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EXPEDIENTE Revista pertencente à Editora Matarazzo. Email: livros@editoramatarazzo.com / thmatarazzo@gmail.com Telefone: (11) 3991-9506. CNPJ: 22.081.489/0001-06. Distribuição: São Paulo - SP. Diretora responsável: Thais Matarazzo MTB 65.363/SP. Depto. Jurídico: Tatiane Matarazzo Cantero. Periodicidade: bimestral. Formato: A5 (14,8 x 21 cm). Tiragem: 1000 exemplares. Edição 3 - Nº 3 - Ano I - Março/2019. A opinião e conceitos emitidos em matérias e colunas assinadas não refletem necessariamente a opinião da revista Escritores brasileiros contemporâneos. Portal / Blog www.editoramatarazzo.com www.editoramatarazzo. blogspot.com

EDITORIAL Iniciamos 2019 com a agenda repleta de eventos: as realizações dos projetos Encontro São Paulo de Literatura e Encontro Literário Carioca. Toda programação fez parte dos festejos do quarto aniversário da Editora Matarazzo. Todos os eventos tiveram entrada franca e proporcionaram uma rica oportunidade e participação de escritores e poetas independentes, leitores, estudantes e do público em geral, ligados ou não à nossa editora. A proposta foi fomentar a literatura através de saraus, bate-papos, debates, lançamentos e sorteio de livros. Distribuímos gratuitamente o Matarazzo em Foco e a revista-programação Encontro São Paulo de Literatura. Não possuímos patrocínios oficiais ou oficiosos, nosso trabalho é feito na raça, com carolice, amor e idealismo, por isso, no dia 9 de fevereiro comemoramos na Câmara Municipal de São Paulo o 4º aniversário da Editora com muita honra e orgulho pelo nosso trabalho em prol da cultura brasileira! Sarau AACLIP na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, parceria com o I Encontro Literário Carioca, 23/2/2019


NOSSA CAPA JackMichel É o primeiro grupo literário na história da literatura mundial, composto por duas escritoras: Jaqueline e Micheline Ramos. São irmãs e nasceram em Belém - PA (Brasil). O tema de sua obra é variado visto que possui livros escritos nos gêneros ficção, poesia, romance, fábula e conto de fadas. Publicações: Arco-Jesus-Íris (Chiado Editora, 2015), LSD Lua (Drago Editorial, 2016), 1 Anjo MacDermot (Drago Editorial, 2016), Sorvete de Pizza Mentolado x Torpedo Tomate (Drago Editorial, 2016), Ovo (Drago Editorial, 2016), Papatiparapapá (Editora Illuminare, 2017), Sixties (Helvetia Edições, 2017), Tim, O Menino do Mundo de Lata (Helvetia Edições, 2017), Anotações Da Lagarta Papinha (Editora Leia Livros, 2018) e O Príncipe Milho (Editora Leia Livros, 2018). É associada da ACIMA (Associazione Culturale Internazionale Mandala), da LITERARTE (Associação Internacional de Escritores e Artistas), da AMCL (Academia Mundial de Cultura e Literatura), da UBE (União Brasileira de Escritores) e Movimiento Poetas del Mundo. Seus contos e poemas constam em antologias internacionais bilíngues. Também foi destaque em diversos jornais e revistas on-line de literatura, artes e cultura. Partici-

pou de salões literários na Europa e no Brasil. Recebeu Menção Honrosa no Concurso da Coletânea Literária Internacional em Prosa & Verso “Conexão México” – Sem Fronteiras pelo Mundo... Conectando Mentes & Cultura ACIMA de Tudo!”, no Prêmio de Excelência Literária “Troféu Corujão das Letras” e no II Concurso Cultive de Literatura “Prix Cultive de Littérature”. Conquistou o Prêmio Talentos Helvéticos-Brasileiros IV, o 3º lugar no Concurso Cultive de Literatura “Prix ALALS de Littérature” e no I concurso literário da Casa Brasil Liechtenstein e o 1° lugar no II Festival de Poesia de Lisboa. Seu slogan é “A Escritora 2 Em 1”. Website Oficial daJackMichel A Escritora 2 Em 1: https://www.websiteoficialjackmichelaescritora2em1.com/

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Fotos: Gilberto Cantero

SARAU CAI NA RODA É um projeto social e cultural que têm por objetivo apoiar o restauro e a manutenção dos Livros de Matrículas dos Expostos pertencentes ao Museu da Santa Casa de São Paulo. São cerca de 20 volumes que precisam de reparos, o valor do restauro de cada unidade é bastante significativo. Como o Museu da Santa Casa não possui verba própria, vários autores e poetas independentes decidiram se unir e criaram o Sarau

Cai da Roda, o batismo do projeto é da poetisa Ana Jalloul (na foto abaixo com Ricardo Cardoso). A Roda dos Expostos da Santa Casa de São Paulo funcionou de 1825 até 1950, cerca de 4.500 foram deixadas na Roda; a peça hoje é a principal atração do museu. Acadêmicos e escritores servem-se desses livros para pesquisas. É muito importante preservarmos a história e a memória! A primeira edição do Sarau aconteceu no sábado, 16 de fevereiro, e foi um sucesso, apesar da intensa chuva que cai em São Paulo. O próximo evento acontecerá dia 16 de março, das 15 às 17 horas. Anote na agenda, compareça e contribua com essa nobre causa! O Museu da Santa Casa fica à Rua. Dr. Cesário Mota Júnior, 112, Vila Buarque, com entrada franca.


