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TRABALHO SOCIOCULTURAL COM REFUGIADOS TRABAJO SOCIOCULTURAL CON REFUGIADOS SOCIOCULTURAL WORK WITH REFUGEES TRAVAIL SOCIOCULTUREL AVEC DES RÉFUGIÉS

‫العمل اإلجتامعي والثقايف مع الالجئني‬


Trabalho sociocultural com refugiados __ 5 O valor da hospitalidade 6 __ O refugiado 7 __ A lei brasileira 8 __ Além da letra da lei 9 __ O trabalho do Sesc com refugiados 10 __ Ações de acolhimento Trabajo sociocultural con refugiados __ 13 El valor de la hospitalidad 14 __ El refugiado 15 __ Ley brasileña 16 __ Más allá del texto de la ley 17 __ El trabajo del Sesc con los refugiados 18 __ Acciones de acogida Sociocultural Work with Refugees __ 21 The Value of Hospitality 22 __ The refugee 23 __ Brazilian Legislation 24 __ Beyond the Letter of the Law 25 __ The Work of Sesc with Refugees 26 __ Welcoming actions


‫‪Travail socioculturel avec des réfugiés‬‬ ‫__‬ ‫‪29‬‬ ‫‪La valeur de l’hospitalité‬‬ ‫‪30 __ Le réfugié‬‬ ‫‪31 __ La loi brésilienne‬‬ ‫‪32 __ Outre la lettre de la loi‬‬ ‫‪33 __ Le travail du Sesc auprès des réfugiés‬‬ ‫‪34 __ Actions d’accueil‬‬

‫العمل اإلجتامعي والثقايف مع الالجئني‬ ‫‪ __ 37‬قيمة اإلستضافة‬ ‫‪ __ 38‬الالّجئ‬ ‫‪ __ 39‬القانون الربازييل‬ ‫‪ __ 40‬ما هو أبعد من القانون‬

‫مؤسسة الخدمات اإلجتامعيّة للتجارة –‪ : Sesc‬استقبال وتبادل الخربات‬ ‫‪ __ 41‬العمل مع ّ‬

‫‪ __ 42‬إجراءات اإلستضافة‬


TRABALHO SOCIOCULTURAL COM REFUGIADOS


O valor da hospitalidade “Entra. Aí tens a poltrona, o livro, a rosa, o cântaro de barro e o pão de trigo”. Guilherme de Almeida

No cenário geopolítico mundial, o Brasil vem se consolidando como uma alternativa para pessoas em busca de refúgio. Provenientes das mais diferentes regiões do globo terrestre, homens, mulheres e crianças aqui chegam para buscar abrigo e garantir condições de sobrevivência. Como instituição de cujos compromissos faz parte o reconhecimento da diversidade e dos processos de diferenciação que garantem os direitos fundamentais do homem, o Sesc São Paulo firmou em 1995 um convênio com a Cáritas Brasileira – Arquidiocesana de São Paulo e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados – ACNUR com o objetivo de promover não somente a compreensão e a assimilação de códigos, costumes e hábitos brasileiros por parte dos refugiados que chegam ao país, mas também o intercâmbio de experiências socioculturais entre estrangeiros e brasileiros, favorecendo, assim, o desenvolvimento da autonomia do refugiado e sua reintegração social. 5


O refugiado “O descolamento crescente entre o nascimento (a nua vida) e o Estado-nação é o fato novo da política de nosso tempo”. Giorgio Agamben

Dá-se o nome de refugiado à pessoa que sofre algum tipo de perseguição em seu país natal em virtude de sua raça, religião, nacionalidade, filiação a certo grupo social ou de suas opiniões políticas, sendo obrigada a emigrar para locais em que não seja ameaçada por estes fatores. Também são consideradas refugiadas as pessoas que se deslocam devido a conflitos armados, violência generalizada e violação massiva dos direitos humanos em seus países.

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A lei brasileira “O estatuto pessoal de cada refugiado será regido pela lei do país do seu domicílio, ou, na falta de domicílio, pela lei do país de residência”. Convenção de Genebra

Desde 1997, quando o Governo Federal regulamentou a proteção aos refugiados, de acordo com os dispositivos internacionais criados após a Segunda Guerra Mundial (Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados, de 1951, e do Protocolo de 1967, relativo ao Estatuto dos Refugiados), o conceito de refugiado expandiu-se. Atualmente, o Brasil possui uma das legislações mais avançadas sobre o tema. Dispondo da proteção federal, o refugiado pode obter documentos, trabalhar, estudar e exercer os mesmos direitos oferecidos ao cidadão estrangeiro regularizado no país.

