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painel

AEAARP ASSOCIAÇÃO DE ENGENHARIA ARQUITETURA E AGRONOMIA DE RIBEIRÃO PRETO

Ano XII nº 177 dezembro/2009 Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto

2009 marca a 30ª entrega do

Prêmio Profissionais do Ano José Batista liderança entre os empresários e criador de programas inovadores

Fernando Rivaben um dos arquitetos mais requisitados pela indústria da construção

Marcos Landell um dos maiores especialistas em cana-de-açúcar do país


Editorial

Eng. civil Roberto Maestrello

Há décadas a AEAARP vem lutando para a efetiva regulamentação de um sistema de prestação de assistência técnica para habitação popular de interesse social. Isso vem de quase 50 anos. Nos anos de 1960, com o surgimento de inúmeros loteamentos na cidade, quando da criação da COHAB-RP, os associados da AEAARP já se sensibilizavam com a questão. A Associação firmou convênio com a então Caixa Econômica Estadual para receber pedidos de projetos de famílias carentes – eram famílias que não se enquadravam nas exigências da COHAB e, obviamente, não teriam acesso a financiamento público para aquisição da casa própria. Passados todos esses anos, nos deparamos com a Lei Federal 11.888, de 24/12/2008, que garante esse tipo de atendimento a famílias de baixa renda. A partir da aprovação, em novembro último, da discutida e controversa “Lei do Puxadinho”, temos participado ativamente de um grupo de trabalho multidisciplinar, convocado pelo secretário municipal do Planejamento, que está debatendo a implantação, no âmbito municipal, da referida Lei de Assistência Técnica Gratuita a famílias de baixa renda criando, dessa forma, base para uma legislação municipal que seja legítima e que atinja os objetivos, sob o amparo da Lei Federal, independentemente de sua paternidade. O assunto foi abordado no último final de semana de novembro, durante o Seminário sobre Assistência Técnica à Habitação Social, realizado no Centro Universitário Barão de Mauá, promovido pelo Sindicato dos Arquitetos e apoiado pela AEAARP, dentre outras entidades. Um projeto do vereador André Luiz da Silva foi discutido e a proposta do Executivo Municipal também entrou nas discussões. O debate foi altamente produtivo porque reuniu, além da AEAARP, representantes de conselhos municipais, Executivo, Legislativo e secretarias municipais, federação, conselho e sindicato de classes, educadores, Defensoria Pública, representantes de moradores etc. Nossa preocupação era uma só: conseguir encaminhamento para aprovação de uma lei consistente e que também refletisse o consenso de todos os segmentos envolvidos com a questão. Num regime democrático, o consenso é imprescindível. A imposição, condenável. Chegar a esse consenso deveria ser a barreira mais difícil a transpor. Mas o discurso de todos os envolvidos nos debates do Seminário citado estava tão afinado quanto uma orquestra. O que significa que uma lei que consiga refletir o pensamento desse grupo, mais que legítimo, será, obviamente, a mais próxima das necessidades da população-alvo, já que representa o pensamento de um grupo heterogêneo e especializado. Assim, no dia primeiro de dezembro, a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei de autoria do Executivo, com emenda do vereador André Luiz, que delineou, à sombra da Lei Federal, os contornos necessários a essa lei municipal. Resta agora à prefeita promulgar ou não, com ou sem vetos, a emenda. Havendo a promulgação, no prazo de 60 dias, a lei deverá ser regulamentada. Aí, entra em ação o citado grupo de trabalho a que pertencemos, pois o mesmo poderá, legitimamente e com propriedade, fornecer ao Executivo municipal, material valioso para que tenhamos uma lei na medida certa do desenvolvimento social justo e maduro. Assim, conclamamos população interessada, entidades diretamente ligadas ao assunto, especialistas e Poder Executivo municipal a acompanhar com isenção o assunto, pois pouquíssimas vezes um tema de tamanha importância para o desenvolvimento da cidade e qualidade de vida dos que mais precisam esteve tão perto de ser solucionado com tanta legitimidade. Que tenhamos todos serenidade para que questões particulares ou partidárias não comprometam um trabalho que vem sendo feito com boa-fé e profissionalismo. Eng. civil Roberto Maestrello Presidente da AEAARP


Expediente

Rua João Penteado, 2237 - Ribeirão Preto-SP - Tel.: (16) 2102.1700 Fax: (16) 2102.1700 - www.aeaarp.org.br / aeaarp@aeaarp.org.br

Roberto Maestrello Presidente

Geraldo Geraldi Junior Vice-presidente

DIRETORIA OPERACIONAL Diretor Administrativo: Hugo Sérgio Barros Riccioppo Diretor Financeiro: Ronaldo Martins Trigo Diretor Financeiro Adjunto: Luis Carlos Bettoni Nogueira Diretor de Promoção da Ética de Exercício Profissional: José Anibal Laguna DIRETORIA FUNCIONAL Diretor de Esportes e Lazer: Newton Pedreschi Chaves Diretora de Comunicação e Cultura: Maria Ines Cavalcanti Diretor Social: Paulo Brant da Silva Carvalho

Associação de Engenharia Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto

DIRETORIA TÉCNICA Engenharia Agrimensura e afins: José Mario Sarilho Agronomia, Alimentos e afins: Kallil João Filho Arquitetura, Urbanismo e afins: Luis César Barillari Engenharia Civil, Saneamento e afins: Edison Pereira Rodrigues Engenharia Elétrica, Eletrônica e afins: Tapyr Sandroni Jorge Geologia, Engenharia de Minas e afins: Caetano Dallora Neto Engenharia Mecânica, Mecatrônica, Ind. de Produção e afins: Giulio Roberto Azevedo Prado Engenharia Química e afins: Paulo Henrique Sinelli Engenharia de Segurança e afins: Luci Aparecida Silva Computação, Sistemas de Tecnologia da Informação e afins: Orlean de Lima Rodrigues Junior Engenharia de Meio Ambiente, Gestão Ambiental e afins: Gustavo Barros Sicchieri

Índice Prêmio

Prêmio Profissionais do Ano chega à 30ª edição

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DIRETORIA ESPECIAL Universitária: Hirilandes Alves Da Mulher: Nadia Cosac Fraguas De Ouvidoria: Arlindo Antonio Sicchieri Filho CONSELHO DELIBERATIVO Presidente: Luiz Gustavo Leonel de Castro Dilson Rodrigues Caceres Edgard Cury Eduardo Eugenio Andrade Figueiredo Elpidio Faria Junior Ericson Dias Melo Hideo Kumasaka Inamar Ferraciolli de Carvalho José Fernando Ferreira Vieira José Roberto Scarpellini

Assistência Técnica

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Ponto de Vista

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Indicador Verde

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Artigo

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Construção sustentável

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Tecnologia

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CREA

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Editores: Blanche Amâncio – MTb 20907 e Daniela Antunes – MTb 25679  Colaboração: Georgia Rodrigues

Reciclagem

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Publicidade: Promix Representações - (16) 3931.1555 - revistapainel@globo.com Adelino Pajolla Júnior / Jóice Alves

Pesquisa

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Sustentabilidade

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Biblioteca

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Horário de funcionamento

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AEAARP CREA Das 8h às 12h e das 13h às 17h Das 8h30 às 16h30 Fora deste período, o atendimento é restrito à portaria.

Seminário discute assistência técnica gratuita

O espaço público, lugar da sociabilidade democrática, convívio e intercâmbio social

Resíduos da produção de biocombustíveis na alimentação

Certificação AQUA chega aos edifícios e conjuntos habitacionais no Brasil

Chega ao Brasil tecnologia capaz de recuperar gasolina evaporada durante abastecimento

Vistoria em estádios de futebol

CEMPRE cria comitê para discutir reciclagem de eletroeletrônicos

Setor de equipamentos para construção confirma Brasil como um dos principais mercados do mundo

Abertas inscrições para Mostra de Tecnologias Sustentáveis 2010

Arquitetura: do Oriente Médio ao Ocidente

Notas e Cursos

Luis Antonio Bagatin Luiz Fernando Cozac Luiz Gustavo Leonel de Castro Manoel Garcia Filho Nelson Martins da Costa Pedro Ailton Ghideli Ricardo Aparecido DeBiagi Sergio Luiz Coelho Wilson Luiz Laguna

CONSELHEIROS TITULARES DO CREA-SP REPRESENTANTES DA AEAARP Câmara Especializada em Engenharia Civil: Wilson Luiz Laguna Câmara Especializada em Engenharia Mecânica: Giulio Roberto Azevedo Prado REVISTA PAINEL Conselho Editorial: Maria Inês Cavalcanti, José Aníbal Laguna, Giulio Roberto Azevedo Prado e Hugo Sérgio Barros Riccioppo Coordenação Editorial: Texto & Cia Comunicação – Rua Joaquim Antonio Nascimento, 39, cj 24, Jd Canadá, Ribeirão Preto-SP, Fone (16) 3916.2840, contato@textocia.com

Tiragem: 2.500 exemplares Locação e Eventos: Solange Fecuri - (16) 2102.1718 Editoração eletrônica: Mariana Mendonça Nader - mmnader@terra.com.br Impressão e Fotolito: São Francisco Gráfica e Editora Ltda. Fotos: Fernando Battistetti. Painel não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos assinados. Os mesmos também não expressam, necessariamente, a opinião da revista.

