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REVISTA

F ORRÓ RN

MARÇO 2014 // ANO 1 // Nº 2 distribuição gratuita

ARENÃ A Segunda da Ressaca

EVIDANCE De aluno pra aluno, academia se torna referência

CHAMBINHO DO ACORDEON O Gonzaga dos tempos modernos

MOACIR

JOÃO ANDRÉ

PICA PAU

É a alegria dos turistas nos forrós de Natal

O cantor e compositor revelação da Paraíba em 2013

Sanfoneiro da banda Limão com Mel lança carreira solo


ÍNDICE

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EVIDANCE DE ALUNO PRA ALUNO, ACADEMIA SE TORNA REFERÊNCIA

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MOACIR DO REPENTE

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CHAMBINHO DO ACORDEON

É ALEGRIA DOS TURISTAS NOS FORRÓS DE NATAL

O GONZAGA DOS TEMPOS MODERNOS

BOLA NA REDE Copa do Mundo deverá movimentar mercado do forró

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MAIS FORRÓ FORRÓ ROMÂNTICO EM ALTA

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UM ANO WA CASA SHOW PREPARA GRANDE FESTA DE ANIVERSÁRIO

FORRÓ DO SHEIK DE JOÃO PESSOA PARA TODO NORDESTE

27 CULTURA E TRADIÇÃO Chapéu de Couro resgata cultura do forró pé de serra

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PICA PAU SANFONEIRO DA BANDA LIMÃO COM MEL LANÇA CARREIRA SOLO

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FORRÓ AFINADO OFICINA DO CICINHO É ENDEREÇO CERTO PARA SANFONEIROS

NA PEGADA DO FORRÓ EM CEARÁ-MIRIM, FORRÓ É COM EDNOR FREITAS

36 JOÃO ANDRÉ O cantor e compositor revelação da Paraíba em 2013

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ÍNDICE

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FALANDO DE FORRÓ FORRÓ DAS ANTIGAS NAS PARADAS

REVISTA FORRÓ


Lançamento da Revista Forró reúne forrozeiros no Só Mais Uma

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lançamento oficial da primeira edição da Revista Forró foi sucesso, no Só Mais Uma bar e petiscaria, em Ponta Negra, Natal-RN. A Noite Cultural reuniu vários convidados e forrozeiros, que se apresentaram no palco principal do bar. O evento teve a presença da banda Forró Selado, bem como de convidados como Brilhantes do Forró, Carlos Henrique, Pizzada Diferente, Rogerinho do Acordeon, Fernando Farias e Arleno Farias. Outro forrozeiro que marcou presença ao evento foi o compositor Ranieri Mazzile. A primeira edição da Revista Forró foi lançada no início de janeiro, com tiragem de cinco mil exemplares e circulação nas principais casas de show do RN, bem como bares, hotéis e restaurantes em todo o Estado.

FOTOS: CÉSAR AUGUSTO // REVISTA FORRÓ

LANÇAMENTO DA REVISTA FORRÓ

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E o forró continua... Depois do desafio de colocar na rua uma revista com conteúdo exclusivo de forró, buscando valorizar os artistas e as variedades desse mercado, lançamos a segunda edição da Revista Forró. Nesta publicação, temos a honra de ter em nossa capa um músico de renome nacional, Chambinho do Acordeon. Ele deu vida a Luiz Gonzaga nas telas dos cinemas, em 2012, e hoje se apresenta em todo o Brasil.

NOSSAS INFORMAÇÕES ENDEREÇO RUA SÃO JANUÁRIO, 1800A CANDELÁRIA, NATAL-RN CEP: 59065-580

TELEFONES JORNALISMO: (84) 9679-2338 / 8139-6300 COMERCIAL: (84) 8745-9566 / 9638-3025

CONTATOS: comercial@revistaforro.com revista@revistaforro.com

TIRAGEM Chambinho passou férias em Natal e nos concedeu uma entrevista detalhada sobre sua vida. Também nesta segunda edição, você vai encontrar a história de Moacir do Repente, um potiguar arretado que deixa turista encabulado com suas rimas e improvisos. Outro destaque é o paraibano João André, que canta, compõe e toca sanfona. No campo das casas de eventos, a Revista Forró foi até Assu fazer matéria sobre o aniversário da WA Casa Show, passou pelo Arenã, onde tem a Segunda da Ressaca e ainda mostra detalhes do projeto Forró do Chapéu de Couro. Embora estejamos na segunda edição, a Revista Forró já tem destaque pelo mercado forrozeiro em todo Nordeste e, não por acaso, além do paraibano João André, temos nesta publicação o sanfoneiro Pica Pau, que saiu da banda Limão com Mel e agora lança carreira solo, bem como a banda Forró do Sheik. Já em clima de Copa do Mundo, a Revista Forró publica ainda uma matéria especial sobre o possível aquecimento que o evento da FIFA trará para o mercado, mostrando opiniões de pessoas do segmento. Portanto, nobre leitor, antes de sair pra dançar um forrozinho, aproveite para se informar sobre o que acontece na área forrozeira. Aliás, se vai dançar, saiba mais sobre a academia Evidance, que está em uma das nossas páginas.

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EDITORIAL

5 MIL EXEMPLARES

SITE OFICIAL e REDES SOCIAIS REVISTA FORRÓ @REVISTAFORRO @REVISTAFORRO WWW.REVISTAFORRO.COM

QUEM FAZ RUTEMBERG ROCHA DIRETOR COMERCIAL

THYAGO MACEDO DIRETOR DE REDAÇÃO

CÉSAR AUGUSTO DIRETOR DE ARTE

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CURTINHAS

Revista Forró na Europa A primeira edição da Revista Forró voou e foi parar na Europa. O sanfoneiro Rogerinho do Acordeon, que mora em Portugal e se apresenta em vários países, passou as férias em Natal e levou alguns exemplares para distribuir entre os forrozeiros europeus. Em um show na cidade de Zurique, na Suiça, no início de fevereiro, ele mostrou a revista para os músicos da banda Aviões do Forró, que estava em turnê naquele continente.

Darrijane deixa banda Circuito Musical Na edição passada, publicamos uma nota falando sobre a retomada do formato inicial da banda Circuito Musical, com retorno de Tetê Pessoa ao lado de Darrijane Lopes e Marquinho Carrera. Pois bem, a banda nem bem lançou o DVD A história na acabou e já passou por mudanças. Darrijane Lopes deixou o grupo e agora está seguindo carreira ao lado do pai, o sanfoneiro Geraldão de Caicó. Os motivos da saída não foram revelados. Boa Sorte a Darrijane e ao seu pai, dois grandes músicos caicoenses.

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CURTINHAS

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Gonzagão - A Lenda O público natalense que aprecia teatro ou até mesmo aquele que é apaixonado por Luiz Gonzaga teve o prazer de receber o musical Gonzagão – A Lenda, dirigida pelo conceituado João Falcão. Durante os 90 minutos de espetáculo, oito atores e uma atriz se revezam no palco em uma viagem musical pela trajetória do Rei do Baião. As apresentações no Teatro Alberto Maranhão ainda beneficiaram o público com preços populares.

