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edição 23 | julho de 2013

Entrevista sobre o papel da saúde contra os preconceitos à diversidade sexual

Reportagem: a medicalização do comportamento humano

Saiba como funciona um parto humanizado e entenda suas características

páginas 4 e 5

páginas 10 e 11

páginas 6 a 9


destaques

O papel da Atenção Básica na Rede Cegonha

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arantia de acesso, acolhimento e resolubilidade. Esses são os principais objetivos da Rede Cegonha, que se caracteriza pela discussão da linha de cuidado materno infantil nas questões de pré-natal, parto, puerpério e puericultura. A Rede Cegonha enquanto rede de atenção está em construção em Santa Catarina desde 2012, quando três regiões de saúde – Grande Florianópolis, Planalto Norte e Nordeste – tiveram seus planos de ação regional implantados no estado. As outras 13 regiões enviaram, até o dia 30 de junho, seus planos, que foram encaminhados para aprovação do Ministério da Saúde (MS). Concluída essa etapa, Santa Catarina terá 100% de adesão das regiões à Rede. O financiamento do MS possibilita a inserção de alguns serviços, como os centros de partos

normais, que propõem a mudança na Rede do modelo de atenção ao parto e nascimento nos hospitais. Esse modelo garante o parto humanizado com direito à acompanhante de livre escolha no momento do nascimento do filho e a ampliação de serviços, a fim de que se tenha profissionais qualificados para realizar o parto vaginal. Nesses centros, os procedimentos serão feitos por enfermeiras obstetras e devem estar integrados com um hospital de referência, para atender as intercorrências, e com a Atenção Básica, para que cumpram o objetivo de reduzir as taxas atuais de cesarianas, que excedem o preconizado pelas evidências científicas. Outra implantação da Rede Cegonha será a casa de gestante, bebê e puérpera. Uma construção que ficará ao lado do hospital de referência de alto risco, o qual contará com UTI neonatal charge do mês e UTI adulto, e Leia mais sobre saúde mental na reportagem das terá o acompapáginas 10 e 11 nhamento de enfermeira e técnico de enfermagem ao recém-nascido e à mãe de risco, que ainda não podem ir para a casa. É um serviço intermediário entre o lar e o hospital, para que as equipes consigam atenção, Disponível pelo link: http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-59/ dar questoes-medico-farmacologicas/a-epidemia-de-doenca-mental reduzir óbitos

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das mulheres resultantes das intercorrências de gestação e diminuir a mortalidade de crianças menores de um ano. O papel da Atenção Básica nesses casos é o de fazer o pré-natal de qualidade com identificação de algum risco gestacional para dar atenção adequada à gestante e à criança no crescimento e desenvolvimento. O próximo desafio é cada município fazer o seu plano de ação municipal baseado no plano regional. Logo vocês irão receber mais informações sobre a segunda etapa, que é feita em um sistema informatizado, em que cada cidade vai ter que aderir, com uma senha de acesso, ao Sistema de Informação dos Planos de Ação das Redes Temáticas (SISPART) e disponibilizar o plano dentro desse sistema. A partir dessa etapa, virão novidades importantes para a Atenção Básica. A primeira é com relação a testes rápidos de HIV e sífilis para a Rede Cegonha. Os enfermeiros precisarão estar capacitados para fazer o aconselhamento e o teste, que será realizado na Unidade Básica de Saúde com o objetivo de diagnosticar em tempo oportuno. Além disso, após a adesão dos municípios, as Secretarias Municipais de Saúde irão receber recurso para comprar testes rápidos de gravidez. Também está sendo preparado um protocolo de urgência e emergência obstétrica para que se avaliem possíveis intercorrências na gestação a fim de fazer um encaminhamento adequado e rápido. edição 23 julho 2013


cotidiano

Conselhos Locais de Saúde e a importância da participação comunitária Próximos da população, eles debatem demandas locais e dialogam com a esfera municipal

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mo âmbito), bem como articular e negociar os interesses locais a nível municipal”, explica Débora. Formação Para a criação de um CLS é necessário consultar se o Conselho Municipal de Saúde (CMS) possui alguma resolução sobre isso. Não é possível usar o regimento do CMS para formar o Local, pois existem diferenças entre ambos. Assim, é necessário uma resolução que especifique a estrutura organizacional do Conselho Local, o papel dos seus integrantes, etc. Em Florianópolis, por exemplo, os conselhos locais são paritários: 50% usuários e 50% profissionais e prestadores de serviços de saúde.

“O maior desafio é a articulação entre Conselhos Locais e Municipais” Débora, que participou da criação do CLS do bairro Trindade, na Ilha, acredita que a primeira ação é mobilizar a comunidade e os profissionais de saúde para que entendam a importância desse espaço. “Na Trindade, foram quatro meses de mobilização, em reunião de pais e professores, em associações de moradores, visitando famílias”. Depois desse processo, foram enviados convites para eleição aos moradores da localidade e às instituições (governamentais ou não), pois ambas tem espaço nos CLS. A escolha dos conselheiros foi realizada respeitando as regras especificadas pelo município.