CANTORA NÚBIA LAFAYETTE É TEMA DE LIVRO O professor, escritor e radialista Hamilton dos Santos é autor do livro Núbia Lafayette, a voz sentimento. A obra traça importantes detalhes da trajetória artística da cantora brasileira, além de apresentar discografia, galerias de fotos e homenagens. Hamilton é um grande fã da cantora, a conheceu pessoalmente em 1967. De lá pra cá passou a colecionar tudo sobre a vida e obra da artista, tendo inclusive sido seu empresário na realização de shows por diversas cidades baianas. Núbia Lafayette nasceu em Assu, RN, em 1937, sendo seu verdadeiro nome Idenilde Araújo Alves da Costa. Ainda pequena mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Na década de 1950, Núbia resolveu tentar uma chance no programa de calouros A voz de ouro ABC da TV Tupi, interpretando músicas de Dalva de Oliveira. Em Escritores brasileiros contemporâneos

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1960 conquistou o apoio do compositor Adelino Moreira que a levou até à gravadora RCA Victor, lá gravou o seu primeiro disco com o samba-canção Devolvi, de Adelino. O 78 rotações estourou e a cantora viu seu nome ser projetado em todo o Brasil. A artista colecionou uma discografia de êxitos, também influenciou a carreira musical de grandes nomes da MPB. Núbia Lafayette faleceu aos 70 anos em Niterói, RJ. Núbia Lafayette, a voz sentimento já foi lançado em Assu, Salvador, Recife, João Pessoa, Teresina, Catu, Alagoinhas, São Paulo, Rio de Janeiro, Maceió e em Lisboa, Portugal. Hamilton apresenta toda semana o programa Noite de Saudade pela Catu FM (https://www.radiocatufm.com). Quem quiser adquirir o livro pode entrar em contato diretamente com o autor pelo e-mail: josehamiltondossantos@gmail.com ou pelo Whatsapp (71) 999613618.

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Foto: Débora Matarazzo

SESSÃO COMEMORATIVA DO 4º ANIVERSÁRIO DA EDITORA MATARAZZO Aconteceu no dia 9 de fevereiro passado, uma iniciativa do vereador Quito Formiga. Foi uma linda e emocionante solenidade, que culminou com o encerramento do projeto Encontro São Paulo de Literatura - apoiado culturalmente por diversos órgãos, públicos e privados, formadores de opinião e altas instituições divulgadoras da cultura, das artes e do pensamento: os programas de rádio Caravela do Fado (9 de Julho 1600 AM) e Os Imigrantes (Trianon 740 AM); Biblioteca Mário de Andrade, Biblioteca da Secretaria da Fazenda e Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Câmara Municipal de São Paulo, Diário do Grande ABC, e da loja Temos Livros. Compuseram a mesa de autoridades: Thais Matarazzo, padre Armenio Rodrigues Nogueira, Ademir Medici, Co6

mentador Teixeira, José Carlos Teixeira, Rodrigo Bezerra da Silva, Eduardo Martellota, Camila Giudice e Ingrid Ribeiro Souza. O cerimonial foi apresentado pelo escritor e jornalista Rodrigo Gutenberg. Foram agraciados com diplomas de votos de gratidão e congratulações escritores, poetas, leitores e amigos incentivadores da nossa Editora, por ordem alfabética: o jornalista Ademir Medici, Ana Camargo, Ana Jalloul, Armenio Rodrigues Nogueira, Camila Giudice, Dedy Edson, o jornalista Eduardo Martellota, Glafira Menezes Corti, Hilda Milk, Os Imigrantes, Ingrid Ribeiro Souza, Irma Casari, vó Jacy de Castro, Jailson Lima da Silva Honorato, Júlio Araújo, Lúcia Caetano, Manoel e Ju Fonseca, Marcelo Kassab, Marco Antonio, Marli dos Santos, Neide Ciarlariello, Ricardo Cardoso, Rodrigo Bezerra da Silva, Rodrigo Gutenberg Silvio Henrique Martins Sheyla Cruz do Valle, e Ygor Kassab.

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Fotos: DĂŠbora Matarazzo


ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO Neide Ciarlariello

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez, por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas na boca a boca. É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem 8

demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. Sobrenome, joias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. Não nos esqueçamos que a educação enferruja por falta de uso. Neide Ciarlariello: paulistana, poetisa, advogada.

