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CENTENÁRIO DE TAIÓ EM FATOS E FOTOS: 1917 A 2017

Fiorelo Zanella e Adolar Hörmann

Editora.... 2019


Capa: Foto batida por Walter Schoenfelder, onde aparecem alguns aspectos da Vila de Tayó, em 1936: 1. Igreja Católica; 2. Igreja Luterana; 3. Povoação de Tayó, vendo-se ao lado esquerdo a Casa Comercial de Adolfo Fuck e a Casa Comercial de Hartwig Ern; 4. Povoação de Tayó, vendo-se à direita o Hotel Kluge e o restante da povoação desde a ponte sobre o Rio Taió (atual Ponte Celso Ramos) até na altura da ponte Walter Schmitz. Os direitos autorais pertencem aos autores da obra. É proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem a prévia autorização dos autores. Redação: Fiorelo Zanella Fotografias: Foto Bolinha Acervo fotográfico de: Fiorelo Zanella, Guido Hosang, Moacir Bertoli e, principalmente, de Foto Bolinha. Reproduções fotográficas: Foto Bolinha Revisão Ortográfica: Fiorelo Zanella Composição e Diagramação: Carlos Alberto Lima

Ficha Catalográfica

Pedidos desta publicação: Impresso no Brasil 4


AGRADECIMENTOS Esta é uma obra literária que recupera a história dos cem anos da colonização de Taió e que vem a público graças ao esforço de pessoas que valorizam este trabalho. Não se trata propriamente de um livro histórico porque o livro “Das Clareiras da Barra do Tayó: um registro da oralidade histórica (2007), de Fiorelo Zanella”, já resgatou todos os acontecimentos do município de Taió. Na verdade, neste novo livro, está sendo feita a garimpagem de 500 fotografias, que complementam a História do nosso Município. Esta riqueza de fotografias tem os méritos de Adolar Hörmann, guarda fiel do maior acervo fotográfico da região, bem como dos arquivos fotográficos particulares de Moacir Bertoli, Klaus Peplau, Karin Wachholz, Tânia Gomes, Miriam Engels, Baldua Wagner, Arlindo Zanghelini, Guido Hosang, Fundação Cultural de Rio do Sul e do arquivo pessoal de Fiorelo Zanella. Alguns amantes da fotografia, como Mateus Pabst, Edivan Guski, Huérinton Comper e outros também valorizaram este trabalho com fotografias que exaltam os pontos turísticos de Taió. Na tarefa de burilar os fatos e as fotos deste livro, contamos com a ajuda perspicaz de pessoas amigas, como Moacir Bertoli, que estiveram atentos à identificação de nomes e de pessoas presentes, principalmente nas fotografias que contam a história do nosso Município. Devemos agradecer, por último, ao Município de Taió e à Casa da Cultura pelo apoio cultural dado a esta obra para que ela pudesse estar nos lares taioenses, que tiveram a satisfação de comemorar o centenário do Município. Fiorelo Zanella e Adolar Hörmann

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SUMÁRIO Apresentação .............................................................................................................. 007 Mensagem.................................................................................................................... 009 Introdução ................................................................................................................... 011 1. Capítulo I – Antecedentes Históricos: 1500 a 1916 ............................................ 013 O Morro Tayó ..................................................................................................... 013 As expedições de Emil Odebrecht .................................................................... 013 A Colonização do Alto Vale ................................................................................ 014 A Colonização do Vale Oeste ............................................................................ 014 As Empresas Colonizadoras ............................................................................. 015 • Sindicato Agrícola Blumenauense ............................................................... 015 • Companhia Salinger .................................................................................... 016 • Victor Konder ............................................................................................... 016 • Empresa de Colonização Luiz Bertoli .......................................................... 016 • Outras Colonizadoras .................................................................................. 016 2. Capítulo II – A Colonização: 1917 a 1924 ............................................................ 023 A denominação das localidades ........................................................................ 023 Colonizadores de Taió ....................................................................................... 023 1. A Colonização luso-brasileira ...................................................................... 023 • Colonização de Laranjeiras: 1892 ............................................................... 024 • Colonização de Pinhalzinho: 1904 .............................................................. 024 • Colonização de Passo Manso ..................................................................... 024 • Colonização de Taió .................................................................................... 025 2. A Colonização Alemã .................................................................................. 026 • Primeiros colonizadores: 1917..................................................................... 026 • Primeiros moradores: 1918 ......................................................................... 026 • Colonizadores de 1919 ................................................................................ 027 • Colonizadores da década de 20 .................................................................. 028 • Colonizadores alemães: 1924 ..................................................................... 030 3. A Colonização Italiana ...................................................................................... 031 • Moradores da Vila de Tayó .......................................................................... 031 • Moradores da Linha Ribeirão Grande ......................................................... 031 • Moradores da Linha Rio do Oeste ............................................................... 033 3. Capítulo III – O Distrito: 1927 a 1948 .............................................................. 040 6


• Tayó – Distrito de Blumenau: 1927 .............................................................. 040 • Tayó – Distrito de Rio do Sul: 1931 .............................................................. 040 A Vila de Tayó ................................................................................................... 040 4. Capítulo IV – O Município: 1949 a 2017 ............................................................... 050 A luta pelo desmembramento ........................................................................... 050 A instalação do município .................................................................................. 050 Os prefeitos ....................................................................................................... 050 As grandes obras .............................................................................................. 051 Os vereadores .................................................................................................. 055 Os deputados .................................................................................................... 057 As visitas dos governadores ............................................................................. 057 5. Capítulo V – Aspectos Religiosos: 1917 a 2017 .................................................. 085 Igreja Luterana .................................................................................................. 085 Igreja Católica ................................................................................................... 085 Igrejas Evangélicas ........................................................................................... 085 Seminário de Taió ............................................................................................. 085 Congregação das Irmãs Catequistas ................................................................ 085 Os Cemitérios ................................................................................................... 085 6. Capítulo VI – A Educação: 1917 a 2017 ................................................................ 094 Aspectos educacionais ..................................................................................... 094 7. Capítulo VII – Aspectos culturais: 1917 a 2017 .................................................... 105 Aspectos culturais ............................................................................................. 105 Clubes Sociais .................................................................................................. 106 O Esporte .......................................................................................................... 106 8. Capítulo VIII – A Saúde: 1917 a 2017 .................................................................... 140

As primeiras farmácias ..................................................................................... 140 As parteiras ....................................................................................................... 140 Os dentistas práticos ........................................................................................ 140 Os primeiros médicos ....................................................................................... 141 Os hospitais de Taió .......................................................................................... 141

9. Capítulo IX – Órgãos do Governo e de Atendimento ao Público ....................... 146 O sistema cartorário .......................................................................................... 146 O sistema comarcal .......................................................................................... 146 O sistema policial .............................................................................................. 147 7


O sistema financeiro ......................................................................................... 147 O sistema de prestação de serviços ................................................................. 147 10. Capítulo X – Aspectos Econômicos:1917 a 2017 .............................................. 155 Os meios de transporte ..................................................................................... 155 As primeiras casas comerciais .......................................................................... 156 O ciclo da madeira ............................................................................................ 158 O ciclo das féculas ............................................................................................ 159 O ciclo do fumo em folhas ................................................................................. 160 O ciclo do arroz ................................................................................................. 160 Outras atividades agrícolas ............................................................................... 160 O Desenvolvimento Industrial ........................................................................... 161 11. Capítulo XI – Aspectos ambientais e a Barragem: 1917 a 2017........................ 191 As Enchentes .................................................................................................... 191 A Barragem ....................................................................................................... 191 12. Capítulo XII – Aspectos arquitetônicos: 1917 a 2017 ........................................ 217 As primeiras moradias ...................................................................................... 217 A arquitetura ...................................................................................................... 217 13. Capítulo XIII – Aspectos Turísticos e o solo taioense: 1917 a 2017.................. 233 O solo ............................................................................................................... 233 Aspectos Turísticos ........................................................................................... 233 14. Capítulo XIV – Taió em Destaque: Festas, Eventos, Personalidades, Símbolos..................................................................................................................... 244 1. As Festas ..................................................................................................... 244 • Festa do Cinquentenário ............................................................................. 244 • Festa do Centenário .................................................................................... 244 2. As Personalidades ...................................................................................... 244 3. Pacto da Amizade ........................................................................................ 245 4. Os Símbolos do Município de Taió ............................................................... 245 • Dia do Município .......................................................................................... 245 • A Bandeira e o Brasão ................................................................................. 245 • Hino de Taió ................................................................................................ 245 Conclusão ................................................................................................................... 266 Referências ................................................................................................................. 268 . 8


APRESENTAÇÃO Meu amigo pessoal, Fiorelo Zanella, atento aos ensinamentos de Confúcio, filósofo chinês, a quem se atribui a expressão popular “uma imagem vale mais que mil palavras” nos brinda com esta obra que traz 500 imagens que revelam a história de Taió e seu valoroso povo. O passeio pelas imagens é orientado pelo autor, que didaticamente as apresentam em ordem cronológica e temática, revelando aspectos importantes ora da imagem, ora dos fatos a ela relacionados. Trata-se de uma obra leve e prazerosa de ser lida e vista, que comprova a dedicação, seriedade e entusiasmo com que Fiorello se dedica ao seu ofício de contar a história de Taió. Sou testemunha do trabalho de pesquisa empreendido pelo autor para angariar fotos e identificar os personagens e momentos históricos que elas revelam. Era janeiro de 2018 quando numa tarde ensolarada Fiorello aparece em minha casa na praia de Jurerê, Florianópolis, trazendo em suas mãos algumas dezenas de fotos antigas, pedindo para ajudar na identificação das pessoas e momentos daquelas imagens. Aquela visita transformou-se numa festa. Junto com minha esposa Renata Ern Bertoli e minha cunhada Yolanda Engmann passeamos por nossas memórias de infância e adolescência. Fiorello partiu no dia seguinte, mas a sensação prazerosa de reviver aqueles momentos permanece, assim como, a saudade de um tempo que não volta mais e de pessoas com quem convivi e aprendi. Com a edição desta obra nossos filhos e netos e tantos outros que vierem a conviver com nosso valoroso Taió e seu povo, terão orgulho de saber que são frutos de pessoas guerreiras. Conhecendo sua história, poderão manter vivos os valores e o modo de agir probo e fraterno da gente que o construiu. Não se esperava outra coisa deste historiador taioense que já nos brindara com o livro histórico “Das Clareiras da Barra do Tayó”, onde conta de forma minuciosa a história da criação do município e das bravas famílias que 9


fizeram parte desta aventura. Fiorello é homem de ação que se dedica a retratar homens e mulheres de ação.

Libertando das grades do esquecimento, inspira.

Viajando no tempo, constrói o futuro.

Que as novas gerações se valham desta obra como fonte de inspiração para suas escolhas, de modo a que Taió e seus filhos continuem a ser exemplo a todos que desejam construir uma sociedade melhor.

Florianópolis, 27 de julho de 2019. Moacir Bertoli

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Mensagem A terra sempre foi de onde veio parte do nosso sustento como família, na localidade da Barragem, onde meus pais Afonso e Ingenora Hildebrandt moram até hoje. Valorizar a história de quem chegou a esse lugar e começou a sua colonização é nosso dever e uma maneira de homenagear quem tanto fez pelo desenvolvimento e pela colonização de Taió. Fico honrado e bastante orgulhoso de poder iniciar esse livro e de fazer parte dessas memórias tão bonitas, escritas e retratadas nesses capítulos pelo sempre Professor Fiorelo Zanella. Em 1990, eu deixei Taió seguindo o exemplo, e muitos dos ensinamentos do Professor Fiorelo, ciente de que só a Educação poderia mudar e melhorar minha vida. Mas parte da minha família continua em Taió, trabalhando e vendo o pequeno lugar crescer e se desenvolver seja através da agricultura, precursora da história da localidade, ou das indústrias que foram sendo instaladas ao longo dos anos. Tanto tempo depois da minha saída de Taió, morando e tendo a benção de administrar a cidade mãe que foi Blumenau, é muito bom ver que a história continua sendo o guia para a evolução e o desenvolvimento de nossas Cidades. Não há crescimento sem história. Não há evolução e desenvolvimento sem história. Uma cidade que não discute e valoriza seu passado, jamais estará pronta para planejar seu futuro. Blumenau foi a mãe de toda a Região e o ponto central de todos esses fatos narrados a partir das fotos colocadas neste livro. Os imigrantes alemães que deram início e caminharam dias e dias entre os espaços que hoje dividimos como Municípios, se sentiriam honrados se pudessem presenciar toda a evolução contida nesses anos que se passaram. Que nossos filhos, que os filhos dos nossos filhos e toda a geração que ainda estiver por vir, possam folhear esse livro daqui há alguns anos e continuar tendo essa mesma sensação de orgulho. Que planejem o segundo centenário da Cidade. Tenho certeza de que a história que hoje construímos servirá de base para os fatos e as comemorações que virão. Que Deus continue abençoando e guiando os passos das crianças e jovens que ocuparão os nossos lugares de Gestores e líderes. São eles que virarão essas páginas e construirão os próximos capítulos.

Blumenau, 16 de julho de 2019. Mário Hildebrandt

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INTRODUÇÃO A História de Taió é uma das mais ricas do Estado de Santa Catarina. Pelos arquivos históricos, o nome “Tayó”, ao lado de “Itajahy”, é um dos únicos que tem seus registros nos arquivos portugueses, no século XVII. Da mesma forma, o território onde fica o Morro do Tayó, hoje no município de Santa Terezinha, era palco de buscas auríferas, no mesmo período. Etimologicamente, Taió vem da língua indígena, e tem uma forte ligação com o Morro do Taió. Com a colonização alemã, em Blumenau, em 1850, Taió começou a fazer parte da antiga Colônia Blumenau. Por este motivo, em 1867, Emil Odebrecht e seu grupo foram os primeiros homens brancos a pisarem o território taioense. Da mesma forma, em 1913, Wilhelm Eitz fez o levantamento de todo o Vale do Rio Itajaí do Oeste. A partir deste mapeamento, o Vale do Rio Itajaí do Oeste começou a ser colonizado. Foi neste período que foram abertas as primeiras clareiras na barra do Rio Tayó. O início da colonização de Tayó ocorreu, em 1917, com a chegada dos primeiros colonizadores alemães para fazerem as primeiras roças. No ano seguinte, estes mesmos migrantes vieram com suas famílias residirem na atual sede do município de Taió. Os colonos alemães, com a ajuda também de colonos italianos e brasileiros, que vieram nos anos seguintes, fizeram prosperar a Vila de Tayó, a tal ponto que, em 1927, tornou-se distrito do Município de Blumenau e, em 1948, passou a ser município, desmembrado de Rio do Sul. O crescimento deveu-se, essencialmente, ao aproveitamento da madeira de lei, em abundância na região, e ao plantio de mandioca, dando início ao ciclo da madeira e ao ciclo das féculas. Com o término destes dois importantes focos de desenvolvimento econômico, houve a expansão agrícola, principalmente com o plantio do fumo e do arroz, o fortalecimento do comércio e a transformação das serrarias em indústrias que abrangeram os setores metalomecânico, eletromecânico, indústria de vidro, indústria alimentícia e a implantação de agroindústrias. Agora ao completar o centenário da sua colonização, o município de Taió acaba de escrever mais um importante capítulo da sua história. Toda a história de Taió vem relatada, através destas páginas, e, comprovada com a exibição de 500 fotografias.

Taió, dezembro de 2017.

Os autores 13


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Capítulo I ANTECEDENTES HISTÓRICOS: 1500 A 1916 O Morro Tayó A História de Taió começa muito antes de 1917, data em que ocorreu a sua colonização, com a chegada dos primeiros moradores. A primeira notícia que se tem, é que Salvador Pires, filho de Francisco Dias Velho, fundador de Desterro, estava à procura de ouro no morro do Tayó, no ano de 1651. Outros roteiristas fizeram explorações no morro do Tayó: Zacarias Dias Cortes, em 1723; Miguel Gonçalves dos Santos, em 1791; Jacques Ouriques, em 1820 e 1821; e Antonio Marques Arzão, em 1866 e 1867. O Morro do Tayó foi considerado um novo “eldorado” pela fama de possuir ouro. Por isso, ele foi citado nos antigos mapas feitos pelos navegadores europeus: 1. O mapa “Le Paraguay”, editado em 1733, que situa o morro do Tayó nas nascentes do rio Itajaí; o mapa de Olmedilla, de 1775, que “assignala as nascentes do Tajay-meri a oeste da Serra do Mar, atravessado pela Estrada do Rio Grande-S. Paulo, como o mappa de Colombina, e o Monte Tayó, na mesma posição que o do Padre Diogo Soares”; e o mapa de Colombina, em 1807, que localiza “o monte Tayó dominando o rio Itajahy, que nasce a Oeste da Serra do Mar”.

As Expedições de Emil Odebrecht Em 1850, foi fundada a Colônia Blumenau, com a chegada de imigrantes alemães. O território onde fica Taió, pertencia a esta colônia. Por isso, o administrador da Colônia Blumenau, Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau, mandou fazer o reconhecimento da área territorial de todo o Alto Vale. Emil Odebrecht, encarregado de fazer este reconhecimento, realizou três expedições: A primeira, em 1863, sendo que ele fez demarcações desde Blumenau até a atual cidade de Rio do Sul; na segunda, em 1864, a equipe de Emil Odebrecht chegou a subir parte do Rio Itajaí do Oeste; e na terceira, com início, em 08/05/1867, Emil Odebrecht fez o traçado de São José a Lages, passando por Bom Retiro, e no retorno desceu pelo Morro do Funil, seguiu o curso do rio Taió e chegou até a Barra do Taió, onde pernoitou. Após as três expedições de Emil Odebrecht, a região de Taió ficou reconhecida como parte integrante da antiga Colônia Blumenau.

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A Colonização do Alto Vale A colonização do Alto Vale começou, em 1878, com a instalação de um núcleo de 58 famílias italianas na localidade de Lontras. Este núcleo foi se desfazendo aos poucos, pois os imigrantes ficaram abandonados por parte da administração da Colônia Blumenau e voltaram para o Médio Vale. No entanto, algumas famílias permaneceram na localidade, como Antonio Ceratti, que foi morto pelos índios, em Lontras, em 1885. Em 1890, a administração da Colônia Blumenau criou um pequeno núcleo no Passo do Humaitá. Inicialmente, foi enviado Karl Schroeder, para ser o primeiro balseiro a dar passagem aos tropeiros, que desciam do Planalto pelos picadões. Os outros dois balseiros foram Vicente Leite e Basílio Correa de Negredo. Neste período, Franz Joseph Frankenberger, mais conhecido por Francisco Frankenberger, já era proprietário de terras em Matador, local onde veio residir em 1892. Nesta data, instalaram-se alemães nos núcleos coloniais de Lontras, Bella Alliança e Matador. Começa assim a colonização alemã no Alto Vale. Entre os primeiros moradores são citados: August Zirbel, Jakob Heuser, Vicente Leite e Basílio Correa de Negredo. A partir de 1905, começaram a vir também famílias italianas, instalando-se principalmente no Taboão e nas valadas dos ribeirões das Cobras e da Itoupava.

A colonização do Vale Oeste As primeiras tentativas de colonização, na valada onde corre o Rio Itajaí do Oeste, ocorreram no mesmo período em que começaram a chegar os colonos italianos em Rio do Sul. As primeiras famílias se instalaram nas imediações da Barra do Trombudo, por volta de 1905, como Santo Finardi, Patrizio Noveletto, Clemente Demarchi e Ernesto Prada, este último tendo adquirido um terreno próximo à atual cidade de Trombudo Central. Por conta disso, Ermembergo Pellizzetti, em 1911, celebrou um contrato com o Governo do Estado para a construção da estrada, entre Rio do Sul e Barra do Trombudo, construída, no mesmo ano, por Ermembergo Pellizzetti e Domenico Largura. Em 1912, com o início da colonização italiana em Rio do Oeste, estava aberto o caminho para a instalação de colonos, em todo o vale do Rio Itajaí do Oeste. De fato, no mesmo ano, “Luiz Bertoli, partindo de Rodeio, em uma ação destemerosa, penetrou no Rio das Pombas, Oeste, Tayó, do Campo e da Vargem, apenas acompanhado pelos agricultores Franzoi, Jacob Anderle e Moratelli”. 1 Os primeiros colonizadores chegaram a Rio do Oeste, em 1912. Nem sempre os historiadores são unânimes quanto ao número dos colonizadores. No entanto, Luiz Paterno, genro de Luigi Moratelli, filho mais novo do colonizador Emanuelle Moratelli, contou que vieram “no começo de maio de 1912, Luiz Bertoli, José Franzoi, Manuel Moratelli, 1 - Texto “A Obra de um Pioneiro”, jornal Urwaldsbote, set. 1912. Deduz-se que os agricultores Franzoi e Moratelli sejam Giuseppe Franzoi e Emanuelle Moratelli.

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Luiz Girardi, Batista Campregher, Antonio Fronza e Angelo Moser, além de João Largura, que se fixou em Laurentino, e Batista Giotti, que retornou a Rodeio”. Neste mesmo ano, foram abertas as primeiras clareiras em Taió, conforme este registro: “O Capitão Euclides Gomes de Castro funda na barra do Tayó, nas terras do Coronel Pedro Christiano Feddersen, um Posto de Attração e fazendo grande roça, construio uma casa de palha”. 2 Em 1913, Wilhelm Eitz fez um levantamento de toda a bacia do rio Itajaí do Oeste, demarcando também a “bacia do Tajo” e as terras da Colonizadora Salinger. Uma das finalidades era a colonização de todo o vale do Rio Itajaí do Oeste. Os primeiros colonizadores alemães, que vieram a Taió, tiveram que usar o Rio Itajaí do Oeste como meio de locomoção. Não havia ainda estrada carroçável ao longo do Rio Itajaí do Oeste. A estrada que ligava Barra do Trombudo a Barra das Pombas só foi iniciada, em outubro de 1916, por Luiz Bertoli e foi entregue, oficialmente, em abril de 1917, com a conclusão dos primeiros 16 quilômetros. Um ano depois, foi concluída a estrada até Anta Gorda. Luiz Bertoli, nesta obra, tinha como apontador dos dias de serviço o próprio filho Luiz Bertoli Junior e João Franzoi, como cozinheiro da turma de trabalhadores. O trecho de Anta Gorda até Tayó, só foi iniciado, em 1918, pela Companhia Salinger. Este traçado foi feito, em fevereiro de 1920, por José Novotni e a “Estrada Geral Tajó” foi concluída, em 1922. A estrada de Barra do Trombudo a Laurentino, margem esquerda, numa extensão de 11 quilômetros, foi construída por Jacó Anderle, em 1921. 3

As Empresas Colonizadoras A colonização do Vale do Rio Itajaí do Oeste foi fruto da ação das empresas de colonização. O Governo do Estado fez doações de terras devolutas a companhias particulares e, em troca, elas tinham que abrir as estradas e promover o processo de povoamento e de colonização.

Estas foram as empresas de colonização que atuaram no território taioense:

1. Sindicato Agrícola Blumenauense O Sindicato Agrícola Blumenauense, que era uma sociedade popular (Volksverein), tinha a posse de uma área de terra na margem esquerda do rio Itajaí do Oeste, onde hoje ficam o Bairro Victor Konder e Bairro Universitário. 2 - Der Urwaldsbote, Blumenau, 29/12/1912. 3 - O contrato foi assinado entre Luiz Bertoli e José Rocha Ferreira Bastos, da Secretaria da Fazenda do Estado, aos 03/01/1921. Esta informação deve-se ao pesquisador Evanilto Perini, de Laurentino, que me enviou o documento “Jacob Anderle – Construtor de estrada em Laurentino”, em 05/08/2017.

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2. Companhia Salinger A Companhia Salinger era proprietária de uma área de terra de 255.000.000 m², concedida pelo Governador Hercílio Luz, em 1895, ocasião em que fez, no atual município de Taió, “a primeira concessão de terras na barra do Tayó, confluente do Rio do Oeste, à Casa Gustavo Salinger & Cia”. Fiorelo Zanella detalha que “a concessão abrangia as duas margens do rio Tayó, com a sua respectiva barra, e ia até a localidade da Paleta, estendendo-se ainda pela margem direita do rio Itajaí do Oeste, desde a Praia Vermelha até a altura da sede de Passo Manso”. 4

3. Victor Gaertner Victor Gaertner recebeu uma área de terra localizada no Rio Itajaí do Oeste. A Companhia vendeu lotes em ambas as margens do rio Taió, no Ribeirão Woelfer, Ribeirão Paleta, Ribeirão Bugio e Ribeirão Pequeno.

4. Empresa Colonizadora Luiz Bertoli Em 1912, com a colonização de Rio do Oeste, Luiz Bertoli idealizou uma empresa de colonização e deu início à abertura do primeiro trecho de Rio do Sul até a localidade de Barra das Pombas. Pela abertura desta e de outras estradas, Luiz Bertoli recebeu diversas áreas de terras no Alto Vale. No caso específico de Taió, recebeu uma gleba de 26.737 hectares.

5. Outras Colonizadoras Outras pessoas participaram do processo de colonização, como proprietários de áreas menores. Entre elas, merecem serem citados: Jacó Anderle, Joaquim Moratelli, Henrique Piazera e Patrizio Noveletto. Estas empresas de colonização normalmente se serviam de um pessoal técnico para medir as terras e construir as estradas. Foram citados como medidores de terras e agrimensores as seguintes pessoas: August Strutz, Bertoldo Lemble, Edmundo Ern, Eduardo Siburski, Faustino Piazera, Francisco Tomazoni, Geraldo Gebler, Jordelino Borba, José Cimardi, José Novotni, Oscar Schüpmann, Paulo Garbe, Paulo Klaar e Willy Althof.

4 - Zanella,2007, p. 74 e 75.

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Foto 01: Em 1836, o Mapa Piquet, C_Bresil já destacava o Morro Tayó, mesmo sem mencionar o Rio Itajaí.

Foto 02: No mapa Amerique Meridionale 4.1816 Brue, Adrien Hubert, 1786-1832, vê-se o Monte Tayó, nas cabeceiras do Rio Tajahi.

Foto 03 – Terceira Expedição de Emil Odebrecht, realizada em 1867, com o objetivo de planejar a estrada para o Planalto e reconhecer a área territorial da Colônia Blumenau. Realizou o trajeto de Florianópolis a Lages, indo depois para Curitibanos e descendo pelo morro do Funil em direção a Taió, Rio do Sul e Blumenau.

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Foto 04 – Emil Odebrecht com sua turma, engenheiros e camaradas, em 1889. Na foto, Emil Odebrecht é o terceiro da direita na frente do Teodolito (aparelho de medição), vindo a seguir, à sua esquerda, o Dr. Fritz Müller, de braços cruzados, e na sequência o Dr. Blumenau, de boné, de calça branca e de punhos sobrepostos. 5

Foto 04 – Família de Otto Hosang e Clara Odebrecht, ele nascido em Blumenau, aos 20/02/1873. Otto Hosang casou em 20/08/1896, em Blumenau, com Clara Henriete Augusta Odebrecht, filha de Emil Odebrecht, nascida, em Blumenau, aos 01/06/1874. Da esquerda, em pé: Clara, Otto Hosang, Erika, Artur e Ralf. Sentados, da esquerda: Hatwig, Ingo e Margareth Graf von Westhamp. Otto Hosang faleceu, aos 17/06/1932, e Clara, aos 08/05/1954. 5 - Teodolito, segundo Marcos Padilha, é o aparelho usado pelos topógrafos para fazer levantamento topográfico e serve para tirar ângulos e medidas. Antigamente este equipamento vinha da Alemanha e da Suíça.

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Fotos 06 e 07 – Levantamento hidrográfico do rio Itajaí do Oeste, feito por Wilhelm Eitz, de 13 a 18 de setembro de 1913, sendo o relatório conhecido pelo nome de “Westarm des Itajahystromes”. Na outra foto, outra parte do Mapa de Emil Odebrecht, com destaque da região de Tayó. Este documento inédito foi cedido a Fiorelo Zanella pelos próprios integrantes da Família Eitz.

Fotos 08 e 09 – Wilhelm Eitz em sua casa, em Taió, em agosto de 1925. Na outra foto, colonizadores do Vale do Itajaí do Oeste. Da esquerda: Jacó Anderle, Luiz Bertoli e Gioachino Moratelli.

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Foto 10: Abertura da estrada de Laurentino a Rio do Oeste, executada por Luiz Bertoli, em 1917. Na primeira foto, Luiz Bertoli está à direita, ao lado do cavalo. Na segunda foto, Luiz Bertoli se encontra ao centro, do lado esquerdo da tora.

Foto 11 – Abertura da estrada Cubatão – Laranjeiras – Tayó, no início do ano de 1952.

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Foto 12 – Abertura da estrada da Serra do Mirador pela Empresa Colonizadora Bertoli de Tayó.

Foto 13 – Agrimensores de Taió, na década de 30, vendo-se Francisco Tomazoni e Luiz Bertoli Junior, respectivamente o primeiro e o segundo no lado esquerdo.

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Foto 14 – Mapa do antigo Município de Blumenau, aparecendo Taió como 11º Distrito (anos finais da década de 20).

Foto 15 – Barra das Pombas (hoje Rio do Oeste), cuja estrada foi construída em 1917 por Luiz Bertoli.

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Capítulo II A COLONIZAÇÃO DE TAIÓ: 1917 a 1924 A denominação das localidades Taió e algumas de suas localidades tiveram outros nomes nos primeiros anos da colonização. A sede, antes da colonização, era conhecida por Barra do Tayó, sendo que o termo Tayó era escrito com “y”. No entanto, nos cartórios de Rio do Sul e de Taió, no início, a localidade era registrada como “Povoação de Tayó”. A colonização ocorreu, inicialmente, na sede da povoação e nos seus arredores ao longo do Rio Itajaí do Oeste, do Rio Tayó e do Rio Ribeirão Grande. Às margens destes rios formaram-se pequenos núcleos onde se instalaram os primeiros moradores. Estas primeiras localidades foram: Morro da Palha (atual Ribeirão Pinheiro), Ribeirão Woelfer (atual Ribeirão dos Lobos), Rio do Oeste (depois Ribeirão da Vargem) e Flohbach (atual Ribeirão Pequeno). Os moradores, que residiam fora destas localidades, ao longo dos rios, eram indicados como moradores do referido rio. Assim eram denominados como moradores do Rio do Oeste, os que residiam entre o Morro da Palha e a Povoação de Tayó e entre esta povoação e Ribeirão da Vargem. No caso específico de Ribeirão da Vargem, também havia duas localidades, Rio do Oeste e Ribeirão da Vargem, sendo que a primeira servia para designar os moradores que ficavam ao longo do Rio Itajaí do Oeste e a segunda para denominar os moradores do Braço Ribeirão da Vargem, incluindo os do Braço Scoz. Os moradores, que residiam entre a povoação de Taió e a Paleta, eram citados como moradores do Rio Tayó e geralmente eram registrados como pertencentes à margem direita ou à margem esquerda. E, finalmente, os moradores que ficavam entre as localidades de Ribeirão Pequeno e Ribeirão Grande eram reconhecidos como moradores do Ribeirão Grande. Neste caso, não havia ainda as denominações das localidades de Santo Antonio, São Luiz e Ribeirão Cipriano.

Colonizadores de Taió A colonização de Taió teve a participação efetiva de três etnias: a luso-brasileira, a alemã e a italiana.

1. A colonização luso-brasileira A vinda dos colonos de etnia luso-brasileira ocorreu através de duas frentes de colonização: a primeira foi através das picadas dos cargueiros que desciam pelo Morro do Funil, sendo estes considerados “caboclos”, por serem os posseiros das terras; a outra, através do Rio Itajaí do Oeste, sendo estes considerados luso-brasileiros. 25


• Colonização de Laranjeiras: 1892 A primeira colonização de Taió aconteceu com a vinda de caboclos que desceram do planalto e se fixaram em terras da antiga Colônia Blumenau. A primeira família que veio da região de Santa Cecília e se fixou em Laranjeiras, em 1892, foi José Rauen, mais conhecido por Juca Rauen. A área da fazenda era de 1.200 lotes de 25 hectares cada um e pertencia a José Rauen e a seus filhos Francisco (Chico), João (Jango), Luiz, Olimpia, Emilia e Luiza Izabel, casada com João Goetten. Posteriormente, houve divisão da fazenda: 210 milhões de m² para a família de José Rauen, na margem esquerda do Rio Taió, que levava o nome de Fazenda Rauen, e 90 milhões de m² para João Goetten, na margem direita do Rio Taió, conhecida com o nome de “Fazenda Pinhalzinho dos Goetten” ou “Faxinal dos Goetten”, cuja família chegou ao Pinhalzinho, em 1904. A Fazenda Rauen foi, mais tarde, subdividida e passou a ter áreas menores, que formaram a Fazenda São Jacó, de Oscar Schweitzer, e a Fazenda Heidrich, de Bruno Heidrich. 6 Logo depois da chegada da família de Juca Rauen, novas famílias vieram da região de Curitibanos e se fixaram como posseiros em terras taioenses, principalmente na região pertencente ao atual distrito de Passo Manso. Segundo consta, eram fugitivos da Guerra do Contestado (1912 a 1916) e vieram por volta de 1915. • Colonização de Pinhalzinho: 1904 Em 1904, Ramirio Goetten, veio da região de Santa Cecília e fixou residência no Pinhalzinho, acompanhado da mãe Luiza Isabel Rauen Goetten e dos irmãos Pedro João, Felipe, Julia Goetten, casada com Virginio Altino de França, Maria e Matilde, esta última casada com Ireno Altino de França. Houve informações de que João Freitas já era morador do Pinhalzinho quando Ramirio Goetten chegou. Nos anos subsequentes, novas famílias se instalaram na valada do Rio Taió, principalmente com a chegada de famílias, que fugiam da Guerra do Contestado e se tornaram posseiros da região, que ia da Paleta até Alto Volta Grande. • Colonização de Passo Manso A região de Passo Manso, a partir de 1915, recebeu posseiros que ocuparam as terras de Ribeirão da Vargem, Passo Manso, Ribeirão Encano, Gramado e Rio do Campo. A maior parte das famílias desceu da região de Santa Cecília, mas algumas subiram pelo rio Itajaí do Oeste. Alguns destes posseiros foram: Adelio Crispim da Silveira, Adolfo Crispim da Silveira, Amaro Rufino Furtado, Ambrosio Felix Leite, Antonio de Haro Varela, vulgo Bibi Varela, Antonio Teodoro da Silva, Argemiro Teodoro Nascimento, Constancio Manuel Leite, Damasio Anacleto, Donato Felix Leite, Estevão Manoel Rosa, Eusebio Joaquim Paulo, Felix Manoel Leite, Gabriel Pereira do Nascimento e o genro Giuseppe Vigliotti (italiano falecido em 1931), 6 - Segundo informações de Ewald Otto Heidrich, em entrevista realizada aos 30/04/1987, a fazenda foi adquirida por Francisco Rauen, mas foi escriturada em nome do pai, José Rauen. Disse que, na época, era muito usada a medida de “milhões de metros quadrados” e que a área de uma gleba de um milhão de terra equivalia a 100 hectares, ou seja, quatro lotes de 25 hectares cada um.

