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APRESENTAÇÃO DOPROGRAMA DAS COMEMORAÇÕES DOS 500 ANOS DOS FORAIS MANUELINOS

ELECTRICIDADE EM 20 EXPLORAÇÕES AGRÍCOLAS » página 2

Publicação quinzenal I Propriedade: Mediaborba, Lda. I Director: David Guégués

Ano XIX I Nº. 494 I 18 de abril de 2013 I Preço (IVA incluído): 0,50 euros I terrasbrancas@net.sapo.pt

UM DIA PELA VIDA MOBILIZOU BORBA » pág. 8/9

ADEGA DE BORBA GANHA TRÊS MEDALHAS DE OURO EM FRANÇA » pág. 4

ADEGA DE BORBA CRESCEU EM 2012 COM FORTE APOSTA NAS EXPORTAÇÕES » pág. 2


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Ano XIX I Nº. 494 I 18 de abril de 2013

» Editorial

ELECTRICIDADE EM 20 EXPLORAÇÕES AGRÍCOLAS

Altos e baixos » David Guégués Mais uma vez a raça humana dá sinais totalmente contraditórios daquilo que realmente é, pois, !"#$%#&'!()"*$"'$*)$+%,"-$'.#$%%"/)0#%1!'"%#$(2"3"4&"%&*1&#/4&)52$(%$%&*1&#/4&'&*"1"+%4$640.'$%7#% bombas colocadas em Boston, mas, infelizmente, e dentro do mesmo padrão de acções de índole '"(86/0+%901$4.'$.&"%4$,$4&4%"%'&(:$*)"#%;"4;74&$#%94")&/"1"#%!'%90!/0%904%)010%0%'!*10+%1$#1$% <,4&/"%="%#$'94$%$%$)$4*"%#"/4&6/"1">%")8%7#%$#)$9$#?%@0%$*)"*)0+%#&'!()"*$"'$*)$+%#$'94$%#$%2A% pessoas que ajudam os seus semelhantes sejam quais forem as situações, viu-se muitos anónimos em Boston ajudando os feridos como, em Borba, na festa de encerramento “ Dum Dia Pela Vida” se viu a alegria contagiante da população em cooperar com a Liga Portuguesa contra o Cancro. E é assim, aliás, sempre o foi, vamos do pior ao melhor, do oito ao oitenta, mas, agora que estamos num impasse, poder-se-ia, talvez, equacionar tudo o que está bem e o que está mal, para que se possa fazer as alterações necessárias a uma vida melhor, mais digna e mais feliz.

ADEGA DE BORBA CRESCEU EM 2012 COM FORTE APOSTA NAS EXPORTAÇÕES

A Câmara Municipal de Alandroal abriu concurso público para levar electricidade a 20 explorações agrícolas do concelho numa 9"4/$4&"%/0'%"%H##0/&"DL0%1$%M$*$6/&74&0#%10% Lucefécit, associação de agricultores daquele perímetro de rega, que conta com o financiamento do PRODER. A parceria contou ainda com a colaboração da EDP na fase de elaboração dos projectos técnicos. Com um investimento total aprovado de PQR?SPQ%$!40#+%$#)$%/0*3!*)0%1$%0;4"#%8%6*"*/&"10% em 75% pelo PRODER. O valor restante é

suportado em partes iguais pelas duas entidades envolvidas. Para o presidente do Município de Alandroal, João Grilo, “este é o melhor exemplo de como a câmara pode colocar os seus recursos ao serviço do desenvolvimento económico do concelho. Com este projecto a electricidade vai chegar a 20 explorações agrícolas que assim vão poder recorrer a novas técnicas de cultivo e aumentar a sua produção”.

APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA DAS COMEMORAÇÕES DOS 500 ANOS DOS FORAIS MANUELINOS

A Adega de Borba registou um desempenho muito positivo em 2012 graças a uma estratégia que incorporou várias ações diferenciadoras e uma forte aposta nas exportações. Com um volume de negócios de 16,9 milhões de euros, um aumento de 16,4% relativamente a 2011, a Adega de Borba teve uma produção de 9.912.671 litros de vinho, um decréscimo de 5% em relação ao ano anterior, em virtude de uma vindima menor. Manuel Rocha, CEO da Adega de Borba, 4$,$4$% !$%I$#)$%"!'$*)0%#&J*&6/")&20%1"#%2$*1"#% 4$K$)$%0%#!/$##0%1"%/0*/4$)&-"DL0%1$%!'%9("*0% de atividades diferenciadoras. Apesar do clima económico do país não ser o mais favorável, e das previsões pessimistas para 2013, vamos prosseguir com uma estratégia de crescimento ambiciosa em Portugal, mas sobretudo nos mercados de exportação.” Tendo sido uma das primeiras cooperativas constituídas no Alentejo, em 1955, a Adega de Borba vende atualmente 15% dos seus vinhos no mercado externo. O destaque nas vendas para o exterior vai para países como Estados Unidos da América, Angola, China, Brasil, Rússia, Alemanha, França e Suíça. H%H1$J"% 1$% M04;"% $($J$!% )4A#% /(!#)$4# de mercados estratégicos para alavancar as suas exportações. No primeirocluster estão Angola e Brasil, os dois mercados onde os vinhos portugueses apresentam a maior quota de mercado. No segundo cluster, encontram-se os Estados Unidos da América, o Reino Unido e a Alemanha, ou seja, os maiores mercados '!*1&"&#+% !$4%$'%20(!'$+% !$4%$'%2"(04?%N04%6'+% no terceiro cluster, estão a China e a Rússia, dois mercados emergentes onde a dimensão, aliada O#% )$*1A*/&"#% 1$% /4$#/&'$*)0% 10% /0*#!'0% 1$% vinho, são uma realidade. “A aposta da Adega de Borba na exportação é clara e queremos duplicar no médio prazo o peso das vendas internacionais no total de vendas”, refere Manuel Rocha, acrescentando que “estão a ser equacionados alguns investimentos no decorrer de 2013 ao nível da adaptação de

produto para alguns mercados.” O investimento de 12 milhões de euros, realizado em 2010, na construção de uma nova adega que será inaugurada ainda este ano, vem permitir não só o aumento de capacidade de produção, como também um grande aumento de qualidade dos vinhos da Adega de Borba, sobretudo devido à utilização da mais evoluída tecnologia de ponta. Em termos de marcas, o Adega de Borba '"*)8'.#$%/0'0%0%2&*:0%K"J#:&9 nos mercados externos, sobretudo com o reforço do inovador Adega de Borba Premium, além do icónico Adega de Borba Reserva Rótulo de Cortiça. Em 2013, além da inauguração da nova adega, estão ainda previstos lançamentos de novos produtos, assim como um trabalho contínuo de restyling da imagem das diversas gamas. No 'A#%1$%,$2$4$&40+%,0&%"94$#$*)"10%!'%2&*:0%1$% homenagem a Eusébio, numa edição limitada de 1000 garrafas. Passando em revista o ano de 2012, este pautou-se por um grande dinamismo por parte da Adega de Borba. Em agosto, o site da marca foi remodelado e, ao mesmo, tempo, foi inaugurada a loja online. Em relação aos novos produtos, foram lançados no mercado o Adega de Borba Reserva Branco ‘Rótulo de Cortiça’ – que não era produzido há 30 anos – assim como o Adega de Borba Gold Grande Reserva Tinto ‘Rótulo de Cortiça’. Nas bebidas espirituosas, destaque para o lançamento do Licoroso Premium e também da Aguardente Bagaceira Velhíssima. A gama Montes Claros sofreu um restyling de imagem e o lançamento do Espumante Montes Claros marcou a entrada da Adega de Borba no segmento dos vinhos espumantes. Em termos de atividade comercial, as grandes 4$,$4A*/&"#%$#)4")8J&/"#%1"%H1$J"%1$%M04;"%$'% 2012 passaram pelo aumento da distribuição das suas marcas, e ainda pela exploração de novas oportunidades de negócio com vista ao aumento da quota de mercado.

É já no próximo dia 7 de Abril, pelas 11:00 horas, que a Câmara Municipal de Alandroal irá revelar o programa das comemorações dos 500 anos dos Forais Manuelinos de Juromenha, Terena e Alandroal. A Festa da Boa Nova, em Terena, será o palco para esta cerimónia. As Comemorações dos 500 Anos dos Forais Manuelinos de Juromenha, Terena e Alandroal vão decorrer até Janeiro de 2016, sendo que os principais eventos irão acontecer entre Outubro de 2014 e Outubro de 2015. O restauro dos forais

originais, o lançamento de uma edição “fac simile” /0*3!*)"%10#%B%,04"&#+%/0*,$4A*/&"#%$%$C90#&DE$#% sobre o tema, são algumas das actividades que fazem parte do programa das comemorações. De referir que, para assinalar com a devida dignidade importante data, e pelo facto de termos )4A#%,04"&#%*0%/0*/$(:0+%F%G!*&/59&0%1$%H("*140"(% constituiu uma comissão para orientar os trabalhos das comemorações. A Câmara Municipal de Alandroal convida toda a população a participar na apresentação desse trabalho.


Ano XIX I Nº. 494 I 18 de abril de 2013

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EDITAL

EDITAL

------- Jerónimo João Pereira Cavaco, Presidente da Assembleia Municipal de Borba,

------- Jerónimo João Pereira Cavaco, Presidente da Assembleia Municipal de Borba,

torna público, que nos termos do nº 1 do art.º 50 da Lei 169/99 de 18 de Setembro,

torna público, que nos termos do nº 1 do art.º 49 da Lei 169/99 de 18 de Setembro,

(alterada pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de Janeiro), terá lugar no Cineteatro de Borba,

(alterada pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de Janeiro), terá lugar no Salão Nobre dos Paços

uma Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal, pelas 15.00 horas do dia 25 de

do Município, uma Sessão Ordinária da Assembleia Municipal, pelas 21.00 horas do

Abril de 2013.

dia 30 de abril de 2013.

SESSÃO SOLENE COMEMORATIVA DO 39º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

------Para conhecimento geral se pública o presente edital e outros de igual teor que vão ser "6C"10#%*0#%(!J"4$#%9T;(&/0#%10%/0#)!'$...............................................................

--------Para conhecimento geral se pública o presente edital e outros de igual teor que vão #$4%"6C"10#%*0#%(!J"4$#%9T;(&/0#%10%/0#)!'$?%........................................................... Borba, 16 de abril de 2013 Borba, 12 de Abril de 2013

O Presidente da Assembleia Municipal (Dr. Jerónimo João Pereira Cavaco)

O Presidente da Assembleia Municipal (Dr. Jerónimo João Pereira Cavaco)

Praça da República - 7150-249 Borba I Telef.: 268 891 630 I Fax: 268 894 806 I www.cm-borba.pt I gap@cm-borba.pt

Praça da República - 7150-249 Borba I Telef.: 268 891 630 I Fax: 268 894 806 I www.cm-borba.pt I gap@cm-borba.pt

CRISE NA GRÉCIA DE BRUNO CASTANHEIRA ARRECADA PRÉMIO FOTOJORNALISMO ESTAÇÃO IMAGEM/ MORA 2013 “Grécia, onde a crise económica criou uma catástrofe social” é o título da reportagem que valeu ao fotógrafo Bruno Simões Castanheira a conquista do principal galardão do Prémio de Fotojornalismo Estação Imagem/Mora. Os vencedores da quarta edição do prémio foram anunciados sábado numa cerimónia no auditório municipal de Mora (Évora). Dedicado exclusivamente à reportagem, o concurso é promovido pela associação Estação Imagem, com sede em Mora, e pelo município alentejano. O concurso, com outras sete categorias, além do galardão principal, estreou-se em 2010 e, nesta quarta edição, inscreveram-se 167 fotojornalistas, que submeteram à apreciação do júri 492 reportagens. A categoria em estreia este ano, Assuntos U0*)$'904V*$0#+%)$2$%/0'0%94&'$&40%/("##&6/"10%W0L0% Carvalho Pina, que “assina” a reportagem “Shadow of ):$%U0*104X?%Y'%#$J!*10%(!J"4%6/0!%@$(#0*%Z"44&10+%/0'% “Home Less”, e em terceiro Patrícia de Melo Moreira, com “Crise Portuguesa”. Em Notícias, o primeiro lugar foi para Pedro Nunes, com “A Crise Envergonhada”, enquanto Pedro Armestre 6/0!%$'%#$J!*10%=IZ!4!JTX>%$%H*)[*&0%N$140%\"*)0#%$'% terceiro (“A Crise é o Maior ‘Reality Show’ do Mundo”). Em Série de Retratos, o júri deu o primeiro prémio a Daniel Rocha, autor de “O desemprego tem um Rosto”, o segundo a “Forgotten”, de Mário Macilau, e o terceiro a “Os Anjos de S. Bartolomeu do Mar”, de Alfredo Cunha. O primeiro lugar na categoria de Vida Quotidiana coube a António Pedro Soares (“Santa Filomena. Num Instante, a Casa Cai”), tendo o júri atribuído o segundo prémio a Augusto Brázio (“Estação de Brinches-Serpa”) e o terceiro a Pedro Elias (“Dead Taxi Drivers”). Octávio Passos, com “Inferno na Ilha da Madeira”,

ganhou o primeiro prémio em Ambiente, seguido de Gabriel Tizón, com “Vidas no ]&C0X+%$+%$'%)$4/$&40%(!J"4+%N$140%H4'$#)4$+%"!)04%1$%I^*/A*1&0#X?%IH%_&4J$'%`0&1"X+%1$% Bruno Simão, foi a reportagem que ganhou Arte e Espectáculos, que só teve mais um galardoado, Paulo Pimenta, com “Aduela”, enquanto, na categoria Desporto, apenas foi premiado Daniel Rodrigues, por “Futebol Africano”. Além de todas estas reportagens, foi ainda atribuída a Bolsa Estação Imagem 2013 a António Pedrosa, que vai desenvolver o projecto “Caça Grossa”, ao longo do próximo ano.


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Ano XIX I Nº. 494 I 18 de abril de 2013

A

RÚBRICA DA

SOFIA

SERÁ O CAFÉ UMA SIMPLES BEBIDA? Primeiramente, importa salientar que o café é uma bebida com a função primordial de satisfazer uma necessidade biológica. Fonte natural de cafeína, possui um efeito estimulante que promove a atenção e concentração. Todavia, o café não é meramente uma bebida, ele possui um valor simbólico, uma vez que faz parte integrante das nossas atividades sociais (Giddens, 2010). O ritual associado ao ato de beber café é em si mesmo mais importante que o consumo de café propriamente dito. Quando se combina ir tomar um café com uma determinada pessoa, o que importa verdadeiramente? Provavelmente o interesse recai muito mais sobre o encontro em si, sobre o facto de se estar junto e de se conversar, do que propriamente em beber o café. Em todas as sociedades este é um facto real, e aplica-se tanto ao beber do café como ao comer, sendo estes momentos propiciadores de interação #0/&"(?%a%*$#)$%#$*)&10% !$%#$%901$%"64'"4% !$% )0'"4%!'%/",8%#$%)4"1!-%*!'"%$C9$4&A*/&"%#0/&"(% bastante familiar. Por outro lado, como refere Giddens (2010), “o café é uma droga”, uma vez que comporta na sua constituição a cafeína, a qual exerce sobre o cérebro um efeito estimulador. Os consumidores diários e permanentes de café não são vistos no Ocidente como consumidores de droga, uma vez que o café, a par do álcool, representa-se como uma “droga socialmente aceitável”. Contudo, é de salientar que há sociedades que permitem o consumo de marijuana ou de cocaína (substancias censuradas na maior parte das sociedades Ocidentais), mas desaprovam tanto o café como o álcool. Estes contrastes são bem mais complexos que o simples tomar de café. Um outro aspeto pertinente, refere-se ao facto de um indivíduo que bebe uma chávena de /",8+%'$#'0%*L0%)$*10%$##"%/0*#/&A*/&"+%$#)7% envolvido numa complicada “rede de relações sociais e económicas de dimensão internacional” (Giddens, 2010). O café é consumido em grande quantidade nos chamados “países ricos”, no

entanto é nos “países pobres” que se acentua o seu cultivo. O café é o fator fundamental para a economia de mais de 50 países produtores, sendo a segunda mercadoria mais valiosa do comércio internacional, superado somente pelo petróleo. Este produto interliga diferentes pessoas nos

da marca de café. O Dia Internacional do Café celebrou-se no passado dia catorze. Em Portugal, o café pode adquirir diferentes denominações, como bica ou cimbalino. Se estivermos em Lisboa, o termo )4"1&/&0*"(% 8% ;&/"+% !'% "/4[*&'0% !$% #&J*&6/"%

quatro cantos do Mundo, começando pelo seu cultivo, produção, transporte e distribuição. No que respeita à produção, o Brasil é o maior produtor, exportador e segundo maior consumidor de café do mundo. São de diversas ordens os fatores que 901$'%&*K!$*/&"4%*"%/0'94"%10%/",8+% !$4%#$3"'% de cariz cultural, social, psicológico ou pessoal. @0%$*)"*)0+%0% !$%'"&#%&*K!$*/&"%*"%1$/&#L0%1$% compra do consumidor é o fator pessoal, deixando /("40%0%904 !A%1"%&*K!A*/&"%10%94$D0%*"%$#/0(:"%

