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Faculdade de Teologia Umbandísta Av. Santa Catarina 400 - Vila Alexandria CEP-04635-001 - São Paulo - SP fone: (55 11) 5031-8852 www.ftu.edu.br - facildade@ftu.edu.br

ISSN da Revista Teologia da Convergência: 2236-1642 -

FTU

Este caderno de resumos é um excerto da Revista Teologia da Convergência Ano II nº 4

Faculdade de Teologia Umbandista

IV Congresso Brasileiro de Umbanda do Séc. XXI I Congresso Internacional das Religiões Afro-Americanas Encontro Acadêmico e Iniciação Científica 11,12 e 13 de novembro de 2011

FTU Educando para uma Cultura de Paz


Faculdade de Teologia Umbandista

Educando para uma Cultura de Paz

Comissão Organizadora Idealização e Concepção F. Rivas Neto Diretoria Maria Elise G. B. M. Rivas Sumaia Miguel Gonçalves Coordenação Geral Claudia Silva

FTU

Realização

Divulgação Diana Rocha João Luiz Carneiro Patricia Ioco Rodrigo Bueno Revisão de textos Érica Ferreira da Cunha Jorge

Faculdade de Teologia Umbandista

Arte Olavo Olavo Ortiz Solera Administrativo Ana Claudia Albuquerque Ana Paula Couto Antonio Luz Gilberto Galano Luciana Rede Maria Elvira Stefanelli Massumi Miyazaki Rosane Moura Rosimeire Amorim Site e Inscrições Gerson Albuquerque

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Faculdade de Teologia Umbandista

Educando para uma Cultura de Paz

Programação

11 / Novembro

19h00 – 20h30 20h30 – 21h00 21h00 – 22h00 22h00 – 22h30

FTU

Recepção

13 / Novembro

09h00 – 09h30 09h30 – 10h30

Apresentação Rolf A. Prade

Os genes dos sentimentos Encerramento

12 / Novembro

09h00 – 09h30 Recepção 09h30 – 10h30 Silas Guerriero As Novas religiões e Novas Espiritualidades: um desafio para a compreensão da religião

Recepção Volney J. Berkenbrock

Experiência religiosa e Teologia

10h30 – 12h30

GTs Maria H. Concone / Irene Dias / Sergio Junqueira

12h30 – 13h00 13h00 – 14h30

Mesa de Debates

14h30 – 15h30

Wagner L. Sanches

Almoço Teologia e sociedade: pertinência, aproximação e desafios

10h30 – 12h30

GTs Maria H. Concone / Irene Dias / Sergio Junqueira

15h30 – 16h00 Coffee Break 16h00 – 17h00 Mundicarmo M. R. Ferretti Reis Encantados do Tambor de Mina: Dom Manuel, Dom João Soeira e Dom Pedro Angassu. Representação da Nobreza Lusitana em populações Afro-Brasileiras?

12h30 – 13h00 13h00 – 14h30

Mesa de Debates

17h00 – 18h00

14h30 – 15h30

F. Rivas Neto

15h30 – 16h00 16h00 – 17h00

Coffee Break

17h00 - 18h00

Encerramento

Almoço Teologia do Ori e Bará

Sergio F. Ferretti

Festas de Santos no Tambor de Mina do Maranhão: São Sebastião, São João, São Benedito e Divino Espírito Santo Encerramento

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Programa das Comunicações nos Grupos de Trabalho

GT 01 Tema – “Teologia e Tradição Oral” Coordenação – Prof. Dsc. Irene Dias Data – Sábado: 12/11/2011 – (10:30hs – 12:30hs) Domingo: 13/11/2011 – (10:30hs – 12:30hs)

Educando para uma Cultura de Paz Título da Comunicação – “Símbolos ideográficos, onomatopaicos e mnemônicos na construção do saber nas tradições orais Afro-brasileiras” Email – Osvaldo Olavo Ortiz Solera, e-mail: olavo.solera@uol.com.br Jociane Neves Negrão, e-mail: jn.negrao@uol.com.br

5.

Proponente – Érica Ferreira da Cunha Jorge Título da Comunicação – “A magia na tradição oral Afro-brasileira” Email – erica-jorge@ftu.edu.br

Proponente – Maria Elise Gabriele Baggio Machado Rivas Título da Comunicação – “Tradição Oral: O silêncio da camarinha, a fala do inconsciente“ Email – maria.e.rivas@ftu.edu.br

6.

MESA 1 Data - Domingo: 13/11/2011 – (10:30hs – 11:30hs)

MESA 1 FTU

Data – Sábado: 12/11/2011 – (10:30hs – 11:30hs) Proponente – Fernanda Aterje Título da Comunicação – Exu – Novas (?) perspectivas Email – yaranacy@gmail.com

1.

Proponente – Fernanda Leandro Ribeiro Título da Comunicação – “Mito, oralidade e destino nas religiões Afro-brasileiras” Email – fernandaleandroribeiro@yahoo.com.br

2.

3.

Proponentes – Camila B. C. Martins; Renata Issa Gomes; Gihad Abdel Hak Título da Comunicação – “A tríplice dimensão da música sacra Afro-brasileira: aspectos mentais, astrais e físicos” Email – Camila B. C. Martins; e-mail: camibcm@hotmail.com Renata Issa Gomes; e-mail: issarenata@gmail.com

Proponente – Paulo Fornari Título da Comunicação - “Cultos Afro-brasileiros - liberdade e repressão político-teológica” Email - karatan_oicd@yahoo.com.br

7.

Proponente – Hulda Silva Cedro da Costa Título da Comunicação – “Os espaços ocupados na mídia pela religião Umbanda” Email – huldacedro@hotmail.com

8.

9.

Proponentes – João Luiz Carneiro e Arthur Ranieri Título da Comunicação – “O conceito de religião e suas porias no olhar da Teologia com ênfase nas religiões Afro-brasileiras” Email – João Luiz Carneiro, e-mail: joaocarneiro@ftu.edu.br Arthur Ranieri, e-mail: ranieri.arthur@gmail.com

MESA 2 Data - Domingo: 13/11/2011 – (11:30hs – 12:30hs)

MESA 2 Data - Sábado: 12/11/2011 – (11:30hs – 12:30hs)

4.

