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agronegócios ano 2 | edição 8 | junho/julho 2013

Senepol

A receita para o cruzamento industrial nos trópicos

Nelore A Fazenda Vila Real

Especial

ExpoZebu

A história do Grupo Ma Shou Tao

Do Brasil para o mundo


Parceiros e Colaboradores Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges o Arnaldinho, é criador da raça Nelore, na Fazenda Ipê Ouro, em Uberaba/MG. Além dessa atividade é também um dos jurados de pista da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) e consultor da raça no Brasil e na América Latina.

Daniel de Paula é publicitário e jornalista desde 1989. Passou por vários órgãos da imprensa escrita, falada e televisada a partir de São Paulo, onde foi criado e onde se formou. Destaque para oito anos como comentarista dos canais Sportv/TV Globo até 2004. A partir daí, entrou para o agronegócio através do Canal do Boi. Hoje é repórter e apresentador dos principais eventos nacionais e internacionais como integrante do SBA e tem a coluna semanal “Enfoque” no site Rural Centro.

Fábio Fatori é fotógrafo com passagens pela Fundação Bradesco, DBO Rural e pela Publique, onde foi sócio-diretor de criação e imagem. Natural de Arapongas/PR, uniu o gosto da pecuária, herdado do avô, com a fotografia, paixão paterna. Fotografou o Brasil de norte a sul, América Latina, Europa, África, sempre focando a natureza e os animais, em especial os bovinos. Em 2005 fundou sua marca própria - Fato Rural, fotografia, publicidade e treinamento profissional em fotografia rural com a realização de workshops.

Joaquim Corrêa Lopes é zootecnista formado pela Unifenas (Universidade de Alfenas) e pós- graduado em Nutrição de Ruminantes pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). No Mato Grosso do Sul trabalhou na seção técnica e comercial das empresas Tortuga e Premix Sal Mineral. Em fazendas que atuam na criação do Nelore trabalhou na Nelore Três Marias e Nelore Koronus. Atualmente trabalha na Nelore Vanguard.


José Luiz Niemeyer dos Santos é criador de Nelore PO há 47 anos. Proprietário da Fazenda Terra Boa, com sede em Guararapes/SP, faz parte de um grupo de criadores que dedicaram sua vida ao melhoramento genético da raça.

Renato Barbosa Andrade é Deputado Federal pelo PP. O empresário e agropecuarista, iniciou a sua vida profissional no Sindicato Rural de Passos/MG. Sempre atuou em defesa da classe ruralista e do agronegócio como vereador de Passos e como Subsecretário de Política Urbana de Minas Gerais. Em janeiro de 2013, assumiu uma cadeira na Câmara Federal onde continua a sua luta em prol dos produtores rurais.

Yuri Baldini é natural de Passos/MG. Zootecnista graduado pela Universidade Estadual de Londrina é também mestre em Produção Animal pela ESALQ/USP. É membro do Colégio de Jurados da ABCZ e trabalha na Aval Serviços Tecnológicos, empresa que atua na avaliação de carcaça bovina por ultrassonografia para Programas de Melhoramento Genético e para a formação de lotes homogêneos de animais em confinamentos. Atua também na orientação técnica de projetos de pecuária de corte seletiva.

Eduardo Muniz de Lima o “Mineiro”, é Médico Veterinário pela Unesp-Jaboticabal, pós graduado em Produção de Ruminantes pela UFLA e MBA em Gestão Empresarial pela FGV e diretor da Minerembryo, maior Central de Receptoras do Brasil, localizada em Alfenas/MG e Uberaba/MG, com 7.000 receptoras e mais de 120.000 embriões transferidos.


Leia na Terra Boa agronegócios

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10 ESPECIAL Grupo Ma Shou Tao

18 PECUÁRIA DE ELITE Senepol e o cruzamento industrial

34 ARTIGO A vez das Matrizes F1

38 PROFISSÃO Leiloeiro

42 ESSÊNCIA DO CAMPO A flor

44 PECUÁRIA DE ELITE Fazenda Vila Real

50 EXPOSIÇÕES A 79ª ExpoZebu

62 GASTRONOMIA Prime Rib de Zebu Assado

64 EXPOSIÇÕES 70ª Expô Curvelo

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Publicidade: publicidade@terraboaagro.com.br Envie a sua história ou curiosidade relacionada ao campo para a Terra Boa Agronegócios!

ARTIGO Fertilidade de Touros


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Quem lê a Terra Boa 3

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Durante o tradicional Leilão de Gala da Fazenda Santa Luzia e na 79a Expozebu, leitores da revista Terra Boa conferiram a edição que teve como matérias de capa os criadores de Gir Leiteiro e Nelore, José Coelho Vitor e Rogério Santos. 1) Os colegas da revista InteRural, Mário Knichalla, Liliane Franklin e Gustavo Ribeiro 2) Wilston Drumond e Kinkão, grandes criadores de Gir Leiteiro 3) O tradicional criador de Gir Leiteiro Gabriel Donato de Andrade recebe a revista em um dos leilões da raça durante a Expozebu 4) O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Nárcio Rodrigues, no Museu do Zebu, momentos antes de reunião com produtores rurais para lançamento do Projeto Campo Novo.

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Ao leitor

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Acreditar Nos últimos dois meses, a movimentação dos leilões da pecuária seletiva das raças zebuínas foi intensa e surpreendente, principalmente durante a ExpoZebu, onde quebrou estimativas previstas e superou índices vislumbrados no início do ano. Uma boa sinalização para o setor que terá um novo grande encontro durante a Feicorte, Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que apontará novas perspectivas para este mercado. O início do semestre pontua grande movimentação para a pecuária leiteira, com a realização da Megaleite, evento que reúne o melhor da genética leiteira. Ponto de encontro para discutir o crescimento do segmento no momento em que o leite registra bons índices, embora alguns problemas do setor, como as fraudes, continuem no debate de produtores, laticínios e governo. Este período foi intenso, também, para a nossa equipe que esteve em grandes eventos do agronegócio e trás nas páginas dessa edição a cobertura desses momentos. Na Agrishow, Feira Internacional de Tecnologia Agrícola, acompanhou os lançamentos do setor que nortearão a produção e colheita do próximo período. Tivemos a honra de entrevistar o Ministro da Agricultura, Antônio Andrade, e conhecer um pouco mais das ações que pretende desenvolver no seu ministério. Encontramos com os criadores de Senepol, que vivem o bom momento da raça que se destaca no cruzamento industrial, bem como na seleção genética, o que mostramos na matéria que abre esta edição. Entre tantos encontros tivemos o prazer de conhecer muitos empreendedores que nos ensinaram muito, principalmente a ter fé. Destacamos aqui o nosso encontro com o Jônadan Ma, do Grupo Boa Fé Ma Shou Tao, e a empolgante história de vida de seus pais que deixaram tudo na China, atravessaram mares, enfrentaram muitas adversidades, mas confiaram e venceram no Brasil. A fé que remove montanhas estava presente nos casos de sucesso que registramos. Desejamos que nossos leitores procurem aumentar a sua e, com fé, construam uma história de vida e sucesso. Forte abraço! Bolivar Filho

Nas capas desta edição, o Ministro da Agricultura e pecuarista Antônio Andrade e imagem de Fábio Fatori com destaque para a raça Senepol, complementando a composição de capa.

Você sabia que a Terra Boa também pode ser acessada na internet para leitura virtual? É no endereço abaixo:

http://issuu.com/terraboa Tenha uma boa leitura!


Especial

Há um ditado popular que diz: “a vida começa aos 40 anos”. Coin-

cidência ou não, o fundador do Grupo Boa Fé, o Sr. Ma Shou Tao, migrou da China para o Brasil aos 38 anos e aqui começou uma nova história, uma nova vida, que transformou muitas outras. A história da empresa está baseada na fé em Deus, determinação e coragem. Começa com uma breve passagem por São Paulo e se solidifica com o plantio de soja, em Carazinho, no Rio Grande do Sul, por um chinês que atravessou mares com a família, que não entendia nada de agricultura, mas que tinha a determinação de estudar, aprender e empreender.

Em terras brasileiras fincou raízes, criou a família e solidificou a empresa que tem o seu nome: Grupo Boa Fé Ma Shou Tao. São 53 anos de atuação no País e 40 anos de atuação em Minas Gerais, completados em 2013.

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No Sul do país, nos anos 1960, o plantio da soja começava a crescer e ele apostou nessa nova cultura. A visão empreendedora do Sr. Ma Shou Tao o fez perceber o potencial da soja na alimentação e do país para a produção de alimentos. Naquele período, quando se incentivava o crescimento industrial ele entendia que o Brasil para ser um país de primeiro mundo precisava ser um grande país agrícola. E a agricultura foi a sua aposta. O Brasil importava tecnologia e a produção e produtividade estava longe dos índices hoje alcançados. Mas, nada disso foi entrave para o Sr. Ma Shou Tao, que observou a falta de sementes no mercado e estudou, pesquisou, e com o apoio da Embrapa conseguiu desenvolver a semente de soja que foi líder de plantio no país por 10 anos.