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prêmio

Prêmio Profissionais

do Ano

chega à 30ª edição

30 “São profissionais que prestaram serviços relevantes à comunidade, bem conceituados como técnicos, cumpridores da ética profissional e se destacaram nos diversos campos da classe.”

16 de novembro de 1979, Livro de Ata 5, Pág. 38

O Prêmio Profissionais do Ano da AEAARP comemora três décadas nesta edição e renova a cada ano seu compromisso de homenagear engenheiros, arquitetos e agrônomos comprometidos com a profissão e referenciados no mercado. Em 2009, os três profissionais eleitos para a homenagem são: o engenheiro civil José Batista Ferreira, o arquiteto Fernando Rivaben e o agrônomo Marcos Landell, completando assim, 50 homenageados ao longo desses 30 anos. Instituído em 1979, o Profissionais do Ano reverencia o conjunto do trabalho desenvolvido por aqueles que são homenageados. O livro AEAARP 60 anos – Histórias e Conquistas, lançado em 2008, conta que em 1979, quando foi instituída a premiação, a Companhia Habitacional de Ribeirão Preto (COHAB) incentivou e patrocinou a homenagem. O prêmio de 150 UPC (Unidade Padrão de Capital) foi dedicado ao engenheiro Mahomed Cozac. Na primeira edição, 13 profissionais concorreram e Cozac recebeu a honraria. A cerimônia de entrega do prêmio acontece no dia 11 de dezembro – Dia do Engenheiro e do Arquiteto – na Sociedade Recreativa de Ribeirão Preto. Para o engenheiro civil Roberto Maestrello, presidente da AEAARP, “trata-se de uma premiação legítima, votada democraticamente por representantes da categoria e que valoriza não apenas o nome, mas o trabalho ético que, em última instância, constrói a cidade e produz alimentos e energia no campo”. Revista Painel

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prêmio

José Batista Ferreira Com a família

Primeira comunhão

Com a equipe

da Schahin

eu

de nasc

Casa on

6 AEAARP

Para o engenheiro civil, a experiência e o histórico profissional são essenciais para uma carreira de sucesso. José Batista Ferreira é um homem de hábitos simples. Essa é sua origem e essência. Ele nasceu na Fazenda Mata Cavalo, na Serra da Canastra, Minas Gerais. Batista visita o lugar com frequência e um dos exemplos da simplicidade com a qual leva a vida é o fato de rever parentes que ainda moram em fazendas banhadas por lindas cachoeiras do Parque Nacional da Serra da Canastra.  Até mesmo a energia elétrica ele ajudou a fazer chegar até a zona rural daquele lugar. Caçula da família, com seus sete irmãos mudou-se para Franca ainda criança, em 1958. O objetivo dos pais era investir na educação dos filhos. Todos se tornaram referência em diferentes profissões, dentre elas, física nuclear, odontologia, medicina, moda e estética. A perda do pai aos 11 anos de idade o colocou cedo no mercado de trabalho, começando naquela época como marceneiro. Graduou-se engenheiro em 1979; em seguida, Administração de Empresas e especializações, como a de Gerente de Cidades, curso que trouxe para Ribeirão pela FAAP e que teve a primeira turma na AEAARP quando presidiu a entidade. Batista começou a carreira na prefeitura de Franca. A passagem mais marcante de seu histórico profissional, e exatamente a que o trouxe para Ribeirão Preto, é na Schahin Engenharia, onde ingressou como estagiário e chegou a diretor regional e de obras habitacionais aos 34 anos. Há 16 anos criou a Costallat Engenharia – nome em homenagem à esposa, Maria Ferrão Costallat Ferreira, com quem tem dois filhos, Flávia, jornalista e estudante de Arquitetura, e Gabriel, estudante de Engenharia. Em sua visão, a engenharia faz profissionais que têm como essência a simpli-

cidade e a obstinação. “É uma das mais lindas profissões. O engenheiro é geralmente um profissional obstinado pelo trabalho. São pessoas simples e amigas de todos, do ajudante-de-obras até o proprietário da construtora”, avalia. Batista é diretor regional do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e já está cumprindo seu terceiro mandato consecutivo. Ele representa e defende a indústria, uma das maiores do país e que tem forte influência na economia brasileira, com os olhos voltados para a sociedade e os avanços econômicos e sociais. “Nosso setor é forte porque constrói ativos. É um segmento que não suporta desaforos  do mercado especulativo de capitais. Passamos por uma euforia no mercado imobiliário no ano passado para imóveis de classes mais altas, e hoje vivemos um bom interesse por obras mais populares. Porém, essas obras precisam de políticas públicas para boa continuidade e atender a demanda da sociedade”, analisa. À frente do sindicato, implantou o programa de maior sucesso nos últimos tempos, o ConstruSer, que nasceu em Ribeirão e, a partir de 2009, foi para todas as diretorias regionais do SindusCon. Em sua visão, a engenharia vive o melhor momento dos últimos 25 anos. “Caminharemos firmes e com uma curva de crescimento contínuo, podendo repetir momentos eufóricos, mas não acredito em grandes quedas. Teremos um PIB da construção sempre maior que o PIB do Brasil”.  Em Ribeirão Preto, ressalta a participação de grandes empresas de engenharia na execução de obras privadas e públicas. “São responsáveis pelo progresso da cidade, principalmente na zona sul. A prefeitura tem vindo a reboque dessa velocidade imposta pelas empresas de engenharia da cidade”.


Fernando Rivaben

Na infância

Com os

filhos e e

sposa

Ele é um dos arquitetos mais requisitados pela indústria da construção civil na atualidade. Pelo menos 30 torres de edifícios de apartamentos com a assinatura de Fernando Rivaben estão, neste momento, em construção na cidade de Ribeirão Preto. Nessa conta não estão incluídos os edifícios que ocupam várias quadras da Avenida João Fiusa e da Rua do Professor, endereços que foram valorizados nos últimos anos por empreendimentos arrojados, muitos deles com a sua assinatura e resultado de uma sólida parceria com a construtora Copema. Em seu portfolio há também importantes obras para as construtoras Stéfani Nogueira, Trisul, Cyrela, Klabin, Gafisa e Goldfarb. Os trabalhos de Rivaben seguem a arquitetura contemporânea, com linhas claras e bem definidas. Sua preocupação é viabilizar a utilização de materiais inovadores nas construções, tendo como prioridade o conforto do usuário final – o morador das unidades que ele projeta – desenhando, ainda, no papel e que só depois passa para o computador. “É fundamental para o arquiteto saber desenhar, pensar tridimensionalmente, independentemente da ferramenta de trabalho”, avalia. O seu pai, Ferrucio Rivaben, chegou ao Brasil com três anos de idade, acompanhando a família italiana que imigrou para trabalhar nas lavouras de café. A avó, Anna Basei, é descrita pelo arquiteto como uma mulher forte. Na linguagem atual poderia ser também uma empreendedora. Sob o sutiã, ela carregou casulos de bicho-da-seda, tradição da família italiana que tecia a seda pura no Vêneto, na província de Treviso. Sem que os seus patrões soubessem, ela continuou o negócio da família em território brasileiro e, dessa forma, iniciou uma indústria

que chegou a ser a segunda maior do país nesse setor. Rivaben conta que a avó é tida como uma das precursoras da sericicultura no país. Ferrucio tinha oito irmãos, e a maioria se dedicou à indústria. Ele foi trabalhar no Instituto de Sericicultura, em Campinas. Lá fazia desenho técnico de construção, organizava a disposição dos estandes das feiras que eram promovidas pelo Instituto e fazia ilustrações. Daí nasceu o arquiteto Fernando e foi na mesma cidade que ele se formou, na PUC, e começou a vida profissional. Seus projetos ficam em segundo plano somente quando o assunto são as cavalgadas e a propriedade rural em Batatais onde cria cavalos da raça manga-larga. Ele, a esposa Zelena e os três filhos, Fábio, Eduardo e Fernando, participam pelo menos uma vez por ano de cavalgadas de longa distância. Os roteiros prediletos são justamente os históricos, em regiões que preservam a arquitetura, como as cidades mineiras de Caxambu, Tiradentes e Ouro Preto e a histórica cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Eles levam os próprios animais e integram um grupo que chega a ter uma centena de cavaleiros. Um de seus sonhos é ter pelo menos um dos filhos seguindo sua carreira, porém, Fábio, formou-se na ESPM, em Propaganda e Marketing, Eduardo estuda Direito e faz estágio hoje no escritório Brasil Salomão e Fernando ainda está no oitavo ano do ensino médio. Fernando almeja fazer projetos sustentáveis, que usem madeira 100% certificada e materiais reciclados e que ultrapassem as obrigações legais, como as áreas para permeabilidade da água de chuva e sua reutilização, entre outros. “Todos nós deveríamos fazer projetos dessa forma, pensando no futuro”, diz. Revista Painel

