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12 Fujinkai

Nova caminhada

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Associação Feminina do Brasil realizou magnificamente, no dia 12 de junho, a 57ª Assembleia Geral, com a participação de 527 associadas. Pela manhã foi realizada em união espiritual a Dança das Mãos dos Doze Hinos Sagrados. E, às 13 horas, foi iniciada a cerimônia da assembleia com o termo de abertura, o canto do Hino Yorozuyo, o juramento das novas associadas e o relato das atividades do período. Em seguida, a diretora-presidente, Yuko Murata, fez a leitura da mensagem de congratulações da presidente mundial da Sede da Associação Feminina, Harue Nakayama, que enfatizou a necessidade de todas darem um novo e primeiro passo com o espírito firme, para uma caminhada com conteúdos significativos e conscientes do papel do yoboku. O Primaz, também expressou seu profundo reconhecimento pelos esforços de todas nas caravanas de regresso a Jiba para o centenário da Associação, que fez agregar novos missionários yobokus e mestres do Caminho. Ainda, solicitou a caminhada animada rumo a maturação espiritual para as próximas atividades. Depois, houve o juramento das associadas, o canto do Hino da Associação e, finalizando, o termo de encerramento da assembleia. Às 14h30, sob o título “Como você se empenhou durante os três anos, mil dias, rumo ao Centenário da Fundação?” ouviram a emoção dos relatos de dez associadas. E, após os relatos, animaram-se nas atividades de ginástica, divididas em dois grupos de idade. Ainda, à noite, no salão principal, houve apresentações de entretenimentos e um slide-show de fotos do Centenário de Fundação.

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Jornal Tenri

Ano XXXVIII- nº 469

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São Paulo, julho de 2010

Chaves da vida feliz

Shimbashira, através da Instrução nº 2, de 26 de outubro de 2002, citou: “A única maneira de corresponder a este imenso amor parental é cultivar e praticar o espírito de salvar o próximo”. Quanto à forma de evoluir o espírito, complementou: “A evolução espiritual significa aproximar-se da intenção do Parens. A intenção do Parens está na criação do mundo e dos seres humanos, desejando a vida plena de alegria e felicidade e está ligada ao dia original deste ensinamento quando se revelou ao mundo para salvar toda a humanidade”. Significa que devemos caminhar juntos e animados, visando um único propósito do caminho, de salvar o próximo e evolui-se espiritualmente. Para tanto, é essencial e necessário entender a razão da coisa emprestada e tomada emprestada. Se não souberem que o corpo de cada um é tomado emprestado, não compreenderão nada. Of. III-137 O mais importante é conscientizarse de que está sendo vivificado e compreender o quanto isto é gratificante. O carro a gasolina é movido a gasolina e não a diesel. O ser humano não se move se tiver poeiras no espírito, não consegue viver. Vive, tendo o espírito alegre e utilizando o corpo emprestado de acordo com

a vontade de Deus-Parens. Ao ser humano foi permitido usar livremente o espírito, isto é, pensar, refletir e desenvolver sua imaginação sem limites. Porém, a melhor forma de utilizar esta liberalidade é em prol do próximo, procurando servir, salvar e deixá-lo feliz. Através destas ações, sentimo-nos animado e, por conseguinte, Deus-Parens também se animará. Se utilizar o corpo contrariando a vontade divina, cria no espírito as poeiras da mesquinhez, cobiça, ódio, amor-próprio, rancor, raiva, ambição e soberbia, os quais podem ser leves

Leia mais . . . Tenri Jiho Relatos

Em busca dos ensinamentos pág 4

Órgão de divulgação da Igreja Tenrikyo

e minúsculas, quase imperceptíveis, mas, acumuladas com o tempo, ficam difíceis de serem limpas. Os problemas circunstanciais e de saúde são oriundos das poeiras espirituais. O ser humano se esforça apenas em curar-se do problema físico, que na essência é o alerta de DeusParens pelo uso errôneo do espírito. O correto é realizar a reflexão sobre o uso espiritual diário. Em qualquer momento pode-se sentir o trabalho onipotente de DeusParens e entender que corpo é tomado emprestado. O corpo humano é real-

mente maravilhoso. Repousamos à noite e acordamos pela manhã novamente dispostos. Mesmo dormindo, as providências divinas se fazem presentes, exercendo o magnífico e excelente trabalho sistêmico em todas as funções do corpo. Sobre as nove providências divinas não pairam quaisquer dúvidas da razão da coisa emprestada e tomada emprestada. Diante de qualquer circunstância existe Deus-Parens como uma “vassoura”, para a limpeza das poeiras espirituais. É o incontestável amor parental divino por toda a humanidade, seus filhos. Recebendo e acatando o amor do Parens, estabelecer-se-á o espírito de satisfação sincera, que gerará a o prazer de gratidão em realizar qualquer ação - é o hinokishin. O espírito de hinokishin deve corresponder à graça de estar sendo vivificado por Deus-Parens, sem descanso, um dia sequer. Assim, para contentar Deus-Parens e Oyassama existem os exatos passos no caminho: gratidão, satisfação e salvação. São as chaves para a vida plena de alegria. Os 60 anos de fundação da Sede Missionária Dendotyo do Brasil serão comemorados no dia 12 de junho de 2011. Recebendo a gratificante presença do Shimbashira, esforcemo-nos em atingir as metas da determinação espiritual, movimentando-nos rumo a um único objetivo e em união espiritual.

Para mais informações, procure-nos:

Palestra

rev. Tokushigue Fukaya

Educação dos Sucessores págs 6 e 7

Dendotyo

Dendotyo 60 Anos

Início dos tempos de guerra pág 11


julho de 2010

Palavras de Oyassama

Foram as palavras dirigidas a Tatsujiro Hirano, em 1879. Durante a caminhada da fé, é inevitável que ocorram inúmeros fatos, podendo eventualmente cair na descrença. O mais importante no caminho é a satisfação sincera capaz de fazer brotar a alegria de quaisquer ações. Oyassama também disse certa vez: Excelente, excelente. Será posteriormente excelente.

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Ref. junho/2010: R$ 8.255,00

Claudio José Tadashi Ishikawa* rompermos a casca das preocupações individuais e das cogitações humanas. Por ser do próprio espírito de Deus-Parens, não tem um mínimo de erro. A árvore torna-se tanto maior quanto mais extenso forem suas raízes, que se ampliam em todas as direções. Incansáveis, crescendo sempre no escuro, desviando dos obstáculos aparentemente intransponíveis, as raízes trabalham dia e noite. Sem que ninguém perceba, os trabalhos dos pais e dos antepassados têm uma mesma razão. Se tivermos um espírito grande, cresceremos como pessoas admiradas e, no futuro, também respeitados pelos próprios filhos, os quais enxergarão somente as qualidades boas dos pais. Creio que seremos reconhecidos como raízes que sempre se nutriram de coisas boas. Num caminho percorrido por várias pessoas, andando na mesma direção, há aquelas que se divertem, observando as flores, e outras que se irritam com os lixos encontrados no percurso. Como pode haver sentimentos diferentes, se percorrermos a mesma direção? A vida é assim: embora vivendo no mesmo momento, há pessoas que aproveitam a vida e outras que sofrem. A diferença está no ponto de vista de

Diretores responsáveis: Idioma Japonês - Yoshio Watanabe Idioma Português - Hiroshi Kajiura

Associação Itiretsu-kai

EDITORIAL

No dia 12 de junho de 2011, recebendo o Shimbashira, será realizada a Cerimônia Comemorativa dos 60 anos de fundação da Sede Missionária de Dendotyo. As atividades de três anos, mil dias, entraram na reta final, restando menos de um ano. E, para tanto, muitos fizeram uma determinação espiritual para a época oportuna. Em geral, a concretização das determinações espirituais estão nas ações de ajudar e salvar os próximos, recebendo a graça da própria salvação. É a graça de receber a graça de uma alegria dobrada. O terreno para plantar está pronto, à disposição do empenho de cada um, aproveitando as oportunidades, conforme a sua real satisfação em atingir o objetivo. O trabalho de uma semente se inicia a partir do momento em que ela é coberta de terra. É a mesma situação de uma pessoa coberta de responsabilidades, cercada de dificuldades por todos os lados. Isto se torna o ponto de partida para o trabalho de uma maravilhosa semente. A própria semente realiza o trabalho de autorromper sua casca. Para termos um espírito que esteja de acordo com os ensinamentos que recebemos de Oyassama, é importante

Igreja Tenrikyo de Dendotyo (Sede Missionária do Brasil) R. Tenri, 4-58 - Vila Independência Bauru - SP - CEP 17054-250 Fone: (14) 3236-1144 e-mail: b.tenrikyo@uol.com.br

cada um. Poder enxergar as flores é conseguir assimilar os pontos positivos das pessoas que nos cercam; e, enxergar os lixos pelo caminho é se fixar apenas em perceber os seus defeitos. Se percebermos algum lixo caído, devemos simplesmente recolhê-lo e continuar andando, falando a respeito da belezas das flores para as pessoas, aumentando assim o nosso círculo de amizades. O importante é dedicar, a quem quer que seja, o espírito, o corpo e as palavras – sempre com o espírito de servir ao próximo. Ficando doente, compreendemos a mente dos enfermos, e nos solidarizamos. Os problemas físicos e mentais são os nós da vida, de onde nascem os brotos que dão flores. O desânimo leva os brotos a se quebrarem. Assim, é preciso se contentar e ter o espírito de gratidão. E, com a mente ampla e animada, aproveitar a oportunidade para limpar as poeiras acumuladas no coração. Este não é um mero caminho da fé e oração. É o caminho da concessão das providências de Deus-Parens pela reforma e análise do nosso espírito e a limpeza das poeiras. *é condutor da Casa de Divulgação Saúde (Igreja Bauru)

Igrejas: *Arapongas; *Atlântico; *Brasil Koshihiro; *Brasil Yamashiro; *Campinas; *Continental; *Curitiba; *Diadema; *Duartina; *Eldorado; *Guaimbe; *Manaus; *Marialva; *Marília; *Meihakuiti; *Monte Brás; *Monte Kemel; *Nippaku; *Nova Yooki; *Oriente; *Paineira; *Penápolis; *Rikuhaku Osasco; *Seiki Brasil; *Sul América; *Taimo; *Tsuhakuryu; *Tucuruvi; Casas de Divulgação: *4º Paineira; *5º Paulista; *Alegria; *Aliança; *Brasil Kowa; *Brasil Yukikai; *Brasil Yushin; *Ipiranga; *Líder; *Mogi das Cruzes; *Namihiro; *Nanyo; *Primavera; *Saúde; *Tamahaku; *Terra Nova; *Kaoru, Nobuko, Haruko e Keiko Murata; *Massatoshi, Yuji, Mika, Sumie, Mitie, Lie, Mei e Naomi Ukei; *Asaji Tanaka – Cerimônia de 50 dias de retornamento de Akio; *Mitsuhiro Tanaka; *Mitsukazu e Haruyo Nakanishi; *Massashi, Takeshi, Yoshinori, Yoshitaka e Chizuru Fujishige; *Momoe, Mari, Koji, Motoo e Yae Saito; *Casa de Divulgação Cravinhos; *Yutaka e Akiyoshi Tanio, Yoshie Ishii, Karen Nakamura, Yumi Yamamoto e Yuri Silva; *Miwa, Massaharu, Mika, Miyuki e Atsuko Murakami; *Akemi Kondo; *Yoko Nakao; *Clarissa, Thais e Nilson Otake; *Yuiti, Hiroe, Hitomi, Mitiaki e Yuri Namiki; *Rodrigo e Guilherme Oshiro; *Hisao Kanezawa; *Giovanna e Lucas Morita; *Kazuaki Kosaka; *Gilberto Massuda; *Ricardo Fujikawa; *Erika Nakamine; *Take Fujikawa – Cerimônia de 20 anos de retornamento; *Akira e Nana Yamase; *Helio e Sanae Ota; *Midori, Yukari, Tamie e Hideki Arakaki; *Toyohiko Yoshida; *Otoichi Oka; *Shoiti Nakano; *Morio Aoki; *Tadashi Ota; *Ernesto Sambuichi; *Atsushi Aoyagui; *Carlos Miyoshi; *Erika Miyoshi; *Mitiko Kameoka; *Aline Ishikawa; *Terumasa e Mitsuyuki Kuroki; *Victor e Mariane Higa; *Erika Kondo; *Emerson Seo; *Giuliana Seo; *Hiroo, Yoshihiro, Risa e Airi Sohara; *Sayuri, Akemi e Midori Aizawa; *Priscila Sakurai; *Thiago Massuda; *Guilherme e Gustavo Fuzimoto da Silva, Roberto e Carolina Lopes Fuzimoto; *Igreja Horizonte; *Tomie e Massao Mukai; *Fabio Ushida; *Aline Yaschiro; *Tetsuki, Ken e Massaki Okamura; *Kunimasa Kosaka; *Aki Hashimoto; *Patrícia Sakurai; *Cintia Sakurai; *Hiromi Kaneshiro; *Vinicius Hara; *Yoshinobu Tanaka; *Hitomi e Satoru Nagasawa; *Dalton, Sueri, Minoru e Shuji Haga; *Tomoiti Otake; *Wilton Tani; *Naomi Nomoto; *Toshimitsu Kosaka; *Amanda e Paulo Mukai; *Igor e Bruno Harayshiki; *Caroline Sasaki; *Miriam Hara; *Vinicius e Vitor Okamura, Enzo Sugimura; *Ricardo Kubota; *Ichiro Kusakawa; *Noriaki Ito; *Tokuo, Keiko e Mamoru Okamura.

Dendotyo 11

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TYO DO BR DO

60 anos

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do livro Episódios da Vida de Oyassama 68. O futuro será longo

Jornal Tenri é uma publicação com fins religiosos, órgão da Igreja Tenrikyo de Dendotyo para divulgação. Publicação mensal editada desde 1971.

Jornal Tenri

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O futuro será longo, aconteça o que acontecer, não se desanime e tenha fé. O futuro será excelente.

Jornal Tenri

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2 Editorial

O caminho dos 60 anos Parte VII – Início dos tempos de guerra

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Ao ser questionado pelo Shimbashira, se regressaria também para as comemorações do centenário da Revelação Divina, ainda que sem a devida convicção, Chujiro respondeu afirmativamente e voltando ao Brasil, logo começou a ser planejada a segunda caravana de regresso a Jiba. Conseguiu-se formar um grupo de 86 pessoas, partindo do Porto de Santos no dia 2 de agosto de 1937. Nesta oportunidade, três novas igrejas receberam a razão da permissão de fundação de Jiba: Nanpaku (Mitsutaro Soraji), Brasil (Kisaku Kajiyama) e Nippaku (Kusumatsu Yoshizaki). Somando-se cinco igrejas fundadas em dois anos, começou-se a esboçar uma organização religiosa no Brasil, com a criação da Associação dos Missionários Kyoshi-kai e a Associação Feminina, em 1939. E, em 1940, era fundada a Associação dos Moços. Ainda, em 1940, como representante da Tenrikyo

nas comemorações dos 2600 anos do Império Japonês, Chujiro Otake pôde regressar mais uma vez ao Japão. Durante a viagem já pôde sentir os efeitos da Segunda Grande Guerra. Ao desembarcar, espantouse com a situação país, também em plena guerra. Após cumprir os compromissos das festividades, em Tenri, Chujiro participou do Curso de Doutrina de dez dias e foi nomeado presidente da Associação Geral dos Fiéis (Ichiu-kai) do Brasil. Em 1941 esta associação englobaria todas as demais associações (dos missionários, feminina e dos moços). A visita de Chujiro aos pais, em Shingu, acabou se tornando breve e foi o último encontro com a sua mãe. Logo foi chamado de volta à Sede para uma reunião administrativa, que teve também a participação dos missionários dos Estados Unidos e Canadá, para tratar de suas situações com relação à guerra. Sob consenso, todos voltaram aos seus respecti-

vos países, havendo muita tensão no trajeto. Quando Chujiro desembarcou em Santos, o Brasil ainda se declarava neutro. Porém, em dezembro de 1941, houve o ataque japonês à base de Pearl Harbor e, em 29 de janeiro de 1942, o Brasil rompeu relações com os países do eixo (Alemanha, Itália e Japão), declarando estado de guerra. O movimento migratório japonês encerrara o fluxo em agosto de 1941 e medidas internas cercearam a liberdade dos ‘inimigos’. Nesta época, existiam diversos grupos de fiéis que desejavam receber a permissão para a fundação de igreja. Porém, devido à situação mundial, foram adiadas. Desta forma, nos anos de 1941 e 1942, na qualidade de Representação Missionária do Brasil, permitiu-se a fundação das casas de divulgação Ribeirão, Londrina, São Paulo, Pompeia, Paineira e Três Barras.