Proponentes – Osvaldo Olavo Ortiz Solera e Jociane Neves Negrão

4

Proponentes – Ariel Couto; Ana Claudia C. Albuquerque; Fer- nanda R. do Nascimento; Jociane Negrão; Paulo Feijó; Rodri go F. Bueno; Wilson Lopes Título da Comunicação – “Teologia com ênfase nas religiões Afro-brasilei- ras: O Tempo” Email – Ariel Couto, e-mail: yatara.yatara@gmail.com - Ana Claudia C. Albu

10.

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Faculdade de Teologia Umbandista

querque, e-mail: yranacy@gmail.com - Fernanda R. do Nascimento, e-mail: fernanda.reg@hotmail.com - Jociane Negrão, e-mail: jn.negrao@uol.com.br Paulo Feijó, e-mail: paulofeijodasilva@yahoo.com.br - Rodrigo F. Bueno, e-mail: buenorf@gmail.com - Wilson Lopes, e-mail: w.lopes@aasp.org.br

Proponente – Benedita Regina Aparecida Freitas Título da Comunicação – “O simbolismo nos pontos cantados nas religiões Afro-brasileiras” Email – metafisica1955@hotmail.com

11.

Proponente – Ivanildo Garcia de Oliveira Título da Comunicação – “A universalidade da umbanda: um estudo da construção da religiosidade umbandista sob a ótica da formação da civilização brasileira” Email – 1.sgtivanildo@gmail.com

12.

GT 02 Tema – “Memória, Cultura e Identidade” Coordenação – Prof. Dsc. Maria Helena Villas Bôas Concone Data – Sábado: 12/11/2011 – (10:30hs – 12:30hs) Domingo: 13/11/2011 – (10:30hs – 12:30hs)

FTU

Educando para uma Cultura de Paz

MESA 2 Data - Sábado: 12/11/2011 – (11:30hs – 12:30hs) Proponente – Norton F. Corrêa Título da Comunicação – “O batuque do Rio Grande do Sul: Cosmovisão e questões em torno ao sincretismo” Email – nortonfc@ibest.com.br

4.

Proponente – Cláudia Puentes Título da Comunicação – “UESB, INAÊ e Janaínas– Laços espirituais e sociais” Email – claudiaguesb@hotmail.com

5.

6.

Proponentes – Antônio José Vieira da Luz e Carolina Nathalie Marklew da Luz Título da Comunicação – “Sincretismo e tolerância“ como os caboclos das religiões Afro-brasileiras estão inseridos neste contexto?” Email – Antônio José Vieira da Luz, e-mail: aratish@uol.com.br Carolina Nathalie Marklew da Luz, e-mail: kamarklew@yahoo.com

MESA 1 (A) Data – Domingo: 13/11/2011 – (10:30hs – 11:30hs)

MESA 1 Data – Sábado: 12/11/2011 – (10:30hs – 11:30hs) Proponentes – João Luiz Carneiro e Athus Rivas Título da Comunicação – “Religiões Afro-brasileiras na internet: uma tradição avoenga em pleno século XXI” Email – João Luiz Carneiro, e-mail: joaocarneiro@ftu.edu.br Athus Rivas, e-mail: rivasathus@gmail.com

1.

Proponentes – Diego Sávio da Costa Fernandes E Cleber Santos Vieira Título da Comunicação – “O congado e seu contexto artístico e religioso no município de Ouro Preto” Email – Diego Sávio da Costa Fernandes, e-mail: diegosavioop@yahoo.com.br Cleber Santos Vieira, e-mail: diegosavioop@yahoo.com.br

2.

3.

Proponente – Érica Ferreira da Cunha Jorge Título da Comunicação – “Revisitando as teorias da mestiçagem no Brasil: como os caboclos das religiões Afro-brasileiras estão inseridos neste contexto?” Email – erica-jorge@ftu.edu.br

6

Proponente – Letícia Guimarães Araújo Título da Comunicação – “Beleza Negra - O espaço da oficina para auxílio na reconstrução das identidades Afro-brasileiras” Email – leticia_poa27@hotmail.com

7.

8.

Proponente – Itamir Otaviano de castro Junior Título da Comunicação – “O “negro” e as sagradas escrituras: um panora- ma dos personagens de etnia negra e suas contribuições históricas” Email – itamirjr@yahoo.com.br

Proponentes – Bruno F.T.Barbosa e Kátia Stanigher Título da Comunicação – “O sincretismo como tentativa inicial de síntese” Email – Bruno F.T.Barbosa, e-mail: yamandhara@terra.com.br Kátia Stanigher, e-mail: shilanara@hotmail.com

9.

MESA 2 (A) Data – Domingo: 13/11/2011 – (11:30hs – 12:30hs)

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FTU


Faculdade de Teologia Umbandista Proponente – Maria da Graça Floriano Título da Comunicação – “Umbandistas de cabeça feita - Candomblé e Umbanda em uma cidade mineira” Email – mgfloriano@terra.com.br

10.

11.

Proponente – Rosângela Paulino de Oliveira Título da Comunicação – “Devoção a Nossa Senhora do Rosário: memória e (res)sentimento” Email – zizimaria@hotmail.com

Educando para uma Cultura de Paz Proponente – Armando Rossi Sabbag Título da Comunicação – “A identidade das mesas ritualísticas“ Email – karamatan@terra.com.br

16.

Proponente – Maria Fatima Santos Desombergh Título da Comunicação – “Benzedeiras, rezadeiras – Saberes do ontem na atualidade” Email – fafa35@terra.com.br

17.

GT 03

Proponentes – Alexandre Oliveira Gabriely e Rosemary dos Santos Título da Comunicação – “A religiosidade Afro-brasileira como aliada no resgate da identidade étnico racial de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa” Email - Alexandre Oliveira Gabriely, e-mail: alealesp@hotmail.com Rosemary dos Santos, e-mail: rosemary.santos77@yahoo.com.br

12.

