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M A I S

V A R I E D A D E S

Bailes para relembrar os velhos tempos

STF define quem tem acesso aos processos sigilosos

O monstro da fome oculta

Nas próximas sextas-feiras,

Ministro Joaquim Barbosa negou

XXI esse défict dietário afeta

vários seresteiros cantam

consulta a acusados em outra ação por

cerca de 2 bilhões de pessoas

sucessos de décadas passadas

não estarem sendo investigados. PÁG. 7

no mundo. PÁG. 8

Considerado o mal do século

no Clube Libanês. PÁG. 5

caderno B

Segunda-feira, 16 de maio de 2011

Inclui: Saúde

ARQUIVO

E

ventos ci nematog rá f icos i mportantes como o Festival de Cinema de Campo Grande – FestCine Pantanal e o Vídeo Índio Brasil tinham como palco a sala localizada no Pátio Avenida, nos altos da Afonso Pena. Desde 2002, o espaço exibia filmes nacionais e internacionais que não chegavam ao circuito comercial. Contudo, o ex-proprietário Nilson Rodrigues teve de fechar a sala em razão dos altos custos de manutenção, que chegavam aos R$ 15 mil mensais. Sem parcerias para manter o cinema em funcionamento, o CineCultura suspendeu suas atividades em novembro do ano passado. “O fechamento de um equ ipa mento cu ltu ra l é ruim para qualquer cidade. Isso nos afasta da produção de cinema de países europeus, asiáticos e da própria América Latina. Agora temos apenas espaço para o cinema comercial”, aponta o produtor cultural, Pedro Ortale. Segundo ele, durante os últimos meses, a Fundação Municipal de Cultura (Fundac) acenou em direção de uma possível parceria. “Levantamos toda a documentação necessária, entregamos para as autoridades responsáveis, mas não houve resposta. Algo que julguei um grande descaso conosco. Infelizmente, não havia mais como pagar aluguel, por isso entregamos o cinema”, explica o produtor. (TA)

Vazio cinematográfico Falta de parcerias levou ao fechamento definitivo do CineCultura e fim de eventos como FestiCine Pantanal e Vídeo Índio Brasil

Festival de Cinema deveria acontecer esta semana Uns perdem outros ganham ARQUIVO

THIAGO ANDRADE

A 8º edição do Festival de Cinema de Campo Grande – FestCine Pantanal, que estava marcada para acontecer entre 12 e 27 de maio deste ano, não foi realizada. Sem conseguir levantar a verba necessária para a promoção do evento, os produtores do evento consideraram inviável sua realização. Deste modo, a Capital perde o mais importante acontecimento cinematográfico de sua agenda cultural. Após a suspensão das atividades do CineCultura, única sala voltada para o cinema de arte na cidade, em novembro do ano passado, os produtores responsáveis pelo festival tentaram encontrar maneiras de levantar os mais de R$ 300 mil necessários para que o festival acontecesse, mas isso não foi possível. Segundo o produtor Pedro Ortale, coordenador desta edição do FestCine Pantanal, o único investimento obtido foi por meio do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, da Oi Futuro. Contudo, o valor de R$ 60 mil disponibilizado pela empresa não seria suficiente para a produção do evento. “Tentamos levantar outros investimentos, junto a iniciativa privada e ao poder público. Como não conseguimos, tivemos que cancelar o festival. É uma pena”, afirma o coordenador. Em suas edições anteriores, o festival trouxe para Campo Grande grande número de produções nacionais e internacionais, além de curtas-metragens, que dificilmente seriam exibidos em cinemas comerciais. Além dos filmes, o FestCine Pan-

Em meio a discussões sobre o futuro do CineCultura, cogitou-se levá-lo para Brasília. Contudo, a Fundação Nelito Câmara, de Ivinhema, se interessou pela marca. “Há algum tempo temos conversado com a direção do cinema, principalmente, em busca de suporte para o festival de cinema que promovemos na cidade. Quando soube que o CineCultura estava à venda, fiquei interessado”, expl ica Ricardo Peretti, presidente d a fundação, que tem como objetivo promover o crescimento intelectual de jovens e adultos a partir da educação e da arte. Segundo ele, o cinema funcionará como espaço para o Cineclube Joel Pizzini, que deverá apresentar produções de diversos países, além do acervo da Programadora Brasil. “Aos finais de semana vamos exibir filmes do circuito comercial, já que o município não conta com nenhuma outra sala. É uma maneira para toda a sociedade

aproveitar o espaço. Queremos promover a arte, mas também o entretenimento”, descreve. Ricardo explica que o cineclube conta com público de jovens de escolas da cidade, mas deve crescer agora que existe estrutura. A abertura do CineCultura em Ivinhema está marcada para novembro, quando será realizada a 4ª edição do Festival de Cinema do Vale de Ivinhema, que tem como tema “Cinema e comu n id ade”. “Estamos criando formas para propiciar o desenvolvimento cultural da cidade. Queremos atrelar o crescimento econôm ico e social às atividades culturais”, considera Ricardo. Para o produtor cultural Pedro Ortale, manter o cinema em Mato Grosso do Sul foi um passo importante. “É uma iniciativa que tem como objetivo manter o Estado no eixo cultural. Se não pode ser em Campo Grande, vamos fazer isso acontecer no interior”, finaliza. (TA)

“É uma iniciativa que tem como objetivo manter o Estado no eixo cultural. Se não pode ser em Campo Grande, vamos fazer isso acontecer no interior”

O último evento realizado em Campo Grande foi em 2010 e contou com a presença de Suzana Amaral tanal também contou com participações ilustres de atores, diretores, roteiristas e produtores de cinema de todo o País. Alice Braga, Mila Guedes, Matheus Nachtergaele, Suzana Amaral e Denise Dummond foram alguns dos que passaram pela Capital. “Era um momento de efervescência cultural, de troca de informação e de fo-

mento artístico. Agora, Campo Grande está fora do circuito de festivais do País”, lamenta Pedro. Ele aponta que os produtores ligados ao evento e ao CineCultura procuraram diversas maneiras de viabilizar o evento. “Se a sociedade quiser respostas, eles vão ter que procurar o poder público”, pondera.

Vazio Cinematográfico  

Reportagem sobre os motivos do fechamento do único cinema de arte de Campo Grande e os impactos que isso teve sobre a cidade.

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