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O Trabalhador Gráfico

ANO 2 - NÚMERO 19 - ABRIL 2014

www.stig.org.br

Diretor Responsável: Gidalvo G. Silva

Tiragem: 20.000 exemplares

Sede Social: Rua da Figueira, 233 - Brás - São Paulo - SP - Tel: (11) 3311-4040 – Subsede da Lapa: Rua Domingos Rodrigues, 162 - Alto da Lapa - São Paulo - TEL: (11) 2339-8799 - subsedelapa@stig.org.br

8ª MARCHA DOS TRABALHADORES: O STIG/SP ESTAVA LÁ!

EXCLUSIVO: Desembargador Dr. Sergio

Pinto Martins, fala com propriedade sobre a Câmara de Conciliação Prévia recentemente implantada pelo STIG/SP. Página 10


EDITORIAL

Ausência de Justiça Social faz Gráficos saírem em Marcha pelas ruas de São Paulo!

O Trabalhador Gráfico SEDE SOCIAL:

Rua da Figueira, 233 Parque D. Pedro II - SP Fone: (011) 3311-4040

www.stig.org.br SUBSEDE LAPA:

Rua Domingos Rodrigues ,164 Alto da Lapa - Cep: 05075-000 Fone: (011) 2339-8799

subsedelapa@stig.org.br DIRETORIA EXECUTIVA EFETIVA Presidente: Gidalvo Gonçalves Silva Vice-Presidente: Augusto A. Barros Neto Tesoureiro–geral : Nilson do Carmo Pereira Tesoureiro-adjunto: Alex Fábio Souza Patez Secretária Geral: Elisângela de Oliveira Secretário–adjunto: Nelson da Silva Diretor Social: Daniel de Gouveia

Jornalista Responsável: Marli Romão - MTb: 19.577 Diagramação: Jaime Alves Feitosa Fotos: Marli Romão Todas as imagens/fotos, usadas nesta edição, foram autorizadas pelos envolvidos.

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A Agenda da Classe Trabalhadora vêm sendo discutida e debatida desde 2010, ocasião em que o STIG/SP além de várias lideranças sindicais, se reuniram em torno de construir uma agenda de consenso entre as principais entidades sindicais do País. No ano passado, a Marcha das Centrais em Brasília, enviou um documento à presidente Dilma elencando os principais pontos da Agenda da Classe Trabalhadora e até agora não tivemos resposta. A 8ª Marcha foi acima de tudo uma cobrança, exten-

siva ao Parlamento, sobre o não atendimento de uma série de reivindicações, pelo menos uma com quase duas décadas de espera, como é o caso da proposta de redução da jornada de trabalho. A Marcha do dia 9 de abril representou a reafirmação da unidade das centrais em torno dessas pautas e a ideia de fazer essa mobilização antes da Copa, foi de colocar nossas reivindicações na agenda política brasileira. Aproveitando o calendário eleitoral, vamos pressionar o governo e os parlamentares

para o surgimento e a aprovação de políticas públicas em favor do trabalhador brasileiro e do desenvolvimento nacional. O STIG/SP entende que se faz necessária a adoção dessas políticas que estimulem uma justiça social e, nesse caso, com uma atenção especial àqueles que produzem, não apenas atendendo aos interesses dos detentores do capital.

Gidalvo Gonçalves Silva Presidente STIG/SP

"Se faz necessária a adoção imediata de políticas públicas que estimulem uma justiça social com atenção especial àqueles que produzem"


PALAVRA DO TESOUREIRO

Roubaram o nosso patrimônio, mas nunca a nossa Dignidade!

Nilson do Carmo Pereira Tesoureiro–geral Na noite do dia 09 de março, exatamente às 22 horas, durante a troca de turnos entre nossos funcionários, no momento da abertura da porta da sede da entidade, quatro elementos chegaram correndo e invadiram o prédio. Renderam os dois funcionários levando-os para o vestiário onde foram amordaçados e amarrados com o rosto no chão. Segundo os funcionários, dos quatro ladrões, dois empunhavam pistolas automáticas e diziam que do lado de fora havia mais três comparsas. Roubaram 54 computadores completos, (trinta e cinco destes equipamentos estavam aguardando para serem retirados pela empresa Vivo Telefônica, conforme contrato de comodato). Notamos que os ladrões visaram e roubaram principalmente os computadores e equipamentos que armazenam informações de associados, além dos equipamentos do departamento administrativo e financeiro da entidade.

