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Aspectos Legais em APH Nathรกlia Vieira Novaes Enfermeira - COREN- 185794


MÓDULO III


Protocolo de Atendimento Parada Cardiorrespiratória ADULTO : SAV – AHA 2010


Objetivo

Orientar os profissionais de saúde quanto ao protocolo de Atendimento da Parada Cardiorrespiratória no Suporte Avançado de Vida – SAV.


Abordagem Secundária (SAV) •

O objetivo principal dessa abordagem é:

Fazer uma avaliação mais detalhada do paciente;

Via aérea avançada: intubação endotraqueal;

Realizar tratamento avançado;


Abordagem Secundária (SAV) • A Capnografia quantitativa com forma de onda é recomendada para a confirmação e a monitorização do posicionamento do tubo endotraqueal e a qualidade da RCP;

• Importância da RCP de alta qualidade;

• Maior ênfase na monitorização fisiológica, para otimizar a qualidade da RCP e detectar o RCE (retorno da circulação espontânea);

• Atropina não é mais recomendada para uso de rotina no tratamento da


Abordagem Secundária (SAV)

• O cuidado sistemático pós-PCR após o RCE (retorno da circulação espontânea)

deve

continuar

em

uma

UTI

com

tratamento

multidisciplinar especializado e avaliação do estado neurológico e fisiológico do paciente. Isto, muitas vezes, compreende o uso de hipotermia terapêutica.


Capnógrafo

Aparelho não invasivo composto de um microprocessador e de um sensor que é instalado na saída da ventilação mecânica para registrar no monitor, em forma numérica e/ou gráfica, a quantidade de gás carbônico (CO2) expirado.


Capn贸grafo


Capnografia • É uma técnica importante, não invasiva que fornece informações sobre a produção de CO2, perfusão pulmonar e ventilação alveolar, padrões de respiração, bem como a eliminação do CO2 do circuito do aparelho e ventilador pulmonar;

• Método rápido e confiável para detectar mau posicionamento de tubos, falhas no ventilador e problemas na respiração ;


Capnografia


Abordagem Secundária (SAV) (Médico e Enfermeiro no local)

C – Circulação

A - Vias Aéreas

B - Boa respiração

D – Diagnóstico diferencial


C- Circulação: obter acesso venoso, monitorar e medicar Um profissional fica responsável em obter acesso venoso e medicar o paciente conforme solicitação médica;

ATENÇÃO:

Para

melhor

resposta

ao

tratamento

com

drogas,

administrar,

sequencialmente ao uso do medicamento 20 ml em bolus de soro fisiológico e deve-se elevar o membro para facilitar a distribuição da droga;


Principais Medicações em PCR Dose EV/IO de epinefrina: 1 mg a cada 3 a 5 minutos;

Dose EV/IO de vasopressina: 40 unidades podem substituir a 1ª. ou a 2ª. dose de epinefrina;

Dose EV/IO de amiodarona: 1ª. dose: bolus de 300 mg, 2ª. dose: 150 mg;


A- Vias Aéreas: obter via aérea definitiva

• A principal forma de obter uma via aérea definitiva e eficaz é através da intubação endotraqueal;

• A enfermagem

ou fisioterapia deve preparar o material de

intubação. O médico realiza a intubação;


Material para Intubação • Seringa de 20 ml;

• Laringoscópio;

• Cânula conforme nº pedido pelo médico (Atenção – testar o balonete);

• Fio guia;

• Cadarço ou material de fixação industrial;

• Xylocaína;


Intubação Endotraqueal


B- Boa respiração: confirmar a ventilação e fixar a cânula • Após a intubação realizar a confirmação do procedimento e monitorar o posicionamento do tubo endotraqueal através de capnografia contínua com forma de onda;

• Realizar a fixação da cânula;

• Instalar oxímetro de pulso para avaliação da saturação de oxigênio;


Atenção!!! Após intubação manter:

• 100 compressões por minuto, continuamente, sem pausas para as ventilações;

• Frequência de 8 a 10 ventilações por minuto (uma ventilação a cada 6 a 8 segundos);

• Os profissionais devem observar uma onda capnográfica


D- Diagnóstico Diferencial O médico investiga, verifica e trata as causas reversíveis.

