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Tempos Modernos Edição Extraordinária - Junho/2013 Página 6

Conheça a história de superação da professora Ana Luíza Areias, que contou com a fé e o apoio familiar para se recuperar de um câncer de ovário diagnosticado no ínicio deste ano de 2013. “Renasci começando do zero”, avalia ela ao lembrar do ocorrido.

Foto: Google Imagens

Tecnologia

Consoles portáteis ganham novos integrantes. Confira a evolução dos vídeo games móveis. Página 9

Entrevista

Meio Ambiente

Foto: Arquivo Pessoal

Maquinas de Livros são nova opção para formação cultural.

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Leia com exclusividade a entrevista que o Chefe de Redação do portal R7.com, Luis Pimentel concedeu ao Tempos Modernos e conta sua trejetória profissional e os desafios de sua carreira como jornalista

Foto: Filipe Redondo/Folha Imagem

Cultura

Especial Páginas 4 e 5

Página 8

Esportes

Página 7

Foto: Caio Pelegrine

Foto: Google Imagens

Com 187 hectares, Horto Florestal figura como ponto de lazer na cidade de São Paulo.

Descubra como surgiu o Futebol Americano, esporte que definitivamente caiu no gosto dos brasileiros.


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Opinião

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Editorial Um novo jornal, uma nova geração

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Alexandre Garcia

arafraseando o título de um dos mais ilustres filmes do mestre Charles Chaplin e uma música que rendeu o nome de um álbum ao cantor e compositor Lulu Santos, inicia aqui a trajetória de um informativo para uma nova geração. O Tempos Modernos surge como um jornal destinado para um público jovem, antenado e que necessita de informações a todo momento e com eficiência. Ainda que nosso foco seja as gerações XY e Alpha, as páginas deste informativo abordarão assuntos que estão presentes no cotidiano das pessoas que vivem conectadas. Nossas informações apresentam também

interesse para os baby boomers (1946 – 1964) e para a Geração X (1960 – 1970), que, aos poucos, se adequam ao mundo virtual e à velocidade das informações. Todas essas gerações, como já dizia Lulu em 1982, são compostas por pessoas finas, elegantes e sinceras, que vislumbram uma vida melhor no futuro, para seus filhos e netos, com consciência social e ambiental. Um jornal que une diferentes faixas etárias e preza a qualidade das informações e o compromisso com a verdade. Uma linguagem objetiva com apuração eficiente para uma nova geração.

Expediente: “TEMPOS MODERNOS” Jornal laboratório produzido pelos alunos da disciplina Produção de Jornal, do curso de Jornalismo, da Escola de Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi Professor Responsável: Fábia Dejavite (MTB: 0000) Editor-Chefe: Alexandre Garcia Chefe de Reportagem: Bruna Schiavo Secretário de Redação: Caio Pelegrine Editor de Opinião: Felipe Affonso Boschetti Projeto editorial e Diagramação: Alexandre Garcia Editores: Alexandre Garcia (Política) Bruna Schiavo (Meio Ambiente) Caio Pelegrine (Tecnologia) Carolina Rodriguez (Cultura) Felipe Affonso Boschetti (Esporte)

Tá na Web

@Zanfa PS4 por 399 dólares, seguindo a conversão do Xbox One, ele ficaria 1799 no Brasil. @Sckrey #LeitoresFacts você termina de ler o livro e depois não sabe mais o que fazer da vida, dá a impressão de ter perdido um amigo. Pedro Notaro Querem apostar que segunda-feira a PM vai mais é deixar o circo pegar fogo? Chico Bicudo A escritora Tatiana Belinky decidiu ir contar histórias para crianças em outras dimensões. Obrigado por tudo. E descanse em paz. Wellokinho #Manifestação

Foto alusiva ao manifesto contra o aumento das tarifas de ônibus e metrô em São Paulo. Foto: Reprodução/Instagram