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Ma Shou Tao sinônimo de fé, determinação e coragem

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O Grupo também desenvolveu a primeira cultivar de soja do Brasil que conquistou o índice de 80 sacos por hectare, a primeira semente de soja transgênica e quebrou paradigmas nesse segmento. A busca constante por novas tecnologias e aperfeiçoamento permeia o trabalho da empresa. Hoje planta-se soja em todo País com boas condições e produtividade. Com tantos investimentos em pesquisa e bons resultados, aumentar a área de plantio e diversificar as atividades foram consequências naturais no processo da empresa. Assim, eles chegaram ao Triângulo Mineiro nos anos de 1970 e em Uberaba expandiram as atividades que, além da agricultura, estendem-se também à pecuária de leite e de corte, à genética, ao comércio e à difusão de tecnologia. O Grupo Ma Shou Tao tem como foco a confecção de produtos que atendam toda a cadeia de produção. A semente, o grão e a mesa do consumidor eles conquistaram com a soja. Recentemente, criaram a linha de produtos Good Soy. Alimentos a base de soja como cookies, brownies, snacks entre outros. Os produtos, que já conquistaram o gosto dos consumidores, foram selecionados para comercialização durante o Encontro Mundial da Juventude, que será realizado no mês de julho no Rio de Janeiro e reunirá Jovens Cristãos do mundo todo. A missão do Grupo é desafiadora: transformar vidas produzindo alimentos e energia com foco na qualidade de vida das pessoas, e ainda ser líder no segmento em que atua transformando e inovando com responsabi-

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lidade socioambiental. Tudo isso exige muita dedicação e empreendedorismo, que são elementos fortes do Grupo. Mas, nenhuma dessas conquistas seria possível se o Sr. Ma Shou Tao não tivesse elementos que o sustentassem na nova terra escolhida como a fé em Deus, nas pessoas e no Brasil. Elementos que norteiam a base dos valores corporativos da empresa, além de muita coragem e determinação alavancadas pelo seu pioneirismo e empreendedorismo. O crescimento da empresa se solidifica em quatro pilares: ser economicamente viável, tecnicamente adequada, ambientalmente correta e socialmente responsável. Com a base sólida deixada pelo Sr. Ma Shou Tao, as diversas empresas do Grupo sustentam os elementos estratégicos para o crescimento, como a diversificação de atividades e culturas, verticalização, integração, parcerias e profissionalização da gestão. Os quatro filhos do Sr. Ma Shou Tao seguem os passos do pai. O Grupo é liderado pelo segundo filho na linha de sucessão, o engenheiro agrônomo e Diretor Executivo Jônadan Ma.

A linha de produtos Good Soy quebrou paradigmas e tradições. Os produtos para lanches como brownie, snacks, farináceos, cookies já conquistaram os consumidores. Durante a Jornada Mundial da Juventude serão consumidos por jovens do mundo todo.

Os Encontros Ma Shou Tao Agrícola e Pecuária realizados, respectivamente, no primeiro trimestre dos anos ímpares e no segundo trimestre dos anos pares reúnem 3.000 pessoas. Criados para a difusão de tecnologias são considerados o maior evento de campo do Brasil Central e o maior evento técnico de campo da pecuária brasileira.

“Temos que dividir o nosso conhecimento, as nossas experiências, o que deu certo nas nossas atividades”. Diretor Executivo Jônadan Ma


40 anos em Minas Gerais

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No solo de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro, o Grupo Ma Shou Tao se expandiu em várias unidades de produção. Ao longo das últimas quatro décadas diversificou suas atividades: sementes, genética, pecuária de corte, leilões e Instituto Boa Fé, Ma Shou Tao Agrícola e Pecuária, além da linha de produtos Good Soy. “A diversificação dá sustentação e reduz a oscilação de mercado”, disse Jônadan Ma. O Grupo produz sementes de soja que atendem o mercado do Brasil Central (SP, MG, MT, MS, BA); grãos e cereais para a indústria: milho, soja e sorgo; produtos a base de soja com a marca Good Soy; cana de açúcar; leite; genética animal e investe no cruzamento industrial com a raça Senepol. A tecnologia aplicada na fazenda Boa Fé é difundida através de eventos como Encontro Ma Shou Tao Agrícola, Encontro Ma Shou Tao Pecuária, Leilões e Exposições, Dias de Campo e Palestras Técnicas. Para Jônadan Ma a difusão de tecnologias significa o fortalecimento do setor. “Temos que dividir o nosso conhecimento, as nossas experiências, o que deu certo nas nossas atividades”, esclareceu. O Encontro Ma Shou Tao Agrícola é realizado no 1º trimestre dos anos ímpares. O último evento reuniu 3.000 pessoas.

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Pioneirismo e inovação são duas características do Grupo que, desde a sua criação, marcam a história da agropecuária com grandes feitos como a construção de represas em 1974, a implantação do primeiro plantio de trigo irrigado em Minas Gerais, a introdução da irrigação na soja de inverno, a pastagem rotacionada sob o sistema de malhas etc. O plantio direto, por exemplo, está presente em 100% das áreas plantadas de grãos e cana. Na pecuária o foco está sobre o leite e a carne, através das raças Girolando, Holandês e Senepol. A defesa de Jônadan Ma sobre a pecuária leiteira está na forma como se contabiliza os investimentos e o retorno. Na Ma Shou Tao todas as atividades são avaliadas por unidade de área. A terra é o ativo e o que se produz sobre ela deve corresponder conforme a área utilizada. “O leite é um excelente negócio, mas se tornou desvantajoso no Brasil. O produtor diz: eu tiro um leitinho. Não, ele produz leite”. O projeto da empresa é atingir a meta de 15 mil litros/dia em 2020 com 500 animais em produção. O sistema de manejo da fazenda é enxuto e ordenado por corredores, o que facilita o manejo dos animais e da produção. Para atingir essa meta o sistema adotado de manejo é intensivo, a pasto e confina-

Millenium da Boa Fé, touro Girolando 3/4, é líder na venda de sêmen no Brasil por quatro anos consecutivos, conforme 1º sumário da Embrapa. Em coleta na ABS Pecplan, foi homenageado na Central pelas doses de sêmen comercializadas.


do, através dos sistemas loosing house e free stall. O pastejo é em sistema irrigado e ILP. Nos 75 hectares destinados a pecuária leiteira, os animais das raças Girolando são divididos entre maternidade, berçário e bezerreiras coletivas. Os animais em fase produtiva ficam no free stall ou loosing house. “O leite sempre foi um excelente negócio, mas depende da maneira como o analisam. Na Fazenda Boa Fé a análise é feita pela eficiência por área. Ele compete de igual para igual com qualquer cultura”, afirmou Jônadan. Um dos focos da atividade é a integração da lavoura e pecuária. A integração é levada para outros setores da empresa como: lavoura/ indústria buscando sempre o desenvolvimento sustentável além de melhores índices por área. Para o gado de corte o Grupo usa o Nelore, anelorados, para cria e engorda; o Senepol para o melhoramento genético e mercado de elite. No último Shopping da raça Senepol realizado pelo Grupo, no mês de maio, a comercialização chegou a 100%. Ótimo resultado, que indica o crescimento da raça e o direcionamento correto da atividade. Os investimentos em genética criaram um outro segmento dentro das atividades da empresa. A difusão da genética Boa Fé Ma Shou Tão é uma realidade. Os animais da raça Girolando têm genética comprovada e seus frutos são comercializados nos eventos do Grupo e de parceiros. O touro 3/4 Millenium da Boa Fé é líder na venda de sêmen no Brasil por quatro anos consecutivos. Entre os animais destacam-se Rendeira Nica Millenium da Boa Fé recorde nacional de preço Girolando 5/8.

Grupo Ma Shou Tao 34 3318-1500 www.mashoutao.com.br

Na Fazenda Boa Fé Ma Shou Tao a figura do cavalo tem presença marcante, pois na cultura chinesa a expressão MA tem o significado “a força do cavalo. Esse ícone está presente por toda propriedade. No jardim uma obra de arte, criada com ferraduras, marcou as comemorações das Bodas de Ouro dos pais de Jônadan.

O Grupo Boa Fé Ma Shou Tao é muito grato pelas conquistas realizadas no Brasil. Consciente da necessidade de ser socialmente responsáveis, criou com a força de seus parceiros, o Instituto Boa Fé de Apoio ao Combate ao Câncer. Através do Instituto, o Grupo oferece melhores condições de vida aos pacientes que estão em tratamento, apoiam programas de prevenção da doença e auxiliam pacientes de cidades vizinhas que fazem tratamento em Uberaba/MG . 15


www.itasenepol.com.br

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A marca ITA SENEPOL surgiu em 2006 na Fazenda Bom Jardim, localizada no município de Porteirão/GO, com a produção de animais POI 100% SANGUE SENEPOL. A ITA prima, sobretudo, pela qualidade genética e fenotípica de seus animais, que são produzidos através de um prévio acasalamento técnico evitando a consanguinidade, permitindo a produção de animais com execelência racial, capazes de propiciar o melhoramento constante da raça.

