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Ano 2 - Edição 17 - Abril de 2014 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA


9855 são apenas números? Quilômetros percorridos? Valores? ou

9+8+5+5=27

Na verdade esse número representa dia após dia de proteção, são 27 anos de Tradição do FACA – ou seja 365 dias do ano multiplicado por 27 anos resultando 9855 dias – dedicados aos associados. Você também pode associar-se ao - FACA - Fundo de Assistência ao Carreteiro Autônomo.

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Fundo de Assistência ao Carreteiro Autônomo


Editorial

PALAVRA DO PRESIDENTE É um grande prazer poder conversar com você, caminhoneiro associado FACA, bem como seus familiares e outros que nos leem neste momento. Quero aproveitar para dizer que estamos completando 27 anos de existência, buscando sempre o aprimoramento e excelência nos trabalhos oferecidos aos caminhoneiros que utilizam nossos serviços. Ficamos felizes por afirmar que durante os 27 anos de existência, nossa associação manteve-se estável e cobriu todos os acidentes e roubos que aconteceram durante este período. Vale lembrar que no ano da nossa fundação, 1986, vivíamos uma incerteza quanto a proteger nosso bem, já que a frota da época já era considerada defasada. Com isto, as seguradoras demonstravam pouquíssimo interesse em assegurar caminhões com 10 anos de uso. Foi então que nos reunimos, nos organizamos e juntos construímos a associação Fundo de Assistência ao Carreteiro Autônomo - FACA. Nesta ocasião a incerteza e os medos mexiam profundamente com nossos sentimentos, mas, com a certeza de que não queríamos continuar desprotegidos, encaramos o desafio. Não foi fácil! Mas conseguimos vencer, superar todas as barreiras e desafios do dia-a-dia. Com certeza ainda teremos muito que superar. Foram muitos acidentes, roubos etc., mas graças a Deus e a dedicação de nossos funcionários e diretoria, não deixamos de cumprir com nossos compromissos atendendo a todos que precisaram de nossos serviços. Nestes vinte e sete anos, muitas coisas mudaram e evoluíram e nós, do FACA, acompanhamos esta evolução. Neste ano de 2014, trabalharemos arduamente buscando novos negócios e proteção para você caminhoneiro e sua ferramenta de trabalho. Por isto, sua participação e divulgação dos serviços que o FACA disponibiliza são de extrema importância para o nosso crescimento da associação bem como dos associados. Estaremos juntos por mais este ano. Que Deus abençoe à todos nesta caminhada! Do seu amigo.

Wagner Lemes Oliveira Presidente

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Expediente

ILUSTRAÇÃO DIGITAL: Thiago Egg

PUBLICAÇÃO FACA: Fundo de Assistência ao Carreteiro Autônomo DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

DIRETOR GERAL DIRETOR EXECUTIVO DIRETOR COMERCIAL EDITOR e PROJETO GRÁFICO DESIGNER PLANEJAMENTO JORNALISTA RESPONSÁVEL

Wagner Lemes de Oliveira Samuel Caetano Brandão Claudio de Oliveira Impressione Gráfica Express Thiago Egg Marcelo Tacconi Escobar Anaclara Gabrich Trabach

REVISÃO

Rosana Montagner Escobar

CTP IMPRESSÃO E ACABAMENTO

Gráfica Santo Antônio Ltda

TIRAGEM

30.000

contato: faca@impressionexpress.com.br

www.portalfaca.com.br 4


Momento de Reflexão

Certa Ocasião...

Notas

Entrevista

Estradas

Segurança

Legislação

Economia e Mercado

Editorial

Índice

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Economia e Mercado

ELEVAÇÃO DE CUSTOS E DEFASAGEM DE PREÇOS PROVOCARÃO AUMENTO EM 2014 As empresas de transporte de carga irão reajustar o valor do frete em aproximadamente 14% neste ano. De acordo com o Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos da Associação Nacional de Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística), somente os custos operacionais do setor tiveram aumento acumulado de 7,85% nos últimos 12 meses. Conforme apontado na pesquisa, o principal item no aumento das despesas foi o óleo diesel, que respondeu pela alta de 17,27% no preço do litro nas bombas. Outros componentes que impactaram foram os salários dos motoristas e auxiliares, que representa acréscimo de aproximadamente 10%, e os pneus, que ficaram 10,7% mais caros.

