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televisão, cinema e mídias eletrônicas

COMO NOS ENTRETEMOS TV POR ASSINATURA Provedores de Internet investem em fibra para estrear no mercado de vídeo

ano 22_#243_nov2013

Secretaria de Cultura do Rio faz pesquisa inédita para entender os hábitos de consumo de cultura e lazer da população; TV por assinatura e VOD já têm presença relevante EVENTO TV APPS Fabricantes querem uma fatia do bolo de publicidade através das smart TVs


Foto: marcelo kahn

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á algum tempo se fala do fenômeno dos cord-cutters, mais “popular” nos EUA. São as famílias que optam por desconectar seus serviços de TV por assinatura, mantendo apenas a recepção de TV aberta e a banda larga, e consumindo conteúdos através das plataformas OTT (over the top), como Apple TV e Netflix. Agora uma pesquisa da Frost & Sullivan aponta para a existência dos cord-nevers, aqueles que nem mesmo chegam a entrar no mercado de TV paga, partindo direto para as soluções online. Nos EUA, mostra o estudo, é principalmente uma questão geracional: filhos que saem da casa dos pais e não assinam TV em suas casas novas. No Brasil, passa pela questão de renda: famílias que passam a ter mais poder aquisitivo optam por assinar diretamente a Internet e os serviços de VOD, sem nunca passar pela TV por assinatura. Isso, claro, nas regiões com boa cobertura de Internet. Ainda há muitos territórios com espaço para o crescimento do DTH. O Brasil, segundo a Frost & Sullivan, está entre os países em que mais cresce o consumo de vídeos online, com taxas maiores que as do Reino Unido e EUA. A penetração da banda larga também vem crescendo expressivamente no País. Devemos chegar a 1,3 milhão de usuários de fibra até 2017 e 22,6 milhões de acessos 4G. Enquanto isso, o mercado de TV por assinatura segue se apoiando nos seus modelos tradicionais. Os números do crescimento do setor podem ter várias leituras. Segundo o último dado da Anatel, o mercado cresceu 13% nos últimos 12 meses, chegando a 17,4 milhões de assinantes. O que os números não mostram, porém, é que uma parte considerável destes lares assina apenas os pacotes mínimos (mini básico), nos quais levam a Internet e os canais abertos e obrigatórios. Segundo um programador ouvido por TELA VIVA, há até mesmo canais, que estão fora dos pacotes mais baixos, perdendo base de assinantes. Os novos players, provedores de Internet que estão entrando no negócio de TV paga, seguem a mesma linha: line-ups congestionados e caros, com dezenas de canais de pouca audiência, empurrados a eles nos pacotes que envolvem os canais mais populares. Ninguém ousou até agora abrir mão de uma ou outra programadora, em busca de pacotes intermediários, onde não estão todos os canais, mas que também não se limitam aos canais abertos e gratuitos. Cabe ao mercado fazer uma reflexão crítica sobre a percepção de valor de seus pacotes. Ou será difícil sustentar os motivos para um assinante bancar um tíquete alto por uma série de conteúdos que não lhe interessam, enquanto ali ao lado está uma oferta de VOD talvez não tão completa, mas seguramente bem mais em conta.

capa: editoria de arte converge sobre imagens de LoopAll/Varijanta/shutterstock.com

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(índice ) 20

Mapa da cultura

Secretaria do Rio levanta o hábito de consumo de entretenimento da população

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Figuras

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TV por assinatura

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Provedores de Internet começam a disputar o assinante de TV

Entrevista

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Marcos Mendonça aponta o novo rumo da TV Cultura

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Making of

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Evento

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Fabricantes de smart TVs querem uma fatia do bolo publicitário

Case

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Coprodução Brasil/França conta em imagens reais história fictícia na Amazônia

Upgrade

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Agenda

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Acompanhe as notícias mais recentes do mercado

telavivanews www.telaviva.com.br 4

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Fotos: divulgação

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Recorde online Com o clipe “Escolho Você”, a cantora Sandy alcançou 230,4 mil visualizações em 24 horas e bateu o recorde de views de artista nacional na Vevo, maior plataforma streaming de videoclipes do mundo. Primeiro trabalho da artista com lançamento na Vevo, a música embala a história do casal fictício formado por Sandy e Marcelo Adnet. O clipe foi dirigido por Ricardo Spencer em parceria com a Elixir Entretenimento, do documentário “Raul - o Início, o Fim e o Meio”, dirigido por Walter Carvalho. A pós-produção do clipe é uma parceria com a 2 Pop Post. O filme pode ser visto em http://vevo.ly/0NgC0O

Artistas nacionais mais vistos na VEVO em 24 horas 1 Sandy (“Escolho Você”): 230,4 mil views 2 P9 (“My Favorite Girl”): 146,5 mil views 3 Fresno (“Maior Que As Muralhas”): 111,7 mil views

Linear em alta A distribuição de conteúdo HD continua em crescimento. Segundo dados da operadora de satélite SES, entre o terceiro trimestre de 2011 e o mesmo período de 2013 o número de canais em alta definição transmitidos pela sua frota mundial de 54 satélites cresceu 50%, passando de 1.114 para 1.715. O volume de canais em definição standard também cresceu. No mesmo período, os canais SD registraram um crescimento de 17%, passando de 5.086 para 5.967. Segundo a empresa, as recentes tecnologias de Ultra HD em 4K e 8K deverão seguir o mesmo caminho. A Copa do Mundo no Brasil em 2014 poderá ser a primeira transmitida em sinal Ultra HD. Ainda segundo a SES, a oferta de canais em HD varia nas diferentes regiões. Na América do Norte quase

Nova rodada

canais na frota da ses

5.967 5.086 1.715

1.114 3t 2011 Canais HD

3t 2013

Canais SD

Fonte: SES

40% dos canais transmitidos pela SES estão em HD. Mercados emergentes, como a América Latina e África, contam com uma oferta de 3% e 1%, respectivamente.

A Globosat anunciou a segunda edição do Programa Globosat de Roteiristas. Marcado para acontecer entre os dias 23 e 26 de janeiro de 2014, o objetivo do projeto é aprimorar o conhecimento dos profissionais do mercado audiovisual no Brasil, a partir da experiência internacional. O programa terá novamente a participação do autor especializado na produção de roteiros Robert McKee. Em 2014, ele abordará os gêneros de narrativas. McKee apresentará em quatro dias de aulas o seminário “Genre”, no qual ensinará os conceitos, princípios e estruturas para se contar uma boa história nos gêneros suspense, comédia e romance, além de um dia dedicado especialmente a séries de TV. O programa é um projeto da Globosat em parceria com a executiva Jacqueline Cantore e a produtora Panorâmica.

Tempero brasileiro A BBC Worldwide, braço de distribuição internacional da emissora britânica, prepara sua primeira produção nacional. A programadora, que hoje distribui no Brasil apenas o canal BBC HD, produz para cumprir a cota de programação nacional exigida pela Lei 12.485/11. A série “Brazil Cookbook” terá 24 episódios de 25’ e está sendo produzida pela Medialand. À frente da atração está a chef Letícia Massula, que percorrerá o país mostrando ingredientes e receitas de cada região. 6

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Cocar A Código Solar Produções assinou contrato com o CineBrasilTV para a produção de 15 capítulos da série “Expedição Karajá”. A série é uma reedição do primeiro longa-metragem do cineasta Marcelo de Paula, justamente sobre os habitantes da Reserva Indígena da Ilha do Bananal, no Tocantins. A série está programada para ir ao ar em 2014, e a produção foi recém iniciada pela produtora. Em parceria com a sócia e esposa Carla Mendes, de Paula vem também trabalhando na finalização de mais dois documentários de longa-metragem: “Guerra Não”, sobre o pós-guerra da antiga Iugoslávia, nos anos 90, quando o cineasta foi o primeiro brasileiro a entrar no país para documentar os últimos dias de bombardeio da Otan na região; e outro documentário, ainda sem nome, sobre o músico pernambucano Charles Teony, apadrinhado por Alceu Valença e que está em estúdio gravando seu terceiro CD, produzido por Paulinho Rafael, mesmo produtor de Alceu.

Congresso de TVs universitárias: canal único seria solução para entrar no DTH.

Canal nacional Está em estudo dentro da ABTU, a associação brasileira de TVs universitárias, a proposta de criação de um canal universitário nacional unificado, para ocupar o espaço previsto pela Lei 12.485 para este canal nos line-ups das operadoras de DTH. A proposta foi discutida na assembleia da associação que aconteceu em outubro em Fortaleza, dentro do Congresso Brasileiro de TVs Universitárias. No congresso foi apresentado o case do canal colombiano Zoom, que tem 42 universidades afiliadas. O gerente geral do canal, Germán Perez, conta que o Zoom tem distribuição nacional via parabólica (pelo satélite SES 6) e operações de cabo, e produz mil horas anuais de conteúdos originais. O Zoom tem hoje quatro séries documentais e dois documentários em coprodução, inclusive com canais internacionais. O modelo do Zoom é sustentável. As universidades afiliadas contribuem com US$ 15 mil de taxa de inscrição e US$ 6 mil anuais de manutenção. O Zoom criou um cluster de produção e presta serviços de produção e transmissão de TV para empresas e até outras emissoras, além de participar de editais e projetos públicos.

Markun e Roizenblit: 18 cidades e 12 mil km percorridos.

Habitação brasileira Estabelecer a relação entre habitação e identidade cultural por meio das características locais que resultam nas mais variadas formas do morar. Esta é a proposta da série “Habitar”, dirigida pelo jornalista Paulo Markun e pelo cineasta Sérgio Roizenblit, que estreia no SescTV dia 10 de novembro às 20 horas. Os 13 episódios de 52 minutos terão exibição semanal. A série é uma realização do SescTV, com produção da Revanche Produções e da Miração Filmes. A produção percorreu mais de 12 mil km, passando por 18 cidades, de Norte a Sul do país, onde colheu mais de 225 depoimentos dos próprios moradores e de urbanistas, arquitetos, historiadores, antropólogos, artistas plásticos, entre outros. T e l a

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Ocupação A TV universitária brasileira vem encontrando dificuldade em garantir seus espaços de exibição. No caso da TV aberta, preocupa o processo de switch-off analógico, previsto para os próximos anos, pois as TVs não têm fôlego para digitalizar o sinal e em muitos casos não conseguiram canal no espectro digital. Temem ser prejudicadas caso a faixa dos 700 MHz seja destinada finalmente às operadoras móveis para o serviço de Internet em 4G. Uma saída seria a montagem do Canal da Educação, previsto pelo decreto da TV digital, mas segundo dirigentes da ABTU o MEC não quer passar às TVs universitárias esta janela, e ao mesmo tempo não cria o canal, que até hoje não saiu do papel. Na TV por assinatura elas têm distribuição garantida no cabo, através dos Canais Universitários locais, mas não conseguem ocupar o canal dedicado a elas no DTH, justamente pela falta de um sinal nacional único. n o v 2 0 1 3

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Pé no Brasil A Televisa, que atua há bastante tempo no Brasil em parceria com emissoras abertas, está abrindo seu primeiro escritório no pais, em São Paulo, com equipe própria. A sede deve estar com local e equipe definidas até o final deste ano. O advogado José Maurício Fittipaldi deixou o escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados e será o diretor geral de negócios para o Brasil da gigante mexicana. “Isso marca a entrada da Televisa com um objetivo de longo prazo no Brasil”, disse a este noticiário. “A empresa quer participar do boom que a produção está vivendo no país”, completa. A ideia é ter uma presença permanente, para trabalhar com os diferentes parceiros, sejam produtores independentes ou emissoras abertas e canais pagos. Fittipaldi deixa claro que não estão nos planos da Televisa comprar, abrir ou operar canais de TV no país. A empresa, através do seu braço de distribuição, oferece no Brasil canais José Maurício Fittipaldi internacionais de TV paga, mas este é outro aspecto do negócio e continuará sendo negociado pela mesma equipe atual no México. O propósito principal, diz Fittipaldi, é fazer coproduções. “A gente traz dois ativos importantes: a capacidade de desenvolver conteúdos com foco na entrega de audiência e o know-how de produzir com custos controlados, resultado econômico e posicionamento global”, diz. Outros formatos A ideia é ir além das novelas, gênero no qual a Televisa tem grande penetração no mundo, desenvolvendo também séries e formatos. A empresa deve usar suas histórias, já testadas em diversos mercados, em adaptações locais para a TV paga, transformar por exemplo um enredo de novela em uma série. Poderão ser feitas parcerias com produtores independentes ou diretamente com canais. “Os modelos são abertos. O negócio da Televisa é explorar suas propriedades intelectuais, seja com a obtenção de patrocínio, commissioning, comercialização”, disse o diretor. É um modelo parecido com o dos estúdios americanos, em que a Televisa entra com uma composição de recursos, financeiros ou não (pode ser com roteiro, know-how etc) e participa da exploração deste conteúdo em diversos mercados, inclusive em seu portfólio internacional. “Funcionamos como uma espécie de latin major”, diz Fittipaldi. 8

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Fotos: divulgação

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Classe média Estreia dia 9, às 19h, na PlayTV, a série nacional de ficção “Os C&D”, financiada inteiramente por recursos próprios da Medialand, com 13 episódios de 30’. O mote da série é uma família de ficção que vive um programa de realidade. Em um apartamento da zona leste de São Paulo, todos os personagens de uma mesma família têm nomes começados com “C”- Clotilde, Cleverson, Clodoalda e Clodoaldo - e o sobrenome com “D”- de Dionisio. Daí o título, que também faz alusão à nova classe média brasileira. “Nossa ideia foi criar uma ficção com cara de programa de realidade”, explica Carla Albuquerque, diretora geral da série. “O interessante é que o roteiro deu liberdade para o diretor criar ‘problemas técnicos’ que acontecem no mundo da TV, como cenas desfocadas, fios e cabos de refletores que vazam propositalmente etc”, conta Beto Ribeiro, roteirista e produtor executivo.