Levaram também os telefones celulares e um bilhete único dos funcionários. Arrebentaram a mesa e as gavetas da sala da telefonista, de onde apropriaram de mais um telefone celular. Arrombaram a porta da sala da Tesouraria Geral, estouraram uma gaveta da mesa do Tesoureiro Geral, retiraram o computador. Nota: na sala do atual Tesoureiro Geral não existe mais o cofre, que foi jogado no arquivo morto, pois a partir desta nova gestão, toda a movimentação financeira é realizada através de conta Bancária. Os ladrões quebraram câmeras do circuito interno/externo e roubaram o equipamento de gravação, carregaram a Perua Kombi da entidade com os produtos roubados e fugiram, não antes de estourarem algumas cestas básicas de funcionários que ali se encontravam. Os funcionários calcularam que os ladrões permaneceram nas dependências da entidade por um período de mais ou menos duas horas e meia durante a invasão.

Os funcionários, depois de muito tentar conseguiram se livrar das cordas e mordaças, chamaram a polícia militar através do telefone público interno. Quando a polícia chegou ao local, foi perguntado o número da placa do utilitário (Perua Kombi) roubada. Os funcionários ainda nervosos não se lembravam, foi quando um dos policiais disse que não poderiam fazer nada, e mesmo a pedido dos funcionários, nenhum contato com um dos diretores da entidade foi feito e foram embora, deixando desprotegidos os funcionários e a entidade. Afinal, os funcionários passam por momentos tensos, sob a mira de pistolas na cabeça e constantes ameaças de morte. Às 3 horas da madrugada do dia 10 de março, através do telefone público os funcionários conseguiram ligar e falar com o Tesoureiro Geral que rapidamente se deslocou para a sede social onde encontrou os funcionários aterrorizados e a sede num total estado lastimável de depredação. Depois de isolar toda a área para ser periciada fomos até o 8º DP (Brás) providenciar o Boletim de Ocorrência (nº 1981/20140). No dia 13 de março, por conta de um comunicado do COPOM- Centro de Operações da Policia Militar, de depois de rodarmos quase o dia todo, localizamos o veículo roubado, Perua Kombi, placa DOM 3817 de propriedade do STIG-SP no município de Itaquaquecetuba, toda depenada e queimada.

Por hora, resta-nos lamentar a perda de mais uma das partes do patrimônio dos trabalhadores gráficos de São Paulo, nos últimos anos, outros roubos já acorreram contra a nossa categoria, entre eles em nossa Colônia de Férias no ano de 2007, no valor de R$ 28.000,00 (houve boletim de ocorrência). Outros produtos e equipamentos também foram roubados por ocasião da invasão de 12 de agosto de 2011, quando todos os equipamentos de imagem e som do Sindicato no valor de mais ou menos R$ 40.000,00 (não foi providenciado o BO, mas sabemos dos autores). Roubos de computadores e equipamentos eletrônicos da entidade? Este não é o primeiro, já ocorreram outros em nosso curso de informática. O Sindicato dos Trabalhadores Gráficos de São Paulo já foi vítima de vários tipos de roubos por subtração de produtos e materiais. Está ocorrendo hoje uma nova modalidade visando roubar os cofres da entidade através de ações impetradas na Justiça do Trabalho onde pessoas estranhas e desconhecidas da diretoria e da categoria entram com ações trabalhistas alegando terem prestado serviços para a entidade por conta de confrontos políticos que não vingaram. Reafirmamos nossa confiança na justiça e estamos trabalhando para que isso não mais ocorra. Uma das coisas que já tentaram e não conseguiram, é roubar o nosso caráter!

