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Dezembro de 2011 Victor Américo

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Ações de saúde para intervir nos determinantes sociais Retrospectiva com os principais acontecimentos relacionados à saúde

Atlas do saneamento básico mostra que o Brasil ainda está atrasado na área

Programação das webconferências de dezembro

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Dezembro Julho de 2011 de 2011

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Retrospectiva das notícias em saúde julho

julho Decreto 7.508/11 que regulamenta a Lei 8.080/90, a Lei Orgânica de Saúde

Lançamento do PMAQ - Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica

Lei que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes. Mais informações: http://bit.ly/leiorganica.

Publicamos uma entrevista sobre o PMAQ com Eduardo Alves Melo, coordenador-geral de Gestão da Atenção Básica, no Telessaúde Informa de outubro. Para acessar as edições anteriorres: http://issuu.com/telessaudesc.

outubro Nova Política Nacional de Atenção Básica

Em julho, publicamos uma entrevista com o gerente de Atenção Básica Heitor Tognoli sobre as mudanças que a nova PNAB traria, como o componente de qualidade no PAB variável.

outubro Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes (Telessaúde Brasil Redes)

Lançado em 27 de outubro para contribuir com a qualidade do serviço do SUS, capacitando e integrando os profissionais por meio do uso de tecnologias para promover a Segunda Opinião Formativa, o Telediagnóstico e a Tele-educação.

novembro V Encontro Estadual de Saúde da Familia

O encontro aconteceu de 7 a 9 de novembro e contou com palestras e apresentações de experiências exitosas das equipes de Saúde da Família do estado.

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Outubro Dezembro dede 2011 2011

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COMPARTILHANDO: Carta Capital

O símbolo perene do nosso atraso Apesar do aumento no número de municípios cobertos por saneamento básico no país, 55,2% das cidades contam com rede coletora e apenas 68,8% do total coletado passa por tratamento

N

uma primeira leitura, o Atlas de Saneamento 2011, divulgado em 19 de novembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresenta um cenário otimista. Entre 2000 e 2008, houve aumento no número de municípios cobertos por saneamento básico em todo o país, fruto da reestruturação dos investimentos no setor a partir de 2003. A rede de distribuição de água, o manejo de resíduos sólidos (coleta e disposição de lixo) e o manejo de águas pluviais (controle de enchentes), por exemplo, existem pelo menos parcialmente em mais de 95% das cidades. Apesar dos dados positivos, o Brasil ainda está longe de disponibilizar para a totalidade da população um serviço sanitário estruturado e digno. Em primeiro lugar, os números do IBGE mostram que o país engatinha em relação à coleta e tratamento de esgoto. Dos 5,5 mil municípios, pouco mais de 3 mil contam com rede coletora, o equivalente a 55,2% do total. Quando o assunto é tratamento do esgoto, os números encolhem: 68,8% do total coletado passa por estações de tratamento, sendo o restante despejado em locais inapropriados. De acordo com o professor Léo Heller, do departamento de Engenharia Sanitária da UFMG,

Apesar de avanços, Atlas do IBGE mostra que metade das cidades brasileiras continuava sem coleta de esgoto em 2008. Foto: Ovídio Carvalho/ON/D.A. PRESS

esse dado pode ser contestado. “O número dificilmente reflete a realidade, uma vez que a base de dados é montada em cima da informação que o gestor da rede de esgoto repassa para o IBGE.” Além do mais, o estudo não leva em conta a abrangência da prestação do serviço, colocando no mesmo balaio as cidades que universalizaram essa infraestrutura e as que a disponibilizam apenas para alguns bairros. Por isso, o dado que melhor reflete a realidade brasileira é o de número de domicílios atendidos pela rede de esgoto: 45,7%. “O déficit maior do Brasil ainda é o esgotamento sanitário, tanto em áreas urbanas quanto rurais”, explica Ana Lúcia Britto, pes-

quisadora do Observatório das Metrópoles e professora do programa de pós-graduação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ. Os mapas do atlas também evidenciam contrastes regionais no atendimento sanitário brasileiro. A rede coletora de esgoto do Norte, apesar de ter quase dobrado a quantidade de cidades assistidas, permanece a menor do país: apenas 13% dos municípios têm a infraestrutura. No Nordeste, esse índice é de 45% e, no Sudeste, de mais de 95%. Especialistas apontam diversas razões para as deficiências brasileiras na área. Desde a década de 70, quando houve uma primeira tentativa de organizar sob

