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ESPAÇO REGIONAL DE CULTURA E LAZER

TGI 2016


DANIEL HENRIQUE LOFFREDO MARTINS

ESPAÇO REGIONAL DE CULTURA E LAZER

Trabalho de Graduação Individual (TGI), apresentado ao Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Central Paulista - UNICEP. Orientador: Prof. MSc. Marcos Marchetti São Carlos 2016


Agradecimentos

Primeiramente a Deus, que permitiu diante de tantas difi-

culdades que eu conseguisse chegar até esse momento de extrema importância na minha vida.

Ao meus pais que tanto amo, minha mãe Angela, meu pai

Tony e minha segunda mãe Rosana, que me fortaleceram nessa jornada, garantindo apoio nas minhas atitudes e orientando nas decisões fundamentais.

A minha esposa Daiane, que durante o meu curso de gradu-

ação aceitou meu pedido de casamento e fez transbordar meu co-

ração de alegria e amor, mulher incrível, no qual carinhosamente chamo de “vida”, para tentar representar o meu sentimento.

Aos meus irmãos que me incentivaram e contribuiram nes-

sa trajetória.

A todos os professores do curso de Arquitetura e Urbanis-

mo da UNICEP, que disponibilizaram conhecimento e conteúdo nas aulas. Agradeço em especial ao Professor Marcos, pela paciência e destreza em expor os melhores caminhos deste trabalho, uma pessoa de grande coração e sabedoria.


SUMÁRIO 1 – LEITURA DE PROJETOS EXISTENTES

4 - REFERÊNCIAS PROJETUAIS

1.1 - CENTRO CULTURAL OSCAR NIEMEYER - ESP.......6 1.2 - CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE – SP............. 8

4.1 - CENTRO CULTURAL SÃO PAULO:............................ 29 4.2 - SESC POMPEIA ............................................................. 30

2 - JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DA ÁREA

5 – PROGRAMA

2.1 - HISTÓRICO DE SÃO CARLOS:.................................... 10 2.2 - LOCALIZAÇÃO NO ESTADO:..................................... 11 2.3 - DADOS GERAIS.............................................................12 2.4 - DADOS DOS BAIRROS AO REDOR DA ÁREA.......... 12 2.5 - INTRODUÇÃO AO PROJETO:...................................... 14 2.6 - ESPAÇO REGIONAL DE CULTURA E LAZER:.......... 14 2.6.1 - OBJETIVO:.......................................................... 14 2.6.2 - PROJETO:............................................................ 15 2.6.3 - QUALIFICAÇÃO DO ESPAÇO:......................... 16 2.7 - MATERIAIS CONSTRUTIVOS:.................................... 20

5.1 - PROGRAMA DE NECESSIDADES:.............................. 35 5.2 - FLUXOGRAMA:............................................................. 35

3 - MAPAS TEMÁTICOS 3.1 - MAPA SISTEMA VIÁRIO:............................................. 23 3.2 - USO E OCUPAÇÃO DO SOLO:..................................... 24 3.3 - MAPA GABARITO DAS EDIFICAÇÕES:.................... 25 3.4 - LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO:............................ 26

6 – ANTEPROJETO 6.1 - MAPA DE SITUAÇÃO:................................................... 37 6.2 - MAPA DE SETORIZAÇÃO:........................................... 38 6.3 - ELEVAÇÕES...................................................................39 6.4 - CORTES...........................................................................41 6.5 - PLANTA DOS PAVIMENTOS........................................45 6.6 - IMPLANTAÇÃO.............................................................49


LEITURA DE PROJETOS EXISTENTES

Centro Cultural Oscar Niemeyer – Espanha

Centro Cultural da Juventude – SP


1.1- CENTRO CULTURAL OSCAR NIEMEYER: 1

O Centro Cultural possui 4 edifícios. O auditório é o mais alto com 26 metros de altura, com capacidade para 1100 espectado-

O Centro Cultural Oscar Niemeyer foi construído em Avilés, no

res, o prédio não possui caixas sendo composto por uma única

Principado das Astúrias na região Norte da Espanha, sendo a úni-

audiência.

ca obra do arquiteto no país.