fatos e memórias... Em 1940, pude regressar a Jiba novamente e, naquela ocasião, após fazer a reverência na Sede da Igreja, fui me encontrar com os meus pais. A alegria foi muito grande. Pretendia fazer a dedicação filial, quando me chamaram: - Senhor Otake, chegou um telegrama urgente para o senhor! “Preciso falar-lhe com urgência. Assunto importante. Volte imediatamente.” Meu pai só pode dizer: “vá e se esforce” e este foi meu último encontro com a minha mãe. O assunto se referia à situação crítica que se aproximava com o início da guerra. O mestre

Keigoro Moroi sugeriu que eu chamasse a minha família de volta ao Japão enquanto havia tempo. - Não! É nesse momento que eu preciso voltar ao Brasil e ficar ao lado dos fiéis. A minha intenção é dar toda a assistência aos colegas da fé - respondi. - Obrigado pela resposta. Fiquei mais tranquilo. Caso a guerra comece realmente, a Sede da Igreja não poderá fazer mais nada. Por isso, se estiver no Brasil, ficarei mais tranquilo e aliviado - disse o mestre Moroi. Ainda, enquanto era servido um delicioso jantar, as pessoas comentaram: “não é normal a

Sede da Igreja oferecer este banquete para nós. Isto significa uma despedida?” Mestre Moroi disse que não era esta intenção, mas tive essa leve impressão e logo voltei para o Brasil. Como previsto, teve início a guerra. O governo brasileiro tomou rigorosas medidas e passou a perseguir os japoneses. Nessa época fiquei preso durante um ano e três meses e tenho muitas recordações do presídio. *do relato de Chujiro Otake, em 25/01/1981, na Biblioteca Tenri, em Jiba, relativo aos fatos de seu regresso a Jiba, em 1940


10 Associações

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Takayuki Muramatsu*

Estudando a Doutrina com o Professor Tiago OYASSAMA (VI) Prof. Tiago: Agora, vamos ler esta parte. “Ocorreu o retornamento de Zembee no dia 22 de fevereiro de 1853, aos 66 anos de idade. Em face da perda do seu grande esteio, Zembee, dono de uma afeição incomum, a dor da família em que os pais e os filhos vieram convivendo em harmonia foi muito profunda. Nessa ocasião, Oyassama tinha 56 anos de idade, Shuji 33, Omassa 29 e Kokan 17. No mesmo ano, apesar da família estar em luto, Kokan partiu para a cidade de Naniwa, atual Osaca, com a missão de difundir o nome de Deus-Parens, conforme a orientação divina, acompanhada de Matakiti da aldeia de Otsussaka e mais dois homens. O triste evento da vida humana, que foi o retornamento do pai, coincidiu com o tempo oportuno para a divulgação da fé, marcando um ponto de partida para a salvação do mundo.” (Minuta da Vida de Oyassama, pág. 26) Jéssica: Coitada de Kokan. Com a nossa idade, ela perdeu o pai. P: É mesmo. Porém, posteriormente, a ação dela é admirável. Fábio: É realmente notável. Se alguém me falasse para difundir o nome divino, acho que não iria. J: Parece que Oyassama foi rigorosa, não acha? P: Mas, se pensarmos de forma diferente, sentiremos o seu caloroso amor materno. J: Como assim? P: Os seus pais não falam para vocês estudarem? F: Eles falam quase todos os dias. P: Por que eles falam para vocês estudarem? J: Será que é para nos educar? F: Eu não acho, é costume deles. P: Não é bem isso. Acho que eles dizem para vocês estudarem por

Seinenkai

Apoio para avançar

Apoio às atividades A Associação solicita a todos os membros e colaboradores ajuda e apoio à arrecadação de doações de fundos para a manutenção e realização de suas atividades, principalmente para a Caravanas de Missionamento, Assembleia Geral e investimentos em estruturas do Tenri Matsuri. No dia 9 de outubro, no evento cultural Tenri Matsuri, no Recanto Tenri, dentre os colaboradores, o Primaz da Sede Missionária, fará o

Opinião 3

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Ter fé é fazer divulgação

Gakuseikai

Torneio de Futebol No dia 7 de Agosto, durante todo o dia, será realizado o torneio de futebol socity da Associação dos Moços, no Recanto Tenri, em Bauru.

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sorteio de prêmios. Ainda, no dia 12 de junho de 2011 estaremos recebendo a ilustre presença do Shimbashira, por ocasião da comemoração dos 60 anos de Fundação da Sede Missionária Dendotyo do Brasil. O Shimbashira também é o Presidente Mundial da Associação dos Moços, nosso pai espiritual. Vamos dedicar todas a nossa sinceridade, lapidando o espírito para mais um importante evento decenário. Contamos com a compreensão e apoio de todos os associados *mais informações: Caio Soares (mikabanzo@uol.com.br), Roberto Ogawa (robertogawa@hotmail.com), ou Marcelo Yaschiro (sussumu@ yahoo.com)

pensarem muito em vocês. Talvez, seus pais também não gostassem de estudar, mas, mesmo assim, se eles falam isso, é por terem muito amor por vocês. F: Entendo o sentimento deles, mas qual é a relação com a Oyassama? P: Em vez de ficar triste com esse acontecimento, podemos pensar que Oyassama apressou a importante missão de Deus-Parens nessa época. F: Mas por que bem nessa época triste? J: Não será por que ela já sabia do resultado? Acho que ela já sabia que expandindo o ensinamento, muitas pessoas viveriam contentes e felizes. P: No momento de tristeza, em vez de ficar lamentando, almejando alegria maior, é bem melhor adiantar os passos o mais cedo possível. F: Então é isso. Nesse momento triste da perda do pai, podemos pensar que apressou ainda mais a transmissão deste Caminho da salvação do mundo. J: Por isso, de um lado, podemos sentir que ela foi rigorosa e, de outro, também o caloroso amor materno. P: Por fim, vou citar as seguintes palavras: “Se não trilharem o caminho da vida-modelo, não será necessária a vidamodelo. Se deixar guardada a vida-modelo, nada será possível.” (Indicação Divina de 7 de novembro de 1889) J: Quer dizer que, mesmo tendo o modelo, se não praticar, não é necessário a vida-modelo? P: É isso mesmo. Mesmo tendo o modelo, se mudar o modelo conforme o seu capricho ou deixar guardado em algum lugar, em outras palavras, sem praticar, a vida-modelo não será necessário. F: Então, vou me esforçar para dedicar conforme a vida-modelo. P: É verdade! Estarei almejando. (continua na próxima edição)

Fujinkai

Determinações em prática Olá! Como vão todas? Espero que todas estejam muito bem, dedicando-se com alegria no espargimento da fragrância. A divulgação é um dos pontos fundamentais de nossa fé. Este ano é o ano comemorativo dos 100 anos de fundação da Associação Feminina da Sede da Igreja. Muitas moças, recebendo a graça de Deus-Parens e Oyassama, puderam realizar o Regresso a Jiba e também participarem do alegre Encontro das Moças. Aquelas que não puderam participar, por motivos diversos, certamente estão se dedicando em suas Igrejas, Casas de Divulgação ou até mesmo à Sede Dendotyo. Deus-Parens e

Oyassama, sem dúvida, aceitam com grande satisfação os esforços dedicados em quaisquer lugares. No dia 12 de Junho de 2011 teremos os 60 anos de fundação da Sede Missionária do Brasil. Agora é momento de relembrar e agradecer os esforços dos antecessores que se dedicaram ao caminho. O melhor agradecimento é determinar o espírito em dar continuidade à razão das gerações, isto é, transmitir e expandir os ensinamentos. As atividades do departamento visam formar excelentes yobokus como base do caminho. Vamos juntas determinar o espírito para que possamos ter uma esplêndida comemoração decenária!

O Segundo Shimbashira tinha dito que “Ter fé significa fazer divulgação”. Quando eu era mais jovem, não entendia o significado dessa frase e até cheguei a duvidar da palavra dele: “Não será um exagero? Eu acho que mesmo sem fazer divulgação, a gente pode ter fé.” Creio que não só eu, como muitas pessoas também devem pensar assim. Mas, hoje percebi que o meu pensamento era um tanto superficial em relação ao que o Shimbashira dizia. O objetivo da Tenrikyo é que todos, sem exceção, realizem, vivenciem e compartilhem juntos a vida plena de alegria e felicidade. E para que todos possam realizar este desejo de Deus-Parens e Oyassama, cada um precisa, de forma gradativa, ir evoluindo espiritualmente seguindo os ensinamentos transmitidos pela Oyassama. O ser humano não consegue realizar a vida plena de alegria e felicidade só com a riqueza material. Portanto, mesmo passando por uma vida humilde, na simplicidade, as pessoas tenrikianas, dependendo da maneira de pensar e grau de evolução, conseguem viver com satisfação sincera e feliz. À medida que for evoluindo espiritualmente, a gente começa a aceitar até as coisas desagradáveis como orientação de Deus-Parens. Sendo assim, não acha ruim e nem reclama de nada. Porém, como conseguir esta evolução espiritual? Em primeiro lugar, a gente deve compreender bem o verdadeiro ensinamento divino, a razão do criador e cada vez mais ir se aprofundando para tomar consciência. Depois, deve fazer uma análise, se o seu uso espiritual, a sua maneira de ser, pensar e agir estão de acordo com este ensinamento. Geralmente, o ser humano não percebe “as oito poeiras espirituais” acumuladas no próprio espírito, ou seja, na realidade pouco se conhece. As poeiras espirituais aparecem como nossos maus hábitos e temperamentos no dia a dia. Quantas pessoas reconhecem os seus maus hábitos e temperamentos?

Porque os defeitos de outra pessoa a gente enxerga muito bem, mas, os próprios, são difíceis de perceber. As poeiras do nosso espírito são como o nosso rosto, não conseguimos enxergar sem o auxílio de um espelho. Então, onde encontrar o espelho que faz enxergar o nosso espírito? Uma das maneiras é fazendo a divulgação, porque as pessoas que DeusParens vai colocando na nossa frente para divulgar este ensinamento são os nossos próprios espelhos, que mais tarde vão nos auxiliar mostrando os nossos maus hábitos e temperamentos. Parece ser coincidência, mas, Deus-Parens vai colocando na nossa vida, as pessoas que têm as mesmas predestinações. Portanto, cada qual deve corrigir o próprio espírito, sem ficar exigindo do outro. Quando a gente muda, a outra pessoa também começa a mudar e o

seu espírito se salva, porque Deus-Parens começa a trabalhar através da nossa atitude. Parece que a gente está ajudando a outra pessoa a ser salva, mas, na verdade, a gente também está sendo salvo. Assim, é importante cultivar a nossa fé tenrikiana e ir evoluindo sempre. Quanto mais estudarmos este ensinamento e formos aprofundando, mais ficaremos encantados e gratos a Deus-Parens e a Oyassama. Porém, se não praticarmos, não conseguiremos sentir a graça. É como se fosse um banquete, se ficar só olhando e não comer, não poderá sentir o sabor e nem a alegria. Portanto, à medida que formos divulgando, vamos criando mais responsabilidades de colocarmos em prática os ensinamentos, pois devemos ser sempre exemplos daquilo que estamos passando, mostrando através de atitudes. Essa responsabilidade é um processo de crescimento espiritual próprio e uma maneira de se salvar. Quem pensa assim: “como não pretendo ser missionário, não preciso fazer divulgação; ou eu quero ser salvo, mas, não quero sair para salvar ninguém”, é melhor mudar de idéia e começar a fazer um trabalho de divulgação para merecer ser salvo. Pois, DeusParens deixou bem claro que salvando os outros é que estará salvando a si mesmo. Então, para que você e sua família evite o sofrimento no futuro, é melhor fazer um sacrifício agora, fazendo missionamento, melhorando o seu próprio destino para merecer viver a vida plena de alegria e felicidade, que é o desejo de Deus-Parens e Oyassama. Visando a comemoração dos 60 anos da fundação do Dendotyo, vamos nos empenhar e dedicar ao máximo na divulgação e salvação, agradecendo pelas providências divinas recebidas no dia a dia, praticando o ensinamento e assim, conquistando o nosso crescimento espiritual, contentando DeusParens e Oyassama! *é condutor da Casa de Divulgação ShimagaharaAracaju, em Aracaju-SE


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Jornal Tenri

Em busca dos ensinamentos

Todos os anos, inúmeras pessoas do ultramar que possuem o desejo de dedicar em Jiba se inscrevem no Seminário de Formação Espiritual em busca da autorreflexão e do aprofundamento na fé. Em meio a barreira da língua e cultura, 67 pessoas de 13 diferentes nacionalidades ingressaram na turma 828 (de abril a junho), salas de inglês e chinês; e turma 829 (de maio a julho) sala de tailandês, e o jornal Tenri Jiho entrevistou algumas delas. “Por que as pessoas da Tenrikyo são tão prestativas? Foi com essa dúvida e em busca dessa resposta que decidi participar do seminário”. Quem relata é a senhora Nattika Panchag, 29, filiada a igreja superior Nakatsu e vinda da Tailândia. Há quatro anos, passou a frequentar a escola de língua japonesa administrada pelo Centro Missionário da Tailândia. Ficou encantada com a personalidade das pessoas do centro e passou a participar do hinokishin. “A princípio a minha dúvida era por que os japoneses vinham até a Tailândia para catar lixo e fazer limpeza, mas a maior impressão mesmo ficou por conta da postura deles de não esperar nada em troca”, relembra. “Com as aulas de doutrina que venho assistindo neste seminário, pude compreender que as pessoas do Centro Missionário colocavam em prática os ensinamentos do desejo de querer ‘salvar todas as pessoas do mundo igualmente’. Agora eu também tenho-me dedicado ao máximo no hinokishin e na limpeza dos Recintos de Reverência ‘com o sentimento de alegrar os regressantes vindos dos diversos cantos do mundo a Jiba’, disse, exibindo um largo sorriso em sua face. Desejo de ser salvo Ao pisar na Terra Parental, não são poucas as pessoas que desejam receber a salvação da própria enfermidade ou de algum ente querido. Huang Ching Chao, 24, da casa de divulgação Yuukin, filiada à igreja Tomon, desde os 18 anos tem crises constantes de epilepsia e com isso passou a ficar depressiva. Em abril do ano passado, ingressou no Shuyoka por sugestão da mãe, porém sem conseguir se livrar da insegurança, desistiu ainda no

primeiro mês. Após isso, em setembro deparou com um triste acontecimento que foi o retornamento (na Tenrikyo, refere-se ao falecimento) de seu pai. Assim, sendo sua mãe novamente sugeriu o ingresso ao Shuyoka. Ao entrar pela segunda vez no Shuyoka, teve uma convulsão no banheiro do alojamento e perdeu os sentidos. “Se fosse como da vez passada, desistiria e iria embora imediatamente. No entanto, a imagem da minha mãe indicando o Shuyoka veio na minha cabeça diante daquele triste acontecimento e pensei: ‘alguma coisa preciso aprender com tudo que está acontecendo’, e ao mesmo tempo, refleti também quanto à minha conduta diária. Percebi que não ajudava suficientemente nos afazeres da casa de divulgação.Assim, só de passar a pensar em primeiramente compreender a doutrina, para posteriormente poder ajudar minha mãe quando voltar a Taiwan, o meu espírito passou a se animar”. A indiana Kusum Kejuwalia, 58, pertencente a igreja Calcutá, seu marido e sua filha Mitu, 30, regressaram juntos à Terra Parental. Mitu foi diagnosticada como portadora da doença deAlexander com apenas sete meses de vida. Trata-se de uma doença neurodegenerativa com sintomas de retardo no desenvolvimento psicomotor, acompanhada de espasmos e mínimas chances de um tratamento eficaz. Além da Índia, mesmo nos hospitais dos Estados Unidos e Cingapura, os resultados dos exames apontaram o mesmo diagnóstico.