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Nosso plantel reprodutivo compõe-se de Matrizes doadoras de embriões, meticulosamente escolhidas, entre vários indivíduos de diferentes linhagens. Genéticas de melhores índices de classificação no Sumário da raça SENEPOL

www.itasenepol.com.br • itasenepol@itasenepol.com.br • 34 3236 4689 • 34 9976 0184


No dia 21 de junho, as 20:00 horas, será realizado o grande LEILÃO GENÉTICA PARCEIROS DO SENEPOL, no qual apresentaremos duas novilhas, ERINA ITA – 442 e PHOENIX ITA-383. Ambas de grande qualidade genética e fenotípica, retiradas da reserva de nosso plantel, cujos atributos são inegavelmente da melhor espécie de indivíduos da raça Senepol.

www.itasenepol.com.br Rua Tapaciguara, 296 - Aparecida Uberlândia / MG - 38400-618 34 3236 4689 Itamar Netto: (34) 9976-0184

“Produção de Sêmen”

Pedra

Dispomos de sêmen de dois Touros, PEDRA DO ITA filho de SOL 206 e SPARTACUS, que é filho de HERCULES 6801, ambos em franca produção de sêmen na CRV Lagoa da Serra, cuja produção e venda já ultrapassaram a marca de 20.000 doses, inclusive na produção de sêmen “sexado de macho” do TOURO SPARTACUS.

www.itasenepol.com.br • itasenepol@itasenepol.com.br • 34 3236 4689 • 64 9252 4949

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Pecuรกria de Elite

Senepol

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a raça preferida para o cruzamento industrial em todo o país

Parece uma façanha que a raça Senepol tenha se estabelecido e se propagado de forma tão consagradora desde a sua chegada ao Brasil. Entretanto, seus atributos foram colocados à prova, de forma quase simultânea por três frentes, em regiões distintas e com finalidades diversas, e, não por acaso, a raça venceu todos os desafios. 19


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No extremo Norte, Rondônia, chegaram animais vivos que por lá resistiram, multiplicaram-se e se propagaram por toda a região. Ao Sudeste chegaram embriões congelados, doadoras de embriões e touros de sêmen. E no Centro-Oeste, realizaram inseminações de grandes rebanhos de F1 produzindo o tricross e tirando assim, e desde então, o cruzamento industrial da encruzilhada do prosseguimento. Em todas essas frentes, regiões e objetivos, desde os primórdios, não se conhece um só relato de fracasso, só sucessos. “A chegada do Senepol ao Brasil ocorreu no período em que o cruzamento industrial passava por momentos críticos, devido, principalmente, à falta de adaptabilidade dos taurinos aos trópicos. Portanto, o desafio foi enorme diante das várias promessas apresentadas até então. Diante disso, o Senepol teria que provar, como fez, que seria realmente o taurino dos trópicos e isto se deu graças a sua principal característica: a sua funcionalidade. “Quando assumimos a gestão de nossa associação, dentro de nosso planejamento (que felizmente estamos realizando de acordo com as prioridades estabelecidas), a nobre iniciativa, que é a ampla divulgação das potencialidades de nossa raça, era o que almejávamos com maior fervor para compartilhar com todos os pecuaristas brasileiros os benefícios do Senepol”, disse Gilmar Goudard, presidente ABCB (Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol).

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Entre os benefícios que a raça proporciona está o cruzamento industrial, que ganhou uma nova perspectiva com o Senepol. Método reconhecido como ferramenta eficaz para a produção econômica de carne a pasto nos trópicos, o cruzamento industrial sofreu vários percalços nas décadas de 80 e 90 no Brasil, principalmente pela dificuldade em se dar a necessária sequência ao processo em função da baixíssima adaptabilidade aos trópicos das raças taurinas até então conhecidas e utilizadas. O Senepol através de seus méritos incomparáveis, quando considerada a conjunção de características como adaptabilidade extrema aos trópicos, qualidade de carcaça, precocidade de acabamento, fertilidade, entre outras, trouxe de volta a possibilidade de se recuperar a dimensão e o valor dessa indispensável ferramenta da pecuária de corte, seja pela perspectiva da monta natural a pasto ou mesmo pela inseminação artificial. Diante da adaptabilidade aos trópicos, o cruzamento com outras raças seria uma consequência natural, dando condições a uma boa heterose, também chamada de vigor híbrido ou choque sanguíneo, entre o Senepol e outras raças zebuínas. A hete-

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rose é um fenômeno pelo qual os filhos provenientes de cruzamento de raças diferentes apresentam melhores desempenhos, como maior produtividade, resistência e precocidade que seus pais. É mais pronunciada quanto maior a distância genética entre as raças envolvidas no cruzamento com benefício máximo quando se cruza um taurino com um zebuíno. Os ganhos pelo efeito da Heterose ocorrem pela conjunção de fatores gerados pelo vigor híbrido, os quais têm influencia positiva e direta capaz de melhorar em até 30% o desempenho das

As vantagens apresentadas pelo Senepol estão revolucionando a pecuária de corte brasileira e recolocando o cruzamento industrial como uma importante ferramenta de aumento de produção com qualidade.

características produtivas, como peso ao desmame e antecipação da idade de abate com incremento do rendimento e acabamento de carcaça nos machos e fêmeas; assim como a melhoria significativa dos índices reprodutivos, como fertilidade e habilidade materna nas fêmeas. Tudo isso sem perder a tão necessária rusticidade e adaptabilidade ao ambiente. Bem adaptado aos trópicos e com características que favorecem o cruzamento industrial, o Senepol se tornou uma excelente opção por ser 100% taurino, portador de alta precocidade, qualidade de carne e de carcaça. As vantagens apresentadas pelo Senepol estão revolucionando a pecuária de corte brasileira e recolocando o cruzamento industrial como uma importante ferramenta de aumento de produção com qualidade. Atualmente, a raça está em 14 estados brasileiros e o rebanho nacional de gado Senepol chega a 21 mil animais. A ABCB Senepol foi fundada em 2001, na cidade de São Paulo. Devido à necessidade de uma associação maior e mais próxima do criador, a sede foi transferida para a Uberlândia/MG, por a cidade ser um importante polo na criação de Senepol. O atual presidente é o criador Gilmar Goudard.


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Principais características da raça Senepol

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Senepol, a origem

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Nos anos de 1800, bovinos da raça N’Dama foram importados do Senegal para a ilha caribenha St. Croix, Ilhas Virgens. O N’Dama se adaptou bem por ser resistente ao calor, aos insetos e às doenças. Em 1889 foi introduzida a genética da raça Red Poll para o rebanho Neltropp, com o intuito de melhorar a habilidade materna, a fertilidade e dar caráter mocho aos animais. Essa mescla de Red Poll com N’Dama foi a base para a formação da raça Senepol.

Taurino Tropical; pelo zero; adaptado aos trópicos; caráter mocho; temperamento dócil;facilidade de parto; alta libido; rusticidade; precocidade sexual; fertilidade; habilidade materna; padronização da progênie; precocidade de acabamento; rendimento de carcaça; qualidade da carne; longevidade.


Excelência em qualidade genética.

Com alta fertilidade, adaptabilidade e rusticidade, o touro Senepol comprovadamente melhora o seu rebanho. A variabilidade genética que a Fazenda Brasil dispõe, prima pela excelência dos padrões da raça. Venha conhecer a nossa estrutura e fazer ótimos negócios

Contato: Maurício Gomes +55 34 9657-2222 | mauricio@brasilsenepol.com.br

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Artigo

Senepol O cruzamento industrial sob uma nova perspectiva

Heterose a pasto – simples e lucrativa Método reconhecido como ferramenta eficaz para a produção econômica de carne a pasto nos trópicos, o cruzamento industrial sofreu vários percalços nas décadas de 80 e 90 no Brasil, principalmente pela dificuldade em se dar a necessária sequência ao processo em função da baixíssima adaptabilidade aos trópicos das raças taurinas até então conhecidas e utilizadas. O Senepol através de seus méritos incomparáveis, quando considerada a conjunção de características como adaptabilidade extrema aos trópicos, qualidade de carcaça, precocidade de acabamento, fertilidade, entre outras, trouxe de volta a possibilidade de se recuperar a dimensão e o valor desta indispensável ferramenta da pecuária de corte, seja pela perspectiva da monta na-

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tural a pasto ou mesmo pela inseminação artificial.

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O que é Heterose? Também chamada de vigor híbrido ou choque sanguíneo, a heterose é um fenômeno pelo qual os filhos provenientes de cruzamento de raças diferentes apresentam melhores desempenhos, como maior produtividade, resistência e precocidade que seus pais. A Heterose será tão mais pronunciada quanto maior a distância genética entre as raças envolvidas neste cruzamento, com benefício máximo, quando se cruza um taurino com um zebuíno. Quais benefícios econômicos a Heterose proporciona? A Heterose é capaz de melhorar em até 30% desempenhos de características produtivas como peso ao desmame e antecipação da idade de abate com incremento do rendimento e acabamento de carcaça nos machos e fêmeas, assim como a melhoria significativa dos índices reprodutivos como fertilidade e habilidade materna nas fêmeas. Tudo isso sem perder a tão necessária rusticidade e adaptabilidade ao ambiente tropical. Como fazer com que a Heterose produza carne vermelha de forma simples, natural e lucrativa nos trópicos? Utilizando-se da monta natural, pelo cruzamento de um taurino que seja 100% adaptado aos trópicos com matrizes de raças zebuínas e seus cruzamentos (F1).

