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BOA PÁSCOA

/ PÁG. 27-32

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COMO OS EMIGRANTES VIVEM A PÁSCOA NA AMÉRICA

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ONDE COMPRAR OS PRODUTOS PARA RECHEAR A SUA MESA PÁG. 26 DE PÁSCOA

QUEM FOI JESUS CRISTO DE NAZARÉ

 Este caderno é parte integrante do jornal LUSO-AMERICANO

CADERNO 2014

PÁSCOA


BOA PĂ SCOA

A

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paixão de Cristo Ê a narrativa do calvårio de Jesus desde o momento em que ele Ê preso no Monte das Oliveiras, após a realização da última ceia com os apóstolos, atÊ à sua morte na cruz. Na mesma noite em que Ê preso sob ordem de Caifås, o sumo sacerdote e maior autoridade do povo judeu, ele Ê julgado de forma sumåria pelo SinÊdrio, conselho dos anciãos e suprema corte judaica. Acusado de blasfemo por se apresentar como o Rei de Israel, Jesus Ê condenado à morte. Como a região da JudÊia estava sob domínio do ImpÊrio Romano, caberia a Pôncio Pilatos, autoridade måxima romana na região, aplicar a punição. Pilatos, em função da proximidade da

NO CALVĂ RIO DE JESUS

A paixĂŁo de Cristo

Påscoa, ofereceu a possibilidade de suspensão da condenação de Jesus, mas a multidão que estava no local incitada pelos sacerdotes preferiu que a liberdade fosse dada a Barrabås, um ladrão e assassino tambÊm condenado à morte. A partir da sentença proferida de forma definitiva por Pilatos, Jesus teria passado pelos flagelos que os romanos impunham aos condenados. Entre eles, ser açoitado pelo flagellum taxillatum, espÊcie de chicote com três ramais que terminavam em bolas de metal com relevos e unidas por arame, e carregar atÊ ao local da crucificação a trave horizontal da cruz. A paixão de Cristo Ê principalmente essa passagem das últimas horas da vida de Jesus, da última ceia atÊ à sua morte na cruz, quando o seu sofrimento teria sido uma prova da sua doação total e incondicional para redimir os pecados da humanidade, segundo os preceitos da Igreja Católica - a religião predominante em Portugal.

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OS NOSSOS LEITORES E A PÁSCOA

A vitória gloriosa de Jesus Cristo [ A RESSURREIÇÃO ]

IX Neste tempo da Quaresma Tempo de meditação Para o bom povo católico Ofereçamos ao Senhor Tudo com muito amor Mesmo um Jesus simbólico. X Jesus cheio de emoção

I Foi há mais de 2000 anos Entre algozes e tiranos Que Jesus mostrou ao mundo Qual foi sua missão E para nossa salvação Provou seu amor profundo. II Por amor dos pecadores É que os seus detractores O condenaram inocente E sem dó nem piedade Com toda a barbaridade E sem causa aparente.

V Pedro já arrependido E por isso ter mentido Aos pés de Jesus se prostrou E pela sua cobardia Perdão a Jesus pedia E convulsivamente chorou. VI Quando me ponho a pensar Tenho vontade de chorar Lembrando a sua paixão Que foi pelo meu pecado Que ele foi crucificado E aí peço-lhe perdão.

III Para a nossa salvação Foi essa a sua missão Que o pai o enviou. E para prova da verdade E por sua santidade É que ele ressuscitou.

VII Muito triste e abatido Ao calvário conduzido Pelo povo malfeitor Caiu por terra três vezes Obediente aos burgueses Banhado de sangue e suor.

VI Durante dias e noites Entre insultos e açoites Seu coração magoado. E por medo do inimigo Aquele seu melhor amigo Também por ele foi negado.

VIII E Maria Madalena Que em todo aquele dilema De Jesus se aproximou E na Via Dolorosa Aquela mulher bondosa Seu divino rosto limpou.

Pediu ajuda ao Simão Para a cruz transportar. Sim, Senhor, ajudarei Eu não me recusarei Mas tens tu que a levar. XVI E aqueles mais suspeitos Ainda não satisfeitos Com a sua maldição

Com uma lança afiada Por um deles apontada Trespassou seu coração. XVII E Jesus já moribundo Assim deixou este mundo Que tanto o atormentou. Depois de tudo consumado Foi pelo Pai glorificado

E ao terceiro dia ressuscitou. Aleluia, Aleluia, Aleluia em Cristo!