O palco é integrado com a praça, onde uma porta de 20 por 5 metros faz a divisão dos espaços. Essa praça possibilita receber

O projeto foi oferecido pelo arquiteto após receber o Prêmio Prín-

10 mil pessoas.

cipe das Astúrias em 1989, como retribuição, Niemeyer ofereceu seu projeto. O complexo foi construído mediante a uma revitalização da cidade que incluía o rio e o porto. Imagem 02

Imagem 02

A área de exposições é uma cúpula de 2000 m² com uma forma de semiesfera de concreto ligada ao auditório por uma longa passarela. Imagem 01

06


O edifício polivalente, tem sua fachada envidraçada com frente para a praça, abriga o Filme Center, administração, salas para reuniões e conferências e espaços para ensaios.

Imagem 03

No interior há uma escada helicoidal e um lustre desenhado pelo Niemeyer. A torre mirante é um edifício todo envidraçado com 20 metros de altura, onde está localizdo o restaurante. Um dos acessos é por uma escada em formato de espiral que ao

Imagem 05

longo do percurso oferece vista por todo o complexo.

____________________________________________________________ 1

Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/centro-cultural-e-a-uni-

ca- obra-de-oscar-niemeyer-na-espanha http://www.anualdesign.com.br/saopaulo/projetos/1245/centro-cultur al Imagem 04

-oscar-niemeyer-espanha/

07


1.2 - CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE – SP: 2 O CCJ – Centro Cultural da Juventude, foi inaugurado em 27 de março de 2006, o espaço é uma equipamento da secretaria municipal da cultura da cidade de São Paulo, construído na periferia da Zona Norte da cidade.

O Centro Cultural possui 8000 m², onde abriga uma biblioteca, anfiteatro, teatro de arena, sala de projetos, laboratórios de idiomas e pesquisas, estúdios de gravações musicais, ateliê de artes plásticas, sala de oficinas, áreas de exposições e de convivência. O CCJ foi concebido para trabalhar principalmente com jovens entre 18 e 29 anos.

Imagem 07

Imagem 06

____________________________________________________________ 2

Fonte: http://spcultura.prefeitura.sp.gov.br/espaco/924/

08


JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DA ÁREA

Histórico

Localização no Estado

Dados gerais

Dados dos bairros ao redor da área

Introdução ao projeto

Espaço Regional de Cultura e Lazer

Materiais construtivos


2.1 - HISTÓRICO DE SÃO CARLOS: 3

A história de São Carlos teve início em 1831 com a demarcação da Sesmaria do Pinhal. Foi fundada em 04 de novembro de 1857. Os principais moradores da época eram os herdeiros da família Arruda Botelho. Em 1880 passa de vila a cidade e em 1886 já possuía ampla infraestrutura urbana. A chegada da ferrovia em 1884 propiciou um sistema eficiente para escoar a produção para o porto de Santos e deu um grande impulso ao desenvolvimento da economia na região. À partir de 1905 ganha o título de Atenas Paulista com a fundação de vários colégios, passando a ser um grande centro escolar. Em dezembro de 1914 foi inaugurada as linhas de bonde da Companhia Paulista de Eletricidade.

Imagem 08

Em 1929, devido à crise cafeeira, os imigrantes deixaram a zona rural e passaram a trabalhar nas fábricas no centro da cidade e na construção civil. Na segunda metade do século XX, São Carlos foi firmada como centro industrial do interior do Estado de São Paulo, recebendo um grande impulso tecnológico e educacional com a instalação em 1953 da primeira universidade, a USP, em seguida a UFSCar em 1970. ____________________________________________________________ 3

Fonte: http://www.saocarlos.sp.gov.br/index.php/historia-da-cidade/115269-his-

toria-de-sao-carlos.html

10


2.2 - LOCALIZAÇÃO NO ESTADO:

Conhecida como capital nacional da tecnologia, São Carlos faz

São Carlos está localizada na região central, a 58 KM do centro geográfico do Estado de São Paulo e a uma distância rodoviária de 234 KM da capital paulista, cercada por três rodovias estaduais, sendo a Rodovia Washington Luiz (SP 310), Rodovia Luís

jus ao título por ser a cidade brasileira que possui maior densidade de profissionais com doutorado do pais. Enquanto a média brasileira é de 1 doutor para 5.423 habitantes, São Carlos possui 1 para 180 habitantes.

