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televisão, cinema e mídias eletrônicas

ano 23_#244_jan fev2014

BOA SAFRA

Cinema brasileiro bate recorde de público e bilheteria em 2013, com aumento na produção e mais filmes batendo a casa do um milhão de espectadores. INTERNACIONAL Após a decepção do 3D, mercado de eletrônicos de consumo aposta no 4k e nas TVs conectadas

ESPORTES ESPN ganha público no Brasil para o futebol americano e quer agora fortalecer o soccer nos EUA


Foto: marcelo kahn

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mercado de TV paga norte-americano foi sacudido neste início de 2014 pela notícia da fusão, ainda sujeita a aprovações das autoridades locais, entre a Comcast e a Time-Warner Cable, respectivamente a primeira e segunda maiores operadoras de cabo do país. Embora o negócio, avaliado em US$ 45 bilhões, dê à nova empresa uma base de 30 milhões de assinantes (quase o dobro de todo o mercado brasileiro), há atenuantes no negócio no que diz respeito à concentração de mercado. As empresas atuam em cidades diferentes, e não haverá sobreposição. Seu maior concorrente é o DTH, representado nos EUA pelas gigantes DirecTV e Dish. Entre os motivos alegados para a movimentação, está a competição enfrentada pelas empresas de cabo com os serviços over the top (OTT), especialmente o maior deles, Netflix, que anunciou no fim do ano passado que investirá US$ 3 bilhões em 2014 na aquisição e produção de conteúdo (60% de seu faturamento, ou seja, está sacrificando praticamente todo o seu lucro para criar uma base sólida de assinantes). O OTT não deve minar já, de forma significativa, as bases do negócio de TV paga. Seus efeitos estão sendo sentidos primeiro no mercado de home vídeo, e devem afetar também, logo, os pacotes mais premium de TV. A TV linear, no entanto, especialmente nos pacotes básicos, têm ainda vida longa. Os OTT não substituem a programação ao vivo, como notícias e esportes, e o hábito de zapear em busca de um bom programa. Aliás, não é por nada que tantos canais de esportes vêm surgindo, e serão cada vez mais chave na composição dos pacotes. No caso americano, as operadoras têm uma carta na manga para lidar com a concorrência. A Comcast é também uma potência da produção, dona da rede NBC e dos estúdios Universal. Não só isso: para cada dólar que os estúdios ganham com uma distribuição OTT, ganham de oito a dez dólares na distribuição através dos meios tradicionais, de TV paga e TV aberta. Ou seja, querem que o OTT dê certo, mas se começar a dar “certo demais”, ou seja, canibalizar o negócio principal, os estúdios puxarão o freio de mão e reduzirão a oferta (ou aumentarão os preços) de conteúdos para os OTTs. E apostam também em suas plataformas on-demand próprias, para fazer frente à tecnologia e à facilidade de uso dos concorrentes. A própria Universal é sócia do Hulu, serviço OTT criado pelos grandes estúdios. No Brasil a situação é bem mais confortável para as companhias tradicionais. O mercado de pay TV continua crescendo, e ainda há 70% dos domicílios a serem conquistados. A Net, maior operadora nacional, anunciou no início deste mês que teve 22% de aumento nas receitas líquidas em 2013, faturando US$ 9,7 bilhões. Uma posição bem mais tranquila que a de seus similares em outros países. Com a concentração existente no mercado brasileiro (que é o que os americanos estão buscando agora), os provedores de conteúdo não terão muitas dúvidas sobre para qual lado deve pender a balança. Vale, porém, ficar de olho nestas movimentações.

ilustração de capa: seri

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Ano23_#244_ jan/fev14 ilustração: seri

(índice ) 14

cinema

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scanner

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figuras

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esportes

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Indústria nacional bate recorde de número de lançamentos, público e renda em 2013

ESPN pretende fazer da Copa do Mundo no Brasil seu maior evento no mercado dos EUA

programação

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Fox lança seu segundo canal de esportes no Brasil e unifica canais

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24

making of

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evento

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CES aponta que dispositivos conectados de TV vieram para ficar

festival

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Conteúdo da TV brasileira é destaque no Fipa, em Biarritz

grupos de mídia

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Globo reúne seus conteúdos de entretenimento sob um único chapéu na web

convergência 32

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Conteúdos em vídeo ganham espaço em dispositivos conectados

case

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“Igarapé Mágico” combina atores reais com bonecos e animação 3D e 2D

upgrade

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agenda

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Acompanhe as notícias mais recentes do mercado

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O canal BBC HD estreou em fevereiro “Brazil Cook Book”, sua primeira produção realizada no Brasil e na América Latina. A série de 24 episódios de 25’ está sendo exibida pelo canal em todos os países da América Latina onde atua, e deve ser levada também a outros territórios, conta Gareth Williams, VP de programação para América Latina e US Hispanic da BBC Worldwide, braço comercial da emissora britânica. Ele explica que os canais da rede estão dando bastante destaque ao país este ano por conta da Copa do Mundo. A série teve sua produção integralmente bancada pela produtora Medialand, sem recursos incentivados. “A BBC licenciou o conteúdo para o Brasil e América Latina e também fará a distribuição internacional”, conta a produtora executiva, Carla Albuquerque. O programa tem como âncora a chef Letícia Massula, e foi gravado em sua casa, na Vila Madalena, em São Paulo. Cada episódio tem foco em uma região do país.

Carla Albuquerque, Gareth Williams e Letícia Massula.

União

FOTO: marcelo kahn

A Zodiak mudou sua sede no Brasil para dentro das instalações da TeleImage, em São Paulo. No prédio, a produtora tem um espaço próprio, separado das outras empresas do grupo Casablanca. Mas tem a possibilidade de usar (e vem utilizando) a infraestrutura do grupo. A parceria está evoluindo para uma participação societária de Patrick Siaretta, da TeleImage, na Zodiak Brasil. A ideia é aproveitar a experiência de produção de conteúdos e os formatos internacionais da Zodiak para produzir localmente, e ao mesmo tempo ter acesso ao mercado internacional, uma vez que a Zodiak está presente em todo o mundo, seja com empresas próprias ou como distribuidora internacional de conteúdos e formatos. Carla Affonso e Patrick Siaretta: parceria

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jdwfoto/shutterstock.com

Sabor brasileiro

Cota de tela Foi publicado no Diário Oficial da União no início de janeiro o Decreto nº 8.176, de 27 de dezembro de 2013, que determina o número de dias e a diversidade mínima de títulos brasileiros a serem exibidos nas salas de cinema do país em 2014 – a cota de tela. A partir de janeiro, dependendo do número de salas de exibição, os complexos têm que cumprir uma cota que varia de 28 a 63 dias por sala e exibir no mínimo entre três e 24 filmes nacionais diferentes. O decreto traz mudanças em relação aos parâmetros estabelecidos nos últimos sete anos. Entre elas, o aumento na obrigatoriedade de exibição de conteúdo nacional para complexos com oito ou mais salas. Cada sala deve, agora, exibir filmes nacionais em pelo menos 60 dias no ano. Em 2013, este número era de 56 dias. Também foram feitos ajustes determinando o aumento na diversidade de títulos a serem exibidos pelos complexos com mais de cinco salas. Em 2013, eles deveriam exibir ao menos sete filmes nacionais. Já em 2014, este número subirá para oito, aumentando progressivamente até chegar aos 24 títulos diferentes para complexos com 16 ou mais salas.

Fusão aprovada O Cade aprovou sem restrições a operação de fusão da Portugal Telecom (PT) com a Oi. A operação foi aprovada sem a conclusão definitiva de outro caso: a venda em 2010 da participação que a PT detinha na Vivo para o seu sócio, a Telefónica. Em dezembro, o Cade aprovou a operação com a condição de que a Telefónica encontre um novo sócio para a Vivo, nas mesmas condições e com a mesma expertise da PT, ou se desfaça de sua participação indireta na TIM, que detém por meio do consórcio Telco que controla a Telecom Italia. A conclusão dessa operação é fundamental para que a fusão da PT com a Oi possa ser aprovada. Afinal, a PT não poderia ter participação na Vivo e, ao mesmo tempo, na Oi. Conforme explicou a assessoria de imprensa do Cade, a decisão considera que a PT está fora da Vivo, seja qual for o caminho escolhido pela Telefónica para que a operação seja aprovada. Na prática, o retorno da PT à sociedade com a Telefónica na Vivo é impossível. Três anos depois da operação, que conforme a lei antiga do Cade, foi julgada a posteriori, a Vivo já está em processo avançado de integração com a Telefónica. •

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Leão em português

O Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb) obteve a primeira autorização para operar, em Salvador, o Canal da Cidadania, que usa o recurso da multiprogramação possibilitado pela TV digital. Com a permissão, a emissora educativa poderá utilizar outras quatro faixas do mesmo canal digital em que opera para transmitir programação diversificada. A primeira faixa de conteúdo será destinada para o poder público municipal, a segunda para o poder público estadual e as outras duas para associações comunitárias, que ficarão responsáveis por veicular programação local. A quinta faixa é a da programação já veiculada atualmente pela emissora. O início da operação depende apenas da instalação dos equipamentos necessários na emissora do Irdeb. Em breve, o MiniCom deverá publicar aviso de habilitação para selecionar as associações comunitárias interessadas em utilizar as outras duas faixas do canal. Até junho deste ano, municípios também podem solicitar a outorga do canal. Em seguida, os estados também poderão solicitá-la. Até agora, o ministério já recebeu mais de 150 pedidos de outorga de cidade de todo país e os processos estão em fase de avaliação.

O canal MGM estreia duas séries nacionais inéditas em fevereiro: o thriller policial “Força de Elite” e a trama de terror “Muito Além do Medo”. É a primeira incursão do canal em séries de dramaturgia nacional. Ambas são produções da Medialand adquiridas pelo canal, que não participou da produção e não tem equities das séries, conta Marcello Coltro, vice-presidente executivo e COO da Chello Latin Marcello Coltro America, programadora do MGM. Segundo ele, a entrada das séries não tem relação com o cumprimento da cota de produções nacionais. “Já estamos cumprindo a cota com os filmes brasileiros que exibimos. As séries são parte de uma estratégia de programação que está funcionando em toda a América Latina”, explica. Ele diz que o MGM vem testando a resposta do público aos conteúdos locais, como fizeram nos demais países do continente com a série “A Tenente”, da mexicana TV Azteca, que funcionou bem e terá a segunda temporada também exibida pelo canal. As duas séries têm quatro episódios de uma hora, com direção de Carla Albuquerque e roteiro de Beto Ribeiro.

Gente grande A receita mundial com publicidade móvel deve atingir US$ 18 bilhões neste ano, o que, se confirmado, representará um crescimento de 37% na comparação com os US$ 13,1 bilhões registrados em 2013, de acordo com projeção do Gartner. Para 2017, a estimativa é de que a cifra chegue a US$ 41,9 bilhões, sendo que os anúncios em vídeo apresentarão o maior crescimento no período. De acordo com a diretora de pesquisa do Gartner, Stephanie Baghdassarian, ao longo dos próximos anos, o crescimento nos gastos de publicidade móvel irá diminuir devido ao aumento da oferta de espaço publicitário, que crescerá mais rapidamente do que a demanda, visto que o número de sites móveis e aplicativos aumentam mais rápido do que as marcas solicitam espaço publicitário em telas de dispositivos móveis. "No entanto, entre 2015 e 2017, o crescimento será impulsionado pela melhora nas condições do mercado, tais como a consolidação de fornecedores, padronização de medição e as novas tecnologias de segmentação juntamente com um interesse sustentado de anunciantes", afirma. T e l a

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Ponto ajustado O Ibope divulgou o reajuste do ponto de audiência utilizado para na pesquisa de TV aberta. Em 2014, cada ponto passa a corresponder a 65,201 mil domicílios e 193,281 mil indivíduos na região da Grande São Paulo; 39,6 mil domicílios e 109,982 mil indivíduos na Grande Rio de Janeiro; e 217,46 mil domicílios e 641,286 mil indivíduos no Painel Nacional de Televisão (PNT), amostra do Ibope que estima a audiência da TV aberta em todo o Brasil. Em 2013, o ponto de audiência correspondia a 61,952 mil domicílios e 185,814 mil indivíduos na região da Grande São Paulo, 38,621 mil domicílios e 108,578 mil indivíduos na Grande Rio de Janeiro e 204,107 mil indivíduos e 608,165 mil domicílios no PNT. O ajuste é realizado conforme o aumento da população e do número de casas, de acordo com o IBGE. Cada ponto de audiência representa 1% do total de domicílios e indivíduos da região.

