, poder afirmar sem exagero qua a comunidade da Bauhaus contribuiu, pela inteira d sua tentativa, para ancorar novamente a arquitetura e o design contemporâneo no domínio socia (Gropius, 1975, p.44) 6 • Metodo Magazine

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de

METODOLOGIA DE GROPIUS W alter Gropius nasceu em Berlim, Alemanha, no ano

de 1883. Formou-se em arquitetura e foi o primeiro

diretor da Bauhaus.

Gropius acreditava que os homens precessavam compreender seu mundo e estabelecer relações entre conceitos e formas para implementar esse mundo. As atividades de projetos deve riam devinir-se mediante métodos de experimentações, no qual era realizado no curso básico, e que o conhecimento teorico, no inicio da formação, levava ao conformismo do projeto e a impo sibilidade de implementar o mundo. Com o objetivo de juntar arte e técnica, Gropius escolheu, com exeção do escultor Gehard Marck, somente atista cubis tas ou abstratos. Entre eles Wassily Kandisky, Paul Klee, Lyonel Feininger, Oskar Schlemmer, Johannes Itten, George Much e Lázio Moholy-Nagy. Com isso ele formou uma escola com base democrática, em que todo o corpo docente adotasse a colabora -

“Efetivamente, Gropius (. . .) acreditava que, conjugando o ensino artesanal com o artísti co e industrial, se po dia criar o artista com pleto capaz de dominar todos os setores da produção”. (2002, p. 26)

ção como um principiode geração de coesão. Mesmo deixando a Bauhaus em 1923, Gropius conseguiu consol -

Gillo Dorfles

idar seu objetivo, transformando a escola em uma nova unidade moderna, a parti da junção da arte e da técnica.

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VORKURS Curso preliminar Esquama dos cursos da Bauhaus.

ndroduzido por Johannes Itten, em 1919/20, o curso preliminar tinha dura cão de seis messes e era obrigatório para todos os alunos. Tinha o intuito de esinar por meio de experimentos, per mitindo o contato com atividades que envolviam questões de pro porcão, luz, sombra, cores e formas. O curso não tinha o intuido de preparar os alunos para suas futuras oficinas, e sim, desen volver as suas producoes.

I

nenhum conhecimento de técnica. Os ensinamentos eram adquiri dos por meio de esperimentos, nehuma teoria era ensina, pois Gropius e Itten, acreditavam que isso inibia o resultado da criacão. Isso fazia com que a capacid ade cognitiva fosse indiretamente estimulada. Apesar da teoria não ser privile giada, da análise e da discussão de expeerimentos eram tiradas conclusões que então se concentravam em uma

Não se era exigido do aluno

“Teoria Geral da Configuracão”

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(Büderk, 2005. pag. 29) O Vorkurs, foi chamado posterior mente de curso básico. Além de Itten, que foi o seu primeiro coor denador , o curso foi ministrado por Láslo Moholy-Nagy e mais tade por Josef Albert, que dividia os mesmos principios metodolog icos de Itten, “Inventar construin do e reparar descobrindo”(Büderk, 2005, pag. 29).


A metodologia conceitual de Itten, apoiava-se em principios pedagógicos que se resume em dois conceitos opostos, são eles, a “intuição e o método” ou “experiência subjetiva e recognição objetiva”. Walter Gropiuos, o então diretor do curso, permi tiu total liberdade para que o pedagogo estru turasse a tématica do curso básico. Todavia, Itten só teria que seguir três tarefas, 1 liberar a criatividade dos estudantes encorajando o seu trabalho; 2- Facilitar a escolhada carreira dos estudantes. 3. Transmitir aos estudantes os prin cipios básicos do desegn.

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A estrutura do ensino da Bauhaus, como foi visto, era composta de oficinas de aprendizagem escolhidas pelos alunos logo após a con clusão e aprovação no curso preliminar Primeiro a formação artística, depois o trabalho nas oficinas complementava o estudo dos alunos com uma formação artesanal. Era uma forma de fazer com que o aluno tivesse um conhecimento bem determinado de materiais e processos de trabalho para assim ter condições de influenciar a produção industrial. Após o ensino preliminar o aluno inicia o segundo curso, realizado em oficinas de aprendizagem ministrada por dois mestres, um artista e um artesão, abordando conhecimentos no estudo da forma, fundamentado nas questões envolven do a natureza, a cor, o espaço, as composições, as estruturas e suas representações, os diversos materiais e ferramentas .

