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Informativo do Leite Edição 343 Ano XXVI Fevereiro de 2018 Viçosa-MG

XI VITRINE DO MILHO SILAGEM Lucas Fonseca Estudante de Agronomia A XI vitrine do milho silagem ocorreu no dia 16 de fevereiro, na Fazenda Nô da Silva de propriedade do senhor Antônio Maria Silva Araújo, na cidade de Cajuri – MG. O evento contou com a parceria de 17 empresas, sendo uma fornecedora de sementes de forrageiras, uma de máquinas agrícolas e 15 empresas fornecedoras de sementes de milho além do apoio do departamento de Entomologia Agrícola da Universidade Federal de Viçosa. O evento apresentou ao público presente novas tecnologias do mercado. Foram ministradas 15 mini palestras com diversos temas de relevante importância para a cultura do milho, sendo a palestra de abertura sobre qualidade de silagem, que é o principal tema abordado no momento. O plantio da vitrine foi realizado no dia 27/10/2017, com 14 híbridos de ciclo precoce, no qual cada empresa foi contemplada com 16 linhas de plantio no espaçamento de 70 cm entre linhas. Na adubação de plantio, foram aplicados 375 Kg/hectare de 10-30-10. As sementes foram tratadas com inseticida a base de Imidacloprido associado ao Thiodicarb. O controle de plantas daninhas foi realizado utilizando herbicidas à base de Tembotriona associado com Atrazina. Para o controle de pragas foram realizadas duas pulverizações, a primeira com um inseticida a base de Lambda-cialotrina e Tiametoxam, a segunda com um produto a base de Metomil. Foram feitas duas adubações de cobertura, ambas utilizando 500 Kg/hectare do adubo 30-00-20, totalizando uma tonelada por hectare. Para controle e prevenção de doenças, foi aplicado um fungicida a base de Azoxystrobin mais Ciproconazol. A vitrine do milho contemplou também o plantio de 6 híbridos de ciclo super-precoce, que foram plantados no dia 04/11/2017, todos os insumos utilizados nos híbridos precoces foram utilizados nos híbridos super-precoce.

Visão geral do evento Veja também nesta edição

O bom manejo empregado, juntamente com as boas práticas utilizadas durante os tratos culturais, resultaram em bons números. A coleta dos dados de produtividade e das amostras para a realização da bromatologia foram realizadas no dia 13/02/2018 na ESALQ-LAB contando com a colaboração dos estagiários do PDPL/PCEPL-UFV e com as empresas parceiras. Os resultados estão disponíveis nas tabelas nas páginas 3 e 4 deste informativo, levando como referência o indicador quilos de leite por hectare produzidos por cada material.

Participantes do evento

Marcos Torres, Sr. Antônio Maria e sua irmã, Maria do Carmo, produtores assistidos pelo PDPL/PCEPL-UFV

DICA DO Agrônomo

RESULTADOS:

Expurgo: Controle de pragas em grãos armazenados

XI Vitrine do Milho Silagem PDPL/PCEPL-UFV

USO DE BIOESTIMULANTES PARA QUALIDADE DO LEITE O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE Utilização de vacinas no DAS LAVOURAS DE MILHO controle de mastite

Pág. 02

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Dica do Agrônomo EXPURGO: CONTROLE DE PRAGAS EM GRÃOS ARMAZENADOS Rodrigo Magalhães Estudante de Agronomia

da, pois pode ter até 100% de eficácia se feita de maneira correta. O expurgo pode ser feito em sacarias ou em grãos a granel seguindo as seguintes recomendações:

O que é? Conhecido como fumigação, o expurgo é uma técnica utilizada para controle de pragas em grãos armazenados, como carunchos, traças dentre outros.

Porque fazer? As pragas em armazéns de alvenaria, sacarias ou silos verticais representam perdas de cerca de 1 a 2% no peso final do produto. Sendo que esse valor pode chegar a 10% se considerarmos armazenamento em paiois de madeira, mais rústicos. Em 6.000kg de grãos de milho, se não houver controle dessas pragas, pode-se perder 600kg de grão, o que equivale a 10 sacas, se não houver nenhuma intervenção.