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Entrevista

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Chefe de redação do R7 comenta sobre o cenário do jornalismo cultural Arquivo Pessoal

Alexandre Garcia, Caio Pelegrine, Felipe Affonso, Rodolfo de Macedo, Vanessa Luckascheck e Wellington Monteiro

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uiz Cesar Ferraz Pimentel nasceu no dia 22 de janeiro de 1971 em São Paulo. Trabalhou em diversos veículos como: Folha de S. Paulo, revistas da Editora Abril, revista Trip, e portais como Starmedia, Zip.net e UOL. É jornalista há 20 anos e atua no momento como chefe de redação do Portal R7. Pimentel foi também correspondente na Ásia e Europa durante um ano para diversos veículos aqui do Brasil. Em uma entrevista exclusiva para Tempos Modernos, Luiz contou detalhes de seu trajeto profissional ao longo desses 20 anos de profissão e algumas curiosidades do jornalismo cultural. Tempos Modernos: Por que você escolheu o Jornalismo? Luiz Pimentel: Eu escolhi comunicação. Na época, no terceiro ano, a gente tinha de decidir entre jornalismo, publicidade ou relações públicas. Eu pensei que eu fosse fazer publicidade, mas no decorrer do curso eu fui me encaminhando para o jornalismo. TM: Como você chegou ao jornalismo cultural? LP: Eu passei para o jornalismo justamente por causa do jornalismo cultural. No meio da faculdade, eu decidi que eu queria fazer esportivo, e até trabalhei uns anos como repórter de esportes da Folha. Depois é que eu entrei de vez no jornalismo cultural.

Luis Cesar Pimentel

TM: Como ocorreu a proposta para trabalhar no R7? LP: Eu trabalhava no “Virgula” e tive o convite antes do portal aparecer. Eu conheço um dos diretores. A gente trabalhou junto e ele me convidou. Eu não vim na primeira vez, mas na segunda. Achei que tinha sintonia entre o que ele pensava com o que eu queria publicar. TM: Como é tratar assuntos culturais na internet? LP: Na internet é muito fácil você conseguir audiência com cultura. Se você misturar a cultura com fofoca e entrar só na fofoca, você vai conseguir audiência. Então, muita gente fica um pouco deslumbrada com o alcance que consegue tratando de assuntos tão fúteis. Aí é que entra a tarefa do jornalista mesmo. É fácil conseguir audiência. Se entrar nessa de publicar só bolhas de factoides, você não tá criando nada palpável, nada que vai deixar uma coisa consistente para as pessoas.

TM : Qual é a rotina de um jornalista cultural? LP: A rotina, hoje, é de redação geral não é só cultura. Como jornalista cultural, eu escrevo pra alguns veículos. Tenho algumas colunas fora e escrevo regularmente para algumas revistas, mas tem pouca revista de cultura e, hoje em dia, não existe muito campo assim. É mais coisa criada pelas pessoas. O jornalismo cultural está meio restrito a pouco espaço nos grandes veículos, com pouca especialidade. TM: Você acha que o jornalismo cultural está meio perdido hoje? LP: Não sei se perdido é a palavra, mas é do ser humano isso ser acomodado. Se ele encontrar um caminho mais fácil ele vai seguir pelo caminho mais fácil. Se o próprio jornalista não valoriza o espaço que tem, acaba sendo totalmente dominado. Tem que ter os caras chatos que façam com que a cultura tenha um estofo no meio jornalístico.