“Beber Isto Com Açúcar”, pois quando começou a ser comercializado em Lisboa, no café “A Brasileira”, não agradou aos lisboetas e, por essa razão foi criado esse slogan. Se viajarmos para Norte, no Porto o comum é pedir-se um cimbalino, /0'0%4$,$4A*/&"%"%La Cimbali, a popular marca de máquinas 1$%/",8?%Y#)$#%)$4'0#%)A'%#&10% adotados por outras zonas do )$44&)[4&0%904)!J!A#+%/0'0%8%0%

ADEGA DE BORBA GANHA TRÊS MEDALHAS DE OURO EM FRANÇA A Adega de Borba foi galardoada com quatro medalhas na 37ª edição do Challenge International du Vin, um desempenho excelente naquele que é o maior concurso internacional de vinhos realizado em França. O Senses Alvarinho 2011 e o Montes Claros Garrafeira 2009 foram dois dos vinhos da Adega de Borba que conquistaram o ouro neste prestigiado certame. Recorde-se que a casta Alvarinho foi recentemente introduzida nos encepamentos do Alentejo, recebendo os mais rasgados elogios por parte de críticos e apreciadores. Já o Montes Claros Garrafeira 2009 prossegue o sucesso alcançado pela colheita de 2008 que, no ano anterior, obteve medalhas nos principais

concursos internacionais do setor. O Adega de Borba Reserva Branco 2011, !'%2&*:0%1$%4$,$4A*/&"% !$%*L0%$4"%9401!-&10% há 30 anos, recebeu, para além da medalha de ouro, uma medalha Special Prize Alentejo. A medalha de prata foi atribuída ao Senses Syrah 2011. Esta edição do Challenge International du Vin realizou-se em Bordéus, nos dias 5 e 6 de abril, onde um júri de mais de 700 especialistas provou cerca de 4360 vinhos oriundos de 28 países, tendo Portugal sido o terceiro país com maior quantidade de vinhos em prova.

caso do Alentejo, é muito frequente ouvir-se no balcão de um dos nossos estabelecimentos: “É uma bica, se faz favor!”. Respondendo à questão que intitula o pre#$*)$%"4)&J0+%8%90##52$(%"64'"4% !$%0%/",8+%$'%#&% mesmo, é bem mais complexo do que aparenta. Como refere Giddens (2010), ato de beber uma “bica” ou um “cibalino” faz parte integrante das nossas atividades sociais, comportando, por isso, um valor simbólico. Sociologicamente, importa compreender a interação social que advém desse mesmo ato. Em determinadas sociedades o café é um produto censurado, no entanto na maioria das sociedades ocidentais, como a nossa, esta é uma “droga socialmente aceitável”, a par do álcool. São estes distintos e complexos contrastes que importa estudar e compreender. Ao se beber uma chávena 1$% /",8+% '$#'0% *L0% )$*10% $##"% /0*#/&A*/&"+% estamos envolvidos numa entrelaçada “rede de relações sociais e económicas de dimensão internacional” (Giddens, 2010), na medida em que, este produto interliga diferentes pessoas nos quatro cantos do Mundo, começando pelo seu cultivo, produção, transporte e distribuição. Um produto aparentemente simples que fomenta um ritual muito vincado na nossa sociedade, e, se observado minuciosamente percebe-se !'"% /0'9($C&6/"1"% )$&"% 1$% &*)$4"DE$#% #0/&"&#% $%$/0*['&/"#+%;$'%/0'0%1&#)&*)0#%#&J*&6/"10#% que se lhe podem atribuir. b$,$4A*/&"#: GIDDENS, Anthony. (2010). Sociologia, Edição da Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa.

\06"%H($C"*14"%`&"#% #06"?#0/&0(0J&"c:0)'"&(?/0' Finalista de 1.º ciclo do curso de Sociologia na Universidade de Évora


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!"#$%&$'(")* !(!(+!,-!"&)% TREINO OUTDOOR A primavera chegou, e com ela trouxe o bom tempo e mais horas de claridade, por isso não há desculpas para que os nossos

jogos, principalmente jogos competitivos e que envolvam todo o grupo.

Os treinos Outdoor podem e devem ser

se possível acompanhados por um técnico,

!"#$!% !&'(!)*! +% ,'-!$ './0,1 % !% ,'-!$*',1 +%

contudo caso não exista essa possibilidade pode sempre cada elemento do grupo escolher

leitores não pratiquem exercício físico. Em

!&!$/2/'1 +% ,!.)'),1% 0 % $!#!*'34! % !% 5$'! +%

artigos anteriores já abordámos a corrida, as caminhadas, o ciclismo etc. Esta semana vamos

uma determinada duração de corrida e está um *$!')1%,!.)',16%71)*8,1%,!-!"1 %*!$% !"#$!%!"%

falar de treino Outdoor e, o que é isto de treino

atenção as características de cada um, escolher

Outdoor? O treino Outdoor é nada mais nada menos que treinar ao ar livre, contudo este tipo

um tempo e intensidade de corrida que todos consigam realizar, os exercícios devem passar

de treino tem uma metodologia característica pois deverá ser realizado em grupo, conciliando

pelo maior número de músculos possíveis, descansar e hidratarem-se.

corrida e exercícios de força, que normalmente

Para terminar, deixamos uma sugestão de

são executados apenas com o peso corporal. Este treino vai promover a perda de massa

treino com alguns exercícios (basta pesquisar no youtube pelo nome):

J041"+%'$(:04"%0#%*52$&#%1$%4$#&#)A*/&"%/"41&0respiratória e da força muscular, além de,

- 10 minutos de aquecimento; - 2 x 1 minuto de Agachamentos;

quendo realizado em grupo promove o

- 2 x 1 minuto de Burpees;

espirito de grupo e camaradagem entre quem está a praticar. Normalmente

- 2 x 1 minuto de Abdominais; - 2 x 1 minuto de Dorsais;

estes treinos são realizados em

- 2 x 1 minuto de Afundos;

parques ou jardins. Voltando um pouco à metodologia, estes

- 3 x 1 minuto de Flexões; - 4 x 15 segundos em Sprint;

treinos utilizam muito a corrida, exercícios com o peso do corpo, treino pliométrico (saltos) e

- 20 minutos de corrida.

Susana Alves - Mestranda em Exercício e Bem-Estar – Exercício, Nutrição e Saúde (ULHT) | Fernando Alves - Mestrando em Treino Desportivo – Alto Rendimento (ULHT) Caro(a) leitor(a) ajude-nos a enriquecer este espaço e coloque-nos as suas duvidas acerca de Exercícios, Treino, etc... tudo o que esteja relacionado com Atividade Física e Desporto, para o e-mail fjsalves@hotmail.com

» ELI de Vila Viçosa e Borba

YOGA DO RISO » Susana Perdigão, Psicóloga, Equipa Local de Intervenção de Vila Viçosa e Borba O Yoga do Riso é uma forma de terapia extremamente poderosa e transformadora, que tem a vantagem de poder ser realizada a qualquer momento e em qualquer lugar! O princípio básico da terapia do riso é o de que o corpo sabe e pode rir, independentemente do que se passa na mente, já que o riso é de natureza física e não está forçosamente relacionado com o humor ou a comédia. Isto é, o ser humano não precisa de razão para rir e o nosso corpo não consegue diferenciar entre o riso falso e real, daí que, cada vez que rimos, obtemos sempre benefícios fisiológicos e psicológicos. Rir em grupo, como acontece na Terapia do Riso, é mais poderoso ainda, pois o riso, enquanto exercício corporal de um grupo, torna-se contagioso, através do contato visual e lúdico infantil: o que ao início é riso forçado, rapidamente se torna verdadeiro e contagiante! O que torna estas sessões ainda mais ricas é a conjugação entre o riso e os exercícios de

respiração do yoga. Conheça os benefícios desta terapia: fortalece o sistema imunitário, respiratório e cardiovascular, assim como os laços afetivos; aumenta a qualidade do sono; emagrece e rejuvenesce; auxilia a digestão; favorece a libertação de hormonas responsáveis pela boa disposição, sensação de bem-estar, estado de alerta e recetividade, diminuindo o stresse, ansiedade e o tédio, e aumentando a criatividade, e a auto-estima. Rir ajuda ainda a superar situações quotidianas, aumenta a produtividade, melhorando as relações humanas e diminui o absentismo. Ria! Rir é um ato social e uma partilha de alegria e felicidade :) Como dizia Charles Chaplin: “Um dia sem rir é um dia desperdiçado”. Se quiser experimentar uma sessão de Terapia ,1%9' 1+%#1,!%:0;<=>1%0#!)0 %#1$%?@A+%!"%B' C10% (Chiado), no Espaço Gayatri-Yoga (Rua Anchieta, 5 - 4º dto), quinzenalmente, às 20h00.

RODAS E RODINHAS E ESTREMOZBIKE ROLAM EM ESTREMOZ Vai decorrer no próximo domingo, dia 21 de abril, pelas 9h30, frente à Câmara Municipal, mais uma edição do “Rodas e Rodinhas”. O público-alvo desta iniciativa são as crianças dos Jardins de Infância e 1º ciclo do concelho, que se devem fazer acompanhar pelas suas “rodinhas” (patins, triciclo, bicicleta ou trotineta e capacete) para, em conjunto com os técnicos da Câmara Municipal, efetuarem atividades, circuitos e animações. “Rodas e Rodinhas” é uma organização da Câmara Municipal de Estremoz, inserida no evento ESTREMOZBIKE 2013, que este ano conta com a inscrição de mais de seis centenas de participantes, distribuídos pela Mini Maratona (30Km), a Meia Maratona (50Km) e a Maratona (80Km). O EstremozBike é uma organização das associações BBTMOZ/Sobe e Desce Team e Rota d’Ossa, em parceria com o Município de Estremoz e que conta com o apoio de diversas entidades locais.


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Ano XIX I Nº. 494 I 18 de abril de 2013

» Agenda Cinema Estremoz – Teatro Bernardim Ribeiro Efeitos Secundários (M/16) 19 de abril – 21h30 Realização: Steven Soderbergh Com: Channing Tatum, Rooney Mara, Jude Law, Catherine Zeta-Jones, Vinessa Shaw, David Costabile, Polly Draper, Andrea Bogart, Carol Commissiong, Sheila Tapia Elvas – Auditório São Mateus Efeitos Secundários (M/16) 19 e 20 de abril – 21h30 Realização: Steven Soderbergh Com: Channing Tatum, Rooney Mara, Jude Law, Catherine Zeta-Jones, Vinessa Shaw, David Costabile, Polly Draper, Andrea Bogart, Carol Commissiong, Sheila Tapia Estremoz – Teatro Bernardim Ribeiro As Fantásticas Aventuras de TAD (V.P.) (M/6) 21 de abril – 15h00 Realização: Enrique Gato Vozes: João Paulo Rodrigues, Paula Seabra, Márcia Correia, Pedro Dias, Pedro Mendonça, Rui Oliveira, Ivo Bastos, Jorge Ventura, Isabel Carvalho Alandroal – Fórum Cultural Transfronteiriço As Fantásticas Aventuras de TAD (V.P.) (M/6) 21 de abril – 17h00 Realização: Enrique Gato Vozes: João Paulo Rodrigues, Paula Seabra, Márcia Correia, Pedro Dias, Pedro Mendonça, Rui Oliveira, Ivo Bastos, Jorge Ventura, Isabel Carvalho Redondo – Auditório do Centro Cultural de Redondo Efeitos Secundários (M/16) 21 de abril – 21h30 Realização: Steven Soderbergh Com: Channing Tatum, Rooney Mara, Jude Law, Catherine Zeta-Jones, Vinessa Shaw, David Costabile, Polly Draper, Andrea Bogart, Carol Commissiong, Sheila Tapia Estremoz – Teatro Bernardim Ribeiro Bárbara (M/12) 26 de abril – 21h30 Realização: Christian Petzold Com: Nina Hoss, Ronald Zehrfeld, Rainer Bock

Alandroal – Fórum Cultural Transfronteiriço Vigarista à vista (M/12) 26 de abril – 17h00 Realização: Seth Gordon Com: Jason Bateman, Melissa McCarthy, John Cho

Elvas – Auditório São Mateus OZ, o Grande e Poderoso (3D) (M/12) 26 e 27 de abril – 21h30 Realização: Sam Raimi Com: James Franco, Michelle Williams, Rachel Weisz, Mila Kunis

Elvas – Auditório São Mateus Os Croods (3D) (M/6) 28 de abril – 16h30 Realizador: Kirk De Micco, Chris Sanders Vozes: Jorge Paupério, Luciano Amarelo, Mafalda Luís de Castro, Raquel Rosmaninho, Rui Porto Nunes, Susana Sá

Teatro/Música Redondo – Concerto: Eborae Mvsica – Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 18 de abril, na Igreja do Convento de Santo António, às 21h30. No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se assinala a 18 de abril, o Município de Redondo promove o concerto Coral Polifónico da Associação Musical de Évora – Eborae Mvsica. Atualmente o Coro Polifónico é dirigido pelo maestro Pedro Teixeira. Com base na proposta do ICOMOS Internacional (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios), o tema de celebração, para o ano de 2013, é o Património + Educação = Identidade, tendo em atenção de que o futuro depende muito do reforço das identidades e de que a educação, e os diferentes #0*$'"D)'1 %E8!%"1,!>0"%1%/1)F!/'"!)*1+% G1%/1)*$'C8*1 %'),' #!) H-!' %#0$0%! !%."6 Estremoz – CHAOS – Luís de Matos 27 de abril, sábado, no Teatro Bernardim Ribeiro, às 21h30. “Luis de Matos CHAOS” é o novo “one man show” ,1%"H('/1%#1$*8(8< %"0' %#$!"'0,1%!%,' *')(8',1% de sempre. Da mesma forma que o bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque, também a presença de cada es#!*0,1$% !%$!I!*!%!"%/0,0%$!#$! !)*03G1%,!%JB8' % de Matos CHAOS”. Em “Luis de Matos CHAOS” os mais estranhos elementos interagem de forma mágica e surpreendente. Saramago disse um dia que o “caos” é uma ordem por decifrar. Em “Luis de Matos CHAOS”, o “decifrar” não é uma opção. Os noventa minutos de espetáculo são uma combinação única da imaginação colectiva de todos que nele participam. JB8' %,!%K0*1 %7LMNOP%5%8"0%!&#!$'<)/'0%"H('/0% sem precedentes, uma coleção de mistérios tornados realidade em cada representação, constituindo uma viagem mágica pessoal, intransmissível e memorável. Ilusão ou realidade? A escolha é sua… Redondo – Cantar Abril – Jorge Roque 24 de abril, na Praça da República, às 22h00. Na voz de Jorge Roque, vencedor da última edição do programa Operação Triunfo, juntamente com um grupo de grandes músicos, o espetáculo “Cantar Abril” recria a música de intervenção, trazendo ao palco autores consagrados como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Niza, Paulo de Carvalho e José Maria Branco, entre outros.

Exposições Borba – “Imaginário” Até 30 de abril, no Caffé-Caffé, de terça-feira a domingo, das 16h00 às 04h00. A exposição Imaginário de Elisabete Barradas (Artista Plástica de Évora), 5%8"0%#1$*0%0C!$*0%#0$0%1%').)'*1%,!%! *$8*8$0 %/D "'/0 +%1%Q1(1%,0% profundidade e sentimento, num universo que Elisabete nos deixa entrar. “…Deixando o Impressionismo para trás em obras anteriores, encontra 0(1$0%:1$*! %')I8<)/'0 %,!%"1-'"!)*1 %,0 %#$'"!'$0 %,5/0,0 %,1% 5/6% XX., expressionismo, cubismo, abstraccionismo, surrealismo e futurismo R%*0>%/1"1%0%#$D#$'0%#')*1$0%0.$"0S%TU#')*8$0%!"%! *'>1 %,':!$!)*! V6 Dentro das várias expressões de um carácter místico-cósmico que /1"#$!!),!%8"%8)'-!$ 1%,!%!&*$!"1% '"C1>' "1%!% '()'./0,1 %,! /1C$!= se em cores frias e quentes paisagens de ambientes envolventes de profundidades quase impossíveis…Os traços fortes, que fazem surgir as formas geométricas entre as leves e aguadas pinceladas, criam um jogo de contrastes de leveza e estático, de sonho e realidade. A sua pincelada também larga e forte, a gama cromática compõe-se de cores violentas e radiantes 0 %/1"#1 '34! % G1% '"#>'./0,0 %/1"% 8#!$:2/'! %>'-$!"!)*!%#$!!)/F',0 6 Estremoz – Uma década de incorporações: Artes Plásticas II Até 30 de junho, Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal. Segunda parte da mostra que pretende apresentar aos Estremocenses e demais visitantes, trabalhos ,!%0$*! %#>H *'/0 +%,! *0%:!'*0%)0 %-!$*!)*! %,0%:1*1($0.0%!%! /8>*8$0+%E8!%:1$0"%)1 %W>*'"1 %?@%0)1 % incorporados nas coleções do Museu Municipal. As peças agora dadas a conhecer, foram exclusivamente doadas pelos autores das mesmas.


