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T: You weren't feeling well. Is that it? St Yes. T: What a shame!

Há ainda a reformulação, forma também muito usada pelos nativos quando falam com estrangeiros. T: Did you go out last night? St: No, I am not go out. T: You mean, you didn't go out? St: No, because I was not good. T: You weren't feeling well. Is that it? St Yes. T: What a shame!

É uma estratégia que em muitos casos expõe o aluno a uma linguagem ligeiramente acima do seu nível, mas que ele consegue compreender e, por vezes, até acrescentar ao seu repertório. Porquê? Porque uma coisa é o que entendemos e outra é o que produzimos! A compreensão está geralmente desfasada da produção, ou seja, entendemos mais do que conseguimos produzir. Daí que o aluno compreenda o que o professor diz, embora essa linguagem/estrutura não faça ainda parte do seu sistema activo.

Por último, temos a negociação, prática muito corrente entre nativos. Resume-se a uma série de estratagemas, tais como perguntas, pedidos de esclarecimento, pausas, hesitações, etc., a que recorremos quando há um certo bloqueio da mensagem, de modo a chegarmos àquilo que o interlocutor/aluno quer dizer. T: Miguel, do you behave well? St: (surpreendido) I think yes. T: You think so! Aren't you sure? St: Yes, I am. T: Do you have brothers and sisters? St: Yes, but I'm the....(pensa) older. T: How many do you have? St: Two.

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Reflexões sobre a problemática do erro  

Trabalho pesquisado e escrito em 1995, mas só agora (Out10) publicado por mim