Kombi do STIG/SP incendiada pelos ladrões 3


AI S M SA IB A

Alguns direitos assegurados em lei, a partir da luta sindical cária a favor do empregado; Horas-extras pagas com acréscimo de 50% do valor da hora normal; • Garantia de emprego por 12 meses em casos de acidente; Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo o mínimo de 30 e o máximo • Repouso semanal remune- de 90 dias, em caso de demisrado; 13º salário, com paga- são; Seguro-desemprego. mento em duas parcelas,sendo uma paga até 30 de noQual a diferença vembro e a segunda, até entre o acordo e a 20 de dezembro; • Férias de 30 dias com convenção coletiva? acréscimo de 1/3 do salário; Licença-maternidade Embora ambos sejam feitos de 120 dias, com garantia com respaldo de assembleia de emprego até o quinto e tenham a participação e mês depois do parto; assinatura do sindicato de • FGTS: depósito de 8% trabalhadores, o acordo codo salário em conta ban- letivo é o instrumento norOs trabalhadores brasileiros, além dos direitos assegurados na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ainda podem acrescentar outros pela via da negociação coletiva. Entre os principais direitos garantidos na CLT, podemos citar:

mativo que reúne as cláusulas resultantes da negociação coletiva entre um sindicato de trabalhadores e uma ou mais empresas,enquanto a convenção coletiva é o documento que registra a negociação entre o sindicato de trabalhadores e o sindicato patronal ou entre sindicatos da categoria profissional e da categoria econômica. A figura da convenção coletiva existe em poucos países. No Brasil, uma vez assinada pelas partes, beneficia todos os trabalhadores e obriga o cumprimento por todas as empresas representadas pelas entidades que a subscrevem, das empresas serem ou não filiados ao respectivo sindicato.

PISOS SALARIAIS: Indústria Gráfica:

R$ 1.190,20

Jornais e Revistas:

R$ 1.179,44

NÃO LUTE SOZINHO...UNA-SE A NÓS!

Mãos-à-obra: procure os diretores, cipeiros e delegados sindicais e peça uma ficha de sindicalização

ou retire na sede e subsede do Sindicato. VAMOS CONSTRUIR UM SINDICATO FORTE! 4


M AR CH

A:

Trabalhadores Gráficos protestam contra Governo Federal

Cerca de 50 mil trabalhadores estiveram presentes na manifestação organizada pelas centrais sindicais denominada 8ª Marcha da Classe Trabalhadora, que parou São Paulo, no último dia 09 de Abril. A concentração começou, por volta das 8 horas, na Praça da Sé e a partir das 10 horas, os manifestantes saíram em passeata em direção à Avenida Paulista. O protesto foi contra o Governo Federal que insiste em não atender as reivindicações contidas na “Agenda da Classe Trabalhadora”, documento construído em consenso com as maiores centrais sindicais do País.

5


A: M AR CH

8ª “Principais reivindicações contidas na Agenda da Classe Trabalhadora, documento construído em consenso com as maiores centrais sindicais do País motivou a grande mobilização na capital paulista”

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A 8ª Marcha da Classe Trabalha um diálogo programático e as principais autoridades políti constituídos – Executivo; Legis “Os sindicalistas alertaram que a Agenda da Classe Trabalhadora segue exigindo muitas das demandas reivindicadas em outras oportunidades, mas que, infelizmente, permanecem sem ser atendidas pelas autoridades políticas do País.“


“A Marcha foi encerrada na Avenida Paulista. Os organizadores prepararam um documento com as principais reivindicações dos trabalhadores brasileiros que foi novamente encaminhado às autoridades logo após o encerramento da Marcha.”

adora visa a busca de e permanente com icas dos três poderes slativo e Judiciário.

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A: M AR CH

“As centrais sindicais realizaram um protesto na capital pedindo a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução de salários, o fim do fator previdenciário e a não aprovação do projeto que define novas regras para a terceirização em empresas, entre outros.”