Fonte: IEE

Vivemos um momento único no século XXI: inúmeros brasileiros, de diferentes idades e classes sociais, saem às ruas para gritar contra a corrupção e por melhores serviços de transporte, educação, saúde e outros. As manifestações, que de norte a sul do Brasil mobilizaram mais de um milhão de pessoas, mostram que os cidadãos estão se organizando e reivindicando sua participação nos rumos do país. No Sistema Único de Saúde (SUS), a participação popular através do controle social é um dos princípios, e portanto, guia as atividades desenvolvidas na Atenção Básica. Essa presença da sociedade civil está prevista através dos conselhos de saúde (obrigatórios nos âmbitos federal, estadual e municipal), criados pela Lei 8.142 de dezembro de 1990. Na esfera municipal, também há a possibilidade de formação de Conselhos Locais de Saúde (CLS) (vinculados por bairro ou por unidades de atendimento), que não são obrigatórios, mas bastante desejáveis. Diferentes dos Conselhos Municipais de Saúde, que são deliberativos e formados principalmente por instituições (governamentais e não governamentais), nos CLS os moradores acabam tendo uma participação mais aberta. Para Débora Martini, especialista em Gestão da Saúde Pública e assistente social do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, a importância dos Conselhos Locais está nessa proximidade com a comunidade. “É possível pensar a realidade das demandas de saúde da localidade (que, em alguns casos, podem ser planejadas e resolvidas nesse mes-

Dificuldades Segundo Débora, uma das primeiras dificuldades para a implantação dos CLS é mobilizar, tanto os usuários quanto os profissionais de saúde, a destinarem um tempo a mais para dedicação ao conselho, articulando-os através do diálogo, não da imposição. “Se for um processo de cima para baixo, que você tem que criar o conselho para ficar pronto em dois meses, raramente ele vai funcionar efetivamente no sentido da comunidade opinando, dando contribuições”, reforça. Outra tarefa é informar os conselheiros para que esses saibam seu papel naquele espaço e entedam as possibilidades e limitações do órgão, até onde ele pode ir e o que faz parte de suas atribuições. Já o terceiro e maior desafio, para a assistente social, é a articulação com os Conselhos Municipais, que pode ocorrer através da participação nas reuniões desse, marcando audiências com o secretário de saúde do município, além de outras estratégias. “A proposta é que se tenha esse contato direto, que eles consigam sempre estar dialogando sobre as demandas. Isso para que o Conselho Municipal conheça um pouco a realidade do município e possa pensar em formar políticas e propostas, para auxiliar nesse sentido.” telessaúde informa

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entrevista

Os desafios da assistência à saúde da população LGBT Murilo Moscheta, doutor em psicologia e professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), debate a assistência a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais na saúde Como o discurso médico científico influenciou na construção da identidade do público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros)? Murilo Moscheta - É uma construção histórica e o discurso médico científico participa dela de modo muito importante. A partir do final do século XIX, os cientistas se prenderam na tarefa de produzir um conhecimento, uma explicação, sobre os comportamentos sexuais. Até então eles estavam mais ou menos regulados por regras morais ou por um discurso religioso que prescrevia aquilo que deveria ser correto. Ao estudar para dizer o que é uma “sexualidade normal”, os cientistas constroem categorias que desde o princípio apresentam certa polarização entre uma sexualidade chamada de homossexual e uma suposta sexualidade heterossexual. A implicação disso é importante, pois significava que qualquer sexualidade que não fosse procriativa e organizada segundo a lógica da construção da família era considerada desviante. No século XIX se produzia um discurso sobre o sexo entre pessoas do mesmo gênero que patologizava essas identidades. E não só os homossexuais, mas as pessoas que entretinham práticas sexuais não reprodutivas, como a masturbação e outras possibilidades de expressão sexual. E a sexualidade também não estava relacionada ao prazer, não tinha nada a ver com a construção de um bem estar.

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Isso perdurou até a década de 50, 60, quando a gente começou a produzir outro discurso, o de que essas sexualidades não são patológicas, mas sim possibilidades de expressão - e isso fundamenta toda a construção dos direitos LGBT. Hoje temos, inclusive, uma Política Nacional de Saúde Integral da população LGBT, que se destina a combater os efeitos negativos do preconceito e da discriminação. É fundamental destacar isso porque se há mais de cem anos a intervenção em saúde se destinava a corrigir essas pessoas, hoje ela destina a corrigir modos sociais de se relacionar com essas pessoas que produzem seu sofrimento. É um reposicionamento extremamente importante, que coloca o profissional de saúde na tarefa de trabalhar para construir modos de relação, em um campo inclusive social, que não perpetuem preconceitos.

Uma primeira implicação é se perguntar “de que modo eu trabalho com essa pessoa para não reproduzir preconceitos?”. Isso tem a ver diretamente com o jeito dele intervir. E caso ele atenda um pai ou uma mãe que conta com receio que o filho é gay ou lésbica, ele também terá que fazer essa consideração. E imaginemos ainda que o profissional coordene um grupo de promoção de saúde na comunidade com idosos, e no meio da conversa apareça um tema onde o que está em questão é justamente o preconceito em relação à população LGBT. Ele precisa construir um tipo de intervenção que promova um modo de se relacionar com essas categorias de identidade sexual que não seja discriminatório. E ao fazer isso ele está construindo saúde (e não militância) contemplada dentro do hall de atividades de qualquer profissional de saúde.

