Page 1

REVISTA

É brincando que se aprende Veja como brincar também ajuda a educar

Argh! Legumes Saiba como fazer seu filho mudar de idéia

tre-se Recadas nuar ti n o c para do receben ta is v e R a . em 2008

© 2007 Mauricio de Sousa Produções

ANO 1 - Nº 4 - Dezembro/07

by

Papai Noel existe sim! Descubra por que seu filho deve acreditar na existência do bom velhinho


EDITORIAL ra mês repleto de magia pa Chegou dezembro... um so, elaboramos uma edição nis pais e filhos. Pensando especial para vocês! de um assunto bastante A matéria principal trata ,a Papai Noel. Para muitos interessante: o mito do significado, e nd gra tem o nã ho imagem do Bom Velhin vivenciar to é importante seu filho mas mostramos o quan no el, editar no Papai No essa experiência de acr . etc a sco Pá Coelhinho da a trar uma matéria sobre Vocês também vão encon a feia do seu filho quando car importância de driblar a seu prato, com dicas em os legumes aparecem ão rica ele tenha uma alimentaç e qu ra pa tes san interes es. um leg s ido o dos tão tem em nutrientes, gostand e seu filho ortes e que sonham qu Para os pais, fãs de esp os uma ndo futuramente, trazem falar brilhe nos pódios do mu ra pa E s. nça ão para cria discussão sobre a nataç os com o medalhista olímpico desse assunto, conversam ano Leal, ex-atleta da Cassi Gustavo Borges e com tação. na de ira sile bra seleção as presas para vocês! Para com Ainda temos muitas sur e ad nid ter sejam aliar a ma futuras mamães, que de zem tra e qu tas alis eci os esp o a vida profissional, ouvim es darem conta do recad dicas valiosas para as mã e e profissional. Ah! E a mã nessa dupla jornada de meiros contou para a revista Pri s. elli ton An na van Gio iz atr efa tar as du as ess r ra dribla Passos seu segredo pa

mios, de concorrer a vários prê os E não percam a chance vem vol moções que desen participando das três pro seu fim de ano será especial! a, nesta edição. Com certez de nosso primeiro ano, Enfim, chegamos ao fim deixa ça de vocês, o que nos conquistando a confian seguimos con al, afin de felicidade, com o coração repleto nessa o e era estar ao seu lad atingir nosso objetivo qu filho. seu do to en desenvolvim to dos estrada, rumo ao pleno en ram ast ad rec o o nd liza Diante disso estamos rea como garantir que todos os leitores, pois assim terem recebam a revista Primeiros , nte lme rea am eir qu fazer os que tuitamente. Não deixe de a Passos em sua casa, gra com ará tinu con rar ast ad se rec o seu! Somente quem s com você! gente em 2008! Contamo e fim de ano repleto de luz da Desejamos a todos um ain os em ter 08 20 em que amor. Temos certeza de e a magia do Natal esteja na . Qu rar mo me co e qu o is ma casa de todos! s desejam revista Primeiros Passo Com amor, a Dican e a Boas Festas a todos! e vem! . nos vemos no ano qu 2008 já está chegando..



eiros Passos. Em março tem seção nova na Prim e aguarde o xinh Mande uma foto do seu bai ral. mu para vê-lo no nosso

Índice

REVISTA

by

EXPEDIENTE Revista Publicada pela Dican Brinquedos Ano 1 - nº 4 - dezembro de 2007 Conselho Editorial Gerência de Marketing Dican Brinquedos e BCS Comunicação Idealização BCS Comunicação Coordenação do projeto gráfico e editorial BCS Comunicação www.bcscomunicacao.com.br Jornalista responsável Vanessa Cicatti - MTb 39843/SP redacao@bcscomunicacao.com.br Direção de Arte Djan Marsiglia

Revisão Fernanda Rizzo Sanchez Impressão Laborprint Gráfica e Editora Ltda. Fotos e ilustrações BCS Comunicação, Dican Brinquedos, William Andrade, Arquivo Gustavo Borges, Mauricio de Sousa Produções, Editora Melhoramentos, Fabiana Marson Permitida a reprodução, desde que citada a fonte. Escritório Central Rua Henrique Ongari, 322 Cep 05037-150 - São Paulo - SP Tel.: 11 3611-8080 www.dican.com.br

........................ 4 Notinhas......................................... ..........................6 Argh!!! Legumes........................... ........................ 9 Encarte: Brincar para Crescer........ ...................... 11 A arte de ser mãe........................... ......................15 Hora da Leitura ............................. ......................16 Prontos para o sucesso.................. .......................20 Capa: Papai Noel existe sim!........ ......................24 Resultado das promoções.............. .......................26 É brincando que se aprende......... ........................ 31 Sono, soninho, soneca................. .........................35 Se eu fosse um peixinho............. .........................38 Dúvidas freqüentes.....................


NOTINHAS

Mães falam melhor com bebês do que os pais

Leite materno pode reduzir a obesidade De acordo com pesquisa feita nos Estados Unidos, o leite materno contém uma proteína que pode reduzir o risco de obesidade.

Pesquisa publicada na revista New Scientist e no jornal Speech Communications, e desenvolvida por psicólogos da Universidade de Lehing e do Centro de Pesquisa da IBM, dos Estados Unidos, mostra que apesar de tanto homens quanto mulheres usarem uma linguagem infantilizada com bebês, o padrão das mulheres é mais claro do que o dos homens.

A descoberta foi feita por uma equipe do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati, que constatou a presença de altos níveis de proteína, que afeta a forma pela qual o organismo processa a gordura.

organismo processa açúcares e substâncias gordurosas no sangue.

Apesar dessa constatação, outros especialistas alertam que a descoberta não deve ser usada como uma desculpa para que os pais deixem os cuidados com o bebê a cargo somente das mães.

Os pesquisadores acreditam que sua presença no leite materno pode influenciar a “gordura” do futuro adulto. A descoberta foi apresentada na reunião anual das Sociedades Pediátricas Acadêmicas, em San Francisco, nos Estados Unidos.

Baixos níveis dessa proteína foram vinculados à obesidade, diabetes tipo-2, resistência à insulina e doenças coronárias. Mas altas concentrações de adiponectina foram relacionadas à baixa incidência de doenças.

Segundo os responsáveis pela pesquisa, este é o primeiro passo para entender a relação entre leite materno e metabolismo.

Os pesquisadores constataram a presença de outra proteína no leite materno, chamada leptina, que também ajuda a regular a gordura do organismo. Não é à toa que a amamentação é essencial para a manutenção da saúde dos bebês!

Durante o estudo, os cientistas encontraram grandes concentrações da proteína adiponectina — secretada pelas células adiposas —, que afeta a forma como o



Fonte: BBC Brasil.

Bebês deveriam engatinhar mais Um estudo realizado por especialistas em desenvolvimento infantil do Instituto de Psicologia Neurofisiológica de Chester, na Inglaterra, revelou que os bebês passam cada vez mais tempo sentados e ficam menos no chão. De acordo com os especialistas, isso pode impedir a oportunidade de a criança engatinhar e prejudicar o aprendizado da fala e da escrita. Os pesquisadores afirmam que isso se deve ao uso excessivo de produtos modernos como cadeiras especiais para bebês. Segundo a autora da pesquisa, esses produtos impedem a criança de brincar livremente com o corpo, pois os bebês são colocados na posição sentada de forma passiva, e não natural. Isso ocorre porque as pessoas desconhecem o fato de que o chão é o primeiro parquinho da criança e ficar de bruços ajuda na postura, aumenta o campo visual e o equilíbrio. O estudo analisou o impacto das mudanças sociais dos últimos 50 anos na infância e foi realizado com base nos resultados de uma pesquisa publicada em 1998 pela autora Sally Goddard Blythe. A pesquisa examinou o desenvolvimento de dois grupos de 70 crianças com idade entre 8 e 10 anos.

O primeiro grupo apresentava dificuldades de leitura e escrita e o segundo não apresentava problemas de aprendizado. Os resultados apontaram diferenças significativas no histórico de desenvolvimento. As crianças com dificuldades haviam engatinhado menos e teriam começado a andar mais tarde que as do primeiro grupo. Apesar dos resultados, o estudo afirma que apenas deixar de engatinhar não determina o futuro aprendizado da criança. A pesquisa aponta que engatinhar representa um marco no desenvolvimento da criança e é um exercício motor importante, uma vez que a atividade treina a coordenação visual para os movimentos que mais tarde a criança usará para ler e escrever. Além disso, engatinhar alinha os segmentos da espinha, preparando a criança para ficar em pé e andar. Portanto, pais, a ordem é deixar seus filhos livres para engatinhar! Fonte: BBC Brasil.

Os especialistas sugerem que a maior habilidade materna decorre do fato de as mulheres passarem mais tempo com os bebês e aprenderem qual padrão vocal eles respondem. Sabe-se que os bebês reagem mais ao tom da fala do que ao significado das palavras. Por isso, para estudar a fala dos pais foi criado um programa de computador que reage à fala e que monitorou as propriedades da fala, como ritmo, volume do som e ênfase. Os pesquisadores pediram que seis duplas de pais brincassem com seus filhos e fizessem comentários de aprovação ou de desaprovação, para encorajar seus bebês ou para alertá-los a ficar longe de objetos perigosos, como instrumentos pontiagudos ou aparelhos elétricos.

De acordo com o psicólogo da Universidade de Lehing que chefiou o estudo, é possível que homens tenham características de fala diferentes, que não foram detectadas pelo computador, ou que eles tenham ficado menos relaxados durante os testes. Fonte: BBC Brasil.

Estudo mostra método para vacinar recém-nascidos Unidos afirma Um estudo realizado nos Estados recém-nascidos. inar vac que no futuro será possível ser aplicada em a tum cos ção niza Atualmente, a imu de idade, uma bebês com pelo menos dois meses com um sistema tam con não vez que recém-nascidos a adequada à form de er ond resp de az imunológico cap maioria das vacinas. as de um hospital Entretanto, um grupo de imunologist um tipo de erto cob des infantil de Boston afirma ter imunológico ma siste o nar ulsio imp de molécula capaz vacinação. a itir perm dos recém-nascidos e, com isso,

éculas podem Segundo os especialistas, tais mol s e alimentar a víru e detectar invasões de bactérias eína que faz prot de tipo um as, produção de citoquin m um sistema crie s com que outras células imunológica de defesa contra infecções. E que tal se isso for feito no Tapete Mágico Playskool by Dican?

O programa analisou cerca de 700 trechos da fala. Em 80% dos casos, o programa distinguiu corretamente os comentários de aprovação dos de desaprovação. Mas o total de acertos ao analisar a fala das mulheres foi 12% maior do que para a fala dos homens, o que, segundo os pesquisadores, significa que elas usam sons menos ambíguos do que eles ao falar com bebês.

, contam com dez Os bebês, assim como os adultos trário do que con ao , mas tipos dessas moléculas,

ascidos, ao serem ocorre com adultos, nos recém-n gem, produzindo rea não las écu estimuladas, as mol um mecanismo de imunização. a, a prática De acordo com o chefe da pesquis estão com eles atual, de vacinar bebês quando e, deixa-os dois, quatro ou seis meses de idad sível atuar pos for se mas s, nça expostos a doe icos méd os , desde o nascimento da criança entados enfr os risc de ela” “jan a poderão reduzir ess pelos recém-nascidos. Fonte: BBC Brasil.




mentar li a o it b á h “O artir das p a a m r o f se s que a experiência o longo a criança tem ida.” de sua v

ÃO Ç A T N E ALIM

LEGUMES



C

areta, cara feia e um sonoro ARGH!!! são bastante comuns quando os legumes fazem parte da refeição de uma criança. Raros são os casos de crianças que imploram para a mãe comprar chicória, como o garotinho do comercial de TV. Mas por que os legumes causam tanta aversão nas crianças? Será que há algum segredo para que seu filho sorria ao ver um prato de legumes? Venha descobrir com a gente!

O mistério sobre o ódio aos legumes

Certamente muitos pais vivem tentando descobrir qual o segredo que faz com que crianças odeiem os legumes. Para desvendar esse mistério, conversamos com a nutricionista Rita Maria Monteiro Goulart. De acordo com ela, “podem ser vários os motivos que levam as crianças a não gostarem de comer verduras e legumes, mas acredito que o principal é a falta de estímulo por parte dos pais.