Foi nessa situação que Kusum, há 17 anos e após receber convite de familiares, reverenciou a igreja Calcutá. Desde então, o ex-condutor Akira Yamazoe e o atual condutor Hideki Kawaura passaram a ministrar o Sazuke em Mitu. No ano seguinte, a família regressou a Jiba e Mitu realizou os exames no Hospital Ikoi-no-Iê. O diagnóstico foi o mesmo. Porém após 4 anos, ao regressar a Jiba na ocasião dos 120 Anos do Ocultamento Físico de Oyassama e realizar novamente os exames, o diagnóstico deixou de ser o mesmo e apontava para outro tipo de doença. Segundo o médico, “sendo essa doença, existem casos com grandes chances de recuperação”. A família pôde enfim voltar a ter esperanças. “Quando Mitu regressa a Jiba podemos sentir sua felicidade. No Shuyoka companheiros de diferentes nacionalidades, sexo e faixa etária ministram o Sazuke pedindo pela obtenção da graça. É realmente muito gratificante”, relata sua mãe. Praticando os ensinamentos Dentre os seminaristas, há os que estão ‘captando’ a essência da doutrina por meio de várias maneiras com a prática do ensinamento como o hinokishin e a ministração do Sazuke. Prateep Srisangngam, 54, da casa de divulgação Thai Shin-yuko filiada a igreja Kogawa, foi um ex-militar da Tailândia e ingressou no Shuyoka juntamente com sua esposa. A esposa

Wareewan, 44, é funcionária da escola de língua japonesa administrada pela casa de divulgação há mais de 20 anos. Há quatro anos, Prateep deixou de servir o país e passou a cuidar do jardim da casa de divulgação e assim o casal recebeu o convite para o Shuyoka. “Para ser sincero, vim a Jiba sem muito saber sobre a Tenrikyo. Naturalmente, vim com o pensamento de não fazer o que não sei e como as aulas de Dança Sacra são muito complicadas, já coloquei na cabeça que seria impossível aprender. Porém, em um mês minha atitude espiritual mudou bastante”. Agora, utiliza até os horários de folga e treina animadamente a Dança. “Além de praticar animadamente para tentar corresponder às expectativas daqueles que estão se empenhando ao máximo, nos ajudando e ensinando, sinto que as poeiras do meu espírito foram eliminadas e agora estou convivendo de forma positiva. Atualmente, penso diferente e passei a encarar os ensinamentos da Tenrikyo com o coração aberto”, relata com um brilho nos olhos. “Sinto diariamente a alegria de poder colocar em prática os ensinamentos!” Diz Lin Zu Jung, 28, taiwanesa da igreja Ryuwanko, filiada à igreja Koryu. Há três anos, foi convidada por uma amiga a frequentar a Sede da Igreja Taiwan e aí nasceu a oportunidade de regressar a Terra Parental e participar do Encontro das Moças. Após isso, passou a reverenciar a igreja com sua irmã mais nova e com o desejo de aprofundar-se ainda mais na doutrina matriculou-se na primavera do ano passado no Instituto de Línguas da Tenrikyo (TLI). Após a conclusão do curso, ingressou juntamente com a irmã no Shuyoka. Passada uma semana, A, companheira da turma, teve um AVC. Lin imediatamente passou a frequentar o hospital e a ministrar o Sazuke. “Eu me tornei yoboku quando estudava no TLI, mas até então só estava no lado de receber e não ministrar. Ministrando o Sazuke em A, passei a compreender o sentimento das pessoas que também oraram pela minha melhora. Agora A também está conseguindo receber aos poucos a graça para poder voltar a estudar conosco”, completou sorridente. Tenri Jiho, 20 de junho

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Seguindo os passos dos pioneiros - No coração, a emoção de ter sido salvo -

Sakujiro Yamada, que tinha comércio de miudezas em Mie-ken, contraiu tuberculose, na época, uma doença considerada incurável. Apesar de tentar todos os meios possíveis, não houve melhora e pensou, como último desejo, fazer uma consulta com um renomado médico de Osaka. Assim, sendo acompanhado por Tameshiti Hatabayashi, que era íntimo da loja de Sakujiro, e que também conhecia bem Osaka, partiram em setembro de 1887. No meio do caminho, Sakujiro falou a Tameshiti sobre os boatos que ouvira há tempos, da “Deusa viva de Yamato” e que pensava em visitá-la uma vez; e, resolveram dirigir-se primeiro à Residência, mudando o percurso. Na Residência, explicaram a razão da visita e disseram que gostariam de ouvir os ensinamentos. Porém, nessa época, muitas pessoas vinham sondar a situação da Residência, fingindo ser enfermo ou seguidor, e como precaução, os mestres não lhes deram atenção. Quando os dois se encontravam aflitos, sem entenderem o que sucedera, houve uma pessoa que chegou apressada. Era Tyusaku Tsuji: “De onde vocês vieram?” Então Sakujiro expôs o motivo novamente. “Puxa, vieram de regresso de um lugar distante. O Deus, que se chama Tenri-Ô-no-Mikoto, é o Deus original e verdadeiro, que criou o ser humano e o mundo que inexistia. Qualquer doença difícil será

salva...” Assim, falando em rápida sucessão, ministrou o Sazuke logo em seguida. Ainda nessa noite, recebendo Isaburo Masui na hospedaria de Senzai, ouviram os ensinamentos detalhadamente. Sakujiro sentiu uma emoção e uma nova esperança através do ensinamento: “Se salvar os outros, salvará a si mesmo.” E, desta forma, determinou o espírito em se dedicar unicamente à salvação. Nesse momento, o corpo se tornou leve e a disposição se restaurou, sentiuse completamente curado. Depois, os dois foram para Osaka, e lá, por precaução, Sakujiro consultou-se no famoso hospital, tendo o diagnóstico:

“Pode ficar tranquilo que não há um sinal da enfermidade!” Os dois viram diante dos próprios olhos o trabalho milagroso de Deus, e soluçaram em lágrimas de emoção. Sakujiro, voltando à sua vila com a saúde restabelecida, mal cumprimentando, surpreendeu os familiares: “onde há enfermos?” “Se deseja enfermos, tem um na família Wada. Tsurumatsu com tifo” – disseram. “Verdade? Então vou para lá imediatamente e farei uma oração.” Largou sua bagagem em casa e dirigiu-se para a residência do parente Wada. E, transmitindo para esta família os ensinamentos que ouvira em Jiba, orou com devoção. Neste instante, Tsurumatsu sentiu vontade de ir ao banheiro. E Sakujiro ofereceu o apoio de seu ombro para leválo. Porém, a senhora Hina, mãe de Tsurumatsu, com a expressão assustada, disse: “Tsuru é um doente grave, por isso não tome atitudes extremas!” “Irmã, não se preocupe. Fiz a solicitação a Deus, por isso não há com o que se preocupar. Então Tsurumatsu, eu o levarei.” Depois, de volta à sua casa, Sakujiro disse com convicção: “amanhã, os Wada virão em agradecimento, dizendo que Tsuru melhorou da doença.” E realmente, conforme suas palavras, Tsurumatsu recebeu a graça da cura completa. da Revista Taimo nº 454 (out/2006)

≡ As letras, as palavras e a ação ≡ É através das palavras, do modo de se expressar e da conduta de uma pessoa que julgamos qual é o tipo de personalidade que ela possui e assim podemos compreendê-la.

Por outro lado, para transmitirmos os nossos pensamentos, usamos também a escrita, a expressão e os nossos atos. Deus-Parens nos proporcionou esses instrumen-

tos para podermos oferecer alegria ao próximo. E o que realmente podemos transmitir com esses instrumentos? - A vida plena de alegria e felicidade.

Agenda

Agosto

7................. Curso para Diretoras do Fujinkai 8 ........... Cerimônia Mensal

Setembro

Mês do Dia da Divulgação 11 .............. Encontro das Senhoras da Casas de ............ Divulgação (Fujinkai) 11 ......... Formação de Líderes do Shonenkai 12 ......... Cerimônia Mensal

PRODUÇÕES PRODUÇÕES ,/-/ ,/-/ -

Cuso de Formação de Líderes do Shonenkai

Promovendo atividades para a formação de excelentes Yoboku dia: 11 de setembro Local: Sede Missionária de Dendotyo Idade: acima de 15 anos

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4 Tenri Jiho


8 Depoimentos

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Minha história - uma reflexão

Regressar a Jiba é uma oportunidade única para refletirmos sobre a nossa conduta como seguidores, como yobokus, e para determinarmos o espírito e realizarmos a mudança necessária, buscando a evolução espiritual. Regressar para a comemoração dos 100 anos da Associação Feminina significava mais que isso. Afinal, 100 anos significam o recomeço. Ainda, pessoalmente, tinha que agradecer por uma enorme graça recebida. Somente após um acidente em setembro de 2009, pensando em recomeçar com espírito limpo e renovado, determinei o meu espírito para regressar nesta data. Antes de regressar recebi uma grata e inesperada comunicação, de que, apesar de estar acima da faixa de idade de 26 à 40 anos, poderia participar do hinokishin especial. Senti uma enorme gratidão, primeiramente, a Oyassama, que certamente trabalhou muito para que eu pudesse regressar e participar do hinokishin e às pessoas que viabilizaram esta oportunidade. O hinokishin especial compreendia tarefas que visavam recepcionar as pessoas regressantes às festividades dos 100 anos de fundação do Fujinkai e, tornar agradável a sua participação. Foi a primeira vez que associadas do Brasil participaram deste evento e foi-nos dito que aguardavam mais de 100 mil pessoas para a Assembléia dos 100 anos da Associação. Divididas em grupos de aproximadamente 10 pessoas, fiz parte de um composto de 5 japonesas e 6 brasileiras. Apesar das diferenças culturais e de idioma, graças à dedicação e ao espírito sincero de todas, as dificuldades foram vencidas e uma grande amizade nasceu no grupo. Do ponto de vista de organização do hinokishin, poder-se-ia imaginar “vai ser um desastre.” Mas, havia clareza absoluta do objetivo, de contentar Oyassama e Deus-Parens, pois se tratava do centenário de uma associação fundada pela vontade e orientação divina. No Ossashizu de 19/12/1891, consta: “Devem se dar as mãos em união. Se a unidade se quebrar, desse ponto quebrado pode entrar o fogo, o vento ou a água, o que pode levar a um resultado desastroso. Se estiverem ligados com espírito sincero, não haverá nada a temer, em qualquer situação que seja.” Deus-Parens aceitou o espírito sincero de todas as pessoas envolvidas na organização, cada uma em sua posição e atribuição, unidas para o sucesso do evento. Foi uma enorme emoção sentir o trabalho de Deus-Parens em dose tão alta e tão concentrada. Sobre o sentimento pessoal que me tocou mais profundamente durante o período do hinokishin, diria: primeiro, a enorme gratidão aos meus pais por terem transmitido este ensinamento, suas dedicações ao caminho e pelos exemplos deixados. Segundo, a gratidão devida a todas as pessoas que se dedicaram ao caminho do Brasil, alcançando

lares de tantas pessoas, e, em especial, às pessoas que trabalharam arduamente na construção da igreja a que pertenço. Da gratidão aos pais. Apesar de ouvimos dizer que religião é uma escolha pessoal, creio que, na realidade, fomos atraídos ao caminho pela dedicação de alguém. Fazendo um retrospecto, chegaremos aos mestres originais que foram atraídos por Deus-Parens e Oyassama. Assim, pessoas que como eu, nasceram em famílias de seguidores, devemos muito aos antepassados, os quais se dedicaram em transmitir o ensinamento de geração em geração. Meus pais foram muito rígidos com relação ao ensinamento. Nos dias da missa mensal da igreja e de nossa casa, e nas atividades de hinokishin, a presença era obrigatória, prioritária sobre qualquer

Importância de seguirmos transmitindo o ensinamento, a começar da família e pessoas do nosso círculo de amizade

outra coisa. Mas, se não fosse o exemplo de dedicação dos pais e dos avós, talvez eu não tivesse tido a oportunidade de participar do hinokishin em Jiba. Meu pai tinha a determinação de todos os seus filhos regressarem a Jiba e tornarem-se yobokus. Em 1983, fui acometida por um tumor cerebral e, ao me ver definhando, ele fez a determinação de regressar juntamente com uma de minhas irmãs no centenário de Ocultamento Físico de Oyassama. Na ocasião muitos o questionaram e eu mesma não estava confiante, em função da situação financeira da família. Meu pai fez das tripas coração e com a coragem e amor de minha irmã, regressei a Jiba em janeiro de 1986. Apesar de ter tido o diagnóstico de dois meses de sobrevida, no ano de 2009, após a comemoração dos 120 anos de Ocultamento Físico de Oyassama, meu 5º. regresso a Jiba, recebei uma enorme graça e o tumor sumiu. Hoje meus pais já retornaram; ele, seis meses após o meu primeiro regresso a Jiba, e ela, em 2008, seis meses antes de eu receber a grande graça. Assim, a lembrança da postura de meus pais com

relação ao hinokishin e o ensinamento, reforçou este sentimento de gratidão e serviu para solidificar a importância de seguirmos transmitindo o ensinamento, a começar pela nossa própria família e pessoas de nosso círculo de amizade ou influência. Relativamente ao segundo ponto. Durante o hinokishin especial pude recordar, com muita gratidão, do esforço fenomenal com que as sedes da Igreja Curitiba foram construídas. Numa época difícil para todos. Lembro-me que foram construídas com o trabalho de pessoas que abdicaram suas horas de lazer, dedicando-se sinceramente ao hinokishin e oferendando bens obtidos com sacrifício. Certamente a obra se concretizou graças à determinação espiritual e à sinceridade das pessoas. Acredito que situação semelhante foi vivenciada em muitas outras igrejas. O sentimento de gratidão é o início. Na prática, a melhor maneira de agradecer é agir procurando contentar Deus-Parens, Oyassama e os antepassados. Como poderei contentá-los? Que anseio teriam Deus-Parens e Oyassama, para que tais lembranças e essa gratidão imensa fossem sentidas com intensidades tão fortes nesta ocasião? Lembrei-me dos últimos dias de vida de minha mãe. Ela já se encontrava num quadro de falência. Querendo aliviar o sofrimento dela, busquei a ajuda do condutor da Igreja, que me falou sobre a sucessão na nossa Casa de Divulgação, que efetivamente não estava resolvida. Então, reuni meus irmãos. Meu irmão, que é o único filho homem, passava por uma fase negativa e ele disse que sabia da vontade da mãe; e eu e minhas irmãs nos determinamos a ajudá-lo. Cerca de uma hora depois, a minha mãe retornou. Nada é ao acaso. Nossas escolhas se baseiam nas atitudes, acumuladas ou não de virtudes. Assim, resta se dedicar no dia a dia com sinceridade. Considerando que sou um tanto inflexível, perfeccionista, que gosta das coisas feitas à minha maneira, tenho que reformar o espírito para me tornar a base da Casa de Divulgação, capaz de resistir aos “terremotos da vida” e como instrumento disponível a Oyassama. Desta forma, possa contentar os meus pais. É nos ensinados que hinokishin representa a nossa gratidão por estarmos sendo vivificados e protegidos por Deus-Parens e Oyassama e que pela sua prática podemos obter saúde. Acho que isto se deve ao fato de que o espírito de gratidão e de contentamento nos conduz a novas situações de alegria e contentamento que, naturalmente, nos levam a agradecer, virando um círculo virtuoso de contentamento, alegria e gratidão. Poder fazer hinokishin é, para mim, sempre uma grande alegria e um grande motivo para agradecer. São tantas as graças que tenho recebido, que creio ter uma enorme dívida de gratidão. Nunca sonhara poder me dedicar em Jiba; o hinokishin especial foi um presente, uma experiência gratificante e inesquecível. Obrigada *Itsumi Nozu, yoboku da Igreja Curitiba

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Novos condutores Igreja Arapongas Recebendo a presença do Primaz da Sede Missionária de Dendotyo, rev. Yuji Murata, e do condutor da Igreja-Superior Gonohe, rev. Kiyotada Kawamura, e comitiva e demais convidados, no dia 3 de julho foi realizada a Cerimônia de Posse da 4ª Condutora da Igreja Arapongas, reverenda Fumiko Ohnuma, 62 anos, que recebeu a permissão de Jiba no dia 18 de abril. Na dedicatória a Deus-Parens, a reverenda Fumiko agradeceu a razão de poder suceder como condutora. Após o término do Serviço, reverendo Kawamura fez a leitura da mensagem Igreja São Paulo Shinyu No dia 4 de julho foi realizada a Cerimônia de Posse do 3º Condutor e dos 20 anos de fundação da Igreja São Paulo Shinyu. Reverendo Marcelo Mitihiro Mukuno, 43 anos, no dia 26 de abril recebeu a permissão de Jiba para ocupar o cargo de 3º condutor. A cerimônia contou com a presença do condutor da Igreja-Mor Shikishima, rev. Tadakazu Yamada, e comitiva, do Primaz da Sede Missionária de Dendotyo, rev. Yuji Murata, e de outros convidados. Teve início às 10 horas com a reverência aos altares, tendo ao centro o reverendo Yamada, seguida da leitura da dedicatória a Deus-Parens pelo novo condutor. Revendo Mukuno relembrou os passos do caminho original e a dedica-

do condutor da Igreja-Mor Konanbu, reverendo Shiro Tanaka, que relembrou os passos do caminho original, dizendo que superando um histórico de dificuldades, chegou-se a alegria do dia atual com a realização da cerimônia de posse. Ainda, solicitou que todos os fiéis se esforcem em transmitir a razão deste excelente Caminho às gerações futuras. O Primaz Murata agradeceu os longos anos de dedicação da condutora-anterior, reverenda Shigueru Ohnuma e pediu para que todos os fiéis se unam em harmonia e promovam o desenvolvimento da igreja, fazendo-a um modelo de vida alegre às pessoas ao redor.

