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Daniela Freitas Gonรงalves


CONCURSO NACIONAL DE TEATRO 2013 O Theatro Club recebe mais uma edição do Concurso Nacional de Teatro. Uma parceria feliz da autarquia com a Federação Nacional de Teatro, que conta com um apoio importante do INATEL. Apesar das dificuldades que todos conhecemos e sentimos este ano e do reajustamento orçamental que temos em curso, a autarquia decidiu manter o apoio à realização deste evento. A Póvoa de Lanhoso tem na sua identidade uma forte ligação ao teatro e à representação. Esta condição, de que tanto nos orgulhamos, espelha-se na agenda cultural que promovemos ao longo do ano, tendo no Concurso Nacional de Teatro um dos seus expoentes máximos. Este é um contributo para a promoção cultural e turística do concelho, para o incentivo da arte de representar, para a valorização da formação de públicos. À semelhança das edições anteriores, também em 2013 aguardamos com entusiasmo o desfile das nove produções de todo o país que se apresentam a Concurso e que, estamos certos, trarão ao palco do Theatro Club trabalho de grande qualidade. Desejo que todos aqueles que contribuem para que este Concurso seja uma realidade - desde atores a técnicos, desde dramaturgos a encenadores, desde público a júri, não esquecendo as pessoas que organizaram no terreno este evento - sintam que cumpriram o seu dever e que se sintam reconhecidos no seu trabalho. Mas agora já está na hora, vamos todos ao Theatro.

O Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso Manuel Baptista


O Concurso Nacional de Teatro na Póvoa de Lanhoso Assumindo-se como o principal local de programação cultural do Município da Póvoa de Lanhoso, o Theatro Club, reaberto ao público em Março de 2001, tem-se vindo a afirmar paulatinamente como a nossa referência e um dos polos regionais na promoção do teatro associativo. Com a apresentação de uma programação de base semanal, a apresentação de exposições mensais na sua Galeria, é possível afirmar a expressão que o mesmo espaço apresenta, no que se refere ao número de eventos e espectadores. De entre as particulares dinâmicas propostas a partir do Theatro Club, o Concurso Nacional de Theatro é, desde 2004, talvez, o evento mais emblemático, e que contribui decisivamente para marcar o espaço que a Póvoa de Lanhoso ocupa no panorama nacional ao nível do teatro associativo. Com uma forte tradição ao longo de décadas, e com a assunção da Póvoa de Lanhoso como palco para decurso do Festival de Teatro do Outono da ARTAM – Associação Regional de Teatro de Amadores do Minho a partir de 1993 (que aconteceu ininterruptamente durante 11 anos), é, de facto, a partir da parceria estabelecida com a Federação Portuguesa de Teatro na promoção do Festival e Concurso Nacional de Teatro que a abrangência nacional foi alcançada. A anuência do maior vulto do teatro em Portugal, Ruy de Carvalho, para patrono do Prémio para a Produção vencedora do Concurso Nacional de Teatro na Póvoa de Lanhoso (2006) além de simultaneamente sintomático e honroso da expressão do Concurso, permitiu a irreversibilidade da sua afirmação. A partir de 2012 o Concurso Nacional de Teatro na Póvoa de Lanhoso passa a contar com um novo parceiro de excelência, a Fundação INATEL, que assume particular relevância, não só na premiação do grupo Vencedor, como apadrinhando o Prémio Prestígio / Personalidade, que anualmente distingue uma personalidade ou instituição com relevância no trabalho em teatro associativo. É pela conjugação destes fatores, e da dedicação de milhares de jovens e menos jovens, que, com toda a certeza, se poderá garantir a crescente afirmação deste evento que a partir da Póvoa de Lanhoso desenvolve sensibilidades por todo o país.


Encenação: Manuel Ramos Costa Género: Drama Duração: 120 minutos Classificação etária: M/12

01 FEV. JOANA, A DONZELA GRUPO MÉRITO DRAMÁTICO AVINTENSE


Joana d’Arc é uma figura apaixonante, que nos remete para um tempo conturbado da história francesa, marcado pelas lutas sangrentas travadas com a rival Inglaterra, que viriam a ser conhecidas pela guerra dos cem anos. Um tempo em que os povos sofriam com as ganâncias e as conspirações dos seus líderes. Um tempo em que Igreja e Estado exerciam os seus poderes, de acordo com os seus interesses e sem preocupações pela verdade e pela justiça. Um tempo em que as trevas se sobrepunham à luz.