Time local O Grupo A&E Ole inaugurou oficialmente a sua sede no Brasil e começa a apresentá-la ao mercado. Presente no País desde 1997, em maio deste ano o grupo abriu escritório próprio, com as áreas de vendas publicitárias, programação, marketing e produção. No início de novembro, o A&E Ole Brasil receberá pequenos grupos de clientes da área de publicidade para antecipar as novidades de 2014 das marcas A&E, History, Bio e E!, assim como as possibilidades de negócios em diferentes plataformas. O grupo deve chegar ao início de 2014 com 28 profissionais. Até lá, estarão finalizados os estúdios locais. A equipe atual conta com Livia Ghelli na área de programação, Maria Maligo no marketing, Krishna Mahon na produção nacional, Fernando Giantaglia no digital e Cesar Sabroso como gerente geral. A área comercial é formada por Emilio Alcade (supervisão), Marcello Cesário e Edvan Andrade (gerentes), Milton Kano (executivo de contas) e Priscila Camorna (planner). Cesar Sabroso é o gerente geral do grupo no Brasil.

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Trial mundial O Esporte Interativo está entre as dez emissoras escolhidas pelo Facebook no mundo para testar seu novo de recurso de interação com a TV, que fornece informação em tempo real sobre a repercussão do conteúdo que os canais estão exibindo. Com a ferramenta, comentaristas do canal poderão pedir, por exemplo, para que telespectadores postem em seus murais na rede social opiniões sobre uma partida de futebol ou lance polêmico, recebendo informação de quantas pessoas estão comentando o tema e qual a opinião delas. No caso de postagens abertas ao público, o canal pode inclusive transmiti-las ao vivo. Em postagens fechadas, o canal sabe quem está comentando o assunto, mas não tem acesso ao conteúdo da mensagem. “O Facebook, nós e o mercado sabemos que as pessoas têm o hábito de interagir com amigos usando tablets e smartphones enquanto assistem TV, trocando opiniões e informação sobre o que estão vendo”, diz Mauricio Portela, vice-presidente de novas mídias do Esporte Interativo. De acordo com ele, o canal começará a usar o recurso na segunda quinzena de novembro no programa “Jogando em Casa”, e pretende testá-lo em alguns eventos esportivos, como a NFL. O plano do canal é estar familiarizado com a ferramenta em fevereiro de 2014, quando será transmitida a Copa do Nordeste no Esporte Interativo e no novo canal do grupo, o Esporte Interativo Nordeste. “A Copa do Nordeste será o momento em que poderemos usar melhor o recurso e experimentar mais coisas, pois é um evento ao vivo que atrai bastante a atenção do telespectador, principalmente no Nordeste”, diz.

Pedro Assumpcao, Ricardo Marques, Daniela Graicar, Alison Silva e Sheeraz Hasan

Glamour A Hollywood.TV (HTV) lançou sua operação no Brasil, tendo como acionista Pedro Assumpção, publicitário que já esteve na direção de agências como Geo Eventos e Naked, Ricardo Marques, acionista e vice-presidente da Vevo, Daniela Graicar, diretora-presidente do Grupo MTCom, e Alison Silva, que atuou seis anos como COO do Hollywood.tv em Los Angeles. A HTV produz conteúdo e notícias relacionadas a celebridades de Hollywood e os distribui em 196 países ao redor do mundo. A empresa conta com uma parceria com a Reuters, que leva seu conteúdo a mais de 1,4 mil broadcasters, incluindo canais como CBS, CNN Fox, ABC, e NBC e programas como TMZ, The Insider e Entertainment Tonight. Além disso, por meio da sua plataforma de marketing Reality Brand 360, promove a divulgação de marcas com celebridades nas mídias tradicionais e nas redes sociais. No Brasil, a atuação da HTV estará voltada para a plataforma de marketing do grupo. A intenção é promover marcas e artistas brasileiros no mercado global. Pensando em atrair estes artistas, o grupo está negociando com emissoras brasileiras a distribuição do seu conteúdo produzido internacionalmente. “Estamos falando com duas emissoras, mas ainda não temos nenhum acordo fechado”, informou Assumpção.

Crescimento moderado

share da tv paga - ago/13

Após alguns meses sem divulgar os números da TV paga, por dificuldades operacionais, a Anatel voltou a publicar os dados em outubro, referentes aos fechamentos de agosto. A Net Serviços, maior operadora de TV paga brasileira, chegou a agosto com 5,7 milhões de clientes, acelerando o ritmo de expansão do ano, que já era bastante aquecido. A Claro TV fechou agosto com 3,4 milhões de assinantes. O grupo Embratel soma, portanto, mais de 9,1 milhões de assinantes de TV paga. A segunda maior operadora do mercado é a Sky, que em agosto tinha 5,25 milhões de clientes. A operadora, que perdeu base até junho em função da limpeza dos clientes inadimplentes, voltou a crescer em julho e agosto em ritmo intenso. A GVT também vem acelerando seu ritmo de crescimento e chegou a 565 mil clientes em agosto. A Oi chegou a agosto com 919 mil clientes, praticamente estável em relação a julho. E a Telefônica cresceu em julho e agosto, chegando a 539 mil assinantes. Ao todo, o mercado de TV paga chegou ao final de agosto a 17,33 milhões de assinantes, o que representa um crescimento anualizado de 14,3%. Nos 12 meses terminados em agosto, o mercado cresceu 2,2 milhões de assinantes. Em fevereiro, esse crescimento anualizado era de 24%, o que representava cerca de 3,3 milhões de assinantes em 12 meses. T e l a

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GVT

oi

5% vivo

3%

outros

6%

net serviços

33%

3%

sky

claro

30%

20%

Fonte: Anatel •

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( scanner) Reserva

Fotos: divulgação

normalmente após a análise do TCU, cerca de 30 dias A Anatel aprovou depois. no final de outubro a O procurador destinação da faixa especializado da de 700 MHz para o Anatel, Victor Cravo, Serviço Móvel Pessoal explicou que as duas (SMP, ou seja, telefonia propostas estariam celular), para o Serviço dentro da exigência de Comunicação do TCU de não Multimídia (SCM) e para publicar um edital o Serviço Telefônico antes da destinação Fixo Comutado (STFC). da faixa. Assim, Mas a vigência da nova Valente foi voto destinação, contudo, Jarbas Valente, da Anatel vencido na questão. está condicionada à Outra publicação do edital de medida tomada para garantir o venda da faixa. Essa manobra foi a funcionamento adequado dos dois saída encontrada pelo conselheiro serviços foi o condicionamento relator da matéria, Rodrigo Zerbone, do licenciamento das estações para contemplar o pedido da radiobase (ERBs) à coordenação radiodifusão de que a faixa não com os sistemas existentes. Assim, seja destinada antes de concluído a Anatel só licenciará as estações o replanejamento e os testes de quando a operadora comprovar que interferência do serviço móvel com o aquela ERB não está interferindo nas serviço de TV. transmissões de TV. Houve uma certa polêmica Além disso, ficou expresso na em relação a esse ponto. Valente lembrou que o Tribunal de Contas da norma que os novos entrantes deverão arcar com os custos de União (TCU) já anulou uma licitação realocação das emissoras e de da Anatel porque o chamamento mitigação das interferências. A público havia sido publicado antes norma também estabelece que da destinação da faixa – no caso na o edital só será publicado após a faixa de 450 MHz para trunking. Como precaução, sugeriu que publicação de um regulamento a vigência da norma estivesse contra interferência, que será condicionada à aprovação do edital elaborado a partir dos dados dos e não a sua publicação, o que ocorre testes realizados pela Anatel.

Novo braço O documentário “Cidade Cinza”será a primeira produção com distribuição gerida pela O2 Play. De acordo com Igor Kupstas, diretor da distribuidora, as operações da marca estarão voltadas para cinemas e plataformas de VOD. “Com o movimento da digitalização a distância entre produtor e consumidor diminuiu. O mercado de home vídeo e DVD foi minguando e abriu espaço para outras plataformas. Queremos estar presente nessas plataformas e queremos estar mais perto do consumidor, nos aproximando da gestão da distribuição das nossas produções”, diz Kupstas. A O2 Play pretende usar a proximidade com o braço de pós-produção do grupo, a O2 Pós, como um diferencial na oferta de serviços. Enquanto a O2 Play atuará gerindo os direitos de distribuição em diferentes plataformas de VOD, a O2-Pós oferecerá serviços de encoding para adaptar as produções às diferentes plataformas. “Pretendemos oferecer isso como um serviço, atuando com produções de diversas produtoras. Estamos entrando em contato com diversas plataformas de VOD e nos capacitando para trabalhar com todas”, explica Igor. A O2 Play está trabalhando no lançamento de outras duas produções. Em janeiro será lançada a versão longa-metragem de “Latitudes”, projeto transmídia brasileiro lançado em agosto no You Tube e no canal TNT, em formatos complementares. No início de 2014, a distribuidora lançará, em parceria com a Paris Filmes, o longa “Entre Nós”, de Paulo Morelli e Pedro Morelli, produzido pela O2 Filmes.

Arte e vida A produtora Vila Filmes finalizou seu primeiro longa-metragem, e com ele lança para o mercado seu núcleo de conteúdos, a Dois Ventos. Inspirado pela frase do poeta Ferreira Gullar diz que “a arte existe porque a vida não basta”, o documentário “A vida não basta” reúne nove artistas para dialogar sobre a importância de criar e realizar arte para a vida ir além. O filme conta com a participação da atriz Denise Fraga, do escritor Milton Hatoum, do estilista Ronaldo Fraga, da cineasta Laís Bodanzky, dos quadrinistas Gabriel Bá e Fábio Moon, do dramaturgo Leonardo Moreira, do cantor Toquinho, além da participação especial do próprio Ferreira Gullar. “A vida não basta” é dirigido por Caio Tozzi e Pedro Ferrarini. Tozzi conta que a produção foi feita com baixo investimento, contando principalmente com a equipe interna da produtora e parcerias com fornecedores. O filme conta com um blog (www.avidanaobasta.wordpress.com) e página no Facebook: www.facebook.com/avidanaobastaofilme.

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MARKETING - QUANTA - JUL2013

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Redes sociais A Dinamo Filmes contratou o publicitário Marcelo Reis como coordenador de mídias sociais. Marcelo será responsável por divulgar e mensurar os resultados das produções publicitárias da Dínamo nas redes sociais, coordenando as ações em ferramentas como Facebook, Twitter, Instagram e Vimeo. Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em publicidade e propaganda, Marcelo Reis passou pelas agências Sunset e Riot, onde ficou durante um ano e meio em cada uma. Ele também trabalhou com grandes clientes, como Renault, Nextel e Vale. Fez especialização no curso de cinema na Academia Internacional de Cinema, em São Paulo, e agora deixa a rotina das agências para trabalhar em uma produtora.

FOTOs: divulgação

( figuras) Conteúdo A Scripps Networks International anunciou Adriana Alcântara para o cargo de diretora de produção e conteúdo digital no Brasil. Ela será responsável pela estratégia no meio digital e pela criação e desenvolvimento de conteúdo para os canais da empresa no Brasil. A Adriana Alcântara profissional já está exercendo a função e se reportará a Márcio Fonseca, diretor da empresa no Brasil. Adriana vem da Apple, onde exercia função de chefe de filmes para o iTunes na América Latina e Península Ibérica. Antes, ela atuou como chefe de programação, conteúdo e produção da Oi. Também ocupou cargos relacionados à produção de conteúdo na Viacom Networks, Disney Channel Brasil e NBC, em Nova York.

Atendimento A Y&R contratou Adriana Nigro para o cargo de diretora de atendimento. A executiva responderá diretamente ao COO David Laloum, completando o time de lideranças da área, também formado por Vivianne Brafmann, Alessandro Cardoni, Leo Balbi e Luiz Villano. Com 18 anos de mercado, a profissional, que vem da NeogamaBBH, tem passagens também pelas agências Africa, Ogilvy Brasil, McCann-Erickson (hoje WMcCann), Grottera, DPTO e ADD. Entre os principais clientes com os quais Adriana já trabalhou, estão Bradesco, Banco Itaú, Vale e Grendene.