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AS MULHERES SÃO MAIS FORTES, DIZ CARRASCO Neide Ciarlariello Essa é a opinião de Ahmad Rezkallah, carrasco por opção desde os 20 anos, tendo decapitado mais de 300 condenados ao longo de sua “carreira’”, Rezkallah afirma que “as pessoas têm a impressão de que as mulheres são mais moles e mais fracas. Mas, no momento da execução, a maioria dos homens desmaia.” Afirma também que quando eles são poupados por indulto, ou perdão de último minuto, “alguns ficam paralisados, outros ficam loucos. Mas as mulheres de um modo geral têm nervos de aço.” Essas declarações foram feitas numa publicação saudita, chamada Al-Majalla, reproduzidas no jornal-irmão em inglês, Arab News e no O Estado de São Paulo, e não me causaram nenhuma estranheza. Realmente temos a capacidade de suportar heroicamente as dores, as desgraças, as agressões, as fatalidades e as discriminações. Vejam que na China, talvez no século X, se considerava erótica a visão de uma mulher andar cambaleando sobre pés minúsculos. E os homens se excitavam com isso. Na prática, quando as meninas chinesas tinham dois ou três anos de idade seus pés eram enrolados com pedações de panos com extrema firmeza, dobrando todos os dedos para baixo, sob as solas, com exceção do dedão; depois era colocada uma grande pedra em cima para quebrar os ossos. Esse processo durava anos. Mesmo depois de quebrados todos os ossos, os pés tinham que continuar enfaixados dia e noite com pano grosso, porque assim que eram soltos, a tendência era de recuperarse e isso não podia acontecer. Os pés não

podiam crescer mais de doze centímetros e as mulher suportavam essa atrocidade em prol do erotismo masculino. Tal prática terminou no começo do século XX, graças a Deus! As chinesas também agradecem. Por causa da discriminação, vemos que algumas mulheres tentam se igualar aos homens e Will Durant já afirmou: “Se a mulher adotar integralmente a vida do homem, integralmente se igualará a ele nos traços mentais e morais. Mas o provável é que a mulher não revele tão mau gosto.O atual período de imitação masculina passará e a mulher convencer-se-á de que o homem não merece ser imitado.” Estas curiosidades com a proximidade do DIA INTERNACIONAL DA MULHER servem para reflexão, tanto do homem como da mulher, porque ainda há muito dessa cultura secular em nossos dias. Segundo a ONU, as mulheres representam aproximadamente 52% da população mundial e que que dos 1,3 bilhões de pobres no planeta, 70% são mulheres. Representamos também 2/3 do contingente de 885 milhões de analfabetos existentes no mundo. Sabemos também que em nenhum país do mundo as mulheres são tratadas da mesma maneira que os homens, tudo isso foi constatado em Pequim na 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher. Essa desigualdade de tratamento nos obriga a sermos MAIS FORTES como disse o carrasco Rezkallah. E não podemos esquecer que fomos nós, as mulheres, que ficamos junto com Jesus no momento em que os homens fugiram e negaram sua fé, que ficamos aos Seus pés na hora da morte e que fomos nós que visitamos o sepulcro vazio. Obrigado Senhor por ternos feito FORTES.


ARADO DO LITERÁRIO A entrevista deste número é com Leonardo Meireles, carioca, bacharel em Direito, jornalista por decurso de prazo, produtor, apresentador de TV, redator, escritor contista e cronista, diretor de fotografia cinegrafista (repórter cinematográfico) e empresário na comunicação. Meireles apresenta o Arado Literário pela TV Atlântica, um programa dedicado aos livros e aos escritores. E.B.C.: Como surgiu a ideia do programa Arado Literário? L.M.: Há mais ou menos oito anos eu criei o Poetizando, mas era muito lento, foi criado pensando realmente no segmento poesia, mas eu achava chato, parei. Tinha uma apresentadora, as entrevistas algumas eram feitas no estúdio. Não tinha dinamismo embora fosse todo certinho. Depois passando um tempo voltei com outro nome, o Literatus, aí já tinha um formato mais próximo do que viria a ser o Arado Literário, mas sem apoio, uma época braba, tirei, pois nós tínhamos o de cinema, o Curta Fazer, que me tomava todo tempo pois tinha apenas um rapaz que apresentava e gravava quando queria alguma entrevista e, eu criava, buscava pautas, escrevia, fazia tudo. Depois chamei outra pessoa, mas ela só queria fazer futilidade nesse programa, não era o perfil, o programa era instrutivo, preferi dar fim ao Curta Fazer. O Arado Literário foi uma iniciativa do meu filho, fui numa gravação na livraria Argumento e o levei de assistente e lá 10

ele falou pra eu abrir uma editora, mas após explicar das dificuldades devido à dedicação que é produzir um livro ele falou: “então porque você não volta com seu programa sobre literatura, livros, você gosta e entende.” Eu concordei. Fiquei pensando por uma semana na coisa, vi que era preciso semear mais literatura, plantar mais livros na cabeça das pessoas, aí, pra chegar o nome foi um pulo, plantar tem que arar, quem faz isso é o arado, então, Arado Literário. O primeiro foi ao ar em 7 de novembro de 2015. De lá até agora, muita luta, manter sem um centavo só por loucura e, como às vezes não se tem dinheiro pessoal, aí o bicho pega, mas o mantive mesmo assim. Sua finalidade é trazer os lançamentos, permitir que quem escreve falar sobre o que fez e o motivo de ter escrito, tudo muito rápido, pois o programa não é de conversa, é jornalismo dinâmico, nada arrastado, afinal, estamos numa TV via Internet, para ser vista na mão principalmente, logo, ninguém gosta de ficar vendo muito. Os programas têm no máximo 11 minutos com 5, 6, 7 livros sendo citados. Eu faço o âncora no estúdio e chamo as sonoras (reportagens). E.B.C.: Como o escritor pode participar do programa? L.M.: É simples. Eu faço uma busca nos lançamentos, vou até as poucas livrarias que promovem a noite de autógrafos e faço a cobertura. No início essas me olhavam de banda e chegavam até proibir, hoje felizmente me recebem, mas ainda há algumas que olha com desdém, esse mercado de literatura é geralmente profundamente antipático, se pensar em Academias então, alguns se acham que