Pesquisas têm revelado que estes alimentos são oferecidos tardiamente na alimentação da criança. O ideal seria oferecer verduras e legumes nas primeiras refeições oferecidas para as crianças, normalmente por volta dos 6 meses”. Dessa forma, os pais devem incluir os “temidos” legumes, frutas e verduras na alimentação das crianças desde as primeiras papinhas, pois assim tornam o consumo desses alimentos um hábito e não uma “tortura”. “O hábito alimentar se forma a partir das experiências que a criança tem ao longo de sua vida, o que ocorre desde os primeiros alimentos que recebe. Também o comportamento alimentar da família e especialmente da mãe vão influenciar definitivamente o comportamento da criança em relação à alimentação”, comenta Rita Goulart. Por esse motivo, mamães e papais, observem bem se os seus hábitos alimentares são os responsáveis para o “ódio aos legumes”.

Coloquem no seu prato os mesmos alimentos oferecidos no prato do seu filho, sempre dando reforço positivo em relação a tudo o que é oferecido.

A força dos legumes

É importante deixar claro para a criança que os legumes são importantes para a saúde, deixando-os fortinhos para poder crescer. O consumo não-regular de frutas, verduras e legumes pode causar prejuízos à saúde da criança. “Além das vitaminas que estes alimentos contêm, que regulam várias funções no organismo, eles também são ricos em fibras, o que favorece o funcionamento normal do intestino. Muitos estudos mostram que a constipação intestinal em crianças tem crescido de maneira alarmante nos últimos anos. Acredita-se que se deva à alimentação inadequada, ou seja, baixo consumo de frutas, legumes e verduras e excesso de alimentos industrializados”, alerta a nutricionista. A tática de camuflar as verduras e os legumes nas receitas não é a forma de garantir que a criança receba os nutrientes desses alimentos. Rita Goulart ressalta que “os alimentos não devem ser ‘camuflados’, para que a criança não saiba o que está comendo. Pelo contrário, os alimentos devem estar ‘separados’, para que a criança tenha a oportunidade de apreciar o sabor que cada alimento proporciona”.

Chantagens e compensações não ajudam em nada! em ou Para muitos pais, usar de chantag fazer a criança de a form a únic a é ões compensaç ia que isso não comer legumes e verduras. Você sab o consumo de trata ajuda em nada? Afinal, a criança como uma ou tigo cas legumes como uma forma de eja. des que ilo maneira de conseguir aqu em não deve Rita Goulart afirma que “a chantag coma nça cria a que para ser uma estratégia da men reco se mas s, ento determinados alim s sua estimular o consumo do alimento por ”. des lida qua e s propriedade pensar o filho Além disso, os pais não devem com os legumes. a com com outros alimentos para que “é a mãe eto corr o , ista De acordo com a nutricion rentes dife de e es vez as oferecer o alimento vári a criança sar’ pen ‘com ou ir maneiras e não substitu e as verduras com outro alimento, pois os legumes diária.” devem fazer parte da alimentação




De 2 a 3 anos

m de “Crianças gosta des. vida experimentar no que Assim, é evidente s e ura a oferta de verd ntes re legumes em dife e de preparações serv nça.” cria estímulo para a peros são os Rita Goulart destaca que “os tem ações e par responsáveis pelo sabor das pre s refeições, eira devem ser usados desde as prim erimentar exp nça cria dando a oportunidade de a ia, ênc sist con e diferentes sabores, odores da ção enta alim da facilitando a aceitação família”.

 Vai uma chicória aí, filhinho?ar o

ntiv Segundo a nutricionista, para ince pais devem “os mes legu e uras consumo de verd iamente e consumir verduras e legumes diar são ‘gostosos’, reforçar o quanto estes alimentos r o crescimento. o quanto são ‘bons’ para promove esta pode ser e A criança costuma imitar os pais, ndizado”. apre uma excelente oportunidade de mes podem Além disso, as verduras e os legu eiras, como, man tes ren ser preparados de dife das sala ê, sufl de a por exemplo, em form gosta de nça cria toda pois s, variadas e bolinho “experimentar” novidades.

no momento Para a nutricionista, a criatividade ve para fazer do preparo dos alimentos é a cha mes da com que o seu filho aprecie os legu hos. adin mesma forma que os doces e salg idades. nov r “Crianças gostam de experimenta se ura verd de ta Assim, é evidente que a ofer de e serv es açõ par legumes em diferentes pre s rmo erva obs ta Bas . estímulo para a criança As ntil. infa lico púb ao dos os alimentos destina usam to men seg este a par s ento indústrias de alim ção ir a aten e abusam da criatividade para atra , gerando lico púb este ivar cult e s das criança alimentos, até mesmo uma nova categoria de s’. Exemplo: rtido conhecida como ‘alimentos dive em alguns is’ eró a estampa de figuras de ‘super-h biscoitos”.

Brincasrcer! para cre

Fascículos para você colecionar! com brincadeiras animadas, como pular na cama e fazer imitações e caretas.

Parte 4 Com dois aninhos, os pequenos só querem diversão. Agora, mantê-los sentados por muito tempo é uma dificuldade. Eles já conseguem subir e descer escadas usando o corrimão, pular com os dois pés e chutar sem perder o equilíbrio. Sua maneira de se comunicar é através de gestos, atitudes, mímica, especialmente com outras crianças. Para ajudar seu filho a se comunicar melhor e ampliar seu vocabulário, a melhor solução é cantar e dançar com ele. Nessa fase, as crianças também se divertem

Continue incentivando a criança a desenvolver sua habilidade motora. E não se esqueça: nesse período ela já deve começar a participar da arrumação das suas coisas. Por esse motivo, depois da bagunça, peça sua ajuda para organizar e recolher o brinquedo, lembrando que isso deve ser feito como uma continuação da brincadeira, e não como uma obrigação chata. Dessa forma, seu filho adquire o hábito de organizar suas coisas numa boa!

O rei das pistas de corrida

ada em nutrição pela Rita Maria Monteiro Goulart é form É mestre e doutora em es. Universidade de Mogi das Cruz Saúde Pública.

ANDE E DIRIJA

Nessa idade seu filho adora correr e pular. Para gastar toda essa energia, incentive-o a brincar com o Ande e Dirija. Dois brinquedos em um só, ele se transforma em andador e carrinho, e ainda conta com diversas atividades. Deixe seu filho sonhar que é o rei das pistas da sua casa... Corra com ele!

Cambalhotas de alegria

A aversão aos legumes virou uma divertida história. Acompanhe com seu filho a leitura de Eu nunca vou comer um tomate, de Lauren Child, da Editora Ática e descubra como Charlie ajudou a irmã Lola a comer legumes.

TAPETE MUSICAL

Seu bebê já pode ousar mais nos movimentos. Que tal ensiná-lo a dar cambalhotas? Para isso, use o Tapete Musical. Fofinho, ele vai proteger seu filho e ainda garantir outros aprendizados, pois, com três modos de atividades musicais, toca músicas, notas musicais e imita o som dos cinco animaizinhos desenhados nele. Vocês darão muitas gargalhas juntos!




ESPECIAL

Caras e bocas

Ainda é muito importante incentivar a criança a desenvolver sua coordenação motora. E só o Potato Head Homem-Aranha fará isso, trazendo muita diversão. Com 12 peças, entre corpo de batata, olhos, bocas e nariz, seu filho vai montar o Sr. Cabeça de Batata de diversas formas, fazendo muitas caras e bocas. Esse é o momento ideal para ensinar seu bebê a fazer muitas caretas divertidas e subir com eles pelas paredes da diversão!

POTATO HEAD HOMEM-ARANHA

Médico de bicho

10

O amor pelos animaizinhos é comum a todas a crianças nessa idade. Para incentivar o amor aos animais de estimação e ainda ajudar no desenvolvimento de sua coordenação motora, use o Hospital dos Bichinhos. Esse brinquedo é acompanhado por 3 animais, instrumento veterinários e chaves com formatos e cores diferentes...Seu bebê vai se divertir muito sendo médico dos animaizinhos!

Piuí, piuí, piuí abacaxi...

Cores, luzes e sons são os principais atrativos para crianças nessa idade. Portanto, para chamar a atenção do pequeno, a melhor opção é fazer uma viagem encantada com o Trem Musical, que toca música, imita sons reais de locomotiva, tem farol que acende e bichinhos que sobem e descem, trazendo muita diversão e encantamento!

TREM MUSICAL

revista

by

Construindo alegria

Brinquedo que se preza tem que ter muitas atividades. Para garantir que seu filho fique realmente entretido com a brincadeira, os carrinhos Operários da Dican são diversão certa! Contando com seis botões com sons e músicas diferentes, os Operários andam enquanto seu olhos, nariz e chapéu se movem. Quem é que vai deixar de construir alegria com esses amiguinhos?

HOSPITAL DOS BICHINHOS Os produtos Dican são encontrados nas principais lojas de brinquedos em todo o Brasil. Para saber o endereço mais próximo de você, ligue para (11) 3611-8080. Conheça a linha completa de brinquedos no site www.dican.com.br

OPERÁRIOS

A ARTE DE SER MÃE… L A N O I S S I F O E PR

E

o bebê em casa xercer os papéis de profissional e mãe é um grande desafio, já que deixar la, pois existem tranqüi fique Mas . para voltar ao trabalho pode deixá-la em constante conflito tudo! de conta dar e formas de ajeitar a vida, amenizar esses sentimentos

Voltando ao trabalho

A gestação chegou ao fim e você passou meses se dedicando intensamente ao seu anjinho. Inevitavelmente, o sentimento de apego cresceu a cada dia. Quando você menos percebe, o período da licença maternidade está chegando ao fim e em pouco tempo você estará de volta ao trabalho. E não tem jeito. A proximidade dessa “separação” aflora dois sentimentos contraditórios: desejo de retomar a carreira profissional e vontade de permanecer o tempo todo com seu bebê. Mas, não comece a se descabelar por conta disso. Com a ajuda de seu parceiro e com um bom planejamento, dá para iniciar essa nova fase com tranqüilidade e sem sobressaltos. A psicóloga Sônia Maria Souza Santos Ribeiro Nogueira explica por que a volta ao trabalho após a gestação é tão difícil para as mulheres. “A gravidez é um período em que a mulher se prepara para receber seu filho e é natural que fique envolvida com a maternidade, sobretudo a partir do nascimento do bebê. Trata-se de uma relação nova, que se constrói aos poucos e que consome bastante tempo da mãe. A necessidade e/ou desejo da mãe para retornar a seu trabalho significa uma perda nesse relacionamento, mesmo que a mamãe tenha que se ausentar por poucas horas. Em geral, esse afastamento gera uma culpa na mãe por deixar seu filho, ainda que saiba que ele está em boas mãos.

Muitas vezes a mãe demora um tempo para se adaptar a essa nova rotina e passa por momentos de angústia, gerados pela situação de afastamento do bebê, com quem ela ficou a maior parte do tempo durante a licença maternidade”.

Surge a supermãe

Engana-se muito quem pensa que o papel de mãe e profissional são incompatíveis, muito pelo contrário. Para a psicóloga Cibele Martins de Oliveira Marras, “o papel de mãe e de profissional não são incompatíveis. É possível que eles interajam, e que a mulher seja uma profissional competente e uma boa mãe. Mas, sem generalizarmos, algumas pessoas podem achar que são incompatíveis. Há mulheres que após uma avaliação podem abrir mão de algum desses papéis, exercendo apenas o papel de mãe, ou focando na questão do papel profissional”. Entretanto, “nos dias de hoje, em que o salário da mulher ajuda a compor o orçamento familiar, ela pode muito bem conciliar os dois papéis, ainda que isto lhe gere algum desgaste, na maioria das vezes. É importante que a mulher aprenda a contar com seu cônjuge, como parte fundamental na criação dos filhos e não tentar fazer tudo sozinha, pois isso gera prejuízos desnecessários para todos”, ressalta Sônia Nogueira. Segundo Cibele Marras, o segredo para dar conta do papel de mãe e profissional, sem prejudicar nenhum dos lados está no equilíbrio entre a função

11


“A separação é uma experiência difícil que gera sentimentos que não gostamos de ter e com o bebê não é diferente.”

Lidando com o conflito: trabalho e maternidade A psicóloga Sônia Nogueira deu algumas dicas para que as mães consigam lidar com o conflito de deixar os filhos para trabalhar.