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Além da letra da lei “O estrangeiro é, antes de tudo, estranho à língua do direito na qual está formulado o dever de hospitalidade”. Jacques Derrida

O grande desafio não somente das instituições governamentais, em sentido estrito, do país que concede a condição de refugiado a um estrangeiro, mas também, em caráter mais amplo, das organizações não governamentais e da sociedade civil daquela nação é oferecer ao indivíduo que chega um conjunto de boas oportunidades para sua inclusão no novo ambiente sociocultural que o está acolhendo.

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O trabalho do Sesc com refugiados: acolhimento e troca de experiências “O sucesso da integração social e da sociedade multicultural pede uma política de justiça social que combata as desigualdades socioeconômicas e as discriminações sofridas pelas populações de origem estrangeira”. Gilles Lipovetsky e Jean Serroy

Partindo da premissa de que o acolhimento em outro país é um direito humano, o Sesc promove a ampliação das perspectivas de convivência, respeito e dignidade para os estrangeiros que o estado de São Paulo recebe e acolhe. Em meio à diversidade e às diferenças culturais que aqui encontra, o refugiado vê uma nova identidade sendo-lhe tecida, preservando sua aderência às raízes e tradições, ao mesmo tempo em que se revela permeável às influências locais para sobreviver em território, até então, desconhecido. Por meio de uma dinâmica dialógica, seus pertences simbólicos também enriquecem culturalmente o país no qual ele irá reconstruir sua vida e a de seus familiares. Dessa forma, as experiências se ampliam para quem chega e para quem acolhe. 9


AÇÕES DE ACOLHIMENTO Curso de português Cada aluno assiste a um número de aulas que lhe garantam familiaridade com a língua portuguesa, recebendo uma apostila que contém material desenvolvido especialmente para atender às suas necessidades básicas.

Subsídio nas refeições: Uma parceria Cáritas/Sesc Uma alimentação de qualidade também é componente fundamental para que o acolhimento ao refugiado seja completo, proporcionando a todos a oportunidade de compartilhamento de espaços e aproximação pela convivência.

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Matrícula de Interesse Social – MIS Toda pessoa que solicita refúgio em São Paulo poderá portar a Matrícula de Interesse Social (MIS), mediante encaminhamento emitido pela Cáritas, apresentado em uma das unidades do Sesc São Paulo. A MIS tem validade de um ano, sujeita à renovação.

Cultura, esporte e lazer Nas unidades do Sesc, os refugiados têm acesso a uma ampla e variada gama de bens culturais, convertidos em atividades e processos de aprendizagem e em práticas artísticas, esportivas, intelectuais e de lazer. Aos projetos especiais desenvolvidos regularmente somam-se as ações cotidianas que cada unidade oferece, como o acesso à internet e às bibliotecas.

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TRABAJO SOCIOCULTURAL CON REFUGIADOS


El valor de la hospitalidad “Entra. Ahí tienes la silla, el libro, la rosa, la jarra de arcilla y el pan de trigo”. Guilherme de Almeida

En el escenario geopolítico mundial, Brasil se está consolidando como una alternativa para las personas que buscan refugio. Proveniente de distintas regiones del mundo, hombres, mujeres y niños llegan aquí en búsqueda de abrigo y garantizar las condiciones de supervivencia. Como institución de cuyos compromisos forma parte el reconocimiento de la diversidad y de los procesos de diferenciación que garantizan los derechos fundamentales del hombre, el Sesc São Paulo firmó en 1995 un convenio con Cáritas brasileña (Arquidiócesis de São Paulo) y el Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Refugiados (ANCUR), con el objetivo de promover no solo la comprensión y asimilación de los códigos, costumbres y hábitos brasileños por parte de los refugiados que llegan al país, sino también el intercambio de experiencias socioculturales entre extranjeros y brasileños, con el fin de favorecer, así, el desarrollo de la autonomía del refugiado y su reintegración social. 13


El refugiado “La brecha cada vez mayor entre el nacimiento (la vida desnuda) y el estado–nación es el hecho nuevo de la política de nuestro tiempo”. Giorgio Agamben

Se da el nombre de refugiado a la persona que sufre algún tipo de persecución en su país natal en virtud de su raza, religión, nacionalidad, pertenencia a cierto grupo social o de sus opiniones políticas, teniendo la obligación de emigrar a lugares en los que no se vea amenazada por estos factores. También se consideran refugiadas las personas que se van en razón de conflictos armados, violencia generalizada y violación masiva de los derechos humanos en sus países.