Chico Forrozeiro no Forró do Muído

Felipe Lemos lança banda

A banda Forró do Muído contratou o potiguar Chico Forrozeiro para ser o novo vocalista, ao lado da Naty Calasans, que ficou conhecida na banda Saia Rodada. Chico estava em carreira solo, depois de ter passado por bandas como Garotões do Forró e Forró da Moda. “Deixo meus sinceros agradecimentos a todos que de forma direta ou não me ajudaram, incentivaram, curtem e me acompanham por todo esse tempo. Agora é Deus no comando e vamos que vamos nessa nova pegada”, disse o cantor, através de nota.

A ida de Chico Forrozeiro para o Muído aconteceu em virtude da saída do cantor Felipe Lemos do grupo. Felipe, por sua vez, decidiu lançar um projeto próprio e já anunciou que o nome da sua banda será Forró do Bem, com previsão de lançamento já para este mês de março.

Safadão na Globo As últimas semanas foram de muita mídia para Wesley Safadão. O cantor e dono da banda Garota Safada, depois de ter participado da gravação do DVD de Cláudia Leite, esteve mais uma vez no programa Mais Você, com Ana Maria Braga, cantando seus sucessos para todo Brasil. Na semana seguinte, o Safadão já estava nos palcos do Domingão do Faustão, onde participou do quadro “Quem está Mentindo”.

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CURTINHAS

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De aluno pra aluno, Evidance se torna referência

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uando se fala em academia de dança no Rio Grande do Norte, a Evidance é um dos nomes mais lembrados. A escola vai completar dez anos agora em 2014 e, de acordo com o empresário Paulo Humberto Pinheiro de Souza, já recebeu aproximadamente 12 mil alunos ao longo desse período, a maioria para aprender o bom e velho forró. A Evidance nasceu do acaso e da própria necessidade de Paulo em aprender a dançar. Tanto é que ele costuma dizer que a academia foi feita de aluno para aluno. “Em 2000, eu fui a uma festa e, mesmo sem saber dançar, chamei uma moça para dançar comigo. Após 30 segundos, ela me deixou no salão e disse que eu não sabia dançar. Aquela falta de educação me deixou chateado e sai decidido a procurar um professor”, revela. Paulo, que já trabalhava como advogado da Caixa Econômica, começou a praticar dança e, no ano de 2003, decidiu criar sua própria academia. Para isso, levou três professores com quem já praticava para que eles fossem treinados nas melhores academias do Rio de Janeiro. “No dia 31 de julho de 2004, nós abrimos a Evidance, na época, com três salas. Lembro que praticar dança naquele tempo despertava certo preconceito. Mas, aos poucos, essa mentalidade foi mudando e depois que a Globo começou a apresentar a Dança dos Famosos, as academias

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EVIDANCE

de dança do Brasil inteiro tiveram um boom”, frisa Paulo Humberto. A Evidance cresceu e, atualmente, tem oito salas, sendo sete para aulas em grupo e uma individual, todas equipadas com sistema de som, arcondicionado e isolamento acústico. “Eu sempre me preocupei com cada detalhe que levasse conforto aos alunos, porque a Evidance nasceu da minha necessidade de aluno. Então, eu enxergo o negócio na visão de quem vem aqui praticar a dança”, ressalta. Apesar de ter o forró como o ritmo mais procurado, a Evidance trabalha com vários estilos, como salsa, samba, bolero, tango, zouk, bem como dança do ventre, street dance, zumba, aeroaxé, waacking e ballet. A academia abre manhã, tarde e noite e chega a realizar happy hours todas as sextas-feiras. “Nós prometemos aqui que as pessoas aprendem forró em um mês. Mas, muito mais que isso, queremos destacar que a dança é uma forma de interação social, de terapia e, claro, de atividade física, gerando sempre o bem-estar. Não por acaso, temos aqui pessoas de todas as idades, todos tratados de maneira igual e sem formalidades”, completa Paulo Humberto.

SERVIÇO Escola de Dança Evidance Av. Senador Salgado Filho, 2600 Candelária - Natal/RN Fones: (84) 3206-2980 / 8893-2980

FOTOS: THYAGO MACEDO // REVISTA FORRÓ


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e raciocínio rápido e afiado, o repentista é desafiado a improvisar e animar o público de fora ou da gente. Conhecido e aplaudido pelos turistas, o mais famoso de Natal é figura certa nos forrós e atende por Moacir do Repente. São 30 anos de estrada, saindo de Brejinho pras vaquejadas, aprendeu a rimar e conheceu o Brasil. Paulista, carioca, mineiro ou estrangeiro, Moacir não sai da memória de quem já o viu. A história de Moacir Cosme da Silva, hoje com 48 anos, começou quando ele ainda tinha 18 anos. Em conversa com a Revista Forró, ele conta que naquela época foi cantar em vaquejadas e, nesse universo, conheceu o repente, tendo como influência nomes como Arnaldo Farias e Galego Aboiador. Ainda jovem, Moacir fez magistério e foi professor de Geografia. Daí, aliás, desenvolveu habilidade em conhecer bem os estados e suas peculiaridades. Com o passar dos anos, além de cantar em vaquejadas, Moacir participava de shows de calouros e se apresentava em circos, já fazendo repentes. Foi então que ganhou o apelido Moacir do Repente.

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MOACIR DO REPENTE

MOACIR DO REPENTE é a alegria dos turistas nos forrós de Natal

FOTO: THYAGO MACEDO // REVISTA FORRÓ


FOTO: RUTEMBERG ROCHA // REVISTA FORRÓ

“Acho que ser repentista é uma coisa que não se aprende. Acredito que nasci com esse dom e o desenvolvi bem. Todos os dias, inclusive, eu trabalho para continuar desenvolvendo. A Geografia me ajudou, mas estou sempre antenado com o que acontece em cada lugar, assistindo ou lendo jornal e revistas. A internet também me ajudou muito e tudo isso fornece elementos para o repente”, explica. Como tem seu trabalho voltado para o turismo, Moacir precisa conhecer detalhes culturais e geográficos de todos os estados brasileiros, bem como de outros países. O repentista tem agenda semanal cheia, com apresentações fixas no Forró com Turista, há 14 anos, e também no Rastapé Casa de Forró, há cinco anos. Ele também participa de eventos culturais de prefeituras e faz festas particulares.

variados de repentes”. Para quem não sabe, existem repentes com viola ou embolador de coco, por exemplo. Moacir segue a linha de repente acompanhado de forró, geralmente o trio sanfoneiro, zabumbeiro e trianglista.

FILHO DE REPENTISTA, SANFONEIRO É Aquele ditado que diz “Filho de peixe, peixinho é” não se aplica ao pé da letra para o filho de Moacir, o adolescente Moakson Nascimento, de 14 anos. De acordo com o próprio pai, até agora ele não demonstrou dom para o repente, em contrapartida, segue o caminho de sanfoneiro de maneira natural.