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Segundo análise feita pelo mesmo departamento juntamente com empresas de transporte de carga fracionada, houve defasagem do frete em torno de 5,78% em 2013, ano em que as empresas não obtiveram êxito na renegociação de acordos de preços com os clientes, devido à diminuição do ritmo da atividade econômica no país. Por isso, segundo a NTC, o mercado exige reajuste de, no mínimo, 14,06%. Outro problema para o setor são as dificuldades da infraestrutura, que acabam reduzindo a produtividade como; restrições à circulação em centros urbanos, barreiras fiscais, ineficiência nos terminais dos embarcadores, escassez de mão de obra qualificada e mal estado de conservação das rodovias.


Economia e Mercado

LEI 12.619/12 EXIGE AUMENTO DE PRAZOS DE ENTREGA E CAUSA ELEVAÇÃO DOS CUSTOS OPERACIONAIS Em vigor desde 2012, a “Lei dos Caminhoneiros”, apresenta mudanças relevantes para o setor, trazendo inúmeras vantagens mesmo se considerado o aumento do custo. Se por um lado haverá elevação dos gastos com a ampliação necessária dos prazos de entrega, por outro, trará segurança aos trabalhadores. Esta tem sido considerada uma verdadeira conquista para a categoria, tornando possível a melhoria das condições sociais e a preservação da dignidade dos motoristas. O impacto da lei será observado levando em conta a nova forma de trabalho dos autônomos e nos negócios que abrangem os setores de logística, especialmente nas atividades de transporte. Com a nova lei, a jornada de trabalho será delimitada através de restrições pré-dispostas. Esta exige descanso de trinta minutos a cada quatro horas de estrada e jornada máxima de onze horas por dia, refeição de sessenta minutos, oito horas diárias de trabalho podendo estender-se por mais duas horas extras e repouso semanal de trinta e cinco horas. Para as viagens de longa distância, que segundo a lei, são aquelas com duração superior a vinte e quatro horas, além dos intervalos para descanso a cada quatro horas de direção, há o repouso semanal de trinta e seis horas para as viagens

com duração superior a uma semana, além da prática de utilizarem-se dois motoristas embarcados em um mesmo veículo. Neste caso, complementa-se: jornada de trabalho de oito horas para cada um dos motoristas, o motorista em repouso (fora da direção ou no carona), deverá ter remuneração mínima de 30% do seu custo hora e cumprir repouso diário de 6 horas fora do veículo ou com o mesmo parado. A 12.619 traz mais uma novidade que incide sobre aumento dos custos: o tempo de espera. Este é referente ao período que o motorista exceder a sua jornada de trabalho aguardando para carga ou descarga bem como em fiscalização da mercadoria transportada em barreiras fiscais ou alfandegárias. Nestes casos, o motorista receberá o valor com base no salário-hora normal acrescido de 30%, sem a incidência de encargos. Sendo assim, as viagens com tempo indeterminado de duração, não poderão mais acontecer. Por isso, é necessário aumentar os prazos para o cumprimento dos serviços de transporte. Em resumo, os veículos que antes da lei rodavam de 600 a 700 km/dia, passarão a percorrer de 400 a 500km/dia, em jornada de no máximo dez horas. Sendo assim, é necessário que os prazos sejam ampliados em, no mínimo, meio dia a cada 700 km viajados.

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Economia e Mercado

PROGRAMA DE RENOVAÇÃO DE FROTA PODE SAIR DO PAPEL EM 2014 As indústrias e importadores juntamente com o governo, estão negociando um programa de renovação de frota de caminhões. Onze entidades participam das negociações com o governo que solicitou aos ministérios das Cidades, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Casa Civil e Minas e Energia para juntos, acharem uma forma de implantar o projeto que tirará de circulação todos os caminhões com mais de trinta anos de uso. De acordo com dados estatísticos, os caminhões representam quase 10% da frota no país. Mesmo sendo um número considerado pequeno, estes são responsáveis por 25% dos acidentes graves nas estradas brasileiras. As quebras de caminhões e acidentes nas

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ruas das grandes metrópoles, acarretam custos de R$ 4,9 bilhões ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e para o Sistema Único de Saúde (SUS). O programa vem sendo reivindicado pela indústria e pelos trabalhadores que pedem por veículos que ofereçam maior segurança para todos. A expectativa é que com o programa de renovação de frota, no prazo máximo de dez anos, o Brasil terá em circulação veículos totalmente atualizados, com uma média aproximada de dez anos de uso, realidade igual a dos países de primeiro mundo. Se aprovado, o projeto poderá beneficiar a troca de até trinta mil caminhões ao ano, sendo que deste número, cinco mil serão caminhões zero quilômetro.