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Francisco Cardoso, Galdino Alves de Oliveira, Gaspar Pires de Lima, Gregorio Goetten, Ildefonso Manoel de Andrade, Inacio Rodrigues de Oliveira, Isirio Palhano do Nascimento, João Anacleto Cardoso, João Belarmino, João Candido Porto, João Constancio Leite, João Fagundes, João Maria Alves de Jesus, João Valente, Joaquim João de Souza, José Alcântara Machado, José Alves Padilha, José Cesario de Farias, José Felix Leite, José Moraes, Manoel Feliciano Pereira, Marciano José Pereira, Miguel Martins dos Santos, Olimpio Antunes de Lima, Pedro Eliseu da Silva, Pedro Felix Leite, Pedro Martins, Ponciano Felix Leite, Sebastião Marcelino, Sergio Isidoro de Souza, Teodoro Anacleto, Urbano Alves, Valdevino Cardoso de Aguiar, Vergilio Fernandes da Rosa e Vidal Pereira de Jesus. E ainda: Amaro Alvarenga e o filho Otto; Erencio Borges Pereira de Liz e seu cunhado Candido da Silva, mais conhecido por Candinho Borges; José Claudino e o filho Henrique; José Saturnino (Juca) e os filhos João Saturnino Bittencourt e José Saturnino Bittencourt; Manoel Alves de Moraes com os filhos Eleodoro, Oscar, Urbano, Hipolito e Manoel; e Xisto Claudino com seu filho Amaro Claudino. 7 • Colonização de Taió A partir da década de 20, começaram a chegar também famílias colonizadoras de descendência luso-brasileira, vindas pelo Rio Itajaí do Oeste. Estas famílias se fixaram, inicialmente, no Rio do Oeste, trecho que englobava Morro da Palha e Ribeirão da Erva. Miguel de Amorim foi o primeiro a se instalar, na Barra do Ribeirão da Erva, na terra de Oswaldo Odebrecht, por volta de 1918. Era ele que dava pousada aos primeiros colonizadores alemães. Na mesma época também veio residir a família de Felix Manuel Leite. Na mesma região, vieram outros moradores luso-brasileiros: Candido da Silva Porto, Clemente de Amorim, Fermino Silverio Cardoso, Generoso Antonio dos Santos, João Miguel Amorim, José Jacinto Flores, Lucio Reis, Luiz Carvalho, Manoel Francisco Pereira, Severiano Borba e a família Bertolino, formada por João Bertolino e pelos filhos Arnoldo, Joaquim José e Manoel. Alfredo Cordeiro veio para Taió, em 1919, como um dos trabalhadores da estrada que ligou Taió a Rio do Oeste, construída pela Companhia Salinger. Foi residir na Margem Direita, na divisa com a Paleta. Outros que se fixaram nas margens do rio Taió e suas adjacências, na década de 20, foram: Aloisio Cordeiro, Dorval Pinheiro da Silva, Felipe Paulino Machado, José Martins de Moraes, Manoel Julio Mauricio e Oscar Alves de Moraes. Primeiros luso-brasileiros, na povoação de Tayó: Antonio Alves, Antonio Garcia, Antonio Lageano, Domingos Basílio Correa, Euclides Gomes de Campos, Francisco Castilho, Gregorio Alves Pires e o filho José (1925), João Batista Guimarães, João Berto, João S. Fernandes (1926), João Vercino, José Agostinho Pereira, Manoel Alves da Silva e o filho Caetano (1925), Pedro dos Santos, Sebastião Berto, Severiano Borba, Silvestre José 7 - Segundo o vereador Jaci de Liz, Erencio Borges Pereira de Liz (casado com Clara da Silva) e seu cunhado Candido da Silva, atuavam com Martinho Bugreiro na captura dos índios.

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Alves (1925), Valeriano Rodrigues e Vicente Alves da Silva. Ribeirão Woelfer: Lidio Garcia casado com Martha Krause. Ribeirão Bugio: Bernardinho Martinho Pacheco, Bernardino Martins, Caetano Vicente, Francisco Ricardo Casa, Inocencio Manoel Mendes, Irineu Galdino Serafim e seu filho Antonio Serafim, José Vicente, Manoel Borba, Manoel Julio Mauricio e Serafim Candido Rodrigues.

2. A colonização alemã • Primeiros Colonizadores: 1917 A administração da Colônia Blumenau via com bons olhos a colonização de Taió, principalmente pela existência de grande quantidade de madeira de lei, conforme levantamentos topográficos feitos por Wilhelm Eitz. Por conta disto, a partir de 1914, começaram a serem vendidos terrenos dentro desta área de concessão. Entre os adquirentes podem ser citados: Oswaldo Odebrecht, Eugen Kräbsmühl, Emilio Kanitz, Ewald Orth, Carlos Pie e Oswaldo Otte. O primeiro adquiriu um terreno de “31.785 metros correntes a 40 réis”, no Ribeirão Pinheiro; o segundo, comprou em Taió e vendeu depois para a família Wachholz; e os outros venderam seus terrenos para Wilhelm Eitz, em 1917. Amarante afirma que “em 1916, Eugen Grewsmuhel fêz uma derrubada de mato, dentro do atual perímetro urbano, onde construiu um pequeno rancho, tendo, no ano seguinte, vendido o seu ‘serviço’ (roça e rancho) a Ricardo Wachholz”. Há informações de que, nesta mesma data, também vieram a Taió para abrirem as clareiras, Richard Seiler, Richard Klitzke e August Strutz. 8 Em 1917, o Sindicato Agrícola de Blumenau deu início à colonização de Tayó, trazendo colonos da região de Blumenau, com o objetivo de fazerem as primeiras roças. Prepararam a terra, fizeram o primeiro plantio, retornaram para suas casas e, no ano seguinte, voltaram a Taió com suas famílias. Entre os primeiros plantadores foram citados: Albert Franz, Friedrich Blank, Gottlieb Geisler e o filho Albert, os irmãos Richard e Albert Wachholz, Richard Klitzke, Richard Seiler e Wilhelm Eitz. De Anitápolis vieram para fazer o plantio, Albert Kindel e Ludwig Graf e seu filho Ludwig Karl. 9 • Primeiros moradores: 1918 A colonização da povoação de Tayó, com a vinda das famílias, iniciou em 1918. Familiares dos primeiros moradores citaram estes colonizadores: Albert Franz com o filho 8 - Amarante, 1967, pág. 34. Segundo informações dos colonizadores, Eugen Kräbsmühl era um dos responsáveis pela venda dos terrenos da Salinger, juntamente com Otto Hosang. Por isso, tinha estado em Taió, em 1916, e feito uma roça de milho para apaziguar os índios. A grafia correta de “Grewsmuhel” ou “Grebsmuhel” é “Kräbsmühl”. Em 1930, Augusto Strutz morava em Rio do Sul, tinha 60 anos, era casado com Berta, falecida em 1916, em Blumenau, sendo que sua filha Hedwige Strutz casou neste mesmo ano em Rio do Sul. 9 - Os irmãos Wachholz chegaram, em janeiro de 1917, e Albert Franz, em 14/03/1917, segundo os familiares. Os outros chegaram a partir do mês de julho.

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Hubert; Albert Kindel com os filhos Albrecht Gustav, Frederic Walter, Willy e Otto Kindel (22/06/1918); August Strutz; Gottlieb Geisler e o filho Albert (abril de 1918); Joseph Kutzian e os filhos Wenz, Winz e Karl (junho de 1918); Joseph Tillmann com os filhos Alwin, Ewald e Emil (novembro de 1918); Ludwig Graf (21/06/1918) e os filhos Ludwig Karl, Hans, Paulo, Karl, Joseph e Anna e João Ricardo; Otto Hadlich; Richard Wachholz; Richard Klitzke; Richard Seiler e os filhos Erich e Roland (janeiro de 1918); os irmãos Gustav, Ghinther e Adolf Hadlich; e os irmãos Karl e Joseph Kotobeletz (junho de 1918). 10 Neste mesmo ano, se fixaram na altura da Barragem: Erich Hackbarth (14/06/1918), Friedrich Blank, Max Hackbarth (09/01/1918) e Theodor Hadlich. E ainda: Ernst Eickenberg e o filho Erwin; Albert Waccholz (15/01/1918) e os filhos Bruno, Hildegard, que casou com Osvaldo Ern, e Amanda, que casou com Willy Richter; e Hermann Borchardt e os filhos Alwin, Erich e Albert (julho de 1918). 11 No Ribeirão Pequeno, foram residir os irmãos Peter e Eduard Jensen. Na Margem Direita instalaram-se Georg Niedermayer, Karl Schott e Konrad Heymanns (22/05/1918). 12 • Colonizadores de 1919 Em 1919, fixaram residência em Taió: Alfons Meier, Heinrich Bülof, José Novotni (19/05/1919), Joseph Reicherd, Sr. Urban e Willy Richter. E, ainda: Wilhelm Eitz e o filho Frederico G. J. Eitz; Albert Frederich Frescha, mais conhecido por Frederich Frescha, e os filhos Carlos Bernardo, Bernardo Frederico, Alberto Frederico e Frederico Kurth, residentes no Ribeirão Strey. 13 No mesmo ano, outros colonos vieram residir em Ribeirão Pequeno: Karl Bormann; Paul Bauhmann; Anton Werling e os filhos Gustav, Otto, Rudolf e Wilhelm; Albert Roeder e os filhos Erich, Richard e Rudolf; e Wilhelm Roeder e o filho Oscar. 14 Nas imediações da Barragem Oeste: Oswald von der Osten, Reinhold Knuth e Victor Knuth. Em Ribeirão da Vargem: Alois Peiker. E na valada do Rio Taió eram moradores em 1919: Anton Halla, Frederich Kraemer, Frederich Kraemer Senior e Ludwig Halla. Foram citados também: Johann Helmuth 10 - Richard Klitzke e August Strutz vieram em 1918, o primeiro como lavrador e o segundo como medidor de terras. Klitzke retornou a Blumenau depois de terminar as medições e Strutz fez apenas a primeira colheita e foi embora. As famílias Kutzian, também registrada Kozian, e Kotobeletz foram embora, pois eram apenas trabalhadores braçais, sem terem adquirido terras. 11 - Ernest Eickenberg casou com a filha de Fritz Kraemer, Amanda, em 1923. 12 - A maior parte dos primeiros colonizadores veio da região de Blumenau e uma minoria veio de Anitápolis, Braço do Norte. Do sul do Estado vieram as famílias Graf, Kindel, Heymanns, Schott, Niedermayer, Peiker, Kutzian e Kotobeletz. 13 - Joseph Reicherd comprou terreno próximo à entrada do Palmital, onde colocou uma venda. Ficou apenas um ano e foi embora, por não ter gostado do lugar. Wilhelm Eitz conhecia Taió desde 1913 e veio também em 1917, quando comprou terras. No entanto, só veio residir com a família no natal de 1919. Alfons Meier veio trabalhar com Luiz Bertoli nas medições que estavam sendo feitas ao longo do Rio Itajaí do Oeste, entre Ribeirão da Vargem e Rio do Campo. Segundo Luiz Bertoli Junior, foi assassinado, em Taió, em 1924. 14 - Há informações de que Karl Bormann faleceu logo depois que chegou a Taió.

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Kraemer e os filhos Frederich Reinhold e Hermann; Maria Tonndorf, viúva de Friedrich Ernst Tonndorf, que veio com os filhos Ewald, Paulo, Otto, Erich e Richard; e August Halla e seu filho Valentim Halla. • Colonizadores da década de 20 Na década de 1920, vieram residir em Taió: Adalbert Gross, Adolfo Binder, Adolfo Fuck e o pai Adão Fuck, Alfons Greuel, Alwin Zorske, Anton Carl, Arnoldo Carl, Arthur Ern, Arthur Pristor, Bernardo Mittelmann, Carlos Haffermann, Clemens Wüst, Erich Metzger, Ernesto Knohl, Erwin Mancke, Ewald Kress, Francisco Rauh, Franz Xavier Mainhardt, Fraymund Huscher (1930), Heinz Schreiber, Helmuth Schoenfelder, Heinrich Faber, Heinrich Pückler, Heinz Kuhlmann, Hermann Huscher (1928), Hermann Mancke, Johann Klein (1924), José Michels, Joseph Kugler, Leopoldo Kluge, Leopoldo Jacobsen (01/07/1925), Oscar Joaquim Bremer, Oswaldo Isidoro Althof, Oswaldo Schoenfelder, Oswaldo Werner, Otavio Lauth, Paulo Zimmermann, Pedro Leon Gerber, Roberto Brandes, Rudolf Deeke, Rudolf Greuel, Rudolf Hahn, Rudolf Hoeschel, Rudolf Kreutzfeld, Rudolf Voigt, Theodor Ullmann, Vitor Butzke (16/09/1928), Walter Reistenbach, Walter Schmitz, Walter Schoenfelder, Wilhelm Seemann e Wilhelm Werner. E ainda: Alwin Fey e o filho Harald; Frederich Woelfer com os filhos Adolf, Franz, Frederico Reinhold e Julio; Jakob Schweitzer com os filhos José, Nicolau e Saturnino (1923); José Binder e o filho Edmundo José; Otto Hosang com os filhos Kurt, Harald, Ralf, Arthur e Ingo; os irmãos Hartwig Ern (1920), Osvaldo Ern (1925) e Edmundo Ern (1930); e os irmãos Heinrich e Richard Wichmann, que compraram o terreno dos irmãos Gustav, Ghinther e Adolf Hadlich.15 Na década de 20, no Ribeirão Pequeno, fixaram-se vários moradores: Francisco Hannes, Gerhard Köster, Guilherme Pedro Jensen e Rudolf Hasse. E ainda: José Urbano Müller, na Barra do Ribeirão Grande; Albert Brandt com os filhos Frederich e Erwin; Hermann e Oscar Baer (Beyr); Leo Grosch e os filhos Erich e Bruno (maio de 1920); Arthur, August e Richard, integrantes da família Dallmann; e Emil Selbmann e os filhos Bruno, Erwin e Wilhelm. Nas imediações da Barragem vieram estes moradores, a partir de 1920: Alwin Mundt, Arthur Mundt, August Müller, Erich Labes, Ernest Frederich Otto Albe com os filhos Bernardo e Waldemar, Ferdinand Guenther, Friedrich Jordan, Guilherme Maas, Hermann Krug, Lothar Labes, Luize Bertoldo Bittelbrunn, Oswald Gausche (Gaensche), Roberto Wagner, Rodolfo Wagner, Rudolf Begalke, Rudolf Melka e Wilhelm Hasse. Na Margem Esquerda do Rio Tayó, na mesma época, instalaram-se: Alberto Knopp, Eduard Meldola, Edmund Meldola, Erich Setter, Franz Xavier Schuller, Guilherme Pommerening, Hermann Kroeger (05/04/1920), Johann Splitter, José Kolçava, Mathias Kohl 15 - Otto Hosang tinha vindo a Taió, em 1918, como vendedor da Companhia Salinger. Veio residir em Taió, em 1920, para trabalhar como estafeta do tráfego postal, entre Rio do Sul e Taió. Em 1924, foi residir em Blumenau e voltou a Taió, em 1927, para assumir a agência postal telegráfica. Edmundo Ern veio residir em Taió, em 1930. No entanto, desde 1920, vinha constantemente a Taió como procurador da Companhia Salinger. Johann Klein nasceu em Csatád, Romenia, aos 24/05/1896 e morreu em Taió, aos 26/06/1961. Casou com Catharina Bitto, nascida em 02/05/1899 e falecida aos 04/04/1944 e tiveram estes flhos: Jacob Klein, casado com Gunegundes Olsson; Anna Klein, casada com Harry Rutzen; João José Klein, casado com Maria Conceição Simas; e Edda Catharina Klein, casada com Daniel Glatz.

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(1922), Raulino Gerber, Roberto Althoff, Valdemar Splitter e Willy Ladewig. Ainda: Albrecht Frederich Westphal e os filhos Arnoldo, Henrique José e Adolfo; Guilherme Westphal, com os filhos Ricardo e Fredolino; Emilia Otto e os filhos Arnet, Egon, Hans, Waldemar e Werner; Gustav Liebsch e os filhos Willy Walter, Martin Georg e Francisco Helmuth; David Lützov e os filhos Otto, Emil e Wilhelm, este mais conhecido por Willy Lützov. Na Margem Direita, vieram residir, na década de 20: Alberto Gutjhar, Carlos Petersen, Emil Siewerdt, Frederich Krelmann, Gustavo Guilherme Neuhaus, Karl Baasch, Pedro Steffen, Robert Werner e Wilhelm Hodrus. E, ainda: Carlos Hartmann e o filho Bertoldo, que vieram, em 1927, do Rio do Texto, para morar no logar Tayó, Fundos Strey; Carlos Wolf e os filhos Gustav, Erich e Otto; Frederich Strey e os filhos Alberto e Wanda, que vieram, em 1925, de Timbó para Taió, residindo no Braço Strey; Friedrich Peplau e os filhos Martha, Helmuth, Hilda, Carolina, Irma, Erika, Oscar e Luiz; Germano Kofke e o filho Paulo; Gustavo Sacht e o filho Oswald; João Petersen e os filhos Ernesto, Emilio e Alfredo Petersen; Robert Baasch e seu irmão Richard Baasch com os filhos Helmuth e Richard; Joaquim Gardolin e os filhos Carlos Guilherme, Johann Friedrich, Adolf e Frederich; Pedro Sestren e o filho José; e os irmãos Johann e Francisco Sacht. No Ribeirão Woelfer (hoje Ribeirão dos Lobos) vieram estes moradores, neste período: Carlos Radünz, Fernando Thiergarten, Franz Skura, Gustavo Zarske, Hermann Rüdiger, Jacob Roth, Karl Lüppel, Luiz Conzentius, Luiz Wölfer, Peter Schumann, Richard Kreitlow e Rudolf Radohl. Ainda: Albert Erkmann e os filhos Adolf, Heinrich, Hermann, Gustav, Leopold, Rudolph, Paulo, Otto e Ewald; Alberto Luchtenberg e os filhos Gustav, Teofilo, Roberto, Alberto, Fritz, Reinhold e Arthur; Gustav Hildebrandt e os filhos Bernhardt, Richard, Henrique, Arthur, Adolfo e Ludwig; Hermann Krause e sua mãe Carolina Krause; Jakob Dümes e os filhos Miguel, Theodoro, João, Emanoel, Adão e Jacob Duemes Junior; Joseph Neumann e os filhos Julio, Heinrich, Albert, Adolf e Otto; João Panciera e o filho Adolfo; Adolfo Brüllinger e o filho Evaldo; Carlos Ebsen e os filhos Teofilo, Willi, Oscar Adolfo e Erico Ewald; e Paulo Retke e sua mãe Maria Retke. No Rio do Oeste, trecho entre a povoação de Tayó e o Ribeirão Pinheiro e Ribeirão da Erva, residiam na década de 20: Alberto Griesshaber, Adolf Miehe, Adolf Hasse (1921), Albert Radoll, Carlos Tesch (morava no Salto do Tayó), Erich Pasold, Erich Rutzen, Franz Botzan, Frederich Taufenback, Friedrich Rauh, Georg Rausch, Gustav Rutzen, Hans Seidenkranz, Heinz Odebrecht, Hermann Haage, Hermann Hedler, João Frederico Willicke; José Bednar, Leopold Zils, Oscar Pasold, Otto Blank, Otto Zorske e Walter Pasold. E ainda: Otto Ewald e o filho Adolf Ewald; os irmãos Richard, Curt e Alwin Rutzen; Heinrich Schroeder e os filhos Gustav e Bernhardt. Ribeirão da Erva: Nicolau Sestren e Henrique Sestren. No Morro da Palha: Alberto Ern, Carlos Blank e os filhos Rudolf e Gustav, José Becker, Fritz Rosemann, Germano Block, Hermann Doege e Richard Rauh e o filho Karl (1926). 31


Bracatinga: Augusto Steinheuser, August Grigull, Hermann Haak e August Miehe e seus filhos Rudolf e Leopold. Ribeirão Strey, afluente do Rio do Oeste, moravam na década de 20: Guilherme Steinke, Gottlieb Ern (1925), Herman Hedler, Julio Radke e o filho Augusto, Hermann Lindner e o filho Germano Lindner Junior. No Ribeirão Bugio: Guilherme Althoff, Pedro Althoff e Willy Althoff. Nas demais localidades, a colonização alemã ocorreu, na década de 30. A colonização alemã de Ribeirão do Salto foi feita por Luiz Bertoli, Henrique Piazera e Patrizio Noveletto, na década de 30, conforme planta feita em 31/08/1938. • Colonizadores Alemães: 1924 Em 1924, chegou a Taió uma leva de imigrantes alemães, vinda diretamente da Alemanha. A maior parte chegou nos meses de fevereiro e março de 1924. Nas entrevistas foram lembrados os que moravam na vila de Tayó: Sr. Bluttmayer (maio de 1924), Emil Haase, Emil Karl Gustav Milach (maio de 1924), Friedrich Arno Frommolt, Gerhard Koestner, Georg Feldhaus, Heinrich Friess, Heinrich Müller, Heinrich Wellmann, Hermann Reiberg, Martin Kanthack, Mathias Fassler e Richard Schmidt. Vieram, ainda, Jakob Haeberle e os filhos Hans e Jakob Haeberle Junior; Johann Eilert Bruns e os filhos Georg Friedrich e Grete Joanna (fevereiro de 1924); Johann Poepken e o filho Georg; Karl Neideck e os filhos Theodor, Carlos e Paulo; Ludwig Jerosch e a esposa Minna, que era parteira; Richard Wagner e o filho Willy (agosto de 1924); Walter Bauschpiess, e Franciska Kolert com sua filha Erica Schwarzer e o marido Franz Schuller. 16 Outros alemães vindos da Alemanha foram residir, em 1924, nas duas margens do rio Taió: Emil Schmitz, Franz Joseph Roth, Gerhald Jansen, Hermann Jansen, Heinrich Schaade, Rudolf Schaade e Walter Kring. E ainda: Elisabeth Thielmann, viúva de Alberto Willig, e os filhos Ernst, Heinz e Werner Willich; Wilhelm Koch, a esposa Marie Fischer e os filhos Hermann, Otto e Wilhelm Koch Junior; Carl Kring e os filhos Hans, Jacob e Carlos Kring Junior; Anna Noack e os filhos Kurt Noack Filho e Hildegard Noack; e Bernhard Kurt Noack e o filho Kurt Noack.17 No Ribeirão dos Lobos vieram diretamente da Alemanha: Moritz Engels e os filhos Moritz Junior e Elisabeth, em 1924, e dois anos após, August Engels, com os filhos Bernardo, Willy, Elisabeth Gertrud e Heinrich. Também vieram da Alemanha, no mesmo período, Guilherme Martini e seu sogro Willy Klamroth; Johann Loebach, cuja mãe era Margarete Engels; Albert Hoffmann, imigrante alemão, que adquiriu terreno próximo à Barragem Oeste; e Miguel Hosch, que, 16 - Franciska Kolert era casada na Alemanha com Hermann Schwarzer, com quem teve a filha Erika Schwarzer. Com a morte do marido, Franciska casou, em segundas núpcias, com Franz Schuller. Os três vieram, em 1924, para Taió, onde Franz Schuller foi professor. 17 - Havia dois Kurt Noack: Um, Kurt Noack Filho, que tinha 22 anos, em 1930; o outro, Kurt Noack, filho de Bernhard Kurt Noack, que tinha 51 anos, em 1920.

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em 1924,passou a fixar residência próximo à povoação de Ribeirão Pinheiro.18

3. A Colonização Italiana A colonização italiana, em Taió, começou, na década de 20, precisamente com a iniciativa da Empresa Colonizadora Luiz Bertoli. Baseado nos arquivos de Luiz Bertoli Junior, as primeiras concessões de terras em Taió, foram concedidas a estes colonos italianos, em 11/11/1918: Ferdinando Zanella, José Moratelli e Severino Moratelli. • Moradores da Vila de Tayó José Lenzi veio residir, em Taió, em 1920. Mais conhecido por Beppi Lenzi, veio acompanhado dos filhos Emilio, Guilherme, Lindo, Artur, Ercilia, Olga, Clara, Maria, Fedele e Sigismundo. Quase na mesma data, chegou Perfeito Alchini, para trabalhar na alfaiataria de José Lenzi. Outro que passou a residir na praça, na mesma época, foi Rodolfo Sardotti.19 Nos demais anos da década de 20, chegaram estas famílias: Alfredo Moser (1925), Adriano Busarello, Amilcare Mora, Antonio Berlanda, Caetano Zanluca, Egidio Busarello, Emilio Largura, Eugenio Fronza, Francisco Tomazoni, Giuliano Busarello, João Franzoi, José Binder, Julio Pretti e Paulo Adami; e, ainda, os irmãos Vittorio e Battista Fontanive (1927); os irmãos Luiz Bertoli Junior, José Luiz Bertoli e João Bertoli (1925); os primos Ervino e Melio Tomelin; os irmãos Carlos, Evandro e Waldemar Raymundi; e os irmãos Faustino e Alfredo Piazera. • Moradores da Linha Ribeirão Grande Nas décadas de 20 e 30, instalaram-se algumas famílias italianas no Ribeirão Pequeno: Achille Zanella, Albino Sperandio, Albino Strapasolli, Angelo Odorizzi, Ettore Dolzan, Francisco Marchiori, Julio Andrioli (1925), Julio Odorizzi, Maximiliano Giovanella e Urbano Giovanella. Na Linha Ribeirão Grande, de acordo com o Livro de Terras da Colonizadora Bertoli, os primeiros três registros de aquisições de terras, todos em 1925, foram feitos por João Lenzi, João Vendramin e João Dolzan. Segundo Dante Bonin, o terreno de João Lenzi, que ficava no Ribeirão Pequeno, na verdade, foi registrado em nome de Pedro Jensen. Vale lembrar que os moradores da Linha Ribeirão Grande, na verdade, eram os que residiam ao longo do rio Ribeirão Grande, o que formaria hoje as comunidades de Ribeirão Pequeno, Santo Antonio, São Luiz e Ribeirão Cipriano. 18 - Miguel Hosch nasceu em Aalen, Alemanha, aos 27/09/1890. A esposa morreu na mesma cidade, em 18/11/1918. Com a morte da esposa veio para o Brasil, em 1924, fixando-se em Lontras, com a filha Erna Hosch. Ainda, em 1924, foi para a Alemanha buscar um locomóvel, retornou no mesmo navio dos alemães e acabou vindo residir em Taió. Walter Bauschpiess veio para Taió com a família de Jakob Haeberle e depois foi residir em Pombinhas, Pouso Redondo. Há informações que alguns destes imigrantes retornaram, mais tarde, para a Alemanha, como: Mathias Fassler, Friedrich Eitz, Heinz Willich, Werner Willich e Heinrich Friess. Hermann Reiberg era pedreiro e construtor de pontes. Veio da Alemanha para Taió, em 1924, passando a residir na Vila Mariana. Construiu, juntamente com Albert Geisler, a ponte central da cidade de Taió e também a escadaria da igreja Matriz de Taió. Em 1952, foi residir no Rio Taiozinho, em Santa Terezinha. 19 - José Lenzi era empreiteiro de estrada. Por este motivo, deduz-se que tenha vindo, em 1919, juntamente com Alfredo Cordeiro, Luiz Bristotti, João Sartorti, José Novotni e Willy Richter.

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Se considerarmos as atuais localidades, podemos dizer que os primeiros três moradores de Santo Antonio, vindos por volta de 1925, foram: Antonio Socreppa (maio 1926, Ribeirão Grande, lote n. 13), João Sottopietra e João Vendramin. João Sottopietra veio de Nova Trento acompanhado da mãe Angela Sottopietra, viúva de Giovanni Sottopietra, e dos irmãos Maria, Augusto, Angelo, Linda, Arcangelo e Angelica, além dos parentes Gioachino Vizentainer, Giuseppe Vizentainer e Luigi Vizentainer. Dante Bonin confirma que a colonização da localidade de Santo Antonio iniciou, em 1925, local em que “se instalaram João Sotopietra, Antonio Socreppa, João Vendramin, Luiz Pivatto e Serafim Taminini”. 20 Nos anos seguintes, na comunidade de Santo Antonio, vieram outros colonizadores: Antonio Manchein, Caetano Socreppa, Domenico Stolf, Eugenio Pandini, Francisco Paisan, Francisco Pandini, Francisco Pianezzer, Francisco Zancanella, Germano Stolf, Giacomo Armelini, Guilherme Vicentini, João Canali, João Pasquali, João Trentini, João Zonta, Joaquim Socreppa, Narciso Sevegnani, Narciso Stolf, Prospero Voltolini e Ricardo Lunelli. Vieram também: os irmãos Almirando e Leoniro Ropellato; e Giuseppe Zanluca com os filhos Veronica Concetta, Filotéa Benvenuta, Regina, Giustina, Aniceta, Caetano, Fabiola, Dionisio, Daria e Tranquilla (1929). Na Linha Ribeirão Grande, mais precisamente na altura da localidade de São Luiz, o primeiro a fixar residência foi João Dolzan, em 1925. Dante Bonin relatou que “João e José Dolçan foram os primeiros colonizadores a chegar para morar na comunidade de São Luiz, em 13 de julho de 1927”. 21 Posteriormente, fixaram-se em São Luiz: Alarico Busarello, Albano Trentini, Alfredo Rozza, Alfredo Stolf, Amadeu Filippi, Angelo Raimondi, Aquilino Cirico, Arcangelo Tomelin, Arceste Lorenzi, Atilio Moser, Artur Tomelin, Beniamino Filippi, Bernardo Razzini, Elias Razzini, Emanoel Nichelatti, Emilio Pasqualini, Ernesto Furlani, Eugenio Filippi, Felice Floriani, Fortunato Filippi, Francisco Fiamoncini, Francisco Giacomozzi, Francisco Guber, Francisco Lorenzi, Germano Trentini, Guilherme Girardi, Herminio Minatti, Honorato Tomelin, Inacio Tomelin, João Batista Pivatto, João Giotti, José Bellegante, José Corbani, José Panini, Juliano Busarello, Luigi Corrente, Luigi Dolzan, Marcelo Trentini, Noè Beninca, Roberto Moser, Severino Furlani, Severiano Lenzi, Tomaso Raimondi e Tranquillo Zommer. E ainda: Os irmãos Raimundo Tamanini, Tranquillino Tamanini e Herminio Tamanini; Francisco Marchiori e a mãe Maria Romani Marchiori; Alessio Frainer e a mãe Regina Frainer; Luigi Moser e os filhos Alberto, Saverio e Roberto; Fioravante Busarello, a esposa Adelina Fanton e os filhos Juliano, Ester, Alarico, Augusta, Evaristo, Ersilia, Otavio, Faustino e Rafael Busarello, este último, expedicionário morto na Itália. No Ribeirão Cipriano, os primeiros moradores chegaram, a partir de 1928: Artur Tambosi, Eugenio Bogo, Eugenio Girardi, Fortunato Moratelli, Germano Uller, Guilherme Girardi, Herminio Girardi, João Tambosi, Joaquim Franzoi, Joaquim Girardi, José Cirico, José Romani, Julio Bogo, Livio Franzoi, Luiz Moratelli, Natal Tonet e Tobias Murara. Também

20 - Bonin, 1992, p. 19 e 20. 21 - Bonin, 1992, p. 19 e 20.

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foram moradores: Manuel Moratelli Filho, a esposa Rosa Girardi e os filhos Arcangelo (padre salesiano), Vergilio, Gelindo, Serafim, Norberto, Lino, Eugenio, Francisco, Leandro, Vitor, Anita (religiosa salesiana) e Teresa. Na Vila de Ribeirão Grande, a maior parte dos moradores era de descendência alemã, todos trazidos pela Colonizadora Bertoli, durante a década de 30. Entre os italianos, podem ser citados: Abele Vitorazzi, Alberto Tomazoni, Alvino Scoz, Antonio Bonsegnor, Antonio Vitoria, Gervasio Bertotti, Inacio Moresco, José Neotti, Luiz Bertotti, Manoel Moresco, Natal Ferla, Olivio Tonetti, Orsolino Tanquella, Paulo De Luca, Paulo Lorenzetti, Severino Piazza e Quirino Lorenzetti. • Moradores da Linha Rio do Oeste Na Linha Rio do Oeste, acima da vila de Tayó, nos primeiros anos da década de 20, residiam nas localidades de Rio do Oeste e Ribeirão da Vargem, estes italianos: Gioachino Moratelli, José Bertoli, José Pessatti e Nicoletto Ronchi. Outros moradores foram: Achille Anderle e os filhos João, Alberto, Emilio, Vergilio, Vitorio, Fiorenzo, Luiz, Carlito, Joaquim, Matilde e Melania; Domenico Valentini e os filhos Giacinto, Antonio, Cesare, João, Vitale, Maria, Domenica, Giulia e Augusta; João Demarchi e os filhos Silverio, Fiorindo, Remoaldo, Marino, Castilho, José, Clarindo, Belmiro, Jardino, Pierina e Geraldina; João Scoz e os filhos Arturo, Caetano e Eugenio; Filomena Girardi e o esposo Luigi Bristotti; Giovanni Vicenzi e os filhos Domingos, Silviano, Emiliano, Maria, Veneranda, Helena, Cecília e Catarina; e Eliseo Berri, com o cunhado Marino Anderle e os sobrinhos Albino e Luigi Berri. 22 A partir de 1925, veio a maior parte dos moradores italianos: Angelo Gadotti, Angelo Stringari, Beniamino Carlini, Eufrai Bagatolli, Ferdinando Zanella, Francisco Pessatti, Guilhermo Martinelli, Hilario Vicenzi; Illuminato Moser, Narciso Demattè, Narciso Sevegnani, Ricardo Piccoli, Serafino Ronchi, Severino Zanella e Valentim Marchiori. Ainda: Innocenzo Francesco Zanella e os filhos Vittorio, Daniel, João e Teresa; os irmãos Angelo e Vicenzo Brancher; Frederico Fabris e os filhos Giordano, Guida e Bruna; os irmãos Adamo e Giuseppe Zanghelini; Giovanni Zopellaro e os filhos Giuseppe, Maria Concetta, Romana, Marcellina, Luigi e Romano; os irmãos Dionisio e Julio Campregher; Pietro Luzzani e os filhos Battista, Ana, Virginia e Orsola; os irmãos Giacinto, Giulio Sevegnani e a viúva Giulia Sevegnani Sipietz; e Antonio Vicenzi com os filhos Atilio, Alfredo, Hilario, Artur, Oracio, Rosalia Maria, Elvira, Natalia, Alzira, Maria, Fedora e Ercilia. No Passo Manso, foram poucas as famílias italianas que chegaram antes de 1930: Ambrosio Macoppi, Battista Fontanive, Bonifacio Carara, Celeste Minatti, Eugenio Cavilha, João Alegri e Serafim Conzatti. A maior parte dos italianos veio nas décadas de 30 e 40. Em Ribeirão da Erva, os primeiros moradores de descendência italiana foram: Adolfo Valle, Cesar Dacol, Celeste Pezzatti, Manuel Busarello, Manoel Cotta, Rodolfo Valle, Severino Largura e Guerino Fanton com seus filhos Leopoldo, Adolfo, Rodolfo e Antonio.

22 - Luigi Bristotti faleceu em Ribeirão da Vargem, em 1930.

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A Colonizadora Bertoli trouxe novos colonos italianos, na década de 30, principalmente, nas localidades de Santo Antonio, Ribeirão da Vargem, Bela Vista, Ribeirão Cachoeira, Ribeirão Encano, Pechincha e Passo Manso.

Fotos 16 e 17 – Recibo de compra de terreno, adquirido em 18/11/1914, por Oswaldo Odebrecht, em Ribeirão Pinheiro, Tayó. Na outra foto, o casal de imigrantes Albert e Elisabeth Kindel, com roupas típicas alemãs.