Tema – “Ensino Religioso” Coordenação – Prof. Dsc. Sérgio Junqueira Data – Sábado: 12/11/2011 – (10:30hs – 12:30hs)

MESA 1

MESA 1 (B)

Data – Sábado: 12/11/2011 – (10:30hs – 11:30hs)

FTU

Data – Domingo: 13/11/2011 – (10:30hs – 11:30hs) Proponentes – Marcia Aparecida Marangueli, Maria de Lurdes Paixão, Ricardo Briga, Ricardo Mesquita, Roberto Lerner Título da Comunicação – “Magia e imaginário, um estudo das plantas componentes do “vaso das sete ervas” Email – Marcia Aparecida Marangueli, e-mail: marciamarangueli@msn.com Maria de Lurdes Paixão, e-mail: lurdesfiorino@terra.com.br Ricardo Briga, e-mail: rbriga@gmail.com - Ricardo Mesquita, e-mail: rimesq@yahoo.com.br Roberto Lerner, e-mail: lerneroberto@hotmail.com

13.

Proponente – Wandir Vieira Leal Santos Título da Comunicação – “O patrimônio imaterial em espaço sagrado“ Email – wavileal@yahoo.com.br

Proponente – Sergio Cardoso Título da Comunicação – “Ensino religioso nas escolas – Limites da democracia” Email – s-card@uol.com.br

1.

2.

MESA 2

14.

15.

Proponente – Thomé Sabbag Neto Título da Comunicação – “Fenomenologia das religiões Afro-brasileiras: a vivência no terreiro” Email – tsabbagneto@yahoo.com.br

MESA 2 (B) Data – Domingo: 13/11/2011 – (11:30hs – 12:30hs)

8

Proponente – Maria da Graça Floriano Título da Comunicação – “A transmissão religiosa na Umbanda” Email – mgfloriano@terra.com.br

Data – Sábado 12/11/2011 – (11:30hs – 12:30hs) Proponente – Talita Oliveira dos Anjos Silva Título da Comunicação – “Cultura impressa e cultura Afro-brasileira: Histórias das religiões africanas nos livros infanto-juvenis de Joel Rufino dos Santos” Email – talita_oliver_anjos@hotmail.com

3.

4.

Proponente – Fernanda Leandro Ribeiro Título da Comunicação – “Ensino religioso: para que e por quê?” Email – fernandaleandroribeiro@yahoo.com.br

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Faculdade de Teologia Umbandista

Resumo dos Grupos de Trabalho e Mesas de Comunicações

GT 01 Tema – “Teologia e Tradição Oral” Coordenação – Prof. Dsc. Irene Dias Data – Sábado: 12/11/2011 – (10:30hs – 11:30hs) Proponente – Fernanda Aterje Título da Comunicação – Exu – Novas (?) perspectivas Palavras-chave – Eshu, Tradição Oral, Poder de Transformação

1.

FTU

O Yorubá é um idioma originário da África Ocidental, língua milenar cuja nação era de Tradição Oral. Desta maneira, usava-se o canto, versos e narrativas repedidas de geração em geração como mecanismo de transmissão do conhecimento. E era por meio destas narrativas que os Yorubá conheciam os feitos dos Orixás. Fazendo parte do vasto panteão destas divindades encontramos Eshu, o elemento dinâmico o transportado de ashé a força vital que fornece o poder de realização de toda esta nação. Este trabalho visa mostrar uma visão diferente a respeito da divindade Eshu, a partir das obras dos sacerdotes umbandistas W.W. da Matta e Silva e F. Rivas Neto. Sempre apontado como o diabo católico ou o trickster (trapaceiro, embusteiro, enganador) como vários estudiosos insistem em qualificá-lo, Eshu é a divindade mais instigante do panteão umbandista. Seu aspecto transgressor resulta do fato de que Eshu vem justamente destruir o status quo (o que está estabelecido) de uma sociedade calcada na manutenção das desigualdades por meio de uma elite dominante, mostrando que todos nós possuímos força e poder para transformar nossas vidas aqui e agora. Proponente – Fernanda Leandro Ribeiro Título da Comunicação – “Mito, oralidade e destino nas religiões Afro-brasileiras” Palavras-chave – Mito, Oralidade, Destino, Religiões Afro-brasileiras

2.

Os mitos narram histórias protagonizadas pelas divindades em um tempo primordial. O tempo sagrado, mítico é reversível, ele pode sempre ser atualizado, por meio dos ritos. Por isso é considerado circular, diferentemente de quando contamos fatos históricos protagonizados pelos homens, que ocorrem em um tempo linear. Apesar de serem modelos exemplares, os mitos podem sofrer alterações ao longo do tempo, uma vez que estão inseridos no contexto da oralidade. Dado estes dois fatos: reatualização constante do mito e possibilidade de mudança do próprio mito, as tradições orais configuram-se como sistemas abertos, vivos, sempre em transformação. Este caráter dinâmico e de vivacidade dos mitos, repercute no ethos, ou seja, na vida das pessoas. Neste sentido, a concepção dinâmica sobre o destino individual e coletivo, proposta por Rivas Neto.

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Educando para uma Cultura de Paz Proponentes – Camila B. C. Martins; Renata Issa Gomes; Gihad Abdel Hak Título da Comunicação – “A tríplice dimensão da música sacra Afro-brasileira: aspectos mentais, astrais e físicos” Palavras-chave – Música, Religiões Afro-brasileiras, Níveis de Atuação

3.

Os pontos cantados possuem três níveis de atuação. No nível mental (cognitivo, intelectual e simbólico), através principalmente da letra, os pontos cantados transmitem de forma velada e simbólica, verdades e conhecimentos de cunho mítico, metafísico, doutrinal. No aspecto astral-emocional (emotivo, sentimental e devocional), as melodias e ritmos específicos transmitem, de forma imediata, conteúdos emocionais como alegria, severidade, gravidade, imponência e demanda, que harmonizam o padrão emocional de um grupo. Já a vibração da música sacra Afro-brasileira presente na orquestra ritual, nos tons e ritmos atua no aspecto etéreo-físico, através da magia dinamizada.