Amenizando a distância

• Em primeiro lugar, a escolha de uma pessoa ou instituição de confiança ajudam muito na diminuição desse conflito. Se a mãe sabe que em sua ausência seu filho estará em boas mãos, terá mais tranqüilidade para trabalhar

• Quando possível, a mãe que amamenta deve retirar seu leite e guardá-lo para que o bebê tome o leite materno na mamadeira. Assim, a mãe fica mais tranqüila por estar garantindo mais saúde para seu bebê, mesmo na sua ausência.

materna e o exercício profissional. “A mulher precisa estar realmente presente quando estiver com o bebê e também focada no trabalho quando estiver em compromissos profissionais”, afirma. Para alcançar esse equilíbrio, a mulher deve, em primeiro lugar, respeitar os próprios limites, reconhecendo que não é “superpoderosa” como as personagens das histórias em quadrinhos. Para conciliar os dois papéis, Sônia Nogueira dá uma dica muito importante para as mães, “na medida em que a mulher aceita a participação do marido nesse processo, passa a ter mais liberdade para cuidar de outros aspectos de sua vida, inclusive profissional. O que ocorre, muitas vezes, é que a própria mulher boicota a participação do marido e, querendo fazer tudo sozinha, acaba se atrapalhando e esquecendo-se até de si mesma”.

Volte ao trabalho sem culpa

Após meses de dedicação em tempo integral ao bebê, voltar ao trabalho deixa a maioria das mães com sentimento de culpa e remorso por “abandonar” o filho. Mas mamãe, saiba que é absolutamente normal se sentir culpada, angustiada e indecisa. Sônia Nogueira explica que esses sentimentos afloram porque “a volta ao trabalho representa, de certa forma, uma interferência no vínculo que está se consolidando entre mãe e filho. A mamãe, que até agora podia ficar em tempo integral com o bebê, terá que se dividir e deixá-lo aos cuidados de terceiros. Isso pode gerar nela temores de que seu filho possa sofrer com sua ausência, por não ser adequadamente atendido em suas necessidades ou gerar uma angústia por não estar cumprindo integralmente sua função de mãe”. Para driblar esses sentimentos, é importante que a mulher se prepare antecipadamente para esse inevitável momento. Durante a gravidez faça um planejamento de como será a vida após a volta ao trabalho, determinando, por exemplo, quem vai cuidar do bebê, se ele ficará em um berçário ou na casa dos avós etc. Se você conseguir planejar todas essas coisas, certamente conseguirá enfrentar a tensão e os medos inevitáveis dessa separação sem muitos problemas. Entretanto, Sônia Nogueira ressalta que “quanto mais a mulher se perceber e se respeitar como ser humano que também tem necessidades e desejos legítimos que vão além da maternidade e da função de mãe, mais liberdade terá para atender outros aspectos de sua vida, como por exemplo, o seu trabalho, e ficará mais inteira tanto em sua vida profissional, quanto nos momentos em que estiver cuidando do filho. O apoio do marido neste momento de volta ao trabalho também é muito importante e pode ajudá-la a diminuir a culpa e a desfrutar com mais alegria tanto o trabalho, quanto a maternidade”.

As psicólogas dão três dicas essenciais para amenizar a falta que o bebê sentirá durante sua ausência quando estiver trabalhando: 1 Quando estiver com o bebê, a mãe, deve valorizar esses momentos, fazendo-se presente totalmente e respondendo às necessidades do bebê. 2 Cuide do bebê respeitando seus horários, preservando seu ambiente, proporcionando-lhe estimulação adequada, dando-lhe carinho. Essas são formas de ajudá-lo a sentir-se bem, apesar da sua ausência. 3 Quando possível, diminua os períodos de separação, como, por exemplo, almoçar em casa etc.

n Andrade

12

• Na medida do possível, é muito bom otimizar o tempo em que mãe e filho estão juntos. Isto quer dizer que, já que o tempo de convívio será diminuído, ele não deve ser desperdiçado com o trabalho doméstico. Cada família vai se organizar, é claro, da sua maneira, dentro de suas possibilidades, para que a casa não fique de pernas para o ar, nem os relacionamentos fiquem empobrecidos.

Sônia Nogueira explica que “a separação é uma experiência difícil que gera sentimentos que não gostamos de ter e com o bebê não é diferente, pois ele não gostaria de se afastar de sua mamãe. Porém, se quando isso for necessário ele puder contar com alguém que seja acolhedor e satisfaça suas necessidades físicas e emocionais (proteção, segurança), certamente esse sofrimento será suportável e o ajudará a aprender a conviver, aos poucos, com as frustrações que terá ao longo de sua vida”.

Foto: TV Globo/ Willia

• Outro ponto importante é ter o marido como aliado nessa decisão de retomar o trabalho. A ajuda do pai nos afazeres do dia-a-dia impede que haja sobrecarga para a mãe e alivia o conflito.

Quando a mamãe volta ao trabalho, o bebê também sente a separação. Embora não consiga demonstrar esse sentimento, é importante que a mãe aprenda a amenizar a falta causada pela distância.

Driblando a saudade do bebê

De acordo com Cibele Marras, “num primeiro momento, a volta ao trabalho pode ser difícil, até porque a mãe esteve mergulhada na relação mãe-bebê por, no mínimo, o tempo da licença-maternidade”. Se você está com problemas para se adaptar à distância do bebê, siga essas dicas: • Quando possível, aumente aos poucos o tempo em que fica longe do bebê. • Tenha fotos do bebê sempre perto de você. • Converse sobre isso com outras mães que já passaram por isso. Certamente isso a ajudará a se adaptar à nova situação e entender que apesar da dificuldade o problema não é só seu. “Caso a mãe não se adapte a essa volta, pode avaliar a necessidade e o sentido do seu trabalho e o seu desejo de cuidar do filho”, conclui Cibele Marras. Sônia Maria Souza Santos Ribeiro Nogueira é psicóloga, formada pela Faculdade Objetivo. É psicoterapeuta de adultos (individual, grupo e casal).

13

Cibele Martins de Oliveira Marras é psicóloga, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É especializada em Psicologia Clínica Hospitalar pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Mãe e atriz: os melhores papéis de Giovanna Antonelli Como você administra o papel de mãe e profissional? do Ser mãe é uma arte... tenho certeza que nasci para isso! No caso que posso sempre isso, com as problem s maiore tenho profissionalismo, não carrego meu filho junto... nas gravações, eventos... ique sua O que você faz para evitar que a vida profissional não prejud relação com seu filho? !! Como disse, levo meu filho sempre que posso aos compromissos Com a maternidade, o que mudou na sua vida profissional? filho foi a Sou uma pessoa mais completa e feliz... em todos os sentidos! Meu melhor coisa que me aconteceu! mãe e Que dicas daria para as mães que têm de lidar com o papel de profissional? seu dia Sempre que puderem levem seus filhos junto... além de tornarem mais! mais feliz, o trabalho rende Giovanna Antonelli caracterizada como Clarice, sua personagem na novela Sete Pecados.


Leitura

PROMOÇÃO

Tempo de Descobertas Qual é o pai e a mãe que não gosta de ver seus filhos crescendo e se desenvolvendo? Cada nova descoberta é sempre uma grande conquista e motivo de muito orgulho para a família!

As três frases mais CRIATIVAS serão premiadas com os seguintes prêmios: 1º lugar – Baby Puzzle + Um Dia no Parque + Pack Bebê Mais (Música, Formas, Natureza)

Os brinquedos Dican e os DVDs Bebê Mais ajudam a dar mais um empurrãzinho no seu bebê, estimulando sua aprendizagem num ambiente de muita diversão! Se você quer contar conosco para promover novos momentos de envolvimento com seu filho, e também para poder participar com eles dessas descobertas, basta responder à pergunta: “Qual foi a última grande descoberta do seu bebê?”

2º lugar – Um Dia no Parque + DVD Bebê Mais Bichos

Monte a resposta com uma frase usando pelo menos três das palavras a seguir: Dican – Diverte – Inteligência – Aprende – Bebê Mais – Desenvolve – Brincando – Assiste Não se esqueça: serão aceitas apenas as respostas que tenham pelo menos três das palavras citadas. Não é necessário usar em sua frase somente essas palavras, você pode introduzir outras para criar uma resposta genial! Variações da mesma palavra (ex: em vez de DIVERTE usar DIVERSÃO) também valem!

E! PARTICIPCA N

CONTE COM DI E BEBÊ MAIS PARA APRENDER COM SEU FILHO!

Hora a r u t i e l a d por um, ela Meena escolheu outra história. Um por uma, uma E, s. passou a ler todos os livro r de onde luga o o and ontr as criaturas foram enc vieram. lhinho de Finalmente, sobrou apenas um coe ou o último casaca azul. Devagar, Meena peg bit. livro. Era A História de Peter Rab e coelhinho”, “Talvez eu pudesse ficar com ess ela pensou. embora, ela Agora que quase todos tinham ido só. tir sen se estava começando a

3º lugar – Baby Puzzle + DVD Bebê Mais Cores

Envie sua resposta até o dia 8 de fevereiro de 2008 para a revista Primeiros Passos, Caixa Postal 42019 – CEP 04082-970 – São Paulo – SP ou por e-mail para primeirospassos@bcscomunicacao.com.br, escrevendo no envelope ou no assunto do e-mail “Promoção Tempo de Descobertas!”, não se esquecendo de enviar os seguintes dados: nome e endereço completos, nome e idade da criança, bem como e-mail e telefone para contato. O ganhador será notificado por um dos contatos fornecidos. Confira o regulamento completo no site: www.dican.com.br

ndo sem O coelhinho parou diante dela, pula . Ele estava udo felp iz nar o parar e contorcendo com um ão, Ent a. cas a par ansioso por voltar livro. O o últim o iu abr na Mee grande suspiro, um abano de coelho pulou dentro dele e, com rabo de algodão branco, sumiu. se sobre alguns A casa ficou quieta. Max sentouna suspirou. Mee livros e começou a se lamber. lhinhos de coe eles — Nunca mais vou ver aqu novo — disse. que todos os Foi então que ela se deu conta de . E começou livros continuavam ali, em volta dela a sorrir.

o leitor A escritora indiana Manjusha Pawagi convida da do a descobrir o encantador e maravilhoso mun va Odia literatura infantil com o livro A Menina que prazer da Livros. Uma obra que incentiva a prática e o literatura para todas as crianças. era Manjusha Pawagi lia um livro por dia quando dá, e Cana no , rádio em lha criança. Atualmente, traba gada Advo . livros te discu que apresenta um programa nto Toro em mora ça, crian da o direit especialista em . filhas duas e com o marido Pawagi A Menina que Odiava Livros — Manjusha — Editora Melhoramentos, 2007.

15


EDUCAÇÃO

s o t n o r P o a par o s s e c u s

“A inteligência emocional envolve as habilidades para perceber, entender e influenciar as emoções.”

as habilidades, tais como persistir mediante frustrações e controlar impulsos”. Em outras palavras, nada mais é que a capacidade de autoconhecimento e autocontrole dos sentimentos das pessoas, que não pode ser aprendida em livros, mas sim por meio das experiências vividas.

Sucesso desde o berço

16

Q

ual é o pai ou a mãe que não sonha com um futuro de sucesso para seu filhote? Se você é um desses pais, então não pode deixar de ler a matéria a seguir. Afinal, você sabia que pode começar a preparar seu filho para esse sucesso desde seu nascimento? Basta estimular a inteligência emocional da criança e garantir que ela tenha um futuro brilhante!

A chave para o sucesso: lidar com as emoções

Até bem pouco tempo, era a avaliação do QI (quociente de inteligência), ou seja, a capacidade cognitiva de uma pessoa, que determinava se ela seria ou não bem-sucedida. Mas nos dias de hoje, a história mudou e há um grande reconhecimento sobre o papel e a importância da inteligência emocional como fator determinante para o sucesso. Mas o que seria inteligência emocional? Segundo a psicóloga Daniela Levy, “inteligência emocional é um tipo de inteligência que envolve as habilidades para perceber, entender e influenciar as emoções. A inteligência emocional está relacionada com

É fato que a maioria das atividades que realizamos, desde bem jovens, exige o relacionamento com outras pessoas, seja na escola, na família ou no trabalho. Por esse motivo, é preciso aprender a conviver e obter benefícios nesta interação. Afinal, pessoas com qualidades de relacionamento como adaptabilidade, controle de temperamento, respeito, empatia, compreensão e gentileza têm maiores chances de sucesso, pois desenvolveram sua inteligência emocional, conquistando assim a capacidade de lidar com os diversos sentimentos e emoções — fatores que influenciam diretamente em seu comportamento. “Para ser um adulto com sucesso, considero mais importante que a criança tenha uma inteligência emocional desenvolvida, pois o controle das emoções é uma das capacidades cognitivas mais importantes para o gerenciamento adequado dos recursos intelectuais”, afirma Daniela Levy. Diante disso, fica evidente que não adianta nada uma pessoa ter muito conhecimento sobre as coisas se tiver dificuldades de lidar com seus sentimentos, tendo assim uma chance menor de obter sucesso escolar e profissional do que o contrário.