Quais os principais desafios da saúde dos LGBT no âmbito da Saúde Pública no Brasil? Murilo Moscheta - O primeiro desafio eu diria que é superar os efeitos negativos que vêm dessa construção de um discurso médico científico que produziu a noção de que as pessoas têm identidade sexual iguais. Essa tendência de olhar para elas e procurar qual é De que maneira o profissional a sua etiqueta sexual. Esse é um de saúde pode fazer isso? jeito limitante e que produz efeiMurilo Moscheta - No momento tos negativos como, por exemplo, que o profissional vai atender al- uma certa pressuposição de que guém, imagine que essa pessoa todas as pessoas são heterossexuseja um paciente homossexual. ais. Imagine um paciente homem edição 23 julho 2013


entrevista

que não disse nada sobre suas relações. O profissional conversa e pergunta: “Então, você tem uma esposa ou uma namorada?”. Ao falar dessa maneira, ele está pressupondo que o paciente é um heterossexual e envia, sem querer, a mensagem de que é assim que ele deveria ser. E essa mensagem vem, inclusive, de um lugar desigual que profissionais ocupam em relação aos seus usuários, estando investidos institucionalmente de poder, o que eles dizem tem valor. Já o homem pode lidar com isso com certa naturalidade ou se sentir intimidado. E caso se intimide, vai passar a regular a imagem que ele quer produzir para aquele profissional. O risco que se corre é de que grande parte de uma história importante para a compreensão das necessidades de saúde daquela pessoa pode ficar de fora. Quando se pressupõe, muito pode ficar silenciado, inclusive na organização dos espaços. Por exemplo, se todos os cartazes da unidade reproduzem o homem com a mulher, a expectativa de que o homem seja assim ou assado, que sinais a gente dá para essas pessoas de que elas também são reconhecidas ali? Que outras ações discriminatórias você percebe na prática da Atenção Básica? Murilo Moscheta - Por que profissionais de saúde não perguntam à pessoa “se ela prefere se relacionar com homens ou com mulheres” antes de pressupor sobre a sua identidade sexual? Muitos dizem não perguntar por medo de ofender. Justamente porque na nossa cultura, e é importante situar isso julho 2013 edição 23

aqui no contexto brasileiro, temos a noção de que uma sexualidade, principalmente a masculina, é revestida de significados como potência, segurança, força, então quanto mais inquestionável ela

“A gente deve intervir no sofrimento decorrente de processos estigmatizantes” for, mais homem ou macho aquela pessoa deve ser também. Neste caso, perguntar perturba pressuposições que devemos considerar como machistas, patriarcais e que produzem sofrimento para o homem, que se sente incomodado com a pergunta, e também para os homossexuais. Então também há uma intervenção de saúde quando você desestabiliza essas noções rígidas do que é ser homem, do que é ser mulher, do que é ser macho, do que é ser gay, do que é ser hetero. E isso eu vejo como uma tarefa da atenção básica, principalmente porque ela está mais inserida na comunidade. A Política Nacional de Saúde Integral LGBT tem dois anos. Como você analisa os resultados até agora? Murilo Moscheta - O que posso dizer é que a partir dela, ou junto com ela, eu vi algumas mudanças importantes, como a implantação do protocolo do processo transexualizador no SUS, em São Paulo. Mas enquanto você tem algumas ações que vão transformando um pouco do cenário que a gente descrevia como inadequado para essas pessoas, temos um movimento oposto: a propos-

ta de revogar uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, de 1999, que “impede” que profissionais psicólogos ofereçam terapias cognitivas para homossexuais. Se você compara isso com a Política Nacional, você tem um choque, porque ela é clara ao dizer que a intervenção em saúde deve ser no sentido de combater os determinantes sociais das doenças e de que a intervenção dos profissionais de saúde deve ser no sentido de combater os efeitos da discriminação e preconceito. Não cabe nessa lógica você propor um tratamento para homossexuais, porque ao fazer isso, está recolocando aquele modo de vivência sexual em uma categoria patológica - algo que não se faz desde o final da década de 70, quando se retira a categoria de homossexualidade dos manuais de diagnóstico e não se descreve esse tipo de prática como doença. Se não é doença, não tem porque tratar. O que não significa que esse modo de ser não produza sofrimento, produz. Sofrimento que decorre de processos estigmatizantes, e é nisso que a gente deve intervir. Qual a relevância na construção de uma identidade social de fortalecimento do SUS que tem uma política integrada para atender essa população? Murilo Moscheta - É fundamental porque é justo no contexto da saúde pública que a gente vai ter a possibilidade de fazer política. Até então essa população é dita pelos discursos da saúde. Na construção dessa Política, em termos de necessidade de saúde, ela não está sendo dita, ela é dita pelos seus maiores interessados. telessaúde informa