Então, por que utilizar o Senepol? Por ser 100% taurino, com total adaptabilidade aos trópicos e portador de alta precocidade, qualidade de carne e de carcaça. Quais os resultados comprovados do Senepol, desde sua chegada ao Brasil? Parece uma façanha que a raça Senepol tenha se estabelecido e propagado de forma tão consagradora desde a sua chegada ao Brasil. Entretanto, seus atributos foram colocadosà prova, de forma quase simultânea, por três frentes, em regiões distintas, com finalidades diversas e, não por acaso, a raça venceu todos os desafios. Ao extremo Norte, Rondônia, chegaram animais vivos que por lá resistiram, multiplicaram-se e se propagaram por toda a região. Ao Sudeste chegaram embriões congelados, doadoras de embriões e touros de sêmen. E no Centro-Oeste, realizaram-se inseminações de grandes rebanhos de F1 produzindo o tri-cros tirando assim, e desde então, o cruzamento industrial da encruzilhada de seu prosseguimento. E em todas estas frentes, regiões e objetivos, desde os primórdios, não se conhece um só relato de fracasso; só sucessos.

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Por que o Senepol cresce de forma tão sólida e consistente, nestes 15 anos de Brasil? Pelas suas características e consequentes benefícios, dentre eles: - TAURINO TROPICAL, portador de Pelo Zero e Total Adaptabilidade aos Trópicos que permite e proporciona máxima heterose e eficácia na produção de cruzamentos por monta natural com alta resistência aos endos e ectoparasitas. - CARÁTER MOCHO e TEMPERAMENTO DÓCIL que associados a uma reconhecida facilidade de parto resultam num manejo seguro, racional e econômico pela redução de acidentes, do estresse animal e de perdas frigoríficas. - PRECOCIDADE PRODUTIVA com elevado ganho de peso desde o nascimento até a terminação permitindo uma redução substancial, de até 30 %, na idade de abate. - PADRONIZAÇÃO ressaltada na progênie imprimindo de forma marcante não só a cor avermelhada como também uma forte caracterização racial e frigorífica.

- ALTO RENDIMENTO e QUALIDADE DE CARCAÇA salientado pela precocidade de acabamento/ espessura de gordura. - ALTO LIBIDO pronunciado nos Machos resultando numa menor relação touro/vaca e maior taxa de prenhez por estação de monta. - PRECOCIDADE SEXUAL salientada nas Fêmeas que manifestam cio a partir dos 14 meses de idade, o que contribui para o aumento de até um ciclo reprodutivo na vida útil da matriz. - HABILIDADE MATERNA acentuada que permite desmamar crias com peso corporal de até 50%, ou mais, em relação ao peso corporal da mãe. - QUALIDADE DE CARNE SUPERIOR pela conjunção de alto grau de Maciez e Sabor com um acentuado equilíbrio entre Gordura Extra e Intramuscular (marmoreio). - LONGEVIDADE evidenciada com Matrizes criando até os 15 anos e Reprodutores cobrindo até os 10 anos de idade. Por tudo isso, temos convicção, segurança e tranquilidade para afirmar e garantir: Senepol é heterose a pasto, de forma simples e lucrativa!

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Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol Fone: 34 3210 2324 • Uberlândia/MG www.senepol.org.br • senepol@senepol.org.br


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Artigo

Fato que vem se tornando comum, quando falamos em matrizes de qualidade, é o aumento na procura da novilha meio sangue Angus para engorda e abate. Essa carne, que apresenta uma cobertura de gordura clara e ótima maciez, é vendida por melhores preços a nichos de mercado mais exigentes. Considerada por muitos a “Rainha da pecuária brasileira” pelos seus apanágios reprodutivos, essa matriz F1, naturalmente precoce e fértil, apresenta uma versatilidade inigualável servindo de base para outros programas de produção. Viajando do Rio Grande do Sul ao Pará, podemos encontrar a F1 “Rainha da cria” sendo utilizada como receptora de embriões, como base para a formação do Brangus, ou mesmo servindo para a produção de animais tricross. Esse tipo de animal

se encaixa dentro de programas de carne especiais como o produto tricross Bonsmara, o qual vem se usando com a F1, sendo recomendado no clima tropical do Centro Norte se levar ao gancho tanto machos como fêmeas no sistema de cruzamento terminal. Já quando pretendemos aproveitar as fêmeas tricross no Brasil Tropical, recomendamos o uso do Senepol sobre essas matrizes adultas F1 Angus, produzindo animais muito adaptados e precoces. O ideal é castrar os garrotes 2 arrobas antes do abate no caso de terminação a pasto. Não podemos nos esquecer ainda do Wagiu, que vem usando essa F1 Angus como mãe dos Tricross Wagiu para gerar o Kobebeef, tão valorizado e procurado nos restaurantes finos de São Paulo.

Primipara F1 Angus no Pará

Considerada por muitos a “Rainha da pecuária brasileira” pelos seus apanágios reprodutivos, essa matriz F1, naturalmente precoce e fértil, apresenta uma versatilidade inigualável.

Cruzamento Industrial

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A vez das matrizes F1

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O cruzamento dirigido é a ferramenta

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para se produzir mais carne em menos tempo

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Vaca F1 Angus com bezerro tricross Hereford no pé

Bezerro Tricross Senepol x F1 Angus com 40 dias

Boi tricross Bonsmara x F1 Red Angus – 17@

Novilhas tricross Braford x F1 Angus superprecoces pesando 450 kg aos 15 meses de idade

Animais Tricross Bonsmara x F1 Angus pesando 270 kg na desmama

Bezerro tricross Wagiu x F1 Angus com 3 meses de idade

Como se não bastasse, quando pensamos no sistema de produção do superprecoce, animal abatido antes da primeira muda de dentição, a F1 Angus entra como a base ao ser inseminada com outras raças Europeias, tais como Hereford, Simental, Pardo de Corte e Charoles, criando aí o produto com alto metabolismo requerido na engorda do superprecoce, o qual deve ganhar, se possível, na faixa de 1.800 g ao dia. Mesmo sabendo que toda comparação é odiosa, quando observamos a pecuária americana atual, encontramos uma estratificação de rebanho bem diferente da nossa, na qual o pasto é reservado à produção de bezerros, permanecendo para os confinamentos a responsabilidade pela engorda deles, não havendo praticamente a recria. O reflexo primeiro é o alto desfrute obtido pelo rebanho norte americano (acima de 35%), e maior produtor de carne no mundo com apenas 90 milhões de cabeças, face a nossas 200 milhões de cabeças.

Devemos nos conscientizar que se queremos fugir dessa vetusta realidade de nossa pecuária e dobrar a produção de carne na mesma área, não há outro caminho que não seja manter vaca no pasto, melhorando-as paulatinamente através da seleção, e utilizando-as no cruzamento industrial com raças maternas para, assim, produzir os

excepcionais tricross que deverão ser confinados, seja após uma pequena recria nas áreas de Integração Lavoura / Pecuária, ou mesmo confinados, tão logo sejam desmamados. Se nosso País realmente quiser duplicar a produção de carne na mesma área, basta fazer cruzamentos e melhorar pastagens, mas se o Brasil almeja triplicar a produção de carne não há alternativa senão, além de cumprir as necessidades anteriores, dobrar o rebanho de fêmeas, passando a 100 milhões de vacas de corte no pasto.

Devemos nos conscientizar que se queremos fugir dessa vetusta realidade de nossa pecuária e dobrar a produção de carne na mesma área, não há outro caminho que não seja manter vaca no pasto.

Alexandre Zadra 16 8181-5753 zadra@crigenetica.com.br


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Profissão

No comando

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do Martelo Seu pai, Nilson Genovesi, foi um dos grandes narradores de corridas de cavalo do País. Naturalmente, ele herdou o dom do pai, tornou-se um grande comunicador e enveredou por novos caminhos. Nilson Francisco Genovesi, o Nilsinho, começou a trabalhar cedo. Aos 14 anos já narrava corridas de cavalo e aos 20 já era leiloeiro. A experiência aliada à competência e a muito estudo o fizeram o melhor leiloeiro do País em 1990, segundo o Datafolha, instituto do jornal Folha de São Paulo. O seu primeiro leilão foi no Jockey Club de São Paulo com cavalos de corrida. No mesmo ano foi contratado pela Programa Leilões (naquela época de propriedade de Sérgio Piza e Paulo Pimentel) para fazer todos os seus leilões a partir de 1984. No ano seguinte foi contratado também pela Remate Leilões (da família Prata Carvalho) que dominava o mercado de Nelore. “Comecei a participar de grandes eventos como a Expozebu, além de meu leilão símbolo: o Noite dos Campeões”. Nilson acompanhou toda a evolução desse mercado ocorrida a partir da década de 1980. “Os leilões saíram das exposições agropecuárias e ganharam o palco das casas de espetáculo e hotéis de luxo; com muita repercussão na mídia se tornaram grandes eventos sociais”. O grande conhecedor de animais consegue bons resultados em todas as hastas em que atua. Sorte? Não! O resultado é reflexo de estudo. Conheça parte da trajetória desse reconhecido leiloeiro, nessa entrevista.


“Os leilões saíram das exposições agropecuárias e ganharam o palco das casas de espetáculo e hotéis de luxo”.