17

O lado bom disso tudo é que esta capacidade de lidar com os sentimentos pode ser desenvolvida em qualquer fase da vida e o seu aprendizado acontece na prática diária, tornando bastante importante os pais “educarem” as emoções das crianças para torná-las aptas a lidar com frustrações, negociar com outros e reconhecer as próprias angústias e medos, ajudando-as a crescer prontas para o sucesso.

Educando as emoções, uma tarefa nada fácil

Quando os bebês vêm ao mundo, demonstram emoções, mas ainda não sabem como lidar com elas. Então, inicialmente, usam o choro para demonstrar ou pedir o que precisam, como quando têm dor ou fome. Para a criança, é pelo choro que funciona o processo básico de solução de seus problemas imediatos.


“Pequenos gestos estimulam o vínculo dos p a e ajudam o b is eb a reconhecer ê as emoções.”

Entretanto, com o tempo e a elaboração dos processos emocionais, ela depara com outros sentimentos, como frustração e raiva . E quando não consegue ter sua vontade satisfeita, tenta resolver a situação da maneira habitual, ou seja, chorando.

18

A partir do momento em que o choro pára de ser um instinto e passa a ser uma ferramen ta de manipulação para conseguir alguma coisa , acontece a primeira conquista da inteligênc ia emocional. O maior exemplo da conquista da inteligência emocional são as crises de birra , pois, à medida que as crianças aprendem a controlar suas emoções, desenvolvem nova s ferramentas como a birra ou a manha. Diante disso, Daniela Levy afirma que “qua nto antes os pais procurarem desenvolver a inteligência emocional de seus filhos, mais fácil será”. O papel dos pais é bastante importante neste processo, já que são os responsáveis por desestimular comportamentos negativos e por ensinar como lidar com as decepções. E é por isso que para a psicóloga “o treinamento do controle emocional não é tarefa fácil para os pais” . Para Daniela Levy duas coisas são important es nessa questão: o exemplo vivenciado no lar e as reações dos pais aos sentimentos da criança. “Pais descontrolados têm filhos descontrolados. Pais que não impõem limite s de conduta têm filhos com dificuldade de enfrentar frustrações. Os pais precisam estimular a criança a reconhecer os aspectos

emocionais. Aproveitar ocasiões de raiva, medo, alegria ou tristeza para chamar a atenção da criança a fim de reconhecer seus sentimentos, nomear e discutir estas emoções .” Cabe aos pais impor limites, o que é fundamental para que os impulsos da criança tomem forma social. Quando os pais satisfazem todas as vontades da criança, estão reforçando o comportamento que mais tarde terá que ser corrigido. Os limites determinados pelos pais são contornos necessários, com os quais devemos aprender a viver, pois um adulto maduro é aquele que reconhece os impulsos e consegue melhor administrá-los . Um passo importante neste processo de “educação das emoções” é aprender a falar “não” para a criança. A partir dos oito mese s de idade o bebê já consegue entender o que é isso, e percebe o que pode ou não fazer. Depois, a principal ferramenta é conversar e explicar, principalmente quando a criança já estiver maiorzinha. O último recurso, que ajuda a ensinar os limites, é colocá-la de castigo. Mamães e papais, fiquem atentos: o diálogo com seu filho deve ser consistente, seguro e apresentar as justificativas que expliquem as atitudes tomadas por vocês.

Sucesso que depende dos pais

É muito comum os pais tentarem proteger seus filhos, evitando expô-los às dificuldades, mas isso não é a forma correta de desenvolver a inteligência emocional da criança. O pais deve m, na medida do possível, propiciar um ambiente rico em aspectos emocionais, pois isso ajuda

de a criança a desenvolver mecanismos ção atua e o taçã rpre inte , reconhecimento das efetiva sobre aspectos emocionais im ass do ilian aux r, redo seu a s pessoa ncia o desenvolvimento de sua inteligê ial levar o emocional. Por tudo isso, é essenc is em loca ou es bebê para reuniões familiar . ana que exista interação hum entre o QI O ideal é desenvolver o equilíbrio e ) ncia ligê (quociente de inte o QE (quociente emocional) da criança, pois terão sucesso aquelas pessoas que sabem agradar, se comunicar e transmitir suas idéias.

de cedo, Seguindo essas dicas simples des r seu você ajudará seu filho a desenvolve futuro potencial emocional para que no ejou para tenha o sucesso que sempre des a “um a, ele. Como confirma a psicólog da olvi env des inteligência emocional bem no o ess suc o a par é um grande facilitador futuro”.

“Quanto antes os pais procurarem desenvolver a inteligência emocional de seus filhos, mais fácil será.”

Pequenos gestos estimulam o vínculo dos pais e ajudam o bebê a reconhecer as emoções, como, por exemplo: • encare os olhos da criança, estabelecendo uma comunicação visual efetiva; ãe, • reveja o modo como você, mam idade ical mus A . filho conversa com seu da o açã form a a par i da fala contribu personalidade; • cante para seu filho, pois a música serve como ferramenta de ção e o aprendizado, estimula a imagina e da uta esc desenvolvimento da fala, da coordenação motora; ções e • conte histórias ou atribua emo ecos. bon a s ano comportamentos hum ar ajud de e ient efic Esse é um modo s prio pró os cer nhe a criança a reco sentimentos; or, nomeie • quando a criança estiver mai tindo, os sentimentos que ela estiver sen . eles discutindo abertamente sobre

Daniela Levy é psicóloga, formada pela Universidade Mackenzie. É pós-graduada em Psicologia Hospitalar e em Terapia CognitivoComportamental pela Universidade de São Paulo.

19


CAPA

Papai Noel existe sim! Quem disse que não?! 20

S

em fantasia a vida não tem a menor graça! Enganam-se aqueles que acham que não há importância alguma em deixar que os filhos acreditem em personagens como Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Fada do Dente… Muito pelo contrário. É muito importante deixar a criança acreditar nesses mitos, pois isso desenvolve sua imaginação e contribui para que tenha mais otimismo, acreditando que seus sonhos podem se realizar. Afinal, quem falou que Papai Noel não existe?!

Quem não acredita em Papai Noel?

Qual adulto não se emociona ao lembrar das noites de insônia e expectativa à espera da chegada do Bom Velhinho com seu trenó puxado por renas mágicas, cheinho de brinquedos e fantasia? Se ainda hoje essa lembrança nos emociona, imagine como é que seu filho se sente ao viver completamente esse momento mágico? Embora pareça que vivenciar essa experiência deixe apenas boas lembranças, a crença em mitos como o Papai Noel oferece muito mais do que isso às crianças. Certamente, há muita confusão com relação a esse assunto. Afinal, quais pais já não se perguntaram o quanto incentivar a crença nessas fantasias pode interferir ou prejudicar a diferença entre realidade e fantasia nas cabecinhas dos pequenos?

Pais, relaxem, pois esse tipo de fantasia não vai confundir a cabeça do seu filho e, deixá-lo acreditar nesses mitos, só vai ajudá-lo em seu desenvolvimento. Conversamos com vários especialistas no assunto e vamos ajudá-los a compreender como é bom acreditar que Papai Noel existe. Segundo a pedagoga Fernanda Gimenes, “os mitos são importantes para todos os seres humanos, de acordo com a respectiva idade. Na infância, o mito do Papai Noel faz parte do imaginário infantil e faz a ponte entre o mundo real e a fantasia, presente nas crianças mais ou menos até 6 e 7 anos. É nessa relação entre realidade e fantasia que a criança constrói o conhecimento do mundo real”. Mário Corso, psicanalista e co-autor do livro Fadas no divã, a psicanálise nas histórias infantis, completa, afirmando que a crença no Papai Noel “não parece importante só para as crianças. No Natal muitos adultos fazem um teatro como se o Papai Noel existisse mesmo; as crianças são apenas a reserva moral dos que acreditam para que todos possamos usufruir dele. Os adultos ou jovens, às vezes, sentam no chão para brincar com os filhos ou irmãos menores, se aproveitando do momento infantil para, genuinamente, brincar, pois de outra forma não fariam isso. No Natal

acontece o mesmo, usamos as crianças para proveito de ambos, para fantasiar sobre um mundo mais mágico, mais acolhedor e mais justo”. Além disso, atualmente sabemos o quanto o imaginário é importante na formação do indivíduo e, por esse motivo, é importante alimentarmos essa fase que, provavelmente, não passará dos 7 anos. Cássia Urbano Gallo, educadora artística, e Maria Jacinta Antonia Rossetti, pedagoga, explicam que “aos dois anos a criança começa a se descobrir como pessoa e a se relacionar com o mundo que a cerca. É nesse momento que ocorre a aquisição da linguagem, do egocentrismo e do convívio social. Nessa idade a criança alimenta não só a idéia do Papai Noel, mas de outros elementos mágicos, entre eles as Fadas e os Bruxos. Na verdade, a figura do Papai Noel atende ao desejo inconsciente de segurança pelo fato de a personagem representar um pai protetor. O único cuidado que os pais devem ter é o de não vincular a figura do Bom Velhinho com o consumo e presentes para compensar os bons e não premiar os que não tiveram boas ações”.

Magia que nos faz crescer

Mário Corso explica que o mundo mágico, ou seja, da fantasia, “é um espaço para elaborar problemas, questionamentos ou pendências como é a atividade de brincar. A magia, presente nessas crenças socialmente viabilizadas como o Natal e a Páscoa, na ficção e nas brincadeiras infantis, beneficia-se do pacto do ‘faz-de-conta’, que leva todas essas produções para um território a parte, distante da realidade, sobre o qual não se precisa dar explicações porque não é ‘sério’, é aí que se cria a liberdade para abordar, sem sabê-lo, temas mais difíceis. O medo de não ser amado, a fragilidade dos pais, o medo da morte, as angústias advindas do crescimento, o ciúme de irmãos e as expectativas sobre tornarse homem ou mulher, tudo isso é elaborado brincando ou fantasiando, desde que tudo ocorra naturalmente, lá no território do faz-de-conta”. Assim, o faz-de-conta ajuda no processo de autoafirmação e de autodefesa da criança, ajudando-a a entender o outro e solucionar alguns problemas. Ao mesmo tempo, tudo isso é importante para o desenvolvimento intelectual por causa do uso da imaginação e da criatividade.

Fantasia natural

Como acabamos de ver, a fantasia e a magia devem estar presentes na vida das crianças. Mas de que forma esses elementos contribuem para o desenvolvimento dos pequenos?

Com certeza, muitos estão se perguntando: até que idade é comum as crianças acreditarem em mitos como o Papai Noel?

Trocando em miúdos, o mundo mágico ajuda no desenvolvimento da criança por causa dos símbolos, ou seja, por meio da magia e da fantasia as crianças começam a vivenciar os valores, os conceitos e as atitudes que fazem parte do mundo real.

“Normalmente essa fase não ultrapassa os 6 ou 7 anos de idade, porque as crianças já conseguem desvincular o simbólico e o imaginário do mundo real, pois o senso de lógica e de memória já estão mais amadurecidos”, afirma Maria Jacinta Rossetti.

Mamãe, Papai Noel existe?

Muitos pais se perguntam sobre como devem agir quando a criança questiona sobre a existência ou realidade desses mitos. Devem alimen tar a crença ou contar à criança a “verdade”? A pedagoga Maria Jacinta Rossetti explica que quando essa pergun ta acontece, os pais devem perceber se já ocorreu o amadurecimento da criança para que ela deixe de acreditar em Papai Noel, afinal, geralm ente, a criança elabora essa pergunta quando se sente segura para enfrent ar a realidade sem grandes explicações mágicas. E aí o jeito é contar a verdade, claro, com aquele jeitinho que só os pais têm para lidar com esses momentos especiais da vida de seus filhos!