TM: Qual é a bagagem que se deve ter para ser um jornalista cultural? LP: O jornalista cultural tem que ser o mais generalista possível. O jornalismo é feito de todos os componentes orgânicos desde sempre, que é uma boa apuração, a concatenação de idéias e um texto bom. São elementos que fazem um bom jornalismo junto com os meios digitais para a distribuição. Então, na formação do jornalista cultural, eu tenho que saber quem é a Joelma do Calypso e tenho que saber quem é o reitor da USP ou o maestro da orquestra sinfônica, porque isso vai fazer parte do meu trabalho e alguma hora eu vou usar esses elementos. Para o jornalismo cultural, você tem que ser muito amplo no seu campo de pesquisa de absorção e não pode haver preconceitos. Se você tiver preconceito, vira aquele jornalista chato que só fala de um assunto e que tem uma visão tacanha do mundo. TM: O que diferencia o jornalismo cultural das outras editorias? LP: Eu acho que o jornalismo cultural tem mais portas abertas do que os outros assuntos. Ele respira mais. Os outros assuntos acabam sendo mais fechados neles mesmos. Até o jornalismo esportivo é um mundinho a parte. A gente tem a tendência no jornalismo cultural de criar esses mundinhos, mas ele é muito mais amplo do que isso. O mundinho da música do cinema, do alternativo são bem mais amplos.


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ano de 2013 começou de uma maneira conturbada para a professora de ciências Ana Luísa Areias, de 34 anos. Em março, após quebrar o braço, o médico havia receitado um remédio que, com base de morfina, causou diversos efeitos colaterais. Isso a fez voltar ao pronto-socorro pensando se tratar de uma virose. Lá, foi diagnosticada com câncer no ovário e um sério problema na tireoide. Em três semanas, a vida de Ana Luísa mudou completamente: após o diagnóstico, o sistema reprodutor e a tiroide deveriam ser retirados em uma cirurgia de risco, em que havia apenas 15%

de chances de sucesso. A professora lembra-se da preocupação que tinha com o filho de 6 anos. --- Na hora, pensei apenas no meu filho. Como ele ficaria sem mãe? Demorei sete anos para en-

gravidar e teria só seis para criá-lo. A professora afirma que teve sorte em seu caso, não só pela sua força interior, mas pelas condições financeiras que sua família possui para ajudar no tratamento.

Câncer de Ovário • Quinto tipo de câncer mais comum entre mulheres; •   Mulheres mais velhas apresentam maior vunerabilidade à doença; • Medicamentos para fertilidade não alteram as probabilidades; • Histórico familiar aumentam os riscos; Fonte: www.minhavida.com.br

Arquivo Pessoal

LUTA CONTRA O CÂNCER

--- Minha cirurgia foi bancada pelo meu pai. Então, tive a vantagem de escolher meu cirurgião, anestesista e afins. Desculpe os idealistas, mas quem não tem dinheiro pra pagar, não sobreviveria. Agora Areias vive uma vida normal, apesar de não poder ter mais filhos. Seu único tratamento contínuo é a reposição de hormônios, devido à retirada da tiroide e a fisioterapia para o braço quebrado. Hoje, ela vê a vida de outro jeito. ---- O que tem de ser na vida, será da maneira mais intensa que eu conseguir. Está sendo assim desde o dia que ouvi que estava com um tumor e que, provavelmente, era maligno. Ana Luísa teve pouco tempo para absorver o que acontecia e seu


Especial lado psicológico também foi afetado. --- Foi um grupo ao meu quarto pra dialogar sobre o assunto. Mas tudo o que eu não queria era conversar. Meu lance sempre foi correr atrás da melhora. Ouvi muita música e li... O resto não me interessou muito. Ela aprendeu uma grande lição com tudo o que passou. --- Realmente nada me abalou com relação à opinião das pessoas de fora. Meu foco era em sair logo e bem. Não me arrependo de nada porque, na verdade, o saldo está sendo positivo. Aprendi muito. Apesar de a doença se manifestar, na maioria dos casos, em mulheres com mais de 40 anos. A alta incidência de câncer na família fez com que Ana Luísa tivesse maior probabilidade

de adquirir o mal. À maioria dos casos não possui sintomas até a doença atingir um estágio avançado. Nesse caso, a mulher começa a sentir aumento do volume abdominal, constipação e alterações no sistema digestivo. DIAGNÓSTICO Segundo dados do INCA, Instituto Nacional de Câncer, a estimativa de novos casos desse tipo de câncer é de 6.190, de acordo com as pesquisas de 2012, e o número de mortes chega a ser próximo de três mil. Ana Luisa passou por 21 exames, entre diagnósticos e pré-operatórios e sua operação durou sete horas. “A cirurgia começou às 17h e terminou umas 23h. Eu vol-tei da anestesia as 0h40min, por aí. No caso, as

