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Thiago Soares Jornalista

Viva o Centro A Associação Viva o Centro é o resultado da tomada de consciência das mais significativas entidades e empresas sediadas ou vinculadas ao Centro de São Paulo do seu papel de sujeitos e agentes do desenvolvimento urbano. A entidade trabalha na revitalização do Centro e na divulgação do local como marco histórico da cidade Textos produzidos para oo Portal da Viva o Centro:

A hora e a vez da Galeria do Rock Por Thiago Soares Paraíso, abrigo, refúgio, ponto de encontro. A Galeria do Rock é o símbolo, a referência de toda uma geração, além de muito querida pelos amantes do rock´n rool. Palco de desfile da grife Cavallera no São Paulo Fashion Week deste ano, a galeria tem sido o centro das atenções no momento. Ganhou até projeção nacional com “Tempos Modernos”, a novela das 7 na Globo. Com isso, públicos que podem até nem gostar de rock são apresentados às múltiplas tribos que compõem seu leque cultural, e o ganho é de todos. O Início Antonio de Souza, conhecido mais como Toninho, presidente do Instituto Cultural Galeria do Rock e participante da Ação Local Paissandu, um dos núcleos de Ações Locais da Viva o Centro, é a história viva da Galeria do Rock. Apaixonado pelo lugar, Toninho se emociona ao lembrar que o surgimento da galeria está totalmente ligado à história de São Paulo: “Para contar a história da Galeria do Rock temos que contar uma parte da história de nossa cidade.” Toninho conta que na década de 60 o Centro era bem diferente do que vemos hoje: “A região central era totalmente influenciada pela cultura européia. São Paulo ainda era tida como a cidade da garoa, a confecção e o comércio de roupas eram feitos exclusivamente por alfaiates e ruas como Direita e Barão de Itapetininga, assim como a Avenida São João e entorno concentravam praticamente tudo em matéria de comércio e serviços”. Para atender à demanda, o governo começou a autorizar a construção de prédios com galerias, para que os alfaiates e comerciantes em geral pudessem se instalar no Centro de São Paulo com mais conforto. O Edifício Grandes Galerias – hoje muito mais conhecido como Galeria do Rock e tombado como patrimônio histórico pelo Conpresp –, foi inaugurado em 1963, como um centro comercial diversificado, com lojas, salões de beleza e de serigrafia e prestadores de serviço que consertavam de aparelhos de rádio e som a aparelhos de TV. “A verdade é que tudo acontecia no Centro. A partir daí, com o processo de industrialização se acelerando no Brasil, entrou em cena uma outra vertente de cultura, a americana”, recorda. Foi nesse período que ocorreram duas significativas mudanças: muitos comerciantes, empresários e profissionais liberais começaram a migrar do Centro para a Avenida Paulista e Jardins, e foi nesse momento que o Centro começou a ser esquecido. É durante esse processo de esquecimento, no final da década de 70, que o Edifício Grandes


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Galerias passa a receber o público que aos poucos lhe dará um novo perfil, o de Galeria do Rock. “São os frequentadores da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos”, lembra Toninho. Era um pessoal com muito swing, que organizava bailes de samba rock e usava cabelo black power. Foi início da cultura hip hop, que viria a imprimir um novo colorido à Galeria do Rock”. Rock na galeria Lojas de vinil, fitas K7 foram aos poucos substituindo o antigo comércio instalado na galeria, mas não ainda com o rock propriamente dito. O samba rock, o hip hop tomavam conta. “O rock surge na galeria em meados da década de 80 com a chegada de pessoas ligadas ao movimento punk e anarquista.” Como a galeria, apesar de tudo, também sofresse baixas devido ao esvaziamento do Centro e os punks não eram vistos com bons olhos pela sociedade, foi o casamento perfeito. E o público no Grandes Galerias só aumentou. Vieram também góticos e skinheads. “A antiga administração não entendia esse movimento. A chegada do rock na galeria assustou. As coisas só mudariam na década de 90, quando assumimos a coordenação da galeria”, conta Toninho. A primeira atitude foi abrir espaço para as lojas especializadas em rock se instalarem e m 4 anos a galeria estava lotada.”Eu abandonei meus negócios, praticamente pagava para trabalhar na galeria.”, revela Toninho. “O prédio estava totalmente abandonado, e a antiga administração não entendia o movimento punk, as brigas, o pessoal fumando maconha, cheirando cocaína nos corredores. O João Gordo, por exemplo, só vinha aqui para brigar, era confusão permanente.” Mas quando a administração de Toninho assumiu, trouxe a visão da juventude que tinha sofrido com a ditadura militar e entendia esse movimento e conseguiu organizar e desvincular a imagem do rock das brigas e drogas. Fora de série Hoje a Galeria do Rock é o encontro de todas as tribos, sem discriminação e preconceito, o lugar recebe todas as vertentes da música: “Uma vez eu presenciei um punk e o skinhead conversando e tomando uma cerveja como dois amigos, fiquei supreso diante daquela cena”, conta Toninho. “Já vi jornalista da Folha de São Paulo também tomando cerveja com uma banda de punk. Isso só prova que a galeria é uma nação, temos nossas próprias regras, diversidade cultural, não temos preconceitos, abraçamos todas as vertentes do rock.” A Galeria do Rock hoje recebe verba do PROAC (Programa de ação cultural), para a realização do dia mundial do rock, há planos e espaço pronto para a montagem de um museu sobre a música, ou seja, a galeria é um verdadeiro tesouro no centro de São Paulo, que hoje, aglomera 450 estabelecimentos comerciais, sendo 190 dedicados ao mundo do rock. São vendido CD´s, discos, vídeos, camisetas, acessórios, bandeiras, pôsteres e itens de decoração. Há também estúdios de piercing e tatuagem e sedes de fâs clubes. Como Magical Mystery Tour (Beatles), Sepultura e Raul Seixas. Os outros são lojas de roupas, estabelecimentos de serigrafia, salões de cabeleireiros, oculistas, alfaiates, etc. Link: http://www.vivaocentro.org.br/noticias/arquivo/260110_a_infonline.htm#topo