AÇÃO SOCIAL E SORTEIOS! PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DA 8ª MARCHA • Fim do fator previdenciário; • Redução dos juros e do superávit primário; • Redução da jornada de trabalho sem redução de salário; • Não ao PL 4330 da terceirização; • Igualdade de oportunidades para homens e mulheres; • 10% do PIB para a Educação; •10% do orçamento na União para a Saúde; • Manutenção da política de valorização do Salário Mínimo; • Regulamentação da Convenção 151 da OIT; • Combate à demissão imotivada, com aprovação da Convenção 158 da OIT; • Valorização das aposentadorias; • Transporte Público de qualidade; e • Fim dos leilões do petróleo. 8


P

CC CONCILIAÇÃO TRABALHISTA

“Constituir uma sociedade livre, justa e solidária” O

Art. 3º, inciso I, da Constituição Federal

nascimento da conciliação trabalhista se deu em virtude de a jurisdição não mais corresponder à expectativa e ansiedade da população, haja vista a dificuldade, o excesso de formalidade e a morosidade na solução de conflitos pelo meio tradicional jurisdicional. Dados recentes do Tribunal Superior do Trabalho apontam que o número de reclamações trabalhistas na Justiça brasileira já chega a três milhões por ano, média que não se compara a nenhum outro país. Um dos fatores que contribui para essa sobrecarga de processos é a alta rotatividade da mão de obra no mercado brasileiro. No cenário atual da justiça brasileira, as comissões de conciliação prévia apresentam-se como uma importante e moderna ferramenta colocada à disposição das partes envolvidas na relação de emprego, a fim de que possam resolver de maneira célere, informal e econômica as suas controvérsias, longe do quadro caótico que se instaurou no Poder Judiciário. Através das Comissões de Conciliação Prévia o legislador buscou o desenvolvimento da cultura negocial na relação de trabalho por meio de um

acordo entre as partes demandantes, na medida em que possibilita a conciliação dos conflitos individuais do trabalho sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário. O Ministério do Trabalho e Emprego destaca as vantagens da solução extrajudicial dos conflitos, tais como: a) Possibilidade de solução mais rápida dos conflitos trabalhistas; b) Ação pedagógica de estímulo à negociação entre as partes; c) Menor despesa para os envolvidos na demanda; e d) Desafogamento da Justiça do Trabalho Incentivar as partes a utilizarem as Comissões de Conciliação Prévia é uma forma de colaborar com a solução do contencioso trabalhista, de poupar tempo e dinheiro, tanto para os empregados como para as empresas, de desafogar a Justiça do Trabalho, além de modernizar as relações sociais e trabalhistas em nosso país. Estimula a composição amigável pelas próprias partes da relação de trabalho, deixando para a Justiça do Trabalho resolver apenas aqueles conflitos que os interessados não conseguiram solucionar com a intermediação dos conciliadores.

Isso permitirá que a Justiça Laboral se concentre nos litígios mais complexos e desafogue a enorme pilha de processos pendentes. (O meio ambiente também agradece!) BASE LEGAL: A conciliação trabalhista, há muito tempo utilizada no Brasil, possui amparo constitucional, mais precisamente nos Arts. 3º e 5º, CF 1988. Se consolidou desde o nascimento da Justiça Obreira, com as extintas Juntas de Conciliação e Julgamento, instituídas pelo então Presidente Getúlio Vargas em 1932. O instituto da Comissão de Conciliação Prévia foi então instituído pela Lei 9.958/2000 e inserido na Consolidação das Leis do Trabalho em seus Arts. 625-A a 625-H. DEFINIÇÃO: A Comissão de Conciliação Prévia, segundo a CNF (Confederação Nacional da Indústria) se define como: “organismo de conciliação extrajudicial, de composição paritária, no âmbito das empresas ou grupo de empresas e no âmbito dos sindicatos, não possuindo qualquer relação administrativa ou jurisdicional com o Ministério do Trabalho e Emprego ou com a Justiça do Trabalho e não estando subordinados a qualquer registro ou reconhecimento de órgãos públicos.” Trata-se de instituições de conciliação extrajudicial, que utilizam todos os meios razoáveis para solucionar o conflito individual trabalhista através de um acordo entre as partes, sem haver nenhum tipo de subordinação