Crenças na tela Saiu no dia 10 de janeiro o resultado do pitching para contratação de produtora responsável pelo programa "Diversidade Religiosa: Retratos", da TV Brasil. A vencedora foi a Aldeia Produções. A empresa produzirá uma série com 26 episódios de 26’. O contrato de coprodução é de R$ 910 mil. Cada episódio do programa abre espaço para que um determinado credo possa se expresse livremente na tela, apresentando suas concepções e vivências, levando em conta todas as variáveis da doutrina. j a n / f e v 2 0 1 4

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FOTO: divulgação

Cidadania


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Fotos: divulgação

Legenda obrigatória A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados vai analisar proposta de tornar obrigatória a legendagem em língua portuguesa de todas as produções brasileiras para televisão, cinema e teatro. O Projeto de Lei 2115/11, do ex-deputado André Dias (PSDB-PA), inicialmente previa a obrigatoriedade apenas para as produções feitas com recursos públicos, mas substitutivo da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família, estendeu a exigência para todas as produções. Para Jandira Feghali, não existe “meia acessibilidade”, e por isso só haveria sentido se todas as obras fossem legendadas. Também será estabelecido em regulamento, pela Ancine, o percentual de Jandira obras cinematográficas a serem legendaFeghali das nas salas de cinema, e o substitutivo determina ainda que as legendas nos programas das TVs abertas e por assinatura poderão ser abertas ou ocultas, na forma da regulamentação. Jandira Feghali também acrescentou à proposta multas, variando de R$ 5 mil a R$ 200 mil, no caso de descumprimento das exigências, valores que deverão ser pagos em dobro nos casos de reincidência. Como tramita em caráter conclusivo, caso seja aprovado pela CCJ, o projeto seguirá para análise do Senado, a não ser que algum deputado apresente recurso para que seja votado pelo Plenário.

Kiko Bresser Pereira e Fernando Patah.

Novo nome A produtora Laruccia passará a se chamar Latitude Filmes. As mudanças no nome e na identidade visual refletem a saída do sócio Marcello Laruccia da empresa. Os outros dois sócios, Fernando Patah e Kiko Bresser Pereira, continuam à frente da empresa. Com a mudança, eles pretendem consolidar a Latitude como uma produtora "full service", que trabalha com produção, pós-produção e criação de conteúdo para filmes publicitários e de entretenimento para cinema, TV, teatro, Internet, games e outras telas, além da elaboração de projetos especiais para empresas de médio e grande porte. A meta é crescer 35% em 2014. 8

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Gustavo Grossman, da HBO: programadora não quer mais ter que esperar dois anos entre a primeira e a segunda temporada.

Nacionais premium Para conseguir manter um ritmo de lançamento de séries brasileiras, a HBO passou a exigir dos produtores a previsão de uma segunda temporada nos projetos de conteúdo original. Segundo Gustavo Grossman, principal executivo da HBO Networks Latin America, a programadora não quer mais ter que esperar dois anos entre a primeira e a segunda temporada, caso a produção faça sucesso. “Agora, quando gostamos de um projeto, já pedimos para ver como será a segunda temporada”, diz o executivo. A HBO exibirá em 2014 mais de mil horas de conteúdo original. Segundo Grossman, 80 horas serão de conteúdos brasileiros. O canal exibirá este ano a segunda temporada de “O Negócio”; a série original “Psi”, baseada em textos de Contardo Calligaris; “Destino Brasil”, contando a história de jogadores de futebol; e “Seleção Brasileira”, sobre os cem anos da seleção de futebol; “Mulher Arte”, uma série mostra a cada episódio a produção de um quadro inspirado em uma musa, cada vez em uma localidade; a série documental “50 Filmes Brasileiros”; “Hoje É Dia de Música”; e nova temporada de “Senhor Avila”. Além disso, a HBO tem quatro projetos em fase de pré-produção, com lançamento previsto para 2015. “Nossa meta é manter um volume de conteúdo original de 80 horas por ano na América Latina”. Incentivos A HBO deve usar recursos incentivados em boa parte destas produções. A programadora tem feito investimentos de dinheiro “bom” nas grandes séries de ficção, para garantir a totalidade dos direitos (embora desta forma elas não contem para o cumprimento de cotas). Já para as séries documentais a programadora adotará outra política, diz Grossman, garantindo apenas a exclusividade em uma primeira janela (de cinco anos), usando recursos incentivados e cumprindo cota com estes conteúdos, cuja maioria dos direitos ficará com as produtoras.

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São Paulo recebe em março (20 a 27) a 3ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. O evento trará produções nacionais e internacionais de mais de 30 países. Os filmes estão divididos em cinco mostras: Mostra Contemporânea, que apresentará obras com os temas economia, campo, energia, povos e lugares; mostra Retrospectiva Histórica, que neste ano exibirá filmes do cineasta japonês Kaneto Shindo; Mostra Infantil; Mostra Competitiva Latino Americana e uma homenagem ao jornalista Washington Novaes, que dirigiu as séries “Xingu – a terra mágica”, “Kuarup”, “Pantanal” e “Xingu – a terra ameaçada”, entre outras produções. Este ano a Mostra trará, pela primeira vez, uma premiação dos melhores filmes latino-americanos e um cir-

FOTO: divulgação

Mostra ecológica

“O Homem Vaca” (“The Moo Man”), de Andy Heathcote e Heike Bachelier, é atração do festival.

cuito universitário, que levará filmes e debates a diferentes instituições de ensino. O circuito universitário será realizado durante todo o mês de março, envolvendo alunos em debates temáticos. Entre as instituições participantes estão Mackenzie, USP, PUC, São Judas, Casper Líbero e Fundação Getúlio Vargas.

Diversidade

foto: marcelo kahn

A Box Brazil - programadora brasileira independente responsável pelos canais Prime Box Brazil, Music Box Brazil, Travel Box Brazil e Fashion TV Brasil - prepara o lançamento de um novo canal. Trata-se do We, um canal de TV lifestyle dedicado à diversidade e à temática LGBT. Segundo a programadora, o canal reunirá a diversidade mundial e brasileira com conteúdos que vão além dos blockbusters, exibindo filmes, séries, shows, programas de entrevistas, videoclipes, telejornais, talkshows e realities de diversos países. A produção nacional estará presente através de filmes e séries. Um telejornal completará a programação, trazendo notícias sobre diversidade e direitos humanos que são destaques no mundo, com suas conquistas e retrocessos, preconceitos e inclusão. Sem distribuição fechada, o canal começa a buscar apoio do público alvo para incentivar as operadoras de TV. O We está no Facebook e no Twitter para que as pessoas possam interagir e participar com sugestões que poderão ser incorporadas à programação. Além das redes sociais, o público poderá acessar o blog do canal.

Agora sai?

Marta Suplicy

Os ministros da Cultura e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marta Suplicy e Marco Antonio Raupp, firmaram parcerias para o desenvolvimento do audiovisual no país. Entre as iniciativas, está a intenção em formar um comitê interministerial para a implantação do Canal da Cultura, para transmissão de produções culturais e programas regionais. O canal foi regulamentado pelo Decreto nº 5.820/2006. Os ministros ainda estudam a utilização do espaço na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, para a construção de um Centro de Referência Audiovisual.

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Alta velocidade Com crescimento de 55% em relação a dezembro de 2012, o Brasil fechou o ano de 2013 com 133,7 milhões de acessos em banda larga, segundo levantamento da Telebrasil. O aumento foi de 47,7 milhões de novas conexões nos últimos 12 meses, ou 1,5 nova conexão por segundo. Nos últimos cinco anos, a banda larga cresceu seis vezes, com um ritmo de crescimento cada vez maior. Em 2010, foram 14 milhões de novas conexões, e em 2013, 47 milhões. Somente em dezembro foram 6,7 milhões de novos acessos, o que a Telebrasil considera como um recorde. Quem puxou o crescimento foi a banda larga móvel, que aumentou 69% em 2013 e totalizou 111 milhões de conexões nas redes 3G e 4G. A Telebrasil continua a incluir nesta categoria as conexões máquina-a-máquina (M2M), que somaram 8,296 milhões de acessos, de acordo com a Anatel. Deixando de fora o M2M, que em sua maioria utiliza rede GSM, o Brasil fechou dezembro com 103,1 milhões de acessos, incluindo handsets 3G e 4G e acessos de dados em terminais (tablets e modems USB). A cobertura da banda larga móvel aumentou 6% no período, com ativação de 191 municípios. As redes 3G estão instaladas em 3.476 municípios, o que cobre 90% da população brasileira. O 4G está em 80 cidades, atingindo 32% da população brasileira. Na avaliação da Telebrasil, a adoção do LTE (4G) está no mesmo ritmo do 3G, que também teria levado dez meses desde o início das operações comerciais para chegar a 1,3 milhões de acessos. Na banda larga fixa, a entidade contabilizou 22,3 milhões de acessos. Foram 2,2 milhões de novas conexões no ano passado, crescimento de 11%. A Internet fixa de alta velocidade chega a 39% dos domicílios urbanos e em mais de 66 mil instituições públicas de ensino no programa Banda Larga nas Escolas. 9


Nova Diretoria

A Aprosom (Associação Brasileira das Produtoras de Fonogramas Publicitários) tem nova diretoria executiva, presidida por Filipe Trielli - sócio-fundador e produtor da Panela Produtora (SP) em gestão para o biênio 2014-2015. Lucas Duque, Lucas Duque e Filipe Trielli sócio da Produtora Sonido (SP/RJ), assume a vice-presidência. Dudu Lopes, da Silence, assume como primeiro secretário, com Kito Siqueira, da Satélite, atuando como secundo secretário. James Pinto, da Jamute, passa a atuar como primeiro tesoureiro, enquanto Rosana Souza, da A Voz do Brasil assume o cargo de segunda tesoureira. O conselho fiscal da associação passa a ser formado por Ricardo Garay, da Jinga, Paulo Calia, da YB, e Wanderley Gonçalvez, da Nova Onda.

Atendimento

Janaína Kam

A Cápsula Filmes contratou Janaína Kam para integrar sua equipe de atendimento, dirigida por Priscila Adaime. Janaina atua há dez anos como atendimento no segmento audiovisual, com passagens em produtoras como Brasileira Filmes e Pix Post e YB e Atakk.

Trator Ike Veit e Will Mazzola são os novos diretores de cena da Trator Filmes. Veit, ex-Zulu Filmes, é formado em comunicação social pela PUC-RS. Iniciou a carreira como produtor e logo começou a dirigir videoclipes. Desde 2006 atua com direção de cena em São Paulo. Em 2011 ganhou o Prêmio Colunistas e foi finalista do ProfisIke Veit e Will Mazzola sionais do Ano, da Rede Globo. Will Mazzola é formado em publicidade e iniciou a carreira como montador. Em Lisboa se tornou diretor na Show-Off Films, trabalhando para grandes clientes como Pizza Hut, Playboy, Mitsubishi e Sportzone. De volta ao Brasil, trabalhou como diretor freelancer e agora ingressa na Trator Filmes.

Dínamo Rogério Velloso foi contratado para o casting de diretores de cena da Dínamo Filmes. Velloso tem 20 anos de carreira na direção de filmes publicitários e tem no currículo produções para cinema como o longa-metragem “Daquele Instante em Diante”, sobre o cantor Itamar Assumpção. Na publicidade, Velloso tem no portfólio a direção de comerciais para anunciantes de grande porte.

Rogério Velloso

Publicidade digital Com 15 anos de experiência em publicidade na área digital, Pedro Gravena assume o cargo de diretor de criação digital na Giovanni+Draftfcb na equipe de Joanna Monteiro e Max Max Geraldo, Pedro Gravena e Geraldo, diretores executivos Joanna Monteiro de criação. O profissional tem no currículo passagem pelas agências Wieden + Kennedy SP, AgênciaClick, Garage, DM9DDB e Ogilvy.

CEOs A FremantleMedia nomeou dois novos CEOs para suas operações de língua espanhola e portuguesa nas Américas. Daniela Busoli foi promovida a CEO da FremantleMedia Brasil, com sede em São Paulo, enquanto Adrián Santucho se torna o novo CEO da FremantleMedia México, EUA hispânico e produções pan-regionais, com sede em Miami. Ambos se reportarão diretamente à CEO da FremantleMedia, Daniela Busoli Cecile Cout-Frotaz. Eles serão encarregados pelo desenvolvimento e produção de conteúdo para as emissoras em seus territórios e irão trabalhar em estreita colaboração com as operações de licenciamento e vendas da FremantleMedia International.

Maestros Guto Figueiredo, ex-sócio da Dogs Can Fly, une-se ao maestro Waldo Denuzzo e à produtora executiva Martina Marin na sociedade da Cream Studio. A produtora de som lançada há três anos e meio tem no portfólio trabalhos para grandes anunciantes como Danone, Vivo, Fiat e Tam. 10

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FOTO: arquivo

Fiamma Zarife deixou a vice-presidência de conteúdos da Samsung, responsável pelo Media Solution Center, área da gigante coreana voltada ao desenvolvimento de aplicações e conteúdos para dispositivos móveis, TVs conectadas e computadores. A área desenvolvida por Fiamma, cujos Fiamma Zarife primeiros projetos foram apresentados no final de novembro, continua existindo normalmente. Interinamente, será comandada por Fábio Croitor, diretor de estratégias, e deve expandir sua atuação para novas plataformas.