Marketing A Ipsos Marketing contratou Karla Costa como diretora de contas. Com quase 20 anos de experiência em pesquisa de mercado, ela retorna ao país depois de uma experiência de seis anos em Chicago, onde liderou a Consumer & Market Insights, na indústria de telecom (Motorola) para as regiões da América do Norte e LaTam. A profissional iniciou sua carreira no Ibope/ Millward Brown, onde atendeu diversas indústrias de segmentos variados. Formada em administração de empresas e pós-graduada em marketing pela ESPM, Karla assume o cargo de diretora de contas, reportandose diretamente a Leda Kayano.

Quem? A BossaNovaFilms contratou jovem argentino Who para integrar seu time de diretores do núcleo publicitário. Who já filmou em diferentes países da Ásia, África e América. Entre suas particularidades estão não revelar seu verdadeiro nome e nem mostrar seu rosto. Lucas Duque e Alessandra Valle

Liderança internacional Caroline Torrance foi contratada pela Zodiak Rights para ser líder internacional de conteúdo roteirizado. Ela será responsável por liderar o time de vendas de conteúdo roteirizado da empresa em Paris e criar coproduções de drama e comédia com produtores ao redor do mundo. Caroline foi diretora de conteúdo roteirizado e produção da BBC Worldwide, onde foi responsável pela estratégia global de aquisição e conteúdo da empresa. Ela traz experiências semelhantes de seus trabalhos nas empresas Endemol e Granada, onde desenvolveu uma série de coproduções internacionais. 12

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Sócia A Sonido anunciou Alessandra Valle como sua nova sócia. Alessandra chegou à produtora de som em 2011 e agora integra a sociedade ao lado de Aghata Mendes, Max de Castro, Hebert Mota e Lucas Duque. Na divisão de funções, Lucas e o músico Max de Castro assinam a direção criativa. Hebert Mota é responsável pela área de negócios da produtora. Aghata Mendes comanda a equipe de atendimento em São Paulo. Alessandra se junta aos quatro sócios mantendo a responsabilidade de cuidar do atendimento no Rio de Janeiro. •

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De saída

Ronaldo Ferreira e Ricardo Velloso

Dupla A WMcCann, anunciou a chegada do diretor de arte Ricardo Velloso e do redator Ronaldo Ferreira. Ricardo Velloso, com mais de 20 anos de experiência, sendo os últimos 14 na DPZ, já trabalhou na Advert, ProVarejo, Energia e Young & Rubicam. Entre os clientes já atendidos estão All Star, Zorba, Neve, Jaguar, MAM, Citroën, Carrefour, Hydra, Papaiz, BM&FBOVESPA, Itaú, Itaucard, Bombril, Sadia, Qualy, CocaCola e Vivo. O redator Ronaldo Ferreira também veio da DPZ, onde fazia dupla com Velloso.Ele tem passagem pela Salles Darcy/Publicis e já atendeu clientes como Itaú, Itaucard, Sadia, Bombril, BM&FBOVESPA, Neve, Rede de Concessionárias GM, Carrefour, Qualy, Coca-Cola, Vivo, entre outros.

O diretor executivo Guto Figueiredo anunciou sua saída da produtora Dogs Can Fly, da qual também era sócio. O publicitário tornou-se sócio de José Henrique Caldas e de Ricardo Whately no início de 2012, quando assumiu todo o núcleo de publicidade da produtora como diretor executivo de atendimento. Guto Figueiredo Guto era responsável pelas parcerias internacionais, pela produção executiva dos trabalhos da publicidade e pela contratação e coordenação dos diretores de cena, funções que agora serão atribuídas a Mônica Siqueira, diretora de atendimento, e a Ricardo Whately.

Reforço premiado A Movie&Art anunciou a contratação de Oscar Rodrigues Alves para o seu casting de diretores de cena. Alves já dirigiu filmes para anunciantes como Coca-Cola, Ford e McDonald’s. O profissional é um dos diretores de videoclipes mais premiados do Brasil e atuou na fundação da extinta MTV Brasil. Ele também comanda a Nuclear, produtora feita para seus projetos especiais.


( tv por assinatura) Leandro Sanfelice

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Os novos players

Oleksiy Mark/shutterstock.com

ISPs que atuam no interior começam a lançar serviço de TV por assinatura para se manterem competitivos frente aos pacotes triple play das grandes operadoras.

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abertura promovida pela Lei 12.485 de 2011, a Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), que permitiu que empresas de telecomunicações oferecessem serviço de TV por assinatura e pacotes triple play, está mudando o perfil dos provedores de Internet que atuam no interior do País. Antes focados apenas no serviço de dados, passaram a enxergar na possibilidade de oferecer TV paga para seus assinantes uma oportunidade de tornar seus pacotes mais atraentes e competir com as grandes empresas de telecomunicações. Contando, em sua maioria, com alguns milhares de assinantes e menos recursos que as operadoras tradicionais de TV por assinatura, os provedores de Internet (ISPs) precisaram investir na atualização da rede, na construção de headends e na negociação de conteúdo com programadores, território até então

desconhecido pelo setor. Já inseridos no mercado de Internet banda larga, e enfrentando uma crescente demanda por redes capazes de oferecer velocidades de conexão cada vez mais rápidas, muitos dos ISPs optam por aproveitar a infraestrutura usada na entrega desse serviço para oferecer TV por assinatura. Para isso, precisam atualizar a rede, investindo em fiber-to-the-home (FTTH) ou rede híbrida de fibra e cabo coaxial (HFC), dependendo do tamanho da operação e das expectativas de expansão do serviço. No caso das empresas que optaram pelo FTTH, a aposta é mais alta. Elas contam com a possibilidade de se diferenciar da concorrência ao integrar Internet em altíssima velocidade com a oferta de serviços de IPTV puros, que permitem maior interatividade, soluções de TV Everywhere e VOD com qualidade de entrega garantida. Além disso, o FTTH lhes permite entregar todo o conteúdo HD disponível hoje e também o que for 14

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disponibilizado nos próximos anos sem se preocupar com espaço na rede. Contudo, é preciso um número maior de assinantes para compensar o alto custo do investimento. Como opção ao serviço entregue por fibra ou cabo, há a possibilidade de oferecer o serviço via DTH, inclusive como representante de uma marca única compartilhada por diversos ISPs. Exemplo desse tipo de modelo é o serviço anunciado recentemente pela Unotel em parceria com a Nagra. A empresa contratou a Media Networks para distribuir o sinal por satélite e está negociando um pacote de canais único para ser entregue por todos os provedores que ofertarem o serviço. O ISP pode optar


Mercado em movimento De acordo com Alex Jucius, diretor geral da NeoTV, associação responsável por negociar conteúdo para operadores independentes de TV por assinatura e Internet, o an_phase_vislink_230x150mm.pdf 1 12/12/11 número de provedores que se

ENG

“Desde a abertura do mercado aumentou muito a busca por informação pelos ISPs. Eles querem se associar e buscam orientação na negociação de conteúdo.”

diz respeito à busca de conteúdo, os ISPs que se associaram à Neo TV se destacam pelo interesse em conteúdo em múltiplas telas e canais HD. “Eles demandam bastante conteúdo para entregas em tablets e smartphones. Como geralmente contam com uma infraestrutura mais atual, com mais capacidade de entrega, buscam mais canais HD também. É comum fecharem grades com grande quantidade de canais em HD”, diz. Contudo, a grande quantidade de obrigações de carregamento de canais presentes nos contratos com os programadores tem feito com que alguns desses provedores optem por não carregar canais que são comuns nas grades das grandes operadoras. “Temos visto isso, sim. Quando percebem que há uma grande quantidade de travas nos contratos, foto: divulgação

ainda por combinar essa oferta com o serviço oferecido por meio da rede. Nesse caso, o DTH surge como opção para chegar a clientes em áreas mais remotas, onde o investimento em fibra ou cabo não é viável. A negociação de conteúdo com programadores configura outro desafio para os provedores. A necessidade de entregar conteúdo sem grande apelo com o público para ter acesso aos principais canais dificulta as negociações. Para os provedores, pagar por canais pouco populares representa um gasto desnecessário em meio a investimentos já extensos, e pode refletir no preço final do produto.

Alex Jucius, da NeoTV

associaram ao grupo com objetivo de iniciar uma operação própria de TV por assinatura cresceu nos últimos dois anos, após a abertura de mercado proporcionada pela aprovação da Lei do SeAC. “Desde a abertura do mercado aumentou muito a busca por informação pelos ISPs. Eles querem se associar e buscam orientação na negociação de conteúdo”, diz. Hoje, mais de 40% dos 145 associados da NeoTV são provedores de Internet. Só no último ano, o número de associados do grupo cresceu mais de 60%, sendo que 60% desses membros entrantes são ISPs. 15:34 Ainda de acordo com Jucius, no que

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( tv por assinatura )

Investimento e infraestrutura A Life, provedora de serviço de Internet com cerca de dez mil assinantes no interior paulista, está entre as empresas que optaram por investir em redes FTTH. A provedora lançará seu serviço de TV por assinatura no final de janeiro de 2014. O serviço será ofertado inicialmente para todas as regiões das cidades paulistas de Pompeia, Garça e Ocauçu, e para 60% da população de Marília. O serviço será distribuído no modelo IPTV, aproveitando a infraestrutura já instalada nas cidades. De acordo com o diretor comercial da empresa, Luis Eduardo Dias, a Life planeja expandir a fibra, junto com o serviço de TV paga, para toda a cidade de Marília ainda em 2014 e tem como meta atingir 20 mil assinantes de TV por assinatura e 22 mil de banda larga até o ano de 2017. Ainda segundo Dias, a empresa investiu cerca de R$ 4,4 milhões no último ano com a expansão da rede de fibra para viabilizar a oferta do serviço de IPTV. “O projeto todo, incluindo a construção do headend, demandou investimentos de mais de R$ 10 milhões”, diz. Segundo Dias, a Life oferecerá cerca de 80 canais no plano básico e 146 no pacote mais avançado, incluindo 39 canais de música, além de conteúdo em VOD e aplicativos promovendo interatividade com redes sociais. No pacote mais avançado, serão distribuídos mais de 25 canais em HD. A grade contará com canais das principais programadoras do mercado, com exceção da HBO. “O que tiver de conteúdo HD poderemos colocar. Inclusive vamos oferecer alguns canais em HD também nos pacotes básicos, e não apenas nos pacotes

Alexandre Silva, da G2 Netsul

mais caros. Planejamos também incentivar a criação de conteúdo local, com cidades e instituições, como diferencial”. O principal desafio encontrado no desenvolvimento do projeto, diz, foi o custo do capital e a falta de linhas apropriadas no BNDES. “Não existem linhas com custo de capital adequado para os provedores. Além disso, não aceitam rede como garantia do pagamento, o que para mim é uma falta de visão, e os interlocutores trocam o tempo todo. Nos países que passaram por esse processo houve apoio para os provedores, e não vemos isso aqui”, diz. Ele criticou também o modelo de negociação de conteúdo adotado pelas programadoras. “Em uma época de Internet onde o usuário pode assistir o que quiser como quiser, é anacrônico engessar o pacote e querer obrigar a operadora a fazer o cliente pagar por um conteúdo que não vai ver. Isso só encarece o serviço”, argumenta. Dos 10 mil clientes da Life, 8,5 mil já foram migrados para fibra. Os 1,5 mil restantes, explica Luis, fazem parte da base atendida com rádio, em regiões mais remotas. Para ele, é possível que esse grupo de assinantes seja atendido por fibra em breve. “É caro, o investimento é muito alto. Mas as pessoas estão dispostas

Já inseridos no mercado de Internet banda larga, muitos dos provedores optam por aproveitar a infraestrutura usada na entrega desse serviço para oferecer TV por assinatura. 16

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a pagar. O que vemos é uma demanda cada vez maior por fibra”. Entretanto, ele não descarta a possibilidade de usar o DTH para entregar TV por assinatura nessas regiões. “Não fechamos com ninguém por causa do nosso timing. A oferta da Unotel ainda não está completamente fechada e já estamos lançando o serviço, esse timing para gente é muito importante. Contudo, se aparecerem boas ofertas, bem formatadas, é possível no futuro”, explica o executivo. foto: divulgação

“A longo prazo, o FTTH é a resposta para a crescente demanda por altas taxas de velocidade. Contudo, não é uma solução financeiramente ideal no momento. Assim, torna-se mais viável o HFC.”

exigindo o carregamento de diversos canais em conjunto, alguns provedores têm optado por não fechar com o programador, que acaba ficando de fora do pacote”, explica Jucius.