Elenco Andreia Rocha, Catarina Azevedo, Inês Azevedo, Inês Monteiro, Joana Moreira, Lúcia Arada, Sílvia Andreia, Sílvia Marques, Rita Azevedo, Tânia Cruz, Teresa Silva, André Pereira, Augusto Cardoso, Francisco Almeida, Marco Monteiro, Marcos Amorim, Nuno Alves, Sousa Moura, Tiago Moura, Tiago Ramos, Vicente Azevedo.

Joana D’arc nasceu em França, no ano de 1412, morreu em 1431, queimada viva, na cidade de Rouen, e foi canonizada no ano de 1920. A história da vida desta heroína francesa foi marcada, desde a sua infância, por factos trágicos. Movida por visões e “mensagens dos anjos”, disfarçada de homem, Joana alista-se no exército francês para ajudar o seu reino na guerra contra a Inglaterra, chegando mesmo a comandar o exército francês. As suas importantes vitórias despertaram a inveja de generais franceses, que dela começaram a conspirar. Em 1430, Joana foi ferida e capturada em batalhada pelos borgonheses, que a venderam aos ingleses. Foi acusada de praticar feitiçaria e condenada à morte na fogueira.

Equipa técnica: Direção de Cena, Salomão Vieira / Contra-Regra, Francisco Almeida / Luz, André Teixeira / Som e Vídeo, Agostinho Soares / Cenografia, Luís Almeida, Lourenço Marques, Francisco Almeida, Tito Monteiro / Guarda-roupa, Lurdes Vieira / Costureira, Florinda Almeida / Caraterização, Lúcia Arada / Montagem, equipa / Apoio Montagem, Américo Bastos / Registo videográfico, Agostinho Soares, Pedro Pereira / Fotografia, Artur Leite, / Cartaz, Agostinho Soares / Programa, Direção.

É esta a história que, sob o título «Joana, a Donzela», o Mérito Dramático Avintense se propõe contar-vos, esta noite e neste teatro, com toda a arte e generosidade dos seus atores e demais colaboradores.

Produção: Grupo Mérito Dramático Avintense 2012

(texto adaptado de Manuel Ramos Costa)


Autor: Luiz Francisco Rebello Encenação: Manuel Ramos Costa Género: Drama

02 FEV. ALGUÉM TERÁ DE MORRER CONTACTO – COMPANHIA DE TEATRO ÁGUA CORRENTE


Com base no texto de Luiz Francisco Rebello, e com a direcção artística de Manuel Ramos Costa, a Contacto apresenta sua 47ª produção teatral, «Alguém terá de morrer». A peça reflecte o jogo violento e sem tréguas, a que damos o nome de Vida, mesmo tendo como pano de fundo a morte, fazendo pensar qual a relação que mantemos com o nosso semelhante. As traições (por pequenas que sejam), que se cometem diariamente, o cinismo, a hipocrisia, a falta de solidariedade, o desrespeito e desprezo que se sente pelo outro estão também subjacentes na trama da peça, que foca ainda, a falta de compreensão, humanidade e, acima de tudo, a falta desse sentimento, tantas vezes falado e quase sempre esquecido a que se dá o nome de Amor. Complexidades intemporais que os intérpretes da Contacto vão dar voz, com toda a sua arte e sinceridade, no momento em que subirem ao palco.

Encenação: Manuel Ramos Costa / Cenografia e Direção de Cena: João Santos / Figurinos: Maria José Valente / Operação de Luz: Artur Leite / Operação de Som: David Aguiar / Caracterização: Isilda Margarida e Alice Grade / Produção: Contacto 2011 Elenco: Andreia Lopes, como Marta; Laura Poças, como Augusta; Maria Miguel, como Gabriela; Conceição Queirós, como Palmira; João Freitas, como Rui; Alessandro Varanda, como Vítor Manuel; Tucha Poças, como Sombra.


