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Entrevista com Eduardo Alves, coordenador da GEABS, sobre Redes de Atenção à Saúde

Intercâmbio cultural: Brasil e México trocam experiências na Saúde Pública

Organizando a demanda e facilitando o acesso às Unidades Básicas de Saúde

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Fernanda Pessoa - Telessaúde SC

Alternativas saudáveis à dieta do brasileiro

Academias ao ar livre podem fazer parte da luta para melhorar a qualidade de vida

Como os reflexos do sedentarismo e da má alimentação podem ser reduzidos com incentivo a hábitos mais saudáveis

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Um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde em abril deste ano revelou que a dieta do brasileiro é inadequada e “perigosa”. Os dados mostram que mais de 34% da população não abre mão da carne gordurosa e que quase 30% toma refrigerante ao menos cinco vezes por semana. Hábitos alimentares como estes, principalmente quando associados ao sedentarismo, podem gerar condições ideais para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares - o que é preocupante, já que são essas as responsáveis por 29,4% das mortes registradas, por ano, no país. Com dados como estes, entende-se mais facilmente a proposta do programa Academias ao Ar Livre,

criado em abril de 2011 pelo governo federal. O principal objetivo do programa é ajudar a melhorar a saúde da população oferecendo infraestrutura, equipamentos e um quadro de pessoal qualificado para a orientação de práticas corporais, atividade física e de lazer e modos de vida saudáveis. É provável que, isoladamente, estes espaços não façam tanta diferença. Para potencializá-los, é necessário o trabalho conjunto dos profissionais de saúde e que apareçam como resultado de um trabalho em grupo. O exemplo do Rio de Janeiro - como ir adiante A ideia da Academia Carioca de Saúde surgiu em Brasília, em um seminário de promoção da saúde organizado pelo Ministério da Saúde. Ao ver o exemplo da cidade de Maringá, PR, onde aparelhos de

academia leves, sem carga de peso, haviam sido instalados em praças da cidade, facilitando o acesso da população à prática regular de atividade física, a professora Junia Cardoso elaborou a proposta adaptada ao Rio de Janeiro. Com o projeto, esses espaços são instalados sempre dentro de uma Unidade de Saúde, fazendo com que não só o acesso seja facilitado, mas também seja correta a orientação sobre a prática de exercícios, com pessoas capacitadas - hoje, um grupo formado por 65 profissionais, segundo o site da prefeitura. Os números registrados pelo projeto até agora são animadores: no dia 11 de abril foi inaugurado o 53ª espaço e, com isso, o projeto passou a beneficiar cerca de 11 mil pessoas. Dessas, segundo dados levantados pelo próprio município, 97% apresentaram controle da pressão arterial, 86% reduziram as taxas de glicemia e 68% diminuíram a dosagem de medicamentos. Em 80% dos pacientes também houve diminuição do peso corporal e 78% notaram redução da circunferência abdominal - resultados claramente positivos considerando os dados levantados pela pesquisa citada no início.


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Entenda as Redes de Atenção à Saúde Item essencial à integralização da atenção à saúde, as Redes de Atenção ainda são novas e alvos de muitas dúvidas Eduardo Alves Melo, coordenador-geral de Gestão da Atenção Básica e responsável pela nova PNAB, explica como elas funcionam Telessaúde Informa: O que são as Redes de Atenção Básica e quais suas principais funções? Eduardo Melo: São arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes e complementares missões assistenciais e densidades tecnológicas. O principal objetivo é garantir atenção integral, que não pode ser atingida em um único lugar em todas as situações, mas que requer trabalho em rede, continuidade do cuidado e articulação com redes sociais de apoio. TI: Qual o papel da Atenção Básica no contexto das Redes? Eduardo: A atenção básica tem, dentre outras, três grandes funções: acolher a demanda espontânea; realizar e coordenar o cuidado continuado e atuar sobre riscos coletivos à saude. Isso, aliado ao seu trabalho em equipe multiprofissional e à alta proximidade à dinâmica de vida das pessoas, confere um papel altamente relevante à atenção bási-

