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Linha do tempo da Saúde da Família 1994

1997

1998

- Início do Programa Saúde da Família (PSF); - 328 equipes de Saúde da Família e 29.098 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) atendem milhão de pessoas no Brasil;

- Criação do Piso da Atenção Básica (PAB) pela publicação da Portaria GM/MS No 1.882; - Publicação da Portaria GM/ MS No 1886, que aprova as normas e diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e do PSF;

- Criação do Sistema de Informação da Atenção Básica (Siab); - 3.100 equipes de Saúde da Família e 79.700 ACS atendem milhões de pessoas;

1,1

da 2003 -1ªInício fase

10,6

da Saúde Bucal 2001 -naInserção Saúde da Família: início

1999 da Política

90

- Regulamentação da profissão de ACS pela Lei No 11.350; - Publicação da Política Nacional de Atenção Básica; - Publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC); - Lançamento do Pacto pela Saúde;

- II Mostra Nacional de Produção em Saúde da Família; - Criação dos Centros de Especialidades Odontológicas; - A Coordenação Nacional de Alimentação e Nutrição passa a acompanhar as condicionalidades da saúde das famílias beneficiárias do Bolsa Família;

2008

2006

do Projeto de Expansão e Consolidação da Saúde da Família (Proesf); - 19.100 equipes de Saúde da Família, 176.800 ACS e 6.170 equipes de Saúde Bucal atendem mais de milhões de pessoas;

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- Criação dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF); - III Mostra Nacional de Produção em Saúde da Família - 28.100 equipes de Saúde da Família, 218.300 ACS e 16.552 equipes de Saúde Bucal atendem mais de milhões de pessoas;

Maio de 2011

do incentivo às equipes de Saúde Bucal; - Avaliação normativa do PSF no Brasil; - Lançamento do Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus; - Regulamentaçao da Normal Operacional da Assistência à Saúde do SUS;

- Publicação

Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN); - I Mostra Nacional de Produção em Saúde da Família; - Publicação do “Manual de Organização da Atenção Básica”; - Criação do Pacto de Indicadores da Atenção Básica;

2004


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Trabalho da equipe de saúde da família

J

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osimere Maria Bento trabalha há cinco anos como Agente Comunitária de Saúde (ACS) no Centro de Saúde da Família (CSF) Saco Grande em Florianópolis, que atende cerca de 15 mil pessoas nos bairros Saco Grande e Monte Verde. “Apesar de não conseguirmos nos aproximar de todas as famílias, percebi uma diferença no acesso à casa dos moradores nesses cinco anos. A confiança nos profissionais aumentou”, afirma Josimere. Algumas visitas chegam a parecer sessões de terapia, quando os membros da família relatam não apenas os problemas de saúde, mas também as aflições pessoais e com a comunidade. De acordo com a ACS, a mídia pode ajudar a superar a resistência que algumas famílias ainda têm de não atender ou receber a equipe de Saúde da Família em casa, com uma maior divulgação do trabalho realizado. Os próprios profissionais também devem explicar como é feito o acompanhamento e se esforçar para criar vínculos com a população. Com as visitas domiciliares periódicas, a comunidade acaba se acostumando e valorizando a equipe. Além das diferenças culturais entre os profissionais de saúde e a população, que podem se tornar um empecilho no diálogo, existem as dificuldades específicas daqueles bairros: os morros - que prejudicam a locomoção -, a presença de muitos cachorros soltos nas ruas - que podem avançar nos agentes - e a insegurança. A região é marcada pelo tráfico e, apesar da importância do trabalho da equipe de Saúde da Fa-

Foto: Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis

mília ser reconhecida, os profissionais não se sentem completamente seguros. A equipe de Saúde da Família de Josimere acolhe aproximadamente 200 casas. A periodicidade das visitas domiciliares varia de acordo com o que eles chamam de marcadores, que são grupos de hipertensos, grávidas, crianças e diabéticos, por exemplo. Nesses casos, as visitas são mais frequentes, do contrário, podem ser feita a cada três meses. O papel do ACS é fundamental na aproximação dos profissionais de saúde com a comunidade. Os agentes têm uma função de mediar e também de trazerem a população para os Centros de Saúde, fazendo uma ponte entre os moradores e o trabalho realizado pelo médico da família, pelo enfermeiro e o auxiliar de enfermagem, a equipe mínima de Saúde da Família. Quando ampliada, a equipe pode ter um dentista, um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental.

