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Ano 1 - Edição 007

www.aapjau.com.br

Muita Luz “Que o sentido do Natal esteja

sempre presente em nosso dia a dia e que a esperança seja um objetivo concretizado. No próximo ano, que seus sonhos lhe sirvam de inspiração para realizar e sentir que a vida é um presente iluminado que Deus nos deu. Feliz Natal e Próspero Ano Novo!” São os sinceros votos da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jaú e Região Preencha o cupom da CUPOM OPTICA JARDIM página 12, entregue na loja até o dia 24/12/12. 3621-8433/3416-2161 Você pode ganhar uma cozinha completa!

Jaú, dezembro de 2012


02 - Jornal dos Aposentados

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REFLETINDO imagem ilustrativa

Curiosidades natalinas Clube Vida Moderna

O que significa o Natal?

Que neste Natal, eu possa lembrar dos que vivem em guerra, e fazer por eles uma prece de paz. Que eu possa lembrar dos que odeiam, e fazer por eles uma prece de amor.

Que eu possa perdoar a todos que me magoaram, e fazer por eles uma prece de perdão. Que eu lembre dos desesperados, e faça por eles uma prece de esperança. Que eu esqueça as tristezas do ano que termina, e faça uma prece de alegria. Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor, e faça por ele uma prece de fé. Obrigada Senhor Por ter alimento, quando tantos passam o ano com fome.

Segundo a bíblia, o Natal é verdadeiramente o nascimento de Jesus Cristo, que nasceu para seguir um plano traçado pelo próprio Deus, onde Cristo pudesse morrer, para que a humanidade fosse justificada pelos pecados. Como toda comemoração religiosa, o Natal é rico em símbolos e marca a grande festa de solidariedade universal. A festa do cristianismo é comemorada no mundo todo, até mesmo onde a população cristã é minoria. O Natal cultiva nas pessoas sentimentos muitas vezes esquecidos, como o amor ao próximo. Muitos símbolos iluminam as vitrines, a sala das casas cria novos sons, melodias e cores dão às festas grande harmonia. Historica-

mente, não se tem certeza a respeito da data do nascimento de Jesus, mas um acontecimento tão importante como a vinda do filho de Deus mereceria ser lembrado numa ocasião especial, de modo que todos facilmente incorporariam o costume de celebrá-la. À tradição cristã, por várias influências, seja de países evangelizados, seja de santos, foram acrescentados elementos que hoje são indispensáveis na comemoração e na decoração da festa de Natal, dando-lhe uma identidade única. Entre esses elementos estão o Papai Noel, a vela, as bolas resplandecentes, o pinheirinho, a troca de presentes e, principalmente, a montagem do presépio e a celebração religiosa do Natal. Deturpados ou não pela sociedade secularizada e dominada pelo mercado, eles constituem o eco do maior evento da história: a encarnação do Filho de Deus, Jesus. Quem foi São Nicolau, o Papai Noel?

São Nicolau era muito generoso. Diz a lenda que para auxiliar três moças que não tinham dotes para o casamento e poderiam assim ficar desamparadas, jogou um saco de moedas pela chaminé da casa, as quais caíram dentro de sapatos e meias que estavam no fogão. Sua figura popularizou-se por sua generosidade, em especial com as crianças, por isso foi nomeado patrono delas pelo povo da Holanda, e sua fama pouco a pouco se espalhou. A fama de generoso do bom velhinho, que foi considerado santo pela Igreja Católica, transcendeu sua região, e as pessoas começaram a atribuir a ele todo tipo de milagres e lendas. A uma delas lhe deveu o mito de distribuidor de presentes que lhe converteria finalmente em Santa Claus, ou Papai Noel.

Palavra do leitor

Por ter saúde, quando tantos sofrem neste momento.

Vivielen Vendramini

Por ter um lar, quando tantos dormem nas ruas. Por ser feliz, quando tantos choram na solidão. Por ter amor, quantos tantos vivem no ódio. Pela minha paz, quando tantos vivem o horror da guerra.

http://pensador.uol.com.br

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“A Associação dos Aposentados está de parabéns pelo trabalho que vem desenvolvendo. Faz de tudo para melhorar o conforto de seus

sócios e familiares. Inclusive os meios de comunicação, através do jornal, formado por uma bela equipe que trabalha com esforço e dedi-

cação. Parabéns!” - Aparecido de Souza, aposentado, carteiro e associado da Associação dos Aposentados


PERSONALIDADE

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Jornal dos Aposentados -

A alegria de viver

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Andreza Sega

Fátima passou por altos e baixos em sua vida, sempre tendo o incentivo dos filhos para seguir em frente. Hoje, aposentada, ela contagia a todos com sua alegria e é uma excelente dançarina. Andreza Sega

Q

uem vê a aposentada Maria de Fátima Tozelli,58 anos, dançando a noite toda nos bailes da Associação, sempre com um enorme e contagiante sorriso no rosto, não imagina pelo o que ela já passou nesta vida. Ela, mãe de três filhos, ficou viúva com apenas 38 anos e quase desistiu de conviver com o mundo. “Depois que meu marido morreu, eu fiquei treze anos sem sair de casa. Eu só chorava o dia inteiro e estava acabada totalmente”, comenta. Ele, que se chamava Fernando, era o grande amor de sua vida e faleceu vítima de um infarto fulminante.“Ele me mimava muito, tudo ele fazia para mim. Eu não ia para lugar nenhum sozinha, ele sempre me levava, sempre me ajudava até escolhendo feijão e ainda era ele quem levantava pra fazer café todo dia”.

A perda foi tão grande que, a princípio, ela não conseguia se habituar a tarefas rotineiras. “Quando ele morreu, nem café eu fazia mais. Era como se eu não soubesse mais fazer nada sozinha”. Foi nessa hora que seus três anjos foram extremamente importantes em sua vida. Seus filhos ajudaram a passar por tudo e, após ela ter um câncer e operá-lo, começaram a tentar fazê-la sair mais de casa. “Meu filho mais velho trabalhava meio período, e quando o pai morreu, queria mudar para a noite para poder trabalhar o dia todo. Minha menina, que tinha só onze anos, começou a trabalhar com sapato na garagem de casa, passando cola e tudo mais. E meu caçula, que tinha só dez anos, queria trabalhar de todo jeito para ajudar, então eu fazia salgados e ele saia de bicicleta para vender, até que

roubaram sua bicicleta e não deixei mais ele ir”. Vida nova Foram os dotes culinários de Fátima que a ajudou a sair da tristeza. Era fazendo seus bolos, doces e salgados, que ela faz com excelência até hoje, que começou a passar boa parte de seu tempo. Mas a família, sempre unida, queria que Fátima aproveitasse a vida e não ficasse apenas dentro de casa vendo novelas o dia todo. “Eu não saia, dizia que só gostava de sair com eles. Então meu filho vendeu meu carro velho e me deu um zero. Eles diziam que eu tinha que sair e até carta eu tirei depois de tanto insistirem”. Um dos primeiros locais que Fátima começou a frequentar, porém foi um clube de Jaú. “Minha filha ficou sócia e começamos a ir lá a noite. Hoje, faço hidro e natação lá, um seguido do outro, nem da água eu saio”.

Porém, as amigas, que também estavam na mesma situação da viuvês, logo tentaram arrastá-la para mais lugares. “Na primeira vez que fui na Associação, nós fomos em quatro e logo eu saí de lá, parecia que todos estavam me olhando e eu não consegui ficar lá com elas. Hoje, é bem diferente, até sozinha eu vou”. Logo ela se sentiu acolhida na Associação e começou a fazer aulas por lá para se socializar ainda mais. “Eu comecei a fazer dança de salão com a Dani e logo ela me levou para dançar no Aristocratas também”. Aliás, faz quatro anos que ela também passou a frequentar o clube e

tem participado das apresentações de dança no teatro anualmente, sempre arrasando e esbanjando sua simpatia.