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Uma alternativa respeitosa e singular para a gestante dar à luz Camila escolheu ter um parto humanizado. Esse era um sonho antigo, que a fez viajar de Boipeba, na Bahia, até Florianópolis. Na madrugada do dia 13, seu sonho se realizou: Izu estava em seus braços

Os pais aproveitam o momento em que o bebê nasceu, pesando 3,4quilos e medindo 50 centímetros

“Humanizar é acreditar na fisiologia da gestação e do parto. É respeitar esta fisiologia, e apenas acompanhá-la. É perceber, refletir e respeitar os diversos aspectos culturais, individuais, psíquicos e emocionais da mulher e de sua família. Humanizar é devolver o protagonismo do parto à mulher. É garantir-lhe o direito de conhecimento e escolha.” texto disponível no site Despertar do Parto (http://migre.me/fhvTb)

O parto de Camila foi acompanhado por três enfermeiras da Equipe Hanami: O florescer da vida - Parto Domiciliar Planejado. Todas são enfermeiras obstetras e neonatais. Somente mulheres com gestação de baixo risco podem ter parto humanizado, e o bebê só pode nascer em casa a partir da 37ª semana de gestação. Enfermeira verificando os batimentos do bebê

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Camila esteve acompanhada em todos os momentos

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click Muitos fatores caracterizam um parto chamado humanizado. No caso de Camila, a primeira característica foi a questão de ela ter optado pelo local do nascimento. O parto não necessariamente é humanizado porque é no domicílio, ele pode ser em muitos lugares, como no hospital, por exemplo.Tudo depende do respeito à vontade da gestante. Camila também teve as consultas de preparação, importantes para instruir sobre o momento do nascimento, na própria casa (envolvendo seu companheiro e pessoas especiais). Mas foi principalmente na hora do parto que a humanização esteve mais presente. Por exemplo, prestar uma assistência de enfermagem de acordo com as necessidades dela, acreditando no que ela pensava, nas suas crenças e valores, no que ela gostaria que fosse feito. Além de não ter intervenções que não fossem necessárias, não fazer exames de toque muito frequentemente, não romper a bolsa sem que houvesse necessidade e não usar medicação para acelerar o trabalho de parto.

Camila escolheu o cenário do parto: na sala, com música ambiente, velas e o calor da lareira. A piscina foi o local do nascimento de Izu, que veio ao mundo 1h30min da madrugada

“Cada parto é único, eu acho que isso é o mais importante para um profissional que atende uma mulher que está ganhando um bebê. São seres únicos e experiências únicas que a gente vai passar com aquela família” Joyce Green Koettker, enfermeira do Hanami

Também é importante deixar a gestante na posição que ela optar durante o trabalho de parto e na hora do nascimento do bebê.

Camila ficou na posição que se sentia melhor durante o parto

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O apoio e as palavras de incentivo foram fundamentais para ela

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click As enfermeiras mantinham a água da piscina sempre quente, assim como a temperatura do ambiente

O apoio à gestante é integral e começa muito antes do trabalho de parto. Após conhecer a Equipe Hanami, Camila teve sua primeira consulta com as enfermeiras com trinta semanas de gestação e as consultas seguintes com 33 e 36 semanas. Importante ressaltar que é fundamental a gestante continuar realizando o pré-natal, tendo assim, dois acompanhamentos simultâneos. Depois da 36ª, foram realizadas uma visita por semana, até o dia do nascimento de Izu. Neste dia, Camila ligou para uma das enfermeiras da equipe, que foi até sua casa para confirmar e avaliar o começo do trabalho de parto, orientando e tranquilizando a futura mamãe. No momento em que as contrações evoluíram, as outras enfermeiras foram chamadas (são geramente três por parto) para acompanhar e dar segurança à gestante. Camila optou por ter o bebê na piscina, mas mudou de posição de acordo com sua vontade, também ficando sentada e de cócoras

Nos últimos instantes antes do nascimento, a posição do bebê era acompanhada através de um espelho no chão da piscina

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click “Eu senti que existia uma atmosfera de muito amor ” Márcio Vieira de Souza, pai

“O parto foi como eu sonhei” Camila Lizie de Freitas, mãe

Depois do parto, é favorecido o contato pele a pele precoce entre a mãe e o bebê, por um tempo mínimo necessário. O único procedimento mais invasivo que a equipe de enfermeiras faz é a administração de vitamina K (recomendação da OMS e do Ministério da Saúde), que é feita com o bebê no colo da mãe, para que seja menos traumático para a criança. Só depois do primeiro contato e da amamentação, as enfermeiras fazem os exames físico e neurológico completo do recém-nascido (iguais aos realizados em hospital pelos profissionais de saúde), com a mãe acompanhando todas essas etapas. Normalmente as enfermeiras ficam, em média, de três a quatro horas na casa da família após o parto. Durante esse tempo, há um outro controle voltado à mulher: auxiliando a saída da placenta (dequitação), acompanhando o sangramento, sua pressão arterial, frequência cardíaca, altura e consistência do útero. Há uma avaliação se todos os padrões de pós-parto imediato estão normais e, se necessário, a assistência com algum procedimento ou medicação. Também existe todo um cuidado com a região genital, verificando se há a presença de lacerações que necessitem de sutura. As enfermeiras só deixam a casa quando mamãe e bebê estão bem. E continuam o acompanhamento no pós-parto, através de consultas até o 10º dia de nascimento, respeitando a individualidade de cada família.

