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Ano 2 - Edição nº 022

Lençóis Paulista, agosto de 2012

Romaria para Canção Nova acontecerá de 7 a 9 de setembro Festa de Santa Teresa Jornet Acontece até o dia 26 de agosto, a Festa de Santa Teresa Jornet, Padroeira dos velhinhos do Brasil, no Lar Nossa Senhora dos Desamparados (ASILO).

PARTE RELIGIOSA De 17 a 25 - Novena Preparatória diariamente às 7h30 na Capela do Asilo Dia 26 - Dia de Santa Teresa Jornet 7h30 - Missa Solene

TARDES DO QUIBE E DO PASTEL Dias 18, 19, 25 e 26 de agosto A partir das 18h Vendas antecipadas e no local. Barracas de salgados, doces e bebidas.

COMPAREÇAM!

Canção Nova

A saída de Lençóis Paulista para a Canção Nova (situada na cidade de Cachoeira Paulista/SP) será realizada no dia 07 de setembro às 9h da manhã, retornando no dia 09 de setembro após o almoço, com passagem pela cidade de Aparecida do Norte. Segue abaixo os preços, com passagem e café da manhã inclusos:

Para associados R$ 170,00 não-associados R$ 190,00 Adesões com sinal de R$30,00

quitação até 30/08. Para maiores informações entre em contato com a AAPILPR (Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Lençóis Paulista e Região: (14) 32641-393 pregadores: Frei Elias Vella, Pe. Roger, Roberto Tannus e outros.


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REFLETINDO

Brasil, seus avanços e seus graves problemas

Q

ue o Brasil progrediu muito em diversos setores nos últimos tempos, ninguém tem dúvidas. Na economia, segundo avaliação de renomados economistas, o país avançou fazendo ‘comer poeira’ gigantes com Itália, Rússia, Índia, Inglaterra, entre outros. Os setores agrícola e industrial, apesar da crise que assola toda a Europa, devem se manter ao mesmo nível de 2011, considerado ‘muito bom’ pelos principais analistas. Esses avanços repercutem internamente, ou seja, na vida das pessoas que residem no país. De acordo com dados dos principais ór-

gãos de pesquisas, cerca de 20 milhões de pessoas saíram da linha de miséria. Apesar disso, há tantas coisas para se fazer neste país que, talvez nem daqui a 50 anos se encontre uma solução para problemas como a falta de segurança pública, precariedade nos serviços sociais como saúde, educação, saneamento básico, transportes férreo, rodoviário e aéreo, etc. Segundo dados do IBGE, são produzidos anualmente no Brasil, 70 milhões de toneladas de lixo e a maioria dos municípios não conta com um programa de destinação adequada desses resíduos. O tratamento da água e es-

goto também não está presente em grande parte, sobretudo, nos grandes centros urbanos e nas regiões norte e nordeste do país. Para especialistas, um dos maiores causadores de moléstias destacadamente em crianças e idosos, é a falta de saneamento básico adequado. O setor de saúde pública realmente necessita de uma injeção de ânimo. Com o aumento considerável da expectativa de vida, os idosos brasileiros estão vivenciando uma experiência deprimente. Pelo fato de as autoridades do passado não terem despedido a devida atenção aos setores previdenciário e

trabalhista, hoje, muitos idosos, em virtude de alguma enfermidade, não reúnem mais condições para o trabalho e não conseguem se aposentar por causa das exigências das leis previdenciárias. A título de exemplo, citemos um profissional de volante, um motorista que tenha contraído uma moléstia que não permita que ele desempenhe o seu trabalho. O seu médico lhe confere um afastamento, digamos, de seis meses. Lógico que ele vai recorrer ao órgão previdenciário no afã de conseguir algum valor que lhe permita sobreviver o período em que estiver afastado de suas

funções. Aí é que está o problema: costumeiramente, os médicos – da previdência - que fazem as perícias nessas pessoas que se afastam do serviço, as consideram aptas para o trabalho e acabam indeferindo o auxilio doença que elas reivindicam. Aí fica uma pergunta: Quem seria o responsável por um possível agravamento da doença? E se o motorista que se viu obrigado a voltar ao trabalho provocar um grave acedente? O Brasil realmente progrediu em alguns aspectos, mas ainda está longe de ser um país de primeiro mundo. Benedicto Blanco é jornalista.