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prêmio

Marcos Guimarães de Andrade Landell Landell em dia de campo

lhos a e os fi o , Adrian oã Landell el, Estêvão e J Gabri

Filho s mãe Gabriel e Marí lia, e Estêvão c m Ou ro Pr om a eto

Capa do CD lançado por Landell e o amigo José Maria da Costa

8 AEAARP

Marcos Guimarães de Andrade Landell nasceu em Campinas. As visitas a uma propriedade rural da família, no interior paulista, podem ter lhe inspirado a cursar Agronomia. Graduou-se na UNESPJaboticabal, onde fez também mestrado e doutorado com concentração na área de Produção Vegetal. Casado com a professora Adriana Garcia Pacheco Landell, tem três filhos – Gabriel, Estevão e João. A vida profissional começou no IAC (Instituto Agronômico) em Campinas em 1982. Mas no final da década de 1980, iniciou em Ribeirão Preto um projeto de seleção regional de variedades de cana-de-açúcar para a agroindústria. Landell passou a trabalhar na reorganização do IAC, na área de pesquisas sobre cana-de-açúcar, e criou o Grupo Fitotécnico de Cana-deaçúcar, em 1992, que existe até hoje. Nos primeiros anos de 1990, estava coordenando o trabalho que levaria a um novo desenho para pesquisa sobre cana-de-açúcar do IAC – o Instituto, criado em 1887, é o mais antigo da área agrícola na América Latina e hoje tem atuação em 11 estados e um projeto de seleção de novas variedades no México. O Programa Cana IAC é um dos maiores programas de desenvolvimento de variedades do Brasil. Até hoje, 17 variedades foram lançadas. “Em 2005 o governo paulista entendeu que tínhamos feito um bom trabalho na reorganização do Instituto e criação de uma rede virtual de pesquisa – pois não tínhamos um espaço físico. E, por meio da Secretaria da Agricultura, foi criada uma estrutura física”, conta Landell. Desde então, a Fazenda Experimental IAC em Ribeirão tem um centro de pesquisa de quase 200 hectares – um laboratório a céu aberto. Um dos sonhos do pesquisador era coordenar um livro completo sobre a cultura da cana-de-açúcar. Há um ano o

livro Cana-de-Açúcar foi lançado com a participação de dois colegas do IAC na coordenação (Leila Dinardo-Miranda e Antônio Carlos Vasconcelos). A obra tem 72 autores e 41 capítulos – Landell assina um dos capítulos – e será traduzida para o inglês. Trata-se de um dos trabalhos mais completos sobre o cultivo da planta. Sonho que está a caminho é ver a obra chegar a outros países e colaborar, então, para a inserção do etanol na matriz energética do mundo. Sonho que ainda não se realizou é participar do desenvolvimento do novo tipo de cana que será produzida no cenário que se desenha quando o etanol virar commodity. Sobre a vida pessoal Marcos Landell conta que não estudou música, mas toca violão. Há sete anos, junto com o amigo José Maria da Costa, começou a dedicar-se à composição de músicas para versículos cristãos. O trabalho já rendeu um CD, intitulado Mesa Rica, com tiragem de 5 mil exemplares. A gravação teve a participação de  músicos da Orquestra Sinfônica de São Paulo e outros, como o instrumentista Dino Barioni, e teve a produção/regência do maestro Luís Eduardo Corbani. O CD tem sido distribuído a amigos e foi feito para que as pessoas tenham mais contato com a fé e a esperança cristã.   O segundo CD já está a caminho e deve ser finalizado em dois ou três meses. “Nossa intenção é multiplicar isso como semente, levando coisas boas às pessoas que nos são mais queridas e próximas. Eu gosto disso e minha casa sempre esteve aberta às pessoas que se interessem em compartilhar, cantar, orar e falar sobre o assunto. Para mim, esses momentos junto a minha família e amigos/irmãos são como um jardim cultivado com todo o esmero onde a vida é intensamente cultivada”.


assistência ténica

Seminário discute

assistência técnica gratuita

André Luiz, Maestrello e Chiaretti

O vereador André Luiz da Silva (PCdoB) esteve na AEAARP para apresentar o Projeto de Lei de sua autoria que trata da Assistência Técnica Gratuita às famílias de baixa renda. Roberto

Maestrello recebeu o parlamentar e o arquiteto Maurílio Ribeiro Chiaretti, diretor regional do Sindicato dos Arquitetos do Estado de São Paulo (SASP). A entidade e o sindicato promoveram o I Seminário Regional de Assistência Técnica à Habitação Social, do qual participou o engenheiro Roberto Maestrello, presidente da Associação. O evento, que aconteceu no Centro Universitário Barão de Mauá, fez um diagnóstico da questão e traçou metas para aprovar a lei municipal. O evento também discutiu o projeto elaborado pelo Executivo municipal. Estiveram presentes, ainda, representantes da Secretaria de Planejamento e Gestão do município, Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas, Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo, CONFEA, Caixa

Econômica Federal, Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Secretaria Municipal de Assistência Social, Conselho Municipal de Urbanismo e Conselho Municipal de Moradia Popular.

Maestrello no Seminário de Assistência Técnica

Revista Painel

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ponto de vista

Parque Luis Carlos Raya. Foto Carlos Natal

O espaço público, lugar da sociabilidade democrática, convívio e intercâmbio social

Na cidade contemporânea os espaços s e climatizados e rg o B laine T. Rose E direcionados ao entretenimento, ligados à lógica do consumo cultural ou de produtos industrializados de ‘massa’, como os shopping centers e hipermercados, são os novos espaços do convívio e da atração. A tradicional praça, os largos e, até mesmo, as ruas foram levados para dentro desses novos espaços, onde tudo é controlado, até mesmo nosso olhar e, ao mesmo tempo, deixa de fora o caos urbano, a violência, a sujeira das ruas e seus indigentes(2), um espaço urbano pouco favorável à vida comunitária.(3) Ao priorizar o transporte individual e as vias expressas, a cidade contemporânea altera o modo de apropriação do espaço público. Faz isso também ao eliminar os pontos de encontro, romper as antigas 10 AEAARP

relações de vizinhança (casa, rua e praça) e propiciar a perda da sociabilidade. Segundo Carlos(4), o espaço contemporâneo redefine o limite entre os espaços público e privado e os modos de viver, abre caminho para a construção dos espaços semipúblicos, em substituição à rua, e dá lugar aos shopping centers, que se proliferam e tornam-se os centros de lazer, e transforma o espaço público em espaço de circulação, comunicação e consumo(5) . Como explicar, então, os espaços, ainda tão ‘vivos’, de nossas praças e parques urbanos? Segundo Bachelard(6), porque “todo espaço realmente habitado traz a essência da noção de casa” e, por isso, nos apropriamos dele. Nesse mesmo sentido, Artigas(7) entende “a casa como a cidade e a cidade como a casa”. Para Morales(8), a cidade é o espaço onde o público e o privado misturam-se, lugar ao mesmo tempo público e privado, onde

nasce o espaço coletivo. Desta forma, “a cidade seria o lugar da unidade na diversidade, abrigo de uma pluralidade de identidades só possível de ser imaginado através da superação da diversidade dos habitantes em favor dessa unidade: a cidade como abrigo da humanidade”(9). O espaço público, segundo Segre(10), “deve ser concebido como um espaço urbano acessível onde se produz o encontro da diversidade, um reflexo direto da essência da cidade que provém da presença e coexistência de uma multiplicidade de pessoas, ofícios, comunidades e culturas que se complementam mutuamente”. A diversidade de usos e usuários no cotidiano das cidades é, portanto, essencial para que o espaço público (ruas, praças e parques urbanos) mantenha-se ‘vivo’, para que nos mantenhamos vivos. Esse processo, também, pode ser observado na cidade de Ribeirão Preto


com a presença de shopping centers e hipermercados, mas, também, de praças e parques urbanos que fazem parte integrante da história da cidade e, por isso, de nossas vidas. Falaremos um pouco sobre alguns desses espaços públicos. Na região central temos, entre tantas outras: a Praça Sete de Setembro, a Praça XV de Novembro, a Carlos Gomes e a Praça Shmidt que, apesar de estarem localizadas na região central apresentam características completamente diferentes. O entorno da Praça Sete de Setembro é caracterizado pela diversidade de usos e usuários, na escala do bairro. No entanto, percebemos, também, a presença de moradores de outros bairros em busca dos serviços oferecidos no local, como, por exemplo, da sorveteria do Jô. A Praça Sete, como é conhecida, possui coreto, jardins com árvores que proporcionam sombra, pergolados, passeio para caminhadas e mobiliário urbano adequado, como bancos, lixeiras, telefone público e pontos de ônibus e táxi. A diversidade de usos presentes no local propicia a diversidade de usuários durante o dia e à noite. O que faz com que os moradores do local se apropriem da praça, cuidando diretamente dela, como o jardim de roseiras que recebe os cuidados diários de uma moradora do local e, ao mesmo tempo, cobram a constante manutenção do poder público. O entorno da Praça Carlos Gomes/XV de Novembro é caracterizado pela diversidade de usos e usuários, na escala da cidade. A praça, localizada no centro da cidade junto ao ‘calçadão’, oferece facilidade de acesso para veículos e pedestres, seu entorno apresenta uma diversidade de usos com a predominância de prestação de serviço e comércio, mas, também, de importantes equipamentos voltados às atividades culturais