MESA 2 Data - Sábado: 12/11/2011 – (11:30hs – 12:30hs) Proponentes – Osvaldo Olavo Ortiz Solera e Jociane Neves Negrão Título da Comunicação – “Símbolos ideográficos, onomatopaicos e mnemônicos na construção do saber nas tradições orais Afro-brasileiras” Palavras-chave – Símbolos, Tradições Orais, Constante Mudança

4.

A tradição oral compõe-se de testemunhos transmitidos oralmente de geração em geração. A fala é a sua característica particular e maneira de transmissão, o qual difere das fontes escritas. Devido à sua complexidade, não é fácil encontrar uma definição para tradição oral que dê conta de todos os seus aspectos. Um documento escrito é um objeto: um manuscrito. Mas um documento oral pode ser definido de diversas maneiras, pois um indivíduo pode interromper o seu testemunho, corrigir-se, recomeçar, ressignificar , por isso a constante mudança. Mostrar a presença de símbolos ideográficos, onomatopaicos e mnemônicos na construção do saber nestas sociedades orais, com certeza será um grande desafio. Voltar ao início de todas as coisas sob o prisma destas tradições orais, implica em conhecer aquilo que nos leva aos primeiros elementos originários de nossa manifestação material e espiritual.

5.

Proponente – Érica Ferreira da Cunha Jorge Título da Comunicação – “A magia na tradição oral Afro-brasileira” Palavras-chave – Magia, Tradição Oral e Religiões Afro-brasileiras

O presente trabalho busca recuperar a relação apresentada pela tradição sociológica clássica entre magia e religião e discutir, em um segundo momento, de que forma a magia se faz presente na tradição religiosa Afro-brasileira contemporânea. O artigo será desenvolvido a partir do pressuposto estabelecido com Marcel Mauss de que a magia se define por grupos e locais específicos e tem como força motriz a transmissibilidade entre gerações justamente pela tradição oral e vivência dos envolvidos nas práticas mágicas.

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Faculdade de Teologia Umbandista Proponente – Maria Elise Gabriele Baggio Machado Rivas Título da Comunicação – “Tradição Oral: O silêncio da camarinha, a fala do inconsciente“ Palavras-chave – Tradição Oral, Camarinha, Inconsciente

6.

O objetivo deste trabalho é a análise de uma camarinha, ritual afeto ao candomblé e a umbanda omolocô em seu sistema de transmissão que anula a fala como meio de comunicação e introduz outros meios sensíveis, concretos como forma de atuar no inconsciente do filho de santo ou adepto. A linguagem inarticulada, que se abstém do som humano, assume outras dimensões da comunicação mítica, ritual e do próprio ethos que se traduz nos arquétipos dos Orixás no êxtase do ritual- a saída de santo. Usaremos como autores de referência Francisco Rivas Neto e José Flávio Pessoa de Barros como suporte teórico para os rituais de camarinha e Gerd Theissen para analise do tripé: rito, mito e ethos.

Educando para uma Cultura de Paz

9.

Proponentes – João Luiz Carneiro e Arthur Ranieri Título da Comunicação – “O conceito de religião e suas porias no olhar da teologia com ênfase nas religiões Afro-brasileiras” Palavras-chave – Epistemologia, Religião, Religiões Afro-brasileiras, Teologia com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras, Tradição Oral

Definir religião contemplando toda a sua complexidade é praticamente inviável. Mesmo para as consideradas religiões “ocidentais”, portanto institucionalizadas, as várias áreas do saber acadêmico encontram dificuldades. Quando aproxima de uma posição de Oralidade, os problemas são potencializados. Fazendo uso de uma abordagem transdisciplinar, serão discutidos alguns conceitos clássicos de “religião” cotejando-os com o caso das Religiões Afro-brasileiras, sob a ótica de sua teologia.

MESA 2 MESA 1 Data - Domingo: 13/11/2011 – (10:30hs – 11:30hs)

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Proponente – Paulo Fornari Título da Comunicação - “Cultos Afro-brasileiros - Liberdade e repressão político-teológica” Palavras-chave – Cultos Afro-brasileiros, Liberdade, Questões Político- teológicas

7.

Data - Domingo: 13/11/2011 – (11:30hs – 12:30hs) Proponentes – Ariel Couto; Ana Claudia C. Albuquerque; Fernanda R. do Nascimento; Jociane Negrão; Paulo Feijó; Rodrigo F. Bueno; Wilson Lopes Título da Comunicação – “Teologia com ênfase nas religiões Afro-Brasilei- ras: O Tempo” Palavras-chave – Tempo, Tradição Oral, Tradição Escrita

10.

A teologia política dos cultos Afro-brasileiros sempre se mostrou libertária, sendo, em nossa opinião, a teologia política mais próxima das propostas anarquistas de Kropotkin, Bakunin e Jean-Claude Proudhon, por exemplo. Tal estado de coisas literalmente assustou os poderes constituídos estatais (legislativo, executivo e judiciário) e seculares (igreja católica), os quais, contrários à proposta libertária dos culto Afro-brasileiros, iniciaram intenso processo de demonização e perseguição às sociedades-terreiro (através dos mais diversos métodos), em tudo visando lançar por terra qualquer coesão que pudesse existir entre os membros dessas sociedades, atuando na máxima “dividir para conquistar”. Nosso trabalho pretende, sem esgotar o tema, analisá-lo do ponto de vista histórico.

O tema Tempo tem sido objeto da critica filosófica, das ciências e da religião, desde o principio da Sociedade Antiga à Sociedade atual, na qual temos as mais diversas teorias. Ao falar de Tempo, obrigatoriamente citamos duas correntes, Tempo Circular e Tempo Linear, que estão diretamente ligadas as Tradições Orais e Tradições Escritas. Ao explicamos o Tempo Circular e o Tempo Linear, apontaremos e demonstraremos suas diferenças, suas ligações diretas com as Tradições Orais e Tradições Escritas, além de demonstrar historicamente a ligação do Tempo Linear com a obtenção e manutenção do Poder (Econômico, Político e Social Europeu) subjugando o Tempo Circular (Primitivo). Apesar deste embate, o artigo não tem como objetivo principal uma crítica à imposição Européia Ocidentalista de utilização do Tempo Linear, mas sim demonstrar que outras Sociedades também possuem conceitos de Tempo, no caso Tempo Circular, em torno dos quais organizaram seus cotidianos.