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estão acima de tudo e todos quando deveria ser o contrário. São os que chamo de pseudointelectuais. Mas se um autor enviar para o e-mail da TV Atlântica, a emissora que exibe o Arado Literário, enviando material, um resumo pessoal, sobre a obra e foto do livro, eu analiso e dependendo do volume eu ponho em pauta. Só não coloco no ar livros de segmento profissional, nem os didáticos de currículo. Os segmentos literários em geral são bem vindos, pois há gosto pra tudo. Importante, o Arado Literário é jornalismo segmentado, dirigido, logo, como jornalismo ninguém paga nada, não somos banca de comércio, o Arado é um programa informativo, o livro, quem escreve, esses são os astros, nos alimentamos com seus brilhos e levamos ao público. Pena que temos um público pequeno, mas isso é resultado proporcional da camada da população que se interessa por leitura. Já passei por situação de ter pessoa que ficou com medo de dar entrevista por achar que teria que pagar, pois tinha passado por esse procedimento e não fora bem sucedido. Depois que soube que somos jornalismo aí mudou de comportamento. E.B.C.: Como apoiar o Arado Literário? L.M.: O primeiro passo é divulgar. Dinheiro é bom e precisamos muito, mas quem vai anunciar em algo onde pouco

é conhecido? Por outro lado, eu digo que há uma mania de achar que algo é bom só porque tem zilhões de visualizações. Isso é uma doença imposta por esse portal depósito de vídeos do Google, como se isso fosse grande coisa, mas é cultura brasileira se impressionar por números, é em tudo, no futebol uma partida com mil pessoas na arquibancada é estádio vazio, obra se não custar milhares de reais é obrinha e, vídeo na Internet tem que ter acima de 2 milhões e meio de visualizações, pode ser um monte de fezes, não importa, é divertido. Curioso como empresário pense assim também, ele não quer saber que hoje a segmentação é garantia de demanda certa, imaginemos que se queira vender salmão ao rosé na porta do Maracanã em dia de Flamengo e Vasco. 65 mil pessoas, vão saber o que é aquilo? Não. Mas é gente demais. Outro problema que enfrentamos é a preguiça e o desinteresse no público compartilhar quando divulgo a edição nas redes sociais, Facebook, Twitter e Linkedin. A coisa é tão incrível que até os entrevistados, já passamos de mais de 250, até hoje, apenas 8, fizeram o compartilhar, 5 uma vez e 3, sim três, ainda compartilham as demais edições e comentam. Isso porque compartilhar dá trabalho, são dois cliques, curtir uma vez e fica livre da chatice é fácil. É cultural, é preconceito, por ser um programa na Internet, já assusta ser numa WebTV, numa sociedade que adora prestigiar coisa de americano, logo, internet é Youtube. Felizmente hoje temos a Globoplay do grupo Globo que investe nessa WebTV é a Globoplay, produz e emprega. A TV Atlântica é séria, veicula conteúdo próprio, não como uma


maioria que se diz ser WebTV mas hospeda os conteúdos no Youtube, cada vez mais enchendo o estrangeiro de fama e dinheiro, ao invés de ter provedor contratado, empregar pessoal de T.I. Estagnação pela ignorância, acomodação e submissão cultural. TV Atlântica é televisão, como canal aberto ou via cabo. É veículo livre, gratuito, para assistir basta digitar ou baixar aplicativo. Por outro lado o que se quer é anunciante, colocar comercial, os preços são ínfimos, pois penso com o pé no chão, de pouco em pouco acabaremos ganhando bem. Por filosofia, não aceitamos anúncios de editoras, livrarias, gráficas, distribuidoras ou qualquer outro segmento da área, isso praticamos para não haver a questão do rabo preso. Somos livres, mas quem produz, vende, escreve e lê livros usa tudo aquilo que qualquer pessoa usa, se transporta, se veste, come, bebe etc. Dessa forma estamos abertos a marcas inteligentes, que pensem em demanda segmentada, de alto nível de sabedoria, pois ter ou não ter dinheiro não reduz ou aumenta a intelectualidade, apenas pode adquirir, comprar mais ou menos, mas sempre são influenciadores. Contatos www.aradoliterario.com www.tvatlantica.com/arado-literario contato@tvatlantica.com

Universidade Candido Mendes Fomos convidados pelo prof. dr. Leonardo Iorio a fazermos uma visita à Universidade Candido Mendes, UCAM, no Rio de Janeiro. Nosso encontro aconteceu no 42º andar do edifício nº 10 da Rua da Assembleia, no centro. O prof. Iorio e a profª. Cláudia Perestelo nos recepcionaram com cordialidade e simpatia na sala da Reitoria. Saboreamos um cafezinho e iniciou-se um interessante bate-papo sobre o histórico da UCAM. Conhecemos as outras dependências da Reitoria, todas bem decoradas, e das janelas tem-se uma visão privilegiada da baia de Guanabara e do entorno da cidade. Lá de cima observamos a Praça XV por inteiro: o desenho do calçamento (de pedras portuguesas), diversas estátuas, o antigo Paço imperial (hoje museu), o chafariz do mestre Valetim, a estação das barcas etc. Foi um encontro gratificante e cultural; a seguir, Iorio nos fez outro convite: dar uma volta pelas ruas adjacentes. O antigo Convento do Carmo, onde morou e veio a falecer a rainha d. Maria I de Portugal, ainda resiste apesar do abandono, chegou a pertencer à UCAM. Estivemos na igreja de Nª. S ª. do Carmo (antiga Capela Imperial), passamos pelo Beco dos Barbeiros - onde existe um oratório público, um dos poucos da cidade. Tudo é muito antigo. O Rio de Janeiro possui um poder de encantamento sob vários aspectos, como caminhar pelo centro histórico e descobrir resquícios do nosso passado. Para finalizar, mais um cafezinho. Agradecemos ao prof. dr. Leonardo pelo convite e atenção.


