Page 20

Revista Painel 20

História planejamento estratégico de cadeias

getico tem passado ao longo dos últimos

produtivas, o Vale do Piracicaba é

anos por uma estagnação de investimen-

importante para a região de Ribeirão

tos. “Pouco tem se investido no setor,

Preto por trazer inovações e soluções

desde as empresas de defensivos a novas

tecnológicas e serviços para o setor

variedades. Houve inovações pontuais,

sucroenergetico. “Um agrupamento de

mas ainda precisamos muito de tecnologia,

empresas de um segmento parecido traz

de inovações e ter o Vale do Piracicaba

muitos benefícios. A procura de soluções

propondo soluções inovadoras para o

para um cliente é mais fácil porque é

setor sucroenergetico é muito positivo”.

possível encontrar diferentes soluções para o que ele precisa”, diz.

O especialista defende a importância das startups, mas acredita que elas devem

O embate com a Prefeitura

O engenheiro agrônomo explica que o

estar alinhadas com o que o mercado quer

Vale do Piracicaba pode beneficiar a região

e precisa. “Às vezes, a pessoa tem uma

de Ribeirão Preto através de fatores como

grande ideia, mas é preciso avaliar se o

a posição geográfica, facilitando as empre-

mercado realmente precisa dessa ideia.

sas a ofertar produtos e soluções na região

Se as startups estiverem alinhadas com as

de Ribeirão Preto e para Ribeirão Preto

demandas, dificuldades e necessidades do

procurar soluções em Piracicaba. Outro

mercado, do que o setor sucronergetico

fator que pode ser destacado é a aptidão

precisa, do que as usinas precisam, de que

canavieira de Piracicaba. “Quando você

o produtor de cana precisa, tem tudo para

tem várias empresas propondo soluções

ser um grande sucesso. Soluções que de

D

voltadas para a cana-de-açúcar, Ribeirão

fato ajudem e contribuam para o setor,

Preto só tem a ganhar, já que é forte no

sendo oferecida na forma de startups e

com a Prefeitura

setor sucroenergetico, desde lavouras de

com a proximidade de Ribeirão Preto. Acho

cana-de açúcar até usinas”.

que é um conjunto de fatores com grandes chances de muito crescimento”, finaliza.

1950

até 1952, a AEAARP

travou duro embate Municipal. A Associação defendia que os leigos não poderiam ocupar cargos técnicos. O prefeito da época, José de Magalhães, foi interpelado pelo CREA-SP, depois que a entidade encaminhou a questão ao Conselho. Ele argumentou que os leigos em posição de chefia ocupavam cargos em confiança. Naquela época, os associados já haviam elaborado o seu próprio Código de Ética e a Tabela de Honorários, utilizados como instrumentos de valorização dos profissionais diplomados. Apesar da manifestação do prefeito, a AEAARP seguiu pressionando o poder público municipal.

Comunicação ESALQTec

Rafael lembra que o setor sucroener-

e

Sede da ESALQ/USP, em Piracicaba (SP)

O embate foi concluído dois anos mais tarde, quando o engenheiro Francisco Cláudio Innecchi, que presidiu a entidade no biênio 1950–1952, informou aos associados que os leigos foram substituídos por técnicos.

Painel - edição 280 - jul.2018  

Veículo de divulgação oficial da Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (AEAARP).

Painel - edição 280 - jul.2018  

Veículo de divulgação oficial da Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (AEAARP).

Advertisement