Foto 18: Família Ludwig Graf e Emma Petzol. Os filhos, segundo Ivo Graf, eram: Ludwig Karl (morador de Taió), Hans (morador de Passo Manso), Paulo (morador do Paraná), Karl (morador do Paraná), Joseph (morador de Ribeirão dos Lobos) e Anna (casada com Moritz Engels).

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Foto 19 – Família de Albert Wachholz. Da esquerda: Hildegard, casada com Oswaldo Ern, Amanda, casada com Willy Richter, Albert Wachholz, Bruno Wachholz e seu filho Heinz.

Fotos 20, 21 e 22 – Quatro gerações da Família Wachholz: Albert Wachholz com o bisneto no colo e atrás o neto Ingo (pai do bisneto) e o filho Bruno. Na outra foto, a Família de Johann Klein, em Taió, na casa de madeira em frente ao Colégio Luiz Bertoli. Da esquerda: Katharina Bitto e Johann Klein e os filhos Anna que casou com Harry Rutzen, João José e Jakob. Na terceira foto, Richard e Berta Wagner, na foto colocada em seu passaporte, quando emigraram, em 1924, diretamente da Alemanha para Taió. O casal veio da Alemanha com os filhos Berta, Richard, Otto e Willy. A foto 21 foi cedida por Paula Anete Klein e a foto 22, por Baldua Wagner.

Fotos 23 e 24 – Casal Friedrich Peplau e Ida Wölfer, com os filhos Marta e Helmuth Frederico, que vieram de Anitápolis, município de Criciúma, para Taió, em 1919, em foto batida em Taió, na década de 20, e cedida pelo Dr. Klaus Peplau. Na outra foto, em 1930, desmatamento feito prelos primeiros colonizadores, para plantio de milho, na altura da Barragem Oeste, nas terras de Max Hackbarth e Alwin Borchardt. Da esquerda veem-se: Valdemar Otto, Harver Otto, Max Hackbarth e Alwin Borchardt.

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Foto 25 – Família de Jakob Haeberle em sua residência, em 1946. A família Haeberle, como outras, vieram diretamente da Alemanha para Taió, em 1924.

Foto 26: Alguns dos primeiros colonizadores do Ribeirão do Salto. Da esquerda: Henrique Schroeder Filho, Adolf Ewald, Bernardo Schroeder, Faustino Piazera (agrimensor), Gustav Schroeder, Hermann Loess, Adolfo Tüpke e Henrique Schroeder. A foto foi batida na década de 30, quando Faustino Piazera estava medindo as terras do Ribeirão do Salto.

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Foto 27: Pioneiros remanescentes de Taió, em foto batida no dia da instalação do município de Taió, em 12/02/1949. Da esquerda: Fritz Woelfer, Ludwig Graf, Albert Kindel, Ludwig Carl Graf, Bruno Wachholz, Frau Sophie Wachholz, Carl Schött, Richard Wachholz, Friedrich Blank, Albert Wachholz, Leo Grosch e Alois Peiker.

Foto 28 – Família de Luiz Bertoli, o colonizador, vendo-se na frente, no meio, sentados, o casal Luiz Bertoli e Margarida Lenzi. Da esquerda são identificados os filhos do casal, cada qual com sua família: Alberto Viviani e Cecilia Bertoli; Herminio Girardi e Veneranda Bertoli; Amelia Trentini, que era casada com José Bertoli, já falecido; Luizinho Bertoli e Vilde; Leandro Bertoli, casado em primeiras núpcias com Filomena Depinè; Batista Fontanive e Matilde Bertoli; e João Bertoli e Augusta Dalfovo.

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Foto 29: Família de Beniamino Carlini com a presença dos imigrantes italianos Domenico Valentini e Maria Patton, à esquerda, em pé, e da mãe de Domenico, Cattarina Marchetti Valentini, à direita, em pé.

Foto 30 – Casamento de Jorge Pfau e Madalena Haeberle, em 20/03/1943, representando uma família alemã.

Foto 31 – Casamento dd Porfírio Berri e Etelvina Vicenzi, representando uma família italiana. Na fila da frente, da esquerda: Armelinda Vicenzi, Doris Brancher, Isidoro Vicenzi, Reinaldo Ronchi, Alberto Berri, Luiz Berri, Velci Berri, Vilmar Anderle, Carmela Vicenzi, Daquino Anderle, Lidia Maria Conzatti e Edmundo Ronchi. Atrás, da esquerda: Maria Armelini, Otávio Berri, Zeferina Berri, Ivo Armelini, Etelvina Vicenzi, Porfirio Berri, Claudio Berri, Lucina Ronchi, Wilson Berri, Hilario Vicenzi e Alberto Anderle. Fotógrafo Franz Xaver Hörmann.

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Foto 32 – Planta dos terrenos do Vale do Itajaí do Norte e do Vale do Itajaí do Oeste a serem vendidos no período da colonização. No alto da foto, à esquerda ficam os terrenos da região de Taió.

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CAPÍTULO III O DISTRITO: 1927 a 1948 Tayó – Distrito de Blumenau: 1927 Taió começou a crescer economicamente, principalmente com a instalação de serrarias e de féculas. Por isso, em 26/04/1926, os Conselheiros do Município de Blumenau aprovaram o pedido de criação do distrito de Tayó. A Lei nº 213, que criou o Distrito de Tayó, foi assinada, em 26/03/1927, pelo Superintendente Municipal Curt Hering. O distrito foi instalado, em 07/09/1929, com a presença do Governador do Estado Dr. Adolfo Konder. O primeiro intendente foi José Novotni. Neste período, a intendência funcionou, em frente ao Colégio Estadual Luiz Bertoli, numa casa de propriedade de Richard Seiler.

Tayó – Distrito de Rio do Sul: 1931 Em 15/04/1931, foi instalado o Município de Rio do Sul, tendo sido indicado prefeito o Sr. Eugenio Davet Schneider. Com isto, o distrito de Tayó passou a pertencer ao novo município. Roberto Wagner passou a ser o intendente do Distrito de Tayó. O último intendente foi Emilio Lenzi. Em 1938, a Intendência de Taió funcionava na casa de Guilherme Lenzi, em aluguel pago pela Prefeitura de Rio do Sul. Em 1936, foi adquirido o terreno para a construção da Intendência Municipal, cujo prédio foi construído, na década de 40, e inaugurado, em 10/12/1944, com a presença do Interventor Nereu Ramos.

A Vila de Tayó A estrada que ligava Rio do Oeste a Taió se estendeu ao longo da vila com a construção de casas, formando a Rua Cel. Feddersen. Os primeiros moradores não se concentraram nesta rua, mas residiram, inicialmente, na Praia Vermelha e ao longo da estrada que dava acesso ao Ribeirão Bugio, no atual Bairro Universitário. As primeiras casas comerciais também se localizaram, inicialmente, entre as localidades de Praia Vermelha e o atual Bairro Vila Mariana. Só na década de 20, as casas começaram a ser construídas no atual centro de Taió.

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As primeiras casas instaladas na Vila de Tayó, até 1922, vindo desde a Praia Vermelha até nas imediações da Igreja de Confissão Luterana, eram de propriedade de: Albert Franz, José Lenzi, Otto Hosang, Adolf Hass, Hartwig Ern, Adolfo Fuck, José Novotni, Richard Seiler e João Sardotti. Em 1930, a “Planta da Villa de Tayó” tinha, ao todo, 136 lotes. Nesta data, havia já 57 proprietários, entre moradores e casas de negócio, como pode ser identificado na “Planta da Villa de Tayó” (vide foto 50). Da Praia Vermelha até a ponte sobre o Rio Taió constam: casa e alfaiataria de José Lenzi; casa e comércio de Adolfo Fuck; casa comercial e queijaria de Hartwig Ern; casa de Osvaldo Ern; casa e salão de Leopoldo Kluge; casa de Ricardo Schmidt; casa de Adolfo Hass; casa e mercearia de Gerhard Kaestner; casa e comércio de Fraymund Huscher; casa comercial de Ralf Hosang; moradia de Francisco Castilho; moradia de Emilio Largura; escritório da Companhia Salinger; e igreja católica. Na estrada que ia em direção ao Caça e Tiro: casa de Anton Halla; casa de Ludwig Jerosch; moradia de Heinrich Friess; moradia de Francisco Rauh; Caça e Tiro XV de Novembro; moradia de José Novotni; e moradia de Heinrich Haage. Na margem esquerda do rio Taió ficavam três áreas maiores de propriedade de Henrique Piazera (lote 99), Egidio Busarello (lote 99A) e Leopoldo Jacobsen (lote 114 e 115). Da foz do rio Taió, margem esquerda, até o final da rua Cel. Feddersen: casa de José Luiz Bertoli; casa e mercearia de Anton Karl; moradia de Helmuth Schoenfelder; casa e hotel de Leopoldo Kluge; casa de Luiz Bertoli Junior; Casa de Alwin e Anna Fey; moradia de José Schweitzer; casa de Luiz Bertoli; moradia de Emil Haage; moradia de Heinz Schreiber; moradia e alfaiataria de Johann Klein; escola pública; igreja protestante; moradia e comércio de Richard Seiler; moradia de Rodolfo Sardotti; moradia de Roberto Brandes; queijaria de Guilherme Martini; casa de Bruno Heidrich; moradia de Oswaldo Schoenfelder; moradia de Theodor Ullmann; comércio de Bruno Heidrich; moradia e comércio de Leopoldo Jacobsen; ferraria de Rudolf Kreutzfeld; casa de Albert Waccholz; casa de Eduard Meldola; casa de Fritz Woelfer e H. Michels; e moradia e serraria de Henrique Wichmann. 23 Na margem esquerda do rio Itajaí do Oeste, indo em direção ao Ribeirão Bugio: casa de Albert Kindel; casa e olaria de Jakob Haeberle; moradia de Mathias Fassler; moradia de Otto Hadlich; moradia de Heinrich Müller; moradia de Martin Kanthak; casa de Johann Poepken; e casa e olaria de Johann Bruns.

23 - O terreno onde ficava a moradia de Bruno Heidrich era de propriedade de Vittorio Zanella, em 1926, local em que instalou uma ferraria. Logo depois, fez permuta com Bruno Heidrich, com um terreno agrícola, em Ribeirão da Vargem.

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Foto 33 – Vila de Tayó na enchente de 1927, vendo-se à esquerda o comércio de Adolfo Fuck e à direita a Comercial Hartwig Ern. Esta foto foi batida por Harald Hosang.

Foto 34 – Vila de Tayó, em 1935. Em destaque, a primeira igreja católica, à esquerda, e a primeira igreja luterana, à direita. Nota-se que a igreja católica estava pintada com a cor branca, mas mais tarde foi pintada com a cor marron. Nota-se também bem no centro o Hotel Kluge com o prédio de Battista Fontanive, onde funcionou a Coletoria Estadual, e um pouco mais para a esquerda a ponte de treliça sobre o rio Taió. Fotógrafo Walter Schoenfelder.

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Foto 36 – Centro da Vila de Tayó, em 1936, vendo-se à esquerda, em primeiro plano, a casa de Adolfo Fuck, vendida depois à Família Bertoli e a casa de Hartwig Ern, ambas construídas em 1925.

Foto 37 – Vila de Tayó, em 1938, vendo-se a ponte baixa e as primeiras casas do centro da Vila de Tayó. Vêse ainda quatro estradas: a principal, que é a atual Cel. Feddersen; a estrada que dava acesso à ponte baixa; a estrada que hoje se chama Rua Rafael Busarello; e a que corria ao lado da igreja católica que hoje leva o nome de Rua Pe. Eduardo.

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Foto 38 – Outra visão da Vila de Tayó, em 1938, vendo-se ao centro a Igreja Luterana, o cemitério e uma parte da vila.

Foto 39 – Vista da Vila de Tayó, em 1938, muito parecida com a foto anterior, vendo-se nesta, no lado direito, a propriedade de Jakob Haeberle, com casa e moradia e no alto à direita a parte da vila que ficava acima da ponte Walter Schmitz e a margem esquerda do rio, onde hoje fica o Bairro Victor Konder.

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Foto 40 – Vila de Tayó, em 1938, numa montagem de Foto Marzall, com as fotos 37 e 39.

Foto 41 – Vila de Tayó, em 1938, vendo-se as duas igrejas e no primeiro plano a área livre onde hoje fica o campo do União. Segundo Guido Hosang esta foto é de 1946, o que ele deve estar certo, pois no Bairro Vitor Konder, antes da casa e da olaria do Haeberle, tem mais uma moradia e na frente do campo do União tem mais moradias.

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Foto 42 – Vila de Tayó, em 1946, vendo-se a parte central da Vila, entre a Casa Comercial de Hartwig Ern e a igreja Católica. Destacam-se nesta foto as novas construções, como o hotel de Osvaldo Ern, a casa de moradia de João Bertoli e o galpão de madeira do próprio João Bertoli, onde funcionou a sede da exportação de fumo de João Bertoli para diversos países. Nota-se que já estavam sendo feitos os pilares da Ponte Roberto Machado, vendo-se a ponte baixa e a estrada que leva ao centro da Vila de Tayó com extensão para a futura Rua Expedicionário Rafael Busarello.

Foto 43 - Vista da Vila de Tayó, em 1944, em fotos unidas pelo fotógrafo Franz Xaver Hörmann.

Foto 44 – Parte da vila nas imediações do Hotel Klug, vista da ponte de treliça sobre o rio Taió.

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Foto 45 – Instalação do distrito de Tayó, em 07/09/1929. Na foto a seguir, que é uma cópia do Livro de Atas, podem ser vistas as autoridades que estavam presentes neste evento.

Foto 46 – Ata da instalação do Distrito de Tayó, com a assinatura das autoridades e pessoas presentes. Assinaram: Adolfo Konder, Presidente, Dr. Amadeu Felipe da Luz, Leonardo Pedrelli, Domenico Largura, Francisco Castilho, Jose Novotni, Albert Franz, Joaquim Moratelli, Ewaldo von der Osten, José Lenzi, Leopoldo Jacobsen, Luis Woelfer, Richard Seiler, Patrizio Noveletto, Walter Schoenfelder, Wilhelm Eitz, Ewald Kress, Francis Xavier Schuller, Antonio Murara, Mathias Fassler, Conrado Heymanns, Otto Hosang, Heinrich Müller, Johann Klein, Ernst Willig, Pedro Jensen, Felix Manoel Leite, Horst Frescha, Leandro Bertoli, Arnoldo Bertolino, Miguel de Amorim, Manoel Bertolino, Antonio Berlanda, Atilio Fronza, Otto Hadlich, Gottlieb Geisler, Emilio Largura, Adolfo Fuck, Victor Butzke e Roberto Wagner. Documento cedido por Wanderlei Salvador.

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Foto 47 – Em 08/04/1937, houve a manifestação dos integralistas, na frente da Intendência Distrital de Tayó. À esquerda a casa de Guilherme Lenzi, onde funcionava a Intendência, e à direita a alfaiataria de Lindo Lenzi e do cunhado Hildeberto Tavares.

Foto 48 – Momento em que era aguardado o Interventor do Estado, Nereu Ramos, em 10/11/1944, ao lado do Hotel Ern. Aos fundos vê-se o prédio da Intendência Municipal, recém-construído.

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Foto 49 – Momento em que foi inaugurado o prédio da Intendência Municipal, em 10/11/1944.

Foto 50 – Planta da Villa de Tayó, que mostra a localização dos 136 lotes da povoação. Esta planta foi feita por volta de 1930, provavelmente por José Novotni, em nome da Companhia Salinger.

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CAPÍTULO IV O MUNICÍPIO: 1949 a 2017 A luta pelo desmembramento A luta pela emancipação política de Taió foi fundamentada pelo bom índice do desenvolvimento econômico do distrito. Em dezembro de 1947, foi encaminhado expediente ao Governador do Estado, pedindo a criação do município de Taió, sendo que, posteriormente, o mesmo pedido foi encaminhado ao Presidente da Assembleia Legislativa, em 14/10/1948.

A instalação do município O município de Taió foi criado pela Lei nº 247, assinado no Palácio do Governo, em 30/12/1948. Bertoldo Jacobsen foi indicado primeiro prefeito provisório, vencendo a disputa que teve com Emilio Lenzi. A instalação do Município de Taió ocorreu, no dia 12/02/1949, com a presença do Dr. Armando da Silveira, representando o Governador Aderbal Ramos da Silva.

Os prefeitos Os prefeitos de Taió foram, pela ordem: 1. Bertoldo Jacobsen (12/02/1949 a 30/09/1949); 2. Alfredo Cordeiro (01/10/1949 a 30/09/1954); 3. Walter Schmitz (01/10/1954 a 30/09/1959); 4. Ingo Hosang (01/10/1959 a 30/09/1964); 5. Moacir Bertoli (01/10/1964 a 31/01/1966); 6. Hercilio Anderle (01/02/1966 a 31/01/1970); 7. Moacir Bertoli (01/02/1970 a 31/01/1973); 8. August Hinrich Purnhagen (01/02/1973 a 31/01/1977); 9. Harry Leopoldo Gomes (01/02/1977 a 31/01/1983); 10. João Machado da Silva (01/02/1983 a 31/12/1988); 11. Ademar Dalfovo (01/01/1989 a 31/12/1992); 12. Nelson Goetten de Lima (01/01/1993 a 31/12/1996); 13. Erna Heidrich (01/01/1997 a 28/05/1999); 14. Lino João Dell’Antonio (28/05/1999 a 31/12/2000); 15. Horst Gerhardt Purnhagen (01/01/2001 a 31/12/2004); 16. José Goetten de Lima (01/01/2005 a 31/12/2008); 17. Horst Gerhardt Purnhagen (01/01/2009 a 28/08/2009); 18. Ademar Dalfovo (28/08/2009 a 31/12/2012); 19. Hugo Lembeck (01/01/2013 a 31/12/2016); 20. Almir Reni Guski (01/01/2017 a 31/12/2020).

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As grandes obras Os prefeitos de Taió, ao longo de 68 anos, conseguiram idealizar diversas obras importantes para o município. Bertoldo Jacobsen teve pouco tempo de governo, mas deu continuidade à ponte Roberto Machado, que estava em obras. Contratou os primeiros funcionários. Construiu estradas e pontilhões e, em especial, uma ponte na Barra do Ribeirão dos Lobos. Pelo Decreto n. 02, criou 21 escolas isoladas. Alfredo Cordeiro adquiriu a primeira máquina de esteira, a primeira máquina motoniveladora e o primeiro caminhão para a abertura e conservação das estradas. Adquiriu também o Jeep Willys Overland. Uma das principais obras foi a extensão da linha de alta e baixa tensão de Rio do Oeste a Taió. Inaugurou a ponte Roberto Machado e deu início também ao processo de construção da Ponte Walter Schmitz. Fez abertura das primeiras ruas laterais à Rua Cel. Feddersen. Walter Schmitz adquiriu o terreno para abrigar o Cemitério Municipal, atual Campo Santo, e ainda a área onde hoje se localizam o Cemitério Católico e o Cemitério Luterano. Inaugurou a ponte Walter Schmitz e abriu a rua Alberto Kindel que dava acesso à ponte. Construiu também a ponte baixa do Ribeirão do Salto. Instituiu a Associação Rural. Macadamizou algumas estradas do município. Conseguiu verbas para a construção dos Grupos Escolares de Ribeirão Grande e de Mirim Doce. Ingo Hosang adquiriu, em 1962, um terreno da Companhia Salinger, que foi doado ao Governo do Estado, para a construção da cadeia pública, no mesmo local onde fica hoje a Delegacia de Polícia. Construiu várias estradas, abriu novas ruas e projetou também a rua Nereu Ramos. Adquiriu um carro tanque, um britador e um perfurador, entre outros maquinários. Moacir Bertoli fez a construção de várias escolas no município, bem como o nivelamento da rua Cel. Feddersen. Projetou o primeiro trecho de calçamento da Rua Cel. Feddersen. No seu governo foi construída a ponte Celso Ramos sobre o rio Tayó, no mesmo local onde estava a antiga ponte feita em madeira treliça. Fez a extensão de luz para as comunidades da Barragem, do Palmital e Ribeirão da Erva, com o apoio do Ministério das Minas e Energia, sendo que na estrada do Palmital os postes foram doados pela INDUMA. Colocou também os postes de concreto na rua principal de Taió. Conseguiu, em seu governo, a agência do Besc, instalada no governo de Hercilio Anderle. Hercilio Anderle trabalhou muito na abertura e conservação das estradas, como a de Taió a Mirim Doce. Fez também a abertura da estrada, no novo traçado, entre Taió e Salete. Adquiriu diversos equipamentos rodoviários. Em 1965, foi instalada a agência do BESC, em Taió. Em março de 1966, aumentou o perímetro urbano de Taió. Fez o calçamento do trecho entre a Praça Getúlio Vargas e a ponte Celso Ramos. Em 1968, a cidade recebeu nova iluminação pública.

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Moacir Bertoli, em seu segundo mandato, fez diversas aberturas de estradas, sendo que a principal foi a ligação entre Taió e Pouso Redondo. Fez a aquisição de diversos maquinários. Construiu um galpão para a fabricação de lajotas. Criou o Conselho de Desenvolvimento de Taió, sendo que todos os projetos eram aprovados pelo Conselho antes de ir para a Câmara. O prefeito teve que lidar com o Governo Federal para a construção das estradas de contorno da Barragem Oeste. Em seu governo conseguiu a agência do Banco do Brasil para Taió, agência que foi implantada no governo de August Hinrich Purnhagen. Foi também instalada a linha telefônica entre Rio do Sul e Taió. August Hinrich Purnhagen, em 1974, fez a inauguração da Central Telefônica pelo sistema DDD – Discagem Direta à Distância, sendo que, em Taió, o DDD funcionou antes de Rio do Sul. Fez novas ruas na Vila Mariana e abriu diversas novas estradas. Concluiu a reabertura da estrada de Taió a Salete. Adquiriu de Marcos Kluge, na Rua Nereu Ramos, um terreno de 12.000,00 m² para abrigar os equipamentos rodoviários do município. Fez a construção de diversas escolas municipais. Durante o seu governo foi feita a denominação de 75 novas ruas em Taió. Harry Leopoldo Gomes dedicou-se bastante à construção de novas escolas. Reconstruiu a estrada de Taió a Mirim Doce, pela margem esquerda, construiu novas estradas e novas ruas. Criou os jardins de Infância nas localidades de Ribeirão da Vargem, Palmital e Mirim Doce. Fez a construção do Paço Municipal e do Ginásio Municipal Vital Valentini. Fez a aquisição de diversos equipamentos rodoviários. Instalou o britador. Reativou a fábrica de lajotas e fez o calçamento de 15 novas ruas na cidade. Colaborou com o asfaltamento da SC-422. Eletrificou mais de 30 comunidades rurais. A Caixa Econômica de Taió foi instalada, em julho de 1981, assim como a CASAN. João Machado da Silva, no início de seu governo, teve que recuperar estradas e bueiros, danificados com a enchente de julho de 1983. Abriu a rua que ligou a rua Francisco Tomazoni com a rua Pe. Eduardo, passando pelo terreno das Irmãs Catequistas. Fez o asfaltamento de parte da rua Francisco Tomazoni e parte da rua Augusto Purnhagen. Fez a construção de 80 casas populares em convênio com a Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina. Construiu, na rua Nereu Ramos, o galpão com o fim de abrigar todo o maquinário da Prefeitura. Ademar Dalfovo fez a construção de diversas escolas municipais e jardins de infância. Construiu os postos de saúde da Vila Mariana e do distrito de Mirim Doce. Fez a aquisição de diversos equipamentos rodoviários. No setor de saneamento básico, fez a colocação de 10 mil tubos. Fez uma importante canalização de esgotos no Bairro do Seminário e na Vila Mariana. No seu governo, adquiriu um terreno para a instalação da Kanebo. Construiu casas populares e fez melhorias na iluminação pública. Em seu governo, foi construído o prédio do Fórum, denominado “Fórum Dr. Bruno Carlini”. Nelson Goetten de Lima fez o calçamento de novas ruas e o asfaltamento da Avenida João Bertoli. Adquiriu diversos equipamentos rodoviários e ônibus para a frota escolar. Construiu a ponte pênsil que ligava as duas margens do rio Taió e uma ponte de 54


concreto no lugar da Ponte Walter Schmitz. Fez o calçamento com lajotas e o asfaltamento de algumas ruas. Deu incentivo à implantação de novas indústrias, com a criação do Parque Industrial. Foram implantadas novas indústrias como a Sanju, a Gio Implementos e a Kimyto Sorvetes. Foi criado o SIM – Sistema de Inspeção Municipal. Incentivou a vinda do primeiro curso superior para Taió, através da Unidavi. Em seu governo foi construída a Subestação da CELESC. Erna Heidrich realizou, na área social, diversas construções de casas populares. Fez a reforma de 39 residências na Barra dos Lobos. Adquiriu 06 novos ônibus para o transporte de alunos. Incentivou os pecuaristas com a instalação de postos de inseminação artificial. Autorizou a partilha de bens entre os municípios de Taió e de Mirim Doce. Seu último compromisso foi a assinatura do convênio para a construção do Terminal Rodoviário. Faleceu em 28/05/1999. Lino João Dell’Antonio deu continuidade aos projetos idealizados pela Prefeita Erna Heidrich, como a construção do galpão da mini-marcenaria, construção da usina de compostagem e reciclagem do lixo, recebimento da casa de Emmy Kluge para a implantação do museu e da biblioteca pública, reforma da ponte Roberto Machado e reforma da Casa da Cultura Adele Gratz. Construiu o espaço reservado para a Feira do Agricultor. Incentivou a vinda de novas indústrias, como a Nutrifarma. Horst Gerhardt Purnhagen trabalhou muito na área da saúde: criou o Pronto Atendimento Municipal de Saúde, no Hospital e Maternidade Dona Lisette, implantou o Programa de Saúde da Família, com médicos em cada posto de saúde e adquiriu o prédio do antigo Hospital São Francisco. Adquiriu novos maquinários para a Prefeitura. Concluiu o Terminal Rodoviário. Construiu a ponte de concreto no Rio das Pedras e o prédio “Multiusos”, no Bairro do Seminário. Asfaltou a rua Paulo Cordeiro. Trouxe novas empresas, como a Rohden Vidros e a Tay Malhas. Terceirizou a coleta do lixo e também a limpeza pública. Incentivou a construção do prédio da Unidavi, bem como a instalação de uma unidade do SENAI. Instalou o Corpo de Bombeiros em Taió. Criou o Museu Paleontológico, Arqueológico e Histórico de Taió. Em 2001, foi reinstalada a agência da Caixa Econômica Federal, em Taió. 24 José Goetten de Lima melhorou o sistema viário do município. Atuou na área social, com a instalação do Clube do Idoso no Bairro do Seminário. Fez a pavimentação asfáltica da rua Rafael Busarello e de parte da Rua Cel. Feddersen, na Vila Mariana. Fez a urbanização da Praça Sete de Setembro. Incentivou a implantação em Taió do Previ Cidade. Realizou a construção da quarta ponte, sobre o rio Taió, ligando o acesso para a SC-422. Deu incentivos à implantação de novas indústrias, como a HCR, Marcenaria Souza e Agrocomercial Sandri. Horst Gerhardt Purnhagen, em seu segundo mandato, fez uma reforma geral em todo o maquinário. Conseguiu um abatimento de R$ 600.000 reais na dívida das máquinas

24 - A instalação do SENAI em Taió contou com a parceria entre a Prefeitura de Taió e o Governo de Trento e da cidade italiana de Cles, na Província de Trento, que financiaram um torno mecânico.

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agrícolas. Construiu uma ala nova no antigo Hospital São Francisco, para funcionar o ESF do Seminário. Iniciou o calçamento de 03 novas ruas. Incentivou a criação do Grupo das Meninas Cantoras. Ademar Dalfovo assumiu o governo com a morte do Prefeito Purnhagen. Adquiriu novos maquinários, como: um carro para irrigar as ruas, um rolo compressor, uma escavadeira hidráulica Komatsu, uma retroescavadeira hidráulica Volvo, um caminhão basculante Ford e um trator agrícola sobre pneus. Adquiriu ainda 07 veículos pequenos para atendimento das secretarias, um micro-ônibus Sprinter para a Saúde e 06 ônibus para o Transporte Escolar, além de 04 Kombis, uma Fiat Ducato e outros veículos pequenos. Realizou melhorias no Pronto Atendimento e a construção do ESF de Passo Manso. Incentivou o desenvolvimento industrial através do serviço de terraplanagem e instalação de novas indústrias. Pavimentou 13 novas ruas da cidade. Realizou reformas e ampliação nas escolas municipais e investimentos nos Centros de Educação Infantil, idealizando a construção de três novas construções, nos Bairros Victor Konder, Seminário e Pe. Eduardo, com recursos do Governo Federal. Em 2011, enfrentou problemas com a enxurrada de janeiro, principalmente no distrito de Passo Manso. Hugo Lembeck concluiu e inaugurou em seu governo os Centros de Educação Infantil Turminha do Puff, Anjo da Guarda e Profᵃ Mariota, iniciados no Governo de Ademar Dalfovo. Realizou o calçamento de 20 ruas em parceria com a população. Revitalizou parte da rua Cel. Feddersen e a Praça João Machado da Silva. Construiu também a ponte Nelson Jensen, próximo à Barragem Oeste e a galeria das águas pluviais na Vila Mariana. Fez construções novas para os PSFs do Bairro Pe. Eduardo e da Vila Mariana. No final do seu mandato inaugurou o Portal Turístico “Prefeito Horst Gerhardt Purnhagen” e o calçadão “Harry Ziesemer”. 25 Almir Reni Guski assumiu o governo, no início de 2017. Inicialmente, deu sequência aos projetos do governo anterior, como a continuidade da revitalização da rua Cel. Feddersen e da Praça João Machado da Silva com a construção do palco. Nesta última obra teve que concretar o piso do “peer”, que antes era de madeira. Realizou o calçamento de novas ruas e pavimentação das calçadas, algumas através da busca de convênios. Durante o mês de setembro de 2017 presidiu as comemorações do Centenário de Taió, dando destaque aos eventos culturais das etnias ligadas à colonização. Autorizou a instalação, na rua Cel. Feddersen, do “Monumento do Centenário”, que é uma réplica da Lancha Rainha, inaugurada em 2019. Na área turística, está investindo no projeto da revitalização da Ponte Roberto Machado, idealizada pela Câmara Técnica de Turismo, cujos levantamentos técnicos estão sendo feitos pela Uniasselvi e pelo Setor de Planejamento da Prefeitura. Implantou no governo uma administração mais voltada à gestão administrativa. Dentro desta perspectiva, deu maior incentivo à cultura e deu novos rumos à saúde, inovando o pronto-atendimento, com um novo gerenciamento através do Instituto Vidas. Além de dar continuidade ao desenvolvimento econômico local, desenvolvido pelo DEL, implantou em Taió o Plano Municipal de Economia Participativa. 25 - O calçadão “Harry Ziesemer”, na estrutura anterior, era denominada de “Praça Miguel Raymundi”.

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Os vereadores Estes são os vereadores eleitos no município de Taió: 1ᵃ legislatura – 01/10/1949 a 30/09/1953: Ewald Otto Heidrich, Severino Piazza, Saturnino Schweitzer, Lindo Lenzi, Alberto Petri, Edmundo Ern e Eurico Pasold. 2ᵃ legislatura – 01/10/1953 a 30/09/1957: Walter Schmitz, Hercilio Anderle, Luiz Tambosi, José Antonio Nunes, Marcos Oenning, Leopoldo Jacobsen e Vital Valentini. 3ᵃ legislatura – 01/10/1957 a 15/09/1961: Manoel Correia de Negreiros, Hercilio Anderle, Martinho Loch, Fernando Bertolino Fernandes, Heinz Odebrecht, Wigand Deeke e Melio Tomelin. 4ᵃ legislatura – 15/09/1961 a 31/01/1963: Hercilio Anderle, Bertoldo Jacobsen, Guilherme André Dalri, Pancrácio Franzoi, Fernando Bertolino Fernandes, Adolfo Lorenzetti e Cornélio Rohden. 26 5ᵃ legislatura – 01/02/1963 a 31/01/1967: Hercilio Anderle, Bertoldo Jacobsen, Vital Valentini, Curt Stüber, Carlos Evandir Raymundi, Armando Hosang e Luiz Tamanini. 6ᵃ legislatura – 01/02/1967 a 31/12/1969: Harry Leopoldo Gomes, Bertoldo Jacobsen, Rubens José Fontanive, Wigand Deeke, August Hinrich Purnhagen, Vital Valentini e Vendolino Oenning. 7ᵃ legislatura – 01/01/1970 a 31/12/1972: Mauro Hosang, Harry Leopoldo Gomes, Vital Valentini, Rubens José Fontanive, Carlos Evandir Raymundi, Ewald Otto Heidrich e Vendolino Oenning. 8ᵃ legislatura – 01/01/1973 a 31/12/1976: Armando Hosang, Adolfo Butzke, Vital Valentini, João Machado da Silva, Carlos Evandir Raymundi, Ewald Otto Heidrich, Rubens José Fontanive, Vendolino Oenning e Walter Schmitz. 27 9ᵃ legislatura – 01/01/1977 a 31/12/1982: Sirio Weber, Bruno Blank, Moacir Oenning, Armando Hosang, Ivo Jorge Poleza, Antonio Venturi, Lino João Dell’Antonio, Manoel Correia de Negreiros e Cerilo Menegazzi. 28 10ᵃ legislatura – 01/01/1983 a 31/12/1988: Manoel Correia de Negreiros, Erna Heidrich, Moacir Oenning, Teobaldo Menel, Ricardo Liesenberg, Guilherme Vogel, Osni Hosang, Antonio Venturi e Pedro André da Silva. 29 26 - Com o desmembramento dos novos municípios de Salete e Rio do Campo, em 07-10-1962, Wigand Deecke, Vital Valentini e Heinz Odebrecht assumiram, respectivamente, as vagas de Cornelio Rohden, Guilherme André Dalri e Pancrácio Franzoi. 27 - Com o falecimento de Walter Schmitz, foram realizadas novas eleições, sendo que Edgar Hartmann foi diplomado, como novo vereador, em 19/12/1973. 28 - Durante esta legislatura, Armando Hosang mudou de residência eleitoral e, por este motivo, assumiu em seu lugar, como vereador, Vital Valentini. Ainda nesta legislatura faleceu o vereador Vital Valentini e assumiu, em seu lugar, Lino Sottopietra. 29 - O juiz eleitoral diplomou nove vereadores. Após a diplomação houve uma petição “justificando a mudança para 11 vereadores” e por isso foram diplomados os vereadores Lothar Waccholz Junior e Luiz Valle. No entanto, depois verificouse um erro na indicação de Lothar Waccholz Junior e, por isso, foi diplomado Bruno Blank, como novo vereador.