TB - Leiloar não é tarefa fácil exige conhecimento dos animais, dos clientes e do mercado. Como faz para unir tudo isso e conseguir o resultado financeiro esperado pelos organizadores dos leilões? NG - Como em tudo na vida, tem que gostar do que faz. Eu nasci vendo animais e sempre adorei estudar, acompanhar os resultados de todas as raças e analisar suas principais características. Além disso, o contato com o campo e com as pessoas envolvidas com ele sempre foi motivo de prazer para mim. TB - Entre os leilões já realizados por você, qual o maior valor alcançado até os dias atuais? NG - Tenho o prazer de ter batido todos os recordes, em todas as raças. As raças têm seus ciclos de maiores ou menores cotações. Mas vendi recordes no Nelore (sempre em companhia de meu amigo João Gabriel), no Quarto de Milha, no Mangalarga, No Puro Sangue Árabe, no PSI (onde faço a maioria dos leilões até hoje), até num leilão de avestruzes no Maksoud Plaza. TB – No seu segmento, você é considerado um dos melhores profissionais do País e se tornou referência para muitos outros leiloeiros. Qual a sua dica para aqueles que estão entrando na profissão? NG - Além de gostar de estar no meio rural, estudar muito. Saber avaliar a mercadoria que se está ven-

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dendo, deve ser a principal qualidade de um leiloeiro, de qualquer leiloeiro, de qualquer mercado. E, para isso, tem que conhecer, estudar.

O dom é fundamental, a oportunidade

TB - O que atribui ao sucesso alcançado: dom, esforço, oportunidades, estudo ou sorte? NG - O dom é fundamental, já a oportunidade surge e você tem que aproveitá-la. Em relação ao esforço, ele é menos sentido quando se tem prazer no que se faz. Entretanto, necessário mesmo, é saber o que se está falando, estudar muito. E colocaria mais um item, ter muito equilíbrio, no relacionamento com todos e na condução do leilão, que pode exigir uma tranquilidade maior quando as coisas não estiverem indo muito bem.

o esforço é menos sentido. Mas,

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TB - Entre os tradicionais leilões que participa, qual aquele que marcou a sua trajetória profissional e por quê? NG - Do primeiro a gente nunca esquece. Quando terminei o meu primeiro leilão, com 20 anos de idade, recebi na mesma hora um convite do Léo Friedberg da Agência Pro-Turfe, líder de mercado no PSI, para fazer todos os seus leilões. O primeiro Noite dos Campeões, desde sempre, uma referência no Nelore, colocou-me em destaque num segmento novo para mim, o gado. E os grandes leilões show, em especial no antigo Palace, com muito glamour, muitos recordes e muita mídia.

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TB - A agenda de leilões é extensa, o que exige viajar por todo País. Como faz para conciliar a vida profissional e pessoal? NG - A gente tem que se virar. Com jeitinho dá certo. Quando me casei, combinei com minha esposa que não teríamos filhos. E, assim, ela me acompanhou pelas viagens nos primeiros 13 anos. Ai chegou a hora de realizarmos o sonho de todo casal e partimos para o Bruno, nossa grande alegria. E para estar o máximo presente na vida deles, não abro mão de nada (quando estou em São Paulo, claro), é reunião de escola, jogos de futebol, até ao cabelereiro vou junto com eles, e assim vamos mantendo uma vida muito dinâmica, mas muito feliz, graças a Deus!

surge e você tem que aproveita-la. Quando se tem prazer no que faz, necessário mesmo, é saber o que está falando, estudar muito.


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Essência do campo

A Flor Era apenas uma flor! Singela... De longe, o viajante solitário a viu! Não, não era possível! Ali, por aquelas paragens jamais poder-se-ia supor a existência dela. Aproximou-se. Sim, era ela...mas como? Ali? Imagens distantes povoaram sua mente...lembrou-se dos pais, da casa pequena e cheia de vida...a mãe, na luta diária,

no cuidado com a casa, os filhos e principalmente o jardim! Era

o seu deleite!

O pai chegando ao entardecer, cansado da luta do campo. E a flor, à beira da porta, no jardim da entrada, a esperá-lo. Seu hábito, cuidar do jardim, dizia, para espairecer, mas, na verdade, para agradar a mãe, pois ali se reuniam todos, a colocar a conversa do dia, as novidades, o que seria o amanhã. Depois, banho, jantar e descanso. O

no vazo da sala, a flor colhida!

colo da mãe...

As imagens vinham em turbilhões... a amiguinha que depois se tornou namorada e esposa...o aconchego na casa dos pais, já que, era hábito morarem juntos. E a flor, sim, ela também amava aquelas flores, sempre trazia uma consigo, nos cabelos... negros, ondulados, semipresos, em coque..linda, sorridente, sempre amável...

E depois...a fatalidade... perdeu-a, jovem ainda. Desiludiu-se...saiu pelo mundo em busca do nada.... A súplica dos pais não fora suficiente a demovê-lo! Sairia pelo mundo viajando, conhecendo novos horizontes, buscando conhecimento, auxiliando a quem lhe passasse pelo caminho. Queria saber a causa da doença que levara sua amada...ajudaria outros a superá-la. E assim, caminhou pelo mundo... Mas agora, ali estava! Ele e a flor... não a encontrara em canto algum por onde passara. O coração transbordava de saudade, os olhos se anuviaram, as pernas não queriam caminhar... sentou-se... chorou. Depois de muitos anos, chorou... Como uma criança desamparada, queria sua mãe... sim, a mãe... e ali estava concedera a graça de ver, mais uma vez, aquela flor.

apenas a Mãe Terra, que lhe

Era um sinal... Pela primeira vez, orou, profundamente. Já não importava mais o cansaço, o destino, queria apenas se reconciliar com

Deus... Adormeceu. Sonhou...

a estrada, o destino, a vida... sim... A Vida! Voltaria... levaria a flor...

apanhou-a, colocou-a ao peito e pôs-se a caminhar... ainda haveria tempo... O amanhecer já principiara.

Dalila Galdeano Lopes

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diretora jurídica da APCGIL dalilagl@terra.com.br

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Pecuária de Elite | junho/julho 2013

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Fazenda Vila Real Uma nova marca com muita qualidade

Na década de 1980 seu pai, Sérgio Ianni, mantinha na fazenda Novo Estilo, no município de Bauru/SP, um projeto agropecuário de cria de Nelore a campo. Chegaram a ter 5 mil cabeças. O projeto incluía a produção de ponta a ponta visando a venda ao consumidor, com butiques de carnes em São Paulo. No final daquela década, mudanças na legislação para abates de animais fez com que o grupo encerrasse suas atividades, mas a paixão pela raça Nelore permaneceu.


A Fazenda Vila Real foi criada há 3 anos com o foco na seleção genética do Nelore. E não foi por acaso que a raça foi a escolhida do empresário Maurício Ianni, responsável pelo projeto.

Vinte anos depois, a família voltou a investir na raça direcionando seu trabalho para a seleção genética. O foco está na formação de animais de altíssima qualidade para um mercado que, cada vez mais, busca genética já comprovada. “O selecionamento genético é uma realidade, principalmente quando o Brasil se confirma como o maior produtor de proteína do mundo”, disse Maurício.

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Para atender a esta demanda por animais de muita qualidade, a Vila Real foi buscar o que há de melhor no mercado para formar o seu plantel que tem animais já consagrados, filhos diretos da Essência TE da Guadalupe, Prada TE da Sabiá, Caneta, Lakota TE Kubera, Ryatna da Sabiá, Espanhola da J Galera, além de ter adquirido na Liquidação da Fazenda Farofa, Fadamy I TE PO. Todos os animais de genética comprovada e que agora já produzem os primeiros filhos sob a tutela da Vila Real, como as filhas de Pinah e da Itália IV. “A FIV nos dá condições de participar do bom trabalho desenvolvido pelos nossos amigos”, ressaltou Maurício.

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Qualidade comprovada

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Ao adquirirem a área da fazenda, a primeira atividade realizada foi a recuperação das pastagens, que estavam totalmente degradadas. O resultado foi excelente, hoje a Vila Real mantém 6 animais por hectare, índice considerado excelente pelos criadores. A fazenda está sendo construída com o padrão de qualidade Vila Real: toda a estrutura para abrigar os animais que ficam em cocheiras, barracões para armazenagem de produtos, currais, laboratórios. Tudo com muito esmero e, em cada detalhe, é observada a qualidade de vida dos animais, a sua proteção e o menor índice de stress. No curral, por exemplo, que é uma área de stress, os animais só entram quando vão para algum manejo como vacinação, pesagem entre outros. Enquanto esperam, ficam em piquetes próximos ao curral. No piso, areia, para evitar impacto nos cascos. No bezerreiro, madeira nas paredes, para evitar que os animais se machuquem quando forem amansados para uso de cabrestos. Ainda, música ambiente e o tom de voz dos funcionários refletem na docilidade dos animais. O resultado do trabalho é fantástico. As filhas da Vila Real apresentam, além de bela caracterização racial e precocidade, extrema qualidade e docilidade. “A Vila Real quer fazer fêmeas de muita qualidade. Temos muito material de macho no mercado, embora o Brasil não esteja fazendo a renovação de seus touros”, falou Maurício. Para produzir essas fêmeas a Vila Real utiliza as técnicas do sêmen reverso, o que garante 99% de acerto. A seleção começa nos oócitos. Somente os melhores são utilizados para a fertilização. As receptoras utilizadas no processo da fertilização in vitro são de cruzamento da raça Simental, para garantir boas condições de parto e de amamentação aos bezerros. “O embrião é importante, mas precisa de condições para parir e amamentar”, ressaltou Maurício. “Eu costumo dizer que se você se acomodar vai estagnar, e a estagnação é o declínio. O nosso ideal é sempre fazer o melhor possível. Eu digo sempre para a minha equipe que temos que buscar todo dia a perfeição. O nosso ideal é fazer a melhor genética para servir de base ao rebanho nacional. Com o acesso à genética você só não pode se acomodar. Precisamos ter a humildade de que sempre podemos melhorar”, disse Maurício. Para começar com o pé direito, Maurício se espelhou em tradicionais criadores. Ele afirma que são muitos, que inclusive se tornaram amigos, mas ressalta o trabalho da Fazenda do Sabiá. “Eles fazem um trabalho excepcional e não deixaram os valores financeiros sobressair aos valores éticos”. O empresário ainda destaca o trabalho da fazenda Mata Velha.