Logo após o nascimento, Izu se aconchegou no colo da mamãe

Agradecemos muito à família de Camila e à Equipe Hanami pela oportunidade de acompanhar este momento tão especial. Aos interesados em conhecer mais sobre parto humanizado, há um encontro aberto chamado “Compartilhando a maternidade”. Ele é realizado pela Equipe Hanami toda terceira quinta-feira de cada mês, em Florianópolis, e consiste em famílias contando suas experiências. Mais informações no site: http://www.equipehanami.com.br

Enfermeiras, amigas e família após o parto

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Primeira foto em família: Izu Francisco Gentil de Souza , e os pais Camila e Márcio

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reportagem

Eu, doente mental? Os critérios de diagnóstico e classificação de transtornos mentais se tornam cada vez mais abrangentes e podem impulsionar um sério risco: tornar a normalidade em anormalidade

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á conheceu um adolescente que usa tanto a internet a ponto de prejudicar seriamente e frequentemente mais de uma área da vida? Se sim, saiba que, de acordo com a 5ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), esse jovem pode ter uma doença mental: remédio para ele. Aquela vontade irresistível e frequente de comer excessivamente também pode caracterizar uma doença, não se engane. E se as mulheres achavam que as alterações hormonais mensais justificavam mudanças de humor bruscas, constantes e que prejudicam diversas áreas de suas vidas, saibam que se trata de uma doença e merece ser medicada. Essas são algumas das mudanças trazidas pelo DSM - 5, referência para a psiquiatria, lançado no final de maio deste ano pela Associação Americana de Psiquia-

Disponível pelo link: http://migre.me/fhrmQ

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tria (APA). O documento apresenta mais de 300 patologias, três a mais que o anterior - de 1994 - distribuídas por 947 páginas. “Hoje há um crescimento no consumo de medicamentos, autorizado por um sistema de classificação que permite que muita gente entre nele”, explica Fernanda Lazzari, médica de

“Às vezes o medicamento vai ser necessário, mas a questão é, para todos?” família e comunidade que pesquisou o discurso de psiquiatras de Florianópolis sobre tristeza e depressão. Ela relata que as duas doenças citadas são algumas mais comumente identificadas na Atenção Básica (AB). “O exemplo da depressão é o que a gente mais vê, porque os pacientes chegam, ‘doutora, eu tenho depressão’, se autorotulando, incentivados pela mídia, pela rede social, às vezes até pelo vizinho”, descreve Fernanda. Mas nem sempre foi assim. Marco Aurelio da Ros, médico sanitarista, conta que na década de 70 era comum uma doença de causa emocional, a crise conversiva. Esse quadro, chamado equivocadamente na época de histeria, era muito parecido com a crise convulsiva, que tinha origem neurológica. A pessoa acometida pela crise conversiva se debatia no chão em sofrimento e os médicos tinham a tarefa de identifi-

car qual das duas crises se tratava. Uma conversa com o paciente, o acolhimento daquele sujeito, geralmente resolvia o problema, o que era uma atitude solidária característica dos anos 70. “Em troca, hoje temos um aumento dos casos de depressão, decorrente do individualismo, da falta de solidariedade”. Segundo Marco, a crise conversiva não desapareceu completamente, mas é muito rara, sendo identificada com mais frequência no interior do país. Era da depressão? Fernanda Martins tem 27 anos, é jornalista e em três ocasiões já fez tratamento com antidepressivos. O primeiro foi quando tinha 17 anos. Era época de vestibular e o medicamento foi indicado para controlar a ansiedade excessiva, que atrapalhava os estudos. Em 2009, já na faculdade, Fernanda tinha a perspectiva de viajar no semestre seguinte, então se dedicava também a três estágios e ao estudo de duas línguas estrangeiras. À noite não conseguia dormir, acordava chorando, com o coração disparado e um pouco de falta de ar. Diante disso, a médica psiquiatra recomendou novamente um tratamento de um ano com outro antidepressivo, aliado a um ansiolítico, apenas para momentos de crise. Fernanda relata que os medicamentos até ajudavam na ansiedade, mas ela começou a ter outros sintomas e engordou muito. O terceiro tratamento realizado com antidepressivos terminou há poucos meses. Nessa última crise, a jornaedição 23 julho 2013


