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Guia da Mulher

Protege a tua Intimidade


Ficha clínica para preenchimento no final deste guia

Protege a tua Intimidade

Índice Infecções Fúngicas Vaginais (Candidíase) . . . . . . . . . . .4-8 E o teu companheiro? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9 Outras Infecções Vaginais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .10-11 Infecções Urinárias – como distingo? . . . . . . . . . . .12-13 Exames de rotina – o que são? . . . . . . . . . . . . . . .14-15 Auto-Exame da mama – como fazer? . . . . . . . . .16-17 Fases da Vida da Mulher: Puberdade, Idade Fértil e Menopausa . . . . . . .18-19


O que toda a mulher deve saber sobre

Infecções Fúngicas Vaginais

O que é uma Infecção Fúngica Vaginal? É uma infecção muito frequente provocada por fungos. Na maioria dos casos, trata-se de um fungo chamado Candida Albicans. Este fungo afecta: • Vulva (parte exterior da vagina) • Vagina

Há muitas causas, por vezes impossíveis de identificar caso a caso, que a dado momento tornam o sistema defensivo da vagina vulnerável e favorecem a implantação e multiplicação dos fungos. Embora a Infecção fúngica vaginal seja um problema desagradável e incómodo, pode não ser grave, mas deverá ser tratado.

SABIAS QUE: 3 em cada 4 Mulheres sofrem de Infecções fúngicas vaginais alguma vez na vida 4

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O que toda a mulher deve saber sobre

Infecções Fúngicas Vaginais

Quais os Sintomas?

Como prevenir e evitar reincidências?

• • • •

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Comichão Corrimento mais espesso, de cor branca amarelada e grumoso Ardor Vermelhidão

A que se devem estas infecções?

Usar roupa interior de algodão Evitar roupa interior justa ou apertada Evitar produtos de higiene demasiado agressivos Depois de urinar, limpar-se cuidadosamente sempre de frente para trás • Lavar, pelo menos uma vez por dia, a zona afectada com água e um sabonete suave, não desodorizante

• Roupa interior sintética justa • Higiene corporal excessiva (sabonetes ou gel de banho fortes com pH igual ou superior a 7, podem alterar o equilibrio natural da vagina) • • • •

Uso de medicamentos, tais como Antibióticos, Corticosteróides, etc Anticoncepcionais Diabetes Defesas diminuidas causadas por doença, estado de fadiga excessiva ou alimentação deficiente (dietas ricas em hidratos de carbono) • Pós-menopausa • Gravidez

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AS PRINCIPAIS CAUSAS NÃO SÃO: Utilizar casas de banho públicas Falta de higiene Múltiplos parceiros

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E o teu companheiro? Perigo na gravidez?

Tratamento do casal

Durante a Gravidez o aumento de produção hormonal favorece a reprodução de fungos na vagina - Candidiase Vaginal

Existe uma certa polémica sobre a necessidade de proceder ao tratamento genital simultâneo do companheiro que não tenha sintomas. Isto leva a perguntar se as candidíases genitais devem ser consideradas como doenças de transmissão sexual (infecções por contacto sexual).

Deve ter-se especial cuidado com a descontaminação do canal de parto durante as últimas 4-6 semanas de gravidez, por forma a evitar que os fungos afectem o bebé, provocando-lhe uma doença chamada “sapinhos”. É conveniente consultar o médico.

Contudo, recomenda-se o tratamento simultâneo do companheiro quando os sinais clínicos de balanite por Candida se apresentam. Quais os Sintomas da Balanite (Inflamação da glande e prepúcio do homem)

• Aparecimento de uma zona ponteada branco-acinzentada • Erosão • Ragadas (pequenos cortes) Factores de risco: • Prepúcio apertado • Roupa interior inadequada

SABIAS QUE? É importante o tratamento simultâneo do companheiro

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Outras Infecções Vaginais

Diferentes formas de Vulvovaginite

Principais Sintomas Vulvite (Inflamação da vulva - órgãos genitais femininos externos)