“Eu digo sempre para a minha equipe que temos que buscar todo dia a perfeição. O nosso ideal é fazer a melhor genética para servir de base ao rebanho nacional. Com o acesso à genética você só não pode se acomodar. Precisamos ter a humildade de que sempre podemos melhorar” “Graças a Deus temos contado com amigos que tem nos ajudado muito e parceiros que contribuem de maneira excepcional, entre eles o Bony. O trabalho na Vila Real tem muito da sua marca”, disse Maurício, com grande respeito e amizade quando fala do amigo Ronaldo Bonifácio. Para realizar o sério trabalho que vem sendo desenvolvido na Vila Real, eles buscam os melhores profissionais, aqueles possam garantir os melhores resulta-

dos. Mas, Maurício é enfático ao afirmar que por maior que seja o investimento em genética, o acasalamento, a apartação e a classificação são fundamentais na escolha dos melhores animais, trabalho que faz pessoalmente com o Bony. Os animais são classificados em A, B e C. A classificação é muito rigorosa. Se há algum tipo de dúvida quanto ao animal ser A, automaticamente ele será B. Assim, os animais são classificados para a pista e base de doadores, disponibilizados para a seleção genética e para a comercialização. Os animais também são avaliados aos 30/60/90 e 120 dias. A cada 15 dias passam pela pesagem. Uma balança de precisão é utilizada. A média ponderal chega a 1.700kg/dia. O trabalho da Vila Real, embora ainda recente, é muito sério. Tanto que os resultados podem ser vistos nas pistas de avaliação, onde os animais da Fazenda tem estado e garantido boas classificações, resultado de total dedicação. A primeira do ano foi a Expoinel, depois a EXPASS, onde conquistaram o título de primeiro lugar como novo expositor, em seguida, em Itapetininga e, finalmente, na ExpoZebu, onde dos 10 animais enviados, 8 foram premiados. O resultado do trabalho realizado na fazenda chama a atenção. As filhas da fazenda já são consideradas excelentes, sendo bem avaliadas nas exposições das quais participaram em 2013.

E o trabalho de base da Fazenda continua. Da ExpoZebu, trouxeram para a Vila Real a melhor filha da Belgica I e a Estilosa da AEO, uma novilha excepcional, neta da Oásis. “A Vila Real nasceu para se perpetuar no mercado”, afirmou Maurício. Nesses dois anos de trabalho, a média de nascimento anual é de 200 bezerras ano, a meta é ter 1.000 partos em 2015, de animais geneticamente melhorados. As atividades da Vila Real se dão em São Paulo, onde ficam as doadoras e animais de pista; e em Passos/MG, onde fica a outra parte do rebanho. Para crescer sustentavelmente, ações de preservação foram implantadas na propriedade como a coleta seletiva e estações de tratamento do esgoto. Outra atividade desenvolvida na propriedade, em parceria com a prefeitura de Brotas, é o plantio de uma árvore em extinção para cada animal vendido. O desenvolvimento sustentável está na base do trabalho da Vila Real, que dá a sua colaboração para a preservação do meio ambiente e para a perpetuação de uma pecuária melhor e mais consciente.

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EXPOZEBU do Brasil para o mundo


O Parque Fernando Costa, em Uberaba/MG, é o grande palco da ExpoZebu, uma das maiores exposições da pecuária mundial organizada pela ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu). O evento deste ano, a 79ª Exposição, realizado de 03 a 10 de maio, reuniu mais de 2 mil exemplares das raças Nelore, Gir, Gir Leiteiro, Guzerá, Tabapuã, Brahman, Indubrasil e Sindi.

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Criadores de todo Brasil e de mais 30 países puderam conferir a evolução genética do rebanho conquistado nos últimos anos, o trabalho realizado pela ABCZ, bem como novidades tecnológicas do setor da pecuária por meio da ExpoZebu Dinâmica, feira criada pela ABCZ, que será ampliada em 2014. A exposição atraiu quase 217 mil pessoas, entre elas mais de 300 estrangeiros, de 30 países. Além de acompanhar os julgamentos e leilões, os estrangeiros aproveitaram para conhecer a evolução das raças e o manejo do rebanho nas fazendas ao entorno de Uberaba. Segundo o colombiano Fernando Duran, que é veterinário e atua na importação de animais, a Colômbia é o segundo país com o maior número de animais Gir Leiteiro registrado no mundo. “Os animais estão se multiplicando com as novas tecnologias e o Brasil é referência para nós”. A ExpoZebu completou 79 anos de mostra do trabalho que revolucionou a pecuária nacional. Segundo Carlito Guimarães, diretor da ABCZ, a Associação é responsável por todo o melhoramento genético da raça zebuína no Brasil, além de contribuir diretamente para sermos o maior exportador de carne no mundo.

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Negócios Cada vez mais focada na promoção das raças zebuínas e em negócios, a 79ª ExpoZebu registrou uma movimentação financeira estimada pela ABCZ em R$ 150 milhões. Cerca de 110 empresas de vários segmentos, juntamente com as empresas participantes da 1ª ExpoZebu Dinâmica, negociaram em torno de R$ 100 milhões com a venda de produtos. Nos 40 leilões oficializados, o faturamento foi ligeiramente superior aos números de 2012, ficando em R$ 49.346.180,80, com a venda de 1.324 lotes. A média por lote confirmou a boa liquidez dos pregões,

R$ 37.270,53. O animal mais caro da ExpoZebu foi a fêmea da raça Nelore Zura II TE da Pontal, comercializada no leilão Noite dos Campeões, por R$ 1.220.000,00. Além das vendas de produtos e de animais nos leilões, também houve comercialização de zebuínos em dois shoppings de animais: o Shopping Fazenda Sant’Anna e o Shopping Agropecuária Diamantino. Interação Para mostrar a importância do Zebu para a pecuária nacional, a exposição interage com a comunidade uberabense de várias formas. Uma delas é o projeto o Zebu na Escola,

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Lucyana Malossi de Queiroz, Juíza da raça Gir Leiteiro, a única mulher a julgar na ExpoZebu

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Outro grande sucesso da 79ª ExpoZebu foi a realização do 2º Fórum Zebu de Ponta a Ponta, no dia 08 de maio, com a participação de palestrantes renomados da Scot Consultoria e do Beefpoint.

que levou ao Parque aproximadamente 3260 crianças, além de 540 universitários. O Museu do Zebu também recebeu 1.291 visitantes, totalizando mais de 5 mil visitas durante a exposição. Outro grande sucesso da 79º ExpoZebu foi a realização do 2º Fórum Zebu de Ponta a Ponta, no dia 08 de maio, com a participação de palestrantes renomados da Scot Consultoria e do Beefpoint, que apresentaram as vantagens do zebu nas cadeias produtivas da carne e do leite. O evento contou ainda com a apresentação do chef Allan Vila que deu dicas sobre o preparo da carne bovina e apresentou três pratos preparados com carne de zebu: o zeburguer, a zebuiada e o zebunoff, receitas que estão no livro O Zebu na Cozinha, produzido pela ABCZ. Para interagir com a comunidade virtual, o projeto Zebu de Ponta a Ponta criou três jogos educativos em parceria com a Escola Games, para apresentar de maneira lúdica a importância das raças zebuínas e da pecuária. Em apenas sete dias (03 a 10 de maio), os jogos disponibilizados pela internet registraram mais de 190 mil visualizações.


