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1. Projeto de Educação Ambiental “OLHE PARA VER-DE NOVO”

1.1. JUSTIFICATIVA

Considera-se a Educação Ambiental como dirigente na formação e na preparação dos cidadãos para a reflexão crítica e para ações sociais transformadoras do sistema existente de forma a tornar possível o desenvolvimento integral das pessoas em harmonia com seu ambiente (PELICIONI; PHILLIP JR., 2005). Grande parte da população de Joanópolis (SP) público-alvo do presente projeto, além de se mostrar receosa com a atuação da OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) ambientalista Verde Novo no município, acredita que os meios produtivos predominantes na região são os melhores em razão de seus ganhos econômicos. A OSCIP ambientalista Verde Novo, existente há vinte anos e atuante em várias regiões do Brasil, tem seu foco principal no município de Joanópolis, estado de São Paulo. Dentre suas atividades se destacam a educação ambiental e o envolvimento com desenvolvimento sustentável. Considerando o fato de que o município apresenta um modelo de desenvolvimento não compatível com a região em que está localizado, a qual é estratégica para conservação e uso sustentável (APA Cantareira) de um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do estado e de recursos hídricos que compõem o Sistema Cantareira, se fazem necessários trabalhos

de

educação

ambiental

que

gerem

saberes,

sensibilização

e

ações

transformadoras locais baseadas nos ideais de sustentabilidade. Afinal, é de extrema importância que as comunidades planejem e programem suas próprias alternativas às politicas vigentes (Tratado de EA – referência).

1.2. OBJETIVOS

1.2.1. OBJETIVO GERAL

O projeto se propõe a sensibilizar e propor a reconstrução da percepção da população do município de Joanópolis em relação à instituição OSCIP Verde Novo, além de instigar reorientações dos estilos de desenvolvimento com base em ações sustentáveis adequadas para a região, que garantam a preservação e a melhoria das potencialidades humanas e favoreçam o bem-estar social, em harmonia com todo ambiente do entorno (Carta de Belgrado – referência).


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1.2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

Expor e esclarecer, à população local, os reais valores e os objetivos da OSCIP Verde Novo;

Incitar a participação e a associação à OSCIP por membros da sociedade civil que se mostrem interessados;

Estimular a população, dos seis bairros mais populosos do município, para aquisição de uma maior sensibilidade ambiental e para compreensão de suas relações com os recursos socioambientais disponíveis;

Debater sobre os problemas socioambientais da região;

Incentivar o diálogo sobre o modelo de desenvolvimento econômico existente e expor as possibilidades do estabelecimento do turismo sustentável, apoiando a população na aquisição de valores, aptidões e atitudes necessárias para a resolução dos entraves ambientais da região.

1.3. METAS 

Divulgar em, pelo menos, dois meios de comunicação importantes do município, os objetivos, o cronograma de atividades, e, por fim, os resultados obtidos pelo projeto;

Realizar as atividades propostas, em pelo menos metade dos bairros do município, atendendo diferentes faixas etárias, gêneros e classes sociais;

Elaborar relatórios de desempenho do projeto;

Empenhar-se na elaboração e no desenvolvimento de novos projetos que dêem continuidade ao presente, visando orientar e apoiar o estabelecimento de um turismo sustentável na região.

1.4. METODOLOGIA

Após a contratação dos profissionais necessários: gestor e educadores ambientais e dos eventuais voluntários da OSCIP, será realizada a devida preparação da equipe. Essa formação ocorrerá de forma permanente. Para o desenvolvimento do projeto serão seguidas três etapas. Previamente, antes de qualquer etapa, ocorrerá a devida divulgação nos meios de comunicação. E, após o término


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de todas as etapas, em cada bairro, será elaborado o relatório com os indicadores de desempenho. Em todos os términos de turnos de atividades serão oferecidos lanches para os participantes. ETAPA 1 – O PRIMEIRO OLHAR!

Em um primeiro momento, a equipe colaboradora do projeto interagirá com a população de cada bairro, dos três escolhidos, por meio de um breve questionário disponível em stands montados em locais estratégicos. Respondendo a questões sobre meio ambiente, recursos locais, turismo e sobre a OSCIP Verde Novo, os participantes estarão contribuindo para um diagnóstico prévio e uma futura avaliação do projeto. Deverá ser efetuado também um cadastro simples dos interessados em participar das atividades. Deste cadastro, se formarão grupos separados por faixa etária, a fim de facilitar a aplicação adequada das atividades de educação ambiental. Nesses primeiros encontros serão realizadas palestras simplificadas com a finalidade de divulgar e explicar sobre a OSCIP Verde Novo, seus valores e ações. Essas palestras serão breves, contarão com duas apresentações em cada bairro e serão ministradas pelo gestor ambiental. Nesta etapa, por meio de conversas informais, a equipe também ficará responsável pelo incentivo e explicação sobre a possível associação de membros da sociedade como voluntários na OSCIP e, também a visita à sede da OSCIP.

ETAPA 2 - AQUI TEM EDUCAÇÃO AMBIENTAL!

A população será informada através de folders e de informativos no rádio sobre as atividades de interesse público que irão acontecer na localidade. Dentre as informações transmitidas deverão constar os locais, horários e o cronograma das diversas atividades que serão realizadas pelo projeto. Nessa segunda etapa, serão realizados dois tipos de atividades, cada uma, realizada em um dia (turno vespertino de quatro horas). Todas as atividades de educação ambiental serão distribuídas duas vezes por semana, sem intervalos, para cada bairro, isto é, cada bairro terá um mês de atividades constantes, com repetição das etapas em dois dias por semana. A primeira atividade será nos locais em que estiverem instalados os stands, onde serão apresentados em data show apresentações com a finalidade de sensibilização. Essas apresentações contarão com imagens diversas e frases de impacto.

Após as


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apresentações, complementando a reflexão, será aberto um ciclo de debates sobre as apresentações e suas relações com a realidade local (segunda atividade).