Como funciona? Esse controle é feito por via seca, com inseticidas conhecidos como fumigantes, pesticidas em formas de pastilhas, comprimidos ou sachês voláteis (Fosfeto de Alumínio - Fosfina) ou em forma gasosa/vapor (Brometo de metila) em cilindros. Com bons resultados, essa técnica é recomenda-

Figura 1 - Grão infestado com caruncho

PDPL Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira PCEPL Programa de Capacitação de Especialistas em Pecuária Leiteira

(31) 3899-5250 (31) 3885-1156

PDPL Minas Gerais Ed. Arthur Bernardes Subsolo/Campus da UFV Cep: 36570-000 - Viçosa/MG

2

pdpl@ufv.com www.pdpl.ufv.br

pdpl_pcepl_ufv

Diagramação Regiane Magalhães

1. Utilização de EPI: É imprescindível a utilização de equipamentos de proteção individual de acordo com a recomendação do fabricante. 2. Lona plástica: Os grãos devem ser envoltos com lona plástica impermeável própria para expurgo, não porosoas, fabricadas em polietileno ou PVC, com espessura de 300 micras (0,3mm). É recomendado que a lona seja vedada com a colocação de pesos na lateral, evitando assim que os gases escapem, como na figura 2. Após a colocação das pastilhas, seguindo a orientação do fabricante de número de pastilhas por m³, sinalizar o local com placas de advertência, não sendo recomendado o trânsito de pessoas. 3. Tempo de ação do produto: O tempo de ação pode variar em função da temperatura e umidade do local, mas em geral para temperaturas acima de 25ºC. Para milho por exemplo, o tempo de exposição mínimo com a fosfina em sacarias é de 120 horas, já para silos verticais (a granel) esse tempo é de 240 horas. 4. Reentrada de pessoas: A reentrada de pessoas só poderá acontecer após o cheiro característico de etileno (gás alerta), ser totalmente exaurido, que ocorre no mínimo 24 horas após retirar a lona.

Figura 2- Grãos envoltos por lona com as pastilhas de fosfina.

Equipe PDPL/PCEPL-UFV Adriano Provezano Gomes Coordenador Geral

Regiane Magalhães Auxiliar Administrativa

André Navarro Lobato Médico Veterinário

Renato Barbiere Shinyashiki Zootecnista

Christiano Nascif Zootecnista

Rita Maria M. de Jesus Auxiliar Administrativa

Marcus Vinícius Castro Moreira Médico Veterinário

Thiago Camacho Rodrigues Engenheiro Agrônomo


RESULTADOS DA PRODUTIVIDADE RESULTADOS DA PRODUTIVIDADE DE MILHO SILAGEM SILAGEM MILHO DO XI VITRINE SILAGEM DO MILHO X VITRINE

PDPL/PCEPL-UFV

ANÁLISE DE DESEMPENHO DE HÍBRIDOS DE MILHO QUANTO A PRODUTIVIDADE E QUALIDADE NUTRICIONAL (Resultados por ordem alfabética) Híbrido

Empresa

ADV 9275 PRO AG 8070 PRO3 AS 1735 PRO3 BG 7640 VYH BM 709 PRO2 DKB 310 PRO3 BRS 3046 GNZ 7210 PRO2 LG 6030 PRO2 MG 652 PW P30F35 VHYR RB 9006 PRO3 SHS 7990 PRO2 SYN 555 VIP3

Advanta Agroceres Agroeste Biogene Biomatrix Dekalb Embrapa Geneze Limagrain Morgan Pioneer Riber KWS Santa Helena Syngenta Média Mediana 25% Menores 25% Maiores

Produtividad Teor de MS Produtividade e ton MV/ha % ton MS/ha 57,8 65,1 57,3 61,4 60,0 63,3 50,9 54,3 57,7 64,0 57,9 62,0 66,3 62,4 60,6 61,4 57,8 63,7

30,5 28,4 32,6 30,2 27,2 28,5 31,6 29,3 27,0 26,1 33,3 31,8 31,6 26,8 29,6 29,3 27,8 31,6

