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Eletro Cardiografia

DISCUSSテグ DE CASOS


CASO 27 A.G. 64 anos, feminino, antecedente de ICO e queixa de palpitações taquicárdicas.

ritmo – onda P – intervalo Pr – duração QRS – eixo QRS – progressão R/S no PH – ondas Q – repolarização (T, ST, IQT)


CASO 27 IDENTIFICAÇÃO: A.G., 64 anos, feminino. História de palpitações taquicárdicas. ASPECTOS DO ECG: Taquicardia de QRS largo (200ms), FC200bpm, QRS com morfologia de BRD (V1), eixo do QRS para a direita (DI negativo) e para baixo (positivo em DII, DIII e aVF) ao redor de +150º. Dentre os critérios de Brugada, positivos para o diagnóstico de TV, temos o segundo (R/S≥100ms nas precordiais – V3) e o quarto (morfológico – BRD (R puro) em V1 e relação R/S<1 em, V6). Ao utilizarmos o critério da derivação aVR, encontramos o segundo (onda q>40ms) e o quarto (relação Vi/Vt1). DISCUSSÃO: DISCUSSÃO: Sempre que houver dúvida diagnóstica entre uma TV e uma TPSV com aberrância de condução, deve-se optar pela primeira possibilidade, isto é, TV. Os tratamentos disponíveis para uma taquicardia ventricular também são aplicáveis às taquicardias supraventriculares com aberrância de condução. No entanto, o inverso poderá acarretar em deterioração da função ventricular, e até parada cardíaca. Os critérios eletrocardiográficos para se fazer a diferenciação entre TV e TPSV com aberrância são bastante úteis, entretanto, é necessário um treinamento para a aplicação dos mesmos, uma vez que algumas características eletrocardiográficas são bastante sutis e podem não ser tão evidentes para aqueles que estão iniciando o estudo de arritmias. Dentre os atualmente disponíveis para o diagnóstico diferencial de taquicardias com complexo QRS largo temos o publicado por Brugada e colaboradores e o de Vereckei (aVR) e colaboradores. 1. Ausência de complexo RS em TODAS as deriv. precordiais? 2. Duração do intervalo RS >100ms em UMA deriv. precordial? 3. Dissociação átrio-ventricular? 4. Critérios morfológicos p/ TV em ambas derivações V1-2 e V6?

Brugada

1. Onda R inicial? 2. Onda r ou onda q > 40ms? 3. Entalhe na porção descendente de um QRS predom.negativo? 4. Relação Vi / Vt ≤ 1?

Vereckei

CONCLUSÃO: Taquicardia ventricular.

BIBLIOGRAFIA: Livro: ABC do ECG Editores: Carlos Alberto Pastore / Nelson Samesima / Rafael Munerato. Editora CBBE, 2011.


CASO 28 L.J. 23 anos, masculino, sem antecedentes e queixa de palpitações taquicárdicas recorrentes.

ritmo – onda P – intervalo Pr – duração QRS – eixo QRS – progressão R/S no PH – ondas Q – repolarização (T, ST, IQT)


CASO 28 IDENTIFICAÇÃO: L.K., 23 anos, masculino. História de palpitações taquicárdicas recorrentes. ASPECTOS DO ECG: Taquicardia de QRS largo (120ms), FC214bpm, QRS com morfologia de BRE (V1), eixo do QRS para a esquerda (DI positivo) e para cima (negativo em DIII e aVF) ao redor de -10º. Dentre os quatro critérios de Brugada, nenhum é positivo para o diagnóstico de TV. Ao utilizarmos os quatro critérios da derivação aVR, também não encontramos qualquer padrão de TV. Assim, ficamos com o diagnóstico de taquicardia supraventricular com aberrância de condução. DISCUSSÃO: DISCUSSÃO: Sempre que houver dúvida diagnóstica entre uma TV e uma TPSV com aberrância de condução, deve-se optar pela primeira possibilidade, isto é, TV. Os tratamentos disponíveis para uma taquicardia ventricular também são aplicáveis às taquicardias supraventriculares com aberrância de condução. No entanto, o inverso poderá acarretar em deterioração da função ventricular, e até parada cardíaca. Os critérios eletrocardiográficos para se fazer a diferenciação entre TV e TPSV com aberrância são bastante úteis, entretanto, é necessário um treinamento para a aplicação dos mesmos, uma vez que algumas características eletrocardiográficas são bastante sutis e podem não ser tão evidentes para aqueles que estão iniciando o estudo de arritmias. Dentre os atualmente disponíveis para o diagnóstico diferencial de taquicardias com complexo QRS largo temos o publicado por Brugada e colaboradores e o de Vereckei (aVR) e colaboradores. 1. Ausência de complexo RS em TODAS as deriv. precordiais? 2. Duração do intervalo RS >100ms em UMA deriv. precordial? 3. Dissociação átrio-ventricular? 4. Critérios morfológicos p/ TV em ambas derivações V1-2 e V6?

Brugada

1. Onda R inicial? 2. Onda r ou onda q > 40ms? 3. Entalhe na porção descendente de um QRS predom.negativo? 4. Relação Vi / Vt ≤ 1?

Vereckei

CONCLUSÃO: Taquicardia supraventricular com aberrância de condução.

BIBLIOGRAFIA: Livro: ABC do ECG Editores: Carlos Alberto Pastore / Nelson Samesima / Rafael Munerato. Editora CBBE, 2011.


Casostaquicardiasdeqrslargo