O STIG/SP ALTERNATIV APOIA ESSE MEIO O CÉLERE DE , SEGURO, LEGAL E SOLUCIONA R CONFLITOS INDIVID UAIS Agende um DE TRABALHO! esclarecime a visita para mais nto des já iniciad s sobre as atividaa ciliação na se s do Núcleo de Conde do Sindic ato. a qualquer registro ou reconhecimento de órgãos públicos. A atuação da Comissão de Conciliação Prévia (ou Núcleos de Conciliação) se baseia nos sub princípios da economia processual, da boa-fé e da celeridade. Caracteriza-se como instituto privado e facultativo, que realiza a solução de conflitos como meio alternativo, podendo ser constituídas: 1. No âmbito de um só sindicato, aqui é a empresa e o sindicato profissional que instituem a comissão sindical; (este é o caso do Núcleo de Conciliação do STIG/SP) 2. No âmbito de mais de um sindicato, denominada de intersindical. 3. No âmbito de uma só empresa, a chamada comissão empresarial; 4. No âmbito de um grupo de empresas, denominada de interempresarial; Aceita a conciliação, é lavrado termo assinado pelo empregado, pelo empregador ou seu preposto e pelos membros da Comissão, fornecendo-se cópia às partes, sendo o termo de conciliação considerado um título executivo extrajudicial, com eficácia liberatória geral, exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas. Não prosperando a conciliação, será fornecida aos interessados declaração da tentativa conciliatória frustrada (carta de malogro), que deverá ser juntada em eventual reclamação trabalhista.

Benefícios desse tipo de resolução de conflito: A informalidade do procedimento, evidenciada não só pela faculdade que as partes possuem de não contratar advogado, economizando, inclusive, com os honorários advocatícios, mas também pela possibilidade de as partes se manifestarem apenas oralmente. Tudo corre em segredo de justiça e sem publicidade. 9


EN TR EV I STA

Desembargador Dr. Sergio Pinto Martins: Legislação Trabalhista e defensor da Câmara de Conciliação em Sindicatos

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STIG/SP entrevista Desembargador Dr. Sergio Pinto Martins, sumidade em Legislação Trabalhista e árduo defensor da Câmara de Conciliação Prévia. O Desembargador Martins respondeu, com propriedade e de maneira clara ao Jornal “O Trabalhador Gráfico” as perguntas mais frequentes feitas pela categoria gráfica, sobre o mais novo serviço prestado pelo STIG/SP: A Comissão de Conciliação Prévia. CONFIRA A SEGUIR: STIG/SP: As empresas ou sindicatos estão obrigados a criar Comissão de Conciliação Prévia ou Núcleo Intersindical de Conciliação Trabalhista? Desembargador Martins: Não estão obrigadas. É uma faculdade, segundo o STF. STIG/SP: Uma vez criada a Comissão, a Justiça do Trabalho e o Ministério do Trabalho e Emprego devem ser comunicados sobre a existência do órgão conciliador na localidade? Desembargador Martins: A criação por convenção ou acordo coletivo já exige depósito na Superintendência do Ministério do Trabalho. Estará tornada pública. STIG/SP: As Comissões de Conciliação Prévia e os Núcleos Intersindicais de Conciliação Trabalhista possuem personalidade jurídica? Desembargador Martins: São órgãos privados. STIG/SP: A Comissão de Conciliação Prévia ou o Núcleo Intersindical de Conciliação Trabalhista podem proibir o empregado ou o empregador de comparecerem à sessão de conciliação acompanhados de seu advogado? Desembargador Martins: Não. O advogado pode representar o cliente em qualquer processo judicial ou administrativo. STIG/SP: Como a parte deverá proceder para apresentar seu requerimento de tentativa de conciliação perante as Comissões de Conciliação? Desembargador Martins: Fará uma petição dirigida à Comissão com os direitos que não foram pagos. STIG/SP: Quais são as hipóteses em que a parte poderá se dirigir diretamente à Justiça do Traba-