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11ᵃ legislatura – 01/01/1989 a 31/12/1992: Nelson Goetten de Lima, Norberto Valentini, Miriam Purnhagen, Victor Anderle, Erna Heidrich, Wilson Vanelli, Luiz Valle, Venancio Claudino, Pedro André da Silva, Francisco de Assis Soares e Joselino de Souza.30 12ᵃ legislatura – 01/01/1993 a 31/12/1996: Erna Heidrich, Venancio Claudino, Adolfo Butzke, Valmor Stringari, Ingo Neumann, Tomaz Berto, Ademir Dalprá, Antonio Claudio Schmitz, Lino João Dell’Antonio, Ary Duarte e Norberto Valentini. 13ᵃ legislatura – 01/01/1997 a 31/12/2000: Gladimir Luiz Trentini, Willy Dalfovo, José Gilmar Nasatto, Valmor Stringari, Ursula Heymanns, Gilda Morais, Gesi Peters, Ary Duarte, Edson Krueger, Pedro André da Silva e Ademir Dalprá. 14ᵃ legislatura – 01/01/2001 a 31/12/2004: Gladimir Luiz Trentini, José Gilmar Nasatto, Gilda Morais, Almir Reni Guski, Narciso José Broering, Nadir Martinelli, Willy Dalfovo, Manfredo Guilherme Greuel, Fiorelo Zanella, Francisco José Pinto Filho e José Goetten. 15ᵃ legislatura – 01/01/2005 a 31/12/2008: Gladimir Luiz Trentini, Paulo Ignacio Uhlmann, Rozi Terezinha de Souza Novotni, Nadir Martinelli, Iara Mariza Bonin, Narciso José Broering, Mario Cani, Vivian Fach e José Lino Coelho. 31 16ᵃ legislatura – 01/01/2009 a 31/12/2012: Paulo Ignacio Uhlmann, Klaus Dieter Diel, Volnei Sandri, Iara Mariza Bonin, Edson Krueger, Rosecler Poleza, Joãozinho Dalfovo, Maria Zenaide Stringari, Aristides Eloi Valentini e Maria Clarice Gomes Matteucci. 32 17ᵃ legislatura – 01/01/2013 a 31/12/2016: Horst Alexandre Purnhagen, Klaus Dieter Diel, Marliza Martins, Joel Sandro Macoppi, Arno Xavier, Valmor Zanghelini, Marlete Hang Sandri, Maria Clarice Gomes Matteucci e Iara Mariza Bonin. 33 18ᵃ legislatura – 01/01/2017 a 31/12/2020: Valdecir João da Cruz, Tiago Maestri, Aroldo Peicher Junior, Jair Alberto das Neves, Joel Sandro Macoppi, Ademir Valle, Jaci de Liz, Eduardo Poffo e Klaus Dieter Diel. 34

30 - Ary Duarte assumiu a Câmara, em definitivo, ocupando a vaga de Francisco de Assis Sores, quando este mudou de residência eleitoral. 31 - Nesta legislatura faleceu o vereador Nadir Martinelli, tendo assumido em seu lugar, Joãozinho Dalfovo. 32 - Nesta legislatura, o vereador Paulo Ignacio Uhlmann perdeu o mandato e, em seu lugar, assumiu Joel Sandro Macoppi. 33 - A suplente Rozi Terezinha de Souza atuou em quase toda a legislatura substituindo o vereador Klaus Dieter Diel, que assumiu a Secretaria da Saúde. 34 - Os vereadores que mais legislaram como titulares, na Câmara Municipal de Taió, foram: Vital Valentini, sete vezes, sendo cinco vezes eleito e duas vezes tendo substituído a vaga como titular, uma em 1962, quando os vereadores do distrito de Salete e Rio do Campo se afastaram com a respectiva emancipação política, e outra na 8ª Legislatura, na vaga deixada por Armando Hosang; em segundo lugar, quem mais legislou foi Hercílio Anderle, tendo sido eleito vereador em quatro legislaturas seguidas.

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Os deputados A política de Taió foi valorizada com a eleição de diversos taioenses em comandos estaduais. Em 07/10/1962, João Bertoli foi eleito deputado estadual, integrando a 5ᵃ legislatura, de 1963 a 1967. Foi reeleito para um segundo mandato, em 15/11/1966, quando exerceu o cargo de Vice-Presidente da Assembleia Legislativa. Finalmente, foi eleito pela terceira vez para a 7ᵃ Legislatura. Moacir Bertoli foi eleito deputado estadual, em 15/11/1974, e reeleito para a 9ᵃ legislatura. Em 15/11/1982, Moacir Bertoli foi eleito deputado pela terceira vez. Foi presidente da Assembleia Legislativa, durante o biênio 1979/1980. Assumiu interinamente o Governo do Estado como governador, de 05 a 12 de maio de 1980. Nelson Goetten de Lima foi eleito deputado estadual em 04/10/1998, tendo sido reeleito para a legislatura 2003/2006. Na sequência foi eleito deputado federal, tendo sido o primeiro taioense a obter uma vaga na alçada federal.

As visitas dos governadores O primeiro governador a visitar Taió foi o Dr. Adolfo Konder, em 19/08/1927, para congratular-se com Taió por ter se tornado distrito de Blumenau. Realizou uma segunda visita, em 07/09/1929, para participar da instalação do distrito de Taió. Em 10/12/1944, o interventor Nereu Ramos veio a Taió para inaugurar o prédio da Intendência distrital. Na mesma data, Nereu Ramos participou da inauguração do Banco Inco, em Taió. O Governador Aderbal Ramos da Silva visitou Taió, em 18/08/1947, e também no ano seguinte. O Governador Irineu Bornhausen visitou Taió, em 21/03/1953, para dar início à construção da ponte Walter Schmitz e para vistoriar a conclusão da ponte Roberto Machado. Presidiu na mesma ocasião o ato inaugural da construção do Grupo Escolar Couto de Magalhães. Em sua segunda visita a Taió, em 06/08/1954, fez o lançamento da pedra fundamental do Hospital e Maternidade Dona Lisete. O Governador Heriberto Hülse veio a Taió, em 31/05/1959, para inaugurar a Comarca de Taió. Em 23/09/1965, o povo de Taió recebeu a visita do Governador Celso Ramos que veio com a finalidade de inaugurar a Ponte Celso Ramos. As comemorações do Cinquentenário de Taió contaram com a presença do Governador Ivo Silveira, em 01/10/1967. A partir desta data, a visita dos governadores ao município de Taió se tornou mais frequente.

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Foto 51 – Centro de Taió, em 1950, período em que começava a administração municipal de Taió. Aos fundos vê-se a estrada (hoje rua Cel. Feddersen), que passava na Vila Mariana, em direção a Rio do Oeste.

Foto 52 – Vista da povoação de Taió, em 1950, vendo-se as casas que ficavam nas imediações da Casa Comercial Leopoldo Jacobsen e da Serraria dos Wichmann.

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Foto 53 – Reunião entre os pedessistas de Taió e Rio do Sul, em novembro de 1948, para tratar da emancipação de Taió. Em pé podem ser vistos, da esquerda: Adolfo Lenzi, Roberto Mayr, Luiz Bertoli Junior, Lindo Lenzi, Edmundo Ern e Bertoldo Jacobsen.

Fotos 54 e 55 – Em 13/10/1948, viagem a Florianópolis para requerer a emancipação do município de Taió. Da esquerda: Luiz Bertoli Junior, Bertoldo Jacobsen e Edmundo Ern. Na outra foto, no período da emancipação de Taió, da esquerda, Edgar Maas, Bertoldo Jacobsen e Germano Huscher.

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Fotos 56 e 57 – Grupo de taioenses que foi a Florianópolis para reivindicar a emancipação de Taió. Da esquerda, sentados: Adolfo Fiedler, Luiz Bertoli, Leopoldo Jacobsen e Emilio Largura. Em pé, da esquerda: Alfredo Cordeiro, Rudolf Voigt, Rudolf Glatz, Edmundo Ern, Oswaldo Ern, João Bertoli, Bertoldo Jacobsen, Fredolino Knohl, Severino Piazza, Edgar Maas e Severino Largura. Na outra foto, Bertoldo Jacobsen discursando no dia da posse como prefeito provisório de Taió.

Foto 58 – Em 12/02/1949, ato de instalação do município de Taió. Ao centro, Dr. Armando Simone Pereira, representando o Governador Aderbal Ramos da Silva e a sua esquerda, Bertoldo Jacobsen, prefeito nomeado.

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Fotos 59 e 60 – Prédio onde funcionou por primeiro a Prefeitura Municipal de Taió, vendo-se na frente o casal Roberto e Agnes Mayr, com os filhos Adolar, Lucila e Lerita. Na outra foto, Roberto Mayr com o primeiro veículo da Prefeitura Municipal de Taió, num dia de geada na Induma. Segundo o genro Luiz Cardoso, o cavalo tinha o nome de “chimel”.

Foto 61 – Ponte na Barra dos Lobos, feita durante o governo de Bertoldo Jacobsen. Manoel dos Santos Schneider (Manecão), já falecido, recebeu uma foto de Luiz Cardoso mencionando atrás os que estão nesta foto: Roberto Mayr (de calça branca), Sebastião Berto, Aristides Rodrigues, Fernando Gabriel da Cruz, Otacilio dos Santos, Alberto Fernandes e Joaquim Crespi (motorista). A maior parte eram empregados da Prefeitura.

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Fotos 62 e 63 – Família de Alfredo Cordeiro, primeiro prefeito eleito de Taió, em sua casa na Paleta. Da esquerda, primeira fila: Olga, Lidia, Maria (Muche), Alfredo e Helma. Atrás, da esquerda: Siegfried e Paulo. Na outra foto, o Prefeito Ingo Hosang, ao lado de Walmor Heidrich, inaugura a Usina Hidroelétrica de Campinas, Mirim Doce.

Foto 64 – Povo presente à inauguração da Usina Hidroelétrica Bruno Heidrich, no Mirim Doce, em 1961, vendo-se na frente o casal Bruno e Adele Heidrich. Ao lado de Bruno Heidrich está o deputado Orlando Bertoli e no meio do povo o prefeito Ingo Hosang e o ex-prefeito Bertoldo Jacobsen.

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Foto 65 – Levantamento da rua no trecho da cabeceira da Ponte sobre o rio Itajaí, por volta de 1948/50. O aterro foi feito desde o rancho de enfardamento do fumo em folha até a cabeceira da ponte. O barro era descarregado tudo a pá.

Foto 66 – Visita do Governador a Taió. Na frente, da esquerda: Walter Schmitz, Irineu Bornhausen, Ingo Hosang, .... e Fernando Bertolino Bernandes.

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Foto 67 – Autoridades com o prefeito Walter Schmitz, em frente à Igreja Matriz. No centro é possível ver o Governador Heriberto Hülse, vindo na sequência, Walter Schmitz, ...., .... , Pedro Quintino Mafra, Evandro Raymundi, Albino Zeni, coletor Davino Emerim e o casal Dona Rosinha e Dr. Avelino Pasqual.

Foto 68 – Taió na década de 50, no início da administração municipal de Bertoldo Jacobsen. É a parte central de Taió vista da rua Nereu Ramos, vendo-se a Oficina Purnhagen, o Hotel Ern e a casa de Werner Windisch.

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Foto 69 – Centro de Taió, em 1953, já com a Ponte Roberto Machado inaugurada. Segundo Moacir Bertoli, no galpão que aparece logo além da ponte, funcionava a sede da Exportadora de fumo de João Bertoli, que comprava fumo de diversos municípios do Alto Vale. Nas décadas de 30/40, o fumo era exportado para Hamburgo, Amsterdam, Valência, Sevilha, Caracas e Buenos Aires.

Foto 70 – Centro de Taió, na década de 60, vendo-se à esquerda o prédio de José Mainhardt e de João Machado da Silva, na Rua Nereu Ramos, e no centro de Taió, a casa de Werner Windisch, Hotel Osvaldo Ern, Hotel Liesenberg e as duas casas de João Bertoli.

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Foto 71 – Cidade de Taió, em 1962, vendo-se no meio a casa de Batista Fontanive.

Foto 72 – Abertura da rua Nereu Ramos, pronta, vendo-se no lado esquerdo o prédio de José Mainhardt onde funcionou o Banco Inco e mais adiante a Delegacia e no lado direito o prédio de João Machado da Silva (quase pronto) e o Cine Teatro Athenas. Aos fundos, a Igreja Matriz, a Casa Paroquial e uma parte da casa de Moacir Bertoli.

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Foto 73 – Praça Getúlio Vargas, em Taió, na década de 70. Aparecem as construções de João Evangelista dos Santos, mais conhecido por Joãozinho Barbeiro, o prédio de Cecílio Schaefer, onde funciona o Bradesco, a padaria de Egídio Darós e aos fundos a Igreja Matriz. No lado direito, vemos as propriedades de João Bertoli.

Fotos 74 e 75 – Em 01/10/1964, Moacir Bertoli toma posse como prefeito nomeado pelo Governador Celso Ramos, enquanto João Bertoli cumprimenta Ingo Hosang pelo seu governo, assistido por Bertoldo Jacobsen, ex-prefeito. Na outra foto, a posse a Moacir Bertoli, ao lado da esposa Renata, foi conduzida por Hercílio Anderle, Presidente da Câmara.

Foto 76 – Palanque oficial da inauguração da Ponte Celso Ramos, em 23/09/1965. Da esquerda: Bertoldo Jacobsen, Moacir Bertoli (prefeito), Celso Ramos (Governador) Hercílio Anderle, ...., ......, Pe. Irineu Lückmann e outra autoridades.

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Foto 77 – Povo presente na inauguração da ponte Celso Ramos, em 23/09/1965.

Fotos 78 e 79 – Corte da fita pelo prefeito Moacir Bertoli e pelo governador Celso Ramos, inaugurando a ponte Celso Ramos, em 23//09/1965, momento em que o governador dá atenção especial às crianças. Da esquerda: Deputado João Bertoli, Prefeito Moacir Bertoli, Deputado Orlando Bertoli, Governador Celso Ramos, Pe. Luiz Fachini, Pe. Eduardo Summermatter, Pe. Irineu Lückmann e as professoras Fede Tonolli Momm e Paulina Dorotea Ninchoetter. Na outra foto, em 01/02/1970, Moacir Bertoli e Augusto Purnhagen tomam posse como prefeito e vice, estando presente também Harry Leopoldo Gomes.

Fotos 80 e 81 – A Ponte de Treliça sobre o rio Taió foi abaixo para dar lugar à construção da nova ponte de concreto. Na foto ao lado, a ponte de concreto Celso Ramos construída no lugar da ponte de treliça sobre o rio Taió. Aos fundos vê-se o Hotel Kluge. O Governado Celso Ramos e o Prefeito Moacir Bertoli inauguraram a ponte no dia 23/09/1965.

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Fotos 82 e 83 – Elevação da rua Cel. Feddersen, nas imediações do Posto Lima, vendo-se à esquerda a propriedade de Helmuth Tesch. O nivelamento da rua Cel. Feddersen foi feito pela empresa de Alberto Alencastro de Brusque que cedeu o maquinário e os empregados sem custos, apenas com as despesas pagas pela Prefeitura. A obra começou na administração de Moacir Bertoli e terminou na de Hercilio Anderle. Na outra foto, outra parte do nivelamento que mostra que a rua foi bastante elevada. O barro para o nivelamento foi tirado do morro da igreja católica, no chão preparado para a construção da igreja Matriz.

Fotos 84 e 85 – Elevação e nivelamento da Rua Cel. Feddersen, vendo-se à esquerda a Selaria de Marcello Cattoni, o comércio de Helmuth Tesch e a casa de José Lenzi, e à direita o comércio de João Lima e a casa de Edgar Metzger. Na outra foto, abertura da estrada ligando Taió a Pouso Redondo, feita pelo prefeito Moacir Bertoli e completada por Augusto Purnhagen. O asfaltamento ocorreu no governo de Harry Leopoldo Gomes. Moacir Bertoli, em seu segundo mandato, abriu com máquinas da Prefeitura, da DR de Rio do Sul e de uma empresa de Curitiba cedidas gratuitamente com pagamento das despesas no convênio Prefeitura de Taió com o Governo do Estado. Segundo Moacir Bertoli, para Rio do Oeste haveria um número maior de pontes.

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Foto 86 – Inauguração do primeiro trecho de lajotas em Taió, na rua Cel. Feddersen, entre a Praça Getúlio Vargas e a ponte Celso Ramos, cuja obra foi contratada pelo prefeito Hercilio Anderle e executada pelo prefeito Moacir Bertoli. Da esquerda: Ewald Otto Heidrich (Presidente da Câmara), Vital Valentini, Rejane, Ranieri, Renata Bertoli, prefeito Moacir Bertoli, Artenir Werner (logo atrás do Moacir, prefeito de Rio do Sul), Bruno Blank (mais atrás), Cornélio Rohden, Dr. Wilmar Filippi (juiz e presidente do Conselho do Desenvolvimento do Município de Taió), August Purnhagen e Heinz Schroeder (prefeito de Trombudo Central e na época presidente da Amavi).

Foto 87 – Posse do Prefeito Harry Leopoldo Gomes, acompanhado da esposa Romilda. Entre as autoridades estão Manoel Correa de Negreiros. Dr. Avelino Pasqual, Dona Rosa Pasqual, Walmor Heidrich e Moacir Bertoli com a esposa Renata.

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Foto 88– Povo presente na implantação do asfalto da estrada Taió à BR-470, pelo Governo do Estado e do BID (Banco Interamenricano de Desenvolvimento). Neste dia foi começado o asfalto e estava presente o Governador Antonio Carlos Konder Reis.

Fotos 89 e 90 – Primeiras máquinas do município de Taió, na década de 50, em frente ao antigo prédio da Prefeitura, vendo-se duas casas de moradia. Na outra foto, maquinário da Prefeitura na década de 70, vendose aos fundos a Igreja Matriz.

Fotos 91 e 92 – Incêndio no prédio da Prefeitura Municipal de Taió, em 06/05/1977. Na outra foto, Taió em 1981, vendo-se as casas comerciais de Hermann Huscher, Harry Ziesemer e Comercial Raymundi. Este foi o primeiro trecho de calçamento de Taió.

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Foto 93 – Ponte Roberto Machado e centro de Taió, em dezembro de 1980.

Foto 94 – Taió, em 1980, vendo-se as duas igrejas.

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Foto 95 – Vista de Taió, em 1980, vendo-se o rio Itajaí do Oeste e a estrada no Bairro Victor Konder.

Foto 96 – Vista de Taió, em 1980, nas imediações da Igreja de Confissão Luterana.

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Foto 97 – Vista geral da cidade de Taió, em 1980.

Foto 98 – Vista de Taió, em 1980, nas imediaçõesde Foto Bolinha e Marjane Modas.

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Foto 99 – Vista do Bairro do Seminário, em 1980, vendo-se à esquerda, aos fundos, o Hospital e Maternidade Dona Lisette.

Foto 100 – Parte da cidade de Taió, vendo-se na parte central o terreno adquirido pelo prefeito Harry Leopoldo Gomes para a construção do prédio da Prefeitura Municipal.

Fotos 101 e 102 - Construção dos prédios da Câmara Municipal e da Prefeitura Municipal de Taió, em 1982. Na outra foto, inauguração da Prefeitura Municipal de Taió “Harry Leopoldo Gomes”, em 29/01/1983.

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Foto 103 – Prefeito João Machado da Silva, em 1983, construiu a primeira feira de Taió (à esquerda).

Fotos 104 e 105 – Início da construção da nova ponte de concreto, ao lado da Ponte Roberto Machado, em 13/01/1981. Na segunda foto, Ponte de concreto “Hartwig Ern”, construída ao lado da Ponte Roberto Machado, inaugurada em 12/10/1984.

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Foto 106 – Momento em que a Primeira Dama Dona Firmina Machado e a Sra. Erna Heidrich descerram a placa de inauguração da Casa da Cultura, casa que a família doou para a Prefeitura para nela serem realizadas atividades culturais. Vê-se a presença também do Governador Espiridião Amin, do Prefeito João Machado da Silva e do Deputado Moacir Bertoli.

Foto 107 – Posse do Prefeito Ademar Dalfovo, transmitida por João Machado da Silva, no momento em que o ilustre taioense Jacó Anderle fazia uso da palavra.

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Fotos 108 a 111 – 1º Prefeito: Bertoldo Jacobsen, mandato de 12/02/1949 a 30/09/1949. Na segunda foto, 2º Prefeito: Alfredo Cordeiro, mandato de 01/10/1949 a 30/09/1954. Na terceira foto, 3º Prefeito: Walter Schmitz, mandato de 10/10/1954 a 30/09/1959. Na quarta foto, 4º Prefeito: Ingo Hosang, mandato de 01/10/1959 a 30/09/1964.

Fotos 112 a 115 - 5º Prefeito: Moacir Bertoli: mandato de 01/10/1964 a 31/01/1966. Na segunda foto, 6º Prefeito: Hercílio Anderle, mandato de 01/02/1966 a 31/01/1970. Na terceira foto, 7º Prefeito: Moacir Bertoli, mandato de 01/02/1970 a 31/01/1973. Na quarta foto, 8º Prefeito: August Hinrich Purnhagen, mandato de 01/02/1973 a 31/01/1977.

Fotos 116 a 119 – 9º Prefeito: Harry Leopoldo Gomes, mandato de 01/02/1977 a 31/01/1983. Na segunda foto, 10º Prefeito: João Machado da Silva, mandato de 01/02/1983 a 31/12/1988. Na terceira foto, 11º Prefeito: Ademar Dalfovo, mandato de 01/01/1989 a 31/12/1992. Na quarta foto, 12º Prefeito: Nelson Goetten de Lima, mandato de 01/01/1993 a 31/12/1996.

Fotos 120 a 123 – 13º Prefeito: Erna Heidrich, mandato de 01/02/1997 a 28/05/1999. Na segunda foto, 14º Prefeito: Lino João Dell’Antonio, mandato de 28/05/1999 a 31/12/2000. Na terceira foto, 15º Prefeito: Horst Gerhardt Purnhagen, mandato de 01/01/2001 a 31/12/2004. Na quarta foto, 16º Prefeito: José Goetten de Lima, mandato de 01/01/2005 a 31/12/2008.

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Fotos 124 a 127 – 17º Prefeito: Horst Gerhardt Purnhagen, mandato de 01/01/2009 a 28/08/2009. Na segunda foto, 18º Prefeito: Ademar Dalfovo, mandato de 28/08/2009 a 31/12/2012. Na terceira foto, 19º Prefeito: Hugo Lembeck, mandato de 01/01/2013 a 31/12/2016. Na quarta foto, 18º Prefeito: Almir Reni Guski, mandato de 01/01/2017 a 31/12/2020.

Fotos 128 e 129 – Vereadores da 6ᵃ Legislatura de Taió, vendo-se da esquerda: Wigand Deeke, Harry Leopoldo Gomes, Vital Valentini, Bertoldo Jacobsen, Rubens José Fontanive, August Hinrich Purnhagen e Vendelino Oenning. Na segunda foto, Vereadores da 7ᵃ Legislatura em reunião sob a presidência de Ewald Otto Heidrich, vendo-se da esquerda: Vital Valentini, João Bertoli (deputado), Harry Leopoldo Gomes, Eladio Tambosi (assessor da Câmara), Ewald Otto Heidrich e os outros vereadores.

Fotos 130 a 132 – Deputado João Bertoli, eleito em três legislaturas: 5ᵃ Legislatura de 1963 a 1967; 6ᵃ Legislatura de 1967 a 1970; e 7ᵃ de 1970 a 1974. Na segunda foto, Governador Celso Ramos e Deputado João Bertoli. Na terceira foto, em 31/01/1975, Deputado Moacir Bertoli vota na Assembleia Legislativa.

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Foto 133 – Populares recepcionam o Governador Nereu Ramos, em frente ao Hotel Ern, em 1944, quando veio inaugurar a Intendência Municipal, que fica ao fundo da rua.

Foto 134 – Foto tirada em 02/02/1952, na frente do antigo Salão Glatz, quando da chegada do futuro Governador Jorge Lacerda. Carmem Lyra, que forneceu a foto, reconheceu estas autoridades: Walter Schmitz, Bertoldo Jacobsen, Emílio Prange, Evandro Luiz Raymundi, Dr. Arthur Oberg, Saturnino Schweitzer, Jairo Schweitzer, Pedro Quintino, José Schweitzer, Leoni Schweitzer, Alzira Schweitzer, Paulo Füchter, Cecílio Schaeffer, Baldoino Gerber e Orlandina Carmen Wüst. 35

35 - Na foto constava a data de 02/02/1952, mas Jorge Lacerda foi governador de 31/01/1956 a 16/06/1958. Foi Deputado Federal de fevereiro de 1951, a outubro de 1954, quando concorreu ao cargo de governador, sendo eleito. Nesta visita a Taió veio possivelmente como Deputado Federal.

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Foto 135 – Visita do Governador Irineu Bornhausen, em 06/08/1954. Nesta data, o governador e o prefeito Alfredo Cordeiro fizeram o lançamento da pedra fundamental da Maternidade Dona Lisette, por iniciativa dos membros da Evangelische Frauenhilfe de Taió. Vê-se da esquerda: Marcos Oenning, Siro (cunhado do Luiz Tambosi), Antonio Valentini, Harald Fey (terno branco), Desembargador, atrás Balduino Gerber, mais atrás Vital Valentini, João Joaquim de Lima Xavier, Governador Irineu Bornhausen, atrás dele Walter Schmitz, Orlando Bertoli (atrás do Walter Schmitz, ...... (com a pasta na mão), atrás o Evandro Raymundi e o delegado Pedro Quintino, Iluminato Moser, atrás Erich Metzger, Roberto Mayr, Evaldo Ronchi, Marcolino Bach e Erico Passold.

Foto 136 – Outra visita do Governador Irineu Bornhausen. Da esquerda, entre outros, veem-se: Paulo Füchter (discursando), Arlindo Zanghelini (ainda rapaz), Alfredo Cordeiro (no meio), Irineu Bornhausen, militar, Walter Schmitz e Fernando Bertolino Fernandes.

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Fotos 137 e 138 – Prefeito Ingo Hosang recepciona o Governador Heriberto Hülse. Na foto é possível ver ainda Ewald Otto Heidrich, no canto esquerdo, e Walter Schmitz, atrás do militar. Na segunda foto, Prefeito Moacir Bertoli e Governador Ivo Silveira se cumprimentam.

Foto 139 – Visita do Governador Ivo Silveira e do ex-governador Celso Ramos, em 01/10/1967, nas comemorações do Cinquentenário de Taió.

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Foto 140 – Moacir Bertoli recepciona os governadores Ivo Silveira (ao microfone) e Konder Reis (o terceiro à esquerda).

Foto 141 – Visita do Governador Colombo Machado Salles, em 10/11/1974. Da esquerda, são reconhecidos: Albino Zeni, Augusto Purnhagen, Wendelino Oenning, Deputado Orlando Bertoli, Governador Colombo Machado Salles, Walmor Heidrich (atrás do Governador) e Moacir Bertoli (Candidato a deputado, eleito 04 dias depois).

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Foto 142 – Visita do Governador Antonio Carlos Konder Reis, ao lado de Moacir Bertoli, em março de 1978, quando veio receber o Título de Cidadão Taioense. Logo atrás nota-se a presença de Harry Leopoldo Gomes, Albino Zeni, Artenir Werner, Ewaldo Heidrich, Lino João Dell’Antonio e outras autoridades.

Foto 143 – Três prefeitos e um deputado, todos taioenses: Da esquerda: Bertoldo Jacobsen, Ingo Hosang, Hercílio Anderle e João Bertoli.

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CAPÍTULO V ASPECTOS RELIGIOSOS: 1917 a 2017 Igreja Luterana A primeira igreja de Confissão Luterana no Brasil começou a ser construída em Taió, em 1928, concluída em 1936. Houve informações que esta primeira igreja foi construída pelo pedreiro Francisco Rauh. A paróquia de Taió foi emancipada de Rio do Sul, em 17/07/1947, sendo que P. Adolf Michalowsky foi o primeiro pastor. A primeira igreja funcionou de 1936 a 1975, quando foi construída a nova igreja. Atualmente, o Pastor é José Alencar Lhulhier Junior.

Igreja Católica A primeira igreja católica foi construída por volta de 1927. A paróquia Cristo Rei foi criada, em 23/08/1937. O primeiro vigário foi o Pe. Henrique Baumeister. A atual igreja foi construída, na década de 60, e aberta ao público, em 22/10/1964, por iniciativa do Pe. Eduardo Summermatter. O vigário atual de Taió é Pe. Marcio José Looz, coadjuvado pelo Pe. Tiago Heinzen.

Igrejas Evangélicas Outras igrejas foram implantadas em Taió. Algumas funcionam em locais alugados e outras construíram a sua própria igreja. Entre as igrejas construídas vale destacar a bonita construção da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Seminário de Taió O Seminário Diocesano, no município de Taió, foi construído, em 1947, na localidade de Ribeirão Grande, no alto do Morro da Salete. Em 1960, o Seminário Diocesano foi transferido para a cidade de Taió, com o nome de Instituto Nossa Senhora de Fátima.

Congregação das Irmãs Catequistas As Irmãs Catequistas Franciscanas estão instaladas, em Taió, desde 1938. Em 1967, foi inaugurado o prédio das Irmãs Catequistas de Taió, onde por muitos anos funcionou também o Artesanato Nossa Senhora da Salete, com cursos de datilografia, corte e costura, pintura e outros cursos artesanais.

Os Cemitérios Na cidade de Taió há dois cemitérios: um, conhecido como “Campo Santo”, que fica no antigo terreno da família Blank; o outro, adquirido da família Kindel, e que está dividido em duas partes, uma pertencente à comunidade luterana, outra, à católica. 87


Foto 144 – Procissão do povo para a igreja luterana em 03/05/1936, vendo-se na frente a banda de músicos. Taió já era um posto de pregação já em 1919 e, em 1925, a comunidade tinha 46 membros, segundo o Pastor Hermann Stoer. Nos últimos anos da década de 20, o Pastor Leonhard Grau vinha de Rio do Sul a Taió, de bicicleta, perfazendo 60 kms.

Fotos 145 e 146 – Igreja Luterana com toda a sua beleza arquitetônica, vista de lado. Esta igreja foi concluída, em 1936, construída pelo pedreiro Francisco Rauh, sendo que o sino foi adquirido em Blumenau e chegou na igreja em 08/02/1938. Em março de 1948 foi aprovada a constituição da nova Paróquia de Taió, sendo que o primeiro pastor, Adolfo Michelowski, somente veio trabalhar em Taió, em janeiro de 1949. Na frente, vê-se ainda o antigo cemitério dos luteranos. Na outra foto, a Igreja Luterana, vendo-se a sua frente, o Pastor e os membros da Diretoria, no momento que retiravam objetos religiosos, depois do último culto na Igreja.

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Foto 147 – Culto celebrado pelo Pastor Norberto Grankow, em 1975, na antiga igreja luterana.

Foto 148 – Escola dominical em Tayó, em 1931. As aulas dominicais na Igreja Luterana eram dadas por Jakob Haeberle, no centro da fotografia, que era uma espécie de primeiro pastor. No quadro está escrito: “Sonntagsschule Tajó Weihnachten 1931”.

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Foto 149 – Confirmação de Hella Zimmermann, filha de Paulo Zimmermann, no meio da foto, de branco. Aparecem ainda vindo da esquerda: Sra. e Sr. Donath com uma criança no colo, Olaria, Sra. Fiedler, Sra. Binder, Eda Klein, pessoa desconhecida, Evelina Knohl, Fred, Elsa Hosang, Sra. Butzke, Hedwig, Hella (de branco), Oma Clara, Evelina Fuck (Lili), Vera Fuck e outros desconhecidos. Na janela estão: Paulo Zimmermann, Adolfo Fuck e Victor Butzke. Na porta estão: Ingo Hosang e Harald Hosang.

Foto 150 – Confirmação na Igreja Luterana em 1937, vendo-se na direita o Pastor Stern, ao lado de outro pastor.

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Foto 151 – Casa de Emil Karl Gustav Michels, ainda existente na frente do Hotel Taió, que era usada na década de 30 para o Retiro Bíblico dos integrantes da União Evangélica União Cristã. Na frente estão os integrantes da igreja. Em Taió, temos duas paróquias luteranas: A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB e a União Evangélica União Cristã – MEUC. Foto cedida por Karin Wachholz.

Foto 152 – Inauguração da Igreja Cristo Rei, em 08/04/1934, com a presença de Dom Pio de Freitas. Em 23/08/1937, foi criada a Paróquia de Taió, sendo primeiro vigário, o Pe. Henrique Baumeister. Foto cedida por Lauro Walfredo Bertoli.

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Foto 153 – A primeira igreja católica de Taió, sendo que o teto da igreja tinha dois anjos pintados. No lado está a torre da igreja, na frente a casa das irmãs e atrás a escola (o térreo era a escola e a parte de cima, a residência das Irmãs religiosas. Na frente o chão já está sendo preparado para a construção da igreja de material. Esta foto foi digitalizada diretamente do negativo por Adolar Hörmann.

Foto 154 - Vista da igreja Matriz de Taió, em estilo saletino, semelhante a de Salette, na França, sendo que a planta foi feita pelo eng. Gino de Lotto, italiano residente em Rio do Sul. Em 1955, o Pe. Vitor Bertoli, rezou a primeira missa nesta matriz, apesar de ainda faltar as portas e as janelas. A transferência oficial da velha igreja para esta foi feita em 18/05/1962. A estrutura antiga, que sofreu reformas mais tarde, tinha um estilo arquitetônico bem mais bonito.

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Foto 155 – Crianças na parte lateral da primeira igreja católica de Taió. Neste período a igreja estava pintada da cor marrom. Antes ela tinha sido pintada com a cor branca.

Foto 156 – Foto cedida por Lerita Mayr Tomedi, mostrando o dia da procissão de Corpus Christi, em 30/06/1942, em frente à Intendência Municipal, sendo celebrante o Pe. Eduardo Summermatter. Os dados constam atrás da foto.

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Foto 157 – Uma das antigas procissões realizadas pelos católicos no dia tradicional de Corpus Christi, sendo que por tradição o caminho é revestido de tapetes ornamentados.

Foto 158 – Uma das primeiras procissões de São Cristóvão em Taió. A primeira procissão dos Motoristas aconteceu em 28/07/1957, quando foi realizada também a Festa de São Cristóvão. A procissão saiu da Barra da Erva até Taió.

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Foto 159 – A festa de São Cristovão popularizou-se como Festa dos Motoristas, organizada hoje pela comunidade católica de Ribeirão Pinheiro. Em 28/07/1957, foi realizado o primeiro desfile da Festa de São Cristovão, padroeiro dos motoristas, dia em que também foi benta a estátua de São Cristovão. É possível reconhecer no desfile o Walter Schmitz e o Fernando Bertolino Fernandes. Foto cedida por Lauro Walfredo Bertoli.

Foto 160 – Seminário de Taió, inaugurado em agosto de 1960. Moacir Bertoli contou que, durante o seu governo, D. Gregório queria fechar o seminário porque os colonos não ofertavam mais produtos agrícolas para o seminário. Este só não fechou porque o prefeito fez a proposta de fazer no terreno do Seminário canteiros de mudas de pinus e de frutas, com despesas pagas pela mão de obra.