Augusto de Oliveira (SP 215) e a Rodovia Tales de Lorena Peixoto Filho (SP 318).

- PRINCIPAIS DISTÂNCIAS: De São Carlos à: São Paulo

234 KM

Ribeirão Preto

101 KM

Campinas

146 KM

São J. Rio Preto

207 KM

Araçatuba

330 KM

São Carlos

Imagem 09 - http://www.etesp.com.br/escolas_grupo.php?c=3

11


2.3 - DADOS GERAIS:4

tível. Esta área concentra um grande fluxo de veículos, levando em consideração que existem vários prédios de 4 à 8 andares e

População estimada 2016 Área da unidade territorial (Km²) Densidade demográfica (Hab./Km²)

248.958

também por ter vias arteriais próximas.

1.136,907 195,15

Esse entorno conta com três praças, uma na Cidade Jardim (rota-

162.098

tória), uma no Parque Arnold Schmidt (em frente a portaria prin-

Taxa de natalidade (por mil hab.)

12,99

cipal da USP) e o Parque do Kartódromo no Jardim Nova Santa

Índice de desenvolvimento humano municipal

0,805

Paula.

Frota total de veículos

Renda per Capita

923,62 O Parque do Kartódromo recebe pessoas que praticam vários ti-

2.4 - DADOS DOS BAIRROS AO REDOR DA ÁREA: Na região do projeto estão localizados os bairros, Cidade Jar-

pos de atividades físicas, como caminhada, corrida, lutas ao ar livre e práticas de academia, utilizando os aparelhos dispostos pela área.

dim, Jardim Paulistano, Jardim Nova Santa Paula, Parque Arnold Schimdt, Santa Paula e Jardim Centenário. Nesses bairros predominam uma população jovem em virtude das universidades USP e UFSCar estarem próximas, muitas casas são alugadas como repúblicas estudantis.

Imagem 10

____________________________________________________________

O bairro conta com vários tipos de comércios como supermercados, restaurantes, academias, bares, escolas e posto de combus-

4

Fonte: http://www.produtos.seade.gov.br http://www.cidades.ibge.gov.br

12


Imagem 11

Imagem 13

Às sextas feiras, são realizadas feiras ao ar livre, são agriculto-

- PRINCIPAIS DISTÂNCIAS DO LOTE AOS EQUIPAMEN-

res e comerciantes que levam seus produtos para venda direta ao

TOS PUBLICOS:

consumidor. Do lote à:

Imagem 12

Unidade Básica de Saúde (Sta. Paula)

350 Mts.

USP (portaria principal)

200 Mts.

Escola E. E. Conde Pinhal

800 Mts.

Rodoviária

1700 Mts.

Hospital Universitário

2100 Mts.

Rodovia W. Luiz (Saída 235 C)

2300 Mts.

UFSCar (portaria Norte)

3000 Mts. 13


2.5 – INTRODUÇÃO AO PROJETO: O Espaço Regional de Cultural e Lazer se define em três vertentes: - Levar arte, ciência e tecnologia para todas as faixas etárias. - Ser uma oficina de eventos, através das suas exposições, produções artísticas e cursos.

A expectativa é que moradores de outras regiões venham utilizar esse espaço, sendo uma referência para a cidade, trazendo uma tendência da cultura contemporânea com encontros presenciais, uma vez que, a sociedade em geral, nos dias atuais necessita se desconectar um pouco do “mundo virtual”, dessa forma o Espaço Regional será um ponto de encontro 24hs por dia. 2.6.1 - OBJETIVO:

- Uma plataforma regional de lazer. A intenção é unificar os acontecimentos entre as universidades, O espaço cultural tem como objetivo, promover a cultura entre os

porque a maioria das pessoas, mesmo sabendo que nesse caso as

habitantes de uma comunidade, fazendo que seja feita a inclusão

universidades USP e UFSCar são públicas, mantém uma distân-

social desse povo na cadeia produtiva da cultura, oferecendo con-

cia com os centros acadêmicos, dessa forma, o Espaço Regio-

dições para que todos, especialmente aqueles excluídos do con-

nal irá criar um elo entre as instituições e a sociedade, podendo

sumo das artes, tenham acesso à inventividade artística das mais

aplicar conceitos teóricos utilizando os espaços físicos do Espaço

diversas e democráticas manifestações culturais.