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Dezembro de 2011 a tutela federal os investimentos no setor, as obras priorizaram a expansão da rede de abastecimento de água. “É até compreensível, visto o enorme déficit que havia naquela época. Mas hoje o trabalho em saneamento precisa ser integrado, água e esgoto, até porque a família que passa a ter acesso à água gera mais esgoto”, diz Ana Lúcia. Além do mais, a construção e operação de sistemas de esgoto tende a ser mais cara. A própria Copasa, lembra Heller, companhia responsável pelo saneamento em Minas Gerais, possui 600 sistemas de água e 200 de esgoto. “Há oito anos, os sistemas de esgoto eram menos de 30.” A pesquisadora do Observatório das Metrópoles destaca outras deficiências brasileiras, que precisam ser contrapostas às principais conclusões do Atlas do IBGE para uma análise crítica da realidade nacional. Embora esteja presente em praticamente todos os municípios, uma grande quantidade de residências convive com abastecimento de água intermitente, ou seja, com prolongados períodos de interrupção. Segundo dados de 2007 do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade de Água para Consumo Humano (Sisagua), aproximadamente 3,2 milhões de domicílios sofrem com intermitência pelo menos uma vez por mês. Ana Lúcia aponta uma das razões da ampliação do acesso não ter sido acompanhada pela qualidade. “Embora tenha havido um aumento substancial de investimentos a partir do primeiro mandato do presidente Lula, muito dinheiro

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O atlas está disponível no site do IBGE

2,9 bilhões (2007), 3,5 bilhões (2008) e 3,5 bilhões (2009). O Plansab prevê, entre outras coisas, que a liberação de recursos pelo governo federal esteja condicionada à elaboração, por parte das prefeituras, de planos municipais que orientem os projetos em saneamento. Hoje apenas 12% das cidades brasileiras contam com esse tipo de legislação. Uma vez em vigor, o plano traçará metas a serem alcançadas nos próximos 20 anos para uma universalização estruturada de saneamento básico no Brasil. Para tanto, será necessária uma quantia na ordem de 420 bilhões de reais, sendo 250 bilhões provenientes de inversões da esfera federal. O restante deverá vir de aportes estaduais, municipais, da iniciativa privada e de órgãos internacionais de concessão de crédito, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A gerente de projeto do IBGE, Adma Figueiredo, reconhece que, a despeito dos avanços, persistem as disparidades regionais e problemas como a pouca abrangência das rede coletoras nas cidades. Entretanto, ela espera que os próximos estudos do instituto mostrem resultados positivos mais contundentes, uma vez que passarão a englobar o período posterior a 2008, quando o dinheiro injetado via PAC foi mais expressivo. “De qualquer forma, muito do que precisa ser feito é de uma agenda do século XIX”.

vai para a expansão do sistema de distribuição e pouco segue para a qualificação dos gestores a cargo da rede, o que melhoraria a qualidade do fornecimento”. A crítica é compartilhada por Heller. “O dinheiro é direcionado para construir obras. Só que é preciso também pensar na operação do sistema, na capacitação dos profissionais e na qualidade da água oferecida”. Os dois especialistas esperam que haja mais enfoque na gestão dos recursos empregados com a efetivação do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), elaborado no início do ano e atualmente em análise na Casa Civil. O plano faz parte do esforço de reestruturação dos gastos no setor iniciado no primeiro mandato petista, quando foram criados o Ministério das Cidades e a Secretaria Nacional de Saneamento Básico, vinculada à pasta. A partir do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estabelecido em 2007, o aumento de aportes na área é expressivo. A quantidade de recur- Reportagem de Ricardo Carvalho. sos não onerosos desembolsada Disponível em: saltou de 1,7 bilhão em 2006 para http://bit.ly/nossoatraso

