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Educação em Saúde e as Mídias: os resultados de um projeto de extensão focado em produção audiovisual em São Luís, Maranhão, Brasil.

Autores: Caio Graco Bruzaca1, Philippe Costa Carvalho2, Fernando Antônio Guimarães Ramos3, Serlyjane Penha Hermano Nunes4, José Albuquerque de Figueiredo Neto5, Ilana Mirian Almeida Felipe6. 1

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em 2013.1, 2Aluno do Curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), 3Doutor em Pediatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Prof. Departamento de Medicina III (DEMED III) da UFMA4Mestre em Ciências da Saúde pela UFMA, Profa. Assistente do Departamento de Ciências Fisiológicas da UFMA 5Doutor em Cardiologia pela Universidade de São Paulo (USP), Prof. do DEMED I 6Doutoranda de Saúde Pública em Enfermagem pela Universidade de São Paulo(USP), Prof. Colégio Universitário (COLUN) da UFMA. São Luís, Maranhão, Brasil. Objetivo: Descrever os resultados obtidos de um projeto de extensão universitária em educação em saúde e uso de recursos audiovisuais. Método: Este artigo é um estudo descritivo, de um relato de experiência do projeto “Saúde na Tela”, nos últimos três anos. Executado por estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) utilizando uma didática mediada por vídeos cuja temática foram adolescência e dependência química. O público-alvo dos vídeos foram os adolescentes do Colégio Universitário (COLUN) vinculado a UFMA. Foi aplicado antes e depois da apresentação dos vídeos um questionário sobre a temática abordada. Este trabalho foi financiado pelo Fundo de Amparo a Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), pelos protocolos 1371/10 e 1422/10. Resultados: Foram produzidos dois vídeos, um sobre as mudanças corporais durante a adolescência, utilizando-se a técnica da animação e em seguida finalizou-se o vídeo com uma aula expositiva de um hebiatra. Neste vídeo, as respostas contidas nos questionários demonstraram que muitos jovens não recebem informações sobre as modificações que ocorrem na adolescência, em especial, os meninos relatam que seus pais não conversam sobre esta temática. Já o segundo vídeo abordou a temática da dependência química, em que foi utilizada a técnica do stop motion, seguido de um vídeo em tom alarmista e finalizado com a exposição de professores. No segundo vídeo, cujo tema era a dependência química, observou-se que as meninas recebem menos informações sobre drogas que os meninos. Discussão: A utilização de questionários antes e após a exibição dos vídeos possibilitou comprovar o grau de aprendizagem obtido pelos estudantes, e assim pode-se afirmar que a didática empregada foi satisfatória em se tratando de educação em saúde. O uso de vídeos para educar em saúde está cada vez mais frequente. Os meios


de comunicação como a televisão e a internet são muitos explorados, principalmente no âmbito da atenção primária em saúde focando prevenção e promoção de saúde. Nesse ponto é importante ressaltar a qualidade da informação exposta nos vídeos, visto que existem muitos vídeos educativos divulgados na internet e em outras mídias, e estes nem sempre contribuem de forma positiva para a saúde do indivíduo. Conclusão: Comparado à outros projetos similares, o projeto “Saúde na Tela” obteve bons resultados e demonstrou como um projeto em telessaúde pode ser utilizado quando o enfoque é educação em saúde. Palavras chave: Telessaúde, Educação em Saúde, Vídeos Educativos, Adolescência, Relato de Experiência.


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