17,6 18,5 18,7 18,5 16,3 18,0 16,1 15,9 15,6 16,7 19,3 19,7 21,0 16,7 17,9 18,0 16,5 19,0

Qualidade nutricional Kg leite/ton MS 1.450 1.640 1.500 1.560 1.340 1.510 1.770 1.620 1.530 1.330 1.610 1.460 1.620 1.400 1.511 1.510 1.425 1.615

Obs: Análise bromatológica feita na ESALQ-LAB ÁREA

PROFUNDIDADE

VITRINE DO MILHO

0 - 20 cm 20 - 40 cm

Ph H ²O 4,6 4,48

ANÁLISE DE SOLO Ca²+ Mg²+ Al³+ P K Mg/Dm³ Cmolc/dm³ 167 1,4 0,4 0,4 42,1 12 62 2,33 0,47 0,19

Produção de leite ton/ha

FDN %

Amido

25,8 30,3 28,0 28,9 21,9 27,2 28,5 25,8 23,8 22,2 31,0 28,8 33,9 23,4 27,0 27,2 24,7 28,9

41,8 39,5 41,8 42,1 45,2 45,4 42,8 40,9 41,3 46,8 41,0 47,7 37,5 43,2 42,6 42,1 41,2 44,2

27,2 30,3 25,9 27,5 24,4 23,7 28,5 27,2 26,9 18,9 29,6 22,4 30,3 24,2 26,1 26,9 24,3 28,0

Digestibiidade da FDN (30h) % FDN 37 41 39 40 32 40 47 38 44 40 32 44 37 39 39 39 37 40,5

Manejo da Lavoura H+Al 5,12 4,1

SB CTC (t) CTC (T) V m Cmolc/Dm³ % 2,2 2,6 7,4 30 15 2,96 3,15 41,9 6 7,06

P-Rem Mg/L 34,7 27,6

TRATOS CULTURAIS PLANTIO - Controle de plantas daninhas no milho:Soberan 80ml/ha+ - Área: 2,0 ha; 3L/ha de Atrazina; - Foram feitas 2 capinas manuais; - Plantio: 27/10/2017; - Adubação de cobertura: 1° Cobertura: 500 kg/ha de 30-00-20; - 16 linhas por empresa; 2° Cobertura: 500 kg/ha de 30-00-20; - 3 Ton de agrosilício por ha; - Tratamento de sementes: 0,3 L/mala de Cropstar ; - Fungicida: Priori Xtra (1 L/ha); - Inseticida: Engeo pleno (0,2 L/ha), Lannate (1 L/ha); - Adubação de plantio: 375 kg/ha de10 -30-10. - 2 adubações foliares. CUSTO DE PRODUÇÃO DA SILAGEM DE MILHO Custo de Formação (R$/ha) Custo total* (R$/ha MS) Produtividade média por hectare (Ton/ha MS) Custo por tonelada (R$/Ton MS) Produtividade em matéria natural (Ton/ha)

R$ 4.228,27 R$ 5.816,27 18,00 R$ 323,12 60,00

*Custo do processo de ensilagem estimado. *Custo total leva em consideração o custo de formação mais o custo de ensilagem.

Observação: Dados coletados dia 12/02/2018 e corrigidos para 30% de matéria seca.

CUSTO DE PRODUÇÃO MILHO SILAGEM (% em relação ao custo total)

4-

Colheita e Ensilagem

1- Preparo do solo ou dessecação

27%

16% 2 - Plantio

3- Tratos culturais

34%

23%


RESULTADOS DA PRODUTIVIDADE RESULTADOS DA PRODUTIVIDADE DE MILHO SILAGEM SILAGEMPRECOCE DO MILHO VITRINE SUPER MILHO XI VITRINEX DO

PDPL/PCEPL-UFV

ANÁLISE DE DESEMPENHO DOS HÍBRIDOS DE MILHO SUPER PRECOCE QUANTO A PRODUTIVIDADE E QUALIDADE NUTRICIONAL (Resultados por ordem alfabética) Produtividade Teor de MS Produtividade ton MV/há % ton MS/há