ETAPA 3 - OLHANDO PARA VER-DE NOVO!

Nesta penúltima etapa ocorrerão as atividades de caminhada interpretativa, palestra sobre “Turismo Sustentável” e questionário final. A caminhada interpretativa (LIMA, 1998; HOEFFEL; FADINI; SUAREZ, 2004) percorrerá alguns dos pontos estratégicos do município em relação à temática ambiental: represa Jagary/Jacareí, uma reserva de mata nativa acessível, cultivos de eucalipto e construções inadequadas. Antes do início da caminhada, se houver muitos participantes, estes deverão ser divididos em grupos de, no máximo, quinze pessoas. Serão distribuídos para cada participante: uma garrafa de 600 ml de água mineral e um broche de participação no projeto “Olhe para Ver-de Novo”. As caminhadas terão o mesmo percurso, independente do bairro. A duração da caminhada é variável, mas calcula-se, em média, duas horas. Em cada ponto, o grupo ouvirá informações do educador, as quais instigaram a reflexão. Depois de alguns instantes de observação, o educador deverá estimular uma discussão entre o grupo, principalmente em relação aos recursos e problemas socioambientais, a situação de conservação dos recursos naturais e sobre o modelo predominante de desenvolvimento econômico da região. Num outro momento, após a caminhada, novamente nos stands será ministrada, pelo gestor ambiental (em média uma hora), uma palestra sobre “Turismo Sustentável”, explicitando as possibilidades do estabelecimento de um turismo sustentável no município, além dos fundamentos básicos dessa atividade. Após a conclusão dos itens a serem abordados, se realizará uma mesa redonda para o debate do assunto (em média duas horas). Se possível, comunicar pessoalmente, o secretário de turismo do município e os demais atores ligados diretamente ao estabelecimento do turismo, como proprietários de pousadas, restaurantes, etc. No final, os participantes responderam novamente ao breve questionário (o mesmo que já haviam respondido na primeira etapa do projeto), a fim de cooperar para a avaliação do projeto. Além disso, será solicitado que cada um escreva uma frase representando o que se aprendeu com o projeto, não precisando se identificar.


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1.5. AVALIAÇÃO

Como forma de avaliação, esse projeto conta com indicadores quantitativos e qualitativos. Quanto aos objetivos de expor e esclarecer os valores da OSCIP Verde Novo e o de incitar a associação à instituição pode-se considerar como indicadores de efetividade do projeto: 

O número de participantes que se tornaram associados ou voluntários;

O número de visitas à sede da instituição;

As respostas às questões sobre a OSCIP, contidas nos questionários aplicados.

Em relação ao objetivo de estimular a sensibilização da população, pode-se considerar como indicadores de efetividade do projeto: 

O número de eventos realizados;

A quantidade de materiais de divulgação distribuídos;

A quantidade de participantes em cada evento;

As variações de participação nos eventos;

Verificação da percepção através da comparação dos questionários prévios e finais.

Enfim, considerando os objetivos de debater sobre o modelo existente de desenvolvimento econômico e sobre os problemas socioambientais da região e, também o de incentivar o estabelecimento do turismo sustentável no município podem ser avaliados por meio dos seguintes indicadores: 

Verificação das respostas relacionadas dos questionários aplicados;

Participação dos representantes convidados, ligados à atividade turística do município;

Possível estabelecimento de parceria em um projeto de turismo para o desenvolvimento sustentável da região.

1.6. CRONOGRAMA

O projeto acontecerá em um prazo de dois anos, considerando desde a contratação e treinamento dos profissionais, organização das atividades, elaboração de relatórios, aplicação das atividades e divulgação do cronograma.


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Durante os primeiros doze meses, o projeto atingirá três dos seis bairros selecionados. Nos últimos doze meses, os outros bairros contarão com as mesmas atividades.

ATIVIDADES

J

F

M

A

M

J

J

A

S

O

N

D

(1º ano)

a

e

a

b

a

u

u

g

e

u

o

e

n

v

r

r

i

n

l

o

t

t

v

z

ATIVIDADES

J

F

M

A

M

J

J

A

S

O

N

D

(2º ano)

a

e

a

b

a

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g

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e

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n

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o

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1. Seleção e contratação da equipe técnica 2.Capacitação inicial da equipe técnica 3.Formação contínua da equipe do projeto 4.Elaboração e organização das atividades 5.Elaboração e produção de material de divulgação 6.Divulgação das atividades 7.Aplicação das atividades no bairro 1 8.Aplicação das atividades no bairro 2 9.Aplicação das atividades no bairro 3 10. Elaboração dos relatórios de avaliação

1.Formação contínua da equipe do projeto 2.Elaboração e organização das atividades (revisão) 3.Divulgação das atividades 4.Aplicação das atividades no bairro 4 5.Aplicação das atividades no bairro 5 6.Aplicação das atividades no bairro 6 7.Elaboração dos relatórios de avaliação 8. Elaboração dos relatórios finais


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1.7. ORÇAMENTO

Para a realização do presente projeto foram disponibilizados R$50.000,00 distribuídos entre recursos humanos e materiais.

RECURSOS HUMANOS

Equipe técnica

Carga horária

Meses

Valor unitário

Valor total

2 educadores ambientais

20 hs/ mensais

24

R$20,00/ h

R$19.200,00

1 gestor ambiental

20 hs/ mensais

24

R$25,00/ h

R$12.000,00

Subtotal:

R$31.200,00

RECURSOS MATERIAIS

Materiais

Descrição

Quantidade

Valor unitário

Valor total

Alimentação

Lanches (2 por mês)

24 meses

R$500,00/ mês

R$12.000,00

Folders

6

Divulgação meses R$300,00/ mês

R$1.800,00

alternados Rádio

R$150,00/ mês

R$900,00

Tendas

-

24 meses

R$1000,00

R$2000,00

Mesas e Cadeiras

-

24 meses

R$1000,00

R$2000,00

Subtotal:

R$18.700,00

Total:

R$49.900,00

1.8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COMPASSI Jr, J. Programa de Desenvolvimento Educacional- PDE 2008, Produção didático- pedagógica Unidade didática - Título: Jogos cooperativos – Uma proposta de inclusão nas aulas de Educação Física. Arapongas, PR, 2009. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2325-6.pdf>. Acesso

em: 14 mai. 2011. LIMA, Solange T. Trilhas Interpretativas: a aventura de conhecer a paisagem, Cadernos Paisagens, UNESP, Rio Claro, n.3, p.39-44, maio/1998.