JOÃO C. GOMES New Jersey


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FILHO DE DEUS (7-2 AC - 30-33 DC )

Quem foi Jesus Cristo de NazarĂŠ?

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esus, tambĂŠm chamado Jesus de NazarĂŠ, que nasceu entre 7â&#x20AC;&#x201C;2 a.C e morreu por volta de 30â&#x20AC;&#x201C;33 d.C. ĂŠ a figura central do cristianismo e aquele que os ensinamentos da maior parte das denominaçþes cristĂŁs alĂŠm dos judeus messiânicos consideram ser o Filho de Deus. Ainda segundo o cristianismo e o judaĂ­smo messiânico, Jesus seria o Messias aguardado no Antigo Testamento e refere-se a ele como Jesus Cristo (Yeshua Ha'Maschiach), um nome tambĂŠm usado fora do contexto cristĂŁo. Praticamente todos os acadĂŠmicos contemporâneos concordam que Jesus existiu realmente, embora nĂŁo haja consenso sobre a confiabilidade histĂłrica dos evangelhos e de quĂŁo perto o Jesus bĂ­blico estĂĄ do Jesus histĂłrico. A maior parte dos acadĂŠmicos concorda que Jesus foi um pregador judeu da Galileia, foi baptizado por JoĂŁo Batista e crucificado por ordem do governador romano PĂ´ncio Pilatos. Os acadĂŠmicos construĂ­ram vĂĄrios perfis do Jesus histĂłrico, que geralmente o retratam em um ou mais dos seguintes papĂŠis: o lĂ­der de um movimento apocalĂ­ptico, o Messias, um curandeiro carismĂĄtico, um sĂĄbio e filĂłsofo, ou um reformista igualitĂĄrio. A investigação tem vindo a comparar os testemunhos do Novo Testamento com os registos histĂłricos fora do contexto cristĂŁo de modo a determinar a cronologia da vida de Jesus. Os cristĂŁos acreditam que Jesus foi concebido pelo EspĂ­rito Santo, nasceu de uma virgem, praticou milagres, fundou a Igreja, morreu crucificado como forma de expiação, ressuscitou dos mortos e ascendeu ao ParaĂ­so, do qual regressarĂĄ. A grande maioria dos cristĂŁos venera Jesus enquanto a encarnação de Deus, o Filho, a segunda de trĂŞs pessoas na SantĂ­ssima Trindade. Alguns grupos cristĂŁos rejeitam a Trindade, no todo ou em parte. No contexto islâmico, Jesus (transliterado como Isa) ĂŠ considerado um dos mais importantes profetas de Deus e o Messias. Para os muçulmanos, Jesus foi aquele que trouxe as escrituras e ĂŠ filho de uma virgem, mas nĂŁo ĂŠ divino, nem foi vĂ­tima de crucificação. O judaĂ­smo rejeita a crença de que Jesus seja o Messias aguardado, argumentando que nĂŁo corresponde Ă s profecias messiânicas do Tanach.

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ELES CONTAM AO JORNAL LUSO-AMERICANO...

... Como vivem a Påscoa longe de Portugal mas perto das tradiçþes

A

saudade tambĂŠm faz parte da PĂĄscoa. Longe de Portugal, mas perto das tradiçþes de uma quadra que marca profundamente o calendĂĄrio catĂłlico. Ă&#x2030; assim que a PĂĄscoa ĂŠ vivida, com mais ou menos intensidade, por quem trocou Portugal pela AmĂŠrica. Ou por quem, por via das raĂ­zes, ĂŠ americano mas tem o coração do outro lado do Atlântico - ou reparte-se entre as duas margens. SĂŁo rostos mais conhecidos, alguns, e gente anĂłnima. O LUSO-AMERICANO quis ouvir deles como comemoram a PĂĄscoa e que significa tem a quadra nas suas existĂŞncias. Aqui ficam as respostas.