José Ferreira Pankowski, Juiz da raça Guzerá

Entre Aspas A ExpoZebu é o grande ponto de encontro de criadores, apaixonados pelas raças zebuínas e profissionais. É espaço também para muitas discussões. Confira abaixo o que a Terra Boa registrou por lá. “A ABCZ é responsável por todo o melhoramento genético da raça zebuína no Brasil, além de contribuir diretamente para sermos o maior exportador de carne no mundo. A Associação faz um trabalho sério. Como diretor da ABCZ, tentei dar a minha contribuição, mas acredito que ajudei pouco por viver no Mato Grosso, longe de Uberaba. Nesses primeiros meses de 2013 nós exportamos 30% a mais de carne do que no mesmo período do ano passado, mas o criador não está ganhando mais com isso, pois falta política adequada. Se estamos matando novilhas e matrizes para fechar a conta, vai faltar bezerro. Eu tenho muita esperança no mercado de boi para 2014”. Carlito Guimarães, Diretor da ABCZ “O Guzerá, por ser a raça mais pura das zebuínas, apresenta uniformidade muito grande em termos raciais. A evolução da raça, o melhoramento genético e a evolução da

carcaça estão se mostrando na pista da ExpoZebu. Mas, esta evolução só é possível diante do resultado econômico. Vem crescendo o número de criadores de animais PO e de cruzamentos, o que gera mais estímulo para se fazer o melhoramento genético. Este trabalho está sendo muito bem feito pelos criadores da raça Guzerá. No meu primeiro ano julgando Guzerá na ExpoZebu, é gratificante ver esta evolução da raça”. José Ferreira Pankowski, Juiz da raça Guzerá “Para mim é uma honra muito grande estar fazendo parte desta exposição que é a mais importante em nível mundial. Quanto ao melhoramento genético dos animais, sem dúvida nenhuma, esta é uma das ex-

posições em que vemos a melhora e a qualidade. Existe um número grande de animais e esses animais apresentam qualidade. O mais complicado dentro de uma feira grande é ponderar toda esta qualidade. A feira grande é muito importante pela qualidade que tem dentro da pista. Em relação a ser a única mulher a estar julgando este ano, já tivemos outras julgadoras que quebraram algumas barreiras. As mulheres não representam nem 10% do colégio de jurados. É uma honra para mim este trabalho, que eu vejo como esforço recompensado”. Lucyana Malossi de Queiroz, Juíza da raça Gir Leiteiro, a única mulher a julgar na ExpoZebu de 2013. “Os animais que vem para a Expozebu são muito bons. A nossa exposição é diferenciada, pois é direcionada ao público que procura genética, bons reprodutores, boas matrizes. O meu trabalho á fazer com que os jurados tenham uma conduta ética, sem privilegiar ninguém. Que eles procurem fazer o melhor, com seriedade e respeito e que sejam imparciais. Ninguém é perfeito, pode haver erros, mas que eles procurem fazer o melhor, o mais correto”. Mário Márcio S. C. Moura, coordenador DJRZ.

Carlito Guimarães e sua esposa Fátima Roriz, durante o leilão Noite dos Campeões

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Noite dos Campeões a qualidade e a credibilidade da raça Nelore O leilão Noite dos Campeões completou 29 anos na edição de 2013. Idealizado em 1985 pela Organização Mário de Almeida Franco e os criadores Alberto Laborne Valle Mendes, Cláudio Sabino de Carvalho, Fahd Jamil & Irmãos e José Luiz Niemeyer, tradicionais selecionadores da raça Nelore que muito contribuíram para formar o estágio de qualidade atual da raça, o leilão mantém, ao longo da sua história, o remate como um dos melhores do calendário anual, com a confirmação de recordes de venda e médias durante a ExpoZebu.

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A cada edição, o leilão reafirma o compromisso de realizar uma comercialização respeitada pelo mercado, gerando resultados. O evento desse ano, que aconteceu na noite do dia 06 de maio, registrou faturamento de R$ 6.492,000,00, com media geral de R$ 338.564,00. Para José Luiz Niemeyer, 29 anos depois, a sensação é de dever cumprido, trabalho concretizado e orgulho pelo sucesso do leilão. Durante a apresentação dos animais para os compradores, horas antes do leilão, a expectativa era grande entre os criadores. Para Beto Mendes, da

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Fazenda do Sabiá, tudo se concretizou com a venda de 50% de Soviética FIV Sabiá por R$ 1,02 milhão para a Vila dos Pinheiros. Para Antônio Alfeu Júnior, gerente da Nova Trindade, criatório que participou pela primeira vez do leilão, a ansiedade estava sobre a venda de 50% da Matriz ZURA II, o que se comprovou durante o remate para a Vila dos Pinheiros por R$ 1,22 milhão. “A expectativa é grande, pois o leilão concentra animais prontos com frutos já comprovados” disse Júnior. A Noite foi histórica para Fazenda com a venda de 50% da

Matriz ZURA II, uma fêmea avaliada em R$ 2.440.000,00. As bases sólidas do Noite dos Campeões justificam o sucesso do evento: genética de ponta, funcionalidade, fertilidade e beleza racial aliadas à competência, credibilidade e responsabilidade dos criadores em apresentar animais campeões e produtores de campeões. A consequência de todo este trabalho pode ser vista nos criatórios dos compradores, onde diversos animais, que colecionam títulos em pista, são decisivos para o melhoramento genético do plantel.


Muito leite e recordes levados ao seu máximo Recordes nacionais e mundiais foram quebrados durante o 35º Concurso Leiteiro da ExpoZebu 2013, o que mostra a grande vocação do País para a produção leiteira. O primeiro deles foi a produção de mais de dois mil e oitocentos litros de leite, por dia, com a participação de aproximadamente 120 matrizes das raças Gir Leiteiro, Guzerá e Sindi. O segundo foi a maior produção média registrada em um concurso leiteiro da ExpoZebu na raça Gir. Animais das raças

Brahman e Indubrasil de linhagens leiteiras, apesar de não participarem do concurso, participam de uma mostra na ExpoZebu. A vaca adulta Grande campeã, Fabrica FIV de Brasília, do expositor José Coelho Vitor, produziu média diária de 60,84 quilos de leite durante os três dias de concurso. O recorde anterior era da vaca Sherra da JMMA, que durante a ExpoZebu 2012, produziu média de 52 quilos. A Reservada Grande Campeã da categoria vaca adulta Gir

deste ano foi Ilheta da Epamig, do expositor Paulo Ricardo de Castro Miotto, com produção média de 49,17 quilos. Outros dois recordes aconteceram no concurso leiteiro da raça Guzerá nas categorias Vaca Jovem e Vaca Adulta. Ambas matrizes bateram recordes mundiais: Gabiroba FIV do expositor Marcelo Garcia Lack/outros condomínios, com produção média de 33,74 quilos e Aurora WM do expositor Gilson Carlos Bargieri, com produção média de 45,50 quilos.

Grande Campeã Guzerá CL Aurora

Gabiroba Reservada Grande Campeã Guzerá

Imagens: Rubio Marra

Fabrica Jadir Bison

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agronegócios

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Grande Campeão NELORE - Elkro FIV FNT - Agropecuária Vila dos Pinheiros

Grande Campeã NELORE - Rima FIV Ellara - Rima Agropecuária

Grande Campeão NELORE MOCHA - Natalino da Car - São Jose da Car

Grande Campeã NELORE MOCHA - Kishana XV FIV ER da FSN - Serra Negra

Grande Campeão GUZERÁ - Jato da Capital - Fazenda Entre Rios

Grande Campeã GUZERÁ - Ganda S - Fazenda Canoas


Galeria dos Grandes Campeões ExpoZebu 2013

Grande Campeão BRAHMAN - Ganesh da Canaã - Fazenda Canaã

Grande Campeã BRAHMAN - Mandy da Canaã - Fazenda Canaã

Grande Campeão TABAPUÃ - Mandela FIV UZI - Santa Luzia

Grande Campeã TABAPUÃ - Mufla FIV de Tabapuã - Terras da Artico

Grande Campeão INDUBRASIL - Ingresso Lins - Fazenda Iracema

Grande Campeã INDUBRASIL - Donzela do Cassu - Tamboril do Cassu

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Galeria dos Grandes Campeões ExpoZebu 2013

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agronegócios

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Grande Campeão GIR LEITEIRO - Expoente TE Brasília - Faz. Brasilia Agropec. Ltda.

Grande Campeã GIR LEITEIRO - Fécula TE F. Mutum - Mutum

Grande Campeão GIR DUPLA APTIDÃO - Gabão BI - Café Velho

Grande Campeã GIR DUPLA APTIDÃO - Favorita Dobi - Café Velho

Grande Campeão SINDI - Raio FIV da Estiva - Fazenda Novo Horizonte

Grande Campeã SINDI - Atenas FIV AJCF - Fazenda Santa Helena


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Gastronomia

Prato Principal: Zebu, uma carne especial Durante a Expozebu 2013, a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) lançou o livro o Zebu na Cozinha, produzido pelo chefe Allan Vila Espejo. O livro tem a participação dos profissionais Dr. Wilson Rondó Jr, médico nutrólogo, e Anna Maria Buehler, farmacêutica e bioquímica, que dividem seus conhecimentos sobre a importância da carne na alimentação moderna. “Em nossa época está ocorrendo uma verdadeira revolução nos conceitos alimentares, em que verdades antes inquestionáveis como ovo, manteiga e carne vermelha fazem mal a saúde”, são hoje coisas do passado, derrubadas por pesquisas amplamente comprovadas”, enfatiza Dr. Wilson na abertura do livro.

A carne como a principal fonte de ferro na dieta é mostrada por Anna Maria Buehler, bem como as principais diferenças na composição nutricional dos diversos cortes de carne. Outra curiosidade é destacada pela bioquímica como o sabor apreciado da carne cozida com osso. As informações e as receitas preparadas pelo chef Allan fazem o livro ser apreciado página a página. E não é para menos. O Chef tem experiência de mais de 30 anos na área da gastronomia e diversos livros publicados.

Diante de tantas gostosuras e informação, a revista Terra Boa Agronegócios trouxe para esta edição uma das receitas do livro. Esperamos que gostem e coloquem a receita em prática. Afinal, como disse o Dr. Wilson precisamos transformar as refeições em verdadeiros momentos de prazer com saúde. “Experimente curtir mais as pessoas que tanto ama, e nada melhor do que uma bela refeição com a família e amigos para celebrar a vida”. Bom apetite!