21


oel o Papai N ra a p a h in rt a c anças a crença a cri s m na U ular necessidade de estim ra o

rtinhas pa Vimos que não há ficam as famosas ca o m co aí, e as M no Papai Noel. ria é unânime. Bom Velhinho? vidos para esta maté ou tas lis cia pe es s uma carta para o A opinião do os filhos a redigirem r ula tim es m ve de criança. Os pais só pontaneamente da es rtir pa o ocorrer iss se el Papai No ção da cartinha deve da re a e qu a alt ss re o Fernanda Gimenes mas sempre deixand a criança acredita, e derá qu o po e m qu co io, do ér or ist ac “de vida, um m dú a um ar, no te en uma hipótese difer , escrever essa carta acontecer ou não”. criança o desejo de ça pede para da an rtir cri a pa se um , “se rso entende que Para Mário Co ele is po do que deseja, is, láp e l cer pape ço do que merece e lan ba um do en cabe aos pais forne faz tá de alguma forma es fazer isso é porque ”. la! átiv en inc pena e aí, é claro, vale a

22

Quando essa magia acaba? Não há uma idade definida, há casos em que a criança sabe que esses mitos não existem, que não passam de uma brincadeira, mas suspende esse saber mais um natal ou dois para usufruir das benesses da magia. Deixar de acreditar nessa magia acontece, é um dos indícios que algo da infância está se acabando... Na verdade, isso ocorre quando a criança descobre que é possível enfrentar a realidade sem necessitar de explicações mágicas. É o que chamamos de amadurecimento. E essa magia toda é tão natural e essencial que nem precisa de estímulo, como explica Fernanda Gimenes, “não há a necessidade de estimular e sim de deixar que a criança faça parte dessa fantasia e brinque com essas personagens, afinal, por meio das brincadeiras as crianças também estão conhecendo o mundo”. Mário Corso complementa lembrando os pais de que “é importante não desautorizar a criança em suas crenças de uma forma abrupta, cortando a magia sem oferecer nada em troca”. O importante é alimentar o imaginário infantil, com livros de histórias, contos de fadas, música e brincadeiras cantadas, bem como com bonecos, personagens etc. Oferecendo isso à criança, sua imaginação vai rolar solta e esses mitos vão surgir naturalmente no seu mundinho de sonho.

O fim de um sonho bom

Tudo o que é bom acaba logo. A infância passa num piscar de olhos e com ela se vão todas aquelas personagens que rechearam as lembranças das crianças e, conseqüentemente, dos pais, que juntos curtiram cada momento especial com o Papai Noel, a Fada do Dente, o Coelhinho da Páscoa etc.

toda sua vida. O fato é que a vida tem seu lado bom e também seus momentos difíceis, e é com esses momentos que podemos evoluir mais. No fim, isso é apenas mais um aprendizado!”, acrescentam Cássia Gallo e Maria Jacinta Rossetti. Agora, se você acha que seu filho já é grandinho para acreditar em Papai Noel, veja o que comenta o psicanalista, “uma infância sem fantasia pode ser uma infância mais pobre para a subjetividade. Creio que não se deva contar a verdade sobre o Papai Noel se a criança não pedir, e sempre mostrar o exemplo pessoal. Os pais podem dizer: ‘Olha, quando eu tinha a sua idade eu acreditava, ou não acreditava’. Ou ainda: ‘Tem muita gente que acredita, outras não...’. Dar sempre o benefício da dúvida. A questão é sempre passar a idéia de que não se trata de uma grande conspiração dos adultos para fazê-las de bobas e sim de um momento em que toda a sociedade quer brincar de faz-de-conta

e que, mesmo que cresçamos, existe uma parte residual de infância em cada um de nós”. Depois de toda essa conversa, você ainda tem dúvidas sobre a importância da existência do Bom Velhinho? Então, porque não corre agora mesmo para preparar um Natal repleto de encantos e magia para o seu filho… um dia ele vai lhe agradecer! Mário Corso é psicólogo, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É psicanalista, formado pela Associação Psicanalítica de Porto Alegre. Também é autor do livro Monstruário, inventários de entidades imaginárias e de mitos brasileiros (Ed. TOMO, 2002) e Co-autor de Fadas no divã, a psicanálise nas histórias infantis (Ed. ARTMED, 2005). Fernanda Gimenes é formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É especializada em Administração Escolar e Coordenação Pedagógica. Cássia Urbano Gallo é formada em Educação Artística e especializada em Psicopedagogia pelo Instituto Sedes Sapientiae. Foi professora de Educação Infantil e Orientadora do Projeto Criação e Socialização do Núcleo de Projetos do Ensino Médio da Escola Pueri Domus. Maria Jacinta Antonia Rossetti é pedagoga, formada pela Faculdade Sedes Sapientiae. É especializada em Administração, Supervisão Escolar e Orientação Educacional. Atuou como Orientadora Educacional de Ensino Médio e Fundamental na Escola Pueri Domus. Agradecemos à Mauricio de Sousa Produções pelas imagens da Turma da Mônica que ilustram essa matéria

Entretanto, para muitas crianças, a fantasia acaba antes do tempo, quando descobre que esses mitos não existem abruptamente, como por exemplo, quando um amiguinho ou irmão mais velho desvenda o grande segredo: Papai Noel não existe!

23

Muitos pais têm uma grande preocupação com a decepção que a criança possa sentir ao descobrir que o Papai Noel nada mais é do que um mito e possa vir a se sentir enganada pelos pais e familiares. Mas não há razão para se preocupar. Caso isso venha a acontecer, a decepção da criança é uma reação completamente normal e nada mais é do que uma conquista da maturidade. Diante disso, “os pais podem trabalhar para que elas se sintam aliadas aos adultos por partilhar esse segredo e, sendo assim, se sentirão mais adultas em relação às outras crianças que ainda acreditam no Papai Noel. Além disso, os pais devem valorizar o fato de o filho descobrir o grande mistério e fazer com que contem quais foram as pistas para chegarem à grande descoberta, aproveitando para elogiar sua sagacidade e valorizar seu crescimento, no sentido de não serem mais uma criancinha, onde qualquer coisa é acreditada”, diz Fernanda Gimenes. Nesse caso, vai depender como cada criança reage à descoberta. Algumas vão compreender mais rápido, enquanto outras não. “Nós adultos subestimamos a capacidade de a criança entender o mundo real, pois temos medo de decepcioná-la, como se fôssemos capazes de garantir isso durante

Garanta um Natal de encanto e magia para seus filhos presenteando-os com o lançamento especial da Turma da Mônica com revista e CD com oito músicas de Natal que está em todas as bancas de jornal em todo Brasil. © 2007 Mauricio de Sousa Produções


Para entender melhor a função dos contos de fadas na vida do seu filho, não deixe de ler Fadas no divã, a psicanálise nas histórias infantis, de Diana Lichtenstein Corso e Mário Corso.

PROMOÇÃO

O Livro das Fadas de Natal, de Betty Bib, publicado pela Publifolha, reúne a magia das fadas natalinas conta histórias curiosas que descrevem o universo desses seres mágicos, ainda reúne receitas simples para reunir pais e filhos para uma grande diversão.

Resultados das promoções 24

nar A magia do Natal encanta a todos. Não há como não se emocio . infância nossa da Natal de ças lembran com as que Agora que você tem filhos, com certeza, vai fazer de tudo para acredita você se E ele. para esse momento também seja mágico em Papai Noel, vai ser ainda mais fácil participar desta promoção.

Confira os ganhadores das promoções da revista Primeiros Passos nº 3!

Basta escrever uma cartinha (de no máximo uma página) para o Papai Noel, dizendo por que seu filho merece receber do “Bom Velhinho” um presente da Dican.

Parabéns a todos os que participaram e aproveitem as novas promoções!

As cinco cartinhas mais criativas vão receber os seguintes prêmios

PROMOÇÃO DICAN E POM POM PROTEGEM O SEU BEBÊ VENCEDOR: Patricia Aparecida Benedicto e Silva, mãe da Maria Eduarda (foto ao lado) que será capa da Primeiros Passos de março. PROMOÇÃO BRINCAR É COISA SÉRIA! 1º lugar – Gracielle Fiori 2º lugar – John Edi 3º lugar – Rosemeire Munhoz Dibe da Silva 4º lugar – Renata de Jesus da Silva Negrão 5º lugar – Patrícia Kawaguti Kira PROMOÇÃO MEU FILHO É UMA CRIANÇA MALUQUINHA 1º lugar - Bruna Regina Lombardi Bittar 2º lugar - Myrian Almeida 3º lugar - Daniela Gavioli Christoffolete Veja na página 34 a historinha vencedora ilustrada!

:

25

1º lugar – Orquestra Mirim + Chaveirinho Digital + Cubos Divertidos 2º lugar – Hospital dos Bichinhos + Chaveirinho Digital 3º lugar – Caixa Mágica + Chaveirinho Digital 4º lugar – Tobogã + Cubos Divertidos 5º lugar – Microfone Karaokê + Cubos Divertidos Envie sua resposta até dia 8 de fevereiro de 2008 para a revista Primeiros Passos, Caixa Postal 42019 – CEP 04082-970 – São Paulo – SP ou por e-mail para primeirospassos@bcscomunicacao.com.br, escrevendo no envelope ou no assunto do e-mail “Promoção Eu Acredito em Papai Noel”, não se esquecendo de enviar os seguintes dados: nome e endereço completos, nome e idade da criança, bem como e-mail e telefone para contato. O ganhador será notificado por um dos contatos fornecidos. Confira o regulamento completo no site: www.dican.com.br

E! PARTICIP IA AG DEIXE A M TRAR EN DO NATAL LAR! NO SEU


CRESCER

Tempo para brincar é importante, sim!

É

brincando que se aprende!

Atualmente, os pais com filhos ainda pequenos têm uma grande preocupação: a escola vai preparar meu filho para o mundo do trabalho? Tamanha preocupação faz com que as crianças tenham uma grande rotina de atividades extra-escolares, não restando assim tempo para brincar ou mesmo descansar. Diante deste fato, os educadores têm percebido que cada vez mais as crianças têm apresentado quadros de agressividade, ansiedade e, às vezes, até de gastrite e hipertensão arterial, insônia ou mesmo sonolência. Sintomas que não combinam nada com a infância. “As atividades extra classe são importantes, mas os pais devem respeitar o limite dos filhos, dosando de acordo com as possibilidades de cada criança. É importante ter um tempo para o lazer, para o descanso e um tempo para as tarefas de casa e o estudo, assim como um tempo livre para BRINCAR!”, revelam Cássia e Maria Jacinta. desenvolvendo a concentração, a coordenação motora e as habilidades cognitivas.

A importância da brincadeira para o desenvolvimento infantil

26

ão dos processos de fato que a educação é uma das principais responsáveis pela evoluç eira, seu papel na vida das desenvolvimento humano. Mas quando juntamos educação e brincad deixou de ser simplesmente crianças se torna ainda mais importante, pois há muito tempo brincar um passatempo na vida delas.

É

transformar a vida do seu filho. Acompanhe a seguir como a educação e a brincadeira juntas podem iniciativa, a auto-estima, a autonomia, a interiorização O papel da brincadeira na educação de valores e a socialização, o que facilita sua infantil participação no contexto social”, afirmam Cássia e Para estudiosos em educação, como Jean Piaget, Maria Jacinta. Henry Wallon e Lev S. Vygotsky, o ato de brincar tem um papel decisivo no desenvolvimento humano Embora a brincadeira ajude no aprendizado e no da criança, uma vez que contribui para o seu desenvolvimento da criança, ela não deve ser amadurecimento e seu aprendizado. utilizada como didática de ensino. Afinal, “o brincar é um caminho para a criança aprender, dessa forma Ao brincar, a criança desenvolve suas habilidades ela capta novos conceitos, novas informações, porém de forma natural, ou seja, sem cobranças ou medo, isso não deve ser transformado em um método de e com prazer. Dessa forma, aprende a se socializar ensino, e sim em uma abordagem que possibilita com outras crianças, além de desenvolver a mente, a muitas aprendizagens”, explica a pedagoga. criatividade e a motricidade. Segundo os estudos do psicólogo Vygotsky, por De acordo com a educadora artística Cássia Urbano meio das brincadeiras a criança reorganiza suas Gallo, e a pedagoga Maria Jacinta Antonia Rossetti, “é experiências e, ainda, se a escola oferece espaço indiscutível a importância do brincar na formação das para a brincadeira oferecerá oportunidade à criança crianças, pois a brincadeira é mais uma linguagem do para a (re)construção do conhecimento. desenvolvimento infantil e é realizada de diferentes formas: tanto de forma cooperativa como individual”. “O fato é que a criança que não brinca, que não interage, terá dificuldade de transformar a si e o Além disso, brincar “também é um exercício de espaço que a cerca. Por essas razões, nas escolas observação, pelo olhar, que possibilita o uso da de Educação Infantil o brincar conquistou seu espaço imaginação. Ao brincar, a criança cria e recria, definitivo”, explicam Cássia e Maria Jacinta. desenvolve e enriquece a expressão individual e em grupo. Por meio de jogos, brinquedos e brincadeiras O certo é que brincar é criar, tomar iniciativas, ela desenvolve a linguagem, o pensamento, a aprender regras e limites para que o jogo funcione,

Brincar é essencial para a saúde física e ajuda na formação corporal, mas não deixa de ser também uma forma de lazer, o que é muito importante para o equilíbrio emocional. Para a pedagoga, “um dos papéis mais importantes da brincadeira é a possibilidade que a criança tem de tomar decisões, combinar regras, argumentar e negociar posições e funções, tendo liberdade e prazer para agir sobre situações significativas para si. Sendo assim, a criança aprende a verbalizar e internalizar novos comportamentos, compreendendo o outro e desenvolvendo a si mesma”.

etc., contribuindo para as áreas cognitivas, afetivas, motriciais, da linguagem, moral e social.

