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ID: 34739992

29-03-2011 | MBA

Tiragem: 20102

Pág: VIII

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Ocasional

Área: 26,33 x 35,87 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

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MBA GUIDEBOOK

Como começar uma carreira internacional Num mundo onde as carreiras são cada vez mais internacionais, os MBA que juntam várias universidades são uma tendências em alta. ANDREA DUARTE andrea.duarte@economico.pt

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inergias. A palavra é fundamental para quem procura um MBA internacional com qualidade de topo. As universidades portuguesas acompanham esta tendência e já oferecem vários MBA em parceria com instituições estrangeiras. Estudar na Espanha ou nos EUA a partir de uma universidade portuguesa é cada vez mais uma opção para quem quer começar uma carreira internacional. “A cooperação tem uma ambição mais abrangente que a simples justaposição de conhecimentos.”, considera Álvaro Nascimento, director da Faculdade de Economia e Gestão e da Escola de Gestão Empresarial (EGE) da Universidade Católica no Porto. É a cooperação entre universidades que faz nascer os programas de MBA internacionais. Muitas escolas internacionais investem em campus no estrangeiro ou em graus com dupla acreditação, ou seja, MBA que concedem um diploma de duas faculdades. A tendência também já é visível em Portugal. Um exemplo desta prática é o Lisbon MBA. “No The Lisbon MBA os alunos recebem um diploma conjunto Nova School of Business & Economics e a Católica Lisbon School of Business & Economics e um certificado do MIT correspondente à participação no MIT Immersion”, responde Belén de Vicente, directora executiva do The Lisbon MBA.Outro caso é o do MBA AESE/IESE. Rafael Franco, director executivo do programa, lembra que “O Executive MBA tem um diploma conjunto AESE/IESE”. Álvaro Nascimento acrescenta que “no caso do MBA Atlântico, o diploma é reconhecido e chancelado pelas três universidades que organizam o programa, obtendo reconhecimento nos três países: a Universidade Católica de Angola, em Luanda; a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no Brasil; e a Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Esta tripla chancela confere maior mobilidade aos diplomados do curso no que respeita ao mercado de trabalho internacional.” Mas um diploma múltiplo não é a única vantagem dos MBA internacionais. “A maioria dos alunos trabalha em permanente contacto com o exterior e tanto nós como as nossas empresas estamos continuamente expostos a culturas diversas e confrontadas com profissionais de diferentes formações. Este MBA permite-nos responder a esse desafio, abrindo-nos uma verdadeira e genuína via de comunicação e de conhecimento com essas outras experiências”, diz Susana Santos, directora de Relações Externas do El Corte Inglés e aluna do MBA AESE/IESE. A inovação trazida por este tipo de programas

Os acordos explicados pelas escolas Belén de Vicente, directora executiva do The Lisbon MBA, diz que o programa “resulta da unificação de programas de MBA da Católica e da Nova, porque ambas as instituições tinham como objectivo estratégico competir no mercado internacional e para isso é necessário massa crítica e um parceiro internacional. Ambas as escolas tinha programas que eram focados no mercado doméstico e a atracção de alunos internacionais era difícil.” “Esta relação privilegiada da AESE com a IESE Business School, a Ross School of Business e o Indian Institute of Management de Ahmedabad é o reflexo da importância de atribuirmos à internacionalização e à formação em gestão uma perspectiva global”, afirma Rafael Franco, director executivo do MBA AESE/IESE.