DESEMBARGADOR FALA À CATEGORIA SOBRE A IMPORTÂNCIA DA CÂMARA DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA!

lho, sem que, antes, tenha submetido a controvérsia à Comissão de Conciliação Prévia? Desembargador Martins: Como é faculdade, pode se dirigir diretamente à Justiça do Trabalho. STIG/SP: Qual o prazo de que dispõe a Comissão de Conciliação Prévia para realizar a sessão de tentativa de conciliação? Desembargador Martins:10 dias. STIG/SP: Qual a conseqüência de a sessão de tentativa de conciliação prévia não ocorrer no prazo de 10 dias? Desembargador Martins: A parte poderá entrar com a ação diretamente na Justiça do Trabalho. STIG/SP: A parte convidada é obrigada a comparecer à sessão de tentativa de conciliação? Desembargador Martins: Não é obrigada, nem existe penalidade se não comparecer. STIG/SP: Quais os elementos que devem constar da declaração destinada a comprovar a tentativa conciliatória frustrada? Desembargador Martins: Nome das partes, data da audiência e que foi tentada a conciliação e não foi obtida. STIG/SP: O que é termo de conciliação e quais dados ele deve conter? Desembargador Martins: O termo de conciliação é o acordo das

partes. Deve conter o nome delas, valor, condições de pagamento e cláusula penal pela descumprimento. STIG/SP: O trabalhador que acertou suas pendências na Comissão de Conciliação Prévia ou no Núcleo de Conciliação Trabalhista poderá procurar a Justiça do Trabalho para reclamar parcelas já quitadas perante tais órgãos? Desembargador Martins: Desde que não conste que na conciliação foi dada eficácia liberatória geral ao acordo. STIG/SP: O acerto realizado perante as Comissões de Conciliação é definitivo, abrangendo a quitação de todos os direitos que o trabalhador adquiriu durante o contrato de trabalho? Desembargador Martins: Se constar do termo de conciliação que haverá eficácia liberatória geral, não poderá reclamar nada na Justiça do Trabalho. Exceção se for dada quitação geral por valor ínfimo. STIG/SP: A Comissão de Conciliação Prévia pode realizar homologação de termo de rescisão contratual? Desembargador Martins: Não. A assistência à rescisão do contrato de trabalho é feita pela Sup. Regional do Trabalho ou pelo Sindicato de empregados. STIG/SP: Pode ser oferecida de-

manda a “CCP” sem que haja rescisão contratual homologada? Desembargador Martins: Pode. STIG/SP: Direitos irrenunciáveis podem ser negociados no âmbito das Comissões de Conciliação Prévia? Desembargador Martins: Depende, pois pode se entender que depois do término do contrato de trabalho eles não são mais irrenunciáveis. De um modo geral, muitos entendem que não. *Desembargador Sergio Pinto Martins Doutor e Livre Docente em Direito do Trabalho pela Faculdade de Direito da USP; Mestre em Direito Tributário; Especialista em Direito Empresarial pela Universidade Mackenzie e em Direito do Trabalho pela USP; Bacharel em Ciências Contábeis e Administração de Empresas ; Professor Titular de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da USP (Fadusp); Autor do Livro Comissões de Conciliação Prévia e de mais de 41 livros de Direito do Trabalho e Legislação Trabalhista e Previdenciária. LÍNGUAS Curso de Inglês, high advanced A, no Instituto Cultural Norte Americano (1988); Curso de Francês, concluído no Centro de Línguas Estrangeiras (CLEM) do Instituto Presbiteriano Mackenzie (6/2013);


APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL:

CURSOS

O CAMINHO MAIS CURTO PARA O SUCESSO! O aperfeiçoamento do trabalhador gráfico é uma das principais ações do STIG/SP. Estamos cada vez mais, intensificando a promoção de cursos de aprimoramento na área. Nesse ano, consolidamos uma importante parceria como o SENAI/SP. A primeira turma está bastante empolgada e satisfeitos. Participativos, os alunos chegam a agregarem sugestões, que somam àquelas já programadas na grade curricular.