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Viva o Centro visita o Boracea com a Frente Parlamentar para Moradores de Rua O repórter Thiago Soares, da Viva o Centro, acompanhou no começo da noite de segunda-feira (7/8) a visita da Frente Parlamentar da Câmara Municipal de São Paulo sobre Políticas Públicas para Moradores de Rua, à Oficina Boracea, na Barra Funda, para verificar o tratamento dado às pessoas ali acolhidas, como também à infraestrutura do local. A fachada lembra uma prisão, cercada por muros enormes e cercas elétricas. Na porta de entrada, cerca de 30 moradores de rua, sentados no chão. Estão desolados por não conseguirem vaga para passar a fria noite paulistana no albergue. Um deles, M. P. S. G., 46 anos, vive há seis na rua: “Eu já fiquei cerca dois meses dentro do albergue, mas não consigo obedecer regras”. Lúcido, lamenta o que o levou a essa situação: “Sou viciado em drogas, já procurei ajuda, me internei em clínicas, mas não consigo largar o vício”. M. P. conta que em nenhum dos albergues foi tratado, mas que ele próprio procura ajuda para se recuperar da drogadição. Logo ao entrar no Boracea se vê uma biblioteca, grande, mas fechada já às 19h. A gerente do local, Elza Maria de Oliveira, recebe a todos, permite a entrada, menos da equipe de câmeras e fotógrafos: “Terei o prazer de receber todos, só não posso permitir imagens”. Após longos minutos de discussão, o vereador Netinho de Paula entra em contato com a vice-prefeita e secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Alda Marco Antonio, e as imagens são liberadas. Ao entrar no complexo, a estrutura física impressiona. Elza explica que o local é dividido em três áreas: “O Boracea comporta 460 pessoas, são 60 vagas para idosos, 80 para convalescentes e 320 disponíveis para o albergue”. A gerente também diz que no inverno a capacidade de todos os albergues é aumentada em 20%. A declaração causa estranheza nos presentes e Robson Mendonça, presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, se revolta: “Se vocês têm capacidade de aumentar a capacidade em 20% por vários meses, durante o inverno, por que não fazer isso o ano inteiro?”. Elza afirma que o problema não é físico, mas financeiro: “O Boracea é enorme, com certeza tem condição de receber mais pessoas, mas a parte financeira nos impossibilita de aumentar a capacidade durante o ano todo”. Para Elza, é a Prefeitura que deve liberar uma verba maior, para que o Boracea aumente sua capacidade: “Já teve momentos, que precisávamos de remédios para pressão alta com urgência, e a Prefeitura nos informou que não havia nenhum a


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disposição”, reclama. Não há mais canil no local, como havia na época da fundação, mas foram instaladas uma AMA e uma UBS. O telecentro também foi desativado para a construção do albergue de 16h. A oficina de artesanato continua realizando o seu trabalho com moradores de albergues, mas não mais no Boracea, pois segundo a responsável pela oficina, Márcia Fernandez, eles foram convidados a se retirar do local. A Frente Parlamentar conheceu todos os setores do Baracea, que impressionaram pela limpeza, organização e pelo tratamento dado pelas enfermeiras, principalmente aos idosos e convalescentes. Havia um clima de certa satisfação pelo que foi visto, mas ao mesmo tempo o sentimento de que apesar do bom tratamento dado àquelas pessoas, ainda falta dar qualificação profissional, convívio familiar e um modo mais digno de vida. Link: http://www.vivaocentro.org.br/noticias/arquivo/080610_a_infonline.htm

