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Praticando a Abordagem Centrada na Pessoa DĂşvidas e perguntas mais frequentes

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Esther Carrenho Márcia Tassinari Marcos Alberto da Silva Pinto

Praticando a Abordagem Centrada na Pessoa Dúvidas e perguntas mais frequentes

São Paulo - 2010

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Todos os direitos reservados a Carrenho Editorial Rua Fidalga, 471 Cj. 03 Vila Madalena - São Paulo - SP - CEP 05432-070 Fone: 011 3816-1270 Projeto gráfico e diagramação Miriam Garcia Pereira Capa Cassia Carrenho Revisão Fernando Alves Produção editorial Cassia Carrenho

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Carrenho, Esther Praticando a abordagem centrada na pessoa : dúvidas e perguntas mais frequentes / Esther Carrenho, Márcia Tassinari, Marcos Alberto Pinto. -- São Paulo : Carrenho Editorial, 2010. Bibliografia. ISBN 978-85-62492-04-4 1. Comportamento humano 2. Personalidade Teoria 3. Psicoterapia centrada no cliente 4. Rogers, Carl R., 1902-1987 I. Tassinari, Márcia. II. Pinto, Marcos Alberto. III. Título. 10-06897

CDD-150.198

Índices para catálogo sistemático: 1. Abordagem centrada na pessoa : Psicologia 150.198

É proibida a reprodução total ou parcial desta publicação sem autorização


Sumário

As diferenças somam (Cassia Carrenho)..........................................................................................7 Introdução (Esther Carrenho)..............................................................................................................9 A vida de Carl Ramson Rogers (Esther Carrenho).......................................................................13 Sua família........................................................................................................................................15 Contexto religioso.........................................................................................................................16 Teologia.............................................................................................................................................19 Psicologia..........................................................................................................................................22 Primeiro emprego.........................................................................................................................23 Universidade Estadual de Ohio................................................................................................25 Universidade de Chicago............................................................................................................27 De volta a Wisconsin.....................................................................................................................29 La Jolla, Califórnia..........................................................................................................................30 Linha do tempo..............................................................................................................................31 Livros de Carl Rogers....................................................................................................................33 Influência de Carl Rogers na minha vida...............................................................................34 A ACP no Brasil (Márcia Tassinari).....................................................................................................37 Comentários gerais sobre a pesquisa.....................................................................................44 Momento atual da ACP no Brasil..............................................................................................50 Lista dos fóruns internacionais da ACP..................................................................................53 Lista dos encontros latino-americanos da ACP..................................................................54 Lista dos encontros nordestinos da ACP...............................................................................54 Lista dos Fóruns Brasileiros da ACP.........................................................................................55 Lista dos Fóruns Sudestinos da ACP.......................................................................................55 Lista dos Encontros do Norte da ACP.....................................................................................55 Lista dos Fóruns Paulistas da ACP............................................................................................55 Lista dos Encontros Mineiros da ACP.....................................................................................55

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A Abordagem Centrada na Pessoa e seus princípios (Marcos Alberto da Silva Pinto)................................................................................................................................................57 Os princípios....................................................................................................................................61 Tendência de atualização...........................................................................................................62 Compreensão Empática..............................................................................................................66 Congruência....................................................................................................................................72 Consideração Incondicional Positiva......................................................................................79 Algumas considerações importantes.....................................................................................83 A Abordagem Centrada na Pessoa e suas dimensões: Psicoterapia Breve e/ou Plantão Psicológico (Márcia Tassinari)............................................95 A pessoa por trás do diagnóstico (Marcos Alberto da Silva Pinto)....................................107 Grupos de Encontro (Marcos Alberto da Silva Pinto).............................................................117 Perguntas e Respostas.......................................................................................................................127 6