“Lavei a alma. Falei o que quis da forma e pra quem eu desejei. Renasci começando do zero”. Ana Luíza Areias

cirurgias que fiz foram a tireoidectomia total e histerectomia total”, lembra. Segundo Ana Areias, os casos de câncer no Brasil são tratados de acordo com o paciente. --- Algumas pessoas aceitam e correm atrás da cura, outras se deprimem e se revoltam... Não tem certo ou errado. Tem cada caso. É particular e volto a repetir: só entende quem passou por isso. Independente da pessoa, ele surge e não é seu. Portanto, o lance é tirar da frente o que te atrapalha, o que não te faz evoluir enquanto “doente”. O momento do doente é único e ele tem o direito e dever de ser egoísta. Caso contrário, não sairá dessa situação. Apesar de ter passado por um momento de-

cisivo em que havia a possibilidade de algo pior, Ana Luísa revelou de onde veio toda a sua força. --O Felipe, meu filho, sempre foi o centro de minhas ansiedades e preocupações, enquanto estive no hospital. Diferente das outras pessoas – familiares e amigos- que estavam nervosas e ansiosas, ela procurou manter-se tranquila. --Saber as situações cotidianas do Fê me tranquilizava e me fortalecia, inclusive saber que ele estava começando a aprender a rezar, que chorava à noite antes de dormir, sorrir, sair. Coisas habi- tuais por mais engraçado que pareça agora, me davam muita força pra eu me mexer. UM NOVO COMEÇO Alguns meses depois e livre da patologia, Ana Luísa relembra da história com o sorriso no rosto. Ela que era conhecida como aquela pessoa que não se contentava em ficar no ócio, define sua própria experiência como surpreendente. --Lavei a alma. Falei o que quis da forma e pra quem eu desejei. Renasci começando do zero. É muito bom.


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Tecnologia

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Novos Consoles Portáteis elevam a outro patamar a história dos jogos O mais novo videogame do mercado conta com uma progressão que percorre quatro décadas de investimentos e ideias Felipe Affonso Boschetti

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APRIMORAMENTOS Com a formação destes cartuchos no final da década de 80, a Nintendo fez uma de suas mais famosas criações e obras. O Game Boy, que mais tarde viria a ter aperfeiçoamentos. Até então, era um console

que podia ter muito games já que todos eles vinham separados em cartuchos portáteis. Sua tecnologia contava com gráficos que simulavam nuances de cinza e verde, além de jogos exclusivos e que iriam ser eternizados como Tétris e versões de Mario. Mas em 1996 a evolução continuou, com gráficos coloridos em vermelho e azul com a criação de um

ou mesmo compartilhando coisas dentro de seus respectivos jogos. Além, claro, do fato de que essa ligação foi o inicio das ideias para implantar os jogos nos celulares juntamente com a internet móvel. Após a criação do Gameboy Color - uma versão melhorada do antigo – foi criada com os mesmos cartuchos e gráficos só para Foto: Google Imagens

ela touchscreen, roda blue Ray, melhores gráficos, tela mais ampla, novos jogos e um sistema operacional distinto. Estes são os grandes diferenciais do PSVita - o mais novo videogame no mercado - lançado em dezembro do ano passado. Representante dessa evolução que começou em 1976, com a empresa Mattel, a primeira criadora de um projeto de videogame portátil. O console da época só possuía um único jogo, o Racer, além de gráficos precários e baixíssima resolução. Em 1980, a Nintendo aproveitou a ideia da Mattel e lançou um dos primeiros videogames portáteis. O Game & Watch consistia em diversos aparelhos com um único jogo, os clássicos da Big N, que só existiam em fliperamas até então. Logo após o lançamento de 59 jogos juntos nesse console - de 1980 a 1989 - a Nintendo, com o engenheiro eletrônico e designer de games Gumpei Yokoi, o mestre de Shigeru Miyamoto (criador do Mario), passa a fazer e lançar os jogos em cartuchos, como os consoles da época.