Proponente – Hulda Silva Cedro da Costa Título da Comunicação – “Os espaços ocupados na mídia pela religião Umbanda” Palavras-chave – Mídia, Umbanda, Preconceito

8.

Pretende-se apresentar um panorama geral dos espaços que são ocupados na mídia pela religião Umbanda e as formas de preconceitos a que ela está sujeita através dos meios de comunicação de massa, abordando inicialmente a questão do poder exercido pela mídia sobre as pessoas e o seu vínculo com a sociedade.

12

11.

Proponente – Benedita Regina Aparecida Freitas Título da Comunicação – “O simbolismo nos pontos cantados nas religiões Afro-brasileiras” Palavras-chave – Simbolismo, Pontos Cantados, Religiões Afro-brasileiras

Este trabalho visa, a partir de pesquisa sobre a tendência literária conhecida como Simbolismo, encontrar na sensibilidade poética, a presença da espiritualidade no setor acadêmico. Como as Religiões Afro-brasileiras, assim como outras Tradições Religiosas, desenvolveram uma linguagem simbólica de conexão com o Sagrado, o Simbolismo está presente

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Faculdade de Teologia Umbandista em sua rito liturgia, e nos Pontos Cantados, que tem similaridade com a poesia simbolista, evidenciada nesse trabalho com poemas do poeta simbolista Cruz e Souza. Pois o poeta ao buscar em versos e prosa, aquilo que está além das palavras, encontra no Simbolismo, a consciência sagrada de todas as coisas, como acontece nas Religiões Afro -brasileiras. Proponente – Ivanildo Garcia de Oliveira Título da Comunicação – “A universalidade da Umbanda: um estudo da construção da religiosidade umbandista sob a ótica da formação da civilização brasileira” Palavras-chave – Umbanda, Civilização Brasileira, História, Religião, Espiritualidade

12.

Este trabalho tem como objetivo o estudo sobre a construção do Movimento Umbandista no Brasil e como a universalidade encontra-se presente dentro deste Movimento. Busca unir o saber religioso com o saber acadêmico, e para isso, demonstra que existiram três vertentes imprescindíveis na construção do Movimento Umbandista: histórica, religiosa e espiritual.

GT 02 Tema – “Memória, Cultura e Identidade” Coordenação – Prof. Dsc. Maria Helena Villas Bôas Concone Data – Sábado: 12/11/2011 – (10:30hs – 12:30hs) Domingo: 13/11/2011 – (10:30hs – 12:30hs)

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MESA 1 Data – Sábado: 12/11/2011 – (10:30hs – 11:30hs) Proponentes – João Luiz Carneiro e Athus Rivas Título da Comunicação – “Religiões Afro-brasileiras na internet: uma tradição avoenga em pleno século XXI” Palavras-chave – Comunicação, Internet, Propaganda, Religiões Afro-brasilei- ras, Tradição Oral

Educando para uma Cultura de Paz Proponentes – Diego Sávio da Costa Fernandes E Cleber Santos Vieira Título da Comunicação – “O congado e seu contexto acrtístico e religioso no Município de Ouro Preto” Palavras-chave – Congado, Arte, Religião, Negro, Ouro Preto

2.

Esta comunicação analisa a atuação do negro congadeiro na construção histórica do nosso país, através dessa rica tradição de fé e arte. Herança da tradição africana, o congado revela-se como uma das manifestações culturais mais expressivas na histórica cidade de Ouro Preto e em distintas redondezas de Minas Gerais. Como culto de cunho religioso, apresenta diversos elementos tidos como “sagrados” em rituais constantemente revitalizados e enriquecidos. Mesmo sendo um festejo de grande expressão, a partir de meados do século XX, detectou-se certo arrefecimento. Compreender os elementos constitutivos dessa manifestação, seu funcionamento, suas origens, e suas atuais perspectivas, possibilita uma contribuição para continuidade de todo esse amálgama de tradição secular, no qual, música e religiosidade são preponderantes. Assim, torna-se premente atentar para a importância de inúmeros valores e tradições imanentes no contexto desta rica e complexa expressão cultural.

3.

A proposta de nosso trabalho é revisitar as teorias sobre a mestiçagem em nosso país, sobretudo apontar seus percursos, já que a mestiçagem foi muito combatida e posteriormente defendida quando associada à imagem de identidade brasileira em um momento bastante particular da história de nosso país. Em um segundo momento, abordaremos a figura da entidade caboclo cultuada nas religiões Afro-brasileiras e associar com as teorias da mestiçagem, ou seja, de que maneira as religiões de matrizes africanas, ameríndias e indo-europeias conseguiram destacar o caboclo como ícone do mestiço, do ponto de vista material, e também ícone da síntese das várias matrizes, do ponto de vista espiritual.

1.

Este trabalho tem como objetivo discutir elementos das Religiões Afro-brasileiras, calcadas na Tradição Oral, e sua apresentação para a sociedade civil como um todo por meio da mídia. Optamos por realizar esta pesquisa em meios não convencionais. Afinal, programas de rádio, jornais e revistas especializadas já foram extensamente analisados. Esta comunicação se preocupa em recortar o olhar nos canais digitais, onde de alguma forma a Oralidade volta com força total na justa medida em que é possível produzir conteúdo de fácil acesso na modalidade áudio-visual, convergindo com método de transmissão de conhecimento das Religiões Afro-brasileiras.

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Proponente – Érica Ferreira da Cunha Jorge Título da Comunicação – “Revisitando as teorias da mestiçagem no Brasil: como os caboclos das religiões Afro-brasileiras estão inseridos neste contexto?” Palavras-chave – Mestiçagem, Caboclos, Religiões Afro-brasileiras

MESA 2 Data - Sábado: 12/11/2011 – (11:30hs – 12:30hs) Proponente – Norton F. Corrêa Título da Comunicação – “O Batuque do Rio Grande do Sul: Cosmovisão e questões em torno ao sincretismo” Palavras-chave – Batuque, Rio Grande do Sul, Sincretismo O campo religioso Afro-brasileiro do Rio Grande do Sul, hoje, compreende, basicamente, três modalidades rituais, a umbanda, a linha-cruzada e o batuque, todas tendo como elemento central do ritual a possessão por entidades espirituais, que se manifestam através do corpo e da mente do fiel.