08 FEV. MALEFÍCIOS TIN.BRA – Grupo de Teatro

Textos: de Tchéckov e de Kafka Encenação Roberto Merino Duração 75 minutos


Que pode existir em comum entre os mundos literários de Tchéckov e Kafka? Talvez, o impagável humor com que ambos escreveram alguns dos seus relatos. MALEFÍCIOS é um espectáculo partido ao meio, com dois grandes autores, interpretados por dois jovens atores. A primeira parte é o delicioso monólogo Os malefícios do tabaco, peça de um ato, dramaticamente genial na sua construção trágico-cómica. Na segunda parte, um pequeno conto de Franz Kafka, intitulado Um relatório para uma Academia. Kafka narra a história de um macaco que, tendo sido capturado por caçadores na África e levado de navio para a Europa, decidiu tornar-se humano, por perceber que essa seria sua única via de saída. Eis a sua única possibilidade: humanidade por imitação.

Interpretação Filipe Gonçalves e Sérgio Ferreira Encenação Roberto Merino / Cenário e Figurinos Escola Superior Artística do Porto / Desenho de luz Júlio Cardozo / Caracterização Helena Guerreiro / Direção de Produção Maíra Ribeiro / Cartaz Ana Costa / Produção Tin.Bra – Grupo de Teatro (Braga)


09 FEV. HAMLET & OFÉLIA TEATRO PASSAGEM DE NÍVEL

Texto: Carlos Alberto Machado Criação: Mónica Lourenço e Ricardo Mendes Classificação etária: M/16


Todas as estórias podem ser contadas de outra forma. Nós devíamos ter morrido ao amanhecer, num regato, rodeados de flores – ou na lâmina de um veneno. O nosso fa[r]do. Mas o trôpego destino não adivinhou que tu me salvarias. E que eu te salvaria. Reescrevemos a nossa estória, deixando o passado para trás. Longe de todas as promessas de vingança. Longe da cobardia de ter mais palavras que acções. Nos devaneios de um rei-ainda-porser que ambicionava ser homem, descobriuse uma mulher a querer ser estrela. Agora, refugiados num quarto de uma pensão abandonada pela sorte, não nos resistimos: tomaste-me para ti, guardámos pedaços [que doíam] um do outro, conquistaste-me. Sem mais nada, vivemos como fumamos, a meias. Alimentamos de favores a barriga e de vergonha a alma. Cansados de fugas e adiamentos. Fartos de correr entre tiros e explosões. Estamos estafados – vogando entre o sono e o delírio.

Texto Carlos Alberto Machado / Criação e Interpretação Mónica Lourenço e Ricardo Mendes / Apoio à Criação Rita Martins / Operação Técnica Luis Mendes e Rita Martins / Concepção Cénica Mónica Lourenço e Ricardo Mendes / Desenho de Luz Luis Mendes e Ricardo Mendes / Comunicação Rita Martins / Produção Luis Mendes e Ricardo Mendes / Fotografia Paulo Martins


15 FEV. DE BEREN E LรšTHIEN GRUPO DE TEATRO RENASCER

Texto: Cristiano Sรก


No início de tudo Eru, Deus supremo, criou os Ainur, os Sagrados, e à luz da glória do que lhes foi revelado surgiu em harmonia uma grande música. E estes edificaram a raça dos elfos, os seres mais belos da Terra Média. Mas, a Terra Média é solo antigo habitado também pela raça dos anões, dos humanos e por outras criaturas com tanto de quimera como de real. Um solo encantado e, ao mesmo tempo, corrompido. Um solo carregado de beleza e ultrajado pelo sangue e a crueldade das guerras provocadas pela vaidade, pela ganância e pela sede de poder entre raças. É neste cenário retorcido que, por um roçagar de acaso, surge uma centelha mágica e pura de amor e esperança entre Lúthien, a mais bela de todas as filhas dos elfos, e Beren, um humano. Sob o ultimato do pai de Lúthien - o rei Thingol - Beren parte numa missão para conquistar a mão da sua amada. Resta saber o que prevalecerá: o querer de um homem cego pela beleza e pelo amor, inspirado de uma força que tudo move, ou a desgraça do impossível e o triunfo da maquinação do mal.