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CAPÍTULO VI A EDUCAÇÃO: 1917 a 2017 Aspectos educacionais A primeira escola da sede de Taió era conhecida como “escola dos agricultores”. Funcionava no mesmo local onde está hoje a E.E.B. Luiz Bertoli, tendo iniciado em 1922. Era uma escola particular e o primeiro professor foi Frederic Schlütter, que dava aula na língua alemã. Na sequência trabalharam Eduard Meldola e Franz Xavier Schuller. Em 1928, a escola era estadual e começou a ser conhecida pelo nome de “Escola de Tayó”. Neste ano, a professora era Charlotte Eitz, tendo sido substituída, no final do mesmo ano, por Victor Butzke. Os primeiros alunos da povoação de Tayó, conforme as famílias, foram: Berlanda: Domenica; Bernard: Samuel; Bertoli: Artur e Tecla; Blank: Nudi e Ursula; Bluttmayer: Agnes; Bruns: Grete, João, Erna e Gerda; Busarello: Rafael; Castilho: Anizio, Innocencio e Jordelina; Engels: Elsa, Willy, Augusto e Bernardo; Ern: Eleonora, Evelina e Alzira; Franz: Melani; Franzoi: Lino e Rodolfo; Frescher: Kurt, Bernardo, Carlos e Anna; Fronza: Tecla; Gerber: Artulino, Raulino, Adulino e Balduino; Graf: Ludwig, Paulo, João, José, Carlos e Anna; Greuel: Frieda e Regina; Grosch: Erico, Otto e Hilda; Halla: Max, Ewald, Adela e Hertha; Hadlich: Walter e Frieda; Haeberle: Magdalena e Ruth; Heymanns: Emilia; Hosang: Arthur, Ralf e Ingo; Kindel: Fritz e Albrecht; Klein: Jacob e Anna; Kluge: Gisela; Knuth: Alex, Victor e Lili; Jensen: Geraldo; Largura: Heitor; Lenzi: Lindo, Guilherme, Fedece e Maria; Lorentino: Marcilio e Maria; Meldola: Hertha; Morgenot: Victoria; Moraes: Maria; Neideck: Theodoro; Pückler: Clara, Selma e Hertha; Radoll: Alwin, Alfredo e Arthur; Rutzen: Harry, Loni e Waltraut; Sardotti: João, Eva, Helena, Ida e Elisabeth; Seiler: Erich e Paula; Selbmann: Martha; Schweitzer: Anacolina e Amandina; Tillmann: Evaldo, Osvaldo, Guido, Eulalia e Fides; Tonndorf: Osvaldo; Ullmann: Eulalia, Theonilla e Eleonora; Versino: Francisco; Wachholz: Bruno e Paula; Wagner: Helmuth, Willy, Elsa e Frieda; Werling: Emma, Ella e Hertha; Wichmann: Anna, Willy, Augusto, Bernardo e Elsa; e Woelfer: Otilia. Em 1938, começou a funcionar a “Escola Mista Municipal de Tayó”, tendo como primeira professora a Irmã Hilda Schweitzer. Era conhecida também como Escola Paroquial porque funcionava ao lado da Igreja Matriz. Em 1948, as duas escolas foram englobadas, com a criação do “Grupo Escolar Couto de Magalhães”. O novo prédio para o funcionamento do Grupo Escolar foi inaugurado, em 21/03/1953, com a presença do Governador Irineu Bornhausen.

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Em 1952, começou a funcionar uma escola isolada na Vila Mariana, tendo sido o primeiro professor, José Borgonha. Esta escola passou a ser denominada “EB José Joaquim de Lima Xavier”, tendo como primeira diretora, Almida Ronchi Sestren. Depois de ser denominada Escola Básica Otto Hosang, foi transferida para o Município. No local funciona hoje a EM Prefeita Erna Heidrich. No Bairro do Seminário foi fundada uma nova escola isolada, em 1958. Em 1965, foi transformada em Escola Reunida, com o nome de “Maria Leal Sauer”. As primeiras professoras foram Rosalinda Schmitz Orsi, Osvaldina Giacomozzi, Erna Glatz e Erotides Trentini. Desde 1980, a escola funciona com o nome de E.E.B. Leopoldo Jacobsen. O primeiro jardim de infância foi criado em 1954, pelo prefeito Walter Schmitz, com o nome de “Jardim de Infância Nossa Senhora da Salete”. Aos poucos, foram criados os outros educandários infantis do município. Em 1984, começou a funcionar o Colégio Cenecista Nossa Senhora de Fátima. O Ensino Superior teve início em Taió, em 1994, com a instalação do Curso de Ciências Contábeis pela Unidavi. As aulas funcionavam no prédio das Irmãs Catequistas. O prédio da Unidavi, em Taió, foi construído nos anos de 2002/2003.

Foto 161 – Primeira escola de Taió, conhecida como “escola dos agricultores”, à direita, construída em madeira, de cor branca, no mesmo local onde hoje funciona a EEB Luiz Bertoli. À esquerda, no outro lado da rua, vê-se a Casa Comercial Seiler, anexo ao salão. Nos fundos, o atual Bairro Victor Konder.

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Foto 162– Escola de Tayó Margem Oeste, hoje Margem Esquerda, com os alunos e o professor Konrad Heymanns. No quadro negro lê-se “Tayó, Westarm dan 10 novemb 1925”.

Foto 163 – Alunos com a professora Charlote Eitz, a primeira à esquerda. No quadro está escrito: “Escola Pública Mista de Tayó, 1927”.

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Foto 164 – Alunos do Prof. Victor Butzke, em 1928, na Escola Pública de Tayó, mesmo local onde hoje está a EEB Luiz Bertoli.

Foto 165 – Alunos da Escola Estadual Mista de Taió, em 1934, vendo-se ao centro os professores Victor Butzke e Ewald Kress.

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Foto 166 – Alunos e professores da Escola Estadual Mista de Taió, em 1941, por ocasião da visita do Inspetor Escolar, José Joaquim de Lima Xavier. Na foto, aparecem no centro: Luiz Bertoli Junior, Pe. José Novak, José Joaquim de Lima Xavier, Victor Butzke e as duas irmãs religiosas que eram as Irmãs Hilda Schweitzer e Angelina Gilli.

Foto 167 – Escola Paroquial, no terreno da igreja Matriz de Taió, em 1938, com os alunos e a Profª Hilda Schweitzer. Neste ano estavam na paróquia, Irmã Hilda Schweitzer e Irmã Paula Gilli.

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Foto 168 – Alunos de uma escola de Taió, na década de 40. Estas duas juvenistas organizavam peças de teatro, onde participaram a Iolanda e Renata Ern.

Foto 169 - Alunos do Clube Agrícola da Escola Estadual de Taió, em 28/10/1947.

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Foto 170 – Reunião com os professores. Na foto é possível ver o Prof. Victor Butzke e o Roberto Mayr.

Foto 171 – Escola na localidade de Ribeirão da Vargem II, em 1958, com todos os alunos. Na foto aparecem à esquerda os professores Francisco Bissoli e Florinda Gomes Bissoli e na direita o Inspetor Escolar Salvador Bissoli e o prefeito Walter Schmitz.

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Foto 172 – Crianças da escola na frente da Prefeitura. Da esquerda registram-se estas autoridades: Paulo Füchter, Ingo Hosang (Prefeito), Fridolino Knoll (Lilica), Wladimir D’Ivanenko (Juiz de Direito), Pedro Quintino Mafra (Delegado), Evandro Luiz Raymundi, Fernando Bertolino Fernandes, Walter Schmitz (ex-prefeito), Erich Pasold, Roberto Mayr e Salvador Bissoli (Inspetor Escolar).

Foto 173 – Irmãs religiosas com alunos de um Jardim de Infância, em 1956. Neste ano, estavam em Taió Irmã Carmen Basilio e Elisabeth Willermann.

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Foto 174 – Primeiros alunos que se formaram no Jardim de Infância Anjo da Guarda, no Bairro do Seminário, em 1965, com a Professora Irmã Rainildes, Nesta turma, foram reconhecidos: Antonio Gonçalves, Vania Tomazoni, Rely Grahl, Clóvis Back, Marlene Borges, Marlene Maximiniano, João Acacio Tomazoni, Clarno Ziezemer, Nelson Batista Broering, Altair Fiamoncini, Nilma Gonçalves, Edemar Gerber, Nati Terezinha Broering, Narciso José Broering, Sonia Setter, Carla Ziezemer e Gilmar Maximiano.

Foto 175 - Um dos primeiros desfiles realizados em Taió, no dia Sete de Setembro.

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Foto 176 – Desfile de alunos no dia 07 de setembro de 1953.

Foto 177 - Desfile de 7 de setembro, nos anos 1958/59. São alunos de Taió que nesta época estudavam no Colégio Dom Bosco em Rio do Sul. Dentre eles foram reconhecidos por Diogo Lenzi e Lerita Mayr: José Antonio Lenzi, Mário Binder (porta bandeira), Lumar Bertoli, Orli Faggiani, Mario Prange, Siegfried Seemann e Adolar Meyr. Foto cedida por Diogo Lenzi.

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Foto 178 – Desfile de Sete de Setembro na década de 70, em frente ao Posto Texaco, e da casa do Sr. Pedro Comelli, onde hoje fica a sede dos Correios. É interessante observar os trajes impecáveis.

Foto 179 – Desfile de Sete de Setembro dos alunos do Colégio Estadual Luiz Bertoli, vendo-se a antiga Farmácia Gomes.

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CAPÍTULO VII ASPECTOS CULTURAIS: 1917 a 2017 Aspectos culturais Desde o início da colonização de Taió, o povo esteve voltado a atividades culturais. Na década de 30, Charlotte Eitz, conhecida carinhosamente como “Dona Lote”, dedicavase às artes, principalmente à música, ao teatro, à pintura e à dança. Por muitos anos ela foi professora de piano, violão, bandolim e violino. Depois disso, outras pessoas se dedicaram ao teatro. Por volta de 1935, as senhoras da OASE ensaiavam peças teatrais, que eram apresentadas no salão Seiler. Da mesma forma, na década de 40, as senhoras Itala Seiler e Hortensia Adami ensaiaram peças de teatro, apresentadas no Salão Seiler, sendo que a parte musical esteve a cargo de Charlote Eitz. Na década de 60, várias peças teatrais foram ensaiadas por Mirtes Schmitz. Na década de 80, Maria Tonolli Meriz organizou o Teatro Amador Ziembinski. No início dos anos 90, por iniciativa de Gersi Dallabrida, começaram as edições anuais do Festival de Esquetes. Por tudo isso, Taió merece a construção de um teatro. Na área artística, pelo mínimo, dois grupos se evidenciaram no Estado de Santa Catarina: A Fanfarra Municipal e o Clube de Patinação Arco Íris, ambas idealizadas com o tato artístico de Gersi Dallabrida. No setor de conjuntos musicais, Taió sempre conviveu com grupos que se formaram ao longo dos anos. Dentre eles, o grupo “Os Coringas do Ritmo” foi o que mais se destacou a nível estadual. As tradições culturais e folclóricas são mantidas através de associações que mostram a cultura e a arte dos povos alemães, italianos e brasileiros, que colonizaram Taió. A cultura brasileira, notoriamente a gauchesca, é cultuada através de grupos de CTG. Em Taió, formaram-se estes grupos: CTG Galpão Nativo, CTG Mangueira Taioense, CTG Estância do Amigo, CTG Rancho da Figueira e CTG Coração Gaúcho. A cultura alemã se mantém viva através do Grupo de Danças Alemãs “Volkstanzgruppe Lebensfreude”. A cultura italiana mantém sua expressividade artística, através do Grupo de Dança Arcobaleno e do Grupo Trentino, pertencentes ao Circolo Trentino di Taió e do Coral Rimembranza, pertencente à Famiglia Trentina di Taió. O resgate das tradições italianas 107


ganha força com a realização anual da Festa del Vino Artigianale e do INCORTRENT – Encontro de corais trentinos. A Casa de Cultura de Taió também valoriza a atividade musical através da Orquestra de Violinos, dirigida por Valdemar Rodrigues (Napoleão) e dos grupos das “Meninas Cantoras de Taió” e do Coral “Vokalgruppe Fridas de Taió”, ambos dirigidos por Denize Purnhagen.

Clubes sociais O primeiro baile, em Taió, foi realizado, em 1919, na venda de Joseph Reicherd, na entrada do Palmital, utilizando-se de um gramofone. Outros afirmaram que este primeiro baile foi tocado por Ewald Tillmann. O primeiro salão para festas funcionava, na década de 20, na venda de Leopoldo Kluge, que era conhecido como “Salão Kluge”. Posteriormente, foram construídos salões próprios para festas e bailes. O primeiro era o Salão dos Integralistas, conhecido como “pavilhão”, construído na década de 30. Por volta de 1940, este salão foi adquirido por Rudolf Glatz e o mesmo passou a ser denominado “Salão Glatz”. A venda de Richard Seiler também tinha um salão para festas. O Clube Caça e Tiro XV de Novembro foi fundado, em 1924, no antigo Salão Kluge. O primeiro salão de madeira foi construído, no final da década de 20, e funcionou até 18/08/1979, quando foi realizado o baile de despedida. O novo salão foi construído, na década de 80. O Centro Cultural 25 de Julho iniciou suas atividades em 17/04/1955. Dois anos após, os sócios adquiriram um terreno e deram início à construção do salão. No entanto, as obras ficaram paralisadas. Na década de 70, foi feita a doação do patrimônio para a Comunidade Evangélica Luterana e a obra foi concluída.

O Esporte O primeiro campo de futebol de Taió era o do Sport Club Tayoense, que ficava próximo ao Salão Glatz. O time foi fundado, em 23/09/1932. Encerrou as atividades por volta de 1950. Posteriormente, foram fundados dois clubes esportivos que estão em atividade até os dias de hoje: O Clube Esportivo e Recreativo União, fundado em 15/11/1967, e a Sociedade Esportiva e Recreativa Cacique, fundada em 31/12/1958. O esporte amador teve sucesso estadual através da Comissão Municipal de Esportes. As modalidades que mais se sobressaíram foram o Basquetebol feminino, o Futebol de Salão e o Atletismo.

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Foto 180 - No início, sem salão próprio, as festas do Caça e Tiro eram feitas em lugares abertos. Esta é uma das primeiras festas do Caça e Tiro, na década de 20.

Foto 181 – Mais uma das primeiras festas realizadas pelos sócios do Caça e Tiro.

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Foto 182 – Festa do Caça e Tiro. Atrás da foto, cedida por Karin Wachholz, consta “Primeira festa de inauguração do Caça e Tiro”. Portanto, deve ser em 15/11/1926.

Foto 183 – Clube Caça e Tiro XV de Novembro, na enchente de 1954. O primeiro prédio do Caça e Tiro foi construído em madeira, em 1926, e inaugurado em 15/11/1926. A madeira foi serrada a braço por Adolf Ewald, Heinrich Schroeder, Johann Graf, Ludwig Graf e Curth Frescha. O velho “Caça e Tiro” foi demolido em 1979, para dar lugar ao novo prédio.

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Foto 184 – Sócios fundadores do Caça e Tiro XV de Novembro, fundado em 23/08/1925. Primeira fila, da esquerda: 1) ......., 2) Adolf Hasse, 3) Hartwig Ern, 4) Alwin Borchardt, 5) ........, 6) Reinhold Knuth. Segunda fila, da esquerda: 1) Richard Rutzen, 2) Leopoldo Kluge, 3) ......, 4) José Novotni, 5) Max Hackbarth, 6) Adolf Ewald.

Foto 185 – Em 15/11/1938, Festa tradicional do rei do Caça e Tiro, vendo-se na primeira fila, da esquerda: Walter Hackbarth, Rudolf Kreutzfeld, Max Hackbarth, Rudolf Blank, Richard Rauh, Wilhelm Hass, Osvaldo Ern, Ralf Hosang, Adolf Hass, Hartwig Ern, Erich Rutzen, Friedrich Blank e Osvaldo Siewert. Na segunda fila, da esquerda: Luiz Bertoli Junior, Roland Seiler, Roberto Brandes, Erich Pasold, Walmor Heidrich, Richard Rutzen e Guilherme Lenzi. Na terceira fila, da esquerda: Curt Hosang, Clemens Wüst, Adalberto Krischaben, Emilio Largura, Alwin Borchardt (só o rosto atrás), João Bertoli, Germano Huscher Junior, Artur Hosang, Wilhelm Maas e Edmundo Ern. Neste dia, Ralf Hosang foi Campeão do Tiro, Osvaldo Ern foi o Rei e os Cavaleiros foram Wilhelm Hass e Adolf Hass.

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Foto 186 – Os sócios do Caça e Tiro que participavam do Tiro ao Alvo, bolão e outros jogos recebiam medalhas. Os mais eficientes ficavam engalanados de medalhas. Da esquerda: Edmundo Ern, Hartwig Ern e Osvaldo Ern. Foto cedida por Karin Wachholz.

Foto 187 – Desfile dos integrantes do Caça e Tiro XV de Novembro, na entrada da ponte de treliça sobre o rio Taió, encabeçado pelo Presidente Freymund Huscher, em 19/11/1947. Logo atrás vê-se o Hotel Kluge.

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Foto 188 – Desfile dos sócios do Caça e Tiro, na Rua Cel. Feddersen, em 1951. Atrás vê-se a casa de madeira e na sequência a casa comercial de Germano Huscher. Neste ano, o presidente era Germano Huscher.

Foto 189 – Outro momento do Desfile dos sócios do Caça e Tiro, em 1951, com a bandinha na frente, e ao lado o Presidente Germano Huscher.

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Foto 190 – Desfile dos sócios do Caça e Tiro, em 1951, na frente da casa comercial de Emílio Largura e ao lado a casa de madeira, que era o depósito comercial de Largura. A casa marron era o Restaurante “Dubar”, de Edgar Maas, que colocou também a primeira sorveteria de Taió. A casa foi vendida depois para Emilio Lenzi.

Foto 191 – Os integrantes do Clube Caça e Tiro estão desfilando no início da Rua Francisco Tomazoni, vendose a ponte de treliça sobre o rio Taió.

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Foto 192 – Os desfiles do Caça e Tiro aconteciam também em dias nublados. Ao lado esquerdo o rio Taió e a Ponte em treliça.

Foto 193 – Um dos desfiles realizados pelo Caça e Tiro no dia 15 de novembro.

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Foto 194 – Outro momento do Desfile realizado em 15/11/1965. É possível verificar que no dia do desfile o presidente do Caça e Tiro desfilava ao lado. Nesta data o presidente era Edmundo Ern. As quatro casas, a partir da esquerda, eram as casas comerciais (depósito) de Emilio Largura, de Edgar Maas, das Lojas Paul e a ferraria de Freymund Huscher.

Foto 195 – Desfile do Cinquentenário do Caça e Tiro, em 17/08/1975. Vê-se a presença de ilustres sócios, como Udo Heidrich, Baldua Wagner, Eloi Pretti e Guido Hosang, entre outros.

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Foto 196 – Baile realizado no antigo Caça e Tiro de Taió, na década de 50. Foto batida por Franz Xaver Hörmann.

Foto 197 – Desde a década de 20, anualmente, se realizava a Festa do Colono, com bonitos desfiles de carros alegóricos, sempre evidenciando cenas da colonização do município. A foto é do Desfile do Colono, em 1929.

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Foto 198 – Desfile do Dia do Colono, em 25/07/1935, vendo-se duas casas de madeira à esquerda e à direita, uma casa de madeira, o Hotel Kluge e no final a ponte sobre o Rio Taió. Na foto está escrito: “Tayó – Dia do Colono – Tag des Kolonisten – 25/07/1935”.

Foto 199 – Desfile do Colono, em 25/07/1936, sendo que as carroças representavam momentos da colonização de Taió. Nota-se, à beira da estrada, uma roça de cana e o mato, próximo à ponte sobre o rio Taió, aos fundos, lado direito.

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Foto 200 – Em 25/07/1937, após o desfile a festa do Dia do Colono foi comemorada numa área aberta, próximo ao Salão Glatz, onde hoje fica a Dimapel. Nos fundos está a colina onde hoje se situa o Hospital e Maternidade Dona Lisette.

Foto 201 – Desfile do Colono, na década de 30, vendo-se as casas de Hermann Huscher, Emilio Largura, depósito do Largura, Sorveteria de Emilio Lenzi e Lojas Paul. A carroça da frente pertencia a Karl Neideck. O carroceiro é Arthur Dallmann, do lado esquerdo está o velho Radatz, no meio Guilherme Werling e o de roupa branca é o Karl Neideck.

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Foto 202 – As mulheres também participavam do Desfile do Colono. No carro de trás aparecem três nomes de colonizadores: Erster Ball, Mathias Reichard e Ewald Tillmann, sendo que os dois primeiros não foram citados como colonizadores.

Foto 203 – Colonos participam de um desfile em Taió, expondo um cartaz com esta frase: “Wenn die dicken zedern krachen wie die leute jauchsend Lachen! 1934”, cujo significado é: “Quando os volumosos cedros crepitam as pessoas jubilam alegres”. (Tradução Lisette Jacobsen Hosang).

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Foto 204 – Carroça da Família Roedel representando a colonização de Taió, no Desfile do Colono.

Foto 205 – Família Hasse, do Ribeirão Pequeno, num desfile da década de 30, representando a chegada a Taió, com uma canoa.

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Foto 206 – Participantes do Desfile do Colono. Nota-se como era baixa a rua na frente do Colégio Estadual Luiz Bertoli.

Foto 207 – Palanque das autoridades na frente do prédio da Prefeitura, no desfile do Dia do Colono, no final da década de 50, vendo-se ao centro o ex-prefeito Bertoldo Jacobsen e à direita o prefeito Walter Schmitz, entre outras autoridades.

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Foto 208 – Terminado o desfile, uma foto histórica das famílias do Ribeirão Pequeno. Da esquerda: o pai do Arthur Hasse, Sr. Radatz, Sr. Roeder, Karl Neideck, Guilherme Werling e mais quatro pessoas .

Foto 209 – Outro grupo que participou do Desfile do Colono em frente ao Clube Caça e Tiro.

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Foto 210 – Desfile do Colono realizado em 1962.

Foto 211 – Desfile do Colono no dia 27/07/1967, cuja carroça tirou o segundo lugar. Nela estão o José Voltolini, Rita Glatz, Erna Fontanive e Carmem Lenzi.

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Foto 212 – Desfile da Sociedade do Ribeirão do Salto.

Foto 213 – Integrantes do Núcleo Distrital dos Integralistas de Taió num encontro comemorativo em março de 1935.

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Foto 214 – Os integralistas começaram a construir o salão dos integralistas, na década de 30. Foto cedida por Dr. Klaus Peplau.

Foto 215 – Os integralistas venderam o salão para Rudolf Glatz. Aqui o salão Glatz, numa enchente.

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Foto 216 – Corrida de carros de Rio do Sul a Taió, entre um Chevrolet Marona e um Ford A, em 1926, vencida pela Ford de Alfonso May. Entre os presentes estão: Osvaldo Ern, Luiz Bertoli (terno claro) e Harald Hosang.

Foto 217 – Desfile dos atletas de futebol do União e do Cacique, incluindo também os juvenis. Na frente vão Luiz Cardoso, de terno preto e Otto Kindel. A porta bandeira era Mariota Mazzi.

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Foto 218 - Time adulto e time infantil do Cacique, perfilados.

Foto 219 – Time do Cacique Esporte Clube. Da esquerda, primeira fila: ......, Antoninho Gonçalves, Alberto Henrique das Neves, Dionisio Tezza, Luiz Virtuoso e Etka Kreutzfeld. Fila de trás, da esquerda: Harry Blank, Festewig, Erico Hackbarth, Eloi Pretti, Rauloino Gerber, Inacio Correia de Mello, Waldemar Knabben, pedreiro, Gerci (sapateiro) e Ambrosio Ferrari. Foto de 1959 aproximadamente.

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Foto 220 – Um dos primeiros jogos no campo do União. Um dos primeiros goleiros do União foi Helmuth Frederico Peplau, pai do Dr. Klaus Peplau.

Foto 221 - Time do União. Da esquerda, agachados: Inacio Dalsenter, Osvaldo Rocha, Eugenio Eberspacher, Luiz Bertoli Neto e Kunibert Deeke. Da esquerda, em pé: Herminio Specart, Luiz Eugenio Cardoso, Curt Stübert, Silvio Largura, Osvaldo Ninkötter, Armando Tambosi, Otto Kindel, Artur Rodrigues e Eriberto Tavares. Foto de Franz Xaver Hörmann.

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Foto 222 – Eleição da Rainha do União, em 1955. Da esquerda: Iracema Dolzan, Walli Knohl e Irma Tambosi (filha do Luiz Tambosi).

Foto 223 – Colocação dos postes de iluminação no campo do União, na época do cinquentenário.

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Foto 224 – Time do Fortaleza de Ribeirão da Vargem, campeão intermunicipal, em 1967. Da esquerda, primeira fila: Daquino Anderle, Eloi Vicenzi, Nilo Moser, Carmelo Vicenzi, Gentil Carlini e Carlinhos Portela (trabalhava na Barragem). Na segunda fila, da esquerda: Alfredo Moratelli, Vilmar Anderle, Osmar Valentini, Itamar Vicenzi, José Girardi, Amelio Vicenzi, Alirio Vicenzi, Wilson Berri, Vitor Valentini, Vital Valentini e Abilio Valentini.

Foto 225 – Moças do Clube Flor de Liz, Equipe de Voley, de Taió. Da esquerda: Mafalda Largura, Verena Ern, Neuza Schwanke, Doroty Klauberg, Gertrudes Huscher, Doris Klauberg, Isabel Rodrigues, Ingrid (filha do Pastor), Lucila Mayr, Irmgard Mainhardt e Norma Dolzan. O time foi formado pelo Prof. Paulo Füchter e a quadra de voley com areia funcionava no campo do União, no local onde hoje está a sede, segundo Luiz Eugenio Cardoso.

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Foto 226 – Auxílio do Governo do Estado ao Ginásio de Esportes Pe. José Moacir Moser. Da esquerda: repórter da RBS, Moacir Bertoli (deputado), Pe. José Moacir Moser, Harry Leopoldo Gomes (prefeito) e Afonso Rohden (Prefeito de Salete).

Foto 227 – Raia na Paleta, em 1946. Luiz Bertoli Junior, de Taió, sempre tinha bons cavalos de corrida. Ele gostava muito de corridas de cavalos e participava nesta data nas corridas com um bom cavalo que tinha o nome de “Fleth”.

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Foto 228 – Da esquerda: Oracides Rodrigues, Valdevino Rodrigues, Juvenal Pinheiro e Faustino Piazera, prontos para dar início à briga de galos.

Foto 229 – Primeiro conjunto de sopro de Taió, fundado em 1935, pertencente à Ação Integralista Brasileira. Da esquerda, em pé: Osvaldo Gauche, Erich Seiler, Alwin Tillmann, Victor Knuth e Rudolf Kreutzfeld. Da esquerda, sentados: Max Hackbarth, Carl Kring, Wilhelm Maas e Adalbert Kaufmann.

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Foto 230 – Integrantes do Conjunto Animado Taioense, da família Jesuita. Da esquerda: Ziegfrido, Teobaldo Jesuita, Lindolfo Jesuita (pequeno na frente), não identificdado o da flauta, Luiz Jesuita (pai e gateiro), Olinda Jesuita, Anilda Jesuita e Julio Ricardo.

Foto 231 – Grupo Irmãos Trio Alegre que era formado por: Werner Purnhagen (gaiteiro), Berta Jensen Purnhagen (violão), Alfredo Jensen (violino e bandolim), Herta Jensen (violão) e José Jensen (bateria). Nesta foto já são outros integrantes, pois a família Jensen já tinha vendido a banda.

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Foto 232 – Grupo musical tocando carnaval em Taió. Da esquerda: Inacio Voltolini, Mauritzios Schmitz e Mario Binder. Este último foi residir em Blumenau, onde foi um dos fundadores da Banda Vox 3 e é autor de diversas músicas cantadas na Oktoberfest. Segundo Mauritzios estes três deram início ao grupo de Os Coringas, com a participação também do Nego André, de Rio do Sul e do Genésio dos Santos.

Foto 233 – Conjunto Os Coringas de Taió, em foto batida no jardim da casa de João Bertoli. Da esquerda: José Lunelli, Mauritzios Schmitz, Nilton Henrique Duesmann, Natal dos Santos (Titinho), David Pedroso, Abdão Ribeiro de Lima e Heil Hosang.

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Foto 234 – Cine Athenas lotado com crianças das escolas.

Foto 235 – Teatro alemão na década de 30. Da esquerda: Frau Bluttmayer, Frau Bruns, Frau Nora Ulmann, Johann Bruns, Frau Harald Fey e Frau Emmy Kluge.

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Foto 236 – Representação teatral na década de 60, peça dirigida por Mirtes Castilho, na foto a primeira em pé, à esquerda.

Foto 237 – Integrantes do Teatro Ziembinski, organizado por Maria Tonolli Meriz. Da esquerda: Magrid Jansen, Terezinha Orlandi, ... Acervo Fotográfico: Terezinha Orlandi e Magrid Jansen.

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Foto 238 – Diretoria do Lyons Club, em 25/08/1970. Da esquerda: Guido Hosang, Mário Windisch, Werner Windisch, Fausto Pabst e Roland Seifert.

Foto 239 – As Domadoras do Lyons Club de Taió, em maio de 1973, ao lado do porão do Cine Athenas. Da esquerda: Leonor Bertoli, mulher do Guido Hosang, ......, Marli......., Mara Raymundi, Firmina Machado, ....., Gertrudes Largura, Mafalda Largura e .......

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Foto 240 – Fundação do Rotary Club de Taió, em 1972, com a presença do Clube Padrinho de Rio do Sul. Da esquerda: Dr. Celso Rauen e esposa, Armando Hosang (primeiro presidente) e a esposa Ursula, Presidente do Rotary Club de Rio do Sul e esposa, August Purnhagen (Prefeito) e a esposa ...... Acervo fotográfico do Rotary Club de Taió.

Foto 241 – Cinco ex-presidentes do Rotary Club de Taió. Da esquerda: Dr. Klaus Peplau, Dr. Vitor Rauzis de Lima, Dr. Siegfried José Seemann (um dos fundadores), Osni Hosang e Valdemar de Souza. Acervo fotográfico do Rotary Club de Taió.

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Foto 242 – Senhoras do Clube Oase – Ordem das Senhoras Evangélicas de Taió. Da esquerda: Adelgunde Grotteppass Michelowsky, Lisette Jacobsen, Maria Ern, Martha Kanenberg, Emmy Kluge, Arnoldine Graf, Bertha Zorske, Bertha Stüber, Clara Schroeder, Elsa Hahnemann, Bertha Wagner, Rosalie Fey e Erica Jacobsen.

Foto 243 – Senhoras do Grupo de Bordados. Em pé da esquerda: Mãe do Mario Binder, ......., Inês Mayr, Frau Zanghelini, Dona Filomena, ....., ........ e Augusta Bertoli. Sentadas, da esquerda: Dosolina Ern, esposa do Luiz Bertoli Junior, Frau Schwanke, Gertrudes Ziezemer, ............., dona Eponina e Lucila Cardoso. Foto cedida por Lerita Mayr.

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Foto 244 – Senhoras do Grupo de Bordados em companhia do Sr. Silverio Cardoso. Foto cedida por Lerita Mayr.

Foto 245 – Desfile do Clube de Patinação Arco-Íris, no Desfile do Colono em 25/07/1980.

Foto 246 – Desfile da CME de Taió, no desfile dos Jogos Abertos realizados em Florianópolis, em outubro de 1977, nas modalidades Futebol de Salão, xadrez e ciclismo.

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CAPÍTULO VIII A SAÚDE: 1917 a 2017 1. As primeiras farmácias A primeira farmácia aberta em Taió, por volta de 1926, era conhecida como “Pharmacia Tayó” e pertenceu a Heinz Schreiber. Esta farmácia foi vendida, em 1928, a Ewald Kress, que a manteve em atividade até 1937. Carlos Haffermann, abriu, em 1933, uma nova farmácia, que funcionou por alguns anos. A farmácia de Oscar Joaquim Bremer foi aberta, em 1938, sendo que foi vendida, posteriormente, para Rudolf Voigt. Esta farmácia passou a ter o nome de “Farmácia Águia” e foi adquirida mais tarde por Fanor Emerim. Na década de 50, foi instalada mais uma farmácia, de propriedade de Aldo Zommer, Evandro Luiz Raymundi e Ari Sandrini, vendida, depois, para Walter Schmitz. Na década de 80, Harry Leopoldo Gomes abriu uma farmácia em Taió, que depois foi adquirida por Valcir Mengarda, com o nome de Farmácia Líder. Depois disso, foram abertas novas farmácias.

2. As Parteiras O trabalho das parteiras foi importante nos primeiros anos da colonização, período em que ainda não havia médicos. Entre as primeiras parteiras que aturam em Taió foram lembradas: Lina Wachholz, Emma Franz, Maria Mancke, Anna Fey, Emma Scoz, Margarida Halla, Margareth Vogel, Helena Stringari e Concetta Brancher. Elvira Novotni Trevissoi, que fez curso de enfermeira, em São Paulo, e Minna Jerosch, que aprendeu a profissão na Alemanha, foram as duas enfermeiras de maior notoriedade.

3. Os dentistas práticos Os primeiros dentistas práticos foram: José Dorigatti, Francisco Dorigatti, Artur Largura, Alfons Reuter, Roberto Brandes, Luiz Largura, Otavio Lauth, Leopoldo Boeing, Martinho Feuser, Marcolino Bach, Ilson Luz, Evaldo Ronchi, Waldemar Knaben, Lucínio Fiamoncini e José Lunelli, entre outros. Na área da odontologia, os primeiros a se fixarem em Taió foram os odontólogos Marcos Kluge, Ari Sandrini, Fausto Pabst, Nelson Trentini, Wagner Roberto Faraco e Izaira Nesi Campos. O primeiro bioquímico a exercer a profissão em Taió foi o Dr. Siegfried José Seemann, seguido alguns anos depois por Dr. Darci Molinari.

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4. Os primeiros médicos Os primeiros médicos vinham a Taió de passagem para clinicar. Ficavam poucos dias na vila. Os primeiros médicos lembrados pela população foram: Dr. Lippmann, Dr. Karazik e Dr. Max Pories. Por volta de 1940, começaram a vir os primeiros médicos que passaram a residir na vila: Dr. Luiz Lacerda, Dr. Artur Oberg, Dr. Feisthauer, Dr. Nelson Wendel e Dr. Heinz Wanser. O primeiro médico a ter real residência em Taió foi o Dr. Avelino Pasqual. Alguns anos depois do Dr. Avelino Pasqual começaram a clinicar em Taió estes médicos: Dr. Antonio Claudio Schmitt, Dr. Klaus Peplau, Dr. Vitor Rausis de Lima, Dr. Celomar Strelow e Dr. Paulo Ribeiro Campos.

5. Os Hospitais de Taió Em 1938, o Dr. Karasik utilizou um quarto grande do Hotel Klug para ali colocar os doentes. Alguns anos depois, o Dr. Luiz Lacerda fez funcionar, durante uns três anos, um pequeno hospital, utilizando também alguns quartos do hotel para este fim. Depois, o Hospital São Francisco, como era chamado, foi mudado para a casa de Melio Tomelin. Em 1946, o hospital foi transferido para a casa de Leopoldo Jacobsen. A administração do hospital, conhecido como “Casa de Saúde” era do próprio Leopoldo Jacobsen. Em 1950, o Dr. Luiz Lacerda vendeu o patrimônio do hospital para o médico Artur Oberg, que fez funcionar o hospital no prédio de Júlio Pretti. Em julho de 1953, o patrimônio hospitalar do Dr. Artur Oberg foi vendido para Evandro Luiz Raymundi, Walter Schmitz, Martinho Feuser e o Pe. Aloisio Kampmann. Inicialmente alugaram o prédio de Leopoldo Jacobsen, sendo que, posteriormente, foi adquirido pela própria comissão. As Irmãs Franciscanas foram contratadas para cuidar da enfermaria e de toda a manutenção do hospital. Em 1993, o Hospital São Francisco de Assis fechou as portas. Posteriormente, o Dr. Antonio Raymundi vendeu o prédio para a Prefeitura Municipal de Taió. Em 06/08/1954, foi feito o lançamento da pedra fundamental para a construção do Hospital e Maternidade Dona Lisette, pertencente à Comunidade Evangélica. No entanto, ficou apenas na pedra fundamental e somente, na década de 70, a obra foi construída. Os primeiros médicos a atenderem neste novo hospital foram o Dr. Avelino Pasqual, o Dr. Antonio Cláudio Schmitt e o pediatra Dr. Ilton Subtil de Oliveira, seguidos por Klaus Peplau, Vitor Rausis de Lima, Celomar Strelow e Paulo Ribeiro Campos. Atualmente neste hospital funciona, também, o Pronto Atendimento, em parceria com a Prefeitura Municipal de Taió. Hoje o atendimento está sendo realizado em convênio com o Instituto Vidas.