FOTOs: divulgação

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FOTOs: divulgação

Preparação para a Copa

Presidente internacional

A Movie&Art e seu braço operacional no Rio de Janeiro, a A+Movie&Art, anunciaram a contratação de Jan Roldanus como seu novo produtor executivo. O profissional inglês atua no mercado brasileiro há uma década e atuará no time comandado por Paulo Dantas e Antonio Carlos Accioly. Roldanus ficará baseado no Rio de Janeiro e tem como principal desafio ser a interface da Movie&Art e da A+Movie&Art às produções que virão do exterior ao Brasil, em virtude da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Sua atuação na nova casa não interferirá nos trabalhos de sua empresa GreenGo Films, que faz serviços de produção para publicidade e entretenimento internacionais no Brasil. A GreenGo e a A+Movie&Art passam a ocupar a mesma estrutura no Rio de Janeiro.

A Discovery Communications anunciou que JB Perrette será o próximo presidente da Discovery Networks International. Perrette substituiu Mark Hollinger, profissional com 23 anos de Discovery que anunciou em setembro que deixaria o cargo. Perrette supervisionará os negócios internacionais da empresa. Os líderes regionais da companhia passarão a se reportar a ele. JB se juntou à Discovery em 2011 como líder de negócios digitais, participando do projeto de aquisição da Revisions3 e da DeFranco Creative, do lançamento das redes digitals Animalist e TestTube e do desenvolvimento de experiências online ao vivo como Skywire live e Animal Planet Live. Sean Atkins assumirá a liderança de negócios digitais enquanto a empresa busca por um novo Chief Digital Officer.

A Grass Valley escolheu Jose Luis Reyes para a função de gerente regional de vendas para a região LATAM South. Reyes assume imediatamente a responsabilidade pelos negócios na região, incluindo relacionamento com clientes, desenvolvimento de novos mercados e administração da rede de revenda e de integradores.Reyes vem da Video Solutions International, onde atuou por seis anos como VP de vendas e operações. Ele ficará baseado em Miami e se reportará ao VP senior de vendas para a região LATAM, Rafael Castillo.

Sócio com conteúdo Felipe Rodrigues é o novo sócio da produtora Yes, assumindo o cargo de diretor de criação executivo. O criativo, que já trabalhou em diversas agências e mais recentemente como Diretor de criação da Giovanni+Draftfcb e redator da NBS, chega à produtora para desenvolver a área de produção de conteúdo.

Conteúdo esportivo

A RedeTV! contratou o jornalista Luciano Borges para a direção do núcleo de Esportes, sob gestão do superintendente de Jornalismo e Esportes, Américo Martins. Com mais de 35 anos de carreira jornalística, Borges registra passagens pela Folha de S. Paulo, Diário S. Paulo e Gazeta Esportiva. Na TV Record, atuou como diretor da área de Esportes e diretor-executivo do “Fala Brasil” e, na Rede Globo, foi chefe de reportagem do programa “Mais Você”, de Ana Maria Braga. Trabalhou no Grupo Bandeirantes durante 16 anos, atuando como editor-chefe do canal Bandsports nos seus últimos sete anos no grupo. O jornalista também assina o Blog do Boleiro e é correspondente da rádio australiana SBS Rádio.

Reestruturação

Direção de cena A Movie&Art anunciou a contratação de Rodrigo Rebouças para seu casting de diretores de cena. Rebouças trabalha na área de produção há quatro anos. O profissional acumula experiências com filmagens no Brasil e no exterior, incluindo a direção de documentários e programas para TV. Seus trabalhos mais recentes incluem produções para P&G, Johnson&Johnson, Unilever, Uol, Microsoft, Discovery, KY, Panasonic e Etna. T e l a

FOTO: Wayne Camargo/Divulgação

Fornecedor

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A WMcCann está reestruturando sua área de planejamento com uma série de promoções e contratações. Debora Nitta, há sete anos na agência, foi promovida a vice-presidente da área, sendo responsável pelo planejamento de todos os clientes, com exceção de Chevrolet, que passa a contar com a liderança de planejamento de Aloísio Pinto, agora com responsabilidade regional e global dentro da estrutura Commonwealth. Luana Azeredo foi promovida a diretora de planejamento, respondendo pelos clientes MasterCard, Advil/Pfizer, Tiffany, Estadão, Grendene, Deca, Fototica, entre outros. Já Flávia Campos, ex-DM9DDB, assumiu a direção de planejamento para os clientes Nestlé, Garoto, CPW, Flora/JBS, entre outras marcas. A agência também anunciou a chegada do gerente André Concourd, ex-W3Haus, para Nestlé, do supervisor Luiz Felipe Marques, ex-CO.R, para planejamento Bradesco, e dos supervisores de Business Intelligence Danillo Casanova e Felipe Raffani.

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( figuras) Digital

FOTOs: divulgação

Quarteto

A Nielsen anunciou Thiago Moreira como o novo diretor de digital da empresa. Em sua nova função, além de dirigir a área de telecom, onde já atuava desde fevereiro de 2009, o executivo também será responsável pela joint venture Nielsen Ibope, unidade especializada em soluções de audiência e monitoramento de meios de comunicação online, estudos sobre hábitos e atitudes dos consumidores e serviços analíticos para apoiar decisões de negócios de mídia.O diretor, formado em engenharia elétrica e especializado em Telecomunicações pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), acumula experiência de mais de oito anos como gerente de desenvolvimento de negócios na Ericsson, tendo trabalhado por um tempo na unidade da Itália, e em algumas regiões da América Latina.

A Delibistrot Filmes anunciou novos nomes para compor sua equipe. Rachel Buzzoleti é a nova gerente de projetos da Tiago Cavalcanti, Virgini Fares, Drunk e produtora. Formada Rachel Buzzoleti em publicidade pela ESPM, a profissional acumula passagens pelas agências TBWA\BR e DM9. Tiago Cavalcanti, também nomeado gerente de projetos, atuou ao longo dos últimos anos como coordenador de produção de longa metragem, documentários e projetos para TV e publicidade, e esteve na Propeg, onde respondia pelo departamento de RTVC da Bahia, São Paulo e Ceará. A nova coordenadora de pós-produção, Virigini Fares, integrou anteriormente a equipe da Sentimental Filme e já passou pela Paradiso Filmes e Republika Filmes. Foi responsável pela pré-produção e finalização no Studio Andreas Heiniger durante cinco anos. Já Drunk, que chega para gerenciar o departamento de pesquisa criativa da produtora, ficará a frente da equipe da The Image Hunter, que também dará apoio à Delibistrot Filmes.

Reforço italiano O italiano Fabio Breccia é o novo diretor da cartela da produtora paulistana Talk Filmes. Breccia já dirigiu para diversas marcas como Toyota, Kia, Hyundai, Vodafone, entre outras.

Publicidade Distribuição internacional

A Talk Filmes anunciou a contratação de Marcus Becker para seu casting de diretores de cena. Ele responderá pelas produções de publicidade tradicional, internet e novas mídias da produtora. Atuando no mercado audiovisual há mais de nove anos, Marcus já dirigiu campanhas para clientes como Fiat, McDonalds, Liberty Seguros e Flashlimp.

Steve Macallister, ex-presidente e director da divisão de vendas e distribuição da BBC Worldwide, assumiu o cargo de CEO da Zodiak Rights, divisão da Zodiak Media responsável pela exploração de direitos e distribuição internacional. Ele substituirá Matthew Frank no cargo. Matthew estava na empresa há vinte anos. Ele juntou-se à empresa de seu irmão, RDF, em 1994. A RDF Rights tornou-se Zodiak Rights em 2010, quando a Zodiak adquiriu o RDF Group. David Frank, ex CEO da Zodiak Media e irmão de Matthew já havia deixado a empresa em 2013, sendo substituído por Marc-Antoine d’Halluin. Antes de chegar à BBC Worldwide em 2007, Macallister gerenciou as operações de distribuição da Disney ABC International Television, braço de distribuição para televisão da Walt Disney Company.

Produtora de Som A Comando S anunciou novos integrantes para sua equipe. Formada em publicidade pela FAAP, Silvia Vasconcellos é engenheira de som, finalizadora, locutora, musicista, produtora musical e sound designer com passagens pela Allegro, Angels, Atakk, Grooveria, Nova Onda, S de Samba e Sam Studio. Fabiano Peixoto é formado em produção musical pela Universidade Anhembi Morumbi, com passagens pelas produtoras Cardan, S de Samba e Menina Produtora. Por fim, Marcelo Argolo Moura, que começou a carreira ainda na década de 80 como técnico de som dos Estúdios WR, em Salvador, passa a fazer parte do time da produtora como finalizador de áudio. Atualmente, Moura também é sócio do estúdio de gravação DNA.

Produção para TV A Conspiração contratou Gustavo Baldoni para seu núcleo de TV. Ele assume o cargo de produtor executivo. Com formação executiva em cinema e televisão pela Fundação Getúlio Vargas, Baldoni atua no mercado de produção independente desde 2000. Já realizou programas de TV, documentários e longas-metragens. De 2010 a 2013 foi gerente de produção e projetos do Canal GNT da Globosat. Antes, trabalhou por sete anos no canal Futura, na coordenação do núcleo de criação de programas.

CCO Guilherme Jahara assumiu o posto de CCO da F.biz, agência do Grupo WPP. Nos últimos dois anos. Jahara atuou na Leo Burnett. Nesse período, recebeu diversos prêmios importantes e ajudou a deixar a agência entre as dez mais premiadas do mundo. 12

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( capa )

Leandro Sanfelice

l e a n d r o @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Ano de recordes Com 127 títulos lançados em 2013, cinema nacional obteve renda de R$ 296,7 milhões e vendeu 27,8 milhões de ingressos, cerca de 2 milhões a mais do que o recorde anterior, de 2010.

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ilustração: seri

cinema nacional bateu seu recorde de número de lançamentos, público e renda em 2013. É o que indica o Informe de Acompanhamento de Mercado de Salas de Exibição publicado pela Ancine em janeiro deste ano. Em todo o ano passado, chegaram às salas de cinema 127 filmes, um número inédito nos últimos 30 anos e 53% maior que o número de 2012, quando foram lançados 83 títulos. Os títulos nacionais acumularam renda de R$ 296,7 milhões, com aproximadamente 27,8 milhões de ingressos vendidos, maior valor desde o início da retomada no começo dos anos 90 e cerca de 2 milhões a mais do que o recorde anterior do período, de 2010. Os valores representam uma participação de 16,9% no total arrecadado nas bilheterias brasileiras e de 18,6% no total de público. O mercado brasileiro de salas de exibição teve 149,5 milhões de ingressos vendidos e renda de mais de R$ 1,7 bilhão Em 2012, as produções nacionais venderam 15,6 milhões de ingressos, com renda de aproximadamente R$ 158 milhões, o que representou 10,7% de participação no público total e 9,8% de toda a renda obtida nas bilheterias do país. Ou seja, o Brasil ganhou 8 pontos percentuais de share em seu próprio mercado. Outro indicador de que 2013 foi um ano de crescimento para o cinema nacional foi a distribuição

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“O estímulo contínuo de recursos públicos no setor, no caso o FSA, tem um papel importante. Isso garante maior previsibilidade para as empresas e permite melhor organização do mercado”.

FOTO: divulgação

vendidos e renda obtida por produções nacionais e internacionais, as empresas brasileiras mantiveram uma participação de 32% e 31%, respectivamente – mesmo valor que no ano anterior. O fraco crescimento, em comparação ao obtido pelas produções nacionais, se deve à queda na renda e público dos filmes internacionais distribuídos pelas empresas brasileiras. No ano passado, filmes estrangeiros distribuídos por distribuidoras brasileiras acumularam renda de R$ 283 milhões, 24% a menos que a receita de 2012. Em compensação, as produções nacionais renderam R$ 255 milhões para as distribuidoras brasileiras, pouco mais que o dobro do valor de 2012, com 23,8 milhões de ingressos vendidos. Quando se consideram apenas as produções nacionais, as obras comercializadas por distribuidoras brasileiras ou em codistribuição com distribuidoras estrangeiras

Rosana Alcântara, da Ancine

incentivos fiscais. Foram cerca de R$ 127 milhões em recursos incentivados destinados para o audiovisual em 2013. Isso tudo garante maior previsibilidade para as empresas e permite melhor organização do mercado”, disse. Distribuidoras Apesar de apresentar crescimento, o desempenho geral das distribuidoras brasileiras não evoluiu no mesmo ritmo que o das produções nacionais em renda em público. Em 2013, as empresas de distribuição nacionais obtiveram renda de R$ 538 milhões, cerca de 8% a mais que os R$ 499 milhões de 2012. Nas bilheterias, venderam aproximadamente 48 milhões de ingressos, 4% a mais que em 2012. Considerando-se o total de ingressos

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filmes brasileiros com mais de um milhão de espectadores 12 10

Títulos exibidos

das bilheterias. No ano de 2010, recorde anterior de público, o filme “Tropa de Elite 2” foi responsável por mais de 40% de toda a bilheteria das produções nacionais, com mais de 11 milhões de ingressos vendidos. Já em 2013, o sucesso das bilheterias foi mais bem distribuído, com dez filmes ultrapassando a marca de um milhão de espectadores e 24 superarando os 100 mil ingressos vendidos. As cinco maiores bilheterias do período foram: "Minha Mãe é uma Peça", de André Pellenz, com 4,6 milhões de ingressos vendidos; "De Pernas pro Ar 2", de Roberto Santucci, lançado na última semana de 2012, com 4,2 milhões ingressos; "Meu Passado me Condena", de Julia Rezende, com 3,1 milhões de ingressos; "Vai que dá Certo", de Maurício Farias, com 2,7 milhões; e "Somos Tão Jovens", de Antonio Carlos da Fontoura, com 1,7 milhões de ingressos vendidos; "Crô, o Filme", de Bruno Barreto; "Faroeste Caboclo", de René Sampaio; "O Concurso", de Pedro Vasconcelos; "Mato sem Cachorro", de Pedro Amorim; e “Até Que a Sorte Nos Separe 2”, lançado na última semana de 2013, também contribuíram com uma quantidade de bilhetes vendidos acima dos seis dígitos. Para Rosana Alcântara, diretora da Ancine, um conjunto de fatores favoráveis impulsionaram os números da produção nacional para cinema em 2013. Entre eles, ela destaca a quantidade de recursos disponibilizados pelo FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) em conjunto com recursos provenientes de incentivos fiscais. “O estímulo contínuo de recursos públicos no setor, no caso o FSA, tem um papel importante. Desde sua primeira convocatória em 2008 já foram beneficiadas 339 produções. Além disso, existe uma quantidade importante de investimento proveniente de

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2013 Fonte: SADIS/Ancine.

