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Nimiero Um

MEL

ECOLOGIA SOCIAL O seu fundador é o ecologista radical americano Murray Bookchin cuja filosofia articula história, tecnologia e urbanismo numa concepção não dualista das relações entre a sociedade hu­ mana e a natureza que permite a prossecução de “objectivos gen­ uinamente éticos”. C£E eminente­ mente natural que, por evolução a partir da primeira natureza, a humanidade crie uma segunda na­ tureza.” Esta última consiste “ numa cultura especificamente hu­ mana, em grande variedade de comunidades institucionalizadas, técnicas humanas efectivas, lin­ guagem simbólica muito rica e fontes alimentares cuidadosa­ mente administradas.” Esta se­ gunda natureza não é um enxerto artificial na primeira natureza bi­ ológica mas o resultado mesmo do processo evolutivo desta úl­ tima, de modo a que, dialecticamente, a realidade biológica se reconstrói como realidade social. No entanto esta evolução pode sofrer distorções, afastando-se de formas cooperativas orgânicas de organização social. A solução para a crise ecológica não é o regresso impossível à primeira na­ tureza mas a integração radical das duas natureza satravés do de­ senvolvimento de ecocomunidades.

SEM

PES

NEM

CABECA

Açores-Julho de 1998

P R IÕ LO - Em Perigo de Extinção

Não faz qual­ quer sentido estar a construir uma ma-

O priôlo é uma ave que vive nas últimas zonas de flo­ resta indígena de louro, cedrodo-mato e urze e nos lugares onde vegetação mais densa , :xi st entes na Reserva Natural o Pico da Vara, na Ilha de São Miguel. Dotado de costumes dis­ cretos, o seu canto é um “diuh” melancólico e repetido a inter­ valos irregulares, sendo por vezes o único sinal da sua pre­ sença.

rina sem qualquer respeito para com os

séculos

de

história da cidade p a t r i mó n i o mundial, Angra do Heroísmo.

Extremamente enfeudado ao seu habitat, a população ac­ tual é muito fraca e, se medidas de conservação não forem tomadas, correrá o risco de de­ saparecer. O seu parente mais próx­ imo é o Dom Fafe que nidifica desde a Galiza, toda a Europa , salvo o Sul, indo até ao Japão com numerosas e diferentes raças.

Para saber mais: www. terravista. pt/ ilhadomel/ 2461

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"O argumento de qu e o crsci m ento reduy: nx desigualdades c ama mentira sem funda­ m en to ” (Attali c Guillaume)


MEL

ECOLOGIA SO C IAL

“Temos de impedir a reconquista, pelos ge­ stores do capitalismo, de uma critica do cresci­ mento que só tem sentido- e alcance revolucionário- se visar uma “mudança social total, “uma mudança dos mecanismos que modelaram os desejos hoje existentes” (Attali e Guillaume)

Os ecologistas sociais vêem nestas ideias a base para uma nova política que retira confiança ao Es­ tado em prol das comunidades. O município é teorizado como o lugar natural para as modificações soci­ ais, políticas e ambientais e o bairro e a cidade como a base duma nova política democrática. Ao contrário do eco-socialismo, mesmo na sua variante libertária, a ecologia social defende uma forma alternativa de administração que desafia o Estado centralizado. Os ecologistas sociais são de facto os únicos verdes que colmataram esta lacuna teórica. Concebendo o município como “ a mais autêntica arena da vida pública” os ecologistas sociais defendem uma participação eleitoral dos verdes confinada às eleições municipais. Os poderes dum presi­ dente da câmara são substancial­ mente diferentes de um governador de Estado ou província e sujeitos a muito maior fiscalização e controlo públicos. Os ecologistas sociais privilegiam a criação de juntas ou assembleias de bairro, conforme o tamanho da cidade, e pretendem de­ scentralizar o município criando uma assembleia de delegados revogáveis em qualquer momento e tomando mais simbólico que real o cargo de presidente da Câmara. Em­ bora sancionem uma forma limitada de participação eleitoral os ecologis­ tas permanecem críticos do actual sistema de democracia parlamentar e tentam enriquecer a presente democracia política através da orga­ nização e acção extra-parlamentar. Howard Hawkins salientou “que os partidos verdes não fizeram a distinção crucial entre acção extra-parlamentar e a crítica antiparlamentar há muito feita pelos anarquistas. Todos os partidos verdes desejam combinar acção 2

extra-parlamentar e directa mas acreditam que alterações fundamen­ tais podem ser alcançadas por medi­ das parlamentares. A crítica anar­ quista à política parlamentar realça que a forma republicana representa­ tiva do Estado capitalista está estru­ turada de modo a cooptar ou marginalizar os partidos genuina­ mente radicais. O poder legislativo está gravemente limitado pelos poderes extra-parlamentares da classe dirigente, que residem no cap­ ital privado e na burocracia e mil­ itares não eleitos.” Os ecologistas sociais defendem a confederação dos municípios em termos da “Comuna de Comunas” de Kropotkin ou da “Comunidade de Comunidades” de Martin Buber. (in “A BATALHA”)

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