Economia e Mercado

SETOR DE TRANSPORTES CRESCEU 10,8% EM 2013 Relatório aponta que o segmento de transportes, serviços auxiliares e correio, cresceram 10,8% no ano passado referente a 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) segundo o Relatório Mensal de Serviços. O resultado aponta que o segmento obteve a maior alta no setor de serviços no Brasil dentre as demais categorias analisadas pelo Instituto que foram: serviços prestados às famílias, de comunicação, profissionais, administrativos e complementares,

transportes, serviços auxiliares do transporte e correios, e outros serviços. O segmento de transportes corresponde a 40,5% para a composição do índice geral. Segundo o IBGE, o crescimento médio dos serviços no país em 2013, foi de 8,5%. O levantamento foi realizado em 12 Estados sendo eles: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e no Distrito Federal.

Destaque

de 5,4%, Minas Gerais, 7,1% e Rio de Janeiro, 7,8% e ocuparam o fim da lista. O setor de transportes apresentou resultados positivos nos quatro trimestres de 2013. O primeiro trimestre a taxa foi de 10,5%, no seguinte teve a maior taxa do ano, de 11,2%, depois baixou para 10,9% e, no último trimestre, a alta ficou em 10,5%. Somente no mês de dezembro de 2013, o crescimento nos serviços de transporte ficou em 11,5%, se comparado ao mesmo período de 2012, sendo a maior alta dos últimos três anos.

No segmento, o que obteve o melhor desempenho foi o transporte aquaviário, com crescimento de 18%. Em segundo lugar, ficou o aéreo, com alta de 16,8% e por último, o transporte terrestre, que registrou crescimento de 10,7%. Entre os Estados, o Distrito Federal, Santa Catarina e Pernambuco obtiveram os melhores resultados com crescimento de 16,8%, 16% e 12,3%, respectivamente. O Espírito Santo apresentou crescimento

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Legislação

MOTORISTAS RESPONSÁVEIS POR ACIDENTES PODEM SER OBRIGADOS A RESSARCIR O GOVERNO O seguro DPVAT – Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres – indeniza vítimas de acidentes causados por veículos automotores que circulam por vias terrestres, cobrindo danos pessoais como morte, invalidez permanente total ou parcial e despesas de assistência médica e suplementares decorrentes de tratamento realizado. Mas desde 2011 a Previdência Social já impetrou três ações regressivas de trânsito que cobram a fatura despendida pelo poder público dos motoristas causadores de acidentes flagrados dirigindo em alta velocidade, embriagados ou participando de “rachas”. No período de dois anos, os gastos com benefícios decorrentes de acidentes de trânsito, como a aposentadoria por invalidez, aumentaram 54%, passando de R$ 7,8 bilhões em 2011, para R$ 12 bilhões em 2013, o que representa cerca de um milhão de benefícios pagos pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Para minimizar esse problema, o governo estuda maneiras de prevenção, com o objetivo de reduzir as despesas com aposentadorias por invalidez e auxílio-doença. As ações regressivas de trânsito vêm gerando discussões, visto

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que, o ressarcimento aos cofres públicos pode ser interpretado como dupla punição para o condutor, o que é ilegal, já que ele também seria responsabilizado nas áreas criminais e cíveis.

Cenário

De acordo com levantamento realizado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, no ano de 2013, o número de sequelados e feridos aumentou 30% em relação ao ano anterior. Consequentemente, a Previdência Social passa a consentir a aposentadoria por invalidez a pessoas cada vez mais jovens, são as chamadas aposentadorias precoces, estando a maioria dos beneficiários com faixa etária entre 18 a 34 anos. Além de sugerir árduas campanhas de conscientização, fiscalização eficiente e punição rigorosa, o Observatório Nacional de Segurança Viária encaminhou ao Governo Federal uma proposta de criação da “Agencia Nacional de Segurança Viária.” O objetivo é que esta agência reúna as informações e estimule ações através de profissionais capacitados para avaliar separadamente a situação de cada município.


Segurança

PROPOSTA DA CÂMARA OBRIGA A INSTALAÇÃO DE ALARME SONORO PARA ALERTA DE CAÇAMBA LEVANTADA

O Projeto de lei de autoria do deputado federal Antônio Bulhões (PSB – SP), que tramita na Câmara desde maio de 2013, propõe acrescentar ao Código de Trânsito brasileiro, artigo que obriga caminhões a instalarem um dispositivo de alarme para alertar o motorista sempre que houver o acionamento da basculante do veículo. A proposta está tramitando na Comissão de Viação e Transportes da Câmara e, se aprovado, precisará passar por outros colegiados. O deputado afirma que o crescente uso dos veículos sem o dispositivo de segurança, tem acarretado considerável número de acidentes de trânsito país a fora. “O problema se instala quando o motorista aciona o levantamento da

caçamba para viabilizar seu uso e depois, por alguma razão, se esquece de abaixála. Assim, com a caçamba-basculante inadvertidamente levantada, o motorista executa manobra em movimento pela rua, acabando por abalroar ponte, passarela ou quaisquer obstáculos a altura que cruzem o caminho desse caminhão e sua caçamba-basculante erroneamente erguida”, justifica. Ainda de acordo com o deputado Bulhões, os repetidos acidentes que aconteceram, podem apressar o Projeto de Lei. “Infelizmente, os acidentes vão ajudar na aceleração da aprovação do projeto. É uma maneira célere de atender a sociedade”, analisa.