Elenco: Pedro Lopes, como Eru Teresa Pinho, como Varda Vera Gomes, como Yavanna Vanessa Oliveira, como Nienna Sérgio Silva, como Beren Joela Domingues, como Lúthien Pedro Lopes, como Thingol Joana Oliveira, como Melian Rita Lopes, como Daeron Américo Gomes, como Huan Cristiano Sá, como Felagund Vera Gomes, como Alya Teresa Pinho, como Anárion João Gomes, como Morgoth Armando Marinheiro, como Sauron Vanessa Oliveira, como Dalia

Sonoplastia Joaquim Fernando, Samuel Marinheiro e Pedro Ribeiro / Iluminação António Oliveira e Samuel Marinheiro / Caracterização Cátia Assunção, Isabel Martins e Zélia Gomes / Cenografia Manuel Pinto, António Oliveira, João Gomes e Vera Gomes / Guarda-roupa Maria José Araújo


Texto e encenação: Nuno Loureiro Género: Comédia realista Classificação etária: M/18 - Com linguagem e cenas eventualmente chocantes

16 FEV. BARRACA DELUXE TEATRO NOVA MORADA


Droga, corrupção, sexo, imoralidade, loucura, diversão, ocultismo e drama condensados na melhor barraca do Bairro do Mocho, onde Manel dos Santos prepara uma festa para a sua mãe e convida os amigos das barracas vizinhas, mas algo perturbante e catastrófico poderá mudar as suas vidas para sempre! BARRACA DELUXE é uma comédia realista que retrata o quotidiano da vida nas barracas com as suas vantagens e desvantagens.

Elenco Álvaro Machado, como Manuel Santos Isabel Silva, como Fátima Lara Santos, como Cátia Fábio Machado, como Vasco Armando Vieira, como Paulino Teresa Santinhos, como Tina Joana Garras, como Mari Luís Fernandes, como Bilu São Machado, como Graciete Alexandre Ferreira, como Padre Tomé Luís António, como Suzete Tiago Lucas, como Tânia Diamante Carlos Fernandes, como Artur Ana Machado, como Xana

Autoria e Encenação Nuno Loureiro / Produção Teatro Nova Morada / Direção Armando Vieira / Cenografia Álvaro Machado / Figurinos Tnm / Banda Sonora Nuno Loureiro / Make Up São Machado / Cartaz Lara Santos / Vídeos Miguel Cipriano


Texto Peter Asmussen Encenação Laura Oliveira Duração 90 min

22 FEV. SANGUE JOVEM PATEO DAS GALINHAS TEATRO DE BICO


“Mulheres com mais de 60 anos são invisíveis (os homens também – mas eles não dão por isso). Tornam-se invisíveis não só na vida mas no teatro também.” – Peter Asmussen. Três mulheres, três amigas… amigas de infância, sentem-se sós, a envelhecer, doentes. É inevitável. Não se consegue envelhecer sem pensar na solidão. Elas, as mulheres invisíveis, reúnem-se todos os anos, como se de um ritual se tratasse. Um confronto cruel, pela sua repetição, pela exposição de feridas e angústias antigas. É Sigrid quem decide tomar coragem e transformar mais um desses encontros em algo mais …. revelador. Uma noite que vai oscilando entre meias verdades, mentiras, faltas de memória ou, simplesmente, segredos desvendados.

Elenco Aida Carvalho, como Lilly Bernardo Beja, como Allan Helena Adão, como Bet Isabel Cardoso, como Sigrid Filipe Sá ,Voz Off

Texto Peter Asmussen / Encenação Laura Oliveira / Assistente de Encenação Dora Ribeiro / Desenho e Operação de Luz Victor Marques / Cenografia Filomena Praça e Carlota Beja / Figurinos Isabel Cardoso / Cartaz Mide Plácido / Operação de som José Eduardo Veiga / Fotografia Luís Ferreira e Joana Alvim / Apoio técnico Zé Luís Estrela / Audiovisual Raúl Cardoso Produções Audiovisuais / Produção Executiva Célia Lopes e Donzília Freire / Rui Feteira / Produção Pateo das Galinhas Teatro de Bico


Autoria João Ricardo Aguiar e Rafael Amaral Vergamota Encenação Rafael Amaral Vergamota Género Drama Duração 60 minutos Classificação etária: M/16