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Ley brasileña “El estatuto personal de cada refugiado se regirá por la ley del país de su domicilio o, si no tiene domicilio, por la ley del país de residencia”. Convención de Ginebra

Desde 1997, cuando el Gobierno federal reglamentó la protección de los refugiados, de acuerdo con los dispositivos internacionales creados, luego de la Segunda Guerra Mundial (Convención de las Naciones Unidas sobre el Estatuto de los Refugiados, de 1951, y del Protocolo de 1967, relativo al Estatuto de los Refugiados), se expandió el concepto de refugiado. En la actualidad, Brasil posee una de las legislaciones más avanzadas sobre el tema. Al disponer de protección federal, el refugiado puede obtener documentos, trabajar, estudiar y ejercer los mismos derechos ofrecidos al ciudadano extranjero regularizado en el país.

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Más allá del texto de la ley “El extranjero es, ante todo, extraño a la lengua del derecho en la que se formula el deber de hospitalidad”. Jacques Derrida

El gran desafío no solo de las instituciones gubernamentales, en un sentido estricto, del país que concede la condición de refugiado a un extranjero, sino también, en un carácter más amplio, de las organizaciones no gubernamentales y de la sociedad civil de aquella nación es ofrecer al individuo que llega un conjunto de buenas oportunidades para su inclusión en el nuevo entorno sociocultural que lo está acogiendo.

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El trabajo del Sesc con los refugiados: acogida e intercambio de experiencias “El éxito de la integración social y de la sociedad multicultural pide una política de justicia social que combata las desigualdades socioeconómicas y las discriminaciones sufridas por las poblaciones de origen extranjero”. Gilles Lipovetsky y Jean Serroy

Partiendo de la premisa de que la acogida en otro país es un derecho humano, el Sesc promueve la ampliación de las perspectivas de convivencia, respeto y dignidad para los extranjeros que el Estado de São Paulo recibe y acoge. En medio de la diversidad y las diferencias culturales que aquí encuentran, el refugiado ve que se le crea una nueva identidad, preservando su adherencia a las raíces y tradiciones, al mismo tiempo que se hace permeable a las influencias locales para sobrevivir en el territorio hasta entonces desconocido. Por medio de una dinámica de diálogo, sus pertenencias simbólicas también enriquecen culturalmente el país en el que reconstruirá su vida y la de sus familiares. De esa manera, las experiencias se amplían para quien llega y para quien acoge. 17


ACCIONES DE ACOGIDA Curso de portugués Cada alumno asiste a una cantidad de clases que le garantizarán familiaridad con la lengua portuguesa, recibiendo un folleto con material desarrollado, especialmente, para atender a sus necesidades básicas.

Subsidio en alimentos: una sociedad de Cáritas y Sesc Una alimentación de calidad también es un componente fundamental para que la acogida al refugiado sea completa, proporcionando a todos oportunidades de compartir espacios y aproximarse a la convivencia entre culturas.

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Matrícula de interés social (MIS) Toda persona que solicita refugio en São Paulo podrá portar una Matrícula de interés social (MIS), mediante el envío emitido por Cáritas, presentado en una de las unidades del Sesc São Paulo. La MIS tiene validez durante un año y está sujeta a renovación.

Cultura, deporte y ocio En las unidades del Sesc, los refugiados tienen acceso a una amplia gama de bienes culturales, convertidos en actividades y procesos de aprendizaje y en prácticas artísticas, deportivas, intelectuales y de ocio. Los proyectos especiales desarrollados regularmente, se suman a las acciones cotidianas que cada unidad ofrece, como el acceso a internet y las bibliotecas.