Híbrido

Empresa

AGROCERES 8690 PRO 3 BIOGENE 7046 VYH DEKALB 290 PRO 3 KWS - RIBER 9110 PRO 3 LG 6304 PRO SANTA HELENA 7930 PRO 2 SYNGENTA 5885Z50

Agroceres Biogene Dekalb KWS - Riber Limagrain Santa Helena Syngenta Média Mediana 25% Menores 25% Maiores

ÁREA

PROFUNDIDADE

SUPER PRECOCE

0 - 20 cm

Ph H ²O 5,4

59,8 49,6 54,3 52,8 49,6 55,6 47,0 52,7 52,8 49,6 54,9

33,7 36,3 33,8 30,6 40,3 35,7 31,6 34,6 33,8 32,6 36,0

P K Mg/Dm³ 23,2 134

20,2 18,0 18,3 16,2 20,0 19,9 14,8 18,2 18,3 17,1 19,9

Qualidade nutricional Kg leite/ton MS 1.670 1.430 1.640 1.380 1.410 1.560 1.590 1.526 1.560 1.420 1.615

ANÁLISE DE SOLO Ca²+ Mg²+ Al³+ Cmolc/dm³ 0,6 25 0,1

H+Al 3,80

Produção de leite ton/há

FDN %

Amido

33,7 25,8 30,1 22,3 28,2 31,0 23,6 27,8 28,2 24,7 30,5

37,7 38,1 39,8 45,5 41,1 39,8 45,0 41,0 39,8 39,0 43,1

29,2 29,8 29,0 23,6 27,5 29,8 25,1 27,7 29,0 26,3 29,5

SB CTC (t) CTC (T) Cmolc/Dm³ 3,4 3,5 7,2

V

Digestibiidade da FDN (30h) % FDN 45 41 45 37 47 43 51 44 45 42 46

m

P-Rem Mg/L 35,9

% 48

3

TRATOS CULTURAIS

PLANTIO - Área: 1,0 ha; - Plantio: 11/11/2017; - 12 linhas por empresa; - Tratamento de sementes: 0,3 L/mala de Cropstar ; - Adubação de plantio: 375 kg/ha de10 -30-10.

- Controle de plantas daninhas no milho:Soberan 80ml/ha+ 3L/ha de Atrazina; - Foram feitas 2 capinas manuais; - Adubação de cobertura: 1° Cobertura: 500 kg/ha de 30-00-20; 2° Cobertura: 500 kg/ha de 30-00-20; - Fungicida: Priori Xtra (1 L/ha); - Inseticida: Engeo pleno (0,2 L/ha); - 2 adubações foliares.

CUSTO DE PRODUÇÃO DA SILAGEM DE MILHO Custo de Formação (R$/ha) Custo total* (R$/ha MS) Produtividade média por hectare (Ton/ha MS) Custo por tonelada (R$/Ton MS) Produtividade em matéria natural (Ton/ha)

R$ 4.123,52 R$ 5.711,52 18,23 R$ 313,23 52,70

*Custo do processo de ensilagem estimado. *Custo total leva em consideração o custo de formação mais o custo de ensilagem.

PDPL/PCEPL-UFV

APIOIO:

3321 0031 4721 4031

zirtaeB

saiboT

º11


USO DE BIOESTIMULANTES PARA O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE DAS LAVOURAS DE MILHO Vinícius Constant Zootecnista - Assistente técnico e comercial da Timac

Com Timac AGRO

Sem Timac AGRO

Uma novidade na vitrine do milho esse ano, foi a utilização de bioestimulantes da Timac AGRO, nos tratamentos descritos na tabela abaixo: TECNOLOGIA

POSICIONAMENTO

FASE

BENEFÍCIOS ACELERA A GERMINAÇÃO, MELHORIA AO ARRANQUE INICIAL E DO ESTANDE DE PLANTAS.