Como a ACP trabalha a ludoterapia?...................................................................................129 Qual a diferença entre psicoterapia, orientação e aconselhamento?.......................................................................................................................133 Como a ACP trabalha com a “transferência”? E a “contratransferência”?...............................................................................................................134 O que fazer quando percebo que meu cliente não está crescendo?....................................................................................................................................139 É possível usar alguma técnica no atendimento em ACP?..........................................143 Podemos encaminhar um cliente para atendimento psiquiátrico?.................................................................................................................................154 Qual é a fraqueza mais frequentes dos profissionais da ACP?...................................157 A Abordagem Centrada na Pessoa e o uso da medicação..........................................160 É importante que o psicoterapeuta faça terapia?...........................................................163 Existe a “alta”, segundo a ACP?...............................................................................................169 Como lidar com o silêncio em Psicoterapia?....................................................................171 Como se dá a supervisão em Psicoterapia na ACP?.......................................................175 Que é mais importante para o bom desempenho do psicoterapeuta da ACP?.................................................................................................................................................179 Como a ACP trata as doenças mentais?..............................................................................182 Dê exemplos de como se pratica a congruência............................................................185 Que fazer quando um familiar liga para contar alguma coisa do meu cliente?...........................................................................................................................................188 Considerações finais...........................................................................................................................193 Os autores..............................................................................................................................................197 Sites e cursos indicados da ACP.....................................................................................................199 Bibliografia.............................................................................................................................................205


As diferenças somam Cassia Carrenho

O primeiro contato que tive com a Abordagem Centrada na Pessoa foi há 15 anos, quando morava nos EUA e tinha aula de Introdução à Psicologia com um professor que conheceu Rogers pessoalmente. Esse professor marcou profundamente meus momentos naquela sala, embora nem lembre mais seu nome. Logo no primeiro dia, pediu que deixássemos um papel na carteira dizendo alguma característica nossa e o nome. Eu escrevi que era brasileira. Na segunda aula, ao entrar na sala, ele virou-se para mim e disse: “Oi, Cassia! Eu já estive no Rio de Janeiro.” Ele fez isso com muitos outros alunos, numa classe de mais de cem! Durante todo o curso, ele me surpreendeu. Sua porta estava sempre aberta, era acessível e uma vez, ao ligar para seu escritório, quando eu ia me identificar, ele disse: “Hi, Cassia!” Minha segunda experiência foi na minha terapia. No total, já se vão seis anos de terapia e para mim foi fundamental experimentar a “teoria” na prática e me desenvolver. Minha terceira experiência acontece agora, produzindo um livro sobre a Abordagem Centrada na Pessoa, ao mesmo tempo em que também acabo de ingressar no curso de Psicologia. Por conta disso, li sobre Rogers e também alguns livros de

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sua autoria, e fiquei imaginando que um livro sobre a Abordagem Centrada na Pessoa também deveria seguir seus fundamentos na sua própria produção. Minha imaginação foi longe. Algumas ideias foram contidas por orçamento, tempo ou porque são lindas apenas como ideias. Outras, consegui fazer. O livro foi escrito por três psicólogos (que serão apresentados a seguir), com conteúdo teórico e também perguntas e respostas. Algumas perguntas foram respondidas por mais de um psicólogo. Ou seja, um livro com muitas linguagens diferentes e escrito por várias pessoas. E foi nesse cenário que resolvi, e todos os envolvidos aceitaram, manter o estilo de cada um, em todos os momentos diversos deste livro. Algumas pessoas dirão que isso causa um ruído na leitura. Eu acredito que são as diferenças que somam. Nesse caso, começando pela linguagem e estilos de cada um. A palavra mais forte que vem para mim quando penso na Abordagem Centrada na Pessoa é aceitação. Então, meu desejo é que você aceite este livro, do jeitinho dele, mesmo que diferente, para que some a sua vida.

Cassia Carrenho Editora


Esther Carrenho

“Nunca parei para pensar no que sinto enquanto atendo alguém.” Respondeu-me, surpresa, uma psicóloga que tinha me procurado para a supervisão de um caso em que ela se via perdida. A pergunta que eu tinha feito era: “O que você sente quando está atendendo essa pessoa?” Ao invés de responder, ela fez a declaração do início e me fez outra pergunta. “Por que tenho que prestar atenção no que sinto enquanto atendo?” Perguntas como esta e muitas outras me chegam, vindas de profissionais em Psicologia que acabaram de se formar e ou que depois de experimentar algumas orientações como psicoterapeutas, optam pela Abordagem Centrada na Pessoa. Muitos desses profissionais estão realmente cheios de dúvidas, medos e até angustiados na ânsia de desejarem acertar e fazerem o melhor. Nem sempre tenho um contato pessoal com os profissionais que me fazem essas perguntas. Muitas vezes, o contato é via telefone ou internet. Meu tempo disponível para isto não é muito, então comecei a pesquisar que livros eu poderia indicar para alguém com esses tipos de dúvidas. E lamentavelmente descobri que teria que indicar muitos livros dentro da Abordagem Centrada na Pessoa. O que não é mal, mas considerando que esses questionamentos nem sempre podem esperar por muito tempo