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SOCIOCULTURAL WORK WITH REFUGEES


The Value of Hospitality “Come in. There you have the chair, the book, the rose, the clay pitcher and wheat bread”. Guilherme de Almeida

In recent years, Brazil has established itself in the international geopolitical arena as a potential destination for people seeking refuge. Men, women and children from various regions across the globe arrive here looking for shelter and minimal conditions for survival. As an institution whose commitments include the acknowledgment of diversity and of the differentiation processes that ensure fundamental human rights, Sesc São Paulo entered into a collaboration agreement with Cáritas Brasileira – Arquidiocesana de São Paulo and the United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR) in 1995, in an effort to promote not only the understanding and assimilation of Brazilian codes, costumes and habits by refugees coming into the country, but also the sociocultural exchange of experiences between foreigners and Brazilians, thus fostering the development of the autonomy of refugees, as well as their social reintegration. 21


The refugee “The growing dissociation of birth (bare life) and the nation-state is the new fact of politics in our day�. Giorgio Agamben

A refugee is defined as an individual who suffers some type of persecution in his or her home country based on his or her race, religion, nationality, political opinion, or membership in a particular social group, and who is forced to emigrate to places where he or she will not be threatened by these factors. In addition, those displaced due to armed conflict, generalized violence and widespread human rights violations in their countries are also considered refugees.

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Brazilian Legislation “The personal status of a refugee shall be governed by the law of the country of his domicile or by that of the country of his residence�. Geneva Convention

Since 1997, when the Federal Government regulated protection of refugees in accordance with international provisions created after World War II (the 1951 United Nations Convention Relating to the Status of Refugees and the 1967 Protocol relating to the Status of Refugees ), the concept of refugee was expanded. Brazil currently has one of the most advanced legislations on the topic. Protected by the federal law, the refugee can obtain documents, work, study and exercise the same rights offered to foreign citizens who are legally settled in the country.

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Beyond the Letter of the Law “The foreigner is first of all foreign to the language of law in which are formulated the right to hospitality�. Jacques Derrida

The great challenge faced not only by government institutions, in their strict sense, of the country granting refugee status to a foreigner, but, in a broader sense, by the nongovernmental organizations and civil society of this nation, is to offer the newly arrived individual a set of good opportunities for inclusion in the new sociocultural environment that has welcomed him or her.

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The Work of Sesc with Refugees: Welcome and Experience-sharing “The success of social integration and of a multicultural society demands a social justice policy that combats the socioeconomic inequalities and discrimination suffered by foreigners”. Gilles Lipovetsky and Jean Serroy

Based on the premise that being welcomed into another country is a human right, Sesc works towards expanding the chances for interaction, respect and dignity of the foreigners that the State of São Paulo receives and welcomes. Amid the diversity and the cultural differences that refugees will find, they will see a new identity emerge – one that will preserve contact with their roots and traditions, but that at the same time proves susceptible to local influences in order to survive in a previously unknown territory. Through a dynamic dialogue, their symbolic belongings also culturally enrich the country where they will rebuild their life and that of their families. Thus, both those arriving and those who welcome them are given a chance to have their experiences broadened.

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WELCOMING ACTIONS Portuguese Classes Each student attends a number of classes that will ensure familiarity with the Portuguese language, and is given a booklet containing material developed specifically to meet their basic needs.

Meal subsidy: a Cรกritas/Sesc partnership Quality nutrition is also a key component to a complete welcome of the refugee. This program also provides an opportunity for different cultures to share spaces and develop a closer interaction.

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Social Interest Enrollment – MIS Every person seeking asylum in São Paulo is entitled to a Social Interest Enrollment (MIS) card, which may be obtained by bringing a form provided by Cáritas to any one of the Sesc São Paulo locations. The MIS card is valid for one year, and may be renewed upon expiration.

Culture, Sports and Recreation At Sesc locations, refugees have access to a wide and diverse range of cultural goods, which are converted into educational processes, as well as artistic, sports, intellectual and recreational activities. In addition to the special projects that are developed on a frequent basis, the locations also offer everyday services such as internet and library access.

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TRAVAIL SOCIOCULTUREL AVEC DES RÉFUGIÉS


La valeur de l’hospitalité « Entre. Tu as ici le fauteuil, le livre, la rose, la cruche en terre et le pain blanc ». Guilherme de Almeida

Sur le théâtre géopolitique mondial, le Brésil consolide sa place d’alternative pour les personnes à la recherche d’un asile. Venus des plus diverses régions du monde, hommes, femmes et enfants arrivent ici, à la recherche d’un abri, avec l’espoir de garantir leurs conditions de survie. En tant qu’institution, qui a entre autres compromis la reconnaissance de la diversité et des processus de différentiation, qui garantissent les droits fondamentaux de l’homme, le Service social du commerce, Sesc São Paulo, a conclu, en 1995, un accord avec Cáritas Brasileira – Archevêché de São Paulo et le Haut-Commissariat des Nations Unies pour les réfugiés - HCR, visant à promouvoir non seulement la compréhension et l’assimilation de codes, coutumes et habitudes du Brésil, par les réfugiés qui arrivent sur le territoire, mais également l’échange d’expériences socioculturelles entre étrangers et brésiliens, favorisant, ainsi, le développement de l’autonomie du réfugié et sa réintégration sociale.