“Nós temos uma base no repente, mas o improviso é a essência de tudo, porque o público sempre muda e, consequentemente, o tema do repente. Apesar disso, eu não faço nenhum tipo de treino em casa. Saio pra trabalhar tranquilo, como se “Saio pra trabalhar “Quando ele nasceu eu já tivesse qualquer tranquilo, como se tinha essa outra profissão”. tivesse qualquer rotina dos Moacir do outra profissão” palcos e Repente já gravou passei a levá-lo dois CDs com quando podia. músicas próprias Aos três anos, e, claro, seus ele já conseguia tocar triângulo. Aos repentes. Até o mês de junho, ele cinco anos, tocava zabumba. Aos deve lançar seu terceiro CD. oito aprendeu violão, depois teclado e, aos 12 anos, foi pra sanfona. Hoje, Moacir conta que por causa do seu meu filho me acompanha em alguns trabalho já viajou o Brasil inteiro. shows e até mesmo já toca sozinho “Conheço pelo menos todas quando aparece algum convite. as capitais e também aproveito Fazer repente é um dom e não é para conhecer até mesmo estilos

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todo mundo que sabe, assim como não é todo mundo que sabe tocar sanfona. Então, fico feliz que ele esteja seguindo o dom dele, mas me acompanhando também”, afirma Moacir do Repente. Moakson Nascimento revela que já tem um repertório de aproximadamente 60 músicas para usar em suas apresentações. Além de acompanhar o pai, o jovem também acompanha outros músicos e, aos poucos, vai trilhando o próprio caminho.

MOACIR DO REPENTE 13


Chapéu de Couro resgata cultura do forró pé de serra

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projeto cultural Forró do Chapéu de Couro tem, ao longo dos últimos anos, resgatado a cultura do forró tradicional e proporcionado aos natalenses assistir atrações regionais, bem como conhecer mais de perto o trabalho de artistas locais. O projeto é comandado pelos empresários Amanda Silva e Wanderson Costa. Amanda explica que, em 2011, fez um curso no Senac e teve que elaborar um projeto ao final. Como sempre gostou de forró pé de serra, mas não encontrava grandes possibilidades em Natal, teve a ideia do Chapéu de Couro. “O projeto sempre foi embasado na valorização cultural do forró e, por isso, conseguimos concretizá-lo e, mais ainda, conseguimos com que ele fosse aprovado na lei de incentivo”, comenta.

FOTO: THYAGO MACEDO

cantor Jorge de Altinho, bem como os artistas da terra Zé Barros e Raimundo Flor. Amanda ressalta que as edições do projeto sempre contam com duas atrações locais e uma regional, como forma de valorizar o forró potiguar.

Desde que foi criado, o Forró do Chapéu de Couro já realizou 11 edições. O projeto, aliás, é itinerante e já passou pelo restaurante Paçoca de Pilão, em Pirangi, e hoje é realizado no Jiqui Country Club, em Nova Parnamirim. “Sempre buscamos fazer eventos voltados para a família, então, espaços como esses são ideais. Aqui no Jiqui temos uma área grande para estacionamento e todo esse ambiente de clube, que gera sensação de conforto. Então, estamos muito felizes com essa parceria”, lembra Amanda.

SERVIÇO

No dia 29 de março, o Forró do Chapéu de Couro vai receber o

Forró do Chapéu de Couro Fones: (84) 9984-4919 / 8821-2282 www.forrodochapeudecouro.com.br

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CHAPÉU DE COURO

Em abril, o projeto já tem como convidado o cantor Flávio José, que já esteve em outra edição. Amanda Silva, inclusive, conta que da primeira vez que participou do Chapéu de Couro, Flávio José elogiou e parabenizou a iniciativa. “Acredito que, apesar da falta de incentivo dos empresários para a cultura, nós estamos no caminho certo e temos alcançado os objetivos”, completa Amanda.

FOTOS: CEDIDAS // REVISTA FORRÓ


JOÃO ANDRÉ o cantor e compositor revelação da Paraíba em 2013

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ascido na zona rural de São Bento-PB, filho de agricultores, João André é o mais novo de oito irmãos. Desde pequeno, ele já demonstrava interesse pela música. Aos 11 anos, aprendeu as primeiras notas no teclado e, desde então, não parou mais. Hoje, João toca vários instrumentos, é produtor, cantor, compositor e empresário. João André iniciou sua carreira profissional com 15 anos de idade como tecladista no Forrozão Baby Mel, onde se destacou com várias composições de sucesso, como a música Nanda. Atualmente, o artista segue carreira solo, tendo a banda Forró na Faixa. Mesmo assim, João continua fornecendo suas composições para outras bandas de forró, como Aviões do Forró, Edson Lima e Gatinha Manhosa, Forró do Muído, Forrozão Baby Mel, Forró do Tcher, Adones Antonio, Banda pé de ouro, Pegada de Luxo, Roberto Vaneirão e Arroxe o Nó, Forró Estourado, Forró só no machucado, Vilões do Forró, Carlos Magno e Gabriel Cachorrão, Forró pisada federal e Farra de Barão. João André também se

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destaca em festivais de compositores. Em 2010, foi 2º colocado no Festcam (Festival de Música Catoleense). Dois anos depois, foi 3º colocado no Forró Fest 2012. No ano de 2013, ganhou o prêmio de segundo melhor compositor da Paraíba, no Forró Fest, que é um dos maiores festivais de compositores do Nordeste, realizado pela TV Paraíba e TV Cabo Branco.

“Aos poucos fui conquistando meu espaço no cenário da música paraibana. A música Caixa de Inveja, de minha autoria, é o sucesso do momento com sua banda Forró na Faixa, sendo executadas em várias rádios da Paraíba e na região Seridó do Rio Grande do Norte. Além disso, o reconhecimento do meu trabalho tem aberto portas importantes. Em 2013, por exemplo, fiz participação no programa Cantos & Contos, dos Nonatos”, comenta. João André é conhecido pela sua simplicidade e isso o faz ser respeitado e admirado. Agora em 2014, o artista e sua banda estão lançando a música Perdendo Tempo, composição de João André e Acrizio de Fraça. “Ainda este ano, pretendemos também para gravar nosso primeiro DVD oficial”, informa.

CONTATO Fone: (83) 9961-7283

JOÃO ANDRÉ 17


ENTREVISTA

CHAMBINHO DO ACORDEON O Gonzaga dos tempos modernos

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CHAMBINHO DO ACORDEON

FOTOS: THYAGO MACEDO // REVISTA FORRÓ


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aulista de nascimento, mas Nordestino de coração e criação, Nivaldo Expedito de Carvalho, de 33 anos, carrega nos ombros, em forma de gibão, a responsabilidade de manter viva a musicalidade de Luiz Gonzaga. Assim como muitos sanfoneiros brasileiros, ele se inspirou na história do Rei do Baião, mas recebeu a benção de interpretar o próprio, tornando-se, assim, a figura mais representativa de Gonzagão nos tempos modernos. Nivaldo Expedito, aliás, nome de batismo, não é tão conhecido como Chambinho do Acordeon, apelido que ganhou ainda na adolescência, devido sua paixão por iogurte. O sanfoneiro e ator, que começou a tocar praticamente obrigado pelo pai, afirma que não quer ter o peso de ser o porta-voz do forró no Brasil, até porque, segundo ele, o forró é muito maior que uma pessoa só. No entanto, Chambinho faz questão de valorizar o forró autêntico e homenagear grandes nomes, como o próprio Gonzaga e Dominguinhos, que considera serem seus maiores ídolos. No início deste ano, ele esteve em Natal passando férias e concedeu uma entrevista para a Revista Forró.