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( capa ) público dos títulos brasileiros e participação no público total

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Share

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Participação de público dos filmes - em %

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Fonte: SADIS/Ancine.

concentraram 94% do público. Até 2009, a bilheteria das obras brasileiras comercializadas por empresas estrangeiras representavam, em média, 60% do total. Segundo a Ancine, a redução desse valor se deve à redução da utilização de recursos de incentivo fiscal pelas distribuidoras internacionais, ao fortalecimento das distribuidoras nacionais em decorrência de políticas públicas, como o Prêmio Adicional de Renda e uso dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, e também a uma tendência internacional de redução de número de lançamentos das majors, focadas em poucas obras de maior apelo comercial. Assim como em 2012, no ano passado parte significativa dos títulos brasileiros com maior potencial de público teve sua comercialização viabilizada através do consórcio entre as empresas Downtown e Paris, por vezes com investimentos da RioFilme (que, aliás, investiu em 16 das 24 maiores bilheterias do ano). Essas parcerias acumularam 64% do

Em 2013 dez filmes brasileiros ultrapassaram a marca de um milhão de espectadores e 27 superaram os 100 mil ingressos vendidos.

FOTO: divulgação

público do cinema brasileiro em 2012 e 61,6% em 2013. A Imagem Filmes, empresa que aparece logo depois, obteve participação de 15%. Com isso, a Downtown Filmes, distribuidora que trabalha exclusivamente com produções nacionais, registrou um aumento de 77% no público dos filmes que comercializou em 2013, em relação ao ano de 2012. Nesse período, nove filmes distribuídos pela empresa foram lançados e exibidos nos cinemas brasileiros. A bilheteria desses filmes,

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“Foi um ano incrível, com produção constante. Tivemos mais filmes competitivos para oferecer e o resultado se viu na bilheteria” Bruno Wainer, da Downtown

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somados os ingressos vendidos pelo filme “Até Que a Sorte Nos Separe 2” entre o dia de sua estreia, em 27 de dezembro, e o ultimo dia de 2013, garantiram um público total de aproximadamente 17,7 milhões para os filmes comercializados pela Downtown no ano passado, com renda de aproximadamente R$ 187,5 milhões. Em 2012, a distribuidora contabilizou 10 milhões de ingressos vendidos com os filmes que comercializou. “Foi um ano incrível, com produção constante. Tivemos mais filmes competitivos para oferecer e o resultado se viu na bilheteria”, diz Bruno Wainer, diretor executivo e fundador da Downtown Filmes. Para Wainer, a concentração das bilheterias num número relativamente pequeno de produções significa que os recursos destinados para produção são mal distribuídos. “Há muito recurso indo para produções sem compromisso com retorno financeiro ou artístico. Desses mais de 120 filmes, cerca de 20 são realmente competitivos”, avalia. 2014 De acordo com Rosana, a expectativa da Ancine é que o crescimento de 2013 seja ao menos mantido em 2014. Segundo ela, alguns números disponíveis no começo deste ano permitem avaliações otimistas. “Baseado nas solicitações de CPB (Certificado de

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Deklofenak/shutterstock.com

público total em salas de cinema 160 150

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Entre as produções nacionais, obras comercializadas por distribuidoras brasileiras ou em codistribuição com estrangeiras concentraram 94% do público.

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Fonte: SADIS/Ancine.

lançamentos brasileiros 140

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Títulos lançados

Produto Brasileiro) e inscrições em festivais estimamos que teremos cerca de 150 títulos lançados neste ano. Já estreamos com títulos fortes nas salas de cinema, dos quais dois já chegaram a um milhão de ingressos vendidos”, diz. Wainer, da Downtown, compartilha da avaliação otimista da diretora da Ancine. “Acho que atingimos um novo patamar e não voltaremos mais para onde estávamos antes. Pode ser que não tenhamos novamente mais de 27 milhões de ingressos, mas certamente não venderemos 12 milhões como em 2012. No nosso caso, temos um line-up muito forte para o ano”, explica Wainer. Os dois filmes já distribuídos pela Downtown e exibidos nos cinemas brasileiros neste ano, “Até Que a Sorte Nos Separe 2” e “Muita Calma Nessa Hora 2”, registraram bilheterias superiores a um milhão. A Downtown ainda tem programada a comercialização dos filmes “Alemão”, com lançamento

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Fonte: SADIS/Ancine.

Você, operado com recursos do FSA, contribuiu nos últimos anos para o crescimento e estimulou a desconcentração das salas de cinema no país. De 2009 a dezembro de 2012, quando o ano fechou com 2.517 salas, foi constatado um crescimento de 19,3%. Ao final de 2013, o relatório da Ancine indicou a existência de um total de 2.679 salas de cinema no território nacional. Uma das metas do programa é que todas estas salas estejam digitalizadas até o final de 2015.

previsto para 14 de março, “Os Homens São de Marte... e é Para Lá Que Eu Vou”, com lançamento previsto para dia 10 de maio, “Tim Maia” que deve ser lançado em 1° de agosto, “Candidato Honesto”, com lançamento previsto para o mês de setembro, “Indulto”, com estreia programada para outubro e “Doidos Para Casar”, que deve chegar aos cinemas em dezembro. Salas Em relação ao parque exibidor brasileiro, o Programa Cinema Perto de

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cOLABOROU fernando Lauterjung

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( esportes ) Samuel Possebon

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Intercâmbio

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onteúdos esportivos sempre foram chave para o sucesso de qualquer operação de TV paga. O Brasil sempre reforçou a tese. E entre os conteúdos esportivos, o futebol é especialmente essencial. A experiência da ESPN, o mais antigo canal esportivo do mundo e um dos primeiros de TV paga a chegar ao Brasil, na década de 90, tem algumas curiosidades. A programadora vê no país um mercado extremamente relevante para o futebol americano e o mercado norte-americano como um mercado promissor para o soccer, ou simplesmente o nosso futebol. Um dos maiores sucessos de audiência da ESPN no Brasil são os jogos da NFL, a liga profissional de futebol americano. A média de pessoas assistindo aos jogos da temporada 2013/2014 (que se inicia sempre em setembro e termina em fevereiro) foi de 123 mil pessoas por jogo, contra 53 mil na anterior. Também cresceu a permanência no canal durante os jogos da NFL. Se o tempo médio na temporada de 2012 era de 47 minutos, na temporada 2013 foi de 55 minutos. O Superbowl, a grande final do esporte, que este ano foi disputado entre os times do Seattle Seahawks e Denver Broncos, teve um desempenho ainda melhor: na faixa entre 18 a 24 anos, o jogo marcou 1,13 ponto de audiência; entre 18 a 49 anos, 0,67 ponto. Pode parecer pouco, mas coloca um jogo de futebol americano, um esporte desconhecido no Brasil, entre as cinco maiores audiências entre os canais pagos. E é um número 20% maior do que o registrado no Superbowl de 2013. A aposta no futebol americano passa pela estratégia de venda de 18

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Enquanto ESPN brasileira comemora a audiência do futebol americano, nos EUA a rede quer fazer da Copa do Mundo no Brasil seu maior evento no mercado doméstico.

Superbowl colocou canal entre os tops da TV paga no dia da exibição

publicidade. Este ano, foram nada menos do que sete patrocinadores (Applebee’s, Conti Bier, Unilever/Axe, P&G/Head&Shoulders, Mitsubishi, Johnny Walker e Sony). E uma forma de “educar” o público é tentar ampliar a cobertura do esporte ao longo do ano. Por isso, a ESPN negociou com a NFL o direito de uso de imagens de acervo e material ao longo do ano, e promete programas que tratarão do tema entre fevereiro e setembro, quando começam as temporadas profissionais e universitária (também transmitida pela emissora). Nos EUA, a ESPN não transmite o Superbowl nem a temporada regular da NFL, cujos direitos são leiloados anualmente apenas entre as redes abertas. Nem por isso sua cobertura é modesta. Nas duas semanas que antecedem o Superbowl, o jogo (que este ano foi transmitido pela Fox) ocupa praticamente toda a programação. Copa do Mundo Mas, paradoxalmente enquanto o Brasil dá mais espaço para a NFL, a ESPN nos EUA está apostando alto no futebol (soccer) em suas transmissões, sobretudo com a Copa do Mundo. A estrutura que está sendo deslocada e montada para cobrir o evento para os EUA

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é inédita. Isso sem falar no trabalho da ESPN Brasil, que tem os direitos dos jogos para o Brasil. Segundo Jed Drake, vice-presidente e produtor executivo, esse é a maior cobertura já montada pela ESPN para um evento de Copa do Mundo, e uma das maiores da história do canal em todos os esportes. “Já levamos uma estrutura bastante razoável para a África do Sul, em 2010, mas o que estamos fazendo agora para o Brasil é sem precedentes”, disse ele. São cerca de 300 profissionais envolvidos, mais a montagem de um estúdio panorâmico em Copacabana dedicado apenas às equipes que estão fazendo a cobertura para os EUA (a estrutura será montada no Clube dos Marimbás). A cobertura terá mais horas de programação, mais jogos sendo transmitidos e mais espaço publicitário. “A África do Sul não era um país de tradição em futebol, e já foi um grande evento. Agora a expectativa é muito maior”, diz Drake. Segundo ele, a maior diferença em relação à logística é que na África do Sul tudo estava baseado no centro de imprensa, em Johanesburgo, e no

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Brasil, além do estúdio em Copacabana, que abrigará a sala de controle máster, haverá dois estúdios nos EUA produzindo simultaneamente para o evento, e mais conexão com 15 países. Fora as distâncias que as equipes viajarão para acompanhar as seleções dos EUA e da América Latina que interessam à ESPN nos EUA e à ESPN International. Os jogos são em Natal, Manaus e Recife. Logística “A logística em Manaus é uma coisa que nunca vimos em uma Copa do Mundo, e é muito mais complexa do que qualquer coisa com que já lidamos. Mas a estrutura é mais ou menos esperada porque existe um padrão estabelecido, em relação a estacionamento, equipamentos etc. Mas a cidade é única, e vai ser uma história em si”, diz Geoff Mason, responsável direto pela logística e planejamento da Copa do Mundo “Eu fiz sete Olimpíadas, mas isso é muito mais complexo, porque dura mais e a dispersão geográfica é muito maior. Olimpíadas é ir para uma guerra por duas semanas, mas isso é muito mais complicado”, diz Mason. “Vamos usar gente que já conhecemos de outros eventos e o suporte da ESPN Brasil, que já conhece bem o mercado e a realidade locais”, diz Drake. O que levou a ESPN a elevar o padrão de cobertura da Copa do Mundo no Brasil para o mercado norteamericano é aquilo que todos os outros países já descobriram há muito tempo. “Copa do Mundo é um evento único, com um poder de engajamento de público como nenhum outro, e percebemos que é possível fazer disso uma coisa única nos EUA”, diz Jed Drake. “O que percebemos em 2010 é que existe uma mudança de cultura nesse país em relação ao futebol e em relação ao que é uma Copa do Mundo”. Um dos fatores que mais contribuíram foi o gol

League em língua inglesa. Uma história curiosa é que a partida entre EUA e Portugal estava programada para ser exibida em rede aberta nos EUA, pela ABC, mas a Fifa, inadvertidamente, alterou o horário do jogo, por conta do calor, e acabou colocando a partida na programação da ESPN. “Eles só se deram conta muito depois do que fizeram, e ficaram consternados por ter tirado um jogo tão importante da TV aberta. Mas do nosso lado, não há muito a reclamar”, brinca Drake. Uma parte importante da cobertura da ESPN é a parceria com a ESPN Brasil. “É uma equipe que é extremamente comprometida e profissional e que não tem nenhum ego ou dificuldade em colaborar conosco”, diz Mason. Para ele, essa parceria será essencial para viabilizar o sucesso do evento no mercado dos EUA. “Não daria para fazer o que vamos fazer se não tivéssemos a equipe da ESPN Brasil”, diz Drake.