Mucosa vaginal

Vaginite bacteriana por Gardnerella vaginalis

Vaginite fúngica por Candida

Vaginite por Trichomonas vaginalis

Corrimento fétido

Comichão intensa (vulva) Corrimento branco-amarelado grumoso

Corrimento pouco denso, abundante (frequentemente fétido)

Muito pouco frequente

Frequente

Em alguns casos

Ligeiramente inflamada

Vermelhidão com depósitos brancos acentuados

Vermelhidão, parcialmente com microhemorragias

Algumas doentes apresentam infecções mistas

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Infecções Urinárias Significa que bactérias estão presentes no aparelho urinário, sendo a Cistite a mais comum na mulher. É causada por bactérias da vagina ou ânus, que contaminam a bexiga.

Quais os factores:

Medidas Preventivas:

• Certos produtos de higiene sprays íntimos • Banhos de espuma, sabões • Tampões • Relações sexuais, se a uretra está irritada. • Determinados alimentos ácidos e álcool.

• Aumentar a ingestão de água • Lavar a área genital diáriamente • Lavar a área genital antes e após o acto sexual • Urinar após relação sexual • Após evacuar, faça a higiene sempre de frente para trás • Quando urinar, esvazie completamente a bexiga, urine em intervalos curtos (3 horas) • Evite uso de perfumes, sprays e desodorantes na área genital • Use roupa interior de algodão e evite roupa sintética • Dieta equilibrada

Quais os sintomas: • Urgência e frequente necessidade de urinar • Urinar pouco de cada vez • Ardor ao urinar • Dor no baixo ventre • Sangue na urina

Tratamento Médico: Antibióticos e Analgésicos Aumentar a ingestão de água

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Como distingo uma infecção fúngica Vaginal de infecção Urinária? INFECÇÃO FÚNGICA VAGINAL

Principais Sintomas

INFECÇÃO URINÁRIA

Corrimento Comichão

Dor no baixo ventre Urgencia e necessidade frequente de urinar

Ardor ao urinar

Ardor ao urinar 13


Exames de rotina o que são? EXAME Exame pélvico e mamário

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O QUE É Observação visual do colo do útero, com toque e palpação dos órgãos reprodutivos e das mamas.

PARA QUE SERVE Verificar a presença de corrimentos anormais e infecções ou doenças do colo do útero, e de nódulos e outras irregularidades nos ovários, trompas e nas mamas.

Detectar microcalcificações e outros sinais de cancro da mama.

QUANDO

SITUAÇÕES DE RISCO

Anualmente, fora de situações de risco.

Início precoce da actividade sexual, gravidez antes dos 18 anos, mais de quatro gestações, multiplicidade de parceiros, antecedentes de doenças sexualmente transmissiveis.

Se o exame clinico for negativo raramente está indicado antes dos 40 anos, salvo se houver factores de risco. Dos 40 aos 50 anos deve ser feita de 2 em 2 anos. A partir dos 50 anos caso se justifique, poderá ser anual, mas deverá ser realizada pelo menos de 2 em 2 anos. Só para esclarecimento de dúvidas é necessário repetir a mamografia a intervalos inferiores a 1 ano.

Mulheres com antecedentes familiares de linha directa com cancro da mama. Idade superior a 50 anos. Ausência de filhos ou primeira gravidez com mais de 35 anos. Menarca (primeira menstruação) antes dos 12 anos e menopausa depois dos 54 anos.

Anualmente, sendo sexualmente activa, durante três anos consecutivos. Na ausência de irregularidades depois disso, a critério médico.

Mulheres com início da actividade sexual antes dos 20 anos, fumadoras, com antecedentes de doenças de transimssão sexual e se conheceu mais de um parceiro sexual.

Mamografia

Investigação radiológica das mamas.

Colpocitologia (Papanicolau)

Análise das células do colo do útero.

Colposcopia (colo do útero)

Observação visual do colo do útero ampliada com o auxílio de fonte de luz e lupa.