23 FEV. SOBRE A MESA DE CABECEIRA COMPANHIA DE TEATRO POUCATERRA


Sobre a Mesa de cabeceira é um drama que retrata a decadência de uma família de pescadores. As relações duma família disfuncional, fortemente marcadas por abusos e violência na infância, levam dois irmãos já emancipados, encurralados pelo passado e em desespero no estaleiro do pai, a cometerem atos extremos e a debaterem-se em busca da redenção. “Sobre a Mesa de Cabeceira” aborda a problemática da violência de género, neste caso a violência doméstica infantil e os abusos sexuais de menores, tornando-o num drama forte e intenso. Suscita-nos a reflexão sobre a esperança, o perdão, a expurgação e as possibilidades de redenção. “Este espetáculo abarca um texto denso, carregado de profundas cicatrizes sociais, que nos reportam a uma estória amargamente vivida em muitos locais do nosso planeta, onde os personagens relacionam-se com a sua devoção e os seus sentimentos numa intensidade admirável e ao mesmo tempo apaixonante.” Rafael Amaral Vergamota Sobre a Mesa de cabeceira repousam os nossos traumas, as nossas fobias, as nossas desilusões... Sobre a Mesa de cabeceira acomodam-se os retratos da nossa história, as imagens da nossa versão...

Elenco Rafael Amaral Vergamota, como Lúcio Rute Lourenço, como Lívia

Encenação e Cenografia Rafael Amaral Vergamota / Figurinos Maria de Jesus Rocha / Desenho de Luz Rafael Amaral Vergamota Desenho de Som João Ricardo Aguiar / Operação de Luz Ana Capela Alves Operação de Som Gonçalo Raposo / Produção Ana Margarida Simão/CTP 2012


Texto Casimiro Simões Encenação Casimiro Simões Género Tragédia Grega Duração 75 min.

01 MAR. A IRA DOS DEUSES TEATRO OLIMPO


Grécia Arcaica: na cidade de Atenas, o ancestral berço da democracia, a sacerdotisa do templo da deusa protetora, augura nuvens negras sobre o futuro da monarquia local… Apesar de existirem muitas jovens atenienses cheias de atributos e encantos, e de todas sonharem um dia poder tornar-se na esposa do próximo Rei de Atenas, o príncipe Hipólito parece viver na ilusão de uma paixão platónica por uma misteriosa mulher, muito mais velha… Trata-se de um assunto que motiva preocupações diversas, porque nunca se viu um jovem e pujante príncipe, na flor da idade e herdeiro de um poderoso trono, casar com uma mulher à beira da velhice… Isso poderá implicar, desde logo, problemas de sucessão, porque a noiva certamente já não estará em condições para dar à luz um futuro sucessor… Pobre Hipólito, logo de início, a sua vida ficou irremediavelmente marcada pela tragédia… Sua mãe morreu no parto. De seguida, seu pai, o Rei Teseu, apressou-se em arranjar-lhe uma madrasta, casando-se com Fedra. E apesar de não ter conhecido a sua verdadeira mãe, Hipólito até afirma nunca ter pensado muito nisso: sempre considerou a madrasta como sendo a sua mãe…

Elenco: Sónia Valente, como Rainha Fedra Daniela Neto, como Primeira Aia Sílvia Ferrete, como Segunda Aia Ricardo Vinagre, como Príncipe Hipólito Liliana Sá, como Sacerdotisa de Atena Casimiro Simões, como Rei Teseu Autoria e Encenação Casimiro Simões / Luminotecnia: Carlos Duarte / Sonoplastia: Martina Mendes


Autor: Manuel Ramos Costa Encenação: Manuel Ramos Costa Género: Drama Duração: 45 Minutos

02 MAR. GRADIM À JANELA DA AUSÊNCIA CONTACTO – COMPANHIA DE TEATRO ÁGUA CORRENTE Prémio Ruy de Carvalho para Melhor Produção 2012 Prémio para Melhor Encenação Prémio para Melhor Interpretação Masculina


Trata-se de um monólogo protagonizado por um jovem que, da sua janela, faz a clara interpretação do que, lá fora, já não o espera. A acção decorre junto a uma janela onde Gradim, um jovem deficiente assiste à passagem dos dias, sentado numa cadeira de rodas, olhando para lá das vidraças. Gradim sofre de algumas deficiências e perturbações, causadas por um grave acidente de automóvel. Está paraplégico, tem dificuldade em coordenar os movimentos dos braços e das mãos, agita ininterruptamente a cabeça e não consegue falar. Mas ouve e vê. Sente e pensa. E faz-se ouvir pela voz do actor que interpreta os claros e escuros da sua alma até ao eclipse total.