Aprender brincando é mais fácil

A brincadeira na sala de aula e na escola são bem diferentes do que aquela que acontece em casa, nos parques ou na casa da vovó. O brincar realizado na escola é muito diferente das brincadeiras que acontecem na família, pois na escola existe a preocupação em promover atividades que favoreçam o envolvimento e as necessidades dos alunos, principalmente as que possibilitam a criação de situações imaginárias e criativas.

Considerando essa diferença, “ao “Ao brincar brincar e se tornar agente ativo seu próprio desenvolvimento, e se tornar agente adocriança aprende mais sobre ativo do seu próprio si mesma, sobre o mundo e amplia sua capacidade de desenvolvimento, interaçã o, aprendendo a lidar com limites e regras. Além a criança aprende disso, tem a oportunidade de elaborar hipóteses para resolver mais sobre problemas apresentados pelo si mesma.” brincar; experimenta emoções;

“Por meio das brincadeiras podemos perceber idéias, valores, estágios de desenvolvimento, comportamentos e conflitos, principalmente quando as brincadeiras são espontâneas. Esses momentos são preciosos para o professor observar, perceber e investigar como as crianças organizam suas brincadeiras, quais os papéis que vão representar, quais materiais vão utilizar. Seu papel é fundamental na mediação das informações, levando a criança a refletir e construir seu conhecimento”, acrescenta a educadora artística.

Resumindo: quando a criança aprende por meio da brincadeira, absorve com mais facilidade o que foi ensinado.

Assim, quando a brincadeira é feita de forma dirigida, tendo princípios e propósitos claros, promove aprendizados mais específicos nas diferentes áreas, tais como a matemática, a linguagem, a história

As atividades lúdicas, como jogos e brincadeiras, podem ser utilizadas como estratégia de educação, ensino e desenvolvimento humano.

trabalha com a autoconfiança; reforça o lado afetivo e, ainda, tem a oportunidade de desenvolver a linguagem e a narrativa”, acrescentam as especialistas.

A estratégia é ensinar brincando

27


subjetiva de ter seus objetivos alcançados, respeitando as crianças tais como são na realidade, reconhecendo-as em suas individualidades e não alimentando as expectativas que ele deseja. Além disso, deve observar as crianças brincando, aproveitando a ocasião para reelaborar suas hipóteses e definir novas propostas de trabalho. Deve intervir nas brincadeiras não somente para contemporizar as brigas e discórdias, mas também para estimular a atividade mental e psicomotora dos alunos, elaborando questionamentos e sugestões para novos encaminhamentos”.

“Brincar é um caminho para a criança aprender.”

Como brincar é tão importante no desenvolvimento das crianças, o professor deve aproveitar todos os momentos da rotina escolar em que os alunos estejam envolvidos em atividades lúdicas, dando atenção às crianças e a seus conhecimentos e sentimentos.

28

Segundo Maria Jacinta, para Jean Piaget jogar é condição para o desenvolvimento infantil, porque por meio dos jogos as crianças assimilam e assim podem transformar a realidade. “Piaget afirmava que a criança começa inicialmente com os jogos de exercício que é o repetir por prazer, depois, dos 2 aos 6 anos, surgem os jogos simbólicos, em que a criança inicia a fase da representação e, finalmente, aparecem os jogos de regras, que visam o desenvolvimento social”. Cássia explica que “é por meio do brincar que a criança entra, de uma forma simbólica, no mundo dos adultos, uma vez que ela constrói e entende o mundo adulto quando, por exemplo, brinca de casinha. É nesse espaço imaginário que a criança vai elaborar conflitos, sentimentos e medos como reflexos do que percebe no adulto. Dessa maneira, percebemos que essas atividades constituem uma forma de as crianças interagirem entre si, vivenciarem situações, indagações e formularem estratégias para verificar seus erros e acertos e, assim, planejarem novas ações”. Nesse processo, os brinquedos funcionam como suporte das brincadeiras e, nem sempre são estruturados. Um simples cabo de vassoura pode se transformar num cavalinho, por exemplo. Assim, os pais e educadores podem ficar tranqüilos com relação à escolha do brinquedo ideal para cada criança. Afinal, “o brinquedo ideal é sempre aquele que possibilita a imaginação, ajuda a liberar a emoção, facilita o processo de construção do conhecimento, promove a autonomia, sem deixar de explorar o lúdico,

e auxilia no desenvolvimento da linguagem e na conduta afetiva”, afirmam as especialistas.

Professor tem que ensinar a... BRINCAR! Toda criança deve ter garantido o direito de brincar, pois esse ato constitui um requisito importante no desenvolvimento humano.

A escola é um espaço privilegiado, onde acontece a aprendizagem e a interação com a vida. Diante disso, ela tem o papel e a responsabilidade de criar condições para que a criança vivencie atividades lúdicas livremente, porém podendo usá-la também como estratégia de ensino e aprendizado. Portanto, é necessário que o professor introduza o brincar em seu planejamento, com intencionalidade de alcançar objetivos conscientes em relação ao desenvolvimento e à aprendizagem de seus alunos. Cássia e Maria Jacinta ressalvam que “é preciso cuidado, pois alguns professores, preocupados em demonstrar resultados e respeitabilidade de suas funções, levam tão a sério as brincadeiras, ou seja, a dobradinha aprendizagem–brincadeira que acabam descaracterizando as atividades lúdicas”. Ambas também lembram ainda que existem professores que não possuem essa responsabilidade pedagógica e simplesmente deixam as crianças brincarem, dispensando uma postura mais ativa em relação às brincadeiras. Para alcançar o equilíbrio, as especialistas afirmam que “o professor deve desejar a dimensão mais

“Brincar e aprender combinam com alegria e felicidade, porém não caminham juntos com o rigor, portanto, o professor não pode dar crédito à infelicidade, devendo inspirar ludicamente sua atuação”, ressalta Cássia. Cássia Urbano Gallo é formada em Educação Artística e especializada em Psicopedagogia pelo Instituto Sedes Sapientiae. Foi professora de Educação Infantil e Orientadora do Projeto Criação e Socialização do Núcleo de Projetos do Ensino Médio da Escola Pueri Domus.

Maria Jacinta Antonia Rossetti é pedagoga, formada pela Faculdade Sedes Sapientae. Especializada em Administração, Supervisão Escolar e Orientação Educacional. Atuou como Orientadora Educacional de Ensino Médio e Ensino Fundamental na Escola Pueri Domus.

Duas formas de aprender brincando

o, O livro Ensinar e aprender brincando, de Pam Schiller e Joan Rossan por ensinar para es atividad 750 de mais traz , Artmed Editora publicado pela meio da brincadeira. e Selecionamos duas brincadeiras do livro para você fazer com seu filho ajudá-lo a aprender se divertindo. Adicione um Pir lim pim pim, diga seu nome para mim Oriente as crianças a s: criança às rima e seguint Ensine a dramatizar histórias e Pir lim pim pim, diga seu nome para mim. músicas que adicionem Pir lim pim pim (todos batem palmas no ritmo). personagens um de Diga logo o seu nome para mim? (o professor cada vez, como ocorre aponta para uma criança). na canção A árvore da Joana (a criança diz seu nome). montanha. Joana (o professor repete o nome). batem (todos Batendo palmas. Jo-a-na Após cada novo personagem palmas, conforme as sílabas de Joana). ser adicionado, pergunte às crianças Estalando os dedos. Jo-a-na (todos estalam os quantas pessoas ou animais dedos, conforme as sílabas de Joana). há na história. Batendo na mesa. Jo-a-na (todos batem na mesa, conforme as sílabas de Joana). Diga a rima novamente, apontando para outra criança. Continue até que o nome de todas tenha sido usado.

29


SAÚDE

PROMOÇÃO

Criança sequinha brinca mais! Todo mundo sabe que uma criança com a fralda sequinha brinca mais. monte de brinquedos para se divertir de montão.

Afinal, sua única preocupação é arrumar um

Para provar que criança bem-cuidada brinca melhor, a Dican e a Pom Pom

criaram a promoção

“CRIANÇA SEQUINHA BRINCA MAIS!”.

somente de fraldas Pom Pom. As três Para participar, basta enviar uma foto em que seu filho esteja brincando s Pom Pom. produto e melhores fotos ganham um kit com brinquedos e puericultura Dican , Caixa Postal 42019 – CEP Envie a foto até o dia 8 de fevereiro de 2008 para a revista Primeiros Passos acao.com.br, escrevendo no envelope omunic s@bcsc 04082-970 – São Paulo – SP ou por e-mail para primeirospasso a de enviar os seguintes dados: seu nome ou no assunto do e-mail “Criança sequinha brinca mais”. Não se esqueç to e a data de nascimento do seu filho. e endereço completos, e-mail e telefone para contato. Além do nome comple o regulamento completo nos sites: Os ganhadores serão notificados por um dos contatos fornecidos. Confira www.dican.com.br • www.pompom.com.br.

30

PRÊMIOS 1o lugar 1 Arca de Noé Musical + 1 Animais Falantes + 1 Garrafinha PuppiUrso Esportivo + “1 kit Pom Pom” (2 pacotes de fraldas Pom Pom, 2 porta-retratos, adesivos e 1 nécessaire).

2o lugar 1 Animais Falantes + 1 Telefone Educativo + 1 Garrafinha PuppiUrso Esportivo + “1 kit Pom Pom” (2 pacotes de fraldas Pom Pom, 2 porta-retratos, adesivos e 1 nécessaire).

3o lugar 1 Telefone Educativo + 1 Garrafinha Puppi-Urso Esportivo + “1 kit Pom Pom” (2 pacotes de fraldas Pom Pom, 2 porta-retratos, adesivos e 1 nécessaire).

o, Sonin nho, so

soneca

O

sono inconstante de bebês e crianças pequenas é uma preocupação que persegue muitos pais. Mas não fiquem tão preocupados assim, pois com a correção de alguns hábitos é possível garantir uma boa noite de sono para seus filhos e para vocês também.

Dorme e acorda…a noite inteira

Mamãe, não precisa ficar preocupada se o seu bebê não tem um sono constante durante a noite, ainda mais se ele ainda tem três ou quatro meses. É supernormal isso acontecer, pois a divisão entre dia e noite ainda não existe na vidinha dele. Entretanto, depois dos quatro meses, os períodos de sono do bebê começam a esticar à noite. Geralmente, no primeiro ano de vida, a maioria das crianças está pronta para dormir uma noite inteira. Mas isso nem sempre acontece e o sono picadinho tira a paciência dos pais, que não entendem a razão das noites em claro. Mas você sabia que essas noites de sono inconstante podem ser resultado de maus hábitos adquiridos ainda no primeiro ano de vida da criança? Descubra a seguir como evitar que isso aconteça e que as noites em sua casa sejam tranqüilas.

Soninho de bebê

A primeira dúvida dos pais surge logo nos primeiros meses de vida do bebê: Por que o sono do recémnascido não é contínuo?Quem responde essa e outras dúvidas é o pediatra José Gabel. De acordo com o pediatra, é preciso entender, antes de tudo, que o sono do recém-nascido funciona diferente do sono no adulto, pois o sistema nervoso da criança ainda não amadureceu completamente, ou sejam, vai amadurecendo progressivamente. Diante disso, ela ainda não produz a melatonina, hormônio que sinaliza o horário de dormir e ajuda na consolidação do sono. Na maioria dos bebês, a produção desse hormônio se inicia entre o quinto e nono mês. É quando o sono passa a se concentrar no período noturno. “O sono do recém-nascido passa por dois estágios: sono leve ou agitado e sono profundo. No sono leve podemos observar movimentos involuntários da visão, de sucção, tremores e sorrisos. Já no sono profundo em geral o bebê não sofre interferências externas, estímulos que potencialmente são suficientes para acordá-lo e, quando acordam, voltam a dormir normalmente. O que acontece no recém-nascido é que há alternância do sono profundo e sono leve e esses ciclos são desproporcionais, por isso, ele dorme cerca de 15 a 20 horas por dia, acordando a cada 3 ou 4 horas”, explica José Gabel.