do atacante Donovan aos 46’ do segundo tempo sobre a Argélia, o que levou os EUA às oitavas na Copa da África do Sul. “Foi um lance dramático que chamou a audiência do país inteiro, parou a Bolsa de Valores”, diz. “Em 1994 a Copa foi aqui e ninguém deu a menor bola”, lembra. Questões sociais, como o crescimento da fatia hispânica na sociedade norteamericana também pesaram. Para a ESPN há uma mudança na perspectiva do negócio também. “Tenho certeza de que venderíamos o dobro das cotas de publicidade se tivéssemos espaço”. Para a ESPN a margem é gigantesca, porque os direitos exclusivos adquiridos em 2010 e 2014 para o mercado dos EUA pelo evento foram “uma barganha”, segundo Drake, que já prevê um salto de custos para a Copa do Mundo de 2018. A ESPN é parte do grupo Disney, assim como a rede aberta ABC. Elas dividirão os direitos, ficando dez dos 64 jogos com a rede aberta. Os demais podem ser exibidos na ESPN, que também tem os direitos do campeonato espanhol e da Champions

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Plataformas digitais

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utra mudança de postura da ESPN é colocar a Copa do Mundo em todos os dispositivos. O site ESPNFC.com é um dos grandes projetos da programadora e agregará conteúdos sobre futebol produzidos no mundo inteiro. Trata-se de uma plataforma única, que será a mesma dos EUA ao Brasil, passando por mais de 15 países em que os canais da ESPN estão presentes. O mercado norte-americano já gera 50% da audiência do ESPNFC.com, diz Bimal Kapadia, diretor sênior de digital media da ESPN International. Faz parte de uma estratégia mais ampla, de fortalecer a presença em plataformas digitais e móveis. Desde o final de 2013, a ESPN já tem mais audiência vinda de dispositivos móveis do que da web tradicional. Mas há alguns grandes desafios no projeto: a unificação global de plataformas de gestão de conteúdos, idioma em que os conteúdos são produzidos e a criação de rotinas similares para abastecer as plataformas de conteúdo e de publicidade. “Estamos migrando todas as nossas plataformas digitais para a mesma que usamos nos EUA”, explica Adam Deutsch, diretor sênior de desenvolvimento de produtos da ESPN Digital Media e o principal responsável pelo projeto de integração. É algo que deve começar a acontecer no final do ano. A ESPN aposta no desenvolvimento de aplicativos específicos também Adam para seus diferentes programas e eventos, pois acredita que a resposta Deutsch dos usuários móveis é melhor nesse ambiente do que um mero site que posa ser acessado pelo celular. A razão dessa unificação é permitir que o mesmo conteúdo possa ser aproveitado de diferentes maneiras e explorado com dinâmicas similares, seja comercialmente ou editorialmente. Um case interessante da ESPN é o ESPN Watch, uma plataforma de TV everywhere já intensamente propagandeada nos EUA e que terá sua versão brasileira incluída nesse processo de unificação de plataformas digitais. “A plataforma do ESPN Watch é fundamental em caso de eventos esportivos, porque nada substitui o conteúdo ao vivo em esportes”, diz Deutsch.

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(programação) Fernando Lauterjung

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Na disputa Fox lança segundo canal de esportes e unifica as versões SD e HD de seus canais, em uma aposta na conquista de mais receita publicitária.

Conteúdos e estrutura Segundo Eduardo Zebini, vicepresidente do Fox Sports, desde o lançamento do primeiro canal de esportes da programadora, há dois anos, o volume de eventos transmitidos 20

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canal Fox Sports 2, anunciado no ano passado, estreou em janeiro, por enquanto apenas no line-up da GVT e de algumas operadoras associadas à Neo TV. O VP sênior e diretor geral da Fox International Channels no Brasil, Gustavo Leme disse a TELA VIVA que espera ampliar a distribuição em breve. “Na Copa do Mundo tenho certeza que o canal já terá a mesma distribuição do Fox Sports”, afirmou. Na negociação, a Fox tem algumas cartas na manga. Em primeiro lugar, a programadora abriu um espaço no line-up das operadoras ao unir a programação dos canais Fox Life e Bem Simples. Além disso, está investindo na produção de conteúdos exclusivos para o canal. A troca de um canal pelo outro se justifica pelo potencial publicitário do Fox Sports 2, maior que o do canal de lifestyle. A Fox comercializará os dois canais esportivos em conjunto, entregando uma audiência consolidada maior. Por fim, a disponibilização de outros produtos da programadora também entra na negociação com as operadoras. A Fox prepara o lançamento do Fox Play - sua plataforma de TV everywhere, com alguns conteúdos de livre acesso e outros apenas para assinantes dos canais, através de autenticação pelas operadoras. “As que têm contrato com o Fox Sports 2 serão as primeiras a ter o direito à plataforma”, disse Leme.

“”Na Copa do Mundo tenho certeza que o canal já terá a mesma distribuição do Fox Sports” Gustavo Leme, da Fox

mais que dobrou, o que levou à abertura do segundo canal. Em 2014, além de exibir os jogos da Copa do Mundo, o novo canal transmitirá os confrontos da Copa Libertadores, a Copa Bridgestone, o campeonato inglês, o campeonato italiano, o campeonato argentino e a Copa do Brasil. O canal terá ainda a cobertura de outras modalidades esportivas, com destaque para as corridas da Nascar, os duelos dos torneios da ATP de Tênis, as disputas por títulos mundiais das principais categorias do boxe mundial e torneios de basquete e vôlei. A estratégia é ter partidas exclusivas para cada um dos dois canais. Além disso, o canal terá programas exclusivos. “Produziremos mais de 6 mil horas de programação em 2014”, diz Zebini. Para isso, a programadora abriu mais de 70 novos postos de trabalho em sua nova sede em São Paulo. “O novo estúdio, em parceria com a (produtora) Casablanca aumenta em 50% a capacidade de produção de

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programas ao vivo nos canais Fox Sports”, diz Leme. A programadora chamou novos talentos, como Mauro Beting e Paulo Bonfá, além de Benjamin Back, Mano (Maurício Borges), Fábio Sormani, Flavio Gomes e Osvaldo Pascoal. O treinador, ex-jogador e antigo comentarista da Globo Carlos Roberto Falcão também está entre os apresentadores do canal durante a Copa do Mundo, atuando como o “âncora” da cobertura. Unificação A Fox prepara também para os próximos meses a versão HD de seus canais. Por enquanto, os canais Nat Geo e Fox têm parte de suas programações reunidas em um único canal em alta definição, o Fox HD. Além disso, o FX HD também tem uma programação exclusiva, sem todos os programas do canal na versão SD. Gustavo Leme diz que Nat Geo, Fox e FX terão suas versões HD lançadas nos próximos meses, com programação espelhada ao SD. Para as programadoras, lançar canais exclusivos em HD - ao invés de espelhando a programação SD - é vantajoso. As operadoras não veem os canais de programação espelhada como um novo canal. Portanto, quando pagam algum valor adicional para ter a versão HD, é pouco. Já os canais com programação diferenciada recebem um valor mais alto. Por outro lado, os canais distintos diluem a audiência, enquanto que os canais espelhados têm as suas audiências somadas. Trata-se, portanto, de uma aposta da programadora na capacidade de gerar receitas com publicidade com estes canais.

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( making of )

Lizandra de Almeida

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Um carro para todas as tribos

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respectivos figurinos, a produção também contou com alguns efeitos especiais. O homem invisível usava uma roupa em cor de recorte para chroma key, por exemplo, e o cachorrinho que balança a cabeça ao ritmo da música precisou de uma ajudinha de computação gráfica. Na cena final, o grupo de nerds de “Guerra nas Estrelas”, vestidos como os soldados de Darth Vader, dá de cara com ninguém mais, ninguém menos do que C3PO, R2-D2 e Chewbacca, no meio da rua. Claro que a cena chamou a atenção dos passantes e, nesse caso, o grande desafio da equipe era manter o carro o mais incógnito possível. “Tínhamos que filmar na rua e, ao mesmo tempo, evitar que o carro ficasse muito exposto. Sempre que parávamos, precisávamos cobrir o carro com uma capa”, conta Dulcídio. Talvez os uruguaios nunca fiquem sabendo, mas os três personagens de “Guerra nas Estrelas” eram realmente os originais. “Compramos os direitos e eles nos mandaram os robôs do filme, com o técnico que trabalhou com eles nas filmagens originais.” E o ator que encarnou Chewbacca na série vestiu de novo a fantasia nas ruas de Montevidéu para dar seu urro característico.

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ara divulgar o up! – lançamento da Volkswagen que entra na linha de carros compactos e econômicos do mercado – a AlmapBBDO criou um filme que mostra vários tipos de pessoas no carro, todas elas se divertindo. O próprio filme tem como título “have fun” (divirta-se) e foi criado em cima da música “Girls just want to have fun”, que fez sucesso na década de 1980 na voz de Cindy Lauper. Na versão do comercial, uma nova gravação vai mudando a letra da música conforme aparecem os personagens: primeiro são as garotas, como no original, mas logo depois vêm os garotos, e então avós, clones, aeromoças, pilotos de caça, distraídos, esquecidos e até um homem invisível e um grupo de nerds fãs de Guerra nas Estrelas, devidamente munidos de armas laser. Segundo o diretor Dulcídio Caldeira, como o filme é todo musical, a primeira providência da produtora foi contratar um coreógrafo, para ensaiar as danças de cada grupo. O filme foi gravado no Uruguai em quatro diárias. Antes de cada grupo entrar no carro, o coreógrafo treinava a “dancinha” correspondente. “Fomos pensando em coreografias que reforçassem a personalidade de cada grupo, como as aeromoças, por exemplo, com os mesmos gestos que fazem no avião para explicar onde é a saída de emergência”, explica o diretor. A escolha de Montevidéu como cenário do filme teve vários motivos. Além do clima em geral mais previsível (as filmagens aconteceram antes do calor abrasador de janeiro e fevereiro), a cidade tem uma grande variedade de locações e um deslocamento fácil. A direção de fotografia do

Tipos inusitados se divertem no novo carro da Volksvagen.

projeto coube a Javier Juliá, argentino que também assina a fotografia do novo filme protagonizado por Ricardo Darín, “Relatos Salvajes”, com produção de Pedro Almodóvar. Para filmar os atores, a equipe trabalhou com a câmera de várias formas: afixada no próprio carro, na frente e nas laterais, e em carros de apoio. Em algumas cenas, os próprios atores dirigiam os carros; em outras, o carro estava sobre uma plataforma puxada por um reboque. Além dos vários grupos de atores e seus

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ficha técnica Anunciante Volkswagen Produtoup! AgênciaAlmapBBDO Diretor geral de criaçãoLuiz Sanches Diretor de criaçãoAndré Kassu,  Marcos Medeiros Criação Pernil, André Gola,  Marcelo Nogueira,  Benjamin Yung Jr. ProdutoraParanoid Produtor executivo Egisto Betti Direção Dulcidio Caldeira FotografiaJavier Juliá Montagem Alex Lacerda Finalização ClanVFX Trilha Raw Áudio

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Nas ondas da Antártica

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oram necessários dois anos e meio para que a equipe da produtora paulista Canvas 24p estivesse pronta para a expedição radical para a Antártica que resultou em um documentário de 24 minutos da Red Bull e um vídeo de 7 minutos para a internet, além de outras peças de apoio. O objetivo da expedição foi captar imagens da primeira bateria de surf em águas antárticas da história. Os protagonistas da façanha foram os surfistas Ramón Navarro e Dan Malloy, especialistas em ondas gigantes. Para chegar até elas, é preciso ser rebocado por um jet ski, por isso a equipe viajou não só com os equipamentos de filmagem e luz, mas com toda a parafernália esportiva necessária. O tempo de pré-produção foi consumido principalmente na busca de autorizações para ir e gravar no local. “Passamos por diversos órgãos, por muita burocracia. A ideia inicial era pegar um barco e hospedar a equipe nele, mas depois vimos que as melhores ondas ficavam perto da base do Chile na Antártica, então pedimos o apoio da Marinha chilena e de outros órgãos do país”, conta o diretor Wiland Pinsdorf. A equipe saiu de São Paulo em 28 de novembro e voltou no dia 21 de dezembro. “Passamos primeiro em Punta de Lobos, a umas três horas de Santiago, onde mora o Ramón Navarro. Captamos imagens dele com o filho e treinando.” Depois, a equipe seguiu para Punta Arenas, na Patagônia chilena. “Fizemos então a travessia de barco da Passagem de Drake, que é super perigosa. Um trecho que leva em geral três dias de viagem levou seis, devido ao mau tempo”, diz. Se Navarro já surfa vestido de roupas de neoprene nas águas geladas do Pacífico perto de sua casa,

Documentário da Red Bull capta bateria de surf em águas geladas.