Aniversariantes de agosto José Alves 07 de agosto Luiz C. Rodrigues 16 de agosto Manoel dos Santos 18 de agosto Valdomiro Nogueira 20 de agosto Archimedes André Bacili 21 de agosto Claudinei de Jesus Dutra 23 de agosto Roberto Francisco de Souza 23 de agosto Aparecida F. Baccili Bolonha 31 de agosto

Paternidade na terceira idade Banco de imagens

P

ara alguns homens, a paternidade pode ser bom ou ruim, isso dependerá do momento em que ele está vivendo. Existem pessoas que se tornam pais ainda adolescentes, mas não assumem esta responsabilidade, deixando os cuidados para os avós. Também existem homens já maduros, que possuem

uma vida sexual ativa, já tiveram filhos, estão se preparando para serem avós e de repente tornam-se pais novamente. Ambas as situações surpreendem o homem, podendo abalar seu estado emocional, já que não estavam preparados para lidar com este fato. E isto pode acarretar sérios problemas familiares, como a rejeição do

filho, falta de paciência com a criança, brigas com a companheira, dentre outros. Ao passar por qualquer tipo de problema, é natural que o ser humano passe por 3 fases: negação, aceitação e enfrentamento. A dificuldade ocorre quando se permanece por muito tempo na primeira fase, em que se nega o problema,

Editora Responsável: Gutierres e Pedroso LTDA - ME CNPJ: 06.978.171/0001-76 *IE: 416.097.962.116 Rua: Ignácio Anselmo, 1167 - Centro - Lençóis Paulista SP - CEP: 18682-040 Fone: (14) 3264-1393 - e-mail associação: contato@aposentadoslp.com.br Artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, podendo corresponder ou não à opinião deste jornal.

como se nada estivesse acontecendo, mas muitos também podem ficar na segunda fase, ou seja, reconhecem o problema, aceitam a nova condição, porém não se encorajam na solução do problema. Ao estagnar-se em uma dessas fases, as conseqüências e os prejuízos tendem a ser grandes e o processo de reversão torna-se muito mais longo.

Não importa em qual situação você se encontra, o importante é se decidir tornar-se pai e o verdadeiro pai é aquele que sabe dar carinho, aquele que corrige, que se preocupa, que aconselha, que participa, enfim, aquele que está sempre presente nas necessidades da criança. Lembrando que nunca é tarde para recomeçar.

Juliana Justo Borin Psicóloga CRP: 6-103149 Atendimento - agendar horário pelos telefones: 91416591 ou 97943535, R: Ignácio Anselmo, 1163.

Jornalista responsável: Luiz Storino MTB 3367 Impressão: Gráfica Jornal da Cidade de Bauru SP Tiragem: 10.000 exemplares Circulação: Lençóis Paulista SP Distribuição: Sandro Rogério Maciel Entregas - ME - CNPJ: 11.478.699/0001-16


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PARA VIVER MELHOR

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Conheça 10 dicas de como

viver mais e melhor

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dos vasos e melhora o fluxo sanguíneo. Também reduz os níveis de adrenalina e cortisol no sangue e aumenta a liberação de endorfinas, hormônios ligados às sensações de bem-estar e prazer. Quer mais? Ainda emagrece. Estudos da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, concluíram que dar boas risadas por um período de dez a quinze minutos faz uma pessoa queimar, em média, 50 calorias. 5. VISITE REGULARMENTE SEU DENTISTA. De acordo com pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, a inflamação bacteriana da gengiva, causada pelo acúmulo

de resíduos alimentares entre os dentes, por exemplo , aumenta em 72% o risco de doença cardiovascular. 6. PARE DE FUMAR. Fumantes regulares vivem, em média, dez anos menos do que um não-fumante. Cerca de 90% dos casos de câncer nos pulmões, estão relacionados ao tabagismo. 7. MANTENHA A FÉ. Segundo o International Journal of Psychiatry and Medicine, ter uma crença forte em algo ajuda a combater o stress e problemas emocionais. 8. BEBA COM MODERAÇÃO. Estudos mostram que o consumo diário de até duas taças de vinho deve fazer parte da receita

para uma vida longa. Até a cerveja, quando consumida moderadamente, pode trazer benefícios à saúde, apontam pesquisas recentes. 9. COMA O SUFICIENTE. Nos Estados Unidos, um estudo comparou cinqüentões que viviam de dieta com outros que consumiam, em média, 2 000 calorias por dia. A conclusão foi que o primeiro grupo teve uma expectativa de vida cerca de 30% maior, além de aparentar ser mais jovem do que os congêneres da mesma idade. Ou seja coma pra viver ao invés de viver pra comer! 10. VISITE PARQUES E BOSQUES. Estudo realizado por

