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ESCRITORES BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS REVISTA LITERÁRIA-ARTÍSTICA EDIÇÃO 9

Nº. 9

Janeiro/2020

Nossa edição é uma homenagem aos jornalistas Salomão Ésper e Geraldo Nunes, duas personalidades queridas e de destaque entre os paulistanos!


EXPEDIENTE Revista pertencente à Editora Matarazzo. Email: livros@editoramatarazzo.com / thmatarazzo@gmail.com Telefone: (11) 3991-9506. CNPJ: 22.081.489/0001-06. Distribuição: São Paulo - SP. Diretora responsável: Thais Matarazzo MTB 65.363/SP. Depto. Jurídico: Tatiane Matarazzo Cantero. Periodicidade: bimestral. Formato: A5 (14,8 x 21 cm). Tiragem: 1000 exemplares. Capa: Os jornalistas Salomão Ésper e Geraldo Nunes. Foto: Gustavo Alves. Edição 9 - Nº 9 - Ano II - Jan-Fev./2020.

Escritores brasileiros contemporâneos nº.9

A opinião e conceitos emitidos em matérias e colunas assinadas não refletem necessariamente a opinião da revista Escritores brasileiros contemporâneos.

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Blog www.editoramatarazzo. blogspot.com

EDITORIAL

Na primeira edição de 2020 da nossa revista comemoramos o aniversário de São Paulo, fundada há 466 anos, por isso, a capa traz a foto de dois grandes jornalistas paulistas e queridos do público: Salomão Ésper e Geraldo Nunes, ambos sempre cultivaram a divulgação

das memórias e fatos de relevo da nossa amada cidade. Nascido em Santa Rita do Passa Quatro, SP, em 1929, Salomão Ésper é um dos nomes mais representativos do radiojornalismo brasileiro. Foi um dos apresentadores do Jornal Gente, ao lado de José Paulo de Andrade e Rafael Colombo, na Rádio Bandeirantes de São Paulo. Formado em Direito pela Faculdade de Direito da USP, dedicou a sua trajetória profissional ao rádio. Iniciou sua carreira na Rádio Cruzeiro do Sul em 1948. Morador da Aclimação, costuma caminhar pelo parque do bairro. Seu time de coração é o Corínthians. Quem não se lembra do programa São Paulo de Todos os Tempos da rádio Eldorado? Transmitido aos domingos, líder de audiência, apresentado por Geraldo Nunes, também colaborador da nossa revista e das nossas antologias. Jornalista, radialista e escritor, foi agraciado com inúmeros prêmios, dentre as diversas honrarias, Nunes recebeu da Câmara Municipal a Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da cidade de São Paulo. Geraldo continua atuante e disponibiliza algumas edições do São Paulo de Todos os Tempos no Spotify, acesse: www.soundcloud.com/user458233949 Thais Matarazzo


► Grupo de contação de histórias

Filhos de Onilé, composto pelo trio Viviane Lima de Souza, Renan Wangler e Gustavo. Os Filhos de Onilé mistura de forma harmoniosa a Contação de História, sua principal atração, Rap e poesia, presente dentro do Universo das Narrativas Negras.

Lembrança de maio/2014, tirada em Santos, SP: os escritores, Marcello Laranja, o mestre J. Muniz Jr., e Thais Matarazzo. Escritores brasileiros contemporâneos nº.9

Sarau Jardim Poético - aconteceu em 21/12/2019 na biblioteca Adelpha Figueiredo, no Pari. Também foi lançada a antologia Poesias contemporâneas XI, com sessão de autógrafos e a participação de muitos poetas, escritores e do Coletivo São Paulo de Literatura.

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Escritores brasileiros contemporâneos nº.9

ACADEMIA TAUBATEANA DE LETRAS

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Em 22 de novembro passado, no salão da Irmandade de Misericórdia de Taubaté, SP, aconteceu a posse da nova diretoria para o biênio 2020-2022, tendo à frente a acadêmica Maria Marlene Nascimento Teixeira Pinto, que será presidente pela terceira vez, eleita por seus pares. Na mesma ocasião, novos acadêmicos foram empossados: membros titulares, Nicodemus Neves Sena e Aldo Cesar Ribeiro Carpinetti; e membro correspondente, Thais Matarazzo. O evento contou com a presença de acadêmicos, familiares e convidados especiais. A presidente Regina Célia Pinheiro da Silva e o acadêmico Alfredo Barbieri conduziram o evento com maestria. Fotos: Gilberto Cantero.