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PELICIONI, M. C. F.; PHILIPPI Jr., A. bases políticas, conceituais, filosóficas e ideológicas da Educação Ambiental. In: PHILLIPI Jr, A.; PELIONE, M. C. F. (Eds.). Educação Ambiental e Sustentabilidade. Barueri: Manole, 2005. SANTO, S. A. M. dos; RUFFINO, P. H. P. Secção I – Conceitos de Educação Ambiental – Sensibilização. CDCC – Centro de Divulgação Científica e Cultural. S. d. Disponível em: <www.cdcc.usp.br/bio/capPort.pdf>. Acesso em: 14 mai. 2011. SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico e Educação Ambiental. Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos. São Paulo, 2005. Disponível em:<http://www.ecoar.org.br/website/download/publicacoes/Manual_para_Elaboracao_Admi nistracao_e_Avaliacao_de_Projetos_Socioambientais.pdf>. Acesso em: 14 ago. 2009. TOMAZELLO, M. G. C.; FERREIRA, Tereza Raquel das Chagas. Educação ambiental: que critérios adotar para avaliar a adequação pedagógica de seus projetos?, Ciência & Educação, v.7, n.2, p.199-207, 2001. Disponível em:<http://www2.fc.unesp.br/cienciaeeducacao/include/getdoc.php?id...>. Acesso em: 10 abr. 2009.


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2.

Projeto de Educação Ambiental “Nossa química é responsável”

2.1. JUSTIFICATIVA

A empresa Composição, fabricante de produtos químicos e plásticos, instalada no município de Extrema, Minas Gerais, conta com um Sistema Integrado de Meio Ambiente (SIMA) fundamentado nas propostas do Programa Atuação Responsável (ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química) e certificado pela norma da ISO 14001. Um projeto de educação ambiental dentro de uma empresa deve priorizar que a comunidade interna e externa tenha um contato direto com a realidade ambiental da área onde vivem, além de que se garanta a eficácia de um plano ambientalmente sustentável, sendo necessário explicar às populações industriais as integrações existentes entre o homem e o meio em que vive, incluindo o laboral (SOARES, 2006). Com, aproximadamente, mil colaboradores, a empresa necessita de um projeto de educação ambiental permanente, que venha a completar e garantir o cumprimento de todas as metas de seu SIMA. 2.2. OBJETIVOS

2.2.1. OBJETIVO GERAL

O projeto se propõe a implantar atividades permanentes de educação ambiental para todos os colaboradores da empresa, a fim de, em longo prazo, se melhor atenda os interesses da empresa e os anseios dos funcionários, garantindo uma melhor eficiência do SIMA e satisfação dos funcionários.

2.2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Sensibilizar

e

proporcionar

conhecimentos

sobre

o

meio

ambiente,

principalmente quanto às influências das suas atividades (município de Extrema- MG);  Gerar saberes sobre as atividades desenvolvidas pela indústria em questão;


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Conscientizar

e

treinar

constantemente,

sobre

as

tarefas,

as

funções

e

responsabilidades de cada funcionário e do grupo em atingir a conformidade com a política ambiental, procedimentos e requisitos do sistema de gestão ambiental; 

Integrar as equipes com a mesma função, e o grupo como um todo;

 Desenvolver o senso de responsabilidade e de urgência com respeito às questões ambientais das atividades da indústria que estimule as ações voltadas para resolvê-las; 

Implantar uma cultura preventiva e adotar atitudes pró-ativas em todas as atividades da indústria;

2.3. METAS 

Promover, pelo menos, uma atividade diferenciada por mês;

Atingir todos os níveis hierárquicos da empresa;

Eliminar os riscos de acidentes ambientais e de trabalho;

Elaborar relatórios de desempenho do projeto;

Estimular, a cada ano, um maior investimento no projeto de educação ambiental, além de sua renovação;

Instigar valores e sentimentos que motivem os trabalhadores e o grupo a se tornarem participantes ativos na defesa do meio ambiente e na busca de soluções para os problemas ambientais.

2.4. METODOLOGIA

Após a contratação dos profissionais necessários (gestor e educadores ambientais) e da convocação dos funcionários que ajudarão no projeto, será realizado o devido treinamento da equipe. A formação da equipe será contínua. Considerando o grande número de funcionários da indústria, serão formados 40 grupos mesclados, contendo 25 funcionários de vários setores e/ou departamentos diferentes. Assim, serão realizados por dia atividades com dois desses grupos, sendo uma pela manhã e outra no período vespertino. O desenvolvimento do projeto foi seccionado em dois módulos: Módulo 1 – “Vamos despertar!” e Módulo 2 – “Conhecer e Interagir!”.


13

É importante considerar que, pelo fato desse projeto ser de caráter permanente, as atividades dos módulos percorrerão um ciclo (12 meses), e a cada término de ciclo se reiniciarão as atividades, que deverão passar por reavaliações e inovações. O Módulo 1 será realizado em dois meses (atendendo cada grupo, duas vezes). O Módulo 2 será mais extenso, com duração de seis meses (atendendo seis vezes cada grupo). Após o término de cada um deles será elaborado o relatório com os indicadores de desempenho. Além da aplicação de questionários a cada três meses a fim de se avaliar o processo de sensibilização, geração de saberes sobre meio ambiente natural e laboral. MÓDULO 1 – “VAMOS DESPERTAR!” Esse módulo se constitui de quatro atividades diferentes, sendo as duas primeiras realizadas no primeiro encontro e as outras no segundo encontro. As atividades serão realizadas na seguinte ordem:

I.

