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O New Look de Dior Os anos posteriores ao final da Segunda Guerra Mundial foram de grande furor para o mundo da moda. Com a volta dos homens dos campos de batalha, as mulheres puderam reasumir seus postos tradicionias de donas de casa e mães. Foi nesse cenário que Chistian Dior lançou, em 1947, seu “New Look”, termo pelo qual ficou conhecida sua icônica criação. As pricipais carcteríristicas desse visual eram a citura bem marcada valorizando as curvas feminias e as saias rodadas e volumosas que usavam vários metros de tecido para serem confccionadas, o que para a época foi um choque, tando econômico quanto social, tendo em vista que o visual masculinizado e a inspiração no militarismo eram o que dominvam a época, tendo em vista o período delicado que a Europa vivia. Nas palavras de Marnie Fogg (2013, p. 303): “Silhueta de ampulheta: combinando o enchimento sobre o busto e quadris, uma combinação judiciosa de consturas e pences e o uso de entretelas, barbatanas de baleia e arame para contrair a cintura, Dior revisita a silhueta crinolinizada do século XIX. Bainha: usada sobre anáguas apertadas e com a bainha caindo quase até o tornozelo, a saia volumosa utilizava até 13,5 metros de tecido. O aspecto foidenunciado pela parlamentar britânica Mabel Ridealgh como ‘um uso estupidamente exagerado de materias’”.

O sucesso do look de Dior é por muitos atribuída a sua ousadia de, em tempos difíceis do pós guerra, lançar um modelo que utilizava muita matéria-prima para ser feito, mas que trazia de volta valores perdidos na guerra e que eram importantes para as pessoas, e pricipalmente, para as mulheres daquela época. Esses eram valores de feminibilidade e de fragilidade da mulher, que se montraram como uma forma de resgate naquele período difícil, uma busca de normalidade em um ambiente que ainda se adaptava às mudanças que a guerra havia trazido. Fator importante é que para muitos aquela proposta de Dior era um verdadeiro retrocesso na busca por iguladade de direitos da mulher, mesmo eles tendo sido conquistados grande parte em decorrencia de uma guerra, acreditava-se que as mudanças eram permanentes. A construção e a fama do “New Look”, porém, deixam claro que apesar das conquistas que existiram, e que foram reais, as mulheres não queriam deixar de ser femininas e de cumprir seus papeís sócias tradicioais, ou seja, ela conquistou direitos, passou a trabalhar fora de casa e a ser a chefe do lar em muitos casos, mas não deixou de ser mulher nos sentidos de delicadeza, vaidade, beleza e sensibilidade. Ela não precisava mais se masculinizar ou se militarizar para mostrar a sua força. “O lançamento da nova linha Corolle radical de Chistian Dior, cujo nome faz referência ao termo botânico (corola) para pétalas abertas, anunciou uma nova era de luxo ao ser divulgado em fevereiro de 1947. a coleção celebrou o rertorno da figura da ampulheta, em contraste com a silhueta masculina de roupas inspiradas em uniformes. Foi instantaneamente apelidada de “New Look” por Carmel Snow, editora da revista americana Harper’s Bazaar, que publicou uma série de croquis detalhando a estrutura das peças. O empenho de Dior no uso extravagante dos tecidos – a maison era financiada pelo fabricante de têxteis Marcel Boussac -, combinado com uma adesão à visão romântica e nostálgica da feminilidade evocando a Belle Époque, resultou em uma coleção que criou um furor na imprensa damoda e encabeçou o renascimento pós-guerra de Paris como centro da moda internacional.” (FOGG, Marnie, 2013, p. 303).


RenĂŠe, o New Look de dior, Place de la Concorde, Paris, Agosto 1947, de Richard Avedon. The Richard Avedon Foundation.


Surgimento do Biquíni Vivemos em um país tropical e, mais ainda, em uma cidade com temperaturas altas os 12 meses do ano. Num clima assim o biquíni é uma peça do gurda-roupa femino indispesável e quase como obrigatória para toda mulher. O sucesso do biquíni é tanto que marcas nacionais têm repercussão no mundo todo, fazendo o Brasil ficar conhecido por sua moda praia bem feita e ousada. Apesar de ser a preferencia nacioal, o surgimento do Biquíni não se deu no Brasil, nem ao menos num país tropical, sua criação é atribuida a um francês e a um suiço, porém isso em época mais remota. A peça começou a ser disseminada de forma mais intensa na década de 1950, pois era trajado por pin-ups e grandes atrizes de cinema. A adesão da peça só veio com força, porém, no anos 60, em que a liberação sexual deu liberdade às mulheres para mostrarem seus corpos quase desnudos sem que isso causasse um grande choque. Assim é o relato de Marnie Fogg (2013, p. 335): “Atribui-se ao costureiro francês Jacques Heim (1899-1967) e ao engenheiro suiço Louis Réard a invenção do biquíni, cujo nome se deve supostamente ao teste nuclear realizado em 1946 no atol de Bikini, no Pacífico. O biquíni foi visto pela primeira vez na passarela, usado pela modelo francesa Micheline Bernardini em Paris. Um biquini verde e branco de bolinhas da estilista de trajes esportivos Carolyn Schnurer (1908-1998) apareceu na edição americana da Harper’s Bazaa. Embora o maiô de duas peças já tivesse sido aceito como roupa de praia, consistia em uma parte de cima tipo corpete estruturada e uma parte de baixo substancial que cobria as quadris da cintura à coxa, revelando apenas a caixa torácica. O tamanho reduzido do biquíni causou indignação, particularmente a exposição do umbigo, e somente com a nova era de permissividade sexual dos anos 1960 a roupa de banho revolucionária ganhou aceitação generalizada. Hoje é a preferida das mulheres em todo o mundo.”