Introdução

Introdução

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em pesquisa, pensei que um livro específico poderia oferecer uma ajuda mais imediata enquanto o aprofundamento aconteceria com leituras de outros livros. Poderia também indicar cursos de formação de psicoterapeutas ou mesmo supervisão continuada com algum profissional mais experiente, mas essas pessoas têm urgência e não podem esperar o amadurecimento profissional, portanto, precisam de algo mais imediato para dar conta das demandas que encontram em seus locais de trabalho. Logo no início, pensei em escolher mais dois profissionais, até mais experientes que eu na prática em psicoterapia, como autores. Na verdade, temos várias pessoas na ACP com capacidade e experiência para tanto. Pensei então em Marcos Alberto da Silva Pinto, cujo trabalho conheço bem de perto, e Márcia Tassinari. A alegria deles foi contagiante logo que fiz os primeiros contatos. Decidimos que faríamos o livro tendo a seguinte base: a experiência prática de cada um; as perguntas feitas por psicólogos e profissionais considerados pessoas envolvidas na relação de ajuda. Usamos também uma pesquisa feita via internet, solicitando a vários profissionais a sugestão de perguntas que eles gostariam de ver respondidas. Isto não significa que temos as respostas certas. E também não é nossa intenção oferecer uma receita pronta que, se for seguida, dará certo. É apenas a nossa opinião resultante dos anos já vividos e nosso ponto de vista adquirido pela experiência. Mas esclareço que o leitor pode avaliar tudo e tirar suas próprias conclusões. E, por último, nos baseamos na fundamentação teórica das descobertas e práticas do próprio Rogers, usando a literatura existente e que citaremos na bibliografia. Entramos em acordo e cada um escolheu escrever sobre o tema em que tinha um domínio maior na prática e no conhecimento. Porém há assuntos que todos se dispuseram a escrever


Introdução

e, portanto, serão abordados pelos três, apresentando possivelmente óticas diferenciadas num mesmo tema. Marcia ficou responsável em descrever a trajetória de Rogers e a história da ACP no Brasil. Dentre nós, ela, com certeza, tem mais condições de fazer esse relato, uma vez que participou pessoalmente de alguns encontros e vivências com Rogers durante uma de suas passagens pelo Brasil, além de ter realizado uma pesquisa já publicada (de 1990 a 1997) sobre a História da ACP no Brasil. Marcos, até onde sei, é o brasileiro que mais realizou Grupos de Encontro usando como referência a Abordagem Centrada na Pessoa. Neste livro, ficou incumbido de toda a fundamentação teórica da Abordagem Centrada na Pessoa, da visão do diagnóstico em nossa abordagem e do capítulo sobre Grupo de Encontro. Escolhi escrever sobre quem foi Rogers e trabalhar no contexto religioso da vida dele. Este é um assunto pouco falado, inclusive na literatura de autoria dele. Mas sempre me interessei por isto. Um pouco por causa da minha criação, também numa família cristã evangélica de valores rígidos, onde tive pouca liberdade para a expressão de sentimentos, ideias e opiniões. Outro tanto porque acredito que foi justamente por causa desse contexto que Rogers, uma vez adulto, questionou, pesquisou, estudou e nos deixou uma herança riquíssima sobre liberdade, amor e o potencial da pessoa para fazer suas escolhas. Esta será uma diferença dos relatos biográficos sobre a vida de Rogers. Apresentaremos mais informações sobre as realidades religiosas com as quais Rogers conviveu nas três primeiras décadas do século 20. Nossa proposta não esgotará os assuntos e muito menos as dúvidas levantadas por muitos. Não temos essa intenção. Até porque acreditamos que o melhor aprendizado é o que parte da experiência e da vivência de cada pessoa. Mas temos o desejo de que a partir deste livro o leitor sinta o desejo de vivenciar e

