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televisão, cinema e mídias eletrônicas

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BAHIA DE TODOS OS FILMES

Estado aumenta o investimento na produção audiovisual e planeja empresa de fomento nos moldes da RioFilme e da SP Cine INTERNACIONAL Na IBC, broadcasters debatem futuro da transmissão aberta frente às plataformas digitais

ESPECTRO Leilão dos 700 MHz deixa faixa sem ocupação, mas interferências ainda preocupam as emissoras


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epois de 23 anos de existência e mais de 15 de experiência na realização de eventos voltados ao mercado profissional, a Converge Comunicações, que edita TELA VIVA, realiza em novembro seu primeiro grande evento voltado ao público final: o TELAS, primeiro Festival Internacional de Televisão de São Paulo. A ideia vinha amadurecendo há algum tempo, mas foi a nova onda da produção independente de televisão, que vinha de antes, mas foi impulsionada pela Lei 12.485, que trouxe ao mercado um volume de produções e uma maturidade que permitiram a criação deste evento. A ideia, como acontece com todo projeto que está no seu momento de acontecer, teve uma aceitação imediata, tanto dos parceiros quanto da comunidade de produção. A SP Cine, empresa paulistana de fomento à atividade, foi a primeira a abraçá-la, antes mesmo de ser formalmente criada, através da Secretaria Municipal de Cultura. Em seguida vieram parceiros do porte do MIS, Sesc, FAAP, Centro da Cultura Judaica, Cinemateca e espaços ligados à própria Prefeitura, como o Centro Cultural São Paulo, a Praça das Artes e o Theatro Municipal. A adesão também foi imediata dos produtores e emissoras, que enviaram mais de 250 programas para a seleção, dos parceiros internacionais (os festivais FIPA, Sunny Side of the Doc e Hot Docs), e dos patrocinadores (Net, Globo, Globosat, Discovery e Band) e outros apoiadores, como o Consulado da França em São Paulo e a Azul. Há um entendimento de que a cidade de São Paulo tinha uma representatividade no cenário da produção audiovisual aquém da sua verdadeira importância. Longe de querer competir com outras capitais, a cidade tem que exercer sua vocação de polo produtor e consumidor de conteúdos, em colaboração com os demais centros. O Rio, aliás, serve de modelo na gestão destes recursos. O evento também nasce da ideia de que é preciso dar a esta nova produção um outro olhar, colocá-la em evidência, não só ao público que já a conhece, mas também aos que não têm acesso a ela. Boa parte dos programas das mostras são inéditos para a maioria da população, porque foram exibidos apenas em canais premium, ou apenas em suas regiões originais. Finalmente, é um evento para apontar e jogar holofotes no que há de melhor, indicar aquilo que merece ser visto e compartilhado, e fomentar a qualidade na produção audiovisual. É nossa contribuição a este mercado em crescimento.

capa: valeria pautasso/shutterstock.com

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O momento do audiovisual na Bahia

evento

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Broadcast vê com receio o crescimento das gigantes online

tecnologia 24

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4K encontra gargalo nas plataformas de distribuição

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radiodifusão

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Recuo da Oi no leilão do dividendo digital dá sobrevida ao fantasma da interferência

TV por assinatura

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DTH aposta no modelo pré-pago para diminuir o churn por falta de pagamento

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making of case

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Personagem dos quadrinhos de Caco Galhardo chega à televisão

case

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"O Irmão de Jorel" é a primeira animação original do Cartoon Network na América Latina

upgrade agenda Acompanhe as notícias mais recentes do mercado

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36 38 Experimente o app da revista Tela Viva! Grátis


ALMA NÃO SE ESCOLHE. QUANDO VOCÊ NASCE, ELA NASCE. E ENQUANTO ELA VIVE, VOCÊ VIVE. T E M G E N T E Q U E C H A M A D E D E S T I N O. M A S N O FUNDO

É

ELA

QUEM

ESCREVE.

NÃO

I M P O R TA

Q UA L VA I S E R A S UA AV E N T U R A . M A I S C E D O O U M A I S TA R D E A S U A A L M A T E P R O V O C A E V O C Ê D E S C O B R E . N Ã O A D I A N TA F U G I R . Q U A N D O E L A CHAMA

NOVO NOVO NOVO NOVO N OVA

W O O H O O. VISUAL, SOM, SITE, P R O G R A M A Ç Ã O,

SURFE O CANAL NA WEB: W O O H O O. C O M . B R

S U R F E - S K AT E - E N T R E V I S TA S - T R I P S - M Ú S I C A - D O C U M E N T Á R I O S - L I F E S T Y L E


( scanner )

( xxxxxxxxx) Fomento O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual e da Ancine, lançou dois editais de apoio ao setor audiovisual. Os concursos fazem parte do programa Brasil de Todas as Telas, com aporte de R$ 22 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Um será destinado à produção independente de obras cinematográficas de longa-metragem de baixo orçamento (Longa BO 2014-2015) e outro à produção independente de documentários, também de longa-metragem (Longa Doc 20142015). Dos R$ 22 milhões, R$ 12 milhões irão para longas de baixo orçamento e R$ 10 milhões para longas documentários. As inscrições foram abertas no dia 1º de outubro e vão até o dia 31 de dezembro. Desde 2000 foram realizadas dez seleções públicas de apoio à produção de filmes de baixo orçamento, contemplando 77 filmes de longa-metragem dessa linha, com um aporte de recursos de mais de R$ 56 milhões.

Gilberto Pires e Tatiana Quintella

Pipoca Os sócios Tatiana Quintella e Gilberto Pires oficializaram o lançamento da produtora Popcorn Filmes. A proposta dos sócios é atuar na produção de conteúdo e publicidade. Tatiana trabalhou nos longas “Serra Pelada”; “A Mulher Invisível”; e “O Homem do Futuro”. Já Pires tem 20 anos de experiência, passou pela Leo Burnett, Publics, JWT e depois DM9DDB, onde comandou por 11 anos a área de RTV. Entre outros projetos, a Popcorn está envolvida com a produção do longa ‘’Carlos, o Homem Perfeito’’, comédia com Ingrid Guimarães e direção de Marcus Baldini (Bruna Surfistinha). Equipe Um dos destaques da Popcorn será o núcleo com foco em beleza, moda e estilo de vida comandado por Jacques Dequeker, um dos pioneiros no Brasil na área de fashion films e único a vencer, como melhor diretor, o International Fashion Film Awards. Além disso, a produtora conta com o diretor Lecuk, com longa trajetória na área de conteúdo, com projetos como “Tempos de Escola” (Futura), “Feito no Brasil” (Nat Geo), “Pratique Ecosporte (Fox), “Nosso Planeta” (Record) e “Globo Ecologia”(Globo), entre outros. Já o diretor Rodrigo Rebouças vem da Movie&Art. O profissional já dirigiu para grandes marcas no Brasil e no exterior, além de ter dirigido documentários e programas para TV. Além da Popcorn, Rebouças tem representação na Europa e na Ásia. A produtora contratou também a diretora Juliana Correia, que já dirigiu filmes para clientes como Boticário, Google, Samsung, Chiclets, Veet e Knno. A área de animação e motion ficará a cargo da Squadra Filmes. 6

Animação de Gabriel Garcia ganhou o Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas.

Premiado O Canal Brasil comemorou 16 anos com festa no Jockey Club do Rio de Janeiro. No evento, o diretor-geral do canal, Paulo Mendonça, anunciou o vencedor do Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas, escolhido por um júri formado por apresentadores da casa. A animação gaúcha “Ed”, de Gabriel Garcia, levou o prêmio de R$ 50 mil. Os dez filmes que concorreram foram vencedores nos principais festivais de cinema do país, com júris formados por críticos e jornalistas de todo o país, entre janeiro e novembro de 2013. Assinada por Gabriel Garcia, a animação 3D traz uma imagem nada convencional de um personagem muito conhecido pelo grande público, especialmente pelas crianças: o coelho. Além de ter vencido o Prêmio Canal Brasil de Curtas no Anima Mundi, a produção gaúcha recebeu troféus em países como Estados Unidos, Portugal, Inglaterra e Bósnia.

Polícia Estreou no início de outubro, no Investigação Discovery, a segunda temporada do docureality policial “DH – Divisão de Homicídios”. São oito novos episódios com uma hora de duração nos quais os telespectadores acompanham o trabalho das equipes dos departamentos de homicídios das polícias de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. As histórias vão desde a descoberta do corpo, o acompanhamento da investigação pericial e, muitas vezes, à prisão do assassino. •

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Um dos destaques é o episódio sobre o corpo esquartejado encontrado neste ano no bairro de Higienópolis, em São Paulo. A equipe do programa acompanhou durante meses as investigações secretas do caso que repercutiu fortemente na imprensa em todo o Brasil. Depoimentos exclusivos com a equipe policial, além de imagens inéditas do inquérito, do local do crime e da reconstituição estão em um dos episódios da nova temporada. A produtora Medialand já confirmou a produção da terceira temporada.


O estudo “Contribuição Econômica do Setor Audiovisual Brasileiro”, desenvolvido pela Tendências Consultoria Integrada para a Motion Picture Association na América Latina (MPA-AL) e o Sindicato Interestadual da Indústria do Audiovisual (Sicav), aponta que o segmento audiovisual foi responsável por 0,57% do PIB brasileiro em 2009, contribuindo diretamente para a economia com R$ 19,8 bilhões, e indiretamente com R$ 15 bilhões (em valores de 2013, corrigidos pelo IPCA/IBGE). O documento aponta que o setor obteve no mesmo ano um faturamento bruto de R$ 42,8 bilhões, também a valores corrigidos. Ainda segundo o estudo, em 2012 a indústria audiovisual foi responsável pela criação de cerca de 110 mil empregos diretos e de 120 mil indiretos. Com isso, pode-se afirmar que para cada emprego gerado no setor, outros 1,09 são gerados nos demais setores da economia. A arrecadação direta de impostos foi da ordem de R$ 2,1 bilhões em 2009, enquanto a arrecadação gerada pelo impacto indireto em outros setores foi de, aproximadamente, R$ 1,2 bilhão, também em valores corrigidos para o ano de 2013.

Contribuição do audiovisual para a economia Faturamento total (2009): Contribuição direta na economia (2009): Contribuição indireta (2009): Participação no PIB (2009): Criação de empregos diretos (2012): Criação de empregos indiretos (2012):

Arcady/shutterstock.com

Pibão R$ 42 bilhões R$ 19,8 bilhões R$ 15 bilhões 0,57% 110 mil 120 mil fonte: mpa-al

Esses números colocam o audiovisual em uma posição comparável à de outros setores de serviços, tais como os de turismo, impressão e esportes. Em 2012, por exemplo, o audiovisual gerou uma massa salarial de aproximadamente R$ 4,2 bilhões, representando crescimento de 37% nos últimos anos (em 2007 foi de R$ 3 bilhões) e que corresponde a 2,6 vezes a massa gerada pelo setor de turismo.

Acordo

Garibaldo A TV Cultura, o Sesame Workshop e a TV Brasil produzirão uma nova temporada de “Vila Sésamo”, versão brasileira da série “Sesame Street”. A previsão é que sejam produzidos 120 capítulos, que começarão a ir ao ar no segundo semestre de 2015. A nova temporada será gravada nos estúdios da TV Cultura em São Paulo, e contará com orçamento de R$ 18 milhões - 30% da TV Brasil e o restante vindo de TV Cultura e do Sesame Workshop. A parceria entre TV Cultura e o Sesame Workshop começou com a produção da primeira versão brasileira da série ainda nos anos 70. A primeira temporada de “Vila Sésamo” foi exibida entre 1972 e 1977. Em 2007, uma nova versão foi produzida e exibida na TV Cultura e TV Rá Tim Bum!. Dessa vez, a série trouxe personagens desenvolvidos no Brasil, como monstrinha Bia. “Teremos mais personagens novos brasileiros. Traremos muito da experiência dos Estados Unidos com esse tipo de produção com bonecos, mas teremos personagens e histórias que refletem a realidade do Brasil”, conta Marcos Mendonça,

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) celebrou um Termo de Compromisso de Cessação com a Apro (Associação Brasileira de Produção de Obras Audiovisuais) e dois dirigentes da entidade. Pelo acordo, a Apro e os dois dirigentes (não nominados pelo Conselho) terão de pagar R$ 45 mil a título de contribuição pecuniária. O acordo foi no âmbito de um Processo Administrativo - que teve início a partir de denúncia apresentada pela Associação Brasileira de Anunciantes - que investiga a elaboração e imposição de uma tabela de preços para produtos e serviços de pós-produção de peças publicitárias audiovisuais. Segundo a nota do Cade, a associação das produtoras teria orientado as empresas associadas a adotarem orçamentos fechados, que se caracteriza pela não abertura dos valores cobrados por cada serviço específico. A associação também se compromete a divulgar o TCC firmado com o Cade em sua página na Internet pelo período de 60 dias e a comunicar os termos do acordo, por meio postal, a todos os seus associados, à ABA e à Abap. Com a celebração do TCC, o processo fica suspenso até que as obrigações firmadas sejam declaradas cumpridas pelo Cade.

"Vila Sésamo" ganha nova temporada na TV Cultura.

presidente da emissora paulista. De acordo com ele, a TV Cultura passa por um momento econômico delicado, mas isso não será um obstáculo para a produção de “Vila Sésamo”. “Nossa situação econômica continua difícil. Conseguimos ajustar nossos custos ano passado e reduzir dívidas, mas ainda é um momento delicado. Mas essa será uma produção para a qual não pouparemos esforços. Iremos atrás de parceiros e órgãos governamentais para levantar recursos”, explica.