Banco de imagens

egundo pesquisas recentes o envelhecimento é um processo biológico que pode ser controlado e ou adiado. Diversos estudos apontam que um estilo de vida regrado e saudável pode ser o segredo da longevidade. Confira alguns deles: 1. MANTENHA SEU RELACIONAMENTO SAUDAVÉL. Segundo estudo publicado no Health Psychology Journal, dos Estados Unidos, as pessoas que se mantêm em longas e bem-sucedidas uniões têm uma expectativa de vida maior em comparação àquelas que se casam novamente ou terminam a vida divorciadas. 2. LIBERE SUAS EMOÇÕES. De acordo com o Journal of Clinical Psychology,da Inglaterra, aqueles que manifestam suas emoções por meio de alguma atividade artística, como cantar, escrever e pintar, são mais saudáveis do que as pessoas que não o fazem. 3. SEJA GENTIL E SOLIDÁRIO. Segundo estudo publicado na revista Psychology Science,dar apoio físico ou emocional a outras pessoas reduz em até 60% o risco de morte prematura no idoso. 4. SORRIA SEMPRE. O riso espontâneo promove a dilatação

pesquisadores japoneses concluiu que a expectativa de vida dos idosos que moram próximo ou frequentem áreas verdes é maior do que a daqueles que vivem cercados de arranha-céus. Caríssimos leitores com estas dicas certamente você estará adotando práticas que podem evitar diversos tipos de agravos à saúde, que são consequências da nossa longa cainhada pela estrada da vida... Saúde a todos nós!

Dr. Freitas Junior CRBM:20.000 Biomédico Esteta e Patologista, Clínico, Membro da Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética, Diretor consultivo do Instituto Brasileiro de Biomedicina - INB


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SAÚDE

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Benefícios da implantodontia O

para os idosos seu atual estado de saúde bucal, apresentando próteses mal adaptadas, sem estabilidade para mastigar, falar e sorrir. Não são raros os casos de pessoas que abandonaram o uso de próteses (principalmente as inferiores) por dificuldades em equilibrá-las na boca, convivendo por longos anos sem dentes, são os chamados inválidos orais. Sabemos que uma alimentação adequada é fator fundamental para

seointegração entre jovens e idosos. Algumas patologias, tais como Diabetes e Hipertensão por si só não contra indicam o tratamento, desde que estejam controladas e a avaliação médica seja positiva. Com a instalação de 2 até 6 implantes nos maxilares, poderemos reabilitar desdentados totais ou parciais, através de próteses removíveis ou fixas, com um índice de sucesso muito grande, atingindo um alto grau de satisfação frente à expectativa dos pacientes quanto ao resultado do tratamento. Atualmente, com a evolução dos sistemas de implantes, bem como novas técnicas e pesquisas sobre o assunto, tornou-se possível diminuir o tempo de tratamento, chegando-se ao ponto de, em alguns casos, instalarmos os implantes e a prótese em sessão única, com o benefício sendo aplicado imediatamente. Desta forma é possível dizer que a idade isoladamente não é um fator que contra indica o tratamento com implantes. Sempre devemos buscar recursos para que possamos desfrutar a vida em sua plenitude. Uma saúde perfeita é a primeira condição para que isso ocorra. Sempre é tempo de sorrir. Dr. Miguel J. Buttros CROSP 33963 R. Pe. Anchieta, 237 Fone:3264-3614

implante dentário para substituir a raiz perdida

Prótese fixa sobre implantes

Prótese retida por implantes

livro implantodontia

saúde do organismo, se não tivermos condição de mastigar satisfatoriamente os alimentos, todo processo nutricional ficará comprometido, causando diversas doenças. Um sorriso harmônico e seguro também influi no estado emocional e psicológico das pessoas, aumentando a auto-estima e permitindo-lhes conviver na sociedade de forma saudável. Graças ao desenvolvimento da implantodontia, hoje podemos proporcionar a essas pessoas, tratamentos reabilitadores que lhes devolvam a capacidade mastigatória, fonética e estética, permitindo-lhes um enorme ganho na qualidade de vida. Um dos grandes “tabus” que enfrentamos na clínica diária é a idéia de que uma pessoa idosa não pode submeter-se ao tratamento com implantes dentários. É justamente para elas que a implantodontia pode ser aplicada na sua forma mais completa, ou seja : reabilitar casos que até algum tempo atrás não tinham uma solução satisfatória. Se após uma avaliação criteriosa constatarmos que o paciente está em condições de receber o tratamento, as condutas poderão ser executadas com bastante segurança. Além disso pesquisas mostram que não há diferença na ós-