O actor Derrick de Melo com o filho

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 DERRICK DE MELO Comediante do grupo â&#x20AC;&#x2DC;Portuguese Kidsâ&#x20AC;&#x2122; Massachusetts A PĂĄscoa ĂŠ passada em casa dos meus pais a comer o dia inteiro â&#x20AC;&#x201C; e a dormir Ă  tarde. A minha mĂŁe faz massa sovada, claro, que ĂŠ uma delĂ­ciaâ&#x20AC;Ś Começamos assim logo no pequeno-almoço (LOL), depois cozinha-se bacalhau e carne de porco para o almoço. JĂĄ estou com fome sĂł de falar nistoâ&#x20AC;Ś

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Fernanda Ă guas e o marido, Carlos Ă guas

 FERNANDA à GUAS Ex-presidente do Long Island Portuguese Lions Club Nova Iorque A Påscoa para mim Ê um momento de Reflexão e de Renovação. Posso faltar alguns domingos à missa durante o ano, mas no de Påscoa não falto e faço questão que toda a família vå tambÊm. Depois almoçamos; Não sou muito tradicionalista no que diz respeito ao repasto. Por exemplo, o ano passado foi pato assado com purÊ de castanha, couve roxa e purÊ de maçã e para sobremesa mousse de chocolate e arroz-doce e o folar do Algarve, que Ê completamente diferente de todos os outros (a minha família paterna Ê algarvia). Quando a minha filha era pequena, juntava sempre a tradição americana da caça aos ovos. Escondia-os no quintal, se estivesse bom tempo, ou em casa, se estivesse a chover, e ela ficava muito feliz cada vez que encontrava um ovo. Jå sonho em poder fazer esse jogo com o meu netinho.

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DE VIRGĂ?NIA A NOVA IORQUE...

Longe de Portugal mas perto das tradiçþes

â&#x20AC;&#x2DC; JosĂŠ Morais e a esposa Josefina com os netos

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 JOSĂ&#x2030; MORAIS EmpresĂĄrio VirgĂ­nia A PĂĄscoa na nossa casa ĂŠ comemorada como o Natal: inicia-se o dia levando os netos Ă  missa, depois o almoço com as tradicionais comidas Ă  transmontana - como o cabrito assado. Em casa de transmontanos nunca pode faltar o bom folar caseiro com os tradicionais bolos de PĂĄscoa, ĂŠ mais um dia em famĂ­lia.

 ANA VENTURA MIRANDA Animadora cultural Nova Iorque Como estou longe da família, não faço assim nada de muito especial... Almoço com os meus amigos. Se tivesse em Portugal estava no Algarve, que era assim que passava as fÊrias da Påscoa desde pequena. E claro que tenho uma desculpa extra para comer ainda mais chocolate do que aquilo que como diariamente...

Ana Ventura Miranda no espaço High Line, em Manhattan

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EM LONG ISLAND, NEW YORK...

Longe de Portugal mas perto das tradiçþes

O casal Cristina e Fernando Teixeira com os filhos

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 CRISTINA E FERNANDO TEIXEIRA Do Rancho FolclĂłrico â&#x20AC;&#x2DC;Sonhos e Juventude de Portugalâ&#x20AC;&#x2122; Nova Iorque Primeiro vamos Ă  missa de manhĂŁ, depois vamos tomar o pequeno-almoço da PĂĄscoa a casa de amigos. Depois vamos para casa da minha irmĂŁ e passamos o dia lĂĄ. Escondemos os ovos e os miĂşdos vĂŁo procurĂĄ-los; depois almoçamos Ă s 2:00 da tarde e divertimo-nos uns com os outros, jogamos Ă s cartas, etc.

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 GRACINDA DIAS Do grupo â&#x20AC;&#x2DC;Daughters of Portugalâ&#x20AC;&#x2122; Nova Iorque NĂłs celebramos a PĂĄscoa como me ensinaram de pequena: ĂŠ a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Começamos por ir Ă  missa em famĂ­lia e depois temos a tradição de tomar o cafĂŠ em casa de uma irmĂŁ minha; juntamo-nos todos, os irmĂŁos e alguns sobrinhos, depois vem o almoço, que por acaso este ano vai ser em casa da minha prima em New Jersey. Mas ĂŠ assim que passamos a PĂĄscoa: em famĂ­lia. Depois temos a tradição de fazer o cabrito e todos os doces da quadra.