O papel do ACS é fundamental na aproximação dos profissionais de saúde com a comunidade Para o funcionamento da Estratégia Saúde da Família (ESF), a equipe deve construir um projeto comum, estabelecendo trabalhos especializados de cada profissional e que se complementem. A equipe pode construir ações de interação entre os próprios trabalhadores e entre eles e os usuários. A estratégia é de reorganizar a prática centrada no hospital, passando a enfocar a família em seu ambiente físico e social. No CSF do Saco Grande, as atividades coletivas foram pensadas para reunir a comunidade, como o grupo de Hipertensos e Diabéticos, Grupo de Ginástica Floripa Ativa, PsicoteMaio de 2011


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rapia, Mulheres Maravilhosas (criado há sete anos para que as moradoras conversem e se reúnam para costurar, bordar ou fazer artesanato), Planejamento Familiar (grupo de orientação para casais sobre planejamento familiar e sexualidade), entre outros. A integração entre a própria equipe de Saúde da Família acontece nas reuniões semanais, no caso de Josimere, nas sextas-feiras à tarde. Eles discutem o que os agentes viram em campo durante a semana, o médico de família relata os atendimentos no consultório e todos fazem o planejamento do trabalho. Na última quinta-feira do mês, os profissionais do CSF ainda se encontram para uma região geral. O processo de trabalho na ESF é pensado coletivamente, caracterizado pela interdisciplinaridade e multiprofissionalidade, integrando áreas como Odontologia, Psicologia e Enfermagem, além da Medicina. A equipe define as atividades adequadas de acordo com o contexto da população. Além disso, deve levar em conta a premissa da Atenção Primária, que trata da saúde em seu contexto pessoal, familiar e social. Ao mesmo tempo em que a unidade produtora dos serviços de saúde não é um profissional isoladamente e sim a equipe, o foco da atenção não é o indivíduo exclusivamente, mas a família e seu entorno. Segundo o Ministério da Saúde, é função da equipe promover ações intersetoriais e parcerias com organizações formais ou informais da comunidade para enfrentar os problemas identificados de forma conjunta. A intersetorialidade é uma das características mais importantes do trabalho em Saúde da Família, porque é uma possibilidade de solução Maio de 2011

Características do processo de trabalho em Saúde da Família

Visitas domiciliares dos Agentes Comunitários de Saúde e dentistas do CSF do Saco Grande

http://sacograndefloripa.blogspot.com/

• Priorização de solução dos problemas de saúde mais frequentes; • Desenvolvimento de ações educativas que possam ampliar o controle social na defesa da qualidade de vida; • Desenvolvimento de ações focalizadas sobre grupos e fatores de risco, com a finalidade de prevenir doenças e danos evitáveis; • Realização de primeiro atendimento às urgências médicas e odontológicas; • Participação das equipes no planejamento e na avaliação das ações; • Desenvolvimento de ações intersetoriais, integrando projetos sociais e setores afins, voltados para a promoção da saúde; Fonte: Política Nacional de Atenção Básica

integrada dos problemas do cidadão em sua totalidade, envolvendo educação, trabalho e habitação, visando a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Além disso, a equipe deve fomentar a participação popular em discussões sobre cidadania e saúde e incentivar a formação e participação da comunidade nos Conselhos Municipais de Saúde. Interdisciplinaridade - A ESF é uma estratégia prioritária para a

reorganização da Atenção Básica dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), no qual cada profissional tem atribuições específicas e coletivas. O trabalho se constrói a partir da promoção da saúde e da participação da comunidade. A busca pela aproximação da realidade local exige envolvimento profissional para que a equipe construa ações em saúde mais próximas da necessidade daquela população.

