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Friday, August 16th, 2019

IMIGRAÇÃO

EUA divulgam esta semana que vão limitar "Green Cards" para imigrantes pobres Da Redação do Brazilian Times

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e acordo com o texto de um novo regulamento apresentado nesta segunda-feira, dia 12, que deve entrar em vigor em outubro, o governo vai passar a considerar como "fator negativo" para a obtenção de residência ou cidadania a participação em programas sociais em um determinado período. Com a mudança, os imigrantes deverão provar que são autossuficientes quando pedirem um novo status no país. Na prática, imigrantes com visto temporário que dependem de auxílio estatal para alimentação (chamados de cupons de comida), moradia e saúde (Medicaid) poderão perder o direito de pedir um "Green Card" (autorização permanente para residência) ou requerer cidadania americana. "Uma vez que esta norma seja implementada e seja efetiva a partir de 15 de outubro, os funcionários migratórios vão considerar que, se um estrangeiro recebeu, ou recebe, algumas das ajudas apontadas, isso será considerado como um fator negativo ao examinar seu caso", disse o diretor interino do Escritório de Serviços de Cidadania e Imigração, Ken

Cuccinelli, em entrevista coletiva na Casa Branca. "Esta ação ajudará a garantir que, se um estrangeiro entrar ou permanecer nos Estados Unidos, ele deve se sustentar, e não depender da assistência social", completou Cuccinelli. A mudança marca a mais drástica de todas as políticas anti-imigração da gestão Trump, apontaram especialistas. Pelas novas regras, mais da metade de todos os solicitantes a vistos de residência com familiares nos EUA seriam rejeitados, segundo o Instituto de Políticas de Migração, uma organização de pesquisa. Cerca de 800 mil vistos de moradia foram concedidos em 2016. A nova regra é derivada da Lei de Imigração de 1882, que permite que o governo dos EUA negue um visto para

Imigrantes que precisam da ajuda do governo não terão direito a aplicar para o Green Card

qualquer um que possa se tornar um "fardo público". Por outro lado, o governo Trump informou que o novo regulamento não se aplica a pessoas que já têm green cards, refugiados e requerentes de asilo, ou a mulheres grávidas e crianças. Mas grupos defensores dos imigrantes argumentam que a regra discrimina os migrantes dos países mais pobres, vai manter as famílias separadas e incentiva os residentes legais a desistirem da ajuda do governo que provavelmente necessitam para subsistir. Imigrantes idosos que muitas vezes

obtêm remédios a baixo custo através de programas subsidiados também podem ser obrigados a abdicar dessas ajudas, caso não queiram ser considerados um "fardo público". O governo do presidente Donald Trump já havia proposto em setembro do ano passado uma regulamentação para que os imigrantes que recebem legalmente benefícios públicos, como assistência alimentar e ajuda para habitação, possam perder a residência permanente. A expectativa é que a regra anunciada nesta segunda-feira enfrente uma resistência jurídica nos próximos dias.

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MA 3309  

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