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mas sim que o aluno está no rumo certo, a fazer progressos, razão suficiente para sentir confiança em si próprio e sentir-se estimulado.

Enfim, qualquer que seja a técnica utilizada, importante também é fazer comentários pontuais e/ou gerais que revelem o nosso interesse pelo trabalho, que demonstrem a nossa concordância ou discordância com certas ideias, que elogiem o esforço feito, etc. Representa um estímulo para o aluno. Confesso que acho árido e impessoal limitarmo-nos a pôr uma classificação e uma rubrica! No entanto, também reconheço que por vezes é difícil um comentário positivo e motivante, pela própria aridez das ideias, ou pelo chorrilho de erros. Mas não devemos deixar de o fazer, muito especialmente com os trabalhos mais fracos. Temos de contribuir positivamente para estimular a autoconfiança dos alunos.

Resumo 1. As técnicas principais são a auto e heterocorrecção, em último lugar a correcção pelo professor. 2. Erros generalizados implicam abordar o assunto de novo e de forma diferente. 3. A auto e heterocorrecção podem ser facilitadas sublinhando os erros, recorrendo a um código, ou usando sublinhado e código em simultâneo. 4. O código a utilizar deve ser dito aos alunos ou definido com eles, e deve ser sempre o mesmo. Quanto mais simples, melhor. 5. A heterocorrecção pode assumir variantes: aos pares, em grupos ou a nível de turma. 6. O professor não deve abusar da correcção de modo a não desmotivar. 7. É aconselhável fazer comentários pontuais e/ou um comentário final ao trabalho.

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Reflexões sobre a problemática do erro  

Trabalho pesquisado e escrito em 1995, mas só agora (Out10) publicado por mim

Reflexões sobre a problemática do erro  

Trabalho pesquisado e escrito em 1995, mas só agora (Out10) publicado por mim

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