Complementaridade A Sumicity está planejando o lançamento de seu serviço de TV por assinatura para janeiro de 2014. A empresa, que provê serviço de Internet para cerca de 18 mil assinantes, oferecerá o serviço de TV inicialmente nas cidades de Além Paraíba, em Minas Gerais, e Carmo, Sumidouro, Guapimirim e parte de Teresópolis, no Rio de Janeiro. A empresa também investiu em FTTH para entregar um serviço com tecnologia IPTV, com set-top boxes da Homecast e tecnologia de acesso condicionado da Conax. Nas regiões mais afastadas, onde entrega Internet via rádio, a empresa levará o serviço via DTH, com a marca da Unotel. A grade de canais será diferente nos serviços de IPTV e DTH. Isso ocorre porque, onde levar o serviço de IPTV, a própria empresa, com ajuda da Neo TV, negocia a contratação dos canais com as programadoras. Já no caso do DTH, a Unotel negocia uma grade de canais que será usada por todos que ofertarem o serviço. Além disso, a oferta por DTH deverá ser lançada apenas em março e não contará com serviços de VOD e interatividade. Nas cidades onde entregará serviço por IPTV, a maior parte da operação da Sumicity utilizava cabos de par trançado (UTP) para oferecer

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Vicente Sérgio da Silva Gomes, da Sumicity

dezembro nas cidades de Flores da Cunha, Gramado e Canela, estando disponível para cerca de 60% da população desses municípios já no seu lançamento. O serviço contará com dois pacotes, um com cerca de 50 e outro com cerca de cem canais, além de serviço de VOD entregue em um modelo over-the-top. De acordo com o sócio diretor da G2 Netsul, Alexandre Silva, a rede atual tem capacidade para atender até 10 mil assinantes, e a expectativa é contar com 3 mil clientes no serviço de TV paga em um prazo de 18 meses. “Isso é muito recente, nossa outorga de SeAC foi expedida este ano. Dentro do nosso modelo de negócio é inviável colocar cabo em um número grande de cidades. Com o tempo iremos expandir esse serviço”, diz. Segundo ele, a demanda dos assinantes por conexões mais rápidas fez com que a G2 Netsul, que atuava oferecendo Internet por radiofrequência aberta, investisse na construção da rede. “A demanda por altas velocidades foi determinante para implantação de redes HFC. Hoje podemos chegar com velocidades de 10 Mbps a 300 Mbps aos assinantes residenciais com nossa tecnologia e infraestrutura”. Além disso, nenhuma das ofertas para atuar como representante de DTH teria agradado a empresa. “Outro fator determinante foi

O ISP pode combinar o DTH com o serviço oferecido por meio da rede. Nesse caso, o satélite surge como opção para chegar a clientes em áreas mais remotas.

HFC Atuando em 65 cidades do interior do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e uma base de sete mil assinantes no serviço de Internet, a G2 Netsul optou por investir na construção de uma rede HFC para entrega do seu serviço de TV por assinatura, que será lançado em 18

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não visualizar nenhuma proposta viável para ser representante de uma operadora DTH e optar pela implantação de headend de TV próprio que, apesar do elevado custo, proporciona a mudança na filosofia e foco da empresa. A G2, antes provedor de Internet, agora tornou-se uma operadora de TV por assinatura com sinal 100% digital”, diz. A opção pelo HFC, explica, surgiu de uma comparação feita pela empresa entre os custos e benefícios de cada tecnologia. “A longo prazo, o FTTH é a resposta para a crescente demanda por altas taxas de velocidade. Contudo, não é uma solução técnica e financeiramente ideal no momento. O custo de implementação, sobretudo por conta de mão de obra, é muito alto. Assim, torna-se mais viável o HFC”. Para competir com as grandes operadoras, a G2 Netsul aposta na capacidade de oferecer uma grande quantidade de canais HD e Internet com alta velocidade. “Para evitarmos ou minimizarmos a concorrência com as grandes teles e operadoras de DTH, focamos na qualidade do atendimento, oferta de conteúdo local de TV, conteúdo de TV 100% digital com grande numero de canais HD e, principalmente, altas taxas de velocidade de conexão à Internet”, avalia Silva. Entre os desafios encontrados no desenvolvimento do projeto de TV por assinatura da G2 Netsul, ele destaca a falta de mão de obra qualificada, a demora na liberação de outorgas pela Anatel, os custos de locação dos postes de energia e a escolha de fornecedores. “Por se tratar de um setor ainda restrito e direcionado a grandes operadoras de TV por assinatura, a maioria dos equipamentos é importada e ainda há um numero reduzido de fornecedores.” foto: divulgação

“O FTTH demanda um investimento muito grande, mas que permitirá oferecer o melhor conteúdo. O que chegar de conteúdo em HD nós podemos distribuir”.

serviço de Internet. De acordo com seu diretor geral, Vicente Sérgio da Silva Gomes, para viabilizar o serviço a empresa vem investindo na migração para fibra há pouco mais de um ano, e está concluindo a construção de um headend na cidade de Carmo. “É um investimento muito grande, mas que permitirá oferecer o melhor conteúdo. O que chegar de conteúdo em HD nós podemos distribuir. Também freamos o crescimento da empresa em 2012 para evitar que a base de assinantes crescesse em cima de uma tecnologia ultrapassada que precisaria migrar com custos”, disse Gomes. A empresa planeja cobrir toda a cidade de Teresópolis com estrutura para FTTH até o final de 2014 e concluir a migração de toda sua base de assinantes atendidos com cabos UTP em dois anos. “Onde não conseguirmos migrar para fibra, deixaremos de oferecer os serviços”, revela. De acordo com o executivo, a grade que será lançada com o serviço de IPTV contará com canais de quase todas as principais programadoras. A exceção é a Globosat, maior programadora do País. Segundo Vicente, a Globosat exigia que os canais HD fossem oferecidos apenas no pacote avançado, contrariando o desejo da Sumicity de oferecê-los no básico. “É uma vantagem que nós temos, com a infraestrutura que construímos podemos levar todos os canais disponíveis em HD para nossos clientes. Não poder fazer isso no pacote básico, eliminaria uma vantagem competitiva nossa”, explica.

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INFORME PUBLICITÁRIO

Como ISPs brasileiros podem oferecer serviços de TV paga de última geração através da nossa rede de parceiros de orma a oferecer uma plataforma sólida de IPTV.

Brasil, o maior país da América Latina, está passando por um grande aumento no número de assinantes de TV por assinatura . Esse fato, aliado a mudanças na nossa legislação, trouxe uma grande oportunidade para provedores de Internet entrarem no negócio de TV por assinatura. Não só por necessidade frente a competição acirrada dos grandes operadores, mas também para aumentar suas receitas e agregar valor as atuais ofertas de serviços de banda larga . Muitos ISPs estão investindo forte em fibra óptica e chegando com o cabo dentro da casa do usuário final (FTTH). A fibra óptica trás uma grande vantagem competitiva para os ISPs, oferecendo largura de banda muito maior em comparação com os operadores de TV por assinatura por cabo e satélite . O desafio no entanto, reside na escolha da plataforma de TV por assinatura, que irá tirar o máximo que as redes de fibra óptica podem oferecer. Em resumo, há três elementos críticos para qualquer plataforma de TV por assinatura:

• • •

A escolha da tecnologia de segurança para proteção de conteúdo que se adeque aos modelos de negócios dos operadores. Uma interface de usuário simples, mas dinâmica e interativa, para todos os tipos de tela. Set-top boxes seguros, estáveis e com bom custo-benefício.

A Conax trouxe para o mercado o ingrediente secreto que combina os três elementos mais críticos dessa equação,

Conhecendo os desafios que a maioria dos ISPs enfrentam para iniciar suas operações de TV por assinatura, a Conax empacotou uma solução com o nosso parceiro global para Middleware e Interface do Usuário: Cubiware (www.cubiware.com). Essa interface de usuário dinâmica já está implantada em alguns dos maiores operadores de TV por assinatura nas Américas, e pode ser executado em set-top boxes com menos memória e recursos computacionais. Isso dá ao operador uma clara vantagem competitiva ao começar suas operações de TV por assinatura, mantendo um equilíbrio entre custos e controle de qualidade. A Conax oferece modelos flexíveis de pagamento para os operadores (OPEX/ CAPEX) e também um modelo comercial baseado em serviços (Hosted/ Cloud) através do nosso integrador de sistemas: BOLD. O objetivo desta iniciativa é ajudar a desenvolver o mercado de IPTV no Brasil junto a pequenos e médios provedores de Internet. A nossa solução provê serviços tão completos quanto os de grandes operadores de cabo e satélite na Europa e EUA. A plataforma IPTV da Conax oferece suporte a: canais lineares SD e HD, Pay Per View, Video on Demand , Catch up TV , network PVR , Time Shift, serviços de recomendação, pesquisa

avançada, DLNA, acesso a redes sociais, rádios via Internet, You Tube, etc. Nosso objetivo é ajudar os ISPs a contruir modelos de negócios inovadores atendendo as demandas de consumo de conteúdo cada vez mais particulares dos seus clientes, e torná-los tão competitivos quanto os grandes operadores do mercado. Em conjunto com parceiros, possuímos a plataforma tecnológica completa para IPTV. A Conax já tem o comprometimento de seis ISPs Brasileiros que começarão os serviços de IPTV no primeiro trimestre de 2014. Sobre a Conax (www.conax.com) A Conax é uma empresa Norueguesa que faz parte do grupo Telenor que possui operações em 11 países e 33.000 colaboradores, e está entre os maiores operadores do mundo. A Conax está no mercado de segurança para TV por assinatura a mais de 25 anos, assegurando o conteúdo de 140 milhões de consumidores em mais de 85 países no mundo. No Brasil, estamos presente a mais de nove anos, com escritório fixo em São Paulo, e times comercial e técnico, para suporte aos clientes da região. Para mais informações e detalhes sobre a nossa solução, contate-nos através do e-mail: conaxlatinamerica@conax.com


( capa )

André Mermelstein e Fernando Lauterjung

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O mapa do território

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ma pesquisa inédita, encomendada pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, procura detalhar o consumo de cultura na cidade. A ideia é orientar as ações culturais da secretaria e da própria indústria cultural de forma a atender a demanda do público. TELA VIVA teve acesso com exclusividade aos dados da pesquisa referentes às áreas de consumo de audiovisual, seja em cinema, TV ou mídias digitais. “Tradicionalmente no Brasil se faz política cultural baseada em teorias, mas falta uma base de dados mais sólida, saber quem são as pessoas com quem estamos lidando, o que querem, o que fazem”, explica Sergio Sá Leitão, secretário municipal de cultura do Rio de Janeiro. Segundo ele, a pesquisa dará embasamento para as políticas públicas do setor e também para o mercado cultural. “Hoje se fazem as políticas pela ‘média’, com um grau de imprecisão gigantesco. Poderemos trabalhar com foco em diferentes segmentos, por classe, faixa etária, local de moradia etc”, conta. Em uma análise bem ampla das atividades culturais, a pesquisa mostra que ouvir música, ir a shopping centers em busca de lazer e diversão e ir à praia são as atividades mais praticadas pelos cariocas (por 95,41%, 77,48% e 74,28%, respectivamente). Na sequência vêm outras atividades relacionadas à indústria cultural: cinema, frequentado por 68,45% 20

editoria de arte converge sobre imagens de LoopAll/Varijanta/shutterstock.com

Secretaria de Cultura do Rio mostra, em pesquisa inédita, quando, como e onde o carioca consume atividades culturais; resultado orientará políticas públicas.

dos entrevistados; ler livros, hábito de 64,42%; e shows musicais, frequentados por 56%. Outra motivação importante da pesquisa é a criação de uma série histórica. Sá Leitão explica que a pesquisa será repetida anualmente, o que permitirá mensurar o impacto real das ações e programas da secretaria. “Na área da cultura se convencionou que o sucesso de um programa se mede pelo

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número de projetos aprovados, recursos alocados etc. Queremos dar um salto no sentido de entender que as políticas têm que ser pensadas para o cidadão. O produtor cultural é um agente, não o foco da política”, conclui. A pesquisa é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e foi realizada pela J.Leiva Cultura & Esporte e aplicada

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FOTO: arquivo

na página 26). A grande maioria assiste tanto filmes brasileiros quanto estrangeiros. 76,45% afirma ver filmes independente da nacionalidade, 12,41 % vê apenas filmes estrangeiros e 6,57 % assiste apenas filmes brasileiros. 4,58% não sabe a origem ou não vê. Em relação ao volume, 60,74% afirma ver mais filmes estrangeiros e 18,99% vê apenas brasileiros. Para 20,27%, a distribuição entre filmes estrangeiros e nacionais é equivalente.