31


Companheiros do soninho do bebê

Esse amiguinho É aconselhável que a criança tenha um companheiro na hora de dormir. começa a se bebê o meses seis dos volta Por o. transiçã de objeto de o do sono é chamad sozinho. deixado ser ao o insegur identificar com algo separado da mãe e pode se sentir . criança a para ça Esse companheirinho passa seguran ser um bichinho Entretanto, José Gabel ressalta que esse objeto de transição não deve lmente principa s, criança as entre comuns são o de pelúcia. “Os objetos de transiçã objetos por esses com cuidado ter os Devem outros. entre res, coberto s, paninho chupetas, com durma criança a que permitir deve rotina de segurança da própria criança. Não se podem estes pois s, chupeta de dores prende com ou s fraldas amarradas com chupeta e de pelúcia são até provocar acidentes graves. Todos os objetos peludos, felpudos s. Por tudo isso, os alérgico os process adear reservatório de pó e ácaros, podendo desenc . lavável” plástico de objetos para ncia pais devem dar preferê

32

“Para uma criança dormir bem é essencial a criação de uma rotina de sono.” A Bonekita, Playskool by Dican, é a companheira ideal para o sono tranqüilo do seu bebë.

O pediatra explica que o bebê passa a dormir uma noite inteira “na medida em que as sonecas da tarde vão ficando menores. Com isso, a tendência é que vá prolongando o seu sono noturno e isso começa a acontecer por volta dos nove meses”.

É muito importante lembrar os pais que a criança não deve ser ninada no carrinho em movimento, pois pode ficar acostumada e só conseguirá dormir assim, criando um mau hábito que será difícil de ser cortado posteriormente.

Mas não vá achar que a culpa das noites de sono picadinho são das sonecas durante o dia. “As sonecas são parte natural do próprio desenvolvimento da criança entre 1 e 2 anos de idade, quando as crianças dormem, em geral, entre 10 ou 12 horas à noite e têm uma a duas sonecas leves durante o dia”, afirma José Gabel. Entretanto, é importante não deixar a criança dormir no fim da tarde, por volta das 17 horas, pois com certeza isso dificultará o início do sono noturno.

Outra informação muito importante para os pais é sobre a posição ideal para o bebê dormir. De acordo com José Gabel, a melhor posição para o bebê dormir é de lado.

O cantinho certo para dormir

Uma boa noite de sono precisa do cantinho e do jeito certo para dormir. Durante os primeiros dias de vida, muitos pais deixam o bebê dormir no carrinho, para facilitar assim as mamadas durante a noite e controlar uma certa insegurança caso seja o primeiro filho. O bebê deve dormir no carrinho somente enquanto for bem pequeno. À medida que o bebê cresce, o carrinho passa a ser desconfortável. Então, o ideal é que a criança passe a dormir no berço.

E se você gosta de fazer o bebê dormir no seu colo, ninando-o com todo carinho e amor, fique atento, pois pode estar criando um hábito que “escraviza” os pais, porque o bebê só conseguirá dormir na presença de um de vocês, e, quando acordar à noite, não será capaz de adormecer sozinho novamente. José Gabel afirma que “as rotinas são fundamentais para o bebê e, na medida que o acostumamos a elas, a relação de dependência torna difícil a dessensibilização. Minha opinião: os pais não devem iniciar este processo”.

Na hora do soninho, muita tranqüilidade e sossego

Como as crianças pequenas têm um sono inconstante, os pais ficam cheios de dúvidas em como conduzir hábitos e costumes, de forma que isso não atrapalhe ainda mais o soninho dos filhos. Se uma de suas dúvidas é saber se deve acordar o bebê à noite para amamentá-lo, saiba que “por volta do quarto ou quinto mês o recém-nascido tolera ficar de 4 a 5 horas sem ser alimentado. Como o sono é para ser dormido, não se deve amamentar o bebê dormindo”, explica o pediatra. Para saber quando a criança está “brigando” com o sono e pronta para dormir, observe alguns sinais. Os principais sinais de que um bebê está com sono são: coçar os olhos, a orelha e ficar com o olhar parado. Já as crianças, a partir de um ano, quando têm sono costumam ficam mais irritadas ou

agitadas, de mau humor, fazendo birras ou pulando de um lado para o outro como uma forma de brigar com o sono. “Para uma criança dormir bem é essencial a criação de uma rotina de sono”, afirma José Gabel. Por esse motivo, a partir dos três meses o pequeno deve ser estimulado a dormir sempre no mesmo horário e o sono deve ser precedido de algumas atitudes que levam ao relaxamento, como um bom banho e a mamada. É importante criar um ambiente de paz. A casa também deve ser preparada para a hora do sono. Dessa forma, é ideal desligar a televisão, colocar músicas tranqüilas em volume baixo e a fala dos pais deve ser suave. Com tudo isso, o soninho do bebê será maravilhoso. Dr. José Gabel é pediatra. É presidente do Departamento de Cuidados Primários e Pedriatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria de São Paulo e médico do corpo clínico da Pediatria do Hospital Israelita Albert Einstein e do Programa Einstein na Comunidade.

33

Quanto tempo ela dorme?

Veja a média do tempo de sono de uma criança de acordo com sua idade 1 mês 3 meses sono noturno: 8 horas e meia sono noturno: 10 horas sono diurno: 7 horas (divididas em 3 cochilos) sono diurno: 5 horas (divididas em 3 cochilos) total: 15 horas e meia total: 15 horas 6 meses 9 meses sono noturno: 11 horas sono noturno: 11 horas sono diurno: 3 horas (divididas em 2 cochilos) sono diurno: 3 horas (divididas em 2 cochilos) total: 14 horas total: 14 horas 12 meses 18 meses sono noturno: 11 horas sono noturno: 11 horas sono diurno: 2 horas (divididas em 2 cochilos) sono diurno: 2 horas (1 cochilo) total: 13 horas total: 13 horas 2 anos sono noturno: 11 horas sono diurno: 2 horas (1 cochilo) total: 13 horas

3 anos sono noturno: 10 horas e meia sono diurno: 1 hora (1 cochilo) total: 11 horas e meia


CRESCER Todos os dias, quando chega a hora na do banho e a água do chuveiro cai sua cabeça, logo ele fala:

João Ricardo é uma criança de 2 anos, ais. que adora anim Seu animal preferido é o leão.

Estou com a juba do leão!

Na hora de brincar, o leão está sempre presente, tanto nas histórias animadas da TV, quanto no zoológico que ele monta...

Na hora de comer, ele abre a boca do leão bem grande... Ele ruge como leão para todas as pessoas que encontra, sempre sorrindo.

34

! AR ! O R OAR R

Quando sai para passear, leva o animal com ele... Mas a diversão não pára por aí...

O mais engraçado, é quando alguém pergunta:

Você é o João?

Eu Não. eão! L sou o

não Você do? en está v FIM

do João Ricardo, de 2 anos, foi a vencedora da promoção Esta historinha, enviada por Bruna Regina Lombardi Bittar, mãe “Meu filho é uma criança maluquinha”.

Mariana 2o lugar – Myriam Almeida, mãe da

e é maluquinha por água. Não Mariana tem um ano e sete meses para entrar e quando entra, fica ada sper dese fica pode ver água que ser no tanque, na banheira, na Pode horas a fio e não quer mais sair. a! piscina ou praia... Até mesmo na chuv ue aquático, pois parq ro adei verd um virou casa a A banheira de noss ela começou a falar, comprei existem vários brinquedos. Quando e coloquei todos em volta da el) pain (tipo cha borra de s inho vários bich , girafa, palhaço etc. foca ha, casin aro, páss banheira. Tem r todos os bichinhos. pega de tem Toda vez que ela está na banheira posição. Mariana tem uma Aí ela conversa com eles, muda de a xampu, dá banho, pass Ela . bebê seu é bonequinha que a casa é um momento noss em o ensaboa, ou seja, a hora do banh de pura diversão. e faz inúmeras brincadeiras. É um Na hora do banho, a Mari mergulha sacrifício é na hora de tirá-la da momento muito agradável. O único s desculpas para que ela saia. vária ntar inve os isam água, pois prec

Guilherme 3o lugar – Daniela Gavioli, mãe do ria

3 meses quando essa histó Meu filho Guilherme, tinha 1 ano e o que eu e meu marido tudo a to aten o muit é Ele u. tece acon as na máquina de lavar roup as car colo a nei ensi conversamos. Eu o quando o faz. rfeliz supe fica para me ajudar, e ele dormir e eu disse para para tos pron os vam está , noite a Cert as roupas do Guilherme o meu marido que precisava colocar roupa suja no quarto dele) de o cest (que ficam separadas em um na máquina de lavar. copo de água na cozinha do Pois bem, meu mari foi pegar um s, cadê o Guilherme? Meu vimo e eu fui até meu quarto. Quando para a cozinha e me disse: inho cam do meio no ntrou marido o enco na área de serviço. Fomos ma algu do ntan – O Guilherme estava apro ?? O cesto de roupas os?? ntram atrás dele no quarto. O que enco peça para a máquina por peça ndo leva erme Guilh o e caído no quarto perdeu tempo não filho Meu al). front tura de lavar (que tem aber me ajudar. logo foi já e ersa nenhum. Bastou ouvir nossa conv ensinou a colocar as o quem eu fui l, afina ele, com r Eu nem pude briga eno detalhe que ele se esqueceu: roupas na máquina. Com um pequ com minha supervisão.

Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar… ? seu filho nadando feito um peixinho á imaginou que bonitinho seria ver na vida do seu filho. orte esp eiro ção pode ser o prim nata a que já er, ntec aco isso il difíc Não é ios que vão ajudar seu ção oferece uma série de benefíc nata a , rsão dive ta mui er traz de Além esperto. filhinho a ficar ainda mais forte e a lateralidade, habilidades psicomotoras, como a al, as noções Diversão debaixo d´águ as percepções tátil, auditiva e visu rcer exe a ada ntiv autoconfiança. Toda criança deve ser ince espacial, temporal e de ritmo e a as s era inúm são al, Afin alguma atividade física. Haja benefícios!!! logo cedo. vantagens de um esporte iniciado

J

e imaginando Mas não vá logo se empolgando aldinho que seu filho pode ser o novo Ron de o berço. des tos San dos ane Dai a Gaúcho ou artística a Esportes como o futebol e a ginástic criança e da causam muito impacto no corpinho o bebê que s dõe apti necessitam de uma série de que orte esp um tem ainda não desenvolveu. Mas de des m algu a lem prob pode ser praticado sem os 6 meses de idade: a natação. eção Cassiano Leal, ex-nadador da Sel Gustavo ia dem Aca da or fess Brasileira e pro com a revista Borges, em São Paulo, conversou . Primeiros Passos sobre o assunto ção oferece De acordo com Cassiano Leal, “a nata sendo ê, beb do de vários benefícios para a saú o, diss Além l. gera o primeiro deles saúde em da o, físic tor, omo psic ento ajuda no desenvolvim e a forç da ora, mot o açã rden respiração, da coo s. E o nça cria as outr com tato con o social, pois gera nça, cria a ar melhor: oferece tudo isso sem prejudic o, trári con pelo to pois é uma esporte sem carga. Mui r”. só ajuda a criança a se desenvolve ex-atleta, a Além dos benefícios citados pelo cular, o mus s tônu natação ainda melhora o cidade e as velo a a, forç a equilíbrio, a agilidade,

Nasce um peixinho

da-se o início Segundo Cassiano Leal, recomen 6 meses de da prática da natação a partir dos logia adotada odo vida. “Aqui na academia, a met crianças para ção recomenda o início da nata pediatra. do to mui e com 6 meses, mas depend a natação para ra libe iatra Tem criança que o ped orte esp do ica prát da io com 3 meses. O iníc .” iatra ped do o raçã libe da e sempre depend tando: Por Certamente, você está se pergun criança pode que é o pediatra que decide se a avaliará ele começar a nadar? Ora, porque ar na entr e pod a criança, verificando se ela as com blem pro há se piscina ou não, bem como ido, ouv de dor o, mpl a saúde, como, por exe alguma sensibilidade maior etc. impeça Não há contra-indicação direta que explica o com ar, nad a r eça com um bebê de ões vêm do Cassiano Leal. “As contra-indicaç indicação médico. Entretanto, a única contraFora isso, rta. abe para bebês é piscina gelada e ão caç indi tracon é o médico que vai falar da .” nça específica para cada cria pode fazer Como a natação é o esporte que primeiros nos logo nça parte da vida da cria

35


CRESCER meses, é praticada de forma lúdica e recreativa, sem compromisso com as técnicas, apenas funcionando como um exercício para uma adaptação ao meio líquido. “Na natação para bebês é trabalhado o aspecto de equilíbrio, aprender a segurar na borda da piscina, a pular na piscina, a segurar a respiração quando afunda, ou seja, é um processo de aprendizado que começa com esses primeiros passos, pois a criança só aprenderá a nadar os estilos quando estiver com três ou cinco anos”, explica Cassiano Leal.