FERTIACTYL SWEWT

150mL/Ha

TRATAMENTO DE SEMENTES

FERTIACTYL SWEET

500mL/Ha

JUNTO DA CAPINA

NÃO TRAVAMENTO DO MILHO APÓS APLICAÇÃO DE HERBICIDA EVITANDO PERDAS DE PRODUTIVIDADE, ALÉM DE MAIOR DESENVOLVIMENTO DA PARTE AÉREA.

FERTILEADER GOLB Bmo

1,0L/Ha

APÓS APLICAÇÃO DE FUNGICIDA (V6)

PROTEÇÃO CONTRA ESTRESSE HÍDRICO, MAIOR STAY GREEN E COM ISSO MAIOR PRODUÇÃO DE FOTOASSIMILADOS E ENCHIMENTO DE GRÃOS.

No campo dos milhos superprecoce, para comprovação da eficiência e viabilidade da utilização dos produtos da Timac AGRO, foi realizado tratamento em um mesmo híbrido em 12 linhas e deixado 8 linhas como testemunhas, para avaliação da produtividade. O primeiro ponto observado foi o stay green mais, pronunciado na área onde foram usados os produtos. As plantas estavam muito mais verdes que o tratamento padrão, o que se deve ao fato do Fertileader promover maior síntese de clorofila e resistência ao estresse hídrico, retardando assim, a senescência da planta.

Foram obtidas as seguintes produtividades nas duas áreas: Área com os bioestimulantes = 52 toneladas Área sem os bioestimulantes = 48,4 toneladas Aumento de 3,6 toneladas na área onde foram usados os bioestimulantes da Timac AGRO comprovando sua eficiência. Considerando o custo de produção da silagem na fazenda Nô da Silva, que foi de R$120,00/tonelada, o ganho de 3,6 toneladas, equivale a R$432,00 a mais por hectare. Sendo o custo de investimento na compra dos dois bioestimulantes em torno de R$130,00/ha, há um saldo líquido de R$302,00 a mais por hectare, comprovando a viabilidade de utilização desses bioestimulantes.

TRISTEZA PARASITÁRIA BOVINA Rayane Melo Estudante de Medicina Veterinária Também conhecida como mal triste ou piroplasmose, a Tristeza Parasitária Bovina é um complexo de duas doenças: a Anaplasmose (causada pela bactéria Anaplasma marginale) e a Babesiose (causada pelo protozoário Babesia bovis ou Babesia bigemina) que pode acometer bovinos de qualquer faixa etária, mas tem grande importância no período pós-desmame desses animais, em que eles estão submetidos a um maior estresse. A Tristeza Parasitária Bovina tem como vetor o carrapato, e por isso, ela pode se disseminar facilmente se não forem tomadas as devidas medidas profiláticas. Quando o animal está contaminado, há o comprometimento das hemácias sanguíneas, em número e efetividade. As hemácias são as células responsáveis pelo transporte de oxigênio no sangue e, como na doença esse transporte não está sendo plenamente eficiente, temos a manifestação dos sinais clínicos da doença. Os principais sintomas da Tristeza são: o animal se encontra apático, prostrado, “triste”, tem redução de apetite, anemia, em alguns casos, anorexia, pêlos arrepiados, febre e aumento da pressão sanguínea e o sinal mais característico da doença: mucosas pálidas e amareladas, devido a diminuição das hemácias, que dão a cor avermelhada. A Fazenda Nô da Silva, de propriedade do Sr. Antônio Maria da Silva Araújo, no município de Cajuri- MG, enfrenta os desafios dessa patologia com uma das armas mais poderosas contra qualquer doença: a atenção. Os sinais clínicos se instalam com bastante rapidez e é necessário que se esteja sempre vigilante, fazendo observações frequentes no rebanho para identificar e tratar os animais o mais breve possível. O funcionário Maurício é o responsável pela identificação e execução do tratamento e sabe muito bem a importância de fazê-lo adequadamente, pois esses animais são o futuro do rebanho. Geralmente, é utilizada a combinação de Terramicina com Diaceturato de Diminazeno para o tratamento, em suas devidas dosagens e em casos agudos da doença, pode ser realizada a transfusão sanguínea. Não é recomendado fazer a hidratação, nem via oral nem endovenosa, dos animais acometidos.