como o Theatro Pedro II e o Museu de Arte de Ribeirão Preto. A praça possui jardins com árvores que proporcionam sombra, passeio para caminhadas, áreas para apresentações musicais, peças de teatro e eventos importantes para a cidade, como a Feira do Livro. Conta, também, com mobiliário urbano adequado como bancos, lixeiras, telefone público e pontos de ônibus e táxi. A diversidade de usos presentes no local propicia uma diversidade de usuários durante o dia e à noite. Enfim, uma grande referência de ‘lugar’ para todos os moradores da cidade. O entorno da Praça Shmidt também é caracterizado pela diversidade de usos e usuários, na escala da cidade. No entanto, apenas esses dados não são suficientes para garantir qualidade ao espaço da praça, uma vez que a praça está localizada numa área limítrofe da cidade, junto à Avenida Jerônimo Gonçalves, um importante corredor viário, que dificulta a acessibilidade ao pedestre entre a Cervejaria Antártica, atualmente desativada, e o Terminal Rodoviário e Urbano de Ribeirão Preto. Outro aspecto importante a ser considerado é a destinação de outro uso dado à praça com a instalação da Unidade Básica de Saúde. Inicialmente, a praça seria o elo entre o centro da cidade e a Vila Tibério, porém, da forma como encontra-se configurado seu entorno, a Praça Shmidt não consegue promover essa articulação. Segundo Jacobs(11), uma praça ou parque que esteja preso a qualquer tipo de inércia funcional de seu entorno, fica vazio por boa parte do tempo. Normalmente, não vamos a um lugar quando não sabemos o que vamos fazer quando chegarmos lá, às vezes até nos esquecemos que aquele

lugar existe, passa despercebido. Ao observarmos as praças de bairros mais antigos próximos da área central da cidade, como Vila Tibério, Campos Elíseos e Vila Virgínia, entre outros, percebemos que não há diversidade de uso e usuário. Isso ocorre em função da predominância do uso residencial e de moradores mais idosos, estabelecendo uma relação muito forte entre os moradores do local e a praça. Essa relação faz com que os moradores se apropriem da praça, cuidando diretamente dela e, ao mesmo tempo, cobrem a constante manutenção por parte do poder público. Nas praças dos bairros mais novos e afastados da área central da cidade como Ipiranga, José Maria Sampaio, Sumarezinho, Jardim Piratininga, Parque Ribeirão Preto, Jardim Paiva, Vila Abranches e Parque São Sebastião, também, observamos que não há diversidade de uso, no entanto, percebemos que os moradores apresentam um perfil diversificado. Nesses bairros, também, ocorre a predominância do uso residencial, mas o perfil diversificado dos moradores, com a predominância de crianças e adolescentes, faz com que as praças sejam utilizadas em função dos horários dos compromissos diários da família: as escolas das crianças e adolescentes e o trabalho dos pais e, principalmente, das mães, pois são elas que normalmente acompanham as crianças nas praças. Nessas praças, é importante a presença de equipamentos específicos para crianças como playground e pista de skate para adolescentes. Mas, de qualquer forma, conforme Jacobs(12), “Espaço e equipamentos não cuidam de crianças. Estes podem ser complementos úteis, mas apenas pessoas cuidam de crianças Praça Omílton Visconde

Revista Painel

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Bosque Municipal. Foto Carlos Natal Parque Tom Jobim. Foto Carlos Natal

e as incorporam à sociedade civilizada”. Ainda, segundo Jacobs, “O playground deve ser bem administrado para ter êxito na competição com as ruas cheias de vida e aventura”. Recorro, novamente, ao título deste artigo para falar um pouco sobre os parques da cidade; ou melhor, desses espaços públicos entendidos como lugar da sociabilidade democrática, convívio e intercâmbio social, segundo Sperling(13), espaços que permitem encontrar a identidade na diversidade; na pluralidade, o comum e a promoção da liberdade. Nesse sentido, a cidade de Ribeirão Preto proporciona aos seus cidadãos espaços públicos democráticos que possibilitam o convívio e o intercâmbio social, como o Parque Prefeito Luiz Roberto Jábali, o Parque Municipal Morro do São Bento, o Parque Ecológico Maurílio Biagi e o

Parque Tom Jobim, entre outros existentes na cidade, que abrigam uma grande diversidade de atividades e usuários. O Parque Prefeito Luiz Roberto Jábali, mais conhecido como Parque Curupira, localizado em um bairro próximo à região central da cidade, possui área aproximada de 152.000,00 m2. Foi construído sobre uma área de antiga exploração de basalto, oferece atividades voltadas ao lazer recreativo e contemplativo e área para receber eventos, atraindo uma grande diversidade de usuários. O Parque Municipal Morro do São Bento está localizado em um bairro próximo da região central e possui área aproximada de 250.880,00 m2. O parque é um importante patrimônio natural do município de Ribeirão Preto com vocação para conservar a integridade biológica local em seus aspectos ecológicos e a

promoção da educação ambiental, além de oferecer atividades voltadas ao lazer recreativo, contemplativo, esportivo e cultural e abrigar vários equipamentos urbanos, como o Bosque Municipal Fábio Barreto com o zoológico, o complexo cultural Teatro Municipal e o Teatro de Arena Jaime Zeiger, a Casa da Cultura Juscelino Kubitscheck de Oliveira, Praça Alto do São Bento e o complexo esportivo Elba de Pádua Lima - Tim, atraindo, também, uma grande diversidade de usuários durante todo o ano. O Parque Ecológico Maurílio Biagi está localizado na região central da cidade ao lado dos terminais rodoviário e urbano e possui área aproximada de 43.000,00 m2. O Parque abriga a Câmara Municipal. Mas a falta de manutenção e infraestrutura adequada levaram ao fechamento do parque para sua revitalização. O projeto prevê a implantação de um lago ornamental, duas portarias, área administrativa (inclusive um posto poli-

Felipe Nader - 4 anos - que, em trabalho escolar, escolheu a Praça Omílton Visconde como o melhor lugar da cidade, com a irmã Ana Laura e amiga Valentina Valini

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AEAARP


cial), duas quadras de futebol, ciclovia, pista para caminhada, estacionamento, praça de alimentação, com lanchonete e restaurante, além de um moderno sistema de iluminação e espaço para eventos e shows. O Parque Tom Jobim, localizado na zona norte da cidade, possui área de aproximadamente 66.000,00 m2. Recentemente reformado, oferece atividades voltadas ao lazer recreativo, contemplativo e, também, área esportiva. O parque

atrai um grande público, principalmente, nos fins de semana. Finalizo o artigo com a frase de Hillman(14): “A vitalidade das cidades depende do caminhar...caminhando, estamos no mundo, encontramo-nos num lugar específico e, ao caminhar nesse espaço, tornamo-lo um lugar, uma moradia ou um território, uma habitação com um nome”, o que nos leva, novamente, ao entendimento de Bachelard sobre a essência da noção de casa e de

Artigas, sobre a casa e a cidade, e nos faz apropriarmos dela. Rose Elaine Teixeira Borges é graduada em Arquitetura e Urbanismo e mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente é professora titular do Centro Universitário Barão de Mauá e do Centro Universitário Moura Lacerda, coordenadora da Borges Arquitetura e Urbanismo Ltda. Tem experiência na área de arquitetura e urbanismo, atuando principalmente nos seguintes temas: projetos de urbanismo e projeto de arquitetura, em especial, habitação de interesse social.

Notas e referências bibliográficas: (1) SEGRE, R. Espaço público e democracia: experiências recentes nas cidades de América Hispânica. Arquitextos, texto especial 303. São Paulo. Portal Vitruvius, maio2005. <HTTP://www.vitruvius.com.br/arquitextos/ arq000/esp303.asp (2) DIAS, F. O desafio do espaço público nas cidades no século XXI. Arquitextos, texto especial 312. São Paulo. Portal Vitruvius, junho 2005. <HTTP://www.vitruvius.com.br/arquitextos/ arq000/esp312.asp> (3) CARLOS, A.F. A metrópole polifônica – poliorâmica, in O espaço urbano: novos escritos sobre a cidade. São Paulo. Editora Contexto, 2004.

(4) CARLOS, A.F. Morfologia temporalidades urbanas: o efêmero e o espaço amnésico, in poliorâmica, in O espaço urbano: novos escritos sobre a cidade. São Paulo. Editora Contexto, 2004. (5) AUGE, M. No – lugares y Espacio Público, in Quaderns 231 in Transit. Colégio de arquitectos de Catalunia, 2001.

(9) SPERLING, D. Museu Brasileiro da escultura, utopia de um território contínuo. Arquitextos, texto 018.02. São Paulo. Portal Vitruvius, novembro 2001. <HTTP://www.vitruvius.com.br/arquitextos/ arq018.02.asp (10) Idem.

(6) BACHELARD, G. A poética do espaço. São Paulo. Martins Fontes, 1989.

(11) JACOBS, J. Morte e vida das cidades. São Paulo. Martins Fontes, 2007.

(7) ARTIGAS, J V. Caminhos da arquitetura. São Paulo. Fundação Vilanova Artigas/PINI, 1986.

(12) Idem.