reportagem lista aliou o uso de medicamentos à terapia, que frequentou durante oito meses. “Aprendi a lidar com muita coisa que antes eu não sabia, e isso gerava ansiedade”. Seria o século XXI a “Era da Depressão”? Segundo projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020 a depressão se tornará a segunda principal doença em escala mundial, atrás apenas de doenças cardíacas, e já é a principal causa isolada de incapacidade de pessoas na meia-idade e mulheres de todas as idades. Tal previsão não pode ser analisada sem notar que as estatísticas aumentam de acordo com mudanças dos critérios de diagnóstico. Um marco dessa mudança de critérios se deu com o lançamento do DSM III, em 1980, que passou a classificar as pessoas de acordo com uma série de sintomas que elas possam apresentar. “O foco passa dos sujeitos singulares, inseridos em um contexto de vida, para ‘portadores de transtornos universais’”, pontua a médica Fernanda Lazzari. Para a depressão, por exemplo, com essa nova forma de ver o sofrimento, basta que o paciente se adeque a cinco de nove critérios para estar doente. Nessa mesma época foram criados os medicamentos modernos, como os antidepressivos, e foi constituída a indústria farmacêutica. Também é do mesmo período a teoria de que a depressão seria uma falta de serotonina - neurotransmissor que atua no cérebro regulando o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, funções intelectuais, e outras - no organismo. “Não há o que comprove a depressão como déficit de serotonina, e não há como comprovar cientificamente que a depressão é meramente um evento biológico. Essa julho 2013

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Disponível pelo link: http://www.designup.pro.br/pro/fabiomoino

hipótese surgiu porque começou a se usar medicações que inibem a recaptação da serotonina e se observaram algumas melhoras, mas vários estudos contestam essas hipóteses, que são muito frágeis por serem criadas a partir do remédio”, argumenta a médica. Para Fernanda, muitas vezes os sintomas caracterizados como depressão estão relacionados a situações de vida, e se acaba deixando de abordar aspectos importantes, como a situação familiar e social, perdas significativas, que muitas vezes são importantes para o crescimento pessoal. “É claro que às vezes o medicamento vai ser necessário, mas a questão é, para todos?”. A AB é importante nesse contexto por ter possibilidade de filtrar, analisar e individualizar cada caso: o que se pode acordar com a pessoa naquele momento, do que ela precisa. “Acho que essa é a abordagem da AB, de não ver a tristeza e a depressão unicamente como um evento biológico, mas como um acontecimento da vida e ver o que pode estar relacionado a ele”, completa Fernanda.

Alternativas ao antidepressivo Se o problema está em transformar tudo em necessidade de medicamento, quais seriam então as alternativas ao uso dos antidepressivos? A reportagem da revista Piauí, A epidemia de doença mental, de 2007, aponta que “tanto a psicoterapia como os exercícios físicos têm se mostrado tão eficazes quanto os medicamentos para a depressão, e seus efeitos são mais duradouros”. A partir de sua experiência na Atenção Básica, a médica Fernanda Lazzari aponta outras alternativas ao medicamento. “Psicoterapia, atividade física, medicina alternativa com várias opções, como acupuntura, são soluções. Mas eu vejo que as decisões autônomas, do próprio indivíduo de buscar se cuidar, se olhar, são as mais interessantes. Esse é o grande papel da AB, não só dar o remédio e sim olhar pra tudo o que envolve o processo de adoecimento e de saúde de cada pessoa”, afirma Fernanda. telessaúde informa

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teleconsultoria de processo de trabalho

Gincana de Integração e Motivação das ESFs de Itapoá

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município de Itapoá tem uma área de 254 km² e população de 14.757 habitantes. Porém, por ser uma cidade litorânea, possui uma população flutuante o ano inteiro, aumentando na época de veraneio, em que se chega a uma estimativa de 150.000 habitantes (IBGE/CENSO 2010). Itapóa conta com cinco equipes da Estratégia Saúde da Família, com uma cobertura de 100% da população, um NASF 2 SC, um pronto atendimento 24 horas e uma Unidade de Reabilitação. Tendo em vista que as equipes de atenção básica são compostas por profissionais de diferentes áreas, percebeu-se a necessidade de desenvolver um projeto para melhorar o envolvimento e a participação deles, promover o acolhimento de todos e trabalhar os conflitos dentro das equipes de forma lúdica e participativa. A integração entre as equipes

de atenção básica é de extrema relevância para que as ações organizadas possam apresentar bons resultados. Ou seja, melhorar a qualidade dos serviços prestados pela equipe. Deste modo, pensou-se em organizar uma gincana para promover a harmonia e a consciência competitiva grupal, independente das diferentes funções ou áreas de atuação. A gincana está sendo realizada pelo NASF, teve início em março e será finalizada em novembro de 2013. Os encontros são bimestrais e as provas em longo prazo, que buscam valorizar as características individuais e coletivas das equipes de saúde da família de Itapoá. Além de promover um espaço para descontração, a gincana proporciona o alívio do estresse do profissional da saúde, contribuindo assim de maneira positiva para a saúde e bem estar do trabalhador. A Gincana de Integração das

A Gincana de Integração está sendo realizada em Itapoá e tem o apoio da teleconsultoria

