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AnATEL DıSPOnıBıLıZA RELATÓRıO PARA ACOmPAnHAR DESEmPEnHO DE SERVıçOS mÓVEıS

Operadoras foram analisadas entre agosto de 2012 e abril desse ano

A Anatel disponibilizou para consulta pública no site da Agência, um relatório que permite acompanhar o desempenho do serviço móvel pessoal (SMP) de todas as operadoras nas Unidades da Federação do Brasil. O balanço feito pela Anatel é do período de agosto de 2012 até abril de 2013. Em São Paulo, analisa as operadoras Vivo,CTBC, Claro, Oi e TIM. São Paulo No período, a CTBC foi a prestadora que apresentou melhores resultados em serviços de voz, acima dos 98%. A Claro e TIM apresentaram desempenho entre 94% e 96%; a Vivo, acima dos 96% e a Oi, acima de 97% em qualidade dos serviços de voz. Em dados, a Oi e CTBC apresentaram melhores resultados, e em fevereiro de 2013 a Claro ficou abaixo da meta de 95%, es pulada pela agência, e chegou a 89%; mas recuperou nos meses seguintes, ficando acima dos 97%. Entre agosto de 2012 à janeiro de 2013, a TIM ficou ficou entre 94% e 95% na qualidade dos serviços de dados, e em fevereiro, março e abril acima de 96%. Fonte: IPNews (16/08)

Indicadores de Qualidade - Modalidade Local Operadoras Embratel

Jun/13 Metas Atendidas* Reclamações 96,7% 0,898

IDA 72,3

Oi

96,0%

2,352

39,1

GVT

96,1%

1,544

62,1

Telefônica

100,0%

1,343

72,7

CTBC

98,8%

0,573

94,1

Sercomtel

100,0%

0,346

94,4

*Dados de metas atendidas referentes ao mês de Julho/13. Nota: A par r de dezembro de 2011, unificou‐se a apresentação dos dados de desempenho rela vos às operadoras Brasil Telecom e Oi.

Fonte: Teleco (27/08)

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BRASıL DE

SOFRE COm BAıXA TAXA

COnEXÃO

2G

nO SERVıçO DE DADOS

Na medição da Anatel da qualidade do serviço móvel pessoal (SMP) por Unidades da Federação (UF), a figura difere um pouco do resultado mostrado nas capitais, mas mostra a mesma tendência: serviços de voz com rela va estabilidade, mas conexão de dados 2G (EDGE) com problemas. No balanço geral, a Oi mostrou por mais vezes índices mais distantes dos exigidos pela medição. Na Internet móvel, que considera as conexões 2G e 3G, o Amapá registrou números bem abaixo do que a agência estabelece como meta. A Oi chegou a marcar uma taxa de conexão de dados (mínimo exigido de 98%) de até 56,5%, em janeiro deste ano. Apesar de ter conseguido se recuperar nos meses seguintes (chegando a 79,08% em fevereiro), a empresa voltou a cair e fechou o mês de abril com 67,72%. A operadora teve performance semelhante em Roraima, onde chegou a registrar 52,2% em agosto do ano passado. O úl mo resultado, de abril, foi ainda abaixo: 68,6%. No Rio Grande do Sul, chama atenção a taxa de queda de conexão de dados (máximo permi do é de 5%) da TIM: a operadora chegou a registrar 11,66% de quedas em dezembro, mais que o dobro do permi do pela agência. Na Bahia, a taxa de queda da Oi em fevereiro foi menor, mas igualmente alta: 8,96%. Todas as operadoras registraram taxa de conexão de dados abaixo da média em quase todos os meses da avaliação da agência em São Paulo. Salvo pela CTBC em dezembro do ano passado; e a Oi de agosto a novembro do mesmo ano; todos os resultados ficaram abaixo dos 98%, embora nunca com taxas abaixo de 88%. No Rio de Janeiro, o desempenho foi ainda pior. Tirando a Oi nos meses de agosto a dezembro de 2012, todas as empresas mostraram índices abaixo da média durante toda a avaliação. O índice mais baixo registrado foi o da Claro em janeiro, com 83,74%.