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de continuar praticando o trabalho enriquecedor de promover ferramentas para que outros também cresçam a partir de suas próprias vivências e percepções. Consideramos que o mais importante, no processo de viver numa plenitude maior, é a interação pessoa a pessoa. E como cada pessoa é única, essa interação está ligada a um mistério inesgotável, em que cada um terá sua própria vivência e suas próprias histórias, decorrente dos encontros que se sobrepõem a todo e qualquer conhecimento e informação por mais intenso que eles sejam. Que esse mistério vá se desvendando e que muitos outros livros possam ser compilados e editados! Esperamos também que a partir deste livro o leitor tenha maior interesse em continuar suas pesquisas e leituras do muito material já disponível tanto em livros impressos, como em artigos, teses de mestrado e doutorado disponíveis em sites. No final, deixaremos uma lista de sites onde muitas dessas leituras estão disponíveis. Finalmente, como entendemos que os leitores deste livro serão aqueles que buscam uma riqueza maior, no crescimento, como pessoa e profissional da relação de ajuda, desejamos que, de alguma forma, nosso trabalho possa contribuir nessa busca. …


A vida de Carl Ramson Rogers Esther Carrenho

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A vida de Carl Rogers

A biografia de Carl Ransom Rogers é muito fácil de ser encontrada. E biografia tem dados concretos que não são alterados. O diferencial aqui será uma abordagem um pouco mais extensa do que muitas publicações nos dizem a respeito da herança religiosa de Rogers. Acredito mesmo que muito dessa realidade ajudou a determinar os rumos, as crenças e as pesquisas que Rogers buscou no trajeto de toda sua vida.

Sua família Rogers nasceu no dia 8 de janeiro de 1902, em Oak Park, cidade dos arredores de Chicago. Morreu em 4 de fevereiro de 1987, em La Jolla, na Califórnia, em consequencia de uma fratura do fêmur (http://www.rogeriana.com/biografia.htm). Tinha deixado instruções de que não queria viver artificialmente ligado a máquinas e que estas deveriam ser desligadas após três dias. Seu pedido foi realizado. Foi o quarto de seis filhos, tinha quatro irmãos e uma irmã. Casou-se com Hellen Eliot, que conhecia desde a infância, mas se viu apaixonado por ela somente durante a viagem à China. Desse casamento, que durou até março de 1979, quando

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A vida de Carl Rogers

Hellen veio a falecer, nasceram dois filhos: David e Natalie. Quando tinha 12 anos, seu pai comprou uma fazenda, onde ele e sua família passaram a viver. Na sua visão, os motivos para essa mudança foram, em primeiro lugar, porque seu pai tinha progredido financeiramente e a propriedade rural seria, para o pai, um tipo de hobby e uma possibilidade de viver mais tranquilamente. Em segundo e, na opinião de Rogers, o argumento mais forte, era que seus pais queriam viver num lugar distante da cidade para protegerem os filhos – alguns estavam na idade juvenil e outros chegando na adolescência – de serem contaminados por aquilo que eles julgavam que seriam más influências.

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Da agricultura para a universidade Depois de cinco anos vivendo em contato com a agricultura e ainda isolado pela crença dos pais e da comunidade religiosa que sua família frequentava, Rogers, em 1919, decide estudar agronomia e muda-se para estudar na Universidade de Wisconsin.

Contexto Religioso Rogers nasceu na cultura americana, onde prevalecia uma maioria de pessoas pertencente à fé cristã evangélica. Basta lembrar que até então todos os presidentes dos Estados Unidos eram evangélicos. O primeiro presidente cristão católico foi John F. Kennedy, eleito em 8 de novembro de 1960. Cesar Roberto Avendaño Amador (1999), psicólogo mexicano, que escreveu um capítulo sobre Rogers no livro Psicologia e Religion: tensiones y tentaciones, relata em sua tese a herança religiosa de Rogers. Naqueles anos, dois líderes religiosos, mundialmente conhecidos, tinham grande influência em muitas universidades americanas e Wisconsin estava entre elas: Dwight L. Moody e John R. Mott. Tanto um como o outro acreditavam