Sergio Sá Leitão, secretário municipal de cultura do Rio de Janeiro

são TV, laptop, desktop e tablet, nesta ordem (56,93%, 54,83%, 30,2% e 13,69%), o que dá uma ideia do tamanho da tela e da distância que ela está do consumidor de filmes por este meios de distribuição. Comprar ou alugar filmes não faz parte do hábito de quase 40% da população carioca (39,16%). Aproximadamente 36% dos entrevistados compram filmes em DVDs ou Blu-rays, enquanto 32,27% ainda aluga filmes em mídia física. Quase 28% compram mídias físicas piratas e quase 15% baixa filmes piratas da Internet. A compra ou aluguel online é hábito de pouco menos de 12%. Os gêneros de filmes que agradam os cariocas são aventura/ação e comédia, com 44,92% e 41,9%, respectivamente. Destacam-se ainda os gêneros romance (24,96%), terror/suspense de terror (15,05%) e policial/suspense policial (13,23%). Veja a lista completa na tabela

Cinema O hábito de ir ao cinema também foi escrutinado pela pesquisa. 20,62% dos entrevistados frequentam as salas de cinema semanalmente, 28,88% a cada quinze dias, 36,52% mensalmente e 13,97% vai ao cinema uma vez a cada três meses ou mais. A pesquisa permite aferir que o cinema não concorre diretamente com as demais formas de distribuição de filmes, pois a

Filmes em video, DVD ou Blu-Ray

Filmes em canais da TV por assinatura

Filmes no cinema

57,6%

28,97% 28,28%

Nenhum

68,45% 67,15%

Filmes sob demanda, ou seja filmes que você paga para assistir pela TV paga ou pela internet

81,77%

Filmes que são baixados da internet

93,75%

Filmes exibidos pela internet, como por ex. Vimeo, Youtube

Meios em que vê filmes

Filmes em canais da TV aberta

Filmes No campo audiovisual, a pesquisa aponta o hábito de consumo de filmes e séries na TV, em salas de cinema e através de formatos online e não-lineares de distribuição. O consumo de filmes por qualquer meio (excluído cinema) é um hábito para a quase totalidade da população (93,75%). A principal plataforma é, como esperado, a TV aberta. 81,77% afirmam ver filmes nos canais de TV de radiodifusão. Surpreendentemente, a fatia que vê filmes no cinema supera, ainda que por muito pouco, a dos que assistem filmes pela TV por assinatura: 68,45% e 67,15%, respectivamente. Em seguida vem o consumo de filmes através de mídias físicas (DVD ou Blu-Ray), por 57,6% dos entrevistados. O consumo de filmes pelas plataformas conectadas é significativo, com destaque para os portais de vídeo, como Vimeo e You Tube, por 28,97% da amostra. O público de filmes “baixados da Internet” é de 28,28%, mas o de filmes através de video on-demand pago (pela Internet ou TV paga) é de apenas 16,97%. Os meios utilizados para assistir filmes da Internet ou sob demanda

“Queremos dar um salto no sentido de entender que as políticas têm que ser pensadas para o cidadão.”

Todos os meios - exceto cinema

pelo Instituto Datafolha. Foram ouvidas 1.501 pessoas residentes no Rio de Janeiro, considerando as cinco Áreas de Planejamento (APs) da cidade, entre os dias 30 de agosto e 9 de setembro de 2013. Foi utilizada técnica de abordagem pessoal dos entrevistados em pontos de fluxo populacional. Os entrevistados foram selecionados a partir de cotas de sexo e idade, segundo dados do IBGE (Censo 2010). Para renda, foi utilizado o Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB). Chama atenção no estudo a importância dos videogames no cotidiano dos cariocas. 83,82% dizem jogar pelo menos uma vez por semana.

16,97% 4,29% Fonte: SMC Rio.

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( capa ) cinema não concorre diretamente com outras mídias, porque é considerado um programa completo de passeio.

Hábitos de consumo de mídia

88,68%

39,2% Nenhum

OUVIR rádio AM

62,64% LER revista impressa

ASSISTIR canais de TV por assinatura

LER jornal impresso

72,19% 71,42%

OUVIR rádio FM

ASSISTIR canais de TV aberta

94,61%

0,32%

Frequência de cinema Uma vez por semana %

20,62

Uma vez a cada 3 meses ou mais %

13,97

Uma vez a cada 15 dias %

Uma vez por mês %

36,52

28,88

Fonte: SMC Rio.

atividade está atrelada a um conceito mais amplo, de passeio, e não apenas do consumo do conteúdo. O que leva a maioria ao cinema é o passeio, o programa. 42,14% afirma ser essa a principal motivação. O fato de estar passando um grande lançamento ou estreia é motivador para 16,3% dos entrevistados. O evento social também é uma grande motivação: 12,52% vai ao cinema para encontrar com os amigos;

12,22% para levar as crianças/filhos/ netos; 7,31% para namorar. As vantagens técnicas do cinema contam para poucos. Assistir filmes em tela grande com som e imagem diferenciados é o principal motivo para ir ao cinema para apenas 4,27% dos entrevistados. Ver filmes em 3D é um motivo importante para apenas 1,88%. Quase 74% tem o hábito de realizar outra atividade antes ou depois de ir ao cinema. 22

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Entre os que não vão ao cinema. 48,02% afirma não ir por falta de interesse. O preço é apontado como motivo para não ir por 21,86%, enquanto 18,25% prefere assistir em casa. Séries O consumo de séries de TV se dá na cidade do Rio de Janeiro principalmente pela TV aberta, embora a oferta não seja tão abundante na radiodifusão. 61,42% costumam ver séries nos canais abertos, mas a TV por assinatura já atinge 49,61% do público, um número muito acima da média de penetração do serviço de TV paga no país, que com cerca de 18 milhões de assinantes atinge pouco menos de um terço da população. Quase 17% vê as séries através de mídia física; 14,67% através de portais de vídeo; 14,29% vê séries baixadas da Internet; e 7,49% vê séries através de VOD (Internet ou TV paga). A compra ou aluguel de séries não é muito popular. 76,66% diz não ter esse hábito. A compra através de mídias físicas é hábito de 12,1%, enquanto 11,55% aluga séries em mídias físicas (DVD). A compra ou aluguel pela Internet é praticada por apenas 5,8%. A pirataria de séries de TV não é tão alta quanto a de filmes. Enquanto 7,39% dizem baixar séries piratas, 6,41% afirmam comprar mídias piratas. Em relação à nacionalidade, o número de pessoas que diz ver apenas séries brasileiras de TV (14,14%) é maior do que o que vê apenas séries estrangeiras (13,12%). Quase metade (48,84%) vê as séries de origem nacional ou estrangeira.

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Seu planejamento para 2014 ainda não estava pronto... Agora está!

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Os responsáveis pela agenda política e regulatória reúnemse para discutir as principais metas e definições do setor de telecomunicações para os próximos anos.

O evento que se preocupa com o principal rentabilizador da sua empresa: o cliente. Palestras e workshops para aprimorar todas as questões que envolvem os serviços de relacionamento e atendimento ao consumidor.

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Ponto de encontro para produtoras, distribuidoras e canais de TV aberta e por assinatura. Um evento consagrado, com foco na realização de negócios e debates de temas relevantes para um público qualificado.

Maior encontro do setor de TV por assinatura e banda larga da América Latina, é o único evento que congrega os principais operadores de TV por assinatura e banda larga, empresas de telecomunicações, produtores e programadores de conteúdo, empresas de tecnologia e provedores de internet para debater as pautas mais urgentes do setor.

O evento dos que decidem. Grandes definições do mercado e novidades previstas para os próximos anos apresentadas em debates entre Governo e dirigentes do setor de satélites.

World Trade Center, SÃO PAULO, SP

World Trade Center, SÃO PAULO, SP

Transamérica Expo Center, SÃO PAULO, SP

Royal Tulip Rio de Janeiro, RIO DE JANEIRO, RJ

Fórum Saúde Digital

Fórum

Dia 12

World Trade Center, SÃO PAULO, SP Amplo e atual, na medida que o setor de saúde brasileiro precisa. Especialistas, médicos e fornecedores apresentam tecnologias e projetos que estão movimentando a área de TI e Telecom de hospitais, clínicas e laboratórios.

Dias 9e10

Royal Tulip Brasilia, BRASÍLIA, DF O Painel Telebrasil é o principal encontro das lideranças e autoridades da área de telecomunicações no Brasil.

Dias 30e01/10 World Trade Center, SÃO PAULO, SP

Mobilidade na alma do negócio. O Forum Mobile+ é o evento que apresenta tendências e projetos de desenvolvedores pensadas para otimizar processos corporativos.

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( capa ) pesquisa deve gerar resultados imediatos, como um portal de informações culturais para o público.

16,95%

14,67% 14,29 %

Nenhum

Séries que são baixadas da internet

Séries exibidas pela internet, como por ex. Vimeo, Youtube

Séries em canais da TV por assinatura

Séries em canais da TV aberta

49,61%

Séries em videocassete, DVD ou Blu-Ray

61,42%

Séries sob demanda, ou seja filmes que você paga para assistir pela TV paga ou pela internet

Meios em que assiste séries

26,73%

7,49 % Fonte: SMC Rio.

Mais da metade (50,27%) assiste mais séries estrangeiras do que brasileiras e 26,61% diz ver mais séries brasileiras. A divisão surpreende, uma vez que a oferta de séries televisivas estrangeiras é muito maior do que a de brasileiras. 23,12 % dizem ver séries de ambas as origens.

uma espécie de Time Out carioca, mas com ferramentas de “gameficação”, ou seja, na medida em que o usuário

Gênero de filme preferido 44,92% 41,9% 24,96% 15,05% 13,23% 8,96% 6,24%

Aventura / Ação Comédia Romance Terror/ suspense de terror Policial/ Suspense policial Drama Ficção científica Desenho animado / Filmes de Animação Religioso/ Gospel Documentário Histórico Guerra Infantil Arte Faroeste ou western Musical Biográfico/ Baseados em fatos reais Épico Suspense / Mistério Não tem preferência Outro Não gosto/ não assisto Não sabe/ Não lembra

Resultados A pesquisa deve gerar resultados imediatos no âmbito das políticas públicas. A secretaria, com o envolvimento da RioFilme, deve criar um novo programa de ação, para a promoção da cultura na cidade. Os dados mostraram que muitas vezes o público não vai ao cinema, teatro ou show por falta de informação sobre a programação cultural, sobre os conteúdos apresentados. “Existe uma barreira de informação”, diz Sá Leitão. “As pessoas dizem que não se interessam, que não é apresentado o que elas gostam, mas estes conteúdos existem. Então ou o cara não se informou, ou não soubemos comunicar direito, o que é mais provável”, afirma. Para melhorar isso, a secretaria criará um portal de informações, 26

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5,75% 5,7% 5,64% 5,14% 4,97% 2,5% 2,08% 1,35% 0,52% 0,4% 0,29% 0,19% 1,42% 1,34% 0,99% 0,19%

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interage, ele participa de promoções e ganha prêmios, ingressos etc. A pesquisa mapeia inclusive ó hábito de consumo de mídia do carioca, o que pode ser usado na estratégia de comunicação de eventos e bens culturais. Entre os entrevistados, 87,8% afirma ter smartphone, 69,29% assina TV paga, 68,07% acessa a Internet, 19,36% tem tablet e 13,4% tem smart TV. A TV aberta é, obviamente, a mídia com a maior penetração na amostra, sendo hábito de consumo de 94,61%, seguida do rádio, que é ouvido habitualmente por 88,68%. Chama atenção a importância que ainda tem o jornal impresso. O hábito de ler jornais foi apontado por 72,19%, percentual maior que o de assistir canais de TV por assinatura (71,42%). Na sequência vêm ler revista impressa, com 62,64%, e ouvir rádio AM (39,2%). Um dado importante é que a pesquisa será oferecida gratuitamente, já no primeiro semestre de 2014, a quem quiser fazer uso dela, através de um portal e uma publicação. Também será feito um seminário de apresentação. O objetivo, segundo o secretário, é ajudar o mercado a qualificar suas ações. “A pesquisa mostrou, por exemplo, que o segmento que se sente menos atendido é o de maiores de 55 anos, que são um grupo crescente, que em geral tem mais tempo livre e dinheiro disponível, mas tanto as políticas públicas quanto o mercado buscam sempre o público jovem”, conta Sérgio Sá Leitão.


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( entrevista )

André Mermelstein

a n d r e @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Novo ciclo

Marcos Mendonça está mais uma vez à frente da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da Rádio e TV Cultura e do canal por assinatura TV Rá-Tim-Bum.

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FOTO: divulgação

ex-secretário estadual de cultura e ex-deputado volta à casa que presidiu de 2004 a 2007. À época, em entrevistas à imprensa, disse ter encontrado a fundação com grandes déficits orçamentários e partiu para uma política de cortes e controle de gastos. Agora, como se vê nessa entrevista, a situação é semelhante. A eleição de Mendonça, em junho, não foi tranquila. Seu antecessor João Sayad desistiu de concorrer à reeleição quando soube que Mendonça era o favorito do governador Geraldo Alckmin, e o governo estadual, principal fonte de recursos da fundação, tem peso decisivo neste tipo de decisão. O ex-secretário municipal de Cultura de São Paulo, Carlos Augusto Kalil, ensaiou uma chapa de oposição, mas também acabou abandonando a disputa. Logo no início, Mendonça se bateu com um grupo de gerentes demitidos da TV, que reclamavam não haver recebido todos os direitos trabalhistas. Pacificada a questão, a nova gestão finalmente teve início, com mudanças na grade, corte em programas da gestão anterior, como o “Quem Sabe, Sabe” (que segundo ele deve voltar a grade com nova formatação, que inclui plateia), e uma política de austeridade nos gastos. Nesta entrevista exclusiva, Mendonça fala sobre audiência, programação, digitalização, TV por assinatura e outros desafios da emissora pública paulista.