Ela não para nunca:

“Minhas amigas dizem que eu não paro mais em casa”, ela brinca divertida ao contar a mudança que sua vida deu. “Mas eu não paro mesmo, eu danço na Associação, depois vou no CRI [Centro Recreativo do Idoso], vou no Palmeirinhas, no Aristocratas, no Balneário, canto no Coral da Igreja de Nossa Senhora e anda me distraio com meus bolos”. Sim, ela nunca para, e faz tudo sempre alegre. No sábado então, engana-se quem acha que

essa alegre senhora se contenta com apenas uma horinha de dança. “Eu vou na Associação, danço no baile até umas nove e pouco e depois subo para o CRI, lá eu tenho mais amigos que não tem idade ainda para ser sócio da Associação e eu danço mais um monte”. Sempre simpática, ela nunca perde a chance de dançar, mesmo que vá sozinha. “Eu gosto de dançar, é uma distração. E se me convidam, eu vou. Minhas amigas ficam com ciúmes porque eu danço mais do que elas, mas eu digo que não adianta ficar com cara fechada, porque daí não há quem as convide para dançar mesmo!”, ela conta rindo.


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SAÚDE

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Mais que uma simples dorzinha Dores frequentes nas costas podem ser sintomas de uma doença chamada lombalgia, saiba identificar os sintomas e quando é a hora de procurar um médico para começar a se tratar. Andreza Sega

O

ser humano nunca para, está sempre em movimento e tentando fazer tudo cada vez mais rápido. É comum pegarmos algo do chão sem tomar o cuidado necessário, e é nessas horas que surge aquela dorzinha chata no final da coluna. Mas, algumas vezes, essa dorzinha é o sinal de algo grave, que precisa ser tratado. A doutora Maria Regina Casagrande Mattos, ortopedista e membro do Conselho de Ortopedia do Estado de São Paulo, explica que em alguns casos essa dor é causada por problemas posturais e em outros casos, pode ser uma doença ou infecção que precisa ser tratado. “A lombalgia é uma dor muito forte, que pode ser constante em pessoas idosas ou é uma dor muito forte, que pode ser constante em pessoas idosas ou voltar em questão de dias em pessoas mais novas”, explica. “A região onde ela se concentra é no final da coluna, começo da bacia e próximo aos rins”. Maria Regina diz que em alguns casos essa dor pode ser irradiada para todo o corpo, inclusive

para as pernas, causando dor-

mência ou dores muito fortes. “Ela se manifesta geralmente por uma má posição a se sentar, por pegar as coisas no chão sem abaixar corretamente, por excesso de peso, por se usar um colchão muito duro ou fino e, até menos, por causas emocionais”, explica a ortopedista. Diagnóstico e tratamento A doutora explica que em casos mais graves, a lombalgia pode levar a formação de hérnias de disco, escorregamento de vértebra ou artrose. Porém, em mais de 90% dos casos, o diagnostico é rápido e prático. “O médico conversa com o paciente sobre seus hábitos e é feita uma ressonância magnética para a constatação da doença”. Maria Regina diz que durante os picos de dor não é indicado a prática de exercícios, mas após o tratamento, que é feito com analgésicos e antiinflamatórios, eles devem se tornar regulares para que a dor não volte de forma intensa. “É possível conviver com a lombalgia de forma normal, e há como evitar seus picos de dor quando se alonga o corpo e respeita-se o limite, além de uma correção postural na

hora de se sentar e a troca do colchão para algo mais adequado”. Aliás, ela garante que os maiores sofredores da doença são os magrinhos. “Tenho pacientes que se deitavam em colchões duros porque diziam que gostavam, mas foi só trocar para um de densidade menor e ele melhorou em alguns dias. Ou seja, o hábito conta muito”. Durante o tratamento, porém, a pessoa tem que fazer repouso absoluto. “Não adianta a pessoa querer andar por aí e depois se queixar de dor. A melhor coisa a se fazer é permanecer deitado durante as crises e até mesmo dobrar as pernas para diminuir a dor. Só os remédios não fazem o serviço se o paciente for rebelde”. E como toda forma de dor, Maria Regina diz que o diagnóstico precoce é o melhor a ser feito. “A lombalgia atinge jovens, idosos e até crianças, ela é basicamente um mau jeito que leva à problemas maiores de saúde. Então, o melhor a fazer é evitar. Confira se as dores persistem na região lombar, ou se elas vão e voltam sempre, enfim, não hesite em procurar um ortopedista”.


SAÚDE

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Saúde na íntegra Grãos e cereais integrais só trazem benefícios para a nossa vida. Saiba tudo sobre eles. Divulgação

Vivielen Vendramini

C

ada vez mais, o que se nota é o crescimento exponencial sobre os cuidados com a saúde. É como dizem, com saúde não se brinca. E esse ditado reflete no aumento de consumo de produtos integrais. Estes alimentos são os grãos e cereais, como o trigo, aveia, açúcar mascavo, arroz e seus subprodutos, tais como o farelo e a farinha, que não passam por processos de refinamentos, mantendo assim os seus nutrientes. Isso significa que o que é integral não teve a sua estrutura alimentar alterada – ou seja, que não passaram pelo processo industrial. O farelo, o germe e o endosperma, que estão presentes no produto continuam lá. O recomendado é que se consuma de três a seis porções diárias de grãos e cereais, sendo, pelo menos, metade integral. Porém, o ideal é, antes de iniciar qualquer tipo de dieta à base de alimentos integrais, se consulte uma nutricionista. Vantagens Segundo a nutricionista Danielle Fernando

Pessutto, que atende no Espaço Saúde da Associação, “os alimentos integrais são sim melhores do que os mesmos alimentos na versão tradicional. Eles contem uma quantidade maior de vitaminas, minerais e fibras, por isso são mais saudáveis.” Estudos comprovam

que a ação diária adequada dos alimentos integrais previne inúmeras doenças perigosas à saúde. “Pela grande quantidade de fibras que possuem, são muito utilizados no controle de patologias como: colesterol, triglicérides, diabetes, obstipação e inclusive para o emagrecimento.” A profissional enume-

rou os benefícios dos produtos integrais em uma lista. Confira: - Diabetes e colesterol: os alimentos integrais absorvem água, por isso formam uma espécie de gel que reveste a parede do estômago, retardando o esvaziamento gástrico. Com isso, o processo de digestão torna-se

mais lento, o que permite menor absorção de gordura e de glicose. - Emagrecimento: o grau de saciedade que esses alimentos conferem, faz com que a pessoa demore mais tempo pra sentir fome, auxiliando assim, na redução do consumo de alimentos, do valor calórico total e consequente perda de peso.

- Regulação do intestino: os alimentos integrais são essenciais na alimentação diária, pois melhoram a flora intestinal (aumentando a colonização de bactérias benéficas) e contribuem com a formação do bolo fecal. Vale ressaltar que não podemos nos esquecer da ingestão de água, que nesse momento é mais que necessária e deve ser de pelo menos 2 litros ao dia. Sem excesso Tudo o que é em excesso, faz mal. Com os alimentos integrais não é diferente. O consumo exagerado destes produtos pode causar um aumento no número de evacuações. É preciso ingerir a quantidade adequada de água para evitar a constipação intestinal. Para saber mais Quem se interessou, deve marcar uma consulta com a Danielle Fernando Pessutto, nutricionista, que atende no Espaço Saúde. Telefone: (14) 3601-6780, ramal 6. Ela irá informar a melhor maneira de ter uma vida mais saudável com esses alimentos.