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Foto 247 – Juventude taioense da Ação Integralista de Taió com o instrutor Heinrich Friess, na década de 30.

Foto 248 – Vista parcial (teilansicht) da Vila de Tayó, vendo-se o trecho de casas que ia da ponte sobre o Rio Taió até à altura da EEB Luiz Bertoli. Destaque para o Hotel Klug e a casa de Battista Fontanive, vistas por trás, local onde hoje se encontra a Prefeitura Municipal e a Câmara Municipal. Foto batida por Walter Schoenfelder, em 1935. Na casa de Battista Fontanive funcionou a Receita Estadual e no Hotel Kluge funcionou um pequeno hospital. Em 1938, o Dr. Karasik utilizava alguns quartos para os doentes e logo em seguida o Dr. Luiz Lacerda instalou no mesmo hotel um pequeno hospital, ao qual já o denominava de Hospital São Francisco.

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Fotos 249 e 250 – Neste local funcionou o Hospital São Francisco. A parte que fica à esquerda foi construída com o fim de servir como casa de moradia para Leopoldo Jacobsen. Em 1946, o Dr. Luiz Lacerda fez uma parceria com Leopoldo Jacobsen para utilizar a casa como local para o Hospital. Foi construída a ala no lado direito para servir de hospital com o nome de “Casa de Saúde”, inaugurada em 1949. Na outra foto, sentados na frente do hospital, estão Walter Schmitz, administrador do Hospital São Francisco, e o Dr. Avelino Pasqual, médico do hospital.

Foto 251 – Equipe de funcionários do Hospital São Francisco, que iniciou atividades em julho de 1953, quando um grupo de taioenses adquiriu o patrimônio do hospital do Dr. Artur Oberg.

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Foto 252 – O governador Irineu Bornhausen, tendo 1 sua esquerda a Sra. Lisette Jacobsen e a sua direita a Sra. Maria Ern, o Governador Celso Ramos subindo a estrada até o local onde seria construído o Hospital e Maternidade Dona Lisette, em 06/08/1954, mas a obra só foi construída mais tarde. O terreno foi doado, em parte, por Leopoldo Jacobsen e o projeto arquitetônico foi feito por Vitor Butzke no governo de Moacir Bertoli. O projeto foi mandado através da comunidade luterana para a Alemanha, sendo que obteve recursos da Deutsche Entwiklungshilfe para a construção, na década de 70.

Foto 253 – Lançamento da pedra fundamental do Hospital e Maternidade Dona Lisette, em 04/10/1970. Da esquerda, de frente, aparecem, entre outros: Dr. Avelino Pasqual (de óculos e terno escuro), ao lado da esposa, Lino João Dell’Antonio, Moacir Bertoli (prefeito), Pastor Hermann Stoer (de Rio do Sul), Pastor Alfons Thiel (atrás da cruz), Edith Porthun (Coordenadora de Educação), Vitor Butzke (atrás da Dona Edite) e deputado Orlando Bertoli.

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Foto 254 – Primeiro Consultório Odontológico de Taió de propriedade de Evaldo Ronchi. Os primeiros dentistas formados que vieram para Taió foram Evaldo Ronchi, Fausto Pabst e Marcos Kluge.

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CAPÍTULO IX ÓRGÃOS DO GOVERNO E DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO O Sistema Cartorário Com a criação do distrito de Tayó, foi instalado o 1º Cartório Distrital, assumido pelo Escrivão de Paz Luiz Bertoli Júnior, cuja posse ocorreu, em 09/09/1929, logo depois da instalação do distrito. Com a criação da Comarca de Taió, em 31/05/1959, Luiz Bertoli Júnior foi o responsável pelo Ofício de Registro de Imóveis. Com sua aposentadoria, aos 12/06/1959, assumiu como Oficial de Registros, o Sr. Lauro Walfredo Bertoli. Ainda com a instalação da Comarca de Taió, foi instalado o Cartório Judicial, tendo sido nomeado Paulo Füchter, como Escrivão do Crime, Cível, Comércio, Feitos da Fazenda, Provedoria, Órfãos, Ausentes e Menores Abandonados. Este cartório foi dividido, mais tarde, em dois setores: O Cartório do Crime passou a ter como titular, Mário Windisch; e o Cartório do Cível, sob os cuidados de Rita Windisch. Em 1959, foi instalado também o Registro Civil, assumido por Mauritzios Schmitz. Em 07 de junho de 1965, este cartório passou para Edmundo Ern. Na sequência, o cartório foi assumido por Clayton Mario Schwab até 2019, quando faleceu. A primeira tabeliã do I Tabelionato de Notas e Protestos em Geral foi Albertina Fernandes, enquanto que Fernando Bertolino Fernandes e Maria Mainhard assumiram como Escreventes Juramentados. Em 18/04/1966, foi instalado o II Tabelionato de Notas e Protestos em Geral. Maria Cavília Anderle assumiu como Tabeliã Oficial e Nilsa Dallabrida, como Escrevente Juramentada. Hoje, os dois tabelionatos são administrados pelos tabeliães Andreia Fernanda Gerber e José Roberto Zanella. Em 28-08-1962, foi criada a Escrivania Distrital de Passo Manso para assentamento de Casamentos, Nascimentos e Óbitos deste distrito. Rubens José Fontanive foi nomeado Escrivão de Paz.

O Sistema Comarcal A sessão solene de instalação da Comarca de Taió foi presidida pelo seu primeiro Juiz, Dr. Wladimir D’Ivanenko, em 31/05/1959. O Fórum funcionou por dez anos no prédio de Julio Pretti, que o cedeu gratuitamente. O novo prédio do Fórum da Comarca de Taió foi inaugurado, aos 31/05/1991, e recebeu o nome do ilustre taioense Dr. Bruno Carlini. 148


O Sistema Policial Em 1927, quando Tayó se tornou o 11º Distrito de Blumenau, Erich Seiler foi nomeado o primeiro Inspetor do Quarteirão. Francisco Castilho foi nomeado o primeiro Subdelegado do novo distrito. Com a instalação do município de Taió, o primeiro subdelegado foi Saturnino Schweitzer. Ao ser instalada a Comarca, o primeiro delegado a ser nomeado foi Fraymundo Placido Thiel. A cadeia de Taió foi inaugurada em 1962. O novo prédio da Delegacia foi inaugurado, aos 22/10/2002. O primeiro escrivão de Polícia foi Fernando Bertolino Fernandes, seguido por Mario Prange, a partir de 20/10/1960. Este setor conta hoje com a Polícia Civil, a 3ᵃ Companhia da Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Posto da Polícia Rodoviária Estadual.

O Sistema Financeiro O Banco INCO – Indústria e Comércio de Santa Catarina começou a funcionar em Taió, em setembro de 1940. Posteriormente, o banco foi absorvido pelo Bradesco, que continua instalado em Taió. O segundo banco a entrar em funcionamento, em Taió, foi o Banco BESC – Banco do Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina, instalado, aos 20/02/1965. O Banco foi, posteriormente, adquirido pelo Banco do Brasil. A agência do Banco do Brasil foi inaugurada em Taió, em 01/02/1974. A Caixa Econômica Federal inaugurou sua agência em Taió, em julho de 1981. Paralisou suas atividades, em 1986, e voltou a atuar em Taió, com nova agência, em 21/03/2002, continuando em atividade ainda hoje. Outras agências financeiras foram instaladas em Taió: Lotérica Taió, Cresol, Sicoob e Viacredi Alto Vale.

O Sistema de Prestação de Serviços A Agência Postal de Taió foi instalada, em 1927, tendo Otto Hosang como Agente Postal, enquanto que Saturnino Schweitzer era o condutor de correio de Taió a Rio do Sul e Juvenal Duarte, com a mesma função, levava o correio de Taió a Salete. A “Estação Telephonica de Tayó” foi instalada, em 31/05/1930. O encarregado provisório da estação foi Carlos Laurindo Althof e a Agente de Telégrafos foi Estelina Lenzi. Em 1931, houve a fusão entre o Correio e o Telégrafo. A partir desta data, Otto Hosang exerceu o cargo de Agente dos Correios e Telégrafos, por ser o funcionário mais antigo. 149


A CASAN – Companhia Catarinense de Águas e Saneamento funciona em Taió desde 1974. A primeira iluminação pública em Taió era particular. Havia diversas usinas particulares de fornecimento de energia: Empresa de Força e Luz Wildy Bertoli, Usina Elétrica de Bruno Heidrich, Usina Elétrica de Battista Fontanive e Usina Elétrica de Ewald Otto Heidrich. Em 1951, a Empresa Força e Luz de Santa Catarina começou a instalar a luz elétrica entre Rio do Oeste e Taió, inaugurada em 1953. O escritório da Empresa de Força e Luz ficou ao encargo de Guilherme Seemann. Hoje, além da CELESC, o fornecimento de energia elétrica é gerado também por Heidrich Geração Elétrica e pela Usina da Induma.

Foto 255 – Casa antiga da família Bertoli, que serviu como casa residencial. No entanto, houve um período quando Augusta Bertoli foi agente dos Correios, que uma das salas desta casa serviu para o atendimento dos Correios e Telégrafos de Taió.

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Foto 256 – Carroça usada por Saturnino Schweitzer para levar o correio e passageiros de Taió a Rio do Sul. Esta era a casa de Heriberto Tavares onde funcionava a Intendência Distrital de Taió. Guido Hosang escreveu no seu álbum de fotografias: “Saturnino Schweitzer foi o pioneiro por terra no transporte de passageiros de Taió a Rio do Sul. Entre 1929 a 1934 ele usava uma carroça puxada por 3 cavalos”.

Foto 257 – Em épocas de cheias, quando as lanchas trafegavam para Rio do Sul, Saturnino Schweitzer aproveitava a lancha para transportar o correio de Taió a Rio do Sul. Nesta foto, Saturnino Schweitzer, o primeiro à direita, em 1937, embarcando com a mala dos correios na Lancha Nate, de Kurt Hosang, construída no final de 1935 por Harald Hosang e lançada às águas em 1936. Nesta foto, a lancha está carregada de fardos de fumo.

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Foto 258 – Carroça usada por Juvenal Duarte para transportar o correio e passageiros de Taió a Salete.

Fotos 259 e 260 – Em 1953, o Correio funcionava nesta casa. Na varanda da foto, no meio está o Arlindo Zanghelini e na direita o Nilson Moreira. Na outra foto, o antigo sistema de telefonia de Taió e a telefonista Dagmar Deeke.

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Fotos 261 e 262 – Casa de Walter Schmitz onde funcionou o Cartório de Registro Civil. A foto registra um período de enchente. Na outra foto, casa de Guilherme Seemann, onde funcionou inicialmente a Celesc.

Foto 263 – Inauguração da energia elétrica em Taió, em 1952, denominada na época de “força e luz”. Da esquerda: Hercilio Anderle, João Bertoli, Ingo Hosang, Viegand Decker, Valmor Heidrich e Pe. Eduardo Summermatter. Antes da energia estatal, funcionavam em Taió geradores de energia elétrica particulares pertencentes à família Bertoli: um próximo à loja Irmãos Bertoli e outro próximo ao Colégio Luiz Bertoli, que funcionavam das 18 às 22 horas, com fornecimento de luz às casas. Um terceiro gerador servia para a Indústria de Madeiras e Óleo de Sassafrás, de João Bertoli. Todos eles estavam sob os cuidados do eletricista Clemens Wuest.

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Foto 264 – População presente na implantação do Banco Inco em Taió, em setembro de 1940. Inicialmente o banco funcionou na casa de Batista Fontanive, tendo sido transferido para a casa de Luiz Bertoli Junior e também no prédio de José Mainhardt, antes da atual sede na Rua Cel. Feddersen, já com o nome de Bradesco.

Foto 265 – Residência de Luiz Bertoli Junior, construída em 1934, onde funcionou o Cartório de Registro Civil, o Banco Inco e também o escritório da Colonizadora Bertoli.

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Foto 266 – Inauguração do BESC, em Taió, aos 20/02/1965, no prédio de Germano Deretti. Entre as autoridades estão presentes da esquerda: Vital Valentini, August Hinrich Purnhagen, Bertoldo Jacobsen, Moacir Bertoli, Hercilio Anderle e Pe. Lino Anderle.

Foto 267 – Rancho dos Bertoli e ao lado a Casa Comercial Irmãos Bertoli. O terreno da parte do rancho foi comprado pelo Banco do Brasil, onde foi instalada a referida agência, em 01/02/1974, com a presença de Walter Perachi de Barcelos, diretor da 4ª Região do Banco do Brasil. O rancho da frente era o depósito, onde tinha uma bomba pequena de gasolina pertencente a João Bertoli. Atrás morava o açougueiro Heins Grahal e mais perto do rio ficava o galpão onde era feito o enfardamento de fumo em folha. Ali depois funcionou o enfardamento de fumo que era enviado para a Europa por João Bertoli, e mais tarde foi também sede da Exportadora Catarinense, tendo João Bertoli como sócio.

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Foto 268 – Interior da Delegacia de Polícia em Taió, na década de 60, quando o Sargento Rui Paulo Pereira era o Delegado. Na foto vê-se da esquerda: Soldado Fortunato Jungles, escrivão Mario Prange, Sargento Rui Paulo Pereira e soldado Claudio Tomedi. Foto cedida por Lerita Mayr.

Foto 269 – Inauguração, em 31/05/1991, do Fórum “Dr. Bruno Carlini”, da Comarca de Taió. O terreno foi cedido por Julio Pretti e a construção foi iniciada pelo prefeito João Machado da Silva e concluída por Ademar Dalfovo, com recursos orçamentários do Poder Judiciário e da Prefeitura Municipal. Estiveram presentes no dia da inauguração: Dr. Ayres Gama Ferreira de Mello (Presidente do Tribunal da Justiça), Dr. Antonio Carlos Anselmo (Juiz Diretor do Fórum), Dr. Gercino Gerson Gomes Neto (Promotor de Justiça), Ademar Dalfovo (Prefeito Municipal), Nelson Goetten de Lima (Presidente da Câmara), o ex-governador Paulo Afonso Evangelista Vieira, representantes da família Carlini, além de outras autoridades.

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CAPÍTULO X ASPECTOS ECONÔMICOS: 1917 a 2017 Os meios de transporte O transporte de cargueiros foi a primeira atividade comercial da região. Os cargueiros de serra-acima transitavam pelas várias picadas que desciam da Serra Geral e passavam por Taió, com o intuito de revender os seus produtos. Os primeiros moradores de Taió iam a Rio do Sul e a Rio do Oeste com canoas para fazerem as compras de alimentos e mercadorias de primeira necessidade. Nas canoas levavam produtos como milho, fumo em corda, porcos e outros produtos, que eram trocados por produtos industrializados. Os primeiros canoeiros foram Karl Kutzian, Otto Hadlich, Ewald e Alwin Tillmann, Richard Seiler e Ludwig Graf. Com a construção da estrada, o transporte de mercadorias começou a ser feito através de carroças e carretões. Os primeiros carroceiros foram Erich Seiler, Ewald Tillmann, Emilio Largura, Rudolf Glatz, Júlio Pretti, Artur Lenzi, Leandro Lenzi, Willy Richter, Leopoldo Fuck, Jordelino Cardoso, Domingos Miguel, José Miguel, Adolf Hasse e Harald Fey. Comerciantes como Leopoldo Jacobsen, Hartwig Ern e João Bertoli eram proprietários de carretões com hábeis carroceiros que puxavam as mercadorias para Rio do Oeste. Em períodos de cheias, o transporte de passageiros e mercadorias entre Taió e Rio do Sul era feito através de lanchas. Segundo levantamentos feitos por Guido Hosang, Taió teve aproximadamente 10 lanchas fazendo este tipo de transporte pelo rio Itajaí do Oeste. A principal lancha levava o nome de “Rainha” e foi usada por mais de 20 anos. Com a melhoria das estradas, todo o transporte começou a ser feito em veículos motorizados. Os primeiros veículos de Taió foram estes: um Chevrolet Ramona 1927, de Luiz Bertoli Junior; um Chevrolet 46, de propriedade do dentista Martinho Feuser; um Jeep de Werner Windisch; um Jeep Land Rover de propriedade de Leopoldo Jacobsen; um Ford 46, de Alfredo Cordeiro; e um automóvel de aluguel pertencente a Bruno Wachholz. O primeiro reboque para transportar toras pertenceu à Serraria Wichmann. Os primeiros caminhões foram: um caminhão Dodge, pertencente a Julio Pretti; um caminhão Chevrolet 47, de propriedade de Adolfo Fiedler; um Ford bigode a gasogênio, de Bruno Heidrich; um Chevrolet 6 cilindros pertencente a Luiz Bertoli, dirigido por Helmuth Tesch; e um caminhão de Emilio Largura que fazia o transporte de porcos e trazia gasolina para o Posto de Werner Windisch. Na década de 30, os conhecidos “carros de mola” eram utilizados para fazer serviços de aluguel. José Lenzi também “era taxista em carro de mola”.

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Em 1940, o serviço de táxi iniciou com Werner Windisch, utilizando-se de um Jeep, atividade que foi exercida também por Ludwig Karl Graf, Bruno Wachholz e Leopoldo Kluge. O transporte “da mala de correio”, de Taió a Rio do Sul, era feito duas vezes por semana por Saturnino Schweitzer. O veículo era usado também para fazer transporte de passageiros. Há informações que, antes do Saturnino, o transporte do correio para Rio do Sul foi feito por Eugenio Fronza. Em 1936, Saturnino Schweitzer começou a fazer o transporte de passageiros com um caminhão e depois com um ônibus. Consta, também, que, em 1934, Leopoldo Kluge já fazia transporte de passageiros. Willy Ern, na mesma época, fazia a linha Blumenau – Rio do Sul – Tayó. Saturnino Schweitzer vendeu os caminhões e o ônibus para João Bertoli. Foi com ele que começou a existir a Auto Viação Taioense, em agosto de 1940. A empresa foi depois transferida para os irmãos Fredolino e Ernesto Knoll. Outras linhas de ônibus funcionaram em Taió. Alberto Petri tinha um ônibus que fazia o trajeto Rio do Campo a Taió. Em 1954, João Bertoli adquiriu este ônibus e a empresa passou a ter o nome de Auto Viação Rio do Campo. Esta mesma linha foi assumida depois por Bonifácio Carara. O primeiro transporte de passageiros de Taió a Salete foi feito de carroça por Juvenal Duarte. O primeiro ônibus pertenceu, em 1961, a Eduardo Berri e a Guilherme André Dalri, empresa conhecida com o nome de Auto Viação Salete. Em 1950, começou a funcionar a empresa “Expresso Mirim Doce”, que fazia a linha de Mirim Doce a Rio do Sul. O ônibus era de propriedade de Raul Carpes. Em 1969, Harry Leopoldo Gomes colocou um ônibus para o transporte de passageiros de Pinhalzinho a Taió. Outras pessoas foram proprietárias de camionetas ou pequenos ônibus para o transporte de passageiros: Paulo Zimmermann, Udo Kannenberg, Theodor Hadlich, Ludwig Graf e Osvaldo Ern. Em 20 de agosto de 2003, a Rodoviária de Taió, que leva o nome do empresário Júlio Pretti, foi entregue à população.

As primeiras casas comerciais Aos poucos, a Vila de Tayó começou a ter vida própria na área comercial. As primeiras casas comerciais que se instalaram foram: Richard Seiler, Hartwig Ern, Leopoldo Jacobsen e Adolfo Fuck, que vendeu depois para Irmãos Bertoli. Estas casas comerciais atendiam toda a região, incluindo a região de Santa Cecília, pois “famílias como Pires, Goetten, Granemmann, Rauen, Moraes, Collet, Custódio, vinham de Curitibanos, Ponte Alta e Santa Cecília, com 20 ou 30 mulas cargueiras se abastecer nessas casas comerciais”. 36 36 - Fiorelo Zanella, 2007, pág. 270. Em 1927, Adolfo Fuck vendeu o comércio para a família Bertoli.

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A atividade comercial era bem diversificada desde o início da colonização. Destacaram-se estes setores, no período em que Taió era distrito: Açougueiros: Max Kreitlow e Richard Schmitt, também conhecido por Max Schmitt. Alfaiates: Johann Klein, Erich Metzger, Fredolino Thiesen, Guilherme Westphal, Henrique Schroeder, Oscar Reiter, Lindo Lenzi, Hildeberto Tavares, Adolfo Lenzi, Perfeito Alchini, Henrique Duarte, Irineu Campregher, José Franzoi, Marcolino Bloemer e Celso Sehnen. Barbeiros: Oswaldo Schoenfelder, Emilio Largura, João Evangelista dos Santos, Bruno Blank, Luiz da Silva, Romulo Moraes, Pedro Cardoso, Manoel José Nunes, Joaquim Simão e Jovito Castilho. Cabeleireiras: Helena Passold, Alda Milach, Isabel dos Santos, Alda Mendes, Lerita Mayr, Dona Belinha dos Santos, Maria das Neves e Inge Huscher Mittelmann. Consertos de máquinas e equipamentos: Theodor Ullmann, Paulo Zimmermann e Emilio Prange. Consertos de rádios: Fabiano Paterno, Waldemar Raymundi, Marcos Hosang e Eurico Wüst. Eletricistas: Clemens Wuest e os filhos Erico e Carlos, Jorge Pfau e Elidio Bertoldi. Costureiras: Anna Fey, Emma Borchardt, Sofia Loch, Clara Lenzi, Isaura Luchtenberg, Celestina Nascimento, Ada Metzger, Annely Schroeder e Katharina Bitto, esposa do alfaiate Johann Klein, que fazia o acabamento de trajes sociais. Estofadores e seleiros: Alwin Zorske, Henrique Zarske, Caetano Scoz, Arno Koenig, Edgar Hartmann, Werner Rauh, Marcelo Cattoni, Maximino Giovanella, Guilherme Giovanella, Fraymundo Thiel e Ildefonso Thiel. Ferreiros: Ernesto Frederico Otto Albe, Rudolf Kreutzfeld, Vittorio Zanella, Pedro dos Santos, Fraymund Huscher, Bernardo Mittelmann, Emilio Prange, Pedro Quintino, José Garcia e Adoli Schulle. Fotógrafos ambulantes: Alois Peiker, Clemens Wüst, Osvaldo von der Osten, Walter Schoenfelder, Julio Pretti, Guido Hosang e Harald Hosang. O primeiro fotógrafo profissional a se instalar, em Taió, foi Franz Xaver Hörmann. Funileiros: Rudolf Hahn, Fredolino Knoll, Paulo Zimmermann e Richard Wagner. Hotéis e Pousadas: Hartwig Ern, Leopoldo Kluge, Osvaldo Ern, Herbert Liesenberg, Aristides Faust, Harry Rutzen, Heinz Grahl e Sebastião Goetten de Lima. Marceneiros e carpinteiros: Alois Peiker, Anton Karl, Arnoldo Karl, August Engels, Bruno Selbmann, Carlos Neideck, Edgar Kaestner, Emilio Milach, Erich Labes, Franz Xavier Mainhardt, Franz Woelfer, Friedrich Kleinschmidt, Friedrich Jordan, Fritz Milach, Georg Poepcken, Guilherme Hass, Gustav Schroeder, Henrique Mordhorst, Henrique Wichmann, 159


Johann Bruns, Johann Poepcken, José Monguilhot, Moritz Engels, Paulo Zimmermann e Wilhelm Hasse. Olarias: Jakob Haeberle, Johann Bruns, Friedrich Rausch e o pai Georg Rausch, Erich e Richard Rutzen, Irmãos Borchardt, Alfredo Cordeiro, João Franzoi e Agostinho Blau. Georg Feldhaus veio da Alemanha como oleiro e trabalhava na Olaria de Johann Bruns. Oficinas mecânicas: Harry Klug, Norberto Richter, Lothar Wachholz, João José Rocha, Rodolfo Stutzer, Alberto Neumann, Luiz Brancher, Max Hackbarth e Heinz Wachholz. Padeiros: Albert Wachholz, Johann Klein, Leandro Lenzi, Anton Halla, Gerhard Koestner, Eurico Pasold, Ervino Rahn, Edwin Jünge, Herbert Volkmann e Osvaldo Schoenfelder. Pedreiros: Otto Hadlich, Edgar Koestner, Heinrich Friess, Hermann Reiberg e Francisco Rauh, seguidos por Leopoldo Schlupp, Herbert Knopp e Wigand Knopp. Pintores: Karl Neideck e o filho Theodor, seguidos por Harald Hosang e pelos integrantes das famílias Zanluca e Sapelli. Postos de gasolina: O primeiro foi construído, em 1949, por Werner Windisch. Outros postos foram abertos por Alfredo Richter, Erico Faber e João Lima. Queijarias: Battista Fontanive, João Bertoli e Guilherme Martini. Raimundo Scolla era queijeiro, residente nesta povoação. Relojoeiros: Helmuth Schoenfelder, Walter Reistenbach, Theodor Ullmann e Heinrich Engels. Restaurantes: Richard Seiler, Hartwig Ern, Leopoldo Jacobsen, Rudolf Glatz e Harry Rutzen. Sapateiros: José Schweitzer, Manuel José Nunes, Etwig Fey, Artur Rodrigues, Domingos Mendonça e Luiz Eugenio Cardoso. Tafoneiros: Wilhelm Eitz, Henrique Wichmann, Miguel Hosch, Franz Woelfer, José Novotni, Adolf Ewald, Johann Klein e Vittorio Zanella.

O ciclo da madeira O território de Taió era rico em madeira de lei. Já na década de 20, balseiros começaram a remar as balsas de madeira, conduzindo-as às serrarias que ficavam na orla do rio Itajaí, em Rio do Sul, entre Lontras e Barra do Trombudo. A montagem das balsas era feita por hábeis balseiros ou até mesmo por marceneiros, utilizando-se de 100 a 130 toras. Em 1937, o marceneiro Paulo Neideck foi contratado para construir uma balsa de 12 metros de comprimento por três metros de largura. Eram feitas também pequenas balsas, que eram levadas pelos rios menores, para as serrarias de Wilhelm Eitz e Miguel Hosch. 160


Os principais balseiros da época foram: Artur Ricardo, Arvelino Ricardo, Erich Seiler, Ewald Tillmann, Fidelis Tillmann, Francisco Ricardo Casas (Doca Ricardo), Franz Botzan, Guido Tillmann, Heinz Odebrecht, João Ricardo (Janga), José Beck, Osvaldo Seiler, Wilfried Greuel e Ludwig Graf e seu filho Ludwig Karl. Nos primeiros anos da colonização havia apenas os serradores de madeira, com serra a braço. Entre os primeiros foram citados: os irmãos Alwin e Albert Borchardt, Emil Lützof e Max Hackbarth. Aos poucos, em Taió, também começaram a serem instaladas serrarias. A primeira foi erguida por Wilhelm Eitz, em 1922. Depois disso, em todas as valadas foram construídas serrarias. Algumas delas cresceram e se tornaram potências industriais de maior porte, graças a lideranças, como: Erno Gutjhar, Ewald Otto Heidrich, Henrique Wichmann, Hermann Hinrich Purnhagen, João Bertoli, João Machado da Silva, Johann Klein, Leo Grosch, Oscar Schweitzer, Oswaldo Odebrecht, Vendelino Oenning e outros. O setor industrial diversificou para outras áreas, no início da colonização, com a instalação de uma fábrica de banha, fábrica de cerveja, fábrica de linho, olarias, torrefação de café e outras.

O ciclo das féculas A instalação de féculas permitiu que, em Taió, houvesse uma grande produção de aipim. As principais fecularias de Taió pertenceram a Bruno Heidrich, Francisco Rauh, Luiz Bertoli e Artur Hosang. As principais foram a Fábrica de Maisena de Bruno Heidrich, em Mirim Doce, e a Fecularia Tayó, da família Hosang. No entanto, os agricultores não eram apenas plantadores de aipim para as féculas. Plantavam também outros produtos para a sua subsistência, pois desde o início da colonização a principal atividade dos colonizadores era a agricultura. Pelo que se sabe, já nos primeiros anos os agricultores se organizaram em pequenas cooperativas. Em 22/11/1927, foi criada a Liga dos Lavradores Tayoenses com o objetivo de “melhorar sempre mais a posição da economia rural agronômica dos membros da liga, introduzindo neste localidade gado vacum de raça, semente e árvores frutíferas”. 37 Eram sócios da Liga dos Lavradores Tayoenses estes moradores de Tayó: Heinrich Müller, Guilherme Eith, Gottlieb Geisler, Gerhard Jansen, Martin Kanthak, Johann Bruns, Otto Hadlich, Hermann Lindner, José Kolohawa, Gustav Liebsch, Hermann Kröger, Carlos Schott, Frederico Krämer, Alwin Tillmann, Ludwig Graf, Jacob Häberle, Wilhelm Werling, Oscar Röder, Emil Selbmann, Rudolf Hasse, Otto Werling, Leo Grosch, Richard Röder, Rudolf Röder, Alfredo Vicenzi, Amaro Claudino, Joaquim Moratelli, Benjamim Carlini, Domingos Valentini, Nicolau Ronchi, Max Hackbarth, Antonio Valentini, Vitorio Zanella, 37 - Parágrafo 2º dos Estatutos da Liga dos Lavradores Tayoenses, fundada em 22/11/1927, registrada em Rio do Sul, aos 27/02/1928.

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Vicente Brancher, Evaldo von der Osten, Jacinto Valentini, João Vicenzi, Mathias Fassler, José Novotni, Johann Gardolin, Adolfo Wölfer, Elisabeth Willig, Emil Haase, Richard Baasch, Erich Rutzen, Otto Hosang, Henrique Schraeder, Hermann Reiberg, Albert Franz, Richard Rutzen, Leopoldo Jenge e Alwin Rutzen. 38

O ciclo do fumo em folhas Inicialmente, foi plantado fumo para fabricação de charutos. Havia diversas fabriquetas de charutos. O plantio de fumo em folha, tipo galpão, começou a ser plantado por volta de 1925, em Ribeirão da Vargem. Os primeiros compradores de fumo foram Richard Seiler e Adolfo Fuck. No entanto, depois sobressaiu-se João Bertoli, que chegou a exportar o tabaco. Por fim, a comercialização passou às mãos de multinacionais. Na década de 50, o plantio de fumo, em Taió, alcançou a maior produtividade. Em 1953, era o município que mais plantava fumo no Estado de Santa Catarina, tanto em área plantada como na produção.

O ciclo do arroz O plantio de arroz em Taió começou, no final da década de 20, aproveitando-se a fartura de córregos e riachos e as terras planas da Paleta, da Volta Grande, do Ribeirão Pequeno e de Ribeirão da Vargem. Hoje, é um dos setores de maior produtividade agrícola.

Outras atividades agrícolas A lavoura em Taió é bastante diversificada. A pecuária é bastante forte, sendo que os agricultores trabalham com gado de corte e gado leiteiro. O setor granjeiro é um dos setores agrícolas que mais cresceu no município, principalmente o da suinocultura. As granjas de frangos alcançaram um alto pico de crescimento, enquanto atendidos pela Perdigão. Hoje, Taió está implantando granjas de marrecos. O mel em Taió também tem uma boa produtividade. As primeiras abelhas foram trazidas para Taió por Albert Kindel. Contam os familiares que, em 1917, quando vinha trabalhar nas roças, trazia sempre uma ou duas caixas de abelha. Em 1920, chegou a produzir 80 latas de mel que vendeu em Rio do Sul.

38 - PELLIZZETTI, Beatriz, 1985, páginas 154 a 156. Ao todo eram 52 sócios. A lista foi enviada por Ludwig Graf, em 15/01/1930, a Hermenbergo Pellizzetti.

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O desenvolvimento industrial O setor industrial ganhou notoriedade com algumas serrarias que começaram a trabalhar no setor de papel e celulose, como: Himasa – Heidrich Industrial Mercantil e Agrícola, Heidrich Cartões Reciclados e Induma – Indústria de Madeiras. A indústria de Taió atingiu outros setores. No setor metalomecânico: Contraco Máquinas e Equipamentos, ARG Automação e Maquina Fort e Zanella Equipamentos; no setor eletromecânico, destaque para Schmitz Componentes Eletrônicos; no setor de produtos químicos, Lorenzetti Química; no setor da indústria cerâmica, evidenciase a Cerâmica Taió; no setor da indústria do vidro, Rohden Vidros; no setor da indústria alimentícia, destacam-se Panifício Taioense e Kimyto Industrial; no setor de agronegócios, Agrocomercial Sandri, Valefrios, Laticínios Lactoplasa e Laticínios Passo Manso; no setor da indústria de nutrição animal, destacam-se Nutrifarma, Diprorama e Max Premium; na produção de energia: Heidrich Geração Elétrica; e na área produção de telhas ecológicas com materiais reciclados, a Harpel. Taió se destaca também no setor gráfico, no setor moveleiro, no setor têxtil, no setor da radiodifusão e no setor contábil. O setor que mais emprega hoje em Taió é o das facções.

Foto 270 – A canoa foi o primeiro meio de locomoção, tanto para o transporte de mercadorias como o transporte de pessoas a passeio. No barranco está um membro da família Eitz, sendo que esposa dele está na canoa. Foto batida por Franz Xaver Hörmann.

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Foto 271 – Canoa e lancha foram meios de locomoção no município de Taió, sendo que as lanches melhoraram a forma de transporte. Esta lancha era de propriedade de Harald Fey e foi batida em 1946.

Foto 272 – A Lancha Rainha foi a mais importante lancha que fazia o transporte de Taió a Rio do Sul. Na foto, vê-se à direita Arthur Hosang e à esquerda Georg Poepcken, que foi o construtor. A lancha foi construída em 1934 e fez viagens de Taió a Rio do Sul até 31/10/1954, quando fez a última viagem. A lancha Rainha era de propriedade de Arthur Hosang e Osvaldo Ern, mas pertenceu depois por outros proprietários, como Osvaldo Ern, Paulo Graf, Saturnino Schweitzer e João Bertoli.

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Foto 273 – Em 1937, a Lancha Rainha passou a pertencer a Osvaldo Ern e Saturnino Schweitzer.

Foto 274 – Lancha Rainha ancorada no centro de Rio do Sul, no Rio Itajaí do Sul. Hoje o local fica aos fundos da Agência do Banco do Brasil. A foto foi tirada de um negativo por Adolar Hörmann.

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Foto 275 – Lancha Rainha lotada de passageiros. O trajeto entre Taió e Rio do Sul era feito normalmente em períodos em que o rio estava mais cheio. Muitas vezes, quando as águas baixavam a lancha tinha ficar abaixo do Salto Mihe.

Foto 276 – Lancha Nate, construída por Harald Hosang e que serviu para a Fábrica de Banha de Kurt Hosang transportar seus produtos para Rio do Sul.

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Foto 277 – Lancha Ilka adquirida por Bertoldo Jacobsen de Carlinhos Knohl, de Rio do Sul, em 1945.

Foto 278 – Lancha de propriedade de Haroldo Fey e Bertoldo Jacobsen, construída por Karl Neideck, por volta de 1944.