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( scanner) Criação Foram 28 as empresas contempladas com a linha de núcleos criativos do Fundo Setorial do Audiovisual. O resultado da Chamada Pública Prodav 3/2013, que investirá R$ 27 milhões na estruturação de núcleos criativos de desenvolvimento de projetos audiovisuais, foi anunciado no último dia 10. Os recursos serão investidos em 165 projetos de filmes e obras para televisão. No eixo “Desenvolvimento de projetos, roteiros, marcas e formatos” do Programa Brasil de Todas as Telas - que destina R$ 1,2 bilhão ao setor - três linhas financeiras foram desenhadas para estimular a criação de parcerias entre empresas e profissionais responsáveis pela criação, produção, agregação e comunicação pública de conteúdos: Prodav 3, de núcleos criativos; Prodav 4, para desenvolvimento de projetos; e Prodav 5, para laboratórios de desenvolvimento. As duas últimas estão em processo de seleção e deverão ter seus resultados divulgados nas próximas semanas. Segundo a Ancine, 200 propostas foram inscritas na linha de núcleos criativos, das quais 143 foram classificadas e avaliadas por uma comissão formada por dois representantes da agência e por três consultores externos independentes - o escritor, antropólogo e cientista social Luiz Eduardo Soares; o cineasta e professor Luis Dantas; e o também cineasta e professor de cinema e televisão Leandro Saraiva. Os critérios de avaliação foram o potencial criativo dos projetos; metodologias a serem utilizadas para o desenvolvimento de projetos; qualificação técnica do líder do núcleo criativo e dos demais profissionais que farão parte da equipe, além do histórico de projetos desenvolvidos e produzidos pela empresa proponente. Dos 165 projetos, 69 são séries de ficção; 24 são séries de animação; 19 são séries documentais; 46 são longas-metragens de ficção; 6 são longas de animação, e apenas 3 são formatos de obra audiovisual.

Nova produtora nasce forte em computação gráfica

Foco em animação Marcello Laruccia, diretor de animação e proprietário da Laruccia Animation Studios; Toco Lenzi, cinegrafista de aventura; e Paulo Gambale (Maká), diretor de fotografia criaram a Grama Filmes. Sediada no Butantã, em São Paulo, a produtora surge para suprir a produção de filmes para diversos segmentos, tendo a animação gráfica como seu principal diferencial. Entre alguns projetos realizados pela produtora estão os vídeos para a Associação Garupa, plataforma de crowdfunding para o turismo sustentável, e a Campanha do Cerrado-Pantanal da WWF-Brasil. Recentemente a equipe da Grama Filmes também acompanhou a expedição “Pedro Teixeira, o Dono da Amazônia”, que tem como objetivo refazer, quatro séculos depois, o mesmo caminho do explorador português que desbravou a Amazônia. As imagens captadas serão transformadas em uma animação.

Em casa

foto: Ed Figueiredo

A SP Cine, nova empresa pública dedicada ao fomento do audiovisual em São Paulo, recebeu da prefeitura da capital dois andares no conjunto de edifícios Praça das Artes para sediar suas operações. A empresa já trabalha no desenvolvimento de um site próprio para atender o público, com previsão de lançamento para depois as eleições. Alfredo Manevy, secretário municipal interino da Cultura, que comanda as ações da SP Cine, reforçou a importância de ampliar o parque exibidor de São Paulo para melhorar a distribuição de obras brasileiras. Já em julho, a SP Cine revelou que um estudo apontava que mais de 50 produções em São Paulo estavam concluídas mas não encontravam distribuidores. A prefeitura já anunciou dois editais voltados para Manevy comandará a SP distribuição, contemplando um total de 30 Cine da Praça das Artes filmes com R$ 3 milhões. “Notamos que esses filmes são exibidos em poucas salas, e em poucos horários”, revela Manevy. Segundo ele, o plano da empresa é revitalizar cinemas da antiga Cinelândia – região no centro de São Paulo que abrigava uma série de cinemas – como o Marrocos, o Arte Palácio e o Ipiranga. Outra ação contemplada pela SP Cine é integrar salas de cinema pertencentes à prefeitura em unidades dos CEUs, Casas de Cultura e Centros Culturais ao parque exibidor, privilegiando a produção nacional. “Avaliamos 82 salas em potencial”, explica o secretário. 8

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Marvada A produtora mineira Cisup assinou contrato durante o Mipcom, em Cannes, para a produção da série “Express Caipirinha”, em parceria com a produtora sulafricana AAA Entertainment. Na série, dois barmen, um brasileiro e um sul-africano, viajam por 30 países explorando a cultura local e fazendo drinks cujo ingrediente principal é a cachaça, acompanhada de aromas regionais. Com o acordo formalizado, as produtoras agora começam a levantar fundos para a produção e avançam as conversas com possíveis canais exibidores. Segundo Carlos Ribas, diretor da Cisup, a primeira temporada da atração terá 12 episódios de 24 minutos. A atração terá aplicativos para dispositivos móveis com receitas. •

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União

Educativo

O jornalista Paulo Markun e o diretor de cinema Sergio Roizenblit decidiram unir suas produtoras, a Miração Filmes e a Revanche Produções. Ambos serão sócios nas duas empresas. A dupla já vinha trabalhando junta, em projetos como a série “Arquiteturas”, que recebeu o prêmio TAL (Televisión América Latina) em julho. As duas produtoras serão mantidas, com seus nomes originais, para, segundo a dupla, não perder seu legado. Já na nova fase, o jornalista e o cineasta estão em Minas Gerais, onde iniciam uma série de documentários sobre o programa de envio de médicos cubanos para todo o mundo. Além do Brasil, Estados Unidos, Cuba e Venezuela serão locações para a série.

A agente de vendas Elo já comercializou com plataformas internacionais de EVOD (Educational video on-demand) mais de 30 títulos brasileiros como “A Árvore da Música” (Interface Filmes e North Produções), “Loki” (Canal Brasil) e “Quem se Importa?” (Mamo e Grifa Filmes). Os títulos estão disponíveis para acesso online em instituições como Harvard e Stanford. Segundo Sabrina Wagon, diretora e cofundadora da empresa, o interesse internacional por títulos brasileiros justifica-se com o aumento da relevância política e econômica do Brasil. “Temos visto um grande interesse por documentários, principalmente sobre temas históricos e políticos. Quase metade dos títulos Sabrina Wagon, da Elo, aponta negociados era documentário”, o crescimento do mercado de EVOD. revela. A maior parte da receita com negociações dentro desse modelo, conta a executiva, vem de acordos de revenue share com as plataformas de distribuição online.

Comida

fim de semana a audiência confere uma maratona com o menu completo. Já “ICKFD - I Could Kill For Dessert” nasceu do blog de mesmo nome, um dos mais conhecidos sites de confeitaria do país. A produção é da Enfim Filmes, da própria apresentadora, Danielle Noce, e de Paulo Cuenca. O www. icouldkillfordesset.com.br recebe mais de 650 mil visitações mensais e o canal no YouTube Cozinha Bossa & Malagueta tem mais de 250 mil visualizações por mês. No Facebook, mais de 180 mil pessoas já curtiram a página do programa e o perfil do Twitter é seguido por mais de 2,8 mil pessoas. No Instagram, Danielle reúne mais de 49 mil seguidores. O programa terá sete episódios gravados em São Paulo e outros 18 produzidos em Paris.

Danielle Noce. Os programas foram produzidos com dinheiro “bom”, ou seja, investimento A Scripps Networks direto do canal, sem uso de Interactive fechou com a Sky mecanismos de fomento. a distribuição do canal Food “Menu da Semana” é Network, que deve estrear produzido pela Casablanca, até o final deste mês com e tem inicialmente 13 uma base de 1,8 milhão de episódios para a TV e outros assinantes. O canal entra 36 episódios para a web. As Ted Allen está no apenas no pacote HD da elenco do Food atrizes apresentam entrevistas operadora. Network. com chefs renomados, O canal ficou totalmente proprietários de restaurantes, pronto há cerca de um mês, conta eventos de gastronomia e dão dicas Márcio Fonseca, managing director de pratos e sabores diferentes para da Scripps Networks Latin America. o dia-a-dia. Na versão web são Foram necessários vários meses para feitas entrevistas de estúdio com os a adaptação ao Brasil, com criação convidados e mostrados bastidores da de on-air e locuções para o mercado gravação. Já gravaram nomes como brasileiro e produções locais. A grade do Emanuel Bassoleil e Morena Leite, canal é preenchida integralmente por conta Adriana Alcântara, diretora de programas de culinária e gastronomia, marketing e produção da Scripps. com apresentadores como os chefs O programa será exibido de segunda Anne Burrell, Bobby Flay, Guy Fieri, Ina a sexta-feira em episódios de 12 minutos Garten, Rachael Ray e Ted Allen. que completam, ao longo da semana, a Serão dois programas nacionais no sugestão de um menu completo. A cada primeiro momento, e outros dois estão episódio um tema específico é abordado: em fase de produção. “Já começamos sucos e drinks às segundas-feiras, com uma produção nacional acima entradas às terças, pratos principais às do exigido pela lei”, diz Fonseca. Na quartas e sobremesas às quintas. Para estreia o canal traz “Menu da Semana”, a sexta-feira é reservada a exibição do apresentado pelas atrizes Camila melhor episódio da semana, escolhido Raffanti e Juliana Araripe, e “ICKFD – I pelo time editorial do canal. Durante o Could Kill for Dessert”, apresentado por T e l a

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Camila Raffanti e Juliana Araripe, apresentam programa local do canal. •

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( scanner) Para menores

Daboost/shutterstock.com

Em dois dias de evento, o comKids Primeira Infância recebeu cerca de 300 produtores, educadores, designers, roteiristas, artistas, escritores e diretores. Realizado em São Paulo em setembro, pela Midiativa em parceria com a Singular - Arquitetura de Mídia, o encontro debateu conteúdos de qualidade para crianças até seis anos. Especialistas brasileiros e internacionais participaram dos debates, como Hiroko Sakaue, diretora executiva de Programas Infantis da divisão educativa da NHK (Japão); Daniel Bays, criador e produtor de séries e conteúdos interativos da Cbeebies, canal pré-escolar da BBC (Reino Unido) e Sharon Thomas, diretora de Produção e Negócios da produtora Little Airplane (EUA). Ana Helena Reis, presidente da MultiFocus Inteligência de Mercado, apresentou a pesquisa PapagaioPipa 2014 realizada esse ano a partir de 1,5 mil entrevistas com crianças e adolescentes de todas as classes e em todas as regiões do Brasil. O levantamento trouxe importantes referências sobre a produção de conteúdos para crianças e dados sobre o consumo de TV e outras formas de entretenimento digital. Paralelamente, uma mostra trouxe produções audiovisuais da Argentina, Brasil, Estônia, Inglaterra, Japão e Noruega criadas para o público até seis anos. A Mostra

Evento debateu conteúdos para crianças de até seis anos.

comKids Primeira Infância foi realizada em parceria com o Espaço Itaú de Cinema, a Escola no Cinema e o Clube do Professor. A TV Cultura selou acordo com a holandesa KNN Kids News Network para a coprodução de programa de notícias para crianças. O presidente da TV Cultura, Marcos Mendonça, e o diretor da KNN Jean-Willem Bult assinaram o termo durante o comKids Primeira Infância.

Mais espaço

Distribuição britânica

A HBO assinou novo acordo com a Intelsat, aumentando sua capacidade satelital para a América Latina. A programadora usará três satélites da Intelsat para a distribuição de vídeo, além de uma renovação dos teleportos em Ellenwood, na Georgia, e Riverside, na Califórnia. Serão usados o Intelsat 21, na posição 302°E, Intelsat 11, em 317°E, e após 2015, quando for lançado, o Intelsat 34, em 304,5°E.

A BBC Worldwide firmou contrato de dois anos com a Paris Filmes, que será, durante o período, distribuidora exclusiva do catálogo de entretenimento da BBC no país. O catálogo compreende centenas de DVDs e Blu-Rays das séries globais mais populares da BBC, incluindo títulos de “Doctor Who” e “Sherlock”, além dos títulos da marca BBC Earth. Os novos produtos disponíveis no mercado brasileiro contarão com cenas exclusivas criadas especialmente para DVDs e Blu-Rays. O lançamento da distribuição está previsto para a temporada de férias deste ano.

Portal de projetos A Globosat lançou um site para envio e gerenciamento de projetos audiovisuais. O objetivo é facilitar o relacionamento com as produtoras interessadas em apresentar propostas para os canais Globosat (Viva, Gloob, Multishow, Bis, Off, GNT e +Globosat) e NBCUniversal (Canal Universal, Syfy e Studio Universal). Pelo site, as produtoras poderão submeter quantos projetos quiserem para avaliação da programadora. A primeira etapa deste trabalho, em operação desde o 10

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primeiro semestre deste ano, foi a criação de um site para os canais GNT e +Globosat. Agora, o site foi ampliado e assumiu um caráter corporativo, para atender os diversos canais da programadora. O site é direcionado às produtoras brasileiras independentes registradas na Ancine e nas respectivas Juntas Comerciais. Após o cadastro, a empresa poderá fazer o envio de projetos originais de ficção, não-ficção ou animação. Os critérios de análise incluem potencial dos roteiros, originalidade, adequação da obra ao públicoalvo e posicionamento do canal, portfólio de conteúdos já realizados pela produtora e qualificação técnica da equipe. O prazo de avaliação dos projetos será de 90 dias após a finalização da inscrição. A Globosat não aceitará projetos que não sejam originais. O site oferece ainda informações detalhadas em um FAQ sobre como enviar corretamente os projetos. O endereço do novo site é produtoras.globosat.com.br.