Trava de segurança No ano de 2007, o mineiro Flávio Bibiano, 44, criou o dispositivo de antideslocamento de báscula. Segundo ele, o dispositivo foi criado com o objetivo de atender as necessidades das companhias mineradoras, onde o acionamento de caçambas é feito com muita frequência. “Quando o motorista aciona o levantamento da báscula ou caçamba, o dispositivo instalado freia o veículo automaticamente. Atingindo determinada altura, ocorre o

descarregamento de ar da caixa de mola das cuicas traseiras, que faz o caminhão parar gradativamente,” explica. Bibiano diz que o dispositivo é simples, um kit com algumas ferramentas que são conectadas ao veículo, podendo ser colocado diretamente nas montadoras. “Com investimento de apenas R$ 600, o motorista trabalha com muito mais segurança. O custo é muito baixo se comparado ao benefício que ele trás”, afirma.

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Segurança

ASSEMBLEIA APROVA PROJETO DE LEI QUE PUNE RECEPTADORES DE CARGA ROUBADA Parlamentares da Assembleia Legislativa de São Paulo aprovaram o projeto de Lei nº 885 que pune os estabelecimentos comerciais que forem flagrados vendendo ou em poder de produtos que, comprovadamente, sejam originários de cargas roubadas. Na prática, a lei estabelece que a empresa que obtiver algum item que seja de origem ilícita, estará sujeita às sanções do Estado, como a cassação do cadastro do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), além de perder quaisquer créditos tributários que possuírem com o Estado. O artigo 1º do projeto diz: “Será cassada a eficácia da inscrição no cadastro do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação –

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ICMS, do estabelecimento que adquirir, distribuir, transportar, estocar ou revender quaisquer bens de consumo, gêneros alimentícios ou quaisquer outros produtos industrializados, que se venha a constatar ser produto de roubo ou furto, independentemente de ter ocorrido ou não receptação.” Sem a inscrição Estadual, os estabelecimentos comerciais ficam impedidos de operar, com a proibição de atuar em seu ramo e de solicitar nova inscrição por um período mínimo de cinco anos, além de ser notificado com multa correspondente ao dobro do valor dos produtos comprovados como sendo originários de furto ou roubo. O projeto prevê ainda que os sócios da empresa punida serão impedidos de exercer o mesmo ramo de atividade, mesmo que em outra empresa.


Estradas AS CONDIÇÕES DAS ESTRADAS NO PAÍS O desenvolvimento de infra-estrutura é um componente vital no estímulo ao crescimento econômico. Não é de se surpreender que em um país marcado por contrastes e desigualdades, as nossas estradas conservem o mesmo nível de distinção. No ano de 1950, houve a primeira pavimentação de estrada no Brasil, a Rodovia Presidente Dutra, enquanto em outros países, a pavimentação foi iniciada ainda no século XIX. A realidade é que grande parte das rodovias brasileiras são antiquadas, apresentam estado precário e exigem muito cuidado e atenção por quem nelas trafegam. Dentre outros problemas que afetam as rodovias, os mais comuns são a má qualidade do asfalto, visibilidade ruim, sinalização precária, curvas mal projetadas e grande número de trechos em pista única com mão dupla. Pelas rodovias e estradas do Brasil circulam 17,9 milhões de automóveis, 3,087 milhões de veículos comerciais leves, 1,17 milhões de caminhões e aproximadamente 258 mil ônibus. Mais de 60% do transporte de cargas é feito através das rodovias nacionais. De acordo com o Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (DNIT), o Brasil possui mais de 1,7 milhões de quilômetros de estradas, dos quais