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Faculdade de Teologia Umbandista Os primeiros templos de batuque foram fundados, provavelmente, em meados do século XIX, na cidade de Rio Grande, no Sul rio-grandense. Os de umbanda nos anos 1920, trazidos do Sudeste brasileiro e os de linha-cruzada nos anos 1940-50, provindos da mesma região. O trabalho, de cunho antropológico, corresponde a um capítulo de minha tese de doutorado, inédita. Proponente – Cláudia Puentes Título da Comunicação – “UESB, INAÊ e Janaínas– Laços espirituais e sociais” Palavras-chave – Religião, Trabalho Social, Identidade

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Com o objetivo de abordar aspectos contributivos para a formação contemporânea dos afrodescendentes esse trabalho foi estruturado. Tendo como base a ONG Grupo União Espírita Santa Bárbara em seus núcleos de Maceió e Santa Fé, ambos em Alagoas, e o desdobramento da ONG na Casa das Janaínas e Inaê. As interseções com fatos históricos ocorridos no Brasil e, um dos que mais marcou nossa sociedade, no âmbito da cultura afrodescendente, o episódio do “Quebra de 1912”, formam o parâmetro de uma pesquisa de campo que nos possibilita revelar aspectos da identidade do “povo do santo” e dos que não fazem parte de nenhuma religião, mas que buscam igualmente, esclarecimentos que possibilitem a melhoria de vida para todos.

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Proponentes – Antônio José Vieira da Luz e Carolina Nathalie Marklew da Luz Título da Comunicação – “Sincretismo e tolerância“ como os caboclos das religiões Afro-brasileiras estão inseridos neste contexto?” Palavras-chave – Sincretismo, Tolerância, Síntese

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Educando para uma Cultura de Paz Neste artigo pretendo compartilhar a experiência da oficina Beleza Negra que dialogava a respeito de identidade Afro-brasileira na EMEF Profa Ana Íris do Amaral. Com o protagonismo destes pré-adolescentes na periferia de Porto Alegre (RS), criamos fotonovelas, contações de histórias, periódicos escolares, ciclos de cinema, artesanato, confecção de bonecas negras em retalho e crepom, intercâmbios e saídas de campo para trocas de conhecimento, visando o resgate histórico-cultural que compreendeu desde os reinos africanos até os valores civilizatórios, herdados a partir das religiões de matriz africana e da cultura Afro-brasileira. Buscando as suas histórias e as de sua comunidade escolar, foi possível desconstruir esteriótipos “raciais” negativos, o que permitiu a eles reconstruir suas identidades individuais ressignificadas.

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Proponente – Itamir Otaviano de castro Junior Título da Comunicação – “O “negro” e as sagradas escrituras: um panora ma dos personagens de etnia negra e suas contribuições históricas” Palavras-chave – Negro, Sagradas Escrituras, Etnia

O presente artigo propõe, como sugere o título, uma visão panorâmica dos principais vultos de etnia negra mencionados nas sagradas escrituras, visando resgatar a importância histórica do personagem “negro”, sua coragem, força, qualidades bélicas e o seu relacionamento com os povos do mediterrâneo antigo. Desmitificar a deturpação bíblica de marginalização da etnia negra, mostrar a beleza literária dos amores inter-raciais, e a grandeza, a riqueza e a força dos povos de etnia negra.

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Proponentes – Bruno F. T. Barbosa e Kátia Stanigher Título da Comunicação – “O Sincretismo como tentativa inicial de síntese” Palavras-chave – Sincretismo, Síntese, Negro

O sincretismo subsiste no senso comum e, em certa medida nas ciências sóciais, como algo pejorativo – degenerescência, ausência de pureza, mistura, falta de capacidade intelectiva ou de alcance teológico racionalizador. Mesmo entre os teóricos falta unanimidade quanto à validade de tal conceito – tido como ardil epistemológico (“vazio” como conceito), construção ideológica (acusação desfechada por religião dominante) ou por uma profusão de releituras: junção, união, confluência, mistura, aglutinação, associação, simbiose, amálgama, paralelismo, correspondência, equivalência, justaposição ou convergência, acomodação, concordância e finalmente – entre várias – síntese. Queremos trazer à discussão algumas teses recentes sobre este conceito e sua importância para uma realidade cultural planetária cada vez mais carente de tolerância.

A partir do século XVI chegou em terras brasileiras o negro vindo de diversas regiões do continente africano na condição de escravo. Os diversos grupos que aqui aportaram eram rivais entre si. Bantos e sudaneses além de terem línguas diferentes também tinham concepções místicas religiosas diferentes. No entanto a necessidade de manutenção da própria vida e da luta libertacionista faz com que grupos étnicos outrora rivais começassem a se unir surgindo assim o primeiro sincretismo por dentro dos cultos Afro-brasileiros. Entendamos como Sincretismo um fenômeno místico religioso que torna um culto passível de ser praticado por vários povos que antes tinham rituais e concepções diferentes.

MESA 1 (A)

MESA 2 (A)

Data – Domingo: 13/11/2011 – (10:30hs – 11:30hs)

Data – Domingo: 13/11/2011 – (11:30hs – 12:30hs)

Proponente – Letícia Guimarães Araújo Título da Comunicação – “Beleza Negra - O espaço da oficina para auxílio na reconstrução das identidades Afro-brasileiras” Palavras-chave – Educação anti-racista, identidade valores civilizatórios africanos

Proponente – Maria da Graça Floriano Título da Comunicação – “Umbandistas de cabeça feita - Candomblé e Umbanda em uma cidade mineira” Palavras-chave – Candomblé, Umbanda, Campo Religioso, Invenção Cultural

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Faculdade de Teologia Umbandista Na década de 80 começa em Juiz de Fora, MG o movimento de adesão dos umbandistas ao candomblé, movimento que irá se tornar “uma febre”, como eles dizem, a partir de meados da década de noventa. Uma imersão neste campo revela que os candomblecistas desta cidade não renegam e não abandonam a umbanda. São “umbandistas de cabeça feita” e seus terreiros são pejorativamente denominados de umbandomblé. Interpretar estas adesões como um processo de re-invenção, de re-interpretação, que articula dois contextos, cria identidades e gera mudanças no campo das religiões Afro-brasileiras é a proposta deste trabalho.