ção poço-social, rede de urgência e de emergência. TI: Quais as dificuldades enfrentadas na prática para a implantação da Rede? Eduardo: Há desde dificuldades financeiras, como a construção e o custeio de unidades, sem as quais a rede de atenção à saude não existe, até dificuldades organizacionais, com fluxos e comunicação entre serviços. Além, é claro de obstáculos no âmbito da micropoca de servir como base mesmo e lítica, as relações concretas entre como um locus privilegiado de ges- usuários, gestores e trabalhadores. tão do cuidado, ajudando por um Se a rede quer pontos de atenção, lado no acesso a recursos e tecno- serviços de saúde, ela não pode logias e por outro na diminuição de se restringir a isso. É importante iatrogenias e do consumo de tecnoser uma rede viva, dinâmica, e isso logias não atreladas a ganhos nos requer, inclusive, comunicação e graus de autonomia dos usuários. relações, ainda que os elementos TI: Qual a importância da coordemateriais sejam essenciais. nação do cuidado nas Redes pela TI: Qual é o papel do Telessaúde Atenção Básica? na articulação das Redes de AtenEduardo: O vínculo das equipes ção Básica? com os usuários (real, e não apenas formal) pode protegê-los e faci- Eduardo: O Telessaúde Brasil Relitar seu percurso em outros pontos des é importante porque pode da atenção da rede, mantendo a aumentar (por meio das ações de responsabilidade da atenção bási- teleconsultoria, segunda opinião ca pelo cuidado, inclusive quando formativa e telediagnóstico) a cao usuário está em cuidado compar- pacidade resolutiva das equipes de atenção básica, diminuir a peregritilhado com outros serviços. TI: Como estão as estruturas atu- nação dos usuários e o sentimento ais das Redes de Atenção Básica legítimo de isolamento e insegurança que muitos profissionais senem nível nacional? Eduardo: Além de diretrizes e prin- tem. É uma ferramenta que auxilia cípios gerais das redes (colocados o cuidado em rede e a prática de antes), estamos trabalhando forte- coordenação e gestão do cuidamente com algumas redes temáti- do pela atenção básica, contando cas e linhas de cuidado, a exemplo com apoio de profissionais de ouda rede cegonha, a rede de aten- tros serviços.

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COMPARTILHANDO: Revista Brasileira de Saúde da Família. Ano 12, número 3

Brasil e México dividem experiências Tiago Souza - Revista Brasileira de Saúde da Família

Acordo de coordenação técnica promove intercâmbio entre os dois países para compartilhar informações e experiências na saúde pública, adaptando-as de acordo com a sua cultura

Humanizar o parto e o processo de gestação é maneira mais rápida de passar a lidar com a gravidez como um evento familiar

P

rofissionais de saúde de diversos países do mundo lidam, diariamente, com a diversidade cultural das populações. No entanto, cuidados em saúde voltados ao atendimento às múltiplas origens e crenças da população não são elementos comuns no ensino formal universitário. Assim, quando se estabelecem trocas de experiências, há um enriquecimento comum para os profissionais e para os sistemas de saúde que favorece as populações. Esse é o caso ocorrido entre México e Brasil, que, desde 2005, se aproximaram até firmarem, em 2009, um acordo de cooperação técnica que permitiu, durante todo o ano de 2010, o intercâmbio de experiências e conhecimentos sobre práticas integrativas e complementares e competência intercultural na oferta de serviços de saúde. De acordo com a médica Carmem De Simoni, enquanto o Brasil tem um sistema de saúde universal, gratuito, financiado pelas três esferas federativas, e

com a Atenção Básica à Saúde enquanto ordenadora do Sistema, o México não tem um sistema único, algumas políticas dependem da adesão dos Estados e a base da ação é hospitalocêntrica. Ao mesmo tempo, a constituição mexicana reconhece o país como multicultural e garante o reconhecimento da medicina tradicional por meio de uma lei-marco. Com características distintas, mas que permitem aproximações, tais como populações indígenas, europeias e mestiças, com saberes e práticas tradicionais, os dois países realizaram, no ano de 2010, quatro atividades: intercâmbio de documentos e legislações; palestras e videoconferências (também via web); cursos presenciais, no Brasil e no México, para técnicos e gestores. “Essa troca de experiências, certamente, fortaleceu tanto a saúde pública do México quanto a brasileira, tanto que em 2011 está em curso a elaboração de um novo projeto de cooperação no qual a intercultura-