Gracinda Dias, o marido e os filhos no dia do casamento da filha

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EM NEW JERSEY OU MANHATTAN...

Longe de Portugal mas perto das tradiçþes

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 GLĂ&#x201C;RIA DE MELO Poetisa e animadora cultural New Jersey

ica GlĂłria de Melo, Ă  direita, com a filha Jess

em Nova Iorque

Aleluia! Ă&#x2030; o renascer! Tem a ver com o meu nome... GlĂłria, Aleluia! Ă&#x2030; o â&#x20AC;&#x2DC;ressuscitarâ&#x20AC;&#x2122;, depois de todo o perĂ­odo de Quaresma. (Pascal, nĂŁo do fadista...). Sobretudo o Domingo de PĂĄscoa ĂŠ um dia de enorme alegria, em que vou com a minha irmĂŁ em Nova Iorque Ă  missa na Catedral de St. Patrick, e depois divertimo-nos imenso a ver a parada mais original da â&#x20AC;&#x2DC;Big Appleâ&#x20AC;&#x2122;, que ĂŠ a da PĂĄscoa, que me agrada de sobremaneira, porque como gosto muito de chapĂŠus, descubro sempre as decoraçþes mais extravagantes e loucas, que se possam imaginar neste desfile nova-iorquino. Em seguida, almoçamos num restaurante portuguĂŞs em Nova Iorque ou New Jersey, onde a ementa nĂŁo difere muito das de Portugal, com imensas amĂŞndoas e coelhos de chocolate. TambĂŠm tenho uma lista de amigos e amigas a quem envio ou entrego flores... Normalmente lĂ­rios brancos...

A catedral de St. Patri ck, na Quinta Avenida

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COMO PORTUGUESES E LUSO-AMERICANOS VIVEM ESTA QUADRA

Longe de Portugal mas perto das tradiçþes  SANDRA SANTOS FERNANDES Nova Iorque

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Quando os meus filhos eram pequenos, no Domingo de Ramos Ă­amos Ă  missa e depois almoçåvamos com familiares e amigos â&#x20AC;&#x201C; geralmente com um prato de carne e peixe. No dia de PĂĄscoa passĂĄvamos pela igreja, para a missa, fazĂ­amos a caça aos ovos no meu quintal para a pequenada e acabĂĄvamos com o almoço na nossa casa. Agora vamos, na PĂĄscoa, vamos com amigos e familiares a um restaurante italiano.

Gil Gomes, a mulher Isabel e os filhos

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 GIL GOMES Empresårio Nova Iorque Para mim e para a minha família, o dia de Påscoa estå dividido em duas partes: na religiosa, em que se comemora a ressurreição de Jesus Cristo, Ê indispensåvel a ida à igreja. TambÊm hå a componente familiar, que nós gostamos muito. Normalmente, no såbado antes da Påscoa, as crianças da nossa família juntam-se na casa de um familiar e pintam os ovos. No dia seguinte, juntamo-nos para o almoço, normalmente num restaurante, porque juntam-se a nós amigos mais chegados e Ê difícil ter espaço em casa para tanta gente. Depois do almoço, vamos para casa de um de nós, onde Ê servida a sobremesa. Os adultos escondem os ovos que foram pintados no dia anterior pelo jardim, e de seguida mandamos os miúdos procurå-los. Costuma ser um dia bastante divertido, porque o tempo normalmente nesta altura do ano jå estå bom.

Sandra Santos Fernandes, o marido e os filhos

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DA PENSILVĂ&#x201A;NIA Ă&#x20AC; FLĂ&#x201C;RIDA...

Longe de Portugal mas perto das tradiçþes  PAULA VILARES Presidente da Philadelphia Portuguese Heritage Commission Pensilvânia