(8) MORALES, I.S. Lugar: permanencia o producción, In: Diferencias. Topografia de La arquitectura contemporânea. Barcelona. Gustavo Gilli, 1995.

(13) Idem. (14) HILLMAN, J. Caminhar, in Cidade e Alma. São Paulo. Studio Nobel, 1993. <HTTP://www.ribeirãopreto.sp.gov.br


artigo

Pneu

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) publicou Resolução que obriga o mercado a armazenar adequadamente os pneus velhos. O objetivo é evitar a degradação ambiental e os riscos à saúde pública. Dirigida a fabricantes e importadores de pneus novos, a determinação alcança também os distribuidores, revendedores, destinadores finais, consumidores e o Poder Público. Os pneus usados devem ser preferencialmente reutilizados, reformados e reciclados. Uma vez descartados, o ideal é que sejam depositados na própria fábrica ou em local próximo. A terceirização do serviço de coleta pelo fabricante ou importador não os exime de responsabilidade. Caso descumpram a resolução, a pena pode chegar à suspensão da liberação de importação.

Frota

A frota de veículos cresceu até 240% em oito anos nas maiores cidades do país. Entre 2001 e 2009, o Brasil ganhou mais de 24 milhões de carros, caminhões, motocicletas e outros veículos – uma alta de 76% na frota total. Mas em algumas das maiores cidades brasileiras, a expansão foi bem mais elevada: supera os 240%, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Reciclagem de CD e DVD

Um novo método de reciclagem de CDs e DVDs pode tornar muito mais simples e rápido o reaproveitamento de discos usados. A técnica foi desenvolvida e patenteada por pesquisadores da universidade Da-Yeh, de Taiwan, e consiste em um processo de lixiviação, que limpa o revestimento dos discos sem inutilizá-los. O método consiste em lavar o CD ou DVD com álcool, para a parte impressa, e ácido nítrico, para a parte metálica do disco. O resultado do processo, que leva poucos minutos, é um disco virgem quase pronto para ser reutilizado.

14 AEAARP

Resíduos da produção de

biocombustíveis

Indicador verde

Além dos biocombustíveis possibilitarem a diminuição dos níveis de poluição, os resíduos de matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis podem ser aproveitados na alimentação animal, que, por conseguinte, estarão sendo utilizados na alimentação humana; ou seja, a produção de energia não é desatrelada de modo algum da produção de alimentos. A seguir alguns exemplos da utilização desses subprodutos ou do próprio produto, como a cana e os farelos. Algodão O farelo de algodão vem sendo muito utilizado, obtendo-se ótimos resultados em rações de vaca leiteira. A utilização desse alimento em rações para touros reprodutores não é recomendada devido à possibilidade de efeito nocivo à reprodução dos animais. É uma alternativa interessante em rações para gado de corte destinado ao abate, respeitando-se certos níveis de acordo com a idade do animal. Amendoim O farelo de amendoim é um alimento de elevado teor protéico, porém, pode haver alguns fatores antinutricionais presentes, como na maior parte das leguminosas. Destacam-se as melhorias tecnológicas no sistema produtivo, práticas agrícolas, processos de secagem, armazenagem e seleção durante o beneficiamento que têm ajudado no controle da aflatoxina. Com a redução dos teores de aflatoxina, vem aumentando a utilização do farelo de amendoim na composição de rações, devido ao seu menor custo, comparado ao do farelo de soja. Cana-de-açúcar Existem variedades desenvolvidas especificamente para alimentação animal, como forrageira na época seca, e já é grande sua utilização. Também pode haver aproveitamento dos ponteiros, de bagaço amonizado com uréia ou tratado com hidróxido de sódio. Girassol O farelo de girassol pode ser usado em várias formulações para aves, bovinas e suínas a substituição parcial e até total do farelo de soja pelo de girassol não prejudica o rendimento dos animais. O produto pode ser considerado um alimento com teor de proteína médio, baixo teor de lisina e alto valor em fibras.


biocombustíveis na alimentação e também na extração do óleo, eliminando-se assim toxinas nocivas. Quando a soja é pouco aquecida, continuam ativos inibidores de digestão de proteína; em caso de superaquecimento, o valor nutritivo da soja é reduzido pelos danos causados pelo excesso de calor. Deve-se lembrar ainda que um subpro-

duto da indústria de carnes, o sebo bovino, está sendo utilizado para produção de biocombustíveis. Dessa forma, pode-se afirmar que com os biocombustíveis nada se perde, o que não é usado em energia, pode ser transformado em alimento. José Roberto Scarpellini Eng. agrônomo

Composição das tortas/farelos das principais oleaginosas utilizadas para produção de biodiesel (%)

Umidade

Torta de Algodão Farelo de Algodão Farelo de Amendoim Farelo de Soja Farelo de Girassol Farelo de Canola Torta de Mamona Torta de Dendê Torta de Pinhão-manso

12,0 12,0 10,0 12,5 12,0 10,0 12,0 12,0 12,0

Proteína Bruta 23,0 38,0 32,0 48,0 36,0 36,5 29,5 14,5 57,0

Fibra Bruta 23,0 16,0 22,7 3,5 20,0 15,0 4,3

Extrato Etéreo 6,0 0,6 1,5 1,1 3,5 1,5 8,6 7,2 -

Matéria Mineral 6,0 6,5 8,0 7,0 7,0 7,0 7,5 4,4 6,7

FONTE: Revista Biodiesel

Mamona A torta de mamona é um produto com elevado teor de proteína. A torta de mamona depois de ser desintoxicada, pode ser utilizada substituindo a de algodão e a de soja na alimentação animal, em especial para bovinos. Por outro lado, hoje seu principal uso é como adubo orgânico, que é um produto com baixo valor agregado se comparado com sua aplicação como alimento animal. Pinhão-manso A torta de pinhão-manso tem alto teor de proteína e, após ser desintoxicada, pode ser utilizada na alimentação animal. No México já existem variedades não-tóxicas. É preciso tomar cuidado ainda. Soja O farelo de soja e a soja integral são as principais fontes de proteína na nutrição animal. É preciso processar o farelo de soja e também a soja integral com calor antes de utilizá-los nas rações,


construção sustentável

Certificação AQUA

chega aos edifícios e conjuntos habitacionais no

Brasil

Fundação Vanzolini lança a primeira certificação brasileira para construção de empreendimentos residenciais sustentáveis A Fundação Vanzolini, entidade de referência em certificação de sistemas de gestão e produtos da construção civil há mais de 15 anos, lança no Brasil o primeiro Referencial Técnico de Certificação da Construção Sustentável - Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental) Habitacional. Desde 2007, a Fundação Vanzolini é detentora exclusiva do Processo AQUA para edifícios comerciais e de serviços, ocasião em que firmou acordo com o Centre Scientifique et Technique du Bâtiment (CSTB), instituto francês, referência mundial em pesquisas na construção civil, e sua subsidiária Certivéa, para adaptação dos referenciais técnicos da certificação francesa HQE (Haute Qualité Environnementale) ao Processo AQUA no Brasil. Sendo que hoje já conta no país com a adesão de 14 empreendimentos, sete dos quais já certificados. Mas foi por meio de convênio, firmado em 2008, com a Cerqual, integrante do Grupo Qualitel (organismo francês de certificação de empreendimentos habitacionais sustentáveis na França), que a Fundação desenvolveu o Referencial Técnico de Certificação (conjunto de normas) do Processo AQUA para Edifícios Habitacionais no Brasil, disponibilizando-o agora ao mercado. O Processo AQUA requer o atendimento a 14 categorias da Qualidade Ambiental do Edifício (QAE), baseadas em critérios de desempenho, e exige também um Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE) – que controla o projeto em todas as fases, incluindo avaliação por auditoria presencial independente. O certificado, de nível internacional, é emitido pela entidade em cada uma das três fases do empreendimento (programa, concepção e realização) e visa demonstrar a qualidade ambiental das edificações. Na França, desde 1990, 16 AEAARP

já foram certificados 50 milhões de m2, o que significa que 800 mil unidades habitacionais têm alta qualidade ambiental. O coordenador executivo do Processo AQUA na Fundação Vanzolini, Manuel Carlos Reis Martins, explica que a Certificação AQUA para os empreendedores imobiliários significa que todos os cuidados com a gestão do projeto e com o processo de construção ficam documentados e podem ser verificados. Isso inclui a eco-construção e a eco-gestão com o gerenciamento dos impactos ambientais decorrentes da relação do edifício com seu entorno, a escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos, canteiro de obras de baixo impacto, além da gestão da energia, da água, dos resíduos e da manutenção (permanência do desempenho ambiental) do edifício em uso. O Processo AQUA avalia ainda o conforto acústico, higrotérmico, visual e olfativo da habitação e promove a qualidade do ar, da água e dos ambientes do empreendimento habitacional. “Os empreendimentos AQUA são diferenciados, já que hoje a preocupação do público com os aspectos sustentáveis é grande. O comprador sabe que terá uma habitação mais saudável e confortável, com valorização patrimonial, além de menores custos no consumo de água, energia e conservação. Hoje existem muitos empreendimentos que se dizem sustentáveis, mas não têm como demonstrar. A certificação AQUA traz um diferencial: o empresário consegue ‘provar’, através da certificação, que construiu um edifício ambientalmente correto, o que contribui para gerar maior velocidade de vendas,” define Martins. A diferença entre a certificação pelo Processo AQUA e outras existentes no mercado é que ela prioriza a concepção do empreendimento. Assim, o processo é flexível, pois permite ao empreendedor

traçar o perfil ambiental pretendido e definir as soluções de projeto para chegar aos objetivos traçados, estabelecendo a organização, os métodos, os meios e a documentação necessária para atender ao proposto. “O AQUA, no entanto, é rigoroso e exige o atendimento a todos os critérios da Qualidade Ambiental do Edifício, além de um sistema de gestão, o que não acontece com outras certificações ambientais. Além disso, no AQUA a avaliação e auditoria são presenciais, enquanto que em outros sistemas o empreendedor apenas envia um relatório do que fez à instituição competente. Outra grande vantagem é que se trata de uma certificação brasileira de nível internacional, com certificado emitido em 30 dias”, completa Martins. Entre os materiais e sistemas que podem ser adotados em uma edificação residencial sustentável estão o reaproveitamento de água; a automação com vistas à redução de consumo de energia e ao conforto ambiental; a utilização de energia solar; a adoção de produtos e materiais recicláveis, entre eles, a madeira certificada, pisos sustentáveis, telhas de material reciclado, entre outros.