Novo PSVita traz dinâmica para consoles portáteis

dos jogos de maior venda e franquia já vistos nos portáteis, Pokémon Blue e Red que, até 1999, representavam sozinhos 18% das vendas da indústria. Além da alta jogabilidade e dinâmica inovadora, que permitiram que outras aventuras fossem criadas ao mesmo estilo, como Sega, Playstation e Nintendo 64. A principal revolução ocorreu através do Cabo Link. O Cabo link foi o que possibilitou que dois jogadores em aparelhos separados e distintos pudessem jogar juntos, um contra o outro

aproveitarem o sucesso de Pokémon. A empresa SNK desenvolveu um videogame muito mais barato, mas com amostragem de jogos muito inferior comparado ao sucesso da Nintendo. Já com a entrada nos anos 2000, a Nintendo lança seu mais novo sucesso que perduraria por anos, junto com incríveis e inovadores jogos novos, o Gameboy Advanced. O novo aparelho contava com uma tela tão pequena quanto a do seu antecessor. Seus gráficos eram surpreendentemente superiores e contavam com novas versões

dos clássicos e com uma jogabilidade melhor. Em 2003, foi lançado o Gameboy Advanced SP, que contava com um sistema de abertura de Tela e luz, o que melhorou incrivelmente o desempenho. Já que os jogadores não precisariam forçar os olhos a enxergar e poderiam utilizar o aparelho de noite. Além disso, o console passou a ser movido a bateria recarregável e não a pilha contando com a compatibilidade dos cartuchos e fitas dos seus dois antecessores. No mesmo ano a Nokia revolucionou o mercado dos games portáteis, com novas opções no seu celular mais clássico e ficaria marcado pra sempre pelo “jogo da cobrinha” ou Snake. Com o passar dos anos, os games portáteis foram pendendo para essa modalidade de aparelhos com algumas diferenças. Telas mais amplas ou a utilização de canetas interativas com touchscreen, além de atingir o mercado dos celulares com jogos que, hoje, são destaques de vendas para os Smartphones. A principal tendência é a nova tecnologia 3D da Nintendo, que permite ver os jogos em três dimensões sem ser necessária à utilização de óculos especiais. Esses jogos já influenciam televisores e celulares, que estão trabalhando para ter essa nova tecnologia.


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Esporte

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Conheça a história do Futebol Americano Originado do rugby, esporte que mescla estratégia e contato físico ganha cada vez mais espaço no Brasil

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urante o século 19, jovens norte-americanos de famílias ricas realizavam intercâmbio para a Inglaterra com o objetivo de trazer um diploma de formação. Ao voltarem para os Estados Unidos trouxeram o hábito de jogar futebol e também o rugby, esporte criado em 1823 pelo estudante Willian Webb Ellis, que propôs o uso das mãos nas partidas. Sem regras definidas, representantes das Universidades de Harvard, Princeton e Columbia se reuniram para padronizar o modo de jogar. Surgia o Futebol Americano, com grande ajuda do jornalista Walter Camp, conhecido até hoje como “pai” do esporte, que ali iniciava sua trajetória. Foi Camp quem sugeriu a interrupção do jogo cada vez que o atleta fosse derrubado. O jogo, entretanto, era muito violento e o então Presidente dos EUA ,Theodore Roosevelt, disse que extinguiria a modalidade caso as regras não fossem alteradas. Uma das mudanças, no ano de 1906, foi o passe para frente, fator que revolucionou a posição de quarterback (principal jogador de uma equipe). Em 1930, nascia a primeira liga profissional do esporte, atual National Football League (NFL), que originou a profissionalização e abriu espaço para a modalidade no