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Quando foi que você começou a tocar sanfona? Ainda criança, meu pai já me colocava pra tocar, mas, na verdade, eu não queria saber muito do instrumento. Minha grande paixão, como a maioria das crianças, era o futebol. Eu, inclusive, cheguei a fazer testes em clubes de São Paulo. Você é paulista? Eu nasci em São Paulo, em 7 de junho de 1980 e, em 1989, fui morar no Piauí, terra da minha família. Em 1991, eu voltei para São Paulo, já entrando na adolescência. Fui morar na zona Sul e, na escola, tinha o grupo que gostava de rock, o grupo que gostava do hip-hop e o que gostava do samba, mas não tinha nenhum grupo de forrozeiros. Na rua que eu morava, só tinha mineiro, então, eles tocavam moda de viola e, com isso, aprendi a tocar violão. Mas meu pai, seu Expedito, ficava direto enchendo meu saco pra que eu tocasse forró. Ele sempre me levava aos forrós de São Paulo, o famoso risca faca. E quando foi que você se descobriu como sanfoneiro mesmo, saindo da obrigação imposta pelo pai para o prazer de tocar? Aos 14 anos, aproximadamente, eu comecei a me interessar e querer aprender mesmo sanfona. Só que eu tive dificuldade, porque o forte em São Paulo, na época, era o samba. Nesse período, eu conheci um professor de piano e comecei a estudar com ele. Comprei um teclado e, pouco tempo depois, fui tocar em um grupo de samba. Passei quatro anos nesse meio, até que, em 2000, surgiu o movimento do Forró Universitário, com o sucesso do Falamansa. No dia em que os vi na TV, comentei com minha irmã: olha, que banda legal. Então, percebi que o forró estava ressurgindo e decidi limpar a poeira da sanfona e voltar pra ela. Foi aí que recebi um convite da banda Caiana, que estava começando. Fiz o teste e comecei a ensaiar com eles e, em seguida, já fomos tocar, pois o forró entrou em alta, com o sucesso do Falamansa. Mas você falou que tocou teclado muitos anos em grupo de samba e, de repente, foi tocar forró. Se readaptou fácil à sanfona? Eu trabalhava em uma metalúrgica e, certo dia, em virtude do meu cansaço dos shows e a rotina diária de trabalho, acabei sofrendo um acidente e tive uma queimadura no braço. Passei alguns dias em casa e decidi sair da metalúrgica pra me dedicar exclusivamente à sanfona. Demorei uns dois anos pra pegar realmente o molejo do instrumento, que, apesar de ter teclas, tem técnica muito diferente do teclado. Nesse período, eu viajei o Brasil inteiro com a banda Caiana, então, peguei mesmo o jeito de músico. E outro detalhe é que todos os anos eu ia para o Piauí tentar aprender alguma coisa a mais na sanfona.

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Sua carreira mudou a partir do filme Gonzaga – De Pai pra filho, em que você interpretou Luiz Gonzaga, como foi esse processo? Eu tinha feito um projeto chamado Revivendo Luiz Gonzaga, em 2009. Um dia, tirei uma foto debruçado sobre a sanfona e entreguei para um amigo meu pernambucano, o Toninho Vaqueiro. Ele olhou pra mim e falou: ‘Chambinho, você é a cara do Luiz Gonzaga’. Na hora, até brinquei e disse: ‘eu lá pareço com aquele velho feio, rapaz’. E então ele me explicou que eu parecia com Gonzaga novo. Em outros shows, que eu colocava um chapéu pra fazer homenagem a ele, muitas pessoas comentavam que eu realmente parecia, mas, na verdade, eu nunca achei parecido. No começo de 2011, soube da seleção pro filme, porém, não dei muita atenção. Falei pra minha esposa Daniela e ela disse que iria mandar.

Aprender o forró nordestino, que é diferente do de São Paulo? É, realmente, eu queria entender o sotaque e o significado do forró. Lá em São Paulo, você curte a música o ritmo, mas muitas palavras, por exemplo, não se sabe o que significa. Então, meu objetivo era ter propriedade no que estava fazendo. Foi no Piauí, inclusive, no ano de 2007, que fiz minha primeira apresentação solo, após sair da banda Caiana. Então, já são quantos anos de sanfona? Olha, eu conto a partir dos 12 anos, que foi quando tive os primeiros contatos e aprendi as primeiras músicas. Agora, profissionalmente, eu vivo da música de 2000 para cá e, como cantor, desde 2007.

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O que era que eles pediam? Eles queriam vídeo e uma fotografia em alta resolução. Na mesma hora que Daniela mandou, eles responderam o e-mail pedindo outra foto mais definida, pois tinham gostado do meu perfil. No outro dia, a diretora de elenco me ligou e disse pra eu ir fazer o teste na Lapa, no Rio de Janeiro, sendo que eu estava em São Paulo. Pensei em desistir, porque não tinha dinheiro pra pagar as passagens, que estavam caras. Foi aí que minha esposa teve a ideia de alugar um carro e fomos. Eu lembro que eles já tinham passado três textos e eu fui a viagem tentando decorar, mas não consegui nada. Como foi esse teste? Primeiro, eles perguntaram se eu queria tocar ou atuar. Eu toquei e a diretora de elenco começou a chorar. Depois fui atuar e como não tinha

decorado os textos, foi uma negação. Tanto que, no final, eles falaram que pra música minha nota era 10, mas pra atuação era 0. Mesmo assim, me disseram que eu era um forte concorrente, só que eu teria que correr atrás da interpretação. Lembro que eles disseram que entrariam em contato comigo duas semanas depois, sendo que se passaram dois meses e nada. Você já tinha perdido a esperança de ser selecionado? Eu estava seguindo minha vida normal, com meus shows, inclusive turnê de São João no Piauí. No dia 10 de julho, eu decidi ir até Exu, a terra de Luiz Gonzaga, e visitei o museu e o mausoléu. Eu entrei e minha esposa ficou do lado de fora. Fiz o sinal da cruz e rezei uma Ave Maria. Quando saí, a Daniela estava chorando e me disse que tinham ligado do Rio de Janeiro e que eu era um dos escolhidos para tentar o papel principal. Depois disso você foi pro Rio? Fui e fiquei em um apartamento em Copacabana, com outros quatro concorrentes, todos já com trabalhos em teatros. Confesso que eu não acreditava muito, mas percebi que entre os candidatos não tinha nenhum sanfoneiro, o que me deixou confiante e mergulhei no projeto. Inclusive, eu passei a observar os outros atores e acabei aprendendo com eles. Obviamente, você deve ter sofrido muito para atuar, tendo em vista que nunca trabalhou nesse segmento. Então, como recebeu a notícia que tinha sido selecionado pra ser Gonzaga? Realmente, os testes foram muito difíceis, mas tive ajuda da própria Nanda Costa e também do Júlio

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Chambinho ao lado do pai, da mãe e duas irmãs.