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Na cozinha com ... O TROVADOR Não me tirem mais retratos Que eu não sirvo para molduras Eu sou um trovador dos matos Não sou o poeta que alguém procura

GAMBINHAS FRITAS

Dispenso ser retratado ;'%'">/1?"@!"!/"9-$"2,%*$ Eu não quero entrar em livros Deixem-me estar sossegado Eu não quero ser procurado Dispenso bem certos atos Estarei a ser até ingrato Quem me ouve falar assim E quando se dirigirem a mim Não me tirem mais retratos

III Não sou ilustre, mas, nacional Dou mérito às minhas obras Pertenço ao concelho de Borba Onde está esse jornal Para mim é fundamental Ter essa ideia pura Não os levo à censura Por ninguém são comprados Por isso não quero ser retratado Não sou o poeta, que alguém procura.

Guarda Nacional Republicana Ocorrências nos concelhos de Estremoz, Borba, Arraiolos, Mora e Vimieiro. No período de 1 a 14 de abril de 2013. 2 em Arraiolos dos quais resultaram danos materiais nos veículos e um despiste com feridos ligeiros. Furtos – Furto de animais de raça ovina de exploração agropecuária, em Borba, no valor de 350,00 euros; fruto em edifício comercial de artigos de restauração e bebidas, em Borba, no valor de 439,50 euros; furto de ferro e alumínio, em Borba, de valor não indicado; furto em interior de estaleiro de diverso material de som, em Borba, no valor de 1036,00 euros; furto de cabo de cobre e material elétrico em PT, em Borba, no valor de 10.000,00 euros; furto em interior de casarão de dois motociclos, em Estremoz, no valor de 1.000 euros; furto de diverso material em pedreira, em Vimieiro, no valor de 5.990,00 euros; dois furtos de garrafas de gás, em Mora, no valor e 144,00 euros e 337,50 euros, respetivamente; furto de cabo de cobre da PT, em Mora, no valor de 7.649,00 euros, furto de circuito de cobre em poste da EDP, em Mora, no valor de 134,00 euros; furto de metais não preciosos, em Mora, de valor não indicado; :8$*1%!"%')*!$'1$%,!%$! ',<)/'0%,!%QD'0 %!"%18$1%!% #$0*0+%!"%M$$0'1>1 +%,!%-0>1$%)G1%'),'/0,1S%:8$*1%!"%')*!$'1$%,!%$! ',<)/'0+%

Ingredientes: 0,5 Kg de gambas tamanho 40/60 1 dl de azeite 4 a 5 alhos picados 1 malagueta pequena 1 limão

em Arraiolos, no valor de 425,00 euros; furto de garrafas de gás, em Arraiolos, no valor e 900,00 euros; furto de máquinas agrícolas e uma carabina, em Arraiolos, no valor de 52.000,00 euros; Outras denúncias –%g1 *1%,!%_1$C0c%?%/$'"!%,!%-'1><)/'0%,1"5 tica, 1 crime de difamação; Posto de Arraiolos: 1 crime de injúrias. !"!#$%!&'(!)'*+,-+#"!'.!/0"1'!'21-')+#.+.1'34.050+/6'7 Posto !"#$%&'(" !)!*!"+, ' -$".$%)/0/123"4',$%" !", ' !3".$%"+%,4!" !"

Sal e pimenta q.b.

condução de veículo autom��vel em estado de embriaguez. Deteve +, ' -$".$%)/0/123"4',$%" !", ' !3".$%"+%,4!" !")%56+$7.$22!" !"

Modo de Confeção:

!2)/.!8'+,!9)!2:";$2)$" !"<2)%!4$=(" !)!*!"+, ' -$".$%)/0/123"

Descasque as gambas deixando-lhe apenas a cabeça. Numa

maior de idade, por crime de condução de veículo automóvel em

frigideira coloque o azeite e deixe aquecer bem, acrescente-

estado de embriaguez.

lhe o alho picado e deixe alourar. De seguida, acrescente as gambas, a malagueta, tempere com sal e pimenta e deixe :$'*0$%,8$0)*!%*$< %"')8*1 +%$!(8!%/1"% 8"1%,!%limão envolva e deixe cozinhar por mais dois minutos. Nota:

Eurico Faia – O Trovador da Orada

» Ocorrências

Acidentes de Trânsito – Neste período ocorreram: 3 em Mora e

I A meu ver, sou honesto Não sou uma raridade Estou acima da verdade Não me puxem, que eu não presto Mas do que quero estou certo Em todas as alturas Serei até má criatura Ou talvez um ingrato Não me tirem mais retratos Que eu não sirvo para molduras II Aos meus versos, dou-lhes eu o preço A/!4"$2"B1" $/CBD!"*'B$% Os versos deste trovador Quem pede eu ofereço Muita consideração mereço E">/!4"$2" $/"6+'C4!"0%')$ Quando a obra arremato Tenho aonde a meter Em troca nada quero receber Eu sou um trovador dos matos

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Acompanhe com pão torrado barrado com manteiga.

[PROPRIETÁRIO E EDITOR] MediaBorba - Sociedade de Comunicação Social, Unipessoal, Lda. Rua Fernão Penteado, 20 I 7150-128 Borba I NIPC: 505 680 386 [ADMINISTRAÇÃO E REDACÇÃO] Rua Fernão Penteado, 20 I 7150-128 Borba I Telefone: 268 894 580 I Fax: 268 890 677 [DIRECTOR] David Guégués [RESPONSÁVEL DE MARKETING E PUBLICIDADE] Noélia Alves [REDACÇÃO] Joaquim Trincheiras [PAGINAÇÃO] Luis Mendeiros [COLABORADORES] João Azaruja, Manuel Esteves, Tomé Leitão, Joaquim Coimbra, Sandra Caeiro, Centro de Saúde Borba, ELI de Vila Viçosa e Borba e O1.0%M>!&0),$0%f'0 [PUBLICIDADE] Telefone: 268 894 580 I Fax: 268 890 677 I E-mail: terrasbrancas@net.sapo.pt [TIRAGEM] 3000 Exemplares [REGISTO DE IMPRENSA] n.º 117749 [DEPOSITO LEGAL] n.º 290807/09 [IMPRESSÃO]%XYZ=Y),W *$'0 %Z$H./0 +%O6M6%Y%980%M,$'0)1%B8/0 %=%[@\@=\]^%7NYK_9M `!>!:6%\[a%baa%a\\%Y%X0&c%\[a%baa%ad?%Y%!="0'>c%.(e.(6#*

Membro da

Pedro Alpalhão Bilro Advogado Rua São João de Deus, n.º 16 A, 7150 – 142 Borba Telef. 268 841 038 – Telem. 966 025 862


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UM DIA PELA VIDA MOBILIZOU BORBA

F" ,'GH" !" E&%,B" !" IJGH" 6+'%53" .'%'" 2!4.%!3" 9'" 4!4K%,'" $2" &$%&!92!2:" <" 6+'%53" certamente, por uma boa razão - A Festa de Encerramento do projeto Um Dia Pela Vida. Ao longo de quatro meses e meio, o concelho de Borba acolheu de braços abertos esta iniciativa da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Uma causa nobre, à qual os borbenses disseram sim! Apesar de ao longo deste período as condições climatéricas não terem sido as 4',2"8'*$%5*!,23"'69'B" !"+$9)'2"!2)5*'4$2"9$" inverno, mas as atividades foram-se realizando dentro do idealizado. Também no campo 69'9+!,%$3"'"'B)/%'">/!"*,*!4$2"9-$"'/0/%'*'4" grande sucesso, mas a solidariedade acabou por falar mais alto e até se conseguiu arrecadar /4'"*!%&'"2,09,6+'),*'".'%'"'"L;MM:

E tudo isto culminou na Festa de Encerramento. Uma Festa inesquecível, plena de animação, partilha, entreajuda, e praticamente tudo à base da prata da casa. NO4" 4'%" !" 0!9)!P3" +$4$" +$96 !9+,'*'" '" coordenadora do projeto, Filipa Mendes. Aqui coube “toda a gente”! e que bonito que foi ver todo um concelho, e não só, a percorrer algumas artérias da cidade, na companhia de alguns motards, da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Borba, dos Bomb’alen de Elvas, da Banda do Centro Cultural de Borba, de ciclistas e cavaleiros. Todos em direção ao Pavilhão de Eventos de Borba. Aqui chegados, e com o Pavilhão repleto de gente, aconteceram os discursos protocolares, a que seguiu um primeiro momento emotivo deste dia

memorável, a Volta dos Vencedores. Aqueles que padeceram da doença, e a venceram, foram convidados a abrir a Pista que iria manter-se ativa até às 6 horas da manhã de domingo. A este momento emotivo, seguiramse inúmeras atuações musicais, de dança, de entretenimento, na esmagadora maioria dos casos com os borbenses a subirem ao palco. Paralelamente, algumas das equipas mantinham as cozinhas bastante ativas, garantindo a alimentação para quem o desejasse, e muitos foram os que optaram por se manter no Pavilhão de Eventos para poderem assistir a tudo o que por aqui se passou. Pelas 21 horas, começou-se a preparar a nave central do Pavilhão de Eventos para mais um momento alto desta Festa de Encerramento, a

Cerimónia das Luminárias. Mais uma vez, os Vencedores foram chamados ao palco, onde dois deles proferiram o seu testemunho (ver peça à parte). E porque se estava a celebrar a Vida, não esquecendo aqueles que partiram, o Coro formado pela Comissão Local juntamente com alguns elementos de todas as equipas, cantaram bem alto (mais uma vez) o hino da Liga, do projeto UDPV e o Hino Olá Borba (Vamos Lutar). Voltaram-se a viver momentos empolgantes, que contagiaram todo um Pavilhão, preparando-se assim uma noite longa mas sempre muito animada e que terminou, na madrugada de domingo, já o sol raiava


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Boa Noite a todos, Para quem não me conhece e para quem não se lembra, o meu nome é Pedro Lopes, sou natural de Borba e tenho 37 anos. Estou aqui hoje porque sou mais um “Sobrevivente” e convidaram-me para transmitir umas breves palavras. Em primeiro lugar quero transmitir-lhe que tudo é possível nesta vida, infelizmente quando nós menos esperamos, porque no meio de tantas doenças esta é a que pelo menos eu não pensava! Em Abril de 2004 (felizmente já passaram 9 anos) foi-me detectado um Tumor (Cancro) mais precisamente um “Linfoma de Hodgkin. Uma situação muito constrangedora no dia em que me transmitiram. Um cancro??? Que palavra!!!! Um nome tão estranho, infelizmente para quem não conhece '22$+,'4$2"'"$/)%'".'B'*%'"4',2"8!,'"R"S$%)!:::"M$4!T'%'4"'2" U*, '2V";$%>/1"'"4,4????"@$/" um jovem de 26 anos, recém-casado, o início de uma nova família... Hoje considero que “Foi um início de um novo ciclo na minha vida”, para mim e para os meus mais chegados… Até ao momento ninguém nos sabe explicar… esta é a grande questão, a meu ver e no meu !9)!9 ,4!9)$3"W"%!2/B)' $" !"'B0$"4!9$2"&$4">/!"9K2"6=!4$2" /%'9)!"'"9$22'"*, ': Eu, no meio de tanta angústia, desespero e de dúvidas, tive de encarar esta situação como outras da nossa vida, resolve-la, não sei, humanamente acho que nós conseguimos arranjar forças quando assim o entendemos, arranjamo-las de qualquer forma. Uma das maiores forças, de facto, foi o Grande apoio familiar (um beijo muito grande para a minha mulher), pois muitas das vezes não são tão visíveis, mas o importante é saber que as temos e que estão presentes. Outra, é sem dúvida a nossa força de vontade: sempre que falava com os especialistas transmitiam-me que tinha um peso 50% no resultado da nossa cura. Assim o entendi e o efectuei. Após vários meses de tratamentos, Graças a Deus, vem a boa nova, “está tratado”!!! Mais uma dúvida: e Curado??? Pois, o importante é ultrapassar as metas, sendo esta a do “tratado” muito importante. O que vos quero transmitir hoje é que infelizmente não prevemos, não sabemos o que nos pode acontecer, devemo-nos agarrar fortemente a quem nos quer bem, viver o nosso dia-a-dia e desfrutar da vida, que para mim ganhou outra forma de a ver, de a viver e de estar perante os outros. Felizmente hoje posso-vos adiantar que foi uma grande lição de vida e também lhes quero dizer caso lhe batam à porta uma destas ou outro tipo de situações a encarem de forma clara e que a tentem ultrapassar com toda a vossa força, pois eu sou mais um exemplo que até hoje o posso dizer... O amanhã já não sei! Aproveito para dizer, também, que dou os meus parabéns, principalmente a toda a Organização e colaboradores, por esta iniciativa maravilhosa, pois é por uma boa causa que aqui estamos todos presentes. Boa noite a todos e Obrigado.

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Boa noite a todos os presentes! O meu nome é Carmen Clérigo. Em Agosto de 1987, tinha eu 10 anos foi-me diagnosticado um Cancro, uma doença nessa altura muito pouco conhecida em toda a sociedade Portuguesa. É uma doença que em cada caso é um caso, uns são vencedores e outros não…. Infelizmente….. Quando esta doença aparece há que ser forte, há que saber enfrentá-la e não esconde-la de ninguém. Porque todas as pessoas que gostam de nós e nos rodeiam vão-nos ajudar a ultrapassar nos momentos menos bons. A pessoa que tem a doença tem que lutar e pensar que vai conseguir combate-la e vence-la! No meu caso era uma criança, com muita vontade de viver e lutei para me salvar. @K"9$"'9$" !"IJGI"!">/!"4!"8$," ' $"'B)'"D$2.,)'B'%:";$%",22$"D$Q!".$22$"'6%4'%:"@$/"/4'" VENCEDORA. Queria então agradecer á minha família, aos meus amigos e especialmente aos meus pais e á Equipa Médica de Hematologia do Hospital dos Capuchos. Queria deixar uma mensagem: Nunca desistam de viver, porque a força está na mente. Para todo um bem-haja e OBRIGADO


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Humberto Ratado (membro da COL) “Em quatro meses de grande dedicação, de amizade, partilha, solidariedade, etc, a população BORBENSE está de parabéns. O sábado passado foi um momento único, cheio de emoções e fortemente dinamizador para projetos e iniciativas futuras a ocorrerem na nossa terra e para as nossas gentes. O espirito saudável que se engrandeceu encheu de “magia” a nossa querida terra, fruto da ação das nossas gentes. A liga foi a grande impulsionadora, as responsáveis locais o nosso leme, a comissão o Barco, as equipas a tripulação e a população o mar que nos levou aos objetivos esperados. Parabéns a todos e em especial a todos os nossos munícipes sem exceção Bem hajam Um abraço, muito grande…” Benjamim Espiguinha (membro da COL) “Caros colegas, Venho por este meio expressar a minha satisfação pela forma como decorreu o nosso “trabalho” ao longo destes 4 meses! Foi para mim um prazer trabalhar com todos vós, e, o desfecho do passado Sábado foi, sem dúvida, a “cereja no topo do bolo”… Será difícil esquecer: - o mar de gente que participou na arruada! - as lágrimas que acompanharam esse andamento nalgumas casas onde a doença já atacou…; - o entusiasmo presente durante todo o tempo no pavilhão, bem patente também na nossa “atuação” em palco… (ai a minha voz…) - tantas outras coisas que aconteceram desde Dezembro!… Sinto-me orgulhoso por ter feito parte desta comissão! Oxalá possamos repetir num futuro próximo! Obrigado ao Hugo e à Filipa por… TUDO! Um beijo especial para a Milú, Micá e Nanita! Foram ENORMES! F&%,0' $"+$B!0'2V"E $%!,"!2)'"!X.!%,19+,'V Beijos e Abraços! Com muita amizade.” João Carlos Lopes (membro da COL) “Foi com imenso prazer que aceitei o convite para participar na COL. É com imenso prazer que ,0$">/!")%'&'BD'%"+$4")$ $2"$2"!B!4!9)$2" '"MFL"8$,"/4'"!X.!%,19+,'"8'9)52),+':"F&%,0' $".!B$" convite! F&%,0' $" [2" !>/,.'2V" E$" B$90$" !2)!2" 4!2!2" 6=!%'4" /4" )%'&'BD$" 8'&/B$2$:" F" 9U4!%$" !" atividades e a sua diversidade foi algo espantoso. Neste concelho temos gente com uma imaginação incrível. No início, o meu otimismo moderado fazia-me pensar que o Concelho de Borba daria uma boa %!2.$2)'"'"!2)!" !2'6$:"_'*!4$2" !"+$92!0/,%"/4'2"*,9)!"!")'B"!>/,.'2"C".!92'*'"!/:";/%$"!90'9$:" Não foram 20, nem 30, nem 40. Foram 51! Também é importante referir e agradecer a todos aqueles que mesmo não sendo do concelho de Borba contribuíram para o projeto. Uns porque participaram em equipas, outros porque colaboraram +$4" $'T`!23"$/)%$2".$%>/!"'9,4'%'4"'),*, ' !2"!"'"8!2)'"69'B: GH" !"E&%,B" !"IJGH:"OS"]aE";<LE"Za]E:"b$,"/4'"!X.!%,19+,'" ,8c+,B" !" !2+%!*!%:"d$"!9)'9)$3" !" acordo com as muitas palavras que fui ouvindo sei que aquele dia perdurará na memória borbense.” Joaquim Trincheiras (membro da COL) “Caros colegas, Ainda me arrepio quando revejo fotos do passado sábado. Foi um dia inesquecível! Nós, em conjunto com centenas de borbenses, conseguimos promover uma Festa impar no nosso concelho. A mobilização foi TOTAL! A forma ordeira, educada, colaborante com que milhares de borbenses, e não só, se associaram a este projeto é algo que jamais esquecerei. Agradeço-vos, do fundo do coração, o fato de me terem recebido de braços abertos na COL. Desde o “sim” que dei à Milú, reforçado em plena reunião preparatória quando o João Carlos Lopes me convidou para o acompanhar, que assumi a responsabilidade de um projeto deste cariz e 0%'9 ,$2, ' !3"!")/ $"6=".'%'">/!"),*!22!"/4" !28!+D$".'%!+, $"+$4"$">/!")!*!:"<2+%!*$".'%!+, $" porque, para mim, esta Festa de Encerramento superou todas as espectativas. Foi algo que nunca mais irei esquecer. Vicissitudes da vida tornaram-me uma pessoa mais introvertida, mas acho que até neste campo me consegui superar… estivemos TODOS à altura dos acontecimentos, e é com orgulho que passo na rua e me agradecem, nos agradecem… Estamos de parabéns! Obrigado a todos, e contem comigo.”