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A meu ver, os portugueses tentam celebrar a PĂĄscoa seguindo as nossas tradiçþes - embora longe da pĂĄtria. Para mim, a PĂĄscoa e o Natal continuam a ser as alturas festivas do ano que mais me inspiram e que gosto mais de celebrar. Ă&#x2030; uma altura que me traz muita alegria e uma paz de espĂ­rito muito grande. Tanto assim ĂŠ que todos os anos a celebro em casa, tentando decorĂĄ-la o mais primaveril que posso e com decoraçþes da PĂĄscoa. A mesa ĂŠ constituĂ­da pela â&#x20AC;&#x2DC;minha famĂ­lia da AmĂŠricaâ&#x20AC;&#x2122;, amizades de muitos anos e que jĂĄ os considero meus familiares e a minha famĂ­lia â&#x20AC;&#x2DC;de sangueâ&#x20AC;&#x2122; - marido e filha. Tento fazer nesse dia um almoço tradicional, onde o cabrito ou o leitĂŁo nĂŁo faltam, assim como os doces tradicionais da PĂĄscoa em Portugal, ao mesmo tempo que tento com que todos nĂłs tenhamos uma dia especial e muito alegre. HĂĄ pessoas que se habituaram a ir comemorar aos clubes e organizaçþes portuguesas ou restaurantes, mas no meu caso pessoal, nestas duas alturas do ano nĂŁo troco o conforto da minha casa, talvez por se ter criado um hĂĄbito, mas e algo que faço com muita alegria e carinho - nĂŁo falando nas saudades que nos chega dos nossos que se encontram longe.

Paula Vilares, Ă  direita, e a filha

 IVONE CARNEIRO EmpresĂĄria FlĂłrida A palavra PĂĄscoa significa passagem, passagem da morte para a vida de Jesus Cristo: a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para mim, sendo catĂłlica, ĂŠ uma festa cristĂŁ muito importante. Uma data que serve de reflexĂŁo Ă  morte de Cristo e de agradecimento e glorificação do seu sofrimento. Em Angola, onde nasci, o padre vinha a casa dar a bĂŞnção e as madrinhas davam as amĂŞndoas aos afilhados. Ă&#x2030; um dia de famĂ­lia, confraternização e alegria. Ă&#x2030; nossa tradição festejarmos com uma boa caldeirada de cabrito , cabrito assado e folar transmontano, que ĂŠ o de carnes - e nĂŁo podem faltar as amĂŞndoas.

Ivone Carneiro e o filho

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REFRESCANTE E COM BAIXO TEOR ALCOĂ&#x201C;LICO...

Para a revista â&#x20AC;&#x2DC;Wine Enthusiastâ&#x20AC;&#x2122;, vinho verde ĂŠ ideal para a ĂŠpoca deâ&#x20AC;? no sabor das suas marcas. â&#x20AC;&#x153;Ă&#x2030; uma ĂŠpoca excitante para o vinho verde em Portugalâ&#x20AC;?, conclui a â&#x20AC;&#x2DC;Wine Enthusiastâ&#x20AC;&#x2122;. A conhecida revista, uma refe-

rĂŞncia no sector, sugere depois o consumo de marcas como â&#x20AC;&#x2DC;Casal Garciaâ&#x20AC;&#x2122; (Aveleda), Cape Roca Fisherman, Caves Aliança e Cruzeiro (Vinhos Norte), que

obtiveram dos seus editores 85 pontos cada. Mais bem qualificados ficaram ainda - com 90 e 91 pontos - Anselmo Mendes, Quinta do Ameal, Casa do Valle

e Toucas Alvarinho. A â&#x20AC;&#x2DC;WEâ&#x20AC;&#x2122; estĂĄ Ă  venda nos Estados Unidos e CanadĂĄ por $5.99.

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Light & Refreshing Vinho Verdeâ&#x20AC;? - ĂŠ assim que uma chamada de capa na edição de Abril da revista â&#x20AC;&#x2DC;Wine Enthusiastâ&#x20AC;&#x2122; convence os seus leitores a irem Ă s 5 pĂĄginas de um artigo dedicado Ă quele segmento da produção vinĂ­cola em Portugal. O artigo de 5 pĂĄginas ĂŠ assinado por Roger Moss e pode começar a ser lido na pĂĄgina 46. A publicação norte-americana considera que o paĂ­s estĂĄ a viver uma â&#x20AC;&#x153;revolução verdeâ&#x20AC;?, com os produtores daquele vinho a quererem mais â&#x20AC;&#x153;complexida-

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BOA PĂ SCOA

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UMA CONFEITARIA DE CHOCOLATE NA ALEMANHA