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ESFs de Itapoá teve seu primeiro encontro na tarde do dia 12 de abril de 2013 e reuniu todas as Equipes de Saúde da Família do município. Neste primeiro encontro, buscou-se a união dentro das equipes com provas que exigiram criatividade, espírito de equipe, cooperação entre os integrantes e superação de limites. Foram diversas provas, entre elas: 1. Apresentação da camiseta e do mascote, onde contava a criatividade de todos na elaboração dos itens; 2. Corrida do CAOS: todos correndo juntos (amarrados) cumprindo diversas tarefas. A união, coordenação e hegemonia foi fundamental; 3. Lançamento de Chinelo: arremessando com os pés e tendo que acertar o chinelo dentro de uma bacia que era equilibrada na cabeça por outro integrante da equipe; 4. Balão d’Agua: dois integrantes de cada equipe arremessavam um balão cheio de água e a cada arremesso a distancia aumentava, sendo eliminados os que deixavam o balão estourar. Os vencedores chegaram a uma distância de 8 metros. As provas deste dia promoveram o companheirismo, a colaboração e a união, e reforçaram valores, tais como o respeito e a solidariedade. Este primeiro encontro foi um sucesso e deixou um gostinho de quero mais. A energia positiva da gincana pode ser observada na expressão de alegria e descontração dos participantes nas fotos do evento, disponíveis no blog: http://www.momentosaudeitapoa.blogspot.com.br. edição 23 julho 2013


teleconsultoria clínica

A experiência no uso do serviço de teleconsultoria clínica

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médico Fabio Fernandes da Rosa atua na cidade de Joinville e utiliza os serviços do Telessaúde desde 2010. Em 2012, ele participou do projeto piloto da teleconsultoria clínica. Confira a entrevista com o profissional sobre a ferramenta, iniciada em abril deste ano. Qual o formato de Teleconsultoria, síncrono ou assíncrono, você utiliza mais? Fabio da Rosa - Eu utilizo mais o formato assíncrono. Os médicos de saúde da família não se encontram muito. Por exemplo, no hospital todo mundo está junto, se vê no corredor, troca ideias. Como não trabalho no hospital, é difícil ter contatos. É legal ter esses serviços porque você se sente menos sozinho. Onde eu trabalho tem só uma Equipe de Saúde da Família e cada um tem suas dúvidas de acordo com a sua competência. Por isso me interesso pela teleconsultoria. É um canal de contato.

que não consegui resolver. Às vezes não se trata de um caso clínico, mas sim uma dúvida a partir de uma leitura. Em um caso, há um tempo, a paciente me pediu um medicamento por causa da amamentação, só que naquele momento eu não tinha a resposta. Depois fui atrás no tratado de saúde de família e comunidade, mas não tinha, por exemplo, as dosagens, os problemas que poderiam acarretar. Aí tive vontade de solicitar o serviço. Essa comunicação é mais um canal. A internet tem essa facilidade, mas às vezes temos que filtrar as informações e perdemos horas para achar algo legal. Então, é bom você ter acesso a alguém que trabalhou na saúde da família, que está ali para isso.

De que forma o serviço foi positivo no seu processo de trabalho e condutas clínicas? Fabio da Rosa - Em algumas situações evitou encaminhamentos, em outras deu mais segurança ou resposta para uma conduta Em que casos você utiliza o ser- específica. Se pudesse fazer uma viço na forma assíncrona? análise do que a teleconsultoria Fabio da Rosa - Uso para coisas me deu, foram toques e dicas,

cuidados com a família. Se eu fosse olhar agora, produziu algum efeito em longo prazo. A oferta das teleconsultorias como apoio institucional e serviço de educação permanente - cumpre o papel de fortalecer e capacitar os profissionais e a Atenção Básica? Fabio da Rosa - Cumpre sim. Óbvio que é uma questão individual. As pessoas que se interessam por esse meio podem ser ajudadas. É um canal que possibilita uma troca, que se bem utilizado propicia um engrandecimento do conhecimento, de aprimoramento. No meu caso acrescenta. Você indicaria ou já indicou o uso da ferramenta aos colegas? Fabio da Rosa - Eu indico, já indiquei. Até na unidade fui eu que incentivei os enfermeiros, as dentistas. Até as webconferências, quando vejo que tem um assunto interessante, incentivo eles a participarem. Gosto do que faço, gosto de saúde da família e tenho prazer com esse trabalho. Então tenho uma dedicação para o meu prazer.

A teleconsultoria clínica é uma ferramenta que procura colaborar na prática das Equipes de Saúde da Família a fim de aumentar a sua resolutividade. Quando há dúvida ou necessidade de discussão de al­ gum caso é possível acessar o serviço de forma assíncrona ou síncrona, ou seja, fazendo uma pergunta e aguardando a resposta em um prazo de até 72 horas úteis ou agendando um horário para conversar com um dos profissionais. As duas formas tem objetivos distintos, sendo que a forma síncrona, onde ambos profissionais podem conversar, está destinada a casos mais complexos onde a pergunta por escrito pode ser insuficiente, sendo menos frequente. Ao iniciarem o uso lembrem que as perguntas claras e objetivas contribuem para uma resposta mais direta e satisfatória, sendo que a avaliação da resposta recebida é parte fundamental do processo, contribuindo para a melhoria contínua do serviço. Convidamos a todos a participar! Giovana Bacilieri Soares, médica de família e comunidade e teleconsultora do Telessaúde julho 2013