Foto: Google Imagens

Alexandre Garcia

Esporte da bola oval cai no gosto dos brasileiros

mundo. O jogo evoluiu e novos times foram criados, originando, em 1960 a Liga Americana (AFC). No ano de 1966, nascia o Super Bowl, jogo entre os campeões das duas divisões, que qualificava o melhor time do país. ASCENSÃO NO BRASIL Com dois campeonatos nacionais - o touchdown, disputado por 18 equipes e o da Associação de Futebol Americano do Brasil (AFAB), com 34 clubes participantes; o esporte da bola oval cresce cada vez mais no Brasil. De acordo com o Presidente da Associação Paulista Futebol Americano (APFA), Claudio Telesca, cuja a missão é difundir a modalidade por meio de cursos e palestras. O esporte já ganha incentivos no país. “Na atualidade a estrutura das instituições, com os clubes e as ligas, já ganham impulso de empresas com patrocínio e organização mais profissional”, afirma ele.

Para o administrador do Spartans, clube que disputa o torneio da AFAB, Roberto Spinelli, a evolução do esporte é evidente e muito rápida, mas ainda faltam incentivos para o desenvolvimento da atividade no pais. “O atleta, hoje, joga por paixão ao esporte”, lamentou.

Cheerleader do Lusa Rhynos, time participante do torneiro touchdown, Gabriela Benite viu com a atividade uma forma de unir duas modalidades que gostava - a dança e a ginástica. “Quando iniciei a prática do esporte, comecei a entender melhor as regras do cheerleading e também do futebol americano. Já praticava ginástica artística e isso me ajudou muito”, avalia. O Presidente da APFA defende também a prática do Flagbol (jogo sem contato físico) para popularizar ainda mais o esporte em território nacional. “Além do custo baixo do material de jogo, pode-se jogar em qualquer quadra poliesportiva”, salienta Claudio Telesca.

TRX ganha espaço nas academias de ginástica Alexandre Garcia

A busca por um corpo perfeito e a escassez de tempo geram novos hábitos na população. Com a dificuldade de conciliar seu emprego com os treinos, o militar e lutador de de jiu jitsu Randy Hetrick desenvolveu o TRX, sigla em inglês para Exercício de total resistência corporal. A técnica possibilita a realização de treinos em locais fechados e de espaço restrito, com a utilização do peso do próprio corpo. As cordas são os únicos materiais utilizados para

proporcionar resistência. A psicóloga Carina Senna Massoni, que pratica a modalidade há 18 meses, aprova a atividade e diz que obteve resultados efetivos. “A minha ideia era perder peso e ganhar massa e com o TRX vi que isso seria possível de maneira rápida e eficaz”.


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Política Projeto Família em Foco prioriza moradores de rua

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Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) criou o projeto “Família em Foco”, que é uma das prioridades do prefeito Fernando Haddad. Inicialmente 17 famílias, em situação de rua, irão receber essa ajuda que inclui moradia, atendimento médico, capacitação profissional (SENAI/SP e o PRONATEC). A casa “Espaço Dom Luciano Mendes”, totalmente reformada com recursos da Secretaria de Assistência Social, será responsável pela inclusão das famílias na rede de benefícios socioassistenciais, como por

exemplo, o Bolsa Família. Segundo a SMADS, as famílias que serão atendidas pelo programa possuem membros desempregados, com baixa escolaridade, sem qualificação profissional, filhos sem acesso a rede de ensino e usuários de álcool e drogas. O objetivo principal do projeto é recolocá-los na sociedade. Essa iniciativa é um trabalho integrado entre a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, a de Direitos Humanos e Cidadania, alem das Secretarias de Habitação, Saúde, Educação e Trabalho. A secretária Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social Luciana Temer explica que a idéia é promover o for-