Felipa Rocha Mendes (Coordenadora do projeto UDPV e membro da direção da LPCC) “Querida Comissão UDPV de Borba, queridos Amigos O92" ,'2" !.$,2" '"9$22'"0%'9 !"8!2)'" !"!9+!%%'4!9)$">/!%$"Y!X.%!22'%"$6+,'B4!9)!Y"'"4,9D'" alegria por mais um dia mágico e especial que se viveu aí em Borba no sábado. Parabéns a toda a comissão pelo empenho com que agarraram tudo o que vos coube fazer e tratar, não só nesse dia, como em todos os outros dias que antecederam o dia 13. Foi mais Um Dia Pela Vida cheio de magia, com momentos inesquecíveis, todos em festa por uma causa comum, independentemente de tudo o resto. O que vi no Sábado em Borba, foi uma multidão de gente a Caminhar Pela Vida, cheios de alegria e vontade de ajudar nesta luta. Vi essa mesma gente aplaudir com emoção, porque os olhos estavam brilhantes, quem caminhou 9'"Z$B)'" $2"Z!9+! $%!2"!4".'22$2"6%4!2".'%'"/92"!"4!9$2"6%4!2".'%'"$/)%$23"'$"2$4" !".'B4'2" calorosas e do hino da Liga e do Olá Borba, alegremente cantados ao vivo e a cores(!!) pelo Coro "COL e amigos", e que mais tarde se emocionou e aplaudiu dois vencedores que com muita garra deram o seu testemunho. Vi toda a gente a desdobrar-se em 1000 e dar o "toque" que faltava aos vários stands, à pista com as centenas de pegadas, os vasos com laçarotes, transformando aquele enorme Pavilhão num espaço acolhedor e que mostrava sermos todos de Borba nesse dia! Vi todo um grupo de amigos a acudir a tudo e atentos aos pormenores a ver se tudo corria bem... e correu! A Arruada, aquele mar de gente que arrepiava ver e que caminhava alegremente para a sua festa com as bandas e os bombos a dar show o caminho todo... O Palco sempre "a bombar", com alegria, sem quebras, só com artistas locais, que demonstra bem o quanto os Borbenses se envolveram nesta caminhada. O vosso Coro que tão bem e com tanta alegria cantou os 3 hinos, várias vezes e que se via que estavam a divertir-se imenso, parabéns à Maestrina que compôs o hino "Olá Borba" e que tão bem vos ensaiou... As várias equipas que nos encheram de petiscos e mimos, que nos entreteram a todos... <"$"Y"*$22$Y";%!2, !9)!">/!"'0/!9)$/"6%4!"')W"[2"\" '"4'),9'3"2!4.%!"&!4" ,2.$2)$"!">/!"')W" fez parte do Coro!. A Pista nunca esmoreceu, nem pela madrugada fora, a alegria também não e aquelas 22 horas passaram num instante para todos porque foram realmente cheias de emoções e bons momentos. ;'%'"4,4"8$,"4',2"/4"O4"],'";!B'"Z, '"4/,)$"!2.!+,'B">/!"6+'%5"9$"4!/"+$%'T-$"&!4"0/'% ' $V É mesmo uma grande sorte poder ser voluntária neste movimento udpv que me dá o privilégio de conhecer gente generosa e única! A TODOS VOCÊS UM OBRIGADO EM TAMANHO GIGANTE!!!!!!!!!!!!!!!!... e nem pensem que se livram de mim!! Vão dando notícias e agarrem os dias 13 de Abril que hão-de vir para um reencontro de Caminhantes Pela Vida. Será mais uma maneira de nos revermos! Beijos e abraços para todos e até sempre” Francisco Chouriço (membro da COL) “Foi para mim um privilégio fazer parte desta equipa, um orgulho enorme puder ter a responsabilidade de transmitir as pessoas os valores deste tipo de projeto e iniciativa. Realçar a >/'B, ' !"'"*'%,'&,B, ' !" !")$ '2"'2"'),*, ' !2" !2!9*$B*, '2".!B'2"^G"!>/,.'2"!"+$9+B/$"'6%4'9 $" que foi arrepiante o seguinte: ver a arruada, assistir quase durante 20h pessoas a caminhar na pista, o entusiasmo de quem serviu nas cozinhas, nos ateliers, nos espaços de sorteios e rifas, a alegria dos jovens e crianças, dos idosos, dos seguranças e claro de todos os que de forma voluntária atuaram em palco e no exterior que contribuíram para a beleza e sucesso desta iniciativa. A toda a comissão e as 3 Senhoras (Mica, Milu e Nanita) o meu obrigado eterno.”


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CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA MÚTUO DE BORBA RELATÓRIO, BALANÇO E CONTAS DO EXERCÍCIO DE 2012 CONVOCATÓRIA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA Nos termos dos Artigos 19º, 23º e 24º dos Estatutos da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Borba, C.R.L., pessoa colectiva nº 500 893 080, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Borba sob o nº 500 893 080, com sede na Av. do Povo, 48 a 52, nesta cidade de Borba, convoco todos os associados desta CCAM que se encontrem no pleno gozo dos seus direitos, a reunirem-se em Assembleia Geral Ordinária no próximo dia 25 de Março de 2012, pelas 13.30h, na sede da Caixa, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

ORDEM DE TRABALHOS 1 - Apreciar, discutir e votar o Relatório, Balanço e Contas do Conselho de Administração e o Parecer do Conselho Fiscal referentes ao exercício de 2012; 2 - Discussão e votação da Proposta do Conselho de Administração para Aplicação dos Resultados do exercício de 2012; 3 - Apreciação geral da Administração e Fiscalização da CCAM; g"C"e!+),6+'T-$" '"]!+B'%'T-$" '";$Bc),+'" !"e!4/9!%'T`!2" '"MMES" !"#$%&'"'.%$*' '"!4"E22!4&B!,'"f!%'B" !"Gh7GI7IJGIi 5 - Fixação da Remuneração dos membros do Conselho de Administração da CCAM; 6 - Eleição dos Órgãos Sociais para o triénio 2013/2015; h"C"]!B,&!%'%"9$2")!%4$2" $"9j"H" $"E%)j"HGj" $2"<2)')/)$2"2$&%!"'"9$4!'T-$" $"e!*,2$%"F6+,'B" !"M$9)'2"keFMl"$/"@$+,! ' !" !"e!*,2$%!2" F6+,',2" !"M$9)'2"k@eFMl3"!"$"%!2.!+),*$"2/.B!9)!3".'%'"$")%,W9,$"IJGH7IJG^i 8 - Outros assuntos de interesse para a Instituição. Se á hora marcada para a reunião não estiverem presentes mais de metade dos associados, a Assembleia reunirá, com qualquer número, uma hora depois, de acordo com o estipulado no nº 2 do Artº 25 dos Estatutos Borba, 04 de Fevereiro de 2013 O Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Composição do Conselho Fiscal Presidente: Luís Manuel Granadeiro de Sousa Vogal: Francisco Tomé Marçal Pardal Vogal: Maria Helena Faleiro Grego Suplente: Angelina de Jesus Guéguès Ramos Mendanha Suplente; Filipe Joaquim Pernas Alegrias Reuniões do Conselho Fiscal F"M$92!BD$"b,2+'B"%!U9!".$%"%!0%'3"/4'"*!=".$%"4123")!9 $"%!'B,=' $3"!4"IJGI3"/4")$)'B" !"+')$%=!"%!/9,`!2:" !"!#$%&'()*+$,-.(/0$1&$2*34/) E"MMES" !2,09$/".'%'".%$+! !%"'$"!X'4!" '2"2/'2"M$9)'2"'"2$+,! ' !" !"e!*,2$%!2"F6+,',2" !"M$9)'23"],=3"@,B*'"m"]/'%)!3"@eFM3"9j"GGn" '"B,2)'"$6+,'B" !"@eFM3" como efectivo e Dr. Joaquim Santos Silva, ROC nº 383, como suplente, tendo para o efeito celebrado um contrato de duração anual com inicio em 17 de Novembro de 2009. 2. POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO DOS ORGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO Em 19 de Dezembro de 2011, a Assembleia Geral Ordinária da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Borba, CRL, apreciou e aprovou a Declaração sobre Politica de Remuneração dos Órgãos de Administração e de Fiscalização da Instituição, em cumprimento do dispoto na Lei bº 28/2009, de 19 de Junho : “DECLARAÇÃO SOBRE POLÍTICA DE REMUNERAÇÕES DA CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA MÚTUO DE BORBA, CRL" Nos termos da Lei nº 28/2009, de 19 de Junho, e do Aviso nº 1/2010 do Banco de Portugal, vem o Conselho de Administração da Caixa de Credito Agrícola Mutuo de Borba, CRL, submeter à aprovação da Assembleia Geral a sua declaração sobre a Política de Remuneração dos Membros dos Órgãos de Administração e de Fiscalização da Caixa Agrícola para o ano de 2012. Propõe-se que a Política de Remuneração dos Membros dos Órgãos de Administração e de Fiscalização da Caixa Agrícola de Borba para a ano de 2012 siga os seguintes princípios orientadores: 2.1 CONSELHO FISCAL

Cor. Reinaldo Rolo Duarte

A remuneração dos Membros do Conselho Fiscal, tendo em atenção a natureza da função desse Órgão Social, consiste na atribuição de uma senha de presença 4!92'B"k"B,4,)' '"'"/4'"2!9D'"7"412"l:"

RELATORIOS SOBRE A ESTRUTURA E AS PRÁTICAS DE GOVERNO SOCIETÁRIO

2.2 CONSELHO DE ADMINISTRACÃO E"%!4/9!%'T-$" $2"S!4&%$2" $"M$92!BD$" !"E 4,9,2)%'T-$"+$92,2)!"9'"')%,&/,T-$" !" /'2"2!9D'2" !".%!2!9T'"2!4'9',2"k"B,4,)' '2"'"$,)$"2!9D'2"7"412"l:

1. ESTRUTURA DE GOVERNO SOCIETÁRIO A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Borba, CRL adopta o modelo de governação vulgarmente conhecido como “latino reforçado”, constituído pelo Conselho de E 4,9,2)%'T-$3"M$92!BD$"b,2+'B"!"e!*,2$%"F6+,'B" !"M$9)'2:" F2"4!4&%$2" $2"K%0-$2"2$+,',2"!" '"S!2'" '"E22!4&B!,'Cf!%'B"2-$"!B!,)$2".!B'"E22!4&B!,'Cf!%'B3".'%'"/4"4'9 ')$" !")%12"'9$2:" Organograma Geral da Caixa de Crédito Agrícola de Borba

E)!9)$"'"9')/%!='"!2.!+c6+'" '"M',X'"E0%c+$B'"!" $"M%! ,)$"E0%c+$B'",9!X,2)!">/'B>/!%"),.$" !".B'9$" !""')%,&/,T-$" !"'+T`!2"$/"$.T`!2" !"'>/,2,T-$" !"'+T`!2" aos membros do Conselho de Administração. d-$"2-$",0/'B4!9)!"')%,&/c $2" ,%!,)$2"!4"4')W%,'" !"+$4.B!4!9)$2" !"%!8$%4'"!" !"2$&%!*,*19+,'"!4"8/9T-$" $"!X!%+c+,$" '2"8/9T`!2" !"E 4,9,2)%' $%"9!2)!" Órgão de Gestão, nem são praticadas quaisquer outras situações que possam ser associadas a remuneração, directa ou indirectamente. Para além dos montantes supra mencionados, os membros do Conselho de Administração não recebe, quaisquer outras compensações, nomeadamente no que se refere ao exercício de funções nos corpos sociais de outras empresas do Grupo Crédito Agrícola. 2.3 REVISOR OFICIAL DE CONTAS E" %!4/9!%'T-$" $" e!*,2$%" F6+,'B" !" M$9)'2" W" estabelecida com base nas práticas de mercado e !69, '"9$"o4&,)$" $"+$9)%')$" !".%!2)'T-$" !"2!%*,T$2" de revisão de contas.” Seguidamente apresentamos o quadro das remunerações auferidas pelos Órgãos de Administração, b,2+'B,='T-$" !" e!*,2$%" F6+,'B" !" M$9)'23" !" 8$%4'" individualizada e agregada: 3. POLITICA DE REMUNERAÇÃO DE COLA-

1.1 Assembleia-Geral A Mesa da Assembleia-Geral é constituída por um Presidente, um Vice-Presidente e um Secretário. Composição da Mesa da Assembleia – Geral Presidente: António Luís Russo Pinto Vice-Presidente: Reinaldo Rolo Duarte Secretário: Manuel Joaquim Gomes Abelho Suplente: Albertino José Russo da Silva Competência da Assembleia-Geral E"E22!4&B!,'Cf!%'B" !B,&!%'"2$&%!")$ $2"$2"'22/9)$2".'%'"$2">/',2"'"L!,"!"$2"<2)')/)$2"BD!"')%,&/'4"+$4.!)19+,'23"+$4.!),9 $CBD!3"!4"!2.!+,'B(" - Eleger, suspender e destituir os titulares dos cargos sociais, incluindo os seus Presidentes; - Votar a proposta de plano de actividades e de orçamento da Caixa Agrícola para o exercício seguinte; - Votar o relatório, o balanço e as contas do exercício anterior; - Aprovar a fusão, a cisão e a dissolução da Caixa Agrícola; - Aprovar a associação e a exoneração da Caixa Agrícola da CAIXA CENTRAL e de organismos cooperativos de grau superior; - Fixar a remuneração dos titulares dos órgãos sociais da Caixa Agrícola; C"]!+, ,%" $"!X!%+c+,$" $" ,%!,)$" !"'+T-$"+c*!B"$/".!9'B"+$9)%'"$"%!*,2$%"$6+,'B" !"+$9)'23"' 4,9,2)%' $%!23"0!%!9)!23"$/)%$2"4'9 ')5%,$2"$/"4!4&%$2" $"M$92!BD$" Fiscal e da Mesa da Assembleia-Geral; - Decidir da alteração dos Estatutos. 1.2 Conselho de Administração F"M$92!BD$" !"E 4,9,2)%'T-$"W"+$4.$2)$".$%"/4"9U4!%$"c4.'%" !"4!4&%$2"!8!+),*$23"9$"4c9,4$" !")%12"!" !"/4"2/.B!9)!: F"M$92!BD$" !"E 4,9,2)%'T-$"!B!,)$".'%'"$")%,W9,$"IJGJ"7"IJGI"!%'"+$4.$2)$".$%")%12"4!4&%$2"!8!+),*$2"!"/4"2/.B!9)!: Composição do Conselho de Administração Presidente: João Manuel Pires Lopes Secretário: António Joaquim Figueiredo Ferreira Tesoureiro: António Joaquim Anselmo Suplente: João Cândido Simões de Deus Competências do Conselho de Administração E2"+$4.!)19+,'2" $"M$92!BD$" !"E 4,9,2)%'T-$" !+$%%!4" '"L!,3"+$4.!),9 $CBD!3"!4"!2.!+,'B"!" !"'+$% $"+$4"$2"<2)')/)$2( - Administrar e representar a Caixa Agrícola; - Elaborar, para votação pela Assembleia-Geral, uma proposta de plano de actividades e de orçamento para o exercício seguinte; - Elaborar, para votação pela Assembleia-Geral, o relatório e as contas relativos ao exercício anterior; - Adoptar as medidas necessárias à garantia da solvabilidade e liquidez da Caixa Agrícola; - Decidir das operações de crédito da Caixa Agrícola. - Fiscalizar a aplicação dos capitais mutuados; - Promover a cobrança coerciva dos créditos da Caixa Agrícola, vencidos e não pagos; - Organizar, dirigir e disciplinar os serviços. Reuniões do Conselho de Administração O Conselho de Administração reúne, pelo menos, duas vezes por semana, tendo realizado um total de cento quatro reuniões em 2012. Distribuição de Pelouros pelos Membros do Conselho de Administração O Conselho de Administração deliberou a não distribuição de pelouros entre os seus membros. 1.3 Órgãos de Fiscalização E"62+'B,='T-$" '"M',X'" !"M%W ,)$"E0%c+$B'"+$4.!)!"'"/4"M$92!BD$"b,2+'B"!"'"/4"e!*,2$%"F6+,'B" !"M$9)'2"$/"/4'"@$+,! ' !" !"e!*,2$%!2"F6+,',2" !"M$9)'2: E2"+$4.!)19+,'2" $2"K%0-$2" !"62+'B,='T-$"2-$"'2">/!" !+$%%!4" '"B!,3"+$4.!),9 $3"',9 '3"'$"M$92!BD$"b,2+'B3" !"'+$% $"+$4"$2"<2)')/)$23"!4,),%".'%!+!%"2$&%!" a proposta de plano de actividade e de orçamento. 1.3.1 Conselho Fiscal F"M$92!BD$"b,2+'B"W"+$4.$2)$".$%")%12"4!4&%$2"!8!+),*$2"!" $,2"2/.B!9)!2:

BORADORES Dando cumprimento ao disposto no nº 3 do artigo 16º do Aviso do Banco de Portugal nº 10/2011, é prestada a seguinte informação, atinente à política de remuneração de colaboradores: 1. Os colaboradores abrangidos pelo nº 2 do artigo 1º do Aviso do Banco de Portugal nº 10/2011 auferem /4'" %!4/9!%'T-$" 6X'" .'0'" Gg" *!=!2" .$%" '9$3" !" acordo com as condições dispostas no ACT do Crédito E0%c+$B'3"'">/'B".$ !"',9 '",9)!0%'%"/4"+$4.B!4!9)$"%!4/9!%'),*$"4!92'B"6X$3"!2)'&!B!+, $"+$9)%')/'B4!9)!"$/"9'"2!>/19+,'" !"%!'Q/2)'4!9)$"%!4/9!%'),*$"+'2/c2),+$: I:"p'4&W4"2!"')%,&/,"/4'"D$%'" !"a2!9T-$" !"D$%5%,$" !")%'&'BD$"[2"8/9T`!2"+/Q$"9c*!B" !"%!2.$92'&,B, ' !"!"!X,019+,'" !" ,2.$9,&,B, ' !"'22,4"$"Q/2),6>/!: H:";$ !"2!%"')%,&/c '"'9/'B4!9)!"/4'"%!4/9!%'T-$"*'%,5*!B3" !69, '"+$4"&'2!"9/4".%$+!22$" !"'*'B,'T-$" !"/4"+$9Q/9)$" !"+$4.!)19+,'2"+%c),+'2".'%'"'"8/9T-$3" a qual corresponde apenas a um prémio de desempenho. 4. A metodologia e critérios de avaliação de desempenho, aprovados pelo órgão de administração, são divulgados internamente, aprovados e aplicados de forma , 19),+'3".'%'"'"0!9!%'B, ' !" $2"+$B'&$%' $%!2" '"a92),)/,T-$:"F"K%0-$" !"' 4,9,2)%'T-$"*'B, '"$2"%!2/B)' $2"69',2" '"'*'B,'T-$" !" !2!4.!9D$"!8!+)/' '".!B'" hierarquia directa dos colaboradores. ^:"E"+$4.$9!9)!"*'%,5*!B"W"'22,4"')%,&/c '"'9/'B4!9)!3"+$92, !%'9 $"$"%!2/B)' $2" '"'*'B,'T-$" !"+$4.!)19+,'2"!2.!+,6+'2"!")%'92*!%2',23">/!".!%4,)!4"*!%,6+'%"$" respeito pelas regras e procedimentos aplicáveis à actividade, designadamente, as regras de controlo interno e as que são relativas às relações com clientes e investidores. Pretende-se, deste modo, promover a sustentabilidade da Instituição e a criação de valor a longo prazo. 6. A remuneração variável quando atribuída é sempre paga em numerário tendo por base o desempenho do ano transacto. 7. Não é diferida qualquer parte da componente variável da remuneração, porquanto o valor desta não tem expressividade para que o seu pagamento imediato e de uma só vez possa impedir que se atinja qualquer um dos objectivos que o diferimento visaria prosseguir. 8. Atento o disposto no nº 3 do artigo 17º do Aviso do Banco de Portugal nº 10/2011, em 2011 os colaboradores abrangidos pelo nº 2 do artigo 1º do mesmo Aviso auferiram as seguintes remunerações: 4. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO Conforme é assinalado na análise do FMI sobre a economia mundial (revisão de Janeiro/2013), esta evidenciou, em 2012, 8%'+$" ,9'4,24$3" '+!9)/'9 $" 2,09,6+'),*'4!9)!" '" >/!&%'" no ritmo de crescimento que já se observara em 2011. O +%!2+,4!9)$"!2),4' $".'%'"$"'9$"69 $"'"9c*!B"0B$&'B"W3"'22,43" !"'.!9'2"H3Iq3"+$9)%'"H3rq"!4"IJGGs : O crescimento em 2012 foi particularmente débil nas economias mais prósperas, nas quais o PIB, em média, se expandiu apenas 1,3%, depois de um crescimento já fraco, de 1,6%, em 2011. No caso dos EUA, no entanto, o crescimento em 2012 kI3Hql"2/.!%$/"$" !"IJGG3">/!"6+'%'".$%"G3nq3"&!9!6+,'9 $" de estímulos substanciais das políticas públicas, e designadamente da política monetária ultra-expansionista da Reserva Federal americana (o banco central), mas tal crescimento tem 2, $",92/6+,!9)!".'%'"2/2)!9)'%"'"!*$B/T-$" $"!4.%!0$:"t" !" assinalar, quanto a este país, um esboço de recuperação, embora ainda incerto, no mercado habitacional. d$"u'.-$3"$"+%!2+,4!9)$" !"IJGI"kvI3Jql3"2!0/!C2!"'"/4'"4'%+' '"%!0%!22-$"9$"'9$"'9)!%,$%3"%!w!+),9 $".$%)'9)$"/4"!8!,)$" !"&'2!:"EB,523"'"%!)$4'">/!"2!" estava a desenhar na economia japonesa foi sendo afectada, ao longo do ano, pela perturbação nas trocas comerciais com a China devido à disputa, entre os dois .'c2!23".!B'".$22!" !"'B0/4'2".!>/!9'2",BD'2" $";'+c6+$:"]!"9$)'%">/!"$"u'.-$"+$9),9/'"'" !&')!%C2!"+$4"'".!%2,2)!9)!"2,)/'T-$" !" !w'T-$"R" !2+, '"+$9),9/' '" e geral de preços – que, desde há muitos anos, tem sido um factor de arrefecimento da economia. Para tentar debelar esta situação, o Banco do Japão passou a '22/4,%"8$%4'B4!9)!"$"$&Q!+),*$" !"/4'",9w'T-$"'9/'B" !"Iq: d$"+'2$" '"x$9'"</%$"9-$"D$/*!"!4")!%4$2"0B$&',2"+%!2+,4!9)$"!4"IJGI3"*!%,6+'9 $C2!"4!24$"/4'"*'%,'T-$"9!0'),*'" $".%$ /)$3" !"RJ3gq:"E"%!)%'+T-$" $"%,)4$" de crescimento ocorreu em todas as principais economias, com a Alemanha a crescer apenas 0,9% (depois de +3,1% em 2011), a França 0,2% (descendo de +1,7% 9$"'9$"'9)!%,$%l3"!"%!0,2)'9 $C2!3"["2!4!BD'9T'" !";$%)/0'B3"/4"4'%+' $" !+Bc9,$" $"9c*!B" !"'+),*, ' !3"!4"B'%0'"4! , '"+$4$"%!w!X$" '2"4! , '2" !"'/2)!%, ' !3" na Itália (quebra do PIB em - 2,1%) e na Espanha (-1,4%). Ainda na União Europeia, mas fora da Zona Euro, há que referir a redução do PIB em 0,2% no Reino Unido.


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Ano XIX I Nº. 494 I 18 de abril de 2013

Mas nas próprias economias emergentes, em que sobressaem, pela sua dimensão, a China, a Índia, a Rússia e o Brasil, assistiu-se em 2012 a uma fase de crescimento bastante mais moderado que no .'22' $"%!+!9)!3"6+'9 $3"9$"+'2$" '"MD,9'3"'"!X.'92-$" $";a#"!4" menos de 8% - face aos níveis de 10% e superiores que esse país vinha apresentando – e no Brasil em apenas 1,0%, aprofundando a quebra do ritmo de crescimento que já se observara neste país !4" IJGG:" F" bSa" 9-$" .%!*13" 9$" !9)'9)$3" /4'" )%'*'0!4" &%/2+'" '" economia chinesa, antecipando mesmo, para o próximo ano, uma ligeira reanimação (+8,2%), assim como admite maior crescimento (+3,5%) para a economia brasileira em 2013. Na Índia o crescimento

'$";a#3"9-$"2!"!9>/' %'9 $"9'2"4!)'2"!2)'&!B!+, '2"9$";%$0%'4'" !"E22,2)19+,'"b,9'9+!,%':";'%'")'B"+$9)%,&/,/3"9')/%'B4!9)!3"$"8'+)$" !"'2"4! , '2" !"'/2)!%, ' !3" '$"B!*'%!4"'"/4'"%!)%'+T-$" $"9c*!B" !"'+),*, ' !"!+$9K4,+'3",4.'+)'%!4"' *!%2'4!9)!"9'2"%!+!,)'2"62+',23"'8!+)'9 $"'"+$B!+)'" !"*5%,$2",4.$2)$23".'%'"'BW4" !" '0%'*'%!4"$2"!9+'%0$2" '"2!0/%'9T'"2$+,'B"k4$%4!9)!3"'2" !2.!2'2"+$4"$"2/&2c ,$" !" !2!4.%!0$l:"F" W6+!" $"2!+)$%".U&B,+$"!4"%!B'T-$"'$";a#3".'%'"$">/'B" 9$";%$0%'4'" !"E22,2)19+,'"b,9'9+!,%'"2!"),9D'"6X' $3".'%'"IJGI3"/4"9c*!B" !"g3^q3"'+'&$/"'22,4".$%"2!"2,)/'%"!4"9c*!B"2/.!%,$%3"!4&$%'"$"+$9+/%2$" !"%!+!,)'2" !X)%'$% ,95%,'2")!9D'".!%4,), $"+$9695CB$"!4"^q" $";a#:"F"$&Q!+),*$".'%'"IJGH"W"$" !"/4"B,4,)!".'%'"$" W6+!" !"g3^q" $";a#3" !2+!9 $"!4"IJGg3"' ,+,$9'B4!9)!3" para 2,5%, limites que correspondem aos actuais compromissos estabelecidos no seio do Eurogrupo e do ECOFIN. F".!2$" '" c*, '".U&B,+'"9$";a#"+$9),9/$/"!4"'2+!92-$3"%!w!+),9 $"$",4.'+)$" $2" W6+!2"$%T'4!9)',23")!9 $"'),90, $"9$"'9$"69 $"GIJq" $";a#:

do produto caiu para 4,5% em 2012 (face a 7,9% no ano anterior) e na Rússia desceu para 3,6% (de 4,3% em 2011). F2"&'9+$2"+!9)%',2" $2".%,9+,.',2"&B$+$2"!+$9K4,+$2"R"<OE3"x$9'"</%$3"u'.-$3"MD,9'"!"$".%K.%,$"e!,9$"O9, $"R")14".%$+/%' $"8'=!%"8'+!"'$"'4&,!9)!"%!+!22,*$" com políticas monetárias abertamente expansionistas, reduzindo as suas taxas de intervenção, ou mantendo-as em níveis mínimos históricos, e recorrendo ainda a injecções massivas e extraordinárias de liquidez no sistema bancário – que nos EUA incluem medidas dirigidas expressamente à reanimação do mercado imobiliário - tentando por essa via a reactivação da economia. Nos EUA, no Japão e no Reino Unido as taxas directoras dos respectivos bancos centrais estão em praticamente 0%, e no caso da Zona Euro em 0,75% – nível estabelecido em meados de 2012. Nos Estados Unidos a Reserva Federal anunciou a decisão (inédita) de manter o cariz fortemente expansionista da política monetária enquanto a taxa de desemprego se mantiver acima de 6,5%. Estas políticas deverão ter contribuído para evitar que a queda do ritmo de actividade tenha sido mais profunda, mas ao coexistirem, em vários países, com medidas !"+'%5+)!%"&'2)'9)!"%!2)%,),*$"'"9c*!B"62+'B"!"$%T'4!9)'B3"!"+$4"'"9!+!22, ' !" !" !2'B'*'9+'0!4" $"2,2)!4'"&'9+5%,$3"9-$"+$92!0/,%'4",9 /=,%"',9 '"/4'"*!% ' !,%'" retoma, face às expectativas negativas que prevalecem entre os agentes económicos. As perspectivas para 2013 são também pouco favoráveis, prevendo-se apenas uma ligeira melhoria, mas sendo grandes as incertezas e factores de risco, !9+$9)%'9 $C2!"!9)%!"!2)!2"'2".%K.%,'2"$.T`!2">/!"*!9D'4"'"2!%"'22/4, '2"!4"4')W%,'" !".$Bc),+'"!+$9K4,+'"!"62+'B".!B'2"'/)$%, ' !2" $2".%,9+,.',2".'c2!23"&!4" como a evolução do preço de matérias primas básicas, como o petróleo, os minérios e os produtos agrícolas de base. Concretamente, uma evolução em alta dos .%!T$2" !2)!2".%$ /)$23"2$&%!)/ $" $".!)%KB!$"R">/!" !"4$4!9)$"9-$"2!".%!*1"C3".$ !%,'")!%"/4"!8!,)$",9w'+,$9,2)'"!"B,4,)'%"'"4'%0!4" !"4'9$&%'" '2"'/)$%, ' !2" 4$9!)5%,'2".'%'".%$22!0/,%!4"'2"2/'2".$Bc),+'2"!X.'92,$9,2)'2:"d$"!9)'9)$3"9$">/!" ,="%!2.!,)$"!2.!+,6+'4!9)!"["x$9'"</%$3"$">/!",4.$%)'"2-$"$2".%!T$2" !2)!2" produtos de base expressos em euros, pelo que a evolução cambial do euro em relação ao dólar também será relevante. Face à situação descrita, o desemprego mantém-se em níveis elevados em muitos países, atingindo proporções socialmente preocupantes nos que estão sujeitos aos programas de austeridade mais exigentes. u5" '" ,9w'T-$" +$9),9/'" !4" 9c*!,2" relativamente moderados, devido à fraca procura de bens e serviços, e no tocante aos activos imobiliários, os seus preços, de relevância crítica na actual conjuntura, embora com um esboço de recuperação, como se referiu, nos EUA, onde a +%,2!" ,4$&,B,5%,'" 2!" ,9,+,$/3" 4'9)14C2!" deprimidos. No tocante aos valores mobiliários, e particularmente no mercado accionista, registou-se uma subida dos principais índices durante o 1º trimestre do ano, a que se seguiu uma descida no Ij")%,4!2)%!3">/!"2!",9w!+),/3".$%W43"9$2" últimos meses. Na parte inicial de 2013, os mercados evidenciaram uma marcada animação, assente na convicção dos investidores de que a crise da Zona Euro estará contida, o que também conduziu a uma generalizada descida dos yields da dívida pública de diversos países e a um certo fortalecimento do euro. Para este sentimento foi determinante a postura assumida pelo BCE, e ainda as medidas duras de carácter estrutural !" !"2'9!'4!9)$" '2"69'9T'2".U&B,+'2" adoptadas em vários países, que se )14" %!w!+), $" 9'" 4!BD$%,'" '2" 2/'2" contas face ao exterior. Contribuíram igualmente para o desanuviamento dos mercados, as iniciativas políticas visando reformas institucionais a nível bancário no espaço europeu e o reforço da disciplina orçamental dos estados membros, bem como o acordo entre a Administração Obama e os líderes republicanos do Congresso que permitiu afastar, para Q53" $" %,2+$" !" /4" 2!*!%$" '.!%)$" 62+'B" nos EUA, que teria um marcado efeito recessivo na economia. A fraca dinâmica das principais economias, desenvolvidas ou emergentes, é por sua vez causa e efeito da retracção no crescimento do comércio mundial de bens e serviços, que em 2012 voltou a afrouxar (crescimento de apenas 2,8%). <2)'"2,)/'T-$"+%,'" ,6+/B ' !2"'+%!2+, '2" às economias em que o sector exportador tem um papel central nos seus aparelhos produtivos – como é, por exemplo, o caso da Alemanha e da China -, mas também àquelas, como Portugal, Espanha e Itália, em que o crescimento das exportações é vital para amortecer o impacto da queda da procura interna induzida pelas políticas de austeridade. d!2)!"!9>/' %'4!9)$",9)!%9'+,$9'B"4'9,8!2)'4!9)!" !28'*$%5*!B3"'"!+$9$4,'".$%)/0/!2'3".$%"2/'"*!="2/Q!,)'"'"/4"%,0$%$2$".%$0%'4'" !"'/2)!%, ' !"9'"2!>/19+,'" $"E+$% $" !"E22,2)19+,'"b,9'9+!,%'"'22,9' $"+$4"'"+D'4' '")%$,y'"kO9,-$"</%$.!,'3"bSa"!"#'9+$"M!9)%'B"</%$.!/l3")!4"*,9 $"'"%!0,2)'%"/4'">/!&%'"2,09,6+'),*'" $"9c*!B" !"'+),*, ' !3"+$4"*'%,'T-$"9!0'),*'" $";a#:"E.!9'2"'2"!X.$%)'T`!2")14"4$2)%' $"'B0/4" ,9'4,24$3"'.!2'%" '"+$9Q/9)/%'",9)!%9'+,$9'B" !28'*$%5*!B">/!"2!" !2+%!*!/3" particularmente na Zona Euro, onde se situam os nossos principais mercados. Tal tem levado um número crescente de empresas nacionais a procurar novos mercados, *!%,6+'9 $C2!">/!"'2"!X.$%)'T`!2".$%)/0/!2'2" !"&!92".'%'"8$%'" '"x$9'"</%$")14"+%!2+, $"!4")!%4$2"2,09,6+'),*$2"!".%$4,22$%!23"!4&$%'"'".'%),%" !"*'B$%!2"&',X$2: Assim, a projecção do OE-2013 para as exportações nacionais de bens e serviços para 2012 aponta para um crescimento de 4,3% (em termos reais), inferior à expansão de 7,5% conseguida em 2011, mas sendo ainda assim as exportações a única componente do PIB com crescimento. d'"*!% ' !"'",9+, 19+,'" '2"4! , '2" !"'/2)!%, ' !"!4"+$9Q/0'T-$"+$4"'2"4',$%!2" ,6+/B ' !2"'"9c*!B" $"+%W ,)$3"),*!%'4"'$"B$90$" !"IJGI"/4"4'%+' $"!8!,)$" recessivo que afectou a evolução da procura interna, com o consumo privado a decair 5,9% - depois de já ter descido 4,0% em 2011 – e o investimento – que desde há vários anos tem tido uma evolução muito insatisfatória – a baixar ainda mais profundamente (-14,1%), com evolução negativa em todas as suas componentes, acentuando a queda que já apresentara em 2011 (-11,3%). F"+$92/4$".U&B,+$3"+$4$"!%'" !"!2.!%'%3")'B" !+$%%!9 $" '"BK0,+'" $".%$0%'4'" !"'Q/2)'4!9)$3"'.%!2!9)$/"!4"IJGI"/4'"2,09,6+'),*'"+$9)%'+T-$"kCH3H"ql3">/!" 2!"2!0/!"["%! /T-$3"B,0!,%'4!9)!"4',2"!X.%!22,*'"kCH3nql">/!"Q5"2!"*!%,6+'%'"!4"IJGG: d$"!9)'9)$3"'.!2'%" !2)'"+$9)%'+T-$"9$"+$92/4$".U&B,+$3"$"%!!>/,Bc&%,$"9'2"+$9)'2" $"<2)' $"6+$/"'>/W4" $".%$Q!+)' $3"!"!4".'%),+/B'%"'"%! /T-$" $" W6+!"8'+!"