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( figuras) Atendimento

Dupla

A Popcorn Filmes contratou Janaina Kam para atuar em seu time de atendimento. A profissional, que anteriormente estava na Capsula Films, tem Janaina Kam Ana Monte passagens pela YB Music, Atakk e Brasileira Filmes. Lançada em setembro deste ano, a Popcorn Filmes deve estrear nos próximos meses seus primeiros trabalhos na área de publicidade. Já em conteúdo, conta com projetos fechados para os longas “Carlos, o Homem Perfeito” e “O Reencontro”. A produtora também reforçou a área de conteúdo com a chegada de Ana Monte, que já atuou nas produtoras Dogs Can Fly, Paranoid e Ioiô Filmes, e produziu os curtas-metragens “Saliva” e “Elo”, os documentários “Histórias Extraordinárias”, “Passage” e “Brilho Imenso - A História de Cláudio Kano”, além do programa “Anna Bee” e das séries “Igarapé Mágico” e “Missão Pet”.

A O2 Filmes anunciou a formação de um duo de direção com Cassiano Prado e André Faccioli. Os dois diretores, que ao lado de Fernando Meirelles realizaram a última campanha mundial de Adidas André Faccioli e Cassiano Prado para a Copa do Mundo, agora se juntam em um duo com o intuito de oficializar uma proposta que têm há tempos: realizar filmes publicitários mais próximos do cinema. Prado trabalhou por dez anos em Londres como diretor de comerciais e video clipes. Já Faccioli atua com cinema, recebendo prêmios como dois Lápis Amarelos seguidos, ouro em Cannes e Clio.

Reforço argentino A Hungry Man anunciou o argentino Hernán Bargman em seu time de direção. Em 2012, Hernán começou a dirigir para clientes como Coca Cola, Axe, Ford, Renault, Mercedes, Peugeot, Quilmes e DirecTV. No Brasil, Hernán já dirigiu filmes para Renault, SCJohnson e Chevrolet (Commonwealth).

Finalização A Yes Filmes anunciou a contratação de novos profissionais. O carioca Rodolfo Pauletto assumirá uma nova área como diretor de motion e finalização. Além disso, a produtora contratou os diretores Flávio Zangrandi e Santi Winer. Pauletto acumula experência em trabalhos para agências como Almap/BBDO e DM9. Nos últimos anos se especializou em pós produção, composição virtual e ajudou a fundar a Squadra Filmes, em São Paulo. Já trabalhou para anunciantes como Itaú, Volkswagen, Honda, Vivo e Ambev.

Novo serviço A GfK contratou Fernanda Muradas como diretora da área comercial e de relacionamento com clientes da unidade de negócios de medição de audiência da empresa no Brasil. Desde o início do ano, a GfK está trabalhando na implementação do serviço de análise de audiência. O sistema está sendo instalado em mais de 6 mil domicílios de 15 regiões metropolitanas brasileiras. Fernanda será responsável pelas áreas comercial e de atendimento a clientes. Com 22 anos de experiência em publicidade e propaganda, atendimento, mídia, e na área comercial, Fernanda construiu sua carreira com executiva de vendas contando com passagens pela Globosat e TV Globo. Ela também trabalhou no atendimento de agências como Publicis, DQV e Giovanni Propaganda, atual FCB Brasil. 12

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Rádio e televisão Charles Nobili é o novo diretor de RTV da FCB Brasil. Com 22 anos de experiência na área, ele vem da produtora Vetor Zero/ Lobo, onde trabalhou por um ano. Em sua carreira atuou em diversas produtoras e agências, como a A9 Áudio, Hungry Man, Zeppelin Filmes, Dentsu Propaganda, DM9DDB, Studio Nova Onda e O2 filmes. Entre 2004 e 2006 foi diretor de RTV na então Giovanni+Draftfcb no Rio de Janeiro. Trabalhou para clientes como Guaraná Antartica, Toyota, Hyundai, Club Social, TIM, Itaú, Oi, LG, entre outros.

Liderança em vendas A área de afiliadas da Disney & ESPN Media Networks contratou Edna Oliveira para o cargo de gerente de Vendas Afiliadas Sênior. Profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado de TV paga, já passou por empresas como TVA, DirecTV e Sky - onde foi responsável, nos últimos dez anos, pelas áreas de operações financeiras e gestão de programação. Edna é formada em administração com ênfase em comércio exterior e possui especialização em gestão estratégica e econômica de negócios pela FGV. V i v a

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Hermanos

Distribuição

A BossaNovaFilms ampliou o seu time de diretores com o argentino Claudio Prestia. O diretor, que já filmou no Brasil para Coca-Cola, Sprite, Gomes da Costa e Time Warner, agora atua exclusivamente com a produtora. Ele dirigiu também em Portugal, Espanha, República Tcheca, Ucrânia e África do Sul. Who, Gonzo Llorente, Julian&Alejo e Pucho completam o quadro dos diretores argentinos da BossaNovaFilms.

Marcello Coltro é o novo vice-presidente executivo de distribuição de conteúdo da Cisneros Media. O executivo que ficará baseado em Miami e se reportará diretamente ao presidente Cisneros Media, Jonathan Blum - supervisionará as unidades de TV por assinatura e distribuição de conteúdo. Coltro deixou recentemente a MGM Networks Latin America, onde era vice-presidente executivo e diretor de marketing.

Expansão

Após a recente conquista das contas da operada de telefonia Oi e do grupo líder em fabricação e distribuição de óculos Luxottica, a Inflama RIO, do Grupo Talkability, investiu na ampliação de sua equipe de criação e atendimento, com sete novas contratações. O publicitário Marcelo Santos, pósgraduado em Comunicação Integrada pela ESPM-RJ, é o novo redator da agência. Ex-Promova Ideias, Biruta Ideias Mirabolantes e Ana Couto Branding, o profissional tem em seu portfólio trabalhos para Vivo, Ipiranga, O Boticário, Ampla, Petrobras e Redecard. Como diretor de arte, Márcio Bracha traz em seu currículo projetos para clientes como Bradesco, Vivo, Europharma, Merial Saúde, Globo.com, FEMSA e Suvinil. Ao lado de Bracha, Marcos Mafredini também ocupará o cargo de diretor de arte. O novo criativo estava na Larrat, e em seu portfólio constam trabalhos para Coca-Cola, COB, Oi, EBX, Michelin, Raízen, GQ, Rossi, Gafisa e L'Oréal. Priscila Alvarez, que tem passagens pelas agências Script, WMcCann e Plano B e é formada pela Universidade Federal Fluminense, ocupará o cargo de executiva de planejamento. Em sua trajetória reuniu projetos para marcas como Coca-Cola, Mobil, BRMalls, Even, Hotel do Frade, Clube de Regatas Flamengo, Universal Channel e Shopping Iguatemi. Já o novo revisor, Jeferson Menezes, atuou na Delante Traduções e é formado em Letras. Antes de integrar o time da Inflama RIO, desenvolveu trabalhos para marcas como FVG, Vigna Projetos, Global Partners, TMC Relocation, Larm Brazil, DHL, Briganti Advogados, Humburg Süd Group e CAQ. Regis Serrato é o novo Arte Finalista da agência. Ele atuou também na BigBee Comunicação, G2 Brasil e Calia Propaganda.

Vendas regionais A Rede Bahia, maior grupo de comunicação do Norte/ Nordeste, contratou Ênio Vergeiro como diretor regional de seu escritório comercial em São Paulo. O objetivo é fortalecer as ações de imagem e ampliar as operações comerciais em todo Brasil. Vergeiro tem a missão de ampliar os negócios da empresa e estabelecer uma maior relação com os anunciantes nacionais das áreas de jornal, rádios, Internet e eventos no segmento de entretenimento. Ênio Vergeiro é publicitário, atual presidente da Associação dos Profissionais de Propaganda (APP Brasil), conselheiro do Conar, além de fazer parte do Conselho Executivo das Normas Padrão (CENP) e do IVC - Instituto Verificador de Circulação. Ele atuou na editora Abril, por 17 anos, editora Globo, jornal O Estado de São Paulo e também foi fundador e diretor da revista Piauí.

Novo sócio João Nuno é o novo sócio da produtora Delicatessen. O profissional, que já era diretor de cena da produtora desde 2011, passa a atuar como sócio ao lado de Gustavo Leme, Mario Gustavo Leme, João Nuno e Mario Peixoto Peixoto e Alexandre Sallouti. A empresa também contratou o diretor Enrique Escamilla, mexicano que mora em Portugal e vem filmando para grandes agencias do Mercado Europeu. João Nuno tem experiência internacional tanto na publicidade quanto no cinema e na música. Foi sócio fundador da Garage, uma das principais produtoras de Portugal, e tem em seu portfólio mais de cem filmes publicitários e videoclipes. Em 2010, lançou América, seu primeiro longa-metragem de ficção. Atualmente, além da publicidade, está trabalhando na produção de um videoclip e para o músico londrino Keaton Henson e no roteiro e produção de um novo longa-metragem, que será filmado na Africa. T e l a

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Novos profissionais reforçam equipe da agência

Produção de conteúdo Michelle Alberty foi promovida a vice-presidente sênior de gestão de produção e executiva de produção da Viacom International Media Networks The Americas. Ela supervisionará toda a produção de conteúdo do portfolio do grupo, que inclui MTV, Nickelodeon, Comedy Central, VH1 e Paramount Channel. Baseada em Miami, ela se reportará a JC Acosta, VP executivo, CFO e executivo responsável por produção da VIMN The Americas. •

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Leandro Sanfelice, de Salvador

lean dro@ co nvergeco m .co m .br

Sai do chão fotos: rosilda cruz (ascom/secult-ba)

Com quantidade maior de recursos disponíveis, Bahia quer revitalizar seu setor audiovisual.

Jaime Lerner, Sérgio Sá Leitão, Albino Rubim, Marlude Caldas e Alfredo Manevy em painel na Semana do Audiovisual Contemporâneo Baiano.

N

desenvolver canais de distribuição para o conteúdo regional e mão de obra especializada. Em setembro, a Semana do Audiovisual Contemporâneo Baiano reuniu representantes das principais entidades para discutir os rumos do setor no estado. No evento, a secretária de Comunicação do Estado da Bahia, Marludes Caldas, anunciou que a Secretaria da Comunicação está trabalhando em um projeto para lançar uma empresa pública dedicada a desenvolver o mercado audiovisual no estado, de maneira semelhante ao que acontece no Rio de Janeiro com a Rio Filme e em São Paulo, com a SPCine. De acordo com a secretária, a ideia surgiu dentro do Conselho de Comunicação Social da Secom, que levou a ideia ao governador Jaques Wagner em fevereiro. Desde então, um comitê formado dentro do Conselho tem se dedicado a avaliar outras experiências em território nacional – em especial RioFilme e SPCine – para desenvolver um modelo de empresa para a Bahia.

a primeira metade do mês de outubro, a Secretaria de Comunicação Social do Estado da Bahia, por meio do Irdeb (Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia), divulgou o resultado do Edital de Fomento à Produção Audiovisual Baiana 2014. O concurso foi o primeiro realizado em parceria com o programa Brasil de Todas as Telas, em um modelo que prevê apoio à regionalização da produção do audiovisual. Junto com outros investimentos, o edital eleva substancialmente o valor dos recursos disponíveis para o setor audiovisual baiano, que vem crescendo desde 2007. Com o crescimento no volume de recursos, entidades governamentais e representantes do setor produtivo estão se movimentando para revitalizar o setor no estado. Além de promover a produção local, a Bahia enfrenta o desafio de 14

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Segundo ela, a Secom já conta com uma minuta de Projeto de Lei e uma minuta de regimento interno para a empresa, além de um plano de ação. “Estamos desenvolvendo esse projeto a passos largos. No entanto, ainda é um projeto, não é nada definitivo. Ainda será necessário submeter à avaliação da Procuradoria Geral do Estado, à Casa Civil, e só então ele será avaliado pelo Governo da Bahia. Ainda há um longo caminho”, ressaltou. A empresa tem nome provisório de Bahia Cine. Segundo Caldas, a visão da Secom para a empresa pública baiana aproxima-se mais do exemplo da atuação da SPCine em São Paulo. “São projetos muito semelhantes, com a diferença que atuaremos mais na formação de APLs (Arranjos Produtivos Locais) pensando na sustentabilidade da empresa”, concluiu. Segundo José Araripe Júnior, diretor geral do Irdeb, o objetivo é fornecer uma visão estratégia para a destinação dos recursos crescentes. “É uma questão de ter um olhar empresarial, com uma gestão mais profissional e com apoio de capital para sanar as principais lacunas do setor do Estado, indo além da produção e pensando também na formação, na exibição e na distribuição”, disse. Recursos para investir O edital do Irdeb, cujos vencedores foram anunciados no início de outubro, destinou R$ 6,3 milhões na produção de conteúdo independente para televisão. Deste valor, R$ 4,2 milhões serão aportados pelo Brasil de Todas as Telas, com recursos do


Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), e R$ 2,1 milhões virão do orçamento do Irdeb. Foram selecionados, ao todo, 11 projetos de documentários, telefilmes de ficção e obras seriadas de ficção, animação e documentário. Segundo Araripe, o setor audiovisual baiano “teve um aumento exponencial no volume de recursos disponíveis para investimento no seu desenvolvimento”. Como comparação, o diretor cita o ano de 2006, quando o estado realizava um edital com recursos de R$ 1,7 milhão a cada dois anos, por meio da Secult (Secretaria de Cultura do Estado da Bahia). Em 2014, com a parceria com o Brasil de Todas as Telas, o valor já chegou a R$ 12,8 milhões – R$ 6,5 milhões pelo FCBA (Fundo de Cultura da Bahia) da Secult e R$ 6,3 milhões pelo Irdeb. Um segundo edital do Irdeb deve elevar esse valor para R$ 18,5 milhões. No primeiro edital, foram inscritos propostas de produção de séries de animação com 26 episódios de 1'30 cada; séries de ficção com 13 episódios de 3'; séries infantis com 16 episódios de 13'; séries documentais; documentários e telefilmes de ficção. Novo edital Segundo Araripe, o Irdeb ainda está levantando recursos para um novo edital de fomento ao audiovisual no estado. O plano do instituto é lançar o edital ainda neste ano. O concurso seria lançado novamente em parceria com o Programa Brasil de Todas as Telas, que novamente traria o dobro de recursos investidos pelos governos locais em investimentos via Fundo Setorial do Audiovisual. A ideia do Irdeb é investir R$ 5,7 milhões – R$ 3,8 milhões via FSA e R$ 1,9 milhão via Irdeb - no novo edital, de maneira que os dois editais de 2014 forneçam um total de R$ 12 milhões em recursos para a produção audiovisual

“Se você for comparar, até 2007 tínhamos R$ 1,7 milhão em um edital a cada dois anos. Neste ano estamos com R$ 12,8 milhões e queremos chegar a R$ 18,5 milhões”.

exibidor e melhorar a distribuição da produção”, diz Albino Rubim, secretário da Cultura da Bahia. Formação A falta de profissionais qualificados para o setor audiovisual é um problema comumente citado em eventos empresariais em todo o território nacional, inclusive nos principais polos produtivos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Esse gargalo atinge também o setor audiovisual baiano. Contudo, o surgimento de cursos voltados ao setor nos últimos anos, principalmente em universidades estaduais e federais, vem expandindo o número de profissionais especializados. A UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia), por exemplo, hoje oferece o curso de cinema e audiovisual. Lançado em 2008, foi o primeiro curso específico do setor em universidades públicas nas regiões Norte e Nordeste. Em 2010, a UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) lançou o seu curso no campus de Vitória da Conquista. “É preciso expandir a formação em audiovisual para todo o estado da Bahia, além do centro em Salvador”, comenta Rubim. A expansão do mercado na região atraiu também o interesse de universidades privadas. É o caso da Unijorge, de Salvador, que oferece o curso de formação superior de tecnologia em audiovisual com

José Araripe Jr., do Irdeb

do estado. “Se conseguirmos lançar o novo edital nesse ano, como estamos planejando, iremos investir no mesmo tipo de produção. Tivemos um número grande de séries documentais inscritas, então podemos ampliar essa área”, explica. A primeira licença das produções audiovisuais apoiadas pelo Irdeb é sempre destinada sem exclusividade para exibição na TV Educativa de Salvador, controlada pela própria instituição. Posteriormente, as licenças das obras apoiadas podem ser negociadas pelas empresas produtoras com outros canais. “Dessa forma, a TVE cumpre o papel de melhorar a qualidade da programação e incentivar a produção independente no estado ao mesmo tempo em que fornece um canal de distribuição garantido para o projeto, uma das exigências do FSA”, explica Araripe. Secult Além de ter seu valor aumentado desde 2007, o edital do FCBA da Secult tornou-se anual. O edital prevê investimentos em projetos de finalização e produção audiovisual e também em projetos culturais de exibição e formação. Desde 2012, passou a adotar o modelo setorial ou ligado

Secretaria da Comunicação está trabalhando no projeto de lançar uma empresa pública dedicada a desenvolver o mercado audiovisual no estado. capacidade para 120 alunos por ano e dois anos de duração. Além disso, existem projetos como as oficinas CineArts, que atuam na formação de jovens e adultos para atuarem no mercado audiovisual. Em 2014, o projeto chegou a sua terceira edição com três oficinas: Oficina de Realização Audiovisual, Oficina de Produção e Oficina de Montagem e Finalização. As oficinas são gratuitas

a temas transversais. Dessa forma, em um único edital são contemplados diferentes tipos de projetos. “Além da maior quantidade de recursos, desde 2012 unificamos o edital de audiovisual para contemplar em um só concurso projetos de produção, eventos culturais e formação. Nesse ano temos a maior produção de longas da história da Bahia. Contudo, temos ainda que enfrentar o desafio de ampliar nosso polo

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( capa ) “É preciso expandir a formação em audiovisual para todo o estado da Bahia, além do centro em Salvador”

com carga horária de 128 horas comprovadas em certificado emitidos pela PROEX/UNEB. Coletivos regionais Conforme os novos cursos formam suas primeiras levas de profissionais, e o setor vai se desenvolvendo em parceria com órgãos governamentais, surgem também grupos de profissionais dedicados a desenvolver a atividade audiovisual regional. Um fenômeno comum na região é a formação de coletivos como +1! Filmes, Êpa Filmes, Gaiolas, Rosza Filmes Produções e Coletivo Urgente de Audiovisual (CUAL), que formaram o painel “Cinema de Coletivo: modo de produção e estrutura de trabalho” durante a Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo. Segundo Ramon Coutinho, do CUAL, o processo de produção dos coletivos difere de produções tradicionais pela ausência de hierarquia. “Nós temos funções específicas no processo de produção, mas não temos hierarquias associadas a essas funções. Desta forma já produzimos mais de 15 filmes, alguns

Recôncavo Baiano, o grupo passou a atuar também com a formação de novos profissionais. “Não queríamos sair para grandes centros, então começamos a pensar em como viabilizar o processo de produção. Passamos a formar grupos para cursos, oficinas e workshops, com o intuito de formar atores e profissionais”, explica. “Café Com Canela”, primeiro longa do grupo, está entre os contemplados no primeiro edital do Irdeb. Aprovado na categoria f – telefilme ficção, o projeto receberá cerca de R$ 800 mil. Representando o Êpa Filmes, Murilo Deolino falou do processo de criação do grupo, responsável pela produção do curta “O Menino Invisível”, que já participou de mais de dez festivais no Brasil e no exterior, sendo premiado no Festival de Cinema Baiano. Segundo Deolino, o grupo surgiu de conversas com os primeiros integrantes que começaram a trabalhar na Dimas (Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado) “A partir das nossas conversas começamos a produzir curtas metragens. Temos três curtas finalizados e três em processo de finalização”, conta.

Albino Rubim, da Secult

já exibidos fora de festivais da Bahia”, conta. “No nosso processo, todos entram também como investidores, inclusive os atores. Se der dinheiro, torna-se rentável para todos”, explica Uelter Ribeiro, da +1! Filmes. O grupo decidiu utilizar a internet para vencer as barreiras da distribuição. “Começamos a apostar em monetizar pelo Youtube e deu certo”, diz. Com vídeos de humor curtos, o canal do grupo no Youtube tem mais de 70 trabalhos publicados, com mais de 55 milhões de visualizações e 314 mil inscritos. A página do grupo no Facebook tem quase 150 mil seguidores. Segundo Glenda Nicacio, do Rosza Filmes, o grupo formou-se da união de quatro amigos e estudantes de Cinema da UFRB, com objetivo de realizar produtos audiovisuais. “Nós sempre falávamos muito sobre filmes e cinema e chegou uma hora em que não queríamos apenas falar sobre mas começar a fazer, então nos juntamos”, conta. Determinado a ficar no

Projetos contemplados na primeira edição do edital do Irdeb em parceria com o Brasil de Todas as Telas Categoria A – Obra Seriada de Animação – 26 episódios de 1’30”

Categoria C – Obra Seriada de Ficção (Infantil) – 13 episódios de 26’

Categoria E – Documentário (duração mínima de 50’ e máxima de 120’)

Projeto: “Bill, O Touro” Proponente: Origem Comunicação Ltda Valor investido: R$ 399.964,00

Projeto: “Francisco só quer jogar bola” Proponente: Doc Filmes Produções Audiovisuais Ltda. Valor investido: 2.399.862,00

Projeto: “1798: A Conspiração e a Devassa” Proponente: Portfolium Laboratório de imagens Ltda. Valor investido: R$ 300 mil

Categoria D – Obra Seriada Documental – 5 episódios de 26’

Projeto: “A Cidade do Futuro” Proponente: Coisa de Cinema – Cinema e Vídeo Ltda. Valor investido: R$ 300 mil

Projeto: “Natureza do Homem” Proponente: Inspirar Comunicação e Cultura Ltda. Valor investido: 398.950,00

Projeto: “O Senhor das Jornadas” Proponente: Truque Produtora de Cinema TV e Vídeo Ltda. Valor investido: R$ 250 mil

Categoria B – Obra Seriada de Ficção – 13 episódios de 3’ Projeto: “A Professora de Música” Proponente: Voo Audiovisual Produções Artísticas Ltda. Valor investido: R$ 200 mil

Categoria F – Telefilme Ficção (duração mínima de 50’ e máxima de 120’)

Projeto: “Diversidade” Proponente: Dois Arroz Filmes & Produções Ltda Valor investido: R$ 249.986,79

Projeto: “Botecam” Proponente: Sereia Filmes Ltda Valor investido: R$ 192 mil

Projeto: “Café com Canela” Proponente: Rosza Filmes e Produções Ltda. Valor investido: R$ 798.179,00 Projeto: “A Finada Mãe da Madame” Proponente: Santa Luzia Filmes e Produções Artísticas Ltda. Valor investido: 800 mil

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cobertura

(evento)

Fernando Lauterjung, de Amsterdã

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Modelo sob ataque

No principal evento do mercado europeu, broadcasters buscam a fórmula para manter relevância no cenário de inovações lideradas pelas empresas gigantes de tecnologia.

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"O broadcast é muito relevante, mas os espectadores querem mobilidade e conectividade, e não há motivo para os broadcasters perderem essa relevância e destaque", disse o CEO da rede britânica Channel 4, David Abraham. A rede está mudando a oferta de conteúdos on-demand e online no início do próximo ano, de forma a melhor categorizar as opções dos seus 18 canais lineares. Os conteúdos ficarão sob uma plataforma chamada All4. "A inovação tecnológica da TV é contínua, levando a um ambiente híbrido com a distribuição linear e a baseada em IP", disse o executivo. Também para se adaptar ao novo ambiente, a BBC Worldwide lançará no Reino Unido um serviço de VOD transacional no próximo ano. O serviço, no modelo payto-own, deve ser integrado ao iPlayer, o VOD da emissora estatal. Segundo o CEO da BBC Worldwide, Tim Davie, não há planos de lançar um serviço de VOD por assinatura, concorrente do Netflix. Quanto ao serviço pay-to-own, deve ser levado a outros mercados, como o asiático como uma forte possibilidade. “Trata-se uma nova fronteira para muitos broadcasters e nós decidimos que vamos chegar lá”, disse. Fragmentação e competição O estudo feito com executivos do setor apontou quais são os pontos mais sensíveis para as suas empresas. Fragmentação da audiência e dos consumidores, competição com novos serviços e ruptura no modelo por

“2,5 bilhões de pessoas estão online. Isso quer dizer que a maior parte do mundo não está. A transição (para uma conectividade globalizada) está acontecendo lentamente.".”

FOTOs: divulgação

O

modelo de negócios da TV tradicional, com um grande volume de canais lineares, pode não ter um futuro muito longo. Isso não significa que os grandes produtores e programadores de conteúdo estejam com seus dias contados, mas, para a maioria deles, o modelo de negócios e de distribuição pode mudar nos próximos anos. Durante o IBC 2014, que aconteceu de 11 a 16 de setembro em Amsterdã, tentar encontrar a fórmula para manter a relevância no novo cenário foi o tema central. A tarefa não é simples, até porque o setor de broadcast, na visão de seus próprios executivos, não está entre os mais inovadores. A Deloitte, em uma pesquisa encomendada pela IBC, aponta que Google, Amazon e Facebook estão entre as empresas mais inovadoras, segundo executivos do setor de broadcast e comunicação. Na opinião dos entrevistados, quem lidera as mudanças hoje são as cinco empresas de tecnologia gigantes. Esta é a visão de 67% dos entrevistados. Para 9%, as operadoras de pay-TV estão liderando as mudanças, enquanto outros 9% apontam os fabricantes de eletrônica de consumo. Apenas 5% dos entrevistados citaram os broadcasters. Já as empresas de telefonia móvel não ganharam nenhum voto. Para 64% dos entrevistados, o overthe-top é, sim, uma ameaça aos canais tradicionais lineares e/ou às operadoras de TV por assinatura na Europa. Segundo o estudo, no entanto, a televisão se mantém bem em um cenário que passa por constantes mudanças. Segundo a Deloitte, a TV tem conseguido reter audiência e crescer as receitas.