ção de seus pais, cuja razão da sucessão vem a assumir nesta oportunidade. Ao término do Serviço, o Primaz, ao tempo em que felicitou o novo con-

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dutor, agradeceu à condutora-anterior, reverenda Kazue Mukuno, pela dedicação sincera, por onze anos, à frente da igreja. E disse orar para que do presente nó brote o aprimoramento do conteúdo da igreja, através da união espiritual de todos os fiéis tendo ao centro o novo condutor. O condutor-mor Yamada inicialmente fez a leitura da mensagem de congratulações do chefe do Departamento de Missões Exteriores da Sede da Igreja. Em seguida, expressou sua alegria pela realização da cerimônia de posse e aniversário de fundação, cujos méritos correspondem às dedicações dos antecessores à razão de Jiba. Também pediu o apoio ao novo casal, rev. Marcelo Mukuno e sua esposa Akino, recém-casados em Jiba, na construção de um novo ciclo da igreja.

Brasil 5 Curtas Recebimento do Dom do Sazuke (maio/2010) Dia 4 - Rosalia Leiko Mizukami e Cintia Sumie Yamamoto (Igreja Piratininga) Regresso a Jiba A 18ª caravana de regresso a Jiba partiu, via Europa, no dia 1º de julho, com 26 integrantes. Ainda, no dia seguinte, 2, a 19ª caravana, com 39 pessoas, via Estados Unidos. Ambas as caravanas foram compostas principalmente por jovens que irão participar do Seminário de Oyasato e do Corpo de Hinokishin da Associação Infantojuvenil. Em pleno verão, em Jiba, cada qual derramará o precioso suor perto de Oyassama. Visitas Doutrinárias da Sede Missionária de Dendotyo A partir do início deste mês, iniciou-se a programação de visitas doutrinárias da Sede Dendotyo a todas as igrejas e casas de divulgação diretamente vinculadas, tendo como objetivo, conforme as palavras do Primaz: “Direcionando o pensamento para a razão da época oportuna mostrada em diversos fatos e fazendo a própria reflexão, animados na construção do espírito para poder compreender a profunda intenção do Parens, e, acumulando os esforços, desejase passar dedicando a sinceridade unicamente a Deus, visando os 60 anos de fundação do Dendotyo”.


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Educação dos sucessores Rev. Tokushigue Fukaya* - Palestra na Cerimônia Mensal da Sede Dendotyo - maio 173 R.D. - final

O

s pais podem receber o Amuleto para os filhos até estes completarem 15 anos de idade. Após, apenas os próprios pode fazê-lo. Ainda, depois dos 17 anos, os jovens podem ouvir as Preleções do Besseki e prestarem o Curso de Formação Espiritual. Foi ensinado que, para Deus, já estão com a idade para compreender suficientemente a intenção divina e dedicar na missão como instrumento de Oyassama. Quando Kokan foi divulgar o nome divino, estava com 17 anos de idade. É uma faixa etária de suma importância, devendo transmitir firmemente a fé deste Caminho. Então, nessa faixa etária tão importante, como devemos nos relacionar com os jovens, que têm a peculiaridade de serem um transtorno? É realmente difícil. São ásperos e dão as costas. Nesse meio, a Comissão dos Encarregados da Associação dos Estudantes fez diversos estudos e, atualmente, tem como metodologia o programa do HARP. Em vez de reunir todos os estudantes e uma pessoa fazer a palestra sobre Deus, agora, dividindo em pequenos grupos, faz-se diversos exercícios, e organiza-se diversas programações para que conversem com o coração aberto e sintam Deus. Desta forma, se não for levar os jovens para essas atividades, se não for participar, não será possível educá-los? Também, se não tiver conhecimento do método do HARP, não será possível a educação dos estudantes? Eu acho fundamental convidá-los para participarem destas atividades e, ainda, é muito importante pensarmos nos diversos processos para transmitir a fé aos estudantes de todas as formas. Porém, antes disso, o mais importante é a nossa convicção, a nossa obstinação, de criar esses filhos e trazê-los a este Caminho de todas as formas. É fundamental passarmos com a firme convicção de que é importante transmitir o Caminho aos jovens. Nós comentamos frequentemente sobre a importância da educação dos jovens e da transmissão vertical no nosso Caminho, mas como os pais, que têm a fé agora, estão pensando sobre a transmissão da sua fé aos filhos? Ainda mais, qual é o nível de convicção dos condutores de igreja para transmitir, de qualquer forma, a fé aos jovens de suas igrejas, também aos filhos dos seguidores e até aos netos? É uma questão muito importante. Naturalmente, a transmissão da fé para os jovens atuais não é fácil. É uma situação difícil. Porém, será que não estamos sendo levado por essa tendência e desistindo pela metade? Nas nossas igrejas ouvimos frequentemente que: “Agora, o meu filho está numa fase muito difícil, por isso, estou deixando quieto.” Também, “como na minha época passei por muitos sacrifícios no Caminho, não gostaria de pedir muito aos filhos.” Ainda, “os meus filhos saíram da igreja

quando eram jovens, mas como conseguiram a independência e estão vivendo felizes, não é necessário.” Ouvimos estas conversas onde podemos sentir que a própria pessoa desistiu e está conformada. Porém, na Grande Cerimônia da Primavera do ano 170 da revelação divina, Shimbashira fez o seguinte pronunciamento: “Se o objetivo deste Caminho é a construção do mundo de vida plena de alegria salvando todas as pessoas, ao mesmo tempo que fazemos a divulgação para as pessoas que desconhecem o ensinamento, nem preciso dizer que, não podemos esquecer da transmissão vertical. Não se limitando apenas aos participantes do Curso dos Sucessores, devem transmitir a fé dos pais para os filhos, dos filhos para os netos com a convicção de criar os filhos do yoboku para se tornarem sem falta em yobuku.” Explanou para transmitir com toda seriedade a fé com a convicção de criar os filhos de yoboku para se tornarem sem falta em yoboku. Vou citar outro fato pessoal. Tenho sete irmãos. Agora, todos os irmãos, com a convicção de trilhar o Caminho seguindo os pais, estão dedicando unicamente ao Caminho e participando dos trabalhos das suas igrejas. Quanto estava na faculdade, a minha irmã logo abaixo de mim, que estava na primeira série do colégio, depois das férias de verão, no início do segundo semestre, desapareceu de repente. Estava na idade que dava muito trabalho. Pensei que os meus pais estavam brigando com ela, mas havia fugido

de casa junto com duas amigas. Quando se pensava que voltaria logo, passou uma semana, um mês, e ela não voltou. Nós também ficamos desesperados, mas como era a preocupação dos pais? Ao observar os pais, pude sentir a obsessão deles. O meu pai foi o primeiro a refletir afirmando que isto era “a penitência dos pais” e logo determinou o espírito de fazer a divulgação e salvação. Apesar de estar atarefado, colocou em prática. O que a minha mãe fez foi procurá-la. Se ouvisse que havia ido a Tokyo, sem nenhuma pista segura, apesar de não conseguir ir por ter o trabalho na Sede da Associação Feminina ou da igreja, tendo um período livre, pegava o trem-bala e ia procurá-la, dizendo “tenho que ir, sou mãe!” No dia em que ela não saía, naturalmente, sempre fazia o Serviço de Solicitação dançando os Doze Hinos de madrugada. Dessa maneira, recebendo a maravilhosa proteção, a minha irmã foi encontrada e voltou para casa. Porém, não podíamos ficar tranquilos, o espírito dela ainda estava oscilando muito. Logo que voltou, nós, os irmãos, ficamos receosos, mas a minha mãe era diferente. Sem nenhuma cerimônia dava broncas, ficava conversando até tarde em prantos, levava-a noite no viaduto da estação de trem para fazer junto o hinokishin, e dedicou todos os esforços para orientar a minha irmã. Senti bastante a sua seriedade. Ela dizia muito o seguinte: “Os filhos que recebemos de Oyassama para cuidá-los, se não os educarmos para poderem se dedicar na missão, será inescusável.” Nessa ocasião, me ensinou a importância dos pais terem essa convicção. Por Deus ter aceito esses esforços, posteriormente, ela se casou com um membro da igreja e, atualmente, ela é a condutora da igreja. Como ela veio vivendo como queria, está passando agora por muitos sacrifícios. Porém, sem desanimar, está dedicando com a firme decisão de servir na missão de Oyassama. Ao recordar agora, eu também tive diversas coisas, mas deixo em segredo. Apesar de ser um transtorno e dar muito trabalho, não me abandonaram por nenhum momento. Não apenas os pais, mas também as pessoas da igreja e as do redor. Em cada época, me incentivaram, através dos nós e dos problemas circunstanciais, e fui orientando juntamente com os membros da família. Para poder contentar os pais, agora, decidi trilhar o Caminho. Sinto realmente que fui educado. Aqui estão presentes pessoas de diversas posições, mas para todos nós, foi nos reservado um espaço na história para transmitir a fé para todas as gerações. Todos nós recebemos o bastão da fé. Transmitir firmemente esse bastão aos sucessores, é nossa responsabilidade. A educação dos recursos humanos, assim como

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dos sucessores, não é feita por aparência ou formalidade, mas é de nossa responsabilidade. Por exemplo, quando um seguidor convida o seu filho para começar a ouvir a Preleção do Besseki, comenta: “Como sempre aquele condutor tem dado atenção, será que você não poderia ouvir pelo menos a primeira Preleção do Besseki?” Em oposição a isso, quando o condutor pega o seu filho e fala: “Se você não fizer direito o Serviço Sagrado, não tenho a cara para mostrar aos seguidores.” Até nós, no horário do Serviço da noite, se os filhos ficam bagunçando no fundo, ficamos bravos. Mas, ficamos bravos pela importância do Serviço Sagrado ou por não ficar bem o filho do condutor estar fazendo aquilo? Há ocasiões em que sinto que está mesclada a formalidade. Desse ponto, como Shimbashira comentou sobre a “concretização do mundo de vida plena de alegria e felicidade”, nós devemos refletir e confirmar firmemente mais uma vez o objetivo primordial e a missão de estarmos seguindo a fé. Nós estamos trilhando o Caminho. Este Caminho foi iniciado para salvar todas as pessoas do mundo. Esse ponto que almejamos é a construção do mundo de vida plena de alegria e felicidade. Tendo esse objetivo, Deus-Parens se introduziu em Oyassama. Para esse objetivo, nós fomos reunidos reciprocamente a este Caminho. Na educação para transmitir o Caminho para a próxima geração, aos sucessores, também devemos recordar firmemente a missão da concretização do mundo de vida plena de alegria e felicidade de Oyassama e é fundamental dedicarmos com essa convicção. O juramento da Associação Infantojuvenil, os pontos básicos das atividades do Departamento das Moças e a meta básica da Comissão dos Encarregados da Associação dos Moços, todos têm a mesma base. Tendo a missão da concretização do mundo de vida plena de alegria e felicidade, dedicamos na educação dos recursos humanos. Por isso, não é preciso ter a formalidade com os seguidores, como também não é para o condutor de igreja educar os jovens por obrigação. Especialmente aqueles que saíram da igreja, mesmo que não esteja crendo, não é questão para deixar de lado por ouvir que “não é preciso porque os meus filhos estão felizes”. É preciso ter a convicção de “transmitir de todas as formas a fé para os jovens que sucederão a próxima geração.” Naturalmente, a transmissão do Caminho às pessoas não se limita apenas à transmissão vertical; a transmissão horizontal também é muito difícil e consome muito tempo. Porém, por ser difícil, não devem deixar de dedicar os esforços. O Shimbashira explana constantemente para nós e aos encarregados do Curso de Formação dos Estudantes que a “educação dos estudantes é divulgação e salvação” e que devemos dedicar com “espírito de missionamento”. E nós estamos dedicando com essa convicção. Quando se fala em missionamento, sempre tenho no meu coração o seguinte fato. Quando estava com 27 anos, fiz o missionamento em Tokyo durante três

anos. Quando estava dedicando como moço da Sede da Igreja, certo mês, ouvi a palestra fervorosa do reverendo Kita, diretor da Sede da Igreja, na Cerimônia Mensal, sobre “os sacrifícios do missionamento que sobrepõem os sacrifícios do primeiro antecessor” que inflamou o meu desejo de fazer o missionamento e, pedindo a permissão de Shimbashira, fui para Tokyo. Aluguei um quarto e comecei o missionamento com todo ânimo. Porém, antes de completar meio ano de missionamento fiquei totalmente desanimado. Mesmo que andasse, ninguém me dava atenção. E o desânimo chegou ao ponto de ficar sentado à toa nas praças, ou ânimo de sequer dar um passo para fora, ficando o dia inteiro no quarto. Apesar ter saído para fazer missionamento e ter condição para isso, não conseguia fazê-lo. E, quando recebia a notícia de que os moços que tinham saído no mesmo período no missionamento

“Não digo para ser habilidoso na divulgação. Quero que seja dedicado na divulgação. Se vai conseguir espargir a fragrância ou não, deixe ao encargo de Deus” tinham conseguido a pessoa para ouvir a Preleção do Besseki ou para prestar o Curso de Formação Espiritual, Shuyoka, ficava ainda mais desanimado. “Ah! Eu não consigo, sou inabilitado para fazer missionamento.” Pensando assim, só fui caindo ainda mais e havia passado meio ano. Num certo dia, como o Shimbashira anterior viria para visitas de doutrinação na região nordeste do Japão, recebi a preciosa missão de acompanhá-lo a partir de Tokyo. Fiquei animado e, depois de terminar as visitas sem nenhum contratempo, quando estávamos no trem-bala, o Shimbashira me disse: “Tokushigue, sente um pouco ao meu lado.” Aí, ele disse: “Como você jogava rúgbi quando era jovem e foi responsável do alojamento Hokuryo, pensei que quando você saísse para missionamento faria intensamente, mas está sendo decepcionante.” Pensei em desaparecer, mas quando disse: “Peço desculpa.” E inclinei a minha cabeça, o Shimbashira, como que atacasse o inimigo, disse o seguinte: “Se no missionamento existir os habilidosos e

os inábeis, você faz parte dos inábeis.” Como sou condutor de igreja, com a garantia do Shimbashira que sou “inabilitado para o missionamento”, quiz me esconder nas poltronas do trem-bala. Porém, em seguida, ele me disse: “É assim mesmo, mas não digo para você ser habilidoso na divulgação. Quero que seja dedicado na divulgação. Se vai conseguir espargir a fragrância ou não, deixe ao encargo de Deus. O importante é fazer com dedicação. Não é preciso habilidade.” Fiquei animado. Até então, só pensava no resultado e fui ficando cada vez mais desanimado. Quando me disse para me tornar dedicado na divulgação, pude me reerguer. Naquela ocasião, aquelas palavras foram realmente muito gratificantes. Recentemente, estou compreendendo o significado de se tornar dedicado na divulgação. Não são palavras para apenas sentir-se aliviado, mas para continuar os esforços para expandir este ensinamento em qualquer momento e circunstância. A dedicação não era apenas para sentir-se aliviado. Atualmente, tendo estas palavras no meu coração, desejo passar correspondendo por toda a minha vida. Também, estas palavras não são apenas para mim, é o desejo de Shimbashira para todos os yobokus do Caminho. Dessa forma, dar continuidade sem desanimar. O desejo dos pais está aí. Sobre o “espírito de missionamento” que ele explanou para os encarregados, uma parte se refere a isso. Por isso, nós, da Comissão do Encarregados da Associação dos Estudantes, por termos o método do HARP, não pensamos que se desenvolvermos as atividades desta ou daquela maneira, todos os estudantes vão evoluir espiritualmente. Todas as vezes, temos conversado muito que não é desta nem daquela forma. Na educação também não há “segredo”. O importante é dedicar firmemente o espírito aos jovens e transmitir com dedicação. Transmitir o ensinamento aos jovens é muito difícil e consome muito tempo. Porém, como disse anteriormente, se despertar na missão que têm, de transmitir de todas as formas, com perseverança, convicção e obsessão no dia a dia, é fundamental prosseguirmos esses esforços diretamente com toda sinceridade e seriedade. A educação dos jovens é muito difícil e consome tempo. Porém, devemos dedicar todos os esforços para transmitir os ensinamentos com toda sinceridade para que Deus possa educá-los. Por fim, para reconfirmarmos, não é com as cogitações humanas, mas com os nossos esforços em nos aproximarmos do desejo de Deus e com espírito de sincero no cotidiano, é que devemos nos esforçar em transmitir aos jovens o ensinamento do Caminho. O Shimbashira, em todas as ocasiões, tem instruído sobre a educação dos recursos humanos. Para podermos corresponder ao desejo dele, vamos nos dedicar ativamente na educação dos jovens, dos estudantes. *é vice-presidente da Comissão dos Encarregados da Associação dos Estudantes da Sede da Igreja e condutor da Igreja-Mor Nakano


6 Palestra

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Educação dos sucessores Rev. Tokushigue Fukaya* - Palestra na Cerimônia Mensal da Sede Dendotyo - maio 173 R.D. - final