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SAÚDE

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Como o calçado influencia

na sua saúde

Colaboração: Calzature Turini

Calzature Turini

O

calçado tem a função de proteger o pé contra as irregularidades do terreno, pancadas, sujidade, umidade e frio. Devemos sempre fazer uma escolha correta, um sapato de ótima qualidade, pois, o uso de um sapato adequado é fundamental para evitar problemas musculares e ortopédicos. A saúde dos pés é primordial para o restante do

corpo. A maioria das deformidades do antepé é causado pelo, uso de calçados inadequados, daí a importância de um sapato de alta qualidade e que pode se adequar aos seus pés. Uma boa idéia na hora de comprar calçado é optar pelos mais leves, maleáveis e com solados macios que absorvem o impacto. Não adianta comprar um sapato sintético ou de couro duro,

solados rígidos, pois, “o barato sai caro”. Precisamos ter total conforto nos pés e é por isso, que hoje existem as linhas “anti-stress”, calçados de alta tecnologia confeccionados em couro de carneiro, forrados em couro e com solados extremamente leves e macios para absorver o impacto, proporcionando assim o máximo de conforto, uma pisada melhor, mantendo a co-

luna bem posicionada e evitando problemas ortopédicos e as dores. São calçados indicados também para pessoas com diabetes e pé sensível. Hoje esses calçados anti-stress linha conforto apresenta um design bem moderno, com beleza e conforto. Na hora de comprar calçados lembre-se que a qualidade faz a diferença e o “barato sai caro”.


PARA VIVER MELHOR

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Segundo enquete, meia idade começa aos 55 anos Um quinto dos entrevistados afirma que fase da vida é um ‘estado de espírito’. Pesquisa foi feita com pessoas com mais de 50 anos Foto: Divulgação

tísticos do governo, há hoje mais pessoas com mais de 65 anos do que com menos de 16 anos. Embora sete de cada dez dos “cinquentões” ouvidos na enquete tenham se definido como de meia-idade, a média das respostas in-

Estadão

N

a opinião dos britânicos, a fase da vida conhecida como meia-idade começa aos 55 anos, muito mais tarde do que se pensava anteriormente. Mais de mil pessoas com mais de 50 anos responderam a uma enquete no site britânico “Love to Learn”, dando sua definição de meia-idade.

Na visão dos organizadores, o levantamento indica que, conforme a população envelhece, o ponto em que se considera o início da meia-idade vai sendo empurrado para frente. Anos atrás, alguns chegaram a considerar o início desta fase da vida aos 36 anos. Na Grã-Bretanha, de acordo com dados esta-

dica que a percepção de quando esse período da vida começa é de 54 anos e 347 dias. ‘Estado de espírito’ Já uma minoria considerável dos entrevistados, de quase um em cada cinco (19%), avalia que a meia-idade só começa aos 60. E a mesma proporção afirma que ser

de meia-idade é um “estado de espírito”. Outro dado interessante da enquete diz respeito ao ponto em que a meia-idade termina. As respostas apontam para uma média de 69 anos e 277 dias. Isso sugere que a meia-idade hoje em dia dura 14 anos e vai bem além da idade de aposentadoria prevista pela previdência britânica, de 66 anos. Um estudo recente da ONG “Age UK” aponta que os europeus consideram, em média, que a terceira idade começa aos 62. Mas há divergências quanto ao final da juventude, que varia de 34 anos na Suécia para 52 na Grécia, sendo que a média europeia fica em 40 anos. Outro dado importante é que, na enquete britânica, a maioria dos entrevistados manifestou uma atitude positiva quanto à idade, identificando uma série de benefícios em pertencer a esta faixa etária. Gill Jackson, diretor do “Love to Learn”, defende que a meia-idade proporciona mais segurança. “Mais da metade disse que tem mais confiança e experiência do que as pessoas mais jovens e têm menos medo de cometer erros”, afirma.

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JURÍDICO

Fator previdenciário eleva aposentadoria pela 1ª vez Nova tabela do benefício implica em primeiro aumento nos últimos dez anos Divulgação

Revista Exame

O

s segurados da Previdência Social com 55 anos de idade ou mais que se aposentarem entre dezembro deste ano e novembro de 2013 serão beneficiados pelo fator previdenciário. Pela primeira vez em dez anos, o fator determinará pequeno aumento no valor da aposentadoria, decorrente da aplicação da tábua de mortalidade de 2011, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A aposentadoria terá aumento mensal de R$ 5 a R$ 100 em relação aos valores praticados até agora pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O diretor da Conde Consultoria Atuarial, Newton Conde, fez os cálculos dos novos benefícios. “A média vai ficar mais próxima dos R$ 5 do que dos R$ 50. O maior aumento é para quem se aposentar aos 80

anos. Esse deverá receber algo próximo de R$ 100 a mais”, explica. Com os números do censo demográfico mais recente, o IBGE faz todos os anos uma estimativa para a expectativa de vida do brasileiro. O fator previdenciário utiliza a estimativa para prever por quanto tempo o benefício será pago. Quanto maior a expectativa de vida, menor o benefício. No novo cálculo, as pessoas com idade entre 40 e 48 anos ganharam cerca de um mês de expectativa de vida. As que estão entre 55 e 80 anos, faixa etária da maioria das aposentadorias, tiveram redução entre um mês e um ano. Apesar do aumento do fator previdenciário, o Sindicato dos Aposentados mantém a posição contrária à aplicação da regra. Segundo o presidente, João Batista Inocentini, o fator “serve para redu-

zir o benefício daqueles que contribuíram o tempo necessário, que começaram a trabalhar mais cedo. É uma regra injusta”. A nova tabela do fator previdenciário passou a valer com a publicação dos números do IBGE no Diário Oficial da União, o que aconteceu na segunda-feira (3). Entenda o que é o fator previdenciário O fator previdenciário é uma equação utilizada para calcular a aposentadoria do segurado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) levando em consideração a idade ao se aposentar, o tempo de contribuição e a expectativa de vida. Cálculo Para estimar o quanto será o benefício ao se aposentar, o segurado deve considerar o seu fator previdenciário na tabela e multiplicar pela média dos 80% maiores

salários de contribuição (referentes ao valor descontado na folha de pagamento). Por exemplo, um segurado de 60 anos de idade e 38 de contribuição terá um fator previdenciário de 0,955. Se a média dos melhores salários de contribuição chegar a R$ 2.000, esse segurado poderá se aposentar com benefício de R$ 1.910 (R$ 2.000 x 0,955). Neste caso, para que o benefício não sofresse achatamento, o segurado teria de se aposentar aos 61 anos de idade, com 39 anos de contribuição, o que lhe daria um fator previdenciário de 1,026 e um aposentadoria de R$ 2.052 (R$ 2.000 x 1,026). O fator previdenciário vale em todas as aposentadorias por tempo de contribuição. Ele só é considerado na aposentadoria por idade se elevar o valor do benefício.


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ASSOCIAÇÃO

Pelo caminho certo Engolir é um ato tão natural em nossas vidas que só tomamos conta do que fazemos quando sentimos algum problema. E, muitas vezes, este problema pode ser a disfagia. Vivielen Vendramini