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Le réfugié « Le décalage croissant entre la naissance (la vie nue) et l’Étatnation est le fait nouveau de la politique de notre temps ». Giorgio Agamben

Est donné le nom de réfugié à la personne qui subit un certain type de persécution dans son pays natal, du fait de sa race, sa religion, sa nationalité, son affiliation à un certain groupe social ou encore du fait de ses opinions politiques et est tenu d’émigrer vers des lieux où il n’est pas menacé pour les mêmes raisons. Sont également considérées réfugiées les personnes qui se déplacent du fait de conflits armés, violence généralisée et violation massive des droits humains dans leurs pays.

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La loi brésilienne « Le statut personnel de chaque réfugié sera régi par la loi du pays de son domicile, ou, en l’absence de domicile, par la loi du pays de résidence ». Convention de Genève

Depuis 1997, époque à laquelle le Gouvernement fédéral a réglementé la protection des réfugiés, aux termes des dispositions internationales créées après la Seconde Guerre mondiale (Convention des Nations Unies sur le statut des réfugiés, en 1951 et protocole de 1967, sur le Statut des réfugiés), le concept de réfugié s’est élargi. Actuellement, le Brésil possède l’une des législations les plus avancées sur le thème. Disposant de la protection fédérale, le réfugié peut obtenir des documents, travailler, étudier et exercer les mêmes droits que ceux offerts au citoyen étranger régularisé dans le pays.

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Outre la lettre de la loi « L’étranger est, avant tout, étranger au langage du droit dans lequel le devoir d’hospitalité est formulé ». Jacques Derrida

Le grand défi non seulement des institutions gouvernementales, au sens strict, du pays qui concède la condition de réfugié à un étranger, mais également, au sens plus large, des organisations non gouvernementales et de la société civile de cette nation, est d’offrir, à l’individu qui arrive, un ensemble de belles opportunités pour son insertion dans le nouvel environnement socioculturel qui l’accueille.

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Le travail du Sesc auprès des réfugiés : accueil et échange d’expériences « Le succès de l’intervention sociale et de la société pluriculturelle demande une politique de justice sociale qui combat les inégalités socioéconomiques et les discriminations subies par les populations d’origine étrangère ». Gilles Lipovetsky et Jean Serroy

Considérant que l’accueil dans un autre pays est un droit humain, le Sesc favorise l’augmentation des perspectives de cohabitation, respect et dignité pour les étrangers que l’État de São Paulo reçoit et accueille. Parmi la diversité et les différences culturelles qu’ici il rencontre, le réfugié voit qu’une nouvelle identité lui est tissée, dans laquelle il préserve son appartenance à ses racines et traditions, en même temps qu’il se révèle perméable aux influences locales pour survivre sur un territoire, jusque là inconnu. Via une dynamique de dialogue, ses appartenances symboliques enrichissent aussi culturellement le pays dans lequel il va reconstruire sa vie et celle de sa famille. Ainsi, les expériences augmentent pour ceux qui arrivent et ceux qui reçoivent.

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ACTIONS D’ACCUEIL Cours de portugais Chaque élève assiste à un nombre de cours qui lui permet de se familiariser avec la langue portugaise et reçoit une note contenant un matériel développé spécialement pour répondre à ses besoins de base.

Allocations repas : un partenariat Cáritas/Sesc Une alimentation de qualité est également une composante fondamentale pour que l’accueil des réfugiés soit complet et fournit à tous l’opportunité de partager des espaces et de se rapprocher, grâce à la cohabitation entre les cultures.

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Immatriculation d’intérêt social - MIS Toute personne demandant asile à São Paulo pourra obtenir son Immatriculation d’intérêt social (MIS), moyennant acheminement délivré par Cáritas, présenté dans l’une des unités du Sesc São Paulo. La MIS est valable pour un an et est soumise à renouvellement.

Culture, sport et loisir Dans les unités du Sesc, les réfugiés ont accès à une vaste gamme diversifiée d’offres culturelles, se présentant sous forme d’activités et de procédures d’apprentissage, ainsi que de pratiques artistiques, sportives, intellectuelles et de loisir. Aux projets spéciaux développés régulièrement s’ajoutent les actions quotidiennes que chaque unité propose, telles que l’accès à internet et aux bibliothèques.