O

s pais podem receber o Amuleto para os filhos até estes completarem 15 anos de idade. Após, apenas os próprios pode fazê-lo. Ainda, depois dos 17 anos, os jovens podem ouvir as Preleções do Besseki e prestarem o Curso de Formação Espiritual. Foi ensinado que, para Deus, já estão com a idade para compreender suficientemente a intenção divina e dedicar na missão como instrumento de Oyassama. Quando Kokan foi divulgar o nome divino, estava com 17 anos de idade. É uma faixa etária de suma importância, devendo transmitir firmemente a fé deste Caminho. Então, nessa faixa etária tão importante, como devemos nos relacionar com os jovens, que têm a peculiaridade de serem um transtorno? É realmente difícil. São ásperos e dão as costas. Nesse meio, a Comissão dos Encarregados da Associação dos Estudantes fez diversos estudos e, atualmente, tem como metodologia o programa do HARP. Em vez de reunir todos os estudantes e uma pessoa fazer a palestra sobre Deus, agora, dividindo em pequenos grupos, faz-se diversos exercícios, e organiza-se diversas programações para que conversem com o coração aberto e sintam Deus. Desta forma, se não for levar os jovens para essas atividades, se não for participar, não será possível educá-los? Também, se não tiver conhecimento do método do HARP, não será possível a educação dos estudantes? Eu acho fundamental convidá-los para participarem destas atividades e, ainda, é muito importante pensarmos nos diversos processos para transmitir a fé aos estudantes de todas as formas. Porém, antes disso, o mais importante é a nossa convicção, a nossa obstinação, de criar esses filhos e trazê-los a este Caminho de todas as formas. É fundamental passarmos com a firme convicção de que é importante transmitir o Caminho aos jovens. Nós comentamos frequentemente sobre a importância da educação dos jovens e da transmissão vertical no nosso Caminho, mas como os pais, que têm a fé agora, estão pensando sobre a transmissão da sua fé aos filhos? Ainda mais, qual é o nível de convicção dos condutores de igreja para transmitir, de qualquer forma, a fé aos jovens de suas igrejas, também aos filhos dos seguidores e até aos netos? É uma questão muito importante. Naturalmente, a transmissão da fé para os jovens atuais não é fácil. É uma situação difícil. Porém, será que não estamos sendo levado por essa tendência e desistindo pela metade? Nas nossas igrejas ouvimos frequentemente que: “Agora, o meu filho está numa fase muito difícil, por isso, estou deixando quieto.” Também, “como na minha época passei por muitos sacrifícios no Caminho, não gostaria de pedir muito aos filhos.” Ainda, “os meus filhos saíram da igreja

quando eram jovens, mas como conseguiram a independência e estão vivendo felizes, não é necessário.” Ouvimos estas conversas onde podemos sentir que a própria pessoa desistiu e está conformada. Porém, na Grande Cerimônia da Primavera do ano 170 da revelação divina, Shimbashira fez o seguinte pronunciamento: “Se o objetivo deste Caminho é a construção do mundo de vida plena de alegria salvando todas as pessoas, ao mesmo tempo que fazemos a divulgação para as pessoas que desconhecem o ensinamento, nem preciso dizer que, não podemos esquecer da transmissão vertical. Não se limitando apenas aos participantes do Curso dos Sucessores, devem transmitir a fé dos pais para os filhos, dos filhos para os netos com a convicção de criar os filhos do yoboku para se tornarem sem falta em yobuku.” Explanou para transmitir com toda seriedade a fé com a convicção de criar os filhos de yoboku para se tornarem sem falta em yoboku. Vou citar outro fato pessoal. Tenho sete irmãos. Agora, todos os irmãos, com a convicção de trilhar o Caminho seguindo os pais, estão dedicando unicamente ao Caminho e participando dos trabalhos das suas igrejas. Quanto estava na faculdade, a minha irmã logo abaixo de mim, que estava na primeira série do colégio, depois das férias de verão, no início do segundo semestre, desapareceu de repente. Estava na idade que dava muito trabalho. Pensei que os meus pais estavam brigando com ela, mas havia fugido

de casa junto com duas amigas. Quando se pensava que voltaria logo, passou uma semana, um mês, e ela não voltou. Nós também ficamos desesperados, mas como era a preocupação dos pais? Ao observar os pais, pude sentir a obsessão deles. O meu pai foi o primeiro a refletir afirmando que isto era “a penitência dos pais” e logo determinou o espírito de fazer a divulgação e salvação. Apesar de estar atarefado, colocou em prática. O que a minha mãe fez foi procurá-la. Se ouvisse que havia ido a Tokyo, sem nenhuma pista segura, apesar de não conseguir ir por ter o trabalho na Sede da Associação Feminina ou da igreja, tendo um período livre, pegava o trem-bala e ia procurá-la, dizendo “tenho que ir, sou mãe!” No dia em que ela não saía, naturalmente, sempre fazia o Serviço de Solicitação dançando os Doze Hinos de madrugada. Dessa maneira, recebendo a maravilhosa proteção, a minha irmã foi encontrada e voltou para casa. Porém, não podíamos ficar tranquilos, o espírito dela ainda estava oscilando muito. Logo que voltou, nós, os irmãos, ficamos receosos, mas a minha mãe era diferente. Sem nenhuma cerimônia dava broncas, ficava conversando até tarde em prantos, levava-a noite no viaduto da estação de trem para fazer junto o hinokishin, e dedicou todos os esforços para orientar a minha irmã. Senti bastante a sua seriedade. Ela dizia muito o seguinte: “Os filhos que recebemos de Oyassama para cuidá-los, se não os educarmos para poderem se dedicar na missão, será inescusável.” Nessa ocasião, me ensinou a importância dos pais terem essa convicção. Por Deus ter aceito esses esforços, posteriormente, ela se casou com um membro da igreja e, atualmente, ela é a condutora da igreja. Como ela veio vivendo como queria, está passando agora por muitos sacrifícios. Porém, sem desanimar, está dedicando com a firme decisão de servir na missão de Oyassama. Ao recordar agora, eu também tive diversas coisas, mas deixo em segredo. Apesar de ser um transtorno e dar muito trabalho, não me abandonaram por nenhum momento. Não apenas os pais, mas também as pessoas da igreja e as do redor. Em cada época, me incentivaram, através dos nós e dos problemas circunstanciais, e fui orientando juntamente com os membros da família. Para poder contentar os pais, agora, decidi trilhar o Caminho. Sinto realmente que fui educado. Aqui estão presentes pessoas de diversas posições, mas para todos nós, foi nos reservado um espaço na história para transmitir a fé para todas as gerações. Todos nós recebemos o bastão da fé. Transmitir firmemente esse bastão aos sucessores, é nossa responsabilidade. A educação dos recursos humanos, assim como

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dos sucessores, não é feita por aparência ou formalidade, mas é de nossa responsabilidade. Por exemplo, quando um seguidor convida o seu filho para começar a ouvir a Preleção do Besseki, comenta: “Como sempre aquele condutor tem dado atenção, será que você não poderia ouvir pelo menos a primeira Preleção do Besseki?” Em oposição a isso, quando o condutor pega o seu filho e fala: “Se você não fizer direito o Serviço Sagrado, não tenho a cara para mostrar aos seguidores.” Até nós, no horário do Serviço da noite, se os filhos ficam bagunçando no fundo, ficamos bravos. Mas, ficamos bravos pela importância do Serviço Sagrado ou por não ficar bem o filho do condutor estar fazendo aquilo? Há ocasiões em que sinto que está mesclada a formalidade. Desse ponto, como Shimbashira comentou sobre a “concretização do mundo de vida plena de alegria e felicidade”, nós devemos refletir e confirmar firmemente mais uma vez o objetivo primordial e a missão de estarmos seguindo a fé. Nós estamos trilhando o Caminho. Este Caminho foi iniciado para salvar todas as pessoas do mundo. Esse ponto que almejamos é a construção do mundo de vida plena de alegria e felicidade. Tendo esse objetivo, Deus-Parens se introduziu em Oyassama. Para esse objetivo, nós fomos reunidos reciprocamente a este Caminho. Na educação para transmitir o Caminho para a próxima geração, aos sucessores, também devemos recordar firmemente a missão da concretização do mundo de vida plena de alegria e felicidade de Oyassama e é fundamental dedicarmos com essa convicção. O juramento da Associação Infantojuvenil, os pontos básicos das atividades do Departamento das Moças e a meta básica da Comissão dos Encarregados da Associação dos Moços, todos têm a mesma base. Tendo a missão da concretização do mundo de vida plena de alegria e felicidade, dedicamos na educação dos recursos humanos. Por isso, não é preciso ter a formalidade com os seguidores, como também não é para o condutor de igreja educar os jovens por obrigação. Especialmente aqueles que saíram da igreja, mesmo que não esteja crendo, não é questão para deixar de lado por ouvir que “não é preciso porque os meus filhos estão felizes”. É preciso ter a convicção de “transmitir de todas as formas a fé para os jovens que sucederão a próxima geração.” Naturalmente, a transmissão do Caminho às pessoas não se limita apenas à transmissão vertical; a transmissão horizontal também é muito difícil e consome muito tempo. Porém, por ser difícil, não devem deixar de dedicar os esforços. O Shimbashira explana constantemente para nós e aos encarregados do Curso de Formação dos Estudantes que a “educação dos estudantes é divulgação e salvação” e que devemos dedicar com “espírito de missionamento”. E nós estamos dedicando com essa convicção. Quando se fala em missionamento, sempre tenho no meu coração o seguinte fato. Quando estava com 27 anos, fiz o missionamento em Tokyo durante três

anos. Quando estava dedicando como moço da Sede da Igreja, certo mês, ouvi a palestra fervorosa do reverendo Kita, diretor da Sede da Igreja, na Cerimônia Mensal, sobre “os sacrifícios do missionamento que sobrepõem os sacrifícios do primeiro antecessor” que inflamou o meu desejo de fazer o missionamento e, pedindo a permissão de Shimbashira, fui para Tokyo. Aluguei um quarto e comecei o missionamento com todo ânimo. Porém, antes de completar meio ano de missionamento fiquei totalmente desanimado. Mesmo que andasse, ninguém me dava atenção. E o desânimo chegou ao ponto de ficar sentado à toa nas praças, ou ânimo de sequer dar um passo para fora, ficando o dia inteiro no quarto. Apesar ter saído para fazer missionamento e ter condição para isso, não conseguia fazê-lo. E, quando recebia a notícia de que os moços que tinham saído no mesmo período no missionamento

“Não digo para ser habilidoso na divulgação. Quero que seja dedicado na divulgação. Se vai conseguir espargir a fragrância ou não, deixe ao encargo de Deus” tinham conseguido a pessoa para ouvir a Preleção do Besseki ou para prestar o Curso de Formação Espiritual, Shuyoka, ficava ainda mais desanimado. “Ah! Eu não consigo, sou inabilitado para fazer missionamento.” Pensando assim, só fui caindo ainda mais e havia passado meio ano. Num certo dia, como o Shimbashira anterior viria para visitas de doutrinação na região nordeste do Japão, recebi a preciosa missão de acompanhá-lo a partir de Tokyo. Fiquei animado e, depois de terminar as visitas sem nenhum contratempo, quando estávamos no trem-bala, o Shimbashira me disse: “Tokushigue, sente um pouco ao meu lado.” Aí, ele disse: “Como você jogava rúgbi quando era jovem e foi responsável do alojamento Hokuryo, pensei que quando você saísse para missionamento faria intensamente, mas está sendo decepcionante.” Pensei em desaparecer, mas quando disse: “Peço desculpa.” E inclinei a minha cabeça, o Shimbashira, como que atacasse o inimigo, disse o seguinte: “Se no missionamento existir os habilidosos e

os inábeis, você faz parte dos inábeis.” Como sou condutor de igreja, com a garantia do Shimbashira que sou “inabilitado para o missionamento”, quiz me esconder nas poltronas do trem-bala. Porém, em seguida, ele me disse: “É assim mesmo, mas não digo para você ser habilidoso na divulgação. Quero que seja dedicado na divulgação. Se vai conseguir espargir a fragrância ou não, deixe ao encargo de Deus. O importante é fazer com dedicação. Não é preciso habilidade.” Fiquei animado. Até então, só pensava no resultado e fui ficando cada vez mais desanimado. Quando me disse para me tornar dedicado na divulgação, pude me reerguer. Naquela ocasião, aquelas palavras foram realmente muito gratificantes. Recentemente, estou compreendendo o significado de se tornar dedicado na divulgação. Não são palavras para apenas sentir-se aliviado, mas para continuar os esforços para expandir este ensinamento em qualquer momento e circunstância. A dedicação não era apenas para sentir-se aliviado. Atualmente, tendo estas palavras no meu coração, desejo passar correspondendo por toda a minha vida. Também, estas palavras não são apenas para mim, é o desejo de Shimbashira para todos os yobokus do Caminho. Dessa forma, dar continuidade sem desanimar. O desejo dos pais está aí. Sobre o “espírito de missionamento” que ele explanou para os encarregados, uma parte se refere a isso. Por isso, nós, da Comissão do Encarregados da Associação dos Estudantes, por termos o método do HARP, não pensamos que se desenvolvermos as atividades desta ou daquela maneira, todos os estudantes vão evoluir espiritualmente. Todas as vezes, temos conversado muito que não é desta nem daquela forma. Na educação também não há “segredo”. O importante é dedicar firmemente o espírito aos jovens e transmitir com dedicação. Transmitir o ensinamento aos jovens é muito difícil e consome muito tempo. Porém, como disse anteriormente, se despertar na missão que têm, de transmitir de todas as formas, com perseverança, convicção e obsessão no dia a dia, é fundamental prosseguirmos esses esforços diretamente com toda sinceridade e seriedade. A educação dos jovens é muito difícil e consome tempo. Porém, devemos dedicar todos os esforços para transmitir os ensinamentos com toda sinceridade para que Deus possa educá-los. Por fim, para reconfirmarmos, não é com as cogitações humanas, mas com os nossos esforços em nos aproximarmos do desejo de Deus e com espírito de sincero no cotidiano, é que devemos nos esforçar em transmitir aos jovens o ensinamento do Caminho. O Shimbashira, em todas as ocasiões, tem instruído sobre a educação dos recursos humanos. Para podermos corresponder ao desejo dele, vamos nos dedicar ativamente na educação dos jovens, dos estudantes. *é vice-presidente da Comissão dos Encarregados da Associação dos Estudantes da Sede da Igreja e condutor da Igreja-Mor Nakano


8 Depoimentos

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Minha história - uma reflexão

Regressar a Jiba é uma oportunidade única para refletirmos sobre a nossa conduta como seguidores, como yobokus, e para determinarmos o espírito e realizarmos a mudança necessária, buscando a evolução espiritual. Regressar para a comemoração dos 100 anos da Associação Feminina significava mais que isso. Afinal, 100 anos significam o recomeço. Ainda, pessoalmente, tinha que agradecer por uma enorme graça recebida. Somente após um acidente em setembro de 2009, pensando em recomeçar com espírito limpo e renovado, determinei o meu espírito para regressar nesta data. Antes de regressar recebi uma grata e inesperada comunicação, de que, apesar de estar acima da faixa de idade de 26 à 40 anos, poderia participar do hinokishin especial. Senti uma enorme gratidão, primeiramente, a Oyassama, que certamente trabalhou muito para que eu pudesse regressar e participar do hinokishin e às pessoas que viabilizaram esta oportunidade. O hinokishin especial compreendia tarefas que visavam recepcionar as pessoas regressantes às festividades dos 100 anos de fundação do Fujinkai e, tornar agradável a sua participação. Foi a primeira vez que associadas do Brasil participaram deste evento e foi-nos dito que aguardavam mais de 100 mil pessoas para a Assembléia dos 100 anos da Associação. Divididas em grupos de aproximadamente 10 pessoas, fiz parte de um composto de 5 japonesas e 6 brasileiras. Apesar das diferenças culturais e de idioma, graças à dedicação e ao espírito sincero de todas, as dificuldades foram vencidas e uma grande amizade nasceu no grupo. Do ponto de vista de organização do hinokishin, poder-se-ia imaginar “vai ser um desastre.” Mas, havia clareza absoluta do objetivo, de contentar Oyassama e Deus-Parens, pois se tratava do centenário de uma associação fundada pela vontade e orientação divina. No Ossashizu de 19/12/1891, consta: “Devem se dar as mãos em união. Se a unidade se quebrar, desse ponto quebrado pode entrar o fogo, o vento ou a água, o que pode levar a um resultado desastroso. Se estiverem ligados com espírito sincero, não haverá nada a temer, em qualquer situação que seja.” Deus-Parens aceitou o espírito sincero de todas as pessoas envolvidas na organização, cada uma em sua posição e atribuição, unidas para o sucesso do evento. Foi uma enorme emoção sentir o trabalho de Deus-Parens em dose tão alta e tão concentrada. Sobre o sentimento pessoal que me tocou mais profundamente durante o período do hinokishin, diria: primeiro, a enorme gratidão aos meus pais por terem transmitido este ensinamento, suas dedicações ao caminho e pelos exemplos deixados. Segundo, a gratidão devida a todas as pessoas que se dedicaram ao caminho do Brasil, alcançando

lares de tantas pessoas, e, em especial, às pessoas que trabalharam arduamente na construção da igreja a que pertenço. Da gratidão aos pais. Apesar de ouvimos dizer que religião é uma escolha pessoal, creio que, na realidade, fomos atraídos ao caminho pela dedicação de alguém. Fazendo um retrospecto, chegaremos aos mestres originais que foram atraídos por Deus-Parens e Oyassama. Assim, pessoas que como eu, nasceram em famílias de seguidores, devemos muito aos antepassados, os quais se dedicaram em transmitir o ensinamento de geração em geração. Meus pais foram muito rígidos com relação ao ensinamento. Nos dias da missa mensal da igreja e de nossa casa, e nas atividades de hinokishin, a presença era obrigatória, prioritária sobre qualquer