Em termos globais, a economia portuguesa registou uma contracção do PIB de 3% em 2012, que se seguiu a uma queda de 1,7% em 2011, prevendo-se no Orçamento de Estado um esbatimento desta evolução negativa em 2013, com o PIB porém ainda a descer 1,0%. No entanto, a projecção contida no Boletim Económico do Banco de Portugal, aponta ainda para uma regressão do PIB em 2013 de 1,9%, com a procura interna privada a cair 4%, colocando em 17% a quebra acumulada da procura interna no período 2009-2013. Apenas em 2014 se teria um crescimento positivo, já com a procura interna em recuperação, e prosseguindo a boa dinâmica das exportações, mas estas projecções pressupõem que não haja reforço de medidas de austeridade para além das contidas no Orçamento de 2013. E"2,)/'T-$"%!+!22,*'" '"!+$9$4,'")!4"+$9 /=, $")'4&W4"'"/4'"8$%)!"%! /T-$"9'2",4.$%)'T`!23">/!"!4"IJGI"+'c%'43"!4")!%4$2"%!',23"\3\q3"+$4$"+$92!>/19+,'" '" quebra quer do consumo quer do investimento – componentes da procura em que a participação de importações é elevada - prevendo-se que voltem a cair em 2013 (-1,4%). O crescimento das exportações, conjugado com este decréscimo das importações, conduziu ao quase reequilíbrio da balança de bens e serviços, para a qual se projecta, 'B,523"/4"2/.!%'*,)" !"H3Gq" $";a#"!4"IJGH:"E,9 '"!4"IJGJ3"$" W6+!"8$%'" !"h3Iq3"2!9 $">/!";$%)/0'B"9-$"%!0,2)'"2'B $".$2,),*$"9!2)'"&'B'9T'" !2 !"D5"4/,)$")!4.$: Sobretudo em resultado da evolução de balança de bens e serviços, a balança corrente e de capital apresenta igualmente uma evolução positiva notável, passando !"/4" W6+!" !"r3gq" $";a#"!4"IJGJ3".'%'"/4"*'B$%")'4&W4".%KX,4$" $"!>/,Bc&%,$"!4" 2012, e perspectivando-se um excedente da ordem de 3,1% em 2013. A evolução desta balança espelha a variação do endividamento nacional (sector público e privado) face ao exterior, pelo que, uma situação de superavit traduz uma diminuição do endividamento externo global da economia portuguesa. A inversão da posição da nossa balança corrente e de capital é assim, naturalmente, um dos factores que contribuiu para o recente desanuviamento da percepção de risco por parte dos investidores internacionais em relação ao nosso país, que induziu a descida dos yields da dívida pública nacional !"!2)5"'".!%4,),%"$"%!0%!22$"'$2"4!%+' $2" !"69'9+,'4!9)$"!X)!%9$3"!4&$%'"',9 '" limitadamente, de bancos nacionais. Esta evolução muito positiva na balança corrente e de capital foi porém conseguida à custa de um programa de ajustamento e de austeridade muito severo, que tem conduzido a uma acentuada retracção no nível de actividade económica, colocando questões quanto à sua sustentabilidade, embora seja de assinalar o comportamento animador das exportações para fora da Zona Euro, que se espera não venha a ser prejudicado com uma excessiva apreciação do euro. O declínio do nível de actividade levou a uma forte subida na taxa de desemprego, a qual, segundo os números do INE, se situava em Dezembro de 2012 em 16,9%, correspondendo a cerca de 920 mil desempregados, com elevada expressão do desemprego de longa duração e do desemprego de jovens. A projecção para 2013 é a de que a taxa de desemprego venha ainda a subir em relação a este nível. No seio da Zona Euro só a Grécia e Espanha apresentam taxas de desemprego mais elevadas, em ambos os casos já amplamente superiores a 20%. d$")$+'9)!"[",9w'T-$"!"'.!2'%" $"'4&,!9)!"%!+!22,*$3"%!0,2)$/C2!"!4"IJGI"/4'"2/&, '" $"9c*!B"0!%'B" !".%!T$2"9$"+$92/4, $%" !"I3nq3"%!w!+),9 $"$"'/4!9)$" $2" .%!T$2" !" !)!%4,9' $2"&!92"!"2!%*,T$23"9'"2!>/19+,'" !"'0%'*'4!9)$2"62+',2"!" $"'Q/2)'4!9)$"!4"'B)'" !".%!T$2"' 4,9,2)%' $2:"d$"!9)'9)$3".'%'"IJGH"' 4,)!C2!" /4'" !2+, '" '",9w'T-$".'%'"+!%+'" !"J3rq3".%$*$+' '".!B'">/! '" '".%$+/%'",9)!%9':" MERCADO BANCÁRIO E2"+$9 ,T`!2" !"!X.B$%'T-$" $"4!%+' $"&'9+5%,$3" /%'9)!"IJGI3"8$%'4"4'%+' '4!9)!",9w/!9+,' '2".!B$2"2!0/,9)!2"8'+)$%!2( C"M$9),9/'T-$" '" ,6+/B ' !" !"%!69'9+,'4!9)$" $2"&'9+$2".$%)/0/!2!2"9$2"4!%+' $2" !"+'.,)',23"+$4$"+$92!>/19+,'" '".!%+!.T-$"'0%'*' '" $2"8'+)$%!2" !" %,2+$"B,0' $2"[" c*, '".U&B,+'"!"'$"2!+)$%"69'9+!,%$3"+$9 ,+,$9'9)!">/!3"9$"!9)'9)$3"2!")!4"!2&'), $"/4".$/+$"/B),4'4!9)!i C"dc*!B"!X)%!4'4!9)!"&',X$" '2")'X'2"!/%,&$%3"[2">/',2"2!"!9+$9)%'4",9 !X' '2"'2")'X'2".%'),+' '2"9'"4',$%".'%)!" $2"+$9)%')$2" !"+%W ,)$3"2,)/'T-$">/!"2!"*!%,6+$/" durante todo o ano, com descida persistente das taxas, e que se acentuou no segundo semestre; - Forte crescimento do crédito vencido, implicando um grande aumento do esforço de provisionamento por parte da generalidade das instituições e perda de remuneração no crédito pela anulação de juros não pagos; - Correlativamente, acumulação no balanço dos bancos de um vasto património ,4$&,B,5%,$3">/!"+$92),)/,"/4'"%/&%,+'"69'9+!,ramente improdutiva, sujeita potencialmente a futuras imparidades, e implicando, a prazo, deduções prudenciais ao valor dos fundos próprios. E2" ,6+/B ' !2" !"%!69'9+,'4!9)$" $2" bancos nacionais criaram, como é sabido, uma enorme pressão concorrencial na área da captação, dado que, para além das necessidades correntes de fundos, os bancos precisam ainda de melhorar a sua posição estrutural de liquidez, o que os obriga a reduzirem os rácios de transformação – redução que alguns já conseguiram fazer, inscrevendo-se no limite máximo previsto para esse rácio no Memorando relativo '$";%$0%'4'" !"E22,2)19+,'"b,9'9+!,%'"'$" nosso país (120%). Esta pressão sobre os recursos levou a que as taxas de juro médias dos depósitos (até 2 anos) registassem uma subida acentua'3"'),90,9 $"/4".,+$"9'".'%)!"69'B" !"IJGG"!" início de 2012, descendo, porém, nos meses subsequentes, em parte como resultado das medidas disciplinadoras adoptadas pelo Banco de Portugal. Poderão ter contribuído também para essa descida, no entanto, o desanuviamento dos constrangimentos de liquidez das instituições através de maior %!+/%2$" '$" %!69'9+,'4!9)$" Q/9)$" $" #M<3" bem como a progressiva desalavancagem dos seus balanços via contenção de crédito, alienação de activos e conversão de recursos


Ano XIX I Nº. 494 I 18 de abril de 2013

fora de balanço em depósitos convencionais. Entretanto, e como se referiu, algumas instituições de crédito, embora de forma B,4,)' '3"Q5"+$92!0/,%'4"*$B)'%"'"%!69'9+,'%-se no mercado de capitais. Mantém-se porém a situação anómala, que contrasta totalmente com o que se *!%,6+'*'" '9)!2" '" +%,2!" 69'9+!,%'3" !" $" custo dos depósitos exceder, e de maneira 2,09,6+'),*'3"'2")'X'2" !"Q/%$" !"%!8!%19+,'" do mercado interbancário (as taxas euribor). A subida do custo dos depósitos levou '2" ,92),)/,T`!2" 69'9+!,%'2" '" 'Q/2)'%!4" também o preço do crédito, subindo os spreads em relação às taxas euribor, mas a descida incessante destas últimas, e a sua manutenção, durante a maior parte de 2012, em níveis muito baixos, conduziu a que, mesmo com os referidos ajustamentos em alta, o preço médio do crédito tenha !9)%' $"9/4"+,+B$" !" !2+, '" !2 !"]!=!4&%$" !"IJGG3">/!"',9 '"9-$"2!",9*!%)!/:"E22,43"9$"+%W ,)$"'"!4.%!2'2"'"%!2.!+),*'")'X'"4W ,'" !2+!/" !"^3GGq"9!22!"412" para apenas 4,86% em Junho de 2012, descendo novamente para 4,60% em Novembro, no crédito à

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as medidas adoptadas relativas à racionalização e automatização do preçário sido instrumentais para a melhor cobertura dos custos inerentes a esses serviços !".'%'"'".%$4$T-$" '"!6+5+,'" '"+$&%'9T': F"+%!2+,4!9)$" !2)!2".%$*!,)$2"!X)%'C4'%0!4"69'9+!,%'"W"+%/+,'B".'%'">/!" os bancos mantenham níveis de rentabilidade aceitáveis, dado que as condições de exploração da actividade bancária se encontram no presente profundamente alteradas em relação ao que era o padrão de há alguns anos atrás, em que a diferença entre as taxas de juro activas e passivas assegurava resultados mais compensadores às instituições. Os custos de estrutura foram contidos, tendo apresentado mesmo uma redução global de cerca de 0,5%, contribuindo sobretudo para tal a diminuição de 1,7% nos gastos gerais administrativos (-2,2 milhões de euros), os quais em 2011 haviam sido onerados com as despesas relativas à comemoração do centenário, e com a primeira parcela do custo do Programa Especial de Inspecções. Já nos custos de pessoal teve-se um acréscimo marginal de 0,9%. Entretanto, foram adoptadas diversas medidas de racionalização de procedimentos, operacionalizadas ainda em 2012, mas com impacto sobretudo a partir do exercício de 2013, que vão dar um contributo importante para novas reduções nos gastos gerais administrativos, sendo de referir, em particular, a implementação da compensação electrónica de cheques e a adopção da comunicação digital na informação a clientes. z"2!4!BD'9T'" $">/!"2!"*!%,6+'"9$"+$9Q/9)$" $"2,2)!4'"&'9+5%,$3"'2" ,6+/B ' !2" '"'+)/'B"+$9Q/9)/%'"!2)-$3")'4&W4"9$"+'2$" $"M%W ,)$"E0%c+$B'3"'"8'=!%"2/&,%" os níveis do crédito vencido, embora de forma menos acentuada, implicando um aumento das provisões, que no exercício de 2012 atingiram 123,6 milhões de euros, contra 111,8 milhões no ano anterior (+10,5%) e que incluem provisões constituídas para fazer face a potenciais menos valias em activos imobiliários adquiridos em

habitação passou-se de uma taxa média de 2,73% 9$"69'B" !"IJGG".'%'"I3G\q"!4"u/9D$" !"IJGI"!" 1,66% em Novembro de 2012, e no crédito pessoal .'%'"+$92/4$"!"$/)%$2"6923" !"n3\nq".'%'"n3^Gq" e 8,38% nos mesmos meses. O crédito à habitação é a componente do crédito mais penalizada pela descida das taxas euribor – neste caso sobretudo a euribor a 6 meses -, devido à maturidade média muito longa das respectivas operações. Na carteira de crédito a empresas, e sobretudo no crédito ao consumo, a sua maior rotação tem permitido às instituições, através do ajustamento do spread nas novas operações e renovações, amortecerem o impacto da descida da euribor nas respectivas taxas médias de remuneração, sem conseguirem, no entanto, travar a sua queda. E22,43"')!9 !9 $"["%!8!%, '",9w!X-$"9$"+/2)$" $2" !.K2,)$23" ao longo de 2012, o sector bancário no seu conjunto conseguiu recuperar em alguma medida a “margem comercial” (diferença entre a taxa média do crédito e a dos depósitos) nas operações de crédito a empresas e crédito ao consumo, em relação ao nível muito baixo de Dezembro de 2011 (subindo essa margem respectivamente +0,35 p.p. e +0,56 p.p.), continuando porém a “margem comercial” a degradar-se no crédito à habitação. É de realçar o facto, gravoso .'%'"$"+$9Q/9)$" '2",92),)/,T`!2"69'9+!,%'23" !">/!"'"N4'%0!4" comercial” no crédito à habitação é nesta altura de -1,15%, e já era negativa (-0,94%) em Dezembro de 2011. Constata-se, por outro lado, ao considerar a evolução dos agregados de crédito, que o volume do crédito concedido à economia tem estado em regressão acentuada, agravando o impacto sobre '"4'%0!4"69'9+!,%'" '"2,)/'T-$"' *!%2'" '"4'%0!4"+$4!%+,'B("'$"N!8!,)$" taxa” negativo soma-se um “efeito volume” igualmente negativo. Com efeito, o crédito a empresas, em Novembro 2012, apresentava uma redução de 4,7% em termos homólogos, o crédito à habitação de 3,5% e $"+%W ,)$"'".'%),+/B'%!2".'%'"$/)%$2"692"/4'"%!)%'+T-$"4',2".%$9/9+,' '3" de 8,0%. Estas variações referem-se ao saldo das carteiras de crédito, e !9$)'43".$%"+$92!>/19+,'3"/4'"%! /T-$"2/&2)'9+,'B"!4"9$*'2"$.!%'T`!2:" E"+$9)%'+T-$"9$2"*$B/4!2" $"+%W ,)$"+$9+! , $"["!+$9$4,'"%!w!+)!"8'+)$%!2" ligados à oferta – gestão da liquidez, gestão do risco e constrangimentos de balanço das instituições -, mas também se explica por uma menor procura, motivada pelo baixo nível de actividade económica e pela incerteza e apreensões dos agentes económicos perante o actual ambiente recessivo. Um outro aspecto marcante da evolução do mercado bancário é o substancial crescimento do crédito vencido, o qual, para além de provocar um enorme esforço