Matt Brittin, do Google Europa

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mudanças tecnológicas foram apontados por 76%, 63% e 58%, respectivamente. Queda de receitas ou share e regulação também estão entre as preocupações dos executivos - ambos destacados por 38% dos entrevistados. Em sequência, vêm inabilidade de atrair os melhores talentos, com 23%, e consolidação entre as incumbments, com 18%. (Veja gráfico) Para Bill Scott, COO da Easel TV, fornecedora de soluções para OTT e IPTV, “os modelos estabelecidos de suporte por publicidade continuam a existir, mas estão ameaçados”. Segundo ele, embora o modelo de séries e novelas suportadas por publicidade ainda tenha um papel importante, há diversas variantes, bastante sofisticadas, que proporcionam novas formas de exposição das marcas. Além disso, a audiência também caminha para outros modelos de distribuição, fugindo do linear. Ele questionou se empresas como Amazon e Netflix não poderiam lançar mão do patrocínio de marcas para ampliar a sua produção e aquisição de conteúdos exclusivos. Segundo o executivo, o volume de conteúdos exclusivos ainda é pequeno embora haja títulos de grande sucesso. Novos modelos poderiam levar estas empresas a volumes de conteúdo exclusivo muito maiores, representando uma ameaça ao broadcast não apenas na disputa por audiência, mas por verbas publicitárias. Segundo Ella D’Amato, da agência de conteúdo Drum PHD, “muitas marcas reconhecem que não estão alcançando o seu target através da TV tradicional. Elas buscam criar conteúdo


de valor para criar um relacionamento com os seus consumidores”. De acordo com ela, muitas vezes a forma encontrada é criar programas de rádio ou TV e séries online. “Este tipo de patrocínio sempre teve um papel no broadcasting comercial, mas agora a escala está mudando, assim como a ambição das marcas”, completou. A publicitária disse que as grandes marcas podem ter um papel diferente na mídia em breve. “Muitas grandes marcas têm escala e nível para causar um impacto neste mercado e podem se tornar proprietárias da sua própria mídia”, diz. Como exemplo, citou a bebida energética RedBull, que conta com canal de conteúdo online. Bom para todos? Para alguns analistas, as mudanças abrem uma janela de oportunidades aos broadcasters. Se, por um lado, os canais perderão o direito de ditar o que as pessoas vão assistir e quando, por outro, poderão se dedicar mais à produção de conteúdo. Para Tom Morrod, diretor sênior de eletrônica de consumo na IHS Technology, o novo cenário da comunicação permite aos broadcasters abrirem mão de parte custosa de suas estruturas, dedicandose assim exclusivamente à produção de conteúdo. “Os broadcasters não precisam mais ser donos de torres, antenas e transmissores. Eles podem chegar ao consumidor de outras formas”, disse o consultor. Ele propõe que os broadcasters contratem essa estrutura como serviço, como acontece no Reino Unido, ou mesmo deixem de atuar nesta plataforma. “Tirar esta parte do negócio levaria a estruturas diferentes. Algumas companhias não seriam bem sucedidas, e poderiam até desparecer, outras, tenho certeza, encontrariam modelos de negócios muito interessantes”, diz. Simon Fell, diretor de tecnologia e inovação da EBU, associação que reúne broadcasters europeus, rebate a ideia. “Se você tem uma estrutura que permite levar o seu conteúdo a 98% dos lares, por que abriria mão disso?”, questionou. Segundo Fell, a plataforma

conteúdo. O negócio do Google é vender publicidade e eles também não precisam criar conteúdo”, diz.

de distribuição pelo sinal de TV terrestre é a mais eficiente, quando se pensa em alcance. “Se alguém quiser lançar uma operação de TV móvel, vai ter que ocupar as redes de quatro ou mais operadoras de telefonia, obrigar a audiência a pagar, ainda que seja apenas pelo tráfego de dados, e não terá a mesma distribuição de um serviço de TV broadcast”, disse. Segundo Lieven Vermaele, CEO da SDNsquare e ex-diretor de tecnologia e inovação da EBU, o momento atual é inusitado. Segundo ele, pela primeira vez, a indústria do broadcast não está controlando a inovação. Pelo contrário, as mudanças acontecem à sua revelia. “Nós temos que ser muito mais flexíveis. Essa flexibilidade passa pela experiência do usuário, pelas plataformas e pela tecnologia”. Tom Morrod concorda. “A flexibilidade é fundamental para reduzir o risco. E é isso que as empresas mais inovadoras estão buscando”, diz. “Vivemos um momento de experimentação. Temos que lembrar qual é o nosso negócio. O negócio da Amazon (que vem investindo em conteúdos originais) é vender produtos. Eles nem precisam criar

Tira a mão! A afirmação de Simon Fell, o diretor da EBU, sobre a visão dos broadcasters sobre o modelo de distribuição mostra que a disputa por espectro entre os serviços de radiodifusão e de telecomunicações será, mesmo, eterna. GSM Association (que representa as operadoras de celular) e EBU travaram um embate. Segundo o diretor de políticas públicas da GSMA, John Giusti, é do interesse maior do público ampliar o uso de espectro para o serviço de dados móvel, pelo valor arrecadado em impostos com o serviço. Segundo ele, esse valor ultrapassa todo o faturamento da TV aberta. "Não se trata apenas de um benefício econômico para as operadoras móveis, ou para os desenvolvedores de conteúdo, mas de um benefício

Quais questões são sensíveis e significantes para a sua empresa? 18%

Consolidação entre incumbments

Inabilidade de atrair os melhores talentos

23%

Regulação

38%

Queda de receita e participação de mercado

38%

58%

Ruptura do modelo pela mudança tecnológica

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Competição com novos serviços

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Fragmentação da audiência e do consumidor 0

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Fonte: Deloitte/IBC

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7 a 14 de novembro de 2014 Praça das Artes – Cine Olido – Cinemateca – Sesc Consolação – Faap – Caixa Belas Artes – MIS Centro Cultural São Paulo – Centro da Cultura Judaica


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Thiago Leite/shutterstock.com

Em parceria com os principais festivais internacionais de programas de TV, como FIPA, Sunny Side of the Doc e Hot Docs, o telas exibirá o melhor da produção nacional e ainda programas de todo o mundo.


(evento) “O mercado asiático e uma nova fronteira para muitos broadcasters e nós decidimos que vamos chegar lá.”

econômico para o público. Se nos perguntarmos qual indústria traz maior valor econômico, a resposta não será ambígua. O setor móvel na União Europeia em 2013 representou € 269 bilhões, comparado a € 48 bilhões da TV terrestre. O volume de impostos pagos apenas pelas operadoras móveis alcançou € 53 bilhões ", disse. Por outro lado, segundo Simon Fell, o custo de transição de 120 milhões de lares para uma forma alternativa de serviço custaria bilhões. Ele citou um estudo da EBU que aponta que o custo de limpeza da faixa da TV digital terrestre na Europa custaria quatro vezes mais que o benefício dessa limpeza (o leilão da faixa de frequência). O que estava em debate era a faixa de espectro abaixo dos 700 MHz. Segundo o secretário geral da Broadcast Networks Europe, Lars Backlund, "liberar a faixa ou mesmo permitir uma coexistência no espectro abaixo dos 700 MHz impactará severamente na viabilidade da TV terrestre e poderá causar na falência de toda uma indústria", disse. Para Simon Fell, o debate sobre o espectro está acontecendo em todo o mundo e vai afetar a radiodifusão globalmente. Segundo ele, o debate está descartando a capacidade de audiência do broadcast e a implicação disso em toda a cadeia de valor do conteúdo em vídeo. “O broadcast, tendo grandes audiências, é quem cria valor aos programas da TV. Esse valor reflete em outras janelas e plataformas. Um conteúdo de alto valor precisa começar com uma distribuição massiva”, disse. É evidente que o conteúdo de valor pode ser bancado por outras plataformas, como vêm mostrando o Netflix e a Amazon. No entanto, destaca Fell, sem a mesma escala. “Quantas horas por semana de conteúdo original o broadcast global produz? Não é nem possível

Tim Davie, CEO da BBC Worldwide

comparar com o que vem sendo feito no OTT”, diz. O executivo da EBU não nega que o broadcast precisa marcar o seu território nas outras plataformas. “O público demanda isso”, diz. Os inovadores "Nós não somos predadores, somos parceiros", disse o presidente do Google na Europa, Matt Brittin. O executivo falou sobre três soluções da gigante online que, segundo ele, são a chave para esta parceria: o Chromecast, o Android, que começa a chegar às smart TVs, e o YouTube. Brittin destaca que, embora as empresas deste setor já sejam algumas das maiores marcas do mundo, o universo online ainda está em fase bastante inicial, com muito espaço para crescimento. "2,5 bilhões de pessoas estão online. Isso quer dizer que a maior parte do mundo não está. A transição (para uma conectividade globalizada) está acontecendo lentamente", diz o executivo. Mesmo assim, a distribuição de conteúdo multiplataforma e sob demanda se tornou essencial para a sobrevivência dos grupos de mídia televisiva. O grande desafio do setor, diz Brittin, é receber uma compensação financeira para o multiscreen, além de questões técnicas, como ter o online na tela grande da TV de forma amigável e customizar os produtos para todos os tipos de dispositivos. Ele apontou ainda a necessidade de conquistar a audiência a ponto de tê-la como parceira. No primeiro ponto, o Google começa a apostar agora no Android. "Mantemos o foco na experiência do usuário, criando

“Se você tem uma estrutura que permite levar o seu conteúdo a 98% dos lares, por que abriria mão disso?” Simon Fell, da EBU

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um sistema operacional que pode ser customizado por qualquer fabricante. Se você é um fabricante de TV ou settop box, ou um operador de TV paga, há muitas oportunidades aí", disse. O presidente do Google na Europa disse que o Android já está sendo implantado por diversos fabricantes. Em relação à finada plataforma Google TV, Brittin diz que "aprendeu muito” com ela. "Naquele momento, nós não sabíamos muito sobre a experiência multiscreen. Eu não sei se o Android será o sistema operacional dominante, mas certamente será uma oportunidade de inovação para os desenvolvedores (de conteúdo)", disse. Sobre o uso de diversas telas, Brittin chamou os canais a usarem o protocolo do Chromecast em seus aplicativos de VOD. Segundo ele, esta é a tecnologia que "torna o multiscreen mágico". Através do dispositivo, usando aplicativos compatíveis com ele em dispositivos móveis, ou ainda acessando sites compatíveis em um computador, o usuário consegue facilmente "jogar" o vídeo para a tela da TV, garantindo vídeo com qualidade suficiente para tela grande. Para garantir a qualidade, o protocolo não faz uma transmissão do dispositivo para a TV, mas envia um comando para que o Chromecast busque o conteúdo adequado online. Sobre a audiência, o executivo do Google disse que não é mais tão relevante quanto ter "fãs". Estes são os que vão ajudar a rentabilizar a presença dos canais no mundo online, ajudando a dar relevância e até produzindo conteúdo. "Os fãs ignoram os time slots. Eles querem contato com o conteúdo", disse. Como exemplo, citou o formato da Fremantle "Got Talent", que conquistou milhões de fãs no YouTube, 7% deles de fora do território de exibição original. "Os fãs homenageiam o conteúdo. Para cada conteúdo colocado online, tem outros seis ou sete criados pelos fãs em resposta", diz.


cobertura

(tecnologia)

Tempo de 4K A ultra resolução começa a chegar às diferentes plataformas. Enquanto o IP já começa a usar a definição, TV paga e cinema se preparam para uma qualidade de imagem ampliada.

A

ultra high definition (UHD), ou 4K, certamente vai acontecer e já há tecnologia de produção para isso, mas ainda precisa alguma evolução na distribuição. Durante a IBC 2014, que aconteceu entre 11 e 16 de setembro em Amsterdã, Tom Morrod, diretor sênior de eletrônica de consumo na IHS Technology, apontou que quando o UHD chegar efetivamente, será muito mais que uma resolução ampliada. A evolução acontece também em outros pontos técnicos, como o número de frame rates e de cores, fatores igualmente importantes. Para ele, embora já haja capacidade tecnológica para a produção, são necessárias algumas evoluções para garantir a distribuição em grande escala. “O IP não é ideal para vídeo. O protocolo teve que ser adaptado para isso, trazendo diversas vantagens. Mas para o UHD, o IP e a TI ainda não são bons o suficiente. Temos que evoluir muito nessa área”, disse o executivo. Darren Fawcett, chief technical engineer da Pace, concorda que há espaço para muita evolução, mas aponta que o IP foi a primeira plataforma a distribuir conteúdo 4K. Segundo ele, o 4K é um futuro inevitável e deve chegar ao público, de forma consistente, antes pelos serviços online. O executivo aponta que os serviços OTT já

Avanço na qualidade de imagem foi um dos temas centrais do IBC 2014, em Amsterdã.