Fundação Vanzolini A Fundação Vanzolini é membro pleno brasileiro da IQNet (The International Certification Network). A IQNet responde por mais de 30% das certificações de sistemas de gestão no mundo. Além disso, é membro fundador e tem assento no Board da SBAlliance (Sustainable Building Alliance – www. sballiance.org), aliança mundial de empresas com preocupações ambientais e interessadas em certificados em construções sustentáveis, fundada em Paris, em abril de 2008. Mais detalhes no site: www.vanzolini.org.br.


Normas do Processo AQUA para Edifícios Habitacionais Veja abaixo alguns exemplos: Adaptadas aos empreendimentos habitacionais, as normas do Processo AQUA Habitacional são semelhantes às dos edifícios comerciais e de serviços. Porém, guardam especificidades e alguns detalhamentos que são compatíveis com o uso residencial. A adoção destes critérios garante notas (excelente, superior e bom) necessárias para alcançar os níveis que irão garantir a certificação em cada uma das 14 categorias do processo.

• Nas cozinhas, deve haver a previsão das dimensões mínimas para pia, fogão, geladeira e altura da bancada. • Dentro do item gestão de energia, a norma prevê o uso de equipamentos com o Selo Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), além de lâmpadas economizadoras e iluminação das áreas comuns com sensores de presença (a lâmpada só acende se alguém está no ambiente). • Nas áreas externas dos empreendimentos devem estar previstos locais para coleta de resíduos. • A produção de água quente precisa obedecer aos requisitos de distância (10 m) entre a fonte de calor e pon-

tos de alimentação, para que haja eficiência e economia. • As caixas de descarga têm de ter capacidade de seis litros ou menos, além de dispor de mecanismos de duplo acionamento e de interrupção. • Os metais sanitários necessitam contar com componentes economizadores de água. • Os medidores de consumo de água devem ser individualizados e com determinadas características presentes na norma. • A instalação de produção coletiva de água por aquecimento solar deve ser precedida de estudo técnico detalhado, inclusive, com garantia de resultados.

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tecnologia

tecnologia

Chega ao Brasil

18 AEAARP

tecnologia capaz de recuperar gasolina evaporada durante abastecimento Além de proteger a saúde de frentistas e clientes, e preservar o meio ambiente, o Sistema de Recuperação de Vapores, da OPW, pode promover economia aos postos de combustíveis Aquele odor forte de gasolina, expelido durante o abastecimento, está com os dias contados. A OPW, fornecedora multinacional de equipamentos para postos de serviços, traz para o Brasil um sistema de recuperação de vapores, com recursos capazes de absorver e transformar em líquido os vapores do combustível eliminado no ar durante o abastecimento. “A tecnologia não só tem forte apelo ambiental como também traz outras vantagens importantes, como prevenção de acidentes em postos de serviços e proteção à saúde dos frentistas e clientes”, explica Fernando Whitaker, diretor geral da OPW para América Latina. O sistema tem como um dos componentes o VaporSaver, equipamento que absorve gasolina evaporada direto do tanque de armazenamento do combustível e separa, por meio de uma membrana, partículas de hidrocarboneto (componente da gasolina) do oxigênio, que é eliminado no ar livre de poluição. Os hidrocarbonetos retornam ao tanque em forma de líquido. A solução conta ainda com outro componente, o CVS2, que remove o excesso de vapor presente no tanque do automóvel, durante o abastecimento, evitando que estes vapores sejam liberados na atmosfera. Segundo as estimativas da OPW, um posto perde em média de 0,25% a 0,40% do volume total do seu estoque de gasolina com evaporação. “Em projeção mais modesta, um estabelecimento que vende 300 mil litros de gasolina por mês perde, no mínimo, 750 litros do produto com evaporação. Considerando um preço médio da gasolina a R$ 2,40, a economia gerada pelo Sistema de Recuperação do Vapor OPW pode chegar a R$ 1.800,00 mensais ou R$ 21.600,00 ao ano”, calcula Whitaker. “A economia gerada pode ultrapassar R$ 34 mil com este mesmo volume de vendas. Em postos com maior

volume de comercialização do combustível, esta economia evidentemente é ainda maior”.

Equipamento absorve gasolina evaporada direto do tanque e separa partículas de hidrocarboneto do oxigênio eliminado no ar livre. O executivo observa que a solução pode prevenir outros danos, já que ao evitar a liberação desses vapores de combustível na atmosfera, também reduz o risco de acidente em postos, sem falar no afastamento do trabalho por problemas de saúde. “Os vapores liberados na descarga do combustível no tanque e nas operações de abastecimento nos carros são a principal causa de explosões nos postos de serviços. A cada manuseio do produto é liberada uma quantidade muito grande de vapores, que, por serem incolor, nem é percebida pelos frentistas e donos de postos”, conclui. Sobre a OPW Multinacional de origem norte-americana, a OPW está entre as principais fornecedoras de equipamentos e soluções que garantam abastecimento seguro aos postos de serviço. O seu portfolio inclui bicos automáticos, juntas giratórias e válvulas antitransbordamento. A OPW no Brasil foi certificada ISO 9002 em 1997, e atualmente possui a certificação ISO 9001, além de contar com produtos certificados por outros órgãos. A companhia está presente em mais de 100 países, com fábricas em Itatiba-SP, EUA, China e República Checa.


Revista Painel

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crea

futebol

Vistoria em estádios de

futebol

Evento na AEAARP discute o tema com profissionais e especialistas

O CREA – SP e a AEAARP realizou no dia 25, 26 e 27 de novembro o curso para requisitos mínimos para realização de laudo de vistoria em estádios de futebol de acordo com a Portaria 124 de 17/07/2009 do Ministério de Estado do Esporte. A Portaria 124 de 17/07/2009 do Ministério de Estado do Esporte, prevista no Decreto 6.795 de 16/03/2009 e que regulamenta o Artigo 23 da Lei 10.671 – 15/05/2003 (Estatuto do Torcedor), traz uma grande novidade para a categoria profissional. De acordo com o parágrafo único do Artigo 3 da referida portaria, “Os laudos de que trata o Anexo II do Decreto 6795, bem como o laudo de estabilidade estrutural de que trata o parágrafo único do Artigo 2, serão elaborados por profissionais legalmente habilitados e previamente cadastrados para esse fim no CREA local”. Esse curso realizado pela AEAARP foi ministrado em conjunto com o CREASP dando a condição legal para habilitação dos profissionais que se interessaram pela proposta de realizar um laudo de vistoria. A situação começou sendo proposta pelo CREA-SP através do presidente José Tadeu da Silva que, em parceria com a Federação Paulista de Futebol (FPF), Confederação Brasileira de Futebol (CBF), FAEASP, Ibape, Sinaenco e outros, obtiveram uma regulamentação Federal através do presidente da Republica e do ministro do Esporte, tendo o Sistema CONFEA/CREA a responsabilidade de cadastrar e habilitar os profissionais interessados (veja abaixo). O laudo de vistoria, baseado na Norma de Inspeção Predial , estabelece os aspectos mais importantes como a real situação de cada estádio sob aspecto estrutural, elétrico, sistema de segurança, real capacidade e o principal é que irá estabelecer um manual e plano

20 AEAARP

de manutenção para que o gestor do estádio possa administrar os recursos para saber a criticidade das demandas encontradas e também as prioridades estabelecidas. Tudo isso só é possível dentro de critérios técnicos estabelecidos por profissionais do Sistema CONFEA/CREA.

Profissionais para vistoria de estádios de futebol foram cadastrados em novembro Um convênio de cooperação técnica firmado entre a União – por intermédio do Ministério do Esporte (ME) –, o CONFEA e os 27 CREAs, em 22 de outubro, estabeleceu que cabe aos Conselhos Regionais organizar, por meio de edital, o recrutamento e cadastramento de profissionais interessados e legalmente habilitados para a prestação de serviços de emissão de laudos de vistoria de engenharia e laudos de es tabilidade estrutural nos estádios de futebol, conforme determina a Portaria nº 124/07, do ME. Essa portaria estabelece os requisitos mínimos a serem contemplados nos laudos previstos no Decreto Federal nº 6795/09, o qual regulamenta o artigo 23 da Lei nº 10.671/03 – que trata sobre o controle das condições de segurança dos estádios de futebol.