processo de recuperação de crédito. <4"+$9Q/0'T-$"+$4"'"!*$B/T-$" !28'*$%5*!B" '"4'%0!4"69'9+!,%'3"8$,"!2)!"+%!2+,4!9)$" '2".%$*,2`!2"$"8'+)$%">/!"4',2".!9'B,=$/"$2"%!2/B)' $2"Bc>/, $2" $"@aMES" 9$"!X!%+c+,$"69 $"+$4.'%'),*'4!9)!"'"IJGG3"'9$"!4">/!"$"%!2/B)' $"'),90,%'"^H"4,BD`!2" !"!/%$2: Deve notar-se que embora o Crédito Agrícola, como instituição bancária cooperativa, não tenha o lucro como móbil central da sua actividade, a realização de %!2/B)' $2".$2,),*$2"W"!22!9+,'B".'%'"$"f%/.$"%!8$%T'%"$"2!/"+'.,)'B"!3"'22,43"2!"+'.'+,)'%".'%'" !2!4.!9D'%"!6+'=4!9)!"'"2/'"4,22-$3"9$4!' '4!9)!"9$"'.$,$"'$" desenvolvimento sócio-económico das comunidades em que as Caixas estão inseridas. O resultado obtido em 2012 permitiu ao Crédito Agrícola continuar a reforçar a sua situação líquida, que em Dezembro/2012 já totalizava quase 1.100 milhões de !/%$23"+$9)%'"G:J^h"4,BD`!2"9$"69'B" $"'9$")%'92'+)$:"<2)!"9c*!B" !"+'.,)'B,='T-$"!2)5"'22$+,' $"'"/4"%5+,$"M$%!"p,!%"G">/!"W"$"4',2"!B!*' $" $"2,2)!4'"&'9+5%,$" .$%)/0/12"k2!4"+$9)'%"$2"%!+!9)!2"'..$%)2" !"8/9 $2".U&B,+$2"!4"'B0/92"&'9+$2l3")%' /=,9 $"'"%$&/2)!=" $"&'B'9T$" $"M%W ,)$"E0%c+$B': A par da boa situação de que desfruta em termos de capital, o Crédito Agrícola mantém igualmente um rácio de transformação de depósitos em crédito, bastante confortável, rácio que, no exercício anterior, evoluiu para cerca de 82%, aumentando a margem de segurança do Grupo neste indicador. Tal confere ao Crédito Agrícola /4'".$2,T-$"U9,+'"9$"+$9Q/9)$" '"&'9+'".$%)/0/!2'"!4")!%4$2" !"B,>/, !=:"M$4$"2!"%!8!%,/3"$"*'B$%" !69, $"+$4$"45X,4$".'%'"!2)!"%5+,$"9$"o4&,)$" $".%$0%'4'" !" 'Q/2)'4!9)$".'%'"$"2!+)$%"69'9+!,%$"W" !"GIJq3"&!9!6+,'9 $".$%)'9)$"$"@aMES" !"/4'"0%'9 !"4'%0!4" !"2!0/%'9T': É de referir que o Crédito Agrícola foi um dos oito grupos bancários portugueses que, pela sua importância sistémica, foi abrangido pelo Programa Especial de a92.!+T`!2">/!3"9$"o4&,)$" '"E22,2)19+,'"b,9'9+!,%'"'";$%)/0'B3"8$,"B!*' $"'"+'&$".!B$"#'9+$" !";$%)/0'B"!".!B'")%$,y'3"!9*$B*!9 $"!>/,.'2"!2.!+,'B,=' '2" !"'/ ,)$%,'3" que analisaram as carteiras de crédito das instituições e os seus procedimentos de controlo, os requisitos de capital e a capacidade para suportar choques adversos,

!".%$*,2,$9'4!9)$"9'2" ,8!%!9)!2",92),)/,T`!23")'4&W4"'8!+)'"'"4'%0!4"69'9+!,%'3".!B$"'/4!9)$" $".!2$" $"+%W ,)$"!" !"$/)%$2"'+),*$2",4.%$ /),*$23"!".!B'"'9/B'T-$" de juros vencidos não pagos. Considerando os valores do crédito vencido no sistema bancário relativos a Novembro de 2012, constata-se um incremento em termos homólogos de cerca de 6,4% no caso dos particulares, mas de 42,7% no caso das empresas, originando um aumento global do crédito vencido no sistema bancário de 28,7%. O crédito vencido de !4.%!2'2"Q5".!%8'=,'"9!22!"412"GJ3Iq" '"+'%)!,%'3"8'+!"'"\3^q"9$"412"D$4KB$0$:"<4"]!=!4&%$" !"IJJn3"!2)!"%5+,$"!%'" !"'.!9'2"I3Iq: Embora o crédito vencido empresarial esteja em crescimento em todos os sectores, é particularmente elevado o aumento de 45,0% registado na construção e de \I3Hq"9'2"'+),*, ' !2",4$&,B,5%,'23">/!"!4"+$9Q/9)$".!%8'=!4"^^3Hq" $"+%W ,)$"*!9+, $" '2"!4.%!2'2:"d$"+%W ,)$"'"!4.%!2'23"%!6%'C2!3"'"'0%,+/B)/%'"W"$"2!+)$%"+$4" 4!9$%"%5+,$" !"+%W ,)$"*!9+, $3" !"^3Iq"!4"d$*!4&%$"UB),4$3"+$9)%'"H3\q"9$"412"D$4KB$0$" !"IJGG3"4'2")'4&W4"'.%!2!9)$/"/4"+%!2+,4!9)$"2,09,6+'),*$3"Q5">/!" em Dezembro de 2008 era de apenas 1,3%. No caso dos particulares, o rácio de crédito vencido era de 3,8% em Novembro de 2012, sendo de 2,1% no crédito à habitação e de 11,6% nos créditos para consumo !"$/)%$2"6923"%5+,$2">/!"9$"412"D$4KB$0$" !"IJGG"!%'4" !"H3gq3"G3rq"!"GJ3Jq"%!2.!+),*'4!9)!:"<4"]!=!4&%$" !"IJJn"$"%5+,$" !"+%W ,)$"*!9+, $"9$2".'%),+/B'%!2" !%'" !"I3Iq3"2!9 $"G3^q"9$"+%W ,)$"["D'&,)'T-$"!"g3rq"9$"+%W ,)$".'%'"$/)%$2"692: A análise dos rácios de crédito vencido em empresas por escalões dimensionais dos níveis de responsabilidade é também elucidativa, revelando que em todos os escalões o crédito vencido tem apresentado recentemente um crescimento muito rápido. Com efeito, constata-se que até no escalão de níveis de responsabilidade '+,4'" !"^"4,BD`!2" !"!/%$23"!4">/!"9$"69'B" !"IJJn"$"+%W ,)$"*!9+, $"!%'" !"'.!9'2"Gq" '"+'%)!,%'3"2!")!4"'+)/'B4!9)!"kd$*!4&%$"IJGIl"/4"9c*!B" !"h3nq:"F2"%5+,$2" !"+%W ,)$"*!9+, $"2-$"9$"!9)'9)$"4/,)$"4',2"!B!*' $2"9$2"!2+'B`!2",98!%,$%!23">/!"4',2"+$%%!2.$9 !4"[" ,4!92-$")c.,+'" '2"!X.$2,T`!2" '2"M',X'23"*!%,6+'9 $C2!" .$%W4">/!"$2"%5+,$2" !"+%W ,)$"*!9+, $" $"@aMES"2-$"!4"0!%'B"2,09,6+'),*'4!9)!",98!%,$%!2"'$2">/!"2!"*!%,6+'4"9!22!2"!2+'B`!2"9$"+$9Q/9)$" $"2,2)!4'"&'9+5%,$: b'+!"["2,)/'T-$" !2+%,)'" !"!24'0'4!9)$"$/"%! /T-$" '"4'%0!4"69'9+!,%'"!" !"'/4!9)$" '2",4.'%, ' !2" !"+%W ,)$"!" !"4!9$2"*'B,'2"!4"'+),*$2",4$&,B,5%,$23" a par das reduzidas oportunidades de negócio e da necessária desalavancagem, a rentabilidade das diferentes instituições encontra-se pressionada, apresentando algumas, entre as de maior peso no sistema, resultados negativos substanciais, e outras resultados positivos, mas pouco expressivos face à dimensão dos seus balanços. EB,523"$2"%!2/B)' $2"'.%!2!9)' $2"%!w!+)!4".%$*!,)$2"9-$"%!+$%%!9)!2"R"+$4$"0'9D$2"69'9+!,%$2"9'"%!+$4.%'"'" !2+$9)$" !" c*, '".%K.%,'"!"4',2C*'B,'2"9'"*!9 '" !" $&%,0'T`!2" $")!2$/%$"R"!"',9 '3"9'B0/92"+'2$23"$2"%!2/B)' $2" !"6B,',2"$/"2/+/%2',2"8$%'" !";$%)/0'B3">/!"+$4.!92'4"%!2/B)' $2"4',2"4$ !2)$2"9'"'+),*, ' !" $4W2),+': CRÉDITO AGRÍCOLA: EVOLUÇÃO RECENTE Apesar dos constrangimentos que caracterizaram a situação do mercado bancário em 2012 e que se descreveram no ponto anterior, o Crédito Agrícola (SICAM) conseguiu em 2012 um resultado positivo de cerca de 42 milhões de euros. Este resultado, embora inferior ao registado em 2011, pode-se considerar como bastante favorável face ao panorama geral do sector, em que, como se referiu, alguns bancos apresentaram mesmo resultados negativos substanciais. É também de sublinhar que, num quadro concorrencial ainda caracterizado por uma extremada competição pelos recursos, o Crédito Agrícola registou em 2012 um crescimento dos depósitos de +B,!9)!2" !"H3Jq3".!%8'=!9 $"!22!2" !.K2,)$23"!4"]!=!4&%$"69 $3" GJ:Ghn"4,BD`!2" !"!/%$2"kvIrg"4,BD`!2"+$4.'%'),*'4!9)!"'$"69'B" !" 2011). No tocante ao crédito e apesar da folgada situação de liquidez do Crédito Agrícola, a carteira global que se situou em 8.365 milhões de euros, registou uma ligeira diminuição de 2,6%, explicável pelo

examinando posteriormente, em detalhe, a sua carteira de crédito imobiliário. As conclusões deste trabalho relativas ao Crédito Agrícola revelam-se amplamente positivas. Nestes termos, pode dizer-se que o Crédito Agrícola, mantendo políticas prudentes !"+$92!%*' $%'23".$ !"!98%!9)'%"+$4"+$96'9T'3"!4&$%'"2!4.%!"+$4"$"9!+!225%,$" %!'B,24$3"'2" ,6+/B ' !2"!"$2" !2'6$2" '"'+)/'B"+$9Q/9)/%'3">/!"+$9),9/'%-$".$%"'B0/4" tempo a implicar para as instituições bancárias condições de exploração bastante mais duras do que as existentes antes da actual crise, obrigando a ajustamentos estratégicos a vários níveis. Para além do SICAM, o Crédito Agrícola integra hoje um conjunto de empresas especializadas em diversas áreas de negócio, tais como seguros, gestão de activos e consultoria, sendo de destacar, entre estas, a actividade seguradora no que diz respeito '$"+$9)%,&/)$"Q5"2,09,6+'),*$".'%'"$2"%!2/B)' $2"+$92$B, ' $2" $"f%/.$"M%W ,)$"E0%c+$B': Neste contexto, merece destaque o facto de a CA Vida ter sido mais uma vez distinguida com o galardão de “Melhor Grande Seguradora Vida” a operar em Portugal, distinção que, em relação aos ramos reais e no seu segmento dimensional, a CA Seguros também recebeu em 2008, 2009 e 2010. Apesar dos condicionalismos e constrangimentos da presente conjuntura, o Crédito Agrícola tem continuado o processo de moder9,='T-$">/!",9,+,$/"D5"'B0/92"'9$2"')%523"$">/'B3".!%4,),9 $"'"+$92!+/T-$" !"4!BD$%,'2"$.!%'+,$9',2",9)!%9'23"2!"%!w!+)!")'4&W4"9'" ,2.$9,&,B,='T-$"'$2"'22$+,' $2"!"+B,!9)!2" !"9$*'2"2$B/T`!2">/!"%!2.$9 !4"[2"9!+!22, ' !2"2/2+,)' '2".!B'2"!X,019+,'2" '"*, '" moderna e pela própria evolução tecnológica. Entre as diversas iniciativas neste domínio, é de relevar, no período mais recente, o alargamento das funcionalidades do serviço de internet banking do Grupo – o CA on-Line -, serviço que já conta com cerca de 200.000 aderentes (activos), permitindo aos clientes realizar hoje, sobre esta plataforma bancária, um vasto conjunto de operações. Como já se referiu, o SICAM, utilizando esta mesma plataforma, passou a disponibilizar a informação aos seus associados e clientes em suporte digital, dispensando a comunicação em papel. Outra iniciativa de relevo, relacionada com este canal, foi o lançamento do serviço CA – Mobile banking, que permite aos utiliza$%!2" !"24'%)".D$9!2"$"+$9)'+)$3"85+,B"!",4! ,')$3"+$4"$"&'9+$".'%'"+$92/B)'2"!")%'92'+T`!2"k !"&',X'"!X,019+,'" !"2!0/%'9T'l"'" partir do seu aparelho. d'"5%!'" !"+'%)`!2"*!%,6+$/C2!"9$*'",9,+,'),*'",9$*' $%'" $"M%W ,)$"E0%c+$B'3"'$"B'9T'%"9$"Hj")%,4!2)%!" !"IJGI"$"+'%)-$"+$9)'+)B!223" o que vem na linha do lançamento do cartão chip, em que igualmente o Crédito Agrícola foi o pioneiro em Portugal. Na vertente comercial, há que referir que o Crédito Agrícola lançou uma linha de crédito de 250 milhões de euros para apoio à exportação, e assinou com o Ministério '"E0%,+/B)/%'"/4".%$)$+$B$"*,2'9 $"$"69'9+,'4!9)$" $"2!+)$%"'0%c+$B'3"')%'*W2" !"/4'"B,9D'" !"G^J"4,BD`!2" !"!/%$2".'%'".%$Q!+)$2"!9>/' %' $2"9$";eF]<e:";'%'" 'BW4" ,22$3"$"M%W ,)$"E0%c+$B'")!4"), $"/4'".'%),+,.'T-$"&'2)'9)!"'+),*'"9$"69'9+,'4!9)$"'";S<2"9$"o4&,)$" '2"B,9D'2";S<"a9*!2)"!"M%!2+,4!9)$3"!"' !%,/3"!4"IJGI3" '$".%$)$+$B$"%!B'),*$"'$"!2)')/)$"N;S<"Lc !%P3".$ !9 $".%$.$%"'"+!%),6+'T-$" !"!4.%!2'2".'%'"!2)!"!2)')/)$: Finalmente é de notar que, de acordo +$4"$"e!B')K%,$"$6+,'B" $"#'9+$" !";$%)/-

comportamento pouco dinâmico da procura, dada a situação recessiva da economia. F"%!2/B)' $" !"IJGI"!2.!BD'"'"!*$B/T-$"' *!%2'" '"4'%0!4"69'9+!,%'3".%$*$+' '".!B'"'+!9)/' '" !2+, '" '2")'X'2"!/%,&$%3"[2">/',2"2!"!9+$9)%'4",9 !X' '2" '2"+$9 ,T`!2"%!4/9!%')K%,'2" '"B'%0'"4',$%,'" '2"$.!%'T`!2" !"+%W ,)$"k4',2" !"nJq" $"*'B$%")$)'B" '"+'%)!,%'l:"M$4"!8!,)$3"'"4'%0!4"69'9+!,%'" $"M%W ,)$"E0%c+$B'" desceu de 343 milhões de euros em 2011 para 319 milhões em 2012, uma redução de 7%. A evolução positiva noutras componentes do produto bancário permitiu, no entanto, que este agregado tivesse mantido sensivelmente o mesmo valor que em 2011, 2$8%!9 $"'.!9'2"/4'"B,0!,%'"%! /T-$" !"G3gq(" !"ghI"4,BD`!2" !"!/%$2"!4"IJGG".'%'"g\^"4,BD`!2"9$"'9$"69 $:

gal sobre essa matéria, o Crédito Agrícola (SICAM) continua a ser o grupo bancário +$4"4!9$%",9+, 19+,'" !"%!+B'4'T`!2" !" clientes entre todo os bancos a operar em Portugal, em aspectos chave do negócio (depósitos, crédito ao consumo, cheques),

Entre as rubricas do produto bancário com evolução mais favorável cabe destacar o saldo de comissões, principal componente da margem complementar, o qual aumentou em 11,3% face ao valor de 2011, atingindo 129,5 milhões. Nesta rubrica pesam as comissões relativas à venda de seguros de vida e de ramos reais (cross-selling), mas também as comissões relativas a cartões e a fundos de investimento e, naturalmente, as ligadas à prestação de serviços bancários, tendo quanto a estas

e encontra-se entre os melhores posicionados no credito à habitação.