DIÁRIO DE UMA PROFESSORA - SENTIMENTOS ESCRITOS

seja o causador da sua agonia e tire a tua paz.

Todo ser humano é dotado de sentimentos, sensações e emoções que se vivenciam em diferentes situações da vida. São eles que nos permitem perceber que há algo diferente acontecendo em nós. O livro Diário de uma Professora-Sentimentos Escritos aborda diversos tipos de sentimentos, tais como: amor, tristeza, coragem, felicidade, paz entre outros, pretendendo trazer ao seu coração a sensibilidade e esperança de um belo amanhecer através das palavras e poesias.

INSTRUMENTO DO AMOR SE o mundo chora, Seja o riso que contagia, Seja a luz que ilumina, Seja a paz que tantos precisam. Não se iguale, Não se contamine, Nem se compare Não desista, Persista, conquista. Seja Mais, Seja instrumento do AMOR.

“Alguns dos versos meus, são mudos, outros são ritmados de uma canção, mas na maioria das vezes eles são verdadeiros GRITOS incontidos e não revelados.”

Sy Moises: autora de Diário de uma professora, sentimentos escritos, trajetórias e vivências, coletânea lançada na Noruega, dentre outras. Paulistana, professora, formada em “Oras sou Assim... POESIA compos- letras, pedagogia e pós-graduada em psicopedagota de LUZ, momentos e sentimentos gia, amante Aflorados em mim.” da poesia e literatura, é ESCOLHER O BEM, revisora, arQUE MAL TEM? Estava aqui refletindo como as coi- tesã, integra sas estão inversas hoje em dia. projetos soO bom, precisa de psicólogo para tra- ciais e ONGs, tar a dor que o mal lhe causou. Não e enxerga na um seria o mau que precisaria do acom- poesia panhamento com terapeuta? elemento Alimente o bem que há em ti, para t r a n s f o r m a que a dor que o outro lhe deposita não dor. Escritores brasileiros contemporâneos

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ACRÓSTICOS DO CORAÇÃO

Choveu bastante na capital paulista na noite de 25 de fevereiro, mas a chuva não foi pretexto para os amigos, ouvintes fãs e leitores do padre Armenio Rodrigues Nogueira comparecerem ao lançamento do seu novo livro Acrósticos do Coração - volume II, acontecido na Casa de Cultura Salvador Ligabue, na Freguesia do Ó. O ambiente ficou lotado, contamos mais de 120 pessoas. O padre Armenio com a sua alegria e simpatia habituais, autografou livros, tirou fotos e distribuiu sorrisos. Estava bastante emocionado. O segundo volume de Acrósticos do Coração possui 200 acrósticos, escritos nos últimos 14

quatro anos. O número 376 é dedicado à Editora Matarazzo, registrado em 20 de março de 2016, quando comemoramos o nosso 1º aniversário. Agradecemos ao autor pelo carinho! Outra atração do lançamento foi o show de Larissa Lima acompanhada pelo violinista Sérgio Borges, o guitarrista Wallace Oliveira, o acordeonista Nathanael Sousa e Christiano Oliveira (violão). Também estavam presentes o cantor e compositor Cláudio Fontana e a fadista Ciça Marinho, não escaparam de “uma canja” a pedidos do público. O padre Armenio apresenta juntamente com Cipriano Gomes, todo sábado, das 21 às 22 horas, o programa Caravela do Fado, transmitido Larissa pela Rádio 9 Lima, Sérgio de Julho AM Borges e ( w w w. r a Wallace dio9dejulho. Oliveira com.br). Quem quiser adquirir Acrósticos do Coração II pode fazê-lo diretamente através do telefone: (11) 966915604

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POEMAS DE CRIS ARANTES QUERO

POR ACASO

Quero um amor companheiro Que seja também escudeiro Desse coração sofredor

Olha aqui seu moço Não te conheço Mas me compadeço Da tua sorte

Quero uma mão amiga Que todo dia me diga Você é o meu amor

Nada é por acaso Não vou ter um caso Só para não ficar só Ora bolas, tenha dó

Quero um olhar instigante Me trate qual um diamante Seja lapidador

Tenho minhas dúvidas Também minhas certezas Não faço dívidas Para fingir riquezas