FOTO: arquivo

provaram que é possível transmitir em 4K por redes IP, citando o caso do Netflix, que já distribui alguns conteúdos nos Estados Unidos nesta definição. O serviço anunciou recentemente que cobrará mensalidades mais caras para planos que permitam acesso ao conteúdo 4K. Segundo a empresa, o valor adicional deve-se aos custos envolvidos em adquirir, produzir e distribuir esse tipo de conteúdo. “O IP estará preparado para lidar com o ultra HD muito antes do broadcast. Mas o broadcast terá de acompanhar a evolução, seguindo uma demanda do consumidor”,

“O IP estará preparado para lidar com o ultra HD muito antes do broadcast. Mas o broadcast terá de acompanhar a evolução, seguindo uma demanda do consumidor.” Darren Fawcett, da Pace

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disse o executivo da Pace. Charles Constable, diretor de plataformas digitais da Arqiva, concorda e destaca: “em poucos meses, a quantidade de dados necessária para transmitir em 4K será a mesma que o HD demandava no início”. Segundo Alex Green, diretor de TV da britânica BT Sport, o esporte será o grande fomentador da tecnologia. “A questão é quanto tempo levará para a adoção massiva e o que nós podemos fazer para acelerá-la. Claramente, já há um desejo por mais qualidade. Mais e mais TVs 4K são vendidos no Reino Unido. A demanda existe e cabe a nós explorá-la, buscando um diferencial de mercado”, disse. TV paga Para as operadoras de TV por assinatura, pode haver uma saída mais "econômica" - em relação à demanda por banda em suas redes


- para levar conteúdo em 4K a seus assinantes. Para Thierry Fautier, da Harmonic, pelo menos no início, a solução para a distribuição de conteúdo em 4K pode não estar no stream. Segundo ele as operadoras podem começar a usar a tecnologia enviando conteúdo “push” para settop boxes. Desta forma, não é necessária a mesma banda demandada na transmissão ao vivo. Segundo ele, entre 20 Mb/s e 25 Mb/s são necessários para o stream em ultra high definition. Para Fautier, algumas questões ainda precisam ser resolvidas para a adoção da maior definição pelo mercado. “A indústria começa a preparar os set-top boxes, que estarão disponíveis no mercado em 2015. Mas ainda precisamos

“Os set-top boxes estarão disponíveis no mercado em 2015. Mas ainda precisamos discutir padrões, bem como proteção de conteúdo, antes de uma distribuição em massa das caixas."

Bill Baggelaar, vice-presidente sênior de tecnologia da Sony Pictures Entertainment, com a digitalização dos projetores, as salas terão de lidar com outra velocidade de evolução tecnológica, e o 4K será uma forma de buscar, também neste mercado, um diferencial. “O 4K não traz apenas mais pixels. Com a expansão da gama de cores e a tecnologia HDR, as imagens serão muito impressionantes. Todos vão querer”, disse. Sobre a produção Baggelaar diz que depende da estratégia por trás do conteúdo. “Se você pensar em explorar o conteúdo em longoprazo, você deve captá-lo em 4K. Não importa tanto a pós-produção ou a distribuição, mas a captação tem que ser na melhor qualidade possível”, afirmou o executivo.

Thierry Fautier, da Harmonic

discutir padrões, bem como proteção de conteúdo, antes de uma distribuição em massa das caixas. Temos alguns desafios à frente”, disse. A proposta do executivo é a adoção na indústria de um HD melhorado, pelo menos até que o UHD esteja pronto. “O 1080p é uma boa alternativa até que o ultra HD em 50 ou 60 frames em 10 bit esteja pronto, incluindo HDR”, disse. Cinema No cinema, o 4K também deve conquistar espaço em breve. Segundo

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Fernando Lauterjung, de Amsterdã

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(radiodifusão)

Helton Posseti

h elton @co nvergeco m .co m .br

Novas dúvidas e velhas angústias

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FOTO:s divulgação

assado o leilão da faixa de 700 MHz (para as operadoras de celular), a sensação para a radiodifusão é que há ainda muita coisa a ser resolvida. O leilão veio com uma surpresa: o bloco 4, que fica mais próximo da radiodifusão, não foi vendido. Em um primeiro momento, a notícia foi vista pelo lado positivo. Com o bloco deserto, na prática se aumenta a banda de guarda de 5 MHz para 15 MHz (considerando o bloco destinado para segurança pública, essa banda de guarda passa para 20 MHz – ver tabela), reduzindo consideravelmente a chance de interferências entre os dois serviços. Passado esse primeiro momento, o que surgiu na radiodifusão, contudo, foi mais dúvidas do que certezas. Certamente esse bloco será colocado à venda no futuro. E se ele causar interferência, haverá recursos para mitigá-la? Os organismos criados para realizar todas as atividades de limpeza da faixa, distribuição de conversores e mitigação de interferências - Entidade Administradora da Digitalização (EAD) e o Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais (Gired ) – ainda estarão em funcionamento? Essas questões fizeram a Abratel (associação que

Eliks/shutterstock.com

Lote não vendido no leilão dos 700 MHz aumenta a banda de guarda, mas não tranquiliza os broadcasters. A questão é se haverá recursos para mitigar a interferência quando as teles começarem a operá-lo.

reúne as emissoras ligadas à Record) se reunir com técnicos da Anatel logo no dia seguinte ao leilão. A agência garantiu à associação que não há motivos a se preocupar. Se faltar recursos, as teles deverão realizar aportes adicionais como está previsto no edital. Mas se a operação do lote 4 causar interferência, quem faz os aportes adicionais: os vencedores do leilão de agora ou o vencedor do lote 4? De acordo com o vice-presidente da Abratel, Márcio Novaes, a resposta da agência foi: ‘todos’. “A não-venda gerou para nós uma certa insegurança, sim”, resume Novaes. “Há um aumento da banda de guarda se a gente for considerar que esse lote não será vendido, mas

espectro todo o mundo quer, principalmente essa faixa que é considerada o filé mignon”, completa o vice-presidente da Abratel. Ainda em relação à reunião com os técnicos da Anatel, Novaes relata que a agência garantiu que o Gired e a EAD estarão em funcionamento quando da venda deste lote. De fato, é possível que sim. O edital estabeleceu que as teles deverão realizar os aportes na EAD em parcelas, sendo que a última delas está prevista para até 31 de janeiro de 2018. Sendo assim, é de se imaginar que a EAD prevê atividades de mitigação para 2018 ou até 2019. O presidente da Anatel, conselheiro João Rezende, descartou

“A não-venda gerou para nós uma certa insegurança sim. Há um aumento da banda de guarda se a gente for considerar que esse lote não será vendido, mas espectro todo o mundo quer, principalmente essa faixa que é considerada o filé mignon.” Márcio Novaes, da Abratel


“Isso (o futuro leilão da banda que falta) já foi mapeado por nós. A questão é sentar com a Anatel e ver como vai resolver.”

Desligamento Outra questão que surge com a não-venda do lote 4 é sobre a possibilidade de os radiodifusores que ocupam esse pedaço da faixa terem o desligamento prorrogado. A lógica é simples: já que a faixa não foi vendida, por que não mantê-los por mais tempo nela? Fontes do governo e da Anatel asseguram, contudo, que essa hipótese não está sendo considerada e nem sequer houve pedido da radiodifusão nesse sentido. O entendimento é que o momento para fazer a limpeza é agora, já que o leilão arrecadou os recursos para essa atividade e criou os organismos responsáveis por toda a logística de digitalização das emissoras. Manter a radiodifusão nesse bloco também acentua a questão da interferência com os blocos adjacentes que serão utilizados pelo LTE. Apesar de todas as garantias dadas pelo governo, as mesmas angústias que a radiodifusão tinha em relação à complexa engenharia criada pela Anatel para a limpeza da faixa permanecem. Novaes menciona, por exemplo, o fato de a agência não ter realizado testes com o bloco imediatamente após a banda de guarda, reservado para uso da segurança pública. “Isso era uma dúvida e é uma insegurança nossa ainda. A gente ficou num vácuo nessa questão”, afirma ele.

Paulo Ricardo Balduíno, da Abert

EAD e o Gired, por sua vez, têm 90 dias para serem constituídos após a assinatura dos termos de autorização. O bloco 4 não foi vendido, mas é preciso lembrar que o bloco adquirido pela Algar no Triângulo Mineiro e região de Franca em São Paulo está nessa faixa próxima à radiodifusão. Para o vice-presidente da Abratel, a operação da Algar será um teste de como se dá a convivência entre os dois serviços na faixa mais próxima. “Eles vão operar em uma faixa que, essa sim, está colada na banda de guarda. Essa operação vai balizar o comportamento do bloco 4 em relação à interferência”, afirma ele. E, segundo o seu raciocínio, a depender do que será encontrado na prática pela Algar, essa faixa no futuro poderá se valorizar muito ou não. Caso a interferência se mostre tranquila de resolver, a tendência é que a faixa seja muito valorizada, já que não terá o custo de limpeza. Esse mesmo raciocínio é feito pelo governo. Mas é preciso considerar que se o problema de interferência for grave, afetar milhares de residências e for de difícil solução – principalmente no que se refere à logística de distribuição de filtros – isso pode depreciar o valor da faixa.

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703MHz SEGURANÇA PÚBLICA

BANDA DE GUARDA

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Lotes ofertados às teles na faixa de 700 MHz

RADIODIFUSÃO DIGITAL

que a faixa seja colocada em licitação no ano que vem. Se não houve interessados agora, muito provavelmente o ano que vem ainda será cedo para colocar a faixa novamente em leilão. Mas o ministro Paulo Bernardo deu declarações durante a Futurecom, em São Paulo, de que a faixa pode ser colocada em leilão em 2015 ou 2016. Se isso realmente acontecer, a EAD e o GIRED ainda estarão em funcionamento. Essa situação também preocupou a Abert, que já colocou o assunto na pauta para ser levado à discussão do Gired assim que ele for criado. “Isso já foi mapeado por nós. A questão é sentar com a Anatel e ver como vai resolver”, afirma o diretor de uso do espectro da Abert, Paulo Ricardo Balduíno. De toda a forma, a Abert se diz tranquila em relação a isso, já que toda a regulamentação foi construída tendo como premissa o fato de que a radiodifusão não será onerada por esse processo de entrada do LTE. Balduíno lembra que a resolução que deu nova destinação à faixa já estabelece que quem deve custear a transferência da radiodifusão para outra faixa é o novo entrante. “Tudo isso será discutido quando a EAD e o Gired forem constituídos, mas não espero dificuldades para tratar desse assunto. Se não sobrar dinheiro, e eu acredito que não vai sobrar, o entrante vai ter que arcar”, afirma ele. Pelas regras do edital, os recursos para limpeza da faixa e mitigação, que totalizam R$ 3,6 bilhões, devem ser aportados na EAD da seguinte forma: primeira parcela de 30% até 30 dias da constituição da EAD; a segunda parcela de 30% até 31 de janeiro de 2016; terceira parcela também de 30% até 31 de janeiro de 2018; e a quarta e última parcela de 10% até 31 de janeiro de 2018. A

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6 fonte: Anatel

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(tv por assinatura)

Letícia Cordeiro

letic ia@ co nvergeco m .co m .br

Novos modelos

Operadoras de DTH estudam modelos pré-pagos para reduzir custo de aquisição de clientes e diminuir o churn por falta de pagamento. FOTOs: marcelo kahn

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remando com muita força para a frente, mas com gente remando para trás. Temos que vender muito para compensar as saídas e os clientes que nós mesmos tiramos da base porque não pagam. Há ainda 70% dos lares sem TV por assinatura, mas que têm um perfil totalmente diferente dos que já são assinantes", avalia Antonio João. A saída, na opinião do executivo, seria implementar o modelo pré-pago também para o serviço de TV. Ele revela que a Claro já tem um piloto de serviço pré-pago em andamento. "Estamos testando com os clientes do Claro TV Livre, que compram o kit de decodificador e antena em uma loja de varejo por R$ 399 e eles mesmos instalam ou contratam alguém para fazer a instalação e assim receber sem mensalidade os canais abertos", revela Antonio João. Segundo ele, isso tira parte do custo de aquisição de clientes e, ao mesmo tempo, permite a geração de receitas adicionais. "Uma vez com o kit instalado, o cliente pode escolher ficar mesmo apenas com os canais abertos, virar um assinante tradicional optando por um plano com mensalidade – e aí, como ele já arcou com os custos dos equipamentos e da instalação, damos desconto na mensalidade –, ou pode ainda contratar um pacote por apenas um mês pagando no cartão de crédito", detalha. Esse modelo é praticado com muito sucesso

mercado brasileiro de TV por assinatura experimentou crescimentos na casa dos 30% ao ano nos últimos anos, em muito puxados pelo bom desempenho dos serviços de DTH – que respondiam, ao final de julho, segundo dados da Anatel, por 61,76% da base total de 19,88 milhões de assinantes de TV. Esse crescimento, contudo, vem arrefecendo e a explicação, de acordo com o diretor executivo da Claro hdtv, Antonio João, é que a renda da nova classe C, que compõe o grande volume de novos clientes, oscila. "Tem cliente que em um mês consegue faturar R$ 1,5 mil e no outro, R$ 700. Temos um churn (taxa de desligamento) elevado e inadimplência alta", diz. "Quando se começa a querer aumentar a penetração no Brasil e a endereçar camadas de menor poder aquisitivo, é preciso ter pacotes de R$ 30, R$ 50. Temos de subsidiar o set-top box e a antena e os custos de programação são muito elevados. Esse é um negócio de margens muito pequenas e a questão é churn, porque aqui estamos falando de uma amortização em mais de dois anos", completa o diretor geral da Oi TV, Ariel Dascal. Para ambos os executivos, que participa­ ram em setembro no Rio de Janeiro do Congresso Latino-Americano de Satélites, organizado pela Converge Comunicações (que edita TELA VIVA), o modelo de venda tem de ser revisto. "O crescimento reduziu, mas na verdade é como se estivéssemos

“Uma vez com o kit instalado, o cliente pode escolher o que quer receber.” Antonio João Filho, da Claro hdtv

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“Esse é um negócio de margens muito pequenas e a questão é churn, porque aqui estamos falando de uma amortização em mais de dois anos.” Ariel Dascal, da Oi TV

pela Sky, que acumula cerca de 2 milhões de usuários nessa modalidade, que garantem à operadora a possibilidade de expansão com custos menores, já que o investimento no equipamento vem do próprio cliente. O cartão de crédito é a única opção para a compra de créditos de TV da Claro, mas o objetivo da operadora é que as formas de pagamento sejam ampliadas, que tenham a mesma capilaridade que a recarga de créditos de telefonia móvel. "Começamos os testes apenas no mês passado, sem divulgação, porque queremos fazer tudo com muito cuidado", diz. A contratação do plano pré-pago e a ativação do pacote passam por um rigoroso controle na central de atendimento para minimizar riscos de fraude e pirataria de sinal. Dascal, da Oi, concorda que é preciso rever o modelo. "O modelo pré-pago na TV por assinatura traz o elemento de controle de como gastar o dinheiro que o cliente aprendeu a usar no celular. Além disso, temos de pensar também em um novo modelo de empacotamento", conclui. A Oi já começou a desenvolver internamente o projeto de TV pré-paga, mas, segundo Dascal, não há previsão de iniciar testes ainda este ano.