36

Geralmente, os bebês aprendem a mergulhar e logo depois a nadar com muita facilidade. Todo bebê tem um atrativo natural pela água, já que permaneceu todo o tempo da gravidez dentro do líquido amniótico, no útero da mãe. Por esse motivo, a água não é um meio estranho à criança, principalmente se a piscina estiver em condições ideais, onde o bebê se sentirá confortável por associar essa sensação ao ambiente do ventre materno.

Peixinhos felizes e saudáveis

A natação contribui para o desenvolvimento do ser humano integral, nos aspectos cognitivo, emocional e social. Mas também é incontestável a eficácia e a eficiência da natação para a melhoria do aspecto físico e da postura essenciais para o desenvolvimento motor do bebê. “A natação não é remédio para nenhuma doença, mas por desenvolver músculos e aspectos respiratórios, ajuda em processos de asma, pois expande a respiração. Por tudo isso a natação é muito recomendada, pois é um esporte que não tem sobrecarga, impacto, como outros”, afirma o ex-nadador.

“Todo bebê tem um atrativo natural pela água.” Na natação, a criança experimenta novos movimentos, aprendendo-os sem traumas de um tombo, como rolar, movimentar perninhas e bracinhos. Além disso, não podemos negar a importância da natação para a formação da personalidade e da inteligência do bebê. Afinal, é com os coleguinhas na piscina que ele vai aprender que cada um tem sua vez e que todos são importantes, independentemente das diferenças. O que é muito bom, pois ele aprende a conviver com as diferenças desde cedo e cresce sem preconceito de ter um amiguinho que tem, por exemplo, Síndrome de Down.

Estreitando laços sob a água

Para fazer aulas de natação a criança precisa da presença de um acompanhante nas aulas, ou seja, alguém em quem ela confie. Essa relação de confiança é de fundamental importância para o desenvolvimento afetivo do bebê. Além disso, as crianças aprendem com mais segurança, sem medo do desconhecido. “Até os 24 meses, a criança necessita de um acompanhante na aula, pois ainda não tem equilíbrio. Embora tenha muita coragem, não tem noção de perigo e, se você não tomar cuidado, ela pode afundar, porque quer brincar e não sabe que precisa respirar. Em vista disso, a presença de um dos pais é muito importante”, explica o ex-atleta. Ele acrescenta que um dos principais benefícios que considera importante no fato de a criança praticar a natação é a integração e a confiabilidade com o pai, que faz a natação com ela. “É muito gostoso para a criança e para o pai. Seu filho começa a confiar em você completamente. A relação se estreita muito.” Diante de todos esses benefícios, os pais não devem matricular seus bebês nas aulas de natação com o objetivo de formarem campeões, mas sim pela formação de um hábito que renderá boa saúde para sempre. Afinal, ninguém poderá tirar a medalha de campeão em saúde do seu filho. Cassiano Leal é ex-atleta da Seleção Brasileira de Natação e trabalha na Academia Gustavo Borges, em São Paulo.

olho… É para ficar de que os pais res fato

Cassiano Leal aponta os r o local onde devem avaliar na hora de escolhe : ção o bebê praticará a nata ecida. • a piscina deve ser coberta e aqu 32 graus; de é a águ da l idea a A temperatur tiários, devem • o ambiente, assim como os ves piscina a ter temperatura parecida com da diferença a hum para a criança não sofrer nen o; diss sa cau térmica e ficar doente por água da • descubra qual o tratamento de é alérgica não nça cria a se piscina, para ver o. zad ao produto utili

Palavra de campeão

Poucos atletas representaram tão bem o Brasil nas piscinas como Gustavo Borges. Quatro vezes medalhista olímpico, o exatleta conversou com a revista Primeiros Passos sobre algo que ele conhece melhor que ninguém: a natação. Veja as dicas desse campeão olímpico para fazer do seu filho um verdadeiro peixinho. Quando você começou a praticar a natação? Comecei a nadar com mais ou menos nove anos. Quando criança, praticava vários esportes, basquete, futebol, vôlei, tênis. Tinha aptidão para todos os esportes, mas nenhum me deixava tão à vontade quanto a natação. Na sua opinião, qual a importância da prática da natação desde a infância? O esporte é superimportante para a formação física e intelectual de uma criança, influencia beneficamente em todos os aspectos. A natação, em especial, é um dos únicos esportes sem contra-indicações, mas é importante respeitar o processo de maturação, nunca passando do limite que cada uma tem. Que dicas você daria para uma criança que deseja se tornar um atleta de ponta na natação, sem que isso prejudique sua infância? Para se tornar um atleta, o talento é importante, mas não basta. Tem que ter muita determinação, dedicação. Tem que ter paixão! São horas de treinos diários, algumas privações sociais. Por tudo isso, a importância de gostar do que se está fazendo, para que as dificuldades se tornem desafios superáveis. Minha dica para uma criança se tornar uma atleta é de, antes de tudo, ter prazer no que está fazendo. Assim, sua infância será, mesmo com algumas privações, tão divertida ou mais do que a de uma criança “normal”.

37


DÚVIDASFREQÜENTES

É /

o, educação comum mães e pais terem uma série de dúvidas sobre saúde, nutriçã tas para respos rará encont você seção Nessa e desenvolvimento de seus filhos. pais. muitos de sono o essas perguntas que tiram

filho tirou nota baixa no / Meu teste de Apgar. Ele terá algum

A cárie é uma doença infecciosa, transmissível, e depende de vários fatores. Os principais deles são a má higiene bucal e a dieta inadequada. A cárie de mamadeira acomete a dentição decídua, isto é, os dentes de leite de crianças pequenas, que estão acostumadas e principalment a receber suas alimentações em mamadeiras, as noturnas e/ou adoçadas. As lesões podem acometer todos os dentes superiores, principalmente os incisivos e inferiores nos primeiros e segundos molares. Quando a criança dorme, há uma diminuição dos movimentos de deglutição, dos músculos bucais e do fluxo de saliva, que reduz o combate às bactérias e enfraquece as superfícies dentais. O primeiro passo para prevenir e tratar esse tipo de cárie é a conscientização dos pais, que devem sugerir a utilização da mamadeira na alimentação noturna nas crianças maiores e nas crianças menores, realizar a higienização da boca com uma gaze e água limpa ou, se possível, escovar os dentes da criança e retirar o açúcar da mamadeira.

/

38

O teste de Apgar é realizado no primeiro minuto de vida da criança e avalia cinco sinais: freqüência cardíaca, respiração, musculatura, reflexos e cor da pele. Cada item vale dois pontos e um bebê com nota máxima alcançará dez pontos. Na repetição do teste cinco minutos depois, se o bebê atingir sete pontos considera-se que está em boas condições; quatro pontos ou menos indicam que sua adaptação deverá ser observada, com acompanhamento cuidadoso.

filha começou a gaguejar / Minha depois que comecei a tirar a chupeta.

Meu filho é gordinho. Posso dar produtos diet para ele?

problema no futuro? Qual nota é considerada certa? E para que serve o teste?

Alimentos diet e light estão por toda parte e sempre a mídia nos passa a idéia de que são mais saudáveis do que outros produtos. Os produtos diet são aqueles que não possuem algum nutriente como, por exemplo, o açúcar, porém podem ser muito calóricos quando a gordura não é cortada. Já os alimentos light têm menos calorias, pois contêm menos gorduras. As crianças não devem consumir esses tipos de produto, salvo com orientação médica, porque o açúcar e a gordura também têm seu papel no desenvolvimento da criança. Em relação aos adoçantes artificias (sacarina, ciclamato, aspartame, dentre outros), até hoje não se sabe ao certo quais são seus efeitos a longo prazo nas crianças. O melhor a fazer é diminuir o açúcar e os doces da alimentação infantil e incentivar o consumo de frutas ao natural.

Devo manter essa decisão ou espero ela melhorar?

Mantenha a decisão. Caso a criança continue gaguejando, procure ajuda profissional.

Para nós, realizar exames é um assunto sério. Mas, para o seu filho, pode ser bem divertido.

Dr. Carlos Junichiro Amino é formado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. É especializado em Pediatria e Puericultura. Dra. Ana Maria de Ulhoa Escobar é pediatra geral formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. É médica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas. Rita Maria Monteiro Goulart é formada em nutrição pela Universidade de Mogi das Cruzes. É mestre e doutora pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

Se você não encontrou aqui a resposta para sua dúvida, escreva para a revista Primeiros Passos! Em breve, ela estará aqui.

CREMESP 13707

O que é cárie de mamadeira? O que posso fazer para evitá-la?

SERVIÇOS Sônia Maria S. Santos Ribeiro Nogueira Av. dos Eucaliptos, 300 – Moema São Paulo – SP – Tel.: (11) 5561-3950 Cibele Martins de Oliveira Marras R. Conde Sílvio Álvares Penteado, 72 Pinheiros – São Paulo – SP Tels.: (11) 3097-8328 e 3097-9642 Rita Maria Monteiro Goulart R. Taquari, 546 – Móoca – São Paulo SP – Tel.: (11) 6099-1830 Dr. Carlos Junichiro Amino Al. dos Jurupis, 1.809 – Moema São Paulo - SP Tels.: (11) 5561-3335 / 5561-6209

Dra. Ana Maria de Ulhoa Escobar Instituto da Criança do Hospital das Clínicas Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 647 São Paulo – SP – Tel.: (11) 3069-8500

Cassiano Leal Academia Gustavo Borges R. José Ramon Urtiza, 901 Morumbi – São Paulo – SP Tel.: (11) 3744-1476

Fernanda Gimenes Pueri Domus – Unidade Barueri Estrada Dr. Yojiro Takaoka, 3.900 – Barueri - SP Tel.: (11) 4192-2430

Dr. José Gabel Av. República do Líbano, 2123 Ibirapuera – São Paulo – SP. Tels.: (11) 5052-1087/5053-4596

Daniela Levy R. Borges Lagoa, 1.065 – cj. 12 Vila Mariana – São Paulo – SP Tel.: (11) 5549-1109

Cassia Urbano Gallo e Maria Jacinta Antonia Rossetti Pueri Domus – Unidade Chácara Santo Antônio Rua Verbo Divino, 986 – São Paulo – SP – Tel.: (11) 5183-6999

Gostou da revista? Gostaria de continuar a recebê-la gratuitamente? Basta enviar um e-mail com o assunto “Cadastro” para primeirospassos@bcscomunicacao.com.br com seu nome, endereço completo (com CEP), nome e idade do(s) seu(s) filho(s).

Atendimento Infantil Lavoisier. Diversão para seu filho, tranqüilidade para você. No Lavoisier, criança tem tratamento especial.

com exclusividade sob orientação pedagógica, tornando

Aqui seu filho tem à disposição uma infra-estrutura

mais tranqüila a realização de exames. Sempre que

especializada em atendimento infantil, sem falar dos

precisar, conte com o Lavoisier. Realizar exames nunca

personagens da Turminha do Espantaxim, criados

foi tão tranqüilo, seguro e divertido.

Central de Relacionamento: São Paulo 11 3047 4488 Santos 4004 1881 www.lavoisier.com.br


bcscomunicação

Estimule a inteligência do seu filho desde cedo Conheça os novos brinquedos interativos da Dican. Descubra o pequeno gênio que há no seu bebê com Baby Puzzle e Um Dia no Parque, da Dican.

www.dican.com.br Os produtos dican são encontrados nas principais lojas de brinquedos do brasil.

primeiros passos  

revista para criancas

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you