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Maio de 2012 lidade e as práticas integrativas são interculturalidade, Hernán Ramio centro. O Brasil estará levando rez citou o exemplo de um aos mexicanos as experiências que traço cultural difundido produz nas áreas de alimentação e em muitas comunidanutrição, saúde da mulher, saúde des, que é das gesdo homem e humanização”, consi- tantes usarem uma derou Carmem. fita vermelha no E, se no início do primeiro semes- pulso para terem tre do ano passado a equipe brasi- suas vidas e as de leira apresentou os fundamentos seus bebês protedo Sistema Único de Saúde, a for- gidas, fornecendo ma de financiamento e o funciona- saúde e calor e mento da atenção básica enquanto permitindo melhoordenadora das redes de atenção à res condições de saúde, e as PICS no SUS, em junho realização do parto. foi a vez dos mexicanos enviarem No entanto, quanseus representantes. O médico Her- do a gestante entrava nán Garcia Ramirez, subdiretor de no hospital, o primeiro proSistemas Complementares de Aten- cedimento médico era de retição à Saúde, esteve no Ministério rar a fita, uma fonte de sujeira e da Saúde acompanhado por Noemi possíveis infecções, pela ótica da Lugo Maldonado, farmacêutica es- medicina ocidental. As parturientes pecializada em plantas medicinais indígenas sentiam-se violentadas. e fitoterapia. Ele falou sobre “Com- Além disso, reclamavam que a sala petência intercultural na oferta de de parto, climatizada, era muito fria, serviços de saúde” para técnicos ao contrário do ambiente e gestores municiusado por parteiras, sempais e estaduais de pre aquecido. Em conse“Há o costume de gestantes usarem Práticas Integrativas quência, após algum temuma fita vermelha e Complementares, po, os profissionais de no pulso para além de gestores do saúde perceberam que terem suas vidas MS. só os partos com come a de seus bebês protegidas. No plicações chegavam ao entanto, quando hospital, e muitas vezes Fita vermelha chegavam ao tarde demais para uma A competência inhospital, a fita era intervenção. tercultural se estaberetirada” Médicos e pesquisalece com base no resdores debruçaram-se, peito à diversidade, então, no estudo da siaos matizes e traços culturais de segmentos da popula- tuação do parto na população inção e sua incorporação nas ações dígena. Verificaram que a sala de de saúde. O México, país com 112 parto refrigerada estimulava a promilhões de habitantes, tem 15% de dução de adrenalina, causando a população indígena, 25% de origem constrição dos vasos e dificultando europeia e a restante (a maioria) é a dilatação. O resultado: um parto mestiça. Ao abordar a questão da mais doloroso. O ambiente aqueci-

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do, entretanto, favorecia a produção de dopamina, substância que auxilia na dilatação e oferece um parto menos doloroso. A ciência encontrou, assim, a explicação técnica para um procedimento tradicional menosprezado e visto como crença mística. Atualmente, o sistema de saúde mexicano trabalha em parceria com parteiras, além de ter desenvolvido diversas cadeiras-macas que permitem os partos verticais (de cócoras, em pé, sentada ou outras posturas), e realizados em local ambientado, conforme o traço cultural, e próximo ao hospital. Rapidamente, se necessário, são transferidas para o ambiente hospitalar. A mudança, aproveitando os saberes tradicionais indígenas, reduziu a mortalidade materno-infantil nos Estados que a adotaram e permitiu intercâmbios profissionais em diversas áreas, a exemplo do realizado entre Brasil e México.

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A organização da livre demanda e o acesso aos serviços de saúde pública A reportagem traz o relato de três municípios de Santa Catarina que sentiram a necessidade de mudar sua rotina nas Unidades Básicas de Saúde para atender melhor a população. Os desafios de adotar um novo sistema, as críticas e os elogios fazem parte dessa realidade