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É papel da Atenção Básica criar ações para intervir nos determinantes sociais Práticas sanitárias como prevenção e promoção, adequadas ao contexto social de cada lugar, são uma saída para resolver os problemas mais comuns da população, vinculados à determinação social

U

m transtorno emocional súbito acompanhado de sintomas como palpitações, sensação de falta de ar, dor, calafrios ou ondas de calor caracteriza a crise conversiva, também conhecida como histeria ou crises histéricas. “Esse transtorno é determinado emocionalmente e significa que a pessoa tem uma dificuldade extrema de enfrentar um problema. A forma que ela encontra de enfrentá-lo é tendo uma crise, em que ela perde a consciência e não consegue se comunicar”, explica o médico e professor do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Marco da Ros. Os problemas emocionais do paciente causam o transtorno, porque ele receberia a atenção que estava precisando após manifestar esses sintomas. A crise conversiva era tratada da seguinte maneira: o médico ficava a sós com o paciente e tirava a pessoa da crise na base da conversa. O profissional explicava que, se a pessoa contasse seus problemas e o que estava sentindo, poderia ser ajudada. Só depois é que o problema emocional da pessoa seria tratado, com remédios ou não. Marco se surpreendeu quando falou sobre crise conversiva em uma aula do curso de medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e descobriu que seus alunos não conheciam esse transtorno. A razão disso é que o perfil das doenças de uma determinada doença muda ao longo do tempo de acordo com as características dessa sociedade, o que é chamado de determinação social. Há trinta anos, quando Marco ainda atendia em postos de saúde, a crise conversiva era muito frequente. O médico chegava a receber três ou quatro casos por dia de pacientes com esses sintomas. O médico, mestre em Saúde Pública, explica que o

perfil da sociedade de hoje levou à popularização de outras doenças: “Para acontecer, a crise conversiva precisa da ideia de solidariedade, que as pessoas queiram te ajudar. Na proposta neoliberal, é cada um por si”. O arranjo social moderno é caracterizado pela solidão e individualidade. O perfil de doença que se adequa a isso é a depressão, por exemplo. “Se você vê alguém em crise, finge que não viu, passa longe e pensa se terá problemas ao se envolver com aquilo. As pessoas têm que conviver com seus problemas sozinhos e acabam tendo dificuldade em lidar com isso. A fluoxetina é o medicamento mais consumido no Brasil, mas esse antidepressivo não tira a pessoa do mundo em que ela vive: individualista, competitivo e nada solidário”, explica Marco. Todo o perfil de doença no Brasil mudou nos últimos anos, porque mudou a própria inserção do país no capitalismo. As doenças mais frequentes eram diarreia, verminoses e crises conversivas. Em 1970, 43% da população era rural. Em 2007, apenas 16% viviam no campo. “Hoje no posto de saúde, se encontra diabetes, hipertensão e outras doenças da urbanidade. Na medida em que o Brasil se torna um país emergente, ele passa a ter doenças de primeiro mundo. Na Europa, hipertensão e diabetes são doenças comuns há muito tempo”, conclui.

Visão integrada da saúde

A determinação social é a estrutura da sociedade, que influencia o perfil de doença em um momento histórico específico. O ideal seria transformar essa estrutura social, que é a causa das desigualdades e de um mundo essencialmente individualista, mas ela depende de fatores como a organização da sociedade e o modelo econômico vigente, por exemplo. “A saída é interferir nos