Foto: Wagner Origenes Nunes/SMADS

Caio Pelegrine e Felipe Affonso

Prefeito Fernando Haddad discursa na abertura do projeto

talecimento bio-psico-social e econômico das famílias acolhidas na perspectiva de reconstituição de vínculos e desenvolvimento de capacidades e habilidades. “ Queremos, além disso, de garantir a inclusão destas famílias no CadÚnico e em outros serviços, projetos e programas das políticas básicas de saúde, assistência, educação, trabalho e educação.

Precisamos oferecer portas de saída para estas pessoas. Temos que ajudá-las a serem protagonistas de suas vidas.” O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS/Mooca) coordenará o projeto. Os serviços de abordagem social de ruas acolherão as famílias encaminhadas ao local, dispondo de dormitórios, refeitório, cozinha, lavanderia e sanitários.

Meio Ambiente Horto Florestal recebe 600 mil pessoas por ano Caio Pelegrine

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35 para uso público. O local recebe por ano cerca de 600 mil pessoas e oferece opções de lazer como playground, áreas para lanchar, pista de corrida, campo de futebol, além do Museu Floresta, idealizado por Octavio Vecchi, inaugurado em 1931 com objetivo de expor as características das flo-

Foto: Caio Pelegrine

Parque Estadual Alberto Lofgren - mais conhecido como Horto Florestal - foi a primeira área de conservação ambiental do Estado de São Paulo, criado em 1896, na Zona Norte de São Paulo. Situado ao pé da Serra da Cantareira a 15 km do centro da cidade, conta com uma área de 187 hectares, sendo

O Horto Florestal está localizado na Rua do Horto, 931

restas brasileiras. Segundo o auxiliar de assuntos gerais do Instituto Florestal Artur Cezar Santinello, o Horto Florestal recebe verba governamental para manter sua infraestrutura. Santinello destaca que o local é o pulmão da cidade, além de ser próximo do Sistema Cantareira - responsável pelo abastecimento de água de metade da cidade de São Paulo e de dois municípios de Minas Gerais. CONVÍVIO E NATUREZA O fotografo Laureni Focheto é frequentador assíduo desde criança. “Eu acho importante, pois o local proporciona o encontro entre famílias. E isso ai não tem preço. Faço Piquenique e antigamente fazia churrasco”. Já Selma Maria Fidelis

trouxe os filhos para passear durante um evento religioso. “A gente fica mais perto da natureza. É gostoso para o descanso. Trago as crianças para andar de bicicleta e patins”. A dona de casa Hermine Manfredini acha de grande importância uma área verde dentro da cidade de São Paulo. Porém diz que o Parque está deixando a desejar quanto à infraestrutura. “A gente gostaria que o Horto fosse mais completo. Por exemplo, aqui tem a área infantil, que, agora, reformaram. Era uma área nova e estava deteriorada. Mas eu acho que não tem um banheiro decente. Tiraram as barracas de alimentação de dentro do parque”.


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Cultura

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Máquinas de livros no transporte público incentivam a leitura Em 10 anos, os aparelhos ganharam espaço por preço acessível

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Bruna Schiavo e Felipe Affonso

Mônica Rocha diz que o que a faz preferir as máquinas às lojas de livro são o valor e a facilidade de aquisição. “Não tenho tempo de ir à livraria”. Quando os entrevistados foram questionados sobre a possibilidade da implantação do aparelho em outros meios de transporte, como em pontos e terminais de ônibus, a resposta foi unânime. “Seria bacana. Principalmente, nos terminais tipo Parque D. Pedro II”, opina o professor de história Rafael Silva. Apesar de criticar sobre a variedade das obras e sobre sua u- tilidade, Silva sugere que haja a implantação de livros mais famosos. Mas concorda que a máquina de livros é um bom incentivo à leitura.