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Equipes destaque de abril! Parabenizamos estes municípios pelo empenho e participação nas atividades oferecidas pelo Telessaúde! Destaques de participação nas webconferências: 1º lugar: Iraceminha, Irani, Lages, Marema, Modelo, Novo Horizonte, Presidente Castello Branco, Santa Terezinha do Progresso e São José do Cedro.

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Equipe de Saúde da Família de Presidente Castello Branco

Equipe de Saúde da Família de Iraceminha

Equipe de Saúde da Família de Irani

Equipe de Saúde da Família de Lages

Equipe de Saúde da Família de Marema

Equipe de Saúde da Família de Modelo

Equipe de Saúde da Família de Novo Horizonte

Equipe de Saúde da Família de Santa Terezinha do Progresso

Equipe de Saúde da Família de São José do Cedro Maio de 2011


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Dicas Filmes Bicho de Sete Cabeças (2001) - Uma viagem ao inferno

manicomial. Esta é a odisséia vivida por Neto, um jovem de classe média baixa que leva uma vida comum até que o pai encontra um cigarro de maconha em seu bolso e o interna em um manicômio. A falta de entendimento dentro de casa leva ao emudecimento na relação. O medo de perder o controle sobre o filho vira o amor do avesso. No manicômio, Neto vê uma realidade absurda e desumana, onde os internos são devorados por um sistema corrupto e cruel.

O filme acompanha dois personagens solitários, cujas vidas se cruzam pelo maior dos acasos: uma página aleatória aberta em uma lista telefônica. Uma história de amizade epistolar entre dois correspondentes muito improváveis: Mary, uma menina gordinha de oito anos que vive no subúrbio de Melbourne, e Max, um homem obeso e judeu, de 44 anos que vive em Nova Iorque. O filme é uma viagem que explora a amizade, o autismo, a cleptomania e a diferença sexual.

Livros/revistas Os Desafios da Terapia, Irvin D. Yalom - Baseado nos 30 anos em que o autor trabalhou como terapeuta e professor de psicanálise, trata da teoria Existencial Humanista. O autor transcreveu situações de terapias e fala como se portar perante elas, destinado a profissionais e todos os interessados.

Mary e Max (2009) -

Revista Radis comunicação em saúde. Publicação online e impressa da Fiocruz e editada pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. A edição atual traz na capa a matéria “O SUS que não se vê”, sobre as diversas dimensões do Sistema e o não-reconhecimento dele pela população.

Site

http://www.fiocruz.br/ Site da fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na página do Minstério da Saúde. Possui um banco de imagens, vídeos, entre outros serviços.

Fique ligado! •

Vídeo Institucional do Departamento de Atenção Básica sobre a Saúde da Família no Brasil.

A rede de pesquisa em Atenção Primária à saúde disponibilizou em seu site vídeos sobre atenção básica. Acesse: http://www. rededepesquisaaps.org.br/video/ index.php

A rede APS reúne pesquisas e de pesquisadores de Atenção Primária, divulgando trabalhos e fomentando o debate entre pesquisadores, gestores e aplicadores da atenção básica. Maio de 2011

Vídeo sobre o projeto de cooperação internacional que acompanha e avalia a evolução do Programa de Agentes Comunitários de Saúde de Luanda.