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Foto 279 – A carroça também era um meio de transporte das pessoas, principalmente famílias.

Foto 280 – Harald Hosang e esposa andando com a charrete, em 1951.

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Foto 281 – Carro de mola usado para passeio.

Foto 282 – A charrete também foi um grande meio de locomoção em Taió. Aqui ela estava adaptada para os padeiros carregarem o pão. Na foto vê-se a escadaria que dá acesso ao Foto Leica, a casa de madeira de Manoel Correia de Negreiros e nos fundos a igreja matriz.

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Foto 283 – Um dos primeiros veículos motorizados de Taió. Era um Chevrolet Ramona, ano 1927, que pertencia a Luiz Bertoli Junior. Fez diversas viagens no trajeto Taió a Rio do Sul e quem está ao volante é o próprio Luizinho Bertoli.

Foto 284 – Caminhões abastecendo o comércio de Taió.

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Foto 285 – Paulo Zimmermann quando morava em Taió tinha uma camioneta Ford para fazer transporte de passageiros.

Foto 286 – Ônibus Misto que fazia a viagem de Tayó a Blumenau.

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Foto 287 – Transporte de passageiros feito pelo Expresso Taioense, nas proximidades da Rodoviária de Wendelino Oenning.

Foto 288 – Ônibus Carrara fazia o transporte de passageiros de Taió a Rio do Campo. A casa era de propriedade de Bonifácio Carrara, em Passo Manso.

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Foto 289 – No Ribeirão Pinheiro era utilizada uma balsa para transportar os veículos e pessoas que desejavam ir para o Ribeirão do Salto. A balsa tinha 12 metros de comprimento por 03 metros da largura e foi construída, em 1935, por Paulo Neideck, a pedido dos colonizadores Luiz Bertoli e Henrique Piazera. Aqui um grupo de integrantes do MEUC que iam para um retiro bíblico no Ribeirão do Salto.

Fotos 290 e 291 – Casa Comercial de Richard Seiler e salão de baile, em 1924, provavelmente batida por Harald Hosang. Esta propriedade passou, na década de 50, para Harry Rutzen, casado com Anna Klein. Na outra foto, a Casa Comercial de Hartwig Ern e o Açougue.

Fotos 292 e 293 – Casa Comercial Irmãos Bertoli, em 1932, comprada de Adolfo Fuck, em 1927. Foi a primeira casa de Taió construída com tijolos. Na outra foto, interior da Casa Comercial Irmãos Bertoli, com brinquedos para natal em 1952, vendo-se as 03 irmãs Mainhardt: Gertrudes (Trude), Maria Elisabeth (Isabel) e Irmengardt, que se tornou irmã religiosa.

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Foto 294 – Antigo centro comercial de Taió, na Rua Cel. Feddersen. Da esquerda: Casa Germano Huscher, Emilio Largura, depósito do Emilio Largura, sorveteria Emilio Lenzi (e depois o Edgar Maas), Lojas Paul e ferraria de Freymund Huscher.

Foto 295 – Centro de Taió, com destaque para a casa de João Evangelista dos Santos, que serviu de bar e barbearia e na sequência, prédio onde ainda funciona a Agência do Bradesco e aos fundos a padaria de Egídio Darós. Foto de 1972.

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Foto 296 – Casa Comercial Adolfo Fuck, em Ribeirão da Vargem, em 1927.

Foto 297 – Queijaria de Guilherme Martini que funcionou na década de 30/40 em Taió. Da esquerda, veem-se estas casas: Casa marrom de Emílio Prange, Queijaria de Guilherme Martini e a casa de Victor Butzke.

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Foto 298 – Oficina Mecânica de Norberto Richter e Lothar Wachholz, vendo-se ao lado a rinha para briga de galos e na sequência o Cine Athenas e a Prefeitura Municipal, em 1949.

Foto 299 – A Oficina Wachholz & Richter chegou a construir carrocerias de carros em Taió. Aqui um veículo montado nesta oficina. Da esquerda: Heinz Wachholz, Alfredo Richter, Ziegfried Ern, Hans Setter (proprietário do veículo) e Lothar Wachholz.

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Foto 300 – Fábrica de Banha, construída em 1937. Segundo Guido Hosang, “a banha era condicionada em latas de 2 kg bruto e 1.75 kg líquido e em latas de 20 kg bruto e 18 kg líquido e era exportada para o Rio de Janeiro”. A fábrica era de propriedade de Curt e Artur Hosang. Mas depois entraram de sócios também João Bertoli, Fiedler e outros.

Foto 301 – Salão e Pensão Kluge, construída nos primeiros anos da década de 20, por Leopoldo Kluge. Era o único local, neste período, que dava comida e pouso para as pessoas que vinham de fora, desde a colonização até 1934. Neste salão, na sala da frente, junto à varanda, funcionou o primeiro local do correio de Taió, sob o cargo de Otto Hosang. A “Estação Telephonica de Tayó” foi instalada na Vila de Tayó, em 31/05/1930, cargo exercido por Estelina Lenzi. Em 1931, o Presidente Getúlio Vargas fez a fusão entre o Correio e o Telégrafo, e a partir daí o cargo de Agente de Correio e Telégrafos foi exercido por Otto Hosang, por ser o funcionário mais idoso.

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Foto 302 – Hotel de Leopoldo Kluge, onde além de hotel serviu também como local para o primeiro hospital.

Foto 303 – Hotel Ern, de propriedade de Oswaldo Ern.

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Foto 304 – Hotel Liesenberg e em seguida o rancho dos Bertoli, local onde hoje está o Banco do Brasil.

Foto 305 – Carretão da Serraria de Heinrich e Richard Wichmann, carregando uma tora de 1.1 metro de diâmetro, em março de 1930.

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Foto 306 – As toras eram puxadas com carretões. A primeira pessoa à direita sentada na tora é Ervin Grankow.

Foto 307 – Estoque de madeira para fazer as balsas nas imediações da Ponte de treliça sobre o rio Taió, no terreno que hoje é a Praça João Machado da Silva. A região de Taió era rica em florestas com madeiras de lei. Desde a colonização até a década de 80, a extração de madeira mantinha a economia do município.

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Foto 308 – Transporte de toras para Rio do Sul, na década de 40. Foram levadas pelo rio Itajaí Oeste, de Taió a Rio do Sul, de 1922 a 1952. Guido Hosang relatou que “as balsas eram confeccionadas por toras de madeira de diversas qualidades, amarradas uma ao lado da outra por taquara ou imbira e presas às duas travessas de paus compridos”. Disse ainda que “entre as toras mais leves como o cedro e outras eram colocadas toras mais pesadas, como a canela, para que não afundassem e assim juntas formavam as referidas balsas” e que “os remadores usavam tábuas que funcionavam como lemes, fixadas na popa e proa e assim levadas, pela correnteza do Rio Itajaí do Oeste até Rio do Sul, em épocas de enchentes”.

Fotos 309 e 310 – Serradores a braço. A madeira para as primeiras casas foram todas serradas a braço. Na foto seguinte, a Serraria do Eitz, a primeira a ser construída, em Taió, por volta de 1922.

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Foto 311 – Serraria dos Wichmann, em foto batida em 26/04/1929. Ela ficava ficava nas proximidades da antiga garagem Taioense, na Rua Saturnino Schweitzer.

Foto 312 – Nos primeiros anos em Taió a madeira havia madeira em abundância e era de qualidade. Os homens em pé dão uma mostra da bitola da madeira.

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Foto 313 – Serraria de Alois Peiker, em Ribeirão da Vargem, ao lado da casa.

Foto 314 – Fábrica de óleo de sassafrás de João Bertoli, em Taió, onde hoje está a Adriju. Depois João Bertoli fez um loteamento. Esta serraria queimou por volta de 1944. Na placa está escrito “Indústria de Madeiras e Óleos Limitada” e nas duas placas pequenas está escrito “Entrada Proibida”.

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Fotos 315 e 316 – A Fecularia Tayó, na Rua Cel. Feddersen, na Vila Mariana, sofreu dois incêndios. Na primeira foto, o primeiro incêndio e na segunda foto, o segundo incêndio.

Foto 317 – Posto Atlantic de Werner Windisch, com o caminhão cheio de tambores. Era nestes tambores que era transportada a gasolina. O primeiro na frente, de roupa branca, é Werner Windisch. Foi o primeiro posto de gasolina aberto em Taió.

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Fotos 318 e 319 – Residência e Olaria de Jakob Haeberle, já com a nova casa de material construída em 1933. A propriedade, hoje, pertence a Helio Valentini. Na outra foto, os irmãos Horst e Franz Xaver Hormann se utilizavam desta rural Willys para trabalhos fotográficos.

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Foto 320 – Governo doa máquinas, em 1965, para agricultores para a terraplanagem das arrozeiras. Aqui as máquinas de Alfredo Moratelli e de Adolfo Rui Fuck fazem as arrozeiras de Harald Hosang, na Vila Mariana. Da esquerda: Adolfo Rui Fuck, Else Haeberle Hosang, Haral Hosang, João Bertoli, ....., ......, Alfredo Moratelli, Gentil Carlini e ......

Foto 321 – A abertura da nova rua, feita durante o Governo João Machado da Silva, permitiu não só a ligação direta com a SC-114, mas também o crescimento da cidade com a instalação da Rodoviária Júlio Pretti, a construção do Fórum Dr. Bruno Carlini, a implantação da Empresa Adinei Sandri e outras instalações.

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Foto 322 – Corte manual de arroz feito pelos colonos.

Foto 323 – Colheita de milho.

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Foto 324 – Propriedade agrícola com vacas leiteiras.

Foto 325 – João Bertoli, o quarto da direita para a esquerda, acompanhando o carregamento de fumo que ele exportava para a Europa, na década de 50. No canto esquerdo, já meio apagado, estava escrito: “Embarque para a Espanha pelo “Ria de el Ferrol”.

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Foto 326 – Na zona industrial na SC-114, já foram instaladas indústrias, graças às iniciativas dos prefeitos Nelson Goetten de Lima e Ademar Dalfovo.

Foto 327 – Zona Industrial na SC-427, com instalação de novas indústrias. Ao lado da ARG está sendo instalada mais uma unidade denominada Harpel – Indústria de Materiais Reciclados Ltda.

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Foto 328 – Produção de arroz, na Margem Esquerda, em Taió. Fotografia de Adolar Hörmann.

Foto 329 – Dois cultivos diferentes em Taió: arroz e fumo. Fotografia de Adolar Hörmann.

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Foto 330 – Três cultivos diferentes em Taió: arroz, milho e fumo. Fotografia de Adolar Hörmann.

Foto 331 – Colheita do arroz com ceifadeira, em Taió. Fotografia de Adolar Hörmann.

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Foto 332 – Taió tem duas fortes valadas para a formação de arrozeiras: uma é a valada do rio Taió, que fica no alto, lado direito da fotografia; a outra fica nas duas margens do rio Itajaí do Oeste, no canto direito embaixo da fotografia, sendo que esta valada se estende desde Taió até a Barragem Oeste e na outra margem em Ribeirão Pequeno e Santo Antonio. Acervo Prefeitura Municipal de Taió.

Foto 333 – A cidade de Taió está incrustada na valada do Rio Itajaí do Oeste, na embocadura com o rio Taió. Ao seu redor, sempre cresceu a economia agrícola, através do plantio dos principais produtos agrícolas, além de áreas de pastagens, de florestas nativas, de áreas de reflorestamento e implantação de agroindústrias. Acervo Prefeitura Municipal de Taió.

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CAPÍTULO XI ASPECTOS AMBIENTAIS E A BARRAGEM OESTE: 1911 a 2017 As Enchentes O solo taioense sempre conviveu com enchentes. A primeira de que o povo taioense tem conhecimento é a de 1911. Quando chegaram os compradores de terras, em 1912, na localidade de Ribeirão da Vargem, desistiram da compra por encontrarem marcas da enchente nas galhadas das árvores. Desde a colonização de Taió, quase que anualmente as enchentes tomavam conta das ruas de Taió.

A Barragem A Barragem Oeste foi construída com o objetivo de proteger o Vale do Itajaí contra as enchentes. A obra foi iniciada, em 1963, e concluída dez anos após. Mais de cem famílias foram indenizadas e a maior parte teve que ir residir em outros municípios. A inauguração aconteceu em 02/04/1973. Após a enchente de 2011, o Governo do Estado deu início, em 05/12/2013, à sobreelevação da Barragem Oeste de Taió, inaugurada em 2017.

Foto 334 – Enchente de 05/11/1927, na Casa Comercial Seiler, em foto batida por Harald Hosang.

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Foto 335 – Enchente de 1927, na ponte sobre o Rio Taió, sendo a foto também batida por Harald Hosang.

Foto 336 – Enchente de 1933, vendo-se no lado esquerdo a ponte sobre o rio Taió e à direita a casa de Hermann Huscher.

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Foto 337 – Enchente de 1940.

Foto 338 – Enchente de 1948, na ponte sobre o Rio Taió, vendo-se logo à esquerda a casa que era de José Bertoli.

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Foto 339 – No final da década de 40, caminhão dos Bertoli, num dia de enchente.

Foto 340 – Enchente de 1954, vendo-se à esquerda a ponte sobre o rio Taió.

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Foto 341 – Enchente de 1954, em frente à Tipografia de Faustino Zanghelini (onde hoje fica o bar do Alemão) e na sequência a Selaria de José Michels. O segundo à esquerda era o Faustino Zanghelini.

Foto 342 – Enchente de 1954, em frente ao Colégio Luiz Bertoli.

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Foto 343 – Enchente de 1954, na frente da Casa Comercial Rutzen.

Foto 344 – Enchente de outubro de 1954, vendo-se à esquerda a Casa Ideal de Mélio Tomelin.

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Foto 345 – Ônibus da Taioense transitando na Cel Feddersen, na enchente de 1954. À esquerda vê-se o Hotel Kluge e à direita a casa de Bernardo Mittelmann. 39

Foto 346 – Enchente de 1954, na frente da casa do Raymundi e logo em seguida, também à esquerda a casa de madeira do Michels.

39 - O nome correto de Bernardo Mittelmann era Bernhard Heinrich Franz Mittelmann, casado com Inge Huscher. A filha Magrid nasceu em Taió, aos 07/07/1950.

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Foto 347 – Enchente de 1954, em frente à Casa Comercial Irmãos Ern Ltda.

Foto 348 – Enchente de 1957 vendo-se a ponte sobre o rio Taió.

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Foto 349 – Enchente de 1957, vendo-se as duas igrejas católicas (a de madeira e a nova) e no lado direito a igreja Luterana.

Foto 350 – Enchente de 1957, numa sequência da foto anterior, a partir da igreja luterana.

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Foto 351 – Enchente de 1957, vendo-se as casas comerciais de Valdemar Raymundi, Evandro Luiz Raymundi, a casa de madeira de Michels e a casa do Wagner.

Foto 352 – Enchente de 1957, vendo-se a Rua Nereu Ramos, nas imediações de Kannenberg e do Posto Lima e aos fundos a Igreja Católica.

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Foto 353 – Enchente de 1957, na frente da Alfaiataria Leta de Hildeberto Tavares.

Foto 354 – Enchente de 1957, vendo-se à esquerda o Restaurante Rutzen, casa de madeira onde hoje fica a Loja de Calçados Anelise, a casa de Otávio Lauth, a casa de Luiz Bertoli Junior e as outras casas em direção à ponte sobre o rio Taió. À direita a Tipografia e a Papelaria de Faustino Zanghelini.

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Foto 355 – Enchente de 1957, vendo-se a casa de Hercilio Anderle (Farmácia Águia) e, na sequência, a Ferraria Huscher e as casas Comerciais Raymundi, Ziezemer, Largura e Huscher.

Foto 356 – Enchente de 1957, na rua Cel. Feddersen, ao lado da antiga Rodoviária Oenning. Os ônibus pertenciam ao Fredolino Knohl. Na foto é possível identificar o Horst Hörmann, o terceiro à esquerda, de chapéu. A primeira moça na frente de vestido é a filha de Fredolino Knohl.

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Foto 357 – Enchente de 10/08/1957, na rua Cel. Feddersen, próximo da antiga Rodoviária, vendo-se na popa, Hildeberto Tavares, e na proa, Adolfo Hosang.

Foto 358 – Enchente de 1957, vendo-se as casas comeriais de Hermann Huscher, Emilio Largura, Harry Ziesemer, Depósito ...., Raymundi e Huscher.

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Foto 359 – Enchente na década de 50, na Praça Getúlio Vargas, vendo-se o Hotel de Osvaldo Ern, a casa de João Evangelista dos Santos e a Igreja Matriz em estilo saletino (as torres foram modificadas posteriormente).

Foto 360 – Enchente de 1957, próximo à Câmara Municipal, vendo-se as casas de Bernardo Mittelmann e de Martinho Feuser e a casa pertencente à igreja protestante. Na sequência vinham: Pedro Leon Gerber, Faustino Piazera (depois Frau Fay), Luiz Bertoli Junior, José Monguilhot, Milach, Otávio Lauth, Harald Fay (cunhado do Bertoldo Jacobsen), casa do relojoeiro, alfaiate Henrique Duarte, casa de madeira do Seiler e a casa comercial e salão do Seiler. A barbearia do Luiz da Silva ficava no Hotel Kluge.

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Foto 361 – Enchente de 1957, vendo-se o rancho de Walter Schmitz e as casas de Walter Schmitz, Luiz Cardoso e Guilherme Seemann e aos fundos a Igreja Luterana.

Foto 362 – Enchente de 1957, vendo-se a lancha Rainha, já com sinais de podridão, fazendo uma viagem pelas ruas de Taió.

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Foto 363 – Lancha Rainha abandonada próximo ao Posto Richter. Guido Hosang escreveu em seu arquivo que “após o passeio pelas ruas de Taió aqui ela apodreceu e depois foi desmontada para lenha. Triste fim da saudosa lancha Rainha”.

Foto 364 – Enchente de 1960, vendo-se as duas igrejas e o Hotel Kluge, no centro. A igreja católica nova já estava construída e a igreja protestante ainda era a primeira igreja.

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Foto 365 – Enchente de 1963, no centro de Taió, próximo à Ponte Roberto Machado.

Foto 366 – Enchente de 1963, vendo-se o Depósito de Emilio Largura, a Casa Comercial de Emílio Largura e o comércio de Germano Huscher. Na água estão da esquerda: Antoninho Dierschnabel (mecânico), Ferreira do Passo Manso (era ferreiro do Huscher), Arlindo Zanghelini (sentado no coxo) e o Aldo Fischer. O Arlindo Zanghelini veio desde a casa dele até aqui dentro do coxo da roupa da mãe.

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Foto 367 - Enchente de 1963. Da esquerda: Mauritzios Schmitz, Osni Hosang, Luiz Cardoso, mecânico do Rocha e João Rocha. Mais atrás, entre o Mauritzios Schmitz e o Osni Hosang, estão Vicente Arceno e Inacio Voltolini.

Foto 368 – Enchente de 1963, na frente da Loja de Calçados Luiz Cardoso. Da esquerda: Luci, Lucila, Luiz e na canoa o seu Kesner do Ribeirão dos Lobos.

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Foto 369 – Enchente na frente da Padaria Rahn em seguida, o bar de Antonio Mendes.

Foto 370 – Ponte baixa logo após a enchente na década de 30.

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Foto 371 – Enchente na frente da Rodoviária Oenning.

Foto 372 – Enchente na Rua Cel. Feddersen, vendo-se à esquerda a casa de Monguilhot e de Luiz Bertoli Junior e à direita a de Guilherme Seemann.

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Foto 373 – Construção da Barragem Oeste, vendo-se a Vila Operária à direita.

Foto 374 – Primeira enchente com a Barragem, em 1972.

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Foto 375 – Autoridades visitando as obras da Barragem Oeste, na década de 60, passando sobre a Ponte dos Arcos. Da esquerda é possível distinguir, entre outros: Sidney Rieth, Governador Celso Ramos, Orlando Bertoli, João Bertoli e Hercilio Anderle.

Foto 376 – Inauguração da Barragem Oeste. Ministro das Minas e Energia, José Costa Cavalcanti, ao lado do governador Colombo Machado Salles, aciona a Barragem Oeste, no dia da inauguração, em 02/04/1973.

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Foto 377 – Lembrança da inauguração da Barragem Oeste, em 02/04/1973. A Barragem Oeste foi construída de 1963 a 1973, quando começou a operar, com capacidade de 83 milhões de metros cúbicos, com altura do barramento de 21 metros.

Foto 378 – A grande enchente de 12/07/1983, vendo-se a região da Praça Getúlio Vargas.

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Foto 379 – Enchente de 1983, vendo-se a região da Prefeitura Municipal de Taió.

Foto 380– Enchente de 1983, vendo-se a região da Ponte Walter Schmitz.

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Foto 381 – Enchente de 1983, vendo-se o Bairro do Seminário.

Foto 382 – Enchente de 1983, no Bairro Victor Konder.

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Foto 383 – Enchente de 1983, no Bairro Victor Konder, onde ficava a antiga APAE.

Fotos 384 e 385 – Enchente de 1983, na região do Clube Caça e Tiro, em foto batida da Igreja Matriz. Na outra foto, a enchente de 1983, na frente do Colégio Estadual Luiz Bertoli.

Fotos 386 e 387 – Enchente de 1983, quando o Exército Nacional ajudou a população. Na outra foto, o povo recebeu auxílio da Marinha Brasileira.

Fotos 388 e 389– Enchente de 02/10/1991. Na outra foto, a enchente de 2011, no distrito de Passo Manso.

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CAPÍTULO XII ASPECTOS ARQUITETÔNICOS: 1917 a 2017 As Primeiras Moradias Os posseiros, que foram os primeiros moradores de Taió, construíram pequenas casas, fechadas com ripas de palmitos ou coqueiros, cobertas com folhas de palmito ou de caité. Os colonizadores alemães e italianos, também, construíram casebres toscos, feitos de pau a pique, como primeiro abrigo. A primeira casa de Frederico Strey “foi um rancho de coqueiro”, conta o neto Alex Hartmann. Segundo ele, os pés direitos eram de ipê e no restante da casa foram utilizadas ripas ou achas de coqueiros. Alex explicou que na cobertura também foi usado o coqueiro: “Eles racharam ao meio o coqueiro e tiraram o miolo, ficando assim uma espécie de calha”. Assim foi possível encaixá-las na cobertura. 40 Ainda na década de 20, os colonos aproveitaram a abundância das árvores e serraram a braço esteios, linhas, tesouras e sarrafos, esquadrinhados a mão, e com isto construíram as primeiras casas de madeira. Posteriormente, a partir da década de 30, já estabelecidos, construíram bonitas casas de madeira ou de material, adequando-as aos estilos alemão ou italiano.

A Arquitetura A arquitetura alemã e italiana está presente, em Taió, com casas e igrejas que mostram aspectos tradicionais da cultura dos povos que colonizaram o município. 1. Casa Klein Foi construída, em estilo germânico, por Oswaldo Schoenfelder, no final da década de 20. Nos primeiros anos da década de 30, foi adquirida por Johann Klein, sendo que nela funcionou a primeira alfaiataria. Pertence ainda aos descendentes da família Klein. 41 2. Casa Haeberle Foi construída, em 1933, em estilo germânico, pelo pedreiro Paulo Adami. Pertenceu a Jakob Haeberle. A casa pertence hoje aos descendentes de Vital Valentini. 3. Casa Bruno Grosch É uma casa em estilo enxaimel, construída, em 1932, por Bruno Grosch. Fica no Ribeirão Pequeno. Além dos detalhes em madeira (fachwerk), há de se considerar as pinturas que foram feitas à mão no interior da casa. Pertence, hoje, aos familiares. 40 - Alex Hartmann, entrevista realizada por Fiorelo Zanella, em 15/01/2018. 41 - No Registro de Imóveis de Rio do Sul, em vez de Johann Klein consta o nome de Julio Klein, alfaiate, casado com Catarina. Consta que o alfaiate Julio Klein e a esposa Catarina adquiriram de Oswaldo Schoenfelder e Cristania um terreno de 3.200 m² com uma casa de tijolos.

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4. Casa Pedro Guilherme Jensen Foi construída, em 1934, por Karl Neideck. Fica no Ribeirão Pequeno. Serviu de moradia para Pedro Guilherme Jensen e a esposa Rosalia. Hoje pertence aos familiares. 5. Casa Angelo Odorizzi É uma casa em estilo enxaimel, construída em Ribeirão Pequeno. Pertenceu, inicialmente, a Francisco Hannes, mas foi depois de propriedade de Angelo Odorizzi. 6. Casa Luiz Bertoli Esta casa pertenceu a Luiz Bertoli Junior. Foi construída, em 1934, pelo pedreiro Paulo Adami. Pertence ainda aos familiares. 7. Casa Victor Butzke Foi construída, em 1940. Pertenceu, inicialmente, ao médico Dr. Luiz Lacerda. Passou depois a ser residência de Victor Butzke. Hoje é de propriedade da Himasa. 8. Casa Otto Hadlich O próprio Otto Hadlich, que era pedreiro, construiu a casa, em 1930, para servir-lhe de moradia. Fica nas proximidades da ponte Roberto Machado. 9. Casa Fritz Strey A casa foi construída, em 1930, em estilo enxaimel, pelo pedreiro Otto Hadlich. A madeira foi serrada pelos serradores Willy Lützov e Franz Woelfer. Os tijolos da casa foram adquiridos da olaria de Erich Rutzen, Ribeirão Pinheiro, e foram trazidos com o carro de boi da família Erkmann. Serviu de moradia a Frederico Strey, passando depois para a filha Vanda, casada com Bertoldo Hartmann. Hoje ela pertence a Alex Hartmann. 10. Casa Wilhelm Koch Os imigrantes Wilhelm e Marie Koch construíram a casa, em 1925. Foi construída pelo pedreiro Jacó Foss, em estilo enxaimel, para servir de moradia à família de Wilhelm Koch. Fica na Margem Direita e hoje é de propriedade de Willi Koch. 11. Casa Adele Glatz Esta casa foi construída, por volta de 1946, em Taió, para servir de moradia à família de Rudolf Glatz. Foi depois de propriedade da filha Adele Glatz. 12. Casa Guilherme Martini Construída em estilo germânico, com dois pisos, serviu de moradia a Guilherme Martini. Pertence ainda aos familiares. 13. Casa José Lenzi Esta casa foi moradia de José Lenzi, no início da colonização, quando ele chegou a Taió, em 1920. É uma casa que possui características italianas. 14. Casa Carlo Emanuele Armani 220


A casa foi construída, em 1932, em estilo italiano, para servir de moradia à família de Carlo Armani. A planta foi feita pelo próprio pai de Carlo, engenheiro Augusto Armani, na Itália. Pertence hoje a Ari Stringari. 15. Casa Vittorio Zanella A casa foi construída, em 1939, em estilo italiano, com dois pavimentos. Pertenceu inicialmente a Vittório e Maria Zanella. Foi adquirida posteriormente por Cristino Berri. Pertence hoje a Olivia Berri. 16. Paço Municipal O Paço Municipal foi construído, em 1980, pelo prefeito Harry Leopoldo Gomes. A inauguração ocorreu, no final do seu mandato, em dezembro de 1982. 17. Câmara de Vereadores O prédio da Câmara Municipal foi construído, em 1983. Na 14ᵃ legislatura, foi feita uma reforma geral do prédio, foi edificado um segundo pavimento e construído um novo auditório. A inauguração ocorreu, em 17/12/2004. 18. Igreja Cristo Rei A atual matriz foi projetada, em 1947, pelo Pe. Eduardo Summermatter, seguindo o estilo saletino da igreja de La Salette, na França. A planta foi feita por Gino de Lotto, italiano radicado em Rio do Sul. A festa da pedra fundamental aconteceu em 28/04/1952, mas as obras só iniciaram em 20/07/1953. No ano seguinte, a igreja estava na altura do telhado, pronta para a cobertura. A primeira missa foi rezada pelo Pe. Vitor Bertoli, em 1955, ainda faltando as portas e janelas. As atividades normais começaram, em 18/05/1962. 19. Igreja Bom Jesus de Passo Manso A igreja foi construída na década de 1950. A primeira missa na nova igreja foi rezada em 06/08/1955, pelo Pe. Eduardo Summermatter. 20. Igreja Luterana A nova igreja luterana começou a ser construída em 1975. Ela foi concluída em 1976. O primeiro culto realizado na nova igreja foi no dia 31/10/1976, oficiado pelo Pastor Norberto Grankow. Em 1983, foi construída a torre. 21. Templo Sede da Assembleia de Deus O Templo Sede da Assembleia de Deus de Taió foi inaugurado em 26/11/2012, tendo como pastor o Sr. Gilmar Santana. 22. Ponte Roberto Machado A ponte Roberto Machado foi construída, na década de 40. Trata-se de uma ponte de madeira, construída “com treliças e madeiras nobres”, coberta de zinco. Há mais duas pontes com treliças em Santa Catarina. No entanto, a ponte Roberto Machado, feita com treliças inteiras, é um dos únicos exemplares, neste estilo, existente no país. A ponte foi inaugurada em 26/10/1953. 221


Fotos 390 e 391 – Casa de Albert Wachholz em Taió. Esta foi a primeira casa construída pela família Wachholz e que serviu de pousada para a chegada dos primeiros colonizadores. Por volta de 1924, Jakob Haeberle comprou esta casa e depois a cedeu para a União Cristã – MEUC, para realização dos cultos. Nesta foto, em 1933, os fiéis do MEUC estão na frente da casa, em foto batida provavelmente por Jakob Haeberle. Na outra foto, uma das primeiras casas de madeira de Tayó, ainda conservada, pertencente a Robert Kanthak.

Fotos 392 e 393 – Duas casas de madeira, com sótão: A primeira, em estilo alemão, com enfeites entreliçados na varanda. A outra casa, normalmente era construída pelos italianos, mas as janelas eram sempre de madeira.

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Fotos 394 e 395 – Casa Ern, construída em 1925. Na outra foto, casa de Erich Rutzen, no Ribeirão Pinheiro.

Fotos 396 e 397 – Casa de Battista Fontanive ainda em fase de construção. Nesta casa funcionou por muitos anos a Coletoria Estadual. Na outra foto, a casa do pedreiro Otto Hadlich. Foi a primeira casa construída com laje, em Taió. Inicialmente, foi feita sem telhado, mas depois de alguns anos foi colocada cobertura.

Fotos 398 e 399 – Casa em enxaimel, da Família Grosch. Na outra foto, a casa pertencia, na década de 20, a José Lenzi, em Taió, na Praia Vermelha.

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Fotos 400 e 401 – Casarão de 1937, em estilo germânico, de propriedade do dentista Otávio Lauth. Na outra foto, é a casa original de Jakob Haeberle, hoje pertencente ao empresário Elio Valentini. No círculo superior da casa, Haeberle mandou colocar os seguintes dizeres: “Gottes Wort Bleibt in Ewigkeit. – J. H. W. H. – 1933”. A frase significa “A palavra de Deus permanece para sempre”, segundo tradução de Lisette Jacobsen Hosang.

Foto 402 – Antigamente era comum as casas terem pinturas internas, como se vê na varanda desta casa. Na frente da casa familiares de Jakob Haeberle, sendo que ele está mais ao centro de terno preto.

Foto 403 – Altar e pintura interna da Igreja Nossa Senhora do Carmo, da antiga comunidade de Ribeirão da Vargem, desmanchada com a construção da Barragem Oeste. Antigamente havia pinturas internas nas casas e nas igrejas.

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Foto 404 – Parte lateral da casa de Fritz Strey, no terreno que hoje pertence a Alex Hartmann. É uma das casas das mais bem conservadas do município. Fotografia de Fiorelo Zanella.

Foto 405 – Primeira ponte de madeira construída por Paulo Cordeiro, em Taió, na Rua Cel. Feddersen, sobre o rio Taió. A foto retrata a enchente de 1947/48.

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Foto 406 – O início da construção da Ponte Roberto Machado, na década de 40, possibilitou que as indústrias instaladas no outro lado do Rio Itajaí do Oeste e as de Ribeirão Grande pudessem transportar com mais facilidade seus produtos. O encarregado da construção foi Joaquim Pisetta, de Rio do Oeste. Entre os trabalhadores não foram reconhecidos os dois primeiros da esquerda. Os outros são: Francisco Fernandes, Ludwig Graf (sentado no meio), Tamanini, Macagna e Aquiile Ferrari. Segundo informações, Manoel dos Santos Schneider e Fernando Gabriel da Cruz também trabalharam nesta obra.

Foto 407 – Ponte baixa e construção da Ponte Roberto Machado, pela Prefeitura Municipal de Rio do Sul. Esta foto é da década de 40, quando a ponte estava ainda em construção.

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Foto 408 – Ponte Roberto Machado, logo após a inauguração, em 1953.

Foto 409 – Ponte Roberto Machado, também na década de 50.

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Foto 410 – A Ponte Roberto Machado sem as cabeceiras, na década de 90.

Foto 411 – Ponte Roberto Machado, lugar bucólico. Sentadas estão as irmãs Klaumann, sendo que Doroty era casada com o barbeiro Simão. A ponte tinha uma passarela ao lado, onde passavam os pedestres e os ciclistas.

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Foto 412 – Pintura anônima da Ponte de treliça que existia sobre o Rio Tayó.

Foto 413 – Duas fotos da construção da Ponte Walter Schmitz sobre o Rio Itajaí do Oeste.

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Foto 414 – Nova imagem da construção da Ponte Walter Schmitz. No alto estão os trabalhadores, sendo que o penúltimo da direita é o carpinteiro Augusto Engels e o último da direita é o filho Willy Engels, que foram os responsáveis pela construção da ponte.

Foto 415 – Três estilos de casas, na Rua Cel. Feddersen: a primeira era a padaria de Erico Pasold, a segunda era de madeira e a terceira, de Johann Klein. Somente a terceira casa ainda está em pé. Foto batida por Fiorelo Zanella.

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Foto 416 – Dois estilos de casas, pertencentes à Família Bertoli: a primeira serviu de moradia para João Bertoli e na segunda, construída em 1925, funcionou a casa comercial dos Irmãos Bertoli. Nesta casa de tijolos à vista, depois do Comércio da família Bertoli, serviu para outros empreendimentos comerciais. Nela funcionou também a alfaiataria de Artides Trentini, o Tabelionato de Maria Eble, o IBGE, que estava aos cuidados de Nelson Carvalho, auxiliado por Ivone Althof, segundo Norberto Dalsenter.

Fotos 417 e 418 – Casa de Frederico Strey, construída em 1930, com detalhes germânicos (fachwerk) e colunas redondas de tijolinho a vista, pertencente hoje a Alex Hartmann. Foto batida por Fiorelo Zanella. Na outra foto, casa de Carlo Armani, hoje da Família Stringari, na Margem Esquerda. Na casa está afixada uma placa com estes dizeres: “Questa casa fu dedicata dall’ingegnere Augusto Armani al suo figlio Carlo – Anno 1932 – Rovereto – Itália”. Fotografia Adolar Hörmann.

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Fotos 419 e 420 – Casa de Vittorio Zanella, hoje pertencente a Olívia Valentini Berri. Na foto seguinte, casa da Família Müller, no Palmital, construída na década de 40. Fotografias feitas por Adolar Hörmann.

Fotos 421 e 422 – Casa da Família Glatz, hoje pertencente ao Município. É a única casa que foi tombada pelo Município, como patrimônio histórico. A outra casa pertencia ao alfaiate Johann Klein, em Taió, hoje ainda pertencente à família. Fotografias batidas por Adolar Hörmann.