Regional em conjunto com o Parque do Kartódromo.

2.6 - ESPAÇO REGIONAL DE CULTURA E LAZER: Com uma área de aproximadamente 4300 m², o Espaço Regional de Cultural e Lazer, tem como missão contribuir e somar com o desenvolvimento cultural da cidade, levando mais informação, cultura e lazer.

O Espaço Regional será locado em um ponto estratégico, próximo das universidades e das principais vias de acesso, fazendo que ele seja inserido de uma forma mais abrangente, ampliando sua relação com a cidade, transformando não somente em um espaço de cultura, mas também em um ponto de encontro, uma área de 14


convívio regional do bairro e entorno. O bairro precisa dar continuidade no seu crescimento. Esse projeto tende a aumentar a população flutuante e transitória na região, fazendo aumentar os lucros no comércio da região, uma vez que, as pessoas que utilizam o Parque do Kartódromo são em grande número no início da manhã e começo da noite, dessa forma o Espaço Regional irá levar mais pessoas nesse intervalo ocioso e dar mais consistência e dinamismo para o região. Maquete de estudo - Imagem 14

2.6.2 - PROJETO: Após elaborar uma maquete de estudo (Imagem 14) elaborei um desenho arquitetônico que tem como objetivo levar o observador pra dentro da implantação de uma forma harmônica, porque hoje o que se vê do ponto da Alameda dos Crisântemos é um vazio urbano misturado com um respiro visual entre os prédios exis-

Imagem 15

tentes. Vista sul (Al. Crisântemos)

Imagem 16

15


Dessa forma, tratando de um paisagismo na área sul do lote, podemos conduzir de forma natural e suave o pedestre que apenas estaria de passagem pelo local, fazendo que venha se sentir acolhido nessa área de convívio. A criação de uma faixa adicional em frente (Imagem 17), será para ajudar na fluidez do trânsito e colocar o pedestre de uma forma direta no lote, fazendo que seus olhos sejam levados para a im-

2.6.3 QUALIFICAÇÃO DO ESPAÇO: A sala/consultório será voltada para a orientação dos usuários de práticas esportivas, buscando aprimorar o desempenho e trazendo melhor qualidade de vida, contando com um fisioterapeuta e um nutricionista em horários agendados. A sala ficará ao lado da área de exposições, como mostra a maquete eletrônica abaixo.

plantação.

Imagem 18 Imagem 17

Essa faixa adicional será para embarque e desembarque, tanto para carros particulares como também para taxi e ônibus do transporte coletivo municipal, nesse caso seria criada uma demarcação especial para o acesso ao coletivo.

Imagem 19

16


A ponte para pedestre vem de encontro aos anseios dos morado-

Alguns patamares serão colocados como opção de travessia, con-

res do entorno que se deslocam do Parque Arnold Schmidt no

siderando que o rio esteja no curso normal sem alterações climá-

sentido do Nova Santa Paula, que para chegar ao destino devem

ticas, como por exemplo, período de chuva intensa. A noite ele

caminhar por um longo percurso, desviando do leito do rio Mon-

será iluminado com balizadores de LED.

jolinho, dessa forma a ponte irá trazer comodidade e uma nova experiência, como foi relatado na pesquisa de campo pelo Sr. Ro-

Serâo dois pontos de acesso, dando uma continuidade poética

dolfo Lourenço, de 28 anos, quando perguntado sobre a possibi-

com o fim da rua asfáltica.

lidade da construção de um acesso. “... porque muitas pessoas que moram do outro lado não vêm por não se sentirem atraídas pelo local e pela distância também...” 5

Ponto de acesso

Imagem 21 - Fonte: Google Maps

O Espaço Regional contará com um auditório, podendo ser utilizado para oficinas de teatro, música, dança e reuniões administrativas dos bairros vizinhos, como por exemplo, reuniões orçaImagem 20

mentárias. 17


As oficinas de artesanto e artes plásticas ficaram no pavimento

As divisorias das oficinas serão de drywall para que o espaço seja

inferior, dessa forma os alunos terão um ambiente tranquilo para

dinâmico, sendo possíveis as alterações sem intervenções pesadas.

ter concentração no aprendizado.

