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Terapêutica Antiplaquetária Parte 1

Elbio Antonio D’Amico Professor Livre-Docente FMUSP Médico Assistente HCFMUSP


Terapêutica Antiplaquetária • • • • • •

Fisiologia plaquetária Drogas antiplaquetárias: mecanismos de ação Ácido acetilsalicílico Tienopiridínicos Inibidores de receptores GPIIb/IIIa Outras drogas antiplaquetárias


Drogas Antiplaquetárias • As plaquetas apresentam grande envolvimento nas fases sequenciais da aterotrombose, desencadeadas pelo dano da camada endotelial • Tratamento de síndromes coronarianas agudas • Prevenção de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares • Uso profilático em pacientes com enxertos vasculares e angioplastia percutânea


Inibidores de receptores de ADP: Cangrelor Clopidogrel Prasugrel Ticlopidina AZD6140

Inibidores de PAR: E5555 SCH530348

TxA2 TxA2

GPIa/IIa

ADP

Inibidores de tromboxane: Aspirina Ridogrel NCX-4016 S18886

Trombina

ATIVAÇÃO INTRACELULAR ADP

PLAQUETA

ADP GPIIb/IIIa

GPVI

GPIb/IX/V

Inibidores de GPIIb/IIIa: Abciximab Tirofiban Eptofibatide

Antagonistas de adesão: DZ-697b FVW Proteína 1 relacionada com C1qTNF


Ácido Acetilsalicílico Farmacocinética • Rápida absorção pelo estômago e porção alta do intestino • Pico plasmático após 30-40 minutos da ingestão (3-4 horas se formulação entérica) • Inibição da função plaquetária 1 hora após a ingestão • Meia-vida de 15 a 20 minutos


Fosfolípides – Ácido Araquidônico Fosfolipases Ácido Araquidônico Aspirina em baixas doses COX-1 Prostaglandina G2 HOX Prostaglandina H2

Ácido Araquidônico COX-2 Aspirina em altas doses Prostaglandina G2 HOX Prostaglandina H2

Isomerases teciduais específicas Tromboxano A2 Prostaglandina

D2 Prostaglandina E2 Prostaglandina F2α Prostaciclina

Receptores Prostanóides Específicos CHEST, 2008; 133:199S-233S


Ácido Acetilsalicílico Mecanismo de Ação • Acetilação irreversível da atividade de ciclooxigenação da prostaglandina H-sintetase 1 (COX-1) e prostaglandina H-sintetase 2 (COX-2) • Acetilação do resíduo serina (Ser529- COX 1; Ser516-COX 2), com bloqueio do canal COX, impedindo, que o substrato atinja o sítio catalítico • Ação sobre plaquetas e sobre megacariócitos maduros


TxA2

PGH2

Tx sintetase PGH2

COX-1

TxA2 ASPIRINA

Ácido Araquidônico

Mudança de forma – Agregação - Secreção


Doenças vasculares onde a aspirina tem se mostrado eficaz e menor dose diária eficaz Condição

Menor dose diária eficaz (mg)

AIT e AVCI*

50

Homens com alto risco cardiovascular

75

Hipertensão arterial

75

Angina estável

75

Angina instável*

75

Estenose carotídea grave*

75

Policitemia vera

100

IAM

160

AVCI agudo

160

* Doses maiores não mostraram vantangens

CHEST, 2008; 133:199S-233S


Comparação indireta de diferentes doses de aspirina na redução de eventos vasculares em pacientes de alto risco

Aspirina (mg/d)

Número de trabalhos

Número de pacientes

OR de redução

500 – 1.500

34

22.451

19 3%

160 - 325

19

26.513

26 3%

75 - 150

12

6.776

32 6%

<75

3

3.655

13 8%

CHEST, 2008; 133:199S-233S


Resistência à aspirina • • • • •

10 a 40% dos pacientes Falha na proteção de complicações trombóticas Falha em prolongar o tempo de sangramento Falha em reduzir a produção de TXA2 Falha em produzir um efeito antecipado em um ou mais testes que avaliam a função plaquetária in vitro


Terapêutica Antiplaquetária - Parte 1  

Aula ministrada pelo professor Élbio D'amico no Curso Preparatório para o Título de Especialista e Atualização em Angiologia e Cirurgia Vasc...

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