2G

Nenhuma Unidade da Federação conseguiu resultado posi vo na taxa de conexão de todas as operadoras no trimestre apresentado pela Anatel, embora a taxa de queda mínima de 5% tenha sido mais constantemente respeitada (enfrentaram problemas os Estados da BA, ES, MG, MS, RR, RS, SC, SE). Isso mostra uma discrepância: parece di cil se conectar com EDGE no Brasil, mas, uma vez conectado, a Internet fica estável.

No Rio de Janeiro, todas as operadoras mostraram uma taxa de conexão de dados abaixo da média em todos os meses. Embora a Claro tenha registrado o índice mais baixo (82,95% em fevereiro deste ano), a empresa fechou o mês de abril como a de maior taxa, 97,57%, ainda que abaixo da meta de 98% es pulada. São Paulo teve resultado bastante semelhante, embora a menor taxa tenha sido 88,46% (da Vivo em março).

3G

No Pará, a Oi demonstrou uma queda significa va de fevereiro a abril na taxa de conexão: saiu de 94,16%

para apenas 46%, o que significa que menos da metade dos usuários conseguia se conectar com o serviço de terceira geração. Apesar disso, segundo os dados da Anatel, quando o usuário paraense conseguia usar o 3G da Oi, a taxa de desconexão foi a mais baixa do Estado, flutuando entre 0,15% e 0,12% (a Claro não computou dados). Os únicos Estados onde a taxa de queda de conexão de dados ultrapassou o limite de 5% estabelecido pela agência foram Amazonas e São Paulo. No mercado amazonense, apesar de a Claro não ter computado dados, houve ocorrência com a Vivo, que obteve 5,49% em fevereiro e 6,78% de quedas em março, embora tenha reestabelecido o índice em abril. Já os dados paulistas não contam com informações da CTBC, mas mostram que a TIM registrou índices acima de 5,16% no trimestre. Voz Para os serviços de voz no SMP, o mercado não teve índices gerais abaixo da referência de 95% em conexão. Nenhuma tele mostrou grandes problemas nas taxas de desconexão, mas a Oi obteve índices elevados no Amapá no começo da medição, apesar de ter conseguido se recuperar no úl mo trimestre. A tele obteve 7,17% em agosto de 2012 e chegou a 7,75% em janeiro de 2013 (a maior taxa registrada em todo o relatório de voz por UFs da Anatel). Nos dois meses seguintes, a empresa conseguiu controlar o índice, a ngindo 0,79% em abril. Mesmo assim, a operadora foi a que mais sofreu problemas no serviço de voz. No Acre, Ceará, Piauí e Rio Grande do Sul, a empresa registrou taxas de conexão de voz abaixo do índice de 2% em todos os meses. A única empresa a repe r o feito nega vo foi a TIM, na Bahia. Fonte: Mobile Time (16/08) 03