O ENSINO

OFICINAS os três anos e seus mestres

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A intenção era possibilitar ao aluno reunir a habili dade criativa do artista e o conhecimento técnico do artesão. Ao final dos três anos de sua duração, o aluno bem sucedido obtinha o diploma oficial de artesão. O terceiro dos cursos era o de aperfeiçoamento o estudo da construção. Era opcional e tinha duração variável. Baseava-se no trabalho da teoria aplicada em atividades desenvolvidas em construções no campo de provas da Bauhaus, e na produção em arquitetura. Em seu final, concedia-se ao aluno o diploma de mestre, o que estaria de acordo com a formulação de objetivos estabelecida por Gropius no manifesto de fundação da escola, no qual ele afirmava ser a construção o objetivo de toda ativi dade artísticaum artista e um artesão, abordando conhecimentos no estudo da forma, fundamentado nas questões envolvendo a natureza, a cor, o espaço, as composições, as estruturas e suas representações, os diversos materiais e ferramentas . A intenção era possibilitar ao aluno reunir a habilidade criativa do artista e o conhecimento técnico do artesão. Ao final dos três anos de sua duração, o aluno bem sucedido obtinha o diploma oficial de artesão.

Em seu início, a ofi cina de tecelagem, posteriormente, seção têxtil, teve Joahnnes Itten como mestre da forma, substituído, em outubro de 1920, por Georg Muche. Tudo o que era técnico as funções do tear, as pos sibilidades de combinação de fios, o modo de entrada dos fios tinha que ser aprendido através de experiências, relatou Gunta Stölzl, diretora dessa ofi cina. Ressalta-se que, se na tecelagem de Weimer a ênfase era a produção artesanal de exemplar único, em Dessau foi reconhecida a necessidade de adap tarem-se os projetos às exigências industriais, ou seja, à produção em série. Mas realizações ligadas à tradição não foram um fator negativo, pois, com isso, os aprendizes foram experimentando novos méto dos em Weimar, tendo a Bauhaus criado uma grande variedade de produtos de tecelagem e macramê com padrões e formas novas. As inovações estilísticas apresentadas vinham das aulas que foram ministra das pelos artistas de Belas-Artes e, até o ano de 1921,

TECELAGEM

O trabalho na oficina de metal só foi ini ciado em 1920 e até o final do ano de 1922 esteve sob o comando artístico de Itten. Quando ele deixou a oficina de metal, em 1923, e László Noholy-Nagy assumiu a direção como mestre da forma, ele alterou o estilo da oficina que agora tinha como um design que obedecia às novas exigência, sendo apoiado o uso de novos materiais que não tinham relação com um atelier de metal como vidro e plexiglass. Formas elementares e cores primárias, aceitas como obrigatórias, eram ensinadas nas aulas de teoria da forma. “Pensava-se erradamente que as bases mais simples podiam ser utilizadas para criar protótipos universalmente aceites: a cadei ra, o bule, a casa”. Até este momento não se pensava nos fatores mercantis que transforma vam um novo “design” rapidamente em “antiquado”. Apenas no ano de 1928, quando o diretor pas sou a ser Hannes Meyer, ficou claro que o ensino realizado desta forma atendia de maneira limitada os problemas de “design”. Quanto às operações ligadas à produção na oficina de metal, estas teriam se iniciado ao longo do ano de 1924.

METAL

Em 1929, em decorrência da ênfase dada à arquite tura, a oficina de metal foi fundida com a ofi cina de móveis, formando a oficina de acabamento.

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A oficina de moveis, antes chamada de oficina de carpintaria, tinha como mestre da forma o então diretor Walter Gropius , em Weimar, era o Considerada uma das oficinas mais eficazes, assim como a de metal, esta teria sido uma das primeiras que aceitaram a criação de um modelo que pudesse ser seguido pela indústria, o que pode ser comprovado, pela cadeira de ripas que se pretendeu ser um protótipo para se produzir em série, produzida em 1922 por Marcel Breuer. A nova estética do mobiliário da Bauhaus era atraente e desde 1924 foi apresen tada como decorrente de uma análise da função. A inovação em peças importantes do mobiliário foi justificada por meio das análises funcionais. Em relação à produção comercial, o trabalho se con centrou na oficina de mobiliário a partir de novem bro de 1923, situação similar à das demais oficinas.