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Outubro Dezembro dede 2011 2011 chamados Determinantes Sociais da Saúde, que são níveis da determinação social, como o trabalho, a segurança, o lazer, acesso à informação. Esses fatores sempre estão ligados à determinação”, explica o médico Luiz Cutolo. Por exemplo, numa situação de epidemia de diarreia em um bairro pobre de trabalhadores, onde há pouco acesso à água tratada e à coleta de lixo, uma das crianças doentes está desnutrida. Quais ações deveriam ser seguidas pelo profissional de saúde nesse caso? Tirar a criança da condição de subnutrição seria reabilitar a saúde dela e intervir na diarreia com soro, recuperar. Uma ação de prevenção necessária seria trabalhar em conjunto com o conselho local de saúde para que a água limpa chegue através da companhia de águas. Além disso tudo, promover o acesso à informação seria uma última ação importante, de educação em saúde. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), “saúde é o completo bem-estar físico, mental e social e não a simples ausência de doença”. Dessa forma, o olhar sobre um fenômeno de adoecimento, além de biológico, também é social. A integralidade é o princípio do SUS que dá conta da complexidade do processo saúde-doença, já que significa olhar para um fenômeno sob diversos aspectos e considerar a necessidade do outro. A integralidade possui três categorias: concepção saúde-doença – levar em conta outros fatores além do biológico –, prática sanitária – oferecer tratamentos que podem ir além de medicamentos – e gestão da prática

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sanitária – que também pode viabilizar necessidades. Existem dois sentidos de integralidade na prática sanitária. O principal é se perguntar qual é a necessidade da pessoa. O segundo é mapear as opções que ela tem e como o profissional de saúde pode interpretar essa necessidade para ajudá-la. “Se uma mulher de 40 anos chega ao consultório com uma dor nas costas e ela é faxineira, tratar essa dor não é só receitar relaxante muscular”, exemplifica Cutolo. O profissional deve pensar o indivíduo completo, entender que o paciente é mais do que alguém com dor nas costas, compreendendo os outros contextos além da doença: o social, o familiar, entre outros. Nesse caso, a dor da paciente seria resultado do trabalho físico do dia-a-dia. Os exemplos a seguir mostram como ações integradas de saúde, adequadas ao contexto social de cada região, podem ser colocadas em prática.

Melhorando a relação com a comunidade

A experiência exitosa do município de Santa Rosa de Lima, a 120 km de Florianópolis, “Reorientação da Atenção Primária à Saúde – subjetividades e particularidades do processo” foi premiada pela Gerência de Atenção Básica (GEABS) do estado e pelo Núcleo Telessaúde SC por uma série de melhorias no processo de trabalho através de ações de promoção de saúde. A remodelação dos trabalhos dos grupos terapêuticos foi uma das principais inovações. Antes, os grupos eram poucos frequentados e

A história do doutor de família no interior de Santa Catarina

(Murilo Leandro Marcos) [...] Anunciavam que não era médico Porque só receitava chá Outros diziam ser nutricionista Já que orientava um bom alimentar Tinha ainda quem dizia “Esse médico é uma porcaria, Pois pra dor manda caminhar”.

No começo pensava acochichado Como é que faria pro trem acontecer Pro povo trabalhador e calejado Descobrir outras formas do corpo se mexer Iniciou então o grupo de caminhada E a população que se dizia cansada Se deliciou com o corpo amolecer. O doutor se aprochegava Devagarinho e com papo diferente Dizendo que remédio não era alimento E caminhada era bom pra mente Seguia firme na intenção De diminuir o tamanho da prescrição Dos tarja-preta que deixam demente. A mudança vem surgindo Com a promoção da saúde Corpo e mente andam juntos Com autonomia e atitude Mais vida pra se viver Mais qualidade no envelhecer Tendo a experiência como virtude.