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‫العمل اإلجتامعي‬ ‫والثقايف مع‬ ‫الالجئني‬


‫قيمة اإلستضافة‬ ‫“أدخل‪ .‬مثّة كريس‪ ،‬وكتاب‪ ،‬و وردة وج ّرة طحني وخبز القمح”‪.‬‬ ‫غيلريمي دي أالميدا‬

‫يف السيناريو الجيوسيايس الحايل‪ ،‬يتع ّزز دور الربازيل كخيار بديل لألشخاص‬ ‫الذين يلتمسون اللجوء‪ .‬قادمني من مناطق مختلفة من العامل‪ ،‬رجال ونساء‬ ‫وأطفال يأتون إىل هنا من أجل املأوى وبحثاً عن حياة آمنة‪.‬‬ ‫مختصة بهذا النوع من اإللتزامات حيث يعترب كجزء‬ ‫مؤسسة‬ ‫ّ‬ ‫باعتبارها ّ‬ ‫من عملها اإلملام واإلضطالع عىل مختلف اإلجراءات املتن ّوعة التي تضمن‬ ‫مؤسسة الخدمات اإلجتامعيّة للتجارة‬ ‫الحقوق األساسيّة لإلنسان‪ ،‬لذلك قامت ّ‬ ‫– ‪ Sesc‬عام ‪ 1995‬بتوقيع إتفاق مع اللجنة الربازيلية الوطنية لشؤون‬ ‫الالجئني‪ -‬الكاريتاس و أبرشيّة ساو باولو و مفوضيّة األمم املتحدة لشؤون‬ ‫الالجئني – ‪ ، Ancur‬ليس فقط من أجل تعزيز فهم الالجئني القادمني إىل‬ ‫البالد باألعراف والعادات الربازيلية واستيعابهم‪ ،‬ولكن أيضا بهدف تبادل‬ ‫الخربات االجتامعية والثقافية بني الوافدين األجانب والربازيليني‪ ،‬وبالتايل‬ ‫لصالح تنمية إستقاللية الالجئني وإعادة دمجهم اجتامعيا‪.‬‬

‫‪37‬‬


‫الالّجئ‬ ‫والشخ املتزايد بني نشأة اإلنسان (حيات ُه ) والدّولة القوم ّية‪ ،‬هو‬ ‫“اإلنفصال ّ‬ ‫الواقع الجديد للسياسة املُعارصة”‪.‬‬ ‫جيورجيو أغامبني‬

‫ت ُعطى صفة الالجئ للشخص الذي يعاين من نوع من االضطهاد يف وطنه‬ ‫بسبب عرقه أو دينه أو جنسيته أو إلنتامئه إىل فئة اجتامعية معينة أو‬ ‫مم يضط ّره للهجرة إىل األماكن التي ال تهددها هذه‬ ‫بسبب آرائه السياسية‪ّ ،‬‬ ‫العوامل‪ .‬وتنطبق هذه الصفة أيضاً عىل األشخاص النازحني بسبب الرصاعات‬ ‫املسلّحة والعنف امل ُع ّمم واإلنتهاكات الجسيمة لحقوق اإلنسان يف بلدانهم‪.‬‬

‫‪38‬‬


‫القانون الربازييل‬ ‫“تخضع األحوال الشخص ّية لكل الجئ لقانون البلد الذي يسكن فيه‪ ،‬ويف حال‬ ‫عدم وجود ِ‬ ‫موطن ُيط ّبق قانون بلد اإلقامة”‪.‬‬ ‫إت ّفاق ّية جنيف‬

‫منذ عام ‪ ،1997‬نظّمت الحكومة االتحادية موضوع حامية الالجئني وفقا‬ ‫لألحكام الدولية التي أنشئت بعد الحرب العاملية الثانية (اتفاقية األمم‬ ‫املتحدة الخاصة بوضع الالجئني لعام ‪ 1951‬وبروتوكول عام ‪ 1967‬املتعلق‬ ‫توسع مفهوم الالجئني حاليّا يف الربازيل‪ ،‬حيث باتت متتلك‬ ‫بوضع الالجئني )‪ّ ،‬‬ ‫واحدة من الترشيعات األكرث تقدما يف هذا املوضوع‪.‬‬

‫‪39‬‬


‫ما هو أبعد من القانون‬ ‫“األجنبي‪ ،‬هو وقبل كل شيئ‪ ،‬غريب بالنسبة للّغة القانون الذي يقول‬ ‫بحتم ّية تقديم واجب الضيافة”‪.‬‬ ‫جاك دي ّريدا‬