Mini-palestra introdutória sobre o projeto;

Duração: uma hora. Descrição: essa mini-palestra será realizada em data show, apresentando os objetivos, os objetivos e o cronograma do projeto, para cada grupo.

II.

Ginástica laboral;

Duração: 30 minutos, em média, sendo que para cada exercício se gastará cerca de 40 segundos (20 para cada lado do corpo). Descrição: a ginástica laboral será realizada com aquecimentos e alongamentos específicos para o “despertar”. O objetivo é aumentar a circulação sanguínea, lubrificar e aumentar a viscosidade das articulações e tendões. Os exercícios a serem realizados estão listados abaixo:

ESPREGUIÇAR Articulação: Ombro Grupos musculares: Adutores do ombro e flexores do cotovelo (bíceps braquial);


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ESPREGUIÇAR Articulação: Ombro Grupos Musculares: Adutores do ombro e flexores do cotovelo (bíceps braquial);

ESPREGUIÇAR FRONTAL Articulação: Ombro Grupo muscular: Flexores horizontais;

ROTAÇÃO TRONCO/SENTADO Articulação: Coluna Lombar Grupos Musculares: Lombares;

FLEXÃO TRONCO Articulação: Coluna Lombar e Quadril Grupos Musculares: isquiotibiais e lombares;


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FLEXÃO PUNHO Articulação: punho Grupos Musculares: flexores do punho ;

FLEXÃO TRONCO/L Articulação: ombro, coluna dorsal e coluna lombar Grupo

muscular:

adutores,

dorsais

e

lombares ;

FLEXÃO TRONCO/LT Articulação: ombro e coluna lombar Grupo muscular: extensores do cotovelo e adutores do ombro ;

FLEXÃO LT/PERNAS Articulação: quadril Grupos musculares: adutores;


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FLEXÃO TRONCO Articulação: quadril Grupos musculares: adutores e isquiotibiais;

Após o término de todos os exercícios, os grupos serão incentivados a realizarem todos os dias antes do início do turno exercícios simples como esses. Murais com listas de exercícios e outras dicas ficarão disponíveis nas salas de reuniões e outros espaços visíveis pela indústria (SOARES, 2006 apud ARRUDA; SILVA et al., 2005).

III.

Apresentação da situação socioambiental do município de Extrema-MG;

Duração: uma hora. Descrição: serão apresentados em data show apresentações com imagens diversas e frases de impacto com a finalidade de sensibilização sobre a disponibilidade e utilização dos recursos naturais do município, onde a indústria se encontra instalada.

IV.

Ciclo de debates

Duração: uma hora. Descrição: complementando as reflexões inspiradas pelas apresentações anteriores, será aberto um ciclo de debates sobre os temas abordados e suas relações com a indústria Composição. MÓDULO 2 – “CONHECER E INTERAGIR!” Esse segundo módulo de atividades se constitui de seis atividades diferentes, sendo cada um delas realizada em um encontro específico (uma por mês para cada grupo). As atividades serão realizadas na seguinte ordem:

I.

Hora do meio ambiente

Duração: duas horas.


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Descrição: primeiro será ministrada uma mini-palestra informativa sobre os principais problemas socioambientais do município de Extrema-MG. Depois, será aberto um ciclo de debates sobre os temas tratados. Será incentivado que assuntos como o desenvolvimento socioambiental do município seja incorporado às pautas de reuniões e outros debates. O meio ambiente laboral Serão realizados mini-cursos aos grupos mesclados que informem, instruam e preparem os colaboradores para as diversas ocorrências dentro da indústria. Atividades: II. Palestra “Conhecendo a Composição”; Duração: uma hora. Descrição: informar sobre os produtos, atividades e serviços desempenhados pela indústria, além dos valores, regras e políticas especificas existentes na mesma.

III. Treinamento sobre as condições de segurança e saúde dos funcionários; Duração: duas horas, sendo uma teórica e outro prática. Descrição: informações sobre as substâncias e maquinas perigosas atuantes na indústria e capacitação para o uso dos EPI’S (Equipamento de Proteção individuais) e para ações de emergência em casos de acidentes.

IV. Hora técnica Duração: uma hora. Descrição: será ministrada uma mini-palestra informativa sobre a cadeia o fluxo de produção da indústria, enfocando os principais aspectos e impactos ambientais do processo produtivo e as ações de controle ambiental existentes.

V. Ciclo de debates sobre os temas técnicos

Duração: uma hora. Descrição: serão debatidos os temas técnicos abordados anteriomente na “Hora técnica”, a fim de que os funcionários dos diversos setores tirem dúvidas, dêem sugestões, enfim, participem de verdade, inspirando o sentimento de valorização. Também, é imprescindível que atividades como essa sejam incentivadas e ocorram com mais frequência.


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VI. Dinâmica “Corujas e Corvos” (CORNELL, 2005). Duração: 30 minutos, em média. Descrição: o objetivo da atividade é revisar conceitos transmitidos aos funcionários durante o processo de treinamento e sensibilização. Essa atividade será realizada em espaço ao ar livre disponível na empresa. Procedimentos: primeiro o grupo será dividido em duas equipes. As equipes serão identificadas uma como “corujas” e a outra como “corvos”. Elas

deverão

ficar

em

filas

paralelas

separadas

por

uma

distância

de

aproximadamente um metro. O educador deverá delimitar uma área para cada equipe utilizar como seu território. Após a organização geral das equipes, o educador fará uma série de afirmações, relacionadas ao temas antes abordados. Quando a afirmação for verdadeira, as corujas correm atrás dos corvos. Se a afirmação for falsa, os corvos perseguem as corujas. Aquele que for apanhado passa a pertencer a outra equipe. Obs.: Se a resposta não for óbvia, algumas corujas e corvos correrão uns em direção aos outros. Durante essa confusão, o educador deverá permanecer neutro e, quando os ânimos se acalmarem, ele revelará a resposta correta.

