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ID: 40943937

26-03-2012 | Projectos Especiais

Tiragem: 22956

Pág: VIII

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Ocasional

Área: 26,55 x 34,86 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 1 de 2

Muitas escolas de negócios disponibiizam fundos

John Kolesidis/Reuters

de capital de risco para ajudarem os seus alunos a lançar o seu próprio negócio.

Segredo da inovação está na mudança de mentalidades Criar o seu próprio negócio é uma das estratégias para “fintar” a crise. Tirar um MBA pode ajudar .

O

s portugueses estão cada vez mais sensíveis à necessidades de assumir riscos e empreender. Quem o diz é José Miguel Pinto dos Santos, director executivo do 12º Executive MBA AESE/IESE. O responsável aponta que “apesar da atitude generalizada de aversão ao fracasso, os casos de sucesso de empreendedores portugueses em todo o mundo têm ajudado a alterar esta mentalidade, abrindo espaço para que, mesmo em tempos de contracção financeira, os portugueses procurem empreender, com maior ou menor dimensão, para encontrar resposta aos desafios que se lhes colocam agora e no futuro”. Mas, se é verdade que o segredo para um mercado laboral futuro com mais espaço para a inovação está dependente fundamentalmente numa mudança de mentalidade, esta evolução tem de ser apoiada de forma prática pelas escolas de negócios. O programa de MBA da AESE, por exemplo, conta com a cadeira NAVES - Novas Aventuras Empresariais, na qual os alunos ao terem de desenvolver um plano de negócio exequível, à semelhança de muitos casos que se encontram a operar no mercado, exercitam todos os factores críticos de sucesso para desenhar uma ideia, alinhar recursos, procurar financiamento e receber o ‘feedback’ de consultores seniores habilitados para a avaliação do risco. “Mesmo para os participantes que optam por

Aprender a empreender “Embora cada vez mais se fomente o empreendedorismo no ensino superior, é necessário criar mais estímulo à inovação e ao empreendedorismo no ensino básico e secundário para que as pessoas se predisponham a arriscar, a inovar e a iniciar os seus próprios projectos”, sublinha Belén de Vicente, directora do The Lisbon MBA.

não implementar o seu projecto”, lembra José Miguel Pinto dos Santos, “a arquitectura e gestão de uma nova aventura empresarial estimula-os para equacionar a inovação a rendibilidade e os recursos necessários para inovar no exercício da suas actuais funções”. As mentalidades estão a mudar, mas há muito progresso ainda a fazer. “Há muito tempo que os portugueses não valorizam o empreendedorismo, embora se esteja recentemente a mudar essa atitude”, afirma Pedro Fontes Falcão, MBA Programmes Director da ISCTE Business School, cujo Energy MBA promove, ao longo do curso, o contacto com casos de sucesso de empreendedorismo. Já no Executive MBA, a escola de negócios aposta numa unidade curricular optativa de empreendedorismo, bem como uma unidade curricular obrigatória de Gestão da Inovação. O objectivo: Mudar a tendência pessimista dos portugueses, um trabalho que, acredita Pedro Fontes Falcão, já tem vindo a trazer os seus frutos. “Já não se estigmatiza tanto o falhanço dos empreendedores”, refere. Cada vez mais programas têm procurado dar um passo em frente e não fazer com que o empreendedorismo seja apenas uma cadeira leccionada na MBA mas antes uma ideologia que percorre todo o processo de formação de uma forma integrada. É esse o caso do The Lisbon MBA, que anteriormente tinha apenas uma cadeira de empreendedorismo que permitia aos alunos desenvolver os seus planos de negócio e