As tradiçþes da Påscoa pelo mundo

A

quadra da PĂĄscoa mantĂŠm ocupada a Confiserie Felicitas, em Hornow, na Alemanha, mais do que qualquer outra ĂŠpoca do ano. A confeitaria especializa-se em coelhinhos e ovos da PĂĄscoa do melhor chocolate, fazendo-os dos mais variados tamanhos e feitios. Fundada pelos belgas Goedele Matthyssen e

A confecção dos coelhinhos de Påscoa são sobretudo uma atracção para os mais pequenos nesta casa na Alemanha fundada por belgas

Peter Bientsman, a Felicitas tambÊm se prepara para comemorar o seu 21.º aniversårio. A sessão de confecção dos coelhinhos de Påscoa são sempre um espectåculo que atrai muita clientela, como as imagens mostram...

Uma das funcionårias na confecção dos ovos da Påscoa

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BOA PĂ SCOA

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DE NEW JERSEY Ă&#x20AC; FLĂ&#x201C;RIDA, PASSANDO POR MASSACHUSETTS

Na rede alimentar Seabra Foods encontra os produtos para a sua mesa de PĂĄscoa

O

que ĂŠ a PĂĄscoa sem a componente alimentar? Sobretudo numa casa portuguesa que se preste, a quadra ĂŠ assinalada com uma mesa farta - em quantidade e variedade. SĂŁo os doces, os pratos quentes, as entradas... Estar Ă  volta da mesa no almoço de PĂĄscoa ĂŠ uma tradição profundamente associada Ă  data, talvez aquela que se possa considerar a mais familiar - a seguir ao Natal. DaĂ­ se exigir que haja do melhor. Em pelo menos trĂŞs estados norte-americanos (New Jersey, FlĂłrida e Massachusetts), os portugueses tĂŞm como opção para se abastecerem para uma PĂĄscoa portuguesa nas lojas da rede alimentar â&#x20AC;&#x2DC;Seabra Foodsâ&#x20AC;&#x2122;. Em New Jersey, para alĂŠm de trĂŞs pontos centrais no Ironbound, o grupo faz-se presente ainda em Hillside e Kearny; no â&#x20AC;&#x2DC;Sunshine Stateâ&#x20AC;&#x2122; estĂĄ em Deerfield Beach e na Nova Inglaterra em Framingham. Para alĂŠm de uma decoração moderna, prĂĄtica e aprimorada, os supermercados oferecem uma variedade de produtos portugueses das melhores nos Estados Unidos; nas suas prateleiras encontra, por exemplo, agora para a PĂĄscoa, as amĂŞndoas, os ovos e coelhinhos de chocolate, a doçaria tradicional tĂ­pica e todos os outros ingredientes da saudade. Fomos conferir para si uma das lojas, o supermercado do 219 da Chestnut Street, em Newark, onde ĂŠ gerente geral Carlos Cadima. Vejas as fotografias e onde, claro, ĂŠ o portuguĂŞs que se fala.

A fachada do amplo supermercado Seabra Foods na Chestnut Street de Newark, New Jersey

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Dos azeites às manteigas importadas de Portugal: grande selecção

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OS SUPERMERCADOS DA REDE SEABRA FOODS

Recheie a sua mesa de PĂĄscoa com o que ĂŠ tradicionalmente portuguĂŞs

As marcas portuguesas para uma PĂĄscoa mais doce... Os produtos tradicionais para a ĂŠpoca da PĂĄscoa estĂŁo logo Ă  entrada do supermercado da Chestnut Street, como aqui se vĂŞ

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BOA PĂ SCOA

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UMA PRESENĂ&#x2021;A COM MAIS DE TRĂ&#x160;S DĂ&#x2030;CADAS NA ELIZABETH AVENUE

Na â&#x20AC;&#x2DC;Carlotoâ&#x20AC;&#x2122;s Pastry Shopâ&#x20AC;&#x2122; de Elizabeth a PĂĄscoa tem sempre sabor a Portugal

A fachada da â&#x20AC;&#x2DC;Carlotoâ&#x20AC;&#x2122;s Pastry Shopâ&#x20AC;&#x2122;, na Elizabeth Avenue

