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RESUMO CBTMS 2013: AVALIAÇÃO DA TELESSAÚDE EM PERNAMBUCO: grau de implantação da dimensão gestora do Nutes-UFPE Oliveira, D.G.1, Wayner Vieira2, Novaes, M.A.3 1 Secretaria Estadual de Saúde 2 Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães 3

Universidade Federal de Pernambuco

dulcineide.oliveira@gmail.com magdala.novaes@nutes.ufpe.br Rua Dona Maria Augusta, 519, Bongi, Recife-PE, CEP: 50751-530

OBJETIVOS GERAL: Avaliar o grau de implantação da Dimensão Gestora da Telessaúde (DGT) em Pernambuco no período 2010. METODOLOGIA: Foi realizada uma pesquisa avaliativa do tipo Análise da Implantação. A análise de implantação, preocupa-se por um lado em medir a influência que pode ter a variação no grau de implantação de uma intervenção nos seus efeitos e por outro apreciar a influência do ambiente, do contexto, no qual a intervenção está implantada. Este tipo de análise visa essencialmente identificar os procedimentos implicados na produção dos efeitos da intervenção, podendo estes ser observados entre outros a partir do estudo da análise dos determinantes contextuais do grau de implantação da intervenção. Entre as estratégias adequadas foi utilizada o estudo de casos múltiplos. RESULTADO: O grau de implantação da DGT, observado após aplicação dos valores máximos atribuídos (VMA) a cada componente, apontou que a intervenção está implantada. A Tele-educação e o Portal atingiram os VMA, enquanto o Planejamento e o Desenvolvimento se aproximaram do valor máximo, classificados como implantados. No entanto, o Teleassistência apresentou a menor adesão, classificado como não implantado (Tabelas 1 e 2). A observação dos indicadores do conjunto dos componentes, sem considerar os VMA, apontou que o Planejamento, Desenvolvimento, Portal e Tele-educação encontram-se bem estruturados, com adesão de 87,8% a 139,2%, enquanto o componente Teleassistência apresentou, para o conjunto, a menor adesão, com 32% (Tabela 2). E os indicadores separadamente, obtiveram valores de 1,6% a 100%. A observação da DGT demonstrou adesão de 100% dos indicadores das abordagens estrutura e processo de todos os componentes do modelo. Já os indicadores de resultados apresentaram maior heterogeneidade. No Planejamento, apenas o indicador de resultado sobre convênios firmados com instâncias/instituições financiadoras obteve proporção inferior a 70% do esperado. No Desenvolvimento observou-se amplitude de adesão que variou de 49% a 139,6%, sendo o menor do indicador média de pontos de Telessaúde em funcionamento e o maior ao treinamento sobre a instalação do kit multimídia para técnicos de informática. O Portal apresentou adesão de 100% em todos os indicadores. No Teleassistência obteve-se o pior desempenho, entre todos os componentes. O indicador relacionado à média de teleconsultorias respondidas pelo Núcleo Gestor aos pontos de Telessaúde apresentou 100%. Quanto aos demais indicadores, cinco estavam abaixo de 25% de adesão e dois entre 50% e 75%. Já no Tele-educação apresenta indicadores entre 85,1% e 200%, exceto na média de pontos conectados por sessão de seminário/palestra, que apresentou 55,3%. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: Na DGT, verifica-se infraestrutura satisfatória, com processo de trabalho estruturado, que suporta Teleconsultorias e Segunda Opinião Formativa, tanto on-line quanto off-line, e com potencial para atender as demandas de todos os pontos


instalados. No período do estudo, o núcleo gestor já contava com uma equipe de Teleconsultores (especialistas) fixa, que inclui cirurgião, nefrologista, médico da família, cirurgião-dentista e enfermeiro, além de um cadastro de reserva com estas e outras especialidades, que respondem às teleconsultorias por demandas específicas. Observou-se forte adesão, na DGT, às ações de Tele-educação, que se encontram estruturadas, superando as metas do Ministério da Saúde.


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