2.5. AVALIAÇÃO

Como forma de avaliação, esse projeto conta com indicadores quantitativos e qualitativos. Quanto aos objetivos de sensibilizar e proporcionar conhecimentos sobre o meio

ambiente e integrar os grupos pode-se considerar como indicadores de efetividade do projeto: 

O número de eventos realizados com sucesso;

A quantidade de participantes em cada evento e as flutuações de participação;

Índice de participação nos ciclos de debates;

Melhoria nas relações interpessoais na indústria e na participação nas decisões da indústria por membros de diversos departamentos (que antes não participavam).

Esse último indicador, por ser qualitativo, será verificado por meio de questionários aplicados a cada três meses, com os grupos.


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Em relação aos objetivos de gerar saberes sobre as atividades desenvolvidas pela indústria, conscientizar e treinar constantemente os funcionários, desenvolver o senso de responsabilidade e de urgência com respeito às questões ambientais e, ainda, implantar uma cultura preventiva e adotar atitudes pró-ativas em todas as atividades da indústria, pode-se considerar como indicadores de efetividade do projeto:

Aumento da produtividade na indústria;

Diminuição nas taxas de acidentes e riscos;

Diminuições do número de demissões;

Melhoria da qualidade dos serviços e produtos;

Todos os indicadores citados acima serão avaliados através da comparação entre os boletins mensais elaborados pela direção da indústria, já que são indicadores relacionados diretamente com a produção e qualidade da mesma. 

Melhoria na satisfação dos funcionários da indústria.

Esse último indicador, por ser também de caráter qualitativo, será verificado por meio de questionários aplicados a cada três meses, com os grupos.

2.6. CRONOGRAMA

O projeto tem caráter contínuo. Dessa forma, o cronograma deve ser como um ciclo de doze em doze meses, considerando desde a contratação e treinamento dos profissionais, organização das atividades, elaboração de relatórios, aplicação das atividades e divulgação do cronograma. A cada oito meses serão aplicadas as atividades do primeiro ciclo para todos os grupos. A cada término de ciclo, as atividades poderão ser alteradas e deverão ser inovadas.

ATIVIDADES

10º

11º

12º

13º

(1º ciclo)

m

m

m

m

m

m

m

m

m

m

m

m

m

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S

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s

s

s

s

s

s

1. Seleção e contratação da equipe técnica 2.Capacitação inicial da equipe técnica 3.Formação contínua da equipe do projeto 4.Elaboração e organização das atividades 5.Aplicação das atividades do Módulo 1


20

6.Aplicação das atividades do Módulo 2 7. Elaboração dos relatórios de avaliação 8. Aplicação dos questionários para avaliação 9. Revisão e inovação das atividades

2.7. ORÇAMENTO

Para a realização do presente projeto serão disponibilizados R$27.000,00 por ano, distribuídos entre recursos humanos, já que o espaço, os materiais (data show, folhas de sulfite, etc) e a alimentação serão fornecidos pela indústria. Dentre os recursos humanos necessários estão um gestor ambiental e dois educadores ambientais, sendo que os últimos revezarão nas atividades dos módulos (Módulo 1 – total de horas 40 por mês e Módulo 2 – 72 horas por mês).

RECURSOS HUMANOS

Equipe técnica

Carga horária Treinamento

Meses

Valor unitário

Valor total

da 2

R$20,00/ h

R$3.200,00

2

R$20,00/ h

R$1.600,00

6

R$20,00/ h

R$8.640,00

12

R$25,00/ h

R$12.000,00

Subtotal:

R$25.440,00

equipe 40 hs/ mensais Módulo 1: 2 educadores ambientais

20 hs/ mensais Módulo 2: 36 hs/mensais

1 gestor ambiental

40 hs/ mensais

2.8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BERGAMASCHI, E. C. Ginástica Laboral. Revista E. F. São Paulo: CONFEF, agosto de 2004. Disponível em: <http://www.confef.org.br/RevistasWeb/n13/02_GINASTICA_LABORA.pdf>. Acesso

em 23 mai. 2011. CORNELL, J. Vivências com a natureza: atividades para pais e educadores. São Paulo: Aquariana, 2005.


21

__________. Vivências com a natureza 2: novas atividades para pais e educadores. São Paulo: Aquariana, 2008.

FURB. Ginástica Laboral – Séries, s.d. Disponível em: <http://www.furb.br/especiais/interna.php?secao=60>. Acesso em 23 mai. 2011. SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico e Educação Ambiental. Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos. São Paulo, 2005. Disponível em:<http://www.ecoar.org.br/website/download/publicacoes/Manual_para_Elaboracao_Admi nistracao_e_Avaliacao_de_Projetos_Socioambientais.pdf>. Acesso em: 14 ago. 2009. SOARES, F.B. A Educação Ambiental na Indústria Química e Petroquímica: uma reflexão busca da excelência. Centro Universitário SENAC, São Paulo, 2006. Disponível em:<http://biblioteca.sp.senac.br/LINKS/acervo238409/Fabio%20Rubens%20Soares.pdf>. Acesso em 10 mai. 2011.


22

Projeto de Educação Ambiental “Formando ECOeducadores”

3.

3.1.