Vivielen Vendramini

D

eglutir, ou engolir, tem como função transportar o alimento da boca para o estômago. Quando ocorre algum problema que impede essa função chamamos de disfagia. Ela afeta a rotina e a vida diária de quem sofre desse mal. Ela passa de um processo inconsciente para um outro consciente, pois a pessoa precisa estar o tempo todo consciente da forma de deglutir. Deglutir começa nos lábios e termina no estômago. A disfagia pode ocorrer em qualquer lugar desse caminho. Para corrigir e tratar quaisquer problemas sobre o ato de engolir, a Associação conta com a fonoaudióloga Daniela Menin. Ela explica que, “o ato de engolir é uma função existente desde o útero materno, e é incons-

ciente. Durante toda a vida, deglutimos milhões de vezes sem nos darmos conta da complexidade deste ato tão simples e natural.” Segundo ela, só pensamos realmente no que estamos fazendo quando sentimos algum dano ou problema, que possa impossibilitar de fazer o mesmo outras vezes. “Quando passamos a ter dificuldade para deglutir por alguma doença é que nos damos conta que esta função existe, e é tão importante.” A disfagia pode ocorrer nas mais diversas fases da vida, porém, há uma maior probabilidade de ocorrer naqueles que já estão na melhor idade. Daniela ainda diz que a disfagia ocorre quando a comida ou a saliva não segue o “caminho” normal e sofre algum desvio. O

ato, mesmo sem querer, pode obstruir parcial ou completamente as vias respiratórias. Acompanhada No entanto, é importante saber que a disfagia é uma desordem no processo de deglutição causada por doenças, tais como o câncer de cabeça e pescoço, traumatismos cranianos e doenças neurológicas. Nessas categorias, entram o Acidente Vascular Cerebral (AVC), Mal de Parkinson, Doença de Alzheimer, entre outros. “O processo de envelhecimento também pode levar a uma alteração na deglutição”, explica a fonoaudióloga. É necessário o entendimento também de que a disfagia, além de provocar problemas emocionais e de isolamento social, pode causar sérios

problemas como desidratação, desnutrição e pneumonia, além do risco de morte por asfixia. Como saber “Muitas pessoas relatam ter dificuldade para engolir, sensação de algo parado na garganta, tosse ou engasgos frequentes causados por alimento ou saliva”, a profissional relata. E, segundo ela, também há a possibilidade de que o paciente sinta cansaço, febre, rouquidão ou resto de comida na boca após a alimentação. Porém, não se preocupe. A disfagia tem tratamento, que deve ser feito por um conjunto de profissionais, ao qual deve conter um médico, um nutricionista, um enfermeiro e um fonoaudiólogo. Todos, dentro de sua especialidade, vão cuidar do problema em si. “O fonoaudiólogo é o profissional que ensina a deglutir, reeduca ou cria alternativas de deglutição quando os problemas aparecem”, Daniela diz. Lembre-se que alimentar-se é um ato de prazer e de socialização, que une pessoas. Deglutir bem é qualidade de vida! Atendimento A fonoaudióloga Daniela Menin atende às terças e quartas feiras na Associação dos Aposentados. Para marcar um horário com ela, basta ligar no telefone (14) 3601-6870 e agendar uma consulta.

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ENTRETENIMENTO

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Caça palavras Encontre as seguintes palavras: ACRE ALAGOAS AMAPA AMAZONAS BAHIA CEARA DISTRITOFEDERAL ESPIRITOSANTO GOIAS MARANHAO MATOGROSSO MATOGROSSODOSUL MINASGERAIS

Palavras cruzadas Horizontais:

1 - É o tipo mais econômico de lâmpada. 5 - Que é permito pela lei. 6 - Experimentado. Sabedor. Hábil. 7 - Massa coberta de molho e queijo. 9 - Cor que abrange a maior parte da bandeira brasileira. 10 - Substituir alternadamente. 11 - Satélite natural da Terra. 13 - Depósito natural de minérios. Filão. Mina. 15 - Pessoa que executa a impressão de textos. 16 - Periférico apontador. (informática) 17 - Pomar de laranjeiras. 18 - Relativo à posição geográfica norte.

Verticais:

1 - Fundo Monetário Internacional. (sigla) 2 - Marca as horas. 3 - Qualidade de tímido. 4 - Metalurgia de ferro e aço. 8 - Nome comum de todos os insetos da ordem dos Sifonápteros. 10 - Meio diâmetro de uma circunferência. Trovão. 12 - Instrumento que indica a pressão do ar. 14 - Peça de madeira que se assentam e fixam os trilhos das ferrovias.

labirinto

Sudoku solução sudoku


SOCIAL

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Bailes da

Associação

O Musical Sem Limites abriu o mês com uma gama de músicas variadas, ao qual agradou a todos.

Vivielen Vendramini

Claudio, Sonia, Célia e Alcides

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Vivielen Vendramini

Pedro e Lourdes

Vivielen Vendramini

Vivielen Vendramini

Marlene e Ademir

Celina e Luiz Fernando Vivielen Vendramini

Lúcia, Aparecido, Moacir e Leoni Vivielen Vendramini

Antônio, Darci e Aparecida

Vivielen Vendramini

Julia e Nelson Vivielen Vendramini

Ricardo, Lourdes e Otacilia

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SOCIAL

Jaú, dezembro de 2012 Vivielen Vendramini

A noite foi agitada pela simpática Sônia e o bem humorado Jimi. Embalaram todos com os sucessos da música brasileira. Edileuza e Irenio Vivielen Vendramini

Vivielen Vendramini

Matilde e Sebastião

Antonio e Clarinda Vivielen Vendramini

Vivielen Vendramini

José e Neuza

Maria e Claudete Vivielen Vendramini

Vivielen Vendramini

Neide e Santino

Cidinha e Eleazar Vivielen Vendramini

Maria Aparecida e Adelina

Vivielen Vendramini

Dirce e Francisco


SOCIAL

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Jornal dos Aposentados Vivielen Vendramini

Os meninos do Musical J.S. animaram o fim de semana dos que estavam presentes. DiversĂŁo garantida!

Maria Aparecida, Claudete e Maria Derci Vivielen Vendramini

SĂŠrgio e Zilda

Vivielen Vendramini

Maria Antonia e Benedito Vivielen Vendramini

Valmir e Gislaine

Vivielen Vendramini

Dirceu e Cleusa Vivielen Vendramini

Tereza e Geraldo

Cleonice e Marli Vivielen Vendramini

Roberto e Patrocinia

Vivielen Vendramini

Vivielen Vendramini

Lidia, Dolores e Aparecida

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SOCIAL

Jaú, dezembro de 2012 Vivielen Vendramini

A noite chuvosa não foi capaz de espantar aqueles que queriam dançar. O som da Agagê foi mais do que maravilhoso para os dançarinos. Sérgio e Ana Célia Andreza Sega

Luiz, Vera, Narcisa e Ademar

Vivielen Vendramini

Antonio e Maria

Vivielen Vendramini

Antônia e Maria

Vivielen Vendramini

Dolores e Antônio Vivielen Vendramini

Elaine e Francisco

Vivielen Vendramini

Maria Cristina e Antônio Andreza Sega

Maria Helena Bevenuto, Maria Helena Azedo e Maria de Fátima

Vivielen Vendramini

Silvana, Ulisses e Damião


Jornal dos Aposentados -

DESTINOS

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Conheça

Divulgação

Maceió Daniel Rosalin Turismo

N

enhum dos 40 quilômetros de praias de Maceió consegue desapontar o visitante. São águas transparentes, com nuances que vão do verde clarinho ao azul turquesa, piscinas naturais, areias douradas e imensas manchas verdes, formadas ora por coqueirais, ora por fazendas de cana-de-açúcar. Os litorais Norte e Sul, repletos de cenários encantadores como Tabuba e Gunga, garantem aos turistas dias de férias variadas, a pequena distância dos principais hotéis. O grande barato da capital alagoana é que as praias urbanas são tão bonitas quanto as mais afastadas. Mas é importante ficar atento às condições para banho; Vale a pena passear pela orla, onde se

encontra uma boa infraestrutura com barracas e cadeiras para alugar, ciclovia e um imenso calçadão. De Pajuçara, por exemplo, partem as jangadas que levam ao aquário natural mais visitado da cidade. Longe da orla ficam as atrações culturais, espalhadas pelo Centro de Maceió. São igrejas em estilos arquitetônicos variados - do barroco ao gótico - e espaços que guardam a rica arte popular do Nordeste. Também no bairro histórico do Jaraguá, antiga zona boêmia, estão construções do século 19, além de antigos casarões e armazéns. O pólo gastronômico da capital nasceu em Jatiúca, a primeira praia a ganhar destaque nos guias de turismo da região. Hoje,

por toda a orla, se encontram restaurantes e quiosques com uma grande variedade de opções. Da culinária regional - regada a frutos do mar, das lagoas e dos rios - aos pratos com sotaque francês, passando pelos japoneses e até peruanos, há restaurantes para todos os gostos. Não deixe de experimentar pelo menos um quitute que leve sururu, um saboroso molusco de propriedades afrodisíacas. Guarde ainda um espacinho para a tradicional tapioca, com mais de 30 sabores de recheio. Também típicos são os trabalhos das famosas rendeiras de Alagoas. Passada de mãe para filha, a arte confere cores e bordados a peças diversas encontradas no bairro do Pon-

tal da Barra. Nos arredores de Maceió, rusticidade é a palavra-chave, em especial na Costa dos Corais, ao Norte. As praias espetacularmente desertas e acessíveis pela estrada emoldurada por coqueirais, como Carro Quebrado e Tatuamunha, ficam em simples vilarejos. Em compensação, abrigam charmosas pousadas. Já quase em Pernambuco, o destaque é Maragogi, com suas imensas piscinas naturais conhecidas como Galés. No sentido oposto, o destino é Penedo, uma bucólica cidade histórica às margens do Rio São Francisco. Dali é fácil partir para a foz do Velho Chico e apreciar o encontro de suas águas com o mar, rodeado por imensas dunas douradas.