A profilaxia pode ser feita com o controle da infestação de carrapatos no rebanho, para evitar a transmissão. Também existem outras medidas, como a indução de desenvolvimento de resposta imune, em que o carrapato não deve ser eliminado totalmente para que os animais tenham contato com esses e desenvolva resistência, entre outras. Controle do carrapato, estímulo ao desenvolvimento de resistência e tratamento imediato são as melhores opções para combater a Tristeza Parasitária. O melhor tratamento é sempre a prevenção!

Sinal clínico - mucosa esbraquiçada

Sinal clínico - mucosa esbranquiçada

Funcionário Maurício executando o tratamento

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Qualidade do Leite UTILIZAÇÃO DE VACINAS NO CONTROLE DE MASTITE Letícia Resende Estudante de Medicina Veterinária Um dos maiores desafios de um produtor de leite é controlar a incidência de mastite em seu rebanho, visto as perdas econômicas ocasionadas pela sua ocorrência. A fim de auxiliar nesse controle o desenvolvimento de novas tecnologias se fez necessário, o que resultou na obtenção de vacinas, indicadas para o controle e prevenção de mastites nas propriedades. As vacinas disponíveis no mercado tem por função, aumentar a capacidade de resposta do sistema imune dos animais contra agentes específicos, como Escherichia coli, Klebsiella sp e Enterobacter sp, bactérias causadoras de mastite ambiental. Tornando mais eficaz e rápida a mobilização de células de defesa para a glândula mamária, quando esta, for invadida por estes patógenos. A ação da vacina no organismo animal busca prevenir a ocorrência de

novos casos de infecções, reduzir a gravidade e a frequência de sintomas clínicos e auxiliar na eliminação de infecções crônicas. Sua aplicação é recomendada em três doses, sendo, uma na secagem, outra trinta dias préparto , e a última dose uma semana após o parto. Seu custo como prevenção é viabilizado, quando comparado ao custo gerado pelo tratamento de um caso de mastite no rebanho. Contudo, uma nova tecnologia deve ser inserida na propriedade após os procedimentos de manejos básicos serem bem realizados, e isso também vale para a utilização da vacina. O correto manejo de ordenha, como uso de pré e pós-dipping, manutenção dos equipamentos de ordenha , tratamento de vaca seca, segregação de descarte de vacas crônicas, limpeza do ambiente e conforto aos animais, ainda são imprescindíveis e as melhores formas de prevenção de controle de mastite na propriedade. Poucas tecnologias superam a eficácia de um manejo bem realizado. O básico ainda é fundamental, aliado a novas tecnologias, juntos, contribuem para o sucesso na atividade.

Sinal clinico de mastite - grumo

Ord. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

6

As 10 maiores produções do mês de JANEIRO de 2018 Produtores Município Produção Antônio Maria Araújo Cajuri 187.971 Visc. do Rio Branco Hermann Muller 78.916 Cristiano Lana Piranga 56.290 Coimbra Paulo Cupertino 45.260 43.834 Rafaela Araújo Guaraciaba 31.968 Guaraciaba Áureo Alcântara João Bosco Diogo Porto Firme 29.853 Sérgio Maciel Coimbra 28.341 Alvimar Sérgio Teixeiras 25.376 João Alberto Ubá 24.615

As 10 maiores produtividades do mês de JANEIRO de 2018 Produtividade por Produtividade por Ord. Produtores Município vaca total vaca em lactação 1 Rita Maria Cardoso Viçosa 28,5 26,2 2 Áureo Alcântara Guaraciaba 26,6 22,7 3 Antônio 24,7 Cajuri 20,2 25,5 Coimbra 18,2 4 Sérgio Maciel 5 Paulo Cupertino Coimbra 18,6 17,7 6 Rafaela Araújo 17,2 Guaraciaba 21,8 7 Rogério Barbosa Teixeiras 21,8 16,9 8 Edmar Lopes 16,8 Canaã 16,8 9 João Bosco Diogo Porto Firme 16,6 17,5 10 Tainara Santiago São Miguel do Anta 16,0 17,3

Informativo do leite - Fevereiro  
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