para surfar no frio de 20 graus negativos da Antártica foi preciso usar roupas especialmente produzidas para a ocasião. “Conseguimos o apoio da marca de roupas esportivas Patagonia, dos Estados Unidos, que produziu uma roupa sob medida não só para os surfistas mas também para o cinegrafista”, explica Pinsdorf. A água ali, apesar de ser bem menos salgada do que no litoral do Brasil devido ao degelo das geleiras, chega a ficar um ou dois graus abaixo de zero, devido justamente à presença do sal. “Se uma pessoa cair na água sem a roupa apropriada, pode morrer de hipotermia em questão de minutos”, completa. A equipe ficou na base chilena (bem aquecida) por 15 dias, e até o décimo segundo a grande onda ainda não tinha se apresentado. “A princípio íamos documentar principalmente as cenas de surf, mas todo o processo foi tão extremo que acabamos fazendo um documentário sobre a procura dessa onda. Se ninguém jamais tinha surfado nesse lugar, muito menos tinha gravado cenas de surf.” Os equipamentos, como se pode imaginar, não se comportaram da mesma forma que em lugares, digamos, normais. “Quando ligamos as câmeras pela primeira vez, víamos tudo verde. Depois foram aquecendo e ficaram normais. Levamos alguns sacos especiais com um material químico que aquece o ar para

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algumas câmeras, mas não todas”, explica o diretor. O filme deve estrear nas TVs austríaca e alemã em breve. Mais do que produzir bebidas energéticas, hoje a Red Bull é uma usina de conteúdo audiovisual de esportes radicais. Por mais que o resultado seja um documentário, sua marca está em toda parte.

ficha técnica Produção Red Bull Media House  e Canvas 24p Filmes Direção, roteiro Wiland Pinsdorf e edição Surfistas Ramón Navarro (Chile)  e Dan Malloy (EUA) Produção executiva Carolina Carvalho (RBMH) Produção (RBMH) Cecilia Rojas Produção executiva Simone Esser Pinsdorf ProduçãoIzabel Aragão Assistente de produção Camila Abade Direção de fotografia Daniel Vergara Imagens Daniel Vergara,  Rodrigo Veneziano  e Wiland Pinsdorf Imagens adicionaisIgnácio Walker  e Sebastian Muller Computação gráficaLika Miyuki Assistente de câmera Renato Costa Logística e segurança Chad Maurer  e Alejo Contreras Piloto de jet ski Pablo Nono Apoio Marinha do Chile  e Patagônia

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cobertura

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Samuel Possebon, de Las Vegas

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Conectividade em alta FOTO: divulgação

CES 2014 fez sucesso por conta da proliferação de modelos de televisores com ultra alta definição (UHD), mas a verdadeira tendência é em torno dos dispositivos conectados.

Após a onda do 3D, que murchou, mercado aposta na qualidade da imagem.

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“pegou”, ficando restrito ao um nicho. Uma coisa é certa: há um mercado de UHD, mas ele parece ser bem mais limitado do que se pensa. Em 2014 devem ser vendidos 247 milhões de televisores no mundo, segundo estudo da Consumer Electronics Association (CEA), que organiza a CES. É um pequeno crescimento de 2% em relação aos 243 milhões de TVs vendidas em 2013. As TVs com recursos 3D venderam menos do que se esperava e

s ondas da eletrônica de consumo começam a se espalhar na CES, ou Consumer Electronics Show, evento realizado todos os anos em Las Vegas. Algumas dessas ondas podem ser chamadas de tendências. Outras são apenas marolas. E o exercício mais interessante é tentar adivinhar o que vai vingar e o que não vai dar certo. Nos últimos dois anos, a sigla da moda é 4k. O que todos querem saber é se essa nova onda em televisores de ultra alta definição (UHD) vai ou não se proliferar como uma tendência. Na edição desse ano da CES, todos os fabricantes, dos gigantes aos mais modestos, tinham produtos apostando nessa tendência. Mas isso não quer dizer nada. A mesma coisa acontecia há quatro anos com as TVs 3D e o mercado não 24

a única tendência certa é a expansão do mercado de tela grandes. hoje o recurso tende a ser incorporado apenas a TVs de alto valor agregado. E a CEA espera não mais do que 9 milhões de TVs UHD vendidas no mundo em 2014. Nos EUA, a expectativa é de meros

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485 mil. Para 2017, no mercado norte-americano, a estimativa é que o mercado anual de TVs UHD seja de menos de 3 milhões de unidades (para um mercado total de 40 milhões de TV sets). Ou seja, TV em UHD está longe de ser uma certeza, ainda que a movimentação seja intensa em torno desse tema. A tendência, segundo o diretor de análise da indústria da CEA, Steve Koenig, é de uma forte expansão das TVs de maior tamanho. Para 2014, a expectativa é de que a média mundial já seja perto das 38 polegadas, mas isso tende a crescer muito. Não por acaso a grande aposta dos fabricantes é em modelos com mais de 50 polegadas. O resto (se a tela será curva, flexível, OLED etc), é pouco relevante como tendência. TVs OLED esse ano, nos EUA, não devem chegar a 200 mil.

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On-demand cresce

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e ainda existe uma discussão sobre como as casas serão conectadas e que dispositivos ocuparão o papel central nesse processo de integração, do ponto de vista de conteúdo tudo indica que um caminho rumo a plataformas on demand parece certo, ainda que o grosso da audiência ainda esteja nos canais tradicionais. Segundo a pesquisa feita pela CEA, 79% das pessoas pesquisadas nos EUA ainda assistem vídeo primariamente de um provedor tradicional de TV paga (onde a penetração é próxima de 100%). Em seguida, com 66% das respostas, ainda consomem por mídias físicas, como Blurays e DVDs. O acesso gratuito pela Internet já é realidade para 47% dos norteamericanos, seguido pelos serviços pagos, com 37%. Empatados com 20% estão o consumo por meio de arquivos digitais ou em aplicativos de TV online. O download pela Internet representa 19%, 15% recebem pela TV aberta e 11% adquirem os programas em lojas digitais. Segundo a mesma pesquisa, os conteúdos mais assistidos diariamente pelos norte-americanos são notícias (58%), séries (55%), filmes (22%) e esportes (18%). Mas quando se soma a audiência frequente, ainda que não necessariamente diária, séries passam a ser mais assistidas, com 86%, seguidas por notícias (77%), filmes (64%) e esportes (49%). Mas o levantamento mostra que pessoas têm preferências diferentes por determinadas mídias em função do tipo de conteúdo. Por exemplo, a TV ao vivo é preferida por 80% das pessoas como fonte para notícias, 68% para séries, 89% para esportes e 54% para filmes. Já o conteúdo entregue por streaming tem 39% das preferências para séries, 35% para filmes e apenas 13% para notícias e 11% para esportes. Já a opção de gravar o conteúdo para assistir depois é a preferida por 41% daqueles que buscam séries, 40% dos que assistem a filmes e 20% daqueles que buscam esportes. Apenas 11% dos que assistem notícias gravam esse tipo de conteúdo. A entrega sob demanda é a preferida de 42% daqueles que assistem a filmes, 33% dos que assistem a séries e 14% dos que assistem a esportes. Já as plataformas sob demanda por assinatura, como Netflix, são usadas em 46% dos casos por pessoas que buscam filmes e 37% séries. Entre os dispositivos utilizados para assistir a conteúdos por streaming, 52% dos pesquisados pela CEA dizem preferir o notebook, seguido pelos PCs de mesa (44%), TVs conectadas a computadores (40%) smartphones (32%), tablets (31%) e consoles de videogame (29%), Blu-rays e DVD conectados (22%) e smart TVs (18%).

Base de serviços por assinatura nos EUA Serviço

% de lares assinantes

Lares assinantes (em milhões)

2011

2012

2013

Aluguel de vídeo ou streaming

25%

26%

36%

42,8

Rádio por satélite

18%

16%

18%

21,4

Backup de arquivos digitais

7%

7%

12%

14,3

Música por assinatura

5%

5%

10%

11,9

Aluguel de games

3%

2%

4%

4,8 Fonte: CEA

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koya979/shutterstock.com

Para que o universo 4k se concretize, duas coisas são essenciais, além da disseminação dos receptores. Primeiro, é preciso haver conteúdo, e depois é necessário haver banda disponível. Em relação aos conteúdos, as iniciativas até aqui estão vindo da Internet. Reed Hasting, CEO da Netflix, disse que a Internet é o meio natural dos conteúdos em ultra alta definição. Não por acaso, o serviço já lançou algumas séries em 4k, e promete ampliar a quantidade de conteúdos nessa definição. A Amazon, que já produz conteúdos originais HD, também anunciou durante a CES parcerias com fabricantes, estúdios e programadores, incluindo Samsung, Warner Bros, Lionsgate, Fox e Discovery, com objetivo de popularizar aparelhos e conteúdo 4K Ultra HD. A Sony atua no desenvolvimento de conteúdos 4k nas duas pontas: como produtora de conteúdo e fabricante de equipamentos de TV e camcorders. A ZTE lançou na CES o primeiro celular com câmera 4k. A Sony ainda anunciou esforços conjuntos com o Youtube para desenvolver conteúdos 4K em encoders VP9, que o Google tem tentado desenvolver como um contraponto gratuito ao H.265 (ou HEVC, da família MPEG), que também está sendo desenvolvido pelo Netflix, que por sua vez está trabalhando com a Sony para assegurar que conexões de 15 Mbps sejam suficientes para entregar conteúdo em UHD. E a Sony também anunciou parcerias com provedores como Hulu e Crackle (plataforma de TV everywhere da própria Sony) para entregar conteúdos em 4K. Por fim, na onda do 4k, a Samsung realizou durante o evento testes de transmissão aberta na cidades de Las Vegas em UHD, antes mesmo que a ATSC, responsável pelo desenvolvimento do padrão de TV aberta nos EUA,


( evento) FOTO: divulgação

tenha iniciado seus próprios testes. A Samsung queria apenas mostrar que era possível, no espectro existente, fazer essa transmissão. Mas se o 4k ainda está no hall das grandes promessas, as TVs conectadas encontraram mais espaço. A CEA estima que hoje, nos EUA, 40% das TVs vendidas tenham a possibilidade de serem conectadas, e entre 30% e 50% dos usuários de fato estejam usando esse recurso. Em 2017, 66% das TVs vendidas nos EUA devem ser conectadas TVs conectadas E esse é o segundo elemento que pode ser entendido como uma tendência inexorável no universo da eletrônica de consumo: o das casas conectadas, onde TVs, computadores e smartphones se integram a lâmpadas, geladeiras, equipamentos de ginástica, aspiradores de pó, câmeras de segurança, aparelhos de ar condicionado. É, obviamente, um cenário distante, mas uma etapa intermediária já pode ser percebida na prática. Os dispositivos domésticos estão, aos poucos, ganhando uma certa dose de inteligência, propiciada por sensores de todos os tipos (acelerômetros, bússolas, sensores de temperatura, movimento, luz etc) e por conectividade, que permite, na outra ponta, a manipulação dos elementos por meio de apps em celulares ou tablets. Ainda não existe muita integração entre tudo isso, mas a tendência é que isso aconteça em algum momento. Para Koenig, a principal tendência que se deve observar no segmento de televisores não é no aumento na definição das telas nem na disseminação de telas OLED ou telas curvas, mas sim na integração entre televisores e outros dispositivos. “Acredito que as TVs tenham a chance de se tornar o 26

Apresentação da Samsung: aposta nas TVs conectadas.

centro dessa integração nos lares, e isso dará aos fabricantes uma posição importante”, disse Koenig. Na discussão sobre o impacto que as TVs conectadas terão no universo dos set-tops (não apenas os decodificadores de TV por assinatura, mas de todas as caixas conectadas que existem, como Apple TV, Roku etc) as divergências sobre quem vai tomar o mercado de quem ainda são acaloradas, a despeito da popularização das TVs conectadas, e isso ficou evidente durante a CES 2014. Para Ian Greenblatt, VP de

para fabricantes de caixas, set-tops serão mais eficientes que as smart tvs. planejamento e desenvolvimento da Arris, o que está acontecendo com os set-tops de TV por assinatura é muito parecido com o que aconteceu com os celulares com a chegada do iPhone. “Há seis anos, os celulares eram rádios de duas vias, e hoje são o que são. Nos settops, também saímos de um patamar de caixas de decodificar e sintonizar para a realidade de hubs digitais, com DVR, Wi-Fi, serviços online. Não vejo o fim desse tipo de dispositivo”, diz ele. A Arris é uma das maiores fabricantes de decoders do mundo, e obviamente

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defende esse mercado. Steve McKay, CEO da Encore (empresa que faz a integração de conteúdos e aplicações OTT), é ainda mais radical. Ele diz que a ideia de uma TV conectada é, por si só, “estúpida” e economicamente ineficiente. “TVs são dispositivos de margem muito pequena. Adicionar features nas TVs é caro e esse modelo não se sustenta no tempo, considerando que as pessoas podem ter o mesmo tipo de aplicações conectadas em outras caixas e dispositivos muito mais baratos, como Apple TV, o Chromecast o streaming diretamente do celular”, diz. Ele também lembra que as TVs são dispositivos que ficam muitos anos na casa das pessoas sem atualização, e mesmo que se faça atualização por software, em alguns anos não haverá mais capacidade de realizar determinadas tarefas. Para Doug Craig, VP de programação do Roku, a diferenciação das caixas conectadas se dará pela diferenciação de conteúdos e pela relação com os parceiros. “Estamos planejando ter conteúdos originais; não uma série, mas transmitir shows, documentários específicos ou preview de filmes antes de outras janelas. Não vamos fazer séries como Netflix ou Amazon.”