apenas cerca de 10% são pavimentadas, somando um total aproximado de 172.897 quilômetros. Destes, 57.211 km são estradas federais, 33%, 94.753 km de estradas estaduais, 55%, e 20.914 km de estradas municipais, 12%. Oitenta por cento das pavimentações têm mais de dez anos, com o estado de conservação, pavimentação e sinalização bastante deficiente. Apenas os trechos privatizados, há uma melhora significativa na condição das estradas se comparado à extensão que está sob jurisdição federal ou estadual. As péssimas condições das rodovias brasileiras compromete o crescimento econômico do país, tornando mais caro e inseguro o transporte de mercadorias, diminuindo a capacidade concorrencial e a qualidade dos serviços logísticos. Rodovias em bom estado de conservação também são fundamentais para o meio ambiente, proporcionando uma economia no consumo de combustível de até 5% se comparado com rodovias que apresentam deficiências. Considerando o consumo de óleo diesel no Brasil em 2013, se houvesse melhoria das condições do pavimento, haveria uma economia de 661 milhões de litros e uma significativa redução da emissão de 1,77 megatoneladas de gás carbônico, principal vilão do efeito estufa.

As melhores e piores estradas do Brasil

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Entrevista

A IMPORTÂNCIA DO SEGURO PARA O CAMINHÃO E O CAMINHONEIRO

A vida de quem trabalha nas estradas não é nada fácil. Longas e cansativas viagens, desgaste do veículo e imprevistos. Somente os proprietários dos caminhões sabem a necessidade de se contratar um serviço que garanta segurança, haja vista os riscos aos quais estão expostos. Para grande parte dos profissionais, o caminhão representa muito mais que um objeto de trabalho, é um investimento de toda uma vida. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, os caminhoneiros são os profissionais que mais morrem em serviço no País, sendo o setor de transporte rodoviário de cargas,

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o primeiro no ranking de acidentes fatais. Esse fator reflete o grau de periculosidade enfrentado pela classe e a importância de prevenir-se. Os riscos não são exclusivos dos acidentes nas estradas. Há ainda o crescente número de roubos e furtos. Por isso, para enfrentar as perigosas estradas do Brasil e os imprevistos que nela surgem, é necessário preocupar-se com o seguro do veículo e da própria vida. O corretor de seguros Paulo Saiani, explica as vantagens de se contratar o seguro e os possíveis obstáculos impostos pelas seguradoras.


Entrevista Faca: Qual a necessidade e importância de ter o caminhão segurado? Paulo: Focando no proprietário de poucos caminhões, aquele que possui de um a quatro veículos, que dirige seu caminhão, é imprescindível a contratação do seguro para ser ressarcido do prejuízo de um acidente ou roubo, e ter condições de reparar danos ocasionados a terceiros. O motorista proprietário do caminhão, geralmente não tem reserva financeira para custear eventuais acidentes, furtos ou roubos dos veículos. Faca: Quais os tipos de cobertura oferecidos? Paulo: As coberturas que podem ser contratadas são do casco, danos ao seu veículo (como tombamento, colisões etc.) e a veículos/bens de terceiros. Estas são subdivididas em: Danos materiais: conserto do veículo, portões danificados por uma manobra na empresa do cliente, poste de rua derrubado em acidente, dentre outros. Danos corporais: Concede indenização para vítimas de acidentes, ressarcimento de gastos hospitalares, de remoção, etc. Danos morais: cobre eventuais ações judiciais

que possam ocorrer por traumatismos psicológicos de vítimas de acidente, ou outros possíveis processos relacionados ao evento. Faca: Há diversidade no mercado para a escolha da seguradora que atenda aos requisitos procurados? Paulo: Não. Poucas seguradoras aceitam o risco (caminhões) e um número menor ainda quando se trata de caminhões pesados, acima de 15 toneladas. Além de ser critério quase unânime não aceitar caminhões com mais de vinte anos de uso, que formam grande parte da frota de motoristas autônomos, sendo que estes representam 60% da classe trabalhadora do setor. Faca: Como saber se a seguradora contratada atua de forma legal no mercado? Paulo: As seguradoras são controladas e fiscalizadas pela SUSEP – Superintendência de Seguros Privados, autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda. Devido às restrições de aceitação, o “mercado” está criando alternativas baseadas no conceito de mutualismo*.