Esse espaço foi elaborado com referência ao Sesc Pompéia, desenhado pela Lina Bo Bardi, onde as divisorias são baixas e sem portas, garantindo privacidade, mas ao mesmo tempo uma relação entre os alunos. 02 Imagem 22

Esse pavimento foi elaborado em uma cota negativa, portanto receberá iluminação através do piso de vidro da área de exposições e dos jardins de inverno disposto nas laterais. A imagem 23 mostra a perspectiva da área de exposições.

01 - Artesanato 02 - Mesa reunião

01

03 - Artes plásticas 04 - Sala de apoio oficinas 05 - Elevador

05

04

03 Imagem 23

Imagem 24

18


Contará também com duas quadras poliesportivas, terraço jardim e um paredão de escalada com terraço localizado na torre da caixa d’água. 03

01 - Quadras 01

Imagem 26

02 - Terraço jardim

Imagem 27

O café será na área externa, anexo a sala de exposições, com vista para o Parque do Kartódromo.

03 - Torre caixa d’água 01 02

Imagem 25

Imagem 28 - Vista do café para o Pq. do Kartódromo

19


Sendo assim, esse projeto irá valorizar o local e consequentemente o bairro, como relatado pela Sra. Joana Santos, de 51 anos. “...deveria ser construído uma continuidade do Parque do Kartódromo, essa é uma proposta muito boa, valorizaria muito a região...” 6 A intenção é que moradores de outras regiões venham utilizar esse espaço, levando em consideração que a área está servida pelas principais linhas de ônibus da cidade (linha 11,32,38 e 40)

Imagem 29

com acesso ao terminal de integração Norte. 2.7 - MATERIAIS CONSTRUTIVOS: A estrutura do Espaço Regional será de material pré-fabricado de concreto e laje nervurada, para vedação será aplicado painéis de concreto e vidros. A fachada (Imagem 29 e 30) será de brise horizontal para diminuir a incidência solar, com barras metálicas de metalon na cor cobre. Eles funcionaram também como uma pele para o edifício.

Imagem 30

____________________________________________________________ 5,6

Pesquisa de campo realizada pelo autor do trabalho em 01/05/2016.

20


LAJE NERVURADA Com esse sistema é possível garantir grandes vãos livres. Esse esquema representa a montagem das formas da laje nervurada.

Imagem 31

21


MAPAS TEMÁTICOS

Mapa sistema viário

Uso e ocupação do solo

Mapa gabarito das edificações

Levantamento fotográfico


3.1 - MAPA SISTEMA VIÁRIO: 01

01 - Rodovia SP 318 02 - Rodovia SP 310 03 - Av. São Carlos (arterial) 04 - Via local 05 - Al. Crisântemos (arterial) 06 - Via coletora 07 - Av. Trabalhador Sancarlense (arterial) 08 - Lote implantação

02

06 Cemitério 08

03 04

05 07

USP

Imagem 32

23


3.2 - USO E OCUPAÇÃO DO SOLO:

Comércio Residência Vazio 01 - Parque Kartódromo 02 - Lote implantação

Imagem 33

24


3.3 - MAPA GABARITO DAS EDIFICAÇÕES: Térreo 02 Pavimentos 03 Pavimentos 04 Pavimentos 05 Pavimentos 07 Pavimentos Vazio

01 Pq. Kartódromo 02 Lote Implantação

Imagem 34

25


3.4 - LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO:

01

02

03

03

04

05

Fotos tiradas do 9º andar de um edifício em construção da região (Promature). 01 - Hospital Universitário 02 - Pq. Kartódromo 03 - Lote 04 - Centro 05 - Portaria USP

26


Vista noroeste do lote

Vista norte (acesso terra)

Vista nordeste

Continuação acesso de terra

Vista frontal (Av. Liberdade)