‫املؤسسات‬ ‫ال يقترص التح ّدي للبلد الذي مينح صفة الالجئ لألجنبي عىل ّ‬ ‫الحكوم ّية باملعنى الضيق للكلمة فحسب‪ ،‬بل يتع ّدى ذلك إىل صفة‬ ‫املؤسسات غري الحكومية واملجتمع املدين لهذا البلد وذلك‬ ‫أوسع ليشمل ّ‬ ‫من خالل مسؤول ّية توفري مجموعة من اإلمكانيات الجيدة للفرد الالجئ‬ ‫ملساعدته عىل اإلنخراط واإلندماج يف املجتمع الجديد الذي إحتضنه‪.‬‬

‫‪40‬‬


‫مؤسسة الخدمات اإلجتامع ّية للتجارة –‪:Sesc‬‬ ‫العمل مع ّ‬ ‫استقبال وتبادل الخربات‬ ‫“نجاح االندماج االجتامعي ملجتمع متعدد الثقافات يتطلّب تطبيق سياسة‬ ‫العدالة االجتامعية التي تكافح عدم املساواة االجتامعية واالقتصادية والتمييز‬ ‫الذي يعاين منه الناس من أصل أجنبي”‪.‬‬ ‫جيل ليبوتسيك و جان س ّريوي‬

‫إنطالقاً من مبدأ أن واجب اإلستضافة يف بلد آخر هو حق من حقوق‬ ‫مؤسسة الخدمات اإلجتامعيّة للتجارة –‪ Sesc‬عىل توسيع‬ ‫اإلنسان‪ ،‬تعمل ّ‬ ‫آفاق التعايش واالحرتام وصون كرامة األجانب الذين تستضيفهم والية ساو‬ ‫باولو‪ .‬وسط هذا التنوع واالختالفات الثقافية هنا يرى الالجئني هوية جديدة‬ ‫متسكهم بجذورهم وتقاليدهم إال أنّهم ويف نفس‬ ‫بدؤوا بإكتسابها‪ ،‬بال ّرغم من ّ‬ ‫الوقت يبقون ُعرضة للتأثريات املحلية الرضورية من أجل البقاء والتأقلم يف‬ ‫األرض الجديدة املجهولة بال ّنسبة لهم‪ .‬إالّ أنه ومن خالل حوار دينامييك‪،‬‬ ‫ت ُضيف خصوص ّية الالجئ إثراءا ً ثقافياً للبلد الذي سوف يعيد به بناء حياته‬ ‫وحياة أرسته‪ .‬وهكذا تتعاظم خربات وتجارب الوافد وامل ُضيف‪.‬‬

‫‪41‬‬


‫إجراءات اإلستضافة‬ ‫دروس باللغة الربتغال ّية‬ ‫يحصل كل طالب عىل عدد من الدروس التي من شأنها ضامن إملام ِه مببادئ‬ ‫اللغة الربتغالية‪ ،‬كام ويتلقى ك ّراسة تحتوي عىل مواد وضعت خصيصاً لتلبية‬ ‫احتياجاته األساسية‪.‬‬

‫إعانة بتوفري وجبات الطعام‪ -‬برشاكة بني اللجنة الربازيلية‬ ‫مؤسسة الخدمات‬ ‫الوطنية لشؤون الالجئني‪ -‬الكاريتاس و ّ‬ ‫اإلجتامع ّية للتجارة ‪Sesc -‬‬ ‫املواد الغذائية ذات الجودة العالية هي أيضا عنرصا أساسيا يحصل عليه‬ ‫املضيف ليك تكتمل رشوط اإلستضافة عىل أفضل وجه‪ ،‬وإفساح الفرصة‬ ‫للجميع لتبادل الخربات و للتقارب و التعايش بني الثقافات‪.‬‬

‫‪42‬‬


‫التسجيل يف املصالح اإلجتامعية‬ ‫ميكن لكل شخص يطلب اللجوء يف ساو باولو أن يحصل عىل تسجيل يف‬ ‫املصالح االجتامعية ‪ MIS -‬من خالل توجيه صادر عن مؤسسة كاريتاس‪،‬‬ ‫مؤسسة الخدمات‬ ‫وذلك بإبرازه لهذا التسجيل يف أي وحدة من وحدات ّ‬ ‫اإلجتامع ّية للتجارة ‪ ،Sesc‬ومتتد فرتة صالح ّية هذا التسجيل يف املصالح‬ ‫اإلجتامعية‪ MIS -‬لعام واحد قابل للتجديد‪.‬‬