*(Estudos indicam que em 2.500 AC  os cameleiros da Babilônia já sofriam com perdas nas caravana. Sendo assim, instituíram uma forma mutualística de reparar o companheiro prejudicado, (mutualismo, ratiar entre todos as perdas ocorridas), depois difundiu-se na Europa a partir do século XII com o comércio das navegações, até se organizar na Inglaterra no século XVII como Loyd’s, existente até hoje.)   Então surgiram as associações. Grupos de determinado setor que se organizam, formam um caixa e cobrem total ou parcialmente os prejuízos do bem/caminhão dos integrantes. Os valores relacionados aos danos a terceiros, continuam sendo contratados nas seguradoras devido aos valores serem maiores e principalmente, por não serem previsíveis. O caminhoneiro deve conhecer um pouco da política deste negócio, verificar como são feitas as inclusões, isto é, como e porque é aceito um participante/associado. Não adianta ir ao mais barato. O bom caminhoneiro sabe disso. Faca: Quais fatores são determinantes para caracterizar o valor do seguro? Paulo: Podem influenciar a rota, a carga, a idade do veículo, a idade do motorista e outras características. Mas neste novo mercado que se instituiu das associações, os valores do “homem”, especialmente o comprometimento com a carga é fundamental, e isto é demonstrado no desempenho profissional do carreteiro. Daí a importância do critério para novos associados. Faca: Quais características servem de empecilho para a rejeição de determinado veículo pela seguradora?

Paulo: Principalmente a frequência de ocorrências de sinistros (tombamentos, colisões, roubo do veículo). Faca: Dentre as dificuldades encontradas, há algum meio ou projeto para reverter esse cenário?  Paulo: O mercado tem o poder de se adaptar. Sempre existirão homens empreendedores que buscam na história soluções adequadas ao nosso modelo atual. E isso já está acontecendo. Por outro lado, também sempre existirão os oportunistas sem compromisso com o mercado ou com o outro. Sendo assim, resta ao transportador autônomo de carga analisar a quem entregar seu maior bem material; o seu caminhão.

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Notas

NOVA TAXA SERÁ APLICADA NAS REGIÕES METROPOLITANAS A TRT – Taxa de Restrição ao Trânsito – será cobrada em decorrência das advertências à circulação de veículos de transporte de carga existentes em mais de cem municípios em todo o país. Estas restrições provocam aumento nos custos operacionais das empresas, por dificultar as entregas nos centros urbanos. O intuito da aplicação da taxa é ressarcir o transportador pelos custos adicionais sempre que a entrega ou coleta for realizada em um município em que haja restrições para circulação de veículos de carga. A cobrança da TRT será feita através do percentual do frete original, podendo chegar até 20% do valor e será arrecadada em todos os municípios pertencentes às regiões metropolitanas; mesmo aqueles em que não houver medidas restritivas.

PAGAMENTO ELETRÔNICO DE TRANSPORTE SUBSTITUI A ANTIGA CARTA-FRETE A carta-frete, documento utilizado para pagamento dos caminhoneiros sem vínculos empregatícios, será

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substituída por pagamento eletrônico. Visando estimular a formalização do setor e combater a sonegação de impostos, a Resolução 3.658 da Agência Nacional de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas (ANTT) regulamenta que o valor do frete referente a prestação de serviços de transporte rodoviário de cargas, deverá ser pago através de depósito em conta bancária em nome do titular cadastrado no Registro Nacional de Transportador Rodoviário de Cargas, o RNTRC, ou através de cartões de crédito operados por administradoras homologadas pela ANTT. Várias opções de cartões estão disponíveis aos caminhoneiros, estes oferecem diferentes tipos de serviços e funcionam de forma pré-paga. Todos os valores creditados nos meios de pagamento eletrônico são de livre utilização e movimentação e não podem sofrer qualquer vinculação, exceto do Vale-pedágio. Fica a critério do motorista e/ou empresas, avaliar qual administradora oferece o serviço que melhor lhe atende.

INMETRO CRIA PADRÕES DE QUALIDADE E IRÁ CERTIFICAR FREIOS DE VEÍCULOS Os fabricantes de veículos e comerciantes de peças automotivas terão dois e três anos e meio, respectivamente, para adequar-se as novas normas determinadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para a fabricação, importação e comercialização de freios. A regra estipula os requisitos mínimos de qualidade para as peças e foi tomado em razão dos riscos de acidente decorrentes da má qualidade das peças utilizadas nos sistema de freios.

Com a medida, até o final do prazo de adequação, o Inmetro desenvolverá um programa de avaliação compulsória e certificação dos freios. As exigências valem para materiais de atrito destinados ao uso em freios de automóveis, camionetas, caminhonetes, comerciais leves, caminhões, caminhões-tratores, ônibus e micro-ônibus.