Foto 423 e 424 – Casa de Luiz Bertoli Junior, de propriedade ainda da família, construída em 1937. Na foto seguinte, casa de Luiz Tonolli, em Passo Manso. Fotografias Adolar Hörmann.

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Fotos 425 e 426 – Casa Martini, em Taió. Nesta casa, segundo Baldua Wagner, governadores como Jorge Lacerda e Heribero Hülse se alojavam num quarto desta casa. Na outra foto, casa em estilo colonial, em Taió. Fotografias de Adolar Hörmann.

Foto 427 – As primeiras casas de Taió tinham pinturas artísticas no seu interior.

Fotos 428 e 429 – Prefeitura Municipal de Taió. O prédio leva o nome de “Paço Municipal Harry Leopoldo Gomes”, pela Lei nº 2.513, de autoria da vereadora Gilda Morais. Na outra foto, Câmara Municipal de Taió reformada na Legislatura 2001/2004, obedecendo um projeto arquitetônico, em estilo ítalo-germânico, elaborado pela AMAVI. Foi realizada a reforma geral, edificado um segundo pavimento e construído um novo auditório. Fotografias Adolar Hörmann.

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Fotos 430 e 431 – Igreja Evangélica de Confissão Luterana, construída em 1975, quando a comunidade tinha na presidência, Lothar Jacobsen, e na vice-presidência, Alex Hartmann. Dorvalino Feuser foi o encarregado da colocação do forro. Na outra foto, Igreja Católica, construída, inicialmente, em estilo saletino, semelhante ao Santuário de La Salette, na França. A igreja foi depois remodelada, alterando bastante o estilo saletino. Fotografia Adolar Hörmann.

Fotos 432 e 433 – Igreja Bom Jesus do Distrito de Passo Manso. É uma majestosa construção em material. Na foto seguinte, Igreja Luterana da comunidade de Alto Ribeirão da Vargem, construída por iniciativa de Erna Heidrich e apoio da Himasa. Fotografia Adolar Hörmann.

Foto 434 – Igreja Assembleia de Deus, sendo que a planta foi feita pelo arquiteto Frank Dieter Schulze e a construção teve total colaboração da HCR – Heidrich Cartões Reciclados. Fotografia Adolar Hörmann.

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CAPÍTULO XIII ASPECTOS TURÍSTICOS E O SOLO TAIOENSE: 1917 a 2017

O Solo O solo taioense não se tornou apenas rico pelas florestas que marginavam o rio Itajaí do Oeste, no início da colonização, e que permitiu um grande desenvolvimento econômico, graças à exploração da madeira. Nem mesmo pelos mananciais que correm em direção ao rio Itajaí do Oeste e pelas belezas naturais. O maior potencial geológico se deve à existência em seu solo de sítios arqueológicos e paleontológicos. O Museu Paleontológico, Arqueológico e Histórico de Taió, inaugurado em 11/11/2004, torna-se hoje um dos melhores exemplares para pesquisa e estudos. O manancial paleontológico e arqueológico de Taió é riquíssimo, com destaque para as casas subterrâneas, as conchas marítimas e as paleotocas. O Grupo Anchietano de Pesquisas confirmou que os sítios onde se encontram estas casas subterrâneas pertenceram aos grupos Jê Meridionais e assim os descreve: “Até o momento foram localizados 23 sítios com pontas de projétil e dois sítios com casas subterrâneas. Foi feita uma escavação num sítio com pontas, cuja data recua a 2000 anos a.C., e foram escavadas oito casas subterrâneas, datadas entre o século VIII e XIII. Os artefatos de ambos tipos de sítios mostram que eles pertencem à mesma cultura, isto é, em ambos aparecem as mesmas pontas de projétil e os mesmos tipos de fogões, que também são muito característicos”.42 Outro tesouro arqueológico comum em Taió são os sítios formados pelas conchas marítimas. Estas conchas, conhecidas por Heteropecten Catharinae, são tão raras que só existe similaridade na Austrália. Em menor quantidade são encontradas outros materiais fossilíferos, como as conchas Myonia Tayoensis. Outro setor paleontológico são as paleotocas, ou seja, sítios paleontológicos em forma de tocas ou abrigos que foram escavados por mamíferos gigantes da era pré-histórica.

Aspectos turísticos O potencial turístico encontrado no solo taioense precisa ainda ser explorado. Todos estão cientes que o município de Taió, assim como todo o Alto Vale, apresenta um inesgotável potencial turístico, através da exploração de áreas naturais, das cachoeiras, da ponte de madeira, da Barragem Oeste, das casas típicas, das conchas petrificadas, das águas sulfurosas, do Portal de Pedra, da Lagoa de Pedreira, do turismo religioso e de outros mananciais ecológicos. Só para se ter uma ideia específica desta potencialidade paisagística, há mais de uma centena de cachoeiras só no município de Taió. 42 - Schmitz, Arnt, Beber, Rosa & Rogge. História Unisinos, Vol. 11, nº 2, maio/agosto de 2007.

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Foto 437 – A Ponte dos Arcos, na Barragem Oeste, também é um outro atrativo turístico do local. Esta obra foi restaurada, em 2018, por iniciativa do Governo de Almir Reni Guski e Horst Alexandre Purnhagen. Foto batida por Adolar Hörmann.

Foto 436 – Rio Itajaí do Oeste, junto à Ponte dos Arcos da Barragem Oeste, vendo-se as arrozeiras e aos fundos a cidade de Taió. Foto batida por Fiorelo Zanella.

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Foto 435 – O complexo turístico da barragem Oeste é um grande ponto turístico de Taió, com a ponte dos arcos, com a própria barragem, com o lago da pedreira e com os sítios arqueológicos. A Barragem Oeste, depois da sobre-elevação, inaugurada em 17/03/2017, aumentou em dois metros a altura e a capacidade aumentou para 100 milhões de metros cúbicos. Com estas obras o vertedouro passou para 23 metros e foi construído um canal extravasador, que possibilita um esvaziamento mais rápido da barragem. O projeto previu a sobre-elevação da barragem, a construção da nova ponte, a construção do mirante, a indenização dos colonos e a construção asfáltica de acesso à barragem. (Imagem Diário do Alto Vale, em 08/06/2017).

Foto 438 – Panorama da Lagoa da Pedreira, no terreno da Familia Mundt. Fotografia de Rodrigo Mees Peplau.

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Foto 439 – A beleza da Lagoa da Pedreira, junto ao complexo turístico da Barragem Oeste, é de rara beleza. Fotografia Edivan Guski.

Foto 441 – O complexo turístico da Pechincha e do Ribeirão Encano tem grandes atrações turísticas, como paredões de pedra, portal de pedra, canyon, cascatas, trilhas, riachos e águas sulfurosas. Fotografia de Edivan Guski.

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Foto 440 – Portal de Pedra, na localidade da Pechincha, no terreno de Claudir Barros Cardoso, é uma das mais bhelas atrações turísticas do Município.

Foto 442 – O portal de pedra em frente ao paredão de pedras na localidade de Pechincha. Foto batida por Adriano Zanella.

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Foto 443 – Além da existência de formações rochosas na margem direita do Rio Itajaí do Oeste, há também paredões de pedra, na margem esquerda do mesmo rio. Aqui o Paredão de pedra da Tifa Marchetti. Foto de Fiorelo Zanella.

Foto 444 – Cachoeira do Ribeirão dos Lobos, na propriedade da Família Dümes. No município de Taió há mais de uma centena de cachoeiras e cascatas.

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Foto 445 – Foto da Cachoeira na localidade da Pechincha, fazendo parte do Complexo Turístico do Portal de Pedra. Foto batida por Moacir Pasquali.

Fotos 446 e 447 – Paleontoca no Braço da Ilha, divisa com o Palmital, popularmente conhecida como “Toca do Índio”, sendo que a segunda, onde estão o Henrique Nichelatti e o Moacir Pasquali, é maior que a primeira. Fotos cedidas por Moacir Pasquali.

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Foto 448 – Pedra incrustada com conchas marítimas, encontradas nos sítios arqueológicos de Taió. Foto batida por Foto Bolinha.

Foto 449 – Vista do Morro Redondo, um dos pontos turísticos do Município, voltado ao Turismo Religioso. Fotografia batida por Fiorelo Zanella.

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Foto 450 – O Oratório Nossa Senhora da Salete, no Morro Redondo, lugar de turismo religioso. Foto batida por Adolar Hörmann.

Fotos 451 e 452 – O turismo pode ser proporcionado também pelas casas antigas. Esta é a residência da Família Jensen, no Ribeirão Pequeno, construída em 1934. É conhecida como a “casa das flores”, pela grande quantidade de flores existentes na frente da casa. No interior da casa há, também, diversas pinturas feitas à mão. Na outra foto, a Ponte Roberto Machado, que está passando por um projeto turístico com parceria entre a Prefeitura Municipal e a Uniasselvi. Fotografia de Adolar Hörmann.

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Foto 453 – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Fotografia com drone de Huérinton Comper.

Foto 454 – Igreja Católica de Taió em fotografia tirada com drone por Huérinton Comper.

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Foto 455 – Bonito visual da Igreja Católica Cristo Rei de Taió, vista de noite. Fotografia de Mateus Pabst.

Foto 456 – Portal da cidade, inaugurado em 2017, no governo Hugo Lembeck e Aristides Valentini. Fotografia de Fiorelo Zanella.

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CAPÍTULO XIV TAIÓ EM DESTAQUE: FESTAS, EVENTOS, PERSONALIDADES E SÍMBOLOS DO MUNICÍPIO As Festas Uma das primeiras festas a serem realizadas no município foi a Festa do Colono, que era marcada por desfiles de carros alegóricos que representavam cenas da colonização. Outras festas que merecem destaque são as festas do Caça e Tiro, sem esquecer as festas de caráter religioso, realizadas pelas comunidades religiosas. Com referência à festa municipal, até hoje, não houve a escolha de uma festa que marcasse a história e as tradições do nosso povo. Houve tentativas com a Festa do Fumo em Folha, com a Festa do Bicho da Seda, com o Jeep Festa, com a Festa Regional do Galeto e com o Carnaval de Rua. Mas nenhuma delas ganhou espaço na mídia estadual ou nacional. Na verdade, Taió deveria dar espaço para uma festa anual que traduzisse as tradições alemãs e italianos, valorizando o seu papel de colonizadores do município. Em 2019, começou a ser organizada a Agricofest, que poderá ir em busca das antigas tradições do nosso povo. • Festa do Cinquentenário O cinquentenário da colonização de Taió foi comemorado de 29/09/1967 a 01/10/1967. A principal atração foi a presença do jogador Pelé e do time do Santos. • Festa do Centenário O centenário de Taió foi comemorado durante o ano de 2017. No dia do Município foi feita a abertura dos festejos, com a confecção do Bolo do Centenário. As principais atrações em comemoração aos 100 anos da colonização de Taió aconteceram de 07 a 17 de setembro de 2017. O desfile de Sete de Setembro contou com a brilhante presença do Exército e da Marinha do Brasil. Durante os festejos, foram valorizadas as etnias brasileira, italiana e alemã, através do Rodeio dos CTGs e com a realização dos desfiles, que valorizaram as Noites Italiana e Alemã.

As Personalidades A principal personalidade de Taió é Moacir Bertoli que, em 05/05/1980, na qualidade de Presidente da Assembleia Legislativa, assumiu o governo do Estado. Foi o primeiro taioense a ocupar o posto mais alto do Estado de Santa Catarina.

Pacto de amizade A cidade de Taió realizou um pacto de amizade com a cidade de Lentiai, na Província de Belluno, Itália. O ato aconteceu, na Câmara Municipal de Taió, em 23/10/2002, com a presença do Prefeito de Lentiai, Leopoldo Marcer, da Vice-Prefeita, Flavia Colle, da vereadora de Lentiai, Anna Roncada, do empresário de Belluno, Gervasio De Col, e do 246


Presidente da Província de Belluno, Oscar De Bona. Os vereadores, Almir Reni Guski e Fiorelo Zanella, assinaram, oficialmente, o Pacto de Amizade, em 28/05/2004, na cidade de Lentiai, Belluno, juntamente com a Prefeita Flavia Colle. Há intenções de se viabilizar um contato cultural com a cidade de Taio, no Trentino, em virtude da igualdade dos nomes. Monumento aos Expedicionários Seis expedicionários de Taió tiveram uma participação ativa na II Guerra Mundial nos campos da Itália. Um deles, Rafael Rogério Busarello, sucumbiu em Montese. Os outros cinco, com o término da guerra, retornaram a Taió. Nossos seis heróis, Rafael Rogério Busarello, Anibal Negherbon, Dante Vendramin, Raulino Cucco, Eleotério Ronchi e Nazareno Eusebio Marangoni, merecem um monumento que dignifique a participação deles na II Guerra Mundial. O pedido para o erguimento de um monumento aos Pracinhas já foi sugerido pelo vereador Lindo Lenzi, em 17/12/1952, e reforçado por um novo pedido pelo vereador Fiorelo Zanella, na legislatura 2001/2004, mas até agora o Monumento aos Pracinhas Taioenses ainda não mereceu a aprovação do Executivo Taioense.

Os Símbolos do Município de Taió • Dia do Município A Lei nº 08, de 10/02/1950, definiu que “é considerado feriado municipal o dia 12 de fevereiro, dia da Instalação do Município”. • A Bandeira e o Brasão Não se tem registros de que no início da administração pública de Taió tenham sido criados a Bandeira e o Brasão do Município. A única informação que se tem é que “muito em breve será promovido concurso para desenho do escudo de Taió, com vistas à confecção de uma bandeira para o Município”. 43 Os símbolos do Município foram perdidos, provavelmente, com o incêndio ocorrido em 06/05/1977. Foram criados, então, os novos símbolos do Município, pela falta dos modelos do antigo brasão e da bandeira de Taió. O Município de Taió teve, em toda a sua história, três bandeiras: a primeira, criada no governo do prefeito Moacir Bertoli, por volta de 1973, e a segunda, provavelmente, pelo prefeito August Hinrich Purnhagen, em 1976. A terceira bandeira, que é a atual, foi criada, em 1979, pelo Prefeito Harry Leopoldo Gomes, quando instituiu o brasão e a bandeira do município, através da Lei nº 972, de 23/02/1979. 44 O historiador Douglas Fernando da Silva, a partir de exemplares guardados por Luiz Cardoso, fez um estudo sobre os brasões do Município de Taió. De acordo com este historiador, foram criados cinco brasões no Município de Taió, nem todos oficiais. 45 43 - O Leão de Taió, n. 5, de 31/03/1970. 44 - Lei n. 972, de 23/02/1979, assinada pelo prefeito Harry Leopoldo Gomes. 45 - Douglas Fernando da Silva, artigo no jornal “Vale Oeste”, Taió.

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Segundo consta, o primeiro brasão e a primeira bandeira do município de Taió foram desenhados por Gersi Dallabrida, auxiliados por Luiz Eugenio Cardoso e Raulino Peixer. A par destes dados, em entrevista que realizei com Luiz Cardoso, afirmou-me que “o desenho foi de Gersi Dallabrida e o bordado foi feito pela Frau Amanda Richter”. 46 Na segunda bandeira, constam no brasão a cor verde e as faixas vermelho e branca, que segundo testemunhas foi uma homenagem aos dois times de Taió: Cacique e União. O brasão, que consta na terceira bandeira, deverá passar por mais uma alteração, pois desde a emancipação do distrito de Mirim Doce, o Morro do Funil deixou de ser do nosso município. Em 2004, o então vereador Fiorelo Zanella sugeriu que a Legislatura 2005/2009 retirasse o símbolo do Morro do Funil e fosse substituído pela concha, que passou a ser um dos símbolos representativos do município. • Hino do Município O concurso para a escolha da letra e da música do Hino Oficial do Município de Taió, foi aberto em 1979. A letra vencedora do Hino de Taió é de autoria do taioense Lirio Luiz Volpi. A letra foi aprovada pela Lei 972, assinada por Harry Leopoldo Gomes, em 23/02/1979. A música do Hino de Taió, de autoria do taioense Bruno Carlini, foi instituída pela Lei 2.923/2002, assinada pelo prefeito em exercício, Fiorelo Zanella, em 22/11/2002.

Foto 457 – Inauguração da Ponte Roberto Machado. No centro, a menina Cacilda Bertoli (primeira à esquerda) entregando uma lembrança ao prefeito Roberto Machado. Na foto é possível identificar Paulo Füchter, à esquerda, Luiz Bertoli Junior e também a esposa dele, Vilde, à direita, e a terceira menina ao lado de Cacilda é Lisete Bertoli. 46 - Luiz Eugenio Cardoso, entrevista concedida a Fiorelo Zanella, em 20/01/2018.

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Fotos 458 e 459 – Autoridades de Rio do Sul vistoriando a construção da Ponte Roberto Machado. Na outra foto, os Expedicionários de Taió. Da esquerda: Anibal Negherbon, Raulino Cucco, Eleotério Ronchi e Eusebio Marangoni. Faltam na foto os expedicionários Dante Vendramin e Rafael Busarello, este tombado na Guerra. Estes heróis merecem um Monumento em nossa cidade.

Fotos 460 e 461 – As realezas do Cinquentenário de Taió. Da esquerda: Fraya Butzke, Ingrid Decker e Wilma Arlete Windisch (rainha). Na outra foto, Pelé, com o Ranieri Bertoli no colo, saudando o povo taioense no Campo do União. O maior atleta do mundo não jogou em Taió porque estava machucado, mas deu o pontapé inicial para delírio da multidão que estava em campo. Hoje, Ranieri Moacir Bertoli é empresário em Florianópolis e é o atual Vice-Presidente da ACAERT – Associação Catarinense das Emissoras de Radio e Televisão.

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Foto 462 – A Cidade de Taió, em 1967, durante o cinquentenário, vendo-se aos fundos o campo do União lotado para assistir ao jogo entre o Santos e um combinado de Blumenau. Para este jogo foram colocados os postes da primeira iluminação do campo do União. Foram também feitas arquibancadas novas de madeira, sendo que depois a metade foi desmanchada e reconstruída no campo do Cacique. Toda a madeira foi doada pela Induma.

Foto 463 – Pelé, em 1967, no Grande Hotel de Rio do Sul. Na portaria do Grande Hotel aparecem Orlando Bertoli (Deputado Federal), Ademar Dellagiustina (administrador do Hotel), Pelé, um funcionário do hotel e Moacir Bertoli (Prefeito de Taió). A fotografia foi batida por Foto Marzall.

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Foto 464 – Time do Santos que jogou em Taió. No dia 01/10/1967, o Santos disputou um amistoso em Taió contra um combinado Palmeiras/Olímpico, em comemoração ao Cinquentenário da cidade. O Santos jogou com esta formação: Gilmar (Elcio Mineiro), Carlos Alberto (Turcão), Ramos Delgado, Joel, Rildo, Zito (Negreiros), Clodoaldo, Wilson (Almiro), Coutinho (Silva), Douglas e Edu (Abel). O juiz da partida foi Benedito Francisco. O Santos venceu por 7 x 1. Os gols do Santos foram marcados por Coutinho (2), Edu, Clodoaldo, Douglas, Silva e Wilson.

Foto 465 – A Comissão do Centenário. Da esquerda; Dr. Haroldo B. Collet (Fiscal do DNOS), Arlindo Zanghelini, Eng. Sidney Wilson Rieth (engenheiro da barragem), Dr. Fluvio Pretti, Moacir Bertoli (Presidente da Comissão), Faustino Zanghelini, Dr. Napoleão Xavier do Amarante (Promotor Público), Roberto Mayr e José Mainhardt. Segundo Moacir Bertoli, muitos outros taioenses colaboraram com a Comissão do Cinquentenário. Entre eles, merece ser citado, João Battista Fontanive.

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Foto 466 – Ao centro o comandante do Batalhão de Blumenau, na inauguração da ponte Celso Ramos. O exército fez durante o dia manobras com paraquedistas, descendo no campo do União. Entre os taioenses é possível ver os ex-prefeitos Moacir Bertoli e Augusto Purnhagen e ainda o deputado Albino Zeni.

Foto 467 – Deputado João Bertoli apresenta o ex-prefeito Bertoldo Jacobsen ao Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira, na visita presidencial que fez a Lages. Neste dia, as autoridades de Taió solicitaram ao Presidente o asfaltamento da estrada de ligação entre Taió e Santa Cecília, passando por Passo Manso e Laranjeiras.

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Foto 468 – Dr. Bruno Fronza e Camillo Stedile, de Trento, Itália, visitam Taió para selar a fundação do Circolo Trentino di Taió, no Governo Ademar Dalfovo.

Foto 469 – Prefeito Ademar Dalfovo, em Brasília, em 1989. Da esquerda: Dieter Grimm (prefeito de Agrolândia), Ulisses Guimarães, Nazario (vereador de Agrolândia), Ademar Dalfovo (prefeito de Taió), Waldir Pires (governador baiano), João Mattos (Deputado) e Rogério Mendoça (prefeito de Ituporanga).

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Foto 470 – Moacir Bertoli, presidente da UPI – União Parlamentar Interestaual, entidade que congregava todos os deputados estaduais do Brasil, num encontro com o Presidente da República Costa e Silva.

Foto 471 – Em 05/05/1980, Moacir Bertoli é empossado Governador do Estado de Santa Catarina, vendose na frente, da esquerda: Deputado Neodi Massolini, ex-governador Ivo Silveira, Rejane Bertoli, Secretário da Casa Civil lendo o Termo de posse, Renata Bertoli, Augusta Bertoli, Moacir Bertoli e o Governador Jorge Konder Bornhausen.

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Foto 472 – Em 11/5/1980, o Governador Moacir Bertoli esteve em Taió, onde assinou obras. Na foto, estão presentes da esquerda: Moacir Oenning, Bruno Blank, Dr. Avelino Pasqual, Deputado Artenir Werner, Hercilio Anderle, Antonio Venturi, Augusto Purnhagen, ........ e o prefeito Ary Gomes.

Foto 473 – Presidente da Província de Belluno, Itália, ao centro, com outras autoridades italianas na Câmara Municipal de Taió, em 23/10/2002. Neste dia, foi iniciado o pacto de Amizade entre Taió e Lentiai.

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Foto 474 – Em Lentiai, na Província de Belluno, Itália, em 28/05/2004, é assinado o Pacto de Amizade entre as cidades de Taió e Lentiai. Da esquerda: Almi Reni Guski, Fiorelo Zanella, Flavia Colle (Prefeita de Lentiai), Oscar de Bona (Presidente da Província de Belluno), Gioachino Bratti (Presidente da Associazione Bellunesi nel Mondo) e Silvio Remor (industrial).

Foto 475 – Oficialização do Hino de Taió, em 2004. A letra do Hino de Taió, de autoria do Prof. Lirio Luiz Volpi foi oficializada pela Lei 998, de 14/09/1979, assinada pelo Prefeito Harry Leopoldo Gomes. A música de autoria do Dr. Bruno Carlini foi oficializada pela Lei 2923, assinado pelo prefeito em exercício, Fiorelo Zanella. Nesta foto, em sessão solene, na Câmara Municipal, o prefeito Horst Purnhagen e o Presidente da Câmara, Fiorelo Zanella, oficializam o Hino de Taió, com a presença de Maria Luiza Raymundi (esposa do Dr. Bruno Carlini) e de Lirio Luiz Volpi. A harmonização da música foi feito por Waldemar Rodrigues e Denise Purnhagen.

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Foto 476 – Posse dos Vereadores da 18ᵃ Legislatura (01/01/2017 a 31/12/2020), juntamente com o Prefeito e Vice, no dia 01/01/2017. Da esquerda: Tiago Maestri (presidente), Jaci de Liz, Aroldo Peicher Junior, Eduardo Poffo, Almir Reni Guski (prefeito), Alexandre Horst Purnhagen (vice-prefeito), Klaus Dieter Diel, Joel Sandro Macoppi, Valdecir João da Cruz, Ademir Valle e Jair Alberto das Neves. Foto do Acervo da Câmara Municipal de Taió.

Foto 477 – Marinha do Brasil se faz presente no Desfile de Sete de Setembro comemorativo ao Centenário. Foto cedida por Foto Bolinha.

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Foto 478 – Exército Brasileiro também prestigia o Desfile de Sete de Setembro em comemoração ao Centenário. Foto cedida por Foto Bolinha.

Foto 479 – Desfile realizado no dia em que se comemorou a Noite Alemã. Foto cedida por Marcia Fotografias.

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Foto 480 – Desfile da Noite Italiana. Foto batida pelo fotógrafo Marco Sehnen.

Fotos 481 e 482 – Centenário de Taió, em 2017, reúne prefeito da cidade-mãe de Taió. Da esquerda: o taioense Mário Hildebrand, Vice-Prefeito de Blumenau, Almir Reni Guski, Prefeito de Taió, e Napoleão Bernardes, Prefeito de Blumenau. Na outra foto, as realezas do Centenário de Taió. Da esquerda: Alice Bozan, Gabriella Muniz (rainha) e Tamara Cristiane dos Santos Andrade. Fotografias Márcia Fotografias.

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Foto 483 – Sessão Solene da Assembleia Legislativa em Taió em homenagem ao Centenário. Da esquerda: Elcio Bonacolssi (Presidente da UCAVI), Rogério Mendonça (Deputado Federal), Tiago Maestri (Presidente da Câmara Municipal), Almir Reni Guski (Prefeito de Taió), Romildo Titon (Presidente em exercício da Assembleia Legislativa), Alexandre Horst Purnhagen (Vice-Prefeito), Dra. Raisa Carvalho Simões Rolloin (Promotora Pública de Taió), Jerry Comper (Assessor do Deputado Aldo Schneider) e Moacir Oenning (Diretor da ADR). Foto cedida por Sidney de Aguiar.

Foto 484 – Sessão Solene da Câmara Municipal de Taió, realizada no período do Centenário. Da esquerda: Valdecir João da Cruz, Joel Sandro Macoppi, Jair Alberto das Neves, Eduardo Poffo, Klaus Dieter Diel, Ademir Valle, Tiago Maestri (Presidente da Câmara), Milton Hobus (Secretário de Estado da Casa Civil), Marliza Martins (Primeira Dama), Almir Reni Guski (Prefeito Municipal), Jaci de Liz e Aroldo Peicher Junior. Fotografia de Sidney Aguiar.

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Foto 485 – Show do Grupo Talagaço, durante as comemorações do Centenário.

Foto 486 – Desfile de tratores, conhecido como “tratoraço”, realizado durante a I Agricofest, em 20/07/2019.

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Foto 487 – Monumento do Centenário representando a Lancha Rainha, inaugurada em 2019 pela administração Almir Reni Guski e Horst Alexandre Purnhagen. A placa comemorativa, além do histórico da lancha, valoriza o conteúdo histórico com esta frase de escritor Fiorelo Zanella: “A Lancha Rainha fazia o transporte de pessoas e mercadorias. Agora ela transporta as pessoas, na linha do tempo, conectando-as com as imagens da nossa história”.

Foto 488 – O taioense Nivanor Darós, o Branco, foi destaque de Taió no futebol profissional, jogando em diversos times do Brasil. Aqui último jogo pelo Avaí, em 1987. Na foto, no meio dos jogadores do Avaí está o Branco, tendo a sua frente, o menino Eduardo Darós.

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Foto 489 – Depois de deixou o futebol profissional, Nivanor Darós, o Branco, se dedicou ao futebol amador, jogando pelo União. Aqui ele foi treinador, juntamente com o Pedro Cé, dirigindo o time do Colégio Luiz Bertoli que participou do Moleque Bom de Bola, patrocinada pelo Pepsi/RBS. Aqui, os atletas recebendo as faixas e o troféu de Campeão Estadual, em jogos jogados em Florianópolis, em 1982.

Foto 490 – Nas décadas de 70/80, o Basquetebol de Taió foi destaque estadual. No período em que jogavam apenas atletas taioenses, como nesta foto, o time ficou apenas Vice-Campeão nos Jogos Abertos de Santa Catarina. Depois as atletas jogaram pela CME de Rio do Sul por 03 anos, e também pela CME de Florianópolis, por mais três anos, e se sagraram campeãs estaduais, tanto nos Jogos Abertos como no Campeonato Catarinense. A atleta Laurita Peters chegou a ser convocada para a Seleção Brasileira Feminina. Nesta foto estão apenas atletas taioenses. Da esquerda, em pé: Alaor Ziesemer (técnico), Silvana Erckmann, Roselia Miranda, Silvana Kreitlow, Laurita Peters, Isolde Peters, Elisabeth Erckmann, Adriana Erckmann, Leonor Peters, Albertina Miranda, Elisete Bertoldi e Altair Fiamoncini.

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BRASÕES DO MUNICÍPIO DE TAIÓ

Foto 491 – 1º Brasão

Foto 492 – 2º Brasão

Foto 493 – 3º Brasão

Foto 494 – 4º Brasão

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Foto 495 – 5º Brasão


BANDEIRAS DO MUNICÍPIO DE TAIÓ

Foto 496 – Primeira Bandeira, oficializada provavelmente na década de 70. O “Leão de Taió”, jornal interno do Lyons Club, publicou em 31/03/1970, que “muito em breve será promovido concurso para desenho do escudo de Taió, com vistas à confecção de uma bandeira para o Município”.

Foto 497 – Segunda Bandeira. Esta bandeira, juntamente como o terceiro brasão, provavelmente existiam durante o cinquentenário de Taió, em 1967, mas devem ter sido incinerados no incêndio da Prefeitura, em 06/05/1977. O símbolo do cinquentenário foi feito nesta terceira bandeira (Vide 3º Brasão na foto 493 e brasão do cinquentenário na foto nº 499).

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Foto 498 – Terceira Bandeira, idealizada em 1979, conforme Lei 972, de 23/02/1979, assinada pelo prefeito Harry Leopoldo Gomes.

Foto 499 – Brasão do Cinquentenário de Taió

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Foto 500 – Brasão de Centenário de Taió

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CONCLUSÃO A história é a memória viva de fatos passados que são relatados para a posteridade. Este livro não é propriamente um livro de conteúdo histórico completo do município de Taió. O objetivo foi valorizar a história através das fotografias. O papel do historiador não é somente relatar fatos, mas também conscientizar os leitores sobre a valorização do patrimônio histórico, cultural e arquitetônico que os antepassados nos legaram. A Europa e os países desenvolvidos atraem milhares de turistas que admiram a arquitetura conservada ao longo dos anos. No Brasil, apenas as cidades históricas de grande porte, exploram turisticamente esse nicho turístico. Em Taió, a maior parte das casas que conservam a arquitetura italiana e alemã já foi ao chão. Nosso povo, não preserva o patrimônio histórico. No entanto, até nossos governantes desrespeitam o que foi constituído ou legitimado por lei. Alguns exemplos provam a verdade sobre este assunto. Felix Carbajal construiu um relógio de sol em Taió para ser um monumento e o mesmo foi destruído. Marcos Kluge doou uma casa antiga ao município para servir de local para biblioteca ou museu e a mesma foi demolida. A Família Glatz doou uma casa ao município, já tombada como patrimônio histórico, para ser a Casa da Cultura, e a mesma não atende atividades culturais e está sendo deteriorada pelo tempo. A própria Ponte Roberto Machado já ficou sem as cabeceiras, mas, por sorte, neste último governo foi beneficiada pela Lei do Tombamento Histórico. São detalhes que podem passar despercebidos aos olhos dos administradores, mas não escapam ao crivo da historiografia. O turismo é a mola propulsora do progresso de qualquer cidade. A indústria, o comércio e a agricultura geram lucros através dos seus próprios investimentos. O turismo gera lucros com o dinheiro que é trazido de fora, dando oportunidade aos nossos empreendores de investirem mais em seus negócios e permitindo um crescimento maior do município, muitas vezes numa velocidade incomparável. Graças a Deus, a atual administração começou a valorizar mais a cultura e o patrimônio histórico. O CODE – Conselho de Desenvolvimento ajuda a administração a dar um maior impulso ao nosso Município. Graças a essa alavanca, novos projetos de investimento estão surgindo em Taió. O Conselho Municipal de Turismo já é uma realidade. Alguns pontos turísticos de Taió tem a marca da originalidade que podem trazer um diferencial para o município: a Ponte Roberto Machado é uma das únicas no gênero em todo o país; o Portal de Pedra da Pechincha é singular; a Lagoa da Pedreira é afrodisíaca; os sítios arqueológicos e paleontólogos são ímpares; e o que dizer das cachoeiras, da água sulfurosa, dos paredões de pedra e de tantos outros atrativos turísticos? Convenhamos, a Ponte Roberto Machado, maior ícone turístico de Taió, não pode ficar às traças. É possível ainda salvar este patrimônio, pois “esta ponte liga o passado ao presente”, no dizer de Fiorelo Zanella. 268


Linda imagem da Ponte Roberto Machado em fotografia de Mateus Pabst.

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REFERÊNCIAS KILLIAN, Frederico. Expedições do engenheiro Emílio Odebrecht para a exploração da estrada ligando Blumenau a Curitibanos. In: Blumenau em Cadernos. Blumenau: 1967. STOER, Hermann. Crônica da Paróquia Evangélica de Rio do Sul. Blumenau: Tipografia e Livraria Blumenauense, 1965. XAVIER DO AMARANTE, Napoleão. Pequena História do Município de Taió. Joinville: Impressora Ipiranga, 1967. ZANELLA, Fiorelo. Das Clareiras da Barra do Tayó: um registro da oralidade histórica. Blumenau: Nova Letra, 2007. SCHMITZ, Pedro Ignácio, Arnt, Fúlvio Vinícius, Beber, Marcus Vinicius, Rosa, André Osório e Rogge, Jairo Henrique. A Arqueologia do Planalto Catarinense: projeto Taió, SC. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas. História Unisinos, Vol. 11, nº 2, maio/agosto de 2007.

Jornais Jornal Vale Oeste, de Taió. Artigo do historiador Douglas Fernando da Silva. Jornal Urwaldsbote, setembro 1912. Artigo: A obra de um pioneiro. Jornal Urwaldsbote, 29 dez. 1912. O Leão de Taió, informativo interno n. 5, de 31 mar. 1970.

Entrevistas BERTOLI, Mafalda Largura. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Balneário Camboriú, 01 fev. 2018. BERTOLI, Moacir. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Florianópolis, 30 jan. 2018. BERTOLI, Renata. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Florianópolis, 30 jan. 2018. EITZ, Charlote. Entrevista concecida a Fiorelo Zanella. Taió, 11 jun. 1982. ERN, Edmundo. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Taió, 14 jul. 1984. GRAF, Ludwig Karl. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Taió, 22 jun. 1981. HEIDRICH, Ewald Otto. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Taió, 30 abr. 1987. HOSANG, Guido. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Taió, 10 abr. 1982. 270


KLEIN, Paula Anete. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Taió, 30 jul. 2017. LENZI, Lindo. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Taió, 18 set. 1982. SCHWABE, Iolanda. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella, 30 jan. 2018. WACHHOLZ, Bruno. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Taió, 11 set. 1982. WACHHOLZ, Karin. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Taió, 15 jan. 2018. WAGNER, Baldua. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Taió, 12 dez. 2017. ZANGHELINI, Arlindo. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Balneário Camboriú, 01 fev. 2018. ZANGHELINI, Isolde. Entrevista concedida a Fiorelo Zanella. Balneário Camboriú, 01 fev. 2018.

Arquivos Arquivo do Autor. Arquivo da Prefeitura Municipal de Taió. Arquivo da Câmara Municipal de Taió. Cartório de Registro Civil de Taió. Cartório do Registro de Imóveis de Rio do Sul.

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Centenário de Taió - Entre Fatos e Fot  

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