ATENÇÃO: É importante que toda a equipe fique atenta. Nesta fase as informações sobre a história do paciente, sua evolução durante a internação, os resultados de exames e os sinais e sintomas, são fundamentais para o direcionamento do caso.


Suporte Avanรงado de Vida


Cuidados Pós-PCR Antiarrítmicos usados na FV / TV sem pulso após reversão:

Amiodarona: 1mg/min por 6h; após 0,5 mg/ml por mais 18h;

Lidocaína: 2 – 4 mg/min;

Sulfato de magnésio: 1 – 2g/hora;


Cuidados Pós-PCR

Os principais objetivos são: otimizar a função cardiopulmonar, melhorando a perfusão dos órgãos; transferir o cliente para continuidade do cuidado; identificar e tratar causas reversíveis; induzir hipotermia para

otimizar

a

recuperação

ventilação excessiva.

neurológica;

evitar


Cuidados Pós-PCR O tratamento deve incluir:

•Suporte cardiopulmonar e neurológico; •Hipotermia terapêutica; •Eletroencefalograma (EEG) para diagnóstico de convulsões, as quais são comuns após a PCR;


Hipotermia Terapêutica Recomenda-se iniciar até 6h após PCR, com o objetivo de melhorar o prognóstico neurológico e a sobrevida do cliente. Nesse estágio, o cliente se beneficiaria com a indução da hipotermia terapêutica à temperatura entre 32ºC a 34ºC por 12 a

24h,

que

promoveria

fornecimento de O2 cerebral.

possivelmente

a

melhora

no


Hipotermia TerapĂŞutica


Ritmos de PCR


Ritmos de Parada • Fribrilação Ventricular:

contração incoordenada do miocárdio em

consequência da atividade caótica de diferentes grupos de fibras miocárdicas, resultando na ineficiência total do coração. Esta arritmia se caracteriza, no traçado eletrocardiográfico, pela ausência de qualquer atividade elétrica organizada; • Taquicardia Ventricular sem pulso: é a sucessão rápida de batimentos ectópicos ventriculares que pode levar à acentuada deteriorização hemodinâmica, chegando mesmo à ausência de pulso arterial palpável;


Ritmos de Parada • Atividade Elétrica sem pulso: ausência de pulso detectável na presença de algum tipo de atividade elétrica, com exclusão da taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular. Ao monitor aparecem evidências de atividade elétrica organizada, porém o músculo cardíaco está muito fraco ou muito mal perfundido para responder ao estímulo elétrico;

• Assistolia: ausência total de atividade elétrica;


Fibrilação Ventricular Grosseira


Fibrilação Ventricular Fina


Taquicardia Ventricular Monom贸rfica


Taquicardia Ventricular Polim贸rfica


Atividade Elétrica sem pulso Qualquer ritmo organizado sem pulso detectável é “AESP”


Assistolia


Fluxo de Atendimento

Abordagem CABD primária

Enfoque: RCP básica e desfibrilação


Avalie a responsividade “Sr. Manuel...” Sem Resposta Chame um médico! Peça um desfibrilador.

Inicie imediatamente C aplique compressões torácicas;


Fluxo de Atendimento

Abordagem CABD secundária

Enfoque: avaliações e tratamentos mais


C a enfermagem estabelece acesso venoso, monitora o paciente, continua realizando as compressões torácicas e medicações;

A o médico realiza intubação;

B o médico confirma a intubação e a enfermagem fixa a cânula;


Causas Reversíveis

• 6 Hs: Hipoglicemia, Hipovolemia, Hipóxia, Hidrogênio (acidose), Hipo/Hipercalemia, Hipotermia;

• 6 Ts: Tensão do tórax por pneumotórax, Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose pulmonar, Trombose coronária, Trauma;

Aspectos legais em aph módulo 3  
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