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CULINÁRIA

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Receita em dose dupla

Nesse verão, além de uma alimentação mais equilibrada e leve, devemos tomar mais líquidos do que normalmente já tomamos. Para não ficar na monotonia, trazemos duas receitas de sucos refrescantes e saborosos com ingredientes orgânicos. Além de ajudar a manter o corpo em forma, são livres de toxinas. Divulgação

limonada Divulgação

Tempo: 5 minutos

Rendimento: 3 copos

Ingredientes: - Açúcar a gosto - 2 e ½ xíc. (chá) de suco de limão - 2 xíc. de morangos - Água Modo de preparo: Coloque o açúcar com 1 xícara (chá) de água em uma panela e deixe ferver em fogo alto. Misture até que esteja completamente dissolvido.

Desligue o fogo, espere esfriar e leve à geladeira por uma hora. Adicione à mistura o suco de limão, os morangos e mais 1 e ½ copo de água. Misture tudo. Coloque em uma garrafa e leve para gelar. Se quiser, utilize alguns morangos para decorar o copo. Consuma quando estiver bem geladinho!

suco antioxidante Divulgação

Tempo: 5 minutos

Ingredientes: - 1 copo de suco de uva integral - 1 pedaço de gengibre (aproximadamente: 3 cm) - 1 maçã - 1 folha de couve - 2 castanhas-do-pará

Rendimento: 1 copo

Modo de preparo: Bata tudo no liquidificador e coe. Depois, é só consumir em seguida. Uma opção é cortar a uva até o meio e utilizar para enfeitar o copo. O suco gelado fica mais saboroso!


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DESTAQUE

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Vivielen Vendramini

Mãos de

Com muita criatividade, bom gosto e vontade, dona Ceiça fez do artesanato uma forma de tirar o sustento de seus filhos. Hoje, ela tem uma barraca onde vende suas obras no Jardim “de Baixo”

ouro

Vivielen Vendramini

E

m uma sociedade onde cada um faz o que pode para sobreviver, uma mãe de quatro filhos se destacou. Dona Maria Conceição Acre Menin, mais conhecida por Dona Ceiça, confecciona bonecos e inúmeros outros produtos com tecidos. Atualmente, ela conta com a ajuda das filhas no desenvolvimento dos bonecos e mostra-os na Feira de Artesanato, que ocorre todos os sábados no Jardim da República. “Já faz cinco anos que eu estou aqui, no jardim, mas antes disso eu trabalhei por muito tempo por minha conta. Só que, o que realmente me abriu as portas e me deu a oportunidade de ser mais vista, foi ter esse espaço aqui na Feira no fim de semana”, ela conta. Lá, junto de duas filhas, ela esbanja simpatia e se sente orgulhosa por ter começado com algo tão pequeno e, hoje, ter um lugarzinho ao sol. “Eu conto com a ajuda de minha filha, que é designer, então tenho produzido mais coisas diferentes. Mas no começo não era as-

sim, eram só bonecas mesmo, todas daquelas bem simples com apenas um tipo de desenho”, ela relembra. Pouco tempo depois, Dona Ceiça começou a fazer os bonecos que eram famosos na época, tais como o Fofão e a Pantera Cor de Rosa. Apesar de fazerem sucesso pelo tamanho grande que ela fazia, era difícil a confecção, pois não havia o enchimento de espuma. Por um tempo, ela foi trilhar um caminho na culinária. “Mas não deu certo, não era o meu negócio. Voltei o quanto antes para o artesanato”, ela ri. Segundo ela, o artesanato foi a chance de ajudar a pagar as contas da casa. “Fiz porque precisávamos de dinheiro

para bancar a casa, porque eu teria um filho pequeno e não tinha como sair de casa. Foi assim que comecei”. O gosto pelo artesanato, desde então, a segue há mais de quarenta anos. Arte à mão O diferencial de suas obras é o artesanato puro. “Meus bonecos não tem os olhos industriais. Sou eu mesma que faço, assim como a bochechinha, a boquinha e todo o restante”. O cabelo, Dona Ceiça revela que os fios lisos já vem prontos, mas o processo de produção dos cabelos encaracolados fica por sua conta. “Para os cabelinhos dos santos, tem todo um trabalho em que eu fico com o secador quente

até que ele enrola. Sou eu que controlo o quanto enrolado ele deve ficar”, ela conclui. Novidades Com tanta disposição para o artesanato, Dona Ceiça inova conforme a necessidade de seu público. Em épocas natalinas, como a que vivemos no momento, é possível ver presépios minimamente confeccionados por ela. E, com o passar do tempo, começou uma

criação que faz a cabeça de muitas noivas. “Tem muitas que vem e me pedem para fazer um Santo Antônio para jogar em vez do buquê. Tem outras que, em vez de um boneco só, me pede para fazer vários, aí eu formo um buquê de Santos Antônio e ela joga como se fosse um buquê mesmo.” E, segundo ela, o noivo também tem vez. “Tem também a boneca grande piriguete, com saia colada, blu-

sinha, colarzinho de pompom e tudo mais. Essa é o noivo que joga para os solteiros”, ela conta animada. Outro diferencial é a sacola vaquinha, onde a tradicional caixa de sapato é deixada de lado quando os padrinhos e o noivo saem arrecadar um dinheirinho fazendo uma “vaquinha”. Contato Dona Ceiça aceita encomendas e tem também um blog. Acesse: http://boaideia-artesanato.blogspot.com.br/


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CLASSIFICADOS

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Veículos

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CASA Jd. Dona Emília 3 quartos (1 suíte), sala, cozinha, wc social, jardim inverno, área de serviço, pequeno quintal, garagem para 2 autos.


