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Considero o humor um elemento extremamente positivo e saudável. Recorro a ele com muita frequência, pois dispõe bem e chama a atenção para as questões de uma forma divertida. Creio, por isso, que o efeito é mais duradouro.

Há a repetição em contexto, muito frequente na vida real e, por isso mesmo, muito natural: St: I am born in Viseu. T: Ah! You were born in Viseu! Beautiful town!

Há o ecoar de uma frase ou de parte de uma frase, St: On Saturday I go to the disco. T: On Saturday I go?! (alongando exageradamente o o de go, por exemplo) St: No! On Saturday I went...

T: How old are you, João? St: I'm... (hesita) seventy years old. T: Seventy years old! (dito exageradamente e com uma expressão de espanto) Seven - zero? St: (sorrindo) No! Seventeen. T: Ah! I thought so.

que, no entanto, deve ser dita de uma forma ou num tom que não permita ao aluno pensar que está a ser gozado. É uma estratégia que me sai naturalmente e não me lembro de qualquer sentimento de ofensa. Em geral, surte efeito, especialmente se a frase é ecoada com sentido de humor, ou em tom de brincadeira, ou muito simplesmente com uma expressão facial apropriada. É uma óptima maneira de despertar a atenção do aluno para o problema em questão.

Há ainda a reformulação, forma também muito usada pelos nativos quando falam com estrangeiros. T: Did you go out last night? St: No, I am not go out. T: You mean, you didn't go out? St: No, because I was not good.

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Reflexões sobre a problemática do erro  

Trabalho pesquisado e escrito em 1995, mas só agora (Out10) publicado por mim

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