Marcos Mendonça

crítica do cidadão, colocar no ar produtos que sempre tenham um cunho educacional. Fazer produtos de relevância é fundamental. Se esse produto der audiência, melhor ainda. É difícil combinar as duas coisas, mas dá. Tem que vestir essa qualidade em um produto mais acessível à população. E como estão trabalhando isso? Reformulamos um pouco a grade, investimos em acervos da TV, produtos que já tínhamos, e revestimos com uma outra cara, novos cenários, nova estrutura. Não criamos programas novos ainda, estamos usando títulos que a TV já tem. O início da sua gestão foi marcado por cortes de pessoal, por que? A política de contratações e demissões da outra gestão foi mal feita, alguns poucos recebiam grandes salários, havia uma diferença muito grande. Havia muitos chefes e pouca gente trabalhando, muito cacique pra pouco índio, isso deixou o

TELA VIVA Quais têm sido as prioridades desta gestão? MARCOS MENDONÇA A missão da TV Cultura é ajudar na formação 28

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nível da produção muito baixo. Agora há um novo ânimo, devolvemos o orgulho de quem trabalha aqui. Isso tinha acabado na TV. Mas qual é a situação financeira da fundação? Encontramos um déficit de R$ 43 milhões só para este ano. De junho até outubro economizamos R$ 11 milhões. Os cortes de pessoal devem dar cerca de R$ 12 milhões ao ano. É duro, mas foi sem prejuízo para a grade. A FPA havia gasto este ano até junho R$ 2 milhões em publicidade. De lá para cá gastamos zero, nós cortamos outros R$ 2 milhões que ainda seriam gastos. Também aumentamos os mecanismos de controle, despesas como taxi, viagens. O mercado de televisão como um todo vive um momento de crise, não é só a Cultura. Nós nem somos tão afetados nesse mercado, porque

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Como agregar quase 14 milhões de assinantes à sua base?

PROPORCIONE ACESSIBILIDADE. No Brasil, existem quase 14 milhões* de deficientes entre auditivos e visuais que não tem acesso à programação de TV a cabo, ávidos por conteúdo de boa qualidade e potenciais consumidores. A Steno do Brasil, pioneira em transcrição em tempo real desde 1997, disponibiliza soluções de Closed Caption e Audiodescrição com baixo custo e qualidade em constante evolução. Saia na frente da concorrência. Proporcione acessibilidade no seu line-up. *Dados do Censo 2010.

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( entrevista) E há dinheiro pra isso? Qual é hoje o aporte do governo estadual para a fundação? Eu assumi com o governo um compromisso de contenção de gastos, e o governo vai nos ajudar. Ainda não há uma definição de aumento. Este ano o aporte foi de R$ 82 milhões. Mas o governo dava R$ 10 milhões extras por ano para investimento em equipamentos, e a gestão anterior usou só 30%. Vamos usar essa verba.

temos outra fonte, que é o governo. O déficit vem muito mais de equívocos de gestão. Onde mais dá para economizar? Na nossa gestão anterior (20042007) tínhamos muitas permutas, para passagens, hotel. Fazíamos com as universidades, para dar cursos gratuitos aos funcionários, com o Senac etc. Isso acabou, agora estamos retomando. Também estamos controlando mais os gastos de produção. Uma equipe vai cobrir o Festival de Inverno de Campos do Jordão e se hospeda na cidade, onde nessa época uma diária custa R$ 400. Na minha gestão anterior, dormiam em Taubaté, onde custa R$ 90. Ao invés de trazer um convidado de outro estado para ser jurado em um programa, pegamos alguém de São Paulo.

E quanto às outras fontes de receita, como publicidade e serviços? A FPA presta vários serviços a órgãos como a Secretaria Estadual de Educação e a Univesp, mas os contratos foram mal planejados, do jeito que estão não deixam sobrar recursos para a fundação. Não incorporam os custos indiretos. Estamos reavaliando estes contratos, para

“Há espaço para tudo, para a produção interna e a independente. Imagino que o Fundo Setorial do Audiovisual possa aportar os recursos para essa produção independente.”

Como fica a relação com a produção independente, quando você já tem uma infraestrutura grande de equipamentos, estúdio e pessoal? Há espaço para tudo, para a produção interna e a independente. Vamos manter nossa produção infantil própria, autoral. Mas hoje temos dez horas de infantil no ar, não ocupamos tudo sozinhos. O mesmo com documentários, exibimos um ou dois por dia, não podemos produzir tudo. Imagino que o Fundo Setorial do Audiovisual possa aportar os recursos para essa produção independente, nós somos coprodutores. Também buscamos parceria com a TV por assinatura, aceitamos ser a segunda janela.

incorporar estes nossos custos, que não eram calculados, então não geravam receita para a televisão. Melhorar isso vai permitir fazer frente aos investimentos necessários. Eu garanto que em 2015 teremos superávit. A audiência da Cultura vem crescendo, a emissora já supera em média a RedeTV e briga em alguns horários com a Band, chegando mesmo a empatar eventualmente com Record e SBT. Isso já se refletiu na publicidade? As agências já têm suas estratégias definidas para o ano todo, então esse crescimento só deve se refletir nas receitas no ano que vem. Em abril lançaremos a nova grade. A questão maior é a relevância, a ideia é consolidar a audiência em um patamar adequado. Temos que lembrar que no

Como está a planta tecnológica? Muito difícil, estamos recuperando. Isso foi relegado a um plano secundário na outra gestão. A estrutura está absolutamente deteriorada, a rádio FM tem um transmissor defasado, as ilhas têm vários problemas. Vamos investir para melhorar. 30

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passado a TV Cultura saiu do mercado nacional, com a entrada da TV Brasil. Hoje várias educativas estão voltando a nos retransmitir, como no RS e SC. Como anda a TV Rá-Tim-Bum? O canal foi mal trabalhado. Eu que coloquei no ar, na minha gestão anterior, mas um canal assim precisa de muita dedicação. È um ambiente competitivo, você está disputando com os melhores do mundo, Cartoon, Discovery, Disney... Então estamos reformulando. O canal saiu do pacote básico. Teria que estar com 15 milhões de assinantes, mas tem só 6 milhões. Estamos negociando isso. O canal tem equilíbrio financeiro, ele se paga e tem dinheiro para investir. Há planos para mais canais? Eu gostaria de fazer uma TV Saúde. Temos hoje dois canais abertos em multiprogramação na TV digital, o Univesp e o Multicultura. O Univesp é importante, vai aumentar, deve gerar recursos. O Multicultura viraria este canal da saúde, para qualificação, voltado para os profissionais da saúde e também para o público. Deve ser para o início do ano que vem. Em que pé está a migração para o digital? Estão se preparando para o switch-off em 2015 (São Paulo deve estar entre as primeiras cidades com o sinal analógico desligado)? O problema é o financiamento. O BNDES criou uma linha que nenhuma TV pública usou, e quase nenhuma TV comercial, pela burocracia que é. E as linhas vencem este ano. Estamos negociando com o BNDES pelo menos a prorrogação das linhas e para fazermos um debate sobre como usá-las. Temos mais de 200 torres no estado de São Paulo, falta muito para digitalizar, e mesmo na capital ainda faltam investimentos, temos que reforçar o sinal em várias áreas.


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REALIZAÇÃO

ORGANIZAÇÃO

PUBLICAÇÕES OFICIAIS

NSAO. 5 A 7 DE AGOSTO DE 2014

TRANSAMÉRICA EXPO CENTER, SÃO PAULO, SP


( making of )

Lizandra de Almeida

c a r t a s . t e l a v i v a @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

P

ara divulgar os serviços de entrega internacional dos Correios, a agência Propeg criou um filme que foi conferir em várias partes do mundo a vida de brasileiros que moram fora e costumam receber objetos enviados por seus parentes do Brasil. Inicialmente, a intenção era produzir o filme no Brasil, com atores, reproduzindo cenários conhecidos de cidades fora do mundo. A opção controlada, porém, deu lugar a uma produção bem mais arriscada: encontrar pessoas reais que moram fora do Brasil e têm essa relação com os Correios, ao receber os pacotes que seus parentes enviam daqui. “Pesquisamos pessoas reais que moravam fora e utilizavam os Serviços Internacionais dos Correios. Pessoas que sabiam expressar exatamente a sensação de se sentir próximas, ligadas ao Brasil, mesmo a milhares de quilômetros de distância. O resultado foi um filme leve, moderno e divertido”, analisa a diretora de criação Ana Luísa Almeida. Para a diretora Lô Politi, nem por isso a produção ficou mais fácil. “No fundo, optamos pelo caminho mais difícil e aparentemente tudo foi muito solto. Mas para que o filme tivesse essa descontração, esse realismo, tudo foi super pensado. O que dá graça ao filme é que tudo é muito real, mas não tem cara de documentário.” Para escolher os personagens, a produtora entrou em contato com produtores brasileiros que moram em Paris, Nova York e Tóquio – as três cidades retratadas no filme. Cada um selecionou alguns brasileiros que conhecia e os recomendou à diretora, que avaliou o casting inicialmente por Skype. “Fizemos essa pré-seleção virtual e depois apresentamos os escolhidos

FOTOs: divulgação

Onde você estiver

Filme para os Correios mostra histórias de brasileiros que vivem no exterior.

para a agência e o cliente, que também aprovaram daqui. Já saímos com o casting fechado e aprovado por todos”, explica Lô. A equipe então foi primeiro para Nova York, depois para Paris e então para Tóquio, em 12 dias seguidos de produção. “Não deu nem para sentir o jet lag”, brinca a diretora. Em cada lugar, a equipe super reduzida, composta apenas pela diretora de cena, pelo diretor de fotografia e seus assistentes, passou um dia passeando com os personagens. “Andamos com eles pela cidade, fomos aos lugares que eles costumam frequentar, conversamos, conhecemos a rotina deles. Foi como encontrar amigos que moram longe.” Depois, foram dois dias de gravação em cada cidade. O fotógrafo Robério Braga usou uma câmera portátil Canon 5D, um pequeno steady cam para poder se deslocar com facilidade e aumentar o realismo das cenas e um jogo de lentes. “Apesar de compacto, o equipamento era bem sofisticado. E trabalhamos com uma equipe super enxuta, mas com pessoas muito experientes. Como não podíamos fechar os lugares, tipo a Torre Eiffel, filmamos justamente como se fôssemos um grupo de amigos, uma turma. Ensaiávamos um pouco e depois gravamos. 34

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A ideia era que as pessoas olhassem para a câmera como se estivessem falando com suas pessoas queridas.” O planejamento prévio, porém, não podia prever o clima no dia da gravação. Assim, a equipe também tinha flexibilidade para se adaptar a cada situação. “Em Paris o clima estava nublado, o que ajudou a ideia da menina que recebe um cachecol. Em Nova York estava sol, então exploramos o colorido da cidade. E em Tóquio choveu, então resolvemos filmar mais à noite e aproveitar as luzes da cidade. Se não fosse isso, seria de outra forma e também daria certo”, comenta. Em contato com os personagens em suas cidades, a diretora também fez as vezes de figurinista. “Como já as conhecíamos antes pelo Skype e queríamos que tudo fosse a cara das próprias pessoas, escolhi peças do próprio guarda-roupa deles, na hora”, conta. As pessoas escolhidas também tinham alguma intimidade com o cinema, o que facilitou o trabalho. A menina de Paris é estudante de cinema, o rapaz de Nova York é ator, o rapaz de Tóquio é modelo e a namorada também estudou cinema. “O pessoal já está acostumado com esse mundo.”

ficha técnica Cliente Empresa Brasileira de  Correios e Telégrafos ProdutoInstitucional AgênciaPropeg Direção de criação Ana Luísa Almeida  e Maurício Passarinho Criação Maurício Passarinho,  Cezar Martini, Maurício Oliveira, Bruno Lima,  Luciano Crisp e  Seiki Fabrício Produtora do filme Movie&Art DireçãoLô Politi Fotografia Robério Braga Trilha Base Sonora


FOTOs: divulgação

Novo e antigo

Nova campanha da Campari foi filmada no bar do Jockey Club de São Paulo.

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epois de conquistar a conta do aperitivo Campari, a agência Giovanni+Draftcb apresentou sua primeira campanha para a marca. O filme começa com dois bonitões jogando xadrez. O mais experiente usa metáforas do xadrez para descrever uma noite na balada, destacando a importância da rainha no tabuleiro e dos possíveis adversários, peões e torres. Enquanto isso, as imagens mostram os movimentos do jogador mais jovem no bar. Quem é da área de publicidade provavelmente vai reconhecer o diretor do filme, Carlos Manga Jr., interpretando o jogador mais experiente e também sua voz na locução. “Já tínhamos pensado na voz do Manguinha para a locução justamente porque ele tem esse tom grave, meio rouco, mas depois veio a ideia de também chamá-lo para atuar no filme”, diz a diretora executiva de criação Joanna Monteiro.