Karina Issamoto, Thais Matarazzo e Marcia Costa

O escritor Sergio Geia

AÇÃO CULTURAL No dia 7 de dezembro último aconteceu na Biblioteca Monteiro Lobato, em São Paulo, a Ação Cultural promovida pela Editora Matarazzo, Coletivo São Paulo de Literatura e Coletivo Cultural Borboletas Voadoras. Escritores e poetas de Taubaté e do Rio de Janeiro estiveram presente. Também aconteceram uma homenagem ao poeta Paulo Bomfim e as exposições fotográficas de Marcia Costa e Nana Tavares.

Escritores brasileiros contemporâneos

Regina Brito, Ana Jalloul, Thais Matarazzo e Gilberto Cantero

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Obras DE arte digital de Ulysses Galletti www.facebook.com/Galeria-de-Arte-Digital-Ulysses-Galletti-2234767160173541/

Torneira

Capela

Luminária

Casa

Cubos I

Duas Casas

Cubos II

Casa cinza com céu da mesma cor e porta aberta


POEMAS DE Anna Maria Barretto

Ventos, perfumes no ar Brisa gostosa que nos faz flutuar Numa bolha imensa que está no ar Deixando algo para dar Assim como as nuvens,o sol e o mar, Os ventos estão em nossa volta para acalmar Forte,fraco ou leve demais É como um toque sutil de paz Sua música é um assobio Que vem abraçando o ar...

O CANTAR DOS PÁSSAROS Sons em movimento Acalantam a emoção Acariciando o sentimento Embalando o coração... Música sublime Que vem da natureza Confortando a todos Com a mais bela pureza Aves, gorjeios sem fim Lindas cores e estilos, Colorindo o nosso jardim!!!

Ana Maria Barreto Nascimento Souza (Nome Literário: Anna Maria Barretto): Artista Plástica, Arte Educadora, Arte Terapeuta, Psicóloga Produtora Cultural e Poetisa, natural de Santo André, ABC Paulista. É detentora de premiações a nível nacional e internacional em Salões de Arte, tendo atuado como membro de júri em vários eventos voltados para as Artes Visuais. Já teve suas obras expostas no Japão, Itália, Portugal, México, foi premiada em Shangai e Pequim na China. Como poetisa já participou de várias antologias atuando também como ilustradora, tendo várias de suas obras como capa de livros. É proprietária do Ateliê Terapêutico Anna Artes onde ministra aulas, palestras e atendimentos. E-mail para contato: annabarretoarte@gmail.com.br Blog: www.atelieannaartes.blogspot.com Facebook Página: Ateliê & Galeria Anna Artes (@atelieannaartes)

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O ABRAÇO DOS VENTOS

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Escritores brasileiros contemporâneos nº.9

POEMAS DE LUIZ ALEXANDRE KIKUCHI NEGRÃO

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MEMÓRIAS DO GRANDE GERALDO NUNES

A VOZ FIRME E SERENA DE SALOMÃO ÉSPER

Na coluna “Madrugadas & Memórias Do jornal O Estado de São Paulo, belas histórias Ganham vida e dores, Mas também diversas cores! Geraldo Nunes... No ar, nas Rádios Eldorado e Mega Brasil Online Apresenta “São Paulo de Todos os Tempos”. So fine! Seja em linhas escritas com primor, Seja na voz com muito amor, Pessoas e lugares são ricos personagens Que fazem com que seus ouvintes e leitores a São Paulo viajem!

São mais de sete décadas de trabalho Com humor, perspicácia e seriedade! Talho Estes versos em homenagem ao grande Profissional Das Rádios Cruzeiro do Sul, América e Bandeirantes. Sensacional!

Luiz Alexandre Kikuchi Negrão: Participou das belas Coletâneas “Para Sempre 32”, volume II, com o artigo “Os Ideais Democráticos de 1932”, “Versejando com Imagens”, “Palhaços” e “Poesias Contemporâneas XI”, todas pela Editora Matarazzo. Elabora a miscelânea “Alagoas”, a obra poética “Folhas Vivas” e a biografia autorizada “Coração Brasileiro” do saudoso Dr. Emeric Lévay. Publicou inúmeros artigos em sites jurídicos.


2019 por PAULO WATANABE* O ano de 2019 foi muito proveitoso, com muitas atividades: eventos artísticos, programas para a TV, Web séries. Ainda tive a oportunidade de participar pela primeira vez de um evento fora do Estado: da Festa Literária da Ilha de Paquetá - Flipa, no Rio de Janeiro. Também pela primeira vez assisti a um torneio de Rodeio em Vargem Grande, e depois de 60 anos visitei novamente a cidade de Aparecida do Norte.