Engº civil José Galdino Barbosa da Cunha Júnior Chefe da UGI - Ribeirão Preto - CREA - SP e mail jose.junior4021@creasp.org.br Rua João Penteado 2237 Jd. São Luis - Ribeirão Preto -­ SP Fone 16 3623.7627


reciclagem

CEMPRE cria comitê para discutir

reciclagem de eletroeletrônicos O Compromisso Empresarial para a Reciclagem (CEMPRE), organização não governamental que incentiva a reciclagem no Brasil, criou um comitê de trabalho para acompanhar as discussões sobre a reciclagem de eletroeletrônicos no país. O grupo é integrado por empresas do setor, fabricantes ou varejistas, associados ao Cempre, como a Intel, a HP, a Dell, a Phillips, o Wal Mart, Carrefour e o Pão de Açúcar. O foco do grupo é debater os avanços e principais entraves da reciclagem da categoria e trabalhar em parceira com autoridades governamentais para inserir a questão de forma sustentável na Política Nacional de Resíduos Sólidos. A criação de um comitê para discutir separadamente o reaproveitamento dos eletroeletrônicos é justificada pelas particularidades que a linha apresenta. “A reciclagem desses materiais envolve,

por exemplo, uma tecnologia muito mais complexa e cara do que aquela usada para as embalagens; a relação dos consumidores com esse tipo de produto também é diferente e ainda há um enorme mercado informal que comercializa produtos montados e alimenta o descarte irresponsável dos eletroeletrônicos e das peças”, diz André Vilhena, diretor executivo do CEMPRE. Segundo ele, este é o primeiro comitê específico para uma linha de produtos que a ong estabelece. O comitê defende o conceito da responsabilidade compartilhada entre sociedade, governo e indústria para a reciclagem dos eletroeletrônicos, o que implicaria em incentivos fiscais, fiscalização rigorosa para combater a pirataria, e a definição de diretrizes nacionais, e não regionais, para a reciclagem dos produtos. Estabelecer quando o produto já passou

do tempo de vida útil e virou resíduo é uma questão que precisa ser bem definida inclusive para regular o transporte dos produtos destinados à reciclagem. Segundo o comitê, cerca de 30% do mercado eletroeletrônico no Brasil são informais. A redução da carga tributária que incide sobre o setor poderia trazer esse mercado para a formalidade, gerando empregos. Conceder benefícios fiscais às empresas que realizam a logística reversa seria uma forma de incentivar a indústria da reciclagem no setor e potencializar ganhos registrados com a Lei do Bem, de 2005, que prevê incentivos fiscais a empresas que desenvolvam inovações tecnológicas. Segundo o comitê, com uma maior formalização em apenas dois anos cerca de 5 mil empregos diretos poderiam ser criados no mercado dos eletroeletrônicos.

Revista Painel

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pesquisa

Setor de equipamentos

para construção confirma Brasil como um dos principais mercados do mundo

Após enfrentar uma crise econômica que exigiu a reestruturação de toda logística mundial de produção, adequação de produtos e estratégias comerciais criativas e diferenciadas, o setor de equipamentos e máquinas para construção e mineração no Brasil surpreende e passa a ser um dos principais alvos do mercado internacional, por onde pairam as melhores oportunidades de investimento. O estudo Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção e Mineração 2009, que analisa o comportamento e as vendas dos equipamentos de construção, mostra que o número de equipamentos vendidos em 2009 registrou uma queda de 24% em relação a 2008 (38.670 unidades comercializadas no país). O estudo é realizado pelo terceiro ano consecutivo pela Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema). “É preciso levar em conta que em 2008 tivemos um crescimento espetacular e incomum (46% em relação a 2007), já que o setor vinha de um longo período de estagnação com baixíssima demanda interna por falta de investimentos consistentes em obras de infraestrutura”, diz o professor da PUC de São Paulo e Ph.D em Economia, Rubens Sawaya, da Insight Consultoria Econômica, uma das empresas que assina o estudo. “Para atender rapidamente a demanda gerada pelas obras do PAC, por exemplo, as empresas foram obrigadas a atualizar e ampliar suas frotas e disponibilizar um mix de produtos de alta performance e baixa manutenção, o que provocou uma corrida às compras em 2008”, completa o economista. Em 2009, percebemos que, além do impacto gerado pela crise mundial que trouxe queda de vendas em todo o mundo, existiu no mercado brasileiro certo ajuste ou acomodação, pois boa parte das empresas já havia atualizado suas frotas no ano anterior. “Atravessar o conturbado ano de 2009 22 AEAARP

ileso certamente não seria possível para nenhum setor da economia e para o de equipamentos e máquinas não foi diferente – como já previam as projeções apresentadas pelo estudo da Sobratema em 2008. Contudo, os resultados surpreendem, não pelos números, que obviamente são inferiores ao espetacular crescimento de 2008, mas principalmente pela velocidade e força com que o mercado se recupera, projetando-se entre as principais economias mundiais”, diz o presidente da Sobratema, Afonso Mamede.

Vendas sobem 10% no Brasil e têm queda acentuada nos EUA e Europa Outros dados analisados pelo estudo de mercado levam em conta as vendas internas de equipamentos para construção da linha amarela entre 2007 e 2009. O Brasil registrou crescimento de 10% nesse período, resultado excelente se comparado a mercados como EUA e Europa, que tiveram uma redução de 60%, ou até mesmo a China, país emergente que vem apresentando maior crescimento econômico nos últimos anos e que registrou uma queda inversamente proporcional ao crescimento brasileiro (fontes: Sobratema e OHR – Off-Highway Research). As previsões para 2010 apontam para uma recuperação nas vendas do Brasil

de aproximadamente 24%, decorrente da nova necessidade de crescimento das frotas, principalmente em função dos programas governamentais. “Isso deve deixar o Brasil apenas atrás da Índia que, de acordo com dados da OHR, deve atingir um crescimento em torno de 27%. Já a China e EUA apontam um crescimento menor, de aproximadamente 7%, enquanto os países do Mercado Comum Europeu não registram crescimento, mas sim uma estagnação econômica”, diz o economista Rubens Sawaya. As vendas de equipamentos entre 2010 e 2014, em função dos investimentos atrelados não só às eleições de 2010, mas também ao pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíadas, devem ultrapassar a casa de 300 mil unidades, número que seria ainda maior não fosse o expressivo aumento na população de equipamentos, que deve gerar uma estabilização no mercado em 2013. Já no ano seguinte, porém, está previsto o início de boa parte dos investimentos para as Olimpíadas de 2016, e as vendas devem disparar novamente, atingindo a marca de aproximadamente 80 mil equipamentos vendidos.

Novos equipamentos O estudo realizado pela Sobratema acompanha e analisa o desempenho dos equipamentos utilizados em obras de infraestrutura, construção civil e mineração. Nesse ano, além das escavadeiras, carregadeiras, retroescavadeiras, tratores de esteira, motoniveladoras e caminhões fora-de-estrada, caminhões rodoviários, tratores de pneus pesados, compressores, gruas, guindastes, plataformas aéreas, a Sobratema incluiu um equipamento relativamente novo no mercado brasileiro – o telehander, também conhecido como manipulador


telescópico utilizado para movimentação e levantamento de carga, podendo ser adaptado a diversas ferramentas de trabalho, como caçambas, garfos (pallets), cesto de operação, entre outros.

As vendas entre 2010 e 2014, em função das eleições de 2010, pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíadas, devem ultrapassar 300 mil unidades

O telehander foi a única categoria a registrar números positivos de vendas em 2009, atingindo a marca de 350 equipamentos vendidos. Assim como nas edições anteriores, o estudo desenvolvido pela Sobratema apresenta informações obtidas junto aos fabricantes, importadores, empresas usuárias, associações e entidades do setor e as tendências dos cenários futuros, até 2014, dos mercados no Brasil. Desde a primeira edição, a entidade reuniu para elaboração do estudo um grupo de empresas do qual fazem parte as construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Correa, Galvão Engenharia e Norberto Odebrecht, a mineradora Vale, o dealer Atlas Copco - Lequip, o fabricante de peças e componentes Carraro e a locadora de equipamentos Escad, uma das maiores do setor, e conta com as consultorias econômicas Minimax Editora, do jornalista britânico Brian Nicholson, e da Insight Consultoria Econômica.