Máquinas para triturar cartões aparecem como novidade Assim como os equipamentos para adiquirir livros, o metrô de São Paulo conta também com aparelhos que trituram todos cartões

em locais estratégicos. As máquinas disponíves, desde a sua instalação reciclam em média 12 mil cartões por mês Foto: João Varella

ocê já viu ou ouviu falar nas máquinas de livros do metrô? São aparelhos inspirados em máquinas automáticas de café e, ao inserir dinheiro, pode-se escolher a obra predileta. Presentes nas estações de metrô em São Paulo desde 2003, as máquinas, idealizadas no Brasil por Fabio Bueno Netto após dois anos de projetos e planejamentos, oferecem diversidades de livros para atender todos os tipos de interesses com a proposta: “Pague o quanto acha que vale”. O preço mínimo é R$2, já que é possível inserir apenas cédulas, e o preço máximo é determinado por quem compra. As máquinas são um canal de distribuição de livros com alto valor de uso, já que grande parte das pessoas após ler, repassa para o próximo leitor. A funcionária pública Maria Ednalva consome frequentemente. “Eu vou passando. A maioria é de R$2, mas quando eu tenho, dou R$5 também”. Um dos maiores incentivos, além da localização, é o baixo custo. Para o segurança Thiago Avelino, o preço é o grande atrativo. “O que me leva a comprar livros aqui é o preço. Têm uns caros, que você paga mais barato”. Já a supervisora de bilheteria

Diversidade dos livros aumenta a cada dia, atraindo novos leitores

Próximas Atrações Festival Risadaria - De 14 a 23 de junho, no Palco do Conjunto Nacional Festival Cine Privê - Entrada Gratuita Até 29 de junho, no SESC Vila Mariana Rock In Rio - De 13 a 22 de setembro, na Cidade do Rock Monsters of Rock 18 e 19 de outubro, em São Paulo O Cavaleiro Solitário (Filme) Estreia nacional dia 12 de julho 17º Cultura Inglesa Festival Até 30 de junho, com as mais diversas atraçoes culturais


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Crítica

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Carolina Rodriguez

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ue o Rock in Rio se tornou uma tradição brasileira, nós já sabemos. Também sabemos que, a partir de agora, ele será de dois em dois anos. É o maior festival de música do mundo. Outro item da lista que já conhecemos é que o Rock in / Rio é pop e já teve diversas edições fora do Brasil. Opa, o problema começa aí. Todo mundo sabe que não é apenas composto de rock, como sugere o nome – na verdade, passa muito além disso. Essas duas contradições do evento têm chamado bastante atenção hoje em dia. Afinal, não é

mais “Rock” e, por muito tempo, não foi “in Rio”. O festival foi criado no ano de 1985 e a primeira edição contou com a participação de bandas como Queen, Iron Maiden, AC/DC e outros. Porém, a segunda edição ocorreu somente em 1991, e a terceira 10 anos depois, no ano de 2001. A logística deve ter sido a boa vontade. Em 2013, a Cidade do Rock promete um evento ainda mais pomposo do que o anterior. Porém, o público ainda fica em dúvida em relação às atrações. Então, o que Ivete Sangalo tem a ver com Rock? A outra variação

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Tempos Modernos

Foto: Google Imagens

Procura-se igualdade musical

Simbolo tradicional do festival, que não representa mais só o rock

do evento não era somente o pop, como dizem as propagandas e a assessoria? Que a cantora é talentosa, isso é inegável. Mas onde entra o Rock? Fãs do gênero utilizam cada vez mais o hino de que “Metallica e similares não tocam

no Carnaval, por que Axé deve invadir o Rock In Rio?”. Não deixa de ser verdade. Se o carnaval é um tributo ao axé e uma desculpa para dançálo sem culpa, o rock também deveria ter a sua exaltação particular e sem preconceitos em seu maior evento.


Tempos Modernos