MÓVEIS

As oficinas de encad ernação e tipografia eram duas disciplinas que faziam parte da tradição das escolas de artes e ofícios, pertenciam ao artesão Otto Dorfner e os apre ndizes não eram limitados aos alunos da Bauhaus, interessados externos também eram aceitos.A chega da de Paul Klee a partir de 1921, como mestre artísti co da oficina, e as diferenças fundamentais entre eles levou à não renovação do contrato de Dorfner com a Bauhaus, que não buscou levar adiante essa oficina.

ENCADERNACÃO

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A oficina de tipogra fia, também identi ficada como depar tamento de tipografia e publicidade durante o período em que a Bauhaus permaneceu na cidade de Weimar, teve Lyonel Feininger como mestre da forma e Carl Zoubitzer como mestre artesão. Ao contrário dos outros ateliers, o de tipografia da Bauhaus Estatal deixa de aceitar aprendizes com base num certificado de aprendizagem, mas treina membros da Bauhaus em todas as áreas artesanais de tipografia quando solicitado... O atelier de tipo grafia é essencialmente um atelier de produção e executa encomendas para todo o tipo de estampa gem artística à mão, incluindo edições completas. A oficina de tipografia obtinha um sucesso em encomendas que eram quase sempre suficientes. Ressalta-se que os estatutos de 1922 falavam da criação de uma editora que objetivava aumentar a independência financeira da Bauhaus e levar a sua mensagem a um público mais vasto. Em 1923, a

TIPOGRAFIA


A oficina de vitrais e pin tura mural foi anunciada por Gropius no Manifesto Bauhaus.mas no ano de 1924,em decorrência da reduzida produtividade, a oficina de vitrais tornou-se uma subdivisão da oficina de pintura mural. Oskar Schlemmer foi o primeiro mestre da forma na ofi cina mural e assumiu, posteriormente, a chefia da ofici na de teatro. O pintor abstracionista Wassily Kandinsky de 1922 até 1925, e depois Hinnerk Scheper assumiu a oficina.

VITRAIS E PINTURA MURAL

Kandinsky, propôs em abril de 1924, um programa de ensi no para a oficina de pintura mural com uma grande diversi dade de tarefas teóricas e práticas. Particularmente, este mes tre estava interessado na correspondência entre cor e forma, uma relação que ele queria explorar sistematicamente. Ao contrário do interesse de Kandinsky, sob a direção de Scheper foi enfocada a questão da decoração de interiores e da construção em cores. Ressalta-se que era previsto, no programa de trabalho na oficina de pintura mural a experimentação prática de materiais e técnicas de todo o tipo, a fim de, com isto, garantir os fundamentos tecnológicos da decoração de interiores e da construção em cores.

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AS NOVAS DIRETRIZES DA BAUHAUAS A

dupla formação dos jovens mestres levou a produção em série à condição de principal preocupação da escola, que foi aos poucos passando da elaboração de protótipos à produção para a

indústria, e transformando-se assim num centro de produtivo, no qual o propósito principal era a criação de objetos altamente funcionais, com atributos estéticos e destinados a todas as categorias sociais, ou seja, que tivessem em todos os aspectos um custo reduzido. Para atender aos novos objetivos, a Bauhaus passava a estudar e a investigar com bastante rigor as questões diretamente ligadas à funcionalidade, bem como a possibilidade de aproximação deste conceito aos gêneros artísticos e artesanais. No ano de 1923, Gropius modifica a orientação do programa original, que valorizava principalmente os ofícios, passando a priorizar a produção direcionada para a indústria. Essa reorientação, em desacordo com o pensamento de alguns colaboradores, provoca a saída de parte deles, incluindo Johannes Itten. Monumento aos Caídos de Março em Weimar. Cimento. Walter Gropius,1921. Esta é a única escultura de Gropius, foi destruída no período hitleriano, e reconstruída após 1945


http://www.usjt.br/biblioteca/mono_disser/mono_diss/124.pdf http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/19749/19749.PDFXXvmi=cRiG0iRSAm5obJcpzRibq3u32fwQ uzsIrLor5hlGFq5QbigLbAWDDsGFIdweN1WfNmISE4zjuEaHXrs93qNGTtmDIURvVPLKctDRzcc5RmMQPf

A catedral, de Lyonel Feininger, xilogravura que ilustrou o 1ยบ manifesto da Bauhaus.


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