ENTRA EM VIGOR O PSI DE 2014 COM NOVAS CONDIÇÕES DE FINANCIAMENTO Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), as linhas de crédito para a aquisição de caminhões, ônibus, implementos rodoviários e máquinas agrícolas através do Finame/BNDES. O governo regulamentou as regras do PSI (Programa de Sustentação do Investimento) de 2014, que já começou a vigorar. Para máquinas e equipamentos, a taxa passou de 3,5% para 4,5% para as micro, pequenas e médias empresas. No caso das grandes empresas, a taxa é de 6%, visto que em 2013, não existia diferenciação. As condições de participação máxima também foram alteradas. Para as pequenas empresas passou de 100% para 90% e para as grandes de 90% para 80%. O PSI foi lançado em junho de 2009, com o intuito de diminuir o impacto da crise externa sobre a indústria nacional. Desde então, o programa vem sendo prorrogado. Com a renovação em 2014, o programa entra na quinta versão, com prazo de vigência até 31 de dezembro. O setor produtivo comemorou a renovação, apesar da elevação nas taxas de juros.


Notas

EUA APRESENTAM O CAMINHÃO MAIS ECONÔMICO DO MUNDO A parceria de duas empresas norteamericanas resultou na concepção do “SuperTruck”, o caminhão pesado mais econômico do mundo. A montadora Peterbilt e a fornecedora de motores Cummins, desenvolveram o modelo que é capaz de rodar 4,54 quilômetros com um litro de diesel. O caminhão que foi apresentado ao presidente do Estados Unidos, Barack Obama, tem como finalidade atender a política de redução de consumo de combustível no país. As economias realizadas com o modelo SuperTruck, permitem ganhos de até 75% em economia de combustível, diminuindo em 43% a emissão de gases prejudiciais ao meio ambiente.

CAMINHONEIRO ESTÁ NA LISTA DAS PROFISSÕES QUE ELEVAM O RISCO DE OBESIDADE

Estudo realizado pelo governo do Estado de Washington, nos Estados Unidos, apontou quais as profissões mais propensas à obesidade. As campeãs no ranking foram os caminhoneiros, policiais e profissionais de limpeza. A pesquisa foi publicada em Janeiro deste ano no periódico Preventing Chronic Disease. Os autores da pesquisa usaram dados de levantamento feito entre os anos de 2003 e 2009 analisando os hábitos alimentares, prática de atividades físicas e o índice de massa corporal (IMC) da população. Os resultados não significam que as profissões citadas levem diretamente à obesidade, mas que há um risco maior entre as pessoas que trabalham nessas áreas. Além disso, é possível que haja grande variação de acordo com os hábitos e costumes de cada lugar.

EMPRESAS DO SUL DO PAÍS APOSTAM NA CONTRATAÇÃO DE ESTRANGEIROS Tendo em vista a falta de mão de obra qualificada, o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), está buscando motoristas na Colômbia. Por meio de parcerias, o sindicato seleciona os colombianos interessados em trabalhar no Brasil, oferecem treinamento e aperfeiçoamento para a equipe de motoristas. A partir daí, há o processo de legalização da mudança de país e as questões burocráticas do visto de trabalho. Apenas no Estado do Paraná há uma demanda de mais de cinco mil vagas de motoristas. Através dessa parceria, as empresas visam conseguir preencher aos poucos esse grande número de vagas oferecidas no mercado.

RESOLUÇÃO VISA MAIS SEGURANÇA AOS MOTORISTAS E PASSAGEIROS O Governo Federal, com base nas resoluções 311 e 312 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), determina que a partir de 2014, todos os veículos novos fabricados no Brasil devem vir munidos de freios ABS e airbag frontal. Desde 2010 as montadoras vêm de adequando à medida, mas, em 2014, 100% da frota deverá conter os itens de segurança obrigatórios. Um dos problemas que gera preocupação dos trabalhadores do setor é que com a obrigatoriedade, algumas linhas de produção podem deixar de existir, isso porque certos modelos necessitam de adaptações para atender às novas exigências, tornando o custo um pouco mais elevado. Um dos veículos que enfrentaria esse problema é o Uno Mille, da Fiat.

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Certa Ocasião...