internacionais tem muito a ver com a “reflexão sobre as várias experiências [que ] permite uma leitura de convergência, no sentido da necessidade de formar gestores com uma visão abrangente – e, com isto quer dizer-se fora das fronteiras e do paradigma tradicional da economia e da gestão – capazes de liderar equipas de colaboradores com um sentimento de ética e responsabilidade social e ambiental”, revela Álvaro Nascimento. Jorge Farinha, director do Magellan MBA, revela que não são só os professores e as escolas que dão ao programa um carácter internacional. “Temos a maior percentagem de alunos estrangeiros de todo o país, cerca de 44%, o que é uma mai-valia para o programa”, diz Jorge Farinha. “Esta percentagem tem tendência para aumentar, já que o mercado português é estreito e, como queremos ter mais alunos, issso só se faz olhando para o mundo global”, conclui. “As parcerias inter-universitárias permitem uma partilha de conhecimentos e experiencias pessoais e profissionais de extrema importancia tanto para o corpo docente como para os alunos”, diz Jorge Landeiro de Vaz, director do MBA do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). O ISEG tem dois MBA internacionais: o ISEG & University of San Francisco e o ISEG & Monterrey Institute of Technology, Mexico. “Cada vez mais as empresas têm por objectivo o crescimento e a sustentabilidade dos seus negócios num mercado global”, acrescenta Rafael Franco. “Conhecer os paradigmas e dominar os códigos de actuação dos mercados paradigmáticos é essencial para se ser bem sucedido a nível internacional. Daí o Executive MBA AESE/ISE preparar os participantes para a expansão do negócio além fronteiras e até mesmo para assumirem a responsabilidade de uma carreira internacional”, diz o director do MBA. Belén de Vicente frisa que “a componente internacional do programa corresponde às exigencias actuais das empresas que procuram pessoas com capacidade de liderança e inovação, rápida adaptação a outras realidades e culturas e capacidade de comunicar com fornecedores, parceiros e muitas vezes até liderar equipas que estejam noutros países.” A EGE também tem dois MBA internacionais. Além do MBA Atlântico, exite o MBA internacional.Em todos os casos, o MBA é um bom ponto de partida para uma carreira internacional, com base em Portugal ou noutros países. “No MBA internacional, de cariz mais executivo e que conta com a parceria da ESADE Business School, de Barcelona, os alunos seguem carreiras em empresas nacionais e estrangeiras”, conta Álvaro Nascimento. ■

A cidade de Luanda é um dos destinos do MBA Atlântico, que visita também São Paulo.

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MBA Atlântico em língua portuguesa e três continentes

O período lectivo é repartido em três trimestres, os quais são leccionados em cada uma das Universidades Católicas de Luanda, São Paulo e Porto. Os alunos frequentam o programa em full time, residindo um trimestre em cada um dos países. Sempre que os alunos estejam deslocados do país de origem, as despesas de alojamento e viagens aéreas são organizadas pelo programa e suportadas pelas propinas, que são de 20 mil euros. As aulas são dadas em português e o lema é de Pessoa, “a minha pátria é a minha língua”.

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AESE/IESE exige cinco anos de experiência

O participante no MBA AESE/IESE tem no mínimo cinco anos de experiência profissional, após conclusão de licenciatura. Passam por um teste de admissão e por uma entrevista, após a qual são seleccionados por um comité de admissão. As propinas são de 28.500 euros, mais IVA. É leccionado em português, inglês e castelhano. O curso é compatível com um emprego, já que as aulas são dadas às sextas à tarde e aos sábados. O programa exige cerca de 720 horas de trabalho presencial.


29-03-2011 | MBA

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Âmbito: Economia, Negócios e.

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Mike Hutchings/Reuters

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Magellan MBA junta alunos e professores no Porto

Leccionado em inglês ao longo de 13,5 meses, o Magellan MBA é um programa internacional que junta professores internacionais na Universidade do Porto Business School (EGP-UPBS), com colaboração das Universidades de Aveiro, Coimbra e Minho. Em cada ano, os estudantes têm uma semana de treino intensivo numa escola de renome fora de Portugal. No final, os participantes podem entrar num programa empresarial à sua escolha. As propinas são de 19 mil euros, se forem pagas numa primeira fase de candidatura, ou de 21 mil euros se o pagamento for mais tarde.

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Lisbon MBA é o programa em full-time com o MIT

É uma colaboração entre a Universidade Católica Portuguesa, a Universidade Nova de Lisboa e a Sloan School of Management, do MIT. As propinas a pagar são de 33 mil euros. É um programa em full-time, incompatível com a possibilidade de trabalhar ao mesmo tempo que se tira este MBA. Todo o curso é dado em inglês. Para entrar no Lisbon MBA, é preciso passar a um teste de inglês se esta não for a sua língua materna e ao GMAT (Graduate Management Admission Test), antes de ser seleccionado numa entrevista.


ID: 34739992

29-03-2011 | MBA

Tiragem: 20102

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Área: 12,47 x 1,77 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

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◗ O que se ensina nas escolas de negócios em Portugal


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29-03-2011 | MBA

Tiragem: 20102

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País: Portugal

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Área: 7,93 x 0,46 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

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Como começar uma carreira internacional  

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