DESOnERAçÃO PARA EmPRESAS DE TELECOmUnıCAçÃO BEnEFıCıARÁ O COnSUmıDOR

O governo divulgou a promoção de desonerações de impostos da ordem de R$ 6 bilhões até o ano de 2016. O obje vo, segundo o ministro Paulo Bernardo, é es mular a expansão das telecomunicações no país, com prioridade para aquisição de equipamentos produzidos e desenvolvidos no Brasil. Cris ano Xavier, sócio do Xavier Advogados, acredita que a medida será posi va, pois as empresas deverão inves r em projetos e em infraestrutura de telecomunicações cerca de R$ 18 bilhões. “A es ma va é do próprio ministro e isso irá facilitar o crescimento e compe vidade entre as empresas. Além disso, a medida pode fomentar a buscar pela qualidade desses serviços”, diz Xavier. O governo acredita que as empresas estarão aptas até 2016, quando poderão, inclusive, operar a tecnologia 4G. “Esta inovação é a quarta geração de telefonia móvel. Além de conexões à internet, através de disposi vos móveis, a tecnologia permite velocidade até dez vezes superior às redes atuais. Isso vai facilitar a ro na dos negócios e tornar maior a procura pela qualificação e preparação profissional”, conta. Para o especialista, as desonerações terão adesão de grande parte das empresas, todas focadas em projetos de expansão. “Os empresários podem acelerar o inves mento em infraestrutura de telecomunicações por fibra ó ca, redes de rádio, serviços de provimento de internet por satélite e TV por assinatura. Os bene cios irão resultar no consumidor final, que pode contar com preços reduzidos de tarifas e acessos à internet, além da certeza de um atendimento melhor, visto que a concorrência será imensa”, explica. O crescimento da tecnologia 3G foi além do que a infraestrutura suportava, causando problemas aos usuários e às empresas. “O esgotamento das linhas e redes foi visível, pois as companhias não estavam preparadas para receber tantas solicitações. O consumidor, mais exigente, não poupou reclamações e as empresas perderam clientes, que pipocavam entre as operadoras”, ressaltou Xavier. As empresas nham até o dia 30 de junho para apresentar seus projetos de expansão. Já há isenção de IPI, PIS/Pasep e Cofins sobre aquisição de equipamentos e estruturas de construção civil para passar as redes, porém ainda não é possível desonerar so wares.

Fonte: Inves mentos e No cias (29/08)

Infraestrutura de telecom é vulnerável a invasão, diz Anatel M

esmo declarando que ainda não encontrou nenhum indício de que empresas de telecomunicações tenham falhado nos procedimentos de segurança durante a inves gação sobre supostos vazamentos de informações de usuários da Internet brasileira para o governo americano, o conselheiro da Anatel Jarbas Valente admi u que há vulnerabilidades. "Precisamos mudar a estrutura, que não é suficiente para detectar mecanismos como os backdoors, que facilitam acesso aos dados que trafegam nas redes. Não basta cer ficar os equipamentos", relatou o conselheiro que par cipou, nesta terça‐feira, 20), de audiência pública na Câmara dos Deputados para debater o tema relacionado à segurança da informação e espionagem do governo dos Estados Unidos. O diretor de Polí cas de Informá ca do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgílio Almeida, também par cipou do debate e afirmou que a questão demanda uma ampliação da capacidade tecnológica do país, pois "os países que detêm este conhecimento de ponta não vendem e nem transferem para outras nações que estão em desenvolvimento. Por isso, é preciso inves r em Pesquisa e Desenvolvimento, tarefa que estamos desenvolvendo no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação ", declarou. O diretor afirmou ainda que o Brasil figura entre as principais economias do mundo e, por isso, deve ter condições de se proteger. "Nosso obje vo no ministério é ampliar a autonomia tecnológica do Brasil e reduzir as vulnerabilidades a possíveis acessos ou monitoramentos indesejados. Por isso, aplicamos uma polí ca baseada no incen vo à Pesquisa e Desenvolvimento ligada ao desenvolvimento de uma Polí ca Industrial para fortalecer a segurança da informação", reiterou. O diretor do sindicato nacional das operadoras de telecomunicações (SindiTelebrasil), Eduardo Levy, também par cipou do debate e sugeriu que o sistema de verificação precisa ser melhorado, ainda que tenha transferido eventuais responsabilidades ao regulador. "Todos os equipamentos que temos nas redes são cer ficados pela Anatel, embora entendamos que (isso) possa ser aperfeiçoado", afirmou o execu vo. Ele também reiterou que nenhuma operadora de telecomunicações fornece informação sobre os seus clientes ou facilita a quebra de sigilo, exceto por determinação judicial. Fonte: Exame (21/08)

Expediente: Telemikro Produção: Bibiana Celi

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Boletim informativo Edição 6  

Monitoramento do Mercado de Telecom - Agosto

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