Andrade, que fez o Gonzaguinha, e me deram muita tranquilidade. Na hora que recebi a notícia, eu não acreditei, fiquei meio em choque. Liguei pra minha esposa e a chamei de Helena, que era o nome da mulher de Luiz Gonzaga. Mas foi um momento de muita alegria. O que foi mais difícil de fazer no filme? Tiveram muitas cenas difíceis, como uma apresentação no Marco Zero, em Recife, onde tive que subir no palco vestido de Gonzaga. É até engraçado, porque tem muitas coisas desse show que eu não lembro, nem sei explicar direito isso. Inclusive, muitas cenas do filme eu realmente não lembro de ter filmado. Agora o mais difícil mesmo foi ter que filmar nu, a cena em que Gonzaga toma banho em um riacho com o “Custo de Vida” e o “Salário Mínimo”.

Além dessa questão de não lembrar de algumas cenas que gravou, você citou outras coincidências que envolvem uma magia em torno do nome de Gonzaga. Você acredita que possa ter tido alguma influência espiritual? Eu acredito sim. Todo artista tem um padrinho musical e considero Luiz Gonzaga o meu padrinho musical. Durante o processo do filme, sonhei várias vezes com Gonzaga pegando no meu pé e me dando dicas. Então, acredito que de alguma forma ele me ajudou lá de cima. Você chegou a conversar com parentes de Luiz Gonzaga durante os trabalhos do filme? Na verdade, eu evitei. Porque eu tinha medo de ouvir comparações deles. E eu também quis colocar nas telas o Gonzaga que eu imaginava e pesquisei. Mas depois do filme, eles chegaram a comentar alguma coisa, se você tinha ficado parecido? Eu soube que foram muitos elogios. Me disseram que a Rosinha chorou e se emocionou muito. E isso é o melhor pagamento. Quando você viu o filme pronto, o que sentiu? Nós assistimos ao filme pela primeira vez em uma sessão pra convidado. Depois que acabou, eu fiquei uns 30 minutos chorando.

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A primeira vez que um amigo seu comentou sobre sua semelhança com Gonzaga você riu. E agora, depois de todo esse processo, você continua achando que não parece? Quando estou caracterizado, acredito que realmente se pareça. Mas sem caracterização não vejo muitas semelhanças. E como está sua carreira depois do filme? Profissionalmente, o filme veio como divisor de águas na minha vida. Eu já tinha um trabalho legal, no Piauí, mas um trabalho de formiguinha e regional. E, em São Paulo, músico da noite. O filme me trouxe a possibilidade de entrar no show business. O problema é que muita gente, até hoje, ainda pensa que eu sou só ator, sendo que eu sou, na verdade, sanfoneiro. Mas estamos construindo uma carreira musical, sendo bem recebidos em todos os cantos do Brasil. Estamos lançando um disco com participações de grandes artistas, como Raimundo Fagner, Waldonys, Flávio José, Cezinha do Acordeon, Dorgival Dantas e Targino Gondim. E o cinema. Você pensa em continuar? Eu já estou escalado para uma trilogia de Lampião, dos diretores Bruno Azevedo e Paulo Goulart Filho, tendo no elenco Rodrigo Santoro, Bruna Marquezine e outros grandes nomes. Nesse filme, eu serei o Sabino, um dos cangaceiros de Lampião.

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MAIS FORRÓ POR JEFERSON DIEGO

Forró Romântico em alta

Cantora troca o Forró pelo Axé O ano de 2014 será para que uma nova história possa ser escrita na carreira da cantora Ohara Ravick. A pernambucana de 22 anos deixou a banda de forró Limão com Mel para seguir sua história musical no Axé. Ohara, que é dona de um carisma imenso e talento que dispensa comentários, foi convidada para comandar a banda Baiana ‘A Xerife’, após a saída da cantora Vina Calmon, que agora está na Cheiro de Amor, ocupando a vaga de Aline Rosa, que anunciou carreira solo. Ohara está empolgada com seu novo desafio que tem tudo para se destacar em todo o Brasil. Na despedida da LCM e, consequentemente do público forrozeiro, ela agradeceu a todos pelo carinho e disse: “Me sinto lisonjeada, porque estou levando para o meu novo projeto alguns valores da vida que não terminaram, como o carinho e a amizade que prevalecerá por todos da Limão”. Esta coluna deseja boa sorte para a cantora a frente da banda A Xerife.

Forró e Axé juntos

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forró romântico vive um momento de alto crescimento em todo o Brasil, principalmente no Nordeste, onde o ritmo é febre. De alguns anos para cá, é notório observar as apresentações de bandas românticas em vários estados do país, e nas mais longínquas cidades, serem cada fez mais frequentes. No atual cenário, nomes como Bonde do Brasil, Acácio, Malla 100 Alça, Banda Encantus, entre outras, estão em grande ascensão no mercado e se constituem como as responsáveis em construir um novo momento para o segmento. O resultado? Casas de shows lotadas, músicas entre as mais ‘pedidas’ nas rádios, respaldo no cenário forrozeiro, apresentações nos principais eventos, fãs cada vez mais empolgados, e, o principal, o compromisso de levar música de qualidade para o público. Com todo esse sucesso das músicas apaixonadas, as bandas que tocam o chamado ‘forró eletrônico atual’ adicionam em seus repertórios as canções que caíram na graça do povo através dos grupos românticos. Porque afinal, se é sucesso, o povo canta! E não para por aí, ainda por conta do crescimento estrondoso, o número de bandas formadas que se projetam para o romantismo só aumenta a cada dia. Fato que também faz com que a concorrência aumente significativamente.

REVISTA FORRÓ

A amizade entre a cantora Cláudia Leitte e o cantor forrozeiro Wesley Safadão, da banda Garota Safada, parece estar cada vez mais forte. Segundo informações de bastidores, essa amizade começou no fim do ano passado, quando Wesley participou do DVD da loira, e promete gerar grandes novidades em breve. Depois de receber o convite da própria Cláudia para participar de seu novo DVD, que foi gravado no fim de 2013 em Recife, Wesley voltou a cantar ao lado de Cláudia em janeiro. O encontro aconteceu no Fest Verão Paraíba, embalado pelo hit ‘Pancadão Frenético’. Segundo o que se comenta, Cláudia Leitte já estaria até cogitada para participar do próximo DVD de Wesley Safadão, que começará a ser projetado em breve.

MAIS FORRÓ // JEFERSON DIEGO 23


WA Casa Show prepara grande festa de aniversário

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o próximo mês de maio, mais precisamente no dia dois, a WA Casa Show, localizada em Assu, vai completar um ano de atividades. Para celebrar essa data especial, o empresário Wagner Alexandre de Oliveira prepara uma grande festa. Para se ter uma ideia, a principal atração já confirmada será a banda Limão com Mel.