A vida de Carl Rogers

numa transformação mundial através do evangelho, que poderia ocorrer pela expansão do cristianismo. Eles tinham como meta influenciar o maior número de jovens para escolherem a formação pastoral como profissão. As reuniões que Rogers (1961, p. 7) adjetiva como “muito apaixonadas” por religião, na certa, tinha um deles como principal motivador ou quem sabe até como preletor. Rogers nunca declarou isto, mas penso que sua primeira mudança quanto a sua formação – deixar o curso de agronomia para estudar teologia – se deve ao ardor desses dois homens, talvez mais até por Mott, que, além de ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1946, foi o fundador da organização que realizou um congresso na China – Federação Mundial dos Estudantes Cristãos – em 1922. Rogers decide mudar de curso e transfere-se para o curso de história, entendendo que com essa formação teria mais preparo para iniciar, futuramente, seus estudos teológicos. Quando cursava o terceiro ano, entre 12 alunos interessados em participar do Congresso Internacional, Rogers foi o escolhido para ir à China. Essa viagem, que durou seis meses, confirma não só as mudanças quanto a sua formação, mas, segundo ele mesmo relata (Rogers,1961), acontece também uma ruptura definitiva com as posturas religiosas de seus pais. Penso ser importante destacar que a família de Rogers pertencia ao grupo evangélico que defendia o que é denominado de calvinismo, onde uma das crenças é de que um indivíduo é escolhido por Deus e não tem como se livrar disto. Como resultado dessa escolha, onde não houve uma participação da pessoa, ela tem como responsabilidade buscar cada vez mais a santidade, isto é, viver separado das demais pessoas vistas como não participantes dessa escolha predeterminada. Muitos evangélicos, inclusive no Brasil, acreditam ser um povo separado e santo que não deve se misturar com as demais pessoas. Ainda existem famílias que se mudam para chácaras,

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Como a ACP trabalha a ludoterapia? Considerações Finais Esther Carrenho “As crianças conseguem expressar com mais pureza e simplicidade do que os adultos...” Dircenéa de Lazzari Corrêa

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Sempre que alguém pergunta em supervisão, como a ACP trabalha a ludoterapia, vêm à minha memória alguns fatos da minha infância e começo a refletir em como gostaria de ter sido atendida caso tivesse ido para algum psicólogo. E a primeira resposta que me vem à mente é que gostaria de ser notada, ser reconhecida e valorizada pelas minhas ideias, pensamentos e Esther Carrenho comportamentos. Claro que esses desejos refletem o que me Espero queenquanto nestas páginas tenha conseguido um faltava criança. eu Cada criança tem uma passar singularidade. pouco do queé igual acredito ser importante no atendimento em criNinguém a ninguém. Nem a criança. Talvez o maior psicoterapia aconselhamento. maior desejopsicológico é que me que see/ou comete contra a criançaMeu em atendimento você, acredite eme sigeneralizá-las mesmo a tal ponto quenão todo e sejaleitor, o de classificá-las como se elas tivessem qualquer crescimento que única. você busque viseosa ampliar comuma história de vida Quando pais ou sua responsáveis preensão e aperfeiçoar seu potencial intrínseco, é especial buscam ajuda para uma criança, no mínimo que eles estão preocue único. que vocêe sem poderá ajudar e mais padosÉe dessa quem forma sabe sofrendo saber comomais resolver o que as pessoas – sendo mais você mesmo.em A herança de entendem que écada um vez problema. A criança, geral, também Rogers pode lhe Seacrescentar muito conhecimento; minhas que está sofrendo. não sofre por si mesma, sofre em perceber experiências enriquecer sua prática; mas só o que você seus pais podem sofrem por causa dela. tem deAúnico, num clima acolhimento transparência, po- se primeira coisa quedeum profissionaleprecisa saber quando derácompromete mobilizar pessoas a mudanças paraem o encontro delas mes-sima atender uma criança ludoterapia é algo mas.ples. Por Amais que você apenas uma porcentagem mínima criança não éviva, um adulto, mas nem por isso deixa de ser de pessoas estarão frente frente com numa interaçãogenuíno de uma pessoa única, quea merece todovocê respeito e interesse ajuda psicológica. Mas que todas aquelas que assim o fizerem pelo profissional. possamAtualmente, sair da sua presença parabem encontrar, cadadirejá temos mobilizados muito material elaborado vez cionado mais, a para própria unicidade. EDestaco todos aqui que desenvolvem ao ludoterapeutas. os livros de Virginia máximo que tem único experimentarão da plenitude Mae oAxline, quedeconviveu com Rogers emais desenvolveu um trada vida. balho de psicoterapia para crianças, praticando toda a teoria da Conheça a siCentrada mesmo, cada vez mais. Leia. Cresça. Ouse. E Abordagem na Pessoa. Considero também de muita