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( festival) André Mermelstein, de Biarritz

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Samba na tela Brasil é destaque em festival de TV na França. País participa com suas produções e como tema de obras estrangeiras.

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Brasil foi um dos destaques deste ano do Fipa (Festival Internacional de Produções Audiovisuais), que aconteceu na cidade francesa de Biarritz em janeiro. Uma produção suíça sobre o país, produzida e dirigida pelo francês Georges Gachot, abriu o festival. “O Samba” acompanha a trajetória de Martinho da Vila, que foi “seguido” por Gachot durante dois anos. O músico brasileiro participou em Biarritz da abertura do evento, que contou com a presença da ministra da Cultura e Comunicações da França, Aurélie Filippetti. Outro documentário sobre música brasileira, “Olho Nu”, de Joel Pizzini, com coprodução do Canal Brasil, sobre o cantor Ney Matogrosso, também participou da mostra competitiva. A competição teve ainda o documentário nacional “O Mestre e o Divino”, de Tiago Campos, sobre a convivência (e os desentendimentos) entre um índio e um missionário alemão, que disputam para ver quem produz os melhores filmes sobre o cotidiano indígena. O Fipa fez também uma mostra especial com produções brasileiras, como “A Alma da Gente” (Helena Solberg e David Meyer), “Em Busca de Iara” (Flavio Frederico) e “Serra Pelada” (Victor Lopes). O documentário “Fla X Flu – 40 minutos antes do nada”, produzido pela Sentimental Filme e dirigido por Renato Terra, teve sua premiere realizada no evento.

O sambista Martinho da Vila abriu o FIPA.

premiação, mas uma coprodução do país com a Espanha saiu-se bem. A série “Descalç sobre la Terra Vermella” levou dois prêmios na 27ª edição do FIPA. Eduard Fernandez ganhou o Fipa D’Or de melhor ator pelo papel do padre catalão Dom Pedro Casaldáliga, retratado na série, que fala de sua luta pelos índios e camponeses na região de São Félix do Araguaia. David Cervera levou o prêmio de melhor música original. “Descalç” é a primeira coprodução realizada debaixo do acordo audiovisual entre Brasil e Espanha. Com três episódios, foi desenvolvida pela produtora catalã Minoria Absoluta, com participações pelo lado espanhol da TV3 Televisió de

primeira Coprodução brasil-espanha levou dois prêmios no festival europeu

Prêmio Os filmes 100% brasileiros acabaram não levando nada na 28

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Catalunya e da TVE Catalunya, e no Brasil pela Raíz Produções, com apoio da TV Brasil. O Fipa D’Or de ficção ficou com o francês “3xManon”, de Jean-Xavier de Lestrade. O prêmio de melhor série foi para a dinamarquesa “Arvingerne”, de Pernilla August. Na categoria de documentário musical, onde concorriam os brasileiros, o prêmio ficou com o inglês John Bridcut, com “Colin Davis in His Own Words”, sobre o maestro inglês morto em 2013. Mercado O mercado brasileiro foi foco de um dos paineis do evento, que contou com a participação de TELA VIVA, da diretora da Ancine Vera Zaverucha, da coordenadora do BTVP Rachel do Valle e do cineasta Victor Lopes, com moderação da consultora internacional Daniela Capelato. Foram apresentados os modelos de financiamento de produções no país, em especial o Fundo Setorial do Audiovisual, as possibilidades de coprodução, com países que tenham ou não acordos com o Brasil, e sobre os projetos de internacionalização do conteúdo brasileiro. Digital Segundo o diretor Victor Lopes, de “Serra Pelada”, a distribuição digital tem sido importante para o filme brasileiro, em especial o documentário. Ele conta que seu filme chegou a ficar em quarto lugar no ranking de downloads do iTunes no país, disputando espaço com blockbusters americanos. Os filmes, conta, chegam a fazer mais “bilheteria” no online do que no cinema.

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( grupos de mídia)

Atenção ao online Novo portal de entretenimento da TV Globo e modelo único de compra de audiência dos sites das Organizações Globo mostram que a Internet tem papel estratégico para o grupo.

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projetos da TV Globo, hoje, têm um autor transmídia envolvido. O que nos faltava era uma vitrine para este trabalho", conta Brêtas. "Os autores estão sendo provocados a pensar em personagens que possam ter uma vida fora da trama principal, ou, em outros casos, a contar mais com a colaboração da audiência", completa. Entre os conteúdos exclusivos do GShow está a série de humor "A Lei de Murphy", que na primeira temporada, de cinco episódios, traz os efeitos da temível Lei de Murphy no ambiente de trabalho; e "ATORmentados", no qual 12 atores, de várias partes do Brasil, participam de um processo seletivo para um misterioso projeto de TV. A série mistura linguagens de dramaturgia, reality show e documentário. Embora boa parte do conteúdo seja relacionada ao da TV Globo, a comercialização segue de forma independente.

Globo mostrou em janeiro que a Internet tem, sim, um futuro importante para o grupo. Duas novidades foram anunciadas para atrair a audiência e melhorar a comercialização de publicidade: o lançamento do portal GShow e do OGON, um modelo único de compra de audiência para os mais de 215 sites das Organizações Globo. O primeiro é um portal que reúne todo o conteúdo de entretenimento da TV Globo, a exemplo do que já acontece com o G1 no jornalismo e com o Globoesporte.com em conteúdos esportivos. Com versão móvel para tablets e smartphones, o site reunirá páginas de novelas, séries, programas de variedades e reality shows da TV. Além disso, traz algum conteúdo exclusivo produzido para a Internet como webséries, videoclipes, tutoriais de culinária, moda e beleza. Segundo Erick Brêtas, diretor de mídias digitais da Globo, o portal serve como um grande laboratório para experimentação de formatos, talentos artísticos e experiências criativas. A ideia é que o portal seja usado como um meio de teste de pilotos de programas para a TV, mas também para a própria web. "A TV Globo tem uma capacidade de produção artística que supera a demanda da grade linear", diz Brêtas.

GShow: conteúdos da TV e exclusivos.

Internet tupiniquim. "100 milhões de pessoas estão buscando conteúdos na Internet. E estão buscando conteúdos que nós sabemos e podemos produzir. A TV Globo está evoluindo, acompanhando uma demanda da sua audiência", explica o diretor de mídias digitais. O novo portal da Globo está apoiado em um tripé: a extensão dos conteúdos da TV Globo nos meios digitais; a socialização, através do conteúdo da TV; e conteúdos originais. Boa parte do conteúdo do portal já estava disponível na web, mas de forma dispersa. "Já vínhamos trabalhando há três ou quatro anos nas linguagens transmídia. Todos os

Base A decisão de fortalecer o conteúdo online é reflexo do crescimento da base de internautas no Brasil. Segundo o executivo, já há um volume muito relevante de público na 30

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Comercial Outra novidade é o lançamento de um modelo único de compra de audiência para os mais de 215 sites das Organizações Globo, através da Globo.com. Os sites recebem cerca de 51 milhões de visitantes, de acordo com a empresa. Para vender essa audiência de forma segmentada, a plataforma identificará afinidades e tendências nas preferências dos usuários, classificando-os em 13 tipos de perfis: Automaníacos, Saudáveis, Moda & Beleza, Mães, Fanáticos por Esportes, Geeks, Viajantes, Estudantes, Multimídias, House Hunters, Business-finance, Futeboleiros e Noveleiros.

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Fernando Lauterjung


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MATHIAS ROSENTHAL/SHUTTERSTOCK.COM

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( convergência) Da redação

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Tudo everywhere As últimas semanas foram de intensa movimentação de fabricantes de eletrônicos, provedores de conteúdo e plataformas de VOD. Conteúdos estão cada vez mais presentes em múltiplos dispositivos.

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Jesus Sanz/shutterstock.com

uer assistir filmes da NetMovies em sua TV Philips? Ou prefere ver vídeos da Saraiva no Xbox? Se tiver o console da Microsoft, pode ver também programas da BBC, quando não estiver assistindo aos programas do Futura no Now. Todas estas novidades foram anunciadas na últimas semanas de 2013 e início de 2014, mostrando que no assunto de distribuição multiplataforma, ninguém está parado. A plataforma Xbox, da Microsoft, por exemplo, vem incorporando quase semanalmente novos conteúdos de VOD. Desde o mês passado oferece programas da BBC a seus usuários da América Latina. Séries como “Doctor Who”, “Sherlock” e “Top Gear”, além de shows e documentários, poderão ser baixadas nos consoles Xbox 360 e assistidas na TV ou em outros dispositivos, como PCs ou tablets com Windows 8.1, Windows Phone 8, consoles Xbox One e no site XBoxVideo. com. A oferta começou pelo México e depois se estenderá a outros países, inclusive o Brasil. Nos intervalos dos games, o usuário também poderá ver filmes na Saraiva. A empresa lançou o Saraiva Player, aplicativo para compra e aluguel de filmes digitais no Xbox One. O aplicativo usa tecnologia Smooth

Streaming que adapta a imagem à velocidade de banda larga utilizada. De acordo com a Saraiva, seu acervo conta com mais de sete mil títulos entre lançamentos, clássicos do cinema, séries de TV, shows, vídeo aulas e documentários. A empresa conta com parcerias com estúdios como Disney, Fox, MGM, Paramount, Sony Pictures, Universal e Warner. Parte deste acervo também esta disponível em HD. Em caso de locação, os filmes ficam disponíveis de 24 a 48 horas, dependendo do título, contadas apenas a partir da primeira exibição. É possível assisti-los diversas vezes até que o tempo expire. Com a compra, os vídeos podem ser assistidos por tempo indeterminado. O Saraiva Player é gratuito para usuários Xbox LIVE Gold. É preciso

smart tvs e consoles de games estão virando hubs de conteúdo de vídeo.

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apenas fazer o cadastro no aplicativo. Com isso, é possível comprar e alugar conteúdo tanto pelo console quanto pelo site, e o pagamento pode ser feito com cartões de crédito. Além do Xbox One e do Xbox 360, o Saraiva Player também está disponível em dispositivos com Windows Phone, Windows 8, iOS e Smart TVs Samsung, LG e Philips. Falando em Philips, também a partir de agora os usuários da NetMovies poderão ver filmes nas TVs da marca holandesa. O aplicativo entrou nas smart TVs fabricadas a partir de 2012. A assinatura do serviço custa R$ 18,90 mensais e, além da reprodução online, permite a locação de mídias físicas, com mais de 35 mil opções, entregues por delivery sem custo adicional, em São Paulo e nas cidades próximas.

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Já a locadora online da Claro tem agora um app nos televisores da Samsung. O aplicativo Clarovideo dá acesso a conteúdos como "Meu Malvado Favorito 2", "Galinha Pintadinha", "Homem de Ferro 3" e "Breaking Bad". Os clientes Claro têm um mês grátis para conhecer o serviço, enquanto os clientes que fazem parte do Claro Clube são tem direito a dois meses sem tarifação mensal. Além dos novos modelos de Smart TVs Samsung, o usuário também pode fazer o download do aplicativo nos modelos de TV linha 2012, caso tenha o acessório evolution kit. O serviço Clarovideo tem valor mensal de R$ 13,90 e opções de contratação de filmes recém-lançados, por R$ 6,90 cada. Também neste período, a Apple TV adicionou a Red Bull TV ao seu repertório de conteúdo. Primeiro canal dedicado inteiramente a branded content da plataforma, a Red Bull TV produz programação ao vivo, filmes, shows, clipes com os temas ação e esportes patrocinados pela marca de bebidas energéticas. O conteúdo da Red Bull TV também está disponível em site próprio na web, em aparelhos iOS e Android, no Google Chromecast e em Smart TVs da Samsung, além de ter parte do seu acervo reproduzido no canal da Red Bull no Youtube. Em 2014, a Red Bull expandirá seu conteúdo ao vivo com a transmissão de eventos organizados por terceiros como o World Snowboard Tour. Além das

Xbox: conteúdo da BBC e todo acervo da Saraiva.

transmissões ao vivo, o canal oferece uma série de playlists de vídeos. Nacionais Provedores brasileiros de conteúdo também têm apostado nas plataformas de distribuição online. O canal Futura, através de um acordo com a Globosat, colocou em janeiro vários de seus programas nas plataformas on-demand da própria Globosat (Muu) e da Net Serviços (Now). Séries como “Um Pé de Quê?” e “Tempos de Escola” passam a ter acesso gratuito em todas as plataformas e podem ser visto pelo set-top da Net ou por tablets, smartphones e consoles Xbox. Em fevereiro entraram na plataforma o programa de entrevistas “Umas Palavras” e a série de animação “As Aventuras da Teca”. Em março, mais episódios de “Umas Palavras” entram também na biblioteca do Philos, canal on-demand da Globosat focado em documentários e espetáculos. Já a Band lançará um novo aplicativo de conteúdo digital no dia 17 de março, na estreia da nova temporada do programa “CQC”. A diretora executiva do Portal da Band, Eliane Leme, participou de painel sobre audiência de televisão na segunda tela realizado na Campus Party em janeiro.