DICA

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Cuidando-se por completo

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Não basta estar em ordem por fora, com tudo em cima no visual e no corpo. Se a coisa não está bem por dentro, nada vai bem. Vivielen Vendramini

Vivielen Vendramini

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e nada basta ter um corpo saudável se a mente não acompanha o mesmo ritmo. Para estas dificuldades, a psicóloga Simone Perroni, que atende no Espaço Saúde, é a responsável por uni-los em um só, em perfeita harmonia. Segundo ela, a psicoterapia dos idosos ocorrem em sessões semanais, sempre visando uma melhor de qualidade de vida para aquela pessoa que precisa de apoio. No entanto, como cada caso é diferente, é preciso que cada um tenha uma terapia adaptada. São estas consultas que auxiliam o idoso em todos os aspectos. “Ajuda a entrar em contato com questões existenciais, emocionais e psíquicas, e este possibilitará assim um autoconhecimento para que a pessoa aprenda a lidar com essas questões de uma forma positiva e construtiva”, ela conta. Muitas vezes, o individuo já chega com queixas de longo pra-

zo, como é o caso da depressão. Outro caso muito corriqueiro é a ansiedade. Entre os maiores motivos estão: a perda do cônjuge, mudanças e limitações físicas, isolamento social, aposentadoria, entre outros. “Nesse momento, quando a pessoa se permite procurar uma ajuda profissional e inicia um acompanhamento psicoterápico, com certeza este irá ajudá-la para uma diminuição dos sofri-

mentos causados por essas queixas, auxiliando uma nova maneira de se ver e se posicionar frente ao mundo”, a psicóloga explica. No entanto, é importante frisar que não há uma faixa etária específica para iniciar um acompanhamento psicológico. Independentemente da idade, o que importa é o autoconhecimento que irá a ajudar não só a se comunicar com o mundo, mas a ultrapassar

todos os obstáculos. Vida nova “O envelhecer é uma mudança constante e gradual que afeta o indivíduo de maneira integral, modificando seu corpo, seu psiquismo e a forma como se relaciona com todos ao seu redor”. Sendo assim, é evidente que o psicológico acaba sendo afetado, mesmo que indiretamente. São nesses casos onde se vê a necessidade de

iniciar um processo de terapia para ensinar o idoso a viver com o seu novo corpo. Com o acompanhamento, “mesmo diante de todas essas mudanças, [o paciente] consegue manter a qualidade de vida, passando a ver essa fase como ainda produtiva e possível de ser bem vivida, sempre visando o bem estar físico, social e psicológico”, Simone explica. Ela também diz que, geralmente, com es-

sas novas limitações, o indivíduo pode deixar de fazer as mesmas coisas que fazia antes. É neste momento em que eles direcionam os seus gostos para algo novo, tais como viagens, a prática de dança ou natação grupos, entre outras atividades prazerosas. Mas, independentemente dos gostos e limitações, o importante é respeitar e aceitar o seu próprio corpo. “[O idoso] não possui a vitalidade da juventude, por outro lado, tem o conhecimento adquirido através das experiências ao longo de toda uma vida. A partilha desses conhecimentos com as novas gerações proporciona ao idoso a possibilidade de manter-se integrado à sociedade”, a psicóloga conclui. Atendimento A psicóloga Simone Perroni atende no Espaço Saúde, na Rua Edgard Ferraz, nº 1.239. O valor de cada sessão é de R$ 22,00. O agendamento é realizado através do telefone: (14) 3601-6870, ramal 6, ou pelo celular da profissional: (14) 8146-7196.


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ESPORTE

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Seja adepto da caminhada diária

Andar faz bem para o corpo, a alma e a saúde. Cada vez mais pessoas estão adotando esse hábito super saudável, seja para controlar a pressão ou para sentir-se com mais pique. O importante é não parar nunca. Andreza Sega

Andreza Sega

T

odas as manhãs e finais de tarde a cena se repete, diversas pessoas de várias idades aproveitam para usar uns minutinhos de seu tempo para caminhar. No Lago do Silvério é constante o tráfego de pedestres de um lado para o outro. Mais do que preocupados com a aparência externa do corpo, grande parte dessas pessoas está preocupada com a saúde e o bem estar próprio. O senhor Paulo Gonçalves, 58 anos, aposentado, conta que aderiu as caminhadas após um exame médico constatar que sua pressão estava descompassada. “Eu estava me sentindo sempre mal, tinha uma sensação de que meu coração ia explodir e ficava vermelho como um camarão. Quando passei no especialista, ele viu que ela subia demais”, conta. Ele diz que uma das primeiras recomendações do médico, além da medicação, foi que fizesse caminhada por três vezes por semana. “De início, sair para caminhar parecia algo sem sentido para mim, mas depois de um mês indo dia sim e dia não, eu comecei a perceber que tinha até mais fôlego e minha pressão não subia tanto”. Hoje, Paulo diz que caminha todos os dias no período da manhã, rotina adotada após se aposentar há três meses. “Antes, como eu trabalhava, eu só caminha-

va à tarde, porque era corrido. Mas agora que me aposentei e moro há dois bairros do Lago, eu venho cedo, sempre com algum filho, vizinho ou até sozinho, mas sempre venho”. Não precisa ser aposentado para andar Ela não é a única que anda atrás da saúde interna e externa. Leonor Silva, 47, diz que ainda tem muitos anos de trabalho pela frente, pois, como doméstica, não sabe se conseguirá se aposentar, já que quase não teve registro. Porém, ela não abre mão da saúde. “Eu trabalho em quase 10 casas, tenho uma parte de manhã e outra à tarde, mas mesmo assim eu tenho essa rotina de vir caminhar no final da tarde. Eu venho de ônibus, paro em casa para deixar minhas coisas e desço. Se eu sentar, perco a

coragem, então sigo o ritmo do dia”, diz. Ela ainda diz que o marido, Ivan Silva, sempre a acompanha quando pode, pois foi ele quem recebeu

pois diz que é melhor que tomar remédio”. Mais do que andar A professora de aeróbica, Sarah Landreska, diz que não basta andar para

precise prosseguir com a medicação. O importante é fazer o que é orientado e não deixar de consultar e medir a pressão para ver os resultados”. Para quem não sabe o

o puxão de orelhas do médico quando a pressão começou a subir. “Ele é autônomo e às vezes trabalha até mais tarde, então não é sempre que pode vir. Mas ele me apóia a caminhar, mesmo quando estamos cansados,

controlar a pressão, é necessário outros cuidados. “Quando a pessoa vai ao médico porque a pressão se altera, o remédio é a primeira opção, mas em muitos casos vemos que uma alimentação correta e exercícios regulares fazem com que ela não

que usar para caminhar, a professora esclarece que “é necessário que a caminhada seja feita com uma roupa confortável, uma camiseta e short de preferência, calçando um tênis com amortecedor e dependendo do horário um

boné e um óculos de sol e só!”. E para quem tem mania de levar uma bolsa junto, ela alerta: “não se pode ir caminhar com bolsa, mochila, sacola ou qualquer outra coisa assim, isso não é caminhar e não será benéfico”. Outra dica é o tempo necessário para se alcançar algum efeito no corpo. “O tempo mínimo de caminhada que nós indicamos para os iniciantes 35 minutos, em uma normal, sem correr, e em um local plano, porque descer e subir ladeiras também não conta e um tempo menor que esse não fará a circulação começar a trabalhar” E o mais importante de tudo, a professora diz que a cima de tudo é necessário obedecer os limites do corpo. Também não adianta caminhar tudo em um único dia e ficar a semana toda ocioso. Então, anime-se e vá andar!


CIDADE

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A dança é pra todos Na semana da Consciência Negra, o Clube Aristocratas de Jaú realizou um lindo festival em comemoração a data e para difundir a dança para todas as idades. Andreza Sega