RELAÇÃO DOS CURSOS

Corte e Vinco Automático CTP Montagem Eletrônica Offset Básico Offset Bicolor Offset 4 Cores-Comando Eletrônico Offset 4 Cores-Comando Eletrônico UV Operador de Dobradeira Informações adicionais poderão ser obtidas junto à diretoria social do STIG/SP, com o diretor Daniel Gouveia. Ligue em horário comercial ou compareça.

Telefone: 3311-4040 ENDEREÇO: Rua da Figueira, 233 - Brás.

Agora somente aos sábados: Seu tempo valorizado! Aulas de IDIOMAS e informática são realizadas em todos os sábados na sede social do sindicato. Não perca essa oportunidade: O CUSTO É ZERO! Trabalhador bem estruturado, conhecedor de outras línguas e com noção em tecnologia da informática tem muito mais chance no mercado de trabalho. Lembre-se: os cursos são gratuitos e serão ministrados em todos os sábados, na sede do sindicato!

ESPORTES 2014

Campeonato dos Gráficos 2014 Futebol no Brasil é cultural: em qualquer espaço podemos observar uma bola rolando,homens e até mesmo mulheres adoram jogar bola, é um vício do brasileiro: está no sangue. Na nossa categoria o esporte é bem apreciado. Esse ano o campeonato está acirradíssimo! Daniel Gouveia é o responsável direto pela organização do Campeonato. Confira ao lado a tabela dos jogos:

TABELA DE FUTEBOL 2014 - PRIMEIRA FASE GRUPO A YANGRAF SPIRAL PRAKOLAR PRINT GRUPO B MAKRO KOLOR EDITORA SOL ESCAL 7 TYREX GRUPO C FLOR DE MAIO VIDA E CONSCIÊNCIA GRUPO D PANCROM CARAPONALI ULTRA PRINT SANTA INÊS

PANCROM MAKRO KOLOR

2 3

X X

0 1

CARAPONALI EDITORA SOL

30/03/2014 – 08:00 hs. 30/03/2014 – 09:00 hs.

WO 0

X X

1 1

SANTA INÊS TYREX

30/03/2014 – 10:00 hs. 30/03/2014 – 11:00 hs.

PRAKOLAR FLOR DE MAIO

0 0

X X

6 2

PRINT VIDA E CONSC.

06/04/2014 – 08:00 hs. 06/04/2014 – 09:00 hs.

YANGRAF PANCROM EDITORA SOL

1

X

1

SPIRAL

06/04/2014 – 10:00 hs.

1 1

X WO ULTRA PRINT X WO TYREX

13/04/2014 – 08:00 hs. 13/04/2014 – 09:00 hs.

CARAPONALI MAKRO KOLOR

1 4

X WO SANTA INÊS X 0 ESCAL 7

13/04/2014 – 10:00 hs. 13/04/2014 – 11:00 hs.

ULTRA PRINT ESCAL 7

YANGRAF SPIRAL

______ X ______ PRAKOLAR ______ X ______ PRINT

27/04/2014 – 08:00 hs. 27/04/2014 – 09:00 hs.

EDITORA SOL MAKRO KOLOR

______ X ______ ESCAL 7 ______ X ______ TYREX

27/04/2014 – 10:00 hs. 27/04/2014 – 11:00 hs.

PANCROM CARAPONALI

______ X ______ SANTA INÊS ______ X ______ ULTRA PRINT

11/05/2014 – 08:00 hs. 11/05/2014 – 09:00 hs.