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Eventos

julho/2013

O 4º Seminário Internacional de Atenção Primária à Saúde começa no fim deste mês e irá discutir o ensino, a pesquisa, a extensão, a formação de recursos humanos, a capacitação docente e as relações internacionais nas áreas de Atenção Primária à Saúde, Saúde da Família e Medicina de Família e Comunidade. Para quem tem interesse em trabalhar com o assunto, as inscrições on-line podem ser feitas até o dia 24 de julho e as taxas variam de acordo com as categorias. Quando: 31/07 a 02/08 de 2013 Onde: Hospital de Clínicas de Porto Alegre/RS Mais informações: http://www.fundacaomedicars.com.br

Filmes

Sonhos Tropicais (2001)

Como Estrelas na Terra (2007)

O filme brasileiro retrata a ascensão de Oswaldo Cruz na medicina local. Mostra também a pesquisa do sanitarista pela cura de doenças, como a peste bubônica e a febre amarela. Na tentativa de extinguir a rubéola, ele propõe que maiores de seis meses sejam obrigados a se vacinarem e desencadeia a Revolta da Vacina. A obra destaca o cenário carioca do início do século XX, principalmente na questão das várias doenças que afligiam a população da cidade.

Ishaanm não possui muitos amigos e tem dificuldades na escola. Sem apresentar avanços nos estudos, o pai coloca o filho em um colégio interno para que o garoto seja disciplinado e obtenha êxitos. Após se sentir cada vez mais triste e solitário, Ishaan conhece o professor Nikumbh, que descobre que o menino tem dislexia. O filme indiano mostra o esforço de todos em ajudar o garoto a compreender o mundo da leitura e da escrita.

Livros O Livro da Parteira Tradicional, publicado pelo Ministério da Saúde, reconhece o trabalho das parteiras tradicionais e aborda orientações sobre o desenvolvimento e acompanhamento da gravidez, exames que a parteira pode e deve fazer, além de posições do parto. Apresenta ainda a experiência de um parto em casa e o acompanhamento do pós-parto e do bebê. O livro é didático, com ilustrações e linguagem simples e pode ser bem aproveitado pelas equipes de saúde para a assistência ao parto e nascimento saudáveis. A publicação está disponível no link: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ livro_parteira_tradicional.pdf

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agenda

Programação de webs de Julho

03/07

Manejo de álcool e outras drogas na AB Parte II – Dependência e Abstinência - 15h Palestrante: Andrea Cunha de Mendonça / Psiquiatra Resumo: Aborda o tema do uso de Álcool e outras drogas e a atuação da Equipe de Saúde da Família na detecção precoce de padrões do uso, bem como as possibilidades de intervenção na abstinência e motivação para tratamento na Atenção Básica.

17/07

AMAQ – Equipes de Atenção Básica - 15h Palestrante: Gisele Damian Antonio / Farmacêutica Resumo: Esta webconferência irá abordar conceitos e a importância da estratégia de autoavaliação na melhoria da qualidade do acesso e qualidade da Atenção Básica.

31/07 Manejo da Dor Crônica - 15h Palestrante: Renato Figueiredo / Médico de Família e Comunidade

04/07 - médicos

10/07

Grupo de Tratamento de Tabagistas: Relato da Experiência de uma Equipe de Saúde da Família de Florianópolis - 15h Palestrantes: Renato Figueiredo / Médico de Família e Comunidade / Mateus da Silva Kretzer / Enfermeiro Resumo: Conta a experiência na realização do Grupo, utilizando o protocolo do MS e associando o uso de Auriculoterapia, Automassagem e Acupuntura.

24/07

Indicadores de segurança alimentar nutricional aplicados na APS - 15h

e

Palestrante: Nutricionista

/

18/07 - dentistas AMAQ – Equipes Saúde Bucal - 16h Palestrante: Manoela de Leon Nóbrega Reses / Dentista

Maria

Viçosa

Machado

Importante - PMAQ O Ministério da Saúde divulgou no dia 20 de junho a Portaria Nº 1.234, que define o valor mensal integral do incentivo financeiro do PMAQ-CEO, denominado Componente de Qualidade da Atenção Especializada em Saúde Bucal. Leia a Portaria completa no link: http://migre.me/fhwIF

WORKSHOP

Problemas de ombro - 16h Palestrante: Alexandre Borges Fortes / Médico de Família e Comunidade

Neila

11/07 - enfermeiros e técnicos de enfermagem

Curativos - 16h Palestrante: Sandra Joseane F. Garcia / Enfermeira

27/06 - médicos Doenças respiratórias crônicas – abordagem e tratamento na APS - 16h Palestrante: Paula Nascimento / Médica

Expediente: Jornalista Responsável: Marina Veshagem Texto, redação, diagramação e edição: Marina Veshagem, Thaine Teixeira e Camila Peixer Design e iIustração: Vanessa de Luca Orientação: Luise Lüdke, Luana Gabriele Nilson e Thaís Titon de Souza Reportagem fotográfica: Thaine Teixeira Revisão: Camila Peixer

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