livro implantodontia

s recursos da medicina moderna, tornaram possível viver por mais tempo com saúde ou conviver com doenças crônicas, aumentando assim a expectativa de vida do ser humano. Com isso, a população de idosos aumentou consideravelmente e as necessidades de reabilitação oral para os mesmos também. Freqüentemente nos deparamos com pacientes descontentes com o

prótese fixa total tipo protocolo


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SAÚDE

Saúde dos olhos na melhor idade Sabemos o quanto é essencial cuidar da saúde dos olhos. E com o passar da idade o cuidado deve ser redobrado, pois a visão pode sofrer alterações com o envelhecimento.

A

s principais deficiências visuais no idoso são: Catarata: a catarata é a opacidade parcial ou total do cristalino. Isso faz com a entrada de luz nos olhos fique prejudicada, diminuindo a visão. Com o passar do tempo, a pessoa pode ficar cega. O tratamento é cirúrgico e consiste na substituição do cristalino danificado por uma lente artificial que recuperará a função perdida. Glaucoma: é uma doença causada pela lesão do nervo óptico devido o aumento na pressão do líquido que se encontra dentro dos olhos. Geralmente é assintomático e causa a perda da visão periférica. O diagnóstico precoce é funda-

mental no tratamento e controle da doença. Existem vários medicamentos (colírios) para o tratamento do glaucoma, evitando assim a progressão da doença. Somente o oftalmologista poderá indicar o medicamento mais correto para o seu tratamento.

Degeneração Macular (DMRI): consis-

te na perda da visão no centro do campo visual (mácula) devido à degeneração da retina. No início a perda visual costuma ser pouco perceptível, mas com a evolução alguns sintomas começam a aparecer, como: visão borrada, pontos luminosos, manchas no centro da visão, entre outros. O diagnóstico é feito através de

exames específicos. A foto coagulação e medicamentos apropriados podem retardar a patologia.

Retinopatia Diabética: é uma com-

plicação da Diabetes Mellitus. Caracteriza-se pela diminuição da visão devido à má circulação sanguínea da retina. O tratamento cuidadoso da diabetes através do uso correto da medicação e uma dieta adequada para diabéticos são a principal forma de evitar a retinopatia diabética. Muitas dessas doenças oculares podem ser prevenidas ou amenizadas com a adoção de alguns cuidados, como: evitar se expor ao sol sem óculos adequado, ter uma alimentação equilibra-

da com frutas, verduras e legumes e fazer o uso da medicação conforme prescrição médica. O ideal é que todos façam o acompanhamento regular com o oftalmologista, o que deve ser intensificado na terceira idade. Maior atenção deve ser dada para os idosos que apresentam Diabetes Mellitus, hipertensão arterial e histórico familiar de glaucoma, pois estas doenças podem levar a algumas alterações visuais importantes. Consulte um oftalmologista e revise os óculos regularmente. Com informação e atitude é possível manter a autonomia e a qualidade de vida na terceira idade.

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CULINÁRIA

Receitas de Agosto:

Broinha de fubá

comidaereceitas.com.br

Ingredientes: 2 xícaras (chá) de leite ½ xícara (chá) de óleo 1 xícara (chá) de açúcar 1 colher (café) de sal 2 xícaras (chá) de fubá 1 ½ xícara (chá) de polvilho doce 1 colher (sopa) de erva doce 3 ovos 1 colher (chá) de fermento em pó

Modo de preparo: Coloque o leite, o óleo, o açúcar e o sal numa panela e quando começar a levantar fervura, junte de

uma só vez o fubá misturado com o polvilho doce. Mexa rapidamente para não empelotar. Mexa até se

soltar da panela. Retire do fogo, coloque numa tigela e junte os ovos um a um, mexendo após cada adição.