Andreza Sega

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ais do que uma comemoração a um direito de igualdade que vem sendo conquistado através dos séculos, a semana da Consciência Negra é uma data marcante para o Clube Aristocratas de Jaú. Todo ano é promovida uma apresentação de seus alunos de dança no teatro Elza Muneratto, com entrada totalmente gratuita. Há 29 anos na cidade, o clube conta com diversas atividades desenvolvidas ao longo do ano, mas em novembro o espaço da sede se torna pequeno para o magnífico espetáculo da arte no qual fazem parte os professores e alunos; dançando diversos ritmos e até encenam uma peça teatral em meio a seus números, para provar o quanto a arte é essencial na cultura de todos. No dia sete, três professoras e diversos alunos, que vão de crianças novinhas de cinco a sete anos, até senhoras e senhores que já chegaram a melhor idade, mostraram o quanto a

dança não tem idade e quantos estilos podem ser usados juntos em um mesmo espetáculo. A professora Daniela Ribeiro é quem cuida dos menores, mas na Associação cuida da ginástica e da dança de salão para a melhor idade. Ela não poupou elo-

rante o espetáculo. Na sequência, diversos ritmos tomaram o palco. Ritmos dançantes e cheios de ginga, tais como dança de rua, funk e street, ministrado aos adolescentes pela professora Vanessa. A noite fechou com

gios à todas as idades durante o espetáculo. “A dança é uma forma de a pessoa nunca ficar parada. Ela é ótima para todos e ajuda na coordenação e na disciplina em todas as idades. Ela faz com que a pessoa aprenda a esperar, superar seus limites e perder a inibição”. O evento começou com o balé interpretando “a Bela e a Fera”, por meio da dança dos alunos de Daniela, que foram do balé clássico ao contemporâneo du-

chave de ouro: a apresentação de dança de salão, bolero, forró e samba com os adultos e o pessoal da melhor idade, todos coordenados pela professora Cristina. Dançar não tem idade: Daniela Ribeiro dá aulas para as crianças no Aristocratas, mas também é professora da melhor idade na Associação dos Aposentados e diz que a dança é um caminho para a felicidade. “A dança

não tem idade, ela trás benefícios a todos. Seja na correção da postura, na paciência de se esperar sua vez e até mesmo pelo divertimento que ela trás a quem a pratica”. Ela diz que tem um carinho especial por todos os seus alunos, sejam eles de qualquer idade. “Quando dava aula para a melhor idade no Aristocratas também eu tinha os mesmos alunos aqui e na associação. Você pode vê-los dançando e vê o como isso faz bem para eles”. Atrás do palco, o nervosismo antes de cada apresentação era geral, todos queriam fazer bonito. Mas com um enorme sorriso no rosto, as professoras são as grande incentivadoras a todo o momento, tanto que não os abandonam nem mesmo na hora de entrar em cena, participando e dançando junto. Mostrando, que na hora de dançar não há idades, professores ou alunos, apenas pessoas que amam a dançam e dividem sua beleza com quem a assiste.

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INFORMÁTICA

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A onda dos livros digitais Com a internet, os livros, antes caros e em alguns casos difíceis de achar, ganharam presos e versões mais acessíveis ao público; além de a possibilidade de mais pessoas se tornarem autores de suas próprias histórias e divulgá-las. Divulgação

Andreza Sega

Andreza Sega

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cada dia, a internet torna a vida de muitas pessoas mais fácil e o imediatismo começa a trazer certas facilidades que antes eram inimagináveis. Uma das boas ideias no campo da literatura é que, há aproximadamente três anos, as grandes lojas da rede começaram a vender livros em versão digital. Esses livros digitais podem ser lidos em computadores, notebooks, netbooks, tablets e até mesmo em alguns modelos de celular. Uma verdadeira mão na roda para quem ama ler, mas sofre com o peso das bolsas cheias e pesadas, aliás, que em alguns casos não suportam nem mais uma moeda, quanto mais um livro inteiro lá dentro. O importante a se saber é que eles são

exatamente iguais as obras de papel, porém, ao comprá-los, você não receberá via correio. Na verdade, a taxa de entrega também não existe, uma vez que você receberá o arquivo de leitura para baixar em seu e-mail ou um link para acessá-lo. Mais baratos e mais cômodos, há quem defenda com unhas e dentes o novo invento, enquanto há os saudosistas que não abrem mão de um bom livro de papel para ser segurado e apreciado. Mas quais são os prós e os contras dessa nova leitura? A autora de livros infanto-juvenis, Caroline Albuquerque, que faz parte do grupo de autores da internet denominado “Mereço Um Castelo”, defende a nova forma de leitura amplamente. Entre as vantagens, ela res-

salta que nesse tipo de leitura há como se aumentar o tamanho da letra, algo impensável de se fazer nos volumes em papel. “Antes eu andava sempre com um livro na bolsa, agora levo apenas o tablet e nele há pelo menos uns seis exemplares salvos para ler. O bom é que você pode estar cansada de ler um e querer ler outro e ele está compactado no mesmo local, e todos tem sua marcação de página, então não há como se perder”, comenta. Caroline diz que sempre leu mais de um livro por vez, hábito adquirido ainda nos tempos de estudante, pois nunca conseguiu se segurar até o final de uma leitura para comprar outro. “Sempre que eu ia para uma livraria eu ficava lou-

ca por vários livros, eu comprava muito. Quando descobri os livros digitais, eu me apaixonei de vez pela possibilidade de poder levar todos eles, sem acabar de vez com a coluna, pois minha bolsa já é bem pesadinha sempre”. Para quem não está acostumado com a tela, ela admite que é ruim no começo. “Quando eu só tinha o computador em casa, confesso que era ruim ficar na frente da tela lendo sentada, então optava pelos livros de papel para ler no sofá ou na cama. Mas, agora, como tenho o tablet, eu posso ler até deitada e para mim é perfeito”. Uma das parceiras do grupo de autores, Jaqueline Siqueira, porém, é contrária à leitura na tela. “Uma tela projetada é cansativa,

você tem que ter a fonte certa, a luminosidade certa e o tablet não é propriamente algo que você leva para a cama para ler antes de dormir. Se eu deitar com essa luz na cara o sono não vem, então eu prefiro mesmo o livro de papel”. Ela diz que tem o hábito de ler pelo menos um livro por semana, já que além de autora, também é professora de história. “Sou apaixonada pela leitura, pela escrita também, e quando pego um computador eu não consigo só ler, eu escrevo. Embora nos tablets exista a função de anotação, não é a mesma coisa que pegar aquele lápis ou o grifa texto e marcar. A sensação do livro de papel para mim é muito melhor”. Porém, em uma coisa as duas auto-

ras concordam, os livros digitais abriram um leque muito maior de possibilidade de divulgação dos livros. “Temos uma conta em um site que publica livros independentes, onde eles só imprimem o exemplar comprado, isso era impensável alguns anos atrás e hoje é real. Nós mesmos temos mais de 11 títulos completos a venda e se não fosse assim, certamente não teríamos como pagara impressão, então acho que toda tecnologia é válida”, comenta Jaqueline alegremente. Carol completa o pensamento da amiga dizendo que “para quem gosta de ler, um tablet ou um livro de papel são apenas a porta de um mundo mágico, como um portal, não importa se ele brilha na cara ou não”.


ESPECIAL

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Trocando os presentes de Natal

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Troca de mercadorias, produtos com defeito ou que não agradam quem ganhou. Saiba quando a loja é obrigada a fazer a troca dos produtos ou não, antes de correr para suas compras de final de ano Divulgação

Andreza Sega

entregue. Já os produtos “não essenciais” (celular, rádio, TV, computadores, etc.): deverá o consumidor esperar o prazo de trinta dias pelo conserto, sem direito de ter outro produto deixado enquanto espera ele ficar pronto.

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Natal vem chegando e as lojas começam a ficar cheias de consumidores ensandecidos em busca dos presentes. Alguns não sabem o tamanho do presenteado, outros desconhecem o gosto. Embora o que valha é a intenção, quem ganhar o presente não vai querer deixá-lo guardado sem uso. Porém, será que as lojas são mesmo obrigadas a fazer a trocas dos produtos que não apresentam defeito? E se eles vierem quebrados? Como nessa época as dúvidas nos rodeiam, conversamos com Rodrigo Coelho Moraes dos Santos, que trabalha no Procon de Jaú. Que explica que, antes de mais nada, o importante é pesquisar. “Antes de comprar qualquer produto ou serviço, nunca [deverá] fazê-lo por impulso. Veja se realmente existe a necessidade de se comprar, verifique qual a melhor forma de pagamento, à vista ou a crédito; tome cuidado com os juros nos financiamentos e realize uma pesquisa de preço antes”. Para acabar de vez

com as dúvidas, siga as dicas de Rodrigo: - Existe alguma regra para se trocar um produto? O comerciante só é obrigado a trocar produtos defeituosos. A pessoa quem compra deverá informar ao vendedor da loja, quando for presentear alguém e que o produto poderá ser trocado, por exemplo: por não gostar da cor ou pelo tamanho estar errado. Caso seja possível tal troca, situação essa que não é obrigatória, o consumidor deve exigir por escrito essa possibilidade,