Assim como a bebida é um aperitivo, algo a ser degustado antes de uma refeição, o filme mostra que a bebida está presente nas ocasiões que antecedem momentos especiais. A opção estética foi por um filme cinematográfico, que falasse com os consumidores atuais e também com um público mais jovem. “Criamos um drinque especial para a campanha, mostrando que o produto também pode ser consumido de outras formas”, conta Joanna. “Campari é uma bebida que tem um ar sofisticado, mas ao mesmo tempo é muito democrática. Todo o mundo tem uma garrafa em casa.” A locação do filme foi o bar do Jockey Club de São Paulo e a produção bem cuidada se concentrou nos detalhes, do casting ao figurino. Para captar as imagens, a câmera foi instalada em um steady cam para que a movimentação ficasse mais dinâmica. Para preparar o drinque e fazer com que a bebida aparecesse em cena de acordo com as exigências da marca, foi trazido um profissional especializado em efeitos especiais de produto da Itália. “Ele ficou conosco por dois ou três dias, participou da

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filmagem e de todo o processo. As exigências são enormes, até o gelo usado nos copos é especial.” O filme foi lançado na televisão, mas também ficou à disposição na fanpage da marca no Facebook. A campanha será veiculada nas praças de Recife, Teresina, Belém, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, São Luis, Belo Horizonte, nos principais canais de TV aberta e nacionalmente em TV por assinatura.

ficha técnica ProdutoCampari Agência Giovanni+Draftfcb Dir. geral de criação Joanna Monteiro  e Max Geraldo Criação Ricardo “Dona” Neto  e Paulo Junger ProdutoraZola Direção Carlos Manga Jr. Coord. de Finalização Pedro Bueno Animação, comp. e final.Equipe CLAN vfx Montagem Alex Lacerda TrilhaSatélite

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cobertura

( evento)

Mais uma boca Fabricantes de smart TVs se preparam para disputar um pedaço do bolo publicitário, em um modelo de divisão de receita com os detentores do conteúdo. A expectativa é que 70% da receita obtida com conteúdo fora do broadcast tradicional em TVs conectadas venha da publicidade em 2017. FOTOS: Marcelo Kahn

Q

uando as primeiras TVs conectadas chegaram ao mercado, em 2010, os grandes fabricantes de presença global viram a chance de, finalmente, criar suas versões da AppStore da Apple, com controle total das lojas de aplicativos e uma participação na venda de tudo o que passasse por suas plataformas. Algo que já haviam tentado, sem sucesso, nos smartphones e tablets. Com as plataformas em um estágio mais avançado de maturidade, ficou claro que o consumidor não está disposto a encher a tela grande da sala de games, utilitários e outros apps pagos. Isso não significa o fim das plataformas. Pelo contrário, os consumidores já apontaram que gostaram da conectividade para outro fim: ver TV. A maior oferta de conteúdo de vídeo que a capacidade de processamento e a conectividade por wifi trazem à TV já motivo suficiente para se investir em uma nova geração de equipamentos e passar ainda mais tempo em frente às suas telas. Os fabricantes concordam que aquele sonho do dinheiro fácil das app stores acabou, mas já apontam outra forma de capitalizar as plataformas de smart TVs e, novamente, realizar um desejo antigo: entrar no mercado de mídia com a venda de publicidade. Se conseguirem viabilizar a ideia, os fabricantes de TV passam a disputar o mercado publicitário global, com métrica de Internet, mas na tela mais nobre dos lares consumidores.

Samsung e Sony apresentaram planos para lançar plataforma de publicidade em suas smart TVs.

Durante o terceiro seminário TV.Apps, evento promovido por TELA VIVA que debateu os modelos de negócios das smart TVs no início de novembro, em São Paulo, duas das maiores fabricantes de TV apresentaram planos para lançar plataformas de publicidade em suas smart TVs. A ideia é vender os espaços diretamente ao mercado publicitário, dividindo a receita com os produtores de conteúdo. Marcelo Natali, gerente de conteúdo para smart TVs da Samsung, citou dados de estudo realizado pela TDG Research que aponta que 70% da receita obtida com conteúdo fora do broadcast tradicional em smart TVs virá da publicidade em 2017. Além disso, o executivo citou a

“Venderemos espaço para o anunciante, remunerando o proprietário do conteúdo. Estamos formando uma equipe para negociar a publicidade”. Marcelo Natali, da Samsung

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pesquisa Ericsson Consumer Lab, que aponta que o conteúdo gratuito com publicidade é preferência entre os usuários, ficando a frente de qualquer modalidade de venda de conteúdo. A plataforma da Samsung começa a ser testada em dezembro, contemplando duas modalidades de anúncio: banners na página principal da interface da smart TV, direcionando para um conteúdo específico, e vídeos pre-roll executados quando o usuário acessa um aplicativo ou quando ele acessa um vídeo, no caso de estar utilizando uma app de vídeo. “É um modelo semelhante ao do You Tube. Nós iremos vender esse espaço publicitário para o anunciante e distribuir os anúncios utilizando conteúdo relacionado ao produto, remunerando o proprietário do conteúdo, dividindo a receita. Estamos trabalhando para


lançar isso e já estamos formando uma equipe para negociar a publicidade”, disse. A Sony também já está com uma plataforma de venda de publicidade em ponto de lançamento para as TVs conectadas. “Nós sabemos qual o interesse da pessoa, podemos reduzir a dispersão da publicidade. Também tem a questão de que é possível oferecer conteúdo adicional com a propaganda, aumentando sua relevância”, disse Leonardo Castro, coordenador de desenvolvimento de novos negócios da Sony Brasil. Segundo ele, a plataforma da Sony oferecerá também banners em locais de destaque direcionando o usuário para um conteúdo específico, lembrando que o conteúdo interativo e de VOD permite identificar as preferências do consumidor e melhor direcionar a publicidade. E os russos? Para a estratégia dar certo, falta ainda negociar com os parceiros de conteúdo. Para aqueles que vendem um serviço premium, cobrando uma assinatura, pode não ser interessante empurrar aos clientes uma publicidade pre-roll ou mesmo um banner. Já os grupos de mídia veem com ressalvas a entrada de mais um player no disputado mercado de mídia. Os outros fabricantes devem depender mais de outros parceiros, uma negociação que não deve ser simples. “O radiodifusor busca o anunciante, ele tem esse modelo de negócio. A entrada dos fabricantes pode gerar uma divisão maior da receita, e isso não é bem visto no mercado. É preciso alinhar a plataforma de negócios com os radiodifusores. Se a fabricante atuar de forma ativa, trazendo anunciantes, e alinhar a divisão da receita com os radiodifusores, não vejo problema”, disse Jefferson Padilha, gerente de

“Nós sabemos qual o interesse da pessoa, podemos reduzir a dispersão da publicidade. É possível oferecer conteúdo adicional com a propaganda, aumentando sua relevância”.

TVs é a possibilidade de entregar um conteúdo ao consumidor - e não apenas uma mensagem em um spot, filme de 30 segundos ou banner. Para Angel Fernández Nebot, da Smartclip, a smart TV Leonardo Castro, da Sony Brasil combina interatividade com a vantagem de estar produtos digitais do Grupo presente na principal tela Bandeirantes. da casa do assinante. “A Para Leonardo Cesar, diretor do TV é o principal palco para a Esporte Interativo, é preciso avaliar em publicidade na casa do cliente, a quais conteúdos o modelo de divisão de maior tela, o centro das atenções. receita de publicidade poderia ser Você está presente lá e ainda há a aplicado. “Se é um conteúdo aberto, é uma possibilidade de interatividade, de coisa. Se é um conteúdo premium, no qual oferecer conteúdo extra e engajar o você está investindo para levar ao cliente e cliente”, disse. cobrando por ele, aí pode ser que esse Além disso, ao se distribuir o modelo não combine”, disse. conteúdo diretamente para o Cesar apresentou no evento o Ei Plus consumidor, cria-se a possibilidade de 2.0, versão reformulada da plataforma de enviar entretenimento, além de conteúdo pago na Internet do grupo. A comerciais simples. Para isso, disse nova versão do serviço traz a possibilidade Nebot, o anunciante deve se de assistir o conteúdo em diferentes preocupar em criar conteúdo que dispositivos, a transmissão de múltiplos agrade o público alvo da marca, e eventos ao vivo ao mesmo tempo, um não necessariamente focar nos acervo de VOD e a possibilidade de pausar produtos. Como exemplo, citou a e rever conteúdo ao vivo. atuação da Red Bull, que patrocina e De acordo com Cesar, o objetivo do filma esportistas radicais, quebras de Esporte Interativo é focar na recorde e equipes em diferentes comercialização de serviços premium, ao modalidades esportivas, para depois invés de se dedicar a aumentar a distribuir o conteúdo gerado. audiência. “Não queremos mais audiência, “Entretenimento. Essa é a palavra não é o foco. Já temos uma grande chave. Na plataforma smart, o cliente audiência, mais do que conseguimos decide o que quer ver. Por isso, é monetizar. Vamos vender o conteúdo importante gerar conteúdo que atraia premium. Para isso será fundamental a sua atenção”, disse. capacidade de billing e de promoção do Roberto Muller, sócio da Mellon, parceiro e planejamos manter nossos citou como exemplo aplicativo para a modelos de negócios flexíveis, que sempre divulgação de um carro da Hyundai. foi uma marca do grupo”, disse. Segundo ele, o conteúdo da ação inicialmente focou o produto, mas Formatos depois foi se diversificando. “O Para as agências, o produto pode atrair atenção do principal diferencial das smart cliente num primeiro momento, mas depois perde a relevância. Ele não vai voltar para ver o “A entrada dos fabricantes pode vídeo da propaganda do carro gerar uma divisão maior da receita, várias e várias vezes. Por isso e isso não é bem visto no mercado. que desde o princípio já É preciso alinhar a plataforma de tínhamos planejado diversificar o conteúdo”, disse. negócios com os radiodifusores”. Segundo Muller, as smart TVs Jefferson Padilha, do Grupo Bandeirantes

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( evento) “Vamos vender o conteúdo premium. Para isso será fundamental a capacidade de billing e de promoção do parceiro”.

FOTOs: Marcelo Kahn

representam a possibilidade de levar conteúdo da marca diretamente para o telespectador utilizando a principal mídia de publicidade e criar um relacionamento com esse consumidor. As soluções para os anunciantes usando a TV e as plataformas digitais não estão apenas nas smart TVs. Mauricio Vieira, da Civolution, apresentou uma solução que valoriza a publicidade inserida na programação de TV através da audiência que está, também, usando o Facebook em uma segunda tela. A Civolution e a Optimal, plataforma de análise de publicidade, desenvolveram o serviço que monitora canais a cabo e de radiodifusão para identificar anúncios de TV em tempo real e comprando, automaticamente, anúncios no Facebook em alguns segundos, quando um comercial específico for ao ar na TV. Segundo Vieira, os anúncios no feed de notícias do Facebook que foram sincronizados com a publicidade transmitida na TV tiveram uma elevação de mais de 60% na taxa de cliques. Além disso, a publicidade no feed de notícias sincronizada com anúncios de concorrentes apresentou aumento de mais de 35% na taxa de cliques. Nova antena Apesar do debate em torno dos modelos de negócios das plataformas, não há dúvidas em relação à importância das plataformas de smart TVs para a distribuição de conteúdo. Para Salustiano Fagundes, da HXD, a chegada da Internet à TV popularizará o acesso ao principal dispositivo de entretenimento da casa. Produtores, disse, passarão a publicar os seus conteúdos de vídeos digitais utilizando novos canais de distribuição, e as pessoas poderão assisti-los em qualquer parte do mundo. A HXD produziu os aplicativos de vídeo para smart TVs da TV Estadão,

Leonardo Cesar, do Esporte Interativo

do Canal Rural, Cresça Brasil, Hyundai e TV Climatempo. “Temos mais de 300 mil downloads em todos esses aplicativos”, disse Fagundes. O período gasto com consumo de vídeo digital, prevê, irá aumentar ainda mais, e as marcas poderão entregar conteúdo interativo e se aproximar do cliente. Elementos de interatividade e engajamento com as marcas, que antes eram característicos do mundo web, farão também parte da experiência televisiva. O programa “Avesso”, da produtora

Samsung e 38 pela Philips. João Paulo Firmeza, diretor de soluções multimídia e TV interativa da Portugal Telecom Inovação, diz que é difícil convencer os grandes grupos de mídia brasileiros a atuarem nas plataformas digitais, sobretudo nas smart TVs. “Existe uma ideia de que isso possa desviar audiência do produto principal. Existe uma visão muito dogmática disso no Brasil, e a Internet está tomando o controle”, avaliou o executivo. Firmeza apresentou a plataforma Meo, desenvolvida pela empresa portuguesa. A solução oferece uma série de serviços interativos como jogos, música e criação de canais individuais, além de possibilitar a transmissão do conteúdo VOD e linear dos canais de televisão em diversas plataformas. Segundo ele, esse problema é

se viabilizarem a ideia, fabricantes de TV passam a disputar o mercado publicitário, com métrica de Internet, mas na tela mais nobre dos lares. Pset, por exemplo, conseguiu ampliar consideravelmente sua distribuição ao entrar nas plataformas das TVs conectadas. Agora, começa a sua expansão internacional, também através das smart TVs. A produtora fechou parceria com alguns dos principais fabricantes de TV para atuar internacionalmente. Segundo Rosaura Pessetti, diretora do “Avesso”, a expansão começará por Portugal, seguindo para os Estados Unidos. A ideia é montar operação nos dois países para produzir o programa localmente, apresentando cases locais de publicidade. “Através das smart TVs, o programa vai para mais de 190 países”, disse Rosaura. Segundo ela, o programa chegará a 52 países através da plataforma da Panasonic, 196 pela LG, 44 pela

“Existe uma ideia de que o online possa desviar audiência do produto principal. Existe uma visão muito dogmática disso no Brasil”.

