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A Criatividade na Indisciplina

Escola Secundรกria da Senhora da Hora Maria Teresa Gomes Alves Mendes

18 de setembro de 2015


A Criatividade na Indisciplina

3.ยบ Desafio C569A2-15_16. Instrumentos de Transdisciplinaridade e Coaprendizagem Sediados e Mediados por Plataformas Digitais

Orientadora: Elvira Rodrigues

Escola Secundรกria da Senhora da Hora Maria Teresa Gomes Alves Mendes

18 de setembro de 2015

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Ă?ndice

ConteĂşdo A Criatividade na Indisciplina ...................................................................................................... 4

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A Criatividade na Indisciplina

Vivemos numa sociedade inquieta, marcada por mudanças aceleradas, transformações, reorganizações e muita informação gerada diariamente que necessita de ser assimilada. Esta situação, provoca desafios e conflitos constantes que requerem pessoas criativas, capazes de lidar com cada novo momento. Alguns conflitos geram indisciplina. De nada vale um professor ser conhecedor de estratégias de ensino, ser portador de intenções transformadoras se a indisciplina gerada pelos alunos os impede de o ouvir. A indisciplina é por vezes gerada entre o que os alunos desejam e o que o professor ou a escola lhes oferece. A forma mais ruidosa de indisciplina ocorre quando da aula não há o interesse ou porque esmagados pelo conformismo, os alunos vivenciam o tédio e se remetem ao silêncio e à indiferença. Durante as sessões/conversas e laboratórios de ideias desenvolvi várias competências. A reflexão sobre o que está a gerar os problemas contribuiu para uma melhor compreensão dos comportamentos de indisciplina. Devemos distanciar-nos para ver melhor e mais longe. Conversamos também sobre o que podemos fazer para lidar com os problemas. Perante uma situação de indisciplina devemos elevar-nos, respirar, refletir para atingir clareza e reagir de uma forma que não nos venhamos a arrepender. Ver a criatividade como a capacidade de questionar, aceitar outras coisas diferentes e ser capaz de pensar. Ser flexível, promover a afetividade, não julgar, respeitar o outro, saber escutar sem interromper, interessar-se pelo outro, como falar sem agressividade, elogiar e reconhecer o outro, conversar sobre os sentimentos. Pequenos gestos podem ter um impacto muito grande no outro. Sendo a escola um espaço de mudança constante, depois desta formação tornei-me uma professora mais competente. Ajudou-me a usar a linguagem das emoções e dos afetos, a mudar a forma de comunicar e a criar uma estrutura de diálogo para prevenir ou resolver problemas de conflito e ou indisciplina. Ajudou-me a olhar para os meus alunos de forma diferente, olhar para o aluno como portador de uma mensagem que tem de ser ouvida. O aluno tem no professor uma mão amiga e o professor tem no aluno uma mão amiga. Juntos, vamos mais longe.

Maria Teresa Gomes Alves Mendes

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