JUSTIFICATIVA

A educação ambiental deve estar presente em todos os espaços de convivência, a fim de se contribuir para o conhecimento, o entendimento, a valorização e a ajuda na preservação do meio ambiente, assegurando ainda em troca, mais saúde e qualidade de vida para a população. A escola, nesse contexto, é um dos locais privilegiados para realização da Educação Ambiental (MELO, 2007). Considerando o fato de grande parte da população da Estância de Socorro, apesar de preocupada com os problemas socioambientais da região, desconhece sobre os recursos naturais existentes e não é capaz de encontrar soluções para sua conservação, se faz necessário um projeto que busque mudar esse quadro. Sabendo ainda, que, nas escolas do município a maioria dos educadores tem dificuldades para implantar atividades de educação ambiental, devido à falta de formação específica, o presente projeto é tem como público-alvo, os principais atuantes desse local “privilegiado”, os educadores.

1.1. OBJETIVOS

1.1.1. OBJETIVO GERAL

O objetivo desse projeto é auxiliar os educadores das séries iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) da rede municipal da Estância de Socorro – SP, na construção de conhecimento sobre educação ambiental e de inseri-los em um processo de pesquisaação da prática docente através de ações autônomas e responsáveis que incentivassem a inserção dessa educação no currículo escolar.

1.1.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Sensibilizar e proporcionar conhecimentos sobre o meio ambiente, aos educadores,

principalmente

sobre

os

recursos

naturais

e

problemas

socioambientais da Estância de Socorro- SP; 

Fundamentar a Educação Ambiental e a metodologia do Aprendizado Sequencial desenvolvido por Joseph Cornell;


23

Capacitar os educadores a identificar e trabalhar com a metodologia dos temas geradores (Paulo Freire);

Promover a participação ativa, por parte dos educadores, na construção de projetos voltados para os educandos, assim como na elaboração de temas geradores e formas de avaliação de projetos.

3.2. 

METAS

Aplicar o projeto com, pelo menos, 50% dos educadores das quatro escolas municipais principais;

Formar educadores preparados para a inserção de uma educação ambiental que inspire reflexão, responsabilidade, cooperação e ação nos educandos;

Incentivar a elaboração de projetos de educação ambiental a serem aplicados aos educandos das escolas nos próximos anos;

Buscar apoio e/ou subsídios para a viabilidade de aplicação do projeto com os educandos;

Estender o projeto aos educadores das escolas vinculadas, dos bairros rurais, no ano letivo subseqüente.

3.3.

METODOLOGIA

Após a contratação dos profissionais necessários: um gestor e um educador ambiental serão realizada a devida preparação da equipe. A formação da equipe será contínua. Dentre as 13 escolas municipais do município, o projeto atingirá em seu primeiro ano de aplicação, as quatro principais, que são: EMEF Cel. Olímpio Gonçalves dos Reis, no Centro; EMEF Profa Benedicta Geralda de Souza Barbosa, no bairro Jardim Araújo; EMEF Prof. Eduardo Rodrigues de Carvalho, no bairro Jardim Santa Cruz e, por fim, EMEF Prof a. Esther de Camargo Toledo Teixeira, no bairro Vila Palmira. Para o desenvolvimento do projeto serão seguidas três etapas e, sempre antes do início de cada uma delas será feita a devida divulgação nas próprias escolas. O projeto tem caráter intensivo, sendo suas etapas aplicadas em uma escola por vez. Cada escola terá oito encontros no mês, dois por semana, com a duração média de duas horas cada. Após o término de todas as etapas, em cada escola, será elaborado o relatório com os indicadores de desempenho.


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Em todos os términos de turnos de atividades serão oferecidos lanches para educadores participantes. ETAPA 1- “Socorro! Precisamos conhecer nosso ambiente!”

Nesta primeira etapa, serão promovidas quatro atividades diferentes, todas realizadas no mesmo encontro. I.

Mini-palestra introdutória sobre o projeto e aplicação do questionário diagnóstico;

Duração: cerca de 40 minutos. Descrição: essa mini-palestra será realizada em data show, apresentando os objetivos, os objetivos e o cronograma do projeto, para cada grupo. Após esta primeira atividade, serão distribuídos questionários com questões conceituais sobre meio ambiente, recursos naturais, desenvolvimento e turismo sustentável, educação ambiental, entre outros. Esse questionário será de caráter de diagnóstico prévio.

II.

Apresentação sobre meio ambiente;

Duração: cerca de 20 minutos. Descrição: serão apresentados em data show apresentações com imagens diversas e frases de impacto com a finalidade de sensibilização em relação ao meio ambiente em geral.

III.

Mini-palestra sobre a situação socioambiental do município de Socorro –SP;

Duração: cerca de 30 minutos. Descrição: apresentação dos recursos naturais, modelo de desenvolvimento, turismo, entre outros aspectos socioambientais de Socorro SP.

IV.

Mesa redonda

Duração: 30 minutos. Descrição: complementando apresentação anterior, será realizada uma mesa redonda para a discussão dos temas abordados, suas relações com o ambiente escolar e responsabilidades dos educadores.

ETAPA 2 – “Formando ECOeducadores”


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Nesta segunda etapa, serão promovidas quatro atividades diferentes, sendo cada realizado em um encontro específico. I.

Palestra sobre a Educação Ambiental e seus aspectos

Duração: uma hora. Descrição: a palestra apresentará aos educadores os aspectos fundamentais da Educação Ambiental com prática interdisciplinar e transformadora, breve histórico de seu desenvolvimento e aplicação, principais metodologias e trajetórias, o papel do educador ambiental, entre outros.

II. Mini-curso teórico: Aprendizado Sequencial; Duração: uma hora. Descrição: o mini-curso visa ensinar os fundamentos e práticas da metodologia do Aprendizado Sequencial (“Flow learning”) desencolvida por Joseph Cornell. Tal metodologia garante o aprendizado por meio do vivenciar com a natureza, seguindo quatro estágios, com dinâmicas variadas, que buscam diferentes graus de introspecção e aprofundamento. O 1º estágio, o despertar do entusiasmo, harmoniza os diferentes níveis de agitação das pessoas e cria um sentimento de grupo. O 2º estágio, o concentrar da atenção, admite dinâmicas que foquem a atenção. O 3º, experiência direta, requer atividades muito concentradas e introspectivas, busca-se internalizar a experiência obtida até o momento e que despertam as mudanças de pensamentos e atitudes. Para fechar o ciclo, o 4º estágio, compartilhar a experiência, busca atividades que acolhem as expressões e apreensões feitas por cada um durante a experiência. Neste trabalho, será usada como estrutura do dia (CORNELL, 2008).