Quero um beijo sereno Sentimento ameno De um sonhador

Sou poeta e não nego Falo o que cala fundo Se doer te entrego Como é o meu mundo

Cris Arantes: Professora licenciada em Pedagogia. Poeta, cantora e musicista. Possui um CD Só por amor onde musicou 13 poemas. Realiza postagens dos seus poemas em redes sociais e apresentações em Saraus Literários e Musicais. Participou de quatro Antologias pela Editora Matarazzo: Poesias Contemporâneas - volumes IX e X, Baila comigo? e Carnaval em imagem, prosa e verso, da revista Escritores brasileiros contemporâneos números 1 e 2, e da Antologia Para Vinícius pela Editora do Carmo. É membro titular da Academia Contemporânea de Letras, ACL, cadeira 12, tem como patronesse Florbela Espanca. Escritores brasileiros contemporâneos

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ANO 2018 Paulo Watanabe O ano de 2018 foi um bom ano de atividades artísticas para mim. No canal do Youtube Sidney Souza Produções: participei das gravações de A Batalha Dos Anjos, inicialmente gravado como filme, depois virou uma Web Série. Antes, teve uma pausa para as gravações da Web Novela Uma vida Uma Grande Paixão, e a novela já está disponível para quem quiser assistir no canal do Youtube Sidney Souza Produções. A Web Série A Batalha dos Anjos começou agora em 2019, já estão disponíveis os dois primeiros episódios no mesmo canal. No mundo da literatura, em maio de 2018, participei da antologia Poesias Contemporâneas VIII da Editora Matarazzo. Compareci a muitos lançamentos de livros e saraus. Ainda tomei parte de outros eventos, nas áreas de cinema, lançamentos e debates. Na música, na parte técnica, pude gravar shows ou fotografar. No teatro, pude assistir peças que meus amigos participaram. 16

Espero que este ano também seja cheio de atividades! E para encerrar este depoimento, deixo o seguinte poema: Grande Amor

Amor, Grande Amor! Não consigo viver longe de você Amo-a demais Coração palpitante Ardente como fogo Totalmente Apaixonado Reluzindo Imensamente Nessa grande Ansiedade! Lendo a primeira coluna de cima para baixo aparece o nome de uma amiga muito especial.

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PREFERÊNCIA

(Poema engordurado e sem varizes) Thais Matarazzo

Com mostarda Te acho melhor Mesmo que venha tostada Serei teu eterno cultor!

Quando te vejo Fico hipnotizado Você eu desejo De olhos arregalados

Empanada, fritinha Pouco importa a farinha E o recheio, adivinha? Hummm... É de galinha.

Que gostosura! Que curvas de escultura! Por ti, boa mistura, Sou capaz de diabruras!

Não sei passar sem ti Seja onde estiver! Vem pra mim, oh preciosa: Minha coxinha deliciosa!!! Dedicado a Gilberto Cantero e a todos os amantes de coxinhas!

Escolho uma, duas, Até três, se possível, Te enxergo até No invisível... Escritores brasileiros contemporâneos

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I ENCONTRO LITERÁRIO CARIOCA

Nossa jornada iniciou-se em 21 de fevereiro quando visitamos a Universidade Candido Mendes, UCAM, no centro histórico do Rio. Fomos recepcionados pelo pelos professores Leonardo Iorio e Claudia Perestrelo. Tivemos a oportunidade de conhecer vários departamentos da UCAM, do 42º. andar (Reitoria) temos uma vista panorâmica do centro carioca e da baia de Guanabara. Fantástico! No dia 22, estivemos na Rádio Mundial FM, no Programa Carlos Rocha, junto com o escritor e poeta Bruno Black. Em seguida, à noite, aconteceu o lançamento das antologias Baila comigo? e Carnaval em imagem, prosa & verso, e dos livros Regente de Sonhos, de Thais Matarazzo, e No silêncio da hora nasce a poesia, de Hilda Milk. Dentre os autores participantes dos livros, marcaram presença: Bárbara Brito, Regina Brito, Ana Jalloul, Ricardo Cardoso, Hilda Milk, Vicente Janotti Jr. e Thais Matarazzo. No sábado, 23 de fevereiro, foi a vez de estarmos no Sarau AACLIP, no salão paroquial da igreja do Bom Jesus do Monte, mesmo local onde ocorreu a FLIPA Paquetá 2018. A presidente da Academia, Vannia Barboza, nos recebeu com a simpatia e a cordialidade de sempre. O prof. Leonardo Iorio lançou a obra 1885: Janelas do 18

Tempo (Matarazzo). Para finalizar, no domingo, 24, participamos da Feira Cultural da Fotografia, organizada e coordenada por Cilano Simões. Expusemos fotos da cidade de São Paulo com cliques de Ana Camargo e Gilberto Cantero.

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Bárbara Brito e Laura Iorio

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Thais e Irapuan Silva Rádio Mundial FM

Feira Cultural da Fotografia

Feira Cultural da Fotografia

Feira Cultural da Fotografia. O casal de fotógrafos Raphael e Fahími

Sarau AACLIP e lançamento de livros

Bar Ernesto

Ricardo Cardoso e Ana Jalloul em Paquetá


POEMAS DE GLAFIRA MENEZES CORTI ESTIRPE SUCULENTA O tempo rodopiava, A árvore a se arcar. Papai dizia A todo momento Aqui é o meu lugar.

Há noventa anos nasceu Cresceu, trabalhou, Viveu de seu suor, A família criou. Esperava da vida Saúde, sucesso, Paz, amor e alegria. Cuidar de todos No seu dia a dia.