“Não podemos deixar de comemorar uma data tão especial de outra maneira. Hoje, podemos dizer que a WA Casa Show é um dos espaços mais badalados do Rio Empresário Wagner Alexandre de Oliveira Grande do Norte e, por isso, vamos presentear nosso público com essa grande festa, que terá ainda outros artistas”, comenta Wagner Alexandre. A WA Casa Show fica localizada na comunidade Nova Esperança, distante poucos minutos do Centro de Assu. O espaço é um dos maiores daquela região, tendo condições de receber confortavelmente aproximadamente três mil pessoas. A casa conta, inclusive, com dois camarotes, sendo um frontal e outro lateral. Além disso, a WA Casa Show tem por trás toda a experiência do empresário Wagner Alexandre, que há 15 anos trabalha no ramo de eventos, fazendo shows e

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discotecas. “Nesse primeiro ano de atividades da WA tivemos grandes atrações e grande públicos. Recebemos aqui artistas como Zezo, Dedim Gouveia, Acácio e até mesmo a banda Grafith”, lembra. O empresário ressalta que, além de toda estrutura e do fácil acesso, a WA Casa Show oferece conforto para os clientes, aceitando, por exemplo, a compra de bebidas com cartões de créditos. O espaço dispõe ainda de wi-fi liberada.

SERVIÇO Endereço: Nova Esperança, RN016 Assu – Rio Grande do Norte Fone: (84) 9656-8448

FOTOS: RUTEMBERG ROCHA // REVISTA FORRÓ


Forró do Sheik: de João Pessoa para todo Nordeste

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banda paraibana Forró do Sheik tem em seus dois vocalistas, Iran Medeiros e Letícia Sousa, a experiência para cada vez mais conquistar sucesso em todo Nordeste. O grupo é de João Pessoa, mas tem viajado por vários estados, com agenda cheia em Alagoas, Bahia e também no Rio Grande do Norte.

Iran e Letícia fizeram parte de bandas de renome, como Catuaba com Amendoim e Forró Mel com Terra, no entanto, no ano de 2012, juntaram-se no projeto do Forró do Sheik. Eles revelam que começaram a trajetória artística da banda com intuito de transmitir alegria e qualidade musical para os apaixonados pelo forró.

Agora, ainda de acordo com eles, é continuar trilhando o mesmo caminho, com os pés no chão, para alcançar ainda mais sucesso. Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho do Forró do Sheik pode acessar as redes sociais da banda, principalmente o Facebook, podendo até mesmo bater um papo com os vocalistas.

Por esse motivo, o Forró do Sheik conta com equipe de profissionais qualificados, tendo 14 pessoas atuando em todos os shows, entre músicos e equipe técnica. “Isso faz com que tenhamos tranquilidade e possamos realizar as apresentações preocupados somente em fazermos a alegria de quem está nos assistindo e ouvindo”, afirma Iran. Os vocalistas ressaltam ainda que o ritmo contagiante faz com que, por onde passe, Forró do Sheik tenha conquistado fãs e deixado boa impressão. Iran Medeiros e Letícia Sousa comentam ainda que, em apenas dois anos, a banda tem um nome conhecido no mercado forrozeiro e, principalmente, respeitado.

SERVIÇO Contatos: (83) 9648-4651 84) 9921-8634 E-mail: forrodosheik@hotmail.com

FOTOS: DIVULGAÇÃO // REVISTA FORRÓ

FORRÓ DO SHEIK 27


Sanfoneiro da banda Limão com Mel lança carreira solo

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pós mais de 14 anos entoando os corações apaixonados ao puxar seu fole pela banda Limão com Mel, o sanfoneiro Pica Pau agora está com projeto de carreira solo. O músico preparou um CD com 13 faixas e começou a rodar o Nordeste divulgando seu trabalho. Em fevereiro, ele se afastou de vez da Limão com Mel pra se dedicar exclusivamente ao Pica Pau Toque e Dance. “Sempre fui conhecido por tocar e dançar muito durante os shows. Daí, veio esse nome do projeto Pica Pau

Toque e Dance. Nesse CD, estamos apostando muito no estilo pé de serra, no forró mesmo sanfonado. No entanto, criamos uns arranjos modernos e também incluímos canções românticas, algumas regravações da Limão”, comenta. Cícero Augustinho dos Santos, hoje com 37 anos, é sanfoneiro há mais de 18 anos e tem experiência de sobra. Além disso, Pica Pau ainda é compositor, tendo músicas consagradas na Limão com Mel, como Deus já consagrou, Estou levando a sério, Meu coração só quer você, Vou pegar pesado e Você não merece. “Passados esses vários anos tocando na Limão, tive a vontade de me dedicar a um projeto meu, no ano passado. A ideia veio em conjunto com uma parceria com a própria Talismã, que é a empresa da banda Limão com Mel. Então, mesmo tocando na banda nós gravamos o CD e começamos a divulgar o trabalho solo em paralelo”, lembra.

com a participação de Santana, O cantador. Além dele, foram convidados os cantores Aduílio Mendes, Fábio Carneirinho, César Sales e Diego Rafael. Esses dois últimos da Limão com Mel. Nos últimos meses, Pica Pau tem rodado estados como Ceará, Pernambuco, Paraíba e agora começa a circular pelo Rio Grande do Norte apresentando seu CD.

O primeiro CD do Pica Pau Toque e Dance tem 13 faixas, sendo a maioria composições do próprio sanfoneiro. Uma das músicas que está tendo mais destaque e aceitação do público é Flor da Primavera, que no CD conta

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PICA PAU

REVISTA FORRÓ


A Segunda da Ressaca no Arenã

Irnar conta que tudo começou quando ele trocou uma motocicleta e um celular em uma casa pequena para fazer o bar com a mãe. Depois disso, comprou uma casa ao lado e, alguns anos depois, outra casa, chegando ao espaço que tem hoje no ano de 2002. “Nós começamos fazendo feijoada, sempre na segunda-feira, por isso, ganhamos esse nome Segunda da Ressaca”, lembra Luzinete, que é mais conhecida como Neta.

Certo dia, a Segunda da Ressaca teve música ao vivo, o que caiu na graça dos clientes e, desde então, não parou mais. “Com o passar do tempo, a clientela foi aumentando e fizemos reformas na casa, bem como passamos a receber vários artistas, como Rita de Cássia, José Orlando, Zé Hilton do Acordeon, Nara Costa, Airton Souza, Zé Barros, Naldinho Ribeiro e outros”, afirma Irnar. O Bar Quarto de Milha tem capacidade para aproximadamente 1.200 pessoas, contando com dois palcos, três banheiros, área 90% coberta e dispondo de segurança em todos os eventos. Hoje, além da Segunda da Ressaca, que começa às 19h, a casa tem eventos aos domingos, das 16h às 20h.

FOTOS: THYAGO MACEDO // REVISTA FORRÓ

SEGUNDA DA RESSACA

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CHURRASCARIA GAÚCHA

POSTO ROTA SUL

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POSTO POLICIAL

BR 101

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BR 10

SERVIÇO Bar Quarto de Milha Avenida Principal (Estrada do Cobé – Arenã) Fone: 9652-2399 / 9943-1457 Facebook: Bar Quarto De Milha - Arenã

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PARNAMIRIM

Além de área ampla e atrações respeitadas no mercado forrozeiro, o Bar Quarto de Milha dispõe de um cardápio variado, oferecendo aos clientes opções como carne de sol, camarão, peixe, galinha com milho e petiscos como queijo, ovo de codorna. Nos dias de grandes festas, Irnar e Neta chegam a montar os dois palcos para facilitar a dinâmica do evento.