Assista: http://bit.ly/doutordefamilia

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Dezembro Julho de 2011 de 2011 realizados só no centro da cidade. Pensando em aprofundar o vínculo com a população, as atividades foram inseridas nas regiões mais distantes. Ainda com a proposta de estreitar a relação com a população, foi criado o programa “Saúde na Comunidade”, que promovia um grande encontro mensal, em comunidades diferentes, no formato de roda de conversa sobre algum tema de interesse, como a importância de uma alimentação saudável. A arte também marca as ações de saúde em Santa Rosa de Lima, aproximando os profissionais e a população. Atividades musicais são realizadas em grupos terapêuticos e nos encontros nas comunidades. Durante o carnaval, o Bloco da Saúde realizou cortejos pelas ruas da cidade, cantando sobre promoção de saúde. O médico Murilo Leandro Marcos foi premiado no 11º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, que aconteceu no mês de junho em Brasília, pelo conto-cordel “A história do doutor de família no interior de Santa Catarina” (Veja a letra no box da página anterior). “Percebeu-se que o processo de fortalecimento do SUS e de consolidação dos princípios da APS se constrói no dia-a-dia do trabalho, na Unidada, nas visitas domiciliares, nas conversas de rua, nas reuniões de grupo”, concluem os autores da experiência em Santa Rosa de Lima.

Aliando promoção e prevenção de saúde

Em Urupema, município a 198 km de Florianópolis, os profissionais de saúde perceberam, através do plano municipal de saúde, que

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Dois momentos da ação “Elas + Belas” de Urupema: realização do exame preventivo e o espaço da beleza.

havia um baixo índice de cobertura de exames cipatológicos, além de fatores associados como baixa autoestima e pouca oferta de lazer. Foi a partir disso que surgiu a ideia de criar a ação “Elas + Belas”, voltada para mulheres entre 25 e 29 anos e com o objetivo de incentivar o público-alvo a realizar o exame preventivo. Essa ação também foi premiada pela GEABS. Na chegada, as mulheres são recebidas com café da manhã e deixam os filhos com pedagogos. As in-

tegrantes participam das seguintes atividades: fazem o exame preventivo e o de mama; são orientadas em grupo sobre o câncer de mama, de colo de útero e de pele; tiram uma foto antes de ir para o espaço de beleza; ficam aos cuidados de manicures, maquiadores e cabeleireiro; e tiram foto depois de arrumadas. “Nesta foto, está o segredo de como aliar a promoção com a prevenção da saúde”, explica a equipe responsável pela ação. Além de fazer a mulher se sentir bem, o projeto incentivava a adesão aos exames, porque o resultado dos exames era necessário para retirar a foto. Depois dos nove encontros mensais realizados, os resultados foram positivos. A amostra da população feminina com idade de 25 a 59 anos, no período de agosto de 2009 a julho de 2010, era de 668 mulheres e a quantidade de exames citopatológicos realizados no mesmo período foi de 128 procedimentos, caracterizando 19% da população. Após o desenvolvimento da ação “Elas + Belas”, foram realizados 346 exames citopatológicos no período de agosto de 2010 a julho de 2011, totalizando 52,5% da população. O grupo formado pelas equipes de ESF, NASF e ACS concluiu que: “O desafio não é apenas desenvolver a ação, mas sim, valorizar a individualidade de cada profissional e seu saber para o trabalho em equipe. Para tanto, é importante reconhecer que o planejamento em grupo, a análise da realidade local, dos condicionantes e determinantes sociais, foram essenciais para a motivação e modificação da atuação profissional dentro do SUS”.

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A Onda (2008). Rainer Wegner tem que ensinar autocacia a seus alunos. Devido ao desinteresse deles, propõe uma experiência que mostre na prática os mecanismos do fascismo. Wegner é o líder do grupo que propaga “força pela disciplina” e chama o movimento de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo, mas é tarde demais.

Evento

III Congresso Sul-Brasieiro de Medicina de Família e Comunidade Paralelamente ao I Seminário Nacional de Comunicação Clínica, o evento acontece entre 25 e 28 de abril de 2012 no Centro de Eventos da UFSC. A inscrição e o pagamento online estarão disponíveis até dia 19 de abril. Participe!

volume da coleção “Para entender a gestão do SUS” apresenta a organização atual da área de Vigilância em Saúde nos seus aspectos políticos, técnicos e operacionais e traz informações atualizadas sobre o perfil demográfico e epidemiológico do Brasil, abordando o Sistema Nacional de Vigilância em Saúde, sua organização nas três esferas de gestão do SUS e seu financiamento. Quanto à vigilância em saúde do trabalhador, apresenta a atual situação epidemiológica e seu financiamento.