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Ano XIX I Nº. 494 I 18 de abril de 2013

5. PASSIVO E CAPITAL 5.1 – Recursos de Clientes e Outros Empréstimos E"+'.)'T-$" !" !.K2,)$2"+$9),9/$/"2/Q!,)'"[2"+$9),9019+,'2" !"/4'" envolvente económica pouco favorável, ao consequente aumento do desemprego e ao grau de endividamento dos agentes económicos, designadamente dos particulares, que limitaram o aumento da propensão à poupança. Os Recursos de Clientes, representados pelo conjunto dos depósitos, registaram, em 2012, um decréscimo de 4,0%, correspondente a uma variação negativa de 739.936 euros, atingindo um volume global de 17.783.166 euros, constituindo a componente principal dos recursos 69'9+,' $%!2" '"'+),*, ' !" '"MMES"k"hI3h"ql: Os Capitais Próprios, a segunda com.$9!9)!" $2"%!+/%2$2"69'9+,' $%!2" '" actividade, representados pelo Capital, Reservas e Resultados, foram de novo reforçados com um acréscimo de 163.538 euros, correspondendo a 23,0 % do total do Passivo e do Capital. 5.2 – Evolução dos Depósitos No conjunto dos Recursos de Clientes, os depósitos à ordem e os depósitos a prazo, contrariamente aos depósitos poupança, evoluíram positivamente, com um acréscimo de 129.223 euros e 721.483 euros respectivamente, em relação a 2011, enquanto que os depósitos de poupança diminuíram 1.604.536 euros, os juros a pagar apresentam um aumento de 13.894. 6. ACTIVOS 6.1-Evolução do Activo Líquido Do conjunto dos activos que constituem a carteira da CCAM, a rubrica, N],2.$9,&,B, ' !2" !" '.B,+'T`!2" 69'9+!,%'2" em instituições de crédito”, continua a ser a mais importante na estrutura do Balanço. Em 2012, apresentou um aumento face ao ano anterior, no total do Activo Liquido, passando de 47,6 % para 49,0 %, e em termos absolutos representa um aumento de 374.470 euros. No que respeita ao “Crédito a clientes”, liquido de provisões, houve um decréscimo, passando o seu peso no Activo de 43,8 % para 42,3 %, com um decréscimo, em termos absolutos, de 329.576 euros. 6.2 - Evolução do Crédito a Clientes ]' '"'"!*$B/T-$"*!%,6+' '" $"+%W ,)$"'"+B,!9)!23"4'9)14"'"2/'" ,9w/19+,'"9$"+$9Q/9)$" $2"'+),*$2">/!"+$92),)/!4"'"+'%)!,%'" '"MMES3" continuando em 2012 a ser a segunda principal aplicação. No encerramento do exercício de 2012, antes de provisões, o valor do crédito vincendo eleva-se a 10.192.671 euros, evidenciando um decréscimo de

Risco Operacional M$92,2)!"9'".%$&'&,B, ' !" !"$+$%%19+,'" de impactos negativos nos resultados ou no capital, decorrentes de falhas na análise, processamento ou liquidação das operações, de fraudes internas e externas, da actividade ser afectada devido à utilização de recursos !4" %!0,4!" !" Y$/)2$/%+,90Y3" '" !X,2)19+,'" de recursos humanos insuficientes ou inadequados ou da inoperacionalidade das infra-estruturas. Em matéria de risco operacional, o Gabinete de Gestão de Riscos e Compliance em conjunto com o Gabinete de Auditoria Interna, detectam e realizam o registo de eventuais incidentes que decorram dentro deste âmbito, procedendo às respectivas tomadas de medidas correctivas. Risco de Liquidez Corresponde à probabilidade de ocor%19+,'" !",4.'+)$2"9!0'),*$2"9$2"%!2/B)' $2" ou no capital, decorrentes da incapacidade da instituição dispor de fundos líquidos para cumprir as suas obrigações financeiras, à medida que as mesmas se vencem. A análise, acompanhamento e monitorização da posição de liquidez da CCAM avalia sistematicamente a capacidade de cumprir com '2"%!2.$92'&,B, ' !2"69'9+!,%'2"9'"4! , '"!4">/!"!2)'2"2!"*!9T'4:" 9. RESULTADOS, EFICIÊNCIA e RENDIBILIDADE 9.1 Evolução dos Resultados A maior contribuição na formação do Produto Bancário continuou a ser assegurada pela Margem Financeira, principal indicador das actividades de intermediação, aumentando de 880.083 para 929.402 euros, contribuindo para que o produto bancário fosse superior ao do ano anterior. A CCAM, aumentou o seu Resultado Liquido que passou de 152.938 euros em 2011, .'%'"GhH:n^G"!/%$2"!4"IJGI:"M$4$"+$92!>/19+,'3"$"M'2D"bB$|" $"!X!%+c+,$3"!4"IJGI3" aumentou consideravelmente ( 467.778 euros ), 105.788 euros face ao ano anterior. 10. CAPITALIZAÇÃO E RÁCIOS PRUDENCIAIS 10.1- Capitalização A afectação a Reservas do resultado líquido do exercício anterior, nos termos estatutários, possibilitou que os Capitais Próprios, constituídos pelo Capital, Reservas e Resultados, ascendam a 5.627.706 de euros no encerramento do exercício.

509.248 euros relativamente a 2011. 6.3 - Evolução do Crédito a Clientes por Tipo de Situação O crédito a clientes, sob o ponto de vista da sua situação, evidencia que o designado

10.2- Evolução dos Fundos Próprios Totais Os Fundos Próprios Totais para efeitos do rácio de solvabilidade ( Fundos Próprios de base + Fundos Complementares – Deduções ) passaram de 4.567.077 euros em 2011, para 4.759.661 euros, em 2012, evidenciando um acréscimo de 192.584 de euros. O valor dos Requisitos de Fundos Próprios calculado de acordo Instrução nº 23/2007 do Banco de Portugal, cifrou-se em 4.759.661 euros, determinando um montante de Fundos Próprios, que assegura

crédito vencido ou “mal parado” cresceu aproximadamente 434.908 euros em relação ao ano transacto, o que corresponde, em termos percentuais, a um acréscimo de 32,27 %. Com as provisões para crédito vencido a crescerem 257.211 de euros, a taxa de cobertura para o crédito vencido, passou de

10.3 Adequação dos Fundos Próprios na óptica do Banco de Portugal (Rácio de Solvabilidade) Do conjunto dos principais rácios, importa destacar o de Solvabilidade, na óptica do Banco de Portugal, >/!3"9$"69'B" $"'9$" !"IJGI3"2!"6X$/3"!4"gh3nI"q3"2/.!%,$%"'$" $"'9$"'9)!%,$%"k"g^3hg"q"l3"*!%,6+'9 $C2!" assim, que este rácio e largamente superior ao obrigatório ( 8 % ), relativamente aos requisitos de fundos

59 % para 71 % relativamente a 2011.

próprios da Instituição, face ao risco incorrido na ponderação dos activos patrimoniais e extrapatrimoniais.

7. ACTIVIDADE FINANCEIRA E DE INVESTIMENTOS 7.1 Evolução das Aplicações em IC’s e Investimento em Títulos E"'+),*, ' !"69'9+!,%'"'.%!2!9)'"/4"'+%W2+,4$" !"Hhg:ghJ"!/%$2"9$"E+),*$"p$)'B:"E"M',X'"!"'2"],2.$9,&,B, ' !2"!4"aM{2"%!0,2)$/"/4" !+%W2+,4$" !"H^:h^n"!/%$23" e as Aplicações em Instituições de Crédito cresceram 410.228 euros. O peso destas duas rubricas, em termos percentuais, passou de 3,1 % para 3,5 % e de 96,1 %

11. CONSIDERAÇÕES FINAIS Nos termos da lei vigente, o Conselho de Administração apresenta o Relatório de Gestão e Contas, referentes ao exercício de 2012, dando cumprimento à sua obrigação estatutária de informar as autoridades, os associados, demais clientes e o público em geral. e!'BT'4$2"',9 '"$"8'+)$" !"$"'9$" !"IJGI")!%"2, $"/4"'9$" !"!9$%4!2" ,6+/B ' !23"+$4$"+$92!>/19+,'"'"!+$9$4,'"B$+'B"%!22!9),/C2!" !*, $"52" ,6+/B ' !2" '"

para 96,5 %, respectivamente. F",4.'+)$" !2)'2"*'%,'T`!2" !)!%4,9$/"/4"'+%W2+,4$"!4"G3H".$9)$2".!%+!9)/',2" $".!2$" $2"'+),*$2"69'9+!,%$2"!" !",9*!2),4!9)$"9$"E+),*$")$)'B3">/!"2!"2,)/'*'" em 47,8 %, em 2011, e passou para 49,2 %, em 2012.

conjuntura nacional e internacional. No sentido de ajudar os nossos clientes e associados agricultores a ultrapassar esta conjuntura, reforçámos a nossa colaboração com os mesmos na gestão da sua actividade económica, nomeadamente com o serviço de apoio às candidaturas de subsídios e serviço de seguros. A instalação do serviço MB24, continua a contribuir para um fortalecimento das ligação da CCAM aos nossos associados e clientes. A CCAM no seguimento da sua politica anterior continuou a apoiar os eventos socio -culturais da região, nomeadamente a Festa da Vinha e do vinho, Um dos

8. GESTÃO DE RISCOS A gestão de riscos da CCAM é um processo transversal e ,9)!0%' $"9'",92),)/,T-$3">/!".%!)!9 !", !9),6+'%3"'*'B,'%3"'+$4panhar e controlar os riscos materialmente mais relevantes com o objectivo de os conhecer na sua totalidade de forma a construir/ 4!BD$%'%"+$9)%$B$2"!"8!%%'4!9)'2"!6+'=!2".'%'"8'=!%"8'+!"[2".!% '2" esperadas e não esperadas que possam por em causa a situação 69'9+!,%'" '",92),)/,T-$: A Política de Gestão de Riscos na CCAM está assente no princípio da proporcionalidade, desenvolvendo políticas ade>/' '2"["2/'" ,4!92-$3"9')/%!='3"5%!'" !"'+)/'T-$"0!$0%56+'" e complexidade das actividades que desenvolve. Dispõe para isso de processos sólidos para avaliar e manter, numa base permanente, os montantes de capital interno necessários para cobrir os riscos a que se encontra exposta, evidenciando níveis de solvabilidade e liquidez bastante robustos capazes de absorver potenciais eventos de risco. No exercício de 2012, o Gabinete de Gestão de Riscos e Compliance deu continuidade ao desenvolvimento das actividades !"0!2)-$" !"%,2+$23"*,2'9 $"',9 '"'22!0/%'%"'"+$98$%4, ' !"k+$4.B,'9+!l" '"MMES"+$4"$2"9$*$2" !2'6$2" !"%!0/B'4!9)'T-$".'%'"$"2!+)$%"69'9+!,%$: Das diversas iniciativas que se desenvolveram ou iniciaram ao longo de 2012, destaca-se a seguinte: Sistema de Controlo Interno – Prosseguiram os esforços tendentes à estruturação e desenvolvimento de um sistema de controlo interno de acordo com os requisitos %!0/B'4!9)'%!2" !69, $2"9$"E*,2$"9:j"^7IJJn" $"#'9+$" !";$%)/0'B:"F"f'&,9!)!" !"f!2)-$" !"e,2+$2"!"M$4.B,'9+!"!4".'%+!%,'"+$4"$"f'&,9!)!" !"E/ ,)$%,'"a9)!%9'" +$$% !9'"'2"8/9T`!2" !"M$9)%$B$"a9)!%9$"9'"MMES"')%'*W2" '"%!+$BD'"!")%')'4!9)$" !",98$%4'T-$"%!B'),*'"[2",92/6+,19+,'2" !)!+)' '2"9!2)!" $4c9,$3"!" '".%$ /T-$" dos respectivos relatórios regulamentares. Risco de Crédito M$92,2)!"9'".%$&'&,B, ' !" !"$+$%%19+,'" !",4.'+)$2"9!0'),*$2"9$2"%!2/B)' $2"$/"9$"+'.,)'B3" !*, $"[",9+'.'+, ' !" !"/4'"+$9)%'.'%)!"+/4.%,%"$2"2!/2"+$4.%$4,22$2"69'9+!,%$2".!%'9)!"'",92),)/,T-$:"p!9 $"9'" !*, '"+$9)'">/!"!2)!"W"$".%,9+,.'B"%,2+$" '"'+),*, ' !" '"MMES3"'2".$Bc),+'2" !"+%W ,)$"2-$" !69, '2".!B$"M$92!BD$" de Administração, através de critérios rigorosos de concessão de crédito. O indicador mais utilizado para a sua medição e acompanhamento é o rácio de crédito e juros vencido líquido sobre o crédito total liquido. Este rácio evoluiu de ^3Ir"q3"!4"]!=!4&%$" !"IJGG3".'%'"g3rn"q"!4"69',2" !"IJGI3"!*, !9+,'9 $"/4'"%! /T-$" !"J3HI".$9)$2".!%+!9)/',2: Risco de Concentração A concentração de riscos constitui um dos principais factores potenciais de perda a que uma instituição de crédito se encontra sujeita. Em particular, o risco de +$9+!9)%'T-$" !"+%W ,)$" !+$%%!" '"!X,2)19+,'" !"8'+)$%!2" !"%,2+$"+$4/92"$/"+$%%!B'+,$9' $2"!9)%!" ,8!%!9)!2"+$9)%'.'%)!23" !")'B"4$ $">/!"'" !)!%,$%'T-$" '>/!B!2" 8'+)$%!2",4.B,+'"/4"!8!,)$"' *!%2$"2,4/B)o9!$"9'">/'B, ' !" !"+%W ,)$" !"+' '"/4'" '>/!B'2"+$9)%'.'%)!23"+$96%4'9 $"$"%!B!*$" '"0!2)-$" !2)!"%,2+$"9'"4'9/)!9T-$" dos níveis adequados de solvabilidade. Risco de Taxa de Juro M$92,2)!"9'".%$&'&,B, ' !" !"$+$%%19+,'" !",4.'+)$2"9!0'),*$2"9$2"%!2/B)' $2"$/"9$"+'.,)'B3" !*, $"'"4$*,4!9)$2"' *!%2$2" '2")'X'2" !"Q/%$:"E"MMES"'9'B,2'" 4!92'B4!9)!"'"2/'"!X.$2,T-$"'"!2)!"),.$" !"%,2+$"!"'"2!92,&,B, ' !" '"2/'"2,)/'T-$"69'9+!,%'".'%'"4$*,4!9)$2"' *!%2$2" '2")'X'2" !"Q/%$:

'"2$B, !="69'9+!,%'" '",92),)/,T-$"!"'"+'.'+, ' !".'%'"+$9),9/'%"'"2/.$%)'%"$"+%!2+,4!9)$" '"'+),*, ' !:

eventos com maior relevância na região, com a disponibilização do serviço de multibanco de apoio à festa. O sincero reconhecimento, em primeiro lugar para os nossos associados e clientes e para todos os que na justa medida do seu contributo puseram em prática a !2)%')W0,'" !69, '"!".%$.$%+,$9'%'4"$2"%!2/B)' $2"'B+'9T' $23"9$4!' '4!9)!3"K%0-$2"2$+,',23"8/9+,$95%,$2"!" !4',2"+$B'&$%' $%!23"&!4"+$4$")$ $2"$2".'%+!,%$23" Conservatória do Registo Predial, Repartição de Finanças, FENACAM, Caixa Central e restantes empresas do Grupo. Propomos à Assembleia Geral que aprovem um voto de pesar às famílias dos sócios falecidos, dos quais destacamos com especial tristeza a partida do sócio António Luís Russo Pinto, colaborador directo desta CCAM, fazendo parte dos seus órgãos sociais, da mesma desde 1979, falecido a 22 de Outubro de 2012 Nestas circunstâncias, apresentamos à Assembleia Geral, para apreciação, discussão e votação, o presente Relatório de Gestão e Contas. Borba, 01 de Março de 2013 O Conselho de Administração João Manuel Pires Lopes António Joaquim Figueiredo Ferreira

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


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Terras Brancas n.º 494