Detectar a presença de infecções, irregularidades ou sinais de doenças.

A critério do médico.

Colesterol e triglicéridos

Análise laboratorial do sangue.

Prevenir doenças cardiovasculares.

A critério do médico.

Mulheres fumadoras, hipertensas, com história familiar de colesterol elevado ou com obesidade.

Glicemia em jejum

Análise laboratorial do sangue.

Prevenir a diabetes.

A critério do médico.

Ter constantemente sede e fome. Urinar muito.

Detectar o cancro do colo do útero.

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Observação: • Coloque-se em frente do espelho e olhe para o peito. • Volte-se para um lado e para o outro e veja se nota alguma alteração. • Levante os braços e repita a observação. • Por último, ponha os braços nas ancas e veja o tamanho, a cor da pele e os mamilos de ambas as mamas.

Como fazer

Auto-Exame da Mama Palpação:

Quando deve fazer:

• Deite-se com o braço esquerdo debaixo da cabeça. Com as pontas dos dedos da mão direita palpe a mama esquerda, suavemente mas com firmeza em pequenos movimentos circulares e nos quatro quadrantes.

• Se ainda tem períodos mestruais, deve fazer o exame 2 a 3 dias após o fim do período. • Se já não tem períodos mestruais, faça o seu exame no primeiro dia de cada mês. • Se está a fazer terapêutica hormonal de substituição fale com o seu Médico.

• Repita a mesma operação para a outra mama, invertendo as posições. • Para terminar, e com os braços caídos, palpe as axilas e verifique se tem algum caroço.

Alguns sinais de Aviso: • Um caroço, que não causa dôr, profundo ou superficial. • Corrimento anormal do mamilo. • Assimetria e alterações no aspecto na pele da mama (casca de laranja). • Inversão do mamilo.

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Fases da Vida

Puberdade, Idade Fértil e Menopausa Puberdade O que é a puberdade? A puberdade é o processo de alteração que ocorre à medida que uma pessoa cresce e se torna fisicamente madura e capaz de ter filhos. Quanto tempo dura a puberdade? Nas raparigas, ocorre habitualmente entre os 10 e os 16 anos de idade. Por vezes, ocorre mais cedo, por vezes mais tarde. Depende da pessoa... e não há nada, absolutamente nada que possas fazer para acelerar o processo. O ser humano maravilhoso e único que és não se irá alterar durante a puberdade. Mas muitas outras coisas se alteram.

Idade Fértil Quando te sentes indisposta em determinados períodos do mês, há a tentação de dizer que a culpa é toda das hormonas. Mas não são as tuas hormonas que ditam a forma como te sentes. É a tua saúde geral que dita o comportamento das tuas hormonas ou a forma como o teu corpo reage. Muito do mal-estar que as mulheres sentem e das doenças que desenvolvem mais tarde na vida podem ser aliviados ou prevenidos adquirindo hábitos saudáveis quando se é jovem. Tal significa comer uma dieta cuidadosa e equilibrada, fazer exercício suficiente e examinar regularmente o corpo para detectar qualquer sinal precoce de aviso de que as coisas podem não estar no bom caminho. 18

Menopausa Não é demasiado cedo para estar a pensar na menopausa? Talvez seja. Mas aquilo em que deve começar a pensar é na sua saúde durante os importantíssimos 15 a 20 anos que antecedem a menopausa. Os 4 a 5 anos que antecedem a última menstruação e o ano que lhe sucede são conhecidos como o climatério. É um processo gradual durante o qual começam a ocorrer muitas alterações. A menopausa ou “mudança de idade” não é uma doença, mas sim uma parte natural do ciclo de vida feminino. As mulheres sentem a menopausa de forma diferente: para algumas, representa uma limitação da sua feminilidade, para outras é uma nova fase de autoconfiança.

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…eu não me quero esconder!

3 em cada 4 mulheres sofrem de infecções vaginais alguma vez na vida

Protege a tua Intimidade


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