‫الثقافة والرياضة والرتفيه‬ ‫يحصل الالجئني يف وحدات مؤسسة الخدمات اإلجتامعية‪،Sesc -‬‬ ‫عىل مجموعة واسعة ومتنوعة من الفوائد الثقافية‪ ،‬تُ نح من خالل‬ ‫تطبيق أنشطة وبرامج تعليمية والتدريب عىل مامرسة املهارات الفنية‬ ‫والرياضية والفكرية والرتفيهية‪.‬‬

‫‪43‬‬


UNIDADES DO SESC CAPITAL E GRANDE SÃO PAULO SESC BELENZINHO Rua Padre Adelino, 1000 Tel.: 11 2076-9700 SESC BOM RETIRO Alameda Nothmann, 185 Tel.: 11 3332-3600 SESC CAMPO LIMPO Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120 Tel.: 11 5510-2700 SESC CARMO Rua do Carmo, 147 Tel.: 11 3111-7000

CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO Rua Doutor Plínio Barreto, 285, 4º andar Tel.: 11 3254-5600 SESC CONSOLAÇÃO Rua Doutor Vila Nova, 245 Tel.: 11 3234-3000 SESC INTERLAGOS Avenida Manuel Alves Soares, 1100 Tel.: 11 5662-9500 SESC IPIRANGA Rua Bom Pastor, 822 Tel.: 11 3340-2000


SESC ITAQUERA Avenida Fernando do E. Santo A. de Mattos, 1000 Tel.: 11 2523-9200

SESC SANTANA Avenida Luiz Dumont Villares, 579 Tel.: 11 2971-8700

SESC OSASCO Avenida Sport Club Corinthians Paulista, 1300 Tel.: 11 3184-0900

SESC SANTO AMARO Rua Amador Bueno, 505 Tel.: 11 5541-4000

SESC PINHEIROS Rua Paes Leme, 195 Tel.: 11 3095-9400 SESC POMPEIA Rua Clélia, 93 Tel.: 11 3871-7700

SESC SANTO ANDRÉ Rua Tamarutaca, 302 Tel.: 11 4469-1200 SESC SÃO CAETANO Rua Piauí, 554 Tel.: 11 4223-8800 SESC VILA MARIANA Rua Pelotas, 141 Tel.: 11 5080-3000


INTERIOR E LITORAL SESC ARARAQUARA Rua Castro Alves, 1315 Tel.: 16 3301-7500 SESC BAURU Av. Aureliano Cardia, 671 Tel.: 14 3235-1750 SESC BERTIOGA Rua Pastor Djalma da Silva Coimbra, 20 Tel.: 13 3319-7700 SESC BIRIGUI Rua Egídio Navarro, 700 Tel.: 18 3642-7040

SESC CAMPINAS Rua Dom José I, 270 Tel.: 19 3737-1515 SESC CATANDUVA Praça Felício Tonello, 228 Tel.: 17 3524-9200 SESC JUNDIAÍ Av. Antonio Frederico Ozanan, 6600 Tel.: 11 4583-4900 SESC PIRACICABA Rua Ipiranga, 155 Tel.: 19 3437-9292


SESC RIBEIRÃO PRETO Rua Tibiriçá, 50 Tel.: 16 3977-4477 SESC RIO PRETO Av. Francisco das Chagas de Oliveira,1333 Tel.: 17 3216-9300 SESC SANTOS Rua Conselheiro Ribas, 136 Tel.: 13 3278-9800 SESC SÃO CARLOS Av. Comendador Alfredo Maffei, 700 Tel.: 16 3373-2333

SESC SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Av. Adhemar de Barros, 999 Tel.: 12 3904-2000 SESC SOROCABA Rua Barão de Piratininga, 555 Tel.: 15 3332-9933 SESC TAUBATÉ Av. Eng. Milton de Alvarenga Peixoto, 1264 Tel.: 12 3634-4000 SESC THERMAS DE PRESIDENTE PRUDENTE Rua Alberto Peters, 111 Tel.: 18 3226-0400


sescsp.org.br

trabalho sociocultural com refugiados – Sesc SP  

publicação com informações relevantes para refugiados recém chegados ao país, com tradução em inglês, espanhol, francês e árabe.

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