III. Mini-curso prático: Aprendizado Sequencial Duração: uma hora. Descrição: o mini-curso visa promover atividades práticas fundamentadas no Aprendizado Sequencial. Serão aplicadas com os educadores, duas atividades de cada estágio desse aprendizado, com o objetivo de ensinar os métodos de aplicação. As atividades que serão realizadas são as seguintes (LEME, s.d. e CORNELL, 2008):

1. Para o despertar do entusiasmo: “O jogo da identificação” e “Arca de Noé”;


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O jogo da identificação tem como objetivo relacionar partes de seres com os próprios seres (plantas e animais). Os materiais necessários são: folhas de sulfite e objetos (folhas, galhos, penas, etc). Formar dois grupos e alinhá-los frente a frente, distantes cerca de quatro metros. Coloque as amostras enfileiradas entre as duas equipes. As equipes serão numeradas separadamente. Cada participante terá um número. Quando as equipes estiverem prontas, diga o nome de um ser representado por uma amostra e em seguida informe o número do participante responsável por capturar a amostra. A equipe que apanhar a amostra certa ganha um ponto. A arca de Noé tem como objetivo descobrir através de mímica qual é o seu respectivo par animal. Os materiais necessários são: fichas com nomes ou figuras de animais. A quantidade de animais deve ser a metade do número de participantes. Escrever o nome do animal ou cole sua figura em uma ficha e entregue aos participantes. Cada um deverá ler e transformar-se no bicho que sorteou. É permitido latir, coaxar, chiar, zumbir, não é permitido falar. 2. Para o concentrar a atenção: “Mapa dos sons” e “Trilha de Surpresas”; A trilha de surpresas tem como objetivo perceber vantagens do processo de camuflagem. Serão necessários diversos materiais para esconder em um percurso determinado. Escolher um trajeto e distribuir 10 a 15 objetos. Alguns deles devem ficar bem visíveis, outros devem se misturar ao local, ficando difícil a sua percepção. No final da trilha elas devem informar a quantidade de objetos visualizados. O mapa dos sons tem como objetivo a ampliação da percepção auditiva. Os materiais necessários são: folhas de papel sulfite, lápis, borrachas e pranchetas. Distribuir para cada participante uma folha de papel com um “x” marcado no centro. Explicar aos participantes que a folha é um mapa e o “x” indica onde cada pessoa está sentada. Os participantes então deverão procurar um local onde possam se sentar sem ser perturbados e a cada som que ouvirem, devem fazer no mapa um sinal que identifique o som, indicando a direção e a distância de onde veio. Para fazer com que os participantes ouçam melhor, o facilitador pode apresentar a técnica de colocar as mãos em concha atrás do ouvido. Os participantes devem permanecer fazendo o mapa por 5 a 10 minutos. Ao final, os participantes podem comparar os seus mapas e o facilitador deverá abordar questões relacionadas aos sons da natureza, horários de cada som, bem como sobre as dificuldades existentes no ato de ouvir, seja a natureza ou as outras pessoas. 3. Para a experiência direta: “Caçada imóvel” e “Trilha cega”. A Caçada imóvel tem como objetivo observar a vida silvestre. Escolher um local tranquilo onde você possa sentar-se. Em silêncio e imóvel observe o ambiente. Depois de observar e sentir o ambiente. Compartilhar as sensações que experimentou.


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A Caminhar às cegas tem como objetivo despertar a percepção sensorial e aumentar a confiança. Serão necessárias vendas para os olhos. Pode ser realizada em qualquer lugar e deve ser realizadas em duplas. Formar pares e cada par deve decidir quem será vendado e quem será o anjo da guarda. O anjo da guarda deve conduzir seu parceiro em qualquer caminho que lhe pareça atrativo, ficando sempre atento a pedaços de pau, galhos ou outros obstáculos. O anjo da guarda também pode direcionar as mãos do companheiro para objetos interessantes e conduzi-los a uma variedade de sons e odores diferentes. Esclarecer as duplas que quanto mais silêncio houver, maiores serão as impressões captadas do ambiente. Depois de explorado o ambiente, o anjo da guarda deve mostrar quais objetos o colega tateou qual o caminho percorrido. Inverter as funções da dupla. 4. Para o compartilhar a experiência: “Autocarta” e “Poema dobrado”. A autocarta tem como objetivo compartilhar e guardar as experiências vividas nas práticas de Educação Ambiental. Os participantes devem escrever uma carta para si mesmos expressando sensações, reflexões, etc. O poema dobrado tem como objetivo avaliar práticas de educação ambiental e de compartilhar sensações e reflexões dos participantes. Os participantes devem ser divididos em grupos, sendo que cada um escolhe um tema abordado para escrever um poema. Um dos alunos do primeiro grupo escreveria a primeira linha do poema e passaria pro segundo grupo, este escreveria a segunda linha e dobraria o papel de modo que o próximo grupo conseguisse ler apenas a última frase e escreveria mais uma linha do poema. Seguiria assim até que todos os grupos escrevessem suas frases. O primeiro escritor leria a última frase e terminaria o poema.

IV. Mini-curso teórico: Temas Geradores Duração: uma hora. Descrição: apresentação dos fundamentos da metodologia de Paulo Freire, que propõe temas geradores, assumindo a linha pedagógica construtivista, considerando os mesmos como ponto de partida para o processo de construção da descoberta e, relacionando-os com propostas educativas ambientais (TOZONI-REIS, 2006). ETAPA 3 – “ECOeducadores em ação”

Nesta etapa, os educadores serão integrados em processo de reflexão, construção e ação. Essa etapa será desenvolvida em três encontros, nos quais serão promovidas: I.