O ovo deve estar encorporado à massa antes de ser acrescentado o próximo. Por último acrescente a erva doce e

o fermento em pó. Molde as broas e coloque numa assadeira untada ou forrada de papel manteiga e asse

em forno quente à 220°C previamente aquecido. Sirva logo em seguida. Rende: 40 porções

Torta de carne com massa de fubá Ormuzd Alves

Modo de preparo

Ingredientes Recheio:

2 colheres (sopa) de óleo 1 Kg coxão duro cortado em cubos pequenos 1 cebola picada

2 dentes de alho picados 2 tomates sem pele e sem sementes picados 1 pimentão vermelho picado Sal e pimenta a gosto 1 pitada canela em pó 1 pitada cravo em pó

1 xícara de (chá) de caldo de carne

Massa:

3/4 de xíc. (chá) de fubá 3/4 de xíc. (chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de fer-

mento em pó 2 colheres (chá) de açúcar 1 colher (chá) de sal 3/4 de xícara (chá) de leite 1 ovo grande 1/2 xícara (chá) de margarina derretida

1. Prepare o recheio: em uma panela, aqueça o óleo e doure a carne. Acrescente a cebola, o alho e refogue sem parar de mexer. 2. Junte o tomate, o pimentão, o sal, a pimenta, a canela e o cravo, mexendo sempre. Adicione o caldo de carne e cozinhe até a carne ficar macia. 3. Deixe esfriar, coloque em um

refratário e reserve. 4. Prepare a massa: em uma tigela, coloque o fubá, a farinha de trigo, o fermento em pó, o açúcar, o sal, o leite, o ovo e a margarina. Misture bem até formar uma massa homogênea. 5. Espalhe sobre a carne e asse no forno pré-aquecido a 200°C durante 35 minutos ou até dourar. Sirva logo em seguida.


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JURÍDICO

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STF e STJ discutem pedidos

de desaposentadoria Segundo o INSS, existem no Brasil 70 mil ações pedindo a desaposentadoria. E 500 mil aposentados que continuam trabalhando com carteira assinada. Divulgação

Divulgação

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ilhares de aposentados brasileiros aguardam uma decisão importante da mais alta instância da Justiça brasileira. São cidadãos que já recebem aposentadoria, mas que continuam trabalhando e contribuindo. Aposentado que continua trabalhando com carteira assina-

da, como o advogado aposentado Renato Figueiredo, tem uma dupla relação com a previdência: recebe a aposentadoria e também paga a contribuição todo mês. “Basicamente aquilo que eu pagava pra Previdência, era o que eu recebia na minha aposentadoria anterior. Era um valor muito próximo. Quer dizer, eu tinha um ganho de beneficio ínfimo”, conta Renato.

Quando conseguiu a aposentadoria proporcional, Renato tinha 31 anos de contribuição ao INSS. Mas, depois de 10 anos aposentado e ainda trabalhando, passou a ter 41 anos de contribuição. Entrou na Justiça para que essa diferença fosse levada em conta, e ganhou em primeira instância. A aposentadoria passou de R$ 1.500 para R$ 3.200.

Isso se chama desaposentadoria ou desaposentação. O trabalhador abre mão da aposentadoria que já recebe em troca de uma outra maior. E é maior porque leva em conta as contribuições que ele fez ao INSS depois de aposentado. Só que esse não é um direito previsto em lei. Para conseguir, tem que entrar na Justiça. E, ainda assim, alguns juízes são a favor; outros, não. Agora, o assunto está com os dois principais tribunais do país. O Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal estão analisando pedidos de desaposentadoria. No fim, vai prevalecer a opinião do Supremo. O que ele decidir terá que ser seguido pela Justiça em todo o país. Segundo o INSS, existem no Brasil 70 mil ações pedindo a desaposentadoria. E 500 mil aposentados que continuam trabalhando com carteira assinada. Além do direito ao benefício, falta decidir se para conseguir

o aumento o trabalhador tem que devolver tudo o que já recebeu de aposentadoria. A advogada Vanessa Vidutto explica que alguns juízes permitem que, em vez da devolução do dinheiro todo, de uma só vez, o valor seja abatido, aos

poucos, do novo benefício: “Os juízes que entendem que é necessária essa devolução têm admitido a devolução dessa forma, abatendo-se 30% do novo beneficio ou da diferença que se acrescentou entre o beneficio antigo e o novo”.