SPIRAL YANGRAF

______ X ______ PRAKOLAR ______ X ______ PRINT

11/05/2014 – 10:00 hs. 11/05/2014 – 11:00 hs. 11


SERVIÇOS E BENEFÍCIOS Clínicas em parceria com o STIG para atendimento dos nossos sócios A SAÚDE DO SÓCIO EM SEU MELHOR ESTADO

Uma elevada porcentagem dos trabalhadores tem sofrido de imprevistos de saúde, que geram grandes custos, muitas vezes difíceis de pagar. Os convênios médicos oferecem certa tranquilidade com respeito ao acesso à saúde. É por isso que o STIG tem a disposição de seus associados várias clínicas médicas/odontológicas e laboratórios. Confira: CONVÊNIOS MÉDICOS CLÍNICA MÉDICA E LABORATÓRIO RADIAL ARTUR ALVIM META MEDICALL TATUAPÉ CLÍNICA MÉDICA - VILA ALPINA CLÍNICA MÉDICA MEDBRÁS SÃO MATEUS CLINILESTE - CIDADE LÍDER HOMECLIN CLINICA MÉDICA - CENTRO DE ITAQUERA CLÍNICA MÉDICA DESPERTAR - SANTA IFIGÊNIA POLICLÍNICA MÉDICA MEDCENTER REPÚBLICA CLÍNICA BRESSER - BRÁS CLÍNICA MÉDICA DERMALUZ SERVIÇOS DERMATOLÓGICOS - REPÚBLICA CLÍNICA MÉDICA MASTER PRÓXIMO AO METRÔ SANTA CRUZ CLÍNICA LAN - LAPA CLÍNICA ORTOPÉDICA ANCHIETA PRÓXIMO AO METRÔ STA. CRUZ SAÚDE PURA E SIMPLES CLÍNICA MÉDICA SANTANA E PIRITUBA CONVÊNIOS ODONTOLÓGICOS SOLIDENTE (VÁRIAS UNIDADES) CLÍNICA ODONCLÍTO SÃO BENTO

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Jurídico

Faculdades

O Trabalhador Gráfico

ANO 2 - NÚMERO 18 - MARÇO 2014

www.stig.org.br

Tiragem: 20.000 exemplares

Diretor Responsável: Gidalvo G. Silva

Sede Social: Rua da Figueira, 233 - Brás - São Paulo - SP - Tel: (11) 3311-4040 – Subsede da Lapa: Rua Domingos Rodrigues, 162 - Alto da Lapa - São Paulo - TEL: (11) 2339-8799 - subsedelapa@stig.org.br

HOMENAGEM À TODAS MULHERES TRABALHADORAS! Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de São Paulo

8 de março

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de São Paulo

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

FACULDADES

Página 7

CATEGORIA BEM INFORMADA O TEMPO TODO!

Futebol

Assessoria de Imprensa

A categoria gráfica, a partir de agora tem mais uma opção em assistência médica. É que o sindicato acaba de firmar parceria com a APS Saúde e o SINDVIP. São várias redes hospitalares credenciadas. Mais informações poderão ser obtidas com a equipe da APS Administradora de Benefícios Ltda. Localizada à Rua 24 de Maio, 77 13° Andar - Conjunto 1301 - Centro Telefone: (11) 3237-3650.

TRABALHADOR AMPARADO JUDICIALMENTE! • Departamento Jurídico • Homologação • Orientação Previdenciária

CONFLITOS TRABALHISTAS

FUTEBOL STIG-SP/2014: O ESPORTE PREDILETO DOS GRÁFICOS ESTÁ DE VOLTA! Para comemorar o Dia Internacional das Mulheres, representantes das trabalhadoras Gráficas de São Paulo organizaram um evento que contou com a participação de quase 200 pessoas, entre elas, as líderes sindicais de Pernambuco, Bauru, Sorocaba e Campinas. Na ocasião houve palestras, depoimentos, sorteio, jogos e arrecadação de alimentos não perecíveis. Todas as mulheres foram presenteadas com uma Camiseta Símbolo na cor pink. Página 4 e 5

O STIG/SP já dispõe de Núcleo de Conciliação Prévia Trabalhista para a solução extrajudicial de divergências trabalhistas. Página 3

DESCONTOS NA MATRÍCULA OU NA MENSALIDADE SERÃO NEGOCIADOS NA SECRETARIA DOS RESPECTIVOS INSTITUTOS DE ENSINO.


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