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Programação das webconferências de maio 04/05 - Leonardo Oliveira, 15h30 Tema: “O que eu conheço e como lido com o conhecimento do outro” - Educação em Saúde na APS Resumo: A nosso entender, é necessário pensar a Educação em Saúde não mais como uma educação sanitarizada (educação sanitária), localizada no interior da saúde (educação em saúde) ou ainda educação para a saúde (como se a saúde pudesse ser um estado que se atingisse depois de educado). É preciso recuperar a dimensão da Educação e da Saúde/doença e estabelecer as articulações entre esses dois campos e os movimentos (organizados) sociais. E também como práticas sociais articuladas com as necessidades, possibilidades e “saberes” das classes populares na formulação de políticas sociais e das organizações sociais que lhes interessam. 11/05 – Jimeny Santos, 15h30 Tema: Educação Popular em Saúde e Terapia comunitária Resumo: A Terapia Comunitária é caracterizada por um espaço de convivência social. Representa uma oportunidade das pessoas buscarem – e encontrarem – uma rede social

de apoio. Isto independente de idade, classe social e nível de instrução. Trata-se de encontrar um grupo social de acolhimento. As vivências terapêuticas são baseadas em partilhar emoções que fazem parte da vida de todo ser humano. Muitas vezes, uma pessoa pode apoiar outra por ter vivenciado e encontrado solução para os mesmos problemas e pode também ser ajudado simultaneamente, uma vez que o problema do outro pode ser semelhante ao seu. A proposta desta Web é partilhar o entendimento sobre educação popular como apoiadora da terapia comunitária. 18/05 – Ronaldo Zonta, 15h30 Tema: Participação Popular – articulações possíveis desencadeadas pelos ACS’s Resumo: O fortalecimento dos movimentos populares e da participação popular no SUS não é um capricho para quem defende um Sistema efetivo todos os dias, mas é condição e necessidade. Pensamos que os modelos de atenção e gestão em saúde devem colocar necessariamente o usuário-cidadão no centro do processo de formulação e operacionalização

Workshop Doenças de Inverno

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05/05 - Ronaldo Zonta, médico de família e comunidade, 16h

19/05 - Luiz Roberto Cutolo, pediatra, doutor em educação, 16h

Com o proposta de atualizar os médicos de família e comunidade a respeito do tratamento racional baseado em evidências sobre as doenças prevalentes na estação de inverno esta Web abordara os seguintes temas: Bronquite Viral, Asma e Pneumonia Comunitária.

A proposta é de atualizar os médicos de família e comunidade a respeito do tratamento racional baseado em evidências sobre as doenças prevalentes na estação de inverno. A web abordará os temas: Gripe x Resfriado Comum, Laringite viral aguda, Otite Média Aguda e Faringoamigdalite Aguda.

das políticas de saúde. É preciso ampliar o poder do usuário como cidadão portador e produtor de direitos, além de consolidar como base ética e política do trabalho em saúde, uma atuação orientada centralmente pelas necessidades de saúde dos usuários. Esta webconferência abordará o tema das possibilidades de amplificação da mobilização popular. 25/05 – Gisele Damian, 15h30 Tema: Espinheira Santa (Maytenus ilicifolia) Resumo: A Espinheira Santa é uma pequena árvore nativa de diversas regiões da América Latina e no sul do Brasil. Exitem mais de 200 espécies de Maytenus. Também é conhecida popularmente como maiteno, salvavidas e espinho-de-Deus. A Espinheira Santa (Maytenus ilicifolia) possui indicações paradistúrbios da digestão, azia e gastrite. Nesta webconferência serão discutidos os aspectos botânicos, agronômicos, químicos, farmacológi­ cos, terapêuticos, o uso popular e a melhor evidência científica disponív­el, adequada e pertinente ao contexto da Atenção Primária à Saúde sobre esta planta medicinal.

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Expediente Textos: Luisa Pinheiro Diagramação: Luisa Pinheiro Edição: Marina Veshagem Maio de 2011

Informativo Telessaúde Maio 2011  

Evolução do Programa Saúde da Família (hoje Estratégia Saúde da Família), trabalho da equipe de Saúde da Família com ênfase no papel do Agen...

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