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Proponente – Rosângela Paulino de Oliveira Título da Comunicação – “Devoção a Nossa Senhora do Rosário: memória e (res)sentimento” Palavras-chave – Devoção, Nossa Senhora do Rosário, Memória

A festa de Nossa Senhora do Rosário tem sua origem na Europa e de lá é transportada para o novo mundo na bagagem dos conquistadores. São os missionários dominicanos que levam a santa à África e impõem seu culto aos negros africanos, que num processo de adaptação acrescentam traços de sua própria cultura. No Brasil, há uma continuidade neste processo que transforma a festa em devoção a santa e em um grande diálogo com o Criador através da dança do Congo e do Moçambique. O mito fundante dessa crença não é de todo inspirado no modelo europeu, mas no que foi resignificado já em África, quando a santa branca assume características negras. Nesse processo de devoção percebemos que o que motiva a festa é a memória do tráfico, da travessia da Calunga Grande e o (res) sentimento de uma história recriada, cantada e dançada no Congado. Proponentes – Alexandre Oliveira Gabriely e Rosemary dos Santos Título da Comunicação – “A religiosidade Afro-brasileira como aliada no resgate da identidade étnico racial de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa” Palavras-chave – Religiosidade Afro-brasileira, Resgate Étnico Racial, Medidas Socioeducativas

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O sábio provérbio Macua de Moçambique diz que “As pegadas na areia do tempo não são deixadas por quem fica sentado”. Assim, propor debates que envolvam temas sobre a religiosidade Afro-brasileira junto a adolescentes que cumprem medida socioeducativa é o início de uma caminhada em direção a superação de grandes desafios. O momento é oportuno e de relevância, pois, conforme constatado em pesquisa realizada em 2005, 67% dos adolescentes atendidos na Fundação CASA, se autoclassificaram de cor de pele preta ou parda. Diante, refletir sobre a cultura e tradições Afro-brasileiras é ir ao encontro das origens de boa parte destes jovens, sendo muitos violados em seus direitos. Para estes adolescentes, propor o resgate de suas origens ancestrais através da religiosidade poderá fortalecer sua identidade e sentido de pertença no mundo, é esta a discussão que focaremos neste trabalho.

Educando para uma Cultura de Paz

MESA 1 (B) Data – Domingo: 13/11/2011 – (10:30hs – 11:30hs) Proponentes – Marcia Aparecida Marangueli, Maria de Lurdes Paixão, Ricardo Briga, Ricardo Mesquita, Roberto Lerner Título da Comunicação – “Magia e imaginário, um estudo das plantas componentes do “vaso das sete ervas” Palavras-chave – Magia, Imaginário, Vaso das Sete Ervas

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Reconhecidas por sua eficácia algumas plantas as quais são atribuídas características terapêuticas encontram-se também associadas à efeitos magísticos. Procuramos no presente trabalho correlacionar um grupo de plantas que compõem os chamados “vasos das sete ervas”. Tomamos como base metodológica a observação direta dos referidos vasos em espaços públicos. Desenvolvemos um levantamento bibliográfico sobre as propriedades e similaridades deste conjunto de ervas que estão presentes na rito liturgia das religiões Afro-brasileiras. A historicidade destas plantas nos revela a importância desta composição capaz de atuar nos campos físicos e extra físicos, constituindo um legado da medicina popular no combate a doenças culturais tais como: mal olhado, afasta energias indesejadas, favorecer boa sorte nos negócios, manter a boa saúde, saberes que atravessam séculos de existência provindos de diversas experiências religiosas. Proponente – Wandir Vieira Leal Santos Título da Comunicação – “O patrimônio imaterial em espaço sagrado“ Palavras-chave – Espaço Sagrado, FTU, Patrimônio Imaterial

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A Faculdade de teologia Umbandista tem em sua mantenedora ,Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino,três espaços templos onde semanalmente ocorrem atividades religiosas Na rito liturgia das religiões Afro-brasileiras a música,a dança,o canto aliam-se ao uso das plantas com a finalidade de trazer harmonia a seus participantes. Serão descritos neste trabalho os referidos espaços de observação e vivencia.Para as religiões Afro-brasileira a Mata é um dos santuários e portanto mais um espaço estudo vivenciado que propicia aos alunos da instituição um contato com a biodiversidade deste patrimônio natural. As experiências pedagógicas do Laboratório Etnobotânico de FTU propiciam um aprendizado integrador de saberes.

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Proponente – Thomé Sabbag Neto Título da Comunicação – “Fenomenologia das Religiões Afro-brasileiras: a vivência no Terreiro” Palavras-chave – Fenomenologia, Religiões Afro-brasileiras, Terreiro

A vivência, enquanto atividade simultânea, mas em proporções variáveis, de todas as funções da personalidade humana (centralizadas em seus três domínios fundamentais: mental, emocional e físico), é o motor da Iniciação nas Religiões Afro-brasileiras. A vivência no Terreiro proporciona ao adepto estímulos que ativam, fortalecem e unificam todas as estruturas da psiché: (a) no domínio mental, há a doutrina, os postulados metafísicos, os símbolos

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Faculdade de Teologia Umbandista e mitos, as mensagens e aconselhamentos espirituais; (b) no domínio afetivo-emocional, há a devoção aos Ancestrais Ilustres e ao Mestre encarnado (Babalawó), a amizade profunda entre os Irmãos de uma mesma Raiz, a ética; e (c) no domínio físico, há os estímulos sensoriais, desencadeados pela estética litúrgica, através das cores, formas, sons, aromas, comidas de santo e posturas corporais (hilética).