“C

omo é feito o acolhimento nas suas ESF?”; “Qual a melhor maneira de organizar o agendamento? Semanal, quinzenal ou mensal?”; “O que fazer quando a população prefere consultas com o pediatra a consultas com o clínico ou enfermeiro?” As perguntas acima foram retiradas de uma webconferência ministrada por Igor Tavares, um dos médicos da Placa de uma das UBS’s de Fraiburgo informando para onde se dirigir para atendimento UBS do Saco Grande e teleO que foi feito, então, com a ajuda do Telessaúde e consultor do Telessaúde SC, e transmitida no dia 07 de abril deste ano. Essa não foi a primeira, nem será com a dedicação das ACS de cada Unidade, foi o esa última web a tratar do assunto: as dúvidas surgem a tudo dos bairros, dos habitantes e de seus costumes. todo momento e não é à toa que existe a necessidade “Foram várias tentativas e erros. E nós aprendemos que a solução de uma unidade não funcionava, nede uma atenção especial ao assunto. cessariamente, para outra porque elas são O atendimento à demanda espontâmuito diferentes entre si.” nea na Atenção Primária à Saúde traz “A solução de O ambiente e a rotina das pessoas que à tona a discussão sobre o acesso aos uma unidade não vai funcionar, precisavam dos serviços da Unidade de Serviços de Saúde e é com o objetivo de necessariamente, São Miguel era formado por pessoas que melhorá-lo que tantas unidades pedem para outra. É começavam filas já as três ou quatro hoajuda. Foi este o caso da cidade de Fraium aprendizado ras da manhã. Por isso foi feita a primeiburgo, SC, por exemplo. constante” ra tentativa de mudança: distribuições de Apesar de hoje a cidade estar com o senhas à tarde. “Não adiantou. Antes das processo de organização praticamente 11h, já havia filas. As pessoas têm o hábito concluído, a secretária de saúde, Nilce Pinz, conta que, no início, as equipes encontraram muitas dificuldades: de acordar cedo, mesmo, tivemos que nos adaptar a “Nós percebemos a necessidade de mudança quando isso”, explica. “Com o tempo fomos vendo que se agendássemos vimos que as pessoas acordavam cedo demais para pegar senhas. As filas eram constantes e sempre ha- grupos e consultas para o período da tarde, as chances de dar certo aumentariam. Mas cada uma das via reclamações”.

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outras unidades exigiria um planejamento diferente”, completa Pinz. Para a unidade do bairro São José, por exemplo, a estratégia adotada foi diferente porque o público que ela atende mora longe, é do interior da cidade. Então ainda que haja emergências, elas surgem com menor frequência. “A solução que encontramos foi agendar quase todos os atendimentos, deixando apenas uns quatro horários para emergências.”

Os primeiros passos

O município de Arvoredo tem Também em uma Unidade de Saúde de Fraiburgo, o primeiro contato com a paciente apenas 2.305 habitantes, segundo Os atendimentos com horários cêndios, atendendo por ordem de o portal oficial de turismo do Estado. Com um número de habitantes previamente agendados começa- chegada. E veja o absurdo disso: relativamente pequeno, a cidade ram a ser feitos na primeira sema- quem estava realmente mal, tinha mantém o hábito de fazer reuniões na do mês de maio e a mudança que esperar”, conta. Quando, em novembro de 2011, abertas à população, nas quais se tem a aprovação da população. Por ainda estar dando os primeiros começaram as teleconsultorias, discutem algumas decisões de capassos, a direção estabeleceu que perceberam que poderiam melhoráter público. Foi em uma dessas reuniões que se percebeu a neces- a cada 15 dias a equipe se reuni- rar a qualidade dos seus serviços sidade de mudar o atendimento ria para discutir o andamento do com algumas mudanças práticas: processo de organiza- seguindo os conselhos dados, pasdas Unidades de Saúção. “Se notamos que saram a reservar, então, as primeide para diminuir as fi“Como tudo é feito não está dando certo, ras horas da manhã e da tarde para por reuniões, nós las e melhorar a qualideixamos bem discutimos em reunião a demanda livre, intalaram uma caidade do atendimento. claro à população e mudamos o que for xa de sugestões, críticas e elogios, Com a organização de que estamos preciso. O que der cer- um sistema de senha para quem da demanda ainda em em fase de testes. to, a gente continua... chegasse procurando atendimento processo inicial, a suO que der certo, Mas para isso é neces- emergencial e deram início a um a gente continua. gestão de marcar daO que não der, a sário manter o diálo- processo de recapacitação de toda tas e horários foi feita gente muda” go”, conclui. a equipe para fazer o acolhimento. pela própria popula“Ainda temos muito o que fazer, é ção. Para a Diretora de claro, mas já percebemos muita diProgramas de Saúde, Juceli S. C. Meio caminho andado Albert, isso foi há mais ou menos Na cidade de Ipira, no meio oes- ferença e as pessoas também. Até dois anos, mas só agora o muni- te do Estado, segundo a Coorde- estamos recebendo elogios, o que, cípio está conseguindo efetivar o nadora de Saúde, Daniella Tofolo, pra mim, é uma surpresa”, brinca. projeto: “As pessoas estavam che- o grande problema das Unidades Para quem ainda quer tirar dúvigando muito cedo nas Unidades Básicas de Saúde não era exata- das, além da teleconsultoria, outras de Saúde para pegar fila e, é claro, mente o tamanho das filas, mas a webs podem ser assistidas na partodo mundo queria ser atendido. falta de critérios nos atendimentos. te restrita do telessaude.sc.gov.br, Como não dávamos conta, come- “Sem o agendamento ou o acolhi- como as que foram ao ar nos dias çaram as reclamações”, conta. mento, nós íamos apagando in- 21/03 e 04/04.