não tenha medo de ser você mesmo, na sua essência! Marcia Tassinari Participar deste projeto foi um prazer, pois me permitiu organizar algumas de minhas ideias que brotam aleatoriamente durante minhas atividades profissionais e também em momentos de caminhadas no calçadão do Leblon, na cidade do Rio de Janeiro. Olhar o mar, as montanhas, as pessoas, o céu, as nuvens, o vento, tudo me coloca em contato com a vida. Agredeço, portanto, à Esther pela oportunidade de colaborar neste livro. Espero que os temas aqui apresentados possam contribuir de maneira significativa para os estudantes e profissionais que se interessam por esta visão do ser humano, proposta pela Psicologia Humanista e ratificada pela Abordagem Centrada na Pessoa. O principal fundador da ACP, o psicólogo norte americano, Carl Rogers, apresentado no início deste volume, já faleceu há mais de duas décadas, entretanto suas ideias seminais continuam atuais e norteadoras dos trabalhos com seres humanos. Com certeza, nós que tivemos a possibilidade de conhecê-lo pessoalmente e sermos treinados pelos seus principais associados (John Wood, Maureen Miller, Maria Bowen e Natalie Rogers), sentimos a responsabilidade de transmitir este conhecimento da forma mais próxima às raízes humanistas. Por outro lado, também temos o compromisso de atualizar a teoria, experimentando novos contextos de aplicação da ACP, revisitando outros pontos de vista para melhor contrastar a abordagem e potencializá-la. Neste sentido, os trabalhos atuais nas comunidades e com as comunidades, nas instituições públicas e privadas, em contextos diversificados, com indivíduos, casais, famílias, pequenos e grandes grupos, desenvolvidos em solo brasileiro, nos permitem ratificar o SIM que Rogers permeou suas atividades: “Basicamente, a expressão mais significativa que Rogers tinha a dizer,

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talvez tenha sido simplesmente, ‘yes’ – sim ao crescimento pessoal, à verdadeira aprendizagem, ao comportamento construtivo, aos relacionamentos nutritivos, ao pensamento honesto, à vida.” (p. 276, Wood, 1994) Espero ter contribuído para elucidar algumas questões recorrentes a quem se inicia na prática clínica, bem como levantar algumas possibilidades ainda não totalmente exploradas. O sabor de “quero mais” estimula a prosseguir. Neste sentido, este livro pode servir como incentivador das questões que surgem com a prática centrada na pessoa. Responder à prática, quando esta não funciona como deveria, fortalece a teoria, posto que chama a atenção para suas fragilidades. É apenas neste momento que uma teoria pode avançar. O movimento teoria-prática-pesquisa-teoria-pesquisa-prática não tem fim.

Marcos Alberto Procurei descrever um pouco da minha forma de compreender a Abordagem Centrada na Pessoa, assim como seus princípios, atitudes facilitadoras e a forma como ela lida com algumas situações. A minha intenção neste livro não é a de convencer o leitor a respeito da importância dessa abordagem no campo da psicologia, da psicoterapia, das demais relações de ajuda ou nas relações humanas. A minha intenção foi proporcionar-lhe a possibilidade de conhecer essa abordagem a partir da minha visão para que possa refletir e criar a sua própria maneira de enxergar e decidir por si qual é a importância da ACP nesses campos, assim como em sua vida. Não me agrada a visão de uma Abordagem Centrada na Pessoa única, completa ou estática. Essa abordagem, em minha opinião, se contradiria se encontrasse uma verdade única ou resposta absoluta para todas as questões. A Abordagem Centrada