Vídeo

Filmes e livros

Vigilância em saúde - parte 1. O quinto

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Médico que faz atendimento de bicicleta

A reportagem veiculada no Jornal do Almoço (RBS TV SC) no dia 24 de novembro mostra o bom exemplo do médico Paulo Poli, da Unidade de Saúde dos Ingleses em Florianópolis, que usa a bibicleta para ir ao trabalho e fazer visitas domiciliares. Disponível no link http://bit.ly/bicicletasaude

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Participação das equipes de saúde O Núcleo Telessaúde SC agradece e parabeniza as equipes pela participação, ao longo do ano, nos serviços ofertados: nas webs, na Segunda Opinião Formativa e nos cursos. Isso demonstra a preocupação com o andamento da Estratégia de Saúde da Família, já que o processo contribuiu imensamente para o crescimento da Atenção Básica. Em 2012 nosso serviço será potencializado e focado nas necessidades de vocês.

Equipe do Núcleo Telessaúde SC

Avisos sobre a Segunda Opinião Formativa

Teleconsultoria Telessaúde SC

O Núcleo de Telessaúde SC informa aos profissionais do NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) do estado de Santa Catarina que, devido à especificidade técnica de cada área profissional que compõe o NASF e pelo quadro de teleconsultores da Segunda Opinião Formativa ser composto apenas por profissionais da equipe básica de Saúde da Família, não serão respondidas questões referentes às competências técnicas específicas de cada categoria profissional do NASF.

A Teleconsultoria é um serviço a distância disponibilizado para as equipes de Saúde da Família do Estado no PMAQ (Programa para Melhoria do Acesso e Qualidade na Atenção Básica). Reconhecendo a Estratégia Saúde da Família como ordenadora da Atenção Básica, nosso objetivo é prestar consultoria de forma a orientar uma assistência em saúde com maior qualidade, resolubilidade, efetivando por fim os princípios e diretrizes da Atenção Básica. A teleconsultoria é por equipe. Para solicitar inscrição é necessário enviar e-mail de inscrição para consultoria. inscricao@telessaude.ufsc.br.

As experiências exitosas dos municípios de Peritiba (http:// www.peritiba.sc.gov.br) e

Presidente Castello Branco

já estão disponíveis no portal do Telessaúde. Todos podem acessar o conteúdo, disponível no acervo das webconferências. Apenas é preciso logar para ter acesso ao acervo.

O relato da experiência exitosa de Vargem Bonita sobre o “Calendário educativo da saúde” também está disponível no nosso portal. É só clicar na aba “Experiências”, na barra abaixo do logo do Telessaúde.

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Programação das webconferências de dezembro Participe da escolha dos temas das próximas webs. Envie sugestões para telessaude@saude.sc.gov.br. Sua participação é importante!

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Webconferência Experiência Exitosa do município de Alto Bela Vista: inserindo a equipe SF e NASF na comunidade, 15h

Palestrante: Equipe de Alto Bela Vista e Gisele Damian Resumo: A experiência exitosa de Alto Bela Vista tem por objetivo relatar a interação entre o saber técnico-científico e popular sobre saúde nos clubes de mães e grupos de idosos do município através dos profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF).

08/12

Workshop - Autoavaliação para Melhoria do Acesso e Qualidade na Atenção Básica (AMAQ), 15h Palestrante: Mari Ângela de Freitas Resumo: Conceitos, organização da Autoavaliação para Melhoria do Acesso e Qualidade na Atenção Básica e preenchimento dos instrumentos.

Cartum de Aristides Dutra publicado na edição 96 da Revista Radis. Leia a publicação sobre comunicação e saúde:

http://www.ensp.fiocruz. br/radis/revista-radis/111

Expediente Jornalista Responsável: Marina Veshagem Texto, edição e diagramação: Luisa Pinheiro Ilustração Victor Américo Orientação: Izauria Zardo, Jimeny Pereira e Patricia Nahirniak Revisão: Marina Veshagem

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