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( making of )

Lizandra de Almeida

c a r t a s . t e l a v i v a @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Um espanto de carro

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FOTOs: divulgação

nspirados nos clichês clássicos dos filmes de terror, a campanha do Novo Fox, carro compacto da Volkswagen, quer surpreender o espectador e chamar sua atenção para as novidades tecnológicas do carro. Três amigos estão numa cabana abandonada em um bosque e encontram uma mala antiga. A trilha já mostra que dali não vai sair coisa boa. Quando eles abrem a mala, pula de dentro um palhacinho caolho e uma distorção na imagem mostra que um fantasma pouco camarada foi libertado. A câmera então o acompanha vertiginosamente e para de repente, mostrando que o fantasma viu o Novo Fox. O fantasma então começa a observar o carro, e com isso examina todas as suas qualidades. Segundo Luciano Lincoln, diretor de arte da AlmapBBDO, “filmes de terror têm uma intenção: surpreender. E são bons nesse propósito. Tantos a trilha como a direção de arte, as locações e os personagens criam um clima de suspense. Resolvemos emprestar essa estética para usar na nossa história, mostrando a história de um carro impressionante a ponto de surpreender até um personagem de filme de terror”. “A linguagem cinematográfica surpreende no meio do intervalo, e foi essa a nossa intenção. Será um trailer? Um teaser? Quisemos brincar com isso”, afirma Dudu Venturi, produtor executivo do filme. “A produção foi extremamente detalhista. Como não encontraram uma cabana pronta perfeita para o filme, decidiram construir uma do zero. Somando a isso uma ótima fotografia, o aspecto final é o de um lugar onde você não iria querer passar as férias de jeito nenhum”,

Campanha do Novo Fox é inspirada no clichês de filmes de terror.

explica o redator Cesar Herszkowicz. A cabana foi construída dentro do Horto Florestal, parque na Zona Norte da cidade de São Paulo. “Trabalhamos ao lado da equipe do parque, com todo o cuidado ambiental”, explica Dudu. “Para conseguir a cara de cabana abandonada que queríamos, usamos madeira velha. A cenografia acrescentou algumas plantas ao bosque, que só tem árvores, mas depois retiramos tudo.” Além dos cuidados com as instalações do parque, a produção precisou ter um cuidado extra: o carro ainda era sigiloso, então todo o transporte e mesmo a filmagem foram feitos sob forte segurança e de modo que ninguém pudesse observar de fora. As filmagens aconteceram no início do dia e no início da noite, para que a luz tivesse um ar mais macabro, com muitas máquinas de fumaça. Nos planos mais abertos, o motorista30

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fantasma foi apagado em pósprodução. Nos planos fechados, foi possível simular a direção sem a necessidade de efeitos. O boneco foi criado especialmente para o filme, com a cabeça controlada por controle remoto. Toda a movimentação de câmera foi feita com steady cam.

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ficha técnica Cliente Produto Agência Diretor geral de criação Diretor executivo de criação Criação Produtora de imagem Produtor executivo Direção Fotografia Montagem/edição Finalizadora Produtora de áudio

Volkswagen Novo Fox AlmapBBDO Luiz Sanches Renato Simões, Bruno Prosperi Luciano Lincoln, Cesar Herszkowicz Sentimental Filme Marcos Araújo 2 André Faccioli Beto Araújo Sentimental Filme Satélite Áudio


A terceira geração da OpenEnglish Todos os filmes são feitos duas vezes: uma com casting brasileiro, e outra com latino-americanos que vivem no Brasil. A série de três filmes com alunos profissionais foi feita em locações, onde foram criados os três cenários diferentes. “Cada dia, filmamos em um espaço diferente. Conseguimos um escritório todo de vidro, onde foi possível mostrar o aluno interagindo com o professor como se eles estivesse lado a lado. Usamos uma casa para a locação do repórter que precisa entrevistar uma celebridade ao lado de 500 figurantes em uma festa de gala. E outra para o médico que chega em casa depois de uma cirurgia e decide aproveitar e estudar um pouco”, conta Marina. Com uma linguagem mais tradicional e também mais sofisticada, a ideia é aproximar a escola de pessoas mais estabelecidas profissionalmente, ao contrário da linguagem mais jovem dos primeiros filmes. Mas o bom humor continua nos filmes com os personagens históricos, que foram gravados em um estúdio subdividido em quatro pequenos cenários de época, um para o cavaleiro da Idade Média, outro para Nero, um terceiro para Tutancâmon e o quarto para Napoleão. “Usamos ambientes mais fechados, com menos claridade, iluminando apenas com focos de luz”, explica a diretora Marina Pessoa.

FOTOs: divulgação

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empre com campanhas marcantes e insólitas, a escola de inglês virtual OpenEnglish estreia sua terceira série de filmes desde que começou a se espalhar pela América Latina em 2013, com a proposta de oferecer cursos de inglês para latino-americanos pela internet, com contato direto com professores americanos. A rede, de origem venezuelana, começou com filmes bem simples, em cenários brancos, apenas com destaque para os personagens principais – um adepto dos métodos mais bizarros para aprender inglês e o outro, aluno da OpenEnglish. A segunda fase teve vários filmes, mas apenas um chegou ao Brasil: um filme em preto e branco, imitação perfeita de filmes de perfume que anunciam na TV por assinatura. O personagem principal, que parece ser um galã sedutor, fala o nome do perfume em inglês com uma pronúncia totalmente errada. Não é todo mundo que percebe, mas o filme tem algo de estranho que gerou burburinho. Agora, as campanhas se sofisticaram mais. Desde o princípio, são produzidas pela Famigerada Filmes, de São Paulo, diretamente com o dono da escola, Andrés Moreno, que agora também é seu garoto-propaganda. A nova campanha tem duas linhas de criação: uma com filmes que mostram profissionais ocupados com diferentes demandas e que podem se consultar com os professores da escola a qualquer momento, e outro que mantém o tom irreverente das campanhas anteriores e mostra personagens da história estudando inglês de um jeito antigo em comparação com a proposta da OpenEnglish.

ficha técnica Cliente Produtora Direção Fotografia Direção de arte Animação e efeitos Finalização de cor Finalização de som

Bom humor continua nos filmes da escola virtual.

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OpenEnglish Famigerada Filmes Marina Pessoa Rafael Martinelli Guilherme Ávila Lucas Pasquini Alex Yoshinaga Jonas Tatit


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Lili, a Ex Coprodução do GNT com a O2 Filmes leva personagem dos quadrinhos de Caco Galhardo para a televisão. FOTOs: divulgação

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GNT estreou em setembro a série de humor “Lili, a Ex”, inspirada nas tirinhas do cartunista Caco Galhardo. Protagonizada por Maria Casavedal (Lili) e Felipe Rocha (Reginaldo), a ficção tem 13 episódios sob o comando do diretor geral Luis Pinheiro e dos diretores Quico Meirelles e Lilian Amarante. A atração é uma coprodução do canal com a O2 Filmes. A série conta a história de Lili, uma mulher caótica, expansiva e destrambelhada que se divorcia do metódico e organizado Reginaldo após anos de casamento. O problema é que Lili continua obcecada pelo ex-marido, interferindo em sua vida amorosa e promovendo demonstrações de ciúmes. No primeiro episódio da série, ela decide mudar-se para o apartamento vizinho ao de Reginaldo para controlá-lo de perto.

Primeira temporada foi gravada nos estúdios da O2 em Cotia (SP).

um pouco maluca. Queríamos uma linguagem diferente e isso virou uma identidade da série. Foi preciso se adaptar, mas depois tudo fluiu muito bem. Ensaiávamos bastante e então gravávamos de uma só vez”, conta o diretor geral Luis Pinheiro. O cenário, conta, foi construído pensando em uma filmagem dinâmica. “Não tínhamos trilhos para câmeras e utilizamos equipamentos bem compactos, como a câmera Blackmagic 16”. Os atores também tiveram que se adaptar ao estilo de filmagem. “É bem diferente do padrão de novela, em que você interpreta de forma estática, olhando para o outro ator. É preciso ensaiar e preparar, mas tecnicamente o resultado é incrível”, conta a atriz Rosi Campos, que interpreta Gina, a mãe consumista compulsiva de Lili. “Você percebe com o tempo que é como um

Produção A primeira temporada da série foi gravada ao longo de três meses nos estúdios da O2 em Cotia (SP). Diferente da maioria das produções do gênero, que adotam câmeras estáticas, “Lili, a Ex” utiliza a técnica de planosequência com frequência. O resultado são cenas gravadas sem cortes e bastante movimentação da câmera. “A agilidade do roteiro pedia a utilização desse recurso. Assim como os personagens eram malucos, a filmagem também era

balé, em que todos tem que fazer sua parte para que a coreografia funcione com perfeição”, complementa Daniela Fontan , intérprete de Cintia, melhor amiga da protagonista. A série transita entre o mundo real e cenas lúdicas, com efeitos animados e piadas absurdas, inspiradas nas tiras do cartunista. O elenco conta ainda com João Vicente de Castro no papel de Reinaldo, irmão de Reginaldo, e Milton Gonçalves, que interpreta Anselmo, pai de Cintia e apaixonado por Gina. Allan Medina e Robson Nunes completam o time principal de atores. Novo espaço, novo humor Ao lado de Lilian Amarante e Nina Crintzs, o cartunista Caco

Diferente da maioria das produções do gênero, que adotam câmeras estáticas, “Lili, a Ex” utiliza a técnica de plano-sequência frequentemente. 32

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Galhardo é um dos criadores da atração. Ele também assina o roteiro final ao lado de Bel Berlinck. “A série é inspirada nos quadrinhos e algumas piadas das tirinhas aparecem nela, mas sua história foi toda desenvolvida em equipe. Para alguém acostumado com um trabalho solitário à frente de uma prancheta como eu é uma experiência completamente nova. Quebramos a cabeça por mais de um ano nesse roteiro, mas o resultado valeu a pena”, conta. Segundo ele, a ideia de produzir uma série sobre a personagem obcecada pelo ex surgiu com o recente crescimento do mercado audiovisual, principalmente após a aprovação da lei da TV paga. A chamada “era de ouro” da televisão internacional, com grande quantidade de produções reconhecidas pela crítica e pelo público e maior espaço para formatos e linguagens experimentais, também chamou a atenção do cartunista. “É um momento de ouro para o audiovisual no mundo todo, e com o aumento da produção esse movimento também começa a chegar aqui. Sou cartunista mas fico de olho no que está acontecendo. A TV, que não era um espaço tão bacana, agora se tornou um lugar muito bom para colocar histórias diferentes e experimentar coisas novas”, avalia. Segundo Galhardo, "Lili, a Ex" fala mais sobre as obsessões humanas do que sobre relacionamentos especificamente. “Cada um dos personagens tem uma obsessão. A mãe da Lili consome, o Reginaldo é metódico, o Reinaldo vai atrás de mulheres, e a Lili vai atrás do Reginaldo. Assim como a protagonista obcecada, todos os personagens da trama apresentam manias que na verdade são bem comuns. A diferença é que na história essas manias, essas loucuras, são exageradas um pouco”, diz.

“lili a ex”

T 2 Filmes e GN te an ar Am n , Lilia Coprodução O Caco Galhardo e Nina Crintzs Criação Luis Pinheiro rata Ribeiro Ba ea l dr ra An k Direção Ge e Bel Berlinc Produção relles ei M o ic Qu , Luis Pinheiro ante e Lilian Amar do e Direção ar lh Ga co Ca gro ne te on M lo Marce Roteiro Final

Sinopse: Série conta a história de Lili, uma mulher caótica que se divorcia do metódico e organizado Reginaldo após anos de casamento. O problema é que Lili continua obcecada pelo ex-marido, interferindo em sua vida amorosa.

Para João Vicente, que trabalha também no Porta dos Fundos, o humor de “Lili, a ex” assemelha-se ao produzido pelo grupo de humoristas ao arriscar-se e abordar temas complexos. “Uma coisa que eu vejo em comum é que traz um humor inteligente, sem subestimar o público. Não abusa de clichês nem bate em quem já está embaixo como aquele humor raso de falar mal de loira e português. Esse humor cada vez menos gente quer ver. Nosso diálogo é olho no olho com o telespectador, e não de cima para baixo”, avalia.