Oficinas de práticas de educação ambiental e aplicação do questionário avaliativo


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Duração: duas horas (cada encontro). Descrição: os educadores participarão de oficinas de confecção de projetos para os educandos, seleção de temas geradores e adaptação de atividades do aprendizado seqüencial para a realidade local, construção de materiais didáticos de educação ambiental, entre outros. Nessa etapa final, serão aplicados, novamente, os questionários, desta vez como forma avaliativa.

3.4.

AVALIAÇÃO

Como forma de avaliação, esse projeto conta com indicadores quantitativos e qualitativos. Em relação aos objetivos de sensibilizar e proporcionar conhecimentos sobre o

meio ambiente, os indicadores possíveis são: 

Respostas às questões pertinentes do questionário;

Quantidade e frequência dos participantes na ETAPA 1;

Participação dos educadores na mesa redonda.

Quanto aos objetivos de fundamentar a Educação Ambiental e a metodologia do

Aprendizado Sequencial e capacitar os educadores a identificar e trabalhar com a metodologia dos temas geradores, os indicadores são: 

Respostas às questões pertinentes do questionário;

Quantidade e frequência dos participantes na ETAPA 2;

Entusiasmo e participação nas atividades práticas promovidas (Mini-curso prático);

Facilidade de compreensão, interesse e participação dos educadores na ETAPA 3 (Oficinas de projetos).

Enfim, com relação ao objetivo de promover a participação ativa, por parte dos

educadores, na construção de projetos voltados para os educandos, assim como na elaboração de temas geradores e formas de avaliação de projetos, temos como indicadores: 

Respostas às questões pertinentes do questionário;

 Quantidade e frequência dos participantes na ETAPA 3;


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 Conclusão do projeto incentivado nas oficinas.

3.6. CRONOGRAMA

O projeto acontecerá em um prazo de um ano letivo, considerando desde a contratação e treinamento dos profissionais, organização das atividades, elaboração de relatórios, aplicação das atividades e divulgação do cronograma.

ATIVIDADES

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F

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J

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1. Seleção e contratação da equipe técnica 2.Capacitação inicial da equipe técnica 3.Formação contínua da equipe do projeto 4.Elaboração e organização das atividades 5.Divulgação das atividades 6.Aplicação das atividades na escola 1 7.Aplicação das atividades na escola 2 8.Aplicação das atividades na escola 3 9.Aplicação das atividades na escola 4 10. Elaboração dos relatórios de avaliação

Obs.: ESCOLA 1 - EMEF Cel. Olímpio Gonçalves dos Reis no Centro; ESCOLA 2 - EMEF Profa Benedicta Geralda de Souza Barbosa; ESCOLA 3 - EMEF Prof. Eduardo Rodrigues de Carvalho; ESCOLA 4 - por fim, EMEF Profa. Esther de Camargo Toledo Teixeira.

3.7. ORÇAMENTO

Para a realização do presente projeto foram disponibilizados R$30.000,00, distribuídos entre recursos humanos e materiais.


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RECURSOS HUMANOS

Equipe técnica

Carga horária

Meses

Valor unitário

Valor total

Treinamento da

1

R$20,00/ h

R$900,00

4

R$20,00/ h

R$8.300,00

12

R$25,00/ h

R$12.000,00

Subtotal:

R$21.200,00

equipe 45 hs/ mensais 1 educador ambiental

Atividades nas escolas 104 hs/ mensais

1 gestor ambiental

40 hs/ mensais

RECURSOS MATERIAIS

Materiais

Descrição

Quantidade

Valor unitário

Valor total

Alimentação

Lanches (8 por mês)

4 meses

R$250,00/ mês

R$8.000,00

Divulgação

Folders

4 meses

R$50,00/ mês

R$200,00

R$150,00

R$600,00

Subtotal:

R$8.800,00

Total:

R$30.000,00

alternados Folhas de sulfite, fita Materiais diversos

4 meses

adesiva, canetas, etc.

3.8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COMPASSI Jr, J. Programa de Desenvolvimento Educacional- PDE 2008, Produção didático- pedagógica Unidade didática - Título: Jogos cooperativos – Uma proposta de inclusão nas aulas de Educação Física. Arapongas, PR, 2009. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2325-6.pdf>. Acesso

em: 14 mai. 2011. CORNELL, J. Vivências com a natureza: atividades para pais e educadores. São Paulo: Aquariana, 2005. __________. Vivências com a natureza 2: novas atividades para pais e educadores. São Paulo: Aquariana, 2008.


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LEME, P. C. S. O método de Joseph Cornell para aprendizagem seqüencial na natureza. Cap. 2, Centro de Divulgação Científica e Cultural, s.d. Disponível em: <www.cdcc.usp.br/bio/capPort.pdf>. Acesso em 16 mai. 2011.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico e Educação Ambiental. Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos. São Paulo, 2005. Disponível em:<http://www.ecoar.org.br/website/download/publicacoes/Manual_para_Elaboracao_Admi nistracao_e_Avaliacao_de_Projetos_Socioambientais.pdf>. Acesso em: 14 ago. 2009. MELO, G. de P. Educação ambiental para professores e outros multiplicadores. João Pessoa: Superintendência do IBAMA na Paraíba, 2007.

agentes

TOZONI-REIS, Marília Freitas de Campos. Temas ambientais como "temas geradores": contribuições para uma metodologia educativa ambiental crítica, transformadora e emancipatória. Educar, Curitiba, n.27, p. 93-110, jan.;jun. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/er/n27/a07n27.pdf>. Acesso em: 15 nov. 2010.


Projetos educação ambiental