D. José de Barros: calçamento sem buracos e moradores de rua atendidos Por Thiago Soares A Ação Local Dom José de Barros conseguiu duas importantes conquistas para sua microrregião: a reforma da calçada e o encaminhamento dos moradores de rua para atendimento. A Ação Local batalhava desde o início do ano para que o calçamento fosse recuperado. Após reunião com a assessora da Subprefeitura Sé, Morgana Krauzer, a reforma foi realizada em uma semana: “Hoje não há mais buracos no calçamento, o que deixou a rua mais bonita e charmosa”, comemora a diretora-secretária da Ação Local, Maria Aparecida Salles. Com relação a pessoas em situação de rua, os próprios participantes da Ação Local abordaram e encaminharam muitas dessas pessoas para tratamento. Hoje, na Rua Dom José de Barros, não há mais morador de rua, pois todos estão em albergues, de volta a suas famílias ou internados em clínicas especializadas. “A melhor forma de aproximação é criar vínculo com essas pessoas, descobrir suas origens. É um trabalho simples, de solidariedade, mas muito eficaz”, explica a diretora. Maria Aparecida Salles lembra que ainda há muito a ser feito, mas que é compensador ver o trabalho da Ação Local ter resultados: “Nós vamos continuar batalhando para que a nossa região fique cada vez melhor”. Link: http://www.vivaocentro.org.br/noticias/arquivo/250810_e_infonline.htm


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Pholia 2010 levou samba e alegria para a Luz Por Thiago Soares Samba, alegria, foliões, econtro de gerações. Esses foram apenas alguns elementos do Pholia 2010 que agitou o final de semana (6/2 e 7/2) paulistano. Comemorando 20 anos, o Pholia reuniu 18 blocos que desfilaram e fizeram o público dançar e cantar. O evento teve o apoio da Associação Viva o Centro. O evento foi aberto pelo desfile das Velhas Guardas e da Bateria S/A (FEA – USP). O desfile agradou a todos, Zeca Dal Secco não escondeu a emoção: “O coração bate mais forte quando vejo a velha guarda na avenida”. O desfile teve a presença de ilustres do samba, como o fundador da Escola de Samba Nenê da Vila Matilde, o “seu Nenê”, que desfilou juntamente com a velha guarda de sua escola. A bateria S/A (FEA – USP) mostrou porque é a campeã do torneio das baterias universitárias trazendo um som contagiante e soube levar o desfile no ritmo certo e fazer o público presente na arquibancada sambar. Diego Angeli, diretor da bateria fala da experiência em tocar e desfilar junto com as velhas guardas: “É uma experiência única, uma oportunidade única tocar para a raíz do samba: Algo inesquecível para cada integrante da bateria.” O diretor do Bloco Unidos do Abaeté, Marcos Antonio, elogiou a escolha do lugar: “De tudo que aconteceu, o que mais gostei foi do lugar. Desfilar em um ponto histórico de São Paulo e ver as pessoas passando pela estação da Luz e parando para assistir os desfiles foi ótimo para o evento.” Os Unidos do Abaeté desfilaram debaixo da chuva, mas nem isso desanimou os foliões: “Eu espero que o Zeca (organizador do evento) consiga junto a Prefeitura manter os desfiles neste local”. No Domingo, o sol raiou o dia todo e o Pholia recebeu um público estimado em 1.200 pessoas. O Bloco Unidos da Melhor Idade homenageou o cantor Jair Rodrigues pelos seus 50 anos de carreira. O artista se emocionou e desceu até a avenida para desfilar junto com o bloco: “Foi tudo maravilhoso, desde a organização até o público. Foi uma surpresa a presença do Jair Rodrigues e o seu choro emocionou a todos do bloco”, conta Odette Moralez, responsável pelo bloco. O diretor do Bloco Unidos do Abaeté, Marcos Antonio, elogiou a escolha do lugar: “De tudo que aconteceu, o que mais gostei foi do lugar. Desfilar em um ponto histórico de São Paulo e ver as pessoas passando pela estação da Luz e parando para assistir os desfiles foi ótimo para o evento.” Os Unidos do Abaeté desfilaram debaixo da chuva, mas nem isso desanimou os foliões: “Eu espero que o Zeca (organizador do evento) consiga junto a Prefeitura manter os desfiles neste local”. No Domingo, o sol raiou o dia todo e o Pholia recebeu um público estimado em 1.200 pessoas. O Bloco Unidos da Melhor Idade homenageou o cantor Jair Rodrigues pelos seus 50 anos de carreira. O artista se emocionou e desceu até a avenida para desfilar junto com o bloco: “Foi tudo


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maravilhoso, desde a organização até o público. Foi uma surpresa a presença do Jair Rodrigues e o seu choro emocionou a todos do bloco”, conta Odette Moralez, responsável pelo bloco. O Pholia conseguiu reviver os antigos carnavais de rua de São Paulo, pessoas que passavam pelo lugar apenas por curiosidade, acabavam subindo até as arquibancadas e sambavam o dia todo. Uma festa familiar, sem brigas, confusões. É o pré-carnavalesco de São Paulo que agitou a cidade. O Pholia conseguiu reviver os antigos carnavais de rua de São Paulo, pessoas que passavam pelo lugar apenas por curiosidade, acabavam subindo até as arquibancadas e sambavam o dia todo. Uma festa familiar, sem brigas, confusões. É o pré-carnavalesco de São Paulo que agitou a cidade.

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A Associação Viva o Centro é o resultado da tomada de consciência das mais significativas entidades e empresas sediadas ou vinculadas ao Cen...

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