O corpo dele quebrou, A memória lhe desprezou, O falar não resguardou. A alma do marceneiro o abandonou... Depois que o telhado consertou.

Ao ver os filhos Formados na vida, Sorria com orgulho. Tudo pra eles fazia. Vieram os netos amados, Bisnetos e afilhados. A todos sempre acolheu De um jeito muito estimado. Aqui longe quis morar Num canto, com o Verde a lhe rodear, A flor em fruto vingar. Veio então a primavera E o verão se anunciou. No outono ele brindava Folhas caídas pelo chão. 20

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POEMAS DE GLAFIRA MENEZES CORTI NOVO AMANHECER Quero falar sem explicar, Recordar sem me magoar De todos momentos De angústia e sofrimentos.

De ti quero me lembrar Sem gritos escutar. Do forte sertanejo, Outra vida comemorar.

Irei dele lembrar Como parte da vida Que foi repartida, Abençoada e renhida. Seu rosto diz da dor, Magro sem ostentação, O corpo exala medo Sem nenhuma reação. Pai, meu querido pai, Homem de muito vigor. Soube na vida levar Respeito, orgulho e amor. Você aqui nesse estado prostrado. Um tempo longo acamado, Concentrado na oração, Clama a Deus por seu perdão.

Sou Glafira Menezes Corti, professora, paulistana, catadora de letras que ficam ao léu, soltas e esperançosas de tornarem-se signos representantes de ilusão ou realidade. Contadora de estórias. Tenho dois livros publicados: Tamborilando com Letras e Pra Você. E-mail:glafira@zipmail.com.br

Deus, pura sabedoria Sabe quando te levar Daqui dessa agonia, Para um novo despertar. Escritores brasileiros contemporâneos

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É um Concurso voltado para a fomentação e valorização da poesia, da literatura, da língua portuguesa, da pintura e da fotografia. Participe, é grátis! Disponibilizamos no Facebook, na página @versejandocomimagens, o regulamento e um álbum público aonde constam fotografias e pinturas para que os poetas possam escolher até duas imagens e inspirarem-se para a produção de poemas

inéditos. O prazo do Concurso vai de 4 de março até 15 de maio de 2019. Desta feita, serão contemplados cinco poetas, eles receberão um certificado, a publicação do poema na revista Escritores brasileiros contemporâneos nº. 6, e uma placa de acrílico. O resultado será divulgado em 30 de maio no Facebook. Dúvidas, informações e sugestões escreva para versejandocomimagens@gmail.com


POEMAS DE Luiz Alexandre Kikuchi Negrão A LUIZ POÇAS LEITÃO JUNIOR, O ‘POCINHAS’

NETOS DE HIROSHIMA

“Isto é Mackenzie!” bradava ele Nos vários recantos da Faculdade. Amor e bravura: viam nele O ‘vôzinho’ dos mackenzistas. Verdade! Acompanhei-o em vários passeios No Câmpus como ‘neto’ e amigo. Ele contava histórias, sem receio Do Mackenzie e São Paulo Antigo. Não eram o terno e a gravata seus brados, Mas sim seu Amor e seu Exemplo De alguém autêntico, iluminado Os prédios da Itambé como templos Foram por ele percorridos. Dado Sua idade, ‘Pocinhas’, és Exemplo!

Nos Centros Leste e Oeste do Memorial Crianças, velhos e adultos queimam incenso Em memória daqueles que vaporizaram no calor letal Criando uma maldita herança. São vítimas de um conflito intenso. Holocausto? Para os dirigentes ianques viverem no fausto? Punição exemplar Para o vitorioso contemplar? Foi uma derrota clamorosa A quem Vinícius dedicou a Rosa... Sobretudo, é uma lição dura. Enquanto a paz perdura A geração samurai deu lugar à pacífica Uma civilização magnífica!

Luiz Alexandre Kikuchi Negrão: Especialista em Direito Público pela Escola Paulista de Direito (EPD), publicou os textos históricos: “125 do Café Jardim”, “Homenagem do Dia do Patrono do Fórum de Artur Nogueira e “A atuação do Ministério Público no Caso Emeric Levai”.

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GERMANO GONÇALVES

Poeta e escritor, Germano coordena o Sarau Urbanista Concreto todo 3º sábado do mês, a partir das 14 horas, realizado na ONG Associação Força Cultural, à R. Francisco Lobo, 10, no Pq. São Rafael, zona leste de São Paulo. Quem quiser participar, é só chegar. “Venha mostrar seu estilo e mandar o seu recado!”, diz Gonçalves. E.B.C.: Quando você começou a se interessar pela poesia? G.G.: Posso dizer que a poesia está na minha vida desde a minha infância. Ainda hoje me lembro da minha mãe falando: “Larga de bobagem menino, poesia é coisa de menina”, e eu gostava tanto de poesia como de escrever. Mas a poesia veio me despertar mesmo na minha fase de jovem para adulto, mais precisamente na fase adulta, por conta de alguns percalços da vida: tinha que trabalhar e ajudar a família. Mas sempre escrevia, principalmente no gênero poemetos (poemas pequenos), e assim fui caminhando. Nos tempos das namoradas sempre escrevia versos pra elas, tanto que até hoje minha atual mulher lembra-se disso. Já adulto conheci a literatura marginal, e me interessou, pois, na verdade, entendi que poesia é a visão de mundo de quem escreve, e como sou oriundo da periferia, vi que aqui têm muita poesia para alegrar o dia-a-dia de quem vive nessas regiões. E.B.C.: Quantos livros você já publicou? G.G.: Tenho três obras publicadas, todas envolvidas no gênero literário da literatura urbana marginal. O Ex-excluído - poemas e prosas (Somadi, 2014), eu costumo dizer que é o meu xodó, pois com ele me envolvi cada vez mais na literatura urbana marginal; o segundo é Literatura Urba24