Importância de seguirmos transmitindo o ensinamento, a começar da família e pessoas do nosso círculo de amizade

outra coisa. Mas, se não fosse o exemplo de dedicação dos pais e dos avós, talvez eu não tivesse tido a oportunidade de participar do hinokishin em Jiba. Meu pai tinha a determinação de todos os seus filhos regressarem a Jiba e tornarem-se yobokus. Em 1983, fui acometida por um tumor cerebral e, ao me ver definhando, ele fez a determinação de regressar juntamente com uma de minhas irmãs no centenário de Ocultamento Físico de Oyassama. Na ocasião muitos o questionaram e eu mesma não estava confiante, em função da situação financeira da família. Meu pai fez das tripas coração e com a coragem e amor de minha irmã, regressei a Jiba em janeiro de 1986. Apesar de ter tido o diagnóstico de dois meses de sobrevida, no ano de 2009, após a comemoração dos 120 anos de Ocultamento Físico de Oyassama, meu 5º. regresso a Jiba, recebei uma enorme graça e o tumor sumiu. Hoje meus pais já retornaram; ele, seis meses após o meu primeiro regresso a Jiba, e ela, em 2008, seis meses antes de eu receber a grande graça. Assim, a lembrança da postura de meus pais com

relação ao hinokishin e o ensinamento, reforçou este sentimento de gratidão e serviu para solidificar a importância de seguirmos transmitindo o ensinamento, a começar pela nossa própria família e pessoas de nosso círculo de amizade ou influência. Relativamente ao segundo ponto. Durante o hinokishin especial pude recordar, com muita gratidão, do esforço fenomenal com que as sedes da Igreja Curitiba foram construídas. Numa época difícil para todos. Lembro-me que foram construídas com o trabalho de pessoas que abdicaram suas horas de lazer, dedicando-se sinceramente ao hinokishin e oferendando bens obtidos com sacrifício. Certamente a obra se concretizou graças à determinação espiritual e à sinceridade das pessoas. Acredito que situação semelhante foi vivenciada em muitas outras igrejas. O sentimento de gratidão é o início. Na prática, a melhor maneira de agradecer é agir procurando contentar Deus-Parens, Oyassama e os antepassados. Como poderei contentá-los? Que anseio teriam Deus-Parens e Oyassama, para que tais lembranças e essa gratidão imensa fossem sentidas com intensidades tão fortes nesta ocasião? Lembrei-me dos últimos dias de vida de minha mãe. Ela já se encontrava num quadro de falência. Querendo aliviar o sofrimento dela, busquei a ajuda do condutor da Igreja, que me falou sobre a sucessão na nossa Casa de Divulgação, que efetivamente não estava resolvida. Então, reuni meus irmãos. Meu irmão, que é o único filho homem, passava por uma fase negativa e ele disse que sabia da vontade da mãe; e eu e minhas irmãs nos determinamos a ajudá-lo. Cerca de uma hora depois, a minha mãe retornou. Nada é ao acaso. Nossas escolhas se baseiam nas atitudes, acumuladas ou não de virtudes. Assim, resta se dedicar no dia a dia com sinceridade. Considerando que sou um tanto inflexível, perfeccionista, que gosta das coisas feitas à minha maneira, tenho que reformar o espírito para me tornar a base da Casa de Divulgação, capaz de resistir aos “terremotos da vida” e como instrumento disponível a Oyassama. Desta forma, possa contentar os meus pais. É nos ensinados que hinokishin representa a nossa gratidão por estarmos sendo vivificados e protegidos por Deus-Parens e Oyassama e que pela sua prática podemos obter saúde. Acho que isto se deve ao fato de que o espírito de gratidão e de contentamento nos conduz a novas situações de alegria e contentamento que, naturalmente, nos levam a agradecer, virando um círculo virtuoso de contentamento, alegria e gratidão. Poder fazer hinokishin é, para mim, sempre uma grande alegria e um grande motivo para agradecer. São tantas as graças que tenho recebido, que creio ter uma enorme dívida de gratidão. Nunca sonhara poder me dedicar em Jiba; o hinokishin especial foi um presente, uma experiência gratificante e inesquecível. Obrigada *Itsumi Nozu, yoboku da Igreja Curitiba

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Novos condutores Igreja Arapongas Recebendo a presença do Primaz da Sede Missionária de Dendotyo, rev. Yuji Murata, e do condutor da Igreja-Superior Gonohe, rev. Kiyotada Kawamura, e comitiva e demais convidados, no dia 3 de julho foi realizada a Cerimônia de Posse da 4ª Condutora da Igreja Arapongas, reverenda Fumiko Ohnuma, 62 anos, que recebeu a permissão de Jiba no dia 18 de abril. Na dedicatória a Deus-Parens, a reverenda Fumiko agradeceu a razão de poder suceder como condutora. Após o término do Serviço, reverendo Kawamura fez a leitura da mensagem Igreja São Paulo Shinyu No dia 4 de julho foi realizada a Cerimônia de Posse do 3º Condutor e dos 20 anos de fundação da Igreja São Paulo Shinyu. Reverendo Marcelo Mitihiro Mukuno, 43 anos, no dia 26 de abril recebeu a permissão de Jiba para ocupar o cargo de 3º condutor. A cerimônia contou com a presença do condutor da Igreja-Mor Shikishima, rev. Tadakazu Yamada, e comitiva, do Primaz da Sede Missionária de Dendotyo, rev. Yuji Murata, e de outros convidados. Teve início às 10 horas com a reverência aos altares, tendo ao centro o reverendo Yamada, seguida da leitura da dedicatória a Deus-Parens pelo novo condutor. Revendo Mukuno relembrou os passos do caminho original e a dedica-

do condutor da Igreja-Mor Konanbu, reverendo Shiro Tanaka, que relembrou os passos do caminho original, dizendo que superando um histórico de dificuldades, chegou-se a alegria do dia atual com a realização da cerimônia de posse. Ainda, solicitou que todos os fiéis se esforcem em transmitir a razão deste excelente Caminho às gerações futuras. O Primaz Murata agradeceu os longos anos de dedicação da condutora-anterior, reverenda Shigueru Ohnuma e pediu para que todos os fiéis se unam em harmonia e promovam o desenvolvimento da igreja, fazendo-a um modelo de vida alegre às pessoas ao redor.

ção de seus pais, cuja razão da sucessão vem a assumir nesta oportunidade. Ao término do Serviço, o Primaz, ao tempo em que felicitou o novo con-

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dutor, agradeceu à condutora-anterior, reverenda Kazue Mukuno, pela dedicação sincera, por onze anos, à frente da igreja. E disse orar para que do presente nó brote o aprimoramento do conteúdo da igreja, através da união espiritual de todos os fiéis tendo ao centro o novo condutor. O condutor-mor Yamada inicialmente fez a leitura da mensagem de congratulações do chefe do Departamento de Missões Exteriores da Sede da Igreja. Em seguida, expressou sua alegria pela realização da cerimônia de posse e aniversário de fundação, cujos méritos correspondem às dedicações dos antecessores à razão de Jiba. Também pediu o apoio ao novo casal, rev. Marcelo Mukuno e sua esposa Akino, recém-casados em Jiba, na construção de um novo ciclo da igreja.

Brasil 5 Curtas Recebimento do Dom do Sazuke (maio/2010) Dia 4 - Rosalia Leiko Mizukami e Cintia Sumie Yamamoto (Igreja Piratininga) Regresso a Jiba A 18ª caravana de regresso a Jiba partiu, via Europa, no dia 1º de julho, com 26 integrantes. Ainda, no dia seguinte, 2, a 19ª caravana, com 39 pessoas, via Estados Unidos. Ambas as caravanas foram compostas principalmente por jovens que irão participar do Seminário de Oyasato e do Corpo de Hinokishin da Associação Infantojuvenil. Em pleno verão, em Jiba, cada qual derramará o precioso suor perto de Oyassama. Visitas Doutrinárias da Sede Missionária de Dendotyo A partir do início deste mês, iniciou-se a programação de visitas doutrinárias da Sede Dendotyo a todas as igrejas e casas de divulgação diretamente vinculadas, tendo como objetivo, conforme as palavras do Primaz: “Direcionando o pensamento para a razão da época oportuna mostrada em diversos fatos e fazendo a própria reflexão, animados na construção do espírito para poder compreender a profunda intenção do Parens, e, acumulando os esforços, desejase passar dedicando a sinceridade unicamente a Deus, visando os 60 anos de fundação do Dendotyo”.


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Em busca dos ensinamentos

Todos os anos, inúmeras pessoas do ultramar que possuem o desejo de dedicar em Jiba se inscrevem no Seminário de Formação Espiritual em busca da autorreflexão e do aprofundamento na fé. Em meio a barreira da língua e cultura, 67 pessoas de 13 diferentes nacionalidades ingressaram na turma 828 (de abril a junho), salas de inglês e chinês; e turma 829 (de maio a julho) sala de tailandês, e o jornal Tenri Jiho entrevistou algumas delas. “Por que as pessoas da Tenrikyo são tão prestativas? Foi com essa dúvida e em busca dessa resposta que decidi participar do seminário”. Quem relata é a senhora Nattika Panchag, 29, filiada a igreja superior Nakatsu e vinda da Tailândia. Há quatro anos, passou a frequentar a escola de língua japonesa administrada pelo Centro Missionário da Tailândia. Ficou encantada com a personalidade das pessoas do centro e passou a participar do hinokishin. “A princípio a minha dúvida era por que os japoneses vinham até a Tailândia para catar lixo e fazer limpeza, mas a maior impressão mesmo ficou por conta da postura deles de não esperar nada em troca”, relembra. “Com as aulas de doutrina que venho assistindo neste seminário, pude compreender que as pessoas do Centro Missionário colocavam em prática os ensinamentos do desejo de querer ‘salvar todas as pessoas do mundo igualmente’. Agora eu também tenho-me dedicado ao máximo no hinokishin e na limpeza dos Recintos de Reverência ‘com o sentimento de alegrar os regressantes vindos dos diversos cantos do mundo a Jiba’, disse, exibindo um largo sorriso em sua face. Desejo de ser salvo Ao pisar na Terra Parental, não são poucas as pessoas que desejam receber a salvação da própria enfermidade ou de algum ente querido. Huang Ching Chao, 24, da casa de divulgação Yuukin, filiada à igreja Tomon, desde os 18 anos tem crises constantes de epilepsia e com isso passou a ficar depressiva. Em abril do ano passado, ingressou no Shuyoka por sugestão da mãe, porém sem conseguir se livrar da insegurança, desistiu ainda no

primeiro mês. Após isso, em setembro deparou com um triste acontecimento que foi o retornamento (na Tenrikyo, refere-se ao falecimento) de seu pai. Assim, sendo sua mãe novamente sugeriu o ingresso ao Shuyoka. Ao entrar pela segunda vez no Shuyoka, teve uma convulsão no banheiro do alojamento e perdeu os sentidos. “Se fosse como da vez passada, desistiria e iria embora imediatamente. No entanto, a imagem da minha mãe indicando o Shuyoka veio na minha cabeça diante daquele triste acontecimento e pensei: ‘alguma coisa preciso aprender com tudo que está acontecendo’, e ao mesmo tempo, refleti também quanto à minha conduta diária. Percebi que não ajudava suficientemente nos afazeres da casa de divulgação.Assim, só de passar a pensar em primeiramente compreender a doutrina, para posteriormente poder ajudar minha mãe quando voltar a Taiwan, o meu espírito passou a se animar”. A indiana Kusum Kejuwalia, 58, pertencente a igreja Calcutá, seu marido e sua filha Mitu, 30, regressaram juntos à Terra Parental. Mitu foi diagnosticada como portadora da doença deAlexander com apenas sete meses de vida. Trata-se de uma doença neurodegenerativa com sintomas de retardo no desenvolvimento psicomotor, acompanhada de espasmos e mínimas chances de um tratamento eficaz. Além da Índia, mesmo nos hospitais dos Estados Unidos e Cingapura, os resultados dos exames apontaram o mesmo diagnóstico.

Foi nessa situação que Kusum, há 17 anos e após receber convite de familiares, reverenciou a igreja Calcutá. Desde então, o ex-condutor Akira Yamazoe e o atual condutor Hideki Kawaura passaram a ministrar o Sazuke em Mitu. No ano seguinte, a família regressou a Jiba e Mitu realizou os exames no Hospital Ikoi-no-Iê. O diagnóstico foi o mesmo. Porém após 4 anos, ao regressar a Jiba na ocasião dos 120 Anos do Ocultamento Físico de Oyassama e realizar novamente os exames, o diagnóstico deixou de ser o mesmo e apontava para outro tipo de doença. Segundo o médico, “sendo essa doença, existem casos com grandes chances de recuperação”. A família pôde enfim voltar a ter esperanças. “Quando Mitu regressa a Jiba podemos sentir sua felicidade. No Shuyoka companheiros de diferentes nacionalidades, sexo e faixa etária ministram o Sazuke pedindo pela obtenção da graça. É realmente muito gratificante”, relata sua mãe. Praticando os ensinamentos Dentre os seminaristas, há os que estão ‘captando’ a essência da doutrina por meio de várias maneiras com a prática do ensinamento como o hinokishin e a ministração do Sazuke. Prateep Srisangngam, 54, da casa de divulgação Thai Shin-yuko filiada a igreja Kogawa, foi um ex-militar da Tailândia e ingressou no Shuyoka juntamente com sua esposa. A esposa

Wareewan, 44, é funcionária da escola de língua japonesa administrada pela casa de divulgação há mais de 20 anos. Há quatro anos, Prateep deixou de servir o país e passou a cuidar do jardim da casa de divulgação e assim o casal recebeu o convite para o Shuyoka. “Para ser sincero, vim a Jiba sem muito saber sobre a Tenrikyo. Naturalmente, vim com o pensamento de não fazer o que não sei e como as aulas de Dança Sacra são muito complicadas, já coloquei na cabeça que seria impossível aprender. Porém, em um mês minha atitude espiritual mudou bastante”. Agora, utiliza até os horários de folga e treina animadamente a Dança. “Além de praticar animadamente para tentar corresponder às expectativas daqueles que estão se empenhando ao máximo, nos ajudando e ensinando, sinto que as poeiras do meu espírito foram eliminadas e agora estou convivendo de forma positiva. Atualmente, penso diferente e passei a encarar os ensinamentos da Tenrikyo com o coração aberto”, relata com um brilho nos olhos. “Sinto diariamente a alegria de poder colocar em prática os ensinamentos!” Diz Lin Zu Jung, 28, taiwanesa da igreja Ryuwanko, filiada à igreja Koryu. Há três anos, foi convidada por uma amiga a frequentar a Sede da Igreja Taiwan e aí nasceu a oportunidade de regressar a Terra Parental e participar do Encontro das Moças. Após isso, passou a reverenciar a igreja com sua irmã mais nova e com o desejo de aprofundar-se ainda mais na doutrina matriculou-se na primavera do ano passado no Instituto de Línguas da Tenrikyo (TLI). Após a conclusão do curso, ingressou juntamente com a irmã no Shuyoka. Passada uma semana, A, companheira da turma, teve um AVC. Lin imediatamente passou a frequentar o hospital e a ministrar o Sazuke. “Eu me tornei yoboku quando estudava no TLI, mas até então só estava no lado de receber e não ministrar. Ministrando o Sazuke em A, passei a compreender o sentimento das pessoas que também oraram pela minha melhora. Agora A também está conseguindo receber aos poucos a graça para poder voltar a estudar conosco”, completou sorridente. Tenri Jiho, 20 de junho

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Missionamento Família 9

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Seguindo os passos dos pioneiros - No coração, a emoção de ter sido salvo -