bem como a forma e o prazo em que possa ser realizada. Tendo isso, ocorrido, passa o comerciante a ser responsável pelo cumprimento do acordo. - Qual é o período destinado para essa troca? Existem dois casos, os “com defeito” e os “sem defeito”. No caso de produtos “com defeito”, não existe a obrigação de trocar imediatamente, com exceção de tratar-se de produto essencial ao consumidor, como uma geladeira. Deve-se procurar uma assistência técnica autorizada, onde esta

terá o prazo de 30 dias para consertá-lo. Sob pena de, não cumprindo o prazo, o consumidor tem três opções, Art.18 do CDC (Código de Defesa do Consumidor), que prevê: a troca do produto por outro igual ou de igual valor; a devolução da quantia paga corrigida e atualizada; ou o abatimento proporcional no preço. Isso a critério de escolha do consumidor. Nos “sem defeitos”, trocados simplesmente por cor ou tamanho, deve ser estipulado no ato da compra o período para troca. - No caso de eletrônicos com defeito, eles

entram nesse período de troca ou são mandados direto para uma assistência? Existem duas situações a destacar entre as classes de produtos “essenciais” e “não essenciais”. Para os produtos “essenciais” (geladeira, fogão, etc): dependendo do defeito apresentado, sua troca pode ser requerida imediatamente (Art. 18, § 3º do CDC). Caso contrário, deverá a assistência técnica, caso tenha que retirar o produto da casa do consumidor, deixar outro produto equivalente enquanto seu produto não seja consertado e

- Existe um prazo para o consumidor se arrepender da compra e devolvê-lo? Não existe prazo para arrependimento para quem procurar uma loja e tiver acesso direto ao produto, podendo ser testado, manuseado, a não ser que haja novamente um acordo entre consumidor e vendedor sobre essa possibilidade do arrependimento. Sendo que, se isso ocorrer, deverá constar de forma escrita. O CDC prevê uma única situação de arrependimento (prevista no Art. 49) quando a compra de um produto ou serviço ocorrer fora do estabelecimento comercial, ou seja, por catálogo, internet, televisão, porta de residência, etc. Nesses casos, terá o consumidor, o prazo de sete dias para se arrepender, mediante assinatura de contrato ou ato de recebimento do produto, na verdade, o que ocorrer por último.

R. Lourenço Prado, 694 Centro Jaú


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DICAS DE CONSTRUÇÕES

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Decoração de Natal: ideias criativas para a casa

Deixe sua casa mais bonita com essas lindas dicas de decoração natalina além da árvore de natal Fotos: Divulgação

gnt.globo.com

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o começo de dezembro as pessoas já vão fazendo decorações de natal, enfeitando as suas casas, lojas e etc. Numa decoração o que não pode faltar é a árvore, pois é lá que as pessoas guardam os presentes que vão dar para amigos e familiares. As pessoas costumam enfeitar de várias maneiras, mas uma coisa que não pode faltar em uma árvore de natal, é a estrela que fica bem em cima. Outra coisa que é muito comum é a guirlanda que fica pendurada na porta. Alguns desses en-

feites de natal as pessoas podem fazer em casa mesmo, pagando pouco e elas ficam lindas, tudo vai depender da criatividade que tiver. Essa data comemora o nascimento de Jesus, sendo comemorado no mundo inteiro, por isso nada de deixar passar em branco, use sua criatividade, chame familiares e amigos. A decoração natalina é muito importante, e essa tradição não se pode acabar. Decore sua casa, para que ela fique com cara de um ambiente de amor, fraternidade e alegria.

Guirlanda de balas - É lindo e muito fácil de fazer , é só pegar um arame, enrrolar, colocar balas em volta e só. Viu como é fácil?

Guirlanda de laços - É linda também, e é feita do mesmo jeito que a guirlanda de balas, só que essa é com laços .

Quadro " manual "- Além de ser lindo, também é fácil de fazer. A ideia é muito criativa. Compre um quadro, tinta e só. Para fazer: molhe a mão na tinta e marque com os dedos o tronco e com as mãos as folhas .

Vasinhos decorativos - Além de muito fofos, são ótimos para decoração de natal e fáceis de fazer: Compre vasinhos, tinta, e decore tudo do jeito que desejar!

Cartões - Use papel cartão, ou cartolina, recorte no formato que desejar. Cole botões e panos de roupas velhas, e deixe tudo lindo decorando da forma que achar melhor. Depois é só escrever (ou colar alguma foto).

árvore de cartões - Use os cartões (foto anterior) para fazer a árvore: compre um vaso (se tiver em casa melhor) coloque vários galhos(de plástico ou de verdade) enfeite tudo e nos galhos coloque os cartões .


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MODA

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Cores do verão

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Esta é a época mais quente do ano. Para acompanhar esse clima tão “brasileiro”, nada melhor do que incluir muitas cores nas peças do guarda roupa! Divulgação

Vivielen Vendramini

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fim do ano traz para nós – e o nosso guarda roupa – uma infinidade de cores nas roupas que dificilmente usaríamos no restante do ano. Com o calor, o que mais se vê são roupas em tons neutros ou coloridos. Esta estação abre uma imensa possibilidade de usar estampas. As mais comuns são as florais, folhagens e frutas. Apesar de usar essas peças acompanhadas por outras de tons mais nudes ou clássicos, é válido combinar estampas. Ainda mais com essa onda de formar conjuntinhos. Um conjunto de blazer e calça estampado com folhas de tamanhos ou cores diferentes, ambos de tecidos finos, ficam chiques e confortáveis.

Um vestido floral fica romântico e jovem. Para aquelas que não tem medo de tentar, é possível usar uma blusa com estampa floral e uma calça com alguma estampa parecida. Se elas seguirem uma mesma cartela de cor (por exemplo, vários tons de azul) a

impressão que irá passar é de uma silhueta mais harmônica e alongada. Enfim, a palavra de ordem é a de não ter medo, brincar com as estampas e ver com qual você se sente melhor. No entanto, se houver dúvidas, é só seguir a regra básica da moda: se uma peça es-

tampada entrar em ação, outra deve vir para neutralizar. Só para que uma não cause influência negativa em outra. Isso faz com que uma das duas tenha destaque e possa ter a sua devida admiração. Muitas cores para você Neste verão, o coral, la-

ranja, amarelo, verde militar e azul são muito bem vindos. Além destes, ainda tem os tons flúor, também conhecidos como néon – cartela sobrevivente do verão passado. As estampas frutais são, geralmente, as mais coloridas. Para passar uma maior “realidade” de como a fruta existe no campo, muitas vezes, as estampas vem com as cores do alimento e traz, como complemento, tons de marrom e verde, como se fossem os galhos e folhas. Peças com estas imagens tornam o look muito mais alegre e até mesmo divertido; além de deixar a pessoa com uma cara muito mais jovem, antenada na moda e com a cara do verão! O cuidado da estampa Tecidos estampados

ou bem coloridos vão chamar a atenção para eles. Para não errar, é preciso decidir o que você pretende destacar. Ou, melhor, é preciso conhecer o seu próprio corpo. Se o foco é o colo, a estampa pode ser colocada ali. Porém, se a mulher já tem seios muito avantajados, para que o visual fique mais pleno e agradável, a atenção deve ser dada para outra parte do corpo – que, no caso, pode ser a cintura (fazendo o uso de cintos ou lenços) ou em toda a parte inferior (usando calças, saias, shorts e sapatos). É feito deste modo para que crie uma harmonia em todo o vestuário, o formato do corpo e como ele é visto.


28 - Jornal dos Aposentados

JaĂş, dezembro de 2012

Jornal dos Aposentados Jaú - 7ª Edição - Dezembro de 2012  

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