Sobratema Há mais de 20 anos a Sobratema representa o setor de máquinas e equipamentos para obras de construção e mineração. No seu quadro de associados estão usuários e fabricantes de equipamentos para construção e mineração como grandes construtoras, locadoras, empreiteiras e prestadores de serviço além dos profissionais da área (pessoas físicas). Entre os fabricantes, fazem parte do quadro de associados da Sobratema empresas como Volvo, Caterpillar, Komatsu, Case, JCB, Liebherr, Atlas Copco, Haulotte, Metso Minerals, Dynapac, New Holland, Ciber, Terex, Hyundai entre outras.  www.sobratema.org.br

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Revista Painel

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sustentabilidade

Abertas inscrições para

Mostra de Tecnologias Sustentáveis 2010

Estão abertas as inscrições para a Mostra de Tecnologias Sustentáveis, evento que reúne metodologias, técnicas, sistemas, equipamentos ou processos que contribuam para a construção de uma sociedade sustentável. Neste ano, as tecnologias inscritas devem se enquadrar em três categorias: - Tecnologias Verdes, nas subcategorias Recursos Naturais, Energia, Biodiversidade, Água, Resíduos, e Emissões de Carbono - Tecnologias Inclusivas, com projetos em Inclusão Econômica, Equidade, Acessibilidade, Sociodiversidade, Combate à Pobreza, Conhecimento Tradicional, Acesso e Garantia aos Direitos e Políticas Públicas

- Tecnologias Responsáveis, com foco em Integridade e Combate à Corrupção, Transparência, Controle Social dos Agentes Públicos e Econômicos, Trabalho Decente As tecnologias que farão parte da Mostra serão selecionadas por um comitê curador constituído por 11 entidades, tais como Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Conselho Brasileiro da Construção Sustentável (CBCS), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), International Finance Corporate (IFC) e Rede de Tecnologia Social (RTS). Podem inscrever-se na Mostra pessoas físicas ou organizações, com uma ou mais tecnologias. As inscrições são

anúncio gráfica 24 AEAARP

gratuitas e precisam ser feitas apenas via site www.ethos.org.br/mostra2010. O prazo se encerra em 31 de janeiro de 2010.

Agenda A M o s t r a d e Te c n o l o g i a s Sustentáveis 2010 vai se realizar no mesmo período e local da Conferência Internacional Ethos 2010, entre 10 e 14 de maio de 2010, no Hotel Transamérica, em São Paulo


biblioteca

Arquitetura:

do Oriente Médio ao Ocidente

Uma revisão profunda na história da arquitetura do Renascimento europeu. É o que propõe o arquiteto e pesquisador Andrea Piccini em seu livro Arquitetura: do Oriente Médio ao Ocidente. Evidenciando a forte influência da cultura árabe-islâmica e turco-islâmica em Florença, decorrente das trocas comerciais e das cruzadas, Piccini apresenta um novo paradigma – muito além das heranças greco-romanas – para se compreender as manifestações arquitetônicas no período na Itália, berço das inovações renascentistas que ecoariam por toda Europa. Na apresentação, Julio Katinsky, professor da FAU-USP, deixa clara a relevância do estudo de Piccini: “Seguindo essa tendência, acredito que podemos considerar a Escola da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo)-USP, como foro privilegiado de uma nova histografia da Arte da Arquitetura entre nós do Brasil. Para isso, os fundamentos foram oferecidos principalmente por Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda, Florestan Fernandes, sem esquecer, obviamente, Liwis Morgan e Claude Levi-Strauss. É a essa escola que se filia o estudo de Andrea Piccini”. O interesse do autor se desenvolveu ainda na universidade, quando cursava a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Florença e teve os primeiros contatos com a cultura arquitetônica oriental: “Tudo começou quando estava na Universidade: enquanto todos estudavam matérias tradicionais, eu já desenvolvi a curiosidade por detalhes das residências árabe-islâmica e turco-islâmica e suas influências. Como, por exemplo, Jerusalém, que foi anexada ao novo império árabe e era um símbolo religioso, e se tornará um motor de transmissão de elementos arquitetônicos. No ano de 1099, a cidade foi conquistada aos árabes pelos cruzados, que a admi-

nistraram até 1187, quando a cidade foi conquistada por Saladino. Passou novamente a ser administrada pelos árabes, que, com exceção do curto período de reconquista dos cruzados (de 1229 a 1224), a governaram até 1260.” O livro ilustrado mostra detalhes das influências com imagens feitas pelo autor e várias cidades do Oriente Médio e da Turquia. Piccini antecipa também, na obra, trechos de sua pesquisa atual, que evidencia o diálogo da arquitetura florentina com as culturas da Ásia Central e mesmo do extremo Oriente, resultado das trocas comerciais que se realizavam pela famosa Rota da Seda. Arquitetura: do Oriente Médio ao Ocidente traz ainda um glossário de termos arquitetônicos em árabe, turco, armênio e português, e a cronologia de 570 a 1198, com consultas dos períodos mencionados, dinastias e datas históricas, além de documentos datados em 1390, 1402, 1413 e 1463.

Sobre o autor Fo r m a d o e m A r q u i t e t u r a p e l a Fa c u l d a d e d e A r q u i t e t u r a d a Universidade de Florença, Itália é mestre em Arquitetura na área de Tecnologia do Ambiente Construído pela EESC/ USP. Defendeu seu doutorado em Engenharia Urbana no Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica/USP. É mestre em Cultura Médio Oriental na área de concentração Literatura e Cultura Médio Oriental, Departamento de Línguas Orientais da FFLCH/USP, onde acompanha como professor convidado pesquisas e teses sobre arquitetura árabe no Oriente Médio. É professor convidado e coordenador do Brasil no Centro de Pesquisa e Documentação, Tecnologia, Arquitetura e Cidade nos Países em DesenvolvimentoDepartamento Casa Cittá-Faculdade de Arquitetura, Politécnico de TorinoItália, para atividade de graduação e pós-graduação. Membro do comitê de Arte e Cultura da Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil-Turquia de São Paulo e do Instituto de Cultura Árabe de São Paulo (ICARBE).

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notas e cursos

Sistema CONFEA/CREA na Conferência de Copenhague O plenário do CONFEA aprovou a constituição de uma missão – com a Sociedade Brasileira de Meteorologia (Sbmet) – para participação da 15ª Conferência das Partes (COP), realizada pela ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, entre os dias 7 e 18 de dezembro, na Dinamarca. Farão parte da missão o presidente do CONFEA, Marcos Túlio de Melo, ou seu representante; o conselheiro federal, arquiteto José Roberto Geraldine Júnior, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Barão de Mauá, representando o Plenário do CONFEA, um representante do Colégio de Presidentes – que ainda será definido – e Alfredo Silveira da Silva, representan-

do o Colégio de Entidades Nacionais (Cden). Na COP-15 lideranças de vários países vão disGeraldine Jr. cutir cinco eixos fundamentais para encontrar soluções relativas ao aquecimento global: visão compartilhada, mitigação, transferência de tecnologias, adaptação e apoio financeiro. A expectativa é que dessas discussões saia um novo acordo global. Paralelamente à COP, ocorrerá também a 5º Reunião das Partes do Protocolo de Kyoto, que deve definir as metas para o segundo período de compromisso do documento, que vai de 2013 a 2017.

NOVOS ASSOCIADOS ARQUITETURA Leonardo Rubens Cardinale de Moura Cavalcanti ENGENHARIA AGRONÔMICA Denizart Bolonhezi Marco Antonio Azzolini Ney Jose Ibrahim ENGENHARIA CIVIL Carlos Roberto Del Nero Muller Francisco Carlos de Almeida Barros ESTUDANTE - ENGENHARIA AMBIENTAL Isabela Galon Murari

Copenhague Entre os dias 7 e 18 de dezembro acontece em Copenhague, na Dinamarca, a Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas. A conferência COP15 é a 15ª e tem como objetivo chegar a um novo acordo sobre o clima para substituir o Protocolo de Kyoto que expira em 2012. No entanto, vários países permanecem divididos. Entre as

principais divergências está a meta de cortes de emissões de gases poluentes para países desenvolvidos. Outro ponto é a definição sobre o volume de recursos que as nações mais ricas deverão destinar para ajudar os países em desenvolvimento a reduzir suas emissões e financiar projetos de adaptação. No Brasil há um consenso para reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia até 2020. O Ministério do Meio Ambiente defende a proposta de redução em 40% a estimativa de emissão de gases causadores do efeito estufa até 2020.

PECE/Poli abre inscrições para Engenharia Financeira O Programa de Educação Continuada da Escola Politécnica da USP (PECE/Poli) abre inscrições para o curso de especialização em Engenharia Financeira. O curso abrange tanto aspectos técnicos referentes à área – entre eles, os fundamentos matemáticos e computacionais utilizados na gestão de ativos financeiros – como de administração e business – que englobam, por exemplo, a gestão de riscos. Voltado para profissionais com formação superior e experiência nas áreas de econo26 AEAARP

mia, administração e engenharia, entre outras, o curso é composto de 14 disciplinas e tem duração média de dois anos. As aulas, que terão início em março, serão ministradas nas dependências da Poli, na Cidade Universitária, em São Paulo, às segundas, terças e quartas-feiras à noite. O ingresso é feito por meio de processo seletivo, que inclui análise de currículo e entrevista. Mais informações podem ser obtidas no endereço www.pecepoli.com.br ou pelo telefone (11) 2106-2400.

Ao preparar sua ART, não se esqueça de preencher o campo 31 com o código 046. Assim, você destina 10% do valor recolhido para a AEAARP. Com mais recursos poderemos fortalecer, ainda mais, as categorias representadas por nossa Associação. Contamos com sua colaboração!


Painel - edição 177 – dez.2009  

Revista oficial da Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto.

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