Vista sul (Al. Crisântemos) 27


REFERÊNCIAS PROJETUAIS

Centro Cultural São Paulo - CCSP

SESC Pompeia – Lina Bo Bardi


4.1 - CENTRO CULTURAL SÃO PAULO: 7 A história do CCSP começou na década de 1970 com a doação de um grande terreno para a prefeitura, fruto de uma desapropriação para a construção de uma linha do metrô. Após 3 anos da doação, a intenção era urbanizar o local com prédios comerciais, hotéis, shopping center e uma biblioteca. Em 1975 o projeto Vergueiro, como ficou conhecido, foi cancelado, ficando apenas a idéia da construção da biblioteca. Na gestão municipal de 1976 ficou acordado que o local era grande demais para receber apenas uma biblioteca, então foi sugerido a construção de um centro cultural com base nos moldes em que estavam surgindo em todo o mundo.

Imagem 35

De acordo com Luiz Telles o desenho era parecido com um barco e isso foi casualmente, porque a rua vergueiro e a Av. 23 de maio tem um desenho semelhante a esse formato, logicamente no encontro da construção. Nesta imagem podemos ver a grandiosidade do CCSP, observando sua estrutura em concreto e suas curvas.

Sobre a construção, foi utilizado concreto protendido para ganhar altura na viga, uma vez que era necessário o uso do concreto para ganhar desempenho acústico, porque depender somente do aço ele causaria ruído intenso, atrapalhando o conforto do ambiente. Foi construído um eixo central reto, saindo dele uma curva maior até chegar ao raio da rua. As áreas abertas são pra ter uma referência urbana.

Imagem 36

29


A intensão de elaborar um teto verde, foi pela preo-

A obra começou em 1977 e durou nove anos. A primeira etapa

cupação

forma

(que compreendia o centro onde funcionava a antiga fábrica) foi

quem está no alto acaba recebendo um convite para en-

inaugurada em 1982 e em 1986 o bloco esportivo foi aberto ao

trar, diferentemente de olhar apenas um imenso telhado.

público.

da

verticalização

do

entorno,

dessa

INSTALAÇÕES: Acessibilidade universal, internet livre - 21 terminais, comedoria, bar/café, espaço de leitura (livros, revistas e jornais), paraciclo com 30 vagas, central de Atendimento, espaço de brincar sala de recreação, clínicas odontológicas, loja SESC, sala de Ginástica, salas de expressão corporal e ginástica multifuncional, 3 ginásios poliesportivo cobertos, piscina coberta aquecida, deck/Solarium, Imagem 37

vestiários, teatro - 774 lugares, galpão cultural multiuso, oficinas de arte, 7 salas - multiuso e convivência.

4.2- SESC POMPEIA: 8 Localizada numa área estratégica da zona oeste da cidade de São Paulo e construída a partir de uma antiga fábrica de tambores, o

____________________________________________________________ 7

Fonte: http://www.centrocultural.sp.gov.br/

que lhe conferiu o nome de Fábrica da Pompeia, o SESC Pompeia foi projetado pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi. 30


HISTÓRIA:

LEITURA DO PROJETO:

Júlio Neves recebeu uma proposta para a construção de um cen-

Todo espaço disposto foi aproveitado de forma coerente, como

tro de cultural esportivo, sua primeira opção foi demolir toda a

mostra a planta baixa.

estrutura existente. Quando tomaram dimensão da grandiosidade e do custo do projeto, resolveram aproveitar a construção, que eram os armazéns da antiga fábrica.

Imagem 39 Imagem 38 - Maquete do projeto inicial

Sendo assim optaram pela arquiteta Lina Bo Bardi, tomando

Lina aproveitou os espaços horizontais para usar como centro de

como referência o Solar Unhão em Salvador, pela sua ousadia e

convivência e cultura.

clareza no restauro. 31


No início, na primeira impressão do local, Lina achou que o pé

O telhado foi reformulado com estrutura metálica e cobertura

direito fosse maior, dessa forma, previamente, elaborou espaços

com telha de vidro e barro, melhorando a luminosidade da área.

com passarela para criar espaços de convivência com jardim, quando fizeram o levantamento oficial verificaram que não seria possível.

Imagem 42

Imagem 40

Imagem 43

Para o esporte, Lina projetou um novo prédio vertical. Ela queria que fosse uma área de lazer e não um espaço desportivo, por isso

As vigas de concreto são em seção “T”, com ferro chato e vigas

a piscina não tem um formato olímpico.

duplas. O travamento não ocorre no chão, por serem duplas elas são feitas na parte superior da coluna.