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Trilha sonora Para assegurar que a trilha sonora combinasse com o estilo moderno dos personagens, a equipe de produção contratou a banda folk Mustache e os Apaches para desenvolvê-la. “Quisemos criar uma trilha sonora que se identificasse com a série e ajudasse a desenvolver o universo maluco da serie. Nesse sentido, o trabalho com a banda foi muito proveitoso, eles entenderam bem o conceito”, comenta Lilian Amarante. 33


( case )

Leandro Sanfelice

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O Irmão do Jorel Produção é a primeira série original de animação do Cartoon Network produzida na América Latina e será exibida em toda a região. FOTOs: divulgação

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irmão do Jorel”, que estreou em setembro na grade de programação do Cartoon Network, é a primeira série original de animação do canal produzida na América Latina. A primeira temporada da atração, criada por Juliano Enrico e desenvolvida em conjunto com a produtora Copa Estúdios, terá 26 episódios, ainda em produção. Os primeiros oito serão exibidos ainda em 2014. “Estamos lançando os primeiros episódios enquanto trabalhamos na produção. Isso é interessante porque vamos entendendo o que funciona e podemos direcionar nossa criação”, conta Juliano.  Protagonista da série, Irmão do Jorel é o filho caçula de uma excêntrica família de acumuladores que mora numa casa que parece ter vindo direto dos anos 80. Sem receber muita atenção, o protagonista é conhecido apenas por ter um irmão superpopular. Sem diferenciar fantasia e realidade, ele sempre descobre uma maneira absurda de sair da sombra de seu irmão famoso. Seu verdadeiro nome, no entanto, ainda é um mistério. “Além do nome do protagonista, que nunca é revelado, existem outros mistérios no enredo que são desenvolvidos ao longo da temporada. No ponto em que estamos, começamos a explorar mais as histórias dos personagens. No começo eles serão apresentados, depois

Cenário traz referências à vida suburbana da classe média brasileira.

começaremos a desenvolvê-los. Cada episódio pode ser entendido separadamente, mas existe uma ligação entre eles”, revela Enrico. “Irmão do Jorel” é uma série pensada para representar as famílias brasileiras das décadas dos anos 80 e 90. O cenário conta com referências a essas décadas e à vida suburbana da classe média brasileira. A trilha sonora traz músicas do gênero rock’n’roll desenvolvidas por Ruben Feffer, também responsável pela produção musical da série. “O Jorel vem de uma família de acumuladores,

O Irmão do Jorel” foi o projeto vencedor do pitching Cartoon Network/Fórum Brasil 2009. Na ocasião, o projeto recebeu o prêmio de desenvolvimento no valor de US$ 20 mil. 34

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por isso, apesar de a história se passar nos dias atuais, dentro da casa deles sentimos que estamos nos anos 80”, explica o criador da série. Produto de exportação Segundo Daniela Vieira, diretora de conteúdo do Cartoon Network no Brasil, o canal já tem planos de levar “Irmão do Jorel” para outros países. “Irmão do Jorel é uma série criada e produzida no Brasil, que já nasce com padrão exportação. É certo que levaremos a série para a América Latina muito em breve. No momento estamos trabalhando na dublagem”, afirma. O programa ocupará uma faixa de destaque na programação do canal, indo ao ar às segundas, às 20h45, com reprises às quartas e sextas. “É um horário importante na nossa programação ao lado de produções já consagradas como “Hora da Aventura” e outras que


estão chegando com grande potencial. ‘Irmão do Jorel’ trará histórias com as quais nosso target, de 7 a 12 anos, se identificará muito. Mas, com as referências aos anos 80 e 90, atrairá também o jovem adulto que lembrará da sua infância”, avalia a diretora. “Existe uma inspiração na minha própria família, mas são situações que podem acontecer com todas as famílias, é fácil se identificar. Não é uma série autobiográfica”, explica Enrico. Origem “O Irmão do Jorel” foi o projeto vencedor do pitching Cartoon Network/Fórum Brasil 2009 (promovido por TELA VIVA). Na ocasião, o projeto recebeu o prêmio de desenvolvimento no valor de US$ 20 mil. Em 2012, também no Fórum Brasil de Televisão, foi exibido o primeiro piloto da série, desenvolvido com a Copa Estúdios. No pitching, Juliano apresentou ao canal uma bíblia do projeto que, conta, estava desenvolvendo havia cinco anos. “A ideia da série surgiu há uns dez anos, quando encontrei uma caixa com fotos e fitas VHS antigas da minha família. Comecei a desenvolver os personagens inicialmente para uma história em quadrinhos, mas com o tempo percebi que havia potencial para fazer uma série animada”. Em 2012, o projeto ganhou um episódio piloto de sete minutos, também apresentado ao público na edição daquele ano do Fórum. Na ocasião, foi anunciado o plano do canal de produzir a série. “Levamos um tempo considerável entre vencer o pitching, desenvolver o piloto e depois produzir a série. Sou um criador, e precisava encontrar os parceiros certos para desenvolver

Sinopse: Irmão do Jorel é o filho caçula de uma excêntrica família de acumuladores que parece ter vindo direto dos anos 80. Conhecido apenas por ter um irmão superpopular, ele não se importa com isso. Sem diferenciar fantasia e realidade, sempre descobre uma maneira de sair da sombra do irmão. Seu verdadeiro nome, no entanto, ainda é um mistério.

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personagem com comportamento autodestrutivo, durona, mas o canal disse que não era legal o cigarro. Substituímos por um pirulito e ficou ainda mais engraçado. Agora, ela é viciada em consumir doces”, conta. “O Juliano pensou nesses personagens por cinco anos antes de chegar a nós. Ele tinha muitas ideias. No limite do possível, deixamos ele ‘pirar’ e desenvolver suas ideias. Foi uma decisão arriscada do ponto de vista comercial, mas que acabou valendo muito a pena”, diz Daniela. O criador pode opinar até mesmo na formação da equipe de profissionais envolvidos no projeto. A voz do personagem principal, por exemplo, foi gravada por Andrei Duarte, profissional envolvido na animação da série, por indicação de Enrico. “Estávamos trabalhando ainda no piloto quando, brincando, ele fazia as vozes dos personagens e ficou muito bacana. Daquele momento em diante não tinha mais como o personagem ter outra voz que não aquela”, conta.

o projeto desde a animação até a dublagem. Foi um processo que levou tempo, mas acabou valendo a pena”, conta Juliano. Apesar de ser produzida em 2D, a série também conta com a utilização de técnicas variadas, desenvolvidas em parceria com diferentes produtores. Quando o personagem brinca com a comida, por exemplo, a cena utiliza técnica de stop-motion. Já o ganso de estimação do pai de Jorel tem traços diferentes dos outros personagens, em um estilo que lembra a arte oriental. Liberdade criativa Acostumado a trabalhar com humor para público adulto em seus projetos, Juliano conta que teve bastante liberdade no desenvolvimento da série. “Até mesmo quando tínhamos alguma limitação era algo libertador, pois nos forçava a ter ideias criativas e absurdas - e o absurdo é o humor universal. Um exemplo é a avó do Irmão do Jorel, que no começo fumava. Ela é uma

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( upgrade )

Fernando Lauterjung

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Controle futurístico Sound Devices apresenta a sua primeira solução dedicada de áudio montada em rack, o 970, que traz 64 canais de áudio MADI e Dante.

Família de gravação

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Sound Devices lançou uma nova família de soluções montadas em rack, incluindo os equipamentos de vídeo PIX 270i e PIX 250i e o gravador de áudio Sound Devices 970. Criada para substituir decks de vídeo baseados em cassete e em disco, a linha de produtos PIX traz uma solução completa para produções de vídeo que utilizem várias fontes, incluindo aplicações de estúdio, ao vivo de esportes e eventos, e produção móvel. Além disso, a fabricante apresenta a sua primeira solução dedicada de áudio montada em rack, o 970, que traz 64 canais de áudio MADI e Dante. Os gravadores PIX 270i e PIX 250i dinamizam os fluxos de trabalho de produção, com gravação sem fita baseada em arquivo e capacidade de transferir arquivos de alta qualidade através de Ethernet. As unidades gravam arquivos prontos para edição nos formatos Apple ProRes ou Avid DNxHD, e permitem a gravação em várias unidades em simultâneo, dando à equipe de produção redundância e recursos de backup. Ambos trazem capacidades avançadas de áudio, incluindo 64 canais de áudio MADI e Dante sobre Ethernet no PIX 270i, e 16 faixas de áudio no PIX 250i. O PIX 270i traz sincronização de múltiplas unidades embutida, oferecendo gravação e reprodução simultânea com precisão de quadro, ideal para a produção de multi-câmera e evento ao vivo. Qualquer número de unidades pode ser agrupado e controlado como um único sistema a partir de qualquer hardware ou do painel de controle embutido. Uma ferramenta destinada a profissionais que exigem um número significativo de canais de áudio, o gravador Sound Devices 970 trabalha com 64 canais de arquivos WAV de 24 bits monofônicos ou polifônicos em qualquer uma de suas 144 entradas. São 64 canais de áudio Dante baseadas em Ethernet, 64 canais de MADI óptico ou coaxial, oito canais analógicos e oito canais de AES digital. Qualquer entrada pode ser atribuída a qualquer faixa. Além disso, é suportada a gravação de 32 pistas em 96 kHz. O equipamento grava em qualquer uma das quatro unidades conectadas - incluindo dois compartimentos no painel frontal e duas portas e-SATA no painel traseiro. O material pode ser gravado em várias unidades em simultâneo ou sequencialmente. O Sound Devices 970 também tem um painel de controle baseado na Web incorporado e controle de configuração através de redes baseadas em Ethernet, bem como a transferência de arquivos através da rede de dados.

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U

m novo mecanismo de interação foi lançado pela Ruwido. Com a função de "discagem inteligente", o equipamento conta com até 27 comandos que podem ser integrados em um controle remoto, sem a necessidade de um layout de botões clássico. O novo conceito de interação permite aos usuários comunicar facilmente suas intenções, com a incorporação de feedback tátil natural para o dispositivo de entrada. O equipamento conta com percepção gradual de pressão em três níveis diferentes, o que permite ao usuário navegar pelo conteúdo de uma forma mais natural e intuitiva. Se o mecanismo de navegação central é pressionado firmemente, o usuário movese rapidamente através de timelines, listas e itens de menu. Quando o mecanismo de navegação é pressionado com menos pressão, o cursor se move através do conteúdo passo-aMecanismo de interação conta passo. Com um toque de um com até 27 comandos que dedo sobre a interface sensível podem ser integrados em um ao toque, seja para se deslocar controle remoto. para trás ou para a frente, o usuário é capaz de controlar intuitivamente seleção de canal, volume, e a funcionalidade de avançar ou retroceder. A solução poderá ser adotada em equipamentos profissionais ou voltados ao consumidor final.

Cabeça feita

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Miller Fluid Heads apresentou o Cineline 70 Fluid Head. Com um design leve, a cabeça é voltada para o trabalho pesado e oferece controle preciso do movimento, com início e parada suaves. Para facilitar a instalação ou mudanças de equipamentos entre as tomadas, o seu sistema de contrapeso conta com todos os controles montados na parte traseira. A cabeça, destinada ao mercado de cinema e TV high-end, é construída de liga resistente à corrosão e oferece suportes laterais duplos para monitores e acessórios. Cineline 70 Fluid Head é destinada ao mercado de cinema e TV high-end.

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NOVEMBRO

4 a 8 Festival Internacional de Documentários de Antofagasta – Antofadocs, Chile. Web: www.antofadocs.cl

FOTO: arquivo

( agenda ) 11 a 16 30º Festival Internacional de Curtas-Metragens de Berlim – Interfilme, Alemanha. Email: interfilm@interfilm.de

Primeiro festival de TV de São Paulo, com mostras nacionais e internacionais, prêmios e encontros de negócios.

21 a 29 Festival de Cinema de Turim, Itália. E-mail: info@torinofilmfest.org Web: www.torinofilmfest.org/ 22 a 30 29º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata, Argentina. E-mail: info@mardelplatafilmfest.com. Web: www.mardelplatafilmfest.com/28/ 24 a 29 Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades. Web: www.primeiroplano.art.br/ inscrever/ 27 a 30 3º Festival Curta Brasília, Brasília, DF. Web: www.curtabrasilia.com.br/ E-mail: curtabrasilia@gmail.com

2015 JANEIRO

6-9 CES – Consumer Eletronic Show, Las Vegas, Estados Unidos. Web: www.cesweb.org/ E-mail: internationalreg@CE.org 8 a 15 - PIFF - Festival Internacional de Cinema de Pune, Pune, Índia. Web: www.piffindia.com

7 a 14 de Novembro

Festival Internacional de Televisão de São Paulo, São Paulo, SP. E-mail: info@convergecom.com.br. Tel: (11) 3138.4600. Web: festivaldetv.com.br/

MARÇO

20 a 22 NATPE, Miami, Estados Unidos. Web: www.natpe.com/market E-mail: rperth@natpe.org

6 a 15 FICG - Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, Guadalajara, México. Web: www.ficg.mx/30/index.php/en/ E-mail: info@ficg.mx

20 a 25 FIPA – Festival International de Programmes Audiovisuales, Biarritz, França. Web: www.fipa.tv/inscription. E-mail: info@fipa.tv

11 a 17 55º FICCI – Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias, Cartagena, Colômbia. Web: www.ficcifestival.com/index.php. E-mail: jaime@lbv.co 

27 a 30 Realscreen Summit, Washington, Estados Unidos. Web: summit.realscreen.com/2015/ E-mail: jpinto@brunico.com

JUNHO

FEVEREIRO

22 a 25 NATPE, Praga, República Tcheca. Web: www.natpe.com/market E-mail: rperth@natpe.org

23 a 26 Kidscreen Summit, Miami, Estados Unidos. Web: summit.kidscreen.com/2015/ E-mail: jpinto@brunico.com

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Revista Telaviva 252 - Outubro de 2014  
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