Elenco: Nuno Sobreira, como Gradim Encenação, Manuel Ramos Costa / Operação de som, David Aguiar / Operação de luz André Silva / Desenho de Luz André Sobreira / Caracterização Isilda Margarida / Guarda-roupa, Maria José Valente / Música Original Delfim Lima / Direcção de Cena Artur Leite / Produção, Contacto


CONCURSO NACIONAL DE TEATRO PRÉMIOS

Desenho Interpretação Interpretação Prémio Guarda-roupa Cenografia Encenação de Luz Masculina Feminina Prestígio Teatro Passagem de Nível

Grupo de Teatro da Póvoa de Lanhoso

Cale Estúdio Teatro

António Craveiro e Luís Tomás

Roberto Moreira

Carla Cardoso

Teatro Experimental Mortágua

Grupo ACGITAR

Teatro Experimental Mortágua

Manuel Ramos Costa

Carlos Geria

Ana Filipa Cardoso

III Edição 2007

Varazim Teatro

Cegada Grupo de Teatro

Ricardo Cupertino

Rute Lourenço

IV Edição 2008

Grupo Ajidanha / Cães à Solta

Contacto – Companhia de Teatro Água Corrente

Grupo de Teatro Artimanha

Rui M. Silva

Bruno Esteves

Mónica Alves

V Edição 2009

Tin.Bra

Contacto – Companhia de Teatro Água Corrente

Tin.Bra

Manuel Ramos Costa

Carlos Maia Henriques

Rute Lourenço

Ruy de Carvalho

VI Edição 2010

Teatro Amador de Loureiro

Roberto Moreira

Tânia Fonseca

ACJP – Associação Cultural da Juventude Povoense

Bruno Biscaia

Sofia Nanita

Carlos Oliveira “Chona”

Nuno Sobreira

Maria de Jesus Rocha

Fundação Inatel

I Edição 2004

II Edição 2006

VII Edição 2011

VIII Edição 2012

Blá Blá Blá Teatro Jovem de Campo Maior

Associação Gaia Arte Estúdio

Grupo Mérito Dramático Avintense

Blá Blá Blá Teatro Jovem de Campo Maior

Grupo de Animação e Teatro “Espelho Mágico”

Cegada Grupo de Teatro Carlos Santos

Manuel Teatro Olimpo Ramos Costa

Blá Blá Blá Teatro Jovem Hugo Souvelas de Campo Maior Grupo de Animação e Teatro “Espelho Mágico”

Manuel Ramos Costa


CONCURSO NACIONAL DE TEATRO VENCEDORES PRÉMIO MELHOR PRODUÇÃO Prémio Ruy de Carvalho para a Melhor Produção, desde 2009 I Festival Nacional de Teatro de Amadores – Póvoa de Lanhoso 2004 – “Nunca te disse que conheço as almas boas pelo calor das mãos” Grupo de Teatro Passagem de Nível (Amadora)

II Festival Nacional de Teatro de Amadores – Póvoa de Lanhoso 2006 – “Joana D’Arc” Teatro Experimental de Mortágua (Viseu)

III Festival Nacional de Teatro de Amadores – Póvoa de Lanhoso 2007 – “Uma Viagem para lá do Fim” Companhia de Teatro Poucaterra (Entroncamento)

IV Festival Nacional de Teatro de Amadores – Póvoa de Lanhoso 2008 – “A Minha Família” Ajidanha e Cães à Solta (Idanha-a-Nova)

V Festival Nacional de Teatro de Amadores – Póvoa de Lanhoso 2009 – “Felizmente Há Luar” Teatro Meia Via (Torres Novas)

VI Concurso Nacional de Teatro – Póvoa de Lanhoso 2010 – “O Crime da Aldeia Velha” Grupo Mérito Dramático Avintense (Vila Nova de Gaia)

VII Concurso Nacional de Teatro – Póvoa de Lanhoso 2011 – “Terror e Miséria” Blá Blá Blá Teatro Jovem de Campo Maior

VIII Concurso Nacional de Teatro – Póvoa de Lanhoso 2012 – “Gradim à Janela da Ausência” Contacto - Companhia de Teatro Água Corrente (Ovar)


Concurso Nacional de Teatro 2013  

Brochura de apresentação do Concurso Nacional de Teatro da Póvoa de Lanhoso, 2013.

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