posteriormente pô-los em prática, com um ou dois grupos de alunos a lançar a sua empresa. “Ao longo do tempo percebemos que no âmbito da formação para o empreendedorismo podíamos fazer muito mais do que isso. Assim desenvolvemos uma iniciativa que envolve várias fases, desde a sensibilização até o acompanhamento dos projectos que foram lançados e que começa logo no início do programa”, explica Belén de Vicente, directora do The Lisbon MBA. “Neste momento, no âmbito da iniciativa do Entrepreneurship Hub, os nossos alunos podem assistir a seminários de sensibilização leccionados por empreendedores e ‘venture capitalists’, perceber se têm perfil para ser empreendedores, desenvolver a sua rede de contactos com empreendedores no MIT, fazer um estágio numa incubadora em Lisboa (Start-Up Lisboa) apoiando empreendedores ou lançando o seu próprio negócio, até verem a sua ideia avaliada por um painel de ‘experts’ nesta área”. Assim, embora se tenha vindo a fazer progressos na área, é preciso fazer mais. Começar mais cedo e atacar o problema na sua raiz. Desde a formação de mentalidades à eliminação de burocracias. “Muitos portugueses demonstram interesse em montar o seu próprio negócio mas penso que poucos tomam essa iniciativa porque a nossa cultura é muito avessa ao risco, existem muitos problemas de natureza burocrática e falta de apoio financeiro”, lamenta Belén de Vicente. ■ P.S.


26-03-2012 | Projectos Especiais

Pág: IX

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Ocasional

Área: 10,49 x 37,98 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 2 de 2

Hannibal Hanschke / Reuters

EMPREENDEDORISMO

“OPEN SOURCE”

Hannibal Hanschke / Reuters

Dos projectos de empreendedorismo que surgiram no âmbito do Executive MBA AESE/IESE, a escola de negócios destaca a Inocrowd, uma empresa de ‘open source’ que actua com base numa plataforma digital de desafios que são colocados por ‘seekers’ – que tanto podem ser empresas de grande dimensão ou projectos mais pequenos – e aos quais os ‘solvers’, – que abrangem qualquer indivíduo em toda a comunidade científica global – podem concorrer para encontrar “a” solução para o desafio ou problema lançado. Ao responsável por resolver o problema é paga uma “recompensa” pelo serviço prestado, numa solução que se pretende mais eficiente e económica que o investimento sistematizado na criação de um departamento interno de investigação e desenvolvimento especializado.

“ABBAN LABS” Um dos destaques dos trabalhos de empreendedorismo que anualmente surgem no âmbito dos programas de MBA da ISCTE Business School é a Abban Labs, empresa criada pelo ex-aluno Carlos Amorim e que se especializa no conceito de ‘cloud computing’ (armazenagem de dados e informação remotamente através da Internet, que assim ficam acessíveis em qualquer lugar do mundo). Especificamente, a Abban apostou no desenvolvimento de uma plataforma multifuncional e completamente virtual que visa resolver os problemas de gestão dos centros de contactos das empresas modernas. Com o sentido de incentivar a investigação e o desenvolvimento e a procura de novas soluções inovadoras no futuro, a empresa conta com o apoio científico da Universidade de Aveiro e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Hannibal Hanschke/Reuters

ID: 40943937

Tiragem: 22956

“PPL CROWDFUNDING” Em 2011, Yoann Nesme, Pedro Domingos e Paulo Silva Pereira, três alunos do The Lisbon MBA International, juntaram-se para lançar o PPL Crowdfunding. Crowdfunding, ou financiamento colectivo, é uma forma de angariação de apoios, que podem ir desde o financiamento à divulgação, através de uma comunidade que partilha os mesmos interesses em torno de um projecto. O PPL visa proporcionar uma plataforma online que permite reunir essa rede de promotores e apoiantes. O objetivo do PPL é democratizar o apoio a projectos, de modo a promover o empreendedorismo e criatividade em Portugal. A ideia surgiu num contexto em que faltam incentivos ao empreendedorismo, nomeadamente a pequenos e médios projectos, que consigam ultrapassar as actuais barreiras, mais rígidas, ao financiamento e à iniciativa em geral.


Entrepreneurship - Innovation lies in Changing Mentalities