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T

GERONTOLOGIA

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Envelhecer no século 21

odos sabemos que o envelhecimento é um processo natural e intrínseco ao ser humano. Ele se dá no decorrer da vida, desde a concepção do indivíduo no útero materno, passando por todas as evoluções e desenvolvimento do ser até chegar à velhice, onde começam a aparecer algumas mudanças. Essas mudanças estão relacionadas ao desgaste das células de todo corpo no decorrer do tempo associado a impactos ambientais e hábitos de vida relacionados à saúde, comportamentos e rotinas. Envelhecer no entanto não acontece da mesma maneira para todos. Ele é chamado nos estudos em Gerontologia de heterogêneo, ou seja, o envelhecimento acontece de maneira diferente de pessoa para pessoa, justamente por estar relacionado ao estilo de vida e à genética. Da mesma maneira, o envelhecimento tem sofrido mudanças constantemente enquanto o planeta e as sociedades se desenvolvem. Atualmente temos observado mudanças no número da população em geral, onde as faixas etárias mais jovens têm diminuído e as mais velhas têm aumentado. Tudo isso está relacionado ao declínio da fecundidade da população, ou seja, menos crianças

Divulgação

estão nascendo, o que interfere na proporção de jovens em relação aos idosos. Na década de 30 as mulheres brasileiras tinham em média seis filhos, já em 2000 as mulheres passaram a ter em média dois filhos. A média de seis filhos se estendeu de 1930 até 1970. Para se ter uma ideia de como o número de crianças está diminuindo, segundo o IBGE, em 1960 a população de zero a 14 anos representava 42% da população total, hoje ela representa apenas 24%. Caiu para quase metade o número de crianças em 50 anos. Podemos compreender disso que os bebês nascidos nos anos 30, 40 e 50, são hoje os

idosos do nosso país. Fazendo então com que a população de idosos, represente atualmente 10,8% da população total do Brasil! Esse número tende a aumentar, porque o número de nascimentos pode continuar a diminuir e os nascidos entre 1950 e 1970 logo se tornarão idosos, fazendo com que a porcentagem de pessoas acima de 60 anos aumente ainda mais. E não é apenas o número de pessoas mais velhas que está crescendo, mas também a longevidade (ou expectativa de vida) das pessoas aumenta cada vez mais. A expectativa de vida é compreendida pela média de tempo máximo que as pessoas vivem, ou seja, a idade média em

que população falece. Para ilustrar a evolução da longevidade na humanidade podemos citar uma média mundial: no período do Império Romano (27 a.C. - 476 d. C.) as pessoas viviam cerca de 22 anos; na Idade Média (476 – 1453) vivam 33 anos; em 1900 a expectativa de vida aumentou para 45 anos; em 1992 passou a ser 75 anos e espera-se que até 2092 a média mundial de sobrevida humana seja de 116 anos. Focando no Brasil, a expectativa de vida na década de 60 era de 48 anos, passando para 62 anos em 1980 e alcançando em 2010 a média de 73 anos. Todas essas mudanças estatísticas têm uma simples explica-

ção: a evolução da sociedade e desenvolvimento do país. O número de nascimentos tem caído porque as mulheres têm se tornado mais independentes e autossuficientes; os métodos contraceptivos são hoje mais acessíveis e utilizados pela população; a preocupação dos casais quanto à estabilidade econômica e social faz com que o planejamento familiar seja prioridade. O aumento da expectativa de vida tem aumentado devido aos avanços tecnológicos e médicos que permitem melhor assistência à saúde e segurança da população; a conscientização sobre prevenção em saúde e hábitos de vida sau-

dável têm se tornado mais comum, sendo alvo de ações, programas e políticas públicas de incentivo pelo poder público. A globalização também auxiliou em muito a perpetuação do conhecimento que permite às sociedades criar estratégias e seguir modelos que auxiliem na evolução da qualidade de vida das pessoas em todos os âmbitos, seja em saúde, educação, segurança, participação social e acessibilidade. Envelhecer no século 21 nos traz diversos privilégios em relação aos auxílios para um envelhecimento ótimo, no entanto são particulares e individuais as atitudes frente à saúde e hábitos de vida na sociedade atual. Cabe a você, indivíduo único, utilizar dos presentes benefícios e contribuir para sua qualidade de vida e bem-estar, no mais amplo sentido da palavra. Envelheça mais, mas envelheça bem! Marcelo Piovezan, Gerontólogo graduado pela Universidade de São Paulo (USP), cursando MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV. E-mail: marcelopiovezan@ig.com.br tel.: (14) 9118-3541


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