na Marginal - arte na periferia (APMC, 2016) trata-se do meu TCC do curso de História; e o mais recente é o título Contos Marginais, um livro de contos sobre o cotidiano de uma periferia, a visão do autor sobre os assuntos sociais que envolvem toda essa região. E.B.C.: Como surgiu a ideia de criar o Sarau Urbanista Concreto? G.G.: A região onde moro é muito carente, com diversos problemas sociais. Para incentivar à cultura e à leitura, criei o sarau, sendo que ele é voltado para a literatura marginal.O nome do Sarau Urbanista Concreto vêm do sentido de que moramos em um bairro da região urbana, e o concreto vêm da poesia concreta, que eu admiro muito, então, juntei os dois adjetivos e ficou Urbanista Concreto. O sarau possuí suas atrações: dois escritores convidados e um músico para fazer a parte musical E tem o momento do microfone aberto para quem quiser chegar e recitar, ler, cantar e dar seu recado, abrimos o sarau com o nosso grito de guerra; “O sarau é nosso, pode vir, pode chegar!”. Para saber mais o escritor e o sarau, acesso no Facebook: @germanosarauurbanistaconcreto

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poema de Elisabete Gonçalves (BEL GONÇALVES) FELIZ DIA DAS MÃES MÃES de Amor incondicional, Umas de primeira viagem, novas ou não... Ainda em experiência com o seu filho tão esperado. Outras já experientes por tantos filhos ao seu redor, E, ainda, as MÃES adotadas outras postiças. MÃES que já se foram numa viagem sem volta... Nunca esquecidas, como, se ao nosso lado estivessem. MÃES de todas as raças e credos, dedicadas ou não, Estão sempre com as rédeas nas mãos, E esquecem que sua benção é poderosa. MÃES esbanjando sabedoria em multifunções... Por vezes dotadas da premunição... Quando afirmam algo, é melhor pensar antes de continuar... Pois certamente descobrirá que tinham razão. Sempre MÃES, desde o feto até a Eternidade.

Elisabete Gonçalves Santo, conhecida como Bel Gonçalves: paulista, formada em Matemática pela Universidade São Judas Tadeu, Empresária na Área Imobiliária. Possui publicações tais como: Crônica em Revista de Negócios, Conto - Infantil, e, participação com Poesias em diversas Antologias.

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Sheyla Cruz do Valle MEMÓRIAS D’ALÉM MAR LISBOA (São Paulo, 6/6/2018)

Eu atravessei os ares Fui além muitos mares D’outro lado do Atlântico Pra te encontrar oh! Lisboa. Fiquei a sorrir à toa Com o feito realizado. Recebes-te-me amistosa E tua gente foi calorosa. Encontrei-te serena e bela E nem era mais primavera Mas florida de encantos Por inteiro me tomou. D’Alfama o Fado me comoveu O Fado me conquistou! Do Tejo o Terreiro do Paço Pro teu seio me chamou. Tomei a Ginginha e me alegrei Encontrei poetas... Fiz amigos, celebrei... Naveguei o Tejo Pois navegar é preciso E de dentro de tuas águas O vento morno me beijou Tua gente falante me alegrou Seus becos contorcidos Seus varais pelas janelas Seus ais, coisas e tais... ...Provei teus sabores... E quero mais, muito mais. 26

Relembro cada pedaço seduzente de ti... Até teu céu de estrelas incandescentes Meus banhos prateados de luar! Quero rever-te, anseio voltar Oh! Lisboa velha cidade... De Portugal tão preciosa De amores por ti me tomei És bela e acolhedora Me encantei!

Sheyla Cruz do Valle: carioca da gema, poeta, cronista, professora, reside em São Paulo. É Membro Titular da ACL Academia Contemporânea de Letras, cadeira 37, do Movimento Poético Nacional, ligado a UNESCO, do Movimento Poético em São Paulo, da Associação dos Poetas Portugueses de Lisboa e da Casa do Poeta de São Paulo. Participou da 24a Bienal Internacional do Livro de SP e da 7a Bienal Internacional da Poesia.Tem 25 antologias e coletâneas poéticas e duas revistas literárias, com publicações no Brasil, em Lisboa e Porto /Portugal e em Genebra na Suíça. Foi agraciada com o título de”Agente da Paz”.

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FOLHETINS MATARAZZO Acompanhe a produção literária da escritora Thais Matarazzo no Facebook através da página Folhetins Matarazzo: www.facebook.com/folhetinsmatarazzo ou @folhetinsmatarazzo Todo mês uma nova narrativa! Você deseja ver sua história transformada em Folhetim? Entre em contato com a autora pelo e-mail thmatarazzo@gmail.com Sua história pode ser publicada no formato digital ou impresso.

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