Ă&#x2030; difĂ­cil imaginar-se a presença portuguesa na cidade de Elizabeth, em New Jersey, sem se pensar na pastelaria e cafĂŠ â&#x20AC;&#x2DC;Carlotoâ&#x20AC;&#x2122;sâ&#x20AC;&#x2122;. Instalado no nĂşmero 805 da movimentada Elizabeth Avenue desde 14 de Março de 1983, o estabelecimento nĂŁo apenas ĂŠ ponto de encontro para os portugueses da regiĂŁo, como representa uma montra para os americanos e emigrantes de outras etnias do que ĂŠ tradicionalmente nosso. Por trĂĄs do ĂŞxito da â&#x20AC;&#x2DC;Carlotoâ&#x20AC;&#x2122;sâ&#x20AC;&#x2122;, estĂŁo os rostos de JosĂŠ Alberto e Arminda Carloto. O conhecido casal beirĂŁo (que nasceu na freguesia de Açores, em Celorico da Beira) chegou a gerir dois estabelecimentos em Lisboa, mas o destino da emigração (rumo Ă  AmĂŠrica) acontece no inĂ­cio da dĂŠcada de 80. â&#x20AC;&#x153;O nosso filho JosĂŠ veio para

Arminda e JosĂŠ Alberto Carloto, proprietĂĄrios da popular pastelaria e cafĂŠ

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BOA PÁSCOA

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ARMINDA E JOSÉ ALBERTO CARLOTO

Casal Carloto trouxe de Lisboa para a América o melhor da doçaria nacional dade ‘Carloto’s’. Os produtos vendidos na pastelaria ‘Carloto’s’ são de confecção própria, um dos atractivos da muito frequentada casa portuguesa. E é claro que, a acompanhar a pastelaria ou uma sanduíche ou tosta mista, lá estão os refrigerantes e as águas com a marca Portugal e o café com sabor a saudade... No dia de Páscoa, o estabelecimento da Elizabeth Avenue terá as suas portas abertas até às três horas da tarde, por forma a satisfazer as necessidades da sua clientela. “É claro que não apenas em datas especiais mas ao longo de todo o ano aceitamos encomenAspecto interior da pastelaria ‘Carloto’s’, no coração da cidade de Elizabeth, NJ das de bolos para casamentos e cá estudar e acabámos por emi- 7:00 da noite, a pastelaria é do melhor que a doçaria tradicio- todo o tipo de eventos”, subligrar”, conta Arminda Carloto. ponto de paragem obrigatório nal lusa tem para oferecer – do nha o proprietário, José Alberto Aberta todos os dias da durante a quadra da Páscoa folar aos pastéis de nata e ovos Carloto. semana das 7:00 da manhã às para quem se quiser abastecer moles. Tudo com o selo de qualiO simpático casal de emi-

Luso-American Plaza 7080 Donlon Way, Suite 200 Dublin, CA 94568

925.828.4884

www.luso-american.org

A pastelaria tradicional portuguesa é ‘rainha’ na ‘Carloto’s’


BOA PĂ SCOA

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COM O FILHO, NORA, NETOS E UMA BISNETA...

Para o casal Carloto, a PĂĄscoa ĂŠ em famĂ­lia casa do meu filho ou na nossa casaâ&#x20AC;?, revela Arminda Carloto, que tem dois netos e uma bisneta em New Jersey. A quadra catĂłlica â&#x20AC;&#x153;ĂŠ uma tradição importante para nĂłs, que somos catĂłlicos. Ă&#x2030; um feriado que nĂłs respeitamos muitoâ&#x20AC;?,

acrescenta a proprietĂĄria da â&#x20AC;&#x2DC;Carlotoâ&#x20AC;&#x2122;sâ&#x20AC;&#x2122;. AtravĂŠs das pĂĄginas do jornal LUSO-AMERICANO, o casal Carloto aproveita para manifestar a todos os seus clientes e comunidade em geral â&#x20AC;&#x153;uma boa PĂĄscoa, especialmente com

muita saĂşde - ĂŠ o melhor dos nossos votos.â&#x20AC;? E aqui fica a sugestĂŁo para que, durante a PĂĄscoa e ao longo do ano, vĂĄ Ă  â&#x20AC;&#x2DC;Carlotoâ&#x20AC;&#x2122;s Bakeryâ&#x20AC;&#x2122; em Elizabeth, New Jersey, e sinta-se mais prĂłximo de Portugal.