Os autores

Esther Carrenho é teóloga, psicóloga clínica e facilitadora de grupos de psicoterapia e de supervisão. Fez parte do grupo fundador da Associação Paulista da Abordagem Centrada na Pessoa, da qual é membro. Ministra cursos e palestras sobre relacionamentos e crescimento pessoal e é autora dos livros Ressurreição Interior, Raiva: Seu bem, seu mal e Depressão - tem luz no fim do túnel. Nasceu em Marília, interior do Estado de São Paulo. Morou na zona rural e por causa disto interrompeu seus estudos quando ainda era criança. Só retornou ao colégio quando já tinha 14 anos. Cursou psicologia aos 45 anos e dedica-se quase que tempo integral ao atendimento clínico. Pratica caminhadas e ama viajar. Como lazer gosta de ler e ver filmes, de preferência no cinema. É casada, tem dois filhos e 4 netos.

Márcia Alves Tassinari, 58 anos, Psicóloga (CRP-05/1718), Graduação em Psicologia (PUC-RJ/1975), Mestrado em Psicologia (UFRJ/1999), Doutorado em Psicologia (UFRJ/2003), Sócia Fundadora do Centro de Psicologia da Pessoa - CPP, Rio de Janeiro, desde 1975, onde exerce as funções de psicoterapeuta de adultos, casal e família, plantonista psicológica, professora e supervisora do curso de formação de psicoterapeutas.

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Professora universitária desde 1976 (Gama Filho, Universidade Santa Ursula, Insituto Brasileiro de Medicina de Reabilitacao, Universidade Estacio de Sa), professora visitante de vários cursos de graduação e pós graduação no Brasil, autora de artigos e capítulos de livros.

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Marcos Alberto da Silva Pinto, graduado em psicologia desde 1989 é psicoterapeuta individual e de grupo e facilitador de Grupos de encontro desde 1990. Ministra cursos e palestras sobre a Abordagem Centrada na Pessoa em várias cidades do Brasil. Organizador de vários eventos da Abordagem Centrada na Pessoa e idealizador, colaborador e mantenedor do site especializado na Abordagem Centrada na Pessoa, www.encontroacp. psc.br, que conta com a colaboração de diversos profissionais do Brasil e do exterior. Um dos fundadores da Associação Paulista da ACP, sendo membro desde 2005. Presidente desta mesma associação em 2007 e 2008. São Paulino doente e beatlemaníaco, gosta nas horas vagas de jogar futebol, ouvir música, cantar e tocar violão, viajar, passear, falar bobagem e brincar com o seu filho Vítor”. …


Sites e cursos indicados da ACP

Site de Língua Portuguesa Centro de Estudos e Encontro da Abordagem Centrada na Pessoa www.encontroacp.psc.br Rogeriana - Abordagem Centrada na Pessoa www.rogeriana.com Associação paulista da Abordagem Centrada na Pessoa www.apacp.org.br Instituto de psicologia humanista www.institutodelphos.com.br/abordagem/index.htm Portal de Psicologia www.psicologado.com Centro de Psicologia Pessoa www.cpp-online.com.br Associação portuguesa de psicoterapia centrada na pessoa e counselling www.appcpc.com Sites internacionais Person Centered Counseling www.person-centered-counseling.com Carl Roger website http://www.carlrogers.info/ Counselling resource http://counsellingresource.com/ Natalie Rogers http://www.nrogers.com/ PCETI – About Self-mprovement http://www.pceti.org/

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Cursos de ACP no Brasil 2010 1. Belém, PA Curso de Formação de Psicoterapia Centrada na Pessoa Informações: en.bezerra@gmail.com 2. Belo Horizonte, MG CPH - Centro de Psicologia Humanista Informações: http://www.cph.org.br (31) 3024-2280 e-mail: cphminas@gmail.com 24