MESA 2 (B) Data – Domingo: 13/11/2011 – (11:30hs – 12:30hs) Proponente – Armando Rossi Sabbag Título da Comunicação – “A identidade das mesas ritualísticas“ Palavras-chave – Identidade, Mesas Ritualísticas, Religiões Afro-brasileiras

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Este trabalho tem como objetivo apresentar as mesas ritualísticas e o significado e relação da alimentação com a religiosidade, especialmente nas religiões Afro-brasileiras. A miscigenação brasileira e seu mais belo resultado, a riqueza cultural, deixaram marcas na nossa sociedade, traços que podem ser notados na formação religiosa, social e política do nosso País. Durante este estudo iremos apresentar diversas manifestações religiosas e analisar suas mesas ritualísticas, todas com significado objetivo de ligar o homem ao sagrado. A alimentação mantém o homem ativo e atuante, e a oferenda faz com que a alma seja elevada às divindades e utilizada como fonte de absorção de poder e força para realizar (Axé). Proponente – Maria Fatima Santos Desombergh Título da Comunicação – “Benzedeiras, rezadeiras – Saberes do ontem na atualidade” Palavras-chave – Benzedeiras, Rezadeiras, Saberes

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Na Inquisição e ainda depois, sob controle da Igreja, a medicina primava pelo obscurantismo e crença no “diabólico”. O que era desconhecido e não fosse de interesse da Igreja, era considerado “heresia”. Neste ambiente e mentalidade nada científicos, um dos principais alvos foi a mulher. No Brasil, para suprir a falta de assistência às pessoas, muitas mulheres se muniam com o que tinham em mãos: seu conhecimento, para ajudar o povo simples e carente. Viviam sob “ameaça” e, para escaparem da “caça às bruxas”, guardavam segredo de seus saberes. Embora aparentemente extintas, ainda há no Brasil muitas rezadeiras, benzedeiras, que, mesmo estando no 3º milênio, continuam levando o alívio às pessoas que as procuram. O que leva a pessoa a procurar a Benzedeira? Como estes Saberes permanecem até hoje?

GT 03 Tema – “Ensino Religioso” Coordenação – Prof. Dsc. Sérgio Junqueira Data – Sábado: 12/11/2011 – (10:30hs – 12:30hs) 20

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MESA 1 Data – Sábado: 12/11/2011 – (10:30hs – 11:30hs) Proponente – Sergio Cardoso Título da Comunicação – “Ensino religioso nas escolas – Limites da democracia” Palavras-chave – Ensino Religioso, Escolas, Democracia

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O caráter laico do Estado Brasileiro está presente desde a primeira Constituição da República Brasileira. Desde então, há a separação entre o Estado e a Igreja. Apesar de mantida a laicidade do Estado, a atual Constituição Federal Brasileira, em seu artigo 210, § 1º, institui que “o ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”, sendo regulamentado pela Lei, nº 9.394, “Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, de 1996. Ambos os textos foram aprovados por maioria representativa, de acordo com o regido na própria Carta Magna. Além das divergências esperadas na construção de uma diretriz curricular e no respeito às práticas religiosas diversas, há uma questão fundamental que não está sendo discutida: a democracia tem instrumentos efetivos e suficientes para legislar sobre uma questão religiosa, ou seria necessária a unanimidade?

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Proponente – Maria da Graça Floriano Título da Comunicação – “A transmissão religiosa na Umbanda” Palavras-chave – Umbanda, Transmissão Religiosa, Juiz de Fora

Todas as instituições de socialização (escola, família, religião) enfrentam aquilo que se convencionou chamar de “crise da transmissão.” Crise que coloca para a transmissão religiosa o problema de assegurar a socialização de um universo governado pelo “imperativo da continuidade” numa sociedade fortemente governada pelo “imperativo da mudança”. Problema que não é exclusivo das religiões Afro-brasileiras, mas que nelas apresenta características específicas e distintas das demais religiões presentes no campo brasileiro. O debate em torno da implantação do ensino religioso, nas escolas, não pode esquecer tais especificidades. Esta comunicação pretende alencar e interpretar algumas destas características, observadas em um trabalho de campo, realizado durante anos, juntos aos umbandistas de Juiz de Fora, MG.

MESA 2 Data – Sábado 12/11/2011 – (11:30hs – 12:30hs) Proponente – Talita Oliveira dos Anjos Silva Título da Comunicação – “Cultura impressa e cultura Afro-brasileira: Histórias das religiões africanas nos livros infanto-juvenis de Joel Rufino dos Santos” Palavras-chave – Cultura Impressa, Cultura Afro-brasileiras, Livros Infanto -juvenis

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Faculdade de Teologia Umbandista

Educando para uma Cultura de Paz

Este trabalho interroga algumas questões que decorrem do caloroso debate acerca do ensino da história e cultura Afro-brasileira no sistema de ensino nacional fomentado pelas leis10.639/03 e 11.645/08. Parte-se do pressuposto que esses marcos legais têm por parâmetros a educação para relações etinicorraciais, valorizando a diversidade cultural como um meio, pelo qual as identidades sociais dos sujeitos são construídas. Tendo como ponto de partida esta reflexão, a pesquisa investiga a construção da religiosidade dos povos africanos apresentada ao público infanto- juvenil através dos impressos escolares e literários publicados a partir de 1960 por Joel Rufino dos Santos.

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Proponente – Fernanda Leandro Ribeiro Título da Comunicação – “Ensino religioso: para que e por quê?” Palavras-chave – Ensino Religioso, Religiosidade, Educação Brasileira

O ensino religioso é um tema ao mesmo tempo rico e problemático. Rico porque se propõe abordar uma questão inerente ao ser humano, a religiosidade e problemático porque exige o respeito ao princípio da liberdade religiosa. O grande desafio é garantir que ele não seja confessional. Diante disso, muitas pessoas defendem que religião é uma questão de foro íntimo e que não cabe ampliá-la para o espaço público da educação. No entanto, se a educação busca uma formação integral da pessoa e no Brasil, especialmente, a religiosidade é um aspecto fundante da sociedade, e ela é extremamente plural, podemos pensar que o ensino religioso tem muito a contribuir. Para responder esta questão é importante definir uma fundamentação epistemológica que oriente uma diretriz curricular comum em âmbito nacional, bem como a formação docente.

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Caderno de Resumos dos GTs