Por Claudio de Oliveira Ilustração: Marcelo Tacconi Escobar

Era o ano de 1968 o Waldemar carreteiro das antigas, trabalhava com Romeo e Julieta transportando de São Paulo para o Rio de Janeiro, BH, Norte e Nordeste, carregou o caminhão na terceira viagem da semana com destino ao Rio de Janeiro, sexta feira ele meio cansado mas feliz, porque ganhava além do salario comissões, pegou a rodovia Dutra e foi tocando na manhã e com paciência que lhe era peculiar, abasteceu no velho e ainda posto Sakamoto em Cumbica e tocou até Roseira para fazer uma boa refeição no famoso posto das loirinhas como era conhecido. Chegando lá encontrou outros colegas e como era de costume o papo rolou, e conversa vai e conversa vem, alimentado e o caminhão afiado seguiu ele e outro colega o Jorge Gordo. Colegas de velha data que se davam muito bem e quando tinham oportunidade andavam juntos, contentes pelo encontro combinaram de dar um cochilo no alto da Serrinha da Lavrinha, que naquela época era tranquilo e sem perigo de dormir na beira da pista, e por ser uma serrinha o clima era fresco e dava para descansar um pouco, além lógico de ter um acostamento afastado da pista, hoje é um posto naquele lugar. Chegando ao local pararam as máquinas um atrás do outro e combinou: aquele que acordar primeiro chama o outro. Tudo certo dormiram, isto era mais ou menos 23h30 da noite, apagaram porque o cansaço era grande. Algum tempo depois o Waldemar bate na porta do Jorge Gordo e acorda ele dizendo: Vou andando e te espero lá em Queluz, esperou o Jorge funcionar o caminhão e foi-se embora. O Jorge acordou meio assustado já que estava dormindo profundamente e sonhando, levantou ao chamado do Waldemar deu com dedo positivo, funcionou o caminhão,

desceu, foi lavar o rosto, deu uma olhada em volta e ficou a pensar no que havia sonhado. Sonhara que um sujeito com uma faca na mão naquele mesmo lugar tentava abrir a porta de seu caminhão, ele segurava a porta pelo lado de dentro em uma luta desesperadora, quando foi acordado pelas batidas na porta pelo Waldemar. Não teve nem tempo de comentar o fato ao amigo de tão real que parecia a situação. Terminou de lavar o rosto, escovar os dentes foi atrás do Waldemar encontrando-o, lá no posto em Queluz, foi até o restaurante e pediu um café, o Waldemar estava no toalete, e o Jorge relatou o sonho para o rapaz atendente do restaurante nos mínimos detalhes. Contava e se arrepiava todo relembrando o sonho, nisto chegou o Waldemar e falou para o Jorge: - A que horas nos paramos para dormir? Jorge disse: 23h30, o Waldemar mostrou o relógio da parede e disse: Agora é 1 hora da manhã, não dormimos mais que 1 hora, “Sabe o que foi Jorge? Sonhei que tinha um sujeito com uma faca tentando entrar em minha cabine, e eu lutava pelo lado de dentro desesperadamente, quando alguém chamou meu nome batendo na porta e acordei. Fiquei aliviado quando percebi que era um sonho. Foi ai que te chamei e sai rápido daquele lugar. Eu fiquei muito assustado.” O Jorge ouvindo a historia sentou numa cadeira, e olhou para o rapaz atendente do restaurante que trocou de cor e correu para o banheiro que com certeza algum desarranjo aconteceu. Só sei dizer que estes dois bravos companheiros, que tinham visto de tudo ou achavam que tinham visto de tudo lá pelos lados de Mato Grosso, nunca mais quiserem dormir naquele local e só passavam de dia e em caravana...

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Momento de Reflexão

Reflexão Evangelho Lucas 17, 26-37 O sentido da vida está em viver intensamente a cada dia galgando um degrau a mais em direção a Deus que é nosso destino. A vida de cada um de nós deve ser um sinal de Deus para os outros, mas é preciso que caminhemos nas pegadas de Cristo o nosso Grande Instrutor. Cada um de nós é responsável a manifestar o amor de Deus ao outro, inclusive àqueles com quem temos reservas, que nos são antipáticos e, principalmente aos que não são amados, os rejeitados e abandonados pela própria família, enfim os excluídos da sociedade, que é preciso ter alguém para manifestar o amor que Deus tem por eles. O Dia do Filho do Homem é o dia da vivência do amor na caridade e na fraternidade para com todos, portanto todos os dias é o Dia do Filho do Homem. Mas Jesus revela-nos fatos históricos de Noé e Ló, para nos alertar que Deus é o Senhor da história e intervirá definitivamente para o bem daqueles a quem o amam e praticam o bem na terra. Por isso, temos que iluminar a nossa consciência com os valores evangélicos, no nosso modo de ser, de nos comportarmos, na escolha do nosso lazer, nas palavras que usamos em nossas conversas, no trabalho, no lar, nos nossos relacionamentos com os outros, devemos ser marcados pelos valores do Evangelho. Esse alerta que Jesus nos faz não é para nos meter medo, mas para despertar em nós o sentido de temor a Deus e nortear o nosso ideal de vida, para atingirmos a meta da salvação. A vida é breve e não a temos sob nosso controle, pois a vida é dom de Deus e como dom, devemos vive-la como oferta a Deus, através da oferta àquele que Ele ama, ou seja a todos. Cristo é o salvador e conta com pessoas de boa vontade, como eu e você para despertar nas pessoas que vivem uma vida desregrada, a mudarem o rumo de suas vidas.

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