3. Belo Horizonte, MG FUMEC - Curso de Pós-Graduação em Psicoterapia Humanista/Fenomenológico/Existencial Informações: (31) 3280.5000   www.fumec.br 4. Belo Horizonte, MG Instituto Humanista de Psicoterapia Informações: (31) 3293.8431 www.institutohumanista.com.br 5. Brasília, DF CPHB - Centro de Psicologia Humanista de Brasília Informações: http://www.cphb.com.br (61) 3340 9004  e-mail: cphb@cphb.com.br 6. Brasília, DF IHP - Instituto Humanista de Psicologia Informações: http://ihpsic.blogspot.com (61)3327-1941


7. Campinas, SP: Curso de Formação em Psicologia Clínica Centrada na Pessoa Informações: (19) 3029 3520 ou (19) 3368 3520 vera@alves.com.br 8. Florianópolis, SC: Espaço Viver Formação em psicoterapia na ACP e Formação em Ludoterapia na ACP Informações: (48) 3244 9764 e (48) 8428 2871 http://www.eviver.com.br 9. Fortaleza, CE: APHETO - Laboratório de Psicopatologia e Psicoterapia Humanista Crítica Informações: (85) 9983-8739 virginia_moreira@hms.harvard.edu 10. Fortaleza, CE: CearACP - Confraria de Estudos Avançados de C. Rogers e da ACP Informações: (85)9624-3231 ou cearacp@gmail.com andre_feitosa@msn.com 11. João Pessoa, PB grupos de formação em Clinica na ACP para psicólogos e concluintes de psicologia Informações: Sonia Gusmão - soniagusmao@hs24.com.br 12. Londrina, PR: UNIFIL - Instituto Filadélfia de Londrina - Especialização em Psicologia Humanista com Ênfase na Abordagem Centrada na Pessoa Informações: http://www.unifil.br/posgraduacao2009/nucleoIII/22.html

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13. Maceió, AL EKSISTÊNCIA - Escola Experimental de Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial Informações: e-mail: ahl.fonseca@gmail.com http://sites.google.com/site/eksistenciaescola/eksistencia 14. Niterói,RJ CPHN - Centro de Psicologia Humanista de Niterói Informações: lenise@urbi.com.br

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15. Novo Hamburgo, RS FEEVALE CENTRO UNIVERSITÁRIO Curso de Especialização em Psicologia – Abordagem Centrada na Pessoa Informações: http://www.educaedu-brasil.com/especializacao-empsicologia--abordagem-centrada-na-pessoa-pos-graduacao-16129.htm

16. Porto Alegre, RS Delphos Instituto de Psicologia Humanista Curso de Especializção Clínica em Psicoterapia Centrada na Pessoa Informações: http://www.institutodelphos.com.br 17. Porto Alegre, RS SER E EXISTIR – Curso de Formação em Psicoterapias Humanístico-Existencial-Fenomenológico Informações: http://www.sereexistir.com 18. Recife, PE Instituto Carl Rogers Informações: www.carlrogers.org.br (81) 4101-5593 ou (81) 9734-4148 email: instituto@carlrogers.org.br 19. Rio de Janeiro, RJ CPP - Centro de Psicologia da Pessoa – Curso de Formação


de Psicoterapeuta Centrado na Pessoa. Informações: 21 2558-1387 ou www.cpp-online.com.br 20. Salvador, BA Diabasis Informações: emanuelpereira@oi.com.br  (71) 8832-3190 http://www.institutodiabasis.com.br/ 21. São Miguel D’Oeste, SC UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – Curso de pós-graduação em psicologia clínica e humanista Informações: http://www.unoesc.edu.br/cursos/especializacao/psicolo gia%20cl%C3%ADnica%20e%20humanista/sao-miguel-do-oeste

22. São Paulo, SP ENCONTRO ACP informações: Marcos Pinto (11) 5579-9975 e-mail: marcos@encontroacp.psc.br 23. Teresina, PI Centro de Formação e Aperfeiçoamento Profissional do Piauí CFAPi - Curso de Especialização na ACP Informações: (86)8813-6685 24. Vitoria, ES ARETÉ - Instituto Brasileiro de Psicologia Centrada na Pessoa - Curso de Pós Graduação Lato Sensu: Psicoterapia na Abordagem Centrada na Pessoa e na ExistencialFenomenológica Informações:(27) 3239-1089 arete@aretepsicologia.com.br www.aretepsicologia.com.br

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Bibliografia

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