Detective My job is to investigate cases And try to solves crimes To find the resl gritty In the last case my heart was broken.

* Natural de Caçapava, Estado de São Paulo. Possui Licenciatura em Educação Artística pela Faculdade de Artes Alcântara Machado, Proprietário da Empresa Samuray Filmes e Produções LTDA-ME (nome fantasia Watmo Filmes). Participa de diversas atividades no ramo de Artes Culturais.

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I found that my daughter was working Whit dangerous a drag dealer I lovedher su much but I coudn’t avoid this tragedy.

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Crianças expostas na Roda e seus escritos: do século XVIII ao XX

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Dias, Elizangela N. O sinal é este mesmo bilhete: uma tipologia documental para os escritos da roda dos expostos. Tese (Doutorado) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Departamento de Letras Clássicas e Vernaculas. Área de Concentração: Filologia e Língua Portuguesa. São Paulo, 2017. 378p.

Muito antes da instituição da adoção como prática legal, era bem diversa a situação das crianças abandonadas no Brasil e em todo o Império luso-brasileiro. De acordo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em vigor a partir de 1990 no Brasil, “a adoção é o pro-

cedimento legal pelo qual alguém assume como filho, de modo definitivo e irrevogável, uma criança ou adolescente nascido de outra pessoa”. Antes disso, porém, durante um longo período histórico, crianças e adolescentes não eram vistos como sujeitos de direito, ou seja, não eram vistos como pessoas. O sistema de acolhida das crianças sem família, bem como o envio dos enjeitados até os sete anos de idade a uma ama para aleitamento e criação, era regulado pelo Estado. No período colonial, as Ordenações do Reino obrigavam as câmaras municipais a amparar crianças abandonadas. No entanto, uma realidade bastante comum era o abandono de crianças nas ruas, portas de famílias abastadas ou até no lixo. Nesse contexto é possível evidenciar a relevância da instituição da roda dos enjeitados, pois ela permitia o depósito anônimo de crianças indesejadas, bem como seu encaminhamento institucional. A primeira roda de Lisboa foi criada na Idade Média no Hospital Geral de Todos os Santos e constituiu-se num padrão para a criação e regulação das demais Rodas de Expostos, não apenas na metrópole, mas em toda a extensão do império ultramarino. Em diversas localidades coube às Santas Casas


tica e comparativa dos escritos, a autora elaborou uma tipologia textual para classificar os documentos, constatando que eles poderia ser uma carta, uma narrativa, um poema ou uma lista de dados. O conhecimento sobre os escritos da roda permite saber mais a respeito das crianças ali depositadas e dos mecanismos institucionais que forjaram e prolongaram essa prática, ao iluminar um aspecto triste e intrigante de nosso passado. Para aqueles que se interessam pelo tema, a tese completa de Elizangela Dias pode ser encontrada também em: www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/.../2017 ElizangelaNivardoDias VOrig.pdf

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de Misericórdia o acolhimento dos enjeitados. Em 1836, uma nova lei passou a orientar a criação dos expostos e deslocou a responsabilidade exclusiva aos distritos administrativos, o que extinguiu a competência das Misericórdias no amparo a essas crianças. O elevado e crescente número de expostos, somada às dificuldades financeiras e administrativas para a sua criação, levaram o estado português em 1852, por meio do Código Penal, a caracterizar como crime o abandono de crianças fora das rodas. A ensaísta e pesquisadora Elizangela Dias, ao elaborar sua tese de doutorado na Universidade de São Paulo, dispôs-se a pesquisar em arquivos de quatro Santas Casas de Misericórdia, a fim de examinar os escritos da roda, que eram os textos depositados junto das crianças. A seleção final agrupou 60 documentos manuscritos, datados de 1790 a 1923, que permitiram à autora realizar um amplo estudo filológico. Alguns desses escritos trazem os chamados “sinais”, ou seja, características que poderiam auxiliar no possível resgate da criança (recortes, desenhos, colagens e também objetos santinhos, medalhas, tecidos da roupa etc.). A partir da análise sistemá-