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Filmes

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Baseado em fatos reais, o filme conta a história de Thomas Vivien, um jovem negro, de família humilde e inteligência incontestável. Ex-mecânico, Thomas vê-se desempregado na época da Grande Depressão, em 1930, e acaba trabalhando como faxineiro do reconhecido médico e pesquisador Alfred Blalock. Juntos, fazem uma parceria pouco comum e, por vezes, polêmica, para criar novas técnicas de cirurgias cardiovascular.

Evento IIIº Congresso Brasileiro de Saúde Mental Sob o tema Aperreios e doidices: Saúde mental como diversidade, subjetividade e luta política, o evento propiciará o encontro de gestores, trabalhadores e usuários que discutirão sobre suas experiências e pesquisas, organizados em 12 eixos temáticos. Dentre eles, a produção do conhecimento e políticas em saúde mental; atenção psicossocial; participação social e construção dos sujeitos; cuidado; drogas e cultura; desinstitucionalização; e medicalização. Data: 7 a 9 de junho de 2012 Local: Centro de Convenções do Ceará Para mais informações, acesse: www.congresso2012.abrasme.org.br/

Antes de Partir (2007)

Carter Chambers é um homem casado, que há 46 anos trabalha como mecânico. Submetido a um tratamento experimental para combater o câncer, ele se sente mal no trabalho e com isso é internado em um hospital. Lá, conhece Edward Cole, um rico empresário que passa pela mesma situação. Juntos, os dois partem para uma viagem em que pretendem riscar vários itens de uma lista de coisas a serem feitas antes de morrer.

Livro

Quase Deuses (2008)

“Tratado de Medicina de Família e Comunidade – Princípios, Formação e Prática”, de Gustavo Gusso e José Mauro Ceratti Lopes - Escrito com

a colaboração de outros profissionais da Atenção Primária do País e do Mundo, a obra foi dividida em dois volumes que tratam de informações referentes aos princípios da especialidade, ensino, pesquisa e gestão, em sua primeira parte, e da abordagem direcionada às questões práticas, vivenciadas no dia a dia pelas equipes de Saúde da Família, na segunda. • Informações de compra no site da editora: http:// www.grupoa.com.br/site/default.aspx