As informações e as receitas preparadas pelo chef Allan fazem o livro ser apreciado página a página. E não é para menos. O Chef tem experiência de mais de 30 anos na área da gastronomia

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e diversos livros publicados.

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Imagem: Rúbio Marra


Prime Rib de Zebu Assado Ingredientes: 1 prime rib de zebu 2 cebolas picadas ½ litro de vinho branco ½ litro de água 3 folhas de louro 3 ramos de tomilho 3 ramos de alecrim 2 dentes de alho picados Sal

Modo de Fazer:

Faça uma marinada com todos os ingredientes. Coloque dentro o prime rib inteiro e esfregue bem com a marinada. Reserve por 3 horas. Aqueça o forno a 270ºC. Coloque o prime rib numa assadeira com a marinada e leve ao forno. Regue com a marinada a cada

10 minutos até secar por completo e o prime rib ficar bem dourado. Retire do forno e deixe descansar por 10 minutos. Abaixe a temperatura do forno para o mínimo, depois volte o prime rib ao forno por 5 minutos. Sirva com um panaché de legumes salteados na manteiga.

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Exposições

70ª Expô Curvelo movimenta cerca de R$ 12 milhões Para a senadora Kátia Abreu, o evento é um dos mais importantes do gênero no país

Em clima de muita festa,

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no Parque Antônio Ernesto de Salvo, de 13 a 19 de maio, curvelanos e visitantes curtiram diversas atrações e fecharam excelentes negócios na 70ª Exposição Agropecuária e Industrial de Curvelo/MG, um dos mais importantes eventos do agronegócio e da cultura do país, promovido pela AMCZ (Associação Mineira dos Criadores de Zebu).

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Participaram da abertura, no dia 17 de maio, autoridades do setor, a Senadora e presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura)Kátia Abreu e o Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro do Nascimento. Foram inaugurados a Pista “Antônio Ferreira Pitangui”, homenagem ao pioneiro na criação de equinos, e a Casa do Leite.


A Expô Curvelo faz Estiveram expostos no Parque Antônio Ernesto de Salvo cerca de 1.000 animais das raças Mangalarga Marchador, Nelore, Guzerá e Gir, vindos de várias partes do território nacional. O número de expositores cresceu nos últimos anos. De 191 em 2010, pulou para 215 em 2013. Foram realizados 6 leilões, com aproximadamente 5 mil animais à venda. O visitante também encontrou no Parque máquinas, insumos e implementos agrícolas. Instituições e órgãos públicos prestaram assessoria técnica durante o evento. A Expô Curvelo faz

girar a economia local e regional. Em 2012, movimentou cerca de R$ 10 milhões em segmentos diversos, como na comercialização de animais, máquinas, implementos e veículos, restaurantes. Este ano a movimentação ficou em torno de R$ 12 milhões. Entre aspas

“Nossa classe tem diante de si um grande desafio: saber eleger como líder quem realmente sabe traduzir nossos anseios e levá-los aos nossos governantes. Sem dúvida, a Excelentíssima senadora

girar a economia local e regional. Em 2012, movimentou cerca de R$ 10 milhões em segmentos diversos, como na comercialização de animais, máquinas, implementos e veículos, restaurantes. Este ano a movimentação ficou em torno de R$ 12 milhões.

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Kátia Abreu, Patrona da Expô 2013, é alguém que o faz de maneira brilhante.Somos líderes e temos de nos orgulhar disso. E o mundo tem fome. O caminho encontra-se aberto, como nunca, para podermos vivenciar e confirmar nossa principal vocação: produzir comida. Para isso, no entanto, precisamos de apoio à altura. É impossível trabalhar sem segurança, sem nossos direitos básicos garantidos. Não podemos nem devemos tolerar certas situações.Precisamos estar unidos. Nossa maior arma é o voto. Temos de saber distinguir quem realmente tem condições de nos proporcionar um mínimo de paz para seguirmos em frente”, disse Gustavo Pitangui de Salvo, presidente da AMCZ “No final de maio, vamos realizar a reunião do Conselho da CNA e vamos aprovar, em homenagem a Minas, em homenagem ao Roberto Simões. Que até maio do ano que vem seja o ano do Café com Leite. Daremos uma atenção especialíssima a es-

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O presidente da AMCZ, Gustavo Pitangui, a senadora Kátia Abreu e criadores durante abertura oficial da Expô Curvelo

ses dois produtos. O crescimento do consumo brasileiro está maior do que a produção interna e nosso objetivo com o Projeto para o Leite Nacional, que está sendo trabalhado em parceria com o SEBRAE e com recursos do Pronatec e do Ministério da Educação, é fazer uma frente ampla de extensão rural, com meritocracia aos nossos técnicos extensionistas para que eles possam, de verdade, transformar a vida dos produtores de leite do Brasil”, Senadora e presidente da CNA, Kátia Abreu.

O crescimento do consumo brasileiro está maior do que a produção interna e nosso objetivo com o Projeto para o Leite Nacional, que está sendo trabalhado em parceria com o SEBRAE e com recursos do Pronatec e do Ministério da Educação, é fazer uma frente ampla de extensão rural.


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Artigo

Fertilidade

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de touros - Pregnancy Kings

Neste ano de 2013, a ABS inicia uma nova fase na seleção de touros de raças leiteiras, divulgando pela primeira vez as informações que vem coletando, analisando e validando há anos, para garantir que a realidade encontrada no campo seja a mesma dos dados divulgados. A partir do Sumário de Dezembro de 2012, o RWD - Real World Data® - (Dados do Mundo Real) passa a ser o índice para avaliar fertilidade de touros ABS, substituindo o SCR. Uma grande fonte de informações para produtores do mundo todo que, em breve, também disponibilizará vários outros dados sempre pensando em melhorar a vida e a lucratividade do produtor rural. O Real World Data® - Fertilidade de Touros é extremamente confiável, com dados precisos e atualizados com mais frequência, refletindo a realidade encontrada em fazendas comerciais. Ainda indica uma estratégia de utilização dos touros de acordo com a sua fertilidade, atitude única no mercado.

Confiável 1. Informações de rebanhos comerciais, com uma grande variedade de tamanhos e sistemas de produção, avaliadas de uma maneira científica. 2. Em 2012 foram mais de 12 milhões de inseminações de 10.000 touros inseridos na base de dados 3. Dados provenientes de sistemas de acompanhamento de rebanhos utilizados no dia a dia do produtor 4. Considera somente vacas confirmadas como prenhes

5. Considera idade, número de inseminações, estágio da lactação, efeito da estação do ano, manejo e ambiente 6. Somente são avaliadas vacas para a análise de sêmen convencional 7. Sêmen sexado: são utilizadas informações apenas de novilhas 8. Mínimo de 250 inseminações em quatro rebanhos para a informação ser divulgada


Atualizado com Frequência Real World Data® Fertilidade de Touros é atualizado mensalmente, com dados disponibilizados em um espaço específico no site da ABS Pecplan. Uma seleção determina a maneira de utilizar o Real World Data. Os touros são ranqueados com estrelas: Ranqueamento por Estrelas: 10% 2-3% Acima da média em fertilidade 20% 40% Média Fertilidade 20% 10% 2-3% Abaixo da média em fertilidade Recebem o ícone de ABS Pregnancy Kings os touros de 4 e 5 estrelas e acima de 1.000 inseminações

Também foi modificada a maneira como vamos lidar com estes dados, pois o mercado somente informa dados sem indicar para o produtor como lidar com ele. Agora é possível saber onde e como utilizar cada reprodutor quanto à fertilidade dos touros. A ABS instituiu os Reais de Fertilidade como os touros de 4 ou 5 estrelas que possuam mais de 1.000 inseminações, ou seja, estes touros podem ser utilizados em qualquer situação de manejo quando o critério for fertilidade de sêmen. Lembrando que todos os touros disponibilizados possuem os critérios mínimos de avaliação laboratorial exigidos para comercialização e o RWD® Fertilidade de Touros expressa o potencial genético para fertilidade.

Situação Reprodutiva das Fêmeas

Recomendações de uso Exemplos

PK

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3

2

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Fêmeas com fertilidade ótima ou ideal

• Primeiro ou segundo serviço • Cio natural

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X

X

X

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X

Fêmeas com fertilidade ótima ou média

• Primeiro e segundo serviço em novilhas

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Vacas em estado reprodutivo intermediário

• Segundo serviço ou mais • Vacas com cio sincronizado

X

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Vacas com baixa fertilidade

• Verão: Calor e Humidade • Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) • Vacas em final de lactação • Vacas mais velhas

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Situações Especiais de Manejo

• Grande número de vacas vazias no rebanho • Estação de monta definida • Inseminador com pouca experiência

X

X

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Nota: estas são considerações mais generalizadas, casos específicos devem ser analisados individualmente

Mário Fernando dos Santos Representante Comercial da ABS-Pecplan de Uberaba/MG marinho@focoagronegocio.com.br

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agronegócios Edição especial capa dupla!

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Leia aqui também a edição especial segunda capa disponível no Issuu.

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Terra Boa Agronegócios - Ed 08 Jun/Jul 2013 - Senepol  

Nesta edição, apresentamos um especial sobre a raça Senepol, um grande sucesso do cruzamento industrial nos trópicos. A Fazenda Vila Real e...