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João Paulo Firmeza, da Portugal Telecom Inovação

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específico do Brasil, uma vez que a plataforma conseguiu direitos de transmissão de grande parte dos broadcasters em outros países. “O negócio de broadcast é muito regionalizado, cada lugar tem suas peculiaridades. Aqui no Brasil inclusive alguns broadcasters internacionais que fecharam acordos conosco em outros países se mostram inseguros sobre se podem ou não fazer isso”, disse. De acordo com Firmeza, a empresa já tentou negociar o serviço com os principais broadcasters brasileiros, sem muito sucesso. A Oi, que recentemente anunciou fusão com a PT, já usa a plataforma no Oi Go, que permite assistir o conteúdo broadcast em diversos dispositivos e em qualquer lugar. Contudo, o serviço até hoje oferece apenas cinco canais: Bandeirantes, Play TV, Woohoo, Band Sports e Band News. Fernando Lauterjung e leandro sanfelice


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( case )

Leandro Sanfelice

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Amazônia – Planeta Verde Vendida para cinemas em mais de 90 países, coprodução da francesa Biloba com a brasileira Gullane utiliza imagens reais da vida selvagem para contar uma história fictícia na Amazônia.

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FOTOs: Araquém Alcântara\divulgação

mazônia – Planeta Verde”, coprodução da brasileira Gullane com a francesa Biloba que abriu o Festival de do Rio neste ano com exibição em 3D, utiliza imagens reais da vida selvagem para contar a história fictícia de um macacoprego que precisa se adaptar a vida na floresta amazônica após ser o único sobrevivente de um desastre aéreo. A produção já foi vendida para cinemas em mais de 90 países, e será lançada para o público em 31 de janeiro. O projeto, que levou quase cinco anos para ser produzido, demandou investimentos de R$ 26,4 milhões e 250 dias de gravação realizados ao longo de dois anos. Segundo o produtor Fabiano Gullane, a parceria surgiu de um encontro entre as produtoras dos dois países realizado no Festival de Cannes em 2007. “Eles tinham a vontade de fazer um filme retratando a Amazônia, e então apareceu essa ideia de contar a história do ponto de vista do macaco que sobrevive ao acidente e tem que reaprender a viver na floresta”, diz. Segundo ele, o acordo para iniciar a produção foi firmado durante o Festival do Rio em 2008, e a partir de então se iniciou o trabalho de pré-produção. “Durante três anos pesquisamos, desenvolvemos o roteiro e procuramos formar a melhor equipe”. A floresta, explica, se caracteriza por dois períodos marcantes: de cheia e de seca. Para retratar esse ambiente com

Filmagens na região foram divididas em três grandes sessões entre 2011 e 2013.

fidelidade, as gravações foram divididas em três principais etapas entre 2011 e 2013. Na primeira, realizada em 2011, a equipe com 90 profissionais, 29 franceses e 61 brasileiros, gravou imagens do período de seca, permanecendo por cerca de seis meses na floresta. Depois, retornou para mais quatro meses de gravação em 2012, na qual captou imagens retratando os dias de chuva. Por fim, em 2013, a equipe retornou uma última vez para gravar tomadas aéreas. A edição e a pós-produção do filme foram feitas na França. Para contar uma história com imagens reais do dia a dia dos animais na floresta, “Amazônia” trabalhou com

filmagens de observação da vida selvagem, como as que são usadas em documentários. De acordo com Gullane, o projeto contou com roteiro pré-concebido, e a equipe teve a missão de captar as imagens necessárias para contar a história. Para isso, foi preciso realizar pesquisa e descobrir onde encontrar os animais. “Se você vai na floresta sem planejamento, é muito difícil encontrar qualquer animal, eles fogem com a presença humana. Então nós pesquisamos as regiões onde encontraríamos os animais que queríamos e os acostumamos com nossa presença para depois gravarmos”.

Para contar uma história com imagens reais do dia a dia dos animais na floresta, “Amazônia” trabalhou com filmagens de observação da vida selvagem, como as que são usadas em documentários. 40

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“Nosso projeto era ter imagens de comportamento natural e real em quantidade suficiente para contar a história. Imaginamos uma série de estratégias para filmá-las. Nosso personagem principal, o macaco-prego, estava acostumado a conviver com humanos em um parque natural meses antes das filmagens começarem. Para cenas mais perigosas, com harpia e onça, por exemplo, nossa equipe filmou de dentro de jaulas, para sua segurança”, explica o francês Thierry Ragobert, diretor do filme. Sem narração ou diálogos, o filme explora bastante a expressão dos animais e os sons do ambiente. “Eu costumo dizer que “Amazônia” é uma história de ficção animal bem documental. Não houve diálogo ou narração porque queríamos que fosse realista. Trabalhamos com uma história simples o suficiente para não precisar de alguém te dizendo o que ver e o que entender”, diz Ragobert. Para contar uma história sem esses recursos, o diretor explica que o trabalho de edição foi essencial. “Com a edição, o som e a música, a história do pequeno macaco é fácil de entender. E é importante lembrar que as expressões dele são bem parecidas com as humanas. É só ver seu rosto, é muito fácil saber se nosso herói está triste ou feliz”. “Foi algo planejado desde o começo. Desde a criação do roteiro nos preparamos para trabalhar sem esses recursos”, diz Gullane. De acordo com ele, a produtora brasileira ainda considera a possibilidade de produzir uma versão com narração do longa. “Seria para facilitar a compreensão para o público infantil, mas ainda estamos considerando isso, não é nada certo”. Parceria e recursos Segundo Gullane, a produtora brasileira detêm os direitos de distribuição para todos os países

e Planeta Verd Amazônia – Ficção

Sinopse: Único sobrevivente de um desastre aéreo na floresta amazônica, macaco-prego precisa aprender a viver na selva. Se relacionar com outros animais da sua espécie e fugir de predadores estão entre os desafios que ele terá que enfrentar.

Filmes e do Telecine. Na França, a Biloba captou recursos com o CNC, entidade que administra a política do país na área de cinema, com as organizações Procirep e Programa Media e com os canais France 2 e Canal +, além de contar com investimentos da própria distribuidora, a Le Pacte.

da América Latina e Portugal, enquanto a Biloba é detentora desses direitos na França e em outros países de língua francesa. Nos países restantes, a divisão dos direitos ocorre de acordo com o valor investido no projeto por cada uma das produtoras, sendo 55% pertencentes à Biloba e 45% à Gullane. No Brasil, a distribuição é feita pela Imovision, enquanto a francesa Le Pacte cuida da distribuição no resto do mundo. No Brasil, o financiamento do projeto contou com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, de cerca de R$ 1,8 milhão, investimento particular da Natura, patrocinadora máster do projeto, e apoio da Tetra Pak, do Banco da Amazônia e da GDF Suez por meio de linhas de incentivo. O projeto contou ainda com parceria da Rio Filme, da Globo

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Na TV No “Fantástico”, da Rede Globo, imagens da produção do longa serão usadas numa série semanal, que servirá também como divulgação para o projeto. “O material do “Fantástico” usa algumas cenas do filme, material de making of e algumas imagens exclusivas. A Globo é uma das apoiadoras do projeto”, explica Gullane.

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Fernando Lauterjung

f e r n a n d o @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r Fotos: divulgação

Cores no Windows

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Atualizações da Adobe Creative Cloud trazem link direto no pipeline de cor entre o Adobe Premiere Pro CC e o Adobe SpeedGrade CC.

Evolução em conjunto

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Adobe anunciou inovações para os aplicativos de vídeo da Adobe Creative Cloud, incluindo novos recursos no Adobe Premiere Pro CC, Adobe After Effects CC, Adobe SpeedGrade CC, Adobe Prelude CC, Adobe Media Encoder CC e Adobe Story CC Plus. As atualizações também serão disponibilizadas para o Adobe Anywhere para vídeo, que implementa tarefas desde a gestão até a criação de registros e colaborações em efeitos visuais para grandes equipes. Com foco nos editores, um novo aplicativo do Adobe Anywhere para iPad permite navegar em produções compartilhadas e executar mídias e sequências do Adobe Anywhere Server em seus dispositivos. As atualizações incluem um link direto no pipeline de cor entre o Adobe Premiere Pro CC e o Adobe SpeedGrade CC; mais suporte nativo para controle de brilho nas imagens, incluindo conteúdo com uma taxa de frame de 4K; um novo rastreador de máscaras no Adobe After Effects; aplicativo para iPad do Adobe Prelude CC Live Logger. Assinantes da Creative Cloud recebem todas as inovações como parte do seu plano atual, sem custo adicional.

Filmlight apresentou a versão para Windows do Baselight para Avid. Trata-se de uma versão do Baselight Editions, que fornece os elementos fundamentais do software de graudação de cores Baselight como um plug -in de ferramentas existentes de pós-produção. O Baselight Editions coloca a interface de usuário Baselight, juntamente com o seu processamento de cor, em um plug-in padrão. Este plug-in apresenta graduações ilimitadas de cores primárias e secundárias em uma única layer, incluindo ajustes de mattes, tracking automático de objetos e animação em keyframe completo. O plug-in não demanda tempo de renderização para exportar metadados de volta para o Media Composer. Os metadados exportados são totalmente modificáveis, levando eficiência do fluxo de trabalho, permitindo correções e mudanças de última hora que podem ser feitas diretamente no Media Composer, sem a necessidade de se voltar para a suíte completa do Baselight. Informações de cor também podem ser exportadas no formato de arquivo Filmlight BLG, para trabalho em conjunto com qualquer outro sistema Filmlight, incluindo outras edições Baselight. O software inclui o sistema de gerenciamento de cores do Truelight Filmlight, de modo que os editores podem ter certeza de que o que aprece no monitor é o resultado final.

Versão Windows do Baselight para Avid traz os elementos fundamentais do software de graduação de cores, como um plug -in de ferramentas de pós-produção.

Em módulos

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Avid apresentou na IBC, em setembro, a mesa de áudio Avid S6. Desenvolvida para atender ao mercado de áudio mais exigente, a mesa tem design modular, sendo escalável horizontal e verticalmente. Além disso, o sistema é ergonômico, com comandos touchscreen para acesso rápido e fácil aos plug-ins, trilhas e demais comandos. A mesa acompanha uma tela de 12,1 polegadas. Compatível com o Pro Tools e outras estações de áudio digitais, a S6 permite trabalhar em até oito sessões diferentes simultaneamente. A conexão Ethernet de alta velocidade também facilita a reconfiguração das operações conforme as necessidades.

Avid S6 tem design modular, sendo escalável horizontal e verticalmente.

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( agenda ) NOVEMBRO

30 a 1/12 IV Mostra Animal, Curitiba, PR. Web: www.mostraanimal.com.br/

DEZEMBRO

Fórum de discussões jurídicas sobre o mercado de telecomunicações, TI e comunicações. Debate a regulamentação de conteúdos audiovisuais e novas plataformas de mídia. 3 a 4 de dezembro Seminário Internacional ABDTIC, São Paulo, SP. Tel: 0800 77 15 028. E-mail: inscricoes@ convergecom.com.br

3 a 6 Ventana Sur, Buenos Aires, Argentina. Web: www.ventanasur.gov.ar/eng/

JANEIRO 2014

7 a 10 CES 2014, Las Vegas, EUA. Web: www.cesweb.org. 10 a 19 Flickerfest 2014, Sydney, Austrália. E-mail: coordinator@flickerfest.com.au. Web: www.flickerfest.com.au.

Rotterdam 2014, Rotterdam, Holanda. E-mail: tiger@filmfestivalrotterdam.com. Web: www.filmfestivalrotterdam.com

21 a 26 Festival Internacional de Programas Audiovisuais – Fipa, Biarritz, França. E-mail: info@fipa.tv. Web: www.fipa.tv

24 a 1/2 17ª Mostra de Cinema de Tiradentes, MG. Tel.: (31) 3282-2366. E-mail: up@universoproducao.com.br. Web: www.mostratiradentes.com.br

22 a 5/2 International Film Festival

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Responsáveis pela agenda política e regulatória reúnem-se para discutir metas e definições do setor de telecomunicações para os próximos anos. 19 de fevereiro 13° Seminário Políticas de Telecomunicações, Brasíllia, DF. Tel: 0800 77 15 028. Email: inscricoes@convergecom.com.br

26 a 29 Realscreen Summit, Washington, EUA. Tel.: (1-416) 408-2300. E-mail: jpinto@brunico.com. Web: summit.realscreen.com 27 a 29 Natpe 2014, Miami, EUA. E-mail: eric@natpe.org. Web: www.natpe.com.


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Revista Telaviva - 243 - Novembro de 2013  
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