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Foto: Nana Tavares

A FOTOGRAFIA E EU

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Por Marcia Costa

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Este é um ano especial para mim. Em 2020, completo 25 anos em que atuo no ramo da fotografia. Lembro que quando era pequena, cerca de 7 ou 8 anos, pegava uma câmera de filme que meu pai tinha e brincava de ser fotógrafa. Isso ficou adormecido em mim, até que com 18 anos tive o primeiro contato com uma câmera de filme profissional. Um modelo da marca russa Zenit. Fiquei encantada. A partir

dali o interesse cresceu, aprendi a manusear a câmera, um pouco dos fundamentos básicos, comecei a estudar o assunto e treinar nessa câmera. Em 1995, já atuava na área fazendo alguns pequenos trabalhos em escolas. Auxiliava fotógrafos em casamentos e festas. E assim foi. Fiz graduação em Fotografia e especialização na Estácio, onde hoje sou professora e coordeno o curso de Fotografia no Campus de Madureira, no Rio de Janeiro. Ministro aulas também de Fotojornalismo, área que trabalhei por quase 11 anos, na Faculdade Pinheiro Guimarães. Além de criar em 2008 o Curso Grande Angular, onde ministro vários cursos e workshops para os que desejam aprender e atuar como profissional de fotografia. Posso dizer que a fotografia tem me proporcionado momentos grandiosos. Formar novos profissionais e vê-los fazendo belos trabalhos é gratificante. Apresentar minha arte com meus trabalhos autorias em exposições, jornais, revistas e livros é bom demais. Sou feliz pela profissão que escolhi.


LUIZ VIEIRA Por Thais Matarazzo Faleceu no dia 16 de janeiro, aos 91 anos, no Rio de Janeiro, o radialista, compositor, poeta, cantador e empresário pernambucano Luiz Vieira. Personalidade de enorme relevo na música popular brasileira, no rádio, enfim, no Mundo das Artes. Tive a felicidade e o prazer de conhecer pessoalmente Luiz Vieira no estúdio da Rádio Manchete, no prédio da Rua Assembleia, 10, no Rio de Janeiro. Naquela época eu realizava pesquisas e escrevia livros dedicados à música popular brasileira, seus artistas, e às memórias do rádio. Ele me recebeu com muita fidalguia e carinho. Desde então Luiz Vieira e Thais Matarazzo em abril/2016

sempre que eu ia lançar uma obra nova, ele me telefonava para me entrevistar bem cedinho no programa Eu “show” Luiz Vieira. Voltei inúmeras vezes à rádio quando estava no Rio. Ele nos recebia sem cerimônias, com animação e alegria, costumava valorizar os escritores, os poetas, e os cantores e compositores da era de ouro do rádio. Tive a oportunidade de assistir vários shows do artista. Quem não se lembra das suas canções: Menino de Braçana, Paz do meu amor (Prelúdio nº 2), Na asa do vento, Guarânia da Saudade, Guarânia da lua nova, Inteirinha entre outros sucessos? Um excelente disco gravado por Vieira, Retalhos do Nordeste (Copacabana, 1959) pode ser ouvido pelo Youtube, assim como outras músicas e trabalhos discográficos. A editora Matarazzo fez uma homenagem ao artista através do tradicional concurso Versejando com Imagens: Vieira é patrono de uma das honras entregues aos poetas contemplados. Um reconhecimento pela sua vida dedicada à música e à poesia. Luiz Vieira, “Menino-Passarinho” partiu para o Céu das Artes e deixará muitas saudades!

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Ilustração de Luiz Vieira por Camila Giudice para o concurso Versejando com Imagens

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O Coletivo São Paulo de Literatura realizou em 13/1/2020 uma visita à Associação Comercial de São Paulo - distrital centro. Na ocasião, presenteamos com livros e exemplares da revista Escritores Brasileiros Contemporâneos o sr. Alexandre Luiz Ortiz, diretor superintendente da ACSP.

É o título do próximo livro de Thais Matarazzo a ser editado em 2020. O livro aborda as memórias do primeiro cemitério da cidade de São Paulo, aberto em 1775, destinado aos excluídos da sociedade: escravizados, soldados, po-

bres, supliciados, suicidas e as crianças deixadas na Roda dos Expostos da Santa Casa de Misericórdia. Dele apenas sobrou a Capela de N. Sra. dos Aflitos, que resiste bravamente ao progresso. Erigida em 1779, necessita urgentemente de reforma e restauração, sofreu um incêndio nos anos 1990 que destruiu parte do templo. A humilde capelinha é bastante visitada pelos fiéis que vão acender velas e fazer pedidos às almas. A escritora realizou diversas pesquisas em vasta bibliografia, documentos primários do Arquivo da Cúria Metropolitana, e trabalhos acadêmicos, para a realização da sua obra. Cemitério dos Aflitos: contos de vida é uma fusão de pesquisa histórica e ficção, as estórias se passam entre 1821 e 1858. Um tema triste mas real! Conheça a Capela de N. Sra. dos Aflitos: fica na Rua dos Aflitos, na Liberdade, em São Paulo. É uma travessa da Rua dos Estudantes.