Sakujiro Yamada, que tinha comércio de miudezas em Mie-ken, contraiu tuberculose, na época, uma doença considerada incurável. Apesar de tentar todos os meios possíveis, não houve melhora e pensou, como último desejo, fazer uma consulta com um renomado médico de Osaka. Assim, sendo acompanhado por Tameshiti Hatabayashi, que era íntimo da loja de Sakujiro, e que também conhecia bem Osaka, partiram em setembro de 1887. No meio do caminho, Sakujiro falou a Tameshiti sobre os boatos que ouvira há tempos, da “Deusa viva de Yamato” e que pensava em visitá-la uma vez; e, resolveram dirigir-se primeiro à Residência, mudando o percurso. Na Residência, explicaram a razão da visita e disseram que gostariam de ouvir os ensinamentos. Porém, nessa época, muitas pessoas vinham sondar a situação da Residência, fingindo ser enfermo ou seguidor, e como precaução, os mestres não lhes deram atenção. Quando os dois se encontravam aflitos, sem entenderem o que sucedera, houve uma pessoa que chegou apressada. Era Tyusaku Tsuji: “De onde vocês vieram?” Então Sakujiro expôs o motivo novamente. “Puxa, vieram de regresso de um lugar distante. O Deus, que se chama Tenri-Ô-no-Mikoto, é o Deus original e verdadeiro, que criou o ser humano e o mundo que inexistia. Qualquer doença difícil será

salva...” Assim, falando em rápida sucessão, ministrou o Sazuke logo em seguida. Ainda nessa noite, recebendo Isaburo Masui na hospedaria de Senzai, ouviram os ensinamentos detalhadamente. Sakujiro sentiu uma emoção e uma nova esperança através do ensinamento: “Se salvar os outros, salvará a si mesmo.” E, desta forma, determinou o espírito em se dedicar unicamente à salvação. Nesse momento, o corpo se tornou leve e a disposição se restaurou, sentiuse completamente curado. Depois, os dois foram para Osaka, e lá, por precaução, Sakujiro consultou-se no famoso hospital, tendo o diagnóstico:

“Pode ficar tranquilo que não há um sinal da enfermidade!” Os dois viram diante dos próprios olhos o trabalho milagroso de Deus, e soluçaram em lágrimas de emoção. Sakujiro, voltando à sua vila com a saúde restabelecida, mal cumprimentando, surpreendeu os familiares: “onde há enfermos?” “Se deseja enfermos, tem um na família Wada. Tsurumatsu com tifo” – disseram. “Verdade? Então vou para lá imediatamente e farei uma oração.” Largou sua bagagem em casa e dirigiu-se para a residência do parente Wada. E, transmitindo para esta família os ensinamentos que ouvira em Jiba, orou com devoção. Neste instante, Tsurumatsu sentiu vontade de ir ao banheiro. E Sakujiro ofereceu o apoio de seu ombro para leválo. Porém, a senhora Hina, mãe de Tsurumatsu, com a expressão assustada, disse: “Tsuru é um doente grave, por isso não tome atitudes extremas!” “Irmã, não se preocupe. Fiz a solicitação a Deus, por isso não há com o que se preocupar. Então Tsurumatsu, eu o levarei.” Depois, de volta à sua casa, Sakujiro disse com convicção: “amanhã, os Wada virão em agradecimento, dizendo que Tsuru melhorou da doença.” E realmente, conforme suas palavras, Tsurumatsu recebeu a graça da cura completa. da Revista Taimo nº 454 (out/2006)

≡ As letras, as palavras e a ação ≡ É através das palavras, do modo de se expressar e da conduta de uma pessoa que julgamos qual é o tipo de personalidade que ela possui e assim podemos compreendê-la.

Por outro lado, para transmitirmos os nossos pensamentos, usamos também a escrita, a expressão e os nossos atos. Deus-Parens nos proporcionou esses instrumen-

tos para podermos oferecer alegria ao próximo. E o que realmente podemos transmitir com esses instrumentos? - A vida plena de alegria e felicidade.

Agenda

Agosto

7................. Curso para Diretoras do Fujinkai 8 ........... Cerimônia Mensal

Setembro

Mês do Dia da Divulgação 11 .............. Encontro das Senhoras da Casas de ............ Divulgação (Fujinkai) 11 ......... Formação de Líderes do Shonenkai 12 ......... Cerimônia Mensal

PRODUÇÕES PRODUÇÕES ,/-/ ,/-/ -

Cuso de Formação de Líderes do Shonenkai

Promovendo atividades para a formação de excelentes Yoboku dia: 11 de setembro Local: Sede Missionária de Dendotyo Idade: acima de 15 anos

** Foto Foto

** Vídeo Vídeo

** Som Som

Katsumi Mizoguchi Katsumi Mizoguchi Av. Celso Garcia, 1.017 Av. Celso Garcia, 1.017 Belenzinho - Capital - SP Belenzinho - Capital - SP Tel. (11) 2694-4771 / 2557-6792 Tel. (11) 2694-4771 / 2557-6792 web: www.seimiproart.com.br

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4 Tenri Jiho


10 Associações

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Takayuki Muramatsu*

Estudando a Doutrina com o Professor Tiago OYASSAMA (VI) Prof. Tiago: Agora, vamos ler esta parte. “Ocorreu o retornamento de Zembee no dia 22 de fevereiro de 1853, aos 66 anos de idade. Em face da perda do seu grande esteio, Zembee, dono de uma afeição incomum, a dor da família em que os pais e os filhos vieram convivendo em harmonia foi muito profunda. Nessa ocasião, Oyassama tinha 56 anos de idade, Shuji 33, Omassa 29 e Kokan 17. No mesmo ano, apesar da família estar em luto, Kokan partiu para a cidade de Naniwa, atual Osaca, com a missão de difundir o nome de Deus-Parens, conforme a orientação divina, acompanhada de Matakiti da aldeia de Otsussaka e mais dois homens. O triste evento da vida humana, que foi o retornamento do pai, coincidiu com o tempo oportuno para a divulgação da fé, marcando um ponto de partida para a salvação do mundo.” (Minuta da Vida de Oyassama, pág. 26) Jéssica: Coitada de Kokan. Com a nossa idade, ela perdeu o pai. P: É mesmo. Porém, posteriormente, a ação dela é admirável. Fábio: É realmente notável. Se alguém me falasse para difundir o nome divino, acho que não iria. J: Parece que Oyassama foi rigorosa, não acha? P: Mas, se pensarmos de forma diferente, sentiremos o seu caloroso amor materno. J: Como assim? P: Os seus pais não falam para vocês estudarem? F: Eles falam quase todos os dias. P: Por que eles falam para vocês estudarem? J: Será que é para nos educar? F: Eu não acho, é costume deles. P: Não é bem isso. Acho que eles dizem para vocês estudarem por

Seinenkai

Apoio para avançar

Apoio às atividades A Associação solicita a todos os membros e colaboradores ajuda e apoio à arrecadação de doações de fundos para a manutenção e realização de suas atividades, principalmente para a Caravanas de Missionamento, Assembleia Geral e investimentos em estruturas do Tenri Matsuri. No dia 9 de outubro, no evento cultural Tenri Matsuri, no Recanto Tenri, dentre os colaboradores, o Primaz da Sede Missionária, fará o

Opinião 3

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Ter fé é fazer divulgação

Gakuseikai

Torneio de Futebol No dia 7 de Agosto, durante todo o dia, será realizado o torneio de futebol socity da Associação dos Moços, no Recanto Tenri, em Bauru.

Jornal Tenri

sorteio de prêmios. Ainda, no dia 12 de junho de 2011 estaremos recebendo a ilustre presença do Shimbashira, por ocasião da comemoração dos 60 anos de Fundação da Sede Missionária Dendotyo do Brasil. O Shimbashira também é o Presidente Mundial da Associação dos Moços, nosso pai espiritual. Vamos dedicar todas a nossa sinceridade, lapidando o espírito para mais um importante evento decenário. Contamos com a compreensão e apoio de todos os associados *mais informações: Caio Soares (mikabanzo@uol.com.br), Roberto Ogawa (robertogawa@hotmail.com), ou Marcelo Yaschiro (sussumu@ yahoo.com)

pensarem muito em vocês. Talvez, seus pais também não gostassem de estudar, mas, mesmo assim, se eles falam isso, é por terem muito amor por vocês. F: Entendo o sentimento deles, mas qual é a relação com a Oyassama? P: Em vez de ficar triste com esse acontecimento, podemos pensar que Oyassama apressou a importante missão de Deus-Parens nessa época. F: Mas por que bem nessa época triste? J: Não será por que ela já sabia do resultado? Acho que ela já sabia que expandindo o ensinamento, muitas pessoas viveriam contentes e felizes. P: No momento de tristeza, em vez de ficar lamentando, almejando alegria maior, é bem melhor adiantar os passos o mais cedo possível. F: Então é isso. Nesse momento triste da perda do pai, podemos pensar que apressou ainda mais a transmissão deste Caminho da salvação do mundo. J: Por isso, de um lado, podemos sentir que ela foi rigorosa e, de outro, também o caloroso amor materno. P: Por fim, vou citar as seguintes palavras: “Se não trilharem o caminho da vida-modelo, não será necessária a vidamodelo. Se deixar guardada a vida-modelo, nada será possível.” (Indicação Divina de 7 de novembro de 1889) J: Quer dizer que, mesmo tendo o modelo, se não praticar, não é necessário a vida-modelo? P: É isso mesmo. Mesmo tendo o modelo, se mudar o modelo conforme o seu capricho ou deixar guardado em algum lugar, em outras palavras, sem praticar, a vida-modelo não será necessário. F: Então, vou me esforçar para dedicar conforme a vida-modelo. P: É verdade! Estarei almejando. (continua na próxima edição)

Fujinkai

Determinações em prática Olá! Como vão todas? Espero que todas estejam muito bem, dedicando-se com alegria no espargimento da fragrância. A divulgação é um dos pontos fundamentais de nossa fé. Este ano é o ano comemorativo dos 100 anos de fundação da Associação Feminina da Sede da Igreja. Muitas moças, recebendo a graça de Deus-Parens e Oyassama, puderam realizar o Regresso a Jiba e também participarem do alegre Encontro das Moças. Aquelas que não puderam participar, por motivos diversos, certamente estão se dedicando em suas Igrejas, Casas de Divulgação ou até mesmo à Sede Dendotyo. Deus-Parens e

Oyassama, sem dúvida, aceitam com grande satisfação os esforços dedicados em quaisquer lugares. No dia 12 de Junho de 2011 teremos os 60 anos de fundação da Sede Missionária do Brasil. Agora é momento de relembrar e agradecer os esforços dos antecessores que se dedicaram ao caminho. O melhor agradecimento é determinar o espírito em dar continuidade à razão das gerações, isto é, transmitir e expandir os ensinamentos. As atividades do departamento visam formar excelentes yobokus como base do caminho. Vamos juntas determinar o espírito para que possamos ter uma esplêndida comemoração decenária!

O Segundo Shimbashira tinha dito que “Ter fé significa fazer divulgação”. Quando eu era mais jovem, não entendia o significado dessa frase e até cheguei a duvidar da palavra dele: “Não será um exagero? Eu acho que mesmo sem fazer divulgação, a gente pode ter fé.” Creio que não só eu, como muitas pessoas também devem pensar assim. Mas, hoje percebi que o meu pensamento era um tanto superficial em relação ao que o Shimbashira dizia. O objetivo da Tenrikyo é que todos, sem exceção, realizem, vivenciem e compartilhem juntos a vida plena de alegria e felicidade. E para que todos possam realizar este desejo de Deus-Parens e Oyassama, cada um precisa, de forma gradativa, ir evoluindo espiritualmente seguindo os ensinamentos transmitidos pela Oyassama. O ser humano não consegue realizar a vida plena de alegria e felicidade só com a riqueza material. Portanto, mesmo passando por uma vida humilde, na simplicidade, as pessoas tenrikianas, dependendo da maneira de pensar e grau de evolução, conseguem viver com satisfação sincera e feliz. À medida que for evoluindo espiritualmente, a gente começa a aceitar até as coisas desagradáveis como orientação de Deus-Parens. Sendo assim, não acha ruim e nem reclama de nada. Porém, como conseguir esta evolução espiritual? Em primeiro lugar, a gente deve compreender bem o verdadeiro ensinamento divino, a razão do criador e cada vez mais ir se aprofundando para tomar consciência. Depois, deve fazer uma análise, se o seu uso espiritual, a sua maneira de ser, pensar e agir estão de acordo com este ensinamento. Geralmente, o ser humano não percebe “as oito poeiras espirituais” acumuladas no próprio espírito, ou seja, na realidade pouco se conhece. As poeiras espirituais aparecem como nossos maus hábitos e temperamentos no dia a dia. Quantas pessoas reconhecem os seus maus hábitos e temperamentos?

Porque os defeitos de outra pessoa a gente enxerga muito bem, mas, os próprios, são difíceis de perceber. As poeiras do nosso espírito são como o nosso rosto, não conseguimos enxergar sem o auxílio de um espelho. Então, onde encontrar o espelho que faz enxergar o nosso espírito? Uma das maneiras é fazendo a divulgação, porque as pessoas que DeusParens vai colocando na nossa frente para divulgar este ensinamento são os nossos próprios espelhos, que mais tarde vão nos auxiliar mostrando os nossos maus hábitos e temperamentos. Parece ser coincidência, mas, Deus-Parens vai colocando na nossa vida, as pessoas que têm as mesmas predestinações. Portanto, cada qual deve corrigir o próprio espírito, sem ficar exigindo do outro. Quando a gente muda, a outra pessoa também começa a mudar e o

seu espírito se salva, porque Deus-Parens começa a trabalhar através da nossa atitude. Parece que a gente está ajudando a outra pessoa a ser salva, mas, na verdade, a gente também está sendo salvo. Assim, é importante cultivar a nossa fé tenrikiana e ir evoluindo sempre. Quanto mais estudarmos este ensinamento e formos aprofundando, mais ficaremos encantados e gratos a Deus-Parens e a Oyassama. Porém, se não praticarmos, não conseguiremos sentir a graça. É como se fosse um banquete, se ficar só olhando e não comer, não poderá sentir o sabor e nem a alegria. Portanto, à medida que formos divulgando, vamos criando mais responsabilidades de colocarmos em prática os ensinamentos, pois devemos ser sempre exemplos daquilo que estamos passando, mostrando através de atitudes. Essa responsabilidade é um processo de crescimento espiritual próprio e uma maneira de se salvar. Quem pensa assim: “como não pretendo ser missionário, não preciso fazer divulgação; ou eu quero ser salvo, mas, não quero sair para salvar ninguém”, é melhor mudar de idéia e começar a fazer um trabalho de divulgação para merecer ser salvo. Pois, DeusParens deixou bem claro que salvando os outros é que estará salvando a si mesmo. Então, para que você e sua família evite o sofrimento no futuro, é melhor fazer um sacrifício agora, fazendo missionamento, melhorando o seu próprio destino para merecer viver a vida plena de alegria e felicidade, que é o desejo de Deus-Parens e Oyassama. Visando a comemoração dos 60 anos da fundação do Dendotyo, vamos nos empenhar e dedicar ao máximo na divulgação e salvação, agradecendo pelas providências divinas recebidas no dia a dia, praticando o ensinamento e assim, conquistando o nosso crescimento espiritual, contentando DeusParens e Oyassama! *é condutor da Casa de Divulgação ShimagaharaAracaju, em Aracaju-SE


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Palavras de Oyassama

Foram as palavras dirigidas a Tatsujiro Hirano, em 1879. Durante a caminhada da fé, é inevitável que ocorram inúmeros fatos, podendo eventualmente cair na descrença. O mais importante no caminho é a satisfação sincera capaz de fazer brotar a alegria de quaisquer ações. Oyassama também disse certa vez: Excelente, excelente. Será posteriormente excelente.