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Segunda Opinião Formativa: destaque no mês de abril Paciente feminina, 42 anos, com diversas varizes em ambos os membros inferiores (fotos), estamos em dúvida com relação ao ato cirúrgico. Seria viável neste caso, cirurgia vascular? Conforme a história clínica da paciente, o médico poderá identificar a necessidade de referenciamento. O CKS recomenda o encaminhamento de emergência, quando houver sangramento de uma veia varicosa que tenha lesado a pele. Encaminhamento urgente, onde uma veia varicosa tenha sangrado e esteja em risco de novo sangramento. Encaminhamento menos urgente, onde uma úlcera de perna é progressiva e dolorosa, apesar do tratamento. Encaminhamento de rotina para: Uma úlcera ativa ou cicatrizada ou alterações cutâneas progressivas, onde acredita-se que a pessoa pode se beneficiar da cirurgia venosa; Tromboflebite superficial de repetição; Sintomas incômodos provavelmente devido às varizes, ou quando sente-se que a extensão, o local e o tamanho das varizes estão tendo um impacto severo na qualidade de vida. Considerar também referenciar, se a pessoa tem problemas venosos da pele e insuficiência arterial significativa (índice de pressão tornozelo-braquial inferior a 0,8). Recomendase ainda que ao considerar a referência, levar em conta o estado geral de saúde da pessoa e comorbidades. O Handbook, 2010, indica avaliação cirúrgica se houver complicações ou sintomas graves. As complicações listadas são: Hemorragia, Eczema varicoso, Pigmentação da pele, Tromboflebite, Lipodermatoesclerose (fibrose da derme e subcutâneo ao redor do tornozelo livando a firme induração), Edema, Ulceração venosa, e Atrofia blanca. Evidências e Referências: - NHS Clinical Knowledge Summaries. Varicose veins - Management. Disponivel em:. http://www.cks.nhs.uk/ varicose_veins#-341091; - Simon C, Everitt H, van Dorp F. Oxford Handbook of General Practice. Oxford. 3ed. 2010.

Charge do mês

Cidade destaque: O município de Irani é a estrela de maio com seis peguntas na 2ª Opinião Formativa e participou de todas as webs, mas nós parabenizamos também a cidade de Jupiá, que possui números semelhantes. Entre ambas, a única diferença é que apenas Irani faz teleconsultoria.

Produzido por Lucas Pelegrineti Grynzpan e publicado na revista RADIS Comunicação e Saúde, nº116. Fonte: www. ensp.fiocruz. br/radis/ node/4309

Expediente: Jornalista Responsável: Marina Veshagem Texto, edição e diagramação: Camila Garcia

Ilustração: Felipe de Almeida Orientação: Izauria Zardo e Igor Tavares da Silva Chaves Revisão: Marina

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Programação das webs de maio

02/05 A equipe do Telessaúde gostaria de informar que está ciente do problema de lotação da sala virtual através da qual são realizadas as webs e que já estamos iniciando o processo de ampliação de vagas para o segundo semestre de 2012. Até lá lembramos que é possível assisti-las editadas, no acesso restrito de nosso portal.

09/05

Participação Comunitária e estratégias de aproximação, 15h Palestrante: Igor Tavarez da Silva Chaves Resumo: A participação da comunidade nas decisões do Centro de Saúde é fundamental para o sucesso do planejamento local e das ações de promoção da saúde. Nesta webconferência, trataremos de formas de aproximação e de gestão em conjunto com a comunidade.

23/05

Integração ESF-NASF na Atenção Básica, 15h Palestrante: Thaís Titon de Souza Resumo: Através desta web, busca-se alinhar o entendimento dos profissionais da Atenção Básica sobre o Núcleo de Apoio à Saúde da Família e as principais premissas relacionadas à proposta de trabalho desta equipe, assim como apresentar possibilidades de integração entre os processos de trabalho do NASF e das Equipes de Saúde da Família vinculadas.

Instrumentos do SIAB, 15h Palestrante: Maria Catarina da Rosa Resumo: Utilização dos instrumentos do SIAB: cadastramento das famílias (ficha A); acompanhamento: Fichas B e C; registros das atividades, procedimentos e notificações (fichas D e D complementar); relatórios SSA2 PMA2 e PMA2 complementar.

16/05

Programa Saúde na Escola – uma potência na APS, 15h Palestrante: Igor Tavarez da Silva Chaves Resumo: Os conceitos do PSE e maneiras de tranformálo em uma ferramenta de sucesso para fortalecer a Atenção Primária à Saúde. Estes são os dois tópicos que formam o assunto a ser tratado nesta webconferência.

30/05 Vinho, 15h

Palestrante: Gisele Damian Resumo: A uva é o fruto da videira (Vitis sp.) que contém na sua composição química o composto polifenol, conhecido como resveratrol, presente no vinho tinto. Nesta webconferência, vamos discutir os aspectos botânicos, agronômicos, químicos, farmacológicos, nutricionais e terapêuticos, o uso popular e a melhor evidência científica disponível, adequada e pertinente ao contexto da Atenção Primária em Saúde sobre esta planta medicinal.

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