De acordo com ela, o app reunirá conteúdo de segunda tela complementar à programação da televisão, vídeos sob demanda, informação sobre as atrações do canal e transmissão de programas ao vivo. “Começaremos a transmitir mais programas ao vivo em tablets e celulares”, disse. O canal já transmite ao vivo o “Jornal da Band”, o “Brasil Urgente”e o programa “Pânico”. O “CQC” será a primeira atração a contar com conteúdo de segunda tela, complementar e sincronizado com o programa ao vivo, no aplicativo. A emissora já havia feito experiências com aplicativos desenvolvidos em parceria com a Klug para o programa “Quem Fica em Pé” e para a transmissão da Copa das Confederações - que atingiu 45 mil downloads e 1,5 milhão de impressões. Desta vez, a emissora optou por lançar um aplicativo próprio, reunindo conteúdo de diversos programas. “Uma coisa que aprendemos é que é vantajoso reunir conteúdos diversos, e de diferentes programas, numa única plataforma. Assim reunimos um grande número de usuários ao invés de divulgar aplicações individuais. Começa com o ‘CQC’ porque quando falamos de segunda tela, falamos de produzir conteúdo, não é fácil. Por isso será implantado gradualmente”, explicou Eliane. Sem especificar quais, a diretora disse que o aplicativo já conta com patrocinadores. “Já contamos com pelo menos um patrocínio grande, e a recepção das empresas tem sido muito boa”, disse.

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Leandro Sanfelice

l e a n d r o @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Igarapé Mágico Projeto mais ambicioso entre as produções que compõem a programação infantil da TV Brasil, série combina atores reais com bonecos e animação 3D e 2D.

I

garapé Mágico” é o projeto mais ambicioso da TV Brasil, entre as produções que irão ocupar a Hora da Criança. A série foi produzida pela Dogs Can Fly, com direção de Ricardo Whately e Bia Rosenberg, conhecida por trabalhos em produções como “Castelo Rá-tim-bum” e “Cocóricó”, da TV Cultura. Além de atuar como diretora, Bia é co-autora de “Igarapé Mágico” junto com Flávio de Souza. A produção combina atores reais com bonecos e animação 3D e 2D. As gravações, realizadas em São Paulo, duraram cerca de um mês e foram concluídas em outubro do ano passado. Em seguida, o projeto seguiu para a fase de pós-produção, onde atores e bonecos foram inseridos em um cenário digital. A primeira temporada, com 26 episódios de 12 minutos, estreou no dia 20 de janeiro na grade da emissora. Ambientada na Amazônia, a série tem como protagonistas filhotes de animais típicos da região, como a sucuri, o peixe-boi e o jacaré, representados por bonecos, que contracenam com a sereia Iara, interpretada pela atriz Roberta Estrela D'Alva. Voltada para o público infantil de até seis anos, a série aborda temas como sustentabilidade, amizade e relações familiares, apostando em um entretenimento lúdico. “Queremos mostrar que entretenimento para crianças pode perfeitamente ensinar coisas. Nesse caso, abordamos a questão da preservação de espécies em extinção. Como a história ocorre em ambiente aquático, também temos a possibilidade de abordar a sustentabilidade”, diz Bia. Para combinar três linguagens diferentes (atriz, bonecos e 34

animação), a produtora utilizou o chroma key, com atriz e bonequeiros contracenando em um cenário com fundo azul, substituído na pós-produção por animações. De acordo com Ricardo Whately, desenvolver a identidade visual do projeto foi o maior desafio enfrentado pela Dogs Can Fly. “É um grande desafio combinar atores, bonecos, 2D e 3D. Fizemos cenários bem coloridos, com muita cor e luz. O cenário não é algo estático, está presente na história, sendo concebido diariamente”, diz. Ao todo, são seis ambientes: Igapó, Balseiro, Gruta, Nascente, Beirada da Canoa e o Riozão. Todos foram desenhados à mão e depois, modelados e texturizados em 3D. De acordo com a equipe de produção, foram feitos vários testes com o cenário até chegar a uma opção lúdica, colorida e realista. O grupo ainda realizou uma pesquisa sobre os tipos de plantas e flores da Amazônia para criar um ambiente próximo à realidade. Cereja do bolo Sem revelar o valor investido no

projeto, Rogério Brandão, diretor de produção da TV Brasil classificou o orçamento da produção como “de nível internacional”. “O projeto foi concebido para ser a cereja do bolo da hora da criança no canal. Recebemos a demanda de criar uma produção infantil para ser referência internacional”, explica. “Igarapé Mágico”, diz, foi produzido com o objetivo de ser comercializado para outras janelas de exibição nacionais e internacionais e levantar recursos com licenciamento de produtos. A ambientação da série faz parte de um plano da TV Brasil para regionalizar seu conteúdo, com programas mostrando características típicas de diferentes regiões do país. “Quando falamos de séries infantis, os animais presentes são sempre aqueles do imaginário típico. O urso, a girafa, o hipopótamo. Não temos animais típicos brasileiros, e estamos mudando isso nessa produção”, argumenta Brandão.

Igarapé Mágico

Sinopse: Ambientada na Amazônia, a série tem como protagonistas filhotes de animais típicos da região, como a sucuri, o peixe-boi e o jacaré, que contracenam com a sereia Iara.“Igarapé Mágico” aborda temas como sustentabilidade, amizade e relações familiares, apostando em um entretenimento lúdico

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Ficção rt Thierry Ragobe Formato t Baujard, en ur La e, er Direção illi Stéphane M , Caio Gullane, Produção Fabiano Gullane briel Lacerda Ga  Debora Ivanov, r Sônia Hamburge  utiva ontenegro M é dr An s, nto Produção exec la Sa nges, ução Danie Louis-Paul Desa Direção de prod hanne Bernard, nesi Jo log Bo iz Lu rt, Roteiro Thierry Ragobe Luc Marescot,

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( upgrade )

Fernando Lauterjung

f e r n a n d o @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Duro na queda

Ao vivo, por 4G

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JVC lançou a linha 800 de camcorders para uso em ombro. A GY-HM890 e a GY-HM850, ambas da família ProHD, podem vir acompanhadas de lentes Fujinom com zoom de 20 vezes e foco automático. O diferencial dos novos equipamentos está na conectividade. As câmeras contam com um recurso de streaming embutido que pode trabalhar com FTP e 4G LTE, permitindo transmissões HD ao vivo diretamente da câmera, sem a necessidade de acoplar uma solução externa de dados móveis. Os equipamentos podem fazer a transmissão ao vivo ou fazer o upload de um material previamente gravado, mesmo com a câmera em uso em novas gravações. As camcorders contam com inteligência para detectar e corrigir erros no encoding, corrigir a banda do vídeo para a rede suportada e dar ao operador um Linha 800 da JVC permite transmitir por FTP ou ao vivo via 4G diretamente retorno sobre o status do streaming em tempodo equipamento. real. É possível monitorar e controlar a câmera, via wi-fi, através de um smartphone ou tablet (iOS ou Android). Para emissoras que usam metadados, a camcorder conta com GPS embutido, que permite registrar a localização da gravação. Além disso, os metadados podem ser editados via smartphone ou tablet durante o uso da camcorder. Além da conectividade wireless, os equipamentos trazem uma porta de 68 pinos e gravação em dois slots de cartões SDHC/SDXC. As gravações podem ser feitas em HD ou SD em formatos Final Cut Pro (.mov), XDCAM EX (.mp4), AS-10 (.mxf), AVHCD (.mts) ou H.264 (.mov), permitindo gravar o conteúdo já no formato nativo da solução de edição correta. Ambas as câmeras contam com três sensores CMOS de 1/3 de polegada que captam 1920x1080 pixels. A GY-HM890 também conta com uma entrada HD/ SDI que permite fazer o streaming de conteúdo de outra câmera ou gravador.

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Sony Brasil lançou no mercado local três modelos de armazenamento portátil voltados para uso profissional em imagens e vídeos. A nova linha conta com o SSD (solid state drive) PSZ-SA25, com 256 GB, e os HDDs (hard disk drives) PSZ-HA50, com 500 GB, e PSZ-HA1T, com 1 TB de capacidade. Todos os modelos trazem uma saída/entrada USB 3.0 e duas FireWire 800, permitindo que o usuário transfira arquivos a 400 MB/s, no caso do SSD, e 120 MB/s nos HDDs. É possível transferir 30 GB de vídeo para o SSD em menos de 90 segundos pelo USB 3.0. Cada modelo tem uma cobertura de silicone e uma capa protetora que reduzem estragos nas utilizações comuns em campo. Também suportam quedas de até dois metros e são resistentes à poeira e respingos de água.

Nova linha de armazenamento portátil suporta tombos de até dois metros e é resistente à poeira e respingos d’água.

Fotos: divulgação

Par avion

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ara facilitar a produção em múltiplas cidades, sobretudo quando o prazo é apertado, a Unified Video Technologies lançou um pacote de produção para ser despachado por via aérea. O flight-pack, segundo o fornecedor, está pronto para produção em menos tempo que uma unidade móvel de produção tradicional. O pacote básico conta com quatro estantes portáteis e pode ser escalado para atender às necessidades do usuário. A solução completa inclui um servidor de slow-motion; switcher de vídeo de 1,5 ME, 24 botões e monitor de LED embutido 37 polegadas; sistema de gráficos 3D de dois canais; sistema de intercomunicação; placa de áudio digital de 16 canais e encoders opcionais para live streaming e servidores de clipe. 36

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Kit de produção móvel pode ser despachado por via aérea.

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( agenda ) MARÇO

12 a 14 4º Rio Content Market, Rio de Janeiro. E-mail: producao@ riocontentmarket.com. Web: www. riocontentmarket.com.br 13 a 19 54º Festival Internacional de Cine de Cartagena de Índias, Cartagena, Colômbia. E-mail: info@ ficcifestival.com. Web: ficcifestival.com 21 a 30 Festival Internacional de Cine de Guadalajara, Guadalajara, México. E-mail: info@ficg.mx. Web: www.ficg.mx

Toda a cadeia do mercado reunida para debater o universo de conteúdo móvel. Conta com a presença de experts de grandes empresas e realização do Prêmio Oi Tela Viva Móvel

ABRIL

4 a 11 Curta o Gênero 2014, Fortaleza, CE. E-mail: Web: curtaogenero.org.br/

21 e 22 de Maio

MAIO

13° Tela Viva Móvel, São Paulo, SP. E-mail: inscricoes@convergecom.com.br

11 a 17 St Tropez International Film Festival, Nice, França. Web: sttropezinternationalfilmfestival.com 14 a 24 Festival de Cannes, Cannes, França. Web: www.festival-cannes. com/. Tel: +33 (0) 1 53 59 61 00 31 a 10/6 13ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, Florianópolis, SC. E-mail: luizalins@ mostradecinemainfantil.com.br. Tel: (48) 3232.5996. Web: www. mostradecinemainfantil.com.br/

9 a 11 Festival Internacional de Cinema de Portsmouth, Portsmouth, Inglaterra. E-mail: mail@portsmouthfilmfest.co.uk. Web: www.portsmouthfilmfest.co.uk/ 31 a 17/8 Festival Internacional de Cinema de Melbourne. Web: miff.com.au/

SETEMBRO

AGOSTO

9 e 10 58° Painel Telebrasil, Brasília, DF. E-mail: inscricoes@convergecom. com.br

21 a 29 25° Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo - Curta Kinoforum. E-mail: info@kinoforum.org. Web: www.kinoforum.org.br/

4 e 5 15° Congresso LatinoAmericano de Satélites, Rio de Janeiro, RJ. E-mail: inscricoes@ convergecom.com.br

JUNHO

1 a 7 5° Festival de Cinema Curta Amazônia, Porto Velho, RO. E-mail: festival@curtamazonia.com. Web: www.curtamazonia.com 14 a 23 Lima Independiente Festival Internacional de Cine, Lima, Peru. E-mail: limaindependiente@gmail.com. Web: www.limaindependiente.com.pe/

Ponto de encontro para produtoras, distribuidoras e canais de TV aberta e por assinatura. É um evento consagrado, com foco na realização de negócios e debates de temas relevantes para um público qualificado.

16 a 21 42º Festival Internacional de Cinema de Huesca, Huesca, Espanha. E-mail: info@huesca-filmfestival.com. Web: www.huesca-filmfestival.com/

JULHO

4 e 5 de Junho

5 Wimbledon Shorts - Festival Internacional de Curtas de Wimbledon, Wimbledon, Inglaterra. E-mail: info@wimbledonshorts.com. Web: http://www.wimbledonshorts. com/ 38

15° Fórum Brasil de Televisão, São Paulo, SP. E-mail: inscricoes@convergecom.com.br

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Maior encontro do setor de TV por assinatura e banda larga da América Latina. Reúne operadores de TV por assinatura e banda larga, empresas de telecomunicações, produtores e programadoras de conteúdo, empresas de tecnologia e provedores de internet para debater as pautas urgentes do setor.

6 e 7 de Agosto

22ª Feira e Congresso ABTA, São Paulo, SP. E-mail: inscricoes@convergecom.com.br

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Revista Tela Viva - 244 - Jan/Fev 2014  
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