MONTE ALEGRE

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Bar Quarto de Milha, no Arenã, ficou famoso nos últimos anos pelo seu projeto Segunda da Ressaca. Comandada por Luzinete Sabino e Irnar Layan, mãe e filho, a casa é referência naquela região e tem atraído cada vez mais gente. O bar já tem quase 18 anos e depois que passou a ter festas, já recebeu vários forrozeiros consagrados.


Copa do Mundo deverá movimentar mercado do forró

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Copa do Mundo 2014 trará uma grande visibilidade ao Brasil e suas regiões, representadas pelas cidades que sediarão jogos. O Rio Grande do Norte, um dos estados escolhidos para receber seleções durante o evento da FIFA, terá oportunidade de se mostrar e apresentar sua cultura para o mundo. Um dos destaques, sem dúvida, será o forró. Apesar da desconfiança do setor empresarial, devido aos atrasos nas obras e a falta de políticas dos governantes para fomentar o turismo desde o começo, a expectativa é que a Copa do Mundo possa aquecer vários segmentos, como a gastronomia, hotelaria e, claro, o mercado forrozeiro. O estádio Arena das Dunas, em Natal, sediará jogos da Itália, Uruguai, Japão, Estados Unidos, Gana, México, Camarões e Grécia. As oito seleções deverão atrair pelo menos turistas de seus países. Inclusive, especula-se que Estados Unidos, devido à proximidade, Itália, devido à força da comunidade italiana em Natal, e o Japão, pela condição econômica e paixão do povo japonese pelas suas equipes, devam trazer os maiores públicos. Acostumados a lidar com turistas, empresários como Francisco Barbosa de Albuquerque, que comanda o Forró com Turista, há 26 anos, explica que todo evento do porte de uma Copa do Mundo gera boas expectativas. Mesmo

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assim, ele ressalta que é preciso ter cautela. “Nós nunca tivemos uma Copa aqui em Natal, então, não temos parâmetros para dizer se vamos aumentar ou não nossa demanda, apesar disso, estamos otimistas de que possamos receber mais turistas”, avalia.

O projeto Forró com Turista, localizado no Centro de Turismo, em Petrópolis, tem mostrado a cultura nordestina para milhares de turistas brasileiros e estrangeiros, desde o final da década de 80. “A princípio, não teremos uma programação diferenciada para a Copa, até porque nós já trabalhamos com turistas todas as semanas e já colocamos em destaques vários forrozeiros locais. Portanto, vamos seguir o que fazemos em nosso planejamento, mas, no decorrer do período da Copa, que também será período junino, poderemos apresentar novidades, caso o mercado esteja aquecido para isso”, destaca Barbosa.

FOTO ARENA DAS DUNAS: JOSÉ ALDENIR


O sanfoneiro Luciano Brilhante, da banda Brilhantes do Forró, também falou para a Revista Forró sobre as expectativas para a Copa 2014. Ele, inclusive, foi o forrozeiro que tocou na abertura do estádio Arena das Dunas. Luciano é um dos músicos mais atuantes nas noites natalense, sendo nome certo nos finais de semanas dos bares e casas mais badaladas da cidade.

vai “bombar”, nesse período. “Estamos preparando uma programação toda especial para o período da Copa. Nos juntamos com outros produtores para realizarmos no espaço Volks da BR101 a já tradicional Copa Volks, com as melhores atrações da cidade e região. E, paralelo a esse projeto, o Pepper’s também funcionará om toda uma programação diferenciada, servindo até como after pra Copa Volks”.

A COPA E O LEGADO Por isso, está otimista de que o mercado do forró deverá ser aquecido. “Sem sombras de dúvidas, a cidade estará cheia de turistas e os bares vão querer divulgar bastante o forró, até porque a Copa acontecerá exatamente na época do São João. Em virtude disso, inclusive, o Nordeste saiu lucrando por ser uma região que explora bastante esse ritmo. Podem ter certeza que nossa banda, Brilhantes do Forró, assim como outras, vai tocar bastante e divulgar bem nosso forró”, declarou Luciano Brilhante. A empresária Gabriela Abreu, do Pepper’s Hall, reforça o que foi dito por Luciano e jjá adianta q que a casa p

REVISTA FORRÓ

Embora toda a movimentação que a Copa do Mundo deva gerar em vários setores sociais, o legado dela sempre é motivo de questionamento. Bárbara Rolim, gerente do Rastapé Casa de Forró, é uma das que comenta sobre o assunto. Ela ressalta que, mesmo que o período da Copa aqueça o mercado forrozeiro, é preciso pensar no depois. “Sabemos que o evento deverá atrair turistas para Natal, que por si só já é uma cidade turística. Porém, suponhamos que realmente haja uma grande demanda, mas esses turistas não encontrem estruturas adequadas na nossa via costeira, nem consigam e co s ga se locomover oco o e

por questões de mobilidade ou até mesmo encontre a cidade esburacada e com lixo. Será que eles vão voltar?”, questiona. Apesar disso, Bárbara Rolim afirma que o Rastapé Casa de Forró, com atrações todas as quartas, sextas e sábados já está em clima de Copa do Mundo. “O Rastapé, enquanto casa de eventos e divulgador da cultura nordestina e do forró, vai fazer sua parte e receber de braços abertos, como sempre tem feito, ao longo dos seus sete anos”. Ainda em relação ao legado da Copa do Mundo, a própria empresa administradora da Arena das Dunas, estádio construído especialmente para o evento, já divulgou amplamente que o espaço será usado como arena multiuso. A expectativa é que, já mesmo antes da Copa, o público poderá contará com grandes shows na Arena, claro, mais uma possibilidade para apresentação de forrozeiros locais oca s e de e renome e o e nacional. ac o a .

COPA DO MUNDO 33


Oficina do Cicinho é endereço certo para sanfoneiros

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conserto de sanfonas é uma das atividades mais trabalhosas na área musical e, não por acaso, encontrar profissionais de confiança é tarefa difícil. Em Parnamirim-RN, um nome bastante conhecido é o de Cícero Antônio da Silva, ou melhor, o Cicinho. Nascido em Pureza, ele é hoje procurado por sanfoneiros de todo o RN e até de outros estados. Cicinho, além de consertar, também é tocador. Ele começou a tocar ainda novo, aos 15 anos, pois desde criança teve contato com sanfonas, tendo em vista que os tios tinham oficina para reparos de instrumentos. Aos 20 anos, Cicinho já era afinador. “Conheci um cara chamado Gilvan, que tinha trabalhado na fábrica da Todeschini e montou uma oficina em Mossoró, onde fui trabalhar com ele. Então, acabei aprendendo muito nesse período”, revela. Depois de um período dedicado ao conserto de instrumentos, Cicinho se afastou desse ramo para tocar em bandas. Ele passou dez anos como sanfoneiro da banda Boneca de Pano, bem como fez parte de grupos como Cebola Ralada e Café Torrado. “Nessa época, a agenda de shows de banda não me deixava ter tempo para consertar instrumentos”, lembra. Atualmente, Cicinho ainda toca sanfona, mas não em bandas grandes. “Eu toco em eventos menores, porque decidi voltar para dentro da oficina. Hoje, graças a

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Deus, tenho uma demanda muito grande de serviço e consertar sanfona é algo que precisa de tempo, pois é trabalhoso”, conta. A oficina de Cicinho, localizada em Parnamirim, recebe diariamente sanfoneiros amadores, profissionais e até empresários de bandas grandes que precisam manter suas sanfonas bem afinadas. Enquanto concedia entrevista para a Revista Forró, por exemplo, ele trabalhava em um acordeon Leticce da banda Forró da Pegação. “Faço serviços em todo tipo de sanfona, seja de qual marca for, Scandalli, Giulietti ou Leticce, por exemplo. Além disso, trabalhamos com materiais de alto nível, a maioria vinda de lojas e fábricas do Rio Grande do Sul”, reforça Cicinho, que trabalha com acordeons há 38 anos.