 CARLOTO'S PASTRY SHOP 805 Elizabeth Ave, Elizabeth, NJ 07201 â&#x20AC;˘ Tel.: (908) 352-3122 O indispensĂĄvel folar da PĂĄscoa ĂŠ uma das especialidades da casa nesta altura do ano

bĂŠm norte-americanos e de outras nacionalidadesâ&#x20AC;?. A presença de trĂŞs dĂŠcadas da pastelaria e cafĂŠ â&#x20AC;&#x2DC;Carlotoâ&#x20AC;&#x2122;sâ&#x20AC;&#x2122; em Elizabeth criou um vĂ­nculo muito forte entre o casal e a comunidade portuguesa local. â&#x20AC;&#x153;Demos sempre e continuamos a dar o apoio que ĂŠ possĂ­vel a

todas as causas ligadas Ă  vida lusaâ&#x20AC;?, diz JosĂŠ Alberto Carloto, que ĂŠ membro do PISC (Portuguese Instructive Social Club) e frequenta a Igreja Nossa Senhora de FĂĄtima da cidade. A PĂĄscoa, para os Carloto, ĂŠ um assunto de famĂ­lia. â&#x20AC;&#x153;Passamos regra geral ou em

A mĂŠdica portuguesa Manuela Silva, especialista em doenças renais, passou pela pastelaria â&#x20AC;&#x2DC;Carlotoâ&#x20AC;&#x2122;sâ&#x20AC;&#x2122; para o habitual lanche da tarde - aqui em conversa com o casal Carloto

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grantes tem orgulho em dizer que a sua clientela vai para lĂĄ do consumidor portuguĂŞs, que, mesmo quando se muda de Elizabeth, continua a regressar Ă  â&#x20AC;&#x2DC;Carlotoâ&#x20AC;&#x2122;sâ&#x20AC;&#x2122; para fazer compras -â&#x20AC;&#x153;sobretudo aos fins-de-semanaâ&#x20AC;?, refere Arminda Carloto. â&#x20AC;&#x153;Mas visitam-nos clientes tam-

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PERCORREU AS RUAS DO IRONBOUND COM MUITOS FIĂ&#x2030;IS

ProcissĂŁo do Senhor dos Passos em Newark

Outro aspecto da procissĂŁo onde sĂŁo recriados os Ăşltimos dias da vida de Jesus Cristo

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o passado domingo, realizou-se em Newark, New Jersey a procissão de Nosso Senhor dos Passos. A grandiosa manifestação de fÊ saiu da Igreja Nossa Senhora de Fåtima e percorreu as principais artÊrias do Ironbound. Centenas de fiÊis incorporaram-se na mesma e assinalaram assim um importante acontecimento no calendårio cristão - o trajecto percorrido por Jesus Cristo da sua condenação atÊ à crucificação e consequente

morte na cruz. A procissão foi presidida pelos clÊrigos da paróquia, padre António da Silva, padre Simão e diåcono Pina Marques, que narraram os passos ou estaçþes da paixão de Cristo, numa verdadeira manifestação de fÊ presenciada tambÊm por muitos transeuntes que ao longo das artÊrias do bairro seguiram com atenção uma das mais belas manifestação de fÊ no seio da comunidade. A banda filarmónica Nossa Senhora de Fåtima incorporou-se na procissão e deu ainda mais brilho ao acto religioso. Depois da procissão, a comunidade celebrou a tradicional Santa Missa de confissão geral, onde em uníssono os paroquianos pediram penitência pelos pecados cometidos , dando assim início às comemoraçþes da Semana Santa na cidade de Newark e que culminarå no próximo domingo com a celebração da Påscoa e ressurreição de Jesus Cristo.

Encenação da Via Sacra nas ruas do Ironbound

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BOA PĂ SCOA

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A banda filarmĂłnica de Nossa Senhora de FĂĄtima a percorrer a Ferry Street As autoridades eclesiĂĄsticas tambĂŠm se incorporaram Ă  procissĂŁo

Outro aspecto da procissĂŁo do Senhora dos Passos em Newark

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A procissĂŁo movimenta centenas de fiĂŠis no Ironbound

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BOA PÁSCOA

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Da nossa família, para a vossa

Feliz Páscoa

Mais De 150 Anos De Tradição


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