Altar de Santo Antônio de Categeró. Foto: Thais Matarazzo

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CEMITÉRIO DOS AFLITOS: CONTOS DE VIDAS

Capela dos Aflitos. Foto: Thais Matarazzo

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Vannia Barbosa

Nana Tavares e Gilberto Cantero

Vicene Janotti Jr. e Thais Matarazzo

Verônica Marcílio

De 15 a 17 de novembro passado aconteceu a Festa Literária da Ilha de Paquetá, Flipa. A Editora Matarazzo e o Coletivo São Paulo de Literatura marcaram presenças. Estivemos na Casa AACLIP, sediada no salão paroquial da Igreja do Bom Jesus do Monte, na Praia dos Tamios, comandada pela presidente da AACLIP, Vannia Barbosa. O projeto Leva-me contigo! - Varal de Poemas - comandado por Irene Oliveira foi um sucesso. Verônica Marcílio fez a contação de história do livro Bárbara, a astronauta, de Thais Matarazzo. O Coletivo Cultural Borboleta Voadoras apresentou performance de humor, palhaçaria e teatrais. Valeu!

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FLIPA 2019

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São Paulo

segundo maior do mundo, mas quem quer fugir do trânsito ende todos os tempos contra também dificuldades no espaço aéreo. Esta é a que cidaO ANIVERSÁRIO de tem mais helicópteros registrados no DE SÃO PAULO mundo, são cerca de 400 aeronaves. O sindicato dos lojistas aponta que na EM NÚMEROS De um colégio rua 25 de março, mais de 400 mil pesfundado por jesuítas soas circulam diariamente, sendo este o no longínquo 25 de maior centro comercial da América Lajaneiro de 1554, nasceu a São Paulo de tina. O Shopping Aricanduva, o maior Piratininga com a proposta educativa de de todos, ocupa uma área construída de alfabetizar, catequizar índios e servir de 1 milhão de metros quadrados. A Bolsa de Valores mais imporarrimo para as entradas e bandeiras que tante da América Latina está em São iriam alargar as fronteiras do Brasil. Daquele início primitivo à megalópole Paulo, é a B3 com ações de 38 das 100 dos nossos dias agitados do século 21, maiores empresas de capital privado há uma longa trajetória cujo resultado de todo o planeta e 17 dos 20 maiores são os atuais 12 milhões de habitantes, bancos mundiais representados, além população superior a países como Gré- de 8 das 10 maiores corretoras de vacia e Portugal. Toda essa quantidade de lores. São quase duas mil agências bangente concentrada acarreta uma neces- cárias e mais de 50 mil indústrias em sidade constante de produtos e serviços. funcionamento diário. São Paulo continua sendo a caPara que ninguém passe fome, as pada- pital cultural e da literatura brasileira. rias paulistanas produzem diariamente mais de 10 milhões de pãezinhos e um São mais de 50 museus, centenas de milhão de pizzas. O título de capital teatros, bibliotecas, espaços culturais e mundial da gastronomia não vem por salas de cinemas, além de 100 parques acaso, afinal são 20 mil restaurantes e áreas verdes, alguns bem cuidados com 52 tipos de especialidades ou pra- outros nem tanto. São tantas informações e detatos típicos internacionais e dos vários lhes sobre a cidade de São Paulo que cantos do Brasil. A mobilidade urbana é outro não caberia espaço para se escrever assunto preocupante porque a frota de tanto. Diante disso, só me resta dizer: veículos na capital aumentou 82% em Parabéns São Paulo pelos seus 466 20 anos e já são mais de 8 milhões e anos! O que seria do Brasil sem você? 700 mil veículos circulando pelas ruas e Geraldo Nunes avenidas, entre automóveis, motocicleJornalista, radialista e escritor. tas e caminhões. Desse total circulante, Participa das coletâneas da Editora há cerca de 20 mil táxis e 15 mil ônibus. Matarazzo desde 2016. O Terminal Rodoviário do Tietê é o

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Escritores brasileiros contemporâneos - nº. 9 - Janeiro-Fevereiro/2020. Capa: os jornalistas Salomão Ésper e Geraldo Nunes. A revista da Ed...

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