SERVIÇO Fones: (84) 9198-1738 (84) 9848-0040 (84) 8166-4876

FOTOS: THYAGO MACEDO // REVISTA FORRÓ


ESPAÇO DO COMPOSITOR

DANIEL MONTENEGRO: Tinha ciúmes das minhas composições

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mundo. Na sequência, fez parceria com o empresário Alex Padang, que estava iniciando a trajetória da banda Cavaleiros do Forró. “Ele me encomendou uma música e fiz Sonho de Vaquejada, em parceria com o próprio Padang. Isso me rendeu uma situação engraçada, porque pela primeira vez uma música minha estava fazendo sucesso não na minha voz. De certa forma, naquela época, eu ficava com ciúmes disso”, explica.

compositor Daniel Montenegro que fez nome na década de 90 e início dos anos 2000, tendo músicas suas tocadas em algumas das principais rádios do RN e do Nordeste, afirma que pretende lançar composições guardadas. São aproximadamente 500 músicas criadas, sendo que a maioria nunca foi gravada, isso porque Daniel sentia ciúmes da sua obra. A trajetória do natalense começou cedo. Em 1993, aos 18 anos, com um repertório de aproximadamente 80 composições, Daniel gravou Morena Linda. “Foi meu primeiro trabalho e essa música começou a tocar na 96FM, em Natal, logo se destacando. Tanto que um empresário de Recife me procurou e fui gravar um disco com 12 faixas”. Além de Morena Linda, Daniel Montenegro lembra que esse trabalho deu destaque ainda a sua composição Vaqueiro Surfista. No de

FOTO: THYAGO MACEDO // REVISTA FORRÓ

1996, ele lembra que fez uma sátira em que casava a Florentina, do Tiririca, com o Chico Lopes, de Mossoró. “Essa música foi distribuída em todo Brasil pela BrasiDisc, que é de um grupo de São Paulo”, comenta. No segundo CD, o músico lançou a canção a Melhor coisa do

Isso fez, inclusive, com que muitas composições fossem guardadas. “Passei 12 anos cantando, até que me afastei dos palcos, mas nunca parei de compor. Tenho parceiros como Babau e Alexandre Siqueira. Hoje, mais maduro, já entendo melhor o ser compositor e, por isso, pretendo colocar minhas músicas no mercado, mesmo que não seja na minha voz, já aprendi a lidar com isso”, brinca.

DANIEL MONTENEGRO 35


Em Ceará-Mirim, forró é com Edinor Freitas

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esde os sete anos de idade, Edinor Freitas é um apaixonado pela música. Hoje, aos 33 anos, o músico é um dos mais atuantes em Ceará-Mirim e região, tocando desde o xote pé de serra ao forró moderno. “Nunca trabalhei com nada diferente de música, sempre me dediquei e vivi dessa minha paixão”, revela. Edinor Freitas conta que começou na música fazendo uma bateria de lata, quando ainda era adolescente. Fui tocar em Poço Branco e depois em Extremoz, sem ganhar um centavo. Sem muitas perspectivas como baterista, Edinor decidiu começar a cantar. “No ano de 1994, passei a ser cantor e de lá pra cá não parei mais”. Com o passar do tempo, Edinor montou seu próprio grupo e foi tocar na noite. Atualmente, ele tem um tecladista (Jefinho), um guitarrista (Marquinhos), uma cantora (Sandra) e ainda o percussionista Gabriel Canário, que também canta no grupo e ajuda Edinor nos vocais masculinos. Todos os músicos que acompanham Edinor Freitas são de Ceará-Mirim, o que facilita a rotina de ensaios e apresentações. “Graças a Deus estamos com uma boa agenda aqui na região da Grande Natal e, em

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breve, queremos expandir nosso trabalho para o restante do Rio Grande do Norte”, explica. Inclusive, o músico informa que está gravando um CD para que ele seja lançado até o mês de abril, contendo duas músicas próprias do grupo. “Estamos preparando esse novo trabalho já focando o mês junho, quando teremos o São João e a Copa do Mundo”, completa o cantor Edinor Freitas.

SERVIÇO Contato: (84) 9430-4842 Facebook: Edinor Freitas

FOTOS: RUTEMBERG ROCHA // REVISTA FORRÓ


FALANDO DE FORRÓ POR THYAGO MACEDO

Forró das Antigas nas paradas

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forró viveu, na última década, um processo de questionamento sobre a qualidade de suas músicas e até mesmo de produção. A sanfona, instrumento base do forró, passou a ficar em segundo, terceiro, quarto e até em último plano nas bandas. O resultado disso é uma geração de bandas de forrós sem grandes clássicos. Agora, em virtude da falta de criatividade do mercado, o chamado Forró das Antigas voltou a ter destaque e cada vez mais cai na graça dos jovens. Bandas como Mastruz com Leite, Cavalo de Pau, Limão com Mel e Magníficos, apesar de já terem lançando um estilo de forró moderno ao criado por Luiz Gonzaga, eternizaram dezenas de canções. Quem gosta de forró e tem mais de 30 anos, sabe decorada a maioria das músicas dessas bandas. Isso acontece porque a maioria delas contavam histórias de amor, de alegria, de vaquejada e fazia com que o público se identificasse. Rodar o copo na cabeça ou aumentar o som do paredão não marca a vida de ninguém. Sucesso descartável tem prazo de validade. Já as músicas compostas por verdadeiros poetas

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passam anos e mais anos sendo lembradas. É isso que acontece com o Forró das Antigas. Talvez cansado de ouvir letras repetitivas, que exploram sempre as mesmas palavras e temas, o público forrozeiro começa a resgatar as canções da década de 90 e início dos anos 2000. Isso é bom? É. Mas, melhor ainda seria se as centenas de bandas que surgem no mercado todos anos se preocupassem em inovar, porém, seguindo exemplos de sucesso, como Mastruz, Limão e companhia. O meio forrozeiro dispõe de excelentes compositores e músicos de qualidade, que, sem dúvida, são capazes de criar clássicos. O problema, ao que parece, está na cabeça dos empresários de bandas, que se preocupam com o sucesso instantâneo e acabam copiando repertório ou explorando músicas descartáveis, sempre com a desculpa de que estão tocando o que o povo quer ouvir. O povo quer ouvir o que é bom e bem feito, caso contrário, essas bandas já citadas não teriam feito sucesso estrondoso no passado e artistas como Dorgival Dantas não seriam idolatrados nos dias de hoje, em meio à enxurrada de “falsos” forrozeiros atuando por aí.

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Revista Forró - Segunda Edição