Administração, redação e publicidade: Centro Cultural e Social de S. Paulo Rua Pelotas, 385 - Vila Mariana São Paulo - SP - CEP 04012-001 Fone: (11) 5579-1959 e-mail: spkaikan@uol.com.br

Ref. junho/2010: R$ 8.255,00

Claudio José Tadashi Ishikawa* rompermos a casca das preocupações individuais e das cogitações humanas. Por ser do próprio espírito de Deus-Parens, não tem um mínimo de erro. A árvore torna-se tanto maior quanto mais extenso forem suas raízes, que se ampliam em todas as direções. Incansáveis, crescendo sempre no escuro, desviando dos obstáculos aparentemente intransponíveis, as raízes trabalham dia e noite. Sem que ninguém perceba, os trabalhos dos pais e dos antepassados têm uma mesma razão. Se tivermos um espírito grande, cresceremos como pessoas admiradas e, no futuro, também respeitados pelos próprios filhos, os quais enxergarão somente as qualidades boas dos pais. Creio que seremos reconhecidos como raízes que sempre se nutriram de coisas boas. Num caminho percorrido por várias pessoas, andando na mesma direção, há aquelas que se divertem, observando as flores, e outras que se irritam com os lixos encontrados no percurso. Como pode haver sentimentos diferentes, se percorrermos a mesma direção? A vida é assim: embora vivendo no mesmo momento, há pessoas que aproveitam a vida e outras que sofrem. A diferença está no ponto de vista de

Diretores responsáveis: Idioma Japonês - Yoshio Watanabe Idioma Português - Hiroshi Kajiura

Associação Itiretsu-kai

EDITORIAL

No dia 12 de junho de 2011, recebendo o Shimbashira, será realizada a Cerimônia Comemorativa dos 60 anos de fundação da Sede Missionária de Dendotyo. As atividades de três anos, mil dias, entraram na reta final, restando menos de um ano. E, para tanto, muitos fizeram uma determinação espiritual para a época oportuna. Em geral, a concretização das determinações espirituais estão nas ações de ajudar e salvar os próximos, recebendo a graça da própria salvação. É a graça de receber a graça de uma alegria dobrada. O terreno para plantar está pronto, à disposição do empenho de cada um, aproveitando as oportunidades, conforme a sua real satisfação em atingir o objetivo. O trabalho de uma semente se inicia a partir do momento em que ela é coberta de terra. É a mesma situação de uma pessoa coberta de responsabilidades, cercada de dificuldades por todos os lados. Isto se torna o ponto de partida para o trabalho de uma maravilhosa semente. A própria semente realiza o trabalho de autorromper sua casca. Para termos um espírito que esteja de acordo com os ensinamentos que recebemos de Oyassama, é importante

Igreja Tenrikyo de Dendotyo (Sede Missionária do Brasil) R. Tenri, 4-58 - Vila Independência Bauru - SP - CEP 17054-250 Fone: (14) 3236-1144 e-mail: b.tenrikyo@uol.com.br

cada um. Poder enxergar as flores é conseguir assimilar os pontos positivos das pessoas que nos cercam; e, enxergar os lixos pelo caminho é se fixar apenas em perceber os seus defeitos. Se percebermos algum lixo caído, devemos simplesmente recolhê-lo e continuar andando, falando a respeito da belezas das flores para as pessoas, aumentando assim o nosso círculo de amizades. O importante é dedicar, a quem quer que seja, o espírito, o corpo e as palavras – sempre com o espírito de servir ao próximo. Ficando doente, compreendemos a mente dos enfermos, e nos solidarizamos. Os problemas físicos e mentais são os nós da vida, de onde nascem os brotos que dão flores. O desânimo leva os brotos a se quebrarem. Assim, é preciso se contentar e ter o espírito de gratidão. E, com a mente ampla e animada, aproveitar a oportunidade para limpar as poeiras acumuladas no coração. Este não é um mero caminho da fé e oração. É o caminho da concessão das providências de Deus-Parens pela reforma e análise do nosso espírito e a limpeza das poeiras. *é condutor da Casa de Divulgação Saúde (Igreja Bauru)

Igrejas: *Arapongas; *Atlântico; *Brasil Koshihiro; *Brasil Yamashiro; *Campinas; *Continental; *Curitiba; *Diadema; *Duartina; *Eldorado; *Guaimbe; *Manaus; *Marialva; *Marília; *Meihakuiti; *Monte Brás; *Monte Kemel; *Nippaku; *Nova Yooki; *Oriente; *Paineira; *Penápolis; *Rikuhaku Osasco; *Seiki Brasil; *Sul América; *Taimo; *Tsuhakuryu; *Tucuruvi; Casas de Divulgação: *4º Paineira; *5º Paulista; *Alegria; *Aliança; *Brasil Kowa; *Brasil Yukikai; *Brasil Yushin; *Ipiranga; *Líder; *Mogi das Cruzes; *Namihiro; *Nanyo; *Primavera; *Saúde; *Tamahaku; *Terra Nova; *Kaoru, Nobuko, Haruko e Keiko Murata; *Massatoshi, Yuji, Mika, Sumie, Mitie, Lie, Mei e Naomi Ukei; *Asaji Tanaka – Cerimônia de 50 dias de retornamento de Akio; *Mitsuhiro Tanaka; *Mitsukazu e Haruyo Nakanishi; *Massashi, Takeshi, Yoshinori, Yoshitaka e Chizuru Fujishige; *Momoe, Mari, Koji, Motoo e Yae Saito; *Casa de Divulgação Cravinhos; *Yutaka e Akiyoshi Tanio, Yoshie Ishii, Karen Nakamura, Yumi Yamamoto e Yuri Silva; *Miwa, Massaharu, Mika, Miyuki e Atsuko Murakami; *Akemi Kondo; *Yoko Nakao; *Clarissa, Thais e Nilson Otake; *Yuiti, Hiroe, Hitomi, Mitiaki e Yuri Namiki; *Rodrigo e Guilherme Oshiro; *Hisao Kanezawa; *Giovanna e Lucas Morita; *Kazuaki Kosaka; *Gilberto Massuda; *Ricardo Fujikawa; *Erika Nakamine; *Take Fujikawa – Cerimônia de 20 anos de retornamento; *Akira e Nana Yamase; *Helio e Sanae Ota; *Midori, Yukari, Tamie e Hideki Arakaki; *Toyohiko Yoshida; *Otoichi Oka; *Shoiti Nakano; *Morio Aoki; *Tadashi Ota; *Ernesto Sambuichi; *Atsushi Aoyagui; *Carlos Miyoshi; *Erika Miyoshi; *Mitiko Kameoka; *Aline Ishikawa; *Terumasa e Mitsuyuki Kuroki; *Victor e Mariane Higa; *Erika Kondo; *Emerson Seo; *Giuliana Seo; *Hiroo, Yoshihiro, Risa e Airi Sohara; *Sayuri, Akemi e Midori Aizawa; *Priscila Sakurai; *Thiago Massuda; *Guilherme e Gustavo Fuzimoto da Silva, Roberto e Carolina Lopes Fuzimoto; *Igreja Horizonte; *Tomie e Massao Mukai; *Fabio Ushida; *Aline Yaschiro; *Tetsuki, Ken e Massaki Okamura; *Kunimasa Kosaka; *Aki Hashimoto; *Patrícia Sakurai; *Cintia Sakurai; *Hiromi Kaneshiro; *Vinicius Hara; *Yoshinobu Tanaka; *Hitomi e Satoru Nagasawa; *Dalton, Sueri, Minoru e Shuji Haga; *Tomoiti Otake; *Wilton Tani; *Naomi Nomoto; *Toshimitsu Kosaka; *Amanda e Paulo Mukai; *Igor e Bruno Harayshiki; *Caroline Sasaki; *Miriam Hara; *Vinicius e Vitor Okamura, Enzo Sugimura; *Ricardo Kubota; *Ichiro Kusakawa; *Noriaki Ito; *Tokuo, Keiko e Mamoru Okamura.

Dendotyo 11

julho de 2010

TYO DO BR DO

60 anos

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do livro Episódios da Vida de Oyassama 68. O futuro será longo

Jornal Tenri é uma publicação com fins religiosos, órgão da Igreja Tenrikyo de Dendotyo para divulgação. Publicação mensal editada desde 1971.

Jornal Tenri

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O futuro será longo, aconteça o que acontecer, não se desanime e tenha fé. O futuro será excelente.

Jornal Tenri

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2 Editorial

O caminho dos 60 anos Parte VII – Início dos tempos de guerra

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Ao ser questionado pelo Shimbashira, se regressaria também para as comemorações do centenário da Revelação Divina, ainda que sem a devida convicção, Chujiro respondeu afirmativamente e voltando ao Brasil, logo começou a ser planejada a segunda caravana de regresso a Jiba. Conseguiu-se formar um grupo de 86 pessoas, partindo do Porto de Santos no dia 2 de agosto de 1937. Nesta oportunidade, três novas igrejas receberam a razão da permissão de fundação de Jiba: Nanpaku (Mitsutaro Soraji), Brasil (Kisaku Kajiyama) e Nippaku (Kusumatsu Yoshizaki). Somando-se cinco igrejas fundadas em dois anos, começou-se a esboçar uma organização religiosa no Brasil, com a criação da Associação dos Missionários Kyoshi-kai e a Associação Feminina, em 1939. E, em 1940, era fundada a Associação dos Moços. Ainda, em 1940, como representante da Tenrikyo

nas comemorações dos 2600 anos do Império Japonês, Chujiro Otake pôde regressar mais uma vez ao Japão. Durante a viagem já pôde sentir os efeitos da Segunda Grande Guerra. Ao desembarcar, espantouse com a situação país, também em plena guerra. Após cumprir os compromissos das festividades, em Tenri, Chujiro participou do Curso de Doutrina de dez dias e foi nomeado presidente da Associação Geral dos Fiéis (Ichiu-kai) do Brasil. Em 1941 esta associação englobaria todas as demais associações (dos missionários, feminina e dos moços). A visita de Chujiro aos pais, em Shingu, acabou se tornando breve e foi o último encontro com a sua mãe. Logo foi chamado de volta à Sede para uma reunião administrativa, que teve também a participação dos missionários dos Estados Unidos e Canadá, para tratar de suas situações com relação à guerra. Sob consenso, todos voltaram aos seus respecti-

vos países, havendo muita tensão no trajeto. Quando Chujiro desembarcou em Santos, o Brasil ainda se declarava neutro. Porém, em dezembro de 1941, houve o ataque japonês à base de Pearl Harbor e, em 29 de janeiro de 1942, o Brasil rompeu relações com os países do eixo (Alemanha, Itália e Japão), declarando estado de guerra. O movimento migratório japonês encerrara o fluxo em agosto de 1941 e medidas internas cercearam a liberdade dos ‘inimigos’. Nesta época, existiam diversos grupos de fiéis que desejavam receber a permissão para a fundação de igreja. Porém, devido à situação mundial, foram adiadas. Desta forma, nos anos de 1941 e 1942, na qualidade de Representação Missionária do Brasil, permitiu-se a fundação das casas de divulgação Ribeirão, Londrina, São Paulo, Pompeia, Paineira e Três Barras.

fatos e memórias... Em 1940, pude regressar a Jiba novamente e, naquela ocasião, após fazer a reverência na Sede da Igreja, fui me encontrar com os meus pais. A alegria foi muito grande. Pretendia fazer a dedicação filial, quando me chamaram: - Senhor Otake, chegou um telegrama urgente para o senhor! “Preciso falar-lhe com urgência. Assunto importante. Volte imediatamente.” Meu pai só pode dizer: “vá e se esforce” e este foi meu último encontro com a minha mãe. O assunto se referia à situação crítica que se aproximava com o início da guerra. O mestre

Keigoro Moroi sugeriu que eu chamasse a minha família de volta ao Japão enquanto havia tempo. - Não! É nesse momento que eu preciso voltar ao Brasil e ficar ao lado dos fiéis. A minha intenção é dar toda a assistência aos colegas da fé - respondi. - Obrigado pela resposta. Fiquei mais tranquilo. Caso a guerra comece realmente, a Sede da Igreja não poderá fazer mais nada. Por isso, se estiver no Brasil, ficarei mais tranquilo e aliviado - disse o mestre Moroi. Ainda, enquanto era servido um delicioso jantar, as pessoas comentaram: “não é normal a

Sede da Igreja oferecer este banquete para nós. Isto significa uma despedida?” Mestre Moroi disse que não era esta intenção, mas tive essa leve impressão e logo voltei para o Brasil. Como previsto, teve início a guerra. O governo brasileiro tomou rigorosas medidas e passou a perseguir os japoneses. Nessa época fiquei preso durante um ano e três meses e tenho muitas recordações do presídio. *do relato de Chujiro Otake, em 25/01/1981, na Biblioteca Tenri, em Jiba, relativo aos fatos de seu regresso a Jiba, em 1940


12 Fujinkai

Nova caminhada

A

Associação Feminina do Brasil realizou magnificamente, no dia 12 de junho, a 57ª Assembleia Geral, com a participação de 527 associadas. Pela manhã foi realizada em união espiritual a Dança das Mãos dos Doze Hinos Sagrados. E, às 13 horas, foi iniciada a cerimônia da assembleia com o termo de abertura, o canto do Hino Yorozuyo, o juramento das novas associadas e o relato das atividades do período. Em seguida, a diretora-presidente, Yuko Murata, fez a leitura da mensagem de congratulações da presidente mundial da Sede da Associação Feminina, Harue Nakayama, que enfatizou a necessidade de todas darem um novo e primeiro passo com o espírito firme, para uma caminhada com conteúdos significativos e conscientes do papel do yoboku. O Primaz, também expressou seu profundo reconhecimento pelos esforços de todas nas caravanas de regresso a Jiba para o centenário da Associação, que fez agregar novos missionários yobokus e mestres do Caminho. Ainda, solicitou a caminhada animada rumo a maturação espiritual para as próximas atividades. Depois, houve o juramento das associadas, o canto do Hino da Associação e, finalizando, o termo de encerramento da assembleia. Às 14h30, sob o título “Como você se empenhou durante os três anos, mil dias, rumo ao Centenário da Fundação?” ouviram a emoção dos relatos de dez associadas. E, após os relatos, animaram-se nas atividades de ginástica, divididas em dois grupos de idade. Ainda, à noite, no salão principal, houve apresentações de entretenimentos e um slide-show de fotos do Centenário de Fundação.

julho de 2010

Jornal Tenri

Ano XXXVIII- nº 469

O

São Paulo, julho de 2010

Chaves da vida feliz

Shimbashira, através da Instrução nº 2, de 26 de outubro de 2002, citou: “A única maneira de corresponder a este imenso amor parental é cultivar e praticar o espírito de salvar o próximo”. Quanto à forma de evoluir o espírito, complementou: “A evolução espiritual significa aproximar-se da intenção do Parens. A intenção do Parens está na criação do mundo e dos seres humanos, desejando a vida plena de alegria e felicidade e está ligada ao dia original deste ensinamento quando se revelou ao mundo para salvar toda a humanidade”. Significa que devemos caminhar juntos e animados, visando um único propósito do caminho, de salvar o próximo e evolui-se espiritualmente. Para tanto, é essencial e necessário entender a razão da coisa emprestada e tomada emprestada. Se não souberem que o corpo de cada um é tomado emprestado, não compreenderão nada. Of. III-137 O mais importante é conscientizarse de que está sendo vivificado e compreender o quanto isto é gratificante. O carro a gasolina é movido a gasolina e não a diesel. O ser humano não se move se tiver poeiras no espírito, não consegue viver. Vive, tendo o espírito alegre e utilizando o corpo emprestado de acordo com

a vontade de Deus-Parens. Ao ser humano foi permitido usar livremente o espírito, isto é, pensar, refletir e desenvolver sua imaginação sem limites. Porém, a melhor forma de utilizar esta liberalidade é em prol do próximo, procurando servir, salvar e deixá-lo feliz. Através destas ações, sentimo-nos animado e, por conseguinte, Deus-Parens também se animará. Se utilizar o corpo contrariando a vontade divina, cria no espírito as poeiras da mesquinhez, cobiça, ódio, amor-próprio, rancor, raiva, ambição e soberbia, os quais podem ser leves

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Em busca dos ensinamentos pág 4

Órgão de divulgação da Igreja Tenrikyo

e minúsculas, quase imperceptíveis, mas, acumuladas com o tempo, ficam difíceis de serem limpas. Os problemas circunstanciais e de saúde são oriundos das poeiras espirituais. O ser humano se esforça apenas em curar-se do problema físico, que na essência é o alerta de DeusParens pelo uso errôneo do espírito. O correto é realizar a reflexão sobre o uso espiritual diário. Em qualquer momento pode-se sentir o trabalho onipotente de DeusParens e entender que corpo é tomado emprestado. O corpo humano é real-

mente maravilhoso. Repousamos à noite e acordamos pela manhã novamente dispostos. Mesmo dormindo, as providências divinas se fazem presentes, exercendo o magnífico e excelente trabalho sistêmico em todas as funções do corpo. Sobre as nove providências divinas não pairam quaisquer dúvidas da razão da coisa emprestada e tomada emprestada. Diante de qualquer circunstância existe Deus-Parens como uma “vassoura”, para a limpeza das poeiras espirituais. É o incontestável amor parental divino por toda a humanidade, seus filhos. Recebendo e acatando o amor do Parens, estabelecer-se-á o espírito de satisfação sincera, que gerará a o prazer de gratidão em realizar qualquer ação - é o hinokishin. O espírito de hinokishin deve corresponder à graça de estar sendo vivificado por Deus-Parens, sem descanso, um dia sequer. Assim, para contentar Deus-Parens e Oyassama existem os exatos passos no caminho: gratidão, satisfação e salvação. São as chaves para a vida plena de alegria. Os 60 anos de fundação da Sede Missionária Dendotyo do Brasil serão comemorados no dia 12 de junho de 2011. Recebendo a gratificante presença do Shimbashira, esforcemo-nos em atingir as metas da determinação espiritual, movimentando-nos rumo a um único objetivo e em união espiritual.

Para mais informações, procure-nos:

Palestra

rev. Tokushigue Fukaya

Educação dos Sucessores págs 6 e 7

Dendotyo

Dendotyo 60 Anos

Início dos tempos de guerra pág 11

Jt ed0469  
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