O uso da peça está muito associado a musa do anos 1950 Brigitt Bardot, isso porque ela usou um biquíni no filme “E Deus criou a mulher”, que deslanchou a sua carreira, o que criou “imediatamente a sua imagem de ‘gatinha’. (…) Bardot simbolizou uma era de liberdade e permissividade sexual pós-guerra com seus cabelos louros ‘de quem acabou de acordar’, biquíni e pele bronzeada, própria da sofisticação da Riviera francesa.” (FOGG, Marnie, 2013, p. 325).


Após sua disseminação na Europa o biquíni chegou com força ao Brasil, onde as mulheres conhecidas por seus corpos esculturais passaram a usá-los cada vez mais ousados e menores.

O PRIMEIRO BIQUÍNI. Em 1946, Micheline Bernardini, na altura no Casino de Paris, foi a única mulher que aceitou desfilar de umbigo à mostra no modelo concebido por Louis Réard, perante as máquinas dos abismados fotógrafos. Assim, entrou para a história da moda, aos 19 anos.

Brigitte Bardot, no Festival de Cannes, em 1952, quando ninguém se atrevia a usar biquíni. As imagens correram mundo.


O vestido Mondrian O estilista Yves Saint Laurent (1936-2008), nascido em Oran, Argélia, foi o resposável pela criação do famoso vestido em 1965. A inspiração veio, como o próprio nome deixa claro, das obras artistísticas de Piet Mondrian da década de 1930, tornando essa artista conhecido à elite elegante. A modelagem do vestido é bem simples, sendo basicamente uma evolução do vestido-saco dos anos 1950, uma vez que ignorava os contornos do corpo para cair reto dos ombros aos joelhos. “Aqui, a ênfase recai sobre os limites verticais do vestido, obtida pela solidez do forte bloco de cor no ombro e na bainha. O uso de Saint Laurent da arte de ousada de Mondrian para vestidos de alta-costura abriu um ponte cultural à sua clientela para a exposição mais democrática da op art e da moda jovem, vistas nas ruas de Londres e butiques de Nova York.”(FOGG, Marnie, 2013, p. 361).

Uma das pricipais, se não a maior, contribuição da criação de Saint Laurent foi a apresentação à alta sociedade de uma arte completamente diferente daquelas que eram acostumados a apreciar. As obras de Mondrian eram simples, mas cheia de ousadia e assim foi o vestido criado. Com isso contibuiu para a democratização da arte e para a análise de que moda também pode ser vista como expressão artística, conforme precebe-se do trecho acima. O vestido foi bastante copiado na época e virou um ícone da década de 1960, já que “popularizou-se quando apareceu na capa da Vogue francesa em setembro de 1965. Muitas cópias mais baratas se seguiram: algumas com o desenho meramente estampado na superfície do vestido, mas se reconhecendo a forma.” (FOGG, Marine, 2013, p. 361). Vesrtido Mondrian de Yves Saint Laurent Capa Vogue francesa – Setembro de 1965.


Rosso Valentino Os vestidos vermelhos de Valentino são o retrato fiel do glamour atemporal enraizado na alta-costura clássica e na feminilidade sensual italiana, assim, tornaram-se marca registrada da maison desde seu início. “A cor escarlate patenteada (cuja fórmiula é 100% de magenta, 100% de amarelo e 10% de preto) foi vista pela primeira vez em um vestido de festa na coleção de estreia do estilista, em 1959, e permaneceu um elemento forte da grife Valentino.” (FOGG, Marine, 2013, p. 512). Interessante mencionar que Valentino sempre presou pela autenticidade e desenvolvimento manual de suas coleções, conforme se percebe nas palavras de Marnie Fogg (2013, p. 513): “Valentino foi um dos últimos estilistas a realizar uma alta-costura exclusivamente manual – reza a lenda que seus assistentes jamais encostaram em uma máquina de costura-, e os vestidos são um exemplo da atenção do ofício aos detalhes em tecidos luxuosos e opulnetos.” Possuindo esse forte traço característico em seus vestidos de festa, Valentinou tornou seu vermelho uma fonte de desejo da maioria das mulheres. Sinônimo de poder e sedução essa cor ganha novos contornos quando se associa à marca Valentino. Possuir, ou, até mesmo, apenas usar por uma noite um Rosso (vermelho) Valentino tornou-se o sonho de inúmeras mulheres. O Vermelho Valentino foi destaque no livro “100 Unfortgettable dresses”, onde conta que uma das maiores razões que as celebridades e socialites são obcecadas pelo estilista é que ele vive uma vida como elas. Valentino é excêntrico e tem uma vida glamurosa, com isso acaba entendendo as mulheres – e do que elas gostam – como ninguém! Seu vermelho é a síntese desse lifestyle e segundo ele, é a cor que melhor combina com o clássico preto e branco.


BIBLIOGRAFIA Fogg, Marine. Tudo sobre moda. Tradução: Débora Chaves, Fernanda Abreu, Ivo Korytowski. Rio de Janiero: Sextante, 2013.


Raquel