Imagem 41

Imagem 44

32


No bloco maior fica a piscina e as quadras esportivas, divididas

Lina desenhou todo o mobiliário, sua ideia era deixar as pessoas

em quatro pavimentos, com 8 metros de altura, poucas paredes

altivas, que não afundasse nos acentos, era mais tenso, mas res-

e aberturas para o exterior sem vidros, a ideia era deixar natural,

peitava a pessoa como cidadão, não de uma forma jogada.

na medida do possível, no entanto a passarela de ligação entre os blocos são sem coberturas. Já no bloco menor da direita, como mostra a imagem abaixo, fica a área de serviços.

Imagem 47 Imagem 45

“Nunca procurei a beleza, somente a poesia”

As salas de ateliê são com paredes baixas dentro de um mesmo

Lina Bo Bardi

galpão, permitindo uma certa privacidade entre cada oficina, mas por outro lado as portas ficam abertas.

____________________________________________________________ 8

Fonte: http://www.sescsp.org.br/unidades/11_POMPEIA/#/content=tudo-sobre-a

-unidade Imagens: http://pt.slideshare.net/lucpaixao/sesc-pompeiasp Imagem 46

https://www.youtube.com/watch?v=qhBZXCle8Z8

33


PROGRAMA

Programa de necessidades Fluxograma


5.1 - PROGRAMA DE NECESSIDADES: 1 - Recepção:

2 - Anfiteatro:

3 - Área de exposições:

4 - Lazer:

Atendimento

Teatro

Exposições

Quadra de esportes multiuso

Secretaria

Palestras / Reuniões

Oficinas

Terraço jardim

Sala para orientações físicas

Paredão de escalada

5.2 - FLUXOGRAMA:

35


ANTEPROJETO

Mapa situação

Mapa de setorização

Elevações

Cortes Planta dos pavimentos

Implantação


6.1 MAPA DE SITUAÇÃO:

- Lote - Zona 01 de ocupação induzida

Imagem 48 - Site Prefeitura de São Carlos / Google Maps

- Coeficientes:

CO: 70%

CP: 15% 37


6.2 - MAPA DE SETORIZAÇÃO:

Recepção

Sanitário externo

Terraço jardim

Café

Quadras poliesportivas

Caixa d’água / Paredão de escalada

Sala exposições

Auditório / Reuniões

Sala secretaria

Sala atendimento / Consulta

38


6.3 - ELEVAÇÕES:

ELEVAÇÃO NORTE

ELEVAÇÃO SUL

39


ELEVAÇÃO LESTE

ELEVAÇÃO OESTE

40


CORTE GG

CORTE DD

TGI - 2016 CORTE

CORTE DO TELHADO VERDE

DETALHAMENTO BANCO

CORTE EE

como mostra o esquema em detalhe acima.

TGI - 2016 CORTE


CORTE AA

TGI - 2016 CORTE - PAG. 40

CORTE BB CORTE CC

TGI - 2016 CORTE


D

A

B

B

C

C

D

E

A

PLANTA SUBSOLO

TGI - 2016 PLANTA PAVIMENTOS - PAG. 44


D

A

B

B

1

CORTE 1

1

O piso de vidro foi projetado para suprir a necessidade

devem receber vidros multilaminados, nesse caso, a placa

C

C

D

E

A

PLANTA PAVIMENTO 01

TGI - 2016 PLANTA PAVIMENTOS


D

A

B

B

C

C

relaxar e ver o por do sol com vista privilegiada

D

E

A

PLANTA PAVIMENTO 03

TGI - 2016 PLANTA PAVIMENTOS


D

A

B

B

C

C

D

E

A

PLANTA PAVIMENTO 02

TGI - 2016 PLANTA PAVIMENTOS


LEGENDA 01 - Acesso principal

Oficinas culturais

Quadras poliespostivas G

03 - Cafeteria

Almoxarifado F

05 - Traffic calming 06 - Acesso ao rio 04

03

06

F

02

